TCP LOG REGISTRA RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO NA FERROVIA
Publicado em 10/15/2018 as 05:59 PM




A TCP Log – subsidiária logística da TCP (empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá), registrou um recorde na movimentação de contêineres pela ferrovia, com 5.403 unidades transportadas no mês de agosto. Este é o melhor resultado desde maio de 2015, quando o total de contêineres movimentados no modal foi de 5428 unidades.

Maurício Totti, gerente Comercial da TCP, explica que o recorde vai ao encontro das metas de crescimentos da subsidiária logística e reflete a chegada da CMPorts ao Brasil. “A CMPorts e a TCP Log têm uma visão alinhada sobre a importância de investir em serviços integrados em toda a cadeia logística. Isso torna o modal ferroviário uma peça fundamental para ao crescimento da empresa nos próximos meses e para a atração de novas cargas para Paranaguá.”, diz.

Por ser o único terminal de contêineres do Sul do Brasil que conta com conexão ferroviária direta, dentro do pátio, o Terminal se torna líder no mercado brasileiro neste modal, que atende, principalmente, a cadeia de produtos reefer. ” Isso possibilita que a operação por Paranaguá seja muito mais competitiva para o cliente. Como resultado dos serviços ofertados, temos notado o aumento do fluxo por Paranaguá de mercadorias que têm origem e destino no Brasil, Ásia e Oriente Médio”.

O executivo revela que a intenção da empresa é ampliar a atuação no modal e fortalecer também as bases intermodais no interior. “Dentro da visão de integração logística, a TCP Log conta com os armazéns no interior, onde são oferecidos serviços de armazenagem, estufagem, estrutura para carregamento e descarregamento de contêineres, além de transporte de cargas desde e até o Porto de Paranaguá”, ressalta.

A ideia é que o cliente não precise ir até o Porto ou contratar um serviço de transporte para retirar sua mercadoria em Paranaguá, mas que esse serviço seja oferecido pela TCP Log.” Isso facilita a relação com o cliente e torna a operação muito mais barata”, finaliza.

Atualmente, a TCP Log conta com bases intermodais no interior nas cidades de Cambé, Cascavel, Ponta Grossa e São José dos Pinhais, além dos armazéns de importação e exportação e do Depot Express em Paranaguá.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

INVESTIMENTOS ADIADOS
Publicado em 10/15/2018 as 05:59 PM



Fabricantes de equipamentos para minérios abrem olhar para outros países, além de demandas em minas de extração

• Danilo Oliveira

Novos projetos portuários com movimentação de minérios dependem da recuperação desse mercado em nível internacional. A queda do preço do minério de ferro nos últimos quatro anos adiou a compra de equipamentos e a expansão de terminais no Brasil. As instalações portuárias de minérios têm demandado, basicamente, manutenção e pequenas adaptações. Os fabricantes olham oportunidades em outros países sul-americanos, em especial Chile e Peru, além de demandas em minas de extração. A avaliação é que o volume de produção de minérios está aumentando, porém os maiores investimentos estão concentrados na expansão da capacidade produtiva das minas.

A Aumund avalia que a tendência dos preços da commodity é de estabilidade nos próximos anos. A fabricante acredita que alguns projetos portuários ainda devem permanecer engavetados a curto prazo. A empresa acompanha o desenvolvimento de novos projetos de terminais portuários na Bahia (Porto Sul), Espírito Santo (Porto Central) e na região Norte que estão em fase de definição ou licenciamento. Para manuseio de minérios, a Aumund tem uma linha desde equipamentos de pátio e armazenagem até a fase do carregamento, como empilhadeiras e retomadoras.

O gerente de vendas da Aumund, Átila Soares, diz que no Brasil existem muitos projetos demorados em função, dentre outros fatores, da tramitação do licenciamento e da conclusão de obras de acessos ferroviários. “Esses projetos dependem de investimentos de longo prazo e sabemos que não estamos num ano favorável. Esse tipo de obra de infraestrutura no Brasil leva muito tempo para sair”, observa Soares.

Para a Aumund, a América do Sul é um grande referencial nesse segmento na medida em que grande parte das consultas recebidas sobre equipamentos para portos é para aplicações com manuseio de minérios. Soares explica que o principal produto do segmento de mineração no Brasil é o minério de ferro para exportação, enquanto Chile e Peru se destacam na movimentação de concentrados de cobre. Soares diz que o governo peruano concedeu recentemente a operação de portos públicos à iniciativa privada e agora vive certa retração desses movimentos, aguardando a concretização de planos de novas concessões.

A Aumund vendeu duas empilhadeiras radiais sobre esteiras para o terminal multicargas (TMULT) localizado no complexo do Porto do Açu (RJ). A empresa também forneceu carregadores de navios para movimentação de concentrados no Chile e no Peru. O momento atual, no entanto, é de compasso de espera. “Observamos nos últimos anos mais movimentos no sentido de reforma e serviço desses equipamentos e um pouco de projetos represados em função da situação do mercado”, avalia.

A TMSA também avalia que a redução nos investimentos em terminais portuários de minérios está relacionada ao preço da commodity, que esteve muito baixo nos últimos anos, mas identifica tendência de recuperação, com aumento de consultas e retorno de investimentos a médio prazo. “Mas a tendência de retomada ainda não se traduziu em novas consultas”, conta o diretor comercial da empresa, Paulo Lambert.

Entre os terminais portuários que operam minério, a TMSA forneceu transportadores de correia do Porto do Açu (RJ), além do transportador tubular para descarga de carvão em Pecém (CE). A fabricante também vendeu equipamentos para a termelétrica do Porto de Itaqui (MA). A TMSA recebeu esse ano algumas propostas de manutenção de equipamentos. “Existem, não ainda no nível que gostaríamos. Mas já recebemos mais que no ano passado. Pelo menos dois estudos solicitados de modernização de shiploaders. Um deles está relacionado à automação”, conta Lambert.

A fabricante investe na redução de emissões de particulados nas operações portuárias de minérios. Recentemente, a TMSA teve sucesso no projeto da ADM em Santos, na área de grãos, e quer repetir o desempenho investindo em estudos para melhorar esse tipo de aplicação em terminais de minérios. A TMSA aposta que o principal negócio a curto prazo será conseguir operar de forma mais contínua, sem paradas em função de problemas de emissão. “Hoje esse é um grande desafio: quando vento aumenta muito, o pessoal começa a ter dificuldade de operar porque começa a ter emissão grande de particulados”, explica Lambert.

O diretor diz que, atualmente, existe interesse mais pelo aspecto ambiental do que aumento de capacidade. “Mas acreditamos que os volumes de exportação devem aumentar porque o país precisa exportar. Os portos ainda têm capacidade grande para atender, mas vão precisar se adequar aos novos limites de emissão de particulados que vêm sendo exigidos pelos órgãos ambientais”, aponta Lambert.

Na visão da Takraf/Tenova, há perspectivas de o volume exportado de minério aumentar nos próximos anos. A tendência inclui possíveis investimentos da Vale em S11D, Salobo e Carajás que estão no radar da empresa. “No segmento de mineração, a região Norte ainda é a mais promissora do Brasil. Por outro lado, é possível observar um grande esforço para manter as minas de Minas Gerais em operação”, observa o gerente de engenharia da empresa, Rafael Rodrigues de Almeida.

Almeida estima que a modernização de máquinas de pátio e sistemas pode representar aumento de até 20% na produtividade, por meio da obtenção de taxas de transporte mais homogêneas, da eliminação das paradas de emergência e de maior precisão na definição das paradas para manutenção. “Atrelado ao ganho produtivo, temos melhora considerável na segurança operacional dos equipamentos, redução no custo de manutenção, além da fabricação de equipamentos mais leves e mais confiáveis”, destaca Almeida.

A leitura da Takraf/Tenova é que os investimentos realizados ao longo dos últimos anos nos terminais portuários brasileiros, embora tenham existido, não caminharam no mesmo ritmo das demandas. A análise é baseada na extensão da costa brasileira, no volume de alimentos e commodities gerados no Brasil para exportação e na necessidade de importação de outros produtos escassos no mercado nacional.

A fabricante participou da ampliação do Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), concluída no início de 2018. Nesse empreendimento, a Takraf/Tenova forneceu um conjunto de transportadores de correia convencionais e tubulares para carregamento, estocagem e desembarque de grãos, farelo, açúcar, enxofre e fertilizantes. “Com exceção desse projeto de expansão, os investimentos nos terminais portuários brasileiros foram mínimos, mais voltados para serviços de manutenção e reparos em equipamentos existentes”, resume Almeida.

Alguns clientes da TMSA fizeram consultas sobre sistemas anticolisão com radar que evitam choques do sistema de carregamento com os navios ou com outros equipamentos do cais. Os equipamentos mais modernos já vêm com esse sistema que os mais antigos não têm. “Nos equipamentos novos vendidos já disponibilizamos toda essa automação. Alguns clientes já solicitaram estudos para colocar esse tipo de automação em shiploaders mais antigos”, revela Lambert. Ele acrescenta que a operação de equipamentos de grande porte para movimentação de minérios exige investimentos em treinamento e qualificação do pessoal que manuseia as máquinas como shiploaders, que podem custar mais de US$ 10 milhões.

Ele conta que na área de minérios a empresa vem trabalhando em projetos mais voltados para melhorias operacionais nas minas, já que as consultas para portos estão limitadas a reformas de equipamentos. No interior, a empresa tem recebido boas consultas e trabalhando com vários projetos, o que indica tendência de melhoria. A TMSA trabalha com carregadores e os transportadores. Em relação a descarregadores, a venda é dominada por chineses, que conseguem ser competitivos com esse tipo de equipamento em grande parte do mercado mundial.

No Brasil é comum rodas de caçambas que levam minério para esteiras em projetos de alta capacidade. A Aumund desenvolve soluções equivalentes para pátios de minérios por meio de retomadoras tipo portal. “A área de movimentação de projetos é um foco nosso. Temos contatos e referências — não só na questão portuária — com grandes players no Brasil e no exterior. São clientes em que temos atuado e fornecido nos últimos anos, inclusive na área de minas. Estamos sempre de olho porque nossos produtos se encaixam bem nas soluções deles”, afirma Soares.

Ele explica que essa máquina permite automação mais simples porque ela tem perfil de retomada constante. O cliente pode instalar sensores que monitoram a pilha e consegue fazer toda operação de retomada automaticamente, sem influência de um operador. Ele compara à roda de caçamba, equipamento em que o operador precisa focar num ponto da pilha, fazer toda extração ali, depois colocar a máquina em outro ponto da pilha e fazer a extração daquele outro ponto e assim sucessivamente.

Soares afirma que a retomadora portal consegue dar a capacidade que o cliente precisa, sendo uma máquina menos robusta. “Nossa retomadora vai comendo a pilha do início até o fim dela, sem precisar mover de ponto ao longo dessa pilha. Com sistema de sensores, é mais fácil verificar e retomar a pilha, mantendo a continuidade do processo de forma automática, sem necessidade de um operador”, descreve.

Além disso, esse equipamento pode ser para pátio coberto. Soares compara que o perfil das retomadoras roda de caçamba, pelo tamanho da máquina, praticamente inviabiliza a construção de galpões cobertos. Ele acrescenta que os carregadores de navios podem ter filtros instalados em todas as transferências, além de reduzir a velocidade do material que chega ao portão e minimizar geração de pó tanto no recebimento de uma esteira quanto no carregamento do porão.

A Takraf/Tenova aposta na modernização dos equipamentos e, principalmente, na inovação nos conceitos de projeto. A estratégia é voltada para incorporação, pela área de engenharia, de tecnologias desenvolvidas em diversos ramos da indústria visando a busca por maior segurança para pessoas e equipamentos, bem como para o alcance de maior produtividade.

Almeida vê como diferencial da empresa encontrar soluções customizadas e inteligentes que reduzem o custo de investimento e manutenção das plantas. A estratégia integra as áreas de processo, com produtos da linha Delkor, a de manuseio de materiais (produtos da linha Takraf/Tenova), atuando em todo processo produtivo. Uma das soluções é a motorização com sistemas gearless, cujo acionamento dos equipamentos é feito por motores especiais, que dispensam a utilização de redutores.

A Takraf/Tenova desenvolve novas tecnologias que prometem economia nos investimentos de capital e custos de operação. A linha inclui equipamentos de empilhamento a seco (transportadores móveis, spreaders, empilhadeiras tipo ponte, grasshoppers); britadores de rolos compactos de alto desempenho; e transportadores curvos, que ainda têm presença restrita no mercado nacional, segundo Almeida, por desconhecimento dos usuários sobre a maturidade da tecnologia.

O gerente de engenharia da empresa diz que as automações mais comuns são: controle de fluxo de material nas correias transportadoras, para evitar derramamentos e sobrecargas; sistemas de posicionamento por GPS para empilhadeiras, retomadoras, transportadores de correia e outros equipamentos móveis. Outros destaques são os sistemas de segurança anticolisão por scanners a laser ou radar; mapeamento de pilhas para gestão de materiais; e sistemas para gestão de ativos que monitoram temperatura e vibração dos principais componentes, que detectam possíveis falhas de forma prematura.

A automação das operações, geralmente desenvolvida a quatro mãos com o cliente, visa aumentar a confiabilidade, a eficiência e a segurança operacionais. Essa automação reduz a possibilidade de erro humano e possibilita a criação de redundâncias que, por sua vez, reduzem a possibilidade de falhas nos sistemas de automação. “Ao afastar o pessoal de operação das máquinas, monitorando e controlando uma eventual aproximação, em caso de necessidade, o risco de acidentes é drasticamente reduzido”, explica Almeida.

Ele diz que a maioria dos equipamentos projetados pela Takraf/Tenova para manuseio de materiais permite operação remota ou automática, não demandando operador embarcado. No portfólio de equipamentos com operação automática ou remota, a empresa desenvolve empilhadeiras, recuperadoras, máquinas combinadas de empilhadeira/recuperadora, crawlers, descarregadores de navios.

O diretor comercial da Rimac, Marcelo Vieira, conta que que houve compras de guindastes do tipo MHC equipados com grabs para movimentação de minério e carvão. Ele destaca o fornecimento de grabs da Peiner-Smag, principalmente para o Porto do Pecém (CE). “Nossos grabs são fabricados com aço altamente resistente à abrasividade e possuem sistema de vedação nas conchas capaz de reduzir ao máximo o vazamento de material e assim eventuais problemas com órgãos do meio ambiente”, detalha. Vieira conta que a Peiner-Smag está desenvolvendo um sistema de monitoramento do grab para evitar paradas corretivas de manutenção e possibilitar a produtividade maior do acessório.

Para a Terminal Full Dealer (TFD), a crise dos dois últimos anos diminuiu o ritmo dos investimentos em novos equipamentos, porém aumentou a procura por máquinas usadas,  investimentos em manutenção e peças. O diretor comercial da TFD, João Cagnoni, destaca que, apesar de ocorrerem em ritmo mais lento, os investimentos seguem acontecendo e, este ano, a Konecranes Gottwald já entregou dois guindastes móveis sobre pneus no Brasil.

A TFD, através da sua representada Konecranes Gottwald, oferece soluções de guindastes que podem ser montados sobre pneus, pórticos ou fixos no cais ou em flutuantes. Os equipamentos prometem alta performance no manuseio de granéis com caçambas e contam ainda com softwares e dispositivos desenvolvidos para melhorar a produtividade e aumentar o conforto e a segurança da operação. Cagnoni cita sistemas antibalanço, sistemas semi-automáticos ponto a ponto, com ciclo semi-automático entre porão do navio e moega, além do sistema de controle da tensão dos cabos do grab, o qual permite otimizar o enchimento.

Cagnoni explica que a automação nas máquinas de pátio aumenta sensivelmente a produtividade, já que permite a movimentação de grandes volumes de minérios, substituindo empilhadeiras e recuperadoras bulldozers (escavadeiras) e pás carregadeiras. Os equipamentos comercializados pela TFD têm sistemas de segurança que permitem melhor visualização da carga e do porão do navio, além de evitar a sobrecarga ou movimentos que possam pôr em risco a segurança da operação do equipamento e do operador. Além disso, a automação dos guindastes portuários móveis (MHC’s) permite ao operador trabalhar de maneira mais confortável.

Na movimentação de contêineres, a Konecranes já conta com equipamentos capazes de realizar a operação 100% automatizada, sem a presença de operadores, apenas com supervisão de uma sala de controles à distância. Cagnoni explica que nas operações com granéis este tipo de solução ainda não ocorre, apesar de a automação ter aumentado produtividade, segurança e conforto do operador, além de permitir, se necessário, a operação com controle remoto.

Há perspectivas de o volume exportado de minério aumentar nos próximos anos, na visão da TFD. Em termos de granéis, não só os volumes de exportação de minérios, mas também as exportações de grãos e as importações de fertilizantes e carvão têm aumentado. “As regiões Norte e Nordeste são as mais promissoras, exceto para a importação de fertilizantes, ainda muito forte no Sul e Sudeste. Aumenta ainda a demanda para apresentar soluções eficientes para o transbordo de cargas, principalmente em áreas com pouco ou nenhuma infraestrutura portuária”, analisa.

Nos últimos quatro anos, houve evolução crescente e constante dos granéis sólidos, tanto minério de ferro quanto soja.  A movimentação de minérios cresceu de 85,1 milhões de toneladas, no segundo trimestre de 2014, para 98,7 toneladas no mesmo período de 2018. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a movimentação de cargas nos terminais de uso privado (TUPs) no segundo trimestre de 2018 foi de 181,6 milhões de toneladas brutas, valor 0,4% maior do que o registrado no mesmo período de 2017.

Essa maior movimentação nos TUPs foi reflexo do aumento na movimentação de minério de ferro (+1,6%), soja e carvão mineral (+29,4%). Um dos destaques entre os terminais privados é o Terminal de Ponta da Madeira (MA), que teve alta de 18,8% na comparação com o segundo trimestre de 2017 — incremento de aproximadamente 7,5 milhões de toneladas. Nesse terminal, 99,3% da carga é minério de ferro e o restante manganês.

O Terminal de Tubarão (ES) registrou um decréscimo na movimentação da ordem de 0,1% no período. Segundo a Antaq, tal fato mostra que o crescimento apresentado por Ponta da Madeira no segundo trimestre não pode ser atribuído exclusivamente a um aumento da produção de minério de ferro em geral, mas sim da concentrada expansão das atividades nesta instalação portuária.

Os 10 principais terminais portuários privados do Brasil correspondem a 67,3% do total movimentado nesse tipo de instalação, equivalente a 122,2 milhões de toneladas. Somente Ponta da Madeira representa 26% desse montante. A Antaq informa que essa quantidade expressiva pode ser explicada, principalmente porque o minério de ferro é o principal produto movimentado por três dos 10 principais TUPs. Esse produto é quase totalmente exportado, atingindo no longo curso para portos privados um embarque total da ordem de 85,3 milhões de toneladas.

No segundo trimestre de 2018, o minério de ferro representou 47,8% do total de mercadorias mais movimentadas nos portos privados, o equivalente a 86,9 milhões de toneladas. As dez principais mercadorias representaram 94,6% da movimentação dos terminais privados. De abril a junho, foram movimentados nos portos organizados e terminais privados 179 milhões de toneladas brutas de granéis sólidos, aumento de 0,3% quando comparado ao mesmo período de 2017. A Antaq destaca que os granéis sólidos foram responsáveis por 64,7% da tonelagem de cargas movimentadas no Brasil nesse trimestre, devido à pauta de exportações brasileira, concentrada principalmente nas commodities agrícolas e minerais.

A agência avalia que a relativa estabilidade de 0,3% na movimentação de granéis sólidos no segundo trimestre, comparado com o mesmo período de 2017, pode ser explicada pelo equilíbrio entre o aumento da movimentação de minério de ferro (+1,8%) e soja (+11,7%) frente ao recuo em bauxita (-19,2%) e adubos (-8,9%). Os portos privados movimentaram 68,2% da fatia dos granéis sólidos, enquanto os portos públicos obtiveram participação de 31,8%. “A alta concentração na movimentação dos granéis sólidos pelos portos privados se justifica pela quase exclusividade na movimentação de minério de ferro por parte deste tipo de instalação portuária”, destaca a Antaq.

No longo curso, o minério de ferro mostrou-se estável com 0,8% de crescimento em relação ao mesmo trimestre de 2017, sendo responsável por 57,1% do volume total de exportações. A movimentação de bauxita representou 8,5% do total de mercadorias transportado por cabotagem de abril a junho de 2018. O produto não registrou acréscimo nesse tipo de navegação, tendo uma queda da ordem de 29,1% no segundo trimestre deste ano.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

CABOTAGEM NA MIRA
Publicado em 10/15/2018 as 05:58 PM


r /> Para Syndarma, acordo Mercosul-UE ameaça cabotagem regional e beneficia armadores europeus

• O presidente Michel Temer (MDB) deu sinal verde ao ministro das relações exteriores, Aloysio Nunes (PSDB), para retomada das negociações por parte do Brasil no acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia, em discussão há quase 20 anos. A orientação, que foi dada em setembro, agitou o mercado de navegação, que vê riscos de a cabotagem entre Brasil, Argentina e Uruguai ser aberta a empresas europeias. A cabotagem regional representa um terço de toda a cabotagem brasileira, segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma).
Os armadores afirmam que a negociação não avançou nas últimas reuniões porque a União Europeia não flexibilizou em relação aos pedidos de acesso aos mercados europeus. Até o fechamento desta edição, o Ministério de Relações Exteriores (MRE) ainda não havia definido a nova agenda de negociação. Apesar disso, as empresas brasileiras de navegação (EBNs) continuam mobilizadas para tentar impedir a possível cessão da cabotagem regional como moeda de troca nesse acordo.

Durante a 73ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova Iorque, no final de setembro, Temer afirmou que representantes do Mercosul e da União Europeia teriam uma reunião dentro de 20 dias para negociar pontos pendentes visando ao acordo entre os dois blocos econômicos. “Num prazo de 15, 20 dias, os chanceleres dos países, junto com os negociadores, vão se reunir para verificar os últimos tópicos possíveis de negociar referentemente ao acordo da União Europeia e Mercosul. E, logo em seguida, se reunirão os presidentes, para dar o toque político para esse acordo”, disse Temer a jornalistas.

As empresas nacionais de cabotagem temem que o governo brasileiro adote contrapartidas comerciais a esse acordo que, na prática, prejudiquem a competitividade delas e promova a “entrega” do mercado regional a empresas estrangeiras. “Querem entregar um terço do que fazemos de mão beijada ou obter outras vantagens para a navegação europeia”, disse o presidente do Syndarma, Bruno Lima Rocha. O segundo terço do mercado de cabotagem é feito entre portos brasileiros com cargas nacionais e o outro é de operações de feeder.

Representantes do Syndarma tentam convencer o governo de que uma decisão a favor da abertura a empresas europeias descumpre o marco regulatório e vai contra posicionamentos manifestados anteriormente pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPA) e pela Marinha na defesa da cabotagem regional. Na avaliação do Syndarma, também representaria o fim de acordos bilaterais firmados há décadas.

As empresas brasileiras de navegação não veem condições de competir com as concorrentes europeias, na medida em que elas podem oferecer custos inferiores. Um dos motivos, segundo Lima Rocha, é que as concorrentes costumam ter um segundo registro que se equipara à bandeira de conveniência, mas não é o REB (Registro Especial Brasileiro). “Não podemos competir com isso, dado o custo Brasil. A navegação não conta com impostos de importação, como a indústria, para proteger-se da competição estrangeira”, ressalta.

O Syndarma observa donos de cargas no Brasil (afretadores) querendo se beneficiar dos fretes das empresas europeias, pagando mais barato, o que “mataria” a atividade das empresas nacionais. Isso porque navios de longo curso vindos da Europa já vêm com frete pago dos serviços até o Brasil e poderiam aproveitar para estender as rotas e prestar serviços até países vizinhos, principalmente a Argentina. “Houve certa pressão de alguns setores da economia brasileira para que isso fosse aberto, visando pagar fretes menores nas exportações do Brasil para Argentina. Se ocorrer [essa contrapartida], é o início do fim do marco regulatório da navegação brasileira”, afirma.

Uma nota técnica do Syndarma anteriormente encaminhada ao MTPA, considera imprescindível a integração de serviços, como o do Mercosul, à cabotagem doméstica para garantir a regularidade da oferta e aumentar a frequência dos navios. Essas linhas, aponta o sindicato, viabilizam investimentos por parte das companhias de navegação e melhoram as condições dos usuários. Os armadores entendem que, embora crescente, o serviço de cabotagem exclusivamente doméstico no Brasil ainda não gera demanda suficiente para viabilizar o investimento na navegação doméstica.

Os serviços Mercosul e Feeder Mercosul representaram de 21% a 24% do total transportado pelas empresas brasileiras de navegação (EBNs) de 2015 a 2017. O feeder representou de 53% a 59% e o Mercosul, de 41% a 47% do total transportado nos anos de 2013 a 2017, de acordo com o Syndarma.

No segmento de contêineres, as empresas têm 31 navios dedicados à cabotagem doméstica e ao trade Mercosul, sendo 17 navios de bandeira brasileira e 14 afretados a longo prazo de bandeira estrangeira operados pelas EBNs. Também existem dois navios tipo ro-ro para transporte de veículos e uma frota própria de navios para transporte de granéis sólidos, líquidos, e carga geral. Esses dados, segundo o Syndarma, não contabilizam navios da frota do sistema Petrobras/Transpetro.

Na avaliação do Syndarma, uma eventual abertura às companhias europeias representaria perda de um terço de toda a cabotagem operada pelas empresas brasileiras. “Se perdemos um terço do negócio, não conseguimos reduzir custos imediatamente. Talvez leve a aumentar preço da cabotagem brasileira e do feeder, mas não dá para se afirmar isso nesse momento”, analisou Lima Rocha. Perder o tráfego entre Brasil e Argentina — rota chamada de grande cabotagem — significaria para as EBNs uma dificuldade grande de sobrevivência. Um navio que vai a Buenos Aires, por exemplo, passa por vários portos ao longo da costa brasileira.

O documento também aponta que a abertura do transporte de contêineres vazios para empresas europeias representaria perda de parte significativa de serviços e de importante receita de frete para as EBNs, além de deixar de arrecadar divisas e impostos no país, sem qualquer contrapartida de investimentos das empresas europeias localmente. O serviço de transporte de contêineres vazios prestado pelas empresas brasileiras para terceiros no Mercosul está contido no Feeder Mercosul. Nesse trade, as empresas transportam contêiner vazio próprio e de terceiros, geralmente de companhias estrangeiras de longo curso, que utilizam o transporte de empresas de navegação até países do bloco.

O Syndarma defende ainda a obrigatoriedade do credenciamento das empresas de navegação interessadas em realizar o transporte marítimo pelos países signatários, tendo em vista existência de acordos bilaterais de transporte marítimo entre Brasil e Argentina, bem como entre Brasil e Uruguai. Atualmente, existe um conjunto de empresas dos países do Mercosul que oferece transporte marítimo nos segmentos de contêiner, granel sólido, granel líquido, veículos, carga geral, petróleo e derivados e carga de projetos.

Representantes de EBNs estiveram reunidos na Casa Civil e no comando da Marinha em Brasília na primeira quinzena de setembro, para tentar convencer o governo a não apoiar medidas para abertura da cabotagem regional para empresas europeias. Após as reuniões, o Syndarma informou que interlocutores se comprometeram a levar os pontos apresentados pelas empresas de navegação aos ministros para tentar convencer o governo a desistir da abertura da cabotagem regional. O sindicato também enviou uma assessora ao Uruguai para acompanhar as tratativas. O Syndarma alega que a reserva de cabotagem é comum em muitos países, inclusive europeus, que impedem navios de outras nacionalidades de praticarem transporte marítimo em suas águas. A nota cita Itália, Espanha, Alemanha, Dinamarca e Noruega com mais instrumentos de proteção e fomento que o Brasil.

As empresas europeias teriam vantagens por falta de regulação e menores custos com tripulação e com compra de embarcações. O Syndarma ressaltou que os investimentos em frota mercante no Brasil permitem às EBNs oferecerem serviço dedicado com regularidade e frequência semanal no trade Mercosul aos clientes que têm volumes regulares de cargas. As empresas também atendem a demandas por transporte não frequentes, que são contratadas por viagem.

De acordo com o Syndarma, o investimento na navegação brasileira é viabilizado pelo conjunto dos serviços de cabotagem doméstica, feeder e grande cabotagem. Dessa forma, a perda de parte importante das cargas do Mercosul resultaria no encerramento da rota ou na eliminação de serviços de navegação brasileira, devendo atingir inclusive a cabotagem doméstica que é integrada à rota dos países vizinhos. A nota conclui que, tão logo as empresas brasileiras sejam inviabilizadas, o Brasil e demais países do Mercosul estarão sujeitos aos serviços exclusivamente das empresas de navegação europeias, e a tendência natural é que elevem os preços.

Agronegócio critica reserva de mercado

A Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) é a favor da entrada de empresas europeias na cabotagem regional por considerar que as empresas brasileiras de navegação (EBNs), historicamente, se estruturaram com empresas do Peru ao Uruguai, estendendo a reserva de mercado por meio de acordos bilaterais. A avaliação é que a abertura da cabotagem na região aumentaria a competitividade e diminuiria os preços do frete. Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta existência de cinco mil empresas potencialmente exportadoras para o Chile impedidas de fazer negócios por causa dos acordos de navegação vigentes.

“Temos cerca de cinco mil empresas que gostariam de exportar para o Chile se houvesse custos de fretes parecidos com os do longo curso e que não podem exportar por via marítima porque é muito caro”, diz o consultor de logística e infraestrutura da CNA, Luiz Antônio Fayet. Ele conta que existem máquinas brasileiras que são enviadas para o Chile de caminhão porque o frete rodoviário, mesmo com a distância de 3.000 quilômetros e atravessando a Cordilheira dos Andes a 3.200m de altitude, sai mais barato que de navio.

A CNA defende que as EBNs tenham tratamento isonômico com a navegação de longo curso. Segundo Fayet, isso faria com que a cabotagem, no mínimo, duplicasse de tamanho em até três anos. “Estamos cansados de exportar milho e trigo do Paraná para outros países da África e da Europa e importar milho e trigo para abastecer o Nordeste porque a navegação aqui é muito mais cara”, lamenta o consultor.

Fayet também enxerga um filão para barcaças oceânicas que poderiam transportar produtos e insumos por cabotagem. Ele estima que uma embarcação desse tipo, com capacidade de 20 mil toneladas, equivale a quase 500 carretas. “Se os custos na cabotagem brasileira fossem semelhantes aos do longo curso, o litoral estaria cheio de embarcações desse tipo e seria possível uma série de operações por mar que hoje são feitas somente por via terrestre”, aponta.

Ele acrescenta que a redução de custos diminuiria os preços de produtos no mercado interno e ampliaria a capacidade competitiva no mercado internacional. O agronegócio avalia que acordos bilaterais de navegação, alta tributação, normas trabalhistas são alguns dos fatores que levaram ao quadro de custos operacionais e tarifas de serviços oferecidos incompatíveis com a necessidade de aumentar a competitividade.

A CNA também critica as restrições à importação (afretamento) de embarcações pelas EBNs, que obedecem à reserva de mercado da indústria nacional, cujos custos de construção em nível nacional são considerados altos. Fayet também cita as incertezas em relação aos prazos de entrega por alguns estaleiros nacionais.

Procurada pela Portos e Navios, a CNI, que também é favorável à abertura da cabotagem regional, não comentou as negociações envolvendo o acordo Mercosul-União Europeia. Já o Syndarma alerta para o risco de os usuários não terem navios estrangeiros disponíveis nos momentos em que o mercado estiver em baixa, deixando as cargas por conta dos armadores de fora. O sindicato alega que, mesmo com a resolução da Antaq que trata dos direitos e deveres dos usuários de portos (RN-18/2017), não existe uma regulação efetiva desses armadores. O vice-presidente executivo do Syndarma, Luis Fernando Resano, cita a dificuldade enfrentada por empresas cearenses exportadoras de granito, em setembro, causada pela falta de navios para embarque desses produtos. Ele acredita que, se houvesse uma marinha mercante brasileira mais forte haveria mais chances de a agência reguladora impor o atendimento a uma demanda desse tipo.

Por Danilo Oliveira
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

ESCOAMENTO MULTIMODAL
Publicado em 10/15/2018 as 05:58 PM


r /> Crescimento do transporte de grãos cada vez mais dependerá de diversificação da logística

• A demora na conclusão de importantes obras de infraestrutura impede desembolsos bilionários de investimentos para a logística de escoamento de grãos. Entidades do setor avaliam que, além das rodovias, é vital haver a expansão da malha ferroviária e o desenvolvimento de hidrovias e da cabotagem nacional. A avaliação do agronegócio é que a infraestrutura rural está pronta da porteira para dentro da lavoura. No entanto, o Brasil perde competitividade no preço em relação a países como Estados Unidos e Argentina, grandes exportadores de grãos, pela falta de diversificação de sua matriz de transportes.

O desafio para a redução de custos continua sendo a logística de escoamento da produção brasileira para manter a curva de crescimento nos próximos anos. A demora na conclusão da BR-163, que liga o Mato Grosso aos terminais portuários do Pará, levou as tradings a perder milhões de reais, pagando multas de contratos de frete, ou contratando fretes rodoviários mais caros para não serem penalizadas no transporte pelo Arco Norte.

Para o consultor de logística e infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Luiz Antônio Fayet, o atraso de 10 anos das obras da rodovia BR-163 é um crime contra o país. Ele também cita a necessidade de o governo licitar urgentemente os terminais de Santarém e de Outeiro, no Pará. Ele diz que as obras da BR-163 seguem aos trancos e barrancos. “Todos os anos fica para ser concluído no ano que vem. Agora estamos com horizonte de 2020 para chegar a Miritituba e quase chegar com asfalto a Santarém”, lamenta.

O governo pretendia concluir em 2018 as obras da BR-163 até Miritituba (PA). Os produtores não acreditam que os serviços serão concluídos este ano, nem em 2019, na medida em que não se pode trabalhar o ano inteiro devido ao regime de chuvas da região. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) afirma que, no período de chuvas intensas, as obras concentram-se basicamente em serviços de manutenção, para garantir a trafegabilidade na rodovia. Nessa época são realizadas ações de recomposição do revestimento primário da pista e de drenagem, além de colocação de rocha. O próximo período chuvoso está previsto para novembro de 2018.

O DNIT prevê para 2019 o término da pavimentação do corredor até o distrito de Miritituba (PA). A conclusão integral da pavimentação do trecho entre a divisa dos estados de Mato Grosso e Pará até a cidade de Santarém (PA) está estimado em R$ 2,55 bilhões. Dos 710 quilômetros da BR-163, localizados desde a divisa com Mato Grosso até a entrada para o Porto de Miritituba (PA), 637 quilômetros já foram pavimentados pelo DNIT, com R$ 1,975 bilhão de investimentos federais. Os 73 quilômetros a serem asfaltados estão divididos em dois lotes de obras, sendo um deles ao sul da Vila do Caracol, sob a responsabilidade do Exército.

O órgão informa que o trecho da BR-163 mais afetado pelas chuvas, próximo à vila do Caracol, hoje está com os serviços de terraplenagem e drenagem realizados, o que elevou o nível da rodovia. Entre junho e setembro de 2018 foram pavimentados mais de 18 quilômetros no trecho ao norte da vila do Caracol e o objetivo da autarquia é concluir 100% desse trecho pavimentado em 2018. “O principal empecilho para não atingir o planejamento deste ano são as chuvas atípicas que estão acontecendo na região, em pleno verão amazônico”, explica o DNIT. Com o avanço físico das obras nesse trecho, restarão 22 quilômetros, que já contam com revestimento primário de rocha britada e que está pronto para receber pavimento asfáltico até novembro de 2018.

O DNIT acrescenta que houve avanços nas obras sob a responsabilidade do Exército no sentido de eliminação dos principais pontos de gargalos na trafegabilidade, que são as serras da Anita e do Moraes. Por questões técnicas, os trechos constantemente precisam ser bloqueados no inverno amazônico pelo tráfego pesado de carga. O departamento ressalta que ambas avançaram consideravelmente e a meta até o início do inverno é a conclusão da mudança do traçado da rodovia com tráfego no novo trecho construído e pavimentado sem o greide, grau de inclinação que dificultava a passagem dos caminhões na região.

Outro ponto da rodovia no trecho do Exército está em vias finais de pavimentação para permitir melhorias sensíveis na qualidade da via para o transporte de cargas. Do total dos 51 quilômetros pendentes até o momento, a meta para 2018 é de avanço em 15 quilômetros no trecho. “Este corredor vem se consolidando como rota alternativa ao escoamento da produção para o Porto de Santos, que já se encontra bastante saturado. A carga teria rota para o Porto de Miritituba através da pavimentação completa da BR-163”, diz o DNIT.

Fayet, da CNA, conta que parte do asfalto que foi feita em governos passados está com aproximadamente metade da espessura que deveria ter sido feita. O resultado disso é que grande parte desse asfalto mais antigo precisa de manutenção pesada com recapeamento para atingir as especificações técnicas necessárias para um trecho com passagem de volume grande de carga pesadas. O consultor considera que foi uma solução adequada na época e com risco calculado, mas pondera que o problema foi ter se demorado tanto tempo para fazer esse recapeamento.

A CNA defende a divisão em trechos de aproximadamente 200 quilômetros a fim de não deixar acumular as obras na mão de um único concessionário. A confederação observa que em governos passados houve modelagens distorcidas e empresas entraram em concorrências sem oferecerem contragarantias de execução e depois tiveram dificuldades, seja por culpa delas, seja por atraso de pagamentos, seja por desorganização do governo. “Já deveríamos estar com essa rota até Miritituba consolidada há 10 anos pelo menos e não estamos”, afirma Fayet.

Outra perda motivada pela falta de infraestrutura é a produção inviabilizada por falta de competitividade do preço. Fayet afirma que o setor perde produção adicional de cinco milhões de toneladas só por conta do abortamento provocado pelo custo logístico. “Estamos perdendo oportunidades. Se pudéssemos produzir milho, haveria renda maior ainda. Pelo fato de não existir sistema portuário adequado, o prejuízo é maior para região de Mato Grosso e para o país do que R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões por ano”, estima.

A expectativa é que o sistema Belém/Guajará estará com aproximadamente 25 milhões de toneladas de capacidade na virada 2018/2019. Hoje, o potencial de movimentação é de 15 milhões de toneladas e deve crescer 10 milhões para a próxima safra. Esse sistema é composto por operações de empresas privadas, entre as quais a Bungue, Hidrovias do Brasil e ADM. Os produtores também apontam que um dos gargalos na região está na não licitação do terminal de Santarém e de Outeiros (Belém).

A produção de soja e milho de Norte, Nordeste e Centro-Oeste acima do chamado paralelo 16° foi de 128,7 milhões de toneladas em 2017, 59,3% do total de 217 milhões toneladas desses produtos produzidas no Brasil no ano passado. Se descontados o consumo interno (25 milhões de toneladas) e as exportações (27,8 milhões) da produção dessa região, sobra um excedente de 75,9 milhões de toneladas que, teoricamente, foram escoados para o Sudeste e o Sul, seja para consumo interno, seja para exportação.

As exportações nos portos abaixo do paralelo 16° foram de 84,1 milhões, 75,2% do volume exportado dessas cargas em 2017. A produção de soja e milho nessa região em 2017 foi de 88,3 milhões de toneladas, 40,7% do total no Brasil. Como o consumo interno abaixo do paralelo foi de 80,1 milhões de toneladas, a CNA aponta que houve superávit de 8,2 milhões de toneladas.

Fayet ressalta que a região só pode exportar porque recebeu de fora. “O excedente que veio de lá (acima do paralelo) serviu muito para o abastecimento interno porque o consumo (80,1 milhões /toneladas) da região abaixo do paralelo 16° é praticamente do tamanho da produção (88,3 milhões/toneladas)”, analisa. A Câmara de Logística e Infraestrutura (CTLOG) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) calcula que o déficit de infraestrutura portuária no Arco Norte esteja entre 40 e 50 milhões de toneladas de grãos.

O eixo da BR-163 preocupa o agronegócio porque existem terras prontas para duplicar ou até triplicar a produção e baratear os custos operacionais em aproximadamente US$ 46/tonelada. O custo logístico de Sorriso (MT) até Paranaguá (PR) é de US$ 126/tonelada e a CNA estima que se pagaria US$ 80/tonelada se pudesse mandar tudo por Miritituba (PA).

A economia de US$ 46/tonelada corresponde a 10% do valor de referência/estimado do importador chinês, que considera US$ 450/tonelada. A simulação foi feita pela CNA com dados da Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso (Aprosoja). Considerando o preço de referência de US$ 450/tonelada, os produtores de soja gastam um terço para sair das fazendas e chegarem ao consumidor final. No caso do milho o valor é mais baixo (US$ 200/tonelada), o que reduz a margem para exportação do produto.

O Mato Grosso deixa de ganhar em torno de US$ 1,2 bilhão/ano, segundo cálculo da CNA com dados da Aprosoja. Esse dinheiro seria dividido entre transportadores, produtores e fornecedores de todo tipo, gerando renda interna das cadeias produtivas. “Como tem esse custo de US$ 46 dólares/ tonelada a mais usando a rota Sul/Sudeste e não se consegue retirar tudo lá por cima, muitas áreas não conseguem produzir com rentabilidade”, aponta Fayet.

O Sindicato da Indústria da Construção Naval do Pará (Sinconapa) estima que o prejuízo total causado pela demora na conclusão das obras da BR-163 é incalculável e absolutamente significativo. O presidente do sindicato, Fabio Vasconcellos, lembra que os projetos de escoamento pelo Arco Norte foram realizados tendo como premissa a promessa do governo na conclusão da rodovia, o que não se verificou até o momento. Sem a estrada adequadamente funcional, os fretes rodoviários sobem, reduzindo drasticamente a vantagem sobre o escoamento pelo Sudeste.

Para o sindicato, essa solução de longo prazo passa pela concessão da rodovia à iniciativa privada. Outras obras essenciais para o aumento na demanda por embarcações abrangem a efetivação do derrocamento do Pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, e a concretização da Ferrogrão. “São investimentos fundamentais para a logística brasileira e não apenas para a região Norte ou para a indústria naval”, ressalta Vasconcellos.

O atraso no asfaltamento da BR-163 impactou os fretes rodoviários e se tornou um gargalo logístico que afetou toda a cadeia do Arco Norte. A expectativa é que, com a conclusão da BR-163, a infraestrutura aquaviária seja novamente alavancada. O diretor administrativo da Estaleiros Amazônia S/A (Easa), Thiago Lemgruber, observa novas encomendas de frotas de empurradores, barcaças, obras de estação de transbordo de carga (ETCs) e terminais de uso privado (TUPs) acontecendo no segundo semestre de 2018, preparando a capacidade do Arco Norte para expansão da demanda. Além da exportação de soja, o milho tem sido muito beneficiado pelos menores fretes do Arco Norte, motivado pela maior sensibilidade ao preço do transporte.

A soja vem apresentando crescimento constante nos últimos anos. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a soja foi o principal destaque no segundo trimestre, com crescimento de 13,2% na comparação com o mesmo período de 2017, tendo sido responsável por 2,7 milhões de toneladas acrescidas nas operações portuárias. No período a movimentação de soja cresceu 11,9%.

Nos portos públicos houve aumento da movimentação de granéis sólidos por navegação interior, com crescimentos de 38,9% em Santarém, 1.912% em Vila do Conde (PA) e 1.266,8% em Santana (AP). Nos TUPs, a movimentação de cargas foi de 181,6 milhões de toneladas brutas, 0,4% acima do registrado no segundo trimestre de 2017. Segundo a Antaq, a maior movimentação foi reflexo do aumento na movimentação de minério de ferro, soja (+10,3%) e carvão mineral.

A Antaq verificou que, na comparação entre os segundos trimestres de 2017 e 2018, o granel sólido se manteve estável na participação entre os portos privados, ficando com fatia de 67,2% da movimentação no segundo trimestre de 2018, ante os 67,0% alcançados no mesmo período de 2017. A leitura da agência é que os granéis sólidos vêm mantendo tendência de crescimento quando considerados os cinco últimos períodos analisados, registrando no segundo trimestre deste ano 122,1 milhões de toneladas movimentadas em terminais privados.

Os granéis sólidos foram responsáveis por 64,7% da tonelagem de cargas movimentadas no Brasil no segundo trimestre, fato relacionado à pauta de exportações brasileira, concentrada principalmente nas commodities agrícolas e em minerais. Dentre os segmentos de mercadorias, a soja representou 22,2% de toda movimentação no período, seguida pela bauxita (4,2%).

No longo curso, as exportações da soja cresceram 10,1%. Na navegação interior a movimentação correspondeu a 18 milhões de toneladas, representando aumento de 18,4% no comparativo dos segundos trimestres de 2017/2018. O bom desempenho se deve em parte à boa performance da soja, principal mercadoria operada nesse tipo de navegação, que registrou aumento de 20,3% no segundo trimestre deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2017.

A região hidrográfica do Tocantins-Araguaia é a segunda em importância quando considerado o total transportado em nível Brasil, com o montante de cerca de 2,7 milhões de toneladas e crescimento de 30,1%. De acordo com a Anta, o perfil de carga também envolve o transporte de soja: dois milhões de toneladas e crescimento de 26,9%. O principal par origem-destino dessa hidrovia é a navegação dentro do Pará.

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, avalia que a greve dos caminhoneiros, que ocorreu em maio, foi um susto para o setor e aguçou o debate sobre a matriz de transportes e a busca por soluções mais eficientes de logística. “Precisamos aprimorar e utilizar os outros modais de forma mais eficiente”, defendeu Tokarski durante o Enaex 2018 — Encontro Nacional de Comércio Exterior — em agosto, no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele disse que o Porto de Santos só não parou porque parte da carga passa por ferrovia e hidrovia.

A Antaq fez levantamentos de todos os acessos ferroviários aos portos públicos. Tokarski considera importante que os agentes do setor conheçam a ferrovia na chegada ao porto. Ele identifica que a maioria dos portos públicos brasileiros tem problemas de acesso. “Se resolvermos nos 10 a 20 quilômetros chegando ao porto, conseguimos eficiência muito maior. Santos melhorou, mas precisa muito mais. Se resolvermos pequenos gargalos nos portos, a chegada da ferrovia já vai avançar.”, apontou.

Tokarski acrescentou que com a greve dos caminhoneiros ficou mais forte a discussão sobre o que precisa ser aperfeiçoado no transporte da cabotagem, com menos impactos e mais eficiência.  “Precisamos ter uma proposta logo para aperfeiçoar a lei. Senão uma série de outros aspectos vinculados a ela não vai andar”, comentou. O diretor lembrou que o Brasil terá alguns hub ports no futuro, o que trará necessidade de desenvolver melhor a cabotagem nacional, já que navios de grande porte não chegarão a todos os portos.

O tempo para retirada da carga e os custos envolvidos com a fiscalização dos agentes competentes tornam-se impeditivos para que os destinatários optem pela cabotagem. Tokarski observa alto custo com tripulação comparado à média internacional e burocracias na liberação de embarcações, semelhantes à navegação de longo curso. Ele também apontou falta de isonomia com o longo curso para o preço do bunker, sem isenção de ICMS, PIS e Confins.

Nas últimas décadas, o Brasil desenvolveu o aproveitamento de áreas e aumentou a produtividade para safra de grãos. Muitos terminais portuários ampliaram a movimentação dos produtos nos últimos anos e existem projetos de expansão que preveem ampliação da capacidade de movimentação. Empresários e analistas entendem que terminais podem ser construídos pelas operadoras de grãos, mas as infraestruturas ferroviária e rodoviária ainda são muito carentes de ações governamentais.

Nos últimos 10 anos, o minério de ferro vem sendo o principal produto voltado para exportação pelas ferrovias. A Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) também destaca o crescimento das commodities agrícolas nas ferrovias, em especial a soja, e potencial de migração do milho e do açúcar via esse modal. “Não transportamos somente minério. Nos últimos anos, o percentual de crescimento de soja, milho e açúcar foi maior do que minério”, conta o diretor-executivo da ANTF, Fernando Paes. Os principais benefícios do modal, de acordo com o segmento, são o custo do frete, a segurança e a menor emissão de poluentes.

As concessionárias prometem investimentos de R$ 25 bilhões num período curto, mas esbarram em incertezas relacionadas à discussão sobre prorrogação ou relicitação das atuais concessões. A ANTF avalia que o poder público está incapacitado de investir na infraestrutura e o setor privado fica com os braços amarrados porque o ambiente jurídico-regulatório não permite investimentos.

“O setor privado está pronto a investir e temos obstáculo comum que é desatar esses nós dos últimos anos criados para impedir investimentos no setor privado. O custo desse não fazer vai ser altíssimo. É preocupante o ambiente que se instalou em relação ao investimento privado na área de infraestrutura”, destaca Paes. Ele alega que as prorrogações estão previstas nos contratos de todas as ferrovias. A ANTF afirma que o pacote de cinco renovações de ferrovias terá impacto de 10% na matriz de transportes.

O setor ferroviário foi pego de surpresa com a decisão do governo, durante a paralisação dos caminhoneiros, de desonerar o diesel somente para o transporte rodoviário. A ANTF considera que essa política pública tende apenas a tornar nossa matriz ainda mais desequilibrada.

A associação considera esse tipo de decisão uma contradição com o Plano Nacional de Logística (PNL). “Não faz sentido termos o diesel mais barato para rodovia e não termos o diesel, pelo menos, em condição de igualdade com transporte aquaviário e ferroviário. Concorrência desleal e é um duro golpe para quem tenta equilibrar a matriz de transporte”, lamenta. O diesel representa em torno de 30% do custo de uma ferrovia atualmente, segundo a ANTF.

Paes lembra que a meta do PNL para participação do modal ferroviário na matriz nacional de transportes, que já foi de 25%, hoje é de 15%. “Tanto 15% quanto 25% são muito baixos e precisamos evoluir esse número para aproximarmos aos poucos a participação do modal daquilo que temos hoje no Porto de Itaqui (MA)”, analisa. Itaqui é considerado exemplo na medida em que grande parte da carga que chega ao porto para exportação vem por ferrovia. O porto é atendido pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), operado pela Vale.

O diretor da ANTF acrescenta que o trecho da ferrovia Norte-Sul que está em operação entre Açailândia e Porto Nacional, foi garantido pela duplicação da EFC pela Vale, que garante a passagem de grãos. “Atualmente são quase 20 milhões de toneladas úteis que a Vale permite por ali a passagem de qualquer carga que não seja minério”, destaca Paes.

O Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) embarcou 5,4 milhões de toneladas entre agosto de 2017 e julho de 2018. Desse volume, 44% foram recebidos pela moega ferroviária e 56% pelo modal rodoviário, totalizando 85 navios embarcados no período. Em agosto teve início a segunda fase do projeto, instalado no Porto do Itaqui. O Tegram informa que a nova fase visa atender à crescente demanda na produção de grãos em algumas das principais regiões agrícolas do Brasil. Além de duplicar a capacidade na movimentação de carga pela recepção ferroviária, o terminal ganhará uma segunda linha de embarques de navios em mais um berço de atracação no porto, redimensionando as capacidades do terminal para uma movimentação de volumes superiores a 10 milhões de toneladas ao ano.

A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP) destaca que o novo berço de atracação engloba a aquisição de um segundo shiploader, que permitirá ao terminal alcançar uma taxa de embarque de cinco mil toneladas de grãos por hora, distribuídas nos dois berços, permitindo o embarque de dois navios de forma simultânea. A ativação da segunda linha da moega ferroviária permitirá a descarga de oito vagões simultaneamente, a uma taxa de quatro mil toneladas de grãos por hora. Quando concluída, a expectativa do Tegram é receber 80% do volume pelo modal ferroviário e os 20% restantes pelo modal rodoviário.

O consórcio Tegram-Itaqui é formado pelas empresas Terminal Corredor Norte, Glencore Serviços, Corredor Logística e Infraestrutura e ALZ Terminais Portuários. Os administradores do Tegram acreditam que o terminal se consolidou como alternativa logística aos portos das regiões Sudeste e Sul para escoamento da safra de grãos de estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As apostas para logística do agronegócio são proximidade de mercados para a agricultura brasileira e o uso de equipamentos de alta tecnologia em seus processos. Os administradores acreditam que o escoamento pelo terminal estimula a produção agrícola nas suas regiões de abrangência, em que ainda há grande potencial de expansão em função da área de pastagens que pode ser convertida em plantio de grãos.

Um estudo da ANTF cruzando dados das agências nacionais de transportes terrestres (ANTT) e aquaviários (Antaq) que avaliou a participação das ferrovias nos principais portos brasileiros apontou problemas mais em relação a commodities agrícolas e carga geral do que a contêineres. O minério não é considerado problemático na medida em que o produto é atendido tanto por ferrovias quanto por dutos. “Poucos produtos, principalmente commodities agrícolas, ainda temos atendimento muito baixo pelo modal ferroviário. Boa parte dessas cargas está em rodovias, percorrendo longas distâncias”, ressalta Paes.

Um levantamento de julho do Ministério da Agricultura mostra que a exportação de milho cresceu de 18,8 milhões de toneladas, na safra de 2015/16, para 30 milhões de toneladas, na safra 2017/18. Já a exportação de farelo de soja e soja em grãos cresceu de 66 milhões de toneladas em 2015/16, para 88,5 milhões de toneladas em 2017/18. Em dois anos, houve aumento de 33,7 milhões de toneladas de exportação de milho e soja.

Por Danilo Oliveira
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

MUITO ESPAÇO PARA CRESCIMENTO
Publicado em 10/15/2018 as 05:58 PM



• Antaq e UFPR lançam estudo com informações detalhadas sobre perspectivas e regulação da Hidrovia Paraguai-Paraná

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR) lançaram o Estudo da Prática Regulatória, Vantagens Competitivas e Oferta e Demanda de Carga entre os Países Signatários do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná. O documento, que abrange três eixos (infraestrutura, mercado e regulatório), contempla um diagnóstico detalhado da Hidrovia do Paraguai-Paraná com o intuito de fomentar o desenvolvimento do transporte aquaviário na matriz de transportes do país, promover uma reflexão sobre a participação brasileira no fluxo de cargas na hidrovia e fortalecer a concepção da Paraguai-Paraná como vetor de desenvolvimento regional. “Espera-se que este estudo possa oferecer subsídios às decisões governamentais no acompanhamento do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná e na política de apoio ao transporte fluvial, com base na oferta e demanda do transporte de cargas, visando ao desenvolvimento de toda área de influência”, afirmou o diretor da Antaq, Adalberto Tokarski.

Em função da disponibilidade dos dados nos países signatários à época do início do projeto, definiu-se 2015 como ano-base dos levantamentos.

O trabalho apresenta dados do market share, ou seja, participação de mercado dos cinco países no transporte fluvial pela hidrovia. A participação brasileira foi pequena, movimentando 4,47 milhões de toneladas em 2015 (5% do total da hidrovia). No Brasil não foram registradas exportações e importações do mercado externo pela Hidrovia Paraguai-Paraná. Apenas foram registradas exportações de 4,47 milhões de toneladas para o mercado interno. O minério de ferro foi o produto com maior representatividade nessas exportações (88,24%), seguido pelo minério de manganês (10,59%). Os demais produtos foram açúcares de cana, óleos de petróleo e ferro fundido bruto.

Cerca de 184 milhões de toneladas foram movimentadas pela Hidrovia Paraguai-Paraná no período estudado, das quais 56 milhões de toneladas pelo Brasil. A Argentina apresentou a maior movimentação, com 92 milhões de toneladas. A hidrovia configura-se como uma das principais vias fluviais da América do Sul. Inicia-se no município brasileiro de Cáceres (MT) e se estende até a cidade portuária de Nueva Palmira, no Uruguai. Percorre cinco países — Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai —, com uma extensão navegável de 4.122 quilômetros.

No mercado externo, as trocas comerciais dos cinco países perante as outras 211 nações totalizaram 166 milhões de toneladas. A movimentação de granel sólido agrícola foi destaque, concentrando quase 50% das movimentações de carga, seguida pela de granel líquido agrícola (26%). Ainda constatou-se um grande fluxo comercial dos cinco países por onde a hidrovia passa com a Ásia e a Europa, reforçando o potencial dessas rotas na otimização do uso da Paraguai-Paraná.

Nos 1.270 quilômetros de hidrovia em território brasileiro, foram identificadas 11 instalações portuárias. A concentração de terminais na porção oeste do estado do Mato Grosso do Sul, especialmente em Corumbá/MS, pode ser justificada pela proximidade com a Bolívia, pelas maiores profundidades do canal de navegação (em comparação com o trecho Cáceres-Corumbá) e pela existência da rodovia BR-262, que percorre o estado no sentido leste-oeste.

Com base nos levantamentos efetuados pelo Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) da Hidrovia do rio Paraguai (UFPR/ITTI, 2015b), as principais cargas transportadas nos terminais brasileiros na área de influência foram: minério de ferro, manganês, combustíveis, açúcares e malte. Ressalta-se que em outubro de 2015 ocorreu a reativação do terminal de Porto Murtinho para o transporte de açúcar a granel.

Além disso, em 2017, entrou em operação o TUP Porto do Rio Iguaçu, localizado em território brasileiro na tríplice fronteira na cidade de Foz do Iguaçu-PR, no trecho a montante do rio Paraná.

O baixo aproveitamento da Hidrovia Paraguai-Paraná pelo Brasil também torna o país com o maior potencial de aproveitamento futuro, conforme o estudo. Os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul movimentam um grande volume de diversos produtos. A região apresenta produtos potenciais como milho, soja, açúcar, algodão, carne, leite, adubos, fertilizantes, além de minério de ferro e manganês. Entretanto, a infraestrutura portuária existente no país apresenta um baixo número de portos na hidrovia e sem a capacidade de atender ainda a todos os tipos de categoria de carga. As potencialidades identificadas para os produtos da categoria carga geral, como algodão e carnes, dependem de investimentos e portos e terminais aptos a movimentar esse tipo de carga.

Ao todo, o estudo identificou 110 portos e terminais hidroviários ao longo da Paraguai-Paraná, discriminados em portos públicos (20%) e terminais de uso privado (80%). A Argentina, por exemplo, conta com 48 instalações. O Paraguai dispõe de 44 estruturas. Já o Brasil tem apenas 11. Em relação à infraestrutura portuária, o trabalho observou uma disparidade entre os cinco países. A Argentina detém um sistema portuário organizado e de fácil acesso. O Paraguai tem concentrado grandes esforços de investimentos em sua infraestrutura portuária nos últimos anos. A Bolívia e o Brasil ainda apresentam baixa representatividade na infraestrutura portuária da Hidrovia Paraguai-Paraná.

Foram identificadas 124 obras de infraestrutura na via fluvial. No Brasil, o estudo apontou 17 obras de infraestrutura planejadas entre 2015 e 2030. Como comparativo, a Argentina tem 54 investimentos planejados, distribuídos pelos três modais de transporte. Já no Paraguai, esse número é de 29 obras.

No eixo regulatório, a Antaq e a UFPR estudaram 12 pontos e fizeram uma comparação entre os países signatários do Acordo da Hidrovia Paraguai-Paraná. Entre os pontos analisados, estão a formação de tripulação, requisitos necessários para a autorização da empresa de navegação, regras de segurança de tráfego na hidrovia e restrições aduaneiras.

O estudo traz, também, algumas propostas para que a hidrovia seja mais utilizada. Entre elas, estimular a prorrogação do Acordo, que expira em 2020, bem como realizar os ajustes conforme a evolução e as necessidades da navegação fluvial. A criação de um observatório de boas práticas da Hidrovia Paraguai-Paraná para que haja desenvolvimento de um sistema unificado de informações atualizadas e relacionadas à infraestrutura fluvial e portuária é outra das propostas, o que permitiria a simplificação das gestões de documentação física nos processos de importação e exportação.

O superintendente do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura da UFPR, Eduardo Ratton, destacou algumas conclusões do estudo. “A Argentina é o país que mais utiliza a Hidrovia Paraguai-Paraná. O Paraguai é quem usa melhor. O Brasil é o que menos utiliza o potencial da via”, pontuou. Para o especialista, é preciso que haja uma uniformização das legislações dos países para que a Paraguai-Paraná seja utilizada com mais eficiência. Além disso, é fundamental que se atualizem as informações referentes à via fluvial e que se dê mais visibilidade e utilidade ao modal hidroviário.

O diretor da Antaq, Francisval Mendes, ressaltou a potencialidade da Hidrovia Paraguai-Paraná como uma via fluvial para a movimentação de cargas que transcende as fronteiras do Brasil: “Realizar estudos e fomentar a hidrovia são atribuições da Agência que, tradicionalmente, mantém no seu escopo de trabalho planos visando subsidiar as decisões governamentais e suas políticas de incremento da navegação interior, bem como a marítima. Dessa forma, estaremos garantindo a interação política, social e econômica entre Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Brasil para o fortalecimento da América do Sul.”
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

FMM PARA A MARINHA: SINAVAL PEDE URGÊNCIA AO CONGRESSO
Publicado em 10/15/2018 as 05:58 PM

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) pede engajamento do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e de líderes partidários para tentar aprovar regime de urgência do projeto de lei que altera a Lei 10.893/2004, que trata do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (ARFMM) e o Fundo da Marinha Mercante (FMM). O objetivo é garantir a disponibilidade de recursos para os navios patrulha da Marinha já em 2019.

A proposta prevê um repasse anual de 10% do FMM para projetos de programas do comando da Marinha destinados à construção e a reparos, em estaleiros brasileiros, de embarcações auxiliares, hidrográficas, oceanográficas e demais embarcações a serem empregadas na proteção do tráfego marítimo nacional. Os recursos do FMM serão aplicados às empresas públicas não dependentes vinculadas ao Ministério da Defesa, até 100% do valor do projeto aprovado.

Com a alteração, esses recursos não serão classificados mais como financiamento porque os valores serão repassados diretamente à força naval, sem a intermediação de agente financeiro. O projeto exclui um parágrafo da lei atual no qual está estabelecido que os desembolsos anuais decorrentes dessa operação devem observar a dotação prevista no orçamento da Marinha para o projeto financiado.

O PL também propõe 0,4% para contribuir com o pagamento das despesas de representação e estudos técnicos em apoio às posições brasileiras junto à Organização Marítima Internacional (IMO), cujos recursos serão alocados em categoria de programação específica.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

FORÇA TAREFA TENTA ATRAIR INVESTIMENTOS PARA A ENSEADA
Publicado em 10/15/2018 as 05:57 PM

O governo da Bahia criou uma força tarefa para tentar reaquecer a indústria naval no estado. O foco é a retomada de operação do estaleiro Enseada, localizado em Maragojipe, no Recôncavo Baiano. A intenção é atrair investidores e parcerias, além de apoio institucional, para que o empreendimento volte a gerar emprego e renda na região. A unidade, que chegou a empregar mais de sete mil pessoas, tem apenas 35 funcionários cuidando da manutenção dos equipamentos na planta industrial. Com área de 1,6 milhão de metros quadrados, o estaleiro tem capacidade de processar 100 mil toneladas de aço por turno/ano e potencial de gerar quatro mil empregos.

O grupo de trabalho foi anunciado durante visita de uma comitiva da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) às instalações da Enseada Indústria Naval. “Precisamos fazer este importante ativo operar. Não tem ninguém que não se sensibilize com este panorama. Trata-se de um empreendimento com investimento altíssimo, que fomentou a economia do estado, mas que sofreu um revés devido à crise nacional do petróleo e da indústria naval”, disse a secretária estadual de desenvolvimento econômico, Luiza Maia. O presidente do empreendimento, Maurício de Almeida, destaca que a planta foi preparada para construir navios de alta complexidade. Ele lembra que, durante quatro meses, mais de 100 integrantes do estaleiro foram enviados ao Japão para serem capacitados. Almeida conta que alguns profissionais que participaram dessa transferência de tecnologia ainda não conseguiram recolocação profissional. Outros foram trabalhar em estaleiros de outros regiões do país.

Em agosto, o estaleiro conquistou contrato de manutenção da sonda de perfuração Norbe VI, da Ocyan. A Enseada aguarda o resultado da concorrência para construção de quatro corvetas classe Tamandaré para Marinha.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

SEPETIBA TECON RECEBE CARGAS ESPECIAIS
Publicado em 10/15/2018 as 05:57 PM

O Sepetiba Tecon, por intermédio da  Brasil Projects e da CET Brazil Transmissão de Energia, fechou uma parceria com a chinesa State Grid, uma das maiores empresas de energia do mundo, para a importação de cerca de cinco mil toneladas de cargas. O projeto, com previsão de término em outubro, terá no total a atracação de três navios break bulks e descarga de sete transformadores de 800 KVAs, nove reatores e mais de cem contêineres com cargas diversas. Para receber o carregamento, que foi dividido em três etapas, foi necessário um minucioso planejamento operacional e uma comunicação contínua entre os parceiros envolvidos.

Dentre as cargas importadas, já foram descarregados cinco transformadores que pesam 355 toneladas cada. “Essa operação mostra que o terminal possui infraestrutura diferenciada e mão de obra especializada para movimentar cargas especiais”, destacou Marcelo Xavier, gerente operacional do Sepetiba Tecon. Para retirar cada transformador do terminal, foi utilizado um meio de transporte especial formado por carretas linha de eixo com 111 metros de comprimento, seis metros de largura e cinco metros de altura cada. Segundo Xavier, isso demonstra que o Sepetiba Tecon conta também com um eficiente acesso rodoviário.

Todo esse carregamento será responsável pela conexão entre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA) e a subestação de Paracambi na Baixada Fluminense (RJ).
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

T-MULT: 600 MIL TONELADAS EM OITO MESES
Publicado em 10/15/2018 as 05:57 PM

O Terminal Multicargas do Porto do Açu (T-Mult) movimentou 600 mil toneladas nos primeiros oito meses deste ano, superando o volume registrado ao longo de todo o ano passado. Em dois anos de operação, são 1,3 milhão de toneladas movimentadas, 55 embarcações recebidas e quase 38 mil carretas expedidas. Hoje, o T-Mult movimenta coque, carvão, bauxita e gipsita, além de carga geral e de projetos. O terminal ainda tem autorização para operar veículos e contêineres.

Segundo o diretor de Operações do Porto do Açu, Ideraldo Goulart, superar a movimentação de um ano inteiro em oito meses é só o indício de um desenvolvimento natural. “O T-Mult tem atingido um volume de movimentação de carga crescente e isso é resultado dos esforços das nossas áreas comercial e operacional. Investimos constantemente na melhoria de nossos processos e treinamentos e, aos poucos, nos consolidamos como importante alternativa logística e portuária para as empresas brasileiras”, salientou.

O T-Mult movimentou cargas inéditas neste ano, incluindo pás eólicas e gipsita, também conhecida como pedra de gesso ou somente gesso. É um minério composto por sulfato de calcário hidratado e tem diversas aplicações.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 15/10/2018

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO PORTO DO PECÉM CRESCE 13% EM 2018
Publicado em 10/15/2018 as 05:57 PM

Principal aposta do Estado no projeto de hub portuário, o Porto do Pecém continua contabilizando bons indicadores de movimentação. Em setembro, o terminal apresentou um incremento de 4% nos embarques de mercadorias e de 7% nos desembarques, na comparação com igual mês do ano passado, registrando a segunda maior movimentação do ano, atrás apenas do montante observado em março.

Já no acumulado entre janeiro a setembro, o porto movimentou 13,1 milhões de toneladas, 13% a mais do que no mesmo período de 2017.

No desembarque de cargas, o crescimento também foi de 13 %, passando de 8,8 milhões de toneladas de janeiro a setembro de 2017, para 10,0 milhões de toneladas neste ano. E o embarque de cargas apresentou o aumento de 12%, com a movimentação de 3,1 milhões de toneladas. Entre as principais cargas movimentadas no Porto do Pecém, se destacam os “granéis sólidos”, que representam 62% das movimentações, “carga geral solta” (20%), “carga conteinerizada” (16%) e os “granéis líquidos” (2%).

Segundo afirma Danilo Serpa, presidente da Cipp/SA (novo nome da Cearáportos, empresa que controla as operações do terminal), a expectativa é de que o porto ultrapasse a marca de 2017.

“No ritmo em que estamos, a expectativa é superar a marca do ano passado. Temos investido em equipamentos, infraestrutura e para atrair cada vez mais cargas para o Pecém”, afirma Serpa.

Placas de aço e eólicas

As placas de aço, produzidas pela Companhia Siderúrgica do Ceará (CSP), instalada no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), são uma das cargas de maior movimentação pelo Pecém. O peso comercial delas, inclusive, vem tornando a exportação pelo Porto cada vez mais relevante ante às importações.

O total de placas movimentadas este ano – contabilizadas de 1º de janeiro até 10 de outubro – chegou a 2.274.236,02 toneladas. Entre os principais destinos da mercadoria estão: Estados unidos (36,49%), Turquia (17,22%), Coréia do Sul (7,02%), Brasil (5,94%), e Polônia (5,59%). Já as pás eólicas, cuja exportação também experimenta um incremento juntamente com os aerogeradores produzidos no Ceará, teve a movimentação pelo Pecém 97% maior. O número de peças saiu de 247 nos sete primeiros meses de 2017 e passou para 474 em igual período deste ano.
Fonte: Diário do Nordeste
Data : 15/10/2018

TERMINAL EM SUAPE AMPLIA CAPACIDADE
Publicado em 10/15/2018 as 05:56 PM

Por Fernanda Pires | De São Paulo

A Pandenor acaba de concluir o investimento de R$ 80 milhões na expansão do parque de tancagem para granéis líquidos no terminal que explora no complexo industrial portuário de Suape (PE). A empresa ergueu oito novos tanques que elevaram a capacidade de armazenamento a 122 mil metros cúbicos de combustíveis. A nova estrutura já entrou em operação.

As obras duraram um ano e meio e os desembolsos incluíram automação de processos de operação de navios e operação rodoviária. As intervenções incluíram ainda novos dutos para garantir o atendimento da demanda adicional.

O terminal importa produtos de países como os Estados Unidos, Holanda e Bélgica. No mercado doméstico, a carga é distribuída para toda a região Nordeste. Em 2017, a Pandenor importou 446 mil metros cúbicos de combustíveis e, no primeiro semestre deste ano, 127,2 mil metros cúbicos.

Os terminais de granéis líquidos e gases do porto de Suape e a Refinaria Abreu e Lima respondem, juntos, por quase 80% de toda movimentação de Suape.

Em nota, o presidente do complexo industrial portuário de Suape, Carlos Vilar, disse que a ampliação da oferta de armazenagem consolida a liderança nacional do porto na movimentação de granéis líquidos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 15/10/2018

VALE REGISTRA PRODUÇÃO TRIMESTRAL RECORDE DE MINÉRIO DE FERRO
Publicado em 10/15/2018 as 05:56 PM

Por Alessandra Saraiva | Valor

RIO - (Atualizada às 10h07) A produção de minério de ferro da Vale atingiu 104,945 milhões de toneladas no terceiro trimestre, uma alta de 10,3% em comparação com igual período de 2017, quando foram produzidas 95,102 milhões de toneladas do insumo. Na comparação com as 96,755 milhões de toneladas produzidas no segundo trimestre, houve alta de 8,5%.

Foi a primeira vez que a mineradora atingiu produção acima de 100 milhões de toneladas em um trimestre, detalhou a companhia em relatório de produção. A Vale reafirmou nesta segunda-feira meta de produção de cerca de 390 milhões de toneladas para este ano, e de “aproximadamente” 400 milhões de toneladas para 2019.

As vendas de minério de ferro alcançaram 83,976 milhões de toneladas no terceiro trimestre, 9,4% acima de igual período do calendário anterior. Na comparação com segundo trimestre deste ano, as vendas subiram 14,6%.

A empresa destacou em seu relatório o bom desempenho de seus itens premium. Os produtos de categoria premium representaram 79% das vendas totais no terceiro trimestre deste ano, ante 77% nos três meses anteriores.

“Juntamente com a consolidação da estratégia de diferenciação do portfólio de produtos da Vale, resultaram em contribuições de qualidade e prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro de US$ 8,6 por tonelada no terceiro trimestre de 2018 contra US$ 7,1 por tonelada no segundo trimestre de 2018 e US$ 5,6 por tonelada no terceiro trimestre de 2017”, detalhou a companhia.

Com a produção do terceiro trimestre informada hoje, a Vale acumula 283,652 milhões de toneladas de minério de ferro, seu principal produto, nos nove primeiros meses do ano, alta de 3,1% ante igual período do ano passado.

S11 D

A empresa comentou que o desempenho da companhia de minério de ferro até o terceiro trimestre foi impulsionado por “ramp-up” (aceleração de ritmo de produção) no projeto S11D em Carajás, no Pará. “A produção anual em 2018 ficará em linha com o limite superior do guidance de 50 milhões e 55 milhões de toneladas” afirmou a Vale, sobre S11 D.

A empresa informou ainda que o S11 D, no terceiro trimestre, produziu 16,135 milhões de toneladas, 159,2% acima de terceiro trimestre do ano passado; 12,7% acima de segundo trimestre deste ano. Em nove meses, a produção do S11D atinge 43,138 milhões de toneladas, 191,5% acima de igual período do ano passado.

Pelotas

No período, a produção de pelotas foi de 13,878 milhões de toneladas, 8,7% maior que em igual intervalo do ano passado. Em comparação com o segundo trimestre, houve alta de 8,1%. A Vale informou que a produção foi recorde para o terceiro trimestre. As vendas de pelotas atingiram 14,25 milhões de toneladas entre julho e setembro, 8,5% acima de terceiro trimestre do ano passado. Na comparação com segundo trimestre deste ano, subiram 7,7%.

Segundo a empresa, o desempenho de produção foi influenciado por retomada das unidades de pelotização de Tubarão I e II, em Vitória, e aos efeitos da parada de manutenção no segundo trimestre de 2018 de Tubarão IV.

Outro fator que contribuiu para o resultado, de acordo com a Vale, foi a retomada da unidade de pelotização de São Luís, no Maranhão, que voltou a operar em setembro. Isso na prática ajuda o alcance da meta de produção de 55 milhões de toneladas em 2018, em pelotas, acrescentou a companhia.

Carvão

Já na produção de carvão, houve queda de 0,6% na comparação com igual período do ano passado, para 3,194 milhões de toneladas. Em relação ao segundo trimestre, a companhia registrou alta de 11,3%.

De acordo com o relatório, as vendas de carvão totalizaram 3,195 milhões de toneladas no terceiro trimestre deste ano, 1,5% acima do registrado em igual intervalo de 2017 e 27,3% superior às do segundo trimestre.

A produção de carvão metalúrgico foi de 1,560 milhão de tonelada, uma queda de 15,8% na comparação com igual período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre, houve alta de 0,1%.

Já a produção de carvão térmico da mineradora subiu 20,1% no terceiro trimestre, em comparação com igual período do ano passado, atingindo 1,634 milhão de tonelada. Em relação ao segundo trimestre, houve crescimento de 24,4%.

Assim como mencionado durante divulgações do balanço do segundo trimestre, a Vale afirmou que está revisando o negócio de carvão “para tornar 2018 o ano de estabilização de Moatize”, citando a região em Moçambique onde opera uma unidade para carvão.

Segundo a Vale, “conhecimento e padrões operacionais do negócio de minério de ferro estão sendo implementados e ações estão em andamento para garantir um 'ramp-up' sustentável a partir de 2019, assim como o aumento na remoção de estéril, a abertura de novas seções de mina, a preparação de selecionadas cavas para uso futuro como eliminação de rejeitos”, afirmou a empresa.

De acordo com a companhia, iniciativas como essa podem trazer impacto de curto prazo nos níveis de produção e na proporção dos produtos de 2018. “Como resultado da implementação contínua dessas mudanças estruturais, o guidance da produção de carvão foi revisado para aproximadamente 12 milhões de toneladas em 2018”, acrescentou a mineradora.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 15/10/2018

ELETROBRAS LANÇA NOVA FASE DE PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA
Publicado em 10/15/2018 as 05:56 PM

Por Camila Maia | Valor



SÃO PAULO - A Eletrobras reabriu nesta segunda-feira novo prazo para inscrição ao chamado "Plano de Demissão Consensual" da companhia. O período para adesões vai até 26 de outubro.

Em entrevistas concedidas recentemente, o presidente da estatal, Wilson Ferreira Junior, mencionou o potencial de 2,5 mil novas adesões, uma vez que a companhia está implementando em todo o grupo o Centro de Serviços Compartilhados e o SAP, que exigirão menor número de funcionários. A mudança da Eletrobras para outro endereço, menor, também reforça o cenário.

“Além disso, a redução de quadro de pessoal busca um alinhamento dos custos da Eletrobras às tarifas, evitando prejuízos operacionais no futuro”, diz comunicado divulgado pela empresa hoje.

No primeiro período, 733 funcionários aderiram ao plano. Segundo a Eletrobras, isso representou a economia de R$ 254 milhões anuais.

Os desligamentos dos funcionários que aderirem ao programa até o dia 26 ocorrerão em turmas mensais até dezembro. São elegíveis ao PDC empregados com no mínimo dez anos de vínculo com a empresa. (Camila Maia | Valor)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 15/10/2018

ANTAQ - CODESP VIOLA REGRA E CRIA CONFLITO ENTRE FERTILIZANTE E VEÍCULO
Publicado em 10/15/2018 as 05:56 PM

Autor: Por Fernanda Pires | De São Paulo

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto de Santos, descumpriu o "plano diretor" do porto ao permitir a operação de sólidos a granel em uma área destinada à movimentação de cargas "limpas".

Com isso, um produto químico como o fertilizantes vem sendo manuseado ao lado de veículos, por exemplo. Em contato com umidade, a poeira fina do fertilizante pode corroer a pintura dos carros durante o transporte marítimo, de forma que os veículos destinados ao exterior correm o risco de chegar ao seu destino danificados.

Esse problema já aconteceu no passado. E foi um dos motivos que levaram a Codesp a destacar no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do porto a chamada área do Saboó - onde existe esse conflito - para movimentação de carga geral, conteinerizada ou não. Não há previsão no PDZ de movimentação de fertilizantes na área.

O PDZ foi publicado em 2006, após debate em várias audiências públicas e aprovado pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), que reúne representantes da comunidade portuária - entre os quais trabalhadores, empresários, poder concedente e os municípios que margeiam o porto.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que regula os portos, recebeu denúncia na quinta-feira de um operador portuário e já notificou a Codesp. A empresa tem até 15 dias para responder. No limite, a administradora do porto poderá ser multada.

Na própria quinta-feira, a Codesp baixou uma resolução permitindo "em caráter excepcional e transitório" a utilização dos berços de atracação públicos no cais do Saboó para descarga de granéis sólidos, inclusive nitrato de amônio. Só que antes de essa resolução ser baixada, ao menos quatro navios com fertilizantes escalaram no Saboó desde setembro, apurou o Valor. São eles o "Federal Severn", o "Federal Swift", o "Santa Johanna" e o "Suse".

A Codesp informou que a realização de operação de descarga desses navios ocorreu em caráter experimental e foi acompanhada pela estatal com o objetivo de "avaliar e definir os critérios contidos na respectiva resolução".

A resolução definiu algumas condições da operação, entre as quais a utilização de equipamento especial para eliminar as partículas em suspensão na descarga direta para caminhão de forma que as mercadorias nas áreas vizinhas ao "cais, como carros, equipamentos e carga geral, não sejam prejudicadas". Na visão da Antaq, entretanto, a resolução não se sobrepõe ao PDZ.

De acordo com a Codesp, a decisão de liberar a operação de sólidos a granel no Saboó levou em conta a elevada demanda de embarcações aguardando para descarregar fertilizantes no porto. Norteou a decisão da estatal o objetivo de "resolver o gargalo operacional e reduzir o chamado custo Brasil, promovendo condições necessárias ao agronegócio brasileiro", informou a Codesp.

A Codesp destacou, ainda, que a medida resultou na suspensão temporária das restrições previstas no PDZ do porto santista, argumentando que, atualmente, o documento está em revisão.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 15/10/2018

PRESSÃO ADICIONAL DE R$ 77,9 BI NA PREVIDÊNCIA
Publicado em 10/15/2018 as 05:55 PM

Regra criada no governo Dilma terá impacto bilionário nas despesas até 2046. Em 3 anos, 375 mil pessoas se aposentaram com a fórmula 85/95, que permite o pagamento integral do benefício. Tendência é de aumento de gastos
O Globo14 Oct 2018GERALDA DOCA geralda@bsb.oglobo.com.br


ANA BRANCO/15-5-2017
Bomba-relógio. Valor médio do benefício de quem recorre à fórmula 85/95 é de R$ 3.009 para homens e R$ 2.634 para mulheres. A cada ano, até 150 mil pessoas se aposentam seguindo esta regra

Aúltima mudança nas regras de aposentadoria dos trabalhadores do setor privado, que ocorreu em 2015, vai resultar num aumento de R$ 77,9 bilhões nas despesas da Previdência Social até 2046. O impacto foi calculado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)a pedido do GLOBO. O aumento de gastos vai ocorrer porque uma regra aprovada pelo Congresso, a chamada fórmula 85/95, passou a permitir o pagamento do benefício integral a segurados que chegassem a uma combinação somando idade e tempo de contribuição de 85 para mulheres e de 95 para os homens. Nos últimos três anos, foram concedidos 375 mil benefícios por essa sistemática. A conta bilionária do Ipea se refere apenas a esse grupo. Segundo o instituto, o valor médio do benefício foi de R$ 3.009 nocas odos homens e de R$ 2.634 no caso das mulheres. O impacto de quase R$ 78 bilhões considera a duração do pagamento dos benefícios para essas pessoas até o fim da vida, um prazo estimado de 28 anos. A tendência é que os gastos continuem subindo, pois de cem mi la 150 mil trabalhadores entram como pedido de aposentadoria pela fórmula 85/95 por ano. O déficit do  regime geral de Previdência Social deve chegar a R$214,6 bilhões no próximo ano.

AJUSTE DESPROPORCIONAL

Antes dela, vigorava apenas o chamado fator previdenciário, calculado com base na expectativa de vida do trabalhador, na idade e no tempo de contribuição (30 anos, mulher e 35, homem). Ele funciona como um redutor dos ganhos para evitar aposentadorias precoces. Os trabalhadores ainda jovens sofrem um corte do valor do benefício entre 30% e 40%. Hoje, o fator ainda existe, mas os trabalhadores têm a opção de permanecer um pouco mais de tempo na ativa para atingir a fórmula 85/95 e engordar a aposentadoria. Segundo o autor do levantamento e pesquisador do Ipea, Rogério Nagamine, o problema é que esse tempo a mais é desproporcional ao valor que será adicionado ao benefício. Ou seja, o valor da contribuição na ativa não cobre o aumento da aposentadoria, que será financiada pela Previdência até a morte do segurado. A fórmula 85/95 sofre ajustes periódicos. A partir de dezembro, por exemplo, ela subirá para 86/96 e ficará assim até 2020. Depois disso, subirá a cada dois anos até atingir 90/ 100, em 2026. Mesmo assim, as despesas da Previdência, que têm rombo crescente em suas contas, só aumentam. Segundo simulações feitas por Nagamine, uma mulher com 53 anos de idade e 30 anos de contribuição já poderia se aposentar. O valor do benefício seria afetado pelo fator previdenciário. Se ficar mais um ano na ativa, porém, ela terá aumento de 56,6% no benefício. Outra simulação mostra que um homem com 58 anos de idade e 35 anos de contribuição ganhará 30% a mais se postergar a aposentadoria por mais um ano.

A partir de dezembro deste ano, com a mudança da regra

para 86/96, uma mulher de 54 anos e 30 de contribuição terá umganhode51,1%naaposentadoria se trabalhar por mais um ano. Um homem com 59 anos de idade e 35 anos de contribuição, receberá 25% a mais se adiar a aposentadoria por mais um ano.

A criação da fórmula 85/95 foi a solução encontrada pela ex-presidente Dilma Rousseff para tentar compensar um esforço do Legislativo para acabar com o fator previdenciário. Os parlamentares se aproveitaram de um projeto de ajuste fiscal que tratava de mudanças

nas regras de pensão e incluíram o fim do fator. A presidente vetou a proposta, mas para acalmar os parlamentares, propôs a fórmula 85/95.

BENEFÍCIO AOS MAIS RICOS

Para o pesquisador, além do impacto nas contas da Previdência, a medida tem efeito negativo em termos de distribuição de renda. Ele explicou que ela beneficia trabalhadores com salários mais altos, estabilidade no emprego e que se aposentam por tempo de contribuição, sem idade mínima. Os mais pobres se aposentam por idade (60 anos, mulher, e 65 anos, homem) com salário mínimo. Nagamine destaca que a fórmula 85/95 torna a reforma ainda mais urgente, apesar das declarações dos dois candidatos na corrida presidencial, Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), que têm comentado apenas o desequilíbrio no regime de aposentadoria dos servidores públicos. Bolsonaro e Haddad ainda não deixaram claro qual será a reforma da Previdência que será apresentada caso vençam a disputa nas urnas. Ambos mostram simpatia por um regime de capitalização da Previdência, no qual os trabalhadores passariam a contribuir apenas para sua própria aposentadoria. No modelo atual, chamado de repartição, os recursos pagos vão para um bolo que ajuda a custear os benefícios de quem está aposentado. O problema é que a mudança para a capitalização gera um passivo bilionário na transição, uma vez que os trabalhadores que hoje estão no mercado não contariam mais com a contribuição de quem migrou para o regime de capitalização.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 15/10/2018

VOLUME DE EMPRÉSTIMO AVANÇA, MAS CUSTO SEGUE ALTO
Publicado em 10/15/2018 as 05:55 PM

Na última década, bancos quase dobram oferta, porém juros continuam elevados. Para Febraban, taxa reflete a inadimplência
O Globo14 Oct 2018JOÃO SORIMA NETO joao.sorima@sp.oglobo.com.br

Ovolume de crédito ofertado na economia brasileira quase dobrou na última década. Além de mais dinheiro, quem tomou empréstimo teve mais prazo para pagar. Mas o custo das operações continuou elevado, segundo estudo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). De acordo com o levantamento, o total de recursos oferecidos em crédito nos últimos dez anos saltou de R$ 1,8 trilhão para R$ 3,1 trilhões. Os juros médios cobrados na ponta, por sua vez, estão atualmente em 38,5% ao ano, ante 38%. — A crise econômica interrompeu a trajetória de queda dos juros e do crescimento da oferta de crédito. Há cinco anos, o total de empréstimos equivalia a 60% do Produto Interno Bruto (PIB) e caminhava para 80%. Hoje, com os bancos

mais seletivos, o total de crédito representa apenas 46,8% do PIB. Os juros ao consumidor, mesmo com a Selic no menor patamar histórico, de 6,5% ao ano, estão quase no mesmo nível de uma década atrás, até um pouco mais altos — comenta Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac e autor do levantamento. Segundo ele, o desemprego e a perda de renda das famílias elevaram o risco de inadimplência, e os bancos

subiram as taxas de juros e o spread (diferença entre o custo de captação dos bancos e as taxas de juros cobradas dos clientes). O levantamento mostra que o spread avançou de 24,5% para 29,4% ao ano. Já a inadimplência, medida por atrasos superiores a 90 dias, subiu de 4% para 4,4%.

MAIS RISCO

O especialista lembra que, neste ano, mesmo com a economia mostrando sinais de recuperação, o quadro

eleitoral incerto trouxe mais risco, impedindo que os juros na ponta caíssem. Se o custo não foi alterado, o brasileiro ganhou mais prazo para pagar os empréstimos. O número de prestações subiu de uma média de 12 meses para 40,6 meses. Além desses fatores, Oliveira observa que a concentração bancária contribui para a cobrança de juros mais altos. Atualmente, os cinco maiores bancos do país respondem por mais de 80% do crédito oferecido.

As chamadas fintechs, startups do ramo financeiro, que estão crescendo como alternativa de crédito, começam a ocupar a brecha deixada pelos bancos na seletividade de crédito. Mas elas ainda representam um volume muito pequeno da oferta, algo em torno de 0,5% do total de crédito. —O fato é que temos maior concentração de bancos do que as principais economias do mundo. As fintechs e as cooperativas ainda representam muito pouco da oferta de crédito, mas começam a incomodar com taxas de juros mais baixas, menos burocracia e abertura de conta sem cobrança de tarifas —diz Oliveira.

INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA

A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) informou, em nota, que o aumento da inadimplência, em razão da crise, tem impacto tanto sobre o spread quanto sobre os juros. Mas, apesar do cenário adverso nos últimos anos, as taxas de juros vêm caindo no país. A entidade diz ainda que não reconhece análises que apontam a concentração bancária como causa dos juros elevados. Segundo um estudo feito pela consultoria Accenture, encomendado pela própria Febraban, a razão principal do spread mais alto no Brasil está nos custos elevados da intermediação financeira.

“Os custos associados a inadimplência, tributação, depósitos compulsórios e outros elementos do sistema de regulação são bem mais altos no Brasil que em países emergentes relevantes, como Chile e Turquia”, diz a entidade na nota.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 15/10/2018

PORTOS - DECRETO DOS PORTOS
Publicado em 10/15/2018 as 05:55 PM

Autor:        ANCELMO GOIS - www.oglobo.com.br/ancelmo

O relatório final da Polícia Federal sobre a suposta compra do decreto dos portos, no governo Temer, tem mais de mil páginas.

O presidente, que deixa o Planalto em dezembro, deve levar para a planície esta dor de cabeça.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 15/10/2018

AÇÕES DE ESTATAIS SÃO OPORTUNIDADE DE GANHO, MAS SÓ A LONGO PRAZO
Publicado em 10/15/2018 as 05:55 PM

Petrobras, BB e Eletrobras se destacam. Analistas ressaltam, porém, que papéis enfrentarão volatilidade até o 2º turno
O Globo15 Oct 2018ANA PAULA RIBEIRO ana.ribeiro@sp.oglobo.com.br SÃO PAULO



As ações de empresas estatais ganharam os holofotes em meio à disputa eleitoral. A expectativa sobre quem deve ganhar as eleições e a política econômica do próximo governo levam forte volatilidade a esses papéis. Para quem busca ganho a longo prazo, isso pode se traduzir em boas oportunidades. No entanto, alertam especialistas, é preciso estar atento aos riscos embutidos nessas escolhas, em especial a curto prazo.

A Eletrobras é um exemplo disso. A vantagem do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na disputa pela Presidência frente ao segundo colocado, Fernando Haddad (PT), fez as ações da empresa dispararem no dia 8 deste mês, após o primeiro turno: 18% nos papéis preferenciais (PN, sem direito a voto). O motivo é que Paulo Guedes, guru econômico do deputado, defende um amplo plano de privatizações. Com uma gestão privada, avaliam investidores, a Eletrobras poderia se tornar mais eficiente e lucrativa.

SETOR BANCÁRIO É APOSTA

Mas a frustração veio dois dias depois, ao Bolsonaro dizer que não privatizaria a geração de energia, somente a distribuição. As ações da Eletrobras caíram quase 10%

—Ele frustrou as expectativas. Isso jogou um pouco de água fria no otimismo do mercado — diz Glauco Legat, analista-chefe da corretora Spinelli.

Em 2018, as ações da Eletrobras acumulam ganhos de 5,7%. Em relação à sua maior cotação do ano, quando o governo Temer trabalhava para a privatização da empresa, os papéis perdem 17,9%.

Legat lembra que Guedes defende arrecadar no mínimo R$ 1 trilhão em privatizações e venda de outros ativos da União para abater da dívida pública. Nos cálculos do analista da Spinelli, as participações em estatais negociadas em Bolsa (Banco do Brasil, Eletrobras e Petrobras) somam cerca de R$ 250 bilhões.

— Olhando pelo que o Bolsonaro falou, ao afirmar que não venderá ativos estratégicos, acho que não dá para levar esse valor tão a sério —diz Legat, para quem o BB tem maior potencial de ganhos.

O banco público também é a estatal preferida por Rafael Bevilacqua, estrategista chefe da Levante Investimentos. Para ele, o setor bancário tende aman tero crescimento dos ganhos coma recuperação da economia:

— O setor bancário é um bom negócio independentemente do cenário, e o Banco do Brasil, entre os grandes, está barato. A expectativa

é de melhora de crédito, coma retoma dada confiança e desem pregoem queda.

As ações do banco, no ano, acumulam alta de 17,2%, contra 8,5% do Ibovespa.

— Há um sentimento de que vamos ter uma menor interferência do Estado na economia —resume Pedro Guilherme Lima, analista da Ativa Investimentos.

Nocas o demudanças no cenário eleitoral, com avanço de Haddad, esses papéis seriam fortemente pressionados. O maior te moré ode ingerência nas estatais, como ocorreu no governo Dilma Rousseff.

— Assim, essas ações já incorporaram praticamente todos os ganhos de uma vitória do Bolsonaro. Uma segunda onda de valorização vai depender da gestão a ser implementada —diz Bevilacqua.

Além desse risco político, a Petrobras, que retomou o posto de empresa mais valiosa da Bolsa brasileira, ainda tem influência direta da cotação internacional do petróleo. Parte da recuperação da estatal está atrelada a isso: as ações PN sobem 57,4% no ano, enquanto o barril do tipo Brent acumula alta de cerca de 25%.

NOS ESTADOS, CENÁRIO IGUAL

Com relação às estatais estaduais, a Cemig se destaca, com valorização de 57% no ano. O segundo turno em Minas Gerais está sendo disputado por Romeu Zema (Novo) e Antonio Anastasia

(PSDB), ambos favoráveis à privatização da empresa de energia. Os investidores demonstram preferir uma vitória de Zema: após uma pesquisa de intenção de voto apontar sua vantagem, os recibos de ações da Cemig negociados na Bolsa de Nova York (ADRs, na sigla em inglês) subiram 7,85% na sexta-feira, feriado no Brasil.

Bevilacqua, da Levante, lembra, porém, que a Cemig precisa de ajustes. A perspectiva é que essa forte valorização continue, mas é uma opção mais indicada para o investidor de longo prazo, dada a volatilidade. Para quem quer correr menos riscos, ele recomenda outra estatal mineira, a Copasa.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 15/10/2018

TRANSFERÊNCIA DE GESTÃO É CHANCE PARA RECUPERAR ARCO METROPOLITANO
Publicado em 10/15/2018 as 05:54 PM

Via, que custou quase R$ 2 bilhões, está malconservada e se tornou área de risco para os motoristas

Em apenas quatro anos, o Arco Metropolitano do Rio — rodovia que liga Manilha, em Itaboraí, ao Porto de Itaguaí —já apresenta sinais de fadiga. A obra, inaugurada em 2014 ao custo aproximado de R $2 bilhões, prometia alavancara economia doestado. Não lhe faltavam credenciais para isso, à medida que o anel rodoviário corta as principais estradas de acesso à capital fluminense. Mas o progresso, na verdade,nunca passo upo rali. Aliás, sã ocada vez menos os que trafegam pela via. Projetada para um movimento de 30 mil veículos por dia, ela não registra mais do que 15 mil, ou seja, ametade.

Um dos motivos para ao ciosidade é a falta de segurança. Os assaltos, principalmente ao transporte de carga, são corriqueiros, o que tem obrigado caminhoneiros a andarem em comboios. Além disso,à noite, não é raro encontrar trechos mergulhados na escuridão, oque aumenta a sensação de insegurança. Não deveria ser assim, já que a rodovia é coalhada de postes de iluminação alimentados por energia solar. Cada unidade custou ao contribuinte R$ 22 mil. Mas centenas já não funcionam. O estado alega que ladrões têm roubado as baterias — eles chegam a derrubar os postes para facilitar o furto.

O abandono, de fato, é flagrante. Como mostrou reportagem do GLOBO publicada na última quarta-feira, placas de sinalização e radares instalados ao longo da via estão danificados.

Outro problema que ronda o arco rodov iá rioéa ocupação irregular. Sem fiscalização por parte do estado e dos municípios cortados pela via, tem crescido o número de construções clandestinas na faixa de domínio da estrada. Relatório recente da Câmara Metropolitana cita ainda o comércio ilegal, a apropriação de terras públicas e a abertura de pelo menos 79 acessos ilegais, o que aumenta o risco de acidentes.

Diante desse quadro, a transferência da gestão do Arco Metropolitano para o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), do governo federal, é oportunidade para se recuperara rodovia. A decisão, efetiva dano mês passado, foi do próprio governo fluminense, que alegou o agravamento da crise financeira—o estado gastava R$ 19 milhões por ano para manter a estrada. Agora, o Ministério dos Transportes estuda conceder o trecho à iniciativa privada. A ver.

A importância estratégica do Arco é inegável. A rodovia é alternativa para escoara produção e aliviar o tráfego na Região Metropolitana. Por isso, não pode ser abandonada pelo poder público. Uma estrada de R$ 2 bilhões precisa oferecer, no mínimo, segurança e boas condições de tráfego aos usuários. Ou se tornará terra de ninguém. Espera-se, portanto, que a mudança não represente mera troca de placas comove lho slogan“sob nova direção ”.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 15/10/2018

VALE BATE RECORDE DE PRODUÇÃO E VENDA DE MINÉRIO DE FERRO E PELOTAS NO 3º TRI
Publicado em 10/15/2018 as 05:54 PM

Vendas cresceram mais de 9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Mineradora reafirmou sua meta de produzir 390 milhões de toneladas de minério neste ano.
Por Reuters - 15/10/2018 10h02  Atualizado há 7 horas


Produção de minério de ferro em Brucutu, mina da Vale em Minas Gerais — Foto: Darlan Alvarenga/G1

A produção e as vendas de minério de ferro e pelotas pela Vale bateram recordes no terceiro trimestre, em meio a um aumento das atividades na importante mina S11D, no Pará, informou a companhia nesta segunda-feira ao mercado, reafirmando sua meta de produzir 390 milhões de toneladas de minério neste ano.

A maior produtora e exportadora global de minério de ferro vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4% ante igual período de 2017, mostrou a empresa em relatório trimestral publicado ao mercado.

Os volumes de venda de minério de ferro e pelotas somados totalizaram 98,226 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2% em relação a um ano antes.

"O mix de vendas tem melhorado consistentemente principalmente como resultado dos ramp ups do S11D e das pelotizadoras I e II de Tubarão", disse a Vale, no relatório.

A produção de minério de ferro da Vale, por sua vez, quebrou a emblemática barreira de produção de finos de minério de ferro de 100 milhões de toneladas em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre.

No caso do níquel, a Vale vendeu 57,3 mil toneladas no terceiro trimestre, queda de 19,6 por cento ante o mesmo período do ano passado. Já a produção alcançou 55,7 mil toneladas no período, uma queda de 23,4% na mesma comparação.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 15/10/2018

PRODUÇÃO DE MINÉRIO DE FERRO DA VALE ATINGE RECORDE NO 3º TRI; NÍQUEL TEM QUEDA
Publicado em 10/15/2018 as 05:54 PM

POR MARTA NOGUEIRA / REUTERS •

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Vale registrou recorde de produção e vendas de minério de ferro e pelotas no terceiro trimestre, com impulso das atividades da mina S11D, informou nesta segunda-feira a mineradora, que registrou também recuo de volumes em metais básicos, além de cortes em previsões para níquel e carvão.

Com menos impurezas, a mina no Pará vem colocando a maior produtora de minério de ferro do mundo em boa posição para lidar com a busca de siderúrgicas chinesas por produtos de maior qualidade, para reduzir a poluição, segundo analistas, que consideraram forte o resultado global apresentado.

A Vale quebrou a barreira de produção de 100 milhões de toneladas de finos de minério de ferro em um trimestre, alcançando o novo recorde de 104,9 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 10,3 por cento ante o mesmo período de 2017.

A mina de ferro S11D, o maior projeto já realizado pela Vale, que começou a operar no fim de 2016, atingiu produção de 16,1 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 160 por cento ante o mesmo período do ano passado, rodando em um ritmo de aproximadamente 70 por cento de sua capacidade nominal no período, segundo a Vale.

A produção de pelotas da Vale alcançou um recorde trimestral de 13,9 milhões de toneladas, alta de 8,7 por cento ante o mesmo período de 2017, principalmente devido à retomada das plantas de pelotização de Tubarão I e II.

"Esperamos que a Vale performe em linha com esses resultados, que foram amplamente esperados em termos de produção, vendas e prêmios. Classificamos a Vale para 'compra' com forte fluxo de caixa livre e expectativas de retorno de capital significativo em 2019 e seguintes", disse o analisa do Citi Alexandre Hacking em relatório a clientes.

O resultado financeiro da empresa está previsto para ser publicado em 24 de outubro.

As ações da empresa subiam quase 3 por cento às 16:15 nesta segunda-feira.

VENDAS RECORDES

O avanço da produção se refletiu em um novo recorde de vendas de minério de ferro e pelotas de 98,2 milhões de toneladas no terceiro trimestre, alta de 9,2 por cento ante o mesmo período de 2017.

O analista do Bernstein Paul Gait destacou que a Vale "continuou a capitalizar os prêmios de qualidade, fazendo melhorias adicionais no mix de vendas através de contínuos crescimentos na S11D... e nas plantas de pelotização de Tubarão".

A participação de vendas de produtos premium passou de 77 por cento no segundo trimestre de 2018 para 79 por cento no terceiro trimestre, de acordo com a empresa.

No caso apenas do minério de ferro, a Vale vendeu 83,976 milhões de toneladas da commodity entre julho e setembro, alta de 9,4 por cento ante igual período de 2017.

Mesmo assim, a empresa deu ainda continuidade ao aumento de estoques no exterior, como forma de aumentar a flexibilidade no atendimento de tais clientes. Nos próximos trimestres, segundo a empresa, esses estoques irão crescer a uma taxa menor do que a observada nos trimestres anteriores.

Segundo a empresa, o prêmio médio para o preço realizado de finos de minério de ferro alcançou 8,6 dólares/tonelada no terceiro trimestre de 2018, ante 7,1 dólares/tonelada no segundo trimestre.

"Esperamos que os prêmios de qualidade de minério de ferro permaneçam altos devido às mudanças estruturais em curso na indústria siderúrgica chinesa e devido aos níveis mais altos de impurezas no minério de ferro oriundo do mercado transoceânico vindo da Austrália", disse o analista da Jefferies Christopher LaFemina.

"A Vale está idealmente posicionada para se beneficiar dessa mudança no mercado devido ao seu minério de ferro de altíssima qualidade em seu Sistema Norte.

"Em meio ao aumento de produção, a Vale reiterou sua meta de produção de minério de ferro de cerca de 390 milhões de toneladas para 2018 e aproximadamente 400 milhões de toneladas em 2019 e nos anos seguintes."Esperamos que a Vale registre sólidos resultados no terceiro trimestre de 2018, com Ebitda de 4,550 bilhões de dólares..., com embarques e preços mais fortes do minério de ferro e apesar do desempenho fraco da unidade de metais básicos", disse o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA.

METAIS BÁSICOS E CARVÃO

Já no segmento de metais básicos, a Vale cortou novamente a meta de produção de níquel para o ano após registrar uma queda de 23,4 por cento da extração do metal entre julho e setembro ante o mesmo período de 2017, para 55,7 mil toneladas. A previsão da empresa era produzir 60 mil toneladas no terceiro trimestre.

Em meio à performance abaixo do esperado, impactada por paradas para manutenção no Canadá já previstas, a empresa indicou revisão na estimativa de produção de níquel em 2018, para cerca de 240 mil toneladas de níquel, ante 250 mil toneladas estimadas em julho.

A produção de cobre caiu 19,2 por cento no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, para 94,5 mil toneladas, enquanto as vendas do metal caíram 16,2 por cento no mesmo período, para 92,4 mil toneladas.

No carvão, a empresa afirmou que está "revisando seus planos de lavra e padrões operacionais para garantir um crescimento sustentável a partir de 2019" e que tais iniciativas trazem impacto de curto prazo na produção.

Dessa forma, a previsão foi revisada para aproximadamente 12 milhões de toneladas em 2018. No terceiro trimestre, a produção de carvão da empresa somou 3,2 milhões de toneladas, queda de 0,6 por cento ante o mesmo período de 2017. As vendas também registraram 3,2 milhões de toneladas, alta de 1,5 por cento na mesma comparação.  (
Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier)
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 15/10/2018

STF MANTÉM SUSPENSÃO DE LEI SOBRE TRANSPORTE DE GADO VIVO
Publicado em 10/15/2018 as 05:53 PM


Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou na quinta-feira (11) a decisão individual do ministro Edson Fachin que suspendeu a lei municipal de Santos que proibiu o tráfego de veículos de transporte de carga viva nas ruas da cidade.

Em abril deste ano, Fachin suspendeu a regra por meio de uma ação da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que questionou a constitucionalidade da norma, aprovada pelo Legislativo local. A CNA alegou que a regra inviabilizou as exportações e invadiu competência da União para legislar sobre o tema.

A confederação também explicou que a maior parte da exportação de gado vivo pelo Porto de Santos é destinada para países muçulmanos, onde é feito o abate halal, que segue regras religiosas.Já entidades de proteção aos animais, como o Fórum Nacional de Proteção e Defesa do Animal e outras ONGs, questionaram o transporte e alegaram que a empresa responsável pelo frete não estava cumprindo a regulamentação nacional. Entre as irregularidades, estariam o espaço menor que o recomendado e a imersão dos animais em fezes e urina. /Agência Brasil
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 15/10/2018

ANTAQ PARTICIPA DA SESSÃO DE INSTALAÇÃO DA RADAR NA ANTT
Publicado em 10/15/2018 as 05:53 PM

Evento marcou o início dos trabalhos da Rede de Articulação das Agências Reguladoras

O diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, participou, nesta quinta-feira (11), no auditório da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), da sessão de instalação da Rede de Articulação das Agências Reguladoras (Radar). As agências reguladoras assinaram portaria conjunta para autorizar a participação das autarquias na Radar. O texto foi publicado no dia 18 de setembro, no Diário Oficial da União.


Representantes das agências reguladoras participam da instalação da Radar

Radar é uma câmara permanente com o objetivo de estabelecer uma rede de contato contínuo para a articulação de assuntos. Conforme o texto da portaria, a rede de articulação tem o objetivo de facilitar o compartilhamento de informações e conhecimentos, com propósito de ocorrer a troca de experiências entre os representantes das Agências. Outro propósito é buscar identificar e desenvolver melhores práticas para o interesse comum. Cada Agência indicou seus respectivos representantes, que deverão atender às convocações das atividades estabelecidas. Os servidores Anilson Rodrigues e Isaac Monteiro serão os representantes da ANTAQ.

Para Povia, as agências reguladoras possuem uma riqueza de dados que devem ser compartilhados. “Estabelecer uma troca de conhecimentos para que haja uma regulação ainda mais eficiente. A Radar é mais uma boa prática regulatória. Já havia esse intercâmbio de conhecimento. Agora, isso se fará de forma sistêmica”, afirmou o diretor-geral da ANTAQ, que participou da mesa de abertura e elogiou a ANTT como agência indutora da Radar.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 11/10/2018

PASSARO DECIDE DEIXAR PRESIDÊNCIA DA BRASIL TERMINAL PORTUÁRIO
Publicado em 10/15/2018 as 05:53 PM

Segundo fontes, decisão partiu do próprio Passaro, executivo com experiência mundial
LEOPOLDO FIGUEIREDO


Executivo (esq) participou da Santos Export 2018 (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Maior terminal de contêineres da América do Sul, a BTP (sigla de Brasil Terminal Portuário) terá um novo diretor-presidente a partir do próximo ano. Após quatro anos e meio à frente da operadora, o executivo Antonio Passaro deixará a empresa em 31 de dezembro deste ano. A informação, obtida com exclusividade por A Tribuna, foi confirmada pela companhia no início da tarde dessa quarta-feira (10).

Segundo fontes ligadas à operadora, a decisão partiu do próprio Passaro, executivo uruguaio com experiência na gestão de terminais na Europa, na Ásia, na África e em outros países da América do Sul, e foi oficializada há poucos dias. Os acionistas da BTP procuram um sucessor.

Em nota, a BTP confirmou que seu diretor-presidente “decidiu, em conjunto com o Conselho de Administração da BTP, encerrar seu ciclo de gestão à frente da companhia em 31 de dezembro de 2018”. E complementou que os acionistas – a Terminal Investment Limited (TIL, do mesmo grupo que controla a armadora MSC) e a APM Terminals (do Grupo Maersk) – “já estão em processo de seleção do sucessor do dr. Antonio Passaro, que fará a transição de comando da empresa para o novo CEO”.

O executivo está à frente do BTP desde julho de 2014 e se tornou, nesse período, uma das principais lideranças empresariais do setor.


Leia mais em: http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/porto%26mar/passaro-decide-deixar-presidencia-da-brasil-terminal-portuario/?cHash=9ade71fc33612950002dce5697534145
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 11/10/2018

GOVERNO FEDERAL LIBERA R$ 100 MILHÕES PARA FUNDO DE PENSÃO DOS PORTUÁRIOS
Publicado em 10/15/2018 as 05:53 PM

Recursos garantem despesas da Portus até agosto do ano que vem
EGLE CISTERNA


Sede da Codesp, a Autoridade Portuária de Santos (Foto: Luigi Bongiovanni/A Tribuna/Arquivo)

O Fundo de Pensão dos Portuários (Portus), que enfrenta uma crise financeira capaz de encerrar suas atividades, ganhou mais tempo para definir uma solução para sua situação. O Governo Federal acaba de liberar R$ 100 milhões, o que garante as despesas da entidade até agosto do próximo ano.

Antes da liberação desses recursos, a avaliação dos gestores do Portus era de que, se nenhuma medida fosse adotada, o fundo não teria como manter seus benefícios a partir de janeiro do próximo ano.

"Isso vai nos dar um fôlego de mais seis meses (até agosto) para que a gente possa definir uma proposta e fazer a mediação entre todos os envolvidos", afirmou Odair Augusto de Oliveira, presidente da Associação dos Participantes do Portus (APP).

Os recursos vêm de uma ação judicial envolvendo a Companhia Docas do Rio de Janeiro. A promessa de liberação dessa quantia foi feita pelo ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro Silveira, em julho, durante reunião com sindicalistas mediada pelo deputado federal João Paulo Papa, quando se comprometeu a fazer a ponte com o Ministério da Fazenda.

No início deste mês, participantes ativos, aposentados e pensionistas ligados ao fundo tomaram conhecimento da proposta elaborada pela Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), entidade que reúne as autoridades portuárias, para solucionar a crise. “Foi apresentada uma espinha dorsal do que está sendo desenvolvido. Agora, começam a fazer um detalhamento de como vai funcionar. Quando estiver pronto vamos fazer uma nova assembleia para aprovar”, explicou o representante da APP.

No modelo apresentado pela Abeph, o plano deixa de ser um benefício coletivo, onde todos pagam e o valor total em caixa é dividido entre os beneficiários, e se torna uma contribuição definitiva, onde cada integrante do plano faz a projeção de quanto quer ganhar de complemento previdenciário e paga de acordo com essa definição, de forma individual.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, entende que a proposta final deva ser definida ainda neste ano. "Muita coisa já avançou nas conversas com as gestões atuais, mas, no próximo ano, teremos mudanças no Governo. Temos que deixar tudo pronto para as negociações futuras", avalia.

Com dívidas crescendo (cerca de R$ 3,5 bilhões de deficit, atualmente), em 2011, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decretou intervenção no fundo de pensão. Em abril deste ano, foi aplicado reajuste à contribuição paga pelos participantes da ativa, que passou de 9% para 27,75%. Já para assistidos e pensionistas, o percentual passou de 10% para 28,77%. Mas o reajuste está suspenso por força liminar.

Em todo o País, o Portus tem cerca de 10 mil participantes e cerca de 60% deles estão ligados ao Porto de Santos.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 13/10/2018

PORTO DE SANTOS TERÁ DUTOVIA PARA ETANOL ATÉ 2022
Publicado em 10/15/2018 as 05:52 PM

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) liberou projeto na última semana
EGLE CISTERNA


Duto ligará regiões produtoras de Etanol em GO, MG, MS e SP até terminais do Porto (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Até 2022, o Porto de Santos deve receber uma das saídas da maior dutovia de etanol do País. Depois de três anos do projeto de expansão paralisado, uma decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai permitir que a empresa Logum Logística dê continuidade ao empreendimento e amplie o traçado da malha logística de distribuição do combustível, que hoje conta com 350 quilômetros.

O aval para a próxima etapa, que inclui três fases de expansão, foi dado pela Superintendência-Geral do Cade, que nesta semana autorizou a reorganização societária da Logum.

Seguindo uma exigência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que financia o projeto, a Odebrecht Transport Participações e a Camargo Corrêa, que tinham 20,77% e 10% de participação, respectivamente, deixaram o quadro de acionistas da empresa. Suas ações foram vendidas para a Raízen, a Copersucar e a Petrobras.

A primeira fase, cujas obras devem começar no início do próximo ano e serão finalizadas até 2022, leva o duto a Guarulhos, São Caetano do Sul e São José dos Campos, em São Paulo. O acesso do etanol ao cais santista está previsto no segundo trecho da ampliação, com custo estimado de R$ 1,1 bilhão. E é daqui que o combustível seguirá para a exportação e outros portos do País (cabotagem). Na etapa final, ele chegará a Itumbiara (GO).

Projeto

Ao final de sua implantação, o Sistema Logístico de Etanol, conhecido como etanolduto, concebido na época do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC2), com previsão de investimentos de R$ 7 bilhões, deve passar por 45 municípios, ligando as principais regiões de produção do combustível em Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo, ao principal centro de armazenagem no município de Paulínia, no interior paulista. De lá, o produto será transportado para entrega nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, além da saída para o cais santista.

Quando concluído, a capacidade de transporte ultrapassará 20 milhões de m² de etanol por ano e a de armazenamento, 1,2 milhão de metros cúbicos de etanol.

O primeiro trecho do sistema de dutos da Logum entrou em operação em agosto de 2013, com a inauguração de um terminal em Ribeirão Preto, transferindo combustível de distribuidoras e produtores até Paulínia, através de um poliduto de 207 quilômetros de extensão. A segunda rota, com 143 quilômetros entre Uberaba e Ribeirão Preto, entrou em operação em abril de 2015. Para essa etapa, que além dos dutos inclui a infraestrutura de coleta, armazenamento e entrega de etanol, a Logum contratou, junto ao BNDES, um financiamento de curto prazo no valor de R$ 1,7 bilhão.

Agora, o banco analisa a proposta da empresa para contratação de financiamento de longo prazo, a fim de quitar o atual financiamento e disponibilizar novos recursos para a realização dos investimentos previstos pela Logum.

Para a continuidade da construção do duto, é necessário obter outorga de autorização de construção (AC) da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O órgão afirma que o projeto da linha até o Porto de Santos ainda não foi submetido.

Procurada para comentar o projeto, a empresa não quis se manifestar antes do início da primeira fase de obras da expansão do projeto.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 13/10/2018

COMITIVA DO SANTOS EXPORT VISITA PORTOS DO SUL DA EUROPA E DO NORTE DA ÁFRICA
Publicado em 10/15/2018 as 05:52 PM

Visitas técnicas fazem parte da programação da 16ª edição do evento portuário
LEOPOLDO FIGUEIREDO - ENVIADO ESPECIAL A MÁLAGA


Porto de Algeciras será um dos destinos da comitiva do Santos Export em 2018 (Foto: Adobestock)

Empresários do Porto de Santos e autoridades do complexo marítimo e do Governo Federal iniciarão nesta segunda-feira (15) uma sequência de visitas técnicas a alguns dos principais portos do sul da Europa e do norte da África. O objetivo é conhecer seus projetos de desenvolvimento, as estratégias de sustentabilidade e suas iniciativas logísticas.

Entre os integrantes do grupo estão o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Francisval Mendes, e diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos).

A comitiva conhecerá os portos de Algeciras (no sul da Espanha), Gibraltar (no território britânico localizado na mesma região), ambos no Mar Mediterrâneo, e o principal complexo de cargas da África, Tanger Med (Marrocos), às margens do Oceano Atlântico.

Estão agendadas reuniões com dirigentes das autoridades portuárias locais e executivos, além de visitas monitoradas a terminais, zonas francas e órgãos públicos. A programação continua até quarta-feira (17).

A viagem complementa a programação da 16ª edição do Santos Export Brasil 2018 - Fórum Internacional para a Expansão dos Portos do Brasil, realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos nos últimos dias 10 e 11 de setembro, em Santos.

O seminário, um dos principais voltados ao setor portuário no País, debate planos de desenvolvimento para o cais santista e os demais complexos marítimos da nação e, também, os avanços tecnológicos do setor.

O grupo do Santos Export Brasil também é formado por executivos de operadores de terminais de Santos (Santos Brasil, Brasil Terminal Portuário, Ecoporto, Concais e Deicmar/Bandeirantes), prestadores de serviços (Praticagem de São Paulo) e escritório de advocacia (Sammarco Advogados).

Ainda integram o grupo o diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva, seu diretor administrativo e financeiro, Francisco José Adriano, o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), João Batista de Almeida Neto, o presidente da Associação Comercial de Santos (ACS) e diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, e o diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, além de outros diretores do Grupo Tribuna e da Una Marketing de Eventos.

As missões técnicas do Santos Export Brasil já passaram por complexos marítimos americanos, europeus, asiáticos e do Oriente Médio. Visitas foram feitas a portos dos Estados Unidos, do Canadá, do Panamá, da Espanha, da Itália, dos Países Baixos, da França, da Alemanha, da Dinamarca, do Reino Unido, dos Emirados Árabes Unidos (Dubai) e da China.

Neste ano, pela primeira vez, o grupo irá ao continente africano para conhecer seu principal complexo em movimentação de contêineres, Tanger Med. No ano passado, ele operou 3,31 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), alcançando a 45ª posição no ranking dos maiores portos no embarque e desembarque de cargas conteinerizadas.

Visitas estratégicas
As visitas a Gibraltar e Algeciras também são estratégicas, especialmente pelas características desses complexos e as atuais demandas de Santos. O primeiro se destaca pelos serviços de apoio que presta à navegação - por ano, recebe de 60 mil a 70 mil embarcações - e o segundo pelos avanços tecno-lógicos implantados nos últimos anos.

Considerado o hub port (porto concentrador de cargas) do Mar Mediterrâneo, o espanhol é o primeiro com sistemas operacionais automatizados no Sul da Europa e o terceiro em eficiência no continente.

A agenda da comitiva terá início nesta segunda-feira com visitas e reuniões a Gibraltar. Na terça-feira (16), o grupo prossegue para Algeciras e conclui a programação no dia seguinte, em Tanger Med.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 14/10/2018

MISSÃO DO SANTOS EXPORT CHEGA A GIBRALTAR
Publicado em 10/15/2018 as 05:51 PM

Território britânico fica na entrada do Mar Mediterrâneo, no ponto entre Europa e África
LEOPOLDO FIGUEIREDO



Porto de Algeciras, na Espanha, é um dos pontos que será visitado pela comitiva (Foto: Adobe Stock)

Executivos do Porto de Santos e autoridades da região e do Governo Federal começam nesta segunda-feira uma série de visitas técnicas aos principais portos do Sul da Europa e do Norte da África. O grupo terá reuniões com dirigentes do complexo marítimo de Gibraltar, localizado em território britânico na Península Ibérica e referência em serviços de apoio à navegação, e conhecerá suas novas instalações e seus sistemas de monitoramento de embarcações.

A comitiva ainda terá agenda no Porto de Algeciras (Espanha), nesta terça-feira, e Tanger Med (Marrocos), na quarta-feira. Essas visitas técnicas complementam a programação da 16a edição do Santos Export Brasil 2018 - Fórum Internacional para a Expansão dos Portos do Brasil, realizado pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos nos dias 10 e 11 do mês passado, em Santos.

O primeiro compromisso da comitiva do Santos Export Brasil será na sede da Autoridade Portuária de Gibraltar, onde será recebida pelos dirigentes locais. O complexo se destaca pela localização - está no Estreito de Gibraltar, o ponto mais próximo entre Europa e África e a entrada do Mar Mediterrâneo. Isso o levou a explorar, principalmente, os serviços de apoio à navegação, como o abastecimento de embarcações.

É o primeiro ponto de atracação para os cargueiros que entram no Mediterrâneo e o último antes do Oceano Atlântico, para os que deixam a região. Em média, fornece 4,3 milhões de óleo bunker (combustível naval) e recebe de 60 mil a 70 mil navios. O porto também é conhecido pelo tráfego de embarcações de passageiros. Por isso, o compromisso seguinte do grupo brasileiro será conhecer o terminal de passageiros local, cuja configuração permite que os navios atraquem dos dois lados da instalação.

Com isso, há 940 metros de cais, extensão que permite a atracação simultânea de quatro embarcações de dimensões medianas ou de dois de grande comprimento. Operando 24 horas por dia e sem restrições de profundidade, a unidade está a 1 Km do centro da cidade.

Em seguida, as autoridades e empresários de Santos vão visitar o centro operacional do Serviço de Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Services ou VTS).

Neste ano, o grupo conta com executivos de terminais de Santos, dirigentes de associações empresariais, prestadores de serviços, sócios de escritório de advocacia e diretores do Grupo Tribuna e da Una Marketing de Eventos. Entre as autoridades, estão o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) Francisval Mendes, e o diretor-presidente da Codesp, José Alex Oliva.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 14/10/2018

PORTO DE PARANAGUÁ TEM MAIOR MOVIMENTAÇÃO PARA O MÊS DE SETEMBRO
Publicado em 10/10/2018 as 06:23 PM



O Porto de Paranaguá fechou o mês de setembro com a maior movimentação de sua história para o período. Foram 5,01 milhões de toneladas operadas ao longo de 30 dias. Isso representa um aumento de 7% sobre o maior volume movimentado até então, de 4,7 milhões de toneladas.

Com o resultado do mês de setembro, o Porto de Paranaguá também acaba de bater a marca histórica de movimentação nos primeiros 9 meses do ano, com 40,9 milhões de toneladas totais. O volume é 1,4% maior, do que o registrado no período de janeiro a setembro de 2017, quando foram operados por 40,3 milhões de toneladas.

“Estamos colhendo os resultados de todos os investimentos públicos e privados realizados nos últimos oito anos”, afirmou o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese. “Alcançamos estes números com uma movimentação muito alta de produtos agrícola, mesmo fora dos períodos mais tradicionais de escoamento da safra. Conseguimos atender os anseios do produtor rural além da sazonalidade da produção. Se o momento é o mais propício para que ele negocie sua produção, o Porto de Paranaguá está apto para servi-lo”, enfatizou Fregonese.

Ele disse que a Appa espera superar em 2018 a marca histórica de movimentação de 51 milhões de toneladas obtidas em 2017.

SOJA E CARGAS GERAIS - O produto de maior volume movimentado em setembro foi a soja, com 1,47 milhão de toneladas exportadas ao longo do mês. Neste período, 24 navios atracaram em Paranaguá para carregar o produto. O volume exportado neste mês foi mais do que o dobro registrado em setembro do ano passado, quando foram embarcadas 637 mil toneladas. Ao longo do mês, o porto recebeu 35 mil caminhões carregados de grãos. O resultado foi obtido sem qualquer registro de filas. Nas exportações, outro destaque foi o embarque de cargas gerais (peças industriais, máquinas, celulose). Foram exportadas 683 mil toneladas ao longo de setembro, um volume 18% superior ao mesmo período de 2017.

IMPORTAÇÃO – Também houve crescimento no principal produto importado por Paranaguá, o fertilizante. Em setembro, foram descarregadas 984 mil toneladas de adubo, 46% a mais do que no mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o Porto de Paranaguá registra alta de 3% na movimentação do produto, com 7,03 milhões de toneladas desembarcadas.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 10/10/2018

EXPORTAÇÕES FLUMINENSES AUMENTARAM 24% EM AGOSTO
Publicado em 10/10/2018 as 06:23 PM

O Rio de Janeiro aumentou em 24% (US$ 19,1 bilhões) suas exportações e em 125% as importações (US$ 16,7 bilhões), em agosto, registrando saldo comercial positivo de US$ 2,4 bilhões. Com isso, a participação do estado no comércio exterior do país cresceu 13%, sendo o segundo com fluxo internacional mais expressivo, atrás apenas de São Paulo. É o que afirma o Boletim Rio Exporta de agosto, elaborado pela Firjan.

O superávit do período só não foi maior devido ao saldo comercial deficitário no mês de agosto, o equivalente a US$ 1,6 bilhão”, explica Claudia Teixeira, especialista em Comércio Exterior da Área Internacional da federação.

Ainda segundo o estudo, no acumulado anual, o incremento de vendas foi ocasionado especialmente pela receita de produtos básicos, sobretudo da indústria de petróleo e gás natural. Houve avanço também de 23% nas exportações de bens industrializados, puxadas principalmente pelas vendas de manufaturados, com destaque para saídas de embarcações e estruturas flutuantes e turbinas, motores e peças para aviação.

No lado dos produtos semimanufaturados, houve aumento por conta do setor metalúrgico, que cresceu 17%, comparado ao mesmo período de 2017, e representa 96% das importações dessa categoria.

Importações

As importações do estado do Rio avançaram 125% no período de janeiro a agosto. O valor de US$ 16,7 bilhões ultrapassou o total importado pelo estado no ano de 2017, com montante recorde de bens industriais comprados. Segundo Claudia, o crescimento ocorreu em todos os segmentos, com destaque para as aquisições de bens de capital (+970%), especialmente de embarcações e estruturas flutuantes nos meses de julho e agosto.

“Provavelmente, esse movimento se deve às mudanças no regime do Repetro, que estendeu os benefícios para importação definitiva desses bens e de novas embarcações”, esclarece.

O Boletim informa ainda que as compras de bens intermediários e de matéria-prima registraram aumento de 23% no acumulado anual (US$ 4,4 bilhões), com destaque para produtos químicos (US$ 1,2 bilhão) e metalurgia (US$ 972 milhões). “Pode significar um indício de retomada da economia”, pondera Claudia.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 10/10/2018

DETROIT BATIZA ÚLTIMO DA SÉRIE DE 7 REBOCADORES DA ALIANÇA
Publicado em 10/10/2018 as 06:23 PM

Por Danilo Oliveira - (Da Redação)


Divulgação Aliança

O estaleiro Detroit Brasil entregou a última unidade da série de sete rebocadores encomendados pela Aliança Navegação e Logística. A cerimônia de batismo do Aliança Bora foi realizada na última terça-feira (9), no estaleiro, localizado em Itajaí (SC). A Aliança pretende utilizar os sete rebocadores em portos brasileiros para oferecer apoio às atracações de diversos armadores, sobretudo Maersk, Hamburg Süd e a própria Aliança.

O rebocador, assim como os três anteriores (Aliança Levante, Aliança Mistral e Aliança Tramontano), possui alto nível de automação. Com 32 metros de comprimento e 70 toneladas de tração estática (bollard pull), o Aliança Bora é considerado um rebocador de última geração, da classe Automatic Bridge Centralized Control Unmanned, que permite o comando e monitoramento integrais dos controles do sistema de propulsão a partir do passadiço.

Para o diretor superintendente da Aliança e Hamburg Süd, Julian Thomas, a tecnologia embarcada é um diferencial da série, que trará ainda mais segurança às atracações. O nome 'Bora' foi uma homenagem ao vento que sopra na costa norte do Adriático, normalmente frio e forte, com rajadas que podem atingir 150 quilômetros por hora. A madrinha do novo rebocador é a analista financeira Valéria Frazão, que trabalha na Aliança há 27 anos.

Ficha técnica (Aliança Bora):
Comprimento: 32,00m;
Boca: 11,60m;
Pontal: 5,426m;
Calado: 4,358m;
Peso: 349,3 toneladas de DWT (tonelagem de porte bruto);
Motores: MTU 2 x 2240 kw (potência);
Propulsores: Schottel;
Velocidade: 14 nós;
Operações: rebocador portuário e apoio marítimo.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 10/10/2018

PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS POR NAVIOS
Publicado em 10/10/2018 as 06:22 PM

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil / Rio de Janeiro

Policiais federais e militares da Capitania dos Portos cumprem hoje (10) 18 mandados de prisão temporária contra suspeitos de tráfico internacional de drogas por via marítima. A ação, que conta com o apoio da Receita Federal e da Aeronáutica, tem como foco uma quadrilha especializada em transportar cocaína por meio de contêineres em navios que seguem para a Europa. A droga é transportada em meio a cargas lícitas, de acordo com a Polícia Federal (PF).

Ainda segundo a PF, a organização criminosa usa pequenas embarcações que encostam nos navios ancorados nos portos e levam a carga de drogas para dentro deles. Como o pequeno barco se aproxima pelo mar, ele fica escondido da visão das autoridades portuárias. Uma vez dentro do navio, a cocaína é colocada ilegalmente em contêineres previamente escolhidos de acordo com o destino.

Participam da operação 200 policiais federais. Além dos mandados de prisão temporária, estão sendo cumpridos 22 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e da Paraíba.

Edição: Graça Adjuto
Fonte: EBC – Agência Brasil - DF
Data : 10/10/2018

CABOTAGEM GANHA FORÇA E AGREGA VALOR ÀS OPERAÇÕES DA VERACEL
Publicado em 10/10/2018 as 06:22 PM


Produção diária de 3.130 toneladas de celulose é transportada do Terminal Marítimo de Belmonte, no Sul da Bahia, para o Portocel, no Espírito Santo

A Veracel Celulose completou, no último mês de setembro, três anos utilizando exclusivamente o sistema de cabotagem para transportar a celulose do Terminal Marítimo de Belmonte (TMB), no Sul da Bahia, para o Portocel, porto especializado no embarque de celulose localizado no estado do Espírito Santo. Desde o início das operações, a companhia informa que o transporte por via marítima só tem apresentado resultados positivos tanto para a empresa quanto para o meio ambiente e para as comunidades da região.

A Veracel produz em média 3.130 toneladas de celulose por dia, que são movimentadas diariamente da fábrica ao terminal de Belmonte. Cada barcaça, quando totalmente carregada, é capaz de transportar 7.242 t de celulose, o equivalente aproximadamente a dois dias e meio de produção da fábrica. “Em 2015, o terminal se tornou apto a operar em sua plena capacidade e, com isso, eliminamos o transporte do produto por rodovias”, explica o coordenador de Logística da Veracel, Erico Campinhos.



De acordo com o executivo, o transporte da celulose por meio de barcaça elimina 380 viagens de carreta pela BR-101. Além disto, o modal reduz a emissão de dióxido de carbono (CO2), evita a sobrecarga das rodovias, oferece mais qualidade no transporte da carga, minimiza riscos de acidentes e possibilita um melhor planejamento das operações logísticas da empresa.

O TMB opera 24 horas por dia e conta com 240 colaboradores habilitados para as atividades. As operações são realizadas pela Companhia de Navegações Norsul, que faz a cabotagem, e pela JSL, que transporta a celulose da fábrica em Eunápolis até Belmonte. Ambas são responsáveis por treinamentos de funcionários, além do manuseio e carregamento da carga. No período de um mês, são realizadas 13 viagens do TMB ao Portocel, onde é feito o desembarque de um total de 94.146 t de celulose
Fonte: Tecnoligística
Data : 10/10/2018

ANTAQ - VOTORANTIM CIMENTOS COMPRA OPERAÇÕES DA CEMEX E AVANÇA NA REGIÃO NORTE
Publicado em 10/10/2018 as 06:22 PM

Autor:        Por Ivo Ribeiro | Valor

SÃO PAULO - A Votorantim Cimentos (VC), líder no mercado brasileiro de cimento e outros materiais de construção, com participação acima de 30% de participação na venda do produto, acaba de chegar a um mercado aonde não tinha presença — o do Estado do Amazonas.

10/10/2018 às 12h19

E por tabela, também ao de Roraima. A empresa vai disputar vendas anuais estimadas em 1 milhão de toneladas.

Com a aprovação do Cade, órgão antitruste brasileiro, a empresa adquiriu as instalações de beneficiamento e portuárias da mexicana Cemex na cidade de Manaus. Teve também o sinal verde da Antaq, agência reguladora de transporte aquaviário.

O valor aplicado no negócio, informou Walter Dissinger, presidente da VC, será de R$ 120 milhões — inclui a aquisição e investimentos novos nas instalações. A cimenteira ficará capacitada a comercializar 300 mil toneladas ao ano, competindo com outros fabricantes locais e também com material importado.

A operação vai consistir em receber cimento pré-preparado de outras unidades fabris da VC e prepará-lo para o mercado amazonense e roraimense. O material irá por meio de cabotagem e grande parte dele será oriundo da fábrica de Laranjeiras, em Sergipe, que tem instalações portuárias apropriadas.

A unidade será também abastecida pela fábrica de cimento de Xambioá, que foi inaugurada em 2009 e fica no Estado de Tocantins, às margens do rio Araguaia.

As instalações em Laranjeiras, inclusive, receberão investimentos adicionais para atender a demanda da unidade de Manaus, disse Dissinger ao Valor.

A VC assumiu as instalações que eram da Cemex em 1º de outubro, após conclusão de todo o trâmite da aquisição — cujo valor não foi revelado — e de liberação das autoridades regulatórias.

A Cemex operava em Manaus, por meio da Cimento Vencemos do Amazonas, controlada pela Cemex Latam Holding, responsável por negócios na América Latina, exceto México. A empresa importava o cimento da Venezuela e Ásia, a granel, fazia o “rebrand” — reembalava em sacos com a marca Cemex — e comercializava o produto.

“Nossa operação vai substituir a importação de cimento nesse mercado”, afirmou Dissinger. E isso foi avaliado e entendido pelo Cade. O órgão destacou em despacho que “a operação mais se assemelha a uma substituição de agentes econômico, pois o pouco cimento atualmente ofertado pela Votorantim Cimentos no mercado geográfico da operação, hoje revendido pela empresa-alvo, passará a ser comercializado pela própria Votorantim Cimentos”.

Na região Norte, o tradicional grupo João Santos, um grande produtor até alguns anos atrás, paralisou sua fábrica de cimento no Amazonas, em razão de uma grave crise financeira, fiscal, de gestão e de sucessão familiar do conglomerado cimenteiro.

A Cemex, com a venda da unidade brasileira, encerra sua tímida presença no Brasil. Além do mercado brasileiro, também não tem presença na Argentina.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 10/10/2018

ANTAQ - VC ASSUME FÁBRICA DA CEMEX
Publicado em 10/10/2018 as 06:22 PM

A VC, líder no mercado brasileiro de cimento e outros materiais de construção, acaba de chegar a um mercado aonde não tinha presença - o do Estado do Amazonas.
Por De São Paulo

E por tabela, também ao de Roraima. A empresa vai disputar vendas anuais estimadas em 1 milhão de toneladas. Com a aprovação do Cade, órgão antitruste do nacional, a empresa adquiriu as instalações de beneficiamento e portuárias da mexicana Cemex na cidade de Manaus. Recebeu também o sinal verde da Antaq, agência reguladora de transportes aquaviários.

O valor aplicado no negócio, informou Walter Dissinger, presidente da VC, será de R$ 120 milhões - inclui a aquisição e investimentos novos nas instalações. A cimenteira ficará capacitada a comercializar 300 mil toneladas ao ano, competindo com outros fabricantes locais e também com material importado.

A operação vai consistir em receber cimento pré-preparado de outras unidades fabris da VC e prepará-lo para o mercado amazonense e roraimense. O material chegará via cabotagem e grande parte dele será oriundo da fábrica de Laranjeiras, em Sergipe, que tem instalações portuárias apropriadas. A unidade será também abastecida pela fábrica de cimento de Xambioá, que foi inaugurada em 2009 e fica no Estado de Tocantins, às margens do rio Araguaia.

As instalações em Laranjeiras, inclusive, receberão investimentos adicionais para atender a demanda da unidade de Manaus, disse Dissinger ao Valor.

A VC assumiu as instalações que eram da Cemex em 1º de outubro, após conclusão de todo o trâmite da aquisição - cujo valor não foi revelado - e de liberação das autoridades regulatórias.

A Cemex operava em Manaus por meio da Cimento Vencemos do Amazonas, controlada pela Cemex Latam Holding, responsável por negócios na América Latina. Importava o cimento da Venezuela e Ásia, a granel, fazia o "rebrand" - reembalava em sacos com a marca Cemex - e comercializava o produto. Com a venda, deixa de atuar no Brasil

"A VC vai substituir a importação de cimento nesse mercado", disse Dissinger. E isso foi avaliado e entendido no Cade. O órgão destacou em despacho que "a operação mais se assemelha a uma substituição de agentes econômicos".
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 10/10/2018

BARROSO PRORROGA INQUÉRITO SOBRE DECRETO DOS PORTOS
Publicado em 10/10/2018 as 06:22 PM

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu prorrogar o inquérito que investiga o suposto favoreci­mento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passa­do pelo presidente Michel Temer.

O pedido de prorrogação foi feito pela defe­sa de Temer com objetivo de solicitar a oitiva do ex-ministro dos Transportes Maurício Quin­tella, que poderia esclarecer os fatos sobre alte­rações no texto do decreto. A prorrogação tam­bém contou com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Com a decisão de Barroso, o depoimento de Quin­tella deverá ser realizado até o próximo dia 15.

Além do presidente Michel Temer, são investigados nesse inquérito o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures e os donos da Rodri­mar, empresários Antônio Celso Grecco e Ricardo Mesquita.

No inquérito, que ainda não teve denúncia apresentada, é investigado o suposto favoreci­mento da empresa Rodrimar S/A, concessio­nária do Porto de Santos (SP), por meio do decreto assinado por Temer em maio do ano passado.

O presidente nega todas as suspeitas. No início do ano, ao responder por escrito a questio­namentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa de Temer declarou que ele nun­ca foi procurado por empresários do setor por­tuário para tratar da edição do decreto.
Fonte : Diário do Amapá - AP
Data : 10/10/2018

MUDANÇA DEVE AJUDAR A ATRAIR PARCEIRO PARA PROJETO
Publicado em 10/10/2018 as 06:21 PM

Para especialistas, retomada de Angra 3 vai exigir, porém, articulação com o próximo governo e até alterações na legislação
O Globo10 Oct 2018BRUNO ROSA bruno.rosa@oglobo.com.br

Onovo preço de referência para a energia que será gerada na usina nuclear de Angra 3 vai ajudar a destravar o projeto com a atração de novos parceiros internacionais, como empresas de Rússia, França e China, que já demostraram interesse em investir no empreendimento. Mas, de acordo com especialistas, a chegada de novos sócios vai exigir alteração na legislação e articulação com o próximo governo.

Segundo Nivalde de Castro, professor do Instituto de Economia e coordenador do Gesel da UFRJ, o novo valor proposto pelo governo vai ajudar a atrair investidores para concluir as obras da usina Angra 3, paralisadas desde outubro de 2015, quando vieram a público denúncias de corrupção reveladas pela Operação Lava-Jato.

— Com o preço maior da energia que será gerada na usina, o investidor consegue ter uma projeção financeira para concluir o projeto. Mas, para permitir a entrada de sócios privados, será necessário mudar a legislação. Hoje, por lei, somente a União pode ser dona e gestora da energia nuclear por uma questão de segurança nacional. A ideia com esse novo projeto é que os sócios estrangeiros tenham a propriedade da concessão, masa operação e a gestão continuarão a ser feitas pela Eletronuclear — explicou Castro.

Mas, por ou trolado, o aumento do cus toda energia deve acabar, de algum aforma, na conta do consumidor, mesmo que seja diluído. Segundo cálculos do Gesel, por ano, o custo maior na energia nuclear de Angra 3 gerada será da ordem de R $3,8 bilhões ao ano, como novo preço. Será, assim, maior que o R $1,9 bilhão, combas e no valor antigo.

Mas, esse impacto, avalia Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ, será diluído, já que Angra 3 tem uma capacidade de 1,3 GW. A capacidade do país é de cerca de 150 GW.

— Esse novo preço definido pode impactar o bolso do brasileiro, mas o custo maior será diluído. Esse valor maior vai ajudar a destravar o projeto, mas é cercado de desafios, já que, hoje, a energia nuclear é monopólio da União. Os novos investidores terão de constituir uma empresa paralela para tocar as obras. Mas é preciso que o atual governo converse com o próximo para que Angra 3 tenha suas obras concluídas de fato —disse Rosa.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/10/2018

TARIFA DE ANGRA 3 DOBRA
Publicado em 10/10/2018 as 06:21 PM

Preço maior é saída para concluir obra
O Globo10 Oct 2018MANOEL VENTURA manoel.ventura@oglobo.com.br BRASÍLIA



DADO GALDIERI/BLOOMBERG NEWS/28-11-2013
Projeto. Construção da usina está paralisada desde 2015 em função das investigações da Lava-Jato. A entrada em funcionamento de Angra 3 está prevista para 2026, caso o prazo seja cumprido, isso ocorrerá 42 anos após o início das obras

Ogoverno decidiu ontem dobrar a tarifa da energia gerada por Angra 3, no Estado do Rio, na tentativa de atrair investidores estrangeiros e concluir a obra. A forma como o projeto será finalizado, no entanto, ainda não foi definida. A tarifa, que hoje está em cerca de R$ 240 por megawatt-hora (MWh), irá atingir R$ 480/MWh. A entrada em funcionamento de Angra 3 está programada para ocorrer em janeiro de 2026, num projeto que ainda requer investimentos da ordem de R$ 15,5 bilhões.

O novo valor da tarifa também é o dobro do que foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para pagar a energia das usinas de Angra 1 e 2 em 2018. A construção de Angra 3 está parada desde 2015, em meio à deterioração das contas públicas e do andamento da Operação Lava-Jato, que atingiu as empreiteiras responsáveis pelas obras. Antes disso, o projeto já tinha enfrentado uma série de problemas. As obras ficaram paradas durante mais de 23 anos até serem retomadas no fim da década passada.

Encontrar uma solução rápida que permita a retomada de Angra 3 é fundamental para evitar um “colapso” da Eletronuclear, nas palavras de integrantes do governo. Isso poderia afetar até mesmo as outras duas usinas nucleares.

Desde que a usina foi retomada, em 2009, ela já custou R$ 10 bilhões. A interrupção da obra exigiria R$ 13 bilhões para a desmontagem doque já foi feito. Esse valor refere-se à quitação de empréstimos, ao desmonte de toda a estrutura, eà destinação final de máquinas e equipamentos já adquiridos, além da recuperação ambiental. Por isso, o governo avaliou que será mais vantajoso retomar as obras, mesmo sendo necessário gastar mais.

Aparada na construção fez a Eletro nuclear atingi rum patrimônio líquido negativo de mais de R$ 4,3 bilhões e acumular uma dívida de R$ 7,6 bilhões. Os principais credores são a Caixa e o BNDES.

Apesar da alta na tarifa, a viabilização de Angra 3 poderia ser benéfica aos consumidores de energia, ao substituir usinas termelétricas de custo operacional maior que são atualmente acionadas para atender a demanda, defendem integrantes da equipe econômica.

Segundo essa visão, a entrada de Angra3 contribuiria para reduzir o uso de energia gerada por termelétricas caras, que custam mais de R$ 700 reais por megawatt-hora. A usina terá capacidade instalada de 1.405 megawatts.

“Angra 3 contribui para o sistema elétrico nacional por estar localizada no principal centro de carga (região onde há maior consumo de energia no país), com menores custos de transmissão, impactando positivamente o consumidor brasileiro”, informou o Ministério de Minas e Energia.

Sem dinheiro em caixa e no Orçamento do governo, a Eletrobras terá de encontrar um parceiro internacional para retomar as obras. Essa nova companhia deve injetar os recursos necessários para concluir o projeto, mas não pode se tornar controladora da usina. A Constituição determina que apenas o governo pode controlar usinas nucleares.

DISPUTA INTERNACIONAL

Executivos da Eletrobras alegam que a tarifa em vigor hoje inviabiliza a geração de caixa da empresa e impede a atração de parceiros internacionais. Por isso, o reajuste da tarifa foi apontado como a principal saída. Segundo a Eletronuclear, o equivalente a 58% do projeto já foi executado.

A forma como será feita a entrada do investidor privado ainda precisa ser definida. A Eletrobras avalia ceder uma participação na Eletronuclear a um grupo estrangeiro, que ficará responsável por fazer aportes na companhia e finalizar o empreendimento. Para isso, seria necessário lançar uma concorrência internacional para atração de sócios. Outra alternativa em estudo é a companhia estrangeira entrar como sócia especificamente em Angra 3.

A estatal já fechou memorandos de entendimento junto a empresas que poderiam colaborar com a retomada de Angra 3, além do desenvolvimento de novas usinas nucleares no Brasil. Entre esses investidores estão a francesa EDF e a chinesa CNNC.

Projeto do governo militar, Angra 3 começou a ser erguida em 1984. Suas obras prosseguiram até 1986, quando foram paralisadas devido a dificuldades políticas e econômicas.

O projeto ficou na gaveta até ser retomado em 2009 como um dos destaques do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O expresidente Luiz Inácio Lula da Silva prometia colocar a usina para funcionar em 2014. Investigações da Polícia Federal descobriram desvios de recursos na obra e resultaram na prisão de ex-executivos da Eletronuclear.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/10/2018

MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES - SOB NOVA DIREÇÃO
Publicado em 10/10/2018 as 06:21 PM

Autor:        PEDRO ZUAZO E DAYANA RESENDE - granderio@oglobo.com.br

Arco Metropolitano passa do estado para a União

Em meio à crise, o governo do Rio repassou a gestão do Arco Metropolitano à União. Aberta em 2014, rodovia é alvo de assaltos e invasões, além de ter radares, placas e postes danificados. Depois de ter pago 60% da construção do Arco Metropolitano — a União financiou o restante da obra, que consumiu, no total, R$ 1,9 bilhão — , o governo estadual desistiu de administrar a rodovia, considerada a intervenção estratégica mais importante dos últimos anos no Rio de Janeiro. No mês passado, a estrada, que liga o Porto de Itaguaí a Itaboraí e vem sendo subutilizada por causa da violência, foi devolvida ao governo federal. Com a mudança, o estado, que tomava conta provisoriamente da via desde 2014, deixará de gastar R$ 19 milhões por ano na manutenção de seus 72 quilômetros, agora sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Segundo a Secretaria estadual de Obras, a devolução, que estava sendo negociada desde fevereiro, foi causada pelo agravamento da crise econômica, que “provocou um crescente desequilíbrio nas finanças do estado, impossibilitando o governo de arcar com os custos da rodovia”. O governador Luiz Fernando Pezão, no entanto, diz que há ainda um outro motivo por trás da desistência:

—Estávamos negociando para fazer a concessão da via, mas o governo federal não aceitou. Disse que ele mesmo ia fazer (a privatização). Então, entregamos.

Procurado, o Ministério dos Transportes confirmou que foi iniciado um estudo para a concessão federal do trecho, mas afirmou que ainda não há prazos definidos.

Com a mudança, o patrulhamento do Arco Metropolitano, que era feito por homens do Batalhão de Polícia Rodoviária da PM, passou a ser responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal. Na segunda-feira, uma equipe do GLOBO percorreu o trecho entre Duque de Caxias e Itaguaí sem cruzar com nenhuma patrulha.

ILUMINAÇÃO PRECÁRIA
Também foi difícil encontrar trechos bem iluminados. Não havia sequer um quilômetro de pista, no início da noite, com todas as luzes acesas. A escuridão se faz presente porque ladrões têm levado as baterias que armazenam energia solar nos postes. Para conseguir alcançar os equipamentos, os criminosos muitas vezes derrubam as estruturas. Pelas contas da Secretariaestadual de Obras, cerca de 200 foram danificadas — uma perda de mais de R$ 4,4 milhões, já que cada unidade custou ao estado aproximadamente R$ 22 mil.

Em Seropédica, a situação era ainda mais grave: a rodovia estava um breu, facilitando os assaltos à mão armada. A violência tem sido, aliás, uma queixa frequente dos motoristas que ainda se aventuram pela região: a previsão inicial era que o Arco atraísse 30 mil veículos por dia, mas, atualmente, só 15 milus amavia. Na segunda-feira, com medo de ataques de ladrões de carga, cinco caminhoneiros optaram por viajar em comboio.

Os problemas de manutenção também afetam a fiscalização eletrônica de velocidade. No trecho entre Duque de Caxiase Itaguaí, onde a equipe do GLOBO localizou três radares fixos, dois deles não funcionavam: os aparelhos estavam danificados, em postes envergados. A sinalização também era precária, com diversas placas quebradas. Na altura de Seropédica, os indicadores de sentido, tanto na direção do Rio, quanto nade Itaguaí, foram arrancados pela metade.

Um relatório da Câmara Metropolitana, divulgado há quatro meses, mostrava ainda irregularidades na faixa de domínio da rodovia, como construções clandestinas de imóveis, comércio improvisado, apropriação de terras públicas e abertura de pelo menos 79 acessos ilegais.

Em nota, a Polícia Rodoviária Federal informou que as rondas são feitas “com viaturas e motocicletas, baseadas em outras rodovias próximas”.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/10/2018

BARREIRAS COMERCIAIS CUSTAM QUASE US$ 1 BI POR ANO AO PAÍS
Publicado em 10/10/2018 as 06:21 PM


Estudo da CNI mostra impacto, nas exportações, de medidas protecionistas
O Globo10 Oct 2018ELIANE OLIVEIRA elianeo@bsb.oglobo.com.br BRASÍLIA


MARCOS ALVES/8-6-2017
Impacto. Porto de Santos: maior parte das barreiras ao Brasil veio dos EUA, mas ações chinesas causaram prejuízo maior

Em um mundo cada vez mais protecionista, a aplicação de medidas de defesa comercial contra o Brasil representa perda anual de quase US$ 1 bilhão em exportações, revela estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) feito a pedido do GLOBO. Em média, quando algum tipo de restrição é adotada contra um produto brasileiro, as vendas para o exterior caem 86% ao longo de um período de 12 meses. Os setores mais afetados são os de metais, papel e açúcar.

A maior parte das barreiras foi usada pelos Estados Unidos, mas, em valor, a China foi quem deu maior prejuízo, ao adotar salvaguardas às importações de açúcar. As exportações do produto caíram de US$ 757,5 milhões para US$ 54,9 milhões. Isso fez com que o Brasil iniciasse um processo na Organização Mundial do Comércio (OMC).

AUMENTO DAS RESTRIÇÕES

A análise da CNI considerou o comportamento das exportações brasileiras a partir de 13 medidas de defesa comercial aplicadas entre 2015 e 2017, divididas em antidumping, compensatórias e salvaguardas. O dumping ocorre quando um produto é vendido, em determinado mercado, a preço inferior ao valor normal no país de origem. Isso causa danos à indústria nacional. O subsídio é uma ajuda do Estado ao exportador do país, como recursos e incentivos fiscais. Já a salvaguarda é adotada em caso de surto na importação de determinado produto. O governo cria algum tipo de barreira, como elevação de tarifa, para proteger a indústria nacional.

— O aumento do uso de instrumentos contra o Brasil mostra que o país precisa apoiar mais os exportadores nesse processo e fortalecer seu sistema de defesa comercial — afirma Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

Segundo ele, a aplicação de barreiras cresce em ritmo acelerado. O número subiu de duas em 2015 para seis em 2016 e nove no ano passado.

Para Abijaodi, o governo precisa acompanhar melhor os produtos em que o Brasil é competitivo e o comportamento de outros mercados em relação a esses bens. Assim, é possível se antecipar e apoiar de forma mais efetiva os exportadores caso seja adotada algum tipo de restrição.

Em uma proposta encaminhada aos presidenciáveis, antes da definição do segundo turno, que será disputado por Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), a CNI pediu o fortalecimento do sistema de defesa comercial.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/10/2018

NAVIOS - GRIMALDI INVESTE NA EXPANSÃO DA FROTA
Publicado em 10/10/2018 as 06:20 PM

A armadora italiana Grimaldi prepara a expansão de sua frota de navios, com um investimento de US$ 1,5 bi. O projeto prevê a construção de 19 cargueiros ro-ro, entre outras iniciativas.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 10/10/2018

PORTO - FÓRUM DEBATE SEGURANÇA COM CARGAS EXPLOSIVAS
Publicado em 10/10/2018 as 06:20 PM

Evento ocorre hoje e terá apresentações sobre equipamentos
DA REDAÇÃO

Por conta da grande quantidade de produtos movimentados e armazena dos no Porto de Santos, a falta de conhecimento técnico pode levar a acidentes sérios com explosões e colocar em risco a região. Para prevenir esses perigos no complexo portuário e no polo industrial da região, será realizado na tarde de hoje, em Santos, o primeiro Fórum de Segurança em Atmosferas Explosivas, com o tema central da segurança eficiente.

O evento, que ocorrerá no Parque Balneário Hotel, no Gonzaga, em Santos, a partir das 14 horas, é organizado pela empresa Engemon, voltada para engenharia e tecnologia, em parceria com a Alpha Equipamentos Elétricos.

A ideia do fórum é mostrar técnicas e equipamentos que permitem prevenir sinistros e como os funcionários devem agir em determinadas situações. Ele é voltado para empresários, executivos de engenharia e técnicos da região.

“Muito se avançou na área de segurança portuária nos últimos anos, mas consideramos que o aprendizado nunca é demais. Quanto maior o conhecimento, menor o risco para seu ambiente”, avalia o executivo comercial da Engemon, Orlando de Mattos, que afirma que ainda hoje é possível encontrar trabalhadores portuárias que ainda estão despreparados

Mattos explica que a região conta com muitos vapores que saem do polo industrial e que o Poito movimenta produtos cuja poeira é altamente explosiva. “O pó de milho, por exemplo, e mais explosivo que dinamite”, adverte.

Para armazenamento de líquidos, o cais santista conta com uma capacidade de 700 mil metros cúbicos e, para granéis sólidos, instalações para acondicionar mais de 2,5 milhões de toneladas.

“Com essa alta quantidade de produtos, é necessária cautela na hora de transportai pro-dutos inflamáveis que podem prejudicar a segurança portuária”, salienta a diretora-geral da Alpha Equipamentos Elétricos, Salma Appes Scaramuzzino.

Mattos explica que muitas das ocorrências recentes não têm a ver diretamente com explosões, pois são incêndios. “Mas eles também devem ser observados neste contexto de risco, pois podem gerar explosões”, diz, relembrando os incidentes da Ultracargo, da Copersucar e do Terminal Exportador de Açúcar de Guarujá (Teag).

O evento de hoje terá exposições sobre classificação de áreas, tipos de proteção e ciclo de vida das instalações em atmosferas explosivas.

As vagas para o fórum são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo marketing.sthefanie@alphaex.com.br, com nome, cargo, número de RG e empresa.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 10/10/2018

COMPANHIA DOCAS - NAVIO NAUFRAGADO É RESGATADO
Publicado em 10/10/2018 as 06:20 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Ultimo dos quatro navios naufragados que seriam retirados do canal do Porto de Santos na primeira etapa dos trabalhos programados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o pesqueiro Kaíko Marti foi içado do mar na tarde de ontem.

Desde o final de julho, quando a Docas foi notificada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a tomar providências para a remoção dos destroços abandonados nos cais santista, foram iniciados os trabalhos de transferência das embarcações.

Os primeiros a serem retirados foram o centenário batelão Japuí, que já foi utilizado para a dragagem e cuja sucata chegou a ser leiloada pela Codesp, sem sucesso, e o flutuante BIV. Depois, foi o Taihei Marti e, ontem, o Kaíko Maru. Esses dois naufragaram no cais santista em junho. Ambos estavam ancorados no cais do Armazém 8, no Paquetá, e o incidente causou o derramamento de cerca de 100 litros de óleo no mar. Segundo o Ibama, os pesqueiros eram garantia de um processo judicial trabalhista de uma empresa que faliu.

Segundo o órgão de fiscalização ambiental, as carcaças das embarcações naufragadas foram retiradas e levadas a uma área perto do Armazém 1, que recebeu tratamento de contenção. De lá, as peças são levadas para outros pontos de destinação final.

A maior dificuldade dos técnicos que acompanharam a retirada das embarcações foi a de não ter as especificações dos navios que estavam submersos. Isso fez com que a metodologia de retirada fosse refeita várias vezes.

No início dos trabalhos, por exemplo, a Autoridade Portuária chegou a içar um dos navios pesqueiros para que se esgotasse a água no local, mas a equipe descobriu que havia um lastro de cimento dentro da embarcação. Por conta deste peso extra, ela foi devolvida ao mar.

O serviço foi realizado pela empresa Atlântico Serviços Submarinos, contratada pela Docas por R$ 6,2 milhões para a retirada das quatro embarcações. Procurada para falar sobre os trabalhos de remoção e quais os próximos passos para que os demais navios saiam do canal, a Codesp não respondeu até o fechamento desta edição.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 10/10/2018

MERCADO REGIONAL – ANTAQ - APP DE FISCALIZAÇÃO
Publicado em 10/10/2018 as 06:20 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

A fim de otimizar a fiscalização das atividades portuárias e de navegação, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) disponibiliza, desde a última segunda-feira, um aplicativo para smartphones ou tablets (com sistema Android) a ser aplicado durante inspeções em campo.

Trata-se do SFIS Mobile, que visa otimizar e dar maior segurança aos dados colhidos durante a fiscalização. Ele permite, por exemplo, a importação das informações das empresas autorizadas e a integração com bancos de dados da Agencia.

Lei das Agências Reguladoras

O próximo presidente da República poderá contar com um instrumento para impulsionar os investimentos necessários ao desenvolvimento do País. Trata-se do Projeto de Lei 6621/16, conhecido como Lei Geral das Agências Reguladoras, que propõe uma maior governança e amplia a independência para essas autarquias - como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) - atualmente subordinadas orçamentariamente aos ministérios. Segundo o advogado especializado no setor portuário e que atua com Relações Governamentais e Institucionais Matheus Miller, o PL deve ser votado e aprovado até o final deste ano pelo Congresso.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 10/10/2018

LINHA DE CONTÊINER NO PORTO DO ITAQUI ESTÁ PRONTA PARA RETOMADA – MARANHÃO
Publicado em 10/09/2018 as 06:23 PM



Porto do Itaqui

Mais um passo foi dado para tornar o Porto do Itaqui mais competitivo e viabilizar a retomada da linha regular de contêineres. Um acordo firmado entre a empresa Pedreiras Transporte e os sindicatos das três categorias de trabalhadores portuários (conferentes, arrumadores e estivadores), garantindo tarifa única para movimentação desse tipo de carga, associado ao interesse do mercado, pode determinar a breve retomada dessa operação, com potencial para movimentar 1.800 contêineres/mês. A informação é da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP).

“Esse é um momento único, um encontro histórico que viabiliza essa operação que é um anseio da comunidade portuária, sobretudo dos donos de carga”, disse o diretor comercial e financeiro da Pedreiras Transporte, Antônio José Jansen Pereira. “A EMAP, como autoridade portuária, criou todas as condições para que esse acordo fosse firmado com a classe trabalhadora, parte mais importante nesse processo, porque abre postos de trabalho no âmbito do OGMO”, explicou. A OGMO é o Órgão Gestor de Mão de Obra do Porto do Itaqui.

O acordo integra um esforço conjunto para a retomada dessa operação no Itaqui e inclui a participação da EMAP, com investimentos em infraestrutura no Porto do Itaqui e da Intrading Global (negócios internacionais), que representa sete empresas dos setores de serviços, home center, supermercados e indústrias de produtos de limpeza.

“A retomada da linha de contêiner é fundamental para o atual momento que o Maranhão vive, atraindo mais negócios e diminuindo o custo logístico para as empresas maranhenses. Nesse cenário o Porto do Itaqui consolida a sua competitividade no mercado e o papel do porto público como fomentador de desenvolvimento, geração de negócios e empregos para o estado”, afirmou o presidente da EMAP, Ted Lago.

Segundo o presidente do Sindicato dos Estivadores, a categoria está vivendo um momento único. “Voltamos a sentir alegria de estar na operação, de trabalhar e manter a produtividade”, disse. “Tudo isso vai levar a uma maior movimentação de cargas no porto público do Itaqui e isso é apenas o começo de uma nova etapa de melhorias”, afirmou o presidente do Sindicato dos Conferentes, Albert Diniz.

Com o mesmo entusiasmo o presidente do Sindicato dos Arrumadores, Carlos Magno, disse que espera mais serviço e desenvolvimento. “É um sonho ver a EMAP, os sindicatos, operadores e armadores, todos juntos. E quando isso acontece a tendência é crescer”, completou.

De acordo com o sócio do Grupo Dimensão, Murillo Palácio, a viabilização da linha regular de contêineres é de grande importância para o desenvolvimento do comércio e da indústria local e regional. “Dessa forma a gente garante uma competitividade maior e um melhor retorno para a sociedade, com preço justo. Nós podemos crescer e o Maranhão também”, afirmou.

Investimentos

O projeto de ampliação da infraestrutura portuária para armazenagem de contêineres da EMAP contempla uma área de 20.250 metros quadrados com capacidade estática para 1.341 TEUS. Foram investidos R$ 10 milhões na obra de engenharia e outros R$ 9 milhões serão investidos na reestruturação do sistema elétrico.

De forma integrada, o Estado trabalha no adensamento de cadeias produtivas, de modo a viabilizar a movimentação de contêineres na ferrovia, o que possibilitará um aumento significativo do volume de cargas, inclusive com grande potencial de escoamento de carne refrigerada conteinerizada.

As linhas regulares de contêineres se estabelecem quando existe equilíbrio entre entrada e saída de cargas de um mercado, possibilitando custos competitivos, sem o chamado “frete morto”. Historicamente, as linhas regulares que se estabeleceram no Porto do Itaqui foram atraídas para atender a movimentação de cargas âncoras, como o níquel e alumínio, além de cargas de projetos, que são sazonais.

A finalização de grandes projetos no Maranhão e a descontinuidade na produção de alumínio tiveram um impacto significativo nos volumes movimentados. Sem as cargas âncoras os custos logísticos para os clientes ficaram altos, e o volume, insuficiente para manter a atratividade perante os armadores, que suspenderam as linhas.

Os armadores continuaram demonstrando interesse em retomar essas linhas, mas para isso o mercado local precisava garantir um volume mínimo aceitável pelo armador, o que está ocorrendo agora com o grupo de sete empresas interessadas no negócio.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 09/10/2018

EXPORTAÇÃO DO COMPLEXO SOJA DO BRASIL CRESCERÁ 21% EM 2018, A US$38,3 BI, DIZ ABIOVE
Publicado em 10/09/2018 as 06:23 PM




O Brasil, maior exportador de soja do mundo, deverá registrar um faturamento recorde de 38,3 bilhões de dólares com os embarques do grão, farelo e óleo de soja em 2018, um crescimento de 21 por cento ante 2017, com o país sendo beneficiado por forte demanda da China, bons preços e uma safra histórica para comercializar, apontou a associação Abiove nesta terça-feira.

Até o mês passado, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que reúne multinacionais como Bunge e Cargill, previa uma exportação de 37,9 bilhões de dólares para o ano. O aumento na previsão de receita ocorreu em meio a uma expectativa de embarques ainda maiores, para o recorde de 77 milhões de toneladas do grão.

As exportações de soja, o principal produto da pauta exportadora do Brasil, responderão pela maior parte do valor obtido pelo setor, ou 30,8 bilhões de dólares, também aumento de cerca de 20 por cento na comparação anual, segundo a Abiove, que indicou um crescimento de 13 por cento no volume de embarques ante 2017.

O preço médio da exportação de soja do Brasil, que até setembro havia somado quase 70 milhões de toneladas —sendo 55 milhões de toneladas para a China—, foi visto em 400 dólares por tonelada, ante 377 dólares no ano passado.

O faturamento das exportações de farelo de soja deve crescer ainda mais, com aumento de mais de 30 por cento ante 2017, para 6,5 bilhões de dólares em 2018, também com maiores volumes (16,75 milhões de toneladas, alta de mais de 15 por cento) e preços (+11 por cento).

A receita com as exportações de óleo de soja do Brasil deverão recuar para 980 milhões de dólares, ante pouco mais de 1 bilhão de dólares em 2017, com preços mais baixos do produto exportado.

2019

A exportação do complexo soja (grão, farelo e óleo) do Brasil foi vista em 33,7 bilhões de dólares em 2019, segundo a Abiove, em sua primeira estimativa para o próximo ano.

Essa queda na comparação com o recorde de 2018 ocorreria com a associação apontando menores volumes e preços mais baixos para todos os produtos exportados em 2019, com exceção da cotação do óleo, que ficaria estável no próximo ano.

Considerando somente a exportação do grão, o montante ficaria em 27,3 bilhões de dólares, com a associação vendo uma queda de mais 5 milhões de toneladas nos embarques em 2019, após um ano em que as vendas do Brasil foram bastante beneficiadas pela China, que optou pela soja brasileira em detrimento da dos EUA, diante da taxa de 25 por cento imposta por Pequim ao produto norte-americano, em um importante movimento da guerra comercial entre os dois países.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 09/10/2018

CRISE CLIMÁTICA EXIGE US$ 2,4 TRILHÕES POR ANO, SEGUNDO A ONU
Publicado em 10/09/2018 as 06:23 PM




O mundo precisa investir US$ 2,4 trilhões em energia limpa a cada ano até 2035 e reduzir a quase nada o uso de energia gerada a partir do carvão até 2050 para evitar os danos catastróficos causados pelas mudanças climáticas, segundo cientistas reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório deles, divulgado nesta segunda-feira, aumenta a pressão para que autoridades e empresas ampliem suas respostas ao aquecimento global, que está elevando os níveis do mar, tornando as tempestades mais violentas e piorando a pobreza. A atmosfera já está quase 1 grau Celsius mais quente do que no início da revolução industrial e a caminho de subir 3 graus até 2100, segundo o relatório. Esse é o dobro da meta do Acordo Climático de Paris de 2015, endossado por quase 200 nações.

“Já estamos vendo as consequências de ter um grau de aquecimento global no clima mais extremo, no aumento do nível do mar e na redução do gelo marinho do Ártico”, disse Panmao Zhai, um dos copresidentes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês), que reuniu os trabalhos de centenas de pesquisadores e milhares de artigos científicos.

Mesmo um aumento de 1,5 grau teria enormes consequências, incluindo uma “elevação de vários metros do nível do mar” ao longo de centenas a milhares de anos e a extinção em massa de plantas e animais. Com um aumento de temperatura dessa escala, das 105.000 espécies estudadas, 6 por cento dos insetos, 8 por cento das plantas e 4 por cento dos vertebrados perdem metade de seu habitat. Essas proporções dobram com um aumento de 2 graus.

Os enviados às negociações de Paris de 2015 pediram que o IPCC estudasse o que seria necessário para limitar o aquecimento a 1,5 grau, uma meta mais ambiciosa do que a anterior, de 2 graus. Os cientistas concluíram que as emissões de dióxido de carbono deveriam ser reduzidas em 45 por cento até 2030 em relação aos níveis de 2010 e depois reduzidas a zero até 2050. Isso exigiria “mudanças sem precedentes em todos os aspectos da sociedade”, especialmente dentro do setor de energia. O relatório reconheceu que essas mudanças seriam difíceis e caras, mas não impossíveis.

Restrições para implantação

“Essas transições de sistemas são inéditas em termos de escala, mas não necessariamente em termos de velocidade, e implicam profundas reduções das emissões em todos os setores”, afirmou o IPCC no relatório. “Essas opções estão tecnicamente comprovadas em várias escalas, mas a implantação delas em grande escala pode ser limitada pela capacidade econômica, financeira e humana e por restrições institucionais.”

Para limitar o aquecimento a 1,5 grau seria necessário quase quintuplicar o investimento médio anual em tecnologias energéticas de baixo carbono até 2050 em comparação com 2015, segundo o relatório.

Os US$ 2,4 trilhões necessários anualmente até 2035 também representam um aumento de quase sete vezes em relação aos US$ 333,5 bilhões que, segundo estimativa da Bloomberg NEF, foram investidos em energias renováveis no ano passado.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 09/10/2018

AGRONEGÓCIO QUER DE NOVO PRESIDENTE MODERNIZAÇÃO DO SISTEMA TRIBUTÁRIO
Publicado em 10/09/2018 as 06:23 PM

O agronegócio, apesar da importância na economia do país, acaba sendo um dos setores que têm pouca atenção dos presidenciáveis nas propostas de governo. Neste ano, não é diferente.

O segmento, porém, já elegeu seus pontos prioritários para o próximo presidente e promete cobrar. Eles vão da macroeconomia a questões relacionadas a segurança e a sustentabilidade.

As propostas se concentraram em dez pontos. Muitos focam eternos problemas brasileiros que vêm sendo adiados devido ao caixa baixo do governo para investimentos. Outros, devido à força da bancada ruralista, uma das mais fortes de Brasília, poderão ter avanço.

As propostas vieram do Conselho do Agro, que reúne 18 entidades e agregam sugestões não apenas da cadeia agrícola mas também de entidades industriais e de serviços voltadas para o agronegócio brasileiro.

Um dos pontos de relevância é o macroeconômico, que dá ambiente aos negócios do agronegócio. Além da execução das reformas econômicas, o setor quer uma modernização do sistema tributário e evitar a cobrança de impostos sobre as exportações.

Na avaliação do agronegócio, outra prioridade do novo governo deveria ser uma política agrícola com diretrizes de médio e de longo prazos.

O olhar sobre o mercado externo também deverá estar na agenda.

São necessárias visões estratégicas para os grandes mercados como China, EUA e Aliança do Pacífico.

O Brasil precisa também buscar uma evidência para a qualidade e a imagem do produto brasileiro no exterior.

Entre as propostas estão ainda a adequação da regra do licenciamento à atividade agropecuária. O país deveria ter uma política de pagamento pelos serviços ambientais e uma regulamentação do uso dos biomas.

Outro item fundamental, segundo o setor, é o da segurança jurídica. Questões fundiárias, trabalhistas e criminalidade no campo são pontos de destaque.

A economia depende cada vez mais das tecnologias, e o agronegócio não é diferente. É preciso superar as barreiras da conectividade no país, item que pode elevar o aumento da produção, do consumo e da exportação.

A logística não poderia faltar nas propostas. A lista de reivindicações passa pelos setores rodoviário, ferroviário, portuário e hidroviário. Entre elas, estão a implementação de rotas de escoamento e a viabilização dos investimentos nos setores de transporte e de armazenagem.

Na avaliação das entidades, o país precisa avançar também na defesa sanitária da agropecuária. O ambiente regulatório está em descompasso com a evolução do agronegócio.

É necessária uma reavaliação dos procedimentos nos serviços oficiais, além de modernizar e harmonizar os sistemas de informação.

Um dos pontos prioritários no campo é o de elevar o patamar de educação do trabalhador rural. As máquinas vêm, cada vez mais, com muita tecnologia, e a baixa escolaridade dificulta a utilização desses equipamentos.

A edução e a assistência técnica são ferramentas indispensáveis para a transferência de tecnologia. O governo deverá ampliar e aprimorar o sistema educacional, principalmente nos municípios.

Os estudos devem conter disciplinas focadas em gestão econômica e financeira do agronegócio, além de ampliar os programas de qualificação profissional, segundo as propostas para o futuro presidente do país.

Tradicional produtor e exportador de grãos e de carnes, o país precisa aprimorar também a agroenergia. Uma das recomendações das entidades do agronegócio é a regulamentação do Renovabio (Política Nacional de Biocombustíveis) no setor de biocombustível.

A consolidação da agroenergia passa, ainda, pela realização da reforma tributária no setor de etanol e pela promoção do crescimento gradual da mistura de biodiesel ao diesel.

Além disso, é necessário, segundo o setor, viabilizar uma maior participação da biomassa nos leilões de energia. As diversas fontes de biomassa representam 9% da potência outorgada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) na matriz energética.

Carnes A primeira semana das exportações de proteínas teve ritmo fraco em relação a setembro. Houve queda nos volumes das carnes "in natura" de suínos e de bovinos. O de carne de frango ficou estável.

Preços Os dados são da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), que também apontou recuo do preço das carnes em relação aos verificados em outubro do ano passado. A carne suína vale 30% menos.

Atacado Os produtos agropecuários mantêm pressão na inflação. Os preços médios do setor variaram 2,11% no atacado no mês passado, acumulando 12,2% nos nove primeiros meses do ano, segundo o IGP-DI, da FGV.

Em queda A soja foi um dos pesos na inflação, com alta de 5,43% no mês passado. Já os preços do leite, com a melhora das pastagens, começa a cair. Açúcar, devido à queda externa, e cana também tiveram retração de preços.

Milho As exportações do cereal avançam, embora em ritmo menor do que as de 2017. Na primeira semana deste mês, superaram em 15% as de setembro, mas ficaram 13% abaixo das de outubro de 2017.

Soja O Usda (Departamento de Agricultura dos EUA) poderá trazer novidade na divulgação de safra desta terça (9), devido ao excesso de chuva. O primeiro contrato da soja está em US$ 8,6975 por bushel em Chicago.

Efeito no bolso

Os produtores foram uma das forças de Jair Bolsonaro na eleição de domingo (7). A opção pelo candidato do PSL, porém, trouxe estragos ao bolso dos agricultores. A soja, carro-chefe da agricultura, caiu R$ 3 por saca nesta segunda-feira (8), reduzindo em R$ 50 o valor da tonelada da commodity. A queda ocorreu devido ao recuo do dólar. Em Sorriso (MT), a saca do produto para entrega imediata recuou para R$ 71.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 09/10/2018

DOBRA O FECHAMENTO DE EMPRESAS DE ÓLEO, GÁS E ENERGIA, DIZ CONSULTORIA
Publicado em 10/09/2018 as 06:22 PM

O número de encerramentos de empresas ligadas aos setores de óleo, gás, energia e saneamento cresceu 115% no acumulado dos últimos 12 meses até agosto, segundo a consultoria de tecnologia e análise de dados Neoway.

Foram 11,2 mil CNPJs encerrados no período. O volume de aberturas também subiu, mas em ritmo menor, cerca de 15%. O saldo se mantém positivo desde 2014.

Posto de combustível

Aproximadamente 40% da amostra é composta por postos de combustível, ramo que tem tido uma movimentação intensa neste último ano, segundo Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis (federação do setor).

Uma parte das baixas ocorre devido a um rodízio, com estabelecimentos que trocam de mãos, mas a alta concorrência tem levado empresários a desistir do negócio, afirma o executivo.

“Há uma redução nas margens de lucro, que na média nacional estão em 12%, mas em algumas capitais chegam a 6%. Muitos donos sentem que não compensa manter o posto e decidem colocar outra atividade no local”, diz ele.

A maioria dos encerramentos ocorre com empresas menores que não estão ligadas a atividades como perfuração de poços ou sísmica, segundo Telmo Ghiorzi, diretor da Abespetro (de prestadoras de serviço à cadeia de petróleo).

“Companhias grandes em geral não fecham as portas, mas fazem ajustes e demitem.”

Os casos de fechamento das empresas maiores estão associados a fusões e aquisições, afirma Ghiorzi.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 09/10/2018

NAVIO POLAR ZARPA DO RIO INICIANDO 37ª OPERAÇÃO ANTÁRTICA DA MARINHA
Publicado em 10/09/2018 as 06:22 PM

Publicado em 09/10/2018 - 16:07 Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro

O navio polar Almirante Maximiano zarpou hoje (8) do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, dando início à 37ª Operação Antártica (Operantar 37). O navio dará suporte ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar). O Almirante Maximiano será auxiliado pelo navio de apoio oceanográfico Ary Rongel, por duas aeronaves de emprego geral e por grupo de mergulhadores.

Sob o comando do capitão de mar e guerra Pedro Augusto Bittencourt Heine Filho, a tripulação é formada por 73 militares e oito pesquisadores. O porto de Rio Grande (RS) será a primeira escala do Almirante Maximiano. Ali haverá o embarque de material destinado ao reabastecimento dos Módulos Antárticos Emergenciais e fornecidas vestimentas antárticas para os tripulantes e pesquisadores.

No porto gaúcho, embarcarão no navio mais sete pesquisadores para efetuar a primeira fase da missão, que se estende de Rio Grande até Punta Arenas, no Chile. Os 15 pesquisadores são oriundos de mais de 20 institutos de pesquisa e universidades de todo o país.


Navio Almirante Maximiano, da Marinha, iníciou hoje à 37ª Operação Antártica - Divulgação/Marinha do Brasil

Trabalhos
O navio polar vai executar trabalhos de campo que serão desenvolvidos pelos pesquisadores nos refúgios e acampamentos previstos, para coletas diversas, além de servir como plataforma para pesquisas.

Segundo informou à Agência Brasil o comandante Heine, o Almirante Maximiano possui cinco laboratórios preparados para auxiliar cada projeto de pesquisa. “Eles fazem a coleta de água e informações de terra também, como fungos, plantas, aves. Cada projeto tem um foco diferente e a gente colabora como se fosse uma plataforma de apoio”, disse.

O navio enviará os pesquisadores de bote ou avião aos pontos de terra e do mar para a realização das coletas de informações. Baleias da região também são objeto das pesquisas. Serão desenvolvidos projetos nas áreas de oceanografia, biologia, geologia e meteorologia, tendo o Almirante Maximiano como base.

Hidrografia
O Almirante Maximiano vai efetuar levantamentos hidrográficos, com o objetivo de atualizar as cartas náuticas sob responsabilidade do Brasil, que é membro da Comissão Hidrográfica da Antártica, na Organização Hidrográfica Internacional (OHI).

Estão programadas ainda visitas aos portos de Ushuaia, na Argentina; e de Montevidéu, no Uruguai. O retorno do navio polar Almirante Maximiano ao Rio de Janeiro está previsto para o dia 13 de abril do próximo ano.


O navio polar também vai apoiar logisticamente a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz - Divulgação/Maria Rosa Pedreiro/Universidade Federal do Paraná

Estação Comandante Ferraz

O navio polar também vai apoiar logisticamente a reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), destruída por um incêndio em 2012. Heine explicou que, desde aquela data, foram montados Módulos Antárticos Emergenciais em conteineres conglomerados para que não fosse cessada a pesquisa em terra.

“Nesse processo de construção da nova estação, os módulos emergenciais continuaram apoiando. Está previsto para março de 2019 inaugurar a nova estação que foi reconstruída”. Segundo o comandante, a nova estação terá estrutura bem melhor que a anterior.

Os testes operacionais terão início em abril. Após a inauguração, os militares brasileiros ocuparão a instalação que fica junto aos Módulos Antárticos Emergenciais e, ao longo do inverno, vão operar com a ajuda da empresa construtora. “Provavelmente no final de 2019 ou início de 2020, a estação estará totalmente operacional”, disse Heine.
Fonte: EBC – Agência Brasil - DF
Data : 09/10/2018

PORTOS - INQUÉRITO SOBRE PORTOS PRORROGADO
Publicado em 10/09/2018 as 06:22 PM

BRASÍLIA (ABi) - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu, ontem, prorrogar o inquérito que investiga o suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A na edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), assinado em maio do ano passado pelo presidente Michel Temer.
Fonte: Folha de Pernambuco - PE
Data : 09/10/2018

ABIOVE ELEVA ESTIMATIVA PARA EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE SOJA
Publicado em 10/09/2018 as 06:22 PM

Por Kauanna Navarro | Valor

A forte demanda da China pela soja produzida no Brasil levou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) a novamente elevar sua estimativa para os embarques do grão em 2018.



Segundo projeções divulgadas hoje, a entidade passou a calcular os embarques do país neste ano em 77 milhões de toneladas, 900 mil toneladas a mais que o previsto em setembro e volume, recorde, 13% superior ao registrado em 2017.

A receita proveniente das vendas externas do grão também deverão bater um novo recorde. Segundo a Abiove, atingirá US$ 30,8 bilhões em 2018, mais que os US$ 30,4 bilhões projetados anteriormente e os US$ 25,7 bilhões de 2017.

Mesmo com o ajuste para cima na previsão das exportações, a Abiove manteve a projeção dos estoques finais do grão em 2017/18 em 1,465 milhão de toneladas.  Ao fim da safra 2016/17, eram 5,3 milhões de toneladas. Para a produção de soja do ciclo 2017/18, a Abiove  elevou a estimativa em 700 mil toneladas, para 119,5 milhões de toneladas.

Somando-se farelo e óleo, a Abiove  passou a estimar a receita de todo o “complexo soja” (grão, farelo e óleo) em US$ 38,313 bilhões neste ano, 20,8% mais que em 2017 e também um novo recorde histórico.

Para a produção do ciclo 2018/19, que está sendo semeada, a Abiove projeta 119,5 milhões de toneladas de soja, das quais 71,9 milhões destinadas à exportação. A produção do farelo de soja está estimada em 32,6 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 8,6 milhões de toneladas.

As exportações de soja em grão em 2019 deverão render US$ 27,322 bilhões no ano que vem. Os embarques do “complexo soja” como um todo foram estimados em US$ 33,714 bilhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2018

VAI TER DINHEIRO PÚBLICO PARA A INFRAESTRUTURA?
Publicado em 10/09/2018 as 06:21 PM

Por Raquel Balarin

Os dois candidatos à Presidência que agora disputam o segundo turno têm um diagnóstico muito parecido sobre o que precisa ser feito para destravar a infraestrutura, um dos principais indutores do crescimento do país: necessidade de ampliação dos investimentos em meio à grave crise fiscal, maior segurança jurídica e o enfrentamento de questões setoriais, como o do intrincado setor de saneamento, em que a regulação é federal, as empresas de concessão são estaduais e o poder concedente é municipal. "Mas o diabo, você sabe, mora nos detalhes", diz Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).



À frente da Abdib desde 2016, depois de 20 anos no Banco Fator (quatro deles como presidente), Tadini tem feito um esforço de aproximação com os presidenciáveis depois de a entidade realizar um diagnóstico completo de 14 setores e de questões macroeconômicas, regulatórias e jurídicas que afetam a infraestrutura no país. Na semana passada, recebeu o general Hamilton Mourão, vice do candidato Jair Bolsonaro, que havia faltado a um evento da Abdib no mês passado. E o que ele pensa sobre o que deve ser feito? "Há uma convergência de agenda em relação aos outros candidatos. Como militar, ele entende, por exemplo, a necessidade de planejamento de longo prazo", diz Tadini, sem entrar em muitos detalhes.

Mais do que discutir o programa de um ou outro, o presidente da Abdib tem defendido um conjunto de ideias que críticos associam ora a governos de esquerda, ora aos de direita. Um de seus mantras é o de que não adianta esperar que apenas o investimento privado em infraestrutura vá resolver todos os problemas. Em 2018, a expectativa é que 1,69% do PIB seja investido em infraestrutura (excluindo-se da conta o setor de petróleo e gás). Cerca de dois terços desse total é bancado pelo setor privado e um terço, pelo governo. "Mesmo que os privados dobrem o investimento, isso não será suficiente para que o Brasil se coloque no nível de países emergentes congêneres", explica. Segundo ele, seria preciso que o país investisse 4,3% do PIB nos próximos dez anos para que não houvesse deterioração da infraestrutura já instalada e para que o país mantivesse um patamar de competitividade internacional.



Ninguém discorda da necessidade de investimento, mas a grande pergunta que se coloca é de onde virá o dinheiro público. Nos últimos anos, o aporte de recursos só faz cair. E, com a regra de teto dos gastos e a alta vinculação de despesas da União, sobra pouco espaço para arrumar mais recursos. Para o representante da Abdib, é aí que entra a vontade política. Entre as ideias defendidas pela entidade, estão a securitização de dívidas tributárias (de contribuintes que não recolheram imposto) e até a criação de uma CPMF (contribuição sobre movimentações financeiras) para financiar o investimento. "O que não dá é ter um dos maiores gastos previdenciários do mundo e um dos menores investimentos em infraestrutura."

PT e PSL têm desafio de destravar investimentos

Do lado privado, Tadini diz que o mundo, hoje, está líquido e financiamento não preocupa. "Mas participação privada tem limites dada a natureza dos atores", ressalta, dando o exemplo do setor rodoviário. Segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), considerando-se Estados e governo federal, 10% da malha pavimentada já é administrada por concessões. Entre 24 países com experiência em concessões, a média é de 2,1%. Apenas rodovias com fluxo mais intenso de veículos acabam interessando ao setor privado porque são essas que têm viabilidade financeira. Isso quer dizer que uma parte importante da malha rodoviária pavimentada do país vai continuar dependendo de recursos públicos para manutenção e ampliação.

Nesse cenário de necessidade de investimentos públicos, a discussão sobre o papel do BNDES voltará à tona no novo governo. Tadini é contra a TLP e diz que o salto das debêntures de infraestrutura, que chegaram a R$ 10,9 bilhões no primeiro semestre, em comparação com R$ 11 bilhões de empréstimos do BNDES, mostra que a TLP tornou caro os financiamentos do banco. "Sem contar que faltam projetos bem estruturados, o que também reduz os desembolsos", afirma Tadini.

Os "detalhes", como se vê, não são poucos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2018

ANP JÁ MUDOU 18% DOS CONTRATOS DE CONTEÚDO LOCAL
Publicado em 10/09/2018 as 06:21 PM

Por André Ramalho | Do Rio

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) já assinou, até o momento, 52 termos aditivos para redução dos percentuais de conteúdo local de contratos de exploração e produção de óleo e gás vigente. O número equivale a 18,3% de todos os pedidos apresentados pelas petroleiras para que possam aderir às novas regras que flexibilizam os compromissos de nacionalização.

Dos 52 termos, 48 já foram publicados no "Diário Oficial da União", e quatro, encaminhados para publicação. Outros 12 pedidos já foram analisados, mas ainda aguardam assinatura dos termos aditivos. Ao todo, as petroleiras entraram com pedidos para reduzir os percentuais de 284 contratos, dentre os 300 aptos a migrarem para as novas regras.

A possibilidade de redução dos percentuais de conteúdo local de contratos vigentes está prevista numa resolução publicada pela ANP em abril, que regulamentou o "waiver" (pedido de isenção do cumprimento dos índices de nacionalização).

As novas regras deram às petroleiras duas opções: manter as condições dos atuais contratos, com garantia de recorrer ao pedido de isenção para obter eventual perdão; ou celebrar um aditivo contratual, sujeitando-se aos novos percentuais de conteúdo local, mais baixos que os dos contratos originais, desde que abram mão do direito de solicitar o "waiver"

Para as companhias que tiverem seus pedidos acatados, os contratos passam a vigorar com percentuais de conteúdo local de 18% para a fase de exploração. Já para a fase de desenvolvimento, os índices foram fixados em 25% para construção de poço, 40% para coleta e escoamento e 40% para engenharia, máquinas e equipamentos e na construção, integração e montagem de plataformas.

Os novos percentuais são mais vantajosos para as petroleiras. Para efeitos de comparação, na 13ª Rodada de concessões, de 2015, a última antes de o governo flexibilizar as regras de conteúdo local para contratos futuros, os percentuais mínimos variavam de 37% na exploração a 65% para a etapa de desenvolvimento de produção.

Dentre os aditivos contratuais já assinados, para flexibilização dos índices de nacionalização de contratos vigentes, o de maior destaque é o projeto de Libra, operado pela Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. A ANP também assinou o termo aditivo do contrato da concessão de Tartaruga Verde (Bacia de Campos).

ExxonMobil, Equinor , Parnaíba Gás Natural (Eneva), Karoon, Chariot Oil & Gas, Great Oil, Maha Energy, GeoPark, Imetame e Premier Oil também já foram contempladas com a assinatura de aditivos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2018

PORTOS - BARROSO PRORROGA ATÉ O DIA 15 DE OUTUBRO "INQUÉRITO DOS PORTOS"
Publicado em 10/09/2018 as 06:20 PM

Autor:;Por Luísa Martins e Isadora Peron | Valor



BRASÍLIA - O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu até o dia 15 de outubro para que a Polícia Federal (PF) proceda com a última diligência pendente no chamado "inquérito dos Portos", que tem como alvo o presidente Michel Temer.

O prazo a mais concedido pelo relator é a oitiva do ex-ministro Maurício Quintella (PR-AL), a pedido da defesa do presidente.

"Considerada a manifestação favorável oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR), defiro o pedido defensivo de prorrogação de prazo para a realização da diligência requerida até o dia 15 de outubro", escreveu Barroso.

Quintella era ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil à época da elaboração do decreto. O presidente afirma, na petição, que a proposta de ato normativo que resultou na edição do texto foi submetida ao Palácio do Planalto conforme orientações inseridas por aquele ministério.

"A oitiva do ex-ministro que subscreveu a exposição de motivos e enviou à Casa Civil solicitando alterações no setor portuário pode ser essencial e indispensável ao processo de formação de juízo de convicção quanto à ocorrência ou não dos fatos objeto de apuração no curso do presente inquérito", escrevem os advogados do presidente. Segundo eles, Quintella ainda não pôde ser ouvido devido a "dificuldades de natureza pessoal".

As investigações sobre as supostas fraudes na edição do decreto dos Portos já foram prorrogadas quatro vezes. Para a PGR, Temer é suspeito de, ao assinar a norma, favorecer empresas do setor portuário, entre elas a Rodrimar, em troca de repasses ilícitos.

No âmbito do inquérito está uma reforma feita na casa de Maristela Temer, filha do presidente. A obra levantou a suspeita de que o emedebista tenha lavado dinheiro de propina com reformas em imóveis de familiares e em transações imobiliárias em nomes de terceiros.

Fornecedores relataram à PF a prática de pagamentos em espécie a pedido da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente e suspeito de ser um dos intermediários de propinas para o emedebista.

Para investigadores, a origem do dinheiro das obras são a JBS e uma empresa contratada pela Engevix. Executivos da JBS afirmaram em delação que repassaram R$ 1 milhão a Temer, com intermediação do coronel, em setembro de 2014.

Após a PF se manifestar sobre o caso, a PGR deve decidir se oferece denúncia contra o presidente ou se arquiva o processo.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2018

PORTOS - BARROSO PRORROGA PRAZO DO INQUÉRITO DOS PORTOS PELA 5ª VEZ PARA OUVIR EX-MINISTRO
Publicado em 10/09/2018 as 06:20 PM

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou ontem pela quinta vez as investigações do inquérito dos Portos, para que o ex-ministro dos Transportes Maurício Quintella Lessa preste depoimento à Polícia Federal.

O novo prazo agora é 15 de outubro.
A decisão de Barroso atende a pedido da defesa do presidente Michel Temer. Os advogados alegam que a oitiva do exministro “pode ser essencial e indispensável ao processo de formação de juízo de convicção quanto à ocorrência ou não dos fatos objeto de apuração”. O inquérito apura se empresas que atuam no Porto de Santos foram beneficiadas por medidas para o setor portuário
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 09/10/2018

REPÚBLICA DO STF
Publicado em 10/09/2018 as 06:20 PM

O Globo9 Oct 2018

Melhor que sejam fechados os tribunais de primeira, segunda e terceira instâncias da Justiça brasileira. Isso acarretaria economia para o país, uma vez que o STF, que deveria se ater a analisar a constitucionalidade das demandas, se desviou de sua função e hoje é quem decide tudo no país, desde julgar alguém que roubou um pão para saciar a fome a soltar criminosos, em especial os de colarinho branco. Aliás, uma república com Três Poderes já virou motivo de piada nas redes sociais, pois se antigamente os

brasileiros sequer sabiam os nomes dos ministros do STF, agora, com a investida desse tribunal em qualquer assunto, Lewandowski, Toffoli e os Mellos são figurinhas fáceis em todas as conversas. Então, virou República do STF. JOSÉ CARLOS CAMPOS ARARUAMA, RJ
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2018

GIGANTE CHINESA DE TECNOLOGIA INVESTE US$ 180 MILHÕES NO NUBANK
Publicado em 10/09/2018 as 06:20 PM

Tencent ficará com 5% da brasileira, que se tornará uma das ‘fintechs’ mais valiosas da América Latina. Empresa deve compartilhar seu sistema de pagamentos pelo celular, WeChat Pay
O Globo9 Oct 2018GABRIEL MARTINS gabriel.martins@infoglobo.com.br
URBANO ERBISTE/28-4-2018


Nubank. O cartão roxo: para especialista, troca de tecnologia é ainda mais importante do que aporte financeiro

Mais uma empresa chinesa passou a apostar no mercado brasileiro, e, desta vez, o alvo foi uma fintech, como são conhecidas as start-ups financeiras. A Tencent, gigante de tecnologia do país asiático, vai investir US$ 180 milhões no Nubank e ficar com 5% do negócio. A companhia chinesa está investindo por meio de um aumento de capital de US$ 90 milhões, informou o diretor executivo do Nubank, David Velez, à agência de notícias Reuters. Os outros US$ 90 milhões vão para comprar participações parciais de atuais acionistas da fintech.

A negociação avaliou o Nubank em US$ 4 bilhões, o que o coloca entre as mais valiosas fintechs da América Latina. Este é o primeiro investimento no Brasil da Tencent, que é acionista majoritária do banco on-line WeBank e da seguradora ZhongAn Online.

De acordo com relatório da XP Investimentos, a gigante chinesa poderá compartilhar com o Nubank a tecnologia utilizada em seu próprio sistema de pagamentos pelo celular, o WeChat Pay, muito popular na Ásia.

EXPECTATIVA DE MAIS INVESTIMENTOS

Na avaliação de José Luiz Rodrigues, conselheiro da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), o mercado brasileiro está pronto para receber mais investimentos em suas start-ups financeiras:

— Temos o maior número de fintechs na América Latina. Além disso, nossas regulamentações e normas dão segurança para que os investidores estrangeiros se sintam confortáveis para participar do mercado brasileiro.

Rodrigues lembra que esses investimentos se dão por meio de equity (quando os investidores aplicam recursos em empresas que têm alto potencial de crescimento), o que é bom para as finanças e para o desenvolvimento do negócio.

— O dinheiro que vem por equity é muito importante para a fintech. Além de receber um aporte financeiro, existe uma troca de conhecimento e experiência com o investidor, o que é bastante importante para que o negócio consiga saber as tendências do mercado internacional e se atualizar sobre os novos procedimentos —afirmou.

O presidente da Tencent, Martin Lau, afirmou em comunicado que o investimento é direcionado a ajudar o Nubank a “criar uma plataforma financeira pessoal completa”.

Desde 2013, o Nubank emitiu 5 milhões de cartões de crédito e tem uma base de 2,5 milhões de clientes em contas de pagamento digital — que permitem ao usuário fazer transferências e pagar contas.

A fintech levantou US$ 330 milhões em seis rodadas de investimento desde 2013. A mais recente foi liderada pela empresa de capital de risco DST Global Investment Partners e levantou US$ 150 milhões.

Velez disse que, apesar de o Nubank não ter necessidade de outra injeção de capital, a Tencent ajudará a empresa a avançar mais em áreas como pagamentos, crédito ao consumidor, engenharia e machine learning (em que softwares são capazes de aprimorar sozinhos seu desempenho, conforme são alimentados com dados).
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2018

ELETROBRAS SOBE MAIS DE 40% COM APOSTA EM PRIVATIZAÇÃO
Publicado em 10/09/2018 as 06:19 PM

Desempenho de estatais desde a semana passada zera perdas do ano
O Globo9 Oct 2018ANA PAULA RIBEIRO ana.ribeiro@sp.oglobo.com.br SÃO PAULO



Aexpectativa de privatização ou enxugamento de algumas empresas estatais fez com que a cotação das ações dessas companhias disparasse na reta final do primeiro turno das eleições. As principais estatais, acumulam, desde a segunda-feira da semana passada, ganhos na casa de dois dígitos, e algumas conseguiram até reverter as perdas no ano. Esses papéis ainda dominaram o pregão de ontem.

—Esse movimento é devido à expectativa de privatização, caso ganhe um governo favorável à venda de ativos públicos. Os estados e a União estão sem dinheiro. É preciso enxugar a máquina —avaliou Ari Santos, gerente de renda variável da corretora H.Commcor.

A maior alta acumulada em uma semana foi registrada nas ações ordinárias (ON, com direito a voto) da Eletrobras, que subiram 43,86%, sendo um terço desse salto apenas ontem (18,08%). O ganho da estatal, que pode ser privatizada, foi suficiente para compensar as perdas que os papéis amargavam no acumulado do ano. As ações preferenciais (PN, sem voto), que avançaram 42,2% em uma semana, também zeraram as perdas no ano.

Já os papéis PN da Petrobras subiram 25,7% em uma semana, enquanto os ON acumularam ganho de 22,42%. A estatal estuda a venda de alguns

ativos. Somente ontem, o valor de mercado da petroleira subiu R$ 33,619 bilhões —suas ações subiram 10,85% (PN) e 9,23% (ON).

— A Petrobras não precisa, por exemplo, da área de refino. Ela extrai o petróleo, mas o refino pode ser feito por outras empresas. Isso deixará a companhia mais enxuta —avaliou Santos.

A Petrobras também é beneficiada pela alta do preço do petróleo. O barril do tipo Brent é negociado acima dos US$ 80. No acumulado do ano até 28 de setembro, as ações PN da Petrobras subiam 31,6%, e as ON, 43,86%.

Outro fator positivo para as estatais, na visão de Pablo Spyer, diretor da corretora Mirae, é a nova composição do Congresso, que pode tornar mais rápida a aprovação dos projetos que permitam a venda de ativos públicos:

— Essa renovação está trazendo bastante otimismo para a velocidade das reformas, que pode se traduzir em um crescimento mais rápido da economia. No caso das estatais, isso vai ajudar nas políticas de desinvestimentos.

A mineira Cemig também teve desempenho expressivo, com alta de 41% em uma semana. O segundo turno no estado será disputado entre Antonio Anastasia (PSDB) e Romeu Zema (Novo), ambos favoráveis à privatização.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2018

PETROBRAS COLOCA À VENDA 3 CAMPOS TERRESTRES NO ESPÍRITO SANTO
Publicado em 10/09/2018 as 06:19 PM

Estatal é operadora dos três campos, com 100% de participação.
Por Reuters - 09/10/2018 20h31  Atualizado há 21 horas

A Petrobras informou nesta segunda-feira (8) que iniciou a etapa de divulgação da venda da totalidade de sua participação em três campos terrestres em produção localizados no Espírito Santo, próximos ao município de Linhares, denominados conjuntamente Polo Lagoa Parda.

A estatal é operadora dos três campos, com 100% de participação, segundo nota da empresa.

A produção média do polo no ano de 2017 foi de 266 barris de petróleo por dia (bpd) e 20 mil m3/dia de gás.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 09/10/2018

PORTOS - EXPORTAÇÕES DO CEARÁ CAEM 26% EM RELAÇÃO AO MESMO PERÍODO DE 2017
Publicado em 10/09/2018 as 06:19 PM

Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado lideram a lista de exportações no estado.
Por G1 CE


Porto do Pecém, no litoral cearense. — Foto: Governo do Estado/Divulgação

As exportações do Ceará somaram US$ 133.747.908 em setembro de 2018, queda de 7,6% na comparação com agosto deste ano e baixa de 26,6% em relação a igual período de 2017. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

De acordo com o estudo, o número de setembro, as vendas ao exterior por negócios no Estado totalizam US$ 1.550.892.657 no ano, dado que revela um déficit de US$ 439,3 bilhões, considerando US$ 1.990.206.087 em importações no período.

Em setembro, as importações pelos portos do Estado somaram US$ 190.636.656, montante que representa queda de 14,1% na comparação com os produtos adquiridos de outros países em agosto. Já em relação a igual período de 2017, as importações caíram 11%.

Os principais produtos exportados pelos portos cearenses são:

Produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado (US$ 841,6 milhões);
Calçado com sola exterior e parte superior de borracha ou plástico (US$ 109,2 milhões)
Cocos, castanha do Brasil e castanha de caju, frescos ou secos (US$ 65,8 milhões).

As importações no ano de 2018 são lideradas pelas hulhas (US$ 503,04 milhões), produto que é usado pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e pelas térmicas do Pecém.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 09/10/2018

VLI E MRS JUNTAS PARA FORMAR MAQUINISTAS E OPERADORES
Publicado em 10/09/2018 as 06:19 PM




O volume de cargas transportadas por trens na Baixada Santista tem crescido e, com ele, uma maior necessidade de um tipo de mão de obra não muito comum ao mercado: maquinistas e operadores ferroviários. Por isso, as concessionárias ferroviárias VLI e MRS, juntamente com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai/Santos), fecharam uma parceria para formar profissionais do ramo para as duas empresas. Inscrições presenciais até o dia 16 de outubro, limitadas até 200 pessoas. Endereço: Escola Senai Antonio Souza Noschese, Senai de Santos, avenida Senador Feijó, 421, Vila Matias. Horário: 8h às 17h.

MRS OUT2018

O projeto é uma das iniciativas que tem o objetivo de gerar maior integração entre as ferrovias no acesso ao Porto de Santos e resultará em um melhor padrão operacional e no aprimoramento da mão de obra."Nós acreditamos que a possibilidade de otimização no aproveitamento e no compartilhamento do banco de talentos das duas concessionárias representará ganhos significativos para todos os envolvidos: para os maquinistas, para o formador da mão de obra e, é claro, para as empresas", afirma Simone Souza, gerente de Treinamento e Desenvolvimento da MRS.

Os selecionados pelo projeto receberão uma formação básica em operação ferroviária e estarão aptos para uma futura oportunidade de seleção, mediante à necessidade de contratação das empresas. "Ao longo do desenvolvimento do projeto, todo o conteúdo programático do curso foi formatado e validado pelas equipes técnicas de forma conjunta para que a uniformidade do conhecimento fosse garantida. Assim, apenas os treinamentos específicos de cada operadora precisarão ser aplicados após a conclusão dessa formação básica", ressalta Francielle Pedrosa, gerente de Desenvolvimento Organizacional da VLI.

O curso, totalmente gratuito, será realizado em período noturno para que os profissionais que já estejam no mercado de trabalho também possam participar.

Requisitos Obrigatórios

- Ensino Médio Completo
- Ser maior de 18 anos, para o sexo masculino obrigatória apresentação da dispensa militar/Certificado de Reservista

Requisito Desejável

- Conhecimento em Informática

30% das vagas são exclusivas para profissionais com deficiência e/ou reabilitados do INSS

Documentos para inscrição:

- Currículo impresso;
- Cédula de identidade (RG);
- Cadastro de Pessoa Física (CPF);
- Comprovante de conclusão do Ensino Médio;
- Certificado de Reservista ou dispensa militar;
- Comprovante de Residência que comprove residência fixa na Baixada Santista;
- Laudo médico (Caso seja PcD – Pessoa com Deficiência);
- Comprovante do INSS (Caso seja reabilitado).

Início das aulas: 22/11, de 19h às 22h (segunda à sexta-feira).

Vagas: 20

Carga horária: 300h de treinamento, que equivalem a, aproximadamente, 22 semanas.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 09/10/2018

PORTO - RECEITA APREENDE MAIS 463 QUILOS DE COCAÍNA NO PORTO
Publicado em 10/09/2018 as 06:19 PM

Autor:        EDUARDO VELOZO FUCCIA - DA REDAÇÃO

Trabalho de inteligência e cães farejadores são responsáveis pela 36s apreensão no ano

Com o auxílio de cães farejadores e mediante um trabalho de análise de informações e gerenciamento de risco, a Receita Federal apreendeu ontem, no Porto de Santos, mais 463 quilos de cocaína.

Desta vez, a droga estava escondida em um contêiner carregado com poliamida acondicionada em octabin (embalagem, geralmente de papelão ondulado, em formato de base octogonal). O destino da mercadoria seria o porto francês de Le Havre.

Esta foi a 36ª apreensão de cocaína realizada pela Receita Federal neste ano, no Porto de Santos. O montante da droga retirada de circulação em 2018 atingiu o recorde histórico de 18.084 quilos, bem acima das 11,5 toneladas do ano passado. Em 2016, foram 10,6 toneladas interceptadas no cais santista, antes que fossem despachadas para o Exterior.

INQUÉRITO

Ninguém foi preso ontem. A Polícia Federal instaurou inquérito para identificar os envolvidos na operação de narcotráfico internacional. Os 463 quilos de cocaína estavam dentro de 14 bolsas esportivas.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 09/10/2018

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - DAYAFTER
Publicado em 10/09/2018 as 06:16 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

Quem circulava pelo prédio da presidência da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), em Santos, ontem, pode perceber ambientes bem alegres e outros, nem tanto, Era um reflexo do resultado das umas.

Após a apuração, políticos tradicionais com ligação com o complexo marítimo e próximos a diretores da Autoridade Portuária acabaram não sendo reeleitos. Em outras salas, a renovação dos mandatos de alguns parlamentares federais era celebrada, mas com uma certa discrição, em respeito aos colegas portuários.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 09/10/2018

MERCADO REGIONAL - PORTO - OPERAÇÃO ANTÁRTICA
Publicado em 10/09/2018 as 06:16 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

O navio polar Almirante Maximiano zarpou ontem do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, dando início à 37ª Operação Antártica.

O navio dará suporte ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar), Com uma tripulação formada por 73 militares e oito pesquisadores, a embarcação será auxiliada pelo navio de apoio oceanográfico Aiy Rongel, por duas aeronaves de emprego geral e por grupo de mergulhadores. O Porto de Rio Grande (RS) será a primeira escala do Almirante Maximiano. Ali haverá o embarque de material destinado ao reabastecimento dos Módulos Antárticos Emergenciais e fornecidas vestimentas antárticas para tripulantes e pesquisadores.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 09/10/2018

PORTOS - DODGE PEDE MAIS 15 DIAS PARA INQUÉRITO DOS PORTOS
Publicado em 10/09/2018 as 06:16 PM

Em manifestação encaminhada na sexta-feira ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu a prorrogação por mais 15 dias das investigações do inquérito dos Portos.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 09/10/2018

ANTAQ - TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO COBRA MAIOR EFICIÊNCIA NOS PORTOS
Publicado em 10/09/2018 as 06:14 PM

Corte determinou medidas das Docas, da Anvisa e da Antaq
DA REDAÇÃO


Auditores verificaram que a profundidade do canal em alguns berços era inadequada (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que as autoridades ligadas ao setor portuário adotem medidas para melhorar a eficiência, reduzindo tempo e custos nas operações dos complexos marítimos do País.

A decisão foi tomada em audiência no início do mês, que tomou como base uma auditoria realizada por técnicos do órgão entre agosto e dezembro do ano passado. Nesse período, eles avaliaram a atuação das companhias docas no provimento de infraestrutura dos portos organizados, o processo de emissão da Licença de Importação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a regulação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre terminais portuários na importação e exportação de conteineres.

Um dos principais gargalos apontados pelos técnicos foi a diminuição da profundidade dos acessos aquaviários, que seriam resultado de falhas na dragagem de manutenção. Em Santos, os auditores verificaram que 22 de 54 berços de atracação estavam com profundidade inferior à prevista em projeto, o que poderia limitar a atracação dos navios de maior calado.

Pelo acórdão, a Codesp deve, em conjunto com o MTPAC, avaliara possibilidade de adotar a dragagem de manutenção em conjunto com outros portos, além de reavaliar a profundidade dos berços. A Anvisa, eles pediram o aprimoramento da emissão de Licenciamento de Importação. Já a Antaq tem 30 dias para apresentar um plano de ação que regulamente processo para a obtenção sistemática dos custos de movimentação de contêineres e, ainda, estabelecer medidas de acompanhamento dos preços e tarifas praticados no segmento de contêiner. Os dois projetos devem ser implantadas no prazo d e 180 dias.

Por nota, a Codesp diz que 85% dos berços de atracação do Porto Organizado estão com profundidades adequadas. O trecho do cais entre os armazéns 12A ao 23, que teve concluído o reforço do cais, aguarda o licenciamento ambiental para realizar a dragagem de aprofundamento destes berços. O MTPAC informa que “vem estudando maneiras de se minimizar as externalidades nos processos de contratação das campanhas de dragagens, visando a diminuição dos riscos tendo como consequência processos mais ágeis e com menores preços”.

A Antaq afirma que as providências solicitadas pela corte se encontram “em pleno curso com base em medidas previstas na Agenda Regulatória e no Planejamento Estratégico”. A Anvisa informou que não foi notificada da decisão do TCU.

REFLEXO POSITIVO

Para o presidente da Comissão de Usuários de Portos e Aeroportos de São Paulo (Comus), da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), José Cândido Senna, cabe uma regulação ao setor tarifário semelhante ao controle dos pedágios do Sistema Anchieta-Imigrantes, da concessionária Ecovias. “Assim como um pedágio abusivo pode inviabilizar uma atividade que depende de rodovias, as tarifas abusivas nos portos podem tirar do mercado importadores e exportadores. Cabe aí uma regulamentação e controle por parte do Governo, que traga uma segurança pai a o setor, com periodicidade”, avalia.

REGRAMENTO

“É muito importante ter um regramento e dar transparência às tarifas. Cabe ao Governo, sim, interferir na formação do preço com foco na eficiência. E faz parte da transparência a criação de um banco de dados do setor"

José Cândído Senna
presidente do Comus, da Associação Comercial de São Paulo
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 09/10/2018

VALE AVALIA META DE 100% DE ENERGIA RENOVÁVEL EM SUAS OPERAÇÕES, DIZ FONTE
Publicado em 10/08/2018 as 06:43 PM

A mineradora Vale tem avaliado definir uma meta para que toda demanda por eletricidade da companhia seja atendida por meio de energia renovável, o que poderia passar por investimentos em energia solar e eólica, disse à Reuters uma pessoa com conhecimento do assunto.

A estratégia seguiria um movimento de grandes empresas globais que já anunciaram objetivos de usar apenas energia limpa, como Coca-Cola, Facebook, AbInBev e outras gigantes.

Atualmente, a companhia já tem cerca de 60 por cento de sua demanda atendida com geração renovável própria, proveniente de usinas hidrelétricas em sua maioria, nas quais possui participação acionária.

“A ideia seria chegar a 100 por cento, com o que falta vindo de energia eólica e solar”, disse a fonte, que falou sob a condição de anonimato.

A fonte não disse em quanto tempo a companhia pretenderia alcançar o objetivo.

Os custos com energia elétrica representaram 4,6 por cento do custo total dos produtos vendidos pela Vale em 2017, segundo o formulário de referência da companhia.

A Vale possui um parque gerador com 1,4 gigawatt em capacidade, por meio de participação em hidrelétricas e em uma joint venture em geração de energia junto à Cemig, a chamada Aliança Geração, que tem ativos hídricos e eólicos. A empresa ainda é sócia da hidrelétrica de Belo Monte, com 4,6 por cento de participação.

Além da capacidade de geração própria, a Vale também tem demonstrado um forte apetite pela compra de energia eólica e solar em contratos de longo prazo, disseram à Reuters duas fontes do setor de renováveis, que falaram sob a condição de anonimato porque não podem comentar sobre operações de clientes.

“Eles estão, sim, interessados em suprir a demanda com renováveis, com contratos de longo prazo”, afirmou uma das fontes.

“É um movimento que a gente tem visto em grandes empresas. Se você pegar as maiores empresas dos Estados Unidos, elas estão partindo para 100 por cento de renováveis e criando uma meta. A gente tem visto esse movimento começar aqui no Brasil, nas grandes empresas”, adicionou.

A estratégia faz sentido pelo apelo da sustentabilidade, que gera ganhos de imagem para as companhias, e pela forte queda dos custos da energia renovável no mercado brasileiro.

Os últimos leilões do governo para a contratação de projetos de geração tiveram os menores preços já registrados para a energia de usinas eólicas e solares, que ficaram inclusive abaixo dos valores praticados por hidrelétricas, a principal fonte de geração do Brasil.

Em seu formulário de referência, a Vale afirma que “a gestão e o fornecimento eficaz de energia no Brasil são prioridades para a Vale, dadas as incertezas associadas às mudanças no ambiente regulatório e os riscos de aumento nas tarifas”.

Procurada, a Vale recusou-se a comentar.

Mas o presidente da companhia, Fabio Schvartsman, disse em evento em São Paulo nesta semana que a companhia tem buscado participar do que chamou de “transformação energética”.

“Estamos trabalhando na transformação de toda energia que a companhia consome em energia renovável, especialmente a energia elétrica”, afirmou o executivo, citando como exemplo a adoção de veículos elétricos carregados com energia eólica e solar.

Na apresentação, no entanto, o executivo não fez menção a um cronograma para a adoção da energia renovável em todas as operações.
Fonte: Reuters
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 08/10/2018

USUPORT-RJ QUER CHEGAR A 30 ASSOCIADAS ATÉ FINAL DE 2018
Publicado em 10/08/2018 as 06:42 PM




A Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ) informou ter filiado oito empresas, totalizando 21 membros em seu quadro. A entidade pretende chegar a 30 associadas até o final do ano, com as negociações que estão em curso. Atualmente, estão associados 14 donos de cargas e outras sete empresas que não são donas de carga. A Usuport-RJ não divulgou a relação das novas associadas, aprovadas durante assembleia geral que ocorreu nesta semana.

Na ocasião, foram reconduzidos por mais dois anos: o diretor-presidente da associação, André de Seixas; o primeiro vice-presidente, Ildo Schneider; e a diretora-executiva, Euzi Duarte. Ulysses Martins Souza foi eleito para ser o segundo vice-presidente por dois anos. Também foram eleitos os membros do conselho fiscal e criado cargo de secretário para assuntos de transporte marítimo, que será ocupado por Abrahão Salomão (Posidonia Shipping). Todos esses nomes foram eleitos para mandatos de dois anos.

A diretoria acredita na atração de empresas a partir dos pleitos defendidos nos últimos anos e da agenda com temas locais e nacionais. “Buscamos associadas que se identifiquem com os objetivos da associação e que queiram ter a mesma postura que adotamos frente aos setores que atuamos. Queremos associadas guerreiras, que desejam ver o setor realmente regulado e equilibrado”, disse Seixas.
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 08/10/2018

CONTRATAÇÃO DE CRÉDITO NO 1º TRI DO PLANO SAFRA 2018/19 CRESCE 32%, DIZ GOVERNO
Publicado em 10/08/2018 as 06:42 PM

A contratação de crédito rural no primeiro trimestre de vigência do Plano Safra 2018/19, de julho a setembro, cresceu 32 por cento na comparação anual, para cerca de 50 bilhões de reais, com produtores demonstrando maior demanda pelos recursos viabilizados pelo governo, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.

Ao todo, foram realizadas pouco mais de 204 mil operações no período.

Para o secretário de Política Agrícola da pasta, Wilson Vaz de Araújo, a avaliação é positiva “em função da demanda muito superior à do ano passado”, em momento em que produtores de grãos e oleaginosas estão semeando a nova safra.

Segundo ele, o desempenho do crédito rural mostra que houve oferta oportuna de recursos e que os produtores rurais estão confiantes no seu negócio, investindo na atividade.

“É um indicativo que caminhamos para termos novamente uma boa safra em 2018/2019”, disse Vaz, em nota.

Conforme a pasta, a maior parte do desembolso se destinou a operações de custeio (29,8 bilhões de reais), seguidas pelas de comercialização (9,3 bilhões), programas de investimento (8,5 bilhões) e industrialização (2,5 bilhões).

O montante contratado representa 26 por cento de todos os quase 200 bilhões de reais em recursos disponibilizados pelo Plano Safra 2018/19, cujo anúncio ocorreu no início de junho.

A título de comparação, no primeiro trimestre do Plano Safra 2017/18 a contratação envolveu 20 por cento da quantidade ofertada, afirmou o Ministério da Agricultura.

O Ministério destacou ainda que o financiamento dos programas de investimento teve crescimento de 30,2 por cento no período.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 08/10/2018

EMPRESAS ALEMÃS TIRAM BRASIL DO RADAR DOS INVESTIMENTOS
Publicado em 10/08/2018 as 06:42 PM

Executivos de grandes companhias alemãs com presença local afirmaram à Folha que a piora no ambiente de negócios no Brasil, marcado por crescente complexidade tributária e burocracia acima da média, está levando suas matrizes a tirar o país do radar para investimentos.

As declarações foram feitas durante reunião da diretoria da AHK (Câmara de Comércio Brasil-Alemanha). Estavam presentes o embaixador alemão no Brasil, Georg Witschel, e o cônsul-geral alemão em São Paulo, Axel Zeidler.

Os executivos disseram que travas na economia brasileira fazem com que o país perca espaço para os asiáticos.

"A situação para nós nos últimos anos foi muito difícil. O Brasil está saindo do radar dos investimentos futuros, perdendo representatividade para a Ásia", disse Martin Duisberg, representante do DZ Bank no país e vice-presidente da câmara.

Segundo Duisberg, os 210 milhões de consumidores brasileiros, que sustentavam uma posição mais privilegiada do país no mapa global das apostas alemãs, já não são mais argumento para atrair investimentos internacionais.

A reclamação dos executivos é uníssona, e o motivo está no fato de que, além de as companhias terem perdido o mercado interno com o desaquecimento econômico nos últimos anos, também encontram barreiras para exportar.

"Para a indústria conseguir exportar, é preciso melhorar a competitividade das empresas. Há muitas causas que impedem isso aqui", disse Wolfram Anders, presidente da câmara e vice-presidente-executivo do grupo Robert Bosch na América Latina.

"A dificuldade em registrar normas técnicas e propriedade intelectual é uma delas, a complexidade tributária é outra."

Segundo Anders, a Bosch tem 39 funcionários no Brasil para cuidar de questões tributárias, enquanto na Espanha, que tem um faturamento semelhante, a companhia tem apenas cinco.

O embaixador alemão no Brasil disse que, apesar de haver acordos em andamento para simplificar o sistema, os processos estão muito lentos.

"O progresso do acordo do Mercosul com a União Europeia, em Montevidéu, foi limitado. Além disso, o Brasil precisa retomar a discussão sobre o acordo de bitributação com a Alemanha e pensar também nas negociações para ingressar na OCDE [Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico]."

No fim de maio de 2017, o Brasil formalizou pedido para se filiar à OCDE. A entrada no grupo deve impactar o sistema tributário nacional, como noticiou a Folha em fevereiro deste ano.

Esse incômodo dos executivos alemães com o sistema tributário brasileiro foi diagnosticado em pesquisa feita pela AHK no primeiro semestre deste ano.

Levantamento com 160 companhias mostrou que os impostos no Brasil, com 73%, lideram a lista de assuntos com maior grau de insatisfação.

Em segundo lugar aparece, com 59%, a preocupação com o endividamento dos cofres públicos.

Para os alemães, contudo, a complexidade de documentos não se limita somente a questões tributárias.

Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz no Brasil, disse que a burocracia no país impede que as empresas cresçam aqui.

"Para a nossa fábrica de Iracemápolis [a 168 km de São Paulo], demorou mais tempo para conseguirmos uma licença do que para a construção."

De acordo com o relatório Doing Business 2018, do Banco Mundial, o Brasil está em 170º lugar no ranking de 190 países na lista de facilidade de empresas em obter alvará de construção.

Os executivos também lembraram que a relação Brasil-Alemanha anda enfraquecida.

Em junho de 2017, a chanceler alemã, Angela Merkel, esteve na América Latina para fechar acordos comerciais e não passou pelo Brasil.

Depois, no mesmo mês, o presidente Michel Temer cancelou de última hora um almoço que teria com Merkel no encontro do G20, em Hamburgo, por causa de uma crise em seu governo.

Na época, Temer foi denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) pelo crime de corrupção passiva.

Em relação às eleições, a pesquisa feita pela AHK mostra que 92% dos executivos afirmaram que as decisões nas urnas podem ter impacto negativo em negócios locais.

Sobre o próximo governo, 100% disseram que a reforma da Previdência é prioritária. A reforma tributária e a educação de base são destaques para 96% e 91% dos executivos, respectivamente.

Para Schiemer, o próximo governo precisa instalar um ambiente de estabilidade e fazer profundas reformas, até mesmo no modelo político.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 08/10/2018

À ESPERA DE MAIS UM BOM ANO NO AGRONEGÓCIO, INDÚSTRIA DE MÁQUINAS REFAZ CÁLCULOS
Publicado em 10/08/2018 as 06:42 PM


A área recorde de plantio e a produção elevada de grãos deste ano aceleraram as vendas de máquinas agrícolas. As indústrias de implementos registraram aumento de vendas de 24% em colheitadeiras e de 8% em tratores neste ano, conforme dados de setembro da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A produção nacional de grãos ficou em 228 milhões de toneladas na safra 2017/18, e alguns produtos, como soja e algodão, fizeram a diferença para o setor de máquinas.

A expansão de 1,3 milhão de hectares de plantio apenas na soja criou uma necessidade da compra de mais tratores e colheitadeiras pelos produtores. O algodão, cuja expansão de área foi de 25% neste ano, em relação ao anterior, puxou a vendas das colhedoras.

Área maior de plantio trouxe também produção recorde para as duas culturas. Os sojicultores colocaram 119 milhões de toneladas de soja nos armazéns, enquanto os de algodão colheram 2 milhões de toneladas de pluma, conforme os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Essa produção elevada em período de preços bons resultou em uma garantia de renda para os produtores. Os de soja obtiveram um Valor Bruto de Produção de R$ 140 bilhões no ano, enquanto os de algodão, R$ 34 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura.

Apesar de toda a crise econômica do país, o agronegócio vai bem. Com isso, a Anfavea refez os cálculos de produção de máquinas agrícolas para 61 mil unidades em 2018, um número 15% maior do que o de 2017. Na avaliação da associação, as vendas internas vão atingir 47 mil unidades, superando em 11% as do ano passado.

Boa parte dessa expectativa de evolução a Anfavea credita também aos últimos meses do ano, período de plantio da safra 2018/19. Pelas estimativas atuais das consultorias especializadas, área e produção voltam a crescer na safra 2018/19. Pelo menos nos casos de soja e de algodão, produtos que deixaram os produtores capitalizados neste ano devido aos bons preços dessas commodities e à variação cambial favorável.

Exportações O Brasil deverá exportar 79 milhões de toneladas de soja na safra 2019/20 (de fevereiro de 2019 a janeiro de 2020), segundo cálculos da Safras & Mercado.

Próximo O volume estimado para a safra 2019/20 fica próximo do que o país exportará em 2018/19, segundo a agência Safras.

Leite O Rabobank espera uma redução de 1% na produção brasileira de 2018 em relação à de 2017. A demanda termina o ano estável.

2019 Custos elevados e margens estreitas ficaram evidentes para os produtores mundiais recentemente. Esse cenário deverá persistir no próximo ano, estima o banco.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 08/10/2018

PETROBRAS REDUZ EM 1,21% PREÇO DA GASOLINA
Publicado em 10/08/2018 as 06:41 PM

Por Alessandra Saraiva | Valor

RIO - Após manter o preço da gasolina inalterado por mais de uma semana, a Petrobras voltou nesta segundafeira a promover um ajuste, com redução de 1,21% no preço do combustível nas refinarias. Com isso, o preço do litro passará de R$ 2,2159 para R$ 2,1889 entre hoje e amanhã. O último reajuste ocorrido foi quando a empresa diminuiu em 0,99% o preço em 27 de setembro.

Quanto ao diesel, a Petrobras informou no fim de setembro que o preço médio do produto nas refinarias passaria de R$ 2,2964 por litro para R$ 2,3606 a partir de 30 de setembro -- um aumento de 2,8%. Esse valor está inserido no âmbito do terceiro período da terceira fase do programa de subvenção econômica do diesel, com duração até 29 de outubro.

Também no fim de setembro, a Petrobras comunicou que o preço foi estabelecido conforme metodologia estabelecida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em resolução de agosto deste ano.

O programa de subvenção ao diesel foi criado pelo governo após a greve dos caminhoneiros, no fim de maio. Uma das principais reivindicações da categoria era redução no preço do diesel.

A Petrobras adota novo formato na política de ajuste de preços desde 3 de julho de 2017. Pela nova metodologia, os reajustes acontecem com maior periodicidade, inclusive diariamente. Em março deste ano, a empresa mudou sua forma de reajustes, e passou a divulgar preços do litro da gasolina e do diesel vendidos pela companhia nas refinarias -- e não mais os percentuais de reajuste.

Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina comercializada nas refinarias acumula alta de 66,55% e o do diesel, elevação de 74,21%.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 08/10/2018

PETROBRAS ATINGE MAIOR VALOR DE MERCADO DESDE ANTES DA GREVE
Publicado em 10/08/2018 as 06:41 PM

Por Victor Aguiar | Valor



SÃO PAULO - Os ganhos acumulados pelas ações da Petrobras ao longo do mês, incluindo a forte valorização vista nesta segunda-feira (8), elevaram o valor de mercado da empresa para R$ 358,5 bilhões, maior cifra desde 18 de maio, data anterior ao início da greve dos caminhoneiros. Na ocasião, a estatal havia encerrado o dia com valor de mercado de R$ 368,1 bilhões.

Somente em outubro, Petrobras PN acumula ganho de 23,4%, enquanto Petrobras ON avança 18,1%. No momento, os papéis preferenciais sobem 8,56%, a R$ 26,03, enquanto as ações ordinárias têm valorização de 7,5%, a R$ 28,66, na esteira dos resultados do primeiro turno das eleições presidenciais.

A escalada das ações da Petrobras também fez com que a empresa assumisse o posto de companhia com maior valor de mercado do Ibovespa. Já no fechamento do pregão do último dia 3, a estatal ultrapassou a Vale e chegou à liderança do ranking, com o Itaú Unibanco em terceiro lugar.

Desde então, a Petrobras ampliou a distância e, hoje, o Itaú ultrapassou a Vale. No momento, o top 3 em valor de mercado do Ibovespa é composto por Petrobras (R$ 358,5 bilhões), Itaú Unibanco (R$ 301,4 bilhões) e Vale (R$ 299,1 bilhões). Ambev, com R$ 284,1 bilhões, e Bradesco, com R$ 207,6 bilhões, aparecem em sequência. (Victor Aguiar | Valor)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 08/10/2018

CRISE ARGENTINA REDUZ PRODUÇÃO DE CARROS NO BRASIL
Publicado em 10/08/2018 as 06:41 PM

A crise argentina e a consequente queda nas encomendas de veículos fabricados no Brasil levaram as montadoras a reverem a previsão de alta na produção neste ano de 11,9% para 11,1%, para 3 milhões de unidades. Fábricas já dão férias coletivas em razão do corte nas vendas externas.

O número só não é menor porque o mercado interno está se recuperando mais rapidamente do que o setor previa no início do ano e deve crescer 13,7% (para 2,564 milhões de unidades), dois pontos porcentuais acima do esperado anteriormente no comparativo com 2017, quando foram vendidos 2,239 milhões de veículos, incluindo caminhões e ônibus.

Vendas de carros

A crise argentina levaram as montadoras a reverem a previsão de alta na produção neste ano de 11,9% para 11,1%. Foto: José Patrício/Estadão

“Os bancos voltaram a liberar crédito, os juros estão razoáveis e há mais confiança por parte dos consumidores, pois a economia está um pouco descolada da política”, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale. “Pena que as exportações não estão numa boa fase.”

O setor iniciou o ano com expectativa de exportação recorde de 800 mil veículos, volume reduzido a 766 mil no meio do ano e, agora, a 700 mil unidades, 8,6% a menos ante 2017.

De janeiro a setembro, as exportações para a Argentina caíram 8%, somando 363,1 mil unidades. O México, segundo maior mercado do País, também reduziu suas compras à metade, para 34,9 mil unidades.

Também importaram menos no período Uruguai, Peru, enquanto Colômbia manteve volume estável. Já o Chile comprou 22% a mais que em 2017, num total de 31,4 mil veículos.

Férias

A queda nas entregas para a Argentina, que tradicionalmente responde por 70% das vendas externas de carros brasileiros, está levando montadoras a adotarem medidas de corte de produção. Na segunda-feira, por exemplo, a Volkswagen vai suspender um turno de trabalho e colocar em férias coletivas por até 30 dias 1,8 mil funcionários da fábrica Anchieta. A empresa já tinha adotado essa medida em agosto no ABC e na filial de Taubaté (SP).

Até setembro, as exportações do setor caíram 8% (para 524,3 mil unidades). Só em setembro houve recuo de 34,5% em relação a igual mês de 2017. As vendas internas cresceram 14% (1,84 milhão) e a produção 10,5% (2,19 milhões).
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 08/10/2018

BNDES REDUZ EXIGÊNCIA DE CONTEÚDO NACIONAL
Publicado em 10/08/2018 as 06:41 PM

Em meio às mudanças em sua política de atuação, o BNDES vai adotar, a partir de dezembro, uma nova metodologia para calcular o conteúdo nacional das máquinas e equipamentos que podem ser comprados com financiamento da instituição. A exigência de conteúdo local nos produtos cairá dos atuais 60% para 30%. Isso significa, por exemplo, que, para uma máquina ser comprada com recursos do BNDES, ela terá que ter pelo menos 30% de componentes, serviços e mão de obra nacionais.

Hoje, a metodologia foca apenas nas matérias-primas. As novas regras levarão em conta características dos fabricantes, como esforço de inovação e exportação.

Segundo o superintendente de Planejamento Estratégico do BNDES, Maurício Neves, será a maior mudança de regras de conteúdo local da história do banco. A nova metodologia começará a valer em 3 de dezembro, quando o Índice de Nacionalização (IN), criado em 1973, será trocado pelo Índice de Credenciamento (IC).

Para evitar soluços na transição, os cerca de 38 mil produtos credenciados atualmente, por aproximadamente 4,8 mil empresas, manterão seu status, conforme as regras ainda vigentes. Segundo Neves, entre 2015 e 2017, o BNDES fez o recredenciamento dos produtos, levantando dados necessários para testar a nova metodologia de conteúdo local.

O objetivo do credenciamento conforme o conteúdo local sempre foi garantir que o crédito do BNDES, cujos recursos vêm da receita de tributos, fosse direcionado para a indústria nacional. Quando uma empresa toma crédito no banco para investir em maquinário, caminhões ou ônibus, só pode adquirir bens que estejam na lista de credenciados. Para um bem de capital entrar na lista, o fabricante precisa comprovar o conteúdo nacional mínimo.

Hoje, o BNDES exige que os produtos da lista tenham pelo menos 60% de matérias-primas nacionais, tanto em valor quanto em peso. Na nova metodologia, a exigência de conteúdo local do bem em si cairá para 30%. A medida, em valores, será feita pelo Índice de Estrutura de Produto (IEP), que inclui mão de obra direta e serviços.

Apesar da redução de exigência no produto em si, o Índice de Credenciamento (IC) terá de ser de 50%. O novo indicador é formado pela soma do IEP com cinco itens qualitativos: conteúdo tecnológico do produto, esforço de inovação, nível de exportações, nível de qualificação técnica dos funcionários de toda a empresa (não apenas a mão de obra direta usada no produto) e o valor adicionado.

“Um ponto positivo é a flexibilidade que a nova metodologia traz para que as empresas possam optar por caminhos de credenciamento vinculados à sua estratégia”, afirmou Neves.

Flexibilidade

Uma empresa que hoje tenha produtos com 60% de matérias-primas nacionais apenas para cumprir a exigência do BNDES poderá ampliar o uso de insumos importados e compensar isso com os itens qualificadores. Para Neves, a nova metodologia permitirá aumento da competitividade das empresas e crescimento do número de bens de capital credenciados, ampliando a competição. O resultado poderá ser redução de preços para o cliente final.

“Será melhor, porque (a nova metodologia) consegue mensurar esse esforço que as empresas fazem em inovação, que é intangível”, disse Giselle Rezende, gerente de financiamento da Abimaq, entidade que representa os fabricantes de máquinas e equipamentos.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 08/10/2018

SÃO PAULO SE DESTACA POR CUSTO MENOR E INFRAESTRUTURA
Publicado em 10/08/2018 as 06:41 PM

Capital paulista terá 200 feiras este ano contra 30 no Rio, onde a rede hoteleira teve ocupação de apenas 46% no 1º semestre
O Globo8 Oct 2018(J.S.N. e G.C.)

Acidade de São Paulo é líder em eventos no país, segundo a SP Turis, órgão municipal de turismo. Em 2017, foram 311 congressos e convenções. Considerando simpósios e outros encontros, foram 1.343 eventos na cidade, atraindo 19 milhões de visitantes.

A oferta robusta de infraestrutura, logística e segurança explica a maior competitividade de São Paulo, diz Armando de Campos Mello, presidente da União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe), citando que a cidade tem quase três vezes mais áreas de pavilhões para feiras do que o Rio:

—São Paulo também é maior em prestadores de serviços no setor, derrubando o custo final. Além disso, o seguro da carga e o frete para transporte das mercadorias por caminhão é mais alto para o Rio.

Nick Owen, da Informa Exhibitions, que organiza feiras como aFeimec, de máquinas e equipamentos, destaca a importância da logística:

—Acidade tem três aeroportos, além do Porto de Santos, oqueéfund amental para transportar máquinas e equipamentos que expositores trazem para apresentação.

Segundo a Ubrafe, a capital paulista terá 200 feiras em grandes pavilhões este ano, contra 30 no Rio. Em São Paulo, elas movimentam R$ 16,3 bilhões por ano, atraindo mais de oito milhões de visitantes.

O Riocentro recebe 120 eventos por ano, mas não informou quantos deles são feiras com vendas de produtos.

Do ponto de vista da hotelaria, o Rio leva vantagem.

— O turismo de negócios é vital para levantar a ocupação. No Rio, a taxa ficou em 46% no primeiro semestre. Há cinco estrelas com diária a US$ 100. Há hotéis de qualidade e a baixo custo —destaca Alfredo Lopes, da ABIH-RJ, que reúne os hotéis cariocas.

Para Michael Nagy, diretor do Rio Convention & Visitors Bureau, o setor precisa de um plano estratégico:

— O Rio precisa criar um ambiente de negócios mais competitivo. Eventos impactam 52 segmentos da economia. É emprego e renda. Temos 311 congressos captados até 2022, que vão movimentar R$ 4,2 bilhões na cidade.

Rodrigo Castro, da recémcriada Subsecretaria de Promoção de Eventos do Rio, diz já haver avanços:

—Com acrise, a prefeitura não pode aportar patrocínio direto, mas melhorar condições, isentar taxas. Passamos a ajudaras empresas a captar recursos, co moestamos fazendo coma Árvore de Natal da Lagoa eoIronman.

A criação do Carioca Digital, plataforma on-line que reúne oito órgãos municipais, diz Castro, reduziu o prazo para licenciamento de eventos em dois a três meses.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 08/10/2018

ANTAQ - TURMA DO VALDEMAR
Publicado em 10/08/2018 as 06:40 PM

Autor:        LAURO JARDIM - oglobo.com/laurojardim

Indicado ao cargo em abril pelo notório Valdemar Costa Neto, o diretor-geral da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), Mário Povia, é formalmente investigado pelo MPF e pelo TCU. Já foi chamado a depor. É acusado formalmente de improbidade. A suspeita é de favorecimento a empresas do setor de cabotagem.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 08/10/2018

‘O BRASIL SÓ NÃO SERÁ INFLUENTE SE NÃO QUISER’
Publicado em 10/08/2018 as 06:40 PM

Para organizador de coletânea de ensaios escritos por planejadores de política externa, unilateralismo dos mais fortes não tem sido eficaz
O Globo8 Oct 2018ELIANE OLIVEIRA elianeo@bsb.oglobo.com.br


DON EMMERT/AFP/25-9-2018
Foro global. Países reunidos na Assembleia Geral da ONU: para Belli, nenhuma solução para desafios globais prescinde da participação dos emergentes

Distanciados das atividades diárias e de curto prazo do Itamaraty para olhar tendências e antecipar riscos, os diplomatas brasileiros Benoni Belli e Filipe Nasser decidiram organizar uma coletânea inédita de ensaios escritos por planejadores de política externa de 19 países, incluindo eles próprios, do Brasil, além de China, Estados Unidos, Turquia, Itália, Alemanha, Estados Unidos e Argentina, entre outros. O resultado foi um livro de quase 400 páginas, com o título “The Road Ahead. The 21st Century World Order in the Eyes of Policy Planners” (O caminho à frente: a ordem mundial no século XXI na visão dos planejadores de políticas), lançado apenas em inglês. “O multilateralismo está em crise justamente no momento em que mais precisamos dele”, afirma Benoni Belli, em entrevista ao GLOBO.

Qual foi a principal razão que o levou a organizar esse livro?

Ainda não havia disponível uma coletânea de ensaios de planejadores de política externa, que são funcionários encarregados de olhar tendências e antecipar riscos. Atravessamos um momento de transição no mundo, e por isso há muitas dúvidas sobre o que nos reserva o futuro. Estávamos em busca de respostas, mas terminamos com mais perguntas.

Em qual a direção o livro aponta?

Há sinais preocupantes, com o aumento das tensões entre grandes potências e um descompromisso com regras multilaterais por parte de atores influentes. Esse diagnóstico coincide com a constatação de que os problemas da atualidade — como migrações, meio ambiente, crimes transnacionais, comércio, entre outros — demandam soluções negociadas. O paradoxo é que o multilateralismo está em crise justamente no momento em que mais precisamos dele.

E qual seria a solução?

O mundo hoje é crescentemente multipolar. Para alguns, isso leva a uma reação das potências estabelecidas, que veriam novos polos de poder como ameaça. Para outros, a culpa pela instabilidade seria de alguns desses emergentes, que teriam posturas agressivas. A maioria dos autores do livro, porém, defende a diplomacia como forma de encontrar soluções comuns e cooperativas.

E como é possível gerar o entendimento em meio a tantos desencontros?

Os países emergentes, como o Brasil, querem lugar à mesa de negociações, mas certas potências se apegam a seus privilégios. Há também um sentimento em algumas sociedades de que a globalização é responsável pelas dificuldades. A incapacidade dos sistemas de representação de dar respostas construtivas a esse sentimento gerou frustrações, que levam ao protecionismo e à xenofobia. A solução passaria por reformas nas instituições para dar mais peso aos emergentes, além de compromisso renovado com o multilateralismo.

Há certa melancolia no seu artigo. Por que esse sentimento?

Não diria melancolia, mas realismo. Não douramos a pílula. Se nada for feito para mudar a trajetória de elevação da temperatura do planeta, por exemplo, o Brasil sofrerá prejuízos sérios à agricultura. O crescimento a qualquer custo tende a matar a galinha dos ovos de ouro. Essa lógica vale também para outros temas que afetam o bem-estar, a saúde e a segurança da população. Fiéis à tradição diplomática brasileira, fazemos uma ode ao multilateralismo como forma de moldar o futuro. Queremos a multipolaridade regida pelo multilateralismo.

Como angariar apoio da população e dos líderes que querem ver resultados rápidos?

Devemos ressaltar as vantagens de uma ordem internacional baseada em regras. As instituições criadas no pós-guerra nunca foram perfeitas, mas evitaram uma guerra mundial. A OMC (Organização Mundial do Comércio), apesar dos defeitos, injetou mais previsibilidade nas relações comerciais. Os padrões de direitos humanos, mesmo desrespeitados em muitos quadrantes, ajudam a proteger os vulneráveis. A oposição a essa ordem corrói os parâmetros para a convivência regrada e impede soluções duradouras.

Por que os países emergentes perderam espaço ultimamente?

Tanto a tensão entre grandes potências quanto a reação antiglobalização estreitaram o campo da ação multilateral, espaço preferido por esses países. Mas o unilateralismo dos mais fortes não tem sido eficaz. Quando vemos a ameaça de uma guerra comercial, o espaço da racionalidade se reduz para todos e o risco de caos aumenta. Nenhuma solução para desafios globais prescinde da participação dos emergentes, como demonstrou a resposta à crise financeira de 2008.

Como o Brasil se encontra no atual cenário?

O Brasil é o maior país da América Latina em população, território e PIB. Só não seremos influentes se não quisermos. Apesar das dificuldades internas, o Brasil é um país incontornável na maioria dos temas internacionais.

Poderia dar exemplo de tema em que o Brasil é incontornável? A integração regional não está comprometida com a crise na Venezuela?

Seria inconcebível decisão internacional sobre mudança do clima sem o Brasil. No ano passado, lideramos a adoção de um tratado pioneiro de proibição de armas nucleares. Não se pode falar em governança da Internet sem ouvir o que temos a dizer. Apesar da ainda reduzida participação brasileira no comércio global, o Brasil é central nas discussões na OMC. Mesmo com a crise na Venezuela, a integração regional não parou. O Mercosul foi redinamizado, tanto na sua agenda interna quanto na agenda de negociações externas.

Quais os principais desafios internacionais do presidente que assumirá em 1º de janeiro de 2019?

Você tocou no principal na região: a crise na Venezuela. O protecionismo de alguns aconselha seguir apostando na diversificação de mercados. A competição econômica tende a se tornar mais acirrada, o que torna mais urgente atrair investimentos para modernizar nossa infraestrutura e aumentar a competitividade. As mudanças tecnológicas terão impacto na formação da mão de obra, segurança cibernética, proteção de dados, inteligência artificial. Temas ambientais e de recursos hídricos passam a ocupar lugar central na agenda. As tensões geopolíticas podem afetar rotas marítimas e desorganizar cadeias produtivas, com impacto sobre nossos interesses.

“A incapacidade dos sistemas de representação de dar respostas construtivas gerou frustrações, que levam ao protecionismo e à xenofobia”
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 08/10/2018

CADE APROVA SEM RESTRIÇÕES COMPRA DE FATIA NA GRAN COFFEE PELA CAFÉ DO BRASIL
Publicado em 10/08/2018 as 06:40 PM

Empresa passará a deter 75% do capital social da Gran Coffee, que atua na comercialização de café, bebidas quentes e alimentos.
Por Reuters


Compra de fatia da Gran Coffee pela Café do Brasil foi aprovada pelo Cade — Foto: Divulgação/Gran Coffee

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição pela Café do Brasil de uma fatia de 25% na Gran Coffee, conforme despacho no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8).

Com a operação, a Café do Brasil, uma holding controlada pelo Pátria Brazilian Private Equity Fund IV (FIP Pátria IV), passará a deter 75% do capital social da Gran Coffee, que atua na comercialização de café, bebidas quentes e alimentos.

A Gran Coffee também atua fornecendo insumos e produtos para uso nas máquinas de autosserviço, assim como na distribuição de cápsulas de café da linha profissional "B2B" da marca Nespresso em diversas regiões do país.

Em seu parecer, o Cade destacou que, para a Café do Brasil, a operação se justifica para ampliar sua posição na Gran Coffee e a exposição do FIP Pátria IV no setor de "vending machines", "gerando melhores resultados para seus investidores".

"Além da presente análise revelar que a Operação não gera impactos concorrenciais significativos, constata-se que a relação horizontal e vertical é pré-existente à operação em tela, com reforço de participação societária da Café do Brasil, pertencente ao FIP Pátria IV, na empresa objeto", afirmou o órgão antitruste.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 08/10/2018

DÓLAR FECHA EM FORTE QUEDA COM RESULTADO DO 1º TURNO
Publicado em 10/08/2018 as 06:40 PM


Moeda norte-americana recuou mais de 2,31% nesta segunda e alcançou o patamar mais baixo em dois meses.
Por G1


dólar — Foto: Reuters dólar — Foto: Reuters

O dólar fechou em forte queda nesta segunda-feira (8), após os resultados das eleições realizadas no domingo.

A moeda norte-americana caiu 2,31%, vendida a R$ 3,7658. É o patamar mais em dois meses. Na mínima do dia, atingiu R$ 3,7095 (menor cotação desde agosto), e na máxima, R$ 3,7809. Veja mais cotações.

O resultado das eleições causou euforia entre os investidores, levando o principal índice da bolsa brasileira, a B3, a subir mais de 5%, acima de 86 mil pontos.

O dólar turismo era negociado a R$ 3,91, sem considerar a cobrança de IOF (tributo).

"Parte da animação do mercado advém na renovação do Congresso. Essa renovação, independentemente da sigla partidária, dá esperança ao povo", disse à Reuters o diretor de operações da Mirae, Pablo Syper, para quem, no entanto, a volatilidade deve continuar alta até o desfecho das eleições, com as pesquisas ainda ditando o humor do mercado.

O mercado doméstico operou na contramão do exterior, onde o dólar subia ante a cesta de moedas e ante as divisas de países emergentes.

O Banco Central ofertou e vendeu integralmente nesta sessão 7,7 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 2,310 bilhões do total de US$ 8,027 bilhões que vence em novembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Na última sessão, antes do primeiro turno, o dólar fechou em queda de 1,01%, vendido a R$ 3,8547. Na semana passada, o dólar acumulou queda de 4,53%. Já no ano, a moeda tem valorização acumulada de 16,33%.

Ajustes nas perspectivas
Desde agosto, a moeda norte-americana vinha se mantendo acima de R$ 4, em meio a incertezas sobre o cenário eleitoral e também ao cenário externo mais turbulento, o que fez aumentar a procura por proteção em dólar.

A expectativa de que a cautela iria predominar nos mercados foi substituída por ajuste de posições nos últimos pregões, em meio ao resultado das últimas pesquisas eleitorais antes do 1º turno.

O mercado prefere candidatos com viés mais reformista e entende que aqueles com viés mais à esquerda não se enquadram nesse perfil. E, com o resultado das eleições, o mercado entende que o país poderá ser governado por alguém com o perfil adequado à sua preferência.

As flutuações costumam ocorrer conforme cresce a procura pelo dólar ou oferta: se os investidores veem um futuro mais incerto ou arriscado, buscam comprar dólares como um investimento considerado seguro. E quanto mais interessados no dólar, mais caro ele fica.

Outro fator que pressiona o câmbio é a elevação das taxas básicas de juros nas economias avançadas como Estados Unidos e União Europeia, o que incentiva a retirada de dólares dos países emergentes. O mercado tem monitorado ainda a guerra comercial entre Estados Unidos e seus parceiros comerciais e a crise em países como Argentina e Turquia.

A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,89 por dólar, segundo previsão de analistas de instituições financeiras divulgada por meio de boletim de mercado pelo Banco Central nesta segunda. Para o fechamento de 2019, ficou estável em R$ 3,83 por dólar.
"A energia cara está de volta em um momento ruim para a economia global", acrescentou.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 08/10/2018

ANTAQ DISPONIBILIZARÁ APLICATIVO DE FISCALIZAÇÃO PARA DISPOSITIVOS MÓVEIS
Publicado em 10/08/2018 as 06:40 PM

Inovadora ferramenta será utilizada pelos 201 fiscais da Agência em todo o território nacional

A ANTAQ disponibilizará para seus 201 fiscais, a partir de 8 de outubro, um aplicativo para dispositivos móveis (smartphones/tablets) que utilizem o sistema operacional Android para ser aplicado durante as fiscalizações em campo. Trata-se do SFIS Mobile, cujo objetivo é otimizar e dar maior segurança aos dados colhidos durante o trabalho de fiscalização, uma vez que será feito via sistema, de modo online.


Aplicativo para a fiscalização: moderna prática regulatória

O aplicativo permitirá uma série de facilidades para o servidor da Agência durante a fiscalização, como a importação das informações das empresas autorizadas; a integração com os bancos de dados da Agência, a  possibilidade da realização de procedimentos fiscalizatórios de rotina e do Plano Anual de Fiscalização de maneira integrada, bem como a geração automática de notificações e autos de infração para envio imediato ao regulado.

Além disso, o SFIS Mobile oferecerá ao fiscal outras praticidades como inserir dados off-line (quando não houver sinal de internet), permitir a inserção de fotos e o preenchimento de check-list dos procedimentos fiscalizatórios, bem como a emissão de relatórios básicos de fiscalização. “Este aplicativo é mais uma ferramenta que vai ao encontro do pensamento desta Diretoria, que é de trabalhar para oferecer ao seu corpo técnico e à sociedade modernas práticas regulatórias, baseando-se nos princípios da governança, da transparência e da prestação do serviço adequado”, ressalta o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia.

A superintendente de Fiscalização e Coordenação das Unidades Regionais da ANTAQ, Flávia Takafashi, explica que o sistema foi desenvolvido internamente pela Secretaria de Tecnologia da Informação e pela Superintendência de Fiscalização por meio de sua Gerência de Planejamento e Inteligência, e lista os benefícios do aplicativo: “Melhoria na coleta de informações durante os procedimentos fiscalizatórios, maior precisão no resultado das fiscalizações, bem como maior agilidade no preenchimento dos dados e na confiabilidade dos procedimentos fiscalizatórios”.

A superintendente ressalta outras vantagens do aplicativo. Segundo Flávia Takafashi, a partir do preenchimento online dos dados da fiscalização, será possível dar ciência ao regulado do resultado da fiscalização com maior agilidade. E mais: uma fiscalização realizada de forma online permite menos erros de informações, já que os dados serão preenchidos no momento em que estiver ocorrendo os procedimentos fiscalizatórios.

Com o SFIS Mobile, a ANTAQ espera reduzir o tempo de tramitação dos processos de fiscalização em 20%. “Nossa média de prazo em 2017 foi de 95 dias. A expectativa é de que se reduza esse tempo para, em média, 76 dias”, acredita a superintendente.

Para o secretário de Tecnologia da Informação da ANTAQ, Gustavo Silva, com a nova ferramenta tecnológica, haverá maior segurança nas informações obtidas durante a fiscalização, uma vez que os dados serão inseridos no sistema automaticamente durante os procedimentos fiscalizatórios. Além disso, o resultado será mais ágil, já que as notificações e autos de infração poderão ser emitidos durante o procedimento. Ou seja, o fiscal não terá que voltar ao escritório para finalizar o procedimento fiscalizatório.

“Em relação aos entes regulados, a resposta dos resultados da fiscalização será mais ágil e mais clara. Consequentemente, uma fiscalização mais eficiente trará evidentes benefícios para os usuários que utilizam os serviços prestados regulados pela ANTAQ.”

A ANTAQ reitera que o desenvolvimento do aplicativo é harmônico em relação ao Planejamento Estratégico da Agência e atende a alguns de seus objetivos, quais sejam, garantir a efetividade das atividades de regulação; promover o desenvolvimento do setor regulado com sustentabilidade ambiental; prover soluções de TI alinhadas às estratégias da ANTAQ, entre outros.

Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 08/10/2018

ANTAQ APRESENTA MODELO DE SISTEMA INFORMATIZADO DE NAVEGAÇÃO
Publicado em 10/08/2018 as 06:39 PM



Segundo Povia, objetivo do SDN é conhecer o setor e não controlar preços (Foto: Divulgação/AT)

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) apresentou nessa quinta-feira (4), a representantes do mercado, o modelo de Apoio Portuário do Sistema de Desempenho da Navegação (SDN).

A exposição ocorreu na sede do órgão, em Brasília, e foi feita pelo gerente de Regulação da Navegação Marítima, Rodrigo Trajano (na foto). O SDN é um sistema informatizado da Antaq, destinado a receber, pela web, informações técnicas e operacionais – sobre a frota, as atividades realizadas e os valores cobrados – a serem prestadas pelas empresas brasileiras de navegação.

Segundo a Antaq, desde essa quinta-feira (04) até o próximo dia 26, o SDN é submetido a uma fase de teste, na qual o módulo do Apoio Portuário pode ser usado. O objetivo é disponibilizar, com este acesso, uma maneira para que a iniciativa privada envie sugestões para melhorias e para que ela tenha prévio conhecimento da ferramenta. O diretor-geral da Antaq, Mário Povia, pediu que o setor regulado envie sugestões para que a agência incremente a ferramenta tecnológica. E destacou que o objetivo do SDN é conhecer o setor “e não controlar preços. Nossa defesa é por uma política de preços livres em quaisquer instâncias. Esse é o modelo que julgamos adequado”.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 08/10/2018

PORTO TEM QUEDA NO MOVIMENTO DE NAVIOS EM AGOSTO
Publicado em 10/08/2018 as 06:39 PM

No total, número é 7,5% menor do que no mês
DA REDAÇÃO


Média de tonelagem operada por navio – aumentou 9,69% e 2,84% (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O movimento de navios no Porto de Santos, em agosto, apresentou uma queda de 7,5%. No total, escalaram no complexo 393 embarcações. Na análise dos oito primeiros meses do ano, porém, houve uma alta de 0,9% – foram 3247 navios. Os dados são da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A consignação média – a média de tonelagem operada por navio – aumentou 9,69% e 2,84%, nos totais mensal e acumulado, respectivamente. Segundo o órgão, esses índices são um reflexo de melhores condições de calado para navegação.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 08/10/2018

FÓRUM EM SANTOS DISCUTIRÁ SEGURANÇA PORTUÁRIA
Publicado em 10/08/2018 as 06:39 PM


Tema central será Atmosferas Explosivas: Segurança eciente, da prevenção à ação
DA REDAÇÃO


Evento é destinado a empresários, executivos de engenharia e técnicos (Foto: AFP)

A Engemon, empresa brasileira focada em engenharia e tecnologia, em parceria com a Alpha Equipamentos Elétricos, realizará o Fórum de Segurança em Atmosferas Explosivas na próxima quarta-feira, das 14 horas às 18h30, no Parque Balneário Hotel, em Santos.

O tema central será Atmosferas Explosivas: Segurança eficiente, da prevenção à ação. O evento é destinado a empresários, executivos de engenharia e técnicos de Santos e região. Para se inscrever, os interessados devem enviar um e-mail para marketing.sthefanie@alpha-ex.com.br com nome, cargo, número de RG e empresa. Segundo a organização, as vagas são limitadas.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 08/10/2018

ESTUDANTE CHINESA PESQUISA OPERAÇÕES DO CAIS SANTISTA
Publicado em 10/08/2018 as 06:38 PM

Jie Luo, de 21 anos, é a primeira estrangeira a fazer intercâmbio no Senai de Santos


Jie escreverá um artigo sobre as diferenças entre terminais portuários dos dois países (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Uma comparação entre o maior porto da América Latina e o mais importante complexo portuário da China é o objeto do estudo de uma universitária chinesa que passou os últimos três meses conhecendo as rotinas portuárias de Santos.

Aluna do curso de Gestão de Logística da Universidade Marítima de Xangai, Jie Luo, de 21 anos, é a primeira estrangeira a fazer intercâmbio no Senai de Santos, onde desenvolveu uma pesquisa que se transformará, em breve, em um artigo sobre as diferenças entre terminais portuários dos dois países.

Na primeira etapa dos estudos no Brasil, Jie teve contato com os alunos do curso técnicos de Portos do Senai.

“Ela tinha muita curiosidade de saber como era o funcionamento do Porto aqui, como era a parte governamental e também da questão dos costumes do Brasil. Então, ela fez uma apresentação para nossos alunos, que também prepararam uma outra para ela sobre nossa região”, conta a professora Samatha Roveri, que foi uma espécie de tutora da chinesa durante o período em que ela esteve em Santos.

Mas foi com o grupo de estudantes universitários do curso superior de Automação Industrial do Senai que ela deu início às pesquisas de comparação entre o cais de Xangai e o complexo portuário santista, com o foco na produção e na tecnologia. “Pelo tamanho do Porto, não foi possível fazer o trabalho do área portuária inteira. Ela selecionou um determinado terminal de Xangai e comparou com a Brasil Terminal Portuário (BTP)”, explicou o coordenador de atividades técnicas do Senai, Marcelo Saraiva Coelho.

A intercambista visitou, além de outros terminais do cais santista, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Praticagem de São Paulo. O resultado dos três meses de estudo no Brasil deve virar um artigo, que está sendo finalizado por Jie.

A diferença cultural despertou a curiosidade da jovem, mas o que mais chamou a atenção dela foi a forma do aprendizado praticado aqui. “Na China, temos acesso a muito conhecimento tecnológico, mas boa parte dele vem dos livros. Aqui foi muito importante eu ver, no local, as diferenças entre os dois portos nas visitas que fiz”, afirma a intercambista.

O contato com a estudante asiática serviu para reforçar, entre os alunos do Senai, a importância de ter o domínio do inglês para as atividades portuárias.

Turismo

A estadia da chinesa em Santos, que chega ao fim hoje, não se resumiu só aos estudos. Nos três meses em que permaneceu no Brasil, ela aproveitou para conhecer algumas das paisagens do País. “Fui à Foz do Iguaçu e também ao Rio de Janeiro, mas o que mais me impressionou foi o Rio Amazonas. Aquilo é incrível, de uma beleza que será uma recordação que vou levar para o resto da vida”, empolga-se.

Ampliando o intercâmbio

A experiência da primeira intercambista foi tão positiva para o Senai Santos, que a unidade já estuda ampliar a parceria com a Associação Brasileira de Intercâmbio Profissional e Estudantil (Abipe), que desenvolve o programa do Iaste (sigla do inglês International Association for the Exchange of Students for Technical Experience).

“Queremos trazer para o Senai de Cubatão um estagiário de siderurgia, aqui, outro na área de automação de algum país referência na área portuária, como a Holanda. Pretendemos ampliar essa ação que foi bem interessante”, afirmou Getúlio Rocha Júnior, diretor da unidade
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 08/10/2018

CONSELHO APROVA A ABERTURA DE ESTUDO PARA TOMBAR PROF.
Publicado em 10/08/2018 as 06:38 PM

Besnard Ícone da pesquisa marinha no Brasil permanece no Porto de Santos
EGLE CISTERNA ENVIAR


Pedido de tombamento foi feito, no ano passado, pelo Instituto do Mar (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O navio oceanográfico Professor W. Besnard não deve deixar tão cedo o Porto de Santos. A ideia da Prefeitura de Ilhabela (atual responsável pela embarcação) de naufragá-lo, em breve, pode não acontecer, pois o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) aprovou a abertura de estudo de tombamento daquele que é considerado um ícone da pesquisa marinha no País.

Com isso, a partir de agora, para qualquer ação pretendida para o equipamento, seja uma manutenção ou deslocamento, a administração municipal terá que pedir autorização para o órgão de defesa do patrimônio.

Atualmente, o navio – construído pelo Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP) e doado em 2016 à Prefeitura de Ilhabela – permanece atracado no Cais do Valongo, região do Porto onde não há operações de carga.

O pedido de tombamento foi feito, no ano passado, pelo Instituto do Mar (Imar), associação sem fins lucrativos que planeja implantar um museu a bordo. “O navio já é um patrimônio público e, em breve, vai ser um patrimônio cultural. Eu só quero salvar o navio, preservar sua história e, com o museu, dar um presente para Ilhabela”, afirma o presidente da entidade, Fernando Liberalli Simoni.

“Fizemos estudos com base na documentação e em pesquisas acadêmicas. Foi um navio construído com base nos desenhos dos alunos do Instituto Oceanográfico da USP e é um exemplar único”, explica a técnica do Condephaat, a historiadora Deborah Regina Leal Neves.

O secretário de Desenvolvimento e Turismo de Ilhabela, Ricardo Fazzini, afirma que o setor jurídico da Prefeitura está em contato com o Condephaat para reverter a situação. “O navio está completamente descaracterizado. Hoje, é só um casco que está apodrecendo no cais de Santos, com risco iminente de naufrágio e contaminação do mar. Ele não representa mais a história que a embarcação teve”, argumenta.

Fazzini se queixa de que o Imar quer a doação do navio, mas a entidade não fala em assumir os custos das tarifas portuárias não pagas que a embarcação acumula junto a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos), que já somam R$ 1,5 milhão.

Próximos passos

A previsão é de que a equipe técnica do Condephaat leve seis meses para concluir o estudo, que vai avaliar se o objeto é passível de tombamento. Depois, este trabalho será analisado pelo conselho.

Paralelo a isso, a prefeitura continua com os estudos para a descontaminação da embarcação, o transporte e o naufrágio controlado do Professor Besnard. Fazzini espera se reunir com o órgão estadual ainda nesta semana.

A Codesp, que tem um Termo de Ajuste de Conduta (TC) com o Ministério Público Estadual que prevê a retirada de embarcações daquela área do Porto, afirma que desconhece o estudo de tombamento e, até o momento, aguarda a retirada do navio pela Prefeitura.

Novela
Em 2016, a Prefeitura de Ilhabela manifestou interesse no navio e conseguiu oficialmente sua doação pela USP. A intenção inicial era de que a carcaça seria destinada para naufrágio na costa do município, no Litoral Norte do Estado. A medida possibilitaria a formação de um recife artificial, que se tornaria uma atração para mergulhadores e ajudaria no desenvolvimento da biodiversidade local.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 08/10/2018

ANTAQ ESPERA REDUZIR TEMPO DE FISCALIZAÇÃO EM 20% COM APP
Publicado em 10/05/2018 as 05:21 PM



Divulgação Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) disponibiliza, a partir de segunda-feira (8), um aplicativo para dispositivos móveis que será utilizado pelos 201 fiscais da autarquia que acompanham atividades portuárias e de navegação em todo o Brasil. A ferramenta foi criada visando aumentar a precisão no resultado das fiscalizações em campo, além de agilizar o preenchimento dos dados e dar confiabilidade aos procedimentos fiscalizatórios. Com o SFIS Mobile, a agência espera reduzir o tempo de tramitação desses processos em 20% e dar mais segurança aos dados colhidos, uma vez que as informações serão inseridas no sistema de forma online.

“Nossa média de prazo em 2017 foi de 95 dias. A expectativa é de que se reduza esse tempo para, em média, 76 dias”, conta a superintendente de fiscalização e coordenação das unidades regionais da Antaq, Flávia Takafashi. Ela destaca que a fiscalização online evita erros nas informações, já que os dados serão preenchidos no momento em que estiverem ocorrendo os procedimentos fiscalizatórios. O aplicativo será instalado em smartphones e tablets que utilizam o sistema operacional Android.

O aplicativo permitirá a importação das informações das empresas autorizadas, a integração com bancos de dados da agência e a realização de procedimentos fiscalizatórios de rotina e do plano anual de fiscalização de maneira integrada. A solução ajudará as equipes a fazerem consultas prévias a partir de outros sistemas, como os de outorga e de navegação, antes de irem a campo. A superintendente adiantou que a agência trabalha em novas integrações, porém a versão atual já permite mais eficiência nas fiscalizações.

Flávia ressaltou que a ferramenta não muda as regras de fiscalização, tampouco a rotina das equipes, e que os campos são os mesmos do papel. Alguns desses campos, inclusive, já virão preenchidos. Num primeiro momento, a agência continuará a enviar autos de infração por correio, mas o fiscalizado que desejar poderá receber eletronicamente. “O fiscalizado conseguir receber essa notificação dá tempo adicional para corrigir irregularidades”, explica.

O sistema foi desenvolvido pelas secretarias de tecnologia da informação e de fiscalização por meio de sua gerência de planejamento e inteligência da agência. O secretário de TI da Antaq, Gustavo Silva, explicou que as notificações e autos de infração poderão ser gerados durante o procedimento para envio imediato ao regulado. Dessa forma, o fiscal não terá que voltar ao escritório para finalizar o procedimento fiscalizatório. “Em relação aos entes regulados, a resposta dos resultados da fiscalização será mais ágil e mais clara. Uma fiscalização mais eficiente trará evidentes benefícios para os usuários”, destacou.

Silva contou que o sistema foi desenvolvido ao longo de seis meses e recebeu sugestões que foram incorporadas a partir de provas de conceito ocorridas em Santos (SP) e em Manaus (AM), que possuem realidades distintas e com diferentes tipos de fiscalizações realizadas pela agência. Ele acrescentou que o aplicativo é uma das ações desenvolvidas dentro do conceito de Big Data e de revolução digital 4.0.

O SFIS Mobile também oferecerá ao fiscal a opção de inserir dados em modo off-line, permitindo a inserção de fotos e o preenchimento de check-list dos procedimentos quando não houver sinal de internet, além da emissão de relatórios básicos de fiscalização. O diretor-geral da Antaq, Mário Povia, disse que a ferramenta está baseada nos princípios da governança, da transparência e da prestação do serviço adequado. “Este aplicativo vai ao encontro do pensamento de oferecer modernas práticas regulatórias ao nosso corpo técnico e à sociedade”, afirmou.  

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 05/10/2018

EXPORTADORES DE ROCHAS RELATAM DIFICULDADE PARA EMBARCAR NO ES
Publicado em 10/05/2018 as 05:21 PM



Arquivo/Divulgação Log-In

Exportadores de rochas naturais do Espírito Santo relatam dificuldade para embarcar suas cargas por falta de espaço na linha que vai para os portos do Rio de Janeiro e de Santos. Empresários do segmento que utilizam o Porto de Vitória afirmam que a situação se agravou nos últimos três meses. Além disso, com problemas técnicos do Log-In Resiliente há cerca de 20 dias, esses usuários do porto capixaba alegam existência de dezenas de contêineres sem embarcar. A expectativa é que o navio da Log-In, empregado no feeder Santos-Vitória, esteja em plenas condições de operação no final de outubro.

Procurada pela Portos e Navios, a Log-In informou que já tomou as providências necessárias para normalizar, até o fim do mês, o atendimento do serviço feeder na rota Santos-Vitória, retomando o fluxo habitual para as cargas de importação e exportação. “Com estas medidas, a Log-In reitera seu compromisso com o mercado capixaba e com os usuários do TVV — Terminal de Vila Velha”, comunicou a empresa por meio de sua assessoria. O porta-contêineres Log-In Resiliente foi adquirido pela empresa há cerca de um ano e tem capacidade de transporte de 2.700 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), o equivalente a 38 mil toneladas de porte bruto.

Para o diretor comercial da Cajugram, Schelbe Veghini, o problema com o navio é mais um dentre os enfrentados pelos exportadores do produto na região. Ele contou que há três meses essa indústria enfrenta dificuldades de embarque (overbooking) porque os armadores que transportam cargas gerais estariam priorizando mercadorias mais leves e de mesmo valor de frete, como madeira, café e pimenta, o que permitiria carregar mais contêineres nos navios. “Não existe um navio de cada armador disponibilizado para operar. Eles fizeram um consórcio para encher um navio. Isso faz com que não haja concorrência entre eles e consigam manter os valores de frete. Não existe nada no Brasil que controle qualquer movimento que eles venham a fazer. São livres para fazer o que quiserem”, apontou.

A Cajugram calcula prejuízo médio de US$ 300 mil por mês devido aos contêineres que deixam de ser carregados em Vitória. Até a última terça-feira (2), a empresa estava com 30 contêineres com agendamento, porém sem poder carregar por conta do risco de ter despesas adicionais. “Se carregar e eles [armadores] rolarem o navio, quem paga a conta somos nós. Então, para não haver mais brigas, eles tomaram a decisão de não liberar mais contêineres. Está tudo colapsado. Ninguém consegue espaço para nada”, relatou.

O diretor comercial da Mag-Ban, Gonçalo Machado, avalia que os principais armadores estão optando por outras rotas com maior rentabilidade, assim como acontece na aviação aérea. Ele observa no último ano grande diminuição do fluxo de navios vindo e saindo do Brasil, possivelmente por causa da desaceleração da economia. Machado acrescenta que houve, inclusive em outros segmentos, crescimento dos volumes direcionados a exportações, o que gerou maior demanda por causa da diminuição da frequência de navios. “O problema no navio foi apenas a ponta do iceberg na navegação de Vitória para Rio e Santos”, afirmou.

Os exportadores dizem ainda que fretes marítimos que custavam cerca de US$ 2.000 aumentaram para US$ 3.000. Machado ressaltou que, na prática, o cliente quem decide se vale a pena pagar pela carga ou cancelá-la. “Há casos de clientes pedindo para três empresas diferentes no Brasil para contratar aquele que disser que consegue carregar. Tudo fica prejudicado”, relatou.

A Mag-Ban diz que deixou de fazer 30% do volume programado por indisponibilidade de navio. O diretor contou que alguns clientes cancelaram pedidos ou pediram para segurar a carga devido ao risco de atraso nas entregas. “A empresa fala que ainda tem carga da viagem 50 e estamos indo para viagem 52. Daqui a pouco também haverá falta de contêineres. Infelizmente, nem todos [empresários] têm condições para suportar essa pressão”, alertou.

Rochas naturais, como mármores e granitos, têm como principais destinos Estados Unidos, China e México, no caso das chapas, e Europa, exportada em blocos. As chapas são transportadas por contêineres, enquanto os blocos são exportados principalmente como carga solta.

Por Danilo Oliveira
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 05/10/2018

ELEITO DEVE ENFRENTAR CRISE ENERGÉTICA E PRESSÃO TARIFÁRIA
Publicado em 10/05/2018 as 05:20 PM

Por Rodrigo Polito e Camila Maia | Do Rio e de São Paulo

O próximo presidente da República deve se deparar com uma crise energética já em seu início de mandato, em janeiro de 2019. O baixo nível previsto para os reservatórios das hidrelétricas do país, devido ao cenário ruim para as chuvas, indica que será necessário o acionamento de térmicas mais caras para poupar água.

Por enquanto, o quadro, dizem especialistas, não mostra riscos de desabastecimento de energia em 2019, mas o acionamento das térmicas só agrava o cenário de um “tarifaço”. Ou seja, repasse para o consumidor de vários custos que se acumulam por pendências do setor. É consenso que a situação hídrica é grave e exigirá despacho de termelétricas mais caras para evitar um esvaziamento dos reservatórios. O problema é a remuneração das térmicas.



Para a Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), os reservatórios hidrelétricos do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento de água para geração de energia do país, não vão se recuperar no próximo verão a ponto de permitir operação confortável do sistema elétrico no período seco (entre abril e novembro). Para a entidade, que reúne pequenos e médios consumidores, o cenário hidrológico desfavorável terá impacto no custo da energia de 2019

“Que recuperação você pode ter a partir de novembro com o período úmido? Para nós, certamente não voltaremos, no fim de março do ano que vem, a um nível confortável de 50%, 55% [de armazenamento no Sudeste/Centro-Oeste], que seria o ideal para enfrentar mais um período seco”, afirmou Carlos Faria, presidente da Anace. “Com isso, você tem a geração térmica que vai continuar em patamares elevados, como está hoje. Hoje temos cerca de 13 mil MW médios sendo gerados de térmicas e vamos continuar com isso.”

Pelos cálculos da Anace, os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste chegarão ao fim de novembro com cerca de 22% de armazenamento. Para o fim do próximo período chuvoso, em abril, a entidade projeta um estoque de apenas 45%: “É muito ruim para enfrentar um período seco. Vamos ter a repetição do que está acontecendo neste ano”. Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estão com 22,7% da capacidade. A última previsão oficial do operador para o fim de outubro é de 17,9%.

Em meio a este cenário e a uma sucessão presidencial, o Ministério de Minas e Energia (MME) surpreendeu ao abrir nesta semana duas polêmicas consultas públicas para viabilizar o funcionamento de termelétricas a gás natural sem contrato, com potencial de repasse de custos milionários aos consumidores. As consultas foram abertas com prazo de apenas quatro dias para contribuições, diante da alegada urgência de uma solução para o problema.

As consultas envolvem propostas de repasse ao consumidor dos custos necessários para viabilizar a operação de quatro térmicas a gás que estão com problemas na oferta do combustível: Termofortaleza (da Enel), Araucária (da Copel, com participação da Petrobras), Uruguaiana (AES Tietê) e Cuiabá (da Âmbar, braço de energia da JF).

As propostas, que implicam aumento de tarifa via encargos, surgem justamente no momento em que o ministro Moreira Franco defende a redução tarifária e a adoção de um modelo mais simples para a cobrança da energia, para que o consumidor entenda mais facilmente o que está pagando.

Na segunda-feira, o MME abriu consulta para viabilizar a geração da Termofortaleza, parada desde fevereiro por conflito entre a Enel e a Petrobras. A estatal prefere pagar multa a entregar o gás ao preço estabelecido pelo Plano Prioritário de Termelétricas (PPT), criado em 2000 às vésperas do racionamento de energia do ano seguinte. A consulta propõe que a diferença entre a tarifa do contrato da termelétrica e o novo preço cobrado pela Petrobras seria pago via encargo pelos consumidores.

No dia seguinte, foi lançada outra consulta, para viabilizar a operação das outras três térmicas que hoje estão indisponíveis por falta de gás. Nesse caso, a consulta propõe ajustar o custo variável unitário das usinas, que seria acrescido de parcela fixa referente à remuneração dos investimentos (que normalmente seriam remunerados por contrato de venda de energia de longo prazo, inexistente no caso das usinas que operam em regime de “merchant”).

Além disso, o governo propõe a liquidação da energia das quatro térmicas em separado, para evitar que a inadimplência atual no mercado de curto prazo afete essas usinas.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) deve se posicionar contra a proposta do MME de liquidação em separado por entender que a medida é contrária ao princípio de isonomia dos agentes, segundo Talita Porto, conselheira da CCEE. A câmara estuda fazer uma contribuição às consultas públicas abertas pelo MME. O problema é que, devido ao prazo curto para o envio de contribuições, o material pode não ser concluído a tempo.

O presidente da Associação de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), Edvaldo Santana, criticou a abertura das consultas públicas com pouco tempo para o envio de contribuições, o que limita a transparência e a participação dos agentes do setor. Segundo ele, o quadro energético atual apresentado pelo governo não justifica um aumento de custos para o consumidor para suportar a operação dessas térmicas. “Se tudo está sob controle, não justifica o consumidor pagar esse impacto. Preocupa-me, além dos custos, o que pode estar acontecendo do ponto de vista energético e que nós não estejamos sabendo”, disse.

Questionado sobre o assunto, Rodrigo Limp, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), disse que a agência é favorável à solução para despacho dessas usinas, que poderiam operar no lugar de outras termelétricas mais caras, a óleo combustível e diesel.

Para o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales, considerando o cenário de acionamento de térmicas fora da ordem de mérito, a proposta de acionamento da Termofortaleza, com remuneração por ESS, seria mais barata para o consumidor do que despachar térmicas com custo ainda mais alto.

Para justificar as propostas, o MME anexou ao material da consulta pública uma carta enviada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com simulações feitas em agosto e que projetavam um nível de estoque dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste entre 14,6% e 12,2% no fim de novembro.

De acordo com Leonardo Calabró, vice-presidente de operações da consultoria Thymos Energia, as projeções anexadas pelo MME estão defasadas, já que foram feitas em agosto. Pelos cálculos da Thymos, os reservatórios de todo o país chegariam a 22% ao fim do período seco, no início de dezembro, considerando o despacho fora da ordem de mérito de termelétricas. “Excluindo o despacho das termelétricas, podemos chegar ao fim de novembro com um volume próximo de 18% dos reservatórios de todo o país”, disse Calabró.

Esse nível é muito baixo, mas o que se comenta no setor é que não exigiria uma proposta feita via consulta com tal açodamento.

Na última semana, a hidrologia teve leve melhora, que permitiu o desligamento de termelétricas fora da ordem de mérito (com custo superior ao preço de energia no mercado à vista). Essas oscilações de curto, no entanto, não mudam a visão dos especialistas, de que o acionamento das usinas será inevitável, assim como a alta do custo.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 05/10/2018

LEILÕES DE FERROVIA E DE AEROPORTOS SÓ SAEM EM 2019
Publicado em 10/05/2018 as 05:20 PM

Autor: Por Fernanda Pires e Daniel Rittner | De São Paulo e Brasília


Trecho da ferrovia Norte-Sul em Anápolis (GO): recomendações técnicas do Tribunal de Contas a ação de grupos ligados a candidatos impedem leilão este ano

É cada vez mais remota a possibilidade de o governo conseguir cumprir o cronograma e realizar os leilões da ferrovia Norte-Sul e dos 12 aeroportos neste ano.

Diante das recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) para ajuste dos estudos da Norte-Sul e da retirada de pauta no órgão da análise da documentação dos aeroportos, a área técnica do governo trabalhava uma via alternativa: reduzir o prazo originalmente fixado entre a publicação dos editais e os leilões.

O assunto seria debatido em reunião do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) marcada para ontem, mas a agenda foi cancelada e não tem mais data para ocorrer. A sensação na área técnica é de desânimo e frustração.

Como uma ala majoritária do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil insiste que é necessário cumprir o intervalo de cem dias - previsto em uma resolução do PPI -, os leilões da Norte-Sul e dos aeroportos só devem ocorrer mesmo no próximo ano.

A leitura de quem acompanha de perto o programa de concessões é de que subsiste nessa tese um fator político encabeçado pelo flanco ligado ao Partido da República (PR), com influência sobre o ministério. O PR integra a coligação do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência da República e teria interesse em ver os leilões ocorrerem apenas em 2019, como forma de negociar sua permanência à frente do Ministério dos Transportes no próximo governo.

A legenda tem bom diálogo tanto com o entorno do candidato Jair Bolsonaro (PSL) como com o PT, cujas candidaturas despontam como favoritas para o segundo turno das eleições.

Num escalão acima, o naufrágio da tentativa de encurtar o prazo entre o lançamento dos editais e a realização dos leilões é considerado, nos bastidores, um ponto de discordância entre os dois homens fortes do presidente Michel Temer que se mantiveram de pé neste governo: o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e o titular do Ministério de Minas e Energia, Moreira Franco.

Fontes próximas ao Planalto dizem haver divergências entre ambos sobre o tema. Enquanto Padilha daria força para que o intervalo caísse, Moreira consideraria os cem dias uma "conquista regulatória".

A primeira resolução baixada pelo PPI de fato fixou o intervalo entre edital e leilão em ao menos cem dias. Mas, como a resolução não tem caráter vinculativo, a intenção da área técnica era diminuir esse prazo, adaptando-o a cada caso para que os leilões saíssem até dezembro.

Na prática, isso já vinha acontecendo. Dos mais de cem projetos do PPI que já foram leiloados, apenas cinco cumpriram os cem dias. Além disso, os projetos já estão no radar do mercado há tempos, que se prepara para apresentar as propostas.

A ferrovia Norte-Sul foi qualificada no PPI em 2016, com leilão previsto originalmente para o segundo semestre de 2017. Desde então, grupos se mobilizaram e, hoje, em que pesem as recomendações do TCU, o governo dá como certo o interesse privado no empreendimento, considerado um dos mais estruturantes da carteira do PPI.

Além dos russos da RZD, são considerados concorrentes naturais - e que estão estudando a fundo o projeto - a VLI e a Rumo, ambas concessionárias das ferrovias que acessam o miolo da Norte-Sul que vai a leilão.

Os aeroportos, por sua vez, foram qualificados pelo PPI em outubro de 2017 já com prazo inferior a cem dias entre o edital e a licitação. Até agora, ao menos 11 grupos manifestaram ao Planalto interesse em disputar os ativos. Há demanda pelos três blocos (Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste).

Até para os aeroportos do bloco do Centro-Oeste (Alta Floresta, Sinop, Várzea Grande e Rondonópolis), considerado o menos atrativo dessa rodada, o governo recebeu sinalização de que é segura a entrada de grandes operadores internacionais. Entre os quais a suíça Zurich, a alemã Fraport e a francesa Vinci.

Paralelamente à discussão para encurtar o prazo entre edital e leilão da ferrovia Norte-Sul e dos aeroportos, emergiu em parte da área técnica do governo a possibilidade de fazer o mesmo para os portos. Sobretudo em casos de terminais destinados à armazenagem e movimentação de combustíveis localizados em regiões que dependem dessas instalações para serem abastecidas.

Contribui para isso outra situação que o governo quer acelerar: a solução para os contratos portuários vencidos que se mantêm vigentes por meio de instrumentos precários, como os chamados contratos de transição ou por meio de medidas judiciais. Somado a isso, a maioria dos projetos de terminais para arrendamentos listados no PPI é menos complexa do que, por exemplo, a concessão de ferrovias, o que, em tese, facilitaria a empreitada.

Na prática, contudo, a barreira para aplicar isso nos portos é ainda maior e tem natureza jurídica. O intervalo de cem dias está fixado no "Decreto dos Portos", publicado em maio de 2017, e, para descumpri-lo, seria necessária a edição de um novo decreto, o que, hoje, tem chance zero de ocorrer.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 05/10/2018

ADIADO LEILÃO DA NORTE-SUL E AEROPORTOS
Publicado em 10/05/2018 as 05:20 PM

Autor:        Por Fernanda Pires e Daniel Rittner | De São Paulo e Brasília

É cada vez mais remota a possibilidade de o governo conseguir cumprir seu cronograma e realizar os leilões da ferrovia Norte-Sul e de 12 aeroportos neste ano.

Diante das recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU) para ajuste nos estudos da Norte-Sul e da retida da análise da documentação dos aeroportos da pauta no órgão, a área técnica do governo trabalhava uma via alternativa: reduzir o prazo originalmente fixado entre a publicação dos editais e os leilões.

O assunto seria debatido ontem, em reunião do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), mas a agenda foi cancelada e não tem mais data. Como uma ala majoritária do Ministério dos Transportes insiste que é necessário cumprir o intervalo de cem dias previsto em resolução do PPI, os leilões só deverão ocorrer no próximo ano.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 05/10/2018

BOLSONARO PLANEJA ACELERAR CONCESSÕES, AFIRMA GENERAL
Publicado em 10/05/2018 as 05:20 PM

Autor:        André Borges / BRASÍLIA

Responsável pelo plano de infraestrutura diz, no entanto, que estatais estratégicas, como Petrobrás e bancos, não seriam privatizadas

A lista de prioridades do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, prevê que as concessões no setor de infraestrutura sejam aceleradas e intensificadas. O plano de privatização da Eletrobrás seria mantido, mas a Petrobrás e “tudo o que for estratégico” não entrariam nesta lista, permanecendo sob a tutela do governo.

Estatais como a Valec, da área de ferrovias, e a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), que realiza estudos para concessões, teriam suas estruturas reavaliadas, podendo até serem fechadas, em um processo de enxugamento e corte de curtos. Na Amazônia, estudos de hidrelétricas que foram arquivados, como as polêmicas usinas no Tapajós, retornariam à mesa de negociação. Na arena ambiental, Ibama e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) seriam integrados em um único órgão.

Essas medidas estão sendo costuradas pelo núcleo duro da campanha de Bolsonaro, área que está sob o comando de Oswaldo de Jesus Ferreira, general que, do ano passado para cá, tem se convertido em um segundo “Posto Ipiranga” do candidato do PSL – forma como o economista Paulo Guedes, coordenador do programa econômico, passou a ser chamado, inclusive pelo próprio Bolsonaro.

Ao Estado, Ferreira falou sobre os principais planos e medidas que estão sendo analisadas pela cúpula para a área de infraestrutura, caso seu candidato suba a rampa do Palácio do Planalto em janeiro. Ferreira, que até 2017 era Chefe do Departamento de Engenharia e Construção (DEC) e não conhecia Bolsonaro, diz que aceitou a “missão” do capitão reformado do Exército após “ser convidado para mudar o Brasil” (leia mais abaixo).

Energia. Segundo Ferreira, a privatização da Eletrobrás e de suas coligadas será levada adiante num eventual governo Bolsonaro, apesar de toda a resistência do Congresso em acatar a proposta e do próprio candidato já ter sinalizado que a ideia não lhe desce bem. A Petrobrás, no entanto, seria mantida nas mãos do governo. “Tudo o que é estratégico será mantido, como nossos campos de petróleo e gás”, disse o general. Nesta semana, Bolsonaro disse que “nem passa por nossa cabeça a palavra privatização” de empresas estratégicas, como Furnas, Caixa e BB.

Sobre energia, Ferreira declarou que continuaria a apostar em hidrelétricas, além das fontes eólica e solar. O planejamento inclui a retomada das discussões dos projetos no Rio Tapajós, que foram arquivados pelo Ibama por obstáculos com questões indígenas e ambientais. Ferreira garantiu ainda que a usina nuclear de Angra 3 teria de ser concluída, apesar do alto custo do projeto, avaliado em R$ 17 bilhões. “Seria muito desperdício desistir do projeto, isso afetaria toda a cadeia do setor. Tem de concluir o que começou.”

Logística. Nas ferrovias, o plano das tradings de grãos de levar adiante a proposta de construir a Ferrogrão, entre Mato Grosso e Pará, é visto com ceticismo pela equipe de Bolsonaro. A avaliação é de que a construção enfrenta resistência ambiental e que o projeto prioritário para o escoamento agrícola deve ser a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), que corta o Mato Grosso, ligando-se à Ferrovia Norte-Sul. Na área de transportes, a cúpula de infraestrutura entende ainda que a Valec poderia ser extinta ou absorvida pelo Ministério dos Transportes, enquanto a EPL poderia ter seus estudos incorporados pelo BNDES.

Na área de rodovias, a prioridade seria concluir a BR-163, no Pará, e a BR-319, entre Porto Velho e Manaus. Ferreira disse que, a despeito da aproximação do eventual governo Bolsonaro com militares, o departamento de engenharia do Exército não teria sua atuação ampliada, mantendo-se com perfil limitado para, apenas, “adestrar” seus soldados. “O Exército não vai competir com setor privado.” Meio ambiente. Ibama e ICMBio seriam um mesmo órgão, ou seja, toda a parte de proteção de unidades de conservação federal voltaria a ser função do Ibama. A área de licenciamento ambiental passaria por uma mudança profunda, com uma estrutura de funcionamento similar à da Advocacia Geral da União (AGU): servidores do Ibama seriam enviados para diversos órgãos, para cuidar de licenciamentos ambientais específicos.

O general garantiu ainda que, a despeito do interesse do agronegócio na região amazônica, não seria permitida a expansão da produção de soja, milho e cana na região. “Sou um desenvolvimentista, não um ambientalista. Mas a Amazônia não é para isso. Seria uma grande burrice.”

Desenvolvimentista
É preciso deixar claro que sou um desenvolvimentista, não um ambientalista. Mas a Amazônia não é para isso (agricultura).

Seria uma grande burrice.”
Oswaldo de Jesus Ferreira GENERAL
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 05/10/2018

ADIAMENTO GERA TRANSTORNO
Publicado em 10/05/2018 as 05:19 PM

HORÁRIO DE VERÃO - Abear diz que mudança na data de início do período, de 4 para 18 de novembro, afetará funcionamento do setor aéreo

A decisão do Governo Federal de adiar o início do horário de verão por duas semanas, em função da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), afetará ao menos três milhões de pessoas que viajarão de avião.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a mudança da data, para 18 de novembro, acarretará “sérias consequências” ao planejamento das operações e, consequentemente, para quem adquiriu passagens antecipadamente. Em menos de um ano, esta é a segunda vez que a data é adiada.

Os transtornos causados só reforçam a análise do próprio Ministério de Minas e Energia (MME), segundo o qual desde 2017 o horário de verão já “deixou de se justificar pelo setor elétrico”. A Abear pediu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), à Secretaria de Aviação Civil (SAC), à Casa Civil e aos ministérios dos Transportes e Minas e Energia que mantenham o cronograma inicial, com o início do horário de verão no dia 4 de novembro.

“A antecedência na definição do período do horário de verão é fundamental para garantir o pleno funcionamento do setor aéreo, seja em voos domésticos (onde há diferentes fusos horários), seja em voos internacionais”, sustenta a entidade, destacando que 42 mil voos de empresas associadas à Abear estão programados para o período. Com o atraso por conta do Enem, o início do horário de verão ficará para o dia 18 de novembro.

O texto com a decisão será publicado nos próximos dias no Diário Oficial da União. As provas do Enem estão marcadas para os dias 4 e 11 de novembro em todo o País e devem mobilizar 5,5 milhões de estudantes.

Antes disso, o horário de verão já tinha sido postergado em favor das eleições. Tantas modificações têm evidenciado o enfraquecimento dos efeitos gerados pelo horário de verão no Brasil. Anteriormente ao Ciclo 2017/2018, o MME encaminhou Nota Técnica à Casa Civil sinalizando que o programa “deixou de se justificar pelo setor elétrico” e pediu que o assunto fosse submetido a uma avaliação sobre a pertinência de sua manutenção.

No ano passado, o governo Michel Temer chegou a cogitar acabar com a mudança de horário. O principal objetivo do horário de verão, conforme o MME, é o melhor aproveitamento da luz natural em relação à artificial, adiantando-se os relógios em uma hora para reduzir o consumo no horário entre 18h e 21h.

Mesmo assim, com a mudança de hábitos dos brasileiros, os efeitos do programa acabaram se tornando ‘neutros’, já que o fator climático passou a pesar e aumentou o consumo de energia com equipamentos de refrigeração à noite. Mesmo com as modificações na data de início, o fim do horário de verão está mantido para 16 de fevereiro. Dessa forma, em 2018-2019, o período terá menos 35 dias em relação a 2017-2018.

CONTINGÊNCIA
O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou ontem as medidas que serão adotadas para assegurar que não haverá problemas no abastecimento de energia elétrica durante o período das eleições e também para o Enem. Entre as medidas, estão atenção especial com o linhão de transmissão de Xingu e Estreito, cuja queda resultou em um apagão que deixou 70 milhões de pessoas sem energia, em 13 Estados, no dia 21 de março.

As orientações do ONS para evitar queda de energia recaem especialmente nas linhas de transmissão. Há ainda a previsão do acionamento de usinas térmicas para assegurar o suprimento energético em caso de queda de alguma linha de transmissão. O ONS também não descarta a possibilidade de importar energia do Uruguai e da Argentina em caso de necessidade.
Fonte : Jornal do Commercio = PE
Data : 05/10/2018

SISTEMA CONTRA POLUIÇÃO
Publicado em 10/05/2018 as 05:19 PM

O Globo5 Oct 2018FOTO: CUSTODIO COIMBRA

A proliferação de lixo é um dos alvos de novo sistema que monitora a Baía de Guanabara, com tecnologia inovadora que detecta, também, vazamentos.

Considerada inovadora, tecnologia, desenvolvida numa parceria entre Coppe e UFF, será usada para planejar ações contra a poluição e vazamento de óleo no ecossistema, que possam reduzir impacto ambiental

Com base num radar marítimo de fabricação norueguesa, pesquisadores da Coppe/UFRJ e da UFF desenvolveram um sistema que promete ser uma importante contribuição para reduzir os impactos ambientais na Baía de Guanabara. A tecnologia inovadora, que mostrará com mais detalhes a dinâmica das águas, permitirá que o lixo flutuante seja detectado de forma mais precisa e que os resíduos sejam recolhidos com maior eficiência. A ideia também é usá-la na proteção ao ambiente em regiões portuárias, detectando e monitorando o vazamento de óleo e de produtos químicos.

O radar, de 3,5 metros de comprimento, instalado a 15 metros do solo, emite para a superfície da água pulsos de ondas eletromagnéticas, que são refletidas em rochas ou embarcações e retornam ao equipamento. As informações geradas por meio de computação de alto desempenho e modelos matemáticos possibilitam a definição de parâmetros, como dados sobre ondas e correntes, dispersão de vazamento de óleo e monitoramento de precipitação.

Coordenador do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe, o professor Luiz Landau explica que o radar foi instalado no topo do prédio do Instituto de Geociências da UFF, em Niterói, e tem um alcance de quase 100% da Baía:

— É um local estratégico, especialmente porque abrange a entrada da baía, onde há muita passagem de embarcação. Nosso objetivo é chamar a atenção de autoridades e parceiros e contribuir para a limpeza ou, pelo menos, para redução dos impactos ambientais. É cuidar do nosso quintal, mas sabendo que o projeto pode chegar a uma escala mais global.

O meteorologista e pesquisador do Lamce, Fabio Hochleitner, garante que o equipamento pode ser instalado em vários pontos da costa brasileira:

— O radar tem uma certa portabilidade e pode ser posicionado em uma série de locais, em montanhas, ilhas, embarcações ou mesmo em plataformas de petróleo. Assim, é possível criar uma rede integrada de monitoramento com os dados transmitidos via sinal de rádio ou satélites.

O sistema será apresentado, na próxima quarta-feira, durante o 1º Workshop de Tecnologia de Radar Aplicada a Meteo-Oceanografia e Hidrografia, no campus Gragoatá da UFF, em Niterói, às 9h.

Atualmente, os lixos flutuante são contidos através de ecobarreiras instaladas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Desde julho de 2016, o sistema já barrou 13 mil e 600 toneladas de resíduos. Por outro lado, as obras do Sistema de Esgotamento Sanitário do Alcântara, em São Gonçalo, estão suspensas, assim como a construção de da Estação de Tratamento daquele bairro. Quando concluídas, as intervenções vão evitar o despejo de cerca de 1.900 litros por segundo de esgoto in natura em rios e córregos que deságuam na Baía de Guanabara. A secretaria de Ambiente informou que o governo terá recursos para retomar a obra ainda este ano.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 05/10/2018

CHINA USOU CHIPS PARA ESPIONAR EMPRESAS DOS EUA
Publicado em 10/05/2018 as 05:19 PM

Componente foi inserido em computadores de cerca de 30 companhias americanas, além de órgãos governamentais, para roubar segredos tecnológicos, segundo fontes da Bloomberg Businessweek
O Globo5 Oct 2018PEQUIM

AChina usou pequenos chips inseridos em computadores de empresas americanas fabricados no país asiático para roubar segredos tecnológicos, informou a Bloomberg Businessweek ontem. A revista citou 17 fontes de inteligência e de empresas dizendo que espiões chineses colocaram chips dentro de equipamentos usados por cerca de 30 companhias, assim como por múltiplas agências de governo dos Estados Unidos, o quedaria a Pequim acessoa redes internas.

De acordo coma revista, esses chips, menores que um grão de arroz, foram instalados em equipamentos fabricados para a Amazon, que teria sido a primeira a alertar as demais empresas americanas. Eles teriam sido usados também em aparelhos da Apple.

CIA FOI ESPIONADA

Uma investigação que as autoridades americanas fizeram sobre o caso ao longo de três anos revelou que os hackers teriam criado uma “porta escondida” nos computadores — isto é, uma entrada mais eficiente e mais difícil de detectar doque um processo usual de violação do conteúdo da máquina.

Os computadores que contêm o chip são produzidos pela americana Super Micro Computer, que tem uma fábrica na China. Trata-se de uma start-up que produz equipamentos de informática para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e também para operações de drones da CIA e redes de navios de guerra da Marinha.

Citando autoridades dos EUA, a Bloomberg informou que os chips maliciosos foram plantados por uma unidade do Exército de Libertação do Povo Chinês, que se infiltrou na cadeia de abaste- cimento da Super Micro. A operação teria como alvo acessar segredos comerciais valiosos e bisbilhotar redes governamentais.

PEQUIM NEGA

Num comunicado, porém, a Apple disse que “nunca encontrou chips maliciosos, manipulações de computador ou vulnerabilidades criadas intencionalmente em qualquer servidor”.

Segundo a Bloomberg, a Amazon e a Super Micro Computer negaram ter qualquer conhecimento sobre esse tipo de espionagem. Também disseram nada saber sobre a investigação a respeito. “Não encontramos provas que fundamentassem queixas sobre chips maliciosos ou modificações de hardware”, afirmou a Amazon em comunicado.

A revista afirmou que a companhia chefiada po rJ eff Bez os descobriu o problema quando adquiriu a empresa de software Elemental e examinou os servidores fabricados pela Super Micro.

O Ministério de Relações Exteriores da China não respondeu imediatamente a um pedido de entrevistada agência Reu ters,m as Pequim já negou anteriormente alegações de orquestrar ataques cibernéticos contra empre- sas ocidentais.

O governo americano informou na quarta-feira que um grupo de hackers conhecido como Cloudhopper — que empresas de segurança cibernética ocidentais associam ao governo chinês — promoveu ataques a provedores de serviços de tecnologia numa campanha para roubar dados de clientes.

O alerta veio depois que especialistas de duas proeminentes empresas dos EUA advertiram, nesta semana, que os ataques cibernéticos chineses vêm aumentando em meio à escalada da guerra comercial.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 05/10/2018

RECORDE À VISTA ROYALTIES DEVEM RENDER R$ 67 BI
Publicado em 10/05/2018 as 05:19 PM

O Globo5 Oct 2018MANOEL VENTURA E BRUNO ROSA economia@oglobo.com.br BRASÍLIA E RIO


Prudência. Plataforma da Petrobras: especialistas alertam que governadores e prefeitos precisam ter cuidado na hora de gastar o dinheiro dos royalties. As prefeituras colecionam casos de mau uso da receita gerada pelo petróleo Foto: Pilar Olivares / REUTERS/5-9-2018

Os novos governadores e o próximo presidente da República vão entrar em 2019 com a perspectiva de receber a maior arrecadação de recursos com petróleo da História. Entre royalties e participações especiais, a projeção da Agência Nacional do Petróleo (ANP) é que a receita com a exploração do produto pelas empresas chegue a R$ 67 bilhões. Os recursos serão distribuídos para União, estados e municípios.

Especialistas em contas públicas alertam, porém, que governadores e prefeitos precisam ter cuidado na hora de gastar o dinheiro dos royalties. Nas duas últimas décadas, entre altas e baixas do preço do petróleo, as prefeituras colecionam casos de mau uso dos recursos, como instalação de porcelanato em calçadão na praia e até pagamento de ração para canil. Dinheiro que, segundo especialistas, deveria ser destinados a áreas como educação, saúde e saneamento.

A arrecadação de 2019 deve ser impulsionada pela alta na produção (principalmente do pré-sal), pelo dólar mais elevado e pela disparada do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

AVANÇO NO PRÉ-SAL

A projeção é que as receitas com a exploração da commodity cheguem a R$ 53 bilhões neste ano. Os royalties e as participações especiais são uma compensação financeira pela exploração de petróleo. Nos contratos em vigor, estão previstos o pagamento de royalties sobre o petróleo produzido no mar. Além disso, está definido o pagamento de participação especial, que incide apenas sobre os campos de alta produtividade, como é o caso de Lula e Sapinhoá.

O governo trabalha com um barril de petróleo que custa, em média, US$ 74,04 em 2019. Atualmente, o preço da commodity está girando em torno de US$ 85.

—A produção vem aumentando pela expansão do présal, que é um grande sucesso — disse o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), José Firmo.

O pré-sal chegou à marca de 1,5 milhão de barris de petróleo por dia, segundo a Petrobras. A expectativa é que o volume produzido na camada aumente progressivamente até 2022, com a entrada em operação de mais 19 plataformas, segundo a Petrobras. De cada quatro projetos de produção da estatal programados para os próximos anos, três serão instalados nessa camada.

A meta da Petrobras é elevar

sua produção para 2,1 milhões de barris de petróleo por dia até o fim deste ano. Segundo uma fonte, até o fim do ano que vem, a produção deve ter alta entre 200 mil e 300 mil barris diários. Ainda neste ano, quatro plataformas devem entrar em operação no pré-sal da Bacia de Santos.

Para 2019, a estatal prevê a entrada em operação de três sistemas de produção: P-77 (Búzios), P-68 (Berbigão) e P-70 (Atapu), no pré-sal da Bacia de Santos. Cada uma pode produzir 150 mil barris diários.

Especialistas temem que o mau uso de recursos se repita. O Rio não conseguiu aproveitar o último boom do petróleo e usou receitas de royalties (que são variáveis) para pagar despesas com salários e benefícios (que são constantes). Isso contribuiu para o desequilíbrio das finanças do estado.

— Tudo que a gente precisa evitar é que esses recursos sejam destinados para despesas correntes (do dia a dia). Essa é a receita para dar errado. Se não houver um claro direcionamento desses recursos com responsabilidade, eles vão ser consumidos com despesas correntes, e vão ser novamente fruto de desajustes — disse Ana Carla Abrão Costa, da consultoria Oliver Wyman.

GESTÃO DE RECURSOS

José Luis Vianna, professor da Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional da UFF e da Universidade Cândido Mendes, ressalta que as prefeituras não conseguiram criar mecanismos de estímulo à diversificação da economia:

— As cidades não aprenderam ainda a lição da última crise. Não há uma pauta de desenvolvimento das cidades. Não há uma análise para se entender quais seriam as novas vocações do interior do Rio, por exemplo.

Segundo Robson Gonçalves, professor dos MBAs da Fundação Getulio Vargas (FGV), é necessário investir em gestão para o uso correto dos royalties pelas prefeituras.

—Não adianta investir apenas em educação na área urbana se o espaço rural está desassistido. Não adianta pensar em infraestrutura se não há sala de aula. A fiscalização do uso desses recursos é falha, pois é necessário entender as carências de cada setor.

Maurício Canêdo, professor da Escola de Pós-Graduação em Economia da FGV, afirma ser preciso destinar pelo menos parte dos royalties para beneficiar as próximas gerações.

— O Rio tem que fazer o ajuste independentemente da arrecadação com royalties subir ou não —disse.

O economista do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) Sérgio Gobetti lembra que os preços do petróleo são voláteis, e as despesas dos governos não oscilam no mesmo ritmo:

— Na época da bonança, os governadores gastaram demais o dinheiro que veio fácil, e não se preparam para um período de queda no preço do petróleo.

O especialista em contas públicas Raul Velloso defende alocar os recursos recebidos com petróleo em fundos de aposentadoria para os servidores públicos:

—O lugar certo para colocar esse dinheiro é em um fundo de pensão, porque servirá de lastro para uma dívida que não tem como ser paga hoje.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 05/10/2018

PAÍS JÁ TEM 48 MILHÕES DE EMPREENDEDORES
Publicado em 10/05/2018 as 05:18 PM

Esta sexta-feira (5) é comemorado o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa,
Por: Matheus Jatobá, da Folha de Pernambuco em 05/10/18 às 07H53, atualizado em 04/10/18 às


Gestora de negócios e artesã de acessórios de moda, Nelly Cardozzo decidiu começar negócio próprio
Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Buscar o próprio negócio, criando micro e pequenas empresas tem sido a solução adotada por muitos brasileiros para superar a crise econômica e o desemprego. Segundo o Sebrae, 48 milhões de pessoas com idade entre 18 e 64 anos têm o seu próprio negócio ou estão criando. E, por conta da força do segmento, esta sexta-feira (5) é comemorado o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, data que tem o objetivo de homenagear a criação do Estatuto da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, instituído pela Lei nº 9.841/1999, estabelecendo que essas empresas tenham um tratamento diferenciado em todos os âmbitos.

“São esses empresários que geram emprego e desenvolvem economia, dando uma resposta mais rápida em momentos de crise. Elas também fazem movimentar a economia dos bairros, valorizando a região”, afirmou a diretora técnica do Sebrae/PE, Ana Dias. Segundo ela, a categoria tem grande representatividade para a economia. Em Pernambuco, por exemplo, as pequenas já respondem por 26% do PIB do Estado, 41% da massa salarial e 48,6% do total de empregos com carteiras assinadas. “Esse grupo de empresários tem uma estrutura mais simples de negócio, mas oferece renda e emprego, com negócios que se tornam grandes empresas”, concluiu.

Pensando no empreendedorismo como uma solução para os seus problemas, a gestora de negócios e artesã de acessórios de moda, Nelly Cardozzo, decidiu começar um negócio a partir do seu conhecimento em tapeçaria. “Meus pais, em alguns momentos, faziam todos os tipos de artesanato, aproveitavam materiais e eu sempre observei isso. Em 2012, teve uma grande crise econômica como essa que passamos agora e acabei sendo demitida. Eu tinha muito medo de comprometer o dinheiro restante, e no final das contas acabei somente com R$ 50”, disse.

“A partir disso, eu comecei a pensar em como fazer para ter uma renda, e decidi fazer pulseiras, buscando o artesanato como uma saída. Investindo o dinheiro que sobrou, comecei a vender algumas e tive um lucro de R$ 750. A?partir daí, pode me manter. Consegui ter o meu espaço, mesmo pequeno, e fui crescendo, participando de feiras e também atuando em outros estados”, contou Nelly.

A empreendedora também destacou que a profissionalização foi fundamental para o andamento do negócio. “Aprendemos muito com outras pessoas. Ter uma qualificação é importante, porque não é só o produto que importa. Se qualificar faz parte do conjunto da obra”, afirmou.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 05/10/2018

MEDO DO DESEMPREGO DIMINUI, DIZ CNI
Publicado em 10/05/2018 as 05:18 PM

O Índice de Medo do Desemprego caiu 2,2 pontos percentuais em setembro na comparação com junho e ficou em 65,7 pontos. O indicador, que é 2 pontos inferior ao de setembro de 2017, está muito acima da média histórica, de 49,7 pontos. A informação é da pesquisa trimestral divulgada nesta quinta-feira (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto maior o índice, maior o medo do desemprego.

A maior queda foi no Sudeste – o índice caiu 5,8 pontos entre junho e setembro e reverteu o aumento de 4,8 pontos registrado entre março e junho. Mesmo assim, o medo do desemprego no Sudeste, que atingiu 64 pontos, é o segundo maior do país. Os moradores do Nordeste são os que têm mais medo do desemprego. Naquela região, o índice alcançou 73,1 pontos em setembro, valor que é 1 ponto menor que o de junho.

No Sul, o medo do desemprego aumentou para 62,7 pontos em setembro e está 0,8 ponto acima do registrado em junho. Com isso, o medo do desemprego na região está acima do verificado no Norte/Centro-Oeste, onde o índice subiu 2,3 pontos entre junho e setembro e alcançou 60,9 pontos.

Satisfação com a vida

O levantamento também mostra que o Índice de Satisfação com a Vida subiu para 65,9 pontos em setembro e está 1,1 ponto acima do verificado em junho. Mesmo assim, o indicador continua abaixo da média histórica de 69,7 pontos.

O indicador varia de zero a 100 pontos. Quanto menor o indicador, menor é a satisfação com a vida. Esta edição da pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 22 e 24 de setembro.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 05/10/2018

APESAR DE QUADRO TURBULENTO, APORTES REVELAM MAIS ESTABILIDADE NO BRASIL
Publicado em 10/05/2018 as 05:17 PM

Mesmo diante de um cenário eleitoral conturbado, os investimentos produtivos estão conseguindo ter certa estabilidade no Brasil. As expectativas dos analistas para os aportes externos são até mesmo positivas, enquanto em relação aos projetos do empresariado nacional, há mais incertezas.

“Uma retomada do fluxo de investimentos no País dependerá muito da configuração da nova equipe do governo e das medidas econômicas que serão anunciadas”, afirma o coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), Ricardo Balistiero.

Por outro lado, a entrada de recursos estrangeiros no Brasil tem se mantido em um patamar elevado, principalmente em função dos projetos na área de infraestrutura, com destaque para eletricidade e gás, ressalta Balistiero.

Até agosto, os investimentos diretos no País (IDP) somam US$ 44,3 bilhões, recuo de 2,4% ante igual período de 2017, quando os aportes foram de US$ 45,4 bilhões.

O economista-chefe da Mapfre Investimentos, Luis Afonso Lima, também chama a atenção para este ponto, lembrando que 59% dos US$ 19,8 bilhões de investimentos anunciados até março de 2018 estão relacionados ao setor de infraestrutura, sendo que a maior parte deles é liderada por companhias estrangeiras.

“Ter mais da metade dos investimentos direcionados para a infraestrutura é uma sinalização muito positiva, pois indica a possibilidade de sustentar o crescimento econômico nos próximos anos. O desenvolvimento do fornecimento de energia, do saneamento básico, das telecomunicações, garante aumento de produtividade”, considera Lima.

Dos US$ 19,8 bilhões, US$ 6,5 bilhões serão investidos em eletricidade, gás e água quente, enquanto US$ 3,8 bilhões, direcionados para as telecomunicações. Os dados são da Rede Nacional de Informações Sobre o Investimento (Renai), publicados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), durante o primeiro semestre.

“A depreciação do câmbio do País barateou o custo do investimento para os estrangeiros. É um momento de oportunidade para eles. A empresa nacional, por sua vez, está em uma posição menos favorecida. Para ela, o custo do capital é muito alto”, afirma o economista-chefe da Mapfre.

Na espera

O gerente-executivo de Política Econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Flávio Castelo Branco, comenta que os investimentos da indústria brasileira estão um momento de “certa estabilidade”, na espera do resultado das eleições. “A plataforma econômica do novo governo é o que ditará o ritmo dos investimentos em 2019”, destaca Branco.

“Precisamos ter uma definição de como irão se comportar as linhas privadas de financiamento, as políticas de atração de investimento, inclusive de capital internacional, para avaliar melhor as perspectivas para o próximo ano”, completa o especialista da CNI.

Por fim, Balistiero reforça que a sinalização do ajuste fiscal será chave para gerar confiança empresarial. “A reforma fiscal será capaz de criar cenário econômico mais favorável.”
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 05/10/2018

(ABEAR) AÉREAS QUESTIONAM HORÁRIO DE VERÃO
Publicado em 10/05/2018 as 05:17 PM

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) emitiu ontem (04) uma nota posicionando-se contra a mudança da data de início do horário de verão.
Da Redação e Agências - redacao@dci.com.br - São Paulo

Segundo a entidade, pelo menos 3 milhões de passageiros, em 42 mil voos, serão afetados com o adiamento para o dia 18 de novembro.

"A mudança trará sérias consequências para o planejamento da operação aérea e, consequentemente, para os consumidores com volume expressivo de passageiros podendo perder voos adquiridos com antecedência", afirmou a instituição também por meio de nota.

Por estas razões, a Abear solicitou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria de Aviação Civil (SAC), Casa Civil e ministérios dos Transportes e Minas e Energia a manutenção da data, solicitada para o dia 4 de novembro.

A associação afirmou ainda que a antecedência na definição do período do horário de verão seria fundamental para garantir o funcionamento do setor, tanto em voos domésticos quanto em voos internacionais. "Mudanças em curto período trazem riscos a toda a operação das companhias aéreas", finalizou a Abear.

Motivo da mudança

A decisão do Governo Federal foi feita devido a data de início do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que acontecerá dentro de um mês. O dia da primeira prova coincidiria com a data até então prevista para o início do horário de verão.

O pedido foi encaminhado pelo Ministério da Educação à Presidência da República. As provas do Enem estão marcadas para os dias 4 e 11 de novembro em todo o país. A previsão é de que 5,5 milhões de estudantes participem.

Nas redes sociais, o ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, comemorou a mudança. "Candidatos terão mais tranquilidade para fazer as provas! Caso o horário de verão iniciasse no primeiro dia de provas do Enem, como estava previsto, muito provavelmente acarretaria prejuízos aos participantes."

Normalmente, a mudança ocorre em outubro, mas no final do ano passado, o presidente Michel Temer assinou decreto adiando o início para novembro. Também houve uma discussão em torno da alteração em decorrência do período eleitoral ? o primeiro turno é no próximo domingo, 7, e o segundo dia 28.
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 05/10/2018

PORTO - TRÁFEGO MARÍTIMO NO CANAL DO PORTO É SUSPENSO
Publicado em 10/05/2018 as 05:17 PM

Ventos fortes e mar agitado levaram a Capitania dos Portos de São Paulo a suspender o tráfego no canal do Porto de Santos ontem, às 9h20. A navegação foi retomada por volta das 18 horas.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 05/10/2018

ANTAQ - CABOTAGEM CRESCE APÓS GREVE NACIONAL
Publicado em 10/05/2018 as 05:16 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Movimento dos caminhoneiros impulsionou transporte costeiro

A navegação de cabotagem, aquela realizada ao longo da costa brasileira, ganhou uma nova relevância depois da greve dos caminhoneiros, que aconteceu no final de maio em todo o País.

O diretor comercial da operadora Santos Brasil, Marcos Tourinho, confirma o avanço do modal nas operações do Terminal de Contêineres (Tecon, administrado pela empresa). “No acumulado do ano, já percebemos um crescimento de 21 % devido ao aumento do custo rodoviário. As empresas enxergam a cabotagem como uma maneira de diversificar e não ficar dependente do rodoviário”, afirmou.

Nos últimos 10 anos, esse modal cresceu a uma média de 12% ao ano. De acordo com a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), apenas no primeiro semestre deste ano, suas operações aumentaram 13%, comparando com o mesmo período do ano passado. Mas a paralisação dos caminhoneiros ainda não está refletida neste levantamento.

“Ainda estamos fechando os dados do trimestre, mas o que as empresas já perceberam é houve uma procura muito grande. As consultas cresceram”, afirma o presidente da Abac, Cleber Cordeiro Lucas. Ele avalia que houve uma mudança no comportamento das empresas. “Elas perceberam o quão frágil e a dependência do modal rodoviário. Isso é um fator que vai impulsionar a cabotagem daqui para frente”.

Lucas destaca ainda que, para que essa modalidade se desenvolva, é preciso que o Governo Federal aposte numa política pública voltada para o setor.

DIFICULDADES DO SETOR

Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomenico, o principal desafio da cabotagem é a competição com o transporte rodoviário. “A cabotagem ainda é muito pouco explorada, porque o Brasil vem de uma matriz rodoviária, que dá incentivos a essa logística consolidada”.

Segundo especialistas, outro ponto que ainda impede um crescimento maior da cabotagem é a diferença do preço do combustível. “A lei de navegação prevê equiparação dos preços com a navegação de longo curso, o que não acontece. Na cabotagem, o preço do bunker é 30% maior”, diz Cleber Lucas, da Abac. Isso ocorre porque, no caso do longo curso, o combustível tem isenção de ICMS por se tratar de exportação.

Apesar da concorrência com o transporte rodoviário e os custos altos da cabotagem, Pierdomenico avalia que esse é um modal viável para o Brasil.

‘Tem a questão da segurança, que ninguém vai ser assaltado no meio do mar, tem a vantagem de poluir bem menos que os caminhões e não causar acidentes (como os rodoviários)”, pontua. Ele avalia ainda que um esforço do Governo Federal em implantar uma política pública voltada ao setor poderia tomar a cabotagem mais barata e, portanto, mais competitiva”.

AUDITORIA

O Tribunal de Contas da União (TCU) avalia a política nacional para este modal e os obstáculos para o avanço da navegação de cabotagem entre portos nacionais, que hoje responde por cerca de 11% da matriz de transporte no País. A corte também busca identificar a forma de atuação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) na formulação e na implementação da política nacional de cabotagem e na integração com as demais políticas de transporte. Os técnicos do órgão estão cm campo em auditoria que deve levantar um panorama do setor e seus principais problemas.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 05/10/2018

PORTO - JUSTIÇA MANTÉM PORTUÁRIOS PRESOS
Publicado em 10/05/2018 as 05:16 PM

Autor:        JOSÉ CLÁUDIO PIMENTEL - DO G1 SANTOS

A Justiça Federal manteve presos, após audiência de custódia, os oito portuários que tentaram embarcar tabletes de cocaína em um navio no Porto.

Os portuários, que receberiam até R$ 4 mil para serem “mulas” do narcotráfico, esconderam a droga em cintas fixadas à barriga.

O crime ocorreu na manhã de segunda-feira, em um terminal de contêineres da Margem Direita do cais. O grupo foi registrado por câmeras de monitoramento se preparando para transportar o entorpecente, antes mesmo de entrar na empresa. Para escapar do flagrante, um deles jogou um tablete pela janela do banheiro.

Durante audiência de custódia, o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, converteu a prisão em flagrante de todos os estivadores em preventiva (por tempo indeterminado). Na ocasião, os oito alegaram inocência ao magistrado e negaram envolvimento na ação criminosa.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 05/10/2018

PORTO - CONSULESA VISITA PORTO DE SANTOS
Publicado em 10/05/2018 as 05:16 PM

Autor:        SHEILA ALMEIDA - DA REDAÇÃO

Henríette Bersee, a nova consulesa geral dos Países Baixos (Holanda) em São Paulo, está em Santos, visitando empresas portuárias holandesas que atuam na Cidade.

O objetivo é conhecer o Porto e o trabalho desenvolvido aqui para abrir caminho à troca de experiências.

No tour, além de percorrer a região portuária, ela visitou a empresa de rebocadores Saam Smit Towage Brasil, a companhia de dragagem Van Ord e a operadora de terminais de granéis líquidos Vopak.

Antes do término da agenda dessa quinta-feira, Henriette fez visita ao Grupo Tribuna, acompanhada pelo assessor consular Rick Breugelmans e pelo cônsul honorário em Santos, André Luiz Collacio Lettieri. Eles foram recebidos pela diretora de Marketing de A Tribuna, Renata San tini Cypríano.

Além do interesse no Porto, no encontro, Bersee revelou que pretende aprender mais das relações de seu país com o Brasil, já que está há dois meses na função, na Capital.

A comitiva holandesa lembrou que, hoje, há programas de intercâmbio entre as nações, principalmente na agricultura e no meio ambiente, já que a Holanda e referência em eficiência na redução do uso de água e pesticidas nas plantações.

Mas, até pelo pouco tempo no Brasil, Bersee ainda não tem definida qual a primeira proposta de parceria. “E cedo para tirar conclusões, mas estaremos abertos a melhorar o contato paia brasileiros fazerem melhores negócios com holandeses e também para facilitar que holandeses busquem o Brasil”.

PLANEJAMENTO

Entre os principais legados que os Países Baixos podem deixar ao Brasil está o do planejamento. A Holanda tem 17 milhões de habitantes e é o 112 país mais populoso da Europa. Cerca de 60% da população vive em áreas abaixo do nível do mar. Por décadas, viu de perto os efeitos de inundações e aprendeu a desenvolver projetos a longo prazo de recuperação.

“Planejamos para 50 anos. Quando fazemos planos, pensamos que poder adaptá-los, pois precisamos desenhar cenários diferentes para o futuro”, explicou a consulesa. “Temos muita experiência para trocar”.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 05/10/2018

PORTO - #PORTOPROFISSOES
Publicado em 10/05/2018 as 05:16 PM

Às sextas-feiras, A Tribuna publica uma foto feita pelos participantes do projeto Porto Profissões e postada nas redes sociais com a hashtag #portoprofissoes.

O programa é desenvolvido por A Tribuna e pelo Grupo Marimex, um dos principais operadores logísticos do cais santista, para orientar estudantes da região sobre o mercado de trabalho no setor. A imagem de hoje, sobre uma das palestras feitas, é do coordenador da iniciativa, Adriano Simões.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 05/10/2018

MERCADO REGIONAL – ANTAQ - APOIO PORTUÁRIO I E II
Publicado em 10/05/2018 as 05:15 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

Apoio portuário I

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) apresentou ontem, a representantes do mercado, o modelo de Apoio Portuário do Sistema de Desempenho da Navegação (SDN).

A exposição ocorreu na sede do órgão, em Brasília, e foi feita pelo gerente de Regulação da Navegação Marítima, Rodrigo Trajano (na foto). O SDN é um sistema informatizado da Antaq, destinado a receber, pela web, informações técnicas e operacionais - sobre a frota, as atividades realizadas e os valores cobrados - a serem prestadas pelas empresas brasileiras de navegação.

Apoio portuário II

Segundo a Antaq, desde ontem e até o próximo dia 26, o SDN é submetido a uma fase de teste, na qual o módulo do Apoio Portuário pode ser usado. O objetivo é disponibilizar, com este acesso, uma maneira para que a iniciativa privada envie sugestões para melhorias e para que ela tenha prévio conhecimento da ferramenta. O diretor-geral da Antaq, Mário Poria, pediu que o setor regulado envie sugestões para que a agência incremente a ferramenta tecnológica. E destacou que o objetivo do SDN é conhecer o setor “e não controlar preços. Nossa defesa é por uma política de preços livres em quaisquer instâncias. Esse é o modelo que julgamos adequado”.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 05/10/2018

SP SEDIA CONGRESSO SOBRE DIREITO MARÍTIMO, PORTUÁRIO E ADUANEIRO
Publicado em 10/04/2018 as 06:13 PM




A 7ª edição Congresso Nacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro vai debater temas como acidentes marítimos, Siscomex Carga, resolução normativa 18/ Antaq e convenções internacionais relativas ao segmento. O evento, que acontece nos próximos dias 18 e 19 de outubro na capital paulista, é organizado pela seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP). O congresso reúne representantes da classe de nível nacional e agentes do setor.

O evento terá 10 painéis voltados para fomentar o estudo e o debate acadêmico e profissional dos assuntos atuais do direito marítimo, portuário e aduaneiro, assim como os demais aspectos relacionados a estes ramos autônomos do direito. O congresso conta com o apoio das comissões de direito marítimo, portuário e aduaneiro de seções da OAB em 10 estados.

Segundo a organização, já confirmaram presença o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, o procurador da Procuradoria Especial da Marinha (PEM), José Siqueira, e Fabio Ulhoa Coelho, advogado e professor titular de direito comercial da PUC-SP. As inscrições são gratuitas e realizadas no site do evento.

Serviço
Evento: VII Congresso Nacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro
Local: Anfiteatro/Auditório – OAB/SP
Endereço: Rua Maria Paula, 35 – Centro, São Paulo/SP
Público estimado: de 300 a 350 pessoas
Informações: https://sites.google.com/oabsp.org.br/congresso/home?authuser=0

(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 04/10/2018

OS PARADOXOS DO SETOR PORTUÁRIO
Publicado em 10/04/2018 as 06:13 PM



José Di BellaPor José Di Bella

• Daqui a poucos dias o país escreverá mais uma página em sua história democrática, escolhendo o presidente que comandará a nossa economia ao longo dos próximos quatro anos. Ciente deste momento, e da capacidade de contribuição que pode apresentar, a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) vem expondo aos presidenciáveis as demandas do setor e suas propostas para o país voltar a crescer.

Sem portos fortes, não há como a economia voltar a crescer nos níveis necessários para garantir o bem-estar da população e a competitividade dos produtos brasileiros. Sabemos da nossa importância para construir essa retomada. E estamos dispostos a ajudar nessa caminhada. Queremos investir, basta termos condições para isso.

Somos ponto de entrada e saída de 95% dos produtos que circulam no país.  Geramos milhares de empregos diretos e indiretos, um alento em um país que tem um contingente de 13 milhões de desempregados.

Mesmo durante a crise, a movimentação de cargas aumentou – 22,7% nos portos públicos e 32,9% nos terminais privados entre 2010 e 2017. Temos potencial não apenas econômico, mas estratégico. Somos a chave para reinserir o país como player estratégico internacional.

Mas, para que esse futuro promissor torne-se realidade, algumas premissas precisam ser mais bem compreendidas.

A principal delas é que os portos são atividade-meio, um elo importante da ampla cadeia logística nacional. Neste conjunto encontram-se rodovias, ferrovias e hidrovias, canais preciosos para o escoamento da produção nacional. Pensamentos setorizados não ajudam o processo, pelo contrário. Tendo-se uma percepção ampla do cenário, fica muito mais fácil um planejamento a médio e longo prazo, é necessário termos planejamento de Estado, de longo prazo, para a melhoria da infraestrutura nacional

O setor portuário vive um paradoxo. Tem uma demanda de serviços crescente aliada a uma capacidade gigantesca para investir. Estima-se que, em cada terminal privado, haja um potencial de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. Ao longo dos próximos anos, projetam-se melhorias na capacidade do sistema portuário e readequação do parque de equipamentos e aumento de infraestrutura que devem consumir investimentos da ordem de R$ 10 a R$ 15 bilhões.  

Mas qual o paradoxo? Com tanta necessidade e capacidade para investir, o setor encontra-se amarrado por entraves burocráticos, impostos por agentes que deveriam agir como reguladores, mas que, na verdade, assumem o papel de regradores.

Isso não assusta apenas o setor privado. Agentes públicos que atuam na área também têm sobre si um arcabouço tão complexo e muitas vezes cruel que os induz à paralisia: para evitar dores de cabeça futuras, muitas vezes as decisões são proteladas ao invés das decisões necessárias, os agentes públicos são acuados sob pena de tornar-se, mais adiante, fiador pessoal de uma decisão de Estado.

Além das amarras, o setor portuário brasileiro navega em um cenário de profunda insegurança jurídica. O Decreto dos Portos, editado para definir um ordenamento legal alinhado às melhores práticas internacionais para o setor, não foi implementado. Pior, tornou-se capa de um inquérito que não diz respeito com a totalidade da atividade portuária, ciosa de seus deveres e responsabilidades. Ainda assim, prejudica todos os nossos associados, que ficam presos em um limbo regulatório distante das ações necessárias para o setor.

Todas essas incertezas refletem-se diretamente na capacidade de crescimento do setor. Prova disso é que as últimas licitações para novos terminais terminaram quase sem interessados em apresentar propostas. A realidade é que as projeções futuras são feitas com base na própria conta e risco de cada investidor.

Qual o recado, então, dado aos presidenciáveis, diante de um quadro difícil e, ao mesmo tempo, tão promissor? Os empresários do setor portuário precisam de menos amarras, mais segurança para investir e mais recursos para trabalhar. Equação curta, mas primordial para que possamos exercer nosso papel como dínamos da atividade econômica

José Di Bella é diretor-presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 04/10/2018

SP SEDIA CONGRESSO SOBRE DIREITO MARÍTIMO, PORTUÁRIO E ADUANEIRO
Publicado em 10/04/2018 as 06:13 PM

A 7ª edição Congresso Nacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro vai debater temas como acidentes marítimos, Siscomex Carga, resolução normativa 18/ Antaq e convenções internacionais relativas ao segmento. O evento, que acontece nos próximos dias 18 e 19 de outubro na capital paulista, é organizado pela seção de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP). O congresso reúne representantes da classe de nível nacional e agentes do setor.

O evento terá 10 painéis voltados para fomentar o estudo e o debate acadêmico e profissional dos assuntos atuais do direito marítimo, portuário e aduaneiro, assim como os demais aspectos relacionados a estes ramos autônomos do direito. O congresso conta com o apoio das comissões de direito marítimo, portuário e aduaneiro de seções da OAB em 10 estados.

Segundo a organização, já confirmaram presença o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, o presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, o procurador da Procuradoria Especial da Marinha (PEM), José Siqueira, e Fabio Ulhoa Coelho, advogado e professor titular de direito comercial da PUC-SP. As inscrições são gratuitas e realizadas no site do evento.

Serviço
Evento: VII Congresso Nacional de Direito Marítimo, Portuário e Aduaneiro
Local: Anfiteatro/Auditório – OAB/SP
Endereço: Rua Maria Paula, 35 – Centro, São Paulo/SP
Público estimado: de 300 a 350 pessoas
Informações: https://sites.google.com/oabsp.org.br/congresso/home?authuser=0

(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 04/10/2018

QUEDA NAS EXPORTAÇÕES DERRUBA A PRODUÇÃO DE VEÍCULOS EM SETEMBRO
Publicado em 10/04/2018 as 06:12 PM




A produção brasileira de veículos caiu 23,5% em setembro ante agosto, para 223,1 mil carros, comerciais leves, caminhões e ônibus, refletindo recuo nas vendas internas e externas, informou nesta quinta-feira (4) a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A queda é atribuída aos quatro dias úteis a menos e à diminuição das exportações devido à redução naqs compras da Argentina.

Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, a indústria se prepara para um novo ciclo, com queda na produção e redução de envios de veículos ao exterior. Com isso, a Anfavea prevê redução de 8,6% nas exportações neste ano.

Megale afirma que as montadoras buscam alternativas à Argentina, que pausa por crise e tem importado menos carros produzidos no Brasil. O executivo acredita que a conclusão dos ajustes no acordo comercial entre Estados Unidos, México e Canadá tende a melhorar o envio de carros para o mercado mexicano.

Robôs da linha de produção, da fábrica da montadora japonesa Nissan

Associação das montadoras prevê redução de 8,6% nas vendas para o exterior neste ano - Chris Ratcliffe/Bloomberg

Na comparação com setembro de 2017, a produção teve queda de 6,3%. Com o resultado, no acumulado de janeiro a setembro, o volume produzido alcançou 2,19 milhões de unidades, 10,5% acima do total montado no mesmo período do ano passado.

Os licenciamentos de veículos novos no mês passado caíram 14,2% ante agosto e avançaram 7,1% na comparação anual, para 213,3 mil unidades, segundo os dados da entidade. As vendas nos nove primeiros meses do ano somaram 1,85 milhão de veículos, 14% a mais que o registrado um ano antes.

As exportações de veículos e máquinas agrícolas em setembro somaram US$ 990 milhões (R$ 3,8 bilhões), queda de 23,6% ante agosto e de 28,6% sobre um ano antes.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 04/10/2018

ODEBRECHT E CAMARGO SAEM DO ETANOLDUTO
Publicado em 10/04/2018 as 06:12 PM

Por Camila Souza Ramos e Juliano Basile | De São Paulo e Brasília

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica aprovou a venda das participações de Odebrecht Transport e Camargo Corrêa na Logum Logística, responsável pelo projeto do etanolduto, aos demais sócios: Raízen, Copersucar e Petrobras. Com o negócio, a Logum volta a ter acesso a crédito para as obras de expansão do traçado, paradas há três anos. A saída de Odebrecht e Camargo, envolvidas na Lava-Jato, era exigência do BNDES para liberar financiamentos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/10/2018

DECISÃO DO CADE DESTRAVA INVESTIMENTOS DA LOGUM
Publicado em 10/04/2018 as 06:12 PM

Por Camila Souza Ramos e Juliano Basile | De São Paulo e Brasília

Concebido na época do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o etanolduto poderá enfim receber financiamento e expandir seu traçado, após três anos de paralisia nas obras. Conforme despacho publicado ontem, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deu aval à reorganização societária que tira do quadro de acionistas da Logum Logística, responsável pelo projeto, a Odebrecht Transport Participações e a Camargo Corrêa, conforme exigência do BNDES.

A Odebrecht Transport e a Camargo Corrêa detinham 20,77% e 10% de participação na Logum, respectivamente. Ambas venderam suas ações para as demais sócias - Raízen, Copersucar e Petrobras -, que passaram a deter 30% de participação cada. O valor da operação não foi revelado.



Antes, as sucroalcooleiras Raízen e Copersucar detinham 20,77% das ações da Logum, enquanto a estatal detinha 17,304%. A Uniduto, controlada pela Raízen e pela Copersucar, continua com 10% das ações da Logum.

A transação foi fechada em abril e o pedido de aprovação no Cade foi aberto em 17 de setembro. A saída das duas construtoras do arranjo societário era uma condição imposta pelo BNDES para destravar a concessão de financiamento para novos investimentos no duto. Em 2016, o banco suspendeu operações com empresas que tiveram envolvimento na Lava-Jato, mas os repasses à Logum estavam travados desde 2015.

Nos últimos anos, a Logum vinha mantendo suas operações basicamente com capitalizações por parte dos sócios. Ao longo da safra 2016/17, os acionistas acertaram um aumento de capital de R$ 809 milhões, e em 2017/18, determinaram um aporte de R$ 498 milhões.

Mas nem todo o aumento de capital acertado chegou a ser integralizado. No rearranjo societário, determinou-se que a Odebrecht Transport e a Camargo Corrêa não integralizarão os aumentos de capital pendentes. Também não será integralizado aumento de capital comprometido por Raízen, Copersucar e Uniduto. Assim, haverá uma redução do capital social da Logum, que atualmente tem 1.838.461.337 ações de emissão subscritas e não integralizadas.

O acerto acaba com o entrave que faltava ser superado para que a Logum tirasse do papel seus projetos de extensão do etanolduto. Em abril deste ano, o presidente da companhia, Wagner Biasoli, afirmou em entrevista ao Valor que esperava iniciar a primeira das três fases de investimento no próximo ano.

A primeira etapa, orçada em R$ 700 milhões, prevê estender o duto para todo o município de Guarulhos e alcançar São Caetano do Sul e São José dos Campos, na Grande São Paulo. Na documentação entregue ao Cade, as sócias apresentam um cronograma que prevê a conclusão dessa fase em 2021.

Na segunda etapa do projeto, que deve demandar aportes de R$ 1,1 bilhão, o duto deve ser levado até o porto de Santos, para permitir o embarque de etanol. A última fase do projeto consiste em levar o duto para o interior do país, próximo das regiões produtoras, até Jataí (GO). Essa etapa deve consumir mais R$ 800 milhões em investimentos.

Atualmente, o etanolduto tem capacidade para transportar 4 bilhões de litros de etanol por ano, mas em 2017 foram transportadas apenas 1,7 bilhão de litros. Nos documentos entregues ao Cade, os sócios atuais argumentam que a concentração acionária não impede que outras empresas utilizassem o duto, já que elas sozinhas "não geram demanda capaz de utilizar toda a capacidade instalada e projetada do sistema".

No processo no Cade, a Logum foi representada pelo escritório Mattos Filho Advogados, e as construtoras foram assessoradas pelo Cescon Barrieu Advogados.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/10/2018

PORTOS - PGR: PRESIDENTE NÃO PODE SER PROCESSADO POR ATOS ANTERIORES AO MANDATO
Publicado em 10/04/2018 as 06:12 PM

Autor:        Por Luísa Martins e Isadora Peron | Valor

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, manifestou-se contra a possibilidade de o presidente da República ser processado por atos anteriores ao exercício do cargo.

O parecer foi encaminhado ao ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada pelo PDT.

Em maio do ano passado, o partido questionou na Corte a imunidade do presidente -- prevista na Constituição Federal -- em relação a crimes cometidos fora do mandato. No parecer, Raquel Dodge afirma que a lei atual não veda ou impede que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o presidente -- ele apenas "não pode ser responsabilizado em ação penal enquanto durar o mandato". A ADI deve ser julgada pelo plenário da Corte, mas ainda não há data definida.

Recentemente, a PGR pediu ao Supremo que suspenda temporariamente o inquérito que investiga propina da Odebrecht ao presidente Michel Temer (MDB). O argumento foi justamente o de que, de acordo com a Constituição, o presidente da República não pode ser responsabilizado por atos cometidos antes de assumir o cargo. Neste caso, os repasses da empreiteira teriam sido acertados em 2014, quando Temer era vice-presidente.

Por outro lado, o inquérito que apura fraude no decreto dos portos, assinado quando Temer já era presidente, continua em andamento, sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/10/2018

EUA APROVAM US$ 60 BI PARA INFRAESTRUTURA NO EXTERIOR
Publicado em 10/04/2018 as 06:11 PM

Por David Pilling e James Politi | Financial Times, de Port Louis e Washington

O Senado dos EUA aprovou um projeto de lei que cria uma agência com US$ 60 bilhões para investir em países em desenvolvimento como uma forma de se contrapor à crescente influência global da China.



Numa rara demonstração de espírito bipartidário, o Senado aprovou ontem, por 93 votos a 6, a Lei de Melhor Uso de Investimentos para o Desenvolvimento (Build, na sigla em inglês).

A proposta, que foi incluída em um projeto de lei que mantém em vigor a Administração Federal de Aviação, pode chegar à mesa do presidente Donald Trump amanhã, segundo fontes bem informadas sobre seu progresso. A Casa Branca já indicou que Trump vai sancioná-lo.

A Lei Build foi apresentada como sendo vital para se contrapor ao que tem sido descrito como a "diplomacia da armadilha da dívida" da China - enganar países em desenvolvimento ao enchê-los de empréstimos impagáveis.

Até um ano atrás, a Corporação Americana de Investimento Privado no Exterior (Opic, na sigla em inglês), que faz empréstimos a empresas nos países em desenvolvimento, estava sob risco de ser desmantelada. Embora ela faça investimentos e tenha lucro, o governo Trump a via como uma entidade que concede ajuda e o que muitos republicanos descreviam como "assistência corporativa".

Aubrey Hbruy, cofundadora da Africa Expert Network, disse que Ray Washburne, presidente e executivo-chefe da Opic, mudou essa visão ao convencer os congressistas de que a organização era uma ferramenta essencial para a diplomacia comercial americana.

"Este governo é muito dirigido pela visão de que os EUA precisam ser mais competitivos vis-à-vis a China", disse ela. "Isto é algo sobre o qual aqueles de nós em Washington que se preocupam com mercados emergentes, empresas e competitividade americana estamos trabalhando há anos."

Para Washburne, "isso é uma sacudida poderosa". Em Cartagena (Colômbia), de onde acompanhou a votação do Senado por seu celular, ele disse que uma Opic reforçada oferecia "uma alternativa financeiramente segura às iniciativas do governo chinês que deixaram muitos países em desenvolvimento profundamente endividados". Isso aumentaria o "soft power" dos EUA e ajudaria a levar empregos e estabilidade para países que, de outra forma, poderiam se tornar um perigo para a segurança nacional americana.

Pequim tem rejeitado veemente as acusações de que usa dívidas para ganhar dependentes políticos, argumentando que tem concedido empréstimos a países em desenvolvimento dentro do espírito de cooperação e de promoção do comércio. A China já financiou dezenas de bilhões de dólares em infraestrutura na Ásia, África e América Latina.

Senadores republicanos já acusaram Pequim de assumir o controle do porto de Hambantota, no Sri Lanka, quando o governo local não conseguiu quitar suas dívidas.

A Opic agora será incorporada a uma nova agência, chamada de Corporação de Financiamento ao Desenvolvimento Internacional, que assumirá algumas das funções da USAID (Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional). Pela primeira vez, ela poderá adquirir participações, o que, segundo seus defensores, lhe permitirá investir de forma mais efetiva e se igualar a agências equivalentes europeias.

"Isso não só assegura nossa existência - que não era certa um ano atrás - como nos dá condições de igualdade e dobra nosso tamanho", disse Washburne.

O projeto de lei obteve apoio de ambos os partidos. "A Lei Build começará a nos afastar da concessão direta de assistência com resultados incertos para, em vez disso, ajudar países a se tornarem mais autossuficientes, ao mesmo tempo em que economizaremos milhões de dólares dos contribuintes", disse o republicano Bob Corker, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Chris Coons, principal democrata na comissão, disse que estava "entusiasmado" com o fato de que o projeto está a caminho da sanção de Trump. "Este investimento nos permitirá reduzir a pobreza em áreas que são críticas para nossa segurança nacional, competir com a influência chinesa nos países em desenvolvimento e ajudar as empresas americanas a crescer e prosperar."
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/10/2018

INVESTIMENTOS PARA A MATA NORTE
Publicado em 10/04/2018 as 06:11 PM

Maurício Rands prometeu reativar o distrito industrial de Timbaúba e criar ramal de conexão com ferrovia que pretende construir entre Goiana e Suape

Caso seja eleito, o candidato ao governo de Pernambuco Maurício Rands (PROS) garantiu a moradores da Zona da Mata Norte que vai reativar o distrito industrial da cidade de Timbaúba. Em entrevista à Rádio Nova Timbaúba, o postulante também prometeu melhorar as estradas da região, criando um ramal de conexão com a futura ferrovia que deve ligar a cidade de Goiana até o Porto de Suape.

“Quando se cria um eixo grande de Goiana a Suape, você pode fazer conexões para escoar a produção. Esse escoamento pode ser por rodovias, por meio de estradas melhores que levem os insumos até uma das estações da (futura) estrada de ferro”, destacou. A três dias das eleições, o postulante tem apostado em entrevistas para rádios do interior do estado numa forma de apresentar sua campanha, já que o palanque foi formado no último dia previsto para a apresentação das chapas majoritárias.

Questionado sobre a situação da saúde na cidade, Rands disse que vai implantar uma maternidade no município. “Vamos criar uma maternidade para que as mulheres possam dar à luz na própria cidade”, ressaltou, após ser informado de que as unidades mais próximas ficam em Nazaré da Mata. No âmbito da economia, o ex-deputado federal destacou que vai dar incentivo à agricultura familiar. “(A atividade) é complementar à produção açucareira da região. Vou voltar com o programa Terra Pronta e também com mecanismos de crédito”, destacou, reforçando que, em um eventual governo seu, vai replicar em Pernambuco o programa Nome Limpo, proposto pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT) e que pretende retirar as pessoas da lista de negativadas do SPC e Serasa.

O candidato também participou de sabatinas no Colégio Ideia e na União dos Escrivães de Polícia. À noite, Rands esteve em Água Preta, na Zona da Mata Sul, onde realizou um comício e participou de caminhada. A cidade é administrada por Eduardo Coutinho (PSB), que é um dos coordenadores da campanha do ex-deputado federal.

Agenda

Paulo Câmara (PSB)
18h - Caminhada na Bomba do Hemetério

Armando Monteiro (PTB)
09h30 - Entrevistas a rádios do Agreste e Zona da Mata Norte
17h30 - Caminhada em condado com o prefeito Cassiano
19h - Ato em Goiana com o prefeito Osvaldinho
21h - Caminhada Onda Azul em Igarassu, com o prefeito Mário Ricardo

Maurício Rands (Pros)
10h - Entrevista para Rádio Nova FM de Goiana
10h30 - Homenagem ao dia dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias
12h30 - Entrevista para Rádio Goiana FM
15h - Caminhada e panfletagem no bairro dos Coelhos no Recife
18h - Reunião com grupo de hip-hop no Paulista
19h -Caminhada no Paulista

Julio Lóssio (Rede)
16h - Giro por municípios do Sertão do São Francisco
19h – Entrevista ao Programa de Carlos Peruca e Elielson, de Carpina.

Dani Portela (PSol)
7h - Panfletagem com Dani no Colégio de São Bento de Olinda
9h - Caminhada no Ibura
18h - Panfletagem com Dani na Unicap

Simone Fontana (PSTU)
5h - Panfletagem na fábrica Musashi
17h - Panfletagem na comunidade Novo Horizonte
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data : 04/10/2018

PORTOS - ESTIVADORES USADOS COMO MULAS GANHARIAM R$ 4 MIL PARA ESCONDER COCAÍNA NA BARRIGA
Publicado em 10/04/2018 as 06:11 PM

Autor:        Por José Claudio Pimentel, G1 Santos

Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva de oito trabalhadores do Porto de Santos, detidos enquanto se preparavam para levar droga puríssima a um navio.

A Justiça Federal manteve presos, após audiência de custódia, os oito estivadores que tentaram embarcar tabletes de cocaína em um navio no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os portuários, que receberiam até R$ 4 mil para serem "mulas" do narcotráfico, esconderam a droga em cintas fixadas à barriga.

O crime ocorreu na manhã de segunda-feira (1º), em um terminal de contêineres da Margem Direita do cais. O grupo foi registrado por câmeras de monitoramento se preparando para transportar o entorpecente, antes mesmo de entrar na empresa. Para escapar do flagrante, um deles jogou um tablete pela janela do banheiro.

Durante audiência de custódia realizada nesta quarta-feira (3), o juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Federal de Santos, converteu a prisão em flagrante de todos os estivadores em preventiva (por tempo indeterminado). Na ocasião, os oito alegaram inocência ao magistrado e negaram envolvimento na ação criminosa.

"As ações em apuração são de gravidade inconteste, causando inegável possível comprometimento da saúde pública. Ao menos nesta fase, tenho que a manutenção dos indiciados em custódia se apresenta necessária à manutenção da ordem pública", declarou na decisão o juiz, que não julgou qualquer ilegalidade no flagrante.

Foram recolhidos à Penitenciária I de São Vicente os estivadores Wagner da Silva, Vicente Alves de Souza, Jânio Alves de Souza, Renato Xavier Koti, Claudemir Silva Santos, Leandro Alfredo Casartelli Pinheiro, Orivelton Gonçalves de Jesus e Douglas Reinaldo Silva de Oliveira. Eles estão registrados no Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo).

"Todos os custodiados, salvo Claudemir, são detentores de vastas folhas de antecedentes criminais", pontuou, ainda, o juiz da 5ª Vara Federal. As passagens dos envolvidos foram confirmadas pelo advogado Pedro Gerônimo da Silva Neto, do Sindicato dos Estivadores (Sindestiva), que os representou na audiência.

Segundo Neto, que faz assistência jurídica aos associados da entidade, cada um vai responder pela eventual participação. "Todos negam o crime, mas estavam escalados para trabalhar quando houve a tentativa de tráfico. Podemos pedir a liberdade, na medida em que solicitarem a nossa defesa. Eles também podem ter os próprios advogados".

Mulas do narcotráfico

O G1 apurou que os trabalhadores identificados pela Polícia Federal e pela Guarda Portuária como envolvidos na tentativa de embarque de cocaína no navio receberiam até R$ 4 mil pelo serviço. As câmeras flagraram o bando, na porta do terminal, se preparando para transportar os tabletes da droga nas cintas elásticas.

Quando houve o cerco ao terminal, o grupo tentou se desvencilhar do entorpecente. O estivador Vicente, durante revista realizada pelos guardas portuários, jogou um tablete de cocaína pela janela do banheiro utilizado pelos trabalhadores avulsos, onde foram encontrados outros pacotes atrás de um vaso sanitário.

O colega Wagner foi abordado pelos guardas próximo à grade do terminal e, por baixo da cinta que ele utilizava, estavam outros tabletes com cocaína, envoltos em plástico preto. Os demais foram identificados pelas imagens das câmeras de monitoramento e com outras faixas elásticas, que seriam usadas no transporte.

Durante o flagrante, a polícia ainda conseguiu localizar e apreender lacres que seriam usados para substituir aqueles rompidos durante a abertura de contêineres no navio onde a droga seria escondida. A suspeita é de que o carregamento clandestino tinha como destino portos europeus, onde há mercado consumidor.

Ainda durante a prisão, veículos utilizados para levar a droga até o cais, e onde os trabalhadores portuários avulsos se reuniram antes de entrarem na instalação, também foram apreendidos. Ao grupo, foi atribuído o transporte de, aproximadamente, 30 kg de cocaína, divididos em 18 tabletes, que foram recolhidos pelas equipes.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 04/10/2018

MERCADO APOSTA EM BARRIL DE PETRÓLEO A US$ 100 ATÉ 2019 COM SANÇÕES AO IRÃ
Publicado em 10/04/2018 as 06:11 PM


Iminente retorno das sanções dos EUA alimentam uma recuperação que levou os preços de referência a máximas em 4 anos.
Por Reuters



Campo de petróleo em Vaudoy-en-Brie, na França — Foto: Christian Hartmann/Reuters

Operadores do mercado de petróleo apostam que os preços de referência da commodity nos EUA poderão subir a US$ 100 o barril até o próximo ano, um patamar que até recentemente muitos consideravam impensável devido ao crescimento recorde da produção norte-americana e à demanda global relativamente estável.

Mas o iminente retorno das sanções dos EUA sobre o Irã e gargalos que impedem o petróleo norte-americano de chegar ao mercado alimentaram uma recuperação que levou os preços de referência a máximas em quatro anos.

Nesta quinta, o petróleo Brent recuava 0,38 dólar, ou 0,44%, a US$ 85,91 por barril, às 9h26 (horário de Brasília). Nos EUA, o barril WTI caía 0,46 dólar, ou 0,6%, a US$ 75,95 por barril.

Enquanto grandes nações produtoras dizem que a oferta é ampla, fundos de hedge e especuladores estão cada vez mais céticos em relação a esse argumento, apostando que o mercado poderia se recuperar à medida que as sanções sobre as exportações de petróleo do Irã voltarem em 4 de novembro.

O viés de alta é visível no mercado de opções dos EUA. O número de posições em aberto em 100 dólares por barril em dezembro de 2019, com opções de compra, ou seja, apostando em futuros nesse nível, subiu 30% na semana passada, para um recorde de 31 mil lotes, de acordo com dados da CME.

"Nas últimas duas semanas, tem havido muito mais evidências de que mesmo alguns dos maiores clientes - Índia e China - não vão comprar petróleo iraniano a partir de novembro", disse John Saucer, vice-presidente de pesquisa e análise da Mobius Risk.

Como resultado, ele disse, "essas sanções provavelmente serão muito mais eficazes do que as pessoas pensavam".

As exportações globais do Irã caíram para 2 milhões de barris por dia (bpd) em setembro, ante 2,8 milhões de bpd em abril, segundo o Instituto de Finanças Internacionais.

Chefe da IEA pede que produtores amenizem receios sobre oferta
Os grandes produtores de petróleo devem tomar "as medidas certas" para aliviar as preocupações quanto à oferta global, que têm elevado os preços da commodity a máximas em quatro anos, disse à Reuters nesta quinta-feira o chefe da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

"Agora é hora de todos os 'players', especialmente os principais produtores e exportadores de petróleo, considerarem a situação e tomarem as medidas certas para confortar o mercado. Caso contrário, não vejo ninguém se beneficiando", disse o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol.

"A energia cara está de volta em um momento ruim para a economia global", acrescentou.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 04/10/2018

RALI NA BOLSA OLHAR ESTRANGEIRO - VOLUME DE NEGOCIAÇÃO BATE R$ 22,4 BILHÕES
Publicado em 10/04/2018 as 06:10 PM

O Globo4 Oct 2018JOÃO SORIMA NETO, RENNAN SETTI E GABRIEL MARTINS economia@oglobo.com.br SÃO PAULO E RIO

Com o bom humor dos investidores embalado pelas recentes pesquisas eleitorais, a B3 (antiga BM&FBovespa) registrou ontem um verdadeiro rali, com volume de negociação de compra e venda de ações de R$ 22,4 bilhões — o maior deste ano e o mais alto desde 18 de maio de 2017, um dia após o escândalo da JBS vir à tona. Na média das últimas semanas, o giro financeiro estava entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões. O Ibovespa, principal índice do mercado acionário brasileiro, avançou 2,04%, aos 83.273 pontos — na máxima do dia, chegou a subir 4,69%, aos 85.441 pontos.

O dólar comercial, por sua vez, encerrou o dia com desvalorização de 1,16%, a R$ 3,88, a menor cotação desde 14 de agosto. Pela manhã, a moeda americana chegou a ser negociada abaixo de R$ 3,85. O movimento foi na contramão do exterior: o Dollar Index, da Bloomberg, que acompanha o desempenho da divisa frente a uma cesta de moedas, subiu 0,27%.

Os números da pesquisa Datafolha, divulgada na noite de terça-feira, confirmaram a liderança do candidato Jair Bolsonaro (PSL) frente a Fernando Haddad (PT). O otimismo do mercado financeiro se deve ao fato de os investidores considerarem Bolsonaro mais alinhado a uma agenda de reformas econômicas, como a da Previdência e a tributária.

Em relatório a clientes, o economista-chefe do banco UBS, Tony Volpon, disse que as taxas de rejeição dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas serão fundamentais para determinar quem vencerá “uma eleição altamente polarizada”.

Para o economista Sergio Vale, da MB Associados, o mercado “comprou” o cenário deumamaiorchancedeocandidato do PSL ganhar. Mas Valeressaltaque,emboraoprojeto do assessor econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, seja mais pró-mercado, os investidores ignoram detalhes importantes como viabilidade política de colocá-lo em prática e as propostas em si:

—Achancedenãodarcerto é enorme, mas o mercado não dá muito atenção a isso. Na visão do mercado, com Haddad há a certeza de termos problemas na economia. Com Bolsonaro, há chance de um projeto mais liberal passar. Enquanto essa percepção permanecer, veremos o câmbio em baixa e a Bolsa em alta.

Enquanto isso, bancos e consultorias estrangeiros tentam explicar aos clientes os programas dos líderes nas pesquisas. Na última sexta-feira, o banco JPMorgan divulgou dois relatórios, comparando em detalhes o impacto que Bolsonaro e Haddad teriam sobre o setor bancário e concessionárias de serviços públicos.

O banco observa que o programa de Bolsonaro faz poucas menções ao sistema financeiro, mas que declarações de Paulo Guedes indicam uma postura ortodoxa, que “poderia reduzir o papel do Estado na economia”. E

considera que alguns dos pontos do programa de Haddad “lembram Dilma Rousseff ”, como a proposta de mudança na regulação bancária e uma participação maior dos bancos públicos.

No setor elétrico, o JPMorgan observou que a vitória de um candidato de esquerda poderiater“impactonegativosobre a confiança dos investidores, prejudicando investimentos”, ao descartar a privatização e adotar controle de tarifas. Já o candidato do PSL, avaliam os analistas, retomaria a privatização da Eletrobras.

— A maioria dos investidores vê Bolsonaro como a possibilidade de eliminar as chances do retorno do PT, cuja plataforma econômica menos liberal eles não aprovam — disse o americano James Gulbrandsen, sócio da gestora NCH Capital, que manifestou desconforto com o que chamou de “coisas horrorosas” já ditas pelo candidato.

Para a consultoria britânica Pantheon Macroeconomics, os investidores vêm apostando que a equipe econômica de Bolsonaroadotarápolíticasortodoxas

e promoverá o livre mercado. Mas, observou, “não há garantia de que ele seguirá ao pé da letra essas recomendações”, pois tem retrospecto contrário às privatizações.

O economista da Pantheon, Andres Abadia, considera que os investidores subestimam o risco à ordem democrática que uma plataforma de extrema direita pode representar:

— Minha visão é que o Brasil tem instituições sólidas o bastante para evitar que políticas populistas destruam os fundamentos políticos e econômicos.Mas,emsetratando de América Latina, o risco de um governo populista é real.

Em relatório aos clientes esta semana, o banco Morgan Stanley considera que, em um governo Bolsonaro, Fazenda e Banco Central terão postura ortodoxa, o que levaria a uma estabilidade da taxa de câmbio pelo menos até o segundo trimestre de 2019, com crescimento do PIB de 2,5%. Mas o banco pondera que, em caso de vitória de Haddad, ele teria, “pelo menos no começo”, uma postura mais amigável ao mercado.

“O Brasil tem instituições sólidas o bastante para evitar que políticas populistas destruam os fundamentos políticos e econômicos. Mas, em se tratando de América Latina, o risco de um governo populista é _ real” Andres Abadia, economista da Pantheon
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/10/2018

HYDRO PARALISA NO PARÁ PRODUÇÃO DA MAIOR REFINARIA DE ALUMÍNIO DO MUNDO
Publicado em 10/04/2018 as 06:10 PM


Hydro afirma que é impedida de usar área nova para depósito de rejeitos. Ministério Público diz que falta licença ambiental
O Globo4 Oct 2018CÁSSIA ALMEIDA cassia@oglobo.com.br



ADRIANO MACHADO/BLOOMBERG/ARQUIVO
Incerteza. Funcionários terão reunião com empresa hoje. Dos 6 mil empregados da Hydro, 5 mil ficam no Pará

ANorsk Hydro, dona da Alunorte, a maior refinaria de alumínio do mundo, anunciou ontem que vai suspender as operações da unidade, que fica em Barcarena, no Pará. A mina de bauxita que fica em Paragominas, no mesmo estado, também vai parar.

A operação no Pará é a maior da empresa norueguesa. Dos 6 mil funcionários da Hydro no Brasil, 5 mil estão alocados no Pará.

Desde março, a Alunorte produz a apenas 50% da capacidade, por determinação de autoridades brasileiras, que acusam o grupo de despejo irregular de resíduos em rios e igarapés, o que a empresa nega.

A companhia afirma que seu depósito de resíduos de bauxita está próximo de atingir a capacidade máxima e que não pode adotar uma tecnologia mais avançada nem usar outra área para depositar rejeitos de bauxita em razão de um embargo judicial.

IMPACTO NOS PREÇOS

A Justiça determinou o embargo após um acidente em fevereiro, quando a água não tratada teria sido despejada na rede fluvial, depois de fortes chuvas que atingiram a região. Na ocasião, a Justiça determinou o embargo de uma das bacias de dejetos, por falta de licenciamento ambiental.

Segundo o Ministério Público Federal, a companhia sabiaqueavidaútildoprimeiro depósito ia expirar e deveria ter se programado para licenciar ambientalmente o novo depósito, “portanto, a responsabilidade é toda da empresa”. Além disso, acrescenta que a companhia ainda não tem a licença de operação do depósito e não cumpriu todos os condicionantes.

“Este é um dia triste, pois temos a tecnologia mais avançada do mundo para continuar com operações seguras, que estamos impedidos de utilizar. Isso afetará empregos, comunidades, fornecedores e clientes”, diz John Thuestad, Vice Presidente Executivo de Bauxita & Alumina da Hydro, em nota.

A refinaria da Alunorte produziu 6,4 milhões de toneladas de óxido de alumínio em 2017, o equivalente a cerca de 10% da produção global fora da China. Sua paralisação parcial no início deste ano elevou os preços do mercado. Segundo especialistas, a paralisação deve aumentar a escassez de alumina, um ingrediente-chave da produção de alumínio, e pode pressionar preços de metais, o que afetaria um grande número de setores, de montadoras a fornecedores de bebidas em lata.

Ontem, os preços do alumínio subiram 3,6%, para US$ 2.194 a tonelada, atingindo a maior alta em três meses. As ações da Hydro despencaram até 14% no pregão europeu.

Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas (SindQuímicos) de Barcarena, Luzcermand Malcher, as negociações entre a empresa e o sindicato estão em andamento e foi convocada assembleia para hoje:

— Esperamos que a empresa apresente uma proposta para manter os empregos. Temos uma liminar que impede as demissões.

A Hydro afirma que a refinaria e a mineradora concederam férias coletivas para cerca de mil empregados entre maio e junho, diante da redução das atividade.

Segundo a empresa, foram investidos R$ 10 bilhões nos últimos dez anos. (Com agências internacionais)
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 04/10/2018

ANTAQ SEDIA SEMINÁRIO SOBRE A LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO
Publicado em 10/04/2018 as 06:10 PM

Evento aconteceu em parceria com a CGU


Mesa de abertura do seminário: em defesa da transparência

A ANTAQ e a CGU realizaram o evento “Informação, Regulação e Transparência: Diálogos sobre a Lei de Acesso à Informação”, que ocorreu na sede da Agência, em Brasília, nesta quarta-feira (3). O objetivo do seminário foi intensificar reflexões acerca do controle social e transparência no âmbito das agências reguladoras, marcos históricos e legais da LAI e sua aplicação prática.

Na mesa de abertura, estiveram presentes os diretores da ANTAQ, Mário Povia (geral), Francisval Mendes e Adalberto Tokarski, além da secretária-geral da ANTAQ, Joelma Barbosa, do coordenador-geral de Governo Aberto e Transparência substituto do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), Aureliano Vogado, e da professora doutora da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília e da Université de Paris (Paris IV – Sorbonne), Georgete Medleg.

Atualmente, 327 órgãos estão inseridos na LAI pelo Sistema e-Sic. Em 2018, já foram realizados 700 mil pedidos de informação, com 99% de resposta. O tempo médio de retorno ao solicitante varia entre 14 e 16 dias, prazo menor do que é determinado pela lei (20 dias, prorrogável por mais dez). As informações são da Controladoria-Geral da União.

Para o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, a LAI propiciou uma mudança cultural na Agência e no Brasil. Citou, em relação à transparência, a transmissão das reuniões ordinárias de diretoria, que permite à sociedade acompanhar em tempo real o que está sendo deliberado. Povia destacou também a Agenda Regulatória, instrumento que dá previsibilidade ao setor regulado saber o que está no radar da ANTAQ.

“As consultas e audiências públicas também são ações que a ANTAQ realiza que vão ao encontro da transparência e do acesso às informações. Temos um setor regulado diversificado, que vai desde o ribeirinho até o empreendedor. Fornecemos informações também para o meio acadêmico. Os dados que a Agência produz são fontes primárias dos estudos produzidos nas universidades”, afirmou Povia.

Em seu discurso, o diretor da ANTAQ, Francisval Mendes, ressaltou que o acesso às informações públicas é um direito constitucional que pertence às cidadãs e aos cidadãos brasileiros. “A LAI é um normativo que fortalece e, claro, regulamenta esse direito.” Segundo Mendes, o seminário corrobora a parceria entre ANTAQ e CGU para que a LAI se estabeleça ainda mais e continue sendo esse instrumento de lisura, transparência e, acima de tudo, democrático.

Segundo Mendes, a lei é holística, pois abrange os três poderes da União, estados, Distrito Federal e municípios, além dos tribunais de contas e Ministério Público. “A norma também inclui a ANTAQ, e esta Agência, com seus servidores e colaboradores, segue e continuará seguindo os princípios deste normativo, tão fundamental para que a população tenha informações de forma célere e relevantes.”

O diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, disse que a Agência está avançando cada vez mais na transparência e em oferecer facilidades tecnológicas. Citou o Sistema de Outorga Eletrônica (SOE), que possibilita aos interessados em solicitar autorização o envio de informações em ambiente virtual amigável para instrução do processo de outorga eletrônica no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). O SEI é um sistema tipicamente de instrução processual, ambiente no qual todos os processos da ANTAQ devem estar pautados, inclusive os de outorga.

A Secretária-Geral da ANTAQ, Joelma Barbosa, disse que o seminário é um marco para a Agência e destacou a criação da Coordenadoria de Acesso à Informação e o Centro de Informação da ANTAQ (Citaq). “A Agência sempre trabalha para o aprimoramento da transparência e do acesso à informação.”

O evento contou com duas palestras. A primeira delas, “O acesso à informação e transparência pública: marcos históricos e legais”, foi proferida pela professora Georgete Medleg. A outra palestra foi sobre “A LAI na prática no dia a dia na ANTAQ”. Aureliano Vogado e Raquel de Souza Costa foram os palestrantes.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
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Data: 03/10/2018

SETOR REGULADO CONHECE O SISTEMA DE DESEMPENHO DA NAVEGAÇÃO NO MÓDULO APOIO PORTUÁRIO
Publicado em 10/04/2018 as 06:10 PM

Reunião aconteceu nesta quinta-feira (4)

A ANTAQ apresentou ao setor regulado, nesta quinta-feira (4), o Sistema de Desempenho da Navegação (SDN) no módulo Apoio Portuário. O evento aconteceu na sede da Agência, em Brasília. A apresentação foi feita pelo gerente de Regulação da Navegação Marítima, Rodrigo Trajano, que fez um passo a passo para os participantes da reunião.



Rodrigo Trajano apresentou o sistema para o setor regulado
O SDN é um sistema informatizado, mantido pela ANTAQ, destinado a receber, pela internet, informações de natureza técnica e operacional a serem prestadas pelas empresas brasileiras de navegação. Essas informações incluirão dados de frota em operação, bem como sobre as operações realizadas, entre elas portos de atuação, tipos de atividades realizadas e valores cobrados.

Primeiramente, entre os dias 4 e 26 de outubro, o SDN será submetido a uma fase de teste, na qual o módulo do Apoio Portuário poderá ser usado. O objetivo é disponibilizar, através deste acesso, uma maneira para que os regulados enviem sugestões para melhorias e para que eles tenham prévio conhecimento da ferramenta.

O diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, solicitou que o setor regulado envie sugestões para que a Agência incremente a ferramenta tecnológica e destacou que a Agência tem um trabalho de excelência na produção estatística. “A ANTAQ é referência na produção de dados, que são fontes primárias para as universidades, para o governo e para o mercado. Nossas estatísticas norteiam uma série de atividades”, disse Povia.

Povia afirmou que o objetivo do SDN é conhecer o setor “e não controlar preços. Nossa defesa é por uma política de preços livres em quaisquer instâncias. Esse é o modelo que julgamos adequado, com concorrência, economia de escala, serviço adequado. Esse sistema é mais um importante passo para o aprimoramento de dados. A ideia é obter conhecimento a partir de inovações reguladoras”.

Para o diretor Francisval Mendes, o SDN é mais um instrumento que vai ao encontro de um dos pilares da Agência: adquirir conhecimento a partir de inovações tecnológicas. “É mais um instrumento que comprova que esta autarquia se preocupa com governança e eficiência regulatória.”

Conforme Mendes, o sistema contribuirá para que “o diálogo entre a ANTAQ e o setor regulado se fortaleça ainda mais, para que nossa regulação seja cada vez mais eficiente e para que possamos auxiliar o governo federal na formulação de políticas públicas que beneficiem nossa infraestrutura, reduzindo o custo Brasil, gerando renda e emprego”.

O diretor Adalberto Tokarski também participou da mesa de abertura do evento. Ele pontuou que os dados coletados a partir do SDN auxiliarão para que a Agência regule com mais eficiência, para que o mercado seja analisado com mais precisão. “O Brasil se beneficiará desses dados”, disse Tokarski, valorizando o trabalho das gerências técnicas responsáveis pela implementação do SDN.

O superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da ANTAQ, Samuel Ramos, destacou a fase de testes do sistema. “É fundamental que se descubra as eventuais correções a serem feitas e, para isso, é necessária a participação do setor regulado, que nos informará o que precisa ser melhorado no sistema”, destacou. Ramos reiterou que a proposta do SDN não é controlar os preços das atividades e, sim, conhecer o setor.

Serviço

A solicitação de acesso ao sistema será realizada por meio do e-mail sdnap@antaq.gov.br. O interessado deve informar no e-mail nome da pessoa e instituição/empresa vinculada. É necessário colocar no assunto do e-mail “acesso ao sistema” ou “sugestão de melhoria”. O acesso ao sistema se dará pelo site www.antaq.gov.br, no canto direito, no link “sistemas”.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
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Data: 04/10/2018

PORTO - MAIS 435 QUILOS DE COCAÍNA SÃO APREENDIDOS NO PORTO
Publicado em 10/04/2018 as 06:09 PM

Em mais uma ação de repressão ao narcotráfico internacional no Porto de Santos, força-tarefa integrada por agentes da Receita Federal e da Polícia Federal (PF) apreenderam ontem 435 quilos de cocaína.
DA REDAÇÃO

Dividida em tabletes e acondicionada em 18 sacas, a droga foi escondida dentro de um contêiner, no meio de uma carga de propileno. O destino do produto seria Antuérpia, na Bélgica.

ENGRENAGEM CRIMINOSA

Ninguém foi preso e a PF instaurou inquérito para identificar os envolvidos. Típica de organização criminosa, com hierarquia e divisão de tarefas, esse tipo de ação envolve várias pessoas, além dos importadores e exportadores dos entorpecentes.

No planejamento das remessas ao exterior há as pessoas que dispõem de informações privilegiadas sobre as rotas dos navios, os tipos de cargas transportadas e as datas de atracação e de permanência das embarcações no Porto.

Os marginais que atuam na parte mais operacional do crime se incumbem da introdução das drogas nos contêineres.

Peças das mais importantes da engrenagem são as pessoas que não importam, não exportam e não tem qualquer contato com o entorpecente, mas financiam o esquema e fomentam o negócio.

A Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas) prevê a conduta daquele que financia ou custeia a prática do tráfico, punindo-a com reclusão de oito a 20 anos. Porém, até o momento, após 12 anos de vigência da legislação, não se tem notícia da efetiva condenação de alguém por esse tipo de delito na Baixada Santista.

Os indícios da atuação de agentes financiadores no narcotráfico internacional via Porto de Santos são reforçados pelo fato de os traficantes não desistirem das ações, apesar dos elevados prejuízos com as apreensões.

Apenas neste ano, já foram interceptadas 17,2 toneladas de cocaína no cais santista. Essa quantidade é recorde histórico não só em Santos, como no País. (EVF)
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 04/10/2018

PORTUÁRIOS APROVAM PROPOSTA PARA SALVAR O FUNDO PORTUS
Publicado em 10/04/2018 as 06:09 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Estratégia elaborada pela Abeph recebeu o aval de aposentados, pensionistas e participantes ativos ontem

Participantes ativos, aposentados e pensionistas ligados ao Fundo de Pensão dos Portuários (Portus) aprovaram a proposta elaborada pela Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph), para tentar equacionar a crise financeira pela qual o plano previdenciário passa. O risco, caso nenhuma providência seja adotada, é de que o fundo não tenha recursos para se manter a partir de janeiro.

O aval foi dado em assembleia realizada na manhã de ontem, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport).

O presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, explica que, no modelo proposto, o plano deixa de ser um beneficio coletivo, onde todos pagante o valor total em caixa é dividido entre os beneficiários, e se torna uma contribuição definitiva, onde cada integrante do plano faz a projeção de quanto quer ganhar de complemento previdenciário e paga de acordo com essa definição, de forma individual.

Além de avaliar a proposta apresentada pela Abeph, entidade que reune as autoridades portuárias, os sindicalistas consideram uma alternativa, elaborada por uma consultoria especializada em planos previdenciários, contratada especialmente para este fim.

“As propostas são bem semelhantes e o modelo é o mesmo que foi aprovado na assembleia. Depois, mais para frente, continuamos a discutir os percentuais”, afirmou Cirino.

Além do Sindaport, participaram da reunião integrantes da Federação Nacional dos Portuários (FNP), da Associação de Participantes do Portus (APP) e dos sindicatos das Docas do Rio de Janeiro, da Bahia e do Espírito Santo.

Como o número de beneficiários ligados ao Porto de Santos c grande (cerca de 60% dos atendidos pelo Portus), os demais sindicatos devem avaliar o que foi proposto na região para encaminhar uma negociação semelhante nos demais estados. Para que entre em vigor, a proposta tem que ser aceita pelo Governo Federal.

Mas Cirino avalia que, para que o Portus sobreviva a partir do próximo ano, a União tem que liberar cerca de R$ 140 milhões, vindos de uma ação judicial envolvendo a Companhia Docas do Rio de Janeiro. “Isso nos dá um fôlego, até setembro, para aguardar a troca de governo e começar as novas negociações com quem assumir os postos chave”, afirmou o sindicalista, que acredita que esse valor seja liberado até o final deste mês.

Questionado sobre a liberação dos recursos e quando deve acontecer a apresentação da proposta da Abeph, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil não respondeu até o fechamento desta edição.

O IMPASSE

Com dívidas crescendo (cerca de R$ 3 bilhões de déficit), em 2011, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) decretou intervenção no fundo de pensão. Em abril deste ano, foi aplicado reajuste à contribuição paga pelos participantes da ativa, que passou de 9% para 27,75%. Já para assistidos e pensionistas esse percentual passou de 10% para 28,77%. O reajuste está suspenso por força liminar enquanto seguem as negociações.

SEMELHANÇAS

“As propostas (a apresentada pela Abeph e a elaborada por uma consultoria contratada por órgãos sindicais) são bem semelhantes e o modelo é o mesmo que foi aprovado na assembleia. Depois, mais para frente, continuamos a discutir os percentuais (de contribuição)”

Everandy Cirino do santos

presidente do Sindaport
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 04/10/2018

ANTAQ - REGULAÇÃO NOS PORTOS BRASILEIROS
Publicado em 10/04/2018 as 06:09 PM

Sem que os portos brasileiros operem de maneira eficiente, o comércio exterior não se amplia, e frustra-se o crescimento do agronegócio e ganhos de produtividade no setor industrial.

Faltam hoje investimentos na infraestrutura portuária, mas há também sérios problemas no marco regulatório do setor.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) convergem no diagnóstico negativo: os portos brasileiros têm indicadores operacionais inferiores a países bem menos desenvolvidos, como o Peru, e há dificuldades graves na infraestrutura, na operação e no modelo de cobrança de tarifas.

Cinco anos após a entrada em vigor da nova Lei dos Portos, cuja expectativa era destravar investimentos privados e resolver pendências regulatórias, houve poucos avanços. Os leilões de arrendamento de novas áreas não aconteceram, e mais da metade dos terminais opera com contratos expirados, um desde 1997. Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), 142 dos 253 contratos de arrendamento em portos públicos estão vencidos, e sua operação ocorre de modo precário, baseada em liminares e decisões provisórias. Houve a judicialização dos atuais arrendamentos e atraso na demarcação das poligonais que definem as áreas dos portos públicos, o que permitiria seu redesenho e consequente liberação para que fossem licitadas para novos terminais, Apenas 13 das 37 poligonais foram até agora demarcadas, e elas não correspondem aos portos mais importantes do País.

O Decreto dos Portos, editado pelo presidente Michel Temer em 2017, foi outra tentativa frustrada de resolver parte das questões e permitir investimentos travados em razão da insegurança jurídica dos terminais com contratos vencidos. Com denúncias de favorecimento a algumas empresas, e com investigação da Polícia Federal, o decreto acabou enterrado pelo TCU, que condenou as regras ali estabelecidas.

O quadro é grave e exige soluções, O Brasil figura na 139º colocação entre 190 países no quesito do comércio internacional, segundo o relatório Doing Business, do Banco Mundial, e a precária situação dos portos nacionais responde por boa parte do fracasso. Segundo o documento, o custo de desembaraço das importações brasileiras e mais de duas vezes superior à média global.

As críticas vêm também dos terminais privados, que movimentam 60% das cargas marítimas no País. De acordo com a associação que reúne as empresas do setor (ATP), para viabilizar um novo terminal são necessários 27 documentos diferentes que devem tramitar em 11 órgãos oficiais. É reivindicada maior segurança jurídica (que permite investimentos), combinada com a redução da burocracia, simplificação de procedimentos e harmonização de competências.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 04/10/2018

ANTAQ - ANTAQ DEBATE REGRAS PARA TARIFAS PORTUÁRIAS
Publicado em 10/04/2018 as 06:09 PM

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) quer debater com o público proposta para normatizar as tarifas das administrações portuárias e os procedimentos para reajustes e revisão destas tarifas.
DA REDAÇÃO

Para isso, o órgão federal está com consulta pública aberta e deve realizar uma audiência em outubro.

Até o próximo dia 31, as pessoas podem apresentar sugestões para o novo regramento tarifário que a agência pretende implantar. A contribuição deve ser feita até as 23h59, pelo formulário disponível no site da agência, vvwvv.Antaq.gov.br.

Segundo a proposta apresentada, nos primeiros 12 meses de vigência da norma, a Antaq promoverá a padronização das estruturas tarifárias de todas as administrações portuárias, de acordo com os grupos tarifários definidos e a modalidade, cabendo a cada administração propor, nesse período, a migração para a nova estrutura tarifária.

A princípio, serão nove grupos tarifários: infraestrutura de acesso aquaviário, instalação de acostagem, infraestrutura operacional ou terrestre, movimentação de cargas, utilização de armazéns, utilização de equipamentos, uso temporário, diversos padronizadas e complementares (serviços ligados à atividade portuária, que não se enquadram nos itens anteriores, mas que não foram padronizados pela Antaq). O projeto também trata da forma e da periodicidade em que deve acontecer os reajustes das tarifes - uma demanda dos empresários do setor.

A audiência pública está agendada para o próximo dia 23, às 15 horas, na sede da Antaq, em Brasília.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 04/10/2018

TERMINAIS PRIVADOS COBRAM ATENÇÃO DE PRESIDENCIÁVEIS À AGENDA DO SETOR
Publicado em 10/03/2018 as 05:34 PM




A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) preparou um manifesto com uma medidas estruturantes demandadas pelo setor portuário privado visando garantir mais investimentos e ajudar no crescimento da economia. A carta, endereçada so presidenciáveis, pede urgência para ajustes na regulação e desburocratização em busca de competitividade e menor custo logístico. Os terminais de uso privado (TUP), responsáveis por 67% da movimentação de cargas, operam parte das produções de minério, combustíveis, siderurgia, soja, milho e de contêineres. De acordo com a ATP, o setor investiu mais de R$ 20 bilhões nos últimos cinco anos para a modernização e melhorias das operações em 78 terminais em todo o país.

O documento da ATP, que reúne 26 empresas à frente de 55 terminais privados, foi encaminhado aos principais candidatos à presidência da República e reivindica medidas entre quatro temas principais: infraestrutura; regulação, desburocratização e segurança jurídica. O objetivo é sensibilizar os presidenciáveis da importância estratégica destas instituições privadas nas relações comerciais nacionais e internacionais, e de sua influência na balança comercial. A carta destaca que os desafios do setor logístico e portuário ainda parecem ser obstáculos sem solução aparente para o próximo governo, além de considerar o tema ainda pouco presente no discurso dos presidenciáveis.

O diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, apontou que o setor sofre com as carências da matriz logística, refletidas no alto custo do transporte da produção, majoritariamente rodoviário, afetando a dinâmica econômica e a oscilação do custo-Brasil. “Enquanto, de um lado, temos empresas privadas que investem seu capital, enfrentando riscos, para prestar serviços ao Brasil, com eficiência e modernização, de outro, a oferta precária de infraestrutura, que compromete a lógica de distribuição do produto brasileiro e prejudica a dinâmica econômica”, avalia Barbosa.

A iniciativa da ATP reforça a necessidade de mudanças e da implementação do Plano Nacional Logístico (PNL) e sugere priorizações. O manifesto incentiva o modelo de logística de transporte integrada, com origens e destinos que conectem áreas de produção e pólos industriais aos terminais portuários, com o uso da multimodalidade, se houver a oferta de outros modais, principalmente de ferrovias, hidrovias e a navegação de cabotagem. O grupo defende ainda a supressão de regulações ineficientes, para que a livre iniciativa e a livre concorrência sejam valorizadas, conforme a atuação independente dos aportes públicos dos terminais privados. Também reivindicam a adequação do regime jurídico à realidade dos TUPs, para que os empreendedores tenham mais segurança jurídica para investir.

No documento, os associados da ATP identificam presença de cláusulas contratuais durante a elaboração dos contratos que igualam exigências e responsabilidades dos TUPs à prestação de serviços das instalações públicas, retirando do contexto o direito à livre iniciativa. Segundo a diretora-executiva da ATP, Luciana Guerise, a proposta não pretende diminuir o poder público, mas dar mais harmonia às questões jurídicas, garantindo tanto a liberdade de empreender, quanto à disposição dos investidores em atuar no Brasil.

Os TUPs também apontam necessidade de desburocratizar os procedimentos para viabilização de projetos. “Atualmente, entre a identificação de uma oportunidade para investimento até a consagração do termo final de dispensa de operação, levamos, em média, de 8 a 9 anos, o que pode significar prejuízos para a competitividade do produto brasileiro. Embora algumas melhorias tenham sido proporcionadas pela Lei da Modernização dos Portos, em 2013, somadas ao Decreto de 2017, entendemos que é uma questão sistêmica”, afirma Luciana.
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 03/10/2018

FALTA DE TRANSPARÊNCIA COM CUSTO DE COMBÚSTIVAL DE BAIXO TEOR DE ENXOFRE É PREOCUPAÇÃO PARA ARMADORES
Publicado em 10/03/2018 as 05:34 PM

Há um considerável desconforto entre os transportadores, proprietários de mercadorias e os transitários à frente dos regulamentos globais de emissões de 2020 da IMO, que entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2020, segundo pesquisa conduzida pela empresa de consultoria global de transportes Drewry.

Mais da metade de todos os entrevistados (56%) afirmaram que não consideravam as abordagens de seus prestadores de serviços sobre o assunto como justas ou transparente.

Quatro em cada cinco dos participantes da pesquisa declararam que ainda precisavam ter clareza de seus fornecedores sobre como o futuro aumento de custo de combustível será cumprido.

Apesar da importância da mudança, uma proporção surpreendentemente grande (33%) dos entrevistados na pesquisa da Drewry admitiu ter pouca ou muito pouca consciência e compreensão do novo regulamento.

Na opinião da consultoria, o nível de incerteza atual quanto ao impacto total sobre os custos é tão grande que ninguém é capaz de fornecer uma previsão confiável do custo. A única certeza é de que o custo extra chegará a bilhões de dólares globalmente em 2020.

A previsão é de que os preços de combustíveis marinhos com baixo teor de enxofre serão 55% maiores por tonelada do que os atuais combustíveis com alto teor de enxofre.

A Drewry considera que provável cenário “do pior caso” é que os custos de combustível (pagos pelas transportadoras) e as sobretaxas de combustível (pagas pelos embarcadores) na remessa global de contêineres aumentarão em 55% a 60% em janeiro de 2020.

"Na Drewry, estamos sempre interessados em ouvir as preocupações do mercado e ajudar a facilitar o diálogo entre as partes interessadas sobre temas complexos de interesse comum, como a regra da IMO", disse Philip Damas, diretor da Drewry Supply Chain Advisors.

“A mudança na regra de baixo teor de enxofre da IMO representa um evento de mudança muito significativo, que afeta toda a indústria, e que provavelmente terá efeitos de longo alcance na indústria mundial de transporte por muitos anos” , continuou Damas. "Dadas as expectativas das operadoras de que o mecanismo de preço e de cobrança de combustível deve ser reestruturado, é necessário que as mesmas atendam às preocupações de transparência expressas por seus clientes."

Em cooperação com membros do Drewry Benchmarking Club e, possivelmente, com as transportadoras, a consultoria está trabalhando em uma ferramenta de impacto de custo em consequência da regra da IMO.

As sobretaxas de combustível são um dos maiores componentes dos custos de frete do contêiner e, com base nos dados do Drewry Benchmarking Club, normalmente custam em média US $ 150 / tonelada nas principais rotas da Ásia atualmente.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 03/10/2018

PMI DO SETOR INDUSTRIAL RECUA NO PAÍS
Publicado em 10/03/2018 as 05:33 PM

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Brasil recuou a 50,9 pontos em setembro, após 51,1 pontos em agosto. O indicador cedeu no mês passado após ter atingido nível mais elevado em quatro meses em agosto.

Os dados de setembro, aponta a IHS Markit, mostram melhora das condições operacionais, sustentadas pela alta mais forte de novos pedidos em cinco meses. Por outro lado, o ritmo de crescimento do volume de produção foi o menor desde junho.

Já as exportações tiveram a queda mais significativa desde o início de 2017, prejudicadas pelas dificuldades em mercados emergentes, especialmente na Argentina.

Para o diretor de economia da IHS Markit, Paul Smith, a pesquisa de setembro foi positiva por mostrar um crescimento adicional da produção industrial brasileira, mas também oferece algumas preocupações no setor.

“Ao mesmo tempo em que houve uma melhoria no crescimento do volume de novos pedidos, a exposição a condições desafiadoras nos mercados emergentes, especialmente na Argentina, resultou numa queda considerável da exportação”, disse em nota.

“Houve também um indício de excesso de capacidade no setor, como foi evidenciado por um declínio dos pedidos em atrasos e outro pequeno corte de empregos. Mas o que mais chamou a atenção foi o aumento mais recente nos preços, já que o fortalecimento do dólar americano continua a exercer uma pressão desconfortável sobre os custos dos fabricantes”, explicou Smith.

A IHS Markit constatou que a valorização do dólar ante o real pressionou os custos de insumos, que tiveram o maior aumento líquido de preços desde o início da coleta de dados, em fevereiro de 2006.
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 01/10/2018

CONFIANÇA RECUA EM QUASE TODOS OS SETORES
Publicado em 10/03/2018 as 05:33 PM

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 1,9 ponto em setembro ante agosto, para 89,5 pontos, o menor patamar desde setembro do ano passado, quando estava em 87,8 pontos. O indicador só deve mostrar melhora a partir do próximo ano.

Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice recuou 0,3 ponto, o sexto mês consecutivo de queda, informou ontem (01) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo o superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE), Aloisio Campelo, o resultado desfavorável de setembro se deu por uma combinação de fatores negativos, como o ritmo lento da economia e a incerteza eleitoral, que pressionaram a confiança empresarial para níveis mais baixos.

“Com a economia demorando mais para se recuperar da recessão, a resposta do setor empresarial é pior. Nós tivemos um crescimento econômico pequeno neste ano. Houve, inclusive, uma desaceleração no início do ano, devido à greve dos caminhoneiros. No terceiro trimestre é esperada uma aceleração do PIB, tanto sazonal quanto em relação ao ano anterior, mas não é suficiente para fazer com que a confiança avance”, comenta Campelo ao DCI.

“Em setembro, o índice de confiança também foi afetado pela incerteza eleitoral. A maior preocupação dos empresários hoje é a indefinição sobre as políticas econômicas. Eles precisam saber se o aperto nas contas será maior ou menor e se haverá ou não uma mudança tributária. Estão tentando prever o que poderá acontecer”, diz.

Aloisio Campelo destaca ainda o impacto de questões externas no indicador. “Vemos agora um cenário externo menos amigável ao Brasil, com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, a possibilidade de novo aumento de juros na economia americana e também a crise vivida na Argentina. Todos esses fatores são levados em conta pelos empresários”, afirma.

Para ele, o processo de recuperação da confiança empresarial só deverá ser iniciada no ano que vem. “Estamos passando por eleições muito dramáticas, somente um discurso de união nacional pelo candidato eleito poderia dar um ânimo à confiança, que só deve avançar, portanto, no início de 2019”, comenta.

Entre os resultados setoriais, apenas o Índice de Confiança da Construção avançou em setembro ante agosto, ao subir 0,9 ponto. O Índice de Confiança da Indústria, que encolheu 3,6 pontos, teve a maior contribuição para a queda do índice global.

“A indústria vinha apresentando resultados um pouco melhores do que os outros setores, mas sofreu com a oscilação recente do câmbio e com uma demanda que não se recuperou tanto quanto se imaginava depois da greve”, diz.

O especialista afirma também que o resultado positivo do setor de Construção foi composto por movimentos pequenos, que ainda não refletem uma recuperação.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria de Transformação, Serviços, Comércio e Construção.

Outros resultados

Em setembro, o Índice de Situação Atual caiu 0,8 ponto, para 88,4 pontos, devido a uma piora na percepção dos empresários sobre o momento presente da economia. Já o Índice de Expectativas (IE-E) recuou 1,3 ponto, para 95,4 pontos, o terceiro mês consecutivo de quedas. “Os resultados refletem uma insatisfação com a situação presente e também mostram que não os empresários não estão otimistas com o futuro”, reforça Campelo.
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 01/10/2018

THYSSENKRUPP ESPERA QUE CISÃO MELHORE CONTABILIDADE DE DIVISÃO DE ELEVADORES, DIZ JORNAL ALEMÃO
Publicado em 10/03/2018 as 05:33 PM

FRANKFURT (Reuters) - A planejada cisão da Thyssenkrupp provavelmente resultará em um valor contábil melhorado para seus negócios de elevadores, disse o presidente-executivo da companhia, Guido Kerkhoff, ao jornal de negócios Handelsblatt. Alguns analistas estimam que a Elevator Technology, a unidade mais lucrativa da Thyssenkrupp, pode valer mais de 15 bilhões de euros de forma independente, mais do que o atual valor de mercado da Thyssenkrupp. "Isso seria ótimo. Não será tanto assim.

Nosso balanço hoje inclui um valor contábil que nós ajustaremos para cima como parte da cisão", disse Kerkhoff após ser questionado sobre a questão.

A Thyssenkrupp, que no domingo aprovou planos para desmembrar seus negócios de bens de capital - elevadores, autopeças e engenharia de fábricas - em uma entidade listada separada chamada Thyssenkrupp Industrials, se recusou a comentar sobre seu valor contábil atual.

A negociação de materiais, a área de construção naval e a participação de 50 por cento do grupo em uma joint venture de aço planejada com a Tata Steel permanecerão como parte da Thyssenkrupp, que será renomeada como Thyssenkrupp Materials. Ele também disse que havia oportunidades de fusões e aquisições na Thyssenkrupp Industrials e que ele estava aberto à consolidação na Thyssenkrupp Materials.

(Por Christoph Steitz e Tom Kaeckenhoff)
Fonte: Extra OnLine
Data : 03/10/2018

VENDA PARA A ARGENTINA RECUA E AFETA EXPORTAÇÕES
Publicado em 10/03/2018 as 05:33 PM

Por Fábio Pupo e Marta Watanabe | De Brasília e São Paulo


osé Augusto de Castro: "Para 2019 é possível que o comércio com os argentinos torne-se deficitário para o Brasil

O efeito da crise argentina nos embarques brasileiros ficou mais claro em setembro. As exportações para o país vizinho caíram 31,8% no mês ante igual período de 2017, no critério da média por dia útil. O desempenho fez a variação das exportações no acumulado do ano migrar para o campo negativo, com recuo de 2,9%, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Ao mesmo tempo em que os embarques ao país vizinho caíram, a importação brasileira de produtos argentinos subiu 19% em setembro e, no acumulado, cresceu 17,5%. A queda de embarques e a alta nas importações fizeram cair o superávit brasileiro no comércio bilateral, de US$ 5,9 bilhões no acumulado de janeiro a setembro de 2017 para US$ 4,3 bilhões em igual período deste ano.

Segundo relatório do Mdic, a queda nos embarques à Argentina em setembro foi puxada por automóveis e autopeças, veículos de carga, tratores, máquinas para terraplanagem e laminados planos, entre outros. Em setembro, segundo o Mdic, a exportação total de automóveis pelo Brasil caiu 29,7%. No acumulado até setembro o recuo foi de 13,8%.

O comércio com a Argentina contribuiu para a queda de 4,2% na exportação total brasileira de manufaturados em setembro. Mas a alta de 21,1% nos básicos e de 3% nos semimanufaturados garantiu à exportação total do Brasil avanço de 7,7%, sempre na comparação interanual, pela média diária.

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,971 bilhões em setembro, o que representa um recuo de 3,9% na comparação com igual mês de 2017. Apesar de ser o segundo maior resultado da série histórica para meses de setembro, os dados continuam mostrando um crescimento mais forte das importações neste ano. O saldo do mês resultou de US$ 19,1 bilhões em exportações e US$ 14,1 bilhões em importações. Os desembarques avançaram 10,2% em setembro em relação a igual mês do ano passado.

A explicação do Mdic para o avanço nas importações tem sido a recuperação da atividade econômica, o que faz o país demandar mais bens estrangeiros. Os principais produtos comprados no mês foram petróleo bruto, gás natural, cloreto de potássio e automóveis de passageiros.

Já no lado das exportações, impulsiona os números a boa cotação de commodities no mercado internacional. Com preços em alta, alcançaram recordes de vendas no acumulado do ano itens como soja, petróleo bruto e celulose.

No caso do petróleo, a explicação do Mdic para que o produto esteja puxando tantos as importações como as exportações é que o óleo extraído em território nacional é considerado de “baixa qualidade”, sendo vantajoso para a indústria importar barris.

Considerando o acumulado de janeiro a setembro, o superávit da balança comercial foi de US$ 42,6 bilhões. O número representa um recuo de 19,9% na comparação com igual período de 2017. No acumulado do ano, as exportações somaram US$ 178 bilhões (aumento de 8,1% pela média diária igual período de 2017) e importações de US$ 135,3 bilhões (avanço de 21,6%).

O secretário de comércio exterior do Mdic, Abrão Árabe Neto, minimizou o fato de 2018 apresentar saldos menores em relação aos recordes registrados no ano passado. Segundo ele, o crescimento acontece há pelo menos 20 meses consecutivos nas importações e nas exportações (só interrompidos durante a paralisação dos caminhoneiros).

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), diz que, apesar da reversão de tendência de superávits crescentes, 2018 ainda terminará com um confortável saldo comercial positivo. Ele alerta, porém, sobre a perda de fôlego na exportação de manufaturados, mais acentuada do que parece à primeira vista.

Segundo dados do Mdic, explica Cagnin, a exportação total de manufaturados cresceu 8,8% no acumulado dos nove meses de 2018. O desempenho, contudo, ressalta, é muito inferior excluindo-se o efeito plataformas de petróleo, que tem inflado contabilmente os números de importação e exportação do Brasil. Excluindo esse efeito, calcula ele, os embarques de manufaturados crescem apenas 4,1% no acumulado do ano.

Cagnin lembra também que a crise na Argentina, importante destino de manufaturados brasileiros, ainda não esgotou seus efeitos na exportação brasileira. A intensificação da crise no país vizinho castigou a venda de manufaturados brasileiros ao exterior em setembro e ainda deverá ter impactos até o fim do ano e possivelmente em parte do ano que vem.

Os dados de setembro em relação à Argentina, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), não surpreendem. Depois do agravamento da crise, já se esperava uma queda do superávit brasileiro no comércio com os argentinos neste ano. Em 2017, o saldo positivo na balança bilateral superou os US$ 8 bilhões, lembra Castro. “Para 2019, é possível que o sinal vire e o resultado no comércio com os argentinos torne-se deficitário para o Brasil.”
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 03/10/2018

CADE CONCLUI PARECER FAVORÁVEL A NEGÓCIO ENVOLVENDO 30% DA LOGUM
Publicado em 10/03/2018 as 05:33 PM

Por Juliano Basile | Valor

BRASÍLIA - Após receber a confirmação da saída da Odebrecht Transport e da Camargo Corrêa do capital social da Logum Logística, a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu parecer favorável à aprovação da compra da participação conjunta de 30% de ambas no capital da empresa por Raízen Energia, Copersucar e Petrobras.

As três já são acionistas da Logum e ficarão, agora, com fatia de 30$ cada. Os 10% restantes ficam com a Uniduto Logística.

A Logum foi criada em 2012 para atuar na criação de corredores de transporte por dutos para a distribuição de combustíveis.Atualmente, opera o maior etanolduto da região Centro-Sul do país. Os valores da operação estão sob sigilo.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 03/10/2018

PETROBRAS PEDE PARA ANP REVER PROPOSTA SOBRE TRANSPARÊNCIA DE PREÇOS
Publicado em 10/03/2018 as 05:32 PM

Por André Ramalho | Valor



RIO - (Atualizada às 13h14) A Petrobras criticou a proposta da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de obrigar as empresas a abrirem suas fórmulas de precificação dos combustíveis e sugeriu que o órgão regulador reveja sua posição sobre o assunto. Em contribuição enviada, durante o período de consulta pública aberto pela ANP, a petroleira destacou que a proposta traz uma “elevada insegurança jurídica” que levará a um retrocesso na evolução do mercado competitivo no Brasil.

Segundo a Petrobras, a proposta também pode levar à redução da atratividade dos negócios do setor, ao desestimulo à concorrência e induzir ao aumento de preços ao consumidor e a riscos no abastecimento do mercado.

A minuta de resolução elaborada pela ANP propõe que todos os contratos de fornecimento de gasolina A, diesel, óleo diesel marítimo, óleo combustível, asfaltos, combustível de aviação e gás liquefeito de petróleo (GLP) deverão conter as parcelas da fórmula de preço parametrizado de modo claro e passível de cálculo prévio pelos agentes.

A Petrobras defende que, ao definir o que entende por fórmula paramétrica de preços, a ANP tem a intenção de exigir dos agentes a adoção de fórmulas para a definição de seus preços de venda, o que vai de encontro ao princípio constitucional da livre iniciativa.

Além disso, a estatal alega que a exigência de fazer constar fórmulas paramétricas nos contratos, a serem homologados pela agência, “indiretamente levam à definição de periodicidade de reajustes”, o que contraria a decisão da própria ANP de não interferir na periodicidade dos reajustes.

“O exercício da livre iniciativa só será efetivo se o agente econômico puder preservar os seus segredos empresariais (que compreendem os livros de escrituração comercial, as correspondências, a carteira de clientes, as tabelas e as fórmulas de preços, entre outros). Essas informações e conhecimentos, acumulados pelo empresário ao longo dos anos, constituem parte do patrimônio imaterial de determinado agente na condução dos seus negócios”, defendeu a estatal, na contribuição enviada à ANP.

As novas regras propostas pela ANP não valem apenas para a Petrobras, já que a agência quer obrigar todos os produtores e importadores que detêm uma participação de mercado maior que 20% em uma macrorregião a abrir suas respectivas fórmulas de precificação, bem como os preços praticados para cada um dos produtos à venda, em cada ponto de entrega.

Para a Petrobras, o percentual definido pela ANP é discriminatório, já que, segundo a companhia, ela é atualmente o único agente que se enquadra na definição adotada. Ao ser obrigada a dar publicidade a dados e informações comerciais estratégicas, a Petrobras vê um “evidente favorecimento competitivo de seus concorrentes”.

A ANP também quer obrigar os postos - incluindo vendedores de botijão de gás - a divulgar em tempo real os preços praticados em seus pontos de revenda a partir de 1º de novembro. Os preços serão disponibilizados ao consumidor por meio de um aplicativo.

Para a Associação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Lubrificantes, Logística e Conveniência (Plural), a proposta da ANP pode ser interpretada como intervenção nas políticas de preços das companhias e trazer insegurança jurídica aos investidores. Por isso, a associação defende a necessidade de implementação de uma análise de impacto regulatório sobre as propostas da ANP.

“A intervenção na política de precificação de derivados pode restringir a capacidade de expansão do suprimento nacional, pela baixa atratividade de novos investimentos, podendo gerar impactos em toda a cadeia”, destacou a entidade, em documento enviado à agência reguladora, no período de consulta pública aberto pelo órgão regulador.

A associação também destacou os impactos da proposta da ANP sobre o plano de desinvestimentos da Petrobras, já que os potenciais novos entrantes seriam enquadrados na definição de “agentes dominantes” e teriam, portanto, que divulgar suas fórmulas paramétricas.

“A entrada de novos agentes econômicos no refino ou na importação tem como vetor de decisão preponderante o risco de uma política de controle que possa acarretar disparidades entre os preços no mercado doméstico e a paridade internacional. As constantes intervenções na política de preços no país têm sido o principal inibidor da entrada de agentes no refino e importação, representando insegurança jurídica e desestimulando investimentos no setor”, afirmou a Plural.

A União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), por sua vez, destacou que a ampliação da transparência no processo de formação de preços dos combustíveis é “essencial” para um melhor planejamento e atuação de todos os agentes que operam no setor, incluindo os produtores de biocombustíveis. A Unica, contudo, defendeu que a estrutura atual de mercado não permite o emprego de qualquer tipo de parametrização para a definição dos preços do etanol.

A entidade destacou, ainda, que os preços praticados pelos produtores de etanol já são amplamente divulgados e citou o levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 03/10/2018

TRUMP DEVE VENCER GUERRA COMERCIAL, AO CUSTO DE DESESTABILIZAR O COMÉRCIO
Publicado em 10/03/2018 as 05:32 PM

Por Mohamed El-Erian | Financial Times



É provável que os EUA vençam suas guerras comerciais, desde que o presidente Donald Trump esteja disposto a subscrever seus custos e riscos.

A Coreia do Sul e o México fizeram concessões, enquanto a União Europeia (UE) sinalizou disposição de fazer o mesmo. No fim de semana o Canadá fechou um acordo com os EUA e, com pressão unificada de Washington e de seus aliados, a China poderá acabar seguindo esse exemplo. Nada disso permite concluir que os investidores possam ignorar a questão.

A maior interrogação é como uma guerra comercial promovida pelos EUA vai moldar no longo prazo o sistema econômico internacional. Uma de duas respostas, com implicações opostas sobre o posicionamento geral das carteiras, parece cada vez mais provável.

O motor das tensões comerciais não é novo. Os EUA há muito manifestam queixas autênticas sobre práticas que frustram suas vantagens competitivas e limitam o acesso livre e justo aos mercados. Isso inclui as exigências da China de joint-ventures e o roubo de propriedade intelectual.

Além disso, em vista de como a tecnologia cada vez mais altera não apenas o que fazemos mas também como o fazemos, a necessidade de modernizar acordos comerciais antigos é mais urgente.

O que se revela diferente desta vez é a estratégia adotada pelos EUA. Em vez de manter uma disposição colaborativa e de buscar reformas por meio de instituições pré-existentes, o governo Trump recorre a ameaças, tarifas e sanções. Nos termos da Teoria dos Jogos, o governo resolveu "jogar" comércio - um jogo intrinsecamente colaborativo - de forma não colaborativa. O apetite de Washington por fazer isso foi amplificado pelo mantra do presidente Trump os "EUA em Primeiro Lugar".

Essa mudança de enfoque chocou seus parceiros comerciais. A reação inicial olho por olho, dente por dente adotada por eles simplesmente significou a escalada das tensões, em vez de incentivar os EUA a mudar de rumo.

Enquanto os EUA estiverem dispostos a arcar com os danos do processo, o país está destinado a vencer os conflitos comerciais graças à sua economia mais poderosa, diversificada e empreendedora, além de mais fechada. Um crescente número de seus parceiros comerciais reconheceu isso tacitamente ao tentar acalmar as tensões. Isso, por sua vez, estimulou as bolsas dos EUA a ignorar a retórica raivosa e superar em desempenho muitas outras, ao alcançar novos recordes, num momento em que os investidores abraçam o ponto de vista de que a viagem um tanto barulhenta resultará num destino definido como um comércio ainda livre, mas mais justo.

A importância das questões de curto prazo para a saúde da economia mundial é menor em comparação aos dois possíveis resultados de longo prazo: uma da ordem econômica mundial revitalizada ou mais fragmentada.

O primeiro resultado seria o que chamo de "Momento Reagan" do sistema de comércio mundial. O resultado incluiria uma modernização do sistema de comércio e de suas instituições, direitos de propriedade intelectual mais robustos e a proliferação de iniciativas de tarifa zero, uma escala de mudanças que reproduz a diferenciação radical da paisagem geopolítica que surgiu da corrida de gastos militares do presidente Ronald Reagan com a União Soviética na década de 80. Trata-se de um resultado que mais provavelmente favorecerá mais a economia dos EUA, principalmente se a China não conseguir adaptar seu enfoque de política pública. O novo enfoque do governo para com o comércio exterior complicou as discussões de política pública em Pequim, amplificou a necessidade de implementar reformas internas difíceis e turvou uma transição já difícil para o status de desenvolvimento de "país de renda média".

O segundo efeito de mais longo prazo é um sistema comercial ainda mais fragmentado, complicado por uma perda significativa de confiança nas instituições e no Estado de Direito. Embora todos os países possam sofrer com esse quadro, os EUA ficariam especialmente vulneráveis. O país está no centro do sistema consagrado, beneficiando-se do papel do dólar como moeda de reserva, tendo seus profundos mercados financeiros como destino principal das poupanças mundiais e um papel altamente influente sobre as instituições de Bretton Woods.

Nesse segundo cenário, a China aceleraria seus esforços para redefinir elementos importantes das relações econômicas mundiais. Isso incluiria consolidar suas tentativas de expandir os acordos de pagamentos bilaterais com países em desenvolvimento, converter uma parcela maior dos recebíveis financeiros nesses países em ativos de infraestrutura valiosos (como portos), montar novas instituições multilaterais e ampliar sua influência no Pacífico por meio da Iniciativa do Cinturão e da Rota.

O país buscaria também uma aplicação ainda mais rápida da inteligência artificial, avanços de aprendizagem de máquina e na área de "big data", construindo um polo de tecnologia alternativo aos EUA. Isso aumentaria a probabilidade do que Eric Schmidt, ex-chairman do Google, previu recentemente que poderia se tornar "uma bifurcação para a internet conduzida pela China e para uma internet não chinesa, conduzida pelos EUA". E que pode estimular os esforços do país e os dos demais países de diversificar parte de suas reservas investidas em dólar.

Por hora, os investidores têm razão em não se preocupar com uma guerra comercial mundial estagflacionária. Mas isso não deve fechar os olhos deles para um problema mais complicado levantado pela guerra comercial: a estrutura e operação de longo prazo da economia mundial está ficando mais instável com a entrada em foco de dois resultados possíveis muito diferentes.

Mohamed El-Erian é economista-chefe da Allianz e autor do livro "The Only Game in Town"
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 03/10/2018

CONSTRUTORAS VÃO À JUSTIÇA POR REAJUSTE EM PREÇO DO ASFALTO
Publicado em 10/03/2018 as 05:32 PM

Autor:        Por Daniel Rittner | De Brasília

Alertando sobre o risco de paralisia das obras em estradas federais, três grandes entidades da construção entram hoje na Justiça Federal com um pedido de liminar que obrigue o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) a reequilibrar seus contratos, distorcidos pelo reajuste acumulado de 64% nos preços do asfalto desde o início deste ano.

A ação será protocolada em Brasília pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), pela Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor) e pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon).

Fornecedora única no país de cimento asfáltico de petróleo e de outros insumos betuminosos, a Petrobras mudou sua política de preços em janeiro. Ela fazia reajustes duas vezes por ano e passou a adotar correções mensais com base na variação cambial, na cotação internacional do petróleo e nos seus próprios custos de transação. Mais recentemente, em agosto, anunciou que aplicará aumentos trimestrais.

As empreiteiras afirmam que pelo menos 400 contratos firmados pelo Dnit para intervenções na malha rodoviária federal estão em risco atualmente. Só em obras de conservação do pavimento são contratos que somam R$ 3,1 bilhões. Os gastos com material asfáltico podem chegar a 25% do custo total das empresas.

Os contratos do Dnit têm valores atualizados uma vez por ano para compensar as empreiteiras pelo aumento de custos nos 12 meses anteriores. O problema, segundo as construtoras, é que os sucessivos reajustes do asfalto causam um desequilíbrio no fluxo de caixa porque suas despesas crescem mês a mês - enquanto as receitas demoram a aumentar.

"Batemos em todas as portas possíveis em busca de uma solução pela via do diálogo", afirma o presidente do Sinicon, Evaristo Pinheiro. As empreiteiras procuraram o próprio Dnit, o Ministério dos Transportes, a Casa Civil e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A tentativa era de um reequilíbrio para permitir que seus contratos incorporassem os reajustes do asfalto mais frequentemente, a cada mês, ou de três em três meses. "Infelizmente, não conseguimos construir uma saída que desse conforto jurídico suficiente aos gestores públicos."

De certa forma, o quadro financeiro das construtoras se assemelha ao das distribuidoras de energia, antes do advento das bandeiras tarifárias. Quando as usinas térmicas eram acionadas, elas passavam a pagar o custo de uma eletricidade bem mais cara, mas só podiam repassar esse gasto adicional aos consumidores quando obtinham autorização para aumentar as contas de luz, na data de aniversário dos contratos. Com isso, carregavam essa despesa por até um ano, antes de equalizarem o caixa.

Nas conversas com o governo, executivos do setor saíram com a impressão de que as autoridades entendem o problema e concordam com a necessidade de reequilíbrio dos contratos. "Mas o administrador público tem receio de responder por questionamentos futuros de órgãos de fiscalização e controle", diz o presidente da comissão de obras públicas da CBIC, Carlos Eduardo Lima Jorge. "É o que ficou conhecido como apagão das canetas."

Na ação judicial, movida pelo VGP Advogados, as construtoras pedem uma liminar obrigando o governo a reequilibrar os contratos - sem, no entanto, dizer como isso deve ser feito. Acredita-se que, com base em eventual decisão da Justiça, os gestores sintam conforto jurídico para assinar aditivos aos contratos atuais.

Lima Jorge lembra que todos os candidatos à Presidência da República falam, cada um à sua forma, sobre a necessidade de mais investimentos em infraestrutura e mais segurança jurídica. Nesse caso, segundo ele, fica nítida a contradição. "Há um claro desequilíbrio configurado e as empresas estão tendo que reduzir seus trabalhos, enquanto a situação das rodovias se deteriora."

O presidente da Aneor, Ronald Velame, vê risco de "quebradeira no setor" se não houver mudanças na forma de correção dos contratos. Isso porque, em sua visão, a Petrobras deve continuar aumentando o asfalto devido à alta do petróleo no exterior e do dólar no Brasil. "Já vemos empresas pedindo paralisação dos serviços e até a rescisão dos contratos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 03/10/2018

EMPRESÁRIOS PREVEEM NEGOCIAÇÃO DURA COM EUA
Publicado em 10/03/2018 as 05:32 PM

Empresários estrangeiros e brasileiros sugeriram que o Brasil se prepare para negociações bilaterais com os Estados Unidos e alertaram que as críticas feitas por Donald Trump contra as medidas protecionistas brasileiras devem ser vistas como uma estratégia da Casa Branca para negociar. Na segunda-feira, Trump atacou a relação comercial com o Brasil. Ao responder sobre o que considera relações comerciais injustas para os EUA, Trump disse que empresas norte-americanas se queixam do Brasil como “um dos países mais duros do mundo para se negociar”

Daniel Feffer, presidente do escritório da Câmara de Comércio Internacional no Brasil e vice-presidente do conselho de diretores da Suzano Papel e Celulose S/A, vê os comentários de Trump como um sinal do que pode vir pela frente. “O que Trump está fazendo neste momento é demonstrando o estilo dele de negociar para o novo governo que vai chegar no Brasil”, declarou. “Está mostrando que é assim que a gente joga, põe o pé na porta e depois entra para conversar”.

Para o executivo, o Brasil terá de ser “muito objetivo” ao negociar com Trump. Mas sugere que o país se lance em suas reformas. “Se não houver agenda interna, você não vai para agenda externa preparado.”

John Denton, presidente da ICC, considera que o Brasil precisa se preparar para negociar com os norte-americanos. “Ha uma visão nos EUA de que uma ação direta e bilateral é mais eficiente que a multilateral e, de certa forma, isso está se provando ser verdadeiro neste momento”, afirmou Denton, que representa seis milhões de empresários em cem países.

Denton, porém, também defende que economias como a do Brasil e Índia “olhem para o futuro”. Caso contrário, acredita que as “tensões vão continuar”. Nos últimos anos, o ICC tem alertado que a economia brasileira é a mais protecionista entre os membros do G-20. “Alguns trens precisam começar a deixar a estação, como o da economia digital.”

Jack Ma, o fundador da Alibaba e um dos homens mais ricos da China, surpreendeu-se diante da notícia das críticas de Trump contra Brasil e Índia. “As coisas estão ficando cada vez mais confusas”, disse o empresário a jornalistas brasileiros. (Agência Estado)Empresários estrangeiros e brasileiros sugeriram que o Brasil se prepare para negociações bilaterais com os Estados Unidos e alertaram que as críticas feitas por Donald Trump contra as medidas protecionistas brasileiras devem ser vistas como uma estratégia da Casa Branca para negociar. Na segunda-feira, Trump atacou a relação comercial com o Brasil. Ao responder sobre o que considera relações comerciais injustas para os EUA, Trump disse que empresas norte-americanas se queixam do Brasil como “um dos países mais duros do mundo para se negociar”

Daniel Feffer, presidente do escritório da Câmara de Comércio Internacional no Brasil e vice-presidente do conselho de diretores da Suzano Papel e Celulose S/A, vê os comentários de Trump como um sinal do que pode vir pela frente. “O que Trump está fazendo neste momento é demonstrando o estilo dele de negociar para o novo governo que vai chegar no Brasil”, declarou. “Está mostrando que é assim que a gente joga, põe o pé na porta e depois entra para conversar”.

Para o executivo, o Brasil terá de ser “muito objetivo” ao negociar com Trump. Mas sugere que o país se lance em suas reformas. “Se não houver agenda interna, você não vai para agenda externa preparado.”

John Denton, presidente da ICC, considera que o Brasil precisa se preparar para negociar com os norte-americanos. “Ha uma visão nos EUA de que uma ação direta e bilateral é mais eficiente que a multilateral e, de certa forma, isso está se provando ser verdadeiro neste momento”, afirmou Denton, que representa seis milhões de empresários em cem países.

Denton, porém, também defende que economias como a do Brasil e Índia “olhem para o futuro”. Caso contrário, acredita que as “tensões vão continuar”. Nos últimos anos, o ICC tem alertado que a economia brasileira é a mais protecionista entre os membros do G-20. “Alguns trens precisam começar a deixar a estação, como o da economia digital.”

Jack Ma, o fundador da Alibaba e um dos homens mais ricos da China, surpreendeu-se diante da notícia das críticas de Trump contra Brasil e Índia. “As coisas estão ficando cada vez mais confusas”, disse o empresário a jornalistas brasileiros.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data : 03/10/2018

INTERFERÊNCIAS DE TRENS DE CARGA NOS TRILHOS DA CPTM PREJUDICAM 4 MILHÕES DE PASSAGEIROS, DIZ DERSA
Publicado em 10/03/2018 as 05:31 PM

CPTM poderia aumentar em até 20 mil lugares por hora em cada sentido dessas linhas se não houvesse as interferências.
Por Philipe Guedes, SP1 — São Paulo

As interferências dos trens de carga nos trilhos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) prejudicam cerca de quatro milhões de passageiros, segundo levantamento feito pela Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A).

De acordo com o estudo, a CPTM poderia aumentar em até 20 mil lugares por hora em cada sentido dessas linhas se não houvesse as interferências.

Os trens podem carregar metais, areias, grãos, madeira e contêineres para importação e exportação e eles só podem passar pelos trilhos após o horário de pico.

O levantamento feito pela Dersa faz parte do estudo para a construção do Ferronel Norte. As obras envolvem desapropriações e licenças ambientais. A Secretaria do Meio Ambiente de Guarulhos discutiu o projeto com o Conselho Gestor da Área de Proteção Ambiental Cabuçu-Tanque. A obra começou a ser discutida em 2011.

Em 2017, pelo menos cinco trens de carga descarrilaram nos trilhos da CPTM. Em 2013, um trem de carga atingiu um passageiro na Linha 7-Rubi, em Franco da Rocha.

Em nota, a CPTM afirmou que a implantação do Ferronel Norte vai melhorar o intervalo entre os trens e também diminuir os gastos com manutenção dos trilhos. A responsável pela obra é a empresa de planejamento e logística do governo federal e ela disse que o projeto de engenharia está em fase de elaboração e tem previsão de ficar pronto no final de outubro.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 03/10/2018

PRODUÇÃO INDUSTRIAL TEM 2ª QUEDA MENSAL SEGUIDA EM AGOSTO
Publicado em 10/03/2018 as 05:31 PM

Derivados de petróleo puxaram retração do setor, que não tinha 2 recuos sucessivos há quase 3 anos
O Globo3 Oct 2018DAIANE COSTA daiane.costa@oglobo.com.br

Arecuperação da indústria perdeu força, e, após queda de 0,1% em julho, a produção caiu novamente em agosto, 0,3%, na comparação mensal. Desde o fim de 2015, o setor não ficava dois meses seguidos no vermelho. A retração deste mês foi motivada, principalmente, pelo recuo da produção de derivados de petróleo e biocombustíveis, influenciado pela paralisação da Refinaria de Paulínia, em São Paulo, após uma explosão. Mas também houve uma maior disseminação dos resultados negativos entre as atividades, mostrou ontem o IBGE.

—Passada a volatilidade da greve dos caminhoneiros, vimos um arrefecimento da produção e um maior espalhamento de resultados negativos, afetando segmentos que correspondem a 80% do setor —comentou André Macedo, gerente de Indústria do IBGE, em referência aos grupos de bens intermediários e de bens de consumo semiduráveis e não duráveis, que caíram, respectivamente, 2,1% e 0,6%.

Com o resultado de agosto, a produção industrial acumula expansão de 2,5% no ano e de 3,1% em 12 meses.

Para Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), 2018 caminha paras eru mano“perdido ”, tendo em vis taque as projeções apontam para um desempenho próximo do registrado no ano passado, quando o setor cresceu 2,5%. Ele destaca algumas razões para o desempenho aquém do esperado:

— Só tivemos projetos marginais de investimentos, para modernização e proteção de competitividade; oBNDESdi minuiu financiamentos; e a redução dos juros não foi repassada para as tarifas finais. Além disso, a capacidade ociosa ainda é alta, porque o desemprego inibe o consumo.

REDUÇÃO EM 14 ATIVIDADES

Das 26 atividades pesquisadas, 14 tiveram queda. Além dos derivados de petróleo, que caíram 5,7%, os setores de bebidas (-10,8%), extrativo (-2,0%) e de produtos alimentícios (-1,3%) também impactaram negativamente. Entre as influências positivas, estão os segmentos de veículos (2,4%), farmacêutico (8,3%) e de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (5,1%).
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 03/10/2018

BRADESCO COMPRA RCB, DE RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO EM ATRASO
Publicado em 10/03/2018 as 05:31 PM

Banco terá 65% da empresa. Valor não foi divulgado, mas mercado estima negócio em R$ 224 milhões
O Globo3 Oct 2018ANA PAULA RIBEIRO ana.ribeiro@sp.oglobo.com.br SÃO PAULO

O Bradesco comprou 65% da RCB Investimentos, empresa que atua no segmento de recuperação de créditos em atraso e conta com uma carteira de R$ 20 bilhões sob gestão. Na avaliação de Eurico Ramos Fabri, vice-presidente do banco, a melhora da economia do país irá impulsionar esse mercado de compra de créditos dados como perdidos.

— Não temos uma meta predefinida do valor a que a carteira da RCB pode chegar. No entanto, esse mercado deve se intensificar, principalmente neste período em que estamos saindo da crise — afirmou Fabri, em teleconferência.

O valor da operação não foi divulgado, mas, segundo fontes do mercado, o Bradesco teria desembolsado R$ 224 milhões para a compra dessa fatia da RCB. Procurado, o banco não confirmou o valor.

Esse acordo não prevê exclusividade. Ou seja, o Bradesco pode vender a sua carteira de créditos em atraso para outras instituições, e a RCB pode comprar ativos de outros participantes desse segmento do mercado.

Na avaliação de João Augusto Salles, analista da consultoria Lopes Filho, o Bradesco aproveitou seu momento de caixa elevado —com a economia mais fraca, a instituição acaba concedendo menos crédito — para entrar em um negócio de alta rentabilidade.

— O retorno é elevado nesse negócio. As carteiras são compradas com um deságio grande —explicou.

Em alguns casos, a carteira em atraso é vendida por menos de 2% do chamado “valor de face”. Por isso, mesmo que apenas uma fatia pequena da carteira seja recuperada, a rentabilidade da operação pode ser expressiva para quem passou a administrar esses créditos.

DOIS MERCADOS

Segundo Fabri, a partir de agora a RCB irá explorar dois mercados. O primeiro é o da compra de carteiras de créditos dados como perdidos pelas instituições financeiras. Essas operações são aquelas que os bancos já tiraram do balanço, em razão do longo período em atraso.

Além disso, a RCB passará a atuar no mercado de cobrança da carteira de crédito ativa do Bradesco. Ou seja, cobrar os empréstimos com atrasos menores.

O Bradesco não é o primeiro grande banco a comprar uma empresa de recuperação de crédito. Em dezembro de 2015, o Itaú Unibanco anunciou a compra da Recovery, até então controlada pelo BTG Pactual.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 03/10/2018

DÓLAR CAI 2,51%, E BOLSA TEM MAIOR ALTA EM 2 ANOS
Publicado em 10/03/2018 as 05:12 PM

Avanço em pesquisa de candidato considerado mais alinhado com reformas defendidas pelo mercado leva moeda americana a ficar abaixo de R$ 4. Ibovespa sobe 3,78%, puxado por ações de bancos e estatais
O Globo3 Oct 2018ANA PAULA RIBEIRO E GABRIEL MARTINS economia@oglobo.com.br

As novas pesquisas eleitorais deram um fôlego extra aos mercados no Brasil. O dólar comercial recuou 2,51% ontem, encerrando a R$ 3,935. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançou 3,78%, aos 81.593 pontos, a maior alta diária desde 7 de novembro de 2016. Bancos e estatais operaram com ganhos, contribuindo para a alta.

O comportamento foi motivado, principalmente, por fatores internos, como a pesquisa eleitoral feita pelo Ibope e divulgada na noite de segunda-feira. Esta apontou que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 31% da preferência do eleitorado, enquanto Fernando Haddad (PT) fica com 21% das intenções de voto.

Na avaliação de Vitor Suzaki, analistas da Lerosa Investimentos, a pesquisa agradou aos agentes do mercado, que dão preferência a candidatos reformistas, daí a forte alta do Ibovespa, em um dia também marcado pela menor aversão ao risco no exterior:

— Os dados (da pesquisa Ibope) fazem com que os papéis do “kit eleições”, que incluem estatais e bancos, subam com mais força.

PREOCUPAÇÃO COM O DEPOIS

Para o banco UBS, o comportamento da rejeição dos eleitores será a chave para determinar o vencedor do pleito. “Vemos um segundo turno no qual as taxas de rejeição serão essenciais”, afirmaram os economistas do banco suíço em relatório a clientes.

A polarização das intenções de voto também ganhou a atenção das agências de classificação de risco. No seminário Condições de Crédito para a América Latina, na segunda-feira, o diretor de Ratings Soberanos da Standard & Poor’s, Joydeep Mukherji, falou sobre as perspectivas pós-eleição:

—O candidato do PT não é um outsider, mas Bolsonaro, por outro lado, é um outsider. E isso aumenta os riscos de incoerência e atrasos em fazer as coisas após as eleições — afirmou Mukherji, que citou como exemplo de desafios montar um novo Congresso e os problemas sociais e fiscais do país. — Há muito na agenda para a nova liderança, e nossa preocupação com o futuro é sobre o quão rápida e efetivamente o novo governo conseguirá lidar com essas questões.

O acordo comercial firmando entre Canadá e Estados Unidos também contribui, embora em menor escala, para o alívio no câmbio. Os dois países chegaram a um consenso para renovar o Acordo Norte-americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), que será rebatizado como Acordo Estados Unidos-México-Canadá. O índice Dow Jones subiu 0,46%, aos 26.773 pontos, novo patamar recorde.

Na Bolsa brasileira, o setor bancário, de maior peso no Ibovespa, teve fortes ganhos. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) do Banco do Brasil avançaram 11,41%. As preferenciais (PN, sem voto) de Itaú Unibanco e Bradesco subiram 3,85% e 5,82%, respectivamente.

As estatais também contribuíram para a alta da Bolsa. Os papéis ON da Eletrobras saltaram 11,45%, o maior ganho entre as ações do Ibovespa. Petrobras PN avançou 8,67%, e ON, 6,74%.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 03/10/2018

MULTAS MILIONÁRIAS CONTRA VALE E ARCELOR SERÃO AVALIADAS EM NOVEMBRO
Publicado em 10/03/2018 as 05:11 PM

Multas que somam R$ 68 milhões foram aplicadas em 2016.; empresas perderam recursos em primeira instância


Pátio da Vale com novo produto celulósico nas pilhas de minério
Foto: Marcelo Rosa 03/10/2018

Está previsto para o início do próximo mês a votação no Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Vitória (Comdema) das multas milionárias aplicadas pela Prefeitura da Capital contra a Vale e ArcelorMittal, no valor de R$ 68 milhões. A decisão foi tomada durante a reunião do conselho nesta segundafeira (01), que escolheu ainda que vão ser os relatores dos processos.

Os autos de infração, aplicados em decorrência de poluição causada ao meio ambiente, aguardavam havia dois anos e oito meses julgamento em instância final. De acordo com o secretário de Meio ambiente de Vitória, Luiz Emanuel Zouain, as duas empresas recorreram à primeira instância, que é a Junta de Impugnação Fiscal (JIF), logo após receberem a multa. Ao perderem, elas fizeram um segundo recurso ao Comdema - última instância administrativa – onde estava sendo aguardada a análise e a votação do caso.

A Câmara de Recursos, segundo Luiz Emanuel, a pedido dele, decidiu então encaminhar o caso para análise do Comdema. "Na reunião de hoje (segunda-feira) ficou acordado que o assunto será apresentado na pauta da próxima reunião, que acontecerá no início de novembro, para votação", relatou o secretário.

Na reunião desta segunda-feira (01) também foram definidos os nomes dos relatores de cada processo. Vai avaliar o casa da mineradora Vale a conselheira Lara Sossai Corrêa da Costa, que representa no Comdema a Associação dos Profissionais de Engenharia Ambiental do Espírito Santo (Apea). Já a situação da siderúrgica ArcelorMittal foi destinada ao conselheiro Paulo César da Siqueira Silva, representante da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Segundo o secretário Luiz Emanuel, a escolha dos conselheiros foi feito por sorteio, como determina o regulamento. "Cada um deles terá um prazo de 30 dias para analisar a documentação e produzir um relatório que será apresentado aos demais conselheiros, na próxima reunião, para que haja a votação".

As multas foram aplicadas no final de janeiro de 2016. Cada uma das empresas recebeu a notificação de cinco autos de infração que somam R$ 34.236.715,96. A maior delas era de R$ 30.580.054,68 por “provocar continuadamente a degradação ou poluição de elevado impacto ambiental que apresente iminente risco para a saúde pública e ao meio ambiente”, como descreve trecho do decreto 10.029/97, que deu base às penalidades.
Fonte: Gazeta Online
Data : 28/09/2018

TESOURO BANCA TUDO
Publicado em 10/03/2018 as 05:11 PM

Autor:        Luiz Antônio Felipe - laf@tribunadonorte.com.br

O Tesouro Nacional vai bancar R$ 90 bilhões em subsídios do BNDES.

De 2008 até agosto deste ano, o governo já gastou R$ 190 bilhões de subsídios, algo como R$ 19 bi/ano. O gasto com subsídio é maior do que o orçamento de investimentos do Ministério dos Transportes. O Tesouro ainda vai arcar com uma conta de R$ 90 bilhões em subsídios de operações de crédito com o BNDES pelos próximos anos até a duração final desses empréstimos. O custo total da política de empréstimos ao BNDES para acelerar o crescimento no governo dos ex-presidentes Lula e Dilma atingiu R$ 280 bi, a preços de ontem (02).
Fonte: Tribuna do Norte - RN
Data : 28/09/2018

ANTAQ APRESENTARÁ SISTEMA DE DESEMPENHO DA NAVEGAÇÃO NO MÓDULO APOIO PORTUÁRIO NA QUINTA-FEIRA (4)
Publicado em 10/03/2018 as 05:11 PM

Nova ferramenta entrará em fase de testes a partir do dia 4 de outubro

A ANTAQ apresentará ao setor regulado em 4 de outubro o Sistema de Desempenho da Navegação (SDN) no módulo Apoio Portuário. O evento acontecerá na sede da Agência, em Brasília, a partir das 14h30.

O SDN é um sistema informatizado, mantido pela ANTAQ, destinado a receber, pela internet, informações de natureza técnica e operacional a serem prestadas pelas empresas brasileiras de navegação. Essas informações incluirão dados de frota em operação, bem como sobre as operações realizadas, entre elas portos de atuação, tipos de atividades realizadas e valores cobrados.

Primeiramente, entre os dias 4 e 26 de outubro, o SDN será submetido a uma fase de teste, na qual o módulo do Apoio Portuário poderá ser usado. O objetivo é disponibilizar, através deste acesso, uma maneira para que os regulados enviem sugestões para melhorias e para que eles tenham prévio conhecimento da ferramenta.

“É fundamental que se descubra as eventuais correções a serem feitas e, para isso, é necessária a participação do setor regulado, que nos informará o que precisa ser melhorado no sistema”, destacou o superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da ANTAQ, Samuel Ramos.

A Agência pretende realizar uma audiência pública sobre a norma que regulamentará o envio de informações pelo sistema.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 03/10/2018

ANTAQ - PORTOS MAIS EFICIENTES
Publicado em 10/03/2018 as 05:11 PM

Autor:        JOÃO PAULO PAPA*

O recente leilão no Porto de Santos, de terminal na Ilha Barnabe, no valor de R$ 210 milhões - conforme noticiado por este jornal - evidencia, de forma inequívoca, a importância de ser aprovado o quanto antes o projeto que elaborei e que institui o Fundo de Investimento em Infraestrutura Portuária.

A proposta assegura que, ao menos, 50% dos valores arrecadados com as outorgas onerosas - recursos provenientes das licitações dos contratos de concessão e arrendamento de áreas portuárias - sejam destinados exclusivamente a investimentos em infraestrutura nos portos de origem do procedimento licitatório. Esses recursos serão destinados ao referido Fundo de Investimentos e geridos pela respectiva Autoridade Portuária.

Dessa forma, o porto santista receberia, por conta desse ultimo leilão, R$ 105 milhões para investimentos em infraestrutura. Em dezembro de 2015, outro leilão que arrendou três áreas na margem direita (Macuco, Paquetá e Ponta da Praia) possibilitou a arrecadação pelo Governo Federal de um valor de outorga de R$ 430,6 milhões, Se metade desse valor, como estabelece o projeto, fosse direcionado ao nosso porto o problema dos acessos rodoviários, por exemplo, estaria equacionado.

Esse projeto de lei, que tem o número 4311/2016, já conta inclusive com o apoio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que é órgão vinculado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e responsável por regular as atividades portuárias no País.

Em nota técnica, a Antaq destacou os avanços que a iniciativa trará por meio de uma “correta alteração” na Lei dos Portos e que pode impulsionar o setor.

Assinada pelo superintendente de Regulação, Arthur Yamamoto, o documento ressalta que a proposta “pode estimular que sejam disponibilizadas as áreas operacionais dos portos para leilão, nas melhores condições possíveis para tomá-las atrativas, e oferece maior conforto aos participantes do leilão porquanto parte significativa do lance vencedor reverterá, direta e indiretamente, benefícios ao negócio, podendo incentivar o aumento dos lances”.

Considero que esse apoio é fundamental para avançarmos e garantirmos investimentos em infraestrutura portuária. A matéria já foi aprovada, de forma unânime, pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e agora será analisada pela Comissão de Finanças e Tributação e, depois, pela de Constituição, Justiça e Cidadania.

Como os portos brasileiros apresentam, de modo geral, dificuldades para investir na melhoria de sua infraestrutura, o projeto oferece alternativas para superar esses obstáculos, razão pela qual sua aprovação se impõe.

Por isso, continuamos trabalhando no sentido de alcançarmos esse objetivo e assegurarmos, assim, os recursos necessários para que os portos brasileiros sejam mais produtivos, competitivos e eficientes.

*Deputado federal pelo PSDB/SP e ex-prefeito de Santos
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 03/10/2018

ANTAQ - TCU APONTAFORTES INDÍCIOS DE PREÇOS ABUSIVOS EM PORTOS
Publicado em 10/03/2018 as 05:10 PM

Auditoria do órgão também relata problemas na atuação da Antaq e da Anvisa nos complexos marítimos
DE BRASÍLIA

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o aumento no tempo e no custo para usuários dos portos constatou “fortes indícios” de que há cobrança abusiva nos complexos marítimos brasileiros, para o transporte de cargas. O processo apontou a existência de problemas na atuação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que atingem tanto importadores quanto exportadores.

A auditoria visitou inicialmente o Porto de Santos e, em seguida, instalações portuárias nas cidades do Rio de Janeiro, de Itajaí (SC) e de Belém, Miramar, Outeiros e Vila do Conde, todas no Pará. De acordo com o tribunal, a investigação se debruçou sobre todo o processo dos serviços portuários, desde a chegada do nario até o desembaraço completo da carga, no caso da importação; e na chegada da carga no porto até o embarque desta, no caso da exportação.

O TCU disse que não encontrou indicadores financeiros nacionais relativos ao custo de movimentação de contêineres, que poderiam servir para medir e comparar a competitividade dos portos no país. Entretanto, a Corte destacou que uma sobretaxa era aplicada em diferentes serviços portuários que já eram cobrados, como o de armazenagem e de sobrestadia do navio e de contêineres.

Também foi identificada pela auditoria a aplicação de taxas extra frete, cobradas pelo armador ao terminal e repassadas ao usuário para liberação da carga, tais como taxa de pirataria e de risco de guerra.

AUSÊNCIA DE ATUAÇÃO

“Entende-se que essa problemática pode estar relacionada com a ausência de uma atuação regulatória mais assertiva, capaz de induzir a eficiência na atuação dos agentes prestadores de serviços, entre eles os armadores, terminais e operadores. Por essa razão, considerou-se no escopo deste trabalho a atuação da Antaq para assegurar os direitos dos usuários, no que tange à abusividade de preços”, diz o relatório

No que diz respeito à Antaq, o TCU constatou que a agência não tem metodologia ou instrumentos adequados para o tratamento das denúncias recebidas acerca de abusividade e de falta de modicidade de preços praticados por terminais de contêineres.

“A atuação da Antaq não garante a harmonização de objetivos entre usuários donos de cargas e empresas arrendatárias, o que possibilita a cobrança de preços abusivos no segmento de contêineres”, disse o ministro Bruno Dantas, que relatou a auditoria.

PRAZO PARA Antaq

O TCU determinou que a Antaq desenvolva, no prazo de 180 dias, uma metodologia para a análise de denúncias sobre abusividade de preços e tarifas praticados por terminais e operadores portuários na movimentação de contêineres. O tribunal pede que a agência, “com vistas a harmonizar objetivos de usuários e prestadores de serviço, preservado o interesse publico, regulamente processo para a obtenção sistemática dos custos”.

A auditoria verificou ainda fragilidades na atuação da Anvisa na emissão de Licença de Importação. Segundo o TCU apurou, a Anvisa não adota nenhum tipo de gestão de risco no processo de emissão das licenças, atuando praticamente de “forma cartorária”, apenas por meio da conferência de documentos.

DETERMINAÇÃO À ANVISA

“Entre todos os intervenientes para o desembaraço de mercadorias importadas, a Anvisa era considerada o anuente que apresentava mais reclamações por parte dos importadores em razão do tempo incorrido para emissão da Licença de Importação, cuja espera, em alguns postos, ultrapassava 30 dias”, diz o TCU.

A Corte determinou que a Anvisa aprimore o processo de emissão da Licença de Importação, com a adoção de critérios e orientação padronizados para a definição de realização de inspeções físicas. Ordenou ainda o “estabelecimento de procedimentos operacionais padrão e/ou manuais operacionais, de modo que as ações relacionadas aos licenciamentos de importação sob vigilância sanitária sejam realizadas de forma padronizada, à exceção dos casos com particularidades comprovadamente justificadas”. (Agência Brasil)
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 03/10/2018

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - PORTUS
Publicado em 10/03/2018 as 05:10 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

A situação do Portus, o fundo de previdência complementar dos empregados das companhias docas, será terna de uma assembleia com participantes, assistidos e pensionistas hoje, às 9 horas, na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport).

O objetivo da sessão e prestar contas sobre os trabalhos desenvolvidos para salvar o plano de benefícios nas diversas esferas administrativas e judiciais, além de informar os contribuintes sobre a proposta apresentada pela Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias, informa presidente do Sindaport, Everandy Girino dos Santos.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 03/10/2018

FRASE - PORTOS
Publicado em 10/03/2018 as 05:10 PM

“Os principais problemas relatados se referem às dificuldades de manutenção da geometria dos canais marítimos de acesso aos portos e berços de atracação"

Trecho do relatório da auditoria do TCU em portos
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 03/10/2018

ANTAQ - RELATÓRIO DESTACA DRAGAGEM INSUFICIENTE
Publicado em 10/03/2018 as 05:10 PM

O relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) também constatou que, em relação à profundidade dos acessos aquaviários aos portos, falta dragagem suficiente para assegurar o devido calado dos terminais.

Com isso, muitos navios não podem transportar toda a carga possível sob o risco de ficarem encalhados.

“Os principais problemas relatados se referem às dificuldades de manutenção da geometria dos canais marítimos de acesso aos portos e berços de atracação, bem como à insuficiência de investimentos e serviços necessários em infraestrutura”, destaca o relatório da auditoria.

Segundo o documento, a atuação das companhias docas do Rio de Janeiro (CDRJ) e do Estado de São Paulo (Codesp) e da Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) não tem sido eficaz, o que tem ocasionado significativa redução dos calados operacionais.

A auditoria indica que o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (que controla das companhias docas) avalie a possibilidade de adotar a dragagem de manutenção em conjunto com outros portos, “bem como considere a possibilidade de incluir a dragagem de recuperação em virtude das enchentes ou outros fenômenos hidrológicos em seus contratos de dragagem de manutenção”. O texto aponta ainda a necessidade de ajuda financeira por parte do governo para essas empresas.

A Reportagem questionou a Antaq e a Anvisa, mas, até o fechamento da edição, não obteve resposta. (Agência Brasil)
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 03/10/2018

SETOR PERDE FRANK WLASEK, EX-METALNAVE E ESTALEIRO ITAJAÍ
Publicado em 10/02/2018 as 05:17 PM

O empresário Frank Wlasek morreu no último sábado (29/8), aos 70 anos, vítima de um infarto, em sua casa no Rio de Janeiro. Conhecido no setor como "O rei dos mares ", ele ajudou a incentivar a construção naval e a navegação de cabotagem no final dos anos 1990 e início de 2000. Wlasek esteve à frente da companhia de navegação Metalnave e do estaleiro Itajaí (SC), este último vendido para a empresa Elcano. O estaleiro chegou a ter cerca de 1.300 funcionários nos anos 2000, quando desenvolveu embarcações de alumínio, barcos de apoio e até navios gaseiros.

Para o consultor Luiz Labruna, o falecimento de Wlasek foi uma grande perda para o setor. "No comando do estaleiro Itajaí e da Metalnave, Frank contribuiu para o crescimento da construção naval e da marinha mercante brasileiras, gerando milhares de empregos e sendo um dos pioneiros na implantação de processos de acabamento avançado. Era um empresário, de fato, à frente de seu tempo", destacou.

Apesar dele ser considerado uma pessoa polêmica, amigos ressaltaram que ele apostou no setor num momento em que a construção naval vivia uma situação fragilizada nos anos 1990. "Ele foi um líder na navegação brasileira numa época em que ninguém acreditava nela", comentou o engenheiro Sérgio Lamarca, que trabalhou com ele no estaleiro Itajaí.
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 02/10/2018

PRATICAGEM PROMOVE SEMINÁRIO DE HIDROGRAFIA PORTUÁRIA NO RIO
Publicado em 10/02/2018 as 05:17 PM



Divulgação Conapra

O I Seminário de Hidrografia Portuária para Práticos vai discutir temas como análise de projetos de balizamento e levantamentos hidrográficos, balizamento virtual e simulações náuticas. O evento, que acontece no próximo dia 24, vai reunir especialistas da praticagem de todo o Brasil, da Marinha, da Academia e da iniciativa privada. O seminário é organizado pelo Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) e pela Praticagem do Rio de Janeiro.

Com a maior demanda de acesso dos meganavios aos portos brasileiros, a praticagem tem sido mais consultada sobre projetos de modernização e ampliação de instalações portuárias, canais de acesso e aproximação, além das bacias de evolução. Os organizadores do evento destacam que projetos de balizamento náutico, por exemplo, precisam ser analisados pela praticagem antes do seu envio à Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) da Marinha, conforme prevê a Normam 17. Já projetos como dragagens de aprofundamento são validados em simulações em tempo real, que também contam com o conhecimento técnico da praticagem.

Serviço

Evento: I Seminário de Hidrografia Portuária para Práticos
Data: 24 de outubro de 2018
Local: Windsor Guanabara Hotel, no Centro do Rio
Informações: www.praticagemdobrasil.org.br
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 02/10/2018

PORTOS - CAIS MAUÁ APRESENTA NOVO COMANDO EXECUTIVO
Publicado em 10/02/2018 as 05:17 PM

O consórcio Cais Mauá do Brasil, que tem desde o fim de 2010 a concessão do trecho do antigo porto de Porto Alegre, tem novo comando executivo.

Em nota, o consórcio informou nesta segunda-feira que nomeou Eduardo Luzardo da Silva, que é gaúcho, e sucede Vicente Criscio. Luzardo é de Uruguaiana e já atuou na Petróleo Ipiranga e foi diretor do Sebrae-RS.

Em fevereiro, o grupo de acionistas mudou a gestão, com a entrada da Reag, que sucedeu a Icla Trust. A troca ocorreu em meio a uma operação da Polícia Federal (PF), que fez apreensões de documentos e materiais. A operação Gatekeepers apura desvios de recursos de fundos por operadores que têm ligação com a Icla. A PF não apontou ligação com a obra.

Meses depois, a Reag saiu do projeto e ingressou outra gestora, a LAD Capital, que elaboraria um diagnóstico do grupo, que levou três meses. O novo modelo foi proposto após a reformulação do Conselho de Administração. Houve troca ainda na diretoria financeira. "O Cais Mauá torna-se pronto para a nova etapa de desenvolvimento do projeto", diz o comunicado.
Fonte: Jornal do Comercio - RS
Data : 02/10/2018

ANTAQ - CINCO ANOS APÓS NOVA LEI, PORTOS CONTINUAM EM CAOS REGULATÓRIO
Publicado em 10/02/2018 as 05:16 PM

Autor:        Por Murillo Camarotto e Daniel Rittner | De Brasília

Cinco anos após a entrada em vigor da Lei dos Portos, o setor ainda ostenta indicadores operacionais inferiores aos de países bem menos desenvolvidos, como o Peru.

Há problemas graves na infraestrutura, na operação e no modelo de cobrança das tarifas. Nem mesmo a esperada regularização das atividades portuárias teve avanços consistentes: mais da metade dos terminais arrendados opera com contratos expirados - um deles desde 1977.

Esse diagnóstico foi apontado em um estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU). Em comum, ambos traçam um raio-X negativo do setor após a sanção da Lei 12.815, em junho de 2013.

Dos 253 contratos de arrendamento em portos organizados (públicos), 142 estão vencidos - número ainda não atualizado depois do leilão de terminais em Santos e no Pará, na sexta-feira - mostra levantamento da CNI a partir do banco de dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A nova legislação buscava justamente resolver isso, por meio do leilão de novas áreas e de terminais com contratos expirados ou perto de vencer. Houve judicialização dos atuais arrendamentos e atraso na demarcação das poligonais dos portos, o que deveria ter ocorrido em um ano, permitindo redesenho de áreas e liberando-as para a licitação de terminais. Só 13 das 37 poligonais de portos públicos foram demarcadas. A maioria não afeta operações de portos mais relevantes.

"Os terminais continuam operando em situação contratual precária. Isso penaliza investimentos de maior porte devido à falta de segurança jurídica", diz Wagner Cardoso, gerente-executivo de infraestrutura da CNI. Mesmo diante de indicadores operacionais ruins, os portos foram praticamente ignorados pelos programas de governo dos principais candidatos à Presidência.

Promessa para viabilizar investimentos de dezenas de bilhões de reais, o agora famoso "decreto dos portos" trocou as páginas de economia pelas de política, mais exatamente para a seção que trata de corrupção e crime do colarinho branco. O TCU já enterrou qualquer chance de aplicação do decreto, pelo qual o presidente Michel Temer terá que se explicar quando deixar o cargo.

Enquanto isso, o Brasil segue na rabeira de todos os rankings de qualidade da infraestrutura. Na versão 2018 do relatório Doing Business, do Banco Mundial, aparece na 139ª posição entre os 190 países avaliados no capítulo de comércio internacional. Segundo o documento, o custo de desembaraço das importações nos portos brasileiros é mais de duas vezes superior à média global.

Esse é um dos principais problemas apontados pelo TCU. O relatório, que ainda será apreciado pelo plenário, concluiu que a Antaq não possui metodologia e instrumentos adequados para fiscalizar as muitas denúncias de abusos e falta de modicidade nos preços praticados nos terminais.

"Não há procedimento definido e padronizado para avaliação das denúncias feitas por usuários e não há acompanhamento sistemático dos custos de movimentação de contêiner, o que subsidiaria a análise de eventual abusividade de valores ou da falta de modicidade dos preços", diz o relatório dos auditores.

De acordo com o TCU, associações de importadores relatam aumentos dos preços de armazenagem de até 95,65% sem justificativa baseada nos custos dos terminais e apontam a omissão da Antaq no sentido de verificar se houve abusos nesses aumentos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é outra autarquia incluída no rol dos responsáveis pelo desempenho dos portos brasileiros. Segundo dados coletados pelo tribunal, no início de 2017 o órgão precisava de 30 dias para emitir uma licença de importação. O prazo caiu para seis dias em novembro último, mas a falta de critérios padronizados ainda deixa as inspeções ao bel-prazer dos fiscais.

Os auditores sugeriram ao ministro Bruno Dantas, relator do processo, que exija da Anvisa a integração do sistema de peticionamento eletrônico para emissão das licenças ao Portal Único de Comércio Exterior. Também recomendam a padronização das inspeções feitas nos portos.

Para a Antaq, está entre as determinações sugeridas ao ministro a regulamentação da cobrança da armazenagem e a movimentação de contêineres dentro dos terminais, tema tão antigo quanto polêmico no setor portuário.

O relatório técnico seria analisado pelo plenário do TCU na quarta-feira, mas acabou retirado de pauta. Segundo o Valor apurou, o ministro pretende endurecer um pouco as determinações que serão impostas não só às agências, mas também às companhias Docas de São Paulo, Rio, Pará e ao Porto de Itajaí.

O impasse no setor não foi capaz de mobilizar as equipes dos principais candidatos à Presidência. Entre os mais bem colocados nas pesquisas, apenas Jair Bolsonaro (PSL) dedicou um capítulo ao setor portuário em seu programa de governo. Nele, promete integrar os terminais às malhas rodoviária e ferroviária e colocá-los em patamares operacionais similares a portos asiáticos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 02/10/2018

ANTAQ - TERMINAIS PRIVADOS REIVINDICAM REGRAS MENOS INVASIVAS
Publicado em 10/02/2018 as 05:16 PM

Autor:        Por Daniel Rittner e Murillo Camarotto | De Brasília

Os donos de portos privados, responsáveis pela movimentação de 60% das cargas marítimas no país, querem uma regulação "menos invasiva" sobre as suas atividades.

Eles estão mandando cartas aos presidenciáveis com um pedido para que seja eliminada a "redundância de procedimentos" necessários na autorização do governo para novos terminais de uso privativo (TUPs).

Para tirar um empreendimento da gaveta, hoje é preciso percorrer uma longa jornada. De acordo com a diretora-executiva da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Luciana Guerise, esse percurso envolve 27 documentos diferentes em 11 órgãos oficiais. "No caminho entre a identificação de um projeto e a licença de operação leva-se até oito ou nove anos. Isso é péssimo para a competitividade", afirma.

A Antaq reduziu de 180 para 145 dias, segundo Luciana, o período de análise dos projetos. Ela pondera, no entanto, que outras autorizações continuam sem nenhum prazo para sair. É o caso dos processos de reconhecimento de propriedade pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e das licenças ambientais do Ibama. "Se o setor privado entrega a documentação completa e os órgãos de governo não respondem, nada acontece. Tem que ter algum tipo de prazo", argumenta.

Na carta para os candidatos à Presidência da República, a ATP divide seus pleitos em quatro pontos. O primeiro é a infraestrutura, com uma defesa da multimodalidade e da maior integração com outros sistemas logísticos, como ferrovias e hidrovias.

Em seguida, chama a atenção para questões regulatórias. Lembra que os terminais privativos têm investimentos aplicados por conta e risco do empreendedor, mas ainda se submetem a muitas exigências típicas de projetos sob o regime de concessão por serviço público. "Existe e persiste, portanto, uma visão distorcida dos portos privados que leva ao entendimento equivocado de que esses empreendimentos devam ser regulados invasivamente."

A ATP fala ainda da insegurança jurídica, que afetaria a materialização dos investimentos, e da necessidade de diminuir a burocracia, com simplificação de procedimentos e harmonização de competências. A associação reúne 27 empresas e congrega 55 terminais portuários. Nos últimos cinco anos, diz Luciana, os anúncios de portos privados somam R$ 21 bilhões. Os TUPs lideram a movimentação de cargas como minério, petróleo e grãos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 02/10/2018

PORTO DE SANTOS REGISTRA RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS, EM AGOSTO
Publicado em 10/02/2018 as 05:16 PM

Ao todo, foram 12.482.543 toneladas movimentadas. De janeiro a agosto, houve um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2017.
Por G1 Santos


Porto de Santos registrou o maior movimento mensal de cargas em agosto neste ano — Foto: Divulgação/Porto de Santos

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, registrou, em agosto deste ano, a maior movimentação de cargas em um mês. Além disso, de janeiro a agosto deste ano, houve um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2017. Os dados são da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o cais santista, e representam recordes históricos.

De acordo com o levantamento, foram 12.482.543 toneladas movimentadas em agosto, que representa 1,1% a mais do registrado em agosto do ano passado, que até então era o maior movimento mensal registrado. Houve um aumento de 8,8% das mercadorias descarregadas e uma redução de 1,6% das cargas embarcadas. A soja em grãos a granel teve um aumento de 201,7% e a celulose, 71,4% em relação a agosto do ano passado.

De janeiro a agosto de 2018, foram movimentadas 85 milhões de toneladas e, no mesmo período deste ano, o número subiu para 88 milhões de toneladas, um aumento de cerca de 4%. Também houve um crescimento de 8,5% na quantidade de cargas para desembarques e de 2,2% nos embarques, em relação ao mesmo período do ano passado. Os destaques ficaram com o crescimento de 46,1% nos embarques de celulose e de 20,6% das exportações de sucos cítricos.

A movimentação de cargas em contêineres registrou um total de 4.334 milhões de toneladas, cerca de 10,3% a mais do que em agosto do ano passado. Em quantidade, a movimentação atingiu 387.791 TEUs, com expansão de 14,6 %. De janeiro a agosto, foram 29.995 milhões de toneladas, 5,3% a mais do que o mesmo período de 2017, e 2.736 milhões de toneladas, ou seja, 11,1% a mais.

Apesar do aumento na movimentação de cargas por tonelagem, houve uma queda de 7,5% no fluxo de navios em agosto. Ao todo, 393 embarcações atracaram no Porto de Santos, 32 a menos que em agosto do ano passado. Neste ano, já foram 3.247 navios atracados no cais santista.

A participação do Porto de Santos na corrente de comércio exterior chegou a 24,3% sobre o total nacional, atingindo o valor comercial de US$ 68,2 bilhões em cargas de longo curso que transitaram pelo complexo. As importações através de Santos chegaram a US$33,2 bilhões com 27,4% sobre o total nacional e US$ 7,03 bilhões em valor comercial das cargas procedentes do mercado externo.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 02/10/2018

TCU VÊ 'FORTES INDÍCIOS' DE ABUSO NOS PREÇOS COBRADOS EM TERMINAIS PORTUÁRIOS
Publicado em 10/02/2018 as 05:16 PM

Auditoria do Tribunal de Contas da União apontou falhas na atuação da agência que regula o setor para evitar cobranças abusivas por operadores portuários.
Por Laís Lis, G1 — Brasília

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) verificou "fortes indícios" de que há cobrança abusiva nos portos brasileiros para o transporte de contêineres. Segundo o tribunal, isso encarece tanto a exportação quanto a importação de produtos.

A auditoria avaliou a eficiência dos portos brasileiros, a atuação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a manutenção da profundidade dos portos.

O processo apontou problemas na atuação da Antaq. "A atuação da Antaq não garante a harmonização de objetivos entre usuários donos de cargas e empresas arrendatárias, o que possibilita a cobrança de preços abusivos no segmento de contêineres", disse o ministro Bruno Dantas, que relatou a auditoria.


O plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) — Foto: Divulgação/TCU

Infraestrutura
A auditoria apontou, ainda, que os portos brasileiros têm profundidades insuficiente. A falta de uma dragagem eficiente prejudica a eficiência dos portos. Com pouca profundidade, os navios não podem transportar toda a carga possível sob o risco de ficarem encalhados.

Segundo o TCU, as companhias docas, que administram os portos, enfrentam problemas financeiros que prejudicam investimentos. A auditoria indica ao governo a necessidade de ajuda financeira para essas empresas.

Outro ponto que prejudica a eficiência dos portos, afirmou a auditoria, são os atrasos na emissão de importações feita pela Anvisa. Segundo a área técnica do TCU, em muitos casos, o processo de liberação da carga pela Anvisa durava até 30 dias.

"Observou-se ainda a ausência de padrões objetivos para orientação dos fiscais ou qualquer tipo de manual operacional por parte da agência", disse Dantas.

Em seu voto, o ministro recomendou que a Anvisa aprimore os critérios para emissão de licença.

Determinações
Sobre as constatações de cobranças abusivas pelos operadores portuários, o ministro determinou que a Antaq desenvolva metodologia de análise para denúncias sobre abusos no valor cobrado pelos operadores.

O TCU também determinou que a Antaq estabeleça medidas para acompanhar os preços e as tarifas praticadas e que regulamente o processo para obtenção de custos dos terminais.

Para acelerar as obras de dragagem dos portos, o TCU recomendou que as companhias docas reavaliem a profundidade dos portos e façam a readequação de projetos.

Os ministros recomendaram ainda que as autoridades portuárias avaliem a possibilidade de contratarem o serviço em conjunto com outros terminais portuário, como ocorre em outros países.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 02/10/2018

GOVERNO LIBERA MAIS R$ 1 BILHÃO PARA GASTOS NA SAÚDE
Publicado em 10/02/2018 as 05:15 PM

Verba vai para programas como Farmácia Popular. Ao todo, serão distribuídos R$ 3,9 bi extras para manutenção dos ministérios
O Globo2 Oct 2018MANOEL VENTURA manoel.ventura@bsb.oglobo.com.br BRASÍLIA

Atrês meses do fim da gestão do presidente Michel Temer, o governo liberou mais R$ 1 bilhão para gastos extras do Ministério da Saúde. A pasta tem o maior Orçamento da Esplanada dos Ministérios, mas ele é praticamente todo consumido por gastos obrigatórios. Assim, para colocar dinheiro em outras áreas, que são opcionais, caso do programa Farmácia Popular, era preciso haver uma autorização extra.

A liberação do dinheiro para a Saúde faz parte de uma distribuição de mais R$ 3,9 bilhões em recursos para ampliar gastos de ministérios. As áreas que mais receberam novas verbas, depois da Saúde, foram Educação e Defesa. O Ministério da Educação terá direito a gastar mais R$ 823 milhões até o fim do ano.

A Defesa, pasta que comanda as Forças Armadas, terá mais R$ 777 milhões. Os militares têm trabalhado em ações como a intervenção no Rio e vão reforçar a segurança nas eleições.

Os ministérios da Fazenda, dos Transportes, da Justiça, da Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia também receberão mais dinheiro, além de outros órgãos, em menores montantes.

As demandas de todo o governo por mais recursos chegaram a cerca de R$ 9 bilhões, mas não havia dinheiro para todos. Para escolher quais ministérios deveriam receber recursos adicionais, a equipe econômica considerou gastos para a manutenção dos órgãos e obras em estágio avançado.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 02/10/2018

EMBRAER E BOEING QUEREM FÁBRICA NOS EUA PARA CARGUEIRO
Publicado em 10/02/2018 as 05:15 PM

Medida é parte da estratégia para elevar vendas no mercado americano e reforçar produção do avião militar KC-390
O Globo2 Oct 2018GERALDA DOCA E JOÃO SORIMA NETO geralda@bsb.oglobo.com.br BRASÍLIA E SÃO PAULO


LUCAS LACAZ RUIZ/02-02-2016
Expectativa. KC-390: planos incluem fabricação nos EUA e em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. Governo acompanha negociações entre empresas

Aparceria entre Embraer e Boeing prevê a instalação de uma fábrica nos Estados Unidos para a montagem do cargueiro militar KC-390 com participação de empresas americanas, conforme antecipou o Valor Econômico. Segundo integrantes da equipe econômica, o governo brasileiro avalia que a unidade é necessária para consolidar o negócio e alavancar as vendas da Embraer no mercado americano, que é repleto de restrições. Isso também seria uma forma de reforçar a produção, pois a nova fábrica se somaria à já existente no Brasil, preservando empregos.

Também não há restrições do Ministério da Defesa e do Comando da Aeronáutica, que estão à frente das negociações. Os técnicos lembram que a Embraer já fez um movimento semelhante com o avião de ataque Super Tucano. Foi instalada uma fábrica na Flórida para que a aeronave fosse comercializada nos Estados Unidos.

PRESSA PARA ACORDO

As tratativas em torno do acordo entre as duas companhias evoluíram nas últimas semanas e estão na fase final de formulação de documentos. Os balanços estão sendo avaliados para definir o preço dos ativos envolvidos na operação. Não há um prazo legal para que o negócio seja apresentado ao presidente Michel Temer, mas as duas empresas têm pressa em formalizar a operação ainda este ano para evitar um possível retrocesso com a mudança de governo.

Temer, disse um auxiliar, está acompanhando as negociações e, ao que tudo indica, deve aprovar o acordo. Isso só não aconteceria se a papelada não for entregue a tempo ou se surgirem fatos no acordo. Para o governo, o que é sagrado na parceria é a blindagem da divisão de defesa da Embraer. A união entre as duas empresas prevê a criação de uma joint venture (parceria) para atuação na área comercial. Nesse arranjo, a Boeing teria 80% e pagaria US$ 3,8 bilhões. As áreas de defesa e de aviação executiva (jatinhos) ficariam sob o controle da Embraer.

Integrantes do governo argumentam que, dificilmente, a Embraer conseguirá sobreviver sozinha. Ela terá de buscar um sócio para ganhar musculatura a fim de continuar competindo no mercado internacional, principalmente depois que a canadense Bombardier, principal concorrente no segmento, e a europeia Airbus anunciaram uma parceria, em outubro de 2017. A empresa americana está de olho nos engenheiros e no potencial de vendas dos aviões da Embraer.

Autoridades governamentais reforçam ainda que Embraer e Boeing são duas empresas privadas. O governo brasileiro tem apenas 10% de participação da companhia nacional (via BNDESPar). O restante é diluído entre acionistas estrangeiros. Mas a União tem direito a uma classe especial de ações, denominada golden share, que dá poder de veto a decisões consideradas estratégicas na área de defesa.

A Embraer informou, em nota, que a ideia de uma segunda joint venture com a Boeing para promover a venda do KC-390 já fazia parte do acordo fechado com a companhia americana em comunicado divulgado em 5 de julho. Uma fonte que acompanha as negociações diz que o plano de instalar uma fábrica nos EUA é uma alternativa para o futuro e que ela viabilizaria acesso a recursos mais baratos para pesquisa e financiamento.

Em nota, a Embraer também diz que não existem planos de desativação da linha de produção do KC-390 em Gavião Peixoto, cidade no interior de São Paulo.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 02/10/2018

GOVERNO LIBERA MAIS R$ 1 BILHÃO PARA GASTOS NA SAÚDE
Publicado em 10/02/2018 as 05:15 PM

Verba vai para programas como Farmácia Popular. Ao todo, serão distribuídos R$ 3,9 bi extras para manutenção dos ministérios
O Globo2 Oct 2018MANOEL VENTURA manoel.ventura@bsb.oglobo.com.br BRASÍLIA

Atrês meses do fim da gestão do presidente Michel Temer, o governo liberou mais R$ 1 bilhão para gastos extras do Ministério da Saúde. A pasta tem o maior Orçamento da Esplanada dos Ministérios, mas ele é praticamente todo consumido por gastos obrigatórios. Assim, para colocar dinheiro em outras áreas, que são opcionais, caso do programa Farmácia Popular, era preciso haver uma autorização extra.

A liberação do dinheiro para a Saúde faz parte de uma distribuição de mais R$ 3,9 bilhões em recursos para ampliar gastos de ministérios. As áreas que mais receberam novas verbas, depois da Saúde, foram Educação e Defesa. O Ministério da Educação terá direito a gastar mais R$ 823 milhões até o fim do ano.

A Defesa, pasta que comanda as Forças Armadas, terá mais R$ 777 milhões. Os militares têm trabalhado em ações como a intervenção no Rio e vão reforçar a segurança nas eleições.

Os ministérios da Fazenda, dos Transportes, da Justiça, da Segurança Pública e da Ciência e Tecnologia também receberão mais dinheiro, além de outros órgãos, em menores montantes.

As demandas de todo o governo por mais recursos chegaram a cerca de R$ 9 bilhões, mas não havia dinheiro para todos. Para escolher quais ministérios deveriam receber recursos adicionais, a equipe econômica considerou gastos para a manutenção dos órgãos e obras em estágio avançado.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 02/10/2018

GITA GOPINATH: FMI TEM A PRIMEIRA MULHER COMO ECONOMISTA-CHEFE
Publicado em 10/02/2018 as 05:15 PM

Escolhida é a professora de Harvard Gita Gopinath, que nasceu na Índia. Ela vai substituir Maurice Obstfeld, que anunciou a aposentadoria em julho
O Globo2 Oct 2018DA BLOOMBERG NEWS WASHINGTON


KELVIN MA/BLOOMBERG
Liderança. “Gita é uma das economistas de maior destaque no mundo, com credenciais acadêmicas impecáveis”, afirmou em nota a diretora-gerente do Fundo

O Fundo Monetário internacional (FMI) anunciou ontem que, pela primeira vez, terá uma mulher como economista-chefe: a professora de Harvard Gita Gopinath, de 46 anos, vai substituir Maurice Obstfeld, que, em julho, anunciou que se aposentaria no fim deste ano. O anúncio ocorre em um momento em que o Fundo enfrenta problemas como o aumento do protecionismo em todo o mundo e o impacto do uso da tecnologia sobre o emprego.

“Gita é umad as economistas de maior destaque no mundo, com credenciais acadêmicas impecáveis, um histórico comprovado de liderança intelectual e uma ampla experiência internacional”, afirmou em nota a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde.

ECONOMISTA NO TOP 25

Gita é professora do Instituto John Zwaanstra de Estudos Internacionais e Economia na Universidade de Harvard. Ela também exerce o cargo de coeditora da revista American Economic Review e de codiretora do Programa de Finanças Internacionais e Macroeconomia da Secretaria Nacional de Pesquisa Econômica.

Além disso, é coeditora do atual Manual da Economia Internacional, junto com o ex-economista-chefe do Fundo Kenneth Rogoff. Escreveu também cerca de 40 artigos de pesquisa sobre tipos de câmbio, comércio e investimento; crises financeiras internacionais; política monetária, dívida e crise de mercados emergentes.

Gita Gopinath nasceu e cresceu na Índia e, agora, é cidadã americana. Concluiu o doutorado em Economia pela Universidade de Princeton, em 2001.

Em artigo para a Bloomberg, o economista-chefe da Allianz, Mohamed El-Erian, elogiou a escolha de Gita que, segundo ele, “traz expertise, ideias e diversidade cognitiva para o FMI”.

“O trabalho dela tem sido reconhecido com muitos elogios e nomeações impressionantes”, destacou ele, lembrando que Gita foi listada, há quatro anos, no top 25 dos economistas com menos de 45 anos.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 02/10/2018

TESOURO VAI BANCAR R$ 90 BI EM SUBSÍDIOS DO BNDES
Publicado em 10/02/2018 as 05:14 PM

Autor:        Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli / BRASÍLIA

O Tesouro Nacional ainda tem que arcar com uma conta de R$ 90 bilhões em subsídios de operações de crédito com o BNDES pelos próximos anos até a duração final desses empréstimos.

De 2008 até agosto de 2018, o governo já gastou R$ 190 bilhões de subsídios – R$ 19 bilhões por ano, de acordo com dados do Tesouro divulgados pelo Ministério da Fazenda.

O custo total da política de empréstimos ao BNDES para acelerar o crescimento econômico durante o governo dos expresidentes Lula e Dilma Rousseff atingiu R$ 280 bilhões, a preços de hoje.

O gasto com subsídio é maior do que o orçamento de investimentos do Ministério dos Transportes, que somou R$ 145,6 bilhões entre janeiro de 2008 a dezembro de 2017. Ou seja, o governo poderia ter dobrado o investimento no Ministério dos Transportes e, mesmo assim, ainda sobrariam R$ 45 bilhões.

Os dados do Tesouro mostram que os pagamentos antecipados do BNDES ao Tesouro Nacional reduziram o custo dos subsídios desses empréstimos em R$ 20 bilhões. Como houve recentemente uma renegociação para que o BNDES pague integralmente a sua dívida com o Tesouro até 2040 e não mais em 2060, esse custo dos subsídios deve ter uma nova redução. Mas a queda será pequena, segundo apurou o Estadão/Broadcast.

Fatura. O diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Gabriel Leal de Barros, afirma que a fatura deixada pela política de incentivo à tomada de empréstimos junto ao BNDES ainda é significativa e deveria servir de alerta para que a prática não seja repetida no futuro. “Vamos conviver por muitos anos com esse custo sem ter tido o benefício sobre o investimento”, diz.

Segundo ele, estudos já mostraram que a injeção de recursos do Tesouro no banco de fomento acabou tendo efeito nulo sobre a taxa de investimento no País, pois as empresas apenas substituíram o financiamento privado pelo crédito mais barato do BNDES.

“O que os estudos mostram é que não tem sentido econômico retomar essa política que não teve efeito, num momento em que ainda temos custo elevado com subsídio. Temos que fazer o oposto, reduzir subsídio para acelerar o processo de ajuste fiscal”, afirma Barros.

O Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não julgou o mérito do processo que investiga as emissões feitas pelo Tesouro ao BNDES, operações realizadas por fora do Orçamento. Em relatórios preliminares, a área técnica da corte de contas alertou para o elevado custo da política e recomendou a devolução dos recursos.

Ajuste fiscal

“Temos que fazer o oposto, reduzir subsídio para acelerar o processo de ajuste fiscal.”

Gabriel Leal de Barros
DIRETOR DA IFI DO SENADO
Fonte: O Estado de São Paulo - SP
Data : 28/09/2018

PORTOS - SUAPE: RECUPERAR A AUTONOMIA É DESAFIO
Publicado em 10/02/2018 as 05:14 PM

Autor:        MARINA BARBOSA E MARCELO MQNTANINI

A próxima gestão estadual vai precisar destravar os projetos que hoje estão nas mãos do Governo Federal para atrair empreendimentos

O Complexo Industrial e Portuário de Suape é apontado com frequência nas campanhas políticas como o principal polo de desenvolvimento econômico de Pernambuco. Afinal, movimenta mais de 20 milhões de toneladas de cargas por ano e é berço de pelo menos 100 indústrias, que geram 2,2 mil empregos e somam R$ 50 bilhões em investimentos. Porém, também vai representar um desafio político para o próximo gestor estadual. É que, para continuar despertando o interesse da iniciativa privada, Suape precisa destravar projetos que hoje estão nas mãos do Governo Federal.

A lista inclui o segundo terminal de contêineres (Tecon 2), o terminal de veículos e o pátio de triagem de caminhões - projetos que são discutidos há anos por Suape, mas que ainda não foram licitados por conta da política portuária brasileira estabelecida pela Lei 12.815 de 2013. Chamada de Lei dos Portos, a legislação foi sancionada por Dilma Rousseff e transferiu para o âmbito federal a responsabilidade das licitações portuárias, tirando a autonomia dos portos públicos brasileiros, como Suape.

Pela lei anterior, cabia à administração do porto a realização dos processos de concessão. Mas a Lei 12.815 puxou esta competência para a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários. E isso fez com que todos os editais ficassem parados por um bom tempo no TCU (Tribunal de Contas da União), o edital do Tecon 2, por exemplo, está pronto desde 2012, mas ainda não foi licitado”, explicou o advogado e ex-presidente de Suape, Thiago Norões, dizendo que o porto perdeu a oportunidade de fazer licitações em um momento de economia dinâmica”.

“Foi o desastre dos portos brasileiros, porque, de 2013 a 2016, nenhum processo licitatório foi realizado”, reforçou o atual presidente de Suape, Carlos Vilar, ressaltando que a primeira licitação para o porto pernambucano depois da Lei 12.815 só deve acontecer em 2019, já sob nova gestão política. Afinal, a Antaq só realizou as audiências públicas necessárias ao processo de arrendamento do Tecon 2 e do terminal de veículos de Suape este mês, o que adiou para o início de 2019 o prazo de publicação desses editais. "Já as outras instalações seguem represadas”, disse Vilar.

Em 2017,o Porto de Suape movimentou 23,6 milhões de toneladas de carga. O número superou o dos seus principais concorrentes - Pecém (CE) e Aratu (BA). Porém, mostrou que a movimentação cresce em um ritmo menor que a dos anos anteriores. Em relação a 2016, o acréscimo foi de 883,4 mil toneladas. Entre 2015 e 2016, a movimentação saltou de 19,7 milhões para 22,7 milhões de toneladas, mesmo com a crise que assolou o Brasil. De 2014 para 2015, o acréscimo foi ainda melhor: 4,5 milhões de toneladas.

Neste periodo, também se observa redução na atração de novas fábricas para Suape. Afinal, em 2015, o complexo registrou a amplíação da Pepsico e a inauguração de cinco empresas - Tegma, Shineray, GRI Flanges, Frompet e o Centro de Distribuição da Toyota. Em 2016, os investimentos vieram da ampliação da fábrica da Bemis e da instalação dos centros de distribuição da Bosch e da BIC. Em 2017, porém, o único destaque foi a implantação da Camil. E, este ano, o início das obras da Aché.

Diante disso, os especialistas afirmam que recuperar a autonomia de Suape é fundamental para o seu desenvolvimento. “Suape tem condições de fazer as próprias licitações e a lei diz que a Antaq pode transferir as competências da elaboração e da realização de editais para a administração portuária. Então, não há nenhuma razão, que não seja a política, para que isso tenha acontecido até hoje”, afirmou Norões.

Análise

Suape passou de motor do desenvolvimento econômico a ferramenta discursiva para governistas e opositores em Pernambuco nos últimos cinco anos. O imbróglio iniciou em 2013 com a disputa presidencial como pano de fundo, mas ganhou novo capítulo com a atual corrida eleitoral pelo Governo de Pernambuco. À época, a presidente Dilma Rousseff (PT) tirou o controle do ex-governador Eduardo Campos, potencial adversário ao Planalto. Atualmente, o governador Paulo Câmara (PSB) e o senador Armando Monteiro Neto (PTB) usam a autonomia para críticas mútuas, mas convergem quando se trata da necessidade de retomar a autonomia de Suape.

PORTO DE SUAPE ABRIGA PELO MENOS 100 INDÚSTRIAS, QUE GERAM 2,2 MIL EMPREGOS
Fonte: Folha de Pernambuco - PE
Data : 28/09/2018

ANTAQ ABRE CONSULTA PÚBLICA SOBRE ESTRUTURA TARIFÁRIA DAS ADMINISTRAÇÕES PORTUÁRIAS
Publicado em 10/02/2018 as 05:14 PM

Contribuições podem ser enviadas até 31 de outubro

A ANTAQ abriu consulta e audiência públicas, no período de 2 de outubro a 31 de outubro, visando o recebimento de contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento da proposta de norma que dispõe sobre a Estrutura Tarifária Padronizada das Administrações Portuárias e Procedimentos para Reajuste e Revisão de Tarifas.

As minutas jurídicas e os documentos técnicos referentes a esta consulta pública estão no seguinte endereço eletrônico: Audiência Pública nº 12/2018-ANTAQ.

Serão consideradas pela Agência apenas as contribuições, subsídios e sugestões que tenham por objeto a minuta colocada em consulta e audiência públicas. As contribuições poderão ser dirigidas à ANTAQ até às 23h59 do dia 31/10/2018, exclusivamente por meio e na forma do formulário eletrônico DISPONÍVEL AQUI, não sendo aceitas contribuições enviadas por meio diverso.

Será permitido, exclusivamente através do e-mail: anexo_audiencia122018@antaq.gov.br, mediante identificação do contribuinte e no prazo estipulado da consulta pública, anexar imagens digitais, tais como mapas, plantas, fotos, sendo que as contribuições em texto deverão ser preenchidas nos campos apropriados do formulário eletrônico.

Caso o interessado não disponha dos recursos necessários para o envio da contribuição por meio do formulário eletrônico, poderá realizar a sua contribuição utilizando o computador da Secretaria-Geral – SGE, da ANTAQ, no caso de Brasília, ou nas suas Unidades Regionais, cujos endereços estão disponíveis no site da Agência.

As contribuições recebidas serão disponibilizadas aos interessados no site da Agência: http://portal.antaq.gov.br.

Audiência Presencial

Com o objetivo de fomentar a discussão e esclarecer eventuais dúvidas sobre o ato normativo desta consulta pública, será realizada Audiência Pública presencial no auditório do Edifício Sede da ANTAQ, localizado na SEPN 514, Conjunto “E”, Asa Norte – Brasília/DF, no dia 23/10/2018, com início às 15h e término quando da manifestação do último credenciado, sendo 17h30 o seu horário limite.

O credenciamento será realizado no local citado, das 14h30 às 15h30.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 02/10/2018

PORTO - PORTUÁRIOS SÃO PRESOS COM 30 QUILOS DE COCA
Publicado em 10/02/2018 as 05:14 PM

Eles tentavam entrar em terminal no Porto com a droga, que seria colocada em navio
DE A TRIBUNA ONLINE

Ao menos oito portuários foram presos pela Policia Federal ontem, ao entrar em um terminal portuário de Santos com cerca de 30 kg de cocaína com “elevado grau de pureza”. O entorpecente tinha como destino a Europa.

Ainda fora da empresa, os homens foram flagrados por câmeras de monitoramento escondendo os tabletes da droga em cintas dentro do macacão. Diante da atitude suspeita, eles passaram a ser acompanhados.

A entrada do grupo no terminal foi autorizada e equipes da PF e Guarda Portuária foram acionadas. Assim que os agentes de segurança se aproximaram para realizar a abordagem, os estivadores correram e, alguns deles, chegaram a se livrar da droga, mas acabaram presos em flagrante.

Por segurança, todos os profissionais escalados para trabalhar durante o turno da ocorrência foram detidos e levados à Delegacia da Policia Federal, no Centro de Santos, para a averiguação do caso.

Com o auxílio das imagens de monitoramento, os envolvidos foram identificados e responderão por tráfico internacional de drogas.

Os portuários são responsáveis por auxiliar o embarque de cargas em navios e, se tivessem conseguido passar pela segurança, colocariam a cocaína em um dos contêineres do terminal que teria como destino a Europa.

RESPOSTA

A Reportagem entrou em contato com o Sindicato dos Estivadores de Santos e Região (Sindestiva), mas não obteve resposta.

APREENSÕES

16 toneladas de cocaína, aproximadamente, já foram apreendidas este ano, no Porto - um recorde histórico
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 02/10/2018

MERCADO REGIONAL – CABOTAGEM - CABOTAGEM
Publicado em 10/02/2018 as 05:14 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma auditoria operacional no setor de navegação de cabotagem (aquela realizada ao longo da costado País).

O objetivo da fiscalização é avaliar a política nacional para esse modal e, ainda, identificar os obstáculos para seu avanço e para a integração com as demais diretrizes de mobilidade. A iniciativa foi comunicada na sessão da corte do último dia 26, pelo seu presidente, o ministro Raimundo Carreiro. Na ocasião, ele destacou que o baixo investimento em infraestrutura nos setores portuário e ferroviário consolidam o desequilíbrio no sistema de locomoção do país. A cabotagem responde por apenas 11 % da matriz de transporte.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 02/10/2018

PORTO - OPERAÇÃO CONTEINERIZADA CRESCE 14% EM AGOSTO
Publicado em 10/02/2018 as 05:13 PM

O Porto de Santos registrou um aumento de 14,1% nas operações com contêineres em agosto, chegando a 387.791 TEU, segundo dados da Codesp
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 02/10/2018

PORTO - PORTO BATE RECORDE EM CONTÊINERES
Publicado em 10/02/2018 as 05:13 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Para Codesp, marca história sinaliza recuperação da economia

O Porto de Santos registrou um recorde na movimentação de cargas em contêineres nos primeiros oito meses do ano. Para representantes do setor, esse é um sinal da recuperação da economia brasileira.

Conforme o balanço de agosto da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), no período, foram operados 2,7 milhões de TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés), o que representa um aumento de 11% em relação a 2017.

“Isso mostra uma tendência da retomada econômica e, ao mesmo tempo, é um reflexo de medidas para melhoria de acesso que tomamos”, explicou o diretor de Relações com o Mercado da Codesp, Cleveland Loírano.

Em seu estudo de projeção para 2018, divulgado em janeiro, a Docas previa que a movimentação de contêineres aumentasse 4,4% no ano, chegando a 4 milhões de TEU. A Codesp deve divulgar até outubro uma nova projeção.

EXPECTATIVA DO SETOR

Apesar da desvalorização do real, que só deve refletir no comércio exterior a partir de dezembro, empresários do setor estão otimistas para os próximos meses, “A guerra entre Brasil e China é positiva para nós, pois está tornando os produtos brasileiros mais competitivos”, afirma o diretor comercial da Brasil Terminal Portuário, Cláudio Oliveira.

“O incremento de volume está sendo muito puxado pela exportação, por conta das comodities, como o café, milho e açúcar, que vêm aumentando em contêineres”, diz o diretor comercial da Santos Brasil, Marcos Tourinho.

O diretor comercial da Libra Terminais, Eduardo Galo, avalia que, para continuar o avanço com a movimentação de carga contêinerizada, o cais santista precisa se preparar. ‘Tivemos um incremento de volume de carga, mas precisamos melhorar na eficiência, nos acessos, para receber os navios superiores que poderiam fazer escala aqui”, analisa.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 02/10/2018

JUSTIÇA BARRA PORTO DA TRIUNFO EM SANTOS PARA DEFENDER AVES E MANGUES
Publicado em 10/01/2018 as 05:30 PM

Projeto de R$ 3 bi tem aval do Ibama, mas Ministério Público Federal é contra
Taís Hirata


Carlo Bottarelli, presidente da Triunfo - Rafael Hupsel/Folhapress

SÃO PAULO - A Triunfo, uma das maiores empresas de infraestrutura do país, se tornou uma espécie de síntese dos diversos imbróglios judiciais e regulatórios que dominaram o setor nos últimos anos.

A lista de problemas —que inclui a recuperação judicial do aeroporto de Viracopos e a nova operação da Lava Jato sobre a concessionária Econorte, no Paraná— tem mais um item, no setor portuário.

O projeto de construir terminais privados na área do porto de Santos foi congelado por uma decisão judicial de primeira instância no início de agosto.

A sentença não apenas suspendeu a licença ambiental do empreendimento como bloqueou completamente o acesso da companhia ao terreno que adquiriu para o empreendimento.

O projeto, com previsão de R$ 3 bilhões de investimento, teria quatro terminais —para celulose, combustíveis líquidos, grãos e fertilizantes—, além de cinco linhas ferroviárias de carga e descarga.

“Hoje, o terreno absolutamente não serve para nada. Se a sentença prevalecer, vamos entrar com uma ação pedindo sua desapropriação”, afirma o presidente da companhia, Carlo Bottarelli.

Em uma sala de reuniões da sede da empresa, na zona sul de São Paulo, o executivo mostra um mapa emoldurado, de 1937, que mostra o terreno comprado pela companhia em 2007, quando surgiu a ideia do empreendimento.

O processo de licenciamento ambiental foi iniciado junto ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), e o grupo recebeu as licenças prévias ao projeto.

No entanto, em 2012, o MPF (Ministério Público Federal) “se insurgiu”, como define o empresário, e entrou com uma ação civil pública contra o porto.

Nos últimos meses, o pedido da procuradoria foi atendido por uma juíza do Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

O motivo alegado: o terreno seria “o mais importante sítio de pouso e alimentação de aves migratórias da costa sudeste do Brasil”, segundo o procurador Ronaldo Ruffo, responsável pela ação.

Entre os alados que habitam a região e estariam ameaçados destacam-se diferentes espécies de maçaricos e batuíras —aves que fazem ninhos nas regiões árticas do Hemisfério Norte e se deslocam para o sul para fugir do inverno.

Também seriam afetados os trinta réis (aves marinhas que são, basicamente, pequenas gaivotas) e o guará vermelho (de bico longo e coloração forte), que usam aquela área para alimentação.

Todos eles são famílias ameaçadas de extinção, segundo o biólogo Fábio Olmos, que fez os laudos ambientais que ajudaram a embasar a ação.

Além do impacto nas aves, o empreendimento afetaria uma área significativa de manguezais, “bioma que foi massacrado no Brasil nos últimos anos”, afirma Olmos.

“É uma área considerada de alta importância para a preservação ambiental do país. Quando você tem um porto, você tem uma destruição completa do ecossistema. É pior que uma bomba atômica, não tem volta”, diz ele.

A ação movida pela procuradoria também questiona a competência do próprio Ibama como entidade responsável pela avaliação ambiental —o órgão que teria direito à análise  seria a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

O executivo da Triunfo rebate: diz que os estudos foram conduzidos com cuidado, pelo órgão adequado previsto em lei, com a realização de audiências públicas.

Em sua apelação, a companhia refuta ponto a ponto dos argumentos dos procuradores, em particular que as aves não teriam onde pousar, pois o porto ocuparia 30% do terreno ficando 70% preservados.

Procurado, o Ibama também diz que irá recorrer da decisão nas próximas semanas.

“A gente estava em negociação com parceiros internacionais importantes. Aí ele diz: ‘pô, mas você perdeu o terreno porque uma ave pousa no seu terreno?!’ É complicado”, diz Bottarelli.

A empresa pleiteia um efeito suspensivo do bloqueio ao terreno, para que possa ao menos fazer novos estudos e continuar o processo de licenciamento, ainda não concluído.

Há também o temor de que a área seja ocupada por favelas, já que alguns barracos começam a se alojar no terreno. “A chance existe”, ele afirma.

Uma última opção seria pedir ressarcimento pelo terreno, já que a decisão, que bloqueia o acesso da empresa, praticamente faz uma desapropriação, diz o presidente.

“Temos um laudo [mostrando] que o terreno vale R$ 400 milhões. É uma opção, no pior cenário. Mas seria uma perda muito grande.”
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 01/10/2018

NOVO PRESIDENTE HERDARÁ AO MENOS R$ 87 BI DE INVESTIMENTOS PENDENTES
Publicado em 10/01/2018 as 05:30 PM

Caberá ao próximo governo avaliar projetos de leilões, obras paradas e discussões regulatórias
Taís Hirata - SÃO PAULO

O próximo presidente do Brasil herdará projetos que somam ao menos R$ 87,46 bilhões de investimentos —que dependerão do seu aval e de sua vontade política para se concretizarem.

São empreendimentos em diferentes setores que já estão encaminhados, com estudos técnicos prontos, projetos de lei enviados ao Congresso ou obras interrompidas.

No entanto, muitos deles são alvo de questionamentos e poderão passar por revisões ou mesmo ser abandonados pelo próximo governo.

Alguns exemplos: a renovação antecipada de concessões ferroviárias, que poderiam render R$ 25 bilhões de investimentos; o leilão de aeroportos regionais, em análise pelo TCU, e que pode gerar R$ 3,52 bilhões; a usina de Angra 3, cujas obras bilionárias estão paradas e que demandariam cerca de R$ 14 bilhões para serem concluídas.

Essa herança que será passada ao próximo governo pode ser ainda maior se for incluído na conta o megaleilão de petróleo da área conhecida como cessão onerosa.

O certame poderá render a espantosa cifra de R$ 420 bilhões em investimentos para viabilizar a produção, segundo cálculo da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

O leilão, porém, ainda depende da aprovação de um projeto de lei no Senado e de acordos com a Petrobras.

O novo governo poderá mudar totalmente o rumo desse projeto, avalia Giovani Loss, sócio da área de óleo e gás do Mattos Filho.

“Há fortes incentivos para que o leilão ocorra, como a crise fiscal, que torna difícil para o governo negar uma receita desse nível. Mas a verdade é que ele pode ser cancelado a qualquer momento”, diz.

Esse não é o único projeto que pode ser abortado na próxima gestão.

As privatizações, principalmente a da Eletrobras, dificilmente passarão incólumes pela transição presidencial, afirma Fernando Vernalha, sócio especialista em infraestrutura do VGP Advogados.

Além delas, estão sujeitos a mudanças de curso os empreendimentos de setores cuja regulação é menos madura no país —caso de portos, ferrovias e saneamento básico, de acordo com Marcos Ganut, sócio da consultoria Alvarez & Marsal.

Há também grandes obras de infraestrutura, hoje paralisadas, que deverão ter seu destino definido pelo próximo presidente.

Um estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) apontou três casos emblemáticos: a transposição do rio São Francisco, a Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) e a Ferrovia Nova Transnordestina.

Essas obras, bilionárias, foram interrompidas devido a problemas técnicos e de falta de governança. Portanto, precisarão passar por uma reanálise, segundo Ilana Ferreira, especialista em políticas e indústria da entidade.

“Houve casos de obras iniciadas sem que o projeto todo estivesse concluído, o que não faz o menor sentido. Houve falta de planejamento de prazos, de financiamento e de demandas realistas”, diz.

Para ela, seria viável que ao menos a transposição do rio São Francisco e a Fiol fossem concluídos pelo próximo governo, com os devidos ajustes.

Outro exemplo é a usina nuclear de Angra 3, cujas obras foram paradas em 2015, com cerca de 60% de sua execução. Estima-se que o valor necessário para sua conclusão seria de cerca de R$ 14 bilhões.

Analistas do setor preveem que as obras poderão ser retomadas com a possível entrada de um novo parceiro privado, mas ainda não há uma saída clara para a questão.

Para concluir o grupo de pendências que serão repassadas ao novo presidente, há também as propostas de renovação antecipada de concessões ferroviárias e a relicitação de concessões (principalmente rodoviárias e de aeroportos) que tiverem problemas financeiros —ambas extremamente polêmicas.

Para as operadoras de ferrovias do país, a renovação antecipada das concessões vigentes é um dos principais pleitos. Em troca dessa prorrogação dos contratos, as concessionárias seriam obrigadas a fazer investimentos adicionais de cerca de R$ 25 bilhões.

“Essa medida teria um impacto maior do que os próprios projetos de ferrovias novas”, diz Fernando Paes, diretor-executivo da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários).

A proposta, porém, é alvo de críticas de procuradores, políticos e mesmo analistas do setor, que questionam o custo-benefício de fazer uma prorrogação em vez de uma nova licitação.

Para Fernando Marcondes, sócio da L.O. Baptista Advogados, a renovação antecipada não é positiva. “Ela perpetua o controle das ferrovias nas mãos de poucas empresas”, diz ele.

Já o caso da relicitação é um pleito principalmente das concessionárias de rodovias que estão em dificuldade financeira. Essas empresas querem devolver suas concessões, para que estas possam ser novamente levadas a leilão.

Há uma lei, em vigor desde o ano passado, que autoriza o processo, mas a regulamentação nunca saiu, o que impede que a devolução ocorra na prática.

O presidente Michel Temer  chegou a anunciar que publicaria um decreto com as regras, mas até agora elas não saíram, e a expectativa é que não sejam publicadas.

“É um ponto polêmico que tende a ser objeto de reanálise pelo próximo governo”, avalia Vernalha, do VGP Advogados.

Apesar de todas essas dúvidas em torno da transição presidencial, não há, entre os analistas, um temor de ruptura total no setor de infraestrutura —independentemente de quem assumir o Palácio do Planalto em 2019.

“No plano federal, a alternância não tem um impacto tão forte. Há uma expertise técnica consolidada, que já debateu grandes projetos com vários governos”, afirma Letícia Queiroz, advogada especializada em concessões.

“Claro que há um temor por questões de governabilidade do país, de financiamento dos projetos, de câmbio. Mas o setor de infraestrutura não é tão sensível”, diz ela.

Há também alguns setores considerados mais resistentes a interferências políticas, seja porque os projetos em curso estão mais maduros ou por serem áreas mais consolidadas no país.

É o caso dos leilões de rodovias federais (cujo primeiro certame ocorrerá ainda neste ano e que tende a abrir caminho para os demais), de aeroportos (que alguns analistas ainda veem chances de sair em 2018) e de energia elétrica.

No caso de ferrovias, há também uma expectativa de que novos projetos, estruturados durante o governo Temer, saiam do papel.

“No passado, houve muitos problemas de superdimensionamento da demanda nas concessões de rodovias e de aeroportos. Hoje, isso está mais bem quantificado e há uma demanda clara para essas ferrovias”, afirma Ganut, da Alvarez & Marsal.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 01/10/2018

ÁREA NO PORTO DE BELÉM RECEBEU R$ 1
Publicado em 10/01/2018 as 05:18 PM

Por Fernanda Pires | De São Paulo

A Nacional Gás Butano Distribuidora arrematou por R$ 1,01 a área no porto de Belém (PA) para armazenagem e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP). A empresa, que já explora o lote, ofertou ágio de R$ 0,01 - um centavo a mais que a outorga mínima fixada em edital. Foi a única oferta e, tão logo o leiloeiro anunciou o lance, o salão da B3 emudeceu.

O leilão foi realizado na sexta-feira pela Companhia Docas do Pará (CDP). Essa foi a segunda tentativa da CDP de licitar a área, após o lote ter ficado sem proposta em certame realizado em abril.

Desde aquela ocasião, a Nacional Gás Butano vem demonstrando preocupações com algumas cláusulas financeiras e jurídicas do edital, como a reversibilidade de bens. Na semana passada, entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU).

Contudo, disse Fernando Villela, sócio do escritório Siqueira Castro, que assessorou a empresa, por conta do risco de desabastecimento de GLP na região do Pará, "a empresa demonstrou seu compromisso com a sociedade e decidiu participar do leilão. Isso refletiu no valor oferecido, pois a empresa se viu obrigada a precificar o risco e a insegurança jurídica."

A área tem 32.256 metros quadrados e a cessão terá prazo de 20 anos, prorrogável por sucessivas vezes, até o limite de 40 anos. A empresa deverá pagar à administração portuária R$ 209 mil por mês pelo direito de explorar o lote e investir R$ 51,5 milhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 01/10/2018

COTA DE USINA GERA POLÊMICA
Publicado em 10/01/2018 as 05:17 PM

Por Camila Maia | De São Paulo

A privatização da Cesp envolve uma polêmica não relacionada à venda da elétrica em si. O Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) tentou impugnar a operação para obrigar o poder concedente a definir, antes da licitação, o chamado "aproveitamento ótimo" da hidrelétrica de Porto Primavera, principal ativo da estatal paulista.

A intenção é viabilizar a elevação da cota do reservatório da usina de 257 metros para 259 metros, o que permitiria acumulo de água (hoje a usina funciona a fio d'água) e a elevação da potência instalada da usina para 1.980 megawatts (MW), ante os atuais 1.540 MW. Para isso, seria necessária a instalação de novas quatro unidades geradoras, adicionais às 14 existentes, o que já era previsto no projeto original da hidrelétrica, que tem vãos já prontos para a instalação das máquinas.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) incluiu no novo contrato de concessão da usina, que é atrelado à privatização e vai ampliar o prazo de 2028 para 2048, que o novo concessionário será obrigado a elaborar os estudos de viabilidade técnica e econômica para o aproveitamento ótimo de Porto Primavera.

Segundo o sindicato, porém, isso deveria ser feito antes da venda da usina, com estudos elaborados pelo poder concedente, a quem caberia a obrigação.

Para alterar esse trecho do novo contrato de concessão, a Aneel precisaria abrir nova audiência pública, inviabilizando o leilão de venda da Cesp no prazo estipulado. A renovação da concessão da hidrelétrica por mais 20 anos é fundamental para garantir a atratividade da estatal paulista.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 01/10/2018

VENDA DA CESP É CADA VEZ MAIS IMPROVÁVEL
Publicado em 10/01/2018 as 05:17 PM

Por Camila Maia | De São Paulo

As chances de um leilão bem sucedido de privatização da Cesp amanhã são cada vez menores. Com a proximidade das eleições, investidores que demonstraram interesse na companhia desistem, um a um, de fazer uma oferta. Para agravar o cenário, na sexta-feira, a Justiça do Trabalho concedeu uma liminar suspendendo o certame por 60 dias.

Na sua decisão, a juíza Liane Martins Casarini, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, acatou um pleito do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Elétrica de Campinas, que alegou ausência de estudos de impacto socioeconômico da privatização da estatal paulista nas esferas trabalhista e socioambiental.

Processos do tipo são comuns em privatizações, e, com frequência, as liminares são derrubadas antes da realização dos leilões. Esse não é, contudo, o único empecilho para o sucesso da quinta tentativa de privatização da Cesp.

O Valor apurou que empresas chinesas, como a China Three Gorges (CTG), não estão interessadas na companhia. Investidores ouvidos sob condição de anonimato citam vários problemas, como a exposição da elétrica ao déficit de geração das hidrelétricas (GSF, na sigla em inglês). Cerca de R$ 8,8 bilhões em passivos não provisionados referentes à contingências judiciais também pesam contra a companhia.

A proximidade com as eleições também reduziu a atratividade da companhia, uma vez que há grande incerteza sobre os rumos que o país vai tomar a partir do ano que vem na política e na economia. O Valor apurou que investidores como Engie e Votorantim Energia desistiram de adquirir a estatal principalmente por esse motivo.

Restavam, no páreo, investidores financeiros. Segundo fontes, o BTG Pactual avaliou o leilão, mas desistiu. O Pátria estava avaliando, em parceria com o fundo soberano de Cingapura, o GIC, mas também teriam desistido da operação. Resta uma incerteza quanto ao interesse da Squadra, que ainda buscava parceiros para operar a companhia e também financiar a aquisição. O Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que já investiu US$ 250 milhões na gestora, é visto como potencial parceiro.

Se mantida, a liminar da Justiça do Trabalho pode dar, aos investidores, o prazo que desejavam para poder avaliar uma aquisição da elétrica depois das eleições. Segundo fontes, potenciais compradores da Cesp chegaram a solicitar ao governo de São Paulo o adiamento do certame, mas a resistência era grande.

O governo de São Paulo considerava arriscado adiar o leilão justamente por causa das incertezas sobre o resultado das eleições presidenciais. O modelo de venda da companhia foi formulado com a União, que aprovou a extensão da concessão da principal usina da Cesp, a Porto Primavera, por 20 anos a partir de 2028, em troca do pagamento de uma outorga.

Pelo cronograma do leilão, a liquidação da operação será feita no fim de novembro. O receio do governo de São Paulo é que, no caso de um adiamento, a data de liquidação acabe indo para 2019, colocando nas mãos de um novo governo a possibilidade de reverter a extensão da concessão, ou algo semelhante.

Depois de muita incerteza, o edital de privatização da Cesp foi publicado no início de julho. O preço mínimo por ação foi fixado em R$ 14,30, avaliando a estatal paulista em R$ 4,7 bilhões. O preço é inferior aos R$ 16,80 da malsucedida tentativa de venda do ano passado, que foi suspensa por causa da falta de interessados. A participação do governo de São Paulo na companhia é de cerca de R$ 1,7 bilhão. Ao reduzirem o preço, a ideia era atrair vários interessados, resultando no pagamento de ágio pelo comprador.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 01/10/2018

AGEO VENCE LEILÃO E CONSOLIDA LIDERANÇA EM GRANÉIS LÍQUIDOS
Publicado em 10/01/2018 as 05:17 PM

Por Fernanda Pires | De São Paulo


Barioni, presidente: "Buscar sinergias e oferecer a melhor solução ao cliente"

Ao arrematar seu terceiro terminal no porto de Santos, em leilão realizado na sexta-feira, na B3, a Ageo se consolida como a maior operadora de granéis líquidos do cais santista, onde já explora duas instalações. No total, os três arrendamentos da companhia reúnem capacidade estática para 441 mil metros cúbicos de armazenagem destinada a combustíveis e químicos para exportação e importação. Com a expansão de um deles prevista para ficar pronta em julho de 2019, a oferta subirá para 500 mil metros cúbicos.

Os três terminais são vizinhos e ficam na Ilha Barnabé, situada na margem esquerda do porto. "Vamos buscar sinergias e oferecer a melhor solução ao cliente, ter um preço extremamente competitivo", disse David Barioni, presidente da Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais (EBT), holding que controla a Ageo.

A empresa fez uma oferta ousada para vencer a Granel Química, atual operadora do terminal, cujo contrato de arrendamento venceu. A EBT ofereceu outorga de R$ 200 milhões contra R$ 142 milhões da Granel e, no leilão viva-voz, acresceu de uma vez R$ 10 milhões, arrematando o terminal por R$ 210 milhões. A variação mínima na disputa viva-voz era de R$ 2 milhões por lance. A Granel só fez uma oferta nessa etapa, de R$ 202 milhões. A Cattalini apresentou proposta de R$ 20 milhões e não fez oferta no viva-voz. A outorga será paga em seis vezes: 25% no ato e cinco parcelas de 15%.

A Granel pertence à Odfjell, grupo norueguês líder em transporte marítimo de químicos e outras cargas líquidas. A aposta do mercado era que a Granel dificilmente perderia a concorrência. Além de ser um terminal estratégico para a Odfjell, a Granel contava com uma vantagem: a tancagem exigida no edital é exatamente a já ofertada pela Granel, pois os 99 tanques do terminal pertencem à empresa, não são bens reversíveis à União. Ou seja, a Granel atendia à exigência sem precisar fazer investimento.

"Sabíamos que eles viriam fortes porque estão na área. Mas, para nós, a área interessa muito. É contígua à nossa e sempre almejamos participar da licitação", afirmou Barioni.
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Ainda neste ano o governo
deve lançar edital para leiloar
área contígua ao terminal
arrematado pelo Ageo
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O arrendamento é válido por 25 anos podendo ser prorrogado até o limite de 70 anos. O valor global do contrato é de R$ 1,3 bilhão, montante referente ao que a arrendatária deverá pagar à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto, no período. São R$ 116 mil por mês referente ao arrendamento fixo e R$ 4,50 por tonelada de carga movimentada, a título de arrendamento variável.

Além da outorga, a empresa terá de investir em uma capacidade estática mínima de 97,7 mil metros cúbicos no terminal, o que está estimado em R$ 198,2 milhões.

Questionado se pretende comprar a tancagem existente no terminal ou se irá construir outros, Barioni disse que isso ainda não está decidido. A empresa tem capital fechado e pertence à empresária Cinara Ruiz, viúva de Carlos Santiago, morto há dois anos.

O pagamento da outorga e os investimentos serão feitos com capital próprio e com financiamento bancário - já há um consórcio de bancos definido.

De acordo com Barioni, a prioridade da EBT é no porto de Santos. "Temos um ano de gestão dessa nova empresa para que depois possamos pensar em outros caminhos", disse.

Ainda em 2018 o governo deve lançar edital para leiloar área contígua ao terminal arrematado pela EBT. Tratase da antiga área da Vopak. Questionado se tem interesse em disputar a exploração do empreendimento para adensá-lo, o executivo disse que ainda não se deteve sobre esses estudos. "Sabia que faria essa pergunta. Mas estamos totalmente dedicados ao terminal que acabamos de arrematar", afirmou Barioni.

O governo ficou satisfeito com o resultado do leilão. "Foi uma satisfação ter recebido três propostas e ter esse valor de outorga. A ideia é aumentar essas parcerias não só na área portuária, mas na ferroviária, rodoviária e aeroportuária", disse o ministro dos Transportes, Valter Casimiro. De acordo com ele, ao menos dez editais de portos devem ser publicados neste ano.

O lote do porto de Santana (AP) para movimentação de cavaco de madeira, que também seria licitado na sextafeira, contudo, não teve interessados. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai recapacitá-lo para movimentação de grãos. "Isso envolve trabalhar o plano de desenvolvimento e zoneamento do porto e analisar o mercado, mas aponta muito para isso", disse o diretor-geral da Antaq, Mário Povia.

No último leilão portuário, em julho, uma das razões para duas áreas em Paranaguá (PR) ficarem sem interessados foi o custo médio ponderado do capital do projeto (wacc), que referencia o retorno do negócio, de 8,03%. Povia reafirmou o que disse na ocasião. Será definido um wacc conforme a natureza da carga a ser movimentada. "Ainda neste ano teremos uma proposta de wacc para carga geral, granel líquido e sólidos em geral", disse, Povia.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 01/10/2018

ANTAQ LEILOA ÁREA NO PORTO DE SANTOS POR R$ 210 MILHÕES
Publicado em 10/01/2018 as 05:17 PM

Área ofertada no porto de Santana (AP) não teve interessados.
Por G1

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) levou a leilão nesta sexta-feira (28), em São Paulo, o arrendamento de duas áreas em portos brasileiros. O leilão aconteceu na B3, a bolsa de valores brasileira.

Com oferta de valor de outorga de R$ 210 milhões à União, a Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais arrematou a área STS13, no Porto de Santos, dedicada à movimentação e armazenagem de granéis líquidos. O valor global do contrato da área STS13 alcança os R$ 1,3 bilhão. O futuro arrendatário deverá investir R$ 198,2 milhões na área. O prazo do arrendamento para o contrato será de 25 anos.

A segunda área ofertada, chamada de MCP01, não recebeu proposta. O arrendament era para área de área e infraestrutura pública para a movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente cavaco de madeira, localizada no porto organizado de Santana, no estado do Amapá.

Em nota, o diretor-geral da Antaq, Mário Povia, afirmou que o valor de outorga vencedor foi acima da expectativa. “Isso só mostra que estamos no caminho certo. Comprova também a pujança do mercado e o sucesso que é nossa política de preços livres, de regulação consolidada. Nosso modelo de arrendamento portuário está sendo testado e aprovado pelo setor privado”, afirmou.

Também nesta sexta foi realizado pela Companhia Docas do Pará (CDP) o leilão de cessão de uso onerosa de área localizada no Terminal de Miramar, denominada BEL06, destinada à armazenagem e distribuição de gás liquefeito de petróleo - GLP, no porto organizado de Belém (Pará).

O proponente Nacional Gás Butano Distribuidora ofereceu R$ 1,01, maior valor de outorga a ser pago à União pela cessão onerosa da área e saiu vencedor.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 01/10/2018

LEILÃO DO PRÉ-SAL SUPERA EXPECTATIVA E ARRECADA R$ 6,8 BI
Publicado em 10/01/2018 as 05:16 PM

Governo levanta R$ 6,8 bi. Shell e Exxon arrematam as áreas mais valiosas
O Globo29 Sep 2018RAMONA ORDOÑEZ E BRUNO ROSA economia@oglobo.com.br

Com ágio acima das expectativas, o último leilão de pré-sal do ano arrecadou R$ 6,8 bilhões. Es tima tivaéqueroyal ti e se participações especiais rendam R $240 bilhões em 35 anos. Empresas estrangeiras arremataram três dos quatro blocos. Petrobras ficou como outro.

A5ª Rodada do pré-sal —último leilão de petróleo no governo Temer, uma semana antes das eleições — foi marcada pela disputa acirrada entre empresas estrangeiras e por uma participação tímida da Petrobras. Com todos os quatro blocos arrematados (dos quais três na Bacia de Santos e um na Bacia de Campos), o certame arrecadou R$ 6,82 bilhões em bônus de assinatura, com um ágio médio de 170,58%. Segundo executivos, diante da possibilidade de mudança de regras para o setor de petróleo no próximo governo, as petroleiras viram o leilão como uma oportunidade importante para abocanhar áreas no pré-sal. As áreas mais valiosas foram arrematadas por consórcios liderados por Shell e ExxonMobil. O leilão foi realizado no regime de partilha, no qual é vencedora a empresa que oferece a maior fatia de óleo-lucro (percentual de petróleo que será destinado à União após descontos de gastos com exploração e produção). O ágio ficou acima das expectativas, o que fez o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone, elevar a previsão de arrecadação com royalties e participações especiais de R$ 180 bilhões para R $240 bilhões durante o períodode contrato, de 35 anos. Os investimentos mínimos previstos na fase de exploração somam R$ 1 bilhão.

Os lances mais agressivos foram registrados na disputa pelo bloco de Saturno, na Bacia de Santos, considerado o de maior potencial petrolífero. Ele foi arrematado pelo consórcio formado pela anglo-holandesa Shell, que será operadora, e a americana Chevron. As empresas ofereceram percentual de óleo-lucro de 70,2%, o que significa ágio de 300,23% em relação à oferta mínima prevista no edital. A área foi disputada ainda pelo consórcio formado pela americana ExxonMobil e pela QPI, do Qatar.

RESPEITO AOS CONTRATOS

A Petrobras arrematou apenas o bloco de Sudoeste de Tartaruga Verde, na Bacia de Campos, oferecendo o percentual mínimo de 10,01% e sem concorrência. Segundo especialistas, a estatal já tem um amplo portfólionopré-salesólevouo bloco porque já é dona da área adjacente, batizada de Tartaruga Verde. Para Oddone, com o resulta dodo leilão, o setor ganhou diversidade: —O sucesso( do leilão) mostra que (ele) não é mais dependente da Petrobras. Agora teremos seis operadoras no présal. Se tiver uma crise novamente com a Petrobras, será apenas com uma empresa. Criamos uma diversificação e pulverização de atividades, e isso dilui o risco. É uma garantia para a sociedade. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Marcio Félix, lembrou que, anteriormente, se a Petrobras não entrasse na disputa, não havia leilão. E ressaltou que o cenário mudou: — Houve competição olímpica entre os diferentes operadores. Podemos estar desacostumados com o fato de a Petrobras não ser protagonista. A advogada Adriana Lontra, do escritório Barbosa, Müssnich, Aragão, disse que o setor já esperava que a Petrobras mostrasse apetite reduzido em razão de sua grande carteira de projetos no présal e na Bacia de Campos. O presidente da Shell, André Araújo, disse que a empresa consolida sua participação no pré-sal. Com produção de 350 mil barris por dia no país, o executivo disse que a petroleira foi “para ganhar” e ressaltou que acredita na continuidade da agenda de leilões no país:

— Já vivemos muita volatilidade no Brasil. É um país que respeita contratos. E continuamos avançando em nossas propostas. Esperamos que o próximo governo continue entendendo o papel que a indústria tem e que mantenha as regras mais claras e com previsibilidade. A ExxonMobil, que completou um ano de sua volta ao país, mostrou que seu projeto é fincar pé no pré-sal, ao disputar dois dos maiores blocos. Arrematou a área de Titã, como operadora, em consórcio com a QPI, com ágio de 146,84%. Em um ano, a gigante americana arrematou participações em 26 blocos, incluindo o do leilão ontem. — Acreditamos no cronograma que a ANP está desenvolvendo, de licitações contínuas —afirmou a presidente da empresa, Carla Lacerda.

‘COLCHÃO DE ROYALTIES’

A BP arrematou o bloco de Pau-Brasil e será, pela primeira vez, operadora no país. — Vencemos com uma pequena margem, o que indica que as empresas precificaram corretamente. Temos tecnologia e expertise. Vamos trazer isso ao Brasil —disse Felipe Arbelaez, presidente para América Latina da BP. Para Giovani Loss, especialista em petróleo e gás do escritório Mattos Filho, o resultado foi positivo, mas há apreensão quanto à continuidade da agenda de leilões: —Espero que o próximo governo perceba o sucesso desse modelo e dê continuidade. O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, fez um balanço das iniciativas do governo para atrair investimentos ao setor e fez votos de que as regras permaneçam no próximo governo: — Temos que garantir transparência, segurança jurídica e previsibilidade para que toda essa riqueza sirva cada vez mais ao país. Diante do resultado da disputa e do aumento da perspectiva de arrecadação, Oddone, da ANP, sugere usar osroyal ti esp ara neutralizara alta da cotação do petróleo no preço dos combustíveis. O barri lestá aci made US $80, e o setor se queixa da indefinição para a política de preços do diesel após o fim do ano, quando acabaa previsão de subsídio. Algumas distribuidoras já manifestaram receio de uma corrida aos postos no fim do ano.

— A ANP sugeriu usar os royalties e as participações governamentais como colchão para neutralizar o aumento do preço do petróleo. A sugestão já foi enviada ao Ministério da Fazenda —destacou Oddone.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 29/09/2018

CONTA DE LUZ TERÁ BANDEIRA VERMELHA PELO QUINTO MÊS
Publicado em 10/01/2018 as 05:16 PM

Taxa extra será aplicada sobre o consumo de outubro. Seca prolongada afeta o nível dos reservatórios e a geração de energia
O Globo29 Sep 2018GERALDA DOCA geralda@oglobo.com.br - DANIEL MARENCO/3-9-2018

Energia elétrica. Para especialistas, bandeira vermelha no nível 2 deve permanecer até novembro, com possibilidade de ser estendida até dezembro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou ontem que a bandeira tarifária a ser aplicada nas contas de luz no mês de outubro será a vermelha no patamar 2. Este será o quinto mês consecutivo em que os brasileiros pagarão a sobretaxa mais cara nas tarifas de energia.

Em nota, a Aneel alertou que o acionamento seguido da bandeira vermelha no patamar elevado reforça a necessidade de “uso consciente e combate ao desperdício” de energia elétrica. Apesar da queda no preço da energia no mercado de curto prazo, ainda não se vislumbrou melhoria no chamado risco hidrológico — quando a seca prolongada afeta o nível dos reservatórios das hidrelétricas e prejudica a geração de energia nas usinas—, informou a agência. Essas duas variáveis determinam a cor da bandeira a ser acionada na conta de luz. O sistema de bandeiras foi criado para sinalizar aos consumidores os custos da geração de energia elétrica. Elas se dividem nas cores verde (sem cobrança adicional), amarela (R$ 1 a cada 100 kwh) e vermelha, que tem dois níveis: 1 (R$ 3 a cada 100 kwh) e 2 (R$ 5 a cada 100 kwh). Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios, e é preciso acionar mais usinas termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Nesse caso, a bandeira fica amarela ou vermelha, de acordo com o custo de operação das termelétricas acionadas. Especialistas avaliam que a bandeira vermelha no nível 2 deve permanecer até novembro, com possibilidade de ser estendida até dezembro, caso as chuvas não sejam suficientes para regularizar o nível de água nas barragens das hidrelétricas. As contas de luz estão mais caras desde maio, quando foi acionada a bandeira amarela. Diante da falta de chuvas e dos custos maiores para gerar energia, a conta que reúne a arrecadação com o sistema está negativa. Segundo dados da Aneel, o deficit é de aproximadamente R$ 1,85 bilhão.

O PESO DOS SUBSÍDIOS

A sobretaxa não é o único fator a pesar na conta. Os consumidores brasileiros já pagaram R$ 70 bilhões de subsídios nas contas de luz de 2014 até agora. No início do mês, a Aneel aprovou um aumento de R$ 1,9 bilhão nos encargos do setor. Com isso, só este ano a taxa embutida na tarifa passará de R$ 16 bilhões para R$ 17,9 bilhões. Será o maior valor anual pago em subsídios pelos brasileiros na conta de luz desde 2015.

O principal motivo do aumento de subsídio este ano é a necessidade de custear as distribuidoras da Eletrobras no Norte e no Nordeste, que o governo tenta privatizar por acumularem prejuízos. Parte delas já foi leiloada.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 29/09/2018

BRASILEIROS NUNCA INVESTIRAM TANTO NO EXTERIOR
Publicado em 10/01/2018 as 05:16 PM

Em menos de dois anos, o volume de recursos aplicados em fundos com ativos de outros países saltou de R$ 4,6 bilhões para R$ 18 bilhões. Com juros baixos, investidores vão em busca de maior rentabilidade
O Globo30 Sep 2018JOÃO SORIMA NETO joao.sorima@sp.oglobo.com.br - SÃO PAULO

Aqueda na taxa de juros, as incertezas da eleição presidencial e a busca por proteção para as variações bruscas do câmbio estão fazendo cada vez mais brasileiros procurarem alternativas em investimentos no exterior para diversificar suas aplicações. Entre dezembro de 2016 e julho deste ano, saltou de 5,8 mil para 56 mil o número de investidores em fundos estruturados no Brasil, mas que têm em carteira ações de empresas americanas, índices acionários como o S&P 500, da Bolsa de Nova York, ou moedas como dólar e euro. Um aumento de quase dez vezes em menos de dois anos, segundo levantamento da gestora de recursos do banco americano J.P. Morgan. O total de recursos investidos nesses fundos subiu quase quatro vezes, de R$ 4,6 bilhões para R$ 18 bilhões, no mesmo período. — O Brasil é um dos países onde a população mais concentra investimentos em ativos domésticos, especialmente renda fixa. Isso foi resultado de uma das mais altas taxas de juros reais do mundo. O investidor se acostumou a ter um bom retorno investindo em títulos do governo, de pouco risco. Agora, a queda do juro é o principal fator para a procura de outras opções de investimento — diz Giuliano de Marchi, responsável pela gestora do J.P. Morgan na América Latina. Com a Selic, taxa básica de juros estabelecida pelo Banco Central, a 6,5% ao ano, o juro real está em pouco mais de 2,5%. Para ter um retorno maior é preciso correr mais riscos, observa Marchi. De olho nesse movimento, as gestoras ampliaram a oferta no Brasil de fundos com carteiras de ativos no exterior. Há cinco anos, quase não havia oferta de “fundos globais” no país. Hoje, há uma dezena de gestoras internacionais em atuação no Brasil, como as americanas Pimco, Black Rock e Franklin Templeton, e as britânicas Schroders e Aberdeen. Bancos como o J.P. Morgan e Morgan Stanley também aumentaram a oferta desses produtos.

‘INVESTIDOR QUALIFICADO’

Os fundos globais ainda são destinados a uma parcela restrita de investidores, chamados de “qualificados”. Trata-se de uma classificação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para pessoa física ou jurídica que possui aplicações de pelo menos R$ 1 milhão. —Esses fundos são da família dos multimercados. São mais arriscados, para pessoas com perfil menos conservador — diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Associação Brasileira de Executivos de Finanças (Anefac). No mercado local, os fundos multimercados cobram, em média, taxa de administração de 2%. Alguns ainda possuem a chamada taxa de performance, que pode chegar a 20%. Como os produtos com ativos no exterior são distribuídos tanto para brasileiros quanto para investidores da China ou da Europa, o ganho de escala permite que, em alguns casos, as taxas caiam a até 0,65%. Fundos que investiram no índice S&P 500 há um mês já renderam 3%. Outros que têm em carteira ações da Apple, que subiram de US$ 200 para US$ 225 este ano, também estão no azul. Como a maioria desses fundos é protegida das variações do dólar, o ganho real atrai. Investidores não “qualificados” têm outra alternativa para aplicar no exterior. Nos últimos dois anos cresceu a oferta dos chamados Certificados de Operações Estruturadas (COEs), espécie de título emitido pelos bancos com rentabilidade atrelada a índices acionários, ações e moedas, tanto no exterior, quanto no Brasil.

SEM BUROCRACIA

O investimento mínimo começa em R$ 3 mil e o prazo da aplicação varia de um a três anos. Nos COEs, o capital principal fica protegido, o que significa que se o índice Dow Jones, também da Bolsa de Nova York, cair em dois anos, o investidor recebe o que aplicou inicialmente. O COE é tributado como aplicação de renda fixa, com imposto de 12% pela tabela regressiva. — É mais uma forma de diversificar o investimento nesse cenário de juros baixos. Nossa parcela de clientes com aplicações em COEs atingiu cinco mil desde março, quando o produto começou a ser distribuído — conta Thiago Villela, diretor da Órama. Outro fator que facilita o investimento lá fora é a desburocratização. Antes, o investidor precisava ter uma conta no exterior, fazer a remessa dos recursos e, depois, pagar imposto via carnê-leão. Nessas gestoras, o investimento é feito eletronicamente, em reais, e o imposto, descontado automaticamente. É o caso da corretora americana Avenue Securities, que chega em breve ao Brasil com opções de compra de ações de empresas estrangeiras com muito menos burocracia. Também oferecerá aos brasileiros aplicações nos chamados Exchange Trade Funds (ETFs), fundos que acompanham índices acionários.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 30/09/2018

TECNOLOGIA DO BITCOIN CAI NO GOSTO DAS EMPRESAS
Publicado em 10/01/2018 as 05:16 PM

Seduzido pela segurança, setor produtivo investe em blockchain para localizar mercadorias, combater desperdício e integrar sistemas. No Brasil, 200 companhias já desenvolvem aplicações próprias
O Globo30 Sep 2018BRUNO ROSA E RENNAN SETTI economia@oglobo.com.br


SPENCER PLATT/AFP
Rastreamento. A IBM desenvolveu uma plataforma com a empresa Maersk que permite a localização exata de cada mercadoria dentro dos contêineres

Oblockchain, a tecnologia por trás da moeda virtual bitcoin, seduz agora o setor produtivo. Atraídos pelo grau de segurança elevado e pela rastreabilidade dos dados registrados na plataforma, pesos-pesados como Petrobras, Bradesco e BRF têm explorado soluções com blockchain para reduzir custos e aumentar a eficiência. O blockchain é um modelo distribuído de informação, em que todas as transações de um sistema são registradas em um único arquivo. Só que, diferentemente de sistemas tradicionais, todos os computadores da rede têm acesso a uma cópia desse arquivo. Por isso ele é considerado imutável, uma vez que qualquer tentativa de alteração seria imediatamente identificada. Dessa forma, acredita-se que a tecnologia ofereça nível mais elevado de segurança e rastreabilidade.

ASSINATURA ELETRÔNICA

Apesar de ainda ser embrionário, o uso do blockchain deve ser alvo de investimentos de US$ 1,5 bilhão este ano em todo o mundo, segundo a International Data Corporation (IDC), com crescimento anual de 73% até 2022. No Brasil, estima-se que cerca de 200 empresas já estejam desenvolvendo aplicações com a tecnologia. Por aqui, o ritmo de crescimento é de 150%. —O blockchain traz muita inovação, mas ainda estamos nos primeiros passos em soluções como rastreabilidade e processos — ponderou Pietro Delai, da IDC Brasil. A Petrobras desenvolve com a PUC-Rio um projeto-piloto com blockchain em diversas áreas da estatal, segundo o gerente-executivo do Cenpes, Orlando Ribeiro. Para isso, já criou até uma assistente virtual, chamada de Sofia. —O projeto investiga quais são os principais impactos em sistemas, processos e pessoas que devem ser considerados ao se adotar a tecnologia — disse Augusto Borella, gerente de Transformação Digital da Petrobras. Durante o projeto-piloto, a empresa percebeu que há melhoria no processo de transparência, destacou Borella: — Ao digitalizar o processo de assinatura, a tecnologia elimina o desperdício com documentos físicos. Além disso, a assinatura digital registrada no blockchain não pode ser alterada ou manipulada, garantindo a confiabilidade e transparência, efeito muito positivo para a área de conformidade. No Bradesco, há dois projetos-pilotos, um deles envolvendo a criação de um ecossistema com outros bancos e outro focado em clientes corporativos

do próprio Bradesco. —Embora o cliente não veja o uso do blockchain, ele vai sentir, pois a tecnologia vai permitir uma melhor experiência, como uma maior integração do sistema e um processo de verificação mais rápido — destacou George Marcel Smetana, responsável pela tecnologia no banco. No setor elétrico, a EDP finalizou há dois meses testes de utilização de blockchain na geração distribuída de energia solar — modelo pelo qual os clientes podem gerar energia por conta própria e jogá-la de volta à rede para abater em sua fatura. Por meio de parceria com a startup

austríaca Riddle & Code, a distribuidora instalou etiquetas criptografadas em medidores domésticos para verificar o fluxo de energia de 30 clientes simulados, com diversos perfis. O blockchain foi usado no gerenciamento de créditos desses clientes, na garantia da veracidade e da rastreabilidade dos dados trafegados no sistema. — Conforme formos acrescentando atores na cadeia de geração distribuída, o sistema ganha uma complexidade cujo fluxo de informação é difícil de ser gerenciado por sistemas tradicionais. O blockchain proporciona, por exemplo, contratos inteligentes, que podem ser empregados parau ma

automatização do fluxo de créditos—disse Lívia Brando, gestora de inovação da EDP. O plano agora é testá-lo com clientes reais nas áreas de concessão da companhia, como Espírito Santo e interior de São Paulo. Com as iniciativas das empresas ganhando fôlego, as companhias de tecnologia aceleraram seus investimentos. A IBM investiu US$ 5,5 milhões em um data center dedicado ao blockchain em São Paulo, para atender à legislação que obriga a permanência de dados no Brasil. Segundo Mauricio Magaldi Suguihura, líder de blockchain da IBM para América Latina, já há uma série de projetos feitos em parceira com empresas brasileiras. Ele destacou a criação de uma plataforma coma Ma ersk,pr estadora de serviços de navegação marítima. Pelo sistema, todos os envolvidos numa encomenda visualizam a localização exata de mercadorias dentro de contêineres. —No Brasil, dois portos já usam o sistema, que tende a acelerar o desembaraço na alfândega. No mundo, já há mais de cem participantes. A estimativa é que o blockchain possa aumentar o fluxo das mercadorias em 15% —disse Suguihura.

RECALL MAIS RÁPIDO

No varejo, a BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão) testou o blockchain em parceria com IBM e Carrefour no ano passado. A companhia registrou ,com o uso da tecnologia, informações como temperatura, origem e localização de um lote de lombo suíno da marca Sadia desde a fábrica até a prateleira do supermercado. Por meio de um aplicativo, os consumidores podiam acessar esses dados. — O blockchain é uma tecnologia que traz uma série de potenciais para nossa indústria, como rastreabilidade e segurança alimentar para o consumidor —contou o chefe de Transformação Digital da BRF, Gabriel Ribeiro. Segundo Suguihura, em caso de recall, o sistema acha um alimento em 2,2 segundos: —Hoje, às vezes, você pode levar deseis a sete dias para saber a localização exata de um produto que precisa ser trocado. Santiago Pontiroli, analista de segurança da Kaspersky Lab, diz que uma das principais inovações do blockcha iné a aplicação em contratos inteligentes: — Permitir que os participantes dependam de um sistema distribuído e, na maioria dos casos, não controlado por uma autoridade central é uma maneira de contornar as limitações geográficas.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 30/09/2018

ESTALEIRO - EAS DIZ QUE VAI DEMITIR EM 2019
Publicado em 10/01/2018 as 05:15 PM

Autor:        LUCAS MORAES - lmoraes@jc.com.br

ESTALEIRO - Memorandos para construção de dois navios não deve evitar demissões

A assinatura de dois memorandos que podem garantir ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) sobrevida de pelo menos dois anos da produção não deverá ser suficiente para conter um novo corte do quadro de funcionários em 2019. Atualmente gerando 3.200 empregos diretos, o estaleiro vive uma crise de descontinuidade – em função da dependência do governo brasileiro como comprador de embarcações – e tenta com o setor privado encomendar novos projetos que, caso confirmados, só começarão a sair do papel em outubro de 2019.

De acordo com o presidente do EAS, Harro Burmam, um dos memorandos foi firmado com a Aliança – empresa ligada ao maior grupo de cabotagem do Brasil, o Maersk – para a construção de dois navios contêineres com capacidade de até 4,8 mil TEUs (unidade que equivale a um contêiner de 20 pés).

O outro memorando, que segundo o executivo, ainda não pode ser detalhado, diz respeito à negociação para produzir mais dois navios para o mercado de cabotagem. “Esses projetos trazem mais uns dois anos de atividade. São basicamente garantias. A gente conseguiu um caminho não tão ortodoxo, trabalhando com o fundo nacional da ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias, vinculada ao Ministério do Planejamento) e esperamos ter uma resposta positiva no início de outubro”, diz Burmam.

A ABGF seria a garantidora para que o estaleiro consiga financiamento com o banco Credit Suisse, e dê andamento aos novos projetos. Como um posicionamento final sobre a aprovação dos projetos só deve sair em outubro, o início da produção, ainda segundo o presidente do EAS, só se daria após 12 meses, ou seja, em outubro de 2019.

“Nós temos entregas previstas até junho de 2019, então temos esse gap entre junho e outubro. Hoje não temos uma solução para isso, mas não temos condições de manter todos os empregos, alguma redução ano que vem vai ocorrer”, confirmou. Atualmente, com 90% do efetivo de Pernambuco, o estaleiro chega a gerar 15 mil postos de trabalho se levada em conta toda a cadeia de distribuidores.

No último dia 12 de setembro, o EAS entregou o 12º navio produzido no estaleiro de um total de 15 encomendados pela Transpetro, além do segundo da série de cinco navios aframax, ambos entregues antes do prazo contratual. Segundo o presidente do Sindmetal, Henrique Gomes, desde o início das obras do EAS até hoje cerca de 50% do quadro de funcionários já foi cortado. “Iniciamos a operação com 6.100 trabalhadores, atualmente são 3.200.

Todo mês já vem saindo uma quantia grande de pessoas. Tenho a preocupação de que as demissões já não são maiores por conta do período eleitoral, mas não tenho dúvida que após a eleição os cortes começarão a ser mais fortes. A grande questão é se é melhor para os trabalhadores saírem agora ou depois sem certeza de receber até mesmo seus direitos”, enfatiza Gomes.

Estaleiro chega a gerar 15 mil postos de trabalho se levada em conta toda a cadeia de distribuidores
Fonte: Jornal do Commércio - PE
Data : 28/09/2018

PORTOS - AGEO ARREMATA TERMINAL EM SANTOS POR R$ 210 MILHÕES
Publicado em 10/01/2018 as 05:15 PM

A Ageo venceu nesta a disputa pelo arrendamento de uma área no porto de Santos (SP) voltada à movimentação e armazenagem de granéis líquidos combustíveis.

Em leilão na B3, em São Paulo, a empresa propôs uma outorga de R$ 210 milhões pela área, denominada "STS 13". A Granel Química, que atualmente ocupa a área, havia oferecido R$ 142 milhões e a Cattalini Terminais Marítimos, ofertou R$ 20 milhões. No leilão viva-voz, a Granel subiu o lance para R$ 202 milhões, mas ainda ficou abaixo dos R$ 210 milhões ofertados pela Ageo para levar o leilão. / Estadão Conteúdo
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 01/10/2018

ANTAQ - MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA NO PAÍS TEM LEVE AVANÇO NO 2º TRIMESTRE
Publicado em 10/01/2018 as 05:15 PM

As instalações portuárias no Brasil tiveram movimentação 1% maior no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período doe 2017.

A alta, apesar de leve, foi tida como satisfatória pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Ao todo os portos públicos e terminais privados do país movimentaram mais de 276,8 milhões de toneladas durante este período, um total de 2,6 milhões de toneladas superior a 2017.

Dividindo por perfil de operação, houve crescimento de 2% nos portos públicos, uma alta expressiva, visto que nos últimos anos houve decréscimo de 0,2% nesta categoria. Com essa alta, os portos públicos somaram a movimentação de 95,2 milhões de toneladas, somando 34,4% do fluxo total das instalações portuárias brasileiras.

Já nos portos privados, o crescimento foi um pouco menor, apenas 0,5%. Porém, é nesses portos que a maior parte das cargas são movimentadas. No segundo trimestre foram 181,6 milhões de toneladas, resultado que representa 65,6% das cargas movimentadas no conjunto das instalações portuárias do Brasil. / Da Redação
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 01/10/2018

COMPANHIA DOCAS - DESINTERESSE
Publicado em 10/01/2018 as 05:15 PM

Autor:        LUIZ MELO - luizmello.da@uol.com.br

Leilão de uma área de 22 mil merros quadrados no Porto de Santana nessa sexta (29) em SP não leve um só lance.

Enquanto não é programado novo certame, segue gerido pela prefeitura, através da Companhia Docas.
Fonte : Diário do Amapá - AP
Data : 01/10/2018

ANTAQ - PORTO DE SANTANA UTILIZADO PELA AMCEL NÃO ATRAI INTERESSE NO LEILÃO DA ANTAQ
Publicado em 10/01/2018 as 05:15 PM

Nenhuma empresa se interessou pelo leilão de arrendamento do Porto de Santana, no Amapá, realizado, em São Paulo, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Nem mesmo a Amapá Celulose (Ameei), que atualmente utiliza o porto, e tem contrato até o final de 2019, se interessou.

A Antaq realizou a ses­são dos Leilões 04/2018 e 05/2018 de áreas e infraes­truturas públicas, na B3, em São Paulo. A primeira área, denominada MCPOl, locali­zada no Porto de Santana, servirá para movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente cavaco de madeira.

A área do arrendamento possui 22.153 m2 no Porto de Santana. O local consiste de um pátio amplo onde cavacos de madeira são empilhados e armazenados. O cavaco de madeira é pro­duzido através de uma plan­ta de processamento que transforma as toras de madeira em cavaco, que é utilizado principalmente na produção de celulose e de MDF para mercados asiáti­cos e europeus.

O valor global do contrato alcança os R$ 503, 7 milhões. O arrendatário, caso houves­se, deveria investir R$ 50,9 milhões, com prazo de arren­damento sendo de 25 anos.
Fonte : Diário do Amapá - AP
Data : 01/10/2018

ANTAQ - NEGÓCIOS NO PORTO
Publicado em 10/01/2018 as 05:14 PM

O leilão realizado na sexta-feira e que deu vitória à Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais na disputa por área da Ilha Barnabé mostra o potencial do Porto de Santos para atrair investimentos.

Deve-se observar ainda que a decisão dessa holding, que pagará R$ 200 milhões de outorga e investirá R$ 198,2 milhões no terminal, foi tomada em um momento de profunda incerteza no País devido a uma eleição imprevisível, com dois candidatos favoritos que não expõem com clareza os rumos que pretendem tomar.

A holding vencedora administra a Ageo, que já atua no complexo santis-ta. Ela arrendará a área STS13, hoje controlada pela Granel Química, que ficou em segundo lugar no leilão. Com base nas cifras de sexta, o resultado da concorrência conduzida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) pode ser considerado um sucesso. Um ótimo resultado também é atribuído 5ª Rodada de Partilha do Pré-Sal, promovida coincidentemente no mesmo dia pela equivalente reguladora do setor de petróleo. Neste caso, além do valor arrecadado surpreendente de R$ 6,8 bilhões, viabilizou-se o ingresso de cinco petrolíferas gigantes como principal operadora de bloco, algo que antes estava concentrado na Petrobras. Apesar dos arroubos nacionalistas totalmente ultrapassados, vê-se uma oportunidade de acelerar a produção de petróleo antes que ele perca seu valor com o avanço de matrizes energéticas não poluentes.

Os dois leilões merecem ser lembrados conjuntamente não só pela coincidência de suas realizações, mas também porque dependem de um mesmo ambiente saudável de investimento. Os grupos privados investem grandes quantias e estão sujeitos a taxas de juros. Portanto, não têm permissão para errar e, por isso, necessitam de regras claras e profunda segurança jurídica. Não podem ficar ao sabor de governos que mudam as leis conforme a orientação ideológica do momento. Por último, deve-se lutar para que o Estado seja menos pesado, que não interfira tanto no dia a dia dos empreendedores.

No Porto de Santos, há ainda uma condição para que futuros leilões tenham grande atratividade, que é a oferta de uma eficiente infraestrutura. O complexo portuário depende de vários modais que precisam ser constantemente modernizados, mas infelizmente não é isso o que acontece. São obras atreladas a um emaranhado de entraves, desde falta de recursos a licitações alongadas por disputas judiciais, editais com inúmeras falhas, corrupção e procedimentos ambientais necessários, mas em demasia demorados.

O Estado precisa se retirar da economia, concentrando-se no seu papel regulador-fiscalizador. Sem essa presença sufocante, a iniciativa privada busca recursos sob juros mais baixos e traz inovações tecnológicas que o setor público demora a empregar. Não há mais o que discutir, pois o caminho tem que ser esse.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 01/10/2018

CADE INVESTIGARÁ SUPOSTA COBRANÇA DE THC2 POR TERMINAL
Publicado em 10/01/2018 as 05:14 PM

Tarifa é paga para separação e entrega de cargas importadas
EGLE CISTERNA


Processo administrativo foi instaurado, na última semana (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai investigar a Brasil Terminal Portuário (BTP), instalação do Porto de Santos, por suposta cobrança indevida da tarifa exigida para a separação e a entrega de cargas importadas após a descarga do navio, conhecida THC2 (sigla do inglês Terminal Handling Charge 2).

Um processo administrativo foi instaurado, na última semana, pela superintendência-geral do órgão federal para verificar supostas práticas anticompetitivas do operador.

A apuração do Cade começou em maio de 2017, quando a empresa de serviços de armazenagem Marimex entrou com representação, alegando que, desde agosto de 2013, a BTP estaria cobrando indevidamente, dos recintos alfandegados independentes, uma taxa adicional à tarifa básica para a movimentação em solo de cargas vindas de importação. Em sua petição, a Marimex também acusou o operador de contatar diretamente os clientes da empresa para persuadi-los a desviar as demandas para ele.

De acordo com o parecer da superintendência-geral do conselho, “a cobrança de THC2 teria afetado a concorrência no mercado, aumentando de forma artificial a receita do BTP. Além disso, dificultaria a atividade dos recintos alfandegados independentes, tornandoos uma opção menos competitiva para os importadores”, explica o Cade por posicionamento de sua assessoria de comunicação.

Com a abertura do processo administrativo, a BTP será notificada para apresentar defesa e, a o final da instrução processual, a superintendência-geral decidirá pela condenação da empresa ou pelo arquivamento do caso, encaminhando-o para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final.

Em agosto, a mesma corte condenou a Rodrimar, que também opera no complexo portuário santista, pela arrecadação da THC2, multando a empresa em R$ 972 mil e determinando que ela deixe de cobrar pela liberação de contêineres dos recintos alfandegados independentes, sob pena de multa diária no valor de R$ 20 mil, em caso de continuidade da cobrança.

Outro lado

A BTP, que ainda não foi notificada pelo Cade, afirma que cobra a tarifa, prevista em sua tabela pública disponível no site da empresa, pelo Serviço de Segregação e Entrega (SSE) de mercadoria. Ela reforça que a cobrança é aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão regulador do setor, e que “seu entendimento é pacificado por mais de uma esfera judicial”.

Em nota, a empresa diz ainda adotar “princípios de transparência e ética nas relações comerciais, do rígido atendimento às leis vigentes e do alto nível de governança corporativa”.

THC2 na mira do TCU

Em julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Antaq revisasse a cobrança da tarifa exigida para a separação e a entrega de cargas importadas após a descarga do navio. O acórdão exigia ainda que a Agência elaborasse e publicasse as composições de custo dos serviços prestados pelos terminais portuários para a THC2 e que apresentasse, num prazo de 30 dias, um plano de ação com cronograma das medidas que tomaria para atender as determinações do TCU. Apesar do acórdão publicado, a Antaq afirma que não se manisfestou ainda devido o TCU não ter protocolado a recomendação de revisar essa questão na Agência.

Entenda a taxa

Na importação, o THC é a tarifa básica que o armador paga ao operador portuário para as despesas de movimentação de contêineres em terra, da saída do navio até a entrega no recinto alfandegado contratado pelo importador. Alguns operadores portuários também prestam serviços de armazenagem e acabam cobrando uma tarifa adicional dos recintos alfandegários independentes, a título de segregação de contêineres.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 01/10/2018

EM VIAGEM INÉDITA, NAVIO PORTA-CONTÊINER CRUZA O ÁRTICO PELO NORTE
Publicado em 10/01/2018 as 05:14 PM

Antes, rota podia ser cruzada apenas por barcos de porte menor do que este cargueiro
DA AFP

É uma consequência do degelo que pode revolucionar o frete mundial. Um porta-contêiner dinamarquês chegou a São Petersburgo na última quinta-feira (27), após cruzar o Ártico pelo norte, uma façanha para um navio dessas dimensões.


Rússia tenta desenvolver rota marítima que torna caminho mais curto (Foto: Divulgação)

Antes, esta rota, chamada “passagem do norte-leste”, podia ser cruzada apenas durante umas poucas semanas do ano e por barcos de porte menor do que este cargueiro. Atualmente, é acessível durante mais tempo, devido ao aquecimento global.

Embora continue sendo difícil e custoso, a Rússia tenta desenvolver esta rota marítima, que permite que os navios ganhem quase 15 dias em relação à via clássica pelo Canal do Suez.

O novo navio Venta, do gigante dinamarquês do frete Maersk, de 200 metros de comprimento, transporta quase 36 mil contêineres. Depois de zarpar em 23 de agosto de Vladivostok, no extremo-oriente russo, o porta-contêineres completou a rota ártica em cinco semanas. Fez escala em Busan, na Coreia do Sul, antes de seguir para o estreito de Bering e se dirigir para Bremerhaven, na Alemanha, chegando nessa quinta à costa de São Petersburgo. Mas não pôde atracar ontem devido a fortes ventos.

Carregado de peixe congelado russo e de componentes eletrônicos coreanos, a embarcação esteve acompanhado durante o trajeto por quebra-gelos nucleares.

Até hoje, apenas as embarcações menores faziam essa rota – atualmente acessível de julho a outubro –, como os navios transportadores de metano quebra-gelo nucleares que levam para a Europa e para a Ásia o gás natural liquefeito (GNL) procedente da península russa de Yamal.

Para a Maersk, essa travessia é um “teste único”, que permitirá “estudar a viabilidade do transporte marítimo de contêineres pela rota marítima do norte e coletar dados científicos”, disse a porta-voz da Maersk, Janina Von Spalding.

Mas “atualmente, não consideramos a rota marítima do norte como uma alternativa comercial à nossa rede existente”, ressaltou, já que a rota é praticável apenas três meses por ano e o fato de precisar de um quebra-gelo para abrir caminho representa um “investimento adicional”.

Mudança climática

Apesar de suas reservas, o presidente russo, Vladimir Putin, convidou no início de setembro “todos os sócios interessados a desenvolverem essa rota promissora”.

Em seu projeto de orçamento 2019-2021, a Rússia deve investir mais de 40 bilhões de rublos (US$ 607 milhões) no desenvolvimento dessa via, com infraestruturas portuárias e construções de quebra-gelos nucleares. Em poucas décadas, a calota polar do Ártico perdeu quase metade da superfície.

Ruslan Tankayev, especialista na Câmara de Comércio e no Sindicato de Produtores de Hidrocarbonetos da Rússia, estima que, até 2050, “a rota será praticável o ano todo”, uma “bênção" para países como Rússia e Canadá. (France Presse)
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 01/10/2018

AGEO VENCE LEILÃO DE ÁREA NO PORTO E CONSOLIDA LIDERANÇA
Publicado em 10/01/2018 as 05:14 PM

Com uma oferta de R$ 210 milhões, holding arremata terminal atualmente explorado pela Granel Química
EGLE CISTERNA


Valor global do contrato, com prazo de 25 anos, será de R$ 1,3 bilhão (Foto: Divulgação)

A Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais, holding que administra a Ageo Terminais e Ageo Norte, venceu, na última sextafeira (28) o leilão promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para o arrendamento da área STS13, na Ilha Barnabé, na Margem Esquerda do Porto de Santos. Com isso, a empresa deve se consolidar como líder na área de terminais de granéis líquidos no cais santista e passa a ser considerada, segundo especialistas, como a principal operadora do ramo no País. O leilão ocorreu na B3, na Capital.

O valor global do contrato, com prazo de 25 anos, será de R$ 1,3 bilhão. O arrendatário investirá ao menos R$ 198,2 milhões no terminal.

A área conta com 99 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol e derivados de petróleo, com capacidade de armazenar 97.720 metros cúbicos. Atualmente, ela é ocupada pela empresa Granel Química, a segunda colocada no leilão.

A Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais já atua no Porto, por meio da Ageo e da Ageo Norte. Suas instalações locais têm capacidade para armazenar 344 mil metros cúbicos e deve atingir, em julho do próximo ano, com a conclusão de obras já iniciadas, 500 mil metros cúbicos. Conforme estudo da Antaq, com a aquisição de ontem, até 2023, a empresa será responsável por 37% da capacidade de movimentação de granéis líquidos do complexo santista.

“Esta realização nos permitirá aumentar ainda mais nossa relevância e contribuição na prestação de serviços no setor de granéis líquidos, agregando soluções em infraestrutura e armazenamento”, disse o diretor comercial da Ageo, Aquiles Dias.

Leilão

Em sua proposta inicial, a Ageo ofereceu uma outorga de R$ 200 milhões, enquanto a Granel, R$ 142 milhões, e a Cattalini, R$ 20 milhões. Na sequência, o leiloeiro da B3 abriu a fase de lances, com variação mínima de R$ 2 milhões. A Granel ofereceu R$ 202 milhões, coberta pela oferta vencedora de R$ 210 milhões.

O diretor-geral da Antaq (órgão que regulamenta o setor), Mário Povia, avaliou que o leilão da STS13 foi bem sucedido. “As propostas apresentadas foram acima da nossa expectativa. A viabilidade dos nossos estudos fez com que três empresas demonstrassem interesse”. Ele estima que, dentro do trâmite da licitação de arrendamento, se não houver recurso, dependendo do prazo da homologação, o contrato deva ser assinado com a vencedora do leilão em 30 dias.

Empresa espera comunicado para transição

A Ageo aguarda comunicação da Antaq para transição da área. Os tanques que estão no local pertencem à Granel, que tem prazo para remover as instalações do terreno ou vendê-las para a vencedora do leilão.

“Vamos fazer as contas para encontrar o melhor caminho, mas isso também vai depender das conversas com a Granel”, diz o executivo da Ageo, Aquiles Dias.

Por nota, a Granel assegura que, durante o processo de transição, continuará atendendo aos clientes e afirma que pretende continuar atuando no Porto de Santos, em seu novo terminal na Alemoa, com capacidade para 52 mil metros cúbicos, cujas obras devem ser concluídas no final do primeiro semestre do próximo ano.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 01/10/2018

PORTO DE SANTOS REGISTRA RECORDES DE OPERAÇÃO EM AGOSTO
Publicado em 10/01/2018 as 05:13 PM

No total, foram 88,821 milhões de toneladas operadas nos oito primeiros meses
DA REDAÇÃO


Operações com contêineres apontaram recordes históricos (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Porto de Santos registrou recordes de operação no mês passado. O resultado superou em 4% o total acumulado no ano e em 1,1% o até então maior movimento mensal, de agosto do último ano. As operações com contêineres também apontaram recordes históricos nos totais mensal e acumulado.

No movimento geral de cargas, foram 88,821 milhões de toneladas operadas nos oito primeiros meses, com incremento de 8,5% nos desembarques e de 2,2% nos embarques. No mês, foram 12,483 milhões de toneladas com alta de 8,8% das mercadorias descarregadas e redução de 1,6% das embarcadas.

No resultado do mês, os crescimentos mais significativos em relação a agosto de 2017 foram observados na movimentação de soja em grãos a granel, com 201,7% de aumento, e celulose, com 71,4%. No acumulado, os destaques ficaram com o crescimento de 46,1% nos embarques de celulose e de 20,6% das exportações de sucos cítricos. Quanto ao volume, as cargas que mais cresceram foram a soja, com aumento de 2,956 milhões de toneladas, as cargas conteinerizadas, com mais 1,514 milhão de toneladas, e celulose, com mais 923 mil toneladas.

O movimento de cargas conteinerizadas registrou 4,334 milhões de toneladas, superando em 10,3% o verificado em agosto do ano passado. Em quantidade, o total atingiu 387.791 TEU, com alta de 14,6%. O desempenho dos contêineres ainda apontou novo recorde no acumulado, com 2,73 milhões de TEU e 29,9 milhões de toneladas, 11,1% e 5,3% a mais, respectivamente.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 01/10/2018

PORTO - AÇÃO PARA TIRAR QUEM ESTÁ IRREGULAR
Publicado em 09/28/2018 as 06:50 PM

Dentro da estratégia de ganhar mais competitividade, o Porto de Suape e a Secretaria de Administração começaram um mapeamento de empresas que estão irregulares no que diz respeito à implantação, utilização ou sublocação de áreas localizadas dentro do complexo portuário.

O objetivo é desocupar as áreas para atrair novos investidores. De acordo com o levantamento, 25 empresas possuem algum tipo de problema, que vão desde questões relacionadas à falência, descontinuidade dos projetos, entre outros.

“Há empresas que ou o projeto parou, ou não houve investimento, e a gente vai tentar viabilizar a recuperação dessas áreas para atrair mais rapidamente alguns investidores para ocupá-las”, explicou o secretário de administração Antônio Mário. O projeto da Companhia Siderúrgica Suape, anunciado em 2010, é um deles. De acordo com o secretário, uma empresa chinesa manifestou interesse em montar uma siderúrgica na área.

Outro caso é o da argentina Impsa, que foi à falência em 2015. “São áreas que Suape vendeu, arrendou, e que não se viabilizaram. Temos que encontrar uma forma de colocar outros investidores”, reforçou Carlos Villar, presidente de Suape.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
Data : 28/09/2018

PORTOS - OS OLHOS DA CHINA EM PERNAMBUCO
Publicado em 09/28/2018 as 06:50 PM

Autor:        SÁVIO GABRIEL - savio.gabriel@diariodepernambuco.com.br

Representantes de 23 empresas chinesas estiveram em Suape, conhecendo os potenciais do estado, e elencaram algumas obras que se interessam em investir

Uma das locomotivas da economia mundial, a China pode ser a peça que faltava para destravar projetos importantes para o estado e que se arrastam há anos. Em um encontro ontem, representantes de 23 empresas chinesas pertencentes a oito segmentos econômicos conheceram um pouco mais sobre os potenciais de Pernambuco. Os orientais sinalizam interesses em obras como a Ferrovia Transnordestina, o Terminal de Minérios do Porto de Suape, o Miniarco Metropolitano e o arrendamento do segundo terminal de contêineres (Tecon 2) de Suape.

Por enquanto, não existe nada de concreto, mas o evento realizado na sede administrativa do Porto de Suape foi um termômetro para avaliar a receptividade dos chineses. O encontro, que contou com a participação de empresas que em sua maioria estão sediadas no Sudeste, foi uma iniciativa da própria cônsul-geral da China no Recife, Yan Yuping. “Faltam grandes projetos (de cooperação), especialmente na área econômica e comercial (…) Essa é a terceira vez que visito Suape, o que mostra a importância (dada) ao porto, que é uma marca de desenvolvimento econômico e social e que nós gostaríamos de contribuir”, disse a diplomata.

O evento contou com a presença de empresas dos setores financeiro, médico, tecnologia, eletrodomésticos, entre outros. No entanto, é o setor de infraestrutura que tem chamado mais atenção dos chineses, além de ser tratado como prioridade pelo governo do estado. No caso do Tecon 2, a cônsul confirmou o interesse e disse que convidou os empresários para conhecer pessoalmente os detalhes.

Entre as empresas participantes estavam três bancos chineses. Um deles já atua no Nordeste financiando o projeto do novo porto de São Luís, no Maranhão, obra liderada pela chinesa CCCC (China Communications Construction Company), que também marcou presença em Suape ontem. “Em Pernambuco, ainda não há (projetos). O banco vai estudar e pesquisar projetos na área de energia eólica e infraestrutura”, disse Yan Yuping. A CCCC é a empresa que sinalizou interesse no terminal de minérios de Suape e se colocou à disposição para dialogar com o governo federal no sentido de viabilizar a Transnordestina.

“Tem muita obra de infraestrutura. O Miniarco é uma dívida que a gente tem com a Jeep e o governador pretende cumprir”, ressaltou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Antônio Mário. Segundo ele, o encontro está dentro do projeto do governo de se aproximar de investidores estrangeiros. Ainda dentro da estratégia de priorizar a infraestrutura, o secretário disse que a Secretaria de Transportes está trabalhando para tentar outras concessões.

Não é a primeira vez que os chineses se interessam pela Transnordestina, mas a engenharia financeira do empreendimento dificulta a entrada de qualquer outro agente privado.
Fonte: Diário de Pernambuco - PE
Data : 28/09/2018

PORTOS - MERCADORIA IMPORTADA APREENDIDA
Publicado em 09/28/2018 as 06:50 PM

Após dois dias de operação no Porto de Itaguaí, agentes do Exército, da Marinha e da Polícia Federal apreenderam 60 toneladas de mercadorias importadas que entraram de forma irregular no país.

Foram auditados quatro mil contêineres e fiscalizados 406 veículos e pessoas na região do porto, além de 181 embarcações e um navio mercante na Baía de Sepetiba.
Fonte: O Dia - RJ
Data : 28/09/2018

VENDA DE TERMINAIS PODE MOVIMENTAR R$ 3 BILHÕES
Publicado em 09/28/2018 as 06:50 PM

Pelo menos cinco terminais portuários estão à venda ou em busca de novos sócios nas regiões Nordeste, Sul e Sudeste do País.

Os empreendimentos - que já têm bancos contratados para buscar investidores - devem movimentar mais de R$ 3 bilhões, segundo fontes a par do assunto. Os negócios têm atraído grupos internacionais da Ásia, Europa e Oriente Médio que atuam no setor portuário, de navegação e no agronegócio.

Entre os ativos está o Terminal Portuário Santa Catarina (Tesc), da Logz - empresa formada por fundos de investimentos administrados pela gestora BRZ. O empreendimento está localizado no complexo portuário de São Francisco do Sul (SC) e tem tradição na operação de contêineres, granéis sólidos, produtos siderúrgicos e cargas de projeto.

Avaliado em cerca de R$ 300 milhões, o ativo tem sido analisado pela gigante japonesa Marubeni. A trading multinacional já atua no porto catarinense por meio do Terlogs, um terminal de grãos adquirido em 2011.

Se adquirir o Tesc, a empresa ampliará sua capacidade de exportação no Brasil. Procuradas, a Marubeni não quis falar do assunto e a BRZ disse que não comenta boatos de mercado. Segundo uma fonte, a venda do ativo faz parte de uma estratégia de saída do fundo do investimento, já maturado.

A lista de ativos à venda ou em busca de parceiros inclui também os dois terminais de contêineres da Wilson Sons, que devem valer mais de R$ 1 bilhão, segundo fontes do setor. O Tecon Rio Grande (RS) e o Tecon Salvador têm sido cobiçados por grupos mundiais de logísticas como a PSA, de Singapura, DP World, de Dubai, CMA CGM, de origem francesa, e China Merchants.

Uma fonte ligada ao grupo chinês afirmou que o negócio está em fase de due diligence (auditoria dos ativos) e ofertas não vinculantes - sem compromisso formal de compra. Mas a participação da asiática, que acabou de comprar o TCP, de Paranaguá, por R$ 2,9 bilhões, ainda não definiu sua participação na disputa. A expectativa é que as negociações em torno dos terminais se arrastem até o fim do ano.

Segundo um executivo do setor, o grupo mais ativo nas conversas com a Wilson Sons é a DP World. A empresa comprou a participação da Odebrecht na Embraport, no ano passado, e se tornou a única dona do terminal de contêineres, em Santos. Em nota, o grupo afirmou que não comenta especulações. PSA e CMA CGM também foram procuradas, mas não quiseram falar das negociações.

Uma fonte que acompanha o setor afirmou que, no caso da Wilson Sons, a venda de ativos pode estar relacionada à expansão das empresas de navegação no setor portuário brasileiro, como a BTP, em Santos, e Itapoá, em Santa Catarina. Nos dois casos, essas companhias são sócias dos terminais - o que acaba garantindo demanda nos portos.

Em nota, a Wilson Sons afirmou que ainda não foi tomada uma decisão sobre os ativos. "Estão sendo avaliadas alternativas estratégicas pela diretoria da companhia, que poderão incluir alienação dos referidos ativos e/ou a atração de parceiros estratégicos."

Para o consultor Nelson Carlini, ex-presidente da CMA CGM, depois de vários investimentos feitos nos últimos anos, o Brasil tem uma grande capacidade instalada e terminais de excelente qualidade. "Esses ativos, construídos com dinheiro privado, podem representar boas oportunidades de negócios."

Além das ofertas de Tesc e da Wilson Sons, há ainda o terminal da Libra, no Rio, cuja venda faz parte do plano de recuperação judicial da empresa para reduzir a dívida. O empreendimento está sendo avaliado pelos mesmos grupos de olho nos ativos da Wilson Sons.

Outro que busca sócios é o projeto Porto Pontal Paraná, que vai movimentar contêineres e exigirá investimentos de cerca de R$ 1,5 bilhão. Os executivos responsáveis pelo terminal não quiseram falar sobre as negociações.
Fonte: Jornal do Comércio - RS
Data : 28/09/2018

AGEO ARREMATA TERMINAL PORTUÁRIO EM SANTOS COM LANCE DE R$ 210 MILHÕES
Publicado em 09/28/2018 as 06:49 PM

Por Fernanda Pires | Valor



SÃO PAULO - (Atualizada às 13h06) A empresa Ageo arrematou o terminal para movimentação de granéis líquidos no porto de Santos, na Ilha Barnabé, em leilão realizado nesta sexta-feira, na B3. A companhia fez uma oferta ousada para conseguir vencer a Granel Química, atual operadora do terminal. Ofertou de saída outorga de R$ 200 milhões contra R$ 142 milhões da Granel e, no leilão viva-voz, acresceu de uma vez R$ 10 milhões, arrematando o terminal por R$ 210 milhões. A variação mínima na disputa viva-voz era de R$ 2 milhões por lance. A Granel só fez uma oferta no viva-voz, de R$ 202 milhões. Outra interessada, a Cattalini, cuja proposta foi de R$ 20 milhões, não ofereceu lance no viva-voz.

“Foi uma satisfação ter recebido três propostas e ter tido esse valor de outorga. A ideia é cada vez mais aumentar essas parcerias não só na área portuária, mas na ferroviária, rodoviária e aeroportuária”, disse o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Valter Casimiro.

O terminal consiste em uma área nobre no porto de Santos, na Ilha Barnabé, e foi licitado porque o prazo do contrato venceu. O contrato será válido por 25 anos, podendo ser sucessivas vezes renovado até o limite de 70 anos. O valor global ao longo do contrato é de R$ 1,3 bilhão, referente ao que a arrendatária deverá pagar à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto, durante os 25 anos. São R$ 116 mil por mês referente ao arrendamento fixo e R$ 4,50 por tonelada de qualquer carga movimentada, a título de arrendamento variável.

O presidente da holding Empresas Brasileira de Terminais, David Barioni, que controla os terminais da Ageo, disse que a conquista do terceiro terminal da empresa nesse porto faz do grupo o maior operador de granéis líquidos em Santos. A Ageo já opera duas instalações no cais santista, próximas do novo negócio.

Com o ativo arrematado nesta manhã, na B3, a companhia passa a ter 441 mil metros cúbicos de capacidade estática em Santos para armazenagem e movimentação de combustíveis e químicos. Mais as expansões previstas para ficarem prontas em junho de 2019, serão 500 mil metros cúbicos no total.

Além da outorga (a ser paga com 25% no ato e cinco parcelas de 15%), a empresa terá de investir em uma capacidade estática mínima de 97,7 mil metros cúbicos no terminal, o que, pela avaliação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), equivale a um desembolso de R$ 198,2 milhões.

Questionado se pretende comprar a tancagem existente no terminal – os 99 tanques são de propriedade da Granel – ou se irá reconstruí-los, Barioni disse que isso ainda não está decidido. “Agora vamos sentar, fazer as contas e conversar”, disse. A empresa tem capital fechado e pertence a um acionista, a empresária Cinara Ruiz. Barioni não revela o faturamento do grupo, mas afirma que se trata de uma companhia média.

De acordo com ele, a prioridade da Empresa Brasileira de Terminais é no porto de Santos. “Estamos agora focados neste projeto, que deve levar um ano, até que a gente possa pensar em outros caminhos”, afirmou.

Ainda neste ano o governo deve lançar um edital para leiloar uma área contígua ao terminal arrematado pela Ageo. Trata-se da antiga área da Vopak. Questionado se tem interesse em disputar o empreendimento para adensá-lo, o executivo disse que ainda não se deteve sobre esses estudos. “Estamos totalmente dedicados ao terminal que acabamos de arrematar. Temos uma tarefa muito grande a fazer”.

Licitação no Pará

Hoje também foi licitada, pela Companhia Docas do Pará (CDP), uma área para exploração de uma instalação dedicada à armazenagem e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) no porto de Belém (PA).

Houve apenas uma interessada: a Nacional Gás Butano Distribuidora, que já explora a área. A empresa arrematou o lote por R$ 1,01, ou seja, com ágio de R$ 0,01 (um centavo), sobre a outorga mínima fixada em edital, de R$ 1,00.

Essa foi a segunda tentativa da CDP de licitar a área, após o lote ter ficado sem proposta em certame realizado em abril. A área tem 32.256 metros quadrados e a cessão terá prazo de 20 anos, prorrogável por sucessivas vezes, a critério da administração do porto, até o limite máximo de 40 anos. A Nacional Gás Butano deverá pagar à administração portuária R$ 209 mil por mês pelo direito de explorar o lote e investir R$ 51,5 milhões.

As licitações ocorrem dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

Sem proposta no Amapá

Também hoje seria leiloado um lote no porto de Santana (AP) para movimentação de cavaco de madeira, mas não recebeu proposta.

Hoje esse lote é ocupado pela Amapá Florestal e Celulose S.A (Amcel), cujo controle acionário pertence aos grupos japoneses Nippon Paper Industries e NYK-Nippon Yusen Kaisha. A Antaq deverá recapacitar a área para licitá-la para movimentação de grãos.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) disse que vai recapacitar o lote para movimentação de grãos. “O porto de Santana tem se mostrado muito viável para movimentação de grãos, sobretudo para o Arco Norte. Provavelmente a vocação dessa área será direcionada para grãos e farelos. Isso envolve trabalhar o plano de desenvolvimento e zoneamento do porto, analisar o mercado também, mas aponta muito para isso”, disse o diretor-geral da Antaq, Mário Povia.

Segundo o secretário nacional de Portos, Otávio Campos, há uma visão também de utilização da região para contêineres, para atender a zona franca de Manaus. “As barcaças levariam os contêineres até Manaus”, disse.

No último leilão de portos, em julho, uma das razões para duas áreas no porto de Paranaguá (PR) ficarem sem interessados foi o custo médio ponderado do capital do projeto (wacc), taxa que referencia o retorno do negócio, que foi de 8,03%. Povia reafirmou o que disse na ocasião, que será definido um wacc conforme a natureza da carga a ser movimentada. “O wacc está sendo estudado pela agência e ainda neste ano teremos uma proposta de wacc para carga geral, granel líquido e sólidos em geral”, disse.

Próximas licitações

De acordo com o ministro dos Transportes, ainda há alguns leilões para serem feitos na área portuária e ao menos dez editais a serem publicados neste ano. Em novembro, será licitado o terminal hoje ocupado pela empresa Pérola no porto de Santos para movimentação de sal e fertilizantes. “Esperamos que os próximos tenham o sucesso obtido até agora”, disse Casimiro.
(Fernanda Pires | Valor)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 28/09/2018

CONGRESSO É QUE DECIDIRÁ O JOGO POLÍTICO, DIZ BREGA
Publicado em 09/28/2018 as 06:49 PM

Por Marli Olmos e Adriana Mattos | De São Paulo


Brega: "O Congresso será o freio e o acelerador. O nível de alocação de verba de quem está no Executivo é baixo"

Em meio a previsões negativas ou um certo desânimo de parte da classe empresarial, o presidente da Whirlpool na América Latina mostra otimismo em relação ao que vai ocorrer depois da escolha do próximo presidente da República. Para João Carlos Brega, o eleito não terá muito  trabalho para cumprir uma agenda que já está encaminhada e envolve basicamente reformas conhecidas e a redução do tamanho do Estado.

Pesa, também, em favor da sua análise otimista, o avanço de uma sociedade que se tornou mais questionadora, que se irrita com candidatos que claramente mentem ou discriminam as mulheres. Para ele, uma coisa é o discurso político, a "farofa" que os candidatos fazem em campanha. Outra é a limitação do Executivo para tomar medidas.

Para Brega, o jogo da gestão do país estará muito mais nas mãos do Congresso que do Executivo. E, apesar da pouca expectativa que existe no país em relação à chegada de novos nomes na eleição para deputados e senadores, o executivo indica sinais de mudança. Lembra que nos últimos cinco anos houve uma renovação de 40% no Congresso, mesmo que isso tenha passado despercebido da sociedade porque ocorreu "no baixo clero".

O otimismo natural de uma população que quer "dar um voto de confiança ao eleito" pode beneficiar empresas e, em particular, o setor de eletrodomésticos. O consumidor que passou a crise trocando a máquina de lavar roupas só quando o equipamento quebrava pode se animar a comprar uma nova porque apareceu um modelo mais moderno. A Whirlpool, grupo americano que produz as marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, preparasse para um mercado interno que pode crescer 10% a 15%, segundo as estimativas do presidente da companhia.

Formado em administração e pós-graduado em finanças, Brega trabalha no grupo há 23 anos. Assumiu o comando das operações na América Latina em 2015, no auge da crise, quando a empresa cortou 3 mil postos de trabalho no Brasil. Hoje são 15 mil funcionários em três fábricas

Brega destaca-se entre os líderes empresariais que gostam de aprofundar-se nos temas político-econômicos do país. Foi dele a iniciativa de, recentemente, reunir um grupo de executivos com os economistas que assessoram os presidenciáveis para expor o que o setor produtivo espera do próximo governo.

Para ele, o Brasil "não vai acabar". Mas o próximo governo não pode, por outro lado, perder a oportunidade de pegar carona na agenda que já foi montada. Caso contrário, ao invés de um crescimento sustentado, teremos mais um "voo de galinha". Abaixo, os principais trechos da entrevista ao Valor:

Valor: Qual é a sua análise de demanda e de desempenho do mercado de varejo para este fim de ano?
João Carlos Brega: No quarto trimestre poderemos vender mais que no terceiro, mas não será melhor que o quarto trimestre do ano passado. Em 2019, no entanto, haverá crescimento tanto por conta da reposição de produtos quanto por planejamento da compra. Há muito tempo temos só reposição. A pessoa compra uma geladeira ou fogão quando os que ela tem quebram. [O ano de] 2019 não será igual a 2013, 2014, o pico de vendas para nós. Mas será positivo pela volta da compra planejada, que acontece quando alguém pretende casar ou reformar a casa. Na crise, as pessoas podem adiar o casamento. Mas, quando a situação melhora, chega uma hora que não dá para enrolar mais....

Valor: Essa sua projeção otimista para o próximo ano vale independentemente de quem vencer a eleição presidencial?
Brega: Sim. Haverá um ambiente favorável, de mais esperança com um novo presidente. Não importa quem saia vitorioso. Será pelo otimismo natural, de dar um voto de confiança ao eleito.

Valor: Mas as pesquisas de intenção de voto indicam um ambiente bastante polarizado. Essa sua expectativa para 2019 vale para qualquer dos extremos?
Brega: Temos 30% (de intenções de voto) de um lado, 30% do outro e 40% no meio. Então não é meio a meio. Agora, existe um discurso político mesmo. Eles [os candidatos] vão fazer 'farofa', mas eu não acredito na ruptura, nesse discurso do nós contra eles. O jogo é definido no Congresso. Precisamos prestar muita atenção porque o Congresso vai ser o freio e o acelerador. O nível de manobra e de alocação de verba de quem está no Executivo é baixo.

Valor: Mas a expectativa geral é de baixo índice de renovação do Congresso...
Brega: Como nós costumamos organizar uma série de seminários e fóruns, eu decidi estudar isso melhor. Percebi que em cinco anos o Congresso Nacional teve 40% de renovação, mas foi no 'baixo clero'. Por isso, não percebemos. Quando o Congresso é mobilizado, em parte do que vem da sociedade, ele reage, e há exemplos de votações que deixam isso claro. Além disso, se vierem pautas mais extremistas [do futuro eleito], eu não tenho dúvidas de que o Congresso vai parar e dizer: 'Espera aí'. Então, a qualidade do Congresso é fundamental.

Valor: Qual é a sua opinião sobre a gestão de Michel Temer?
Brega: Eu acredito que ele fez um belo governo. Saímos de uma longa e profunda recessão, taxa de juros elevada, desemprego crescente e uma Petrobras quebrada. Esse governo conseguiu controlar a inflação, reduzir juros, estabelecer um marco regulatório do pré-sal, trocar a administração da Petrobras, aprovar o teto de gastos públicos e o desemprego parou de crescer. É como quando você quebra o braço. Só de não mexer sente um alívio. É o que sentimos agora. Um alívio. Mas o novo governo é quem vai pedir uma radiografia do braço e prescrever o tratamento. Por isso eu acho que o Brasil não acaba.
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"A situação hoje é como
quando quebramos o braço.
Só de não mexer sentimos
alívio. Depois tem que vir o
tratamento"
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Valor: As condições, então, para estabelecer o caminho do crescimento econômico estão dadas, na sua avaliação?
Brega: Quer queira, quer não, o cara [quem for eleito] vai ter 50% mais um dos votos válidos. Se ele for inteligente basta pegar pequenas vitorias. Reforma da Previdência: já tem uma aí, não tem que criar a roda. Mas tem que melhorar o que tem. Bota essa e daqui a alguns anos faz outra. Tem que aprovar tributo sobre dividendos. Vai lá e aprova. Vai gerando um ambiente positivo. E isso vai fazendo as pessoas acreditarem que é possível mudar. A agenda está dada. O Brasil precisa alcançar superávit primário e estamos com resultado 2% negativo. A reforma da Previdência representa 1% a 1,2% de redução nesse déficit. As privatizações já colocadas, como a da Eletrobras, põem mais 0,8%. Só com isso chegamos a 2%. Com uma reforma tributária, tributação de dividendos etc, serão mais 0,8%. Então isso já vira.

Valor: São todas pautas difíceis... Brega: São. Mas eles mesmos [candidatos] sabem que o discurso superconservador sobre Previdência não vai colar. Hoje vemos o PT [Partido dos Trabalhadores] falando de reforma da Previdência. Todos eles têm que falar sobre o tamanho do Estado. Há dinheiro parado no mundo. O Brasil não acaba. Mas pode perder oportunidades.

Valor: Quais oportunidades?
Brega: Perder a oportunidade de crescer. No mesmo dia que a reforma da Previdência for feita, o dólar vai a R$ 3,70. Infelizmente perdemos a relevância. Quando se fala em América Latina, hoje, o investidor pensa em Chile, Colômbia, México e, até dois meses atrás, na Argentina. Eu me sinto mais seguro em Medelin que em São Paulo. Por quê? Porque a Colômbia fez a lição de casa. O que foi feito aqui melhorou o Brasil contra o Brasil que existia, não contra o resto do mundo.

Valor: O senhor se refere à perda de competitividade do país?
Brega: Todos os meses avaliamos o custo trabalhista nas nossas fábricas. Hoje, se colocarmos a China como base 100, temos o México com 40 e o Brasil com 150. O Estado tem que ser regulador e não empresário, querer investir em tudo. O papel do Estado é ocupar-se com segurança, saúde e educação. Quando o peso do Estado equivale a 40% a 45% do PIB, contando os cerca de 35% de carga tributária e mais o déficit, toda a economia tem que ficar olhando para aonde o governo vai.

Valor: Há uma grande queixa da classe empresarial também em relação à infraestrutura. Essa não será uma questão complexa para o próximo governo?
Brega: Para exportar, hoje, temos que colocar a mercadoria no porto com 15 dias de antecedência. A cobrança de PIS e Cofins é mortal. Essa equipe econômica já fez muito para reduzir a burocracia. Trabalhou na desregulamentação. Mas isso não dá manchete. Em termos de importação e exportação, o número de formulários para preencher caiu de 80 para 30. Há muito ainda para fazer. Quando estávamos construindo uma fábrica na Colômbia, uma máquina caiu na linha vermelha de inspeção aduaneira. Quando me ligaram para contar, perguntei: 'E quantos dias vai levar a liberação?' Foram cinco a seis horas. No Brasil, dependendo do fiscal, levaria 72 horas. O desafio da infraestrutura é grande. Mas basta resgatar o papel regulador das agências.

Valor: O senhor teve oportunidade de falar sobre essas coisas com os economistas que assessoram os candidatos à Presidência da República?
Brega: Há duas semanas reunimos quatro deles num fórum de líderes: Pérsio Arida [coordenador do programa econômico de Geraldo Alckmin, do PSDB], Mauro Benevides [de Ciro Gomes, do PDT], Ana Paula de Oliveira [Álvaro Dias, do Podemos] e Márcio Pochmann [Fernando Haddad, do PT]. Fomos até um pouco arrogantes porque ao invés de ouvi-los dissemos o que eles tinham que fazer. Eles nos ouviram e dissemos que o tamanho do Estado tem que diminuir, que a reforma trabalhista precisa avançar e a fiscal e a política têm que acontecer.

Valor: E qual foi a reação deles?
Brega: Quatros deles nos pareceram bem perto dessa linha, talvez o PT mais fora um pouco disso. Convidamos também o Paulo Guedes [economista de Jair Bolsonaro, do PSL], mas ele não foi. Para fazer essa discussão convidei Wilson Ferreira [presidente da Eletrobras ], Décio Silva [presidente do conselho da WEG ], Luiz Figueiredo [ex-diretor de política monetária do Banco Central] e Nicola Calicchio [presidente da McKinsey ].

Valor: O senhor diz que o volume de vendas de eletrodomésticos este ano será semelhante ao do ano passado, mas está confiante em relação ao próximo ano. Qual é a sua expectativa de crescimento do setor em 2019?
Brega: O ano de 2019 é o da retomada pela demanda reprimida. Esperamos um crescimento de 10% a 15%. Nossa indústria é de bens duráveis, gera emprego. Só precisamos ver se será sustentável ou um voo de galinha. Por isso, eu digo que não podemos perder as oportunidades, que dependem das reformas, da redução do tamanho do Estado, da segurança jurídica para o ambiente de negócios e do investimento em infraestrutura.

Valor: O senhor acredita em um comprometimento dos candidatos nesse sentido? Brega: Tenho 55 anos e nunca vi a sociedade tão mobilizada quanto agora. Alguns valores vão pegando. Por exemplo, o Dória [João Dória, candidato a governador de São Paulo pelo PSDB) virou prefeito e disse que não deixaria o cargo. Agora a população fala: "Não mente para mim". E essa coisa do Bolsonaro com as mulheres. A população cada vez mais vai interagir.
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"Tenho 55 anos e nunca vi a sociedade tão mobilizada quanto agora. A população diz: 'Não mente para mim'
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Valor: Qual tem sido a estratégia da Whirlpool para se defender da oscilação cambial? Qual é o efeito do aumento do dólar na operação?
Brega: Acredito que o dólar não voltará a R$ 3,20, ou R$ 3,30. Talvez a R$ 3,60 ou R$ 3,70. O que ouço dos economistas de bancos, com quem tenho falado, é que metade da alta é efeito de um rearranjo global das moedas em diversos países. Mas a outra metade é a nossa turbulência. Quando isso baixar, se fala em R$ 3,90. O que ninguém fala é como lidar com o vai e volta. Hoje temos um hedge natural com as exportações da Embraco [unidade de negócios da Whirlpool]. Mas nos preparamos para ter mais ou menos hedge.

Valor: Temos notado uma resistência da classe empresarial em se posicionar a respeito da reta final da eleição presidencial. Qual é a sua posição?
Brega: Uma coisa é você falar na pessoa física e outra é na jurídica. Eu hoje estou CEO da Whirlpool, mas eu tenho que falar no que acredito. Digo que o Brasil não vai acabar e que o Estado tem que ser menor. Mas algumas pessoas ainda se omitem. É o crítico por ser crítico, o que vota em branco ou nulo. Eu fui criado na linha 'Pai, quero ser politico'. E aí ele responde: 'Cala a boca porque não quero que você seja ladrão'. Mas acho que as pessoas estão se posicionando em torno dos programas dos candidatos.

Valor: O que o senhor achou do manifesto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou pela união dos partidos de centro?
Brega: Chegou, no mínimo, no 'timing' errado. Foi correto no sentido de direcionar, mas num 'timing' errado. O momento e a forma, também.

Valor: O varejo não recuperou a atividade como se esperava e houve forte efeito da greve dos caminhoneiros. Qual foi o impacto para a Whirlpool?
Brega: A greve foi um ato de terrorismo. E o gerenciamento dos atos pelo governo foi lamentável. A sociedade ficou refém.

Valor: E qual tem sido o impacto do tabelamento do frete nos custos da empresa?
Brega: A Whirlpool, como 99,9% das empresas, está analisando se vale a pena continuar com terceiros ou ter frota própria. O que vai acontecer em médio e longo prazos é que todas essas pessoas que foram levadas por alguns a fazer esse ato vão sofrer.

Valor: Não e muito caro ter uma frota própria?
Brega: Mas o que é mais caro? Ficar uma semana com caminhões parados e sem produzir ou estudar outro modelo? A gente pode ir testando. Começa comprando uns cinco caminhões e vai vendo como reage.

Valor: Pelas suas projeções, considerando que 2019 será um ano melhor, haverá, na Whirlpool, aumento de investimentos?
Brega: Haverá aumento de faturamento, mas não de capacidade produtiva. Teremos investimentos em marketing e sempre entre 3% e 4% da receita em novos produtos.

Valor: Qual sua estimativa para Natal e fim de ano? O varejo veio de um primeiro semestre estocado.
Brega: Não vejo o varejo tão estocado. Nós e eles já ajustamos nossas expectativas. Não vejo um Natal diferente do ano passado. Vai ser um crescimento marginal, de 2% a 3%. O uso de nossa capacidade está em 75% a 80%, variando segundo a área. Temos algumas áreas das fábricas trabalhando em três turnos, como peças. Mas, se a demanda aumentar, posso acionar um fornecedor que faz a peça.

Valor: A empresa vem registrando no país uma desaceleração na receita recentemente. Houve alguma mudança nesse desempenho?
Brega: O crescimento no Brasil deve ser 'flat' [em 2018]. Mas nunca tivemos, como ocorreu no último ano e meio, uma posição relativa tão grande como a de agora [em termos de participação de mercado]. Até 2014 a gente comia uma pizza tamanho família e saía satisfeito. Hoje, a gente come uma pizza brotinho e sai com fome.

Valor: Mas a receita acumulada do grupo, até junho, mostra leve queda de 2,5%. Para ter esse ganho de participação de mercado que o senhor mencionou, o mercado caiu mais que vocês?
Brega: Isso nem é cair, é andar de lado. Já estamos no zero no acumulado do ano até agora e vai ficar nisso. Temos que ver dezembro, mas dezembro não é tão significativo a ponto de subir tanto a taxa no ano, e chegar em 15% ou 20%. Não tem isso. O que vai acontecer é o otimismo que pode vir após 2019.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 28/09/2018

PRUMO QUER REFINARIA NO PORTO AÇU ATÉ 2030
Publicado em 09/28/2018 as 06:49 PM

Por André Ramalho e Rodrigo Polito | Do Rio


José Magela, presidente: Estudos preliminares indicam viabilidade de refinaria e há contato com potenciais interessado

A Prumo Logística, empresa controlada pela EIG e que opera o Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), quer atrair investimentos para instalação de uma refinaria no complexo portuário até 2030. O presidente da companhia, José Magela, conta que a intenção é, num primeiro momento, investir em tancagem e serviços de tratamento e "blending" (mistura) de petróleo. A Açu Petróleo, joint venture entre Prumo e a Oiltanking, tem hoje contratos com a Shell e Galp para o transbordo do petróleo no porto.

A ideia é que em cinco anos a companhia já tenha uma infraestrutura instalada para tancagem e tratamento e que, até 2030, seja instalada uma refinaria no porto. Magela disse ao Valor que a Prumo tem mantido contato com potenciais interessados e que estudos preliminares feitos pela empresa indicam a viabilidade de construção de uma refinaria com capacidade para entre 200 mil e 300 mil barris/dia. "Naturalmente temos que assumir algumas premissas Tem que haver competição, não podemos ter um mercado monopolístico, os preços praticados não podem ter interferências externas, e as barreiras regulatórias precisam ser derrubadas. Com isso todo mundo ganha", disse.

Segundo o executivo, é "natural" que a companhia mire oportunidades de instalação de uma refinaria no local, dada a proximidade com matéria-prima, incentivos fiscais (o Açu está dentro de uma zona de processamento de exportação) e mão de obra. "É natural que estejamos olhando para refinarias, petroquímica, fábricas de fertilizantes. Não quer dizer que vamos desenvolver como Prumo, mas que vamos criar mecanismos para viabilizar esses negócios para que eles se instalem no porto", afirmou.

No gás, a ideia é transformar o Açu num hub de distribuição do pré-sal. A empresa está construindo duas termelétricas a GNL no local, a base de gás natural liquefeito (GNL), mas a intenção é construir uma rota de escoamento do gás nacional passando pelo porto.

A companhia já iniciou a construção da primeira térmica, de 1.300 megawatts, prevista para começar a operar em janeiro de 2021. Segundo Magela, o cronograma é "apertado", mas a companhia está dentro dos prazos. Já a construção da segunda usina, de 1.600 MW, será iniciada em 2019 e aproveitará parte dos mais de mil trabalhadores envolvidos nas obras da primeira unidade. A segunda termelétrica está prevista para entrar em operação em janeiro de 2023, mas há possibilidade de "alguma antecipação".

As usinas consumirão, juntas, cerca de 12 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, no despacho pleno. As unidades serão abastecidas por um terminal de GNL. O navio responsável pela regaseificação terá capacidade para 22 milhões de m3/dia e chegará ao porto no fim do ano que vem. O combustível importado será fornecido pela BP. A Prumo e a britânica formaram uma comercializadora de gás e energia, para buscar clientes para o gás importado.

Ele destaca, no entanto, que a companhia vê espaço para que, no futuro, essas usinas operem com gás nacional. Este mês, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) abriu uma tomada pública de contribuições para discutir mecanismos de substituição de GNL por gás doméstico nos contratos de fornecimento de gás, quando projetos de produção de gás ainda em fase de desenvolvimento começarem a operar.

"Queremos realmente habilitar a chegada de gás natural no Açu, com a substituição [de GNL por gás nacional] e ou alimentação de outras térmicas [com o gás nacional]", disse. Segundo Magela, o Açu tem licença para instalação de outros 3,4 mil MW térmicos, mas a empresa vê espaço para ultrapassar essa capacidade instalada.

Para o executivo, no entanto, a consolidação do hub depende da criação de um marco regulatório mais atrativo a investimentos. Magela disse acreditar que a modernização regulatória do gás fará parte da agenda do próximo governo, independentemente de quem vencer. "A agenda atende a qualquer ideologia que possamos ter num futuro próximo."
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 28/09/2018

ANTAQ FAZ LEILÃO DE ÁREA NO PORTO DE SANTOS HOJE
Publicado em 09/28/2018 as 06:48 PM

Por Fernanda Pires | De São Paulo

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) realiza hoje o leilão para arrendamento de uma área no porto de Santos (SP) para armazenagem e movimentação de granéis líquidos. Conforme antecipou o Valor, disputarão a licitação as empresas Granel Química, Ageo e Cattalini. O leilão ocorrerá na B3, em São Paulo, às 10 horas. Vence quem der o maior valor de outorga.

O terminal fica na Ilha Barnabé e é operado hoje pela Granel, pertencente ao grupo norueguês Odfjell. O prazo do contrato acabou em 2012, mas a empresa permanece explorando a área via decisão judicial. O lote tem 54.221 metros quadrados e quem arrematá-lo terá de fazer investimentos que garantam capacidade mínima de 97.720 metros cúbicos.

O arrendamento valerá por 25 anos, podendo ser prorrogado até o limite de 70 anos. O valor global do contrato é de R$ 1,3 bilhão, o que corresponde à estimativa de receitas a serem obtidas pela arrendatária ao longo do contrato.

A arrendatária deverá pagar à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto, R$ 116 mil por mês pelo arrendamento fixo e R$ 4,50 por tonelada movimentada pelo arrendamento variável.

Hoje também seria leiloado um lote no porto de Santana (AP) para cavaco de madeira. Mas o ativo não recebeu proposta.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 28/09/2018

NÃO TEMOS MAIS ‘SOFRÊNCIA’ NA PETROBRAS, A CRISE ACABOU, VÊ PRESIDENTE
Publicado em 09/28/2018 as 06:48 PM

Por André Ramalho, Rodrigo Polito e Cláudia Schüffner | Valor

presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou nesta quinta-feira que “não há mais sofrência” na companhia e que a crise acabou. O executivo participou da Rio Oil & Gas, evento do setor de petróleo que se encerra hoje, no Rio de Janeiro.</p>

Ontem a estatal fechou acordo com autoridades americanas para encerrar investigações relativas a esquema de corrupção revelado no âmbito da Operação Lava-Jato, da Polícia Federal.

Monteiro destacou que, em consequência do acordo, o valor de mercado da estatal superou hoje R$ 300 bilhões, com a alta das ações. Ele lembrou que, quando chegou à companhia, esse valor era de R$ 60 bilhões.

O presidente da Petrobras afirmou que o documento encerra as investigações sobre o passado e reconhece avanços obtidos pela companhia na área de conformidades. Segundo ele, o departamento de Justiça dos Estados Unidos “reconhece a situação de vítima da Petrobras”.

5º Rodada

Monteiro disse acreditar no sucesso da 5ª Rodada do pré-sal, que será realizada nesta sexta-feira. Ele destacou que a presença de executivos das grandes petroleiras mundiais no local reforça o sentimento de “retomada do otimismo da indústria”.

“O que está acontecendo é fruto de muito trabalho”, disse, em referência às mudanças regulatórias que melhoraram com o ambiente de negócios no setor nos últimos dois anos.

Ele destacou, ainda, que a indústria voltou a olhar para o futuro e que o aumento da concorrência com outras petroleiras é “salutar”.”A Petrobras se sente confortável competindo”, afirmou. “Reafirmamos também o compromisso de buscar concorrência em combustíveis”, completou.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 28/09/2018

PORTOS - MPF INVESTIGA COMPRA DE MEDIDA PROVISÓRIA POR EMPRESA DA ECORODOVIAS
Publicado em 09/28/2018 as 06:48 PM

Autor:        Por Murillo Camarotto | Valor

BRASÍLIA - O Ministério Público Federal (MPF) está investigando a suposta compra de uma medida provisória pela empresa Elog, do grupo EcoRodovias, que administra, entre outras, 11 concessionárias de rodovias no país.

Procuradores responsáveis pela Operação Zelotes querem saber se pagamentos feitos para um escritório ligado à uma ex-funcionária da Casa Civil têm relação com a MP 612, que viabilizou a regularização de dois portos secos da empresa em São Paulo.

A MP foi assinada pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em abril de 2013 e perdeu a eficácia em agosto daquele mesmo ano. A interpretação do texto permitiu que os portos fossem classificados como centro logístico aduaneiro, o que liberou o regime de exploração para uma simples licença, sem a necessidade de licitação.

Os pagamentos foram direcionados a um escritório ligado à Lytha Spíndola, que foi assessora especial da Casa Civil na gestão petista e secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Os procuradores apuraram que ela participou da elaboração do texto da MP antes de deixar a Casa Civil, em janeiro de 2013.

Logo após a publicação da medida, o escritório de advocacia comandado pelos filhos de Lytha teria sido contratado pelo grupo EcoRodovias para a prestação de consultoria tributária. Os procuradores também alegam que a consultoria não foi prestada. Uma empresa de consultoria aberta por Lytha após ela deixar o governo também teria firmado contratos com a EcoRodovias.

A empresa negou qualquer irregularidade. Em comunicado ao mercado, a EcoRodovias informou que tem como comprovar a prestação dos serviços contratados com a empresa da ex-servidora. A documentação está sendo reunida e será entregue aos procuradores dentro dos prazos legais, informou.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 28/09/2018

CHINESES DISPOSTOS A INVESTIR
Publicado em 09/28/2018 as 06:47 PM

Autor:        ADRIANA GUARDA - adrianaguarda@jc.com.br

NEGÓCIOS - Empresas de infraestrutura estão de olho no Miniarco, nos terminais de contêineres edeminério de Suape enaTransnordestina

Em um curto intervalo de três meses, a recém-empossada cônsul-geral da China no Recife, Yan Yuqing, fez três visitas ao Porto de Suape. Impressionada com o complexo, prometeu trazer uma missão de empresários chineses para conhecer Pernambuco. A promessa se cumpriu ontem com a realização do Encontro de Negócios Brasil-China, que reuniu 40 empresários locais e 23 empresas chinesas. Se depender da disposição dos asiáticos, obras de infraestrutura que não saíram do papel ou ficaram pelo caminho poderão ser destravadas.

Companhias do setor de infraestrutura demonstraram interesse na obra viária do Miniarco, nos terminais de contêineres e de minério de Suape e na ferrovia Transnordestina. “Ela (Yan Yuqing) assumiu o consulado há apenas três meses, mas quis conhecer Suape de perto. Considero que suas visitas foram muito mais do que consulares, foram visitas de negócio. Tanto que estamos aqui recebendo representantes de importantes empresas chinesas”, diz o presidente de Suape, Carlos Vilar.

Do evento de ontem, participaram companhias dos setores de infraestrutura, tecnologia da informação, seguros e finanças, eletrodomésticos, equipamentos industriais, energia renovável, equipamentos de saúde e logística. Antes do início da rodada de negócios, os chineses assistiram a apresentações sobre as oportunidades de negócios em Pernambuco, a infraestrutura do Porto de Suape e as normas da Receita Federal. Bastante atentos às apresentações, os chineses anotavam tudo em mandarim. Em seguida, as companhias presentes fizeram rápidas apresentações sobre seus perfis de negócios e a rodada teve início.

O evento aconteceu no 10º andar do prédio da administração portuária de Suape, com a presença do anfitrião CarlosVilar e do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Antonio Mario Pinto. “Estou feliz em assumir meu compromisso de trazer os empresários chineses a Pernambuco. Nos últimos anos as relações comerciais entre Brasil e China vêm aumentando, mas é preciso expandir isso para além de São Paulo e do Rio de Janeiro. Os chineses estão em busca de projetos para investir e o Estado oferece grandes oportunidades.

O segundo terminal de contêineres e o terminal de minério são ativos de interesse. Temos a Cosco Shipping Line, uma grande empresa chinesa da área de logística marítima que pode decidir investir aqui. Além disso, os bancos chineses também poderão financiar projetos de interesse”, afirma Yan Yuqing. A cônsul também destacou que três bancos chineses investiram na construção do Porto de São Luís e também já aportaram recursos no Ceará.

O representante da gigante da construção chinesa CCCC destacou o interesse do grupo de investir em rodovias e ferrovias. O secretário Antonio Mario informou sobre projetos que podem ser tocados no modelo de concessão, a exemplo do Minicarco (via alternativa ao Arco Metropolitano entre os municípios de Abreu e Lima e Igarassu para desafogar o trânsito no polo de desenvolvimento norte do Estado). O estudo de viabilidade começou a ser realizado pelo consórcio cearense Assist- Comol, mas ficou pelo caminho.

O Miniarco é um investimento de R$ 180 milhões (R$ 160 milhões do empreendedor e R$ 20 milhões de contrapartida do governo do Estado) para uma estrada de 14,4 quilômetros. “Temos esse débito com a Jeep, que precisa utilizar essas estradas para escoar sua produção e os chineses podem ser parceiros nesse projeto”, aposta.

O secretário diz que os empresários chineses chegaram a questionar a possibilidade de ir a Brasília agendar reunião no Ministério dos Transportes para discutir as possibilidades de parceira no projeto da Transnordestina. Com obras paralisadas desde 2016, a ferrovia de 1.753 km já recebeu investimento de R$ 6,2 bilhões, mas só teve 600 km concluídos até agora.

“Eles estão interessados no terminal de minérios, mas o empreendimento só se viabiliza com a chegada da ferrovia ao porto. Se sair o pacote completo, vai ser bom”, afirma Vilar. Além das obras de infraestrutura, o Complexo de Suape também tem a oferecer áreas vendidas ou arrendadas para empresas que não concluíram seus projetos ou saíram do mercado. A diretoria mapeou 25 que estão nessa situação, a exemplo da Impsa, Jaraguá, Fiber Glass, Maxpet, Terranor, Wärtsilä e outras. “São empresas já prontas ou com alguma estrutura que podem ser substituídas por outras”, sugere Vilar.
Companhias asiáticas demonstraram interesse em destravar obras de Pernambuco
Fonte: Jornal do Commércio - PE
Data : 28/09/2018

TERMINAL DO PORTO DE SANTOS É LEILOADO POR R$ 210 MILHÕES
Publicado em 09/28/2018 as 06:47 PM

Por Fernanda Cruz - Repórter da Agência Brasil São Paulo

A Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais venceu, com oferta de R$ 210 milhões, o leilão de terminal do Porto de Santos, no litoral paulista, promovido hoje (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo. Participaram também a Granel Química e a Cattalini Terminais Marítimos.

A área, localizada no terminal da Ilha de Barnabé, na margem esquerda do Porto de Santos, tem seis terminais dedicados à movimentação de granéis líquidos (exceto sucos cítricos), por meio de três berços de atracação. O local está sob jurisdição da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Outra área, localizada no Porto de Santana (AP), não recebeu ofertas. No local ocorre a movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente cavaco de madeira.

Leilão

O leilão começou com a abertura dos envelopes às 10h20. A Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais ofereceu, inicialmente, R$ 200 milhões. A Granel Química ofertou R$ 142 milhões e a Cattalini Terminais Marítimos propôs R$ 20 milhões. Por ter mais de uma proposta válida, o leilão seguiu para o viva-voz, que terminou com a vitória da Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais e a proposta de R$ 210 milhões.

Edição: Graça Adjuto
Fonte : EBC – Agência Brasil - DF
Data : 28/09/2018

PORTO DE SANTOS AMPLIA EM 12 MILHÕES DE TONELADAS A CAPACIDADE DE OPERAÇÃO DE GRÃOS E FERTILIZANTES
Publicado em 09/28/2018 as 06:46 PM

Terminal, cuja modernização está avaliada em R$ 2,7 bilhões, estima retirar 1,5 mil caminhões das estradas ao operar com trens. Sistema de esteiras confinadas elimina poluição atmosférica.
Por José Claudio Pimentel, G1 Santos


Sistemas de esteiras confinadas para grãos no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, aumentou em 12 milhões de toneladas a capacidade anual de operação de grãos e fertilizantes com a ampliação do Terminal Integrador Portuário Luiz Antônio Mesquita (Tiplam). A instalação concluiu a modernização avaliada em R$ 2,7 bilhões.

O terminal, que começou a operar em 1969, localiza-se em Cubatão e está às margens do Canal de Piaçaguera, na extremidade do cais. Em 2014, quando as intervenções foram iniciadas, o complexo poderia movimentar por ano até 2,6 milhões de toneladas de enxofre, fertilizantes e rocha fosfática.

O investimento ocorreu para atender o crescimento do agronegócio brasileiro, que bate recordes a cada safra. O desenho original possibilitava que o terminal somente importasse produtos, mas a estrutura foi desenvolvida para que a instalação exporte soja, milho e açúcar ao mercado chinês.

O gerente geral do terminal, Alessandro Gama, afirma que instalação tornou-se capaz de movimentar 14,5 milhões de toneladas de produtos anuais. Em 2017, segundo dados do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, alcançou a marca de 7,3 milhões de toneladas de enxofre, amônia, açúcar, soja e milho.


Fertilizantes no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

A capacidade de armazenamento saltou de 140 mil toneladas para até 640 mil toneladas com quatro novos armazéns construídos. O embarque e desembarque de mercadorias no cais deixou de ocorrer em somente um berço de atracação para navios, para poder acontecer simultaneamente em até quatro berços.

Gama também explica que a modernização foi planejada para driblar o panorama geral do Porto de Santos, que enfrenta crises logísticas por explorar o modal ferroviário na maior parte das operações (70%) e os conflitos com a poluição atmosférica pela movimentação dos grãos.

"Retiramos 1.500 caminhões das estradas ao decidir operar somente com trens para consolidar o corredor Centro-Sudeste de exportação. O resultado do agronegócio chega ao Tiplam em composições". A empresa construiu uma estrutura ferroviária para descarregar 80 vagões em tempo médio aproximado de quatro horas.

A poluição atmosférica, alvo de reclamações de moradores que vivem próximo a outros terminais de grãos no bairro Ponta da Praia, em Santos, foi solucionada pela instalação de esteiras com sistema de confinamento. "Você passa o dia no terminal sem ver uma nuvem de fumaça ocasionada pela movimentação", garante.


Novos píeres do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

Canal de Piaçaguera

A conclusão da primeira etapa das obras de retirada de sedimentos no Canal de Piaçaguera possibilitou que a profundidade do trecho superasse os 13,5 metros. O objetivo é alcançar os 14,5 até 2019 para que a via navegável possa se igualar aos parâmetros atualmente adotados pelo Canal do Estuário, o acesso ao porto.

A empresa optou por fazer uma obra inédita no canal, uma vez que os sedimentos ali encontrados tinham alto grau de contaminação decorrente o início da exploração do Polo Industrial de Cubatão. Ativistas ligados à proteção ambiental realizaram protestos e conseguiram até barrar temporariamente a dragagem.

Parte do material dragado permaneceu no fundo do Canal de Piaçaguera ao ser depositado em um buraco (cava submarina) de 25 metros de profundidade escavado no Largo do Casqueiro. Os sedimentos não poderiam ser liberados em mar aberto, como ocorre em obras em outras partes do porto, em razão da contaminação.


Armazém de açúcar no Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) no Porto de Santos, SP — Foto: José Claudio Pimentel/G1

"O sedimento, na verdade, permanece confinado, em uma área fora da navegação, mas dentro do mesmo ambiente, que um dia foi impactado. Temos a garantia os órgãos ambientais que o que está sendo feito é seguro e não coloca em risco o meio ambiente. Pelo contrário, ajuda até mesmo a regenerá-lo", garante Gama.

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), responsável pelo licenciamento e acompanhamento do processo de aprofundamento no trecho diz que tudo ocorre de acordo com as normas. O Ministério Público Estadual e a Procuradoria monitoram a dragagem e relatórios produzidos por técnicos são analisados periodicamente.

O quarto berço de atracação, que também foi alvo de aprofundamento, recebeu homologação da Marinha do Brasil para a nova profundidade em março. "Somos agora capazes de receber navios com maior capacidade para justamente oferecer fluxo na exportação do agronegócio brasileiro", pontua Alessandro Gama.
Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 28/09/2018

PARTE DO PORTO DE SANTANA, NO AP, VAI A LEILÃO EM SÃO PAULO COM LANCE MÍNIMO DE R$ 5 MILHÕES
Publicado em 09/28/2018 as 06:46 PM

Área de 22 mil metros quadrados será destinada à movimentação de carga vegetal. Leilão acontece nesta sexta-feira (28) e investimento inicial deve ser de R$ 60 milhões.
Por G1 AP — Macapá


Empresas vão atuar na movimentação de cargas como cavacos de madeira — Foto: Antaq/Divulgação

O leilão de cerca de 22 mil metros quadrados do Porto de Santana, na cidade que fica a 17 quilômetros de Macapá, no Amapá, será realizado na Bolsa de Valores de São Paulo na manhã desta sexta-feira (28). O empreendimento, considerado um dos principais do Norte do país, tem como lance mínimo pouco mais de R$ 5 milhões e o investimento inicial está previsto em R$ 60 milhões.

A data foi anunciada em junho pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A concessão será de 25 anos e o espaço será cedido para a movimentação de carga vegetal, com foco no cavaco de madeira, extraído de árvores para a produção de celulose e móveis em geral.

O porto, que fica às margens do Rio Amazonas, é gerido pela prefeitura através da Companhia Docas de Santana (CDSA). Mesmo com o leilão, a concessão da administração do porto continua com o poder público.


Porto de Santana, no Amapá, tem acesso ao Rio Amazonas — Foto: Divulgação/Prefeitura de Santana

O espaço colocado em leilão é parte do utilizado desde a década de 1990 pela empresa Amapá Florestal e Celulose (Amcel), que deverá participar da nova disputa. O edital não prevê adequações significativas no espaço, com isso, mantendo a capacidade atual de escoamento que gira em torno de 750 mil toneladas anuais.

"As atividades no Terminal MCP-01 envolvem: recebimento de toras de madeira, retirada da casca e galhos, picador de madeira, classificação dos cavacos e formação de pilhas de cavacos. A área do Terminal, em sua maior parte, não possui impermeabilização, sendo o solo coberto, em alguns trechos, com gramíneas. O pátio de estocagem tem piso de concreto", diz documento do edital.

A empresa vencedora será aquela que der o maior lance, e os investimentos iniciais são para melhorias na área cedida, como substituição de esteiras e shiploaders. Podem concorrer empresas ou consórcios.


Apesar do leilão, administração do porto continua com o poder público — Foto: Antaq/Divulgação

Para o Ministério dos Transportes, o arrendamento do porto vai beneficiar o desenvolvimento econômico do estado e resultar no aumento da movimentação de cargas e da geração de empregos.

Com a nova lei dos portos, sancionada em 2013 pelo Governo Federal, os terminais de uso privados não serão usados exclusivamente para exportar e importar mercadorias da empresa vencedora da concessão. Ela poderá compartilhar o uso do local com outros empreendimentos que buscam utilizar o terminal.

O porto de Santana foi construído na década de 1950, pela Indústria de Comércio de Minérios (Icomi), para o embarque de manganês. Atualmente, além de escoar minérios, grãos e cavaco, o porto também é local de embarque e desembarque de contêineres.

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Fonte : G1 – Portal de Nptícias do Globo
Data : 28/09/2018

PETROBRAS TEM VALORIZAÇÃO DE R$ 15,6 BI EM UM DIA
Publicado em 09/28/2018 as 06:45 PM

Estatal supera Ambev e passa a ser a segunda empresa mais valiosa na Bolsa brasileira. Desfecho de investigação nos EUA abre caminho para crédito mais barato e reforça tese de defesa em outros processos
O Globo28 Sep 2018GLAUCE CAVALCANTI, BRUNO ROSA, RENNAN SETTI E GABRIEL MARTINS economia@oglobo.com.br

Adivulgação do acordo histórico da Petrobras nos Estados Unidos agradou ao mercado e levou a estatal a ganhar R$ 15,6 bilhões em valor de mercado num só dia, bem mais que os cerca de R$ 3,6 bilhões que vai pagar para encerrar investigações sobre corrupção naquele país.

As ações da empresa tiveram forte valorização no pregão de ontem da Bolsa de São Paulo, a B3. As ações ordinárias (ON, com direito a voto) subiram 4,88%, fechando em R$ 24,50. Já as preferenciais (PN, sem direito a voto) tiveram alta de 6,29%, cotadas a R$ 21,46. Além do desfecho, a valorização do petróleo no mercado internacional favoreceu a Petrobras, cujo valor de mercado no fim do dia era de R$ 302,5 bilhões. Assim, a estatal voltou a ser a segunda empresa mais valiosa da Bolsa brasileira, superando a Ambev. Perde apenas para a Vale.

Para analistas, o acordo resultará em menores custos de financiamento para a estatal e acessoo ao mercado americano. A empresa reforçou a tese de que foi vítima do esquema de corrupção, que poderá ser usada em outras ações.

—Com esse acordo, a Petrobras vira a página da Lava-Jato. O investidor estrangeiro leva muito a sério o passivo com a Justiça. Isso vai melhorar as condições da petroleira para captar recursos lá fora e atrair investimento internacional — avalia Raphael Figueredo, da Elevan Financial Research.

O acordo se somou à melhora dos resultados financeiros da Petrobras este ano. No segundo trimestre, a estatal teve lucro líquido de pouco mais de R$ 10 bilhões, bem acima do ganho de R$ 316 milhões registrado em igual período de 2017. Foi o melhor resultado para o período desde 2011.

—O acordo só tem aspectos positivos. Ele é fundamental para eliminar incertezas para a Petrobras e para o mercado de petróleo em geral — diz Roberto Castelo Branco, diretor do Centro de Estudos em Crescimento e Desenvolvimento Econômico da Fundação Getulio Vargas (FGV).

VALOR ALTO COMPENSA

Para Michel Sancovski, sócio do Tauil & Chequer, o acordo aumenta chances de sucesso em outras ações judiciais, comoasquetramitamnoBrasile na Holanda. A Justiça de Roterdã avalia pedido de indenização de acionistas por perdas em função da corrupção na Petrobras, que tem sede internacional naquele país.

—A tese de que a empresa foi vítima de uma diretoria corrupta já dispensada pode ser usada em outros processos —diz Sancovski.

O advogado José Guilherme Berman, sócio do escritório Barbosa, Müssnich, Aragão, avalia que o valor a ser pago no acordo é alto, mas compensa por permitir emissões de títulos no mercado financeiro americano e captações a juros menores, viabilizando investimentos. Ele destaca que, como a companhia teve papel colaborativo, não precisará de um monitor de conformidade.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 28/09/2018

TERMINAL PORTUÁRIO - GOVERNO ESTUDA MUDAR PRAZO PARA ANTECIPAR CONCESSÕES
Publicado em 09/28/2018 as 06:45 PM

Autor:        GERALDA DOCA - geralda@bsb.oglobo.com.br / BRASÍLIA

Ideia é licitar ainda este ano 12 aeroportos, a ferrovia Norte-Sul e três terminais portuários

A menos de cem dias para o fim mandato do presidente Michel Temer, o governo quer mudar prazos para realizar ainda este ano mais três leilões, incluindo 12 aeroportos, uma ferrovia (Norte-Sul) e três terminais portuários. Para isso, quer reduzir de cem para 45 dias o intervalo entre a publicação dos editais e a realização da licitação. O próprio Temer havia elevado o prazo para cem dias para dar mais segurança aos investidores. No entanto, agora, o Planalto quer fazer o caminho inverso.

A ideia é defendida pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e por técnicos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). Já o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, e sua equipe técnica defendem que os certames só ocorram em 2019. O argumento é que, como não haverá tempo hábil para assinar os contratos, o presidente eleito pode cancelar tudo. Segundo técnicos, não vale a pena fazer os leilões apenas para mostrar que está entregando os projetos.

Os defensores da realização dos certames ainda este ano argumentam que, quanto mais o governo avançar nas etapas, maior será o ônus político caso o novo presidente decida anular as concessões. O martelo será batido na próxima semana, quando haverá uma reunião dos integrantes do PPI.

REALIZAÇÃO EM DEZEMBRO
Caso haja redução no prazo, os técnicos trabalham com a possibilidade de realizar o leilão dos aeroportos e da Norte-Sul no dia 21 ou 28 de dezembro. Ainda faltam pequenos ajustes sugeridos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a publicação dos editais. Também se cogita licitar três terminais portuários de Belém.

O prazo de cem dias foi uma principais mudanças no plano de concessões do atual governo. Foi defendido enfaticamente pelo ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, um dos responsáveis pela criação do PPI. A explicação era que os investidores interessados acabavam desistindo porque, em 45 dias, não conseguiam contratar estudos e analisar os projetos para fazer um lance.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 28/09/2018

POR R$ 3,6 BI, PETROBRAS ENCERRA AÇÃO NOS EUA
Publicado em 09/28/2018 as 06:45 PM

Após acordo com Departamento de Justiça, alta na Bolsa
O Globo28 Sep 2018HENRIQUE GOMES BATISTA Correspondente henrique.batista@oglobo.com.br BRUNO ROSA bruno.rosa@oglobo.com.br WASHINGTON E RIO

FERNANDO QUEVEDO/7-4-2014


Página virada. Após acordo firmado com Departamento de Justiça, Petrobras fica livre para atuar nos EUA. Empresa conseguiu reaver só R$ 2,5 bilhões desde que casos de corrupção foram revelados

Com o argumento de que foi vítima de esquema fraudulento de sua antiga diretoria, a Petrobras fechou acordo com o Departamento de Justiça dos EUA e com a SEC, a CVM americana, pondo fim às investigações contra a empresa quatro anos após o escândalo de corrupção revelado pela Lava-Jato. A estatal pagará R$ 3,6 bilhões, e 80% do dinheiro serão investidos aqui. As ações subiram, e a Petrobras voltou a ser a segunda mais valiosa na Bolsa.

Quatro anos depois da Operação Lava-Jato revelar o escândalo de corrupção na Petrobras, a estatal fechou um acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e com o órgão regulador do mercado de capitais americano (SEC, na sigla em inglês), que põe fim a todas as investigações. A estatal pagará US$ 853,2 milhões (ou R$ 3,6 bilhões) para encerrar o caso. Para analistas de mercado, o compromisso marca uma virada de página para a estatal, e as ações da petroleira subiram mais de 6% ontem, com isso a companhia voltou a ser a segunda mais valiosa da Bolsa. O Departamento de Justiça dos EUA aceitou o argumento da Petrobras de que ela foi vítima de um esquema fraudulento por parte de sua antiga diretoria.

“Executivos nos mais altos níveis da Petrobras, incluindo membros de sua diretoria e conselho de administração, facilitaram o pagamento de centenas de milhões de dólares em propinas a políticos e partidos brasileiros e depois ocultaram o suborno dos investidores e reguladores”, afirmou, em nota, Brian A. Benczkowski, procuradorgeral assistente da Divisão Criminal do Departamento de Justiça.

80% FICAM NO BRASIL

O acordo abrange casos de corrupção e impactos no mercado de ações entre 2003 e 2012. O objetivo da investigação era apurar se a atuação da empresa violava a Lei de Práticas Corruptas Estrangeiras (FCPA, na sigla em inglês). A decisão foi importante porque era possível chegar à conclusão de que a Petrobras era uma “organização criminosa” e, com isso, banir as atividades da empresa no país. Agora, o acordo serve como um “atestado” de idoneidade da companhia. Como a Petrobras já havia feito acordo com acionistas minoritários, a partir de agora, ela fica integralmente livre para operar nos EUA.

No documento assinado com o Departamento de Justiça, a Petrobras se responsabiliza pelos atos de exexecutivos e diretores que violaram regras legais sobre registros contábeis e controles internos, mas não se declara culpada pelos atos. Isso vale também para a SEC. O acordo inclui ainda o Ministério Público Federal, no Brasil, que participou das investigações.

Na avaliação de Robert Johnson, diretor assistente da Divisão de Investigação Criminal do FBI, o pagamento de US$ 853,2 milhões deve agir “como um impedimento para qualquer um que pretenda cometer esse tipo de fraude no futuro”.

Os termos do acordo preveem que 10% do montante (US$ 85,3 milhões ou R$ 360 milhões) serão destinados ao Departamento de Justiça. O mesmo valor será repassado à SEC. Os 80% restantes (US$ 682,6 milhões ou R$ 2,88 bilhões) serão pagos ao Ministério Público Federal, no Brasil, em termo no qual não há atribuição de culpa ou dolo à empresa. Em comunicado, a Petrobras esclarece que o pagamento no Brasil será usado conforme o previsto no acordo, o que inclui programas sociais e educacionais voltados para a promoção da transparência no setor público. Os pagamentos serão registrados no balanço da companhia do terceiro trimestre.

CONTA DA CORRUPÇÃO

Presente ao encerramento da Rio, Oil & Gas, no Riocentro, o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, destacou que 80% dos recursos do acordo serão destinados ao Brasil. Ele ressaltou que a estatal valia R$ 60 bilhões, em 2015, quando chegou à diretoria da empresa e que, ontem, superou os R$ 300 bilhões.

— Agora, vamos juntos construir o futuro. Não tem mais sofrência. A crise acabou —disse.

A leitura do mercado é que os termos do acordo anunciado ontem foram positivos para a estatal, pois o pagamento é inferior ao de outros termos firmados por empresas brasileiras nos EUA. Odebrecht e Braskem, por exemplo, aceitaram pagar, em dezembro de 2016, US$ 3,5 bilhões em acordos pelos atos de corrupção, no maior acordo da história do governo americano.

Desde que foram revelados os casos de corrupção na Lava-Jato, a Petrobras já conseguiu recuperar R$ 2,5 bilhões desviados. Mas a conta da corrupção foi alta para a companhia. Em 2015, ela fez uma baixa contábil de R$ 6,2 bilhões no balanço em razão dos projetos superfaturados, executados sem compromisso com a melhor alocação de recursos. No começo deste ano, a estatal também registrou nas próprias contas o impacto do ressarcimento de US$ 2,95 bilhões aos seus acionistas minoritários nos EUA, no maior acordo global deste tipo de ação. Desde a Lava-Jato, a Petrobras já fez baixas contábeis motivadas não só por corrupção como pela revisão de projetos que somam R$ 50,8 bilhões.

“Não tem mais sofrência. A crise _ acabou” Ivan Monteiro, presidente da Petrobras

“Executivos facilitaram o pagamento de centenas de milhões de dólares em propina a políticos e partidos brasileiros” _ Brian Benczkowski, procuradorgeral assistente do Departamento de Justiça
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 28/09/2018

PORTOS - SUAPE MIRA TERMINAL DE MINÉRIO DE FERRO
Publicado em 09/28/2018 as 06:45 PM

Autor: EDUARDA BARBOSA

Projeto de terminal foi discutido entre representantes portuários e empresas chinesas

Dirigentes do Complexo Portuário iniciaram, ontem, conversas com chineses para atrair empreendimento


Encontro entre empresários chineses e portuários brasileiros
Foto: divulgação

O projeto de instalação de um terminal de minério de ferro no Porto de Suape foi discutido, ontem, entre empresas chinesas e os representantes portuários. A grande necessidade para se criar o projeto é, primeiro, a construção de uma ferrovia. Isso porque é preciso que os trilhos liguem o estado do Piauí a Suape para depois ser escoado a outros países.

A possibilidade de investir na ferrovia foi sinalizada por uma empresa chinesa. De acordo com o presidente do Porto de Suape, Carlos Vílar, a empresa CCCC anunciou o interesse. "Ela estudou o projeto da Transnordestina para entender a demanda do Estado. A importância da ferrovia é para que o minério de ferro sala do Piauí e chegue ao Porto de Suape para depois ser escoado”, comentou Vilar, ao acrescentar que a empresa se interessou em continuar a estudar o negócio para parcerias futuras. Essa conversa foi realizada ontem durante o Encontro de Negócio Brasil-China que aconteceu em Suape e reuniu empresários chineses e representantes do Governo de Pernambuco.

Cerca de 25 empresas da China participaram do evento, apresentando seus interesses. “Foram empresas de diversas áreas procurando negócios, a exemplo de empresários das áreas de bancos, portuária, energia, infraestrutura e dragagem”, disse Vilar.

De acordo com a cônsul-geral, Yan Yuqing, que realizou a abertura do evento, o Estado apresenta muitas oportunidades de negócios, sobretudo a partir do Porto de Suape. Ela se mostrou otimista quando o assunto foi a possibilidade de empresários chineses e pernambucanos fecharem parcerias. Entretanto, a cônsul não quis informar em quanto tempo essas parcerias ocorrerão. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Antonio Mario Pinto, o Estado está pronto para oferecer o apoio necessário para que novos investimentos aconteçam aqui a fim de gerar empregos e promover o desenvolvimento. “Temos muito o que aprender com a China, que em apenas quatro décadas se tornou dona da segunda maior economia mundial podendo, em breve, assumir a liderança”, destacou o secretário. Durante o evento, foram feitas apresentações sobre o potencial econômico e de infraestrutura de Suape e de Pernambuco para que os chineses conhecessem a realidade local e as vantagens de investir na região.
Fonte: A Tarde - BA
Data : 28/09/2018

AGEO LEVA TERMINAL EM SANTOS POR R$ 210 MI EM LEILÃO DE ÁREA DE PORTOS NA B3
Publicado em 09/28/2018 as 06:44 PM

Letícia Fucuchima

A Ageo venceu nesta sexta-feira, 28, a disputa pelo arrendamento de uma área no porto de Santos (SP) voltada à movimentação e armazenagem de granéis líquidos combustíveis. Em leilão na B3, em São Paulo, a empresa propôs uma outorga de R$ 210 milhões pela área, denominada "STS 13". O valor mínimo a ser oferecido era de R$ 1,00.

A disputa pela área foi para viva-voz, já que três empresas apresentaram lances pelo ativo na última quarta-feira, quando a B3 recebeu os envelopes.  

A Granel Química, que atualmente ocupa a área, havia oferecido R$ 142 milhões pela área e a outra proponente, a Cattalini Terminais Marítimos, ofertou R$ 20 milhões. No leilão viva-voz, a Granel subiu o lance para R$ 202 milhões, mas ainda ficou abaixo dos R$ 210 milhões ofertados pela Ageo.

A área leiloada está localizada na Ilha Barnabé, na margem esquerda do Porto de Santos. Conectado a rodovia e cais, o terminal serve como instalação de armazenagem de uso misto, com 99 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol e derivados de petróleo.

Com prazo de 25 anos (prorrogável por até 70 anos), o contrato alcança um valor global de R$ 1,3 bilhão. O futuro arrendatário deverá investir R$ 198,2 milhões na área.

Mais cedo, a comissão da B3 avisou que outro terminal que seria leiloado pela Agência Nacional de Transportes Aquáticos (Antaq) pela manhã não recebeu propostas. A área que não atraiu interessados fica no porto de Santana (AP) e é dedicada à movimentação e armazenagem de cavaco de madeira.

Ainda pela manhã, a Companhia Docas do Pará (CDP) ofereceu a cessão de uso onerosa de uma área dentro do Terminal Petroquímico de Miramar, no porto de Belém (PA), voltada à movimentação e armazenagem de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Levou a área, com uma outorga de R$ 1,01, a Nacional Gás Butano Distribuidora Ltda, que já explora o local atualmente e foi a única a oferecer proposta.
Fonte: A Tarde - BA
Data : 28/09/2018

ANTAQ LEILOA ÁREA NO PORTO DE SANTOS COM VALOR DE OUTORGA DE R$ 210 MILHÕES
Publicado em 09/28/2018 as 06:44 PM

O arrendatário deverá investir R$ 198,2 milhões em área destinada à movimentação e armazenagem de granéis líquidos


Cerimônia de batida do martelo: valor de outorga acima das expectativas

A ANTAQ realizou, nesta sexta-feira (28), na B3, em São Paulo, o leilão de arrendamento à iniciativa privada de área e infraestrutura públicas destinadas à movimentação e armazenagem de granéis líquidos, no Porto de Santos (SP). Trata-se da área denominada STS13. A Empresa Brasileira de Terminais e Armazéns Gerais Ltda. (EBT) foi a vencedora do certame licitatório. A empresa ofereceu um valor de outorga de R$ 210 milhões na fase de viva voz do leilão. O valor global do contrato será de R$ 1,3 bilhão. O arrendatário deverá investir R$ 198,2 milhões. O prazo do arrendamento será de 25 anos. A Granel Química Ltda. (com lance de R$ 202 milhões) e a Cattalini Terminais Marítimos S.A. (R$ 20 milhões) foram as outras empresas proponentes.

A área está localizada no Terminal da Ilha de Barnabé, na margem esquerda do Porto de Santos, sob jurisdição da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A Ilha de Barnabé possui seis terminais dedicados à movimentação de granéis líquidos (exceto sucos cítricos), realizadas por meio de três berços de atracação.

A área de arrendamento STS13 é caracterizada como uma instalação de armazenagem de uso misto, com 99 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol, derivados de petróleo e também de outras instalações complementares. Possui estruturas de armazenagem conectadas ao cais existente de dois berços, a uma distância de aproximadamente 700 metros, por meio de dois corredores de dutos, sendo que cada tanque de armazenagem tem dutos dedicados direcionados às plataformas de abastecimento de caminhões. A capacidade de armazenagem total desses tanques é estimada em 97.720m3. A área de superfície do arrendamento é de 54.221m2, possuindo conexões com a rodovia e o cais.

Para o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia, o valor de outorga vencedor foi acima da expectativa. “Isso só mostra que estamos no caminho certo. Comprova também a pujança do mercado e o sucesso que é nossa política de preços livres, de regulação consolidada. Nosso modelo de arrendamento portuário está sendo testado e aprovado pelo setor privado”, afirmou. Segundo o diretor da ANTAQ, Adalberto Tokarski, esse é um trabalho de Estado e não de governo. “Lançaremos mais dez editais até o final do ano, e os leilões acontecerão em outro governo. Novos investimentos geram mais renda, mais emprego.” Para Valter Casimiro, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, o leilão da área no Porto de Santos ratifica o sucesso da participação do setor privado para aumentar os investimentos na infraestrutura nacional.

Conforme o gerente de Portos Organizados da ANTAQ, Renato Borges, trata-se de área nobre no maior porto do Brasil, com expectativa de movimentação da ordem de um milhão de toneladas ao ano, que vinha sendo explorada de forma precária, com base em decisão judicial. “A realização do leilão, com a consequente celebração do novo contrato, será importante para a atualização dos parâmetros de desempenho e demais disposições contratuais, visando maior eficiência na prestação dos serviços, além de trazer maior segurança jurídica às partes, de modo a viabilizar a realização de novos investimentos na área, aprimorando a infraestrutura do porto.”
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 28/09/2018

TRANSMISSÃO: LEILÕES Nº 04/2018 E Nº 05/2018
Publicado em 09/28/2018 as 06:43 PM


Leilões nº 04/2018 e nº 05/2018 de áreas e infraestruturas públicas
Link da transmissão

Data e Horário: 28 de setembro, a partir das 10h

Local: B3 – São Paulo, em 28 de setembro, a partir das 10h.

A primeira área, denominada MCP01, localizada no Porto de Santana (AP), servirá para movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente cavaco de madeira. A segunda área (STS13), localizada no Porto de Santos (SP), será destinada à movimentação e à armazenagem de granéis líquidos.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 28/09/2018

MERCADO REGIONAL - MINIST. DOS TRANSPORTES - RODOANEL SUL
Publicado em 09/28/2018 as 06:43 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

A Justiça Federal tornou réus 33 envolvidos em supostas fraudes e prejuízos milionários durante a execução de obras do Rodoanel Sul e no sistema viário da capital paulista.

Todos foram alvo de uma denúncia da Força Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo por formação de cartel, ajuizada em agosto. Entre os acusados, estão o ex-secretário de Transportes e atual secretário da Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Dario Rais Lopes, e o ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza. O esquema baseou-se no conluio entre construtoras, relata a Procuradoria.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 28/09/2018

PORTO - #PORTOPROFISSOES
Publicado em 09/28/2018 as 06:42 PM

Às sextas-feiras, A Tribuna publica uma foto feita pelos participantes do projeto Porto Profissões e postada nas redes sociais com a hashtag #portoprofissoes. O programa é desenvolvido por A Tribuna e pelo Grupo Marim ex, um dos principais operadores logísticos do cais santista, para orientar estudantes da região sobre o mercado de trabalho no setor. A imagem de hoje, sobre a atividade desta semana no projeto, é da própria equipe do programa.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 28/09/2018

CLICK – PORTO - CONFERENTES.
Publicado em 09/28/2018 as 06:41 PM


A nova diretoria do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia do Porto de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e São Sebastião tomou posso ontem, em solenidade na sede da entidade, em Santos, reunindo associados e autoridades do setor. Wilk Aparecido de Santa Cruz (ao centro) ficará à frente do órgão no triênio 2018/2021. Eleito em chapa única, ele recebeu 283 votos no pleito realizado no mês passado.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 28/09/2018

ANTAQ - ANTAQ REALIZA LEILÃO DE TERMINAL DE LÍQUIDOS
Publicado em 09/28/2018 as 06:41 PM

A Antaq fará hoje, a partir das 10 horas, o leilão da área STS13, na Ilha Barnabe, no Porto de santos. A disputa ocorrerá na B3, na Capital. Três empresas participarão da concorrência.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 28/09/2018

ANTAQ - CADE INVESTIGARÁ COBRANÇA DE THC2 POR TERMINAL
Publicado em 09/28/2018 as 06:41 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Tarifa é paga para separação e entrega de cargas importadas

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vai investigar a Brasil Terminal Portuário (BTP), instalação do Poito de Santos, por suposta cobrança indevida da tarifa exigida para a separação e a entrega de cargas importadas após a descarga do navio, conhecida THC2 (sigla do inglês Terminal Handling Charge 2).

Um processo administrativo foi instaurado, na última semana, pela superintendência-geral do órgão federal para verificar supostas práticas anticompetitivas do operador.

A apuração do Cade começou em maio de 2017, quando a empresa de serviços de armazenagem Martmex entrou com representação, alegando que, desde agosto de 2013, a BTP estaria cobrando indevidamente, dos recintos alfandegados independentes, uma taxa adicional ã tarifa básica para a movimentação em solo de cargas vindas de importação. Em sua petição, a Marimex também acusou o operador de contatar diretamente os clientes da empresa para persuadi-los a desviar as demandas para ele.

De acordo com o parecer da superintendência-geral do conselho, “a cobrança de THC2 teria afetado a concorrência no mercado, aumentando de forma artificial a receita do BTP. Além disso, dificultaria a atividade dos recintos alfandegados independentes, tomando-os uma opção menos competitiva para os importadores", explica o Cade por posicionamento de sua assessoria de comunicação.

Com a abertura do processo administrativo, a BTP será notificada para apresentar defesa e, ao final da instrução processual, a superintendência-geral decidirá pela condenação da empresa ou pelo arquivamento do caso, encaminhando-o para julgamento pelo Tribunal do Cade, responsável pela decisão final.

Em agosto, a mesma corte condenou a Rodrimar, que também opera no complexo portuário santista, pela arrecadação da THC2, multando a empresa em R$ 972 mil e determinando que ela deixe de cobrar pela liberação de contêineres dos recintos alfandegados independentes, sob pena de multa diária no valor de RS 20 mil, em caso de continuidade da cobrança.

OUTRO LADO

A BTP, que ainda não foi notificada pelo Cade, afirma que cobra a tarifa, prevista em sua tabela pública disponível no site da empresa, pelo Serviço de Segregação e Entrega (SSE) de mercadoria. Ela reforça que a cobrança é aprovada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão regulador do setor, e que “seu entendimento é pacificado por mais de uma esfera judicial”.

Em nota, a empresa diz ainda adotar “princípios de transparência e ética nas relações comerciais, do rígido atendimento às leis vigentes e do alto nível de governança corporativa”,

THC2 NA MIRA DO TCU

Em julho, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a Antaq revisasse a cobrança da tarifa exigida para a separação e a entrega de cargas importadas após a descarga do navio. O acórdão exigia ainda que a Agência elaborasse e publicasse as composições de custo dos serviços prestados pelos terminais portuários para a THC2 e que apresentasse, num prazo de 30 dias, um plano de ação com cronograma das medidas que tomaria para atender as determinações do TCU. Apesar do acórdão publicado, a Antaq afirma que não se manisfestou ainda devido o TCU não ter protocolado a recomendação de revisar essa questão na Agência.

ENTENDA A TAXA

Na importação, o THC é a tarifa básica que o armador paga ao operador portuário para as despesas de movimentação de contêineres em terra, da saída do navio até a entrega no recinto alfandega-do contratado pelo importador. Alguns operadores portuários também prestam serviços de armazenagem e acabam cobrando uma tarifa adicional dos recintos alfandegários independentes, a título de segregação de contêineres.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 28/09/2018

PL PREVÊ CRIAÇÃO DE TAXA SOBRE NAVIOS FUNDEADOS NA BAÍA DE GUANABARA
Publicado em 09/27/2018 as 05:29 PM




A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) adiou, por falta de quórum, a votação do projeto de lei 2042/2016, que institui uma taxa de fiscalização da atividade de fundeio na Baía de Guanabara. A TFFBG, segundo o PL, será cobrada de cada embarcação que permanecer fundeada na baía, em uma proporção de 5% do valor cobrado pelo fundeio na tabela da companhia docas. O valor original era 50%, mas foi reduzido por meio de emendas. A arrecadação, diz a proposta, deverá ser feita pela Secretaria de Fazenda do estado e destinada exclusivamente ao fundo especial de controle ambiental (FECAM), para investimentos em programas de despoluição na Baía. O tema foi discutido na sessão plenária que ocorreu na tarde desta quinta-feira (27).

A Comissão Portos, que congrega entidades de segmentos que dependem das atividades portuárias, apresentou recentemente aos parlamentares uma nota técnica em que propõe o arquivamento urgente do PL a fim de evitar a fuga da atividade econômica na movimentação de cargas e nas atividades de apoio logístico às unidades de produção de petróleo e gás na zona econômica exclusiva, importantes fontes de geração emprego e de impostos para o estado.

O setor argumenta que essa taxa, teoricamente, serviria para fiscalização ambiental, mas que para tal já existe a autoridade marítima e convenções internacionais das quais o Brasil é signatário. As empresas consideram a criação dessa taxa ilegal e desalinhada com recentes investimentos públicos e privados em dragagem e para ampliação de terminais que aumentaram a atividade econômica.

O Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) alega que, não bastassem todos os custos que oneram o setor, uma nova taxa atingiria os segmentos de cabotagem, apoio e até longo curso. "Vai ser muito danoso e espantaria a carga e a atividade do Porto do Rio. É impactante para terminais, para navegação, para O&G (...) para todo mundo", comentou o vice-presidente do Syndarma, Luis Fernando Resano.

Ele acrescentou que não são as embarcações que utilizam a Baía de Guanabara que causam sua poluição. Resano alertou que a aprovação desse tributo pode abrir precedente em outros estados que queiram aumentar receitas "A finalidade dessa taxa é a despoluição da Baía de Guanabara, como se os navios fossem os grandes poluidores dela. Vai ser um ônus sem a garantia de que a baía será despoluída efetivamente", questionou.

O deputado estadual Flávio Serafini (PSOL), que apresentou o pedido de urgência para a apreciação de hoje, quer que esse projeto retorne e à votação ainda em 2018. Ele considera que tratar da despoluição e da destruição da biodiversidade requer uma aborgadem sobre aumentar o tratamento e a coleta de esgoto dos municípios no entorno da Baía e da fiscalização dos navios ali fundeados. Serafini acredita que as empresas de navegação não querem que haja fiscalização ambiental nessa atividade porque despejam resíduos e combustível na Baía de Guanabara.

O deputado Carlos Osório (PSDB), que é contra a criação do tributo nesse momento, defendeu que o tema seja avaliado na próxima legislatura. Ele considera que a taxa aumentaria a perda de competitividade do Rio de Janeiro frente a outros estados. "O Porto do Rio perde carga sistematicamente por falta de competitividade. Se essa taxa for aprovada, será a única no Brasil", analisou.
Por Danilo Oliveira
(Da Redação)
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 27/09/2018

APROVADA ATUALIZAÇÃO DO REGULAMENTO DE EXPLORAÇÃO PORTUÁRIA DO PORTO DO RIO GRANDE
Publicado em 09/27/2018 as 05:28 PM




A atualização do Regulamento de Exploração do Porto do Rio Grande, realizada em atendimento à Portaria 245/2013, antiga SEP/PR, atual Secretaria Nacional de Portos do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, foi aprovada e tornada pública nessa terça-feira (25), durante uma reunião de encerramento dos trabalhos entre a SUPRG e a empresa responsável pela execução do projeto. Durante o encontro, o superintendente do Porto do Rio Grande, Janir Branco, assinou a Ordem de Serviço que relata formalmente a aprovação do documento.

Por meio de uma licitação, a empresa Ernst & Young foi contratada para a elaboração do documento, tendo como tempo de desenvolvimento um período de cinco meses. O trabalho foi entregue em etapas quinzenais, em que cada ação contou com a participação e apoio da comunidade portuária e validado por corpo técnico especializado da SUPRG. “Uma preocupação que sempre esteve presente no projeto era que não nos limitássemos a criar um documento e sim construíssemos práticas de gestão portuária. Documento é o final, não o meio. O conhecimento, a prática atual, as boas práticas de mercado é o que a gente buscou retratar na elaboração deste documento”, relatou Luciano Hoeltz, gerente do projeto pela empresa Ernst & Young.

O trabalho será publicado no site do Porto do Rio Grande e no Diário Oficial da União, para que, qualquer pessoa tenha acesso ao material público. “Estamos muito satisfeitos com o trabalho realizado por uma das consultorias mais respeitadas do mundo. O novo REP auxiliará a ampliar as potencialidades do principal porto gaúcho, gerar competitividade e buscar novos projetos que irão gerar emprego e renda”, concluiu o superintendente Janir Branco.

O que é o REP?

O Regulamento de Exploração Portuária (REP) é um documento que estabelece diretrizes de utilização portuária, como por exemplo, a utilização das instalações portuárias de uso público, utilização de exploração comercial do porto, suas capacidades e formas de movimentação, entre outros.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 27/09/2018

OPERAÇÃO NO PORTO DE ITAGUAÍ TERMINA COM 60 TONELADAS DE MERCADORIAS APREENDIDAS
Publicado em 09/27/2018 as 05:28 PM

A ação reuniu agentes das Forças Armadas, da Marinha e da Polícia Federal durante dois dias
Por Agência Brasil

Rio - Terminou a operação que estava sendo realizada desde segunda no Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. A ação reuniu agentes do Exército, da Marinha e da Polícia Federal. Durante dois dias, foram apreendidas 60 toneladas de mercadorias importadas que entraram de forma irregular no país.

De acordo com o Comando Conjunto na Intervenção Federal na Segurança Pública do
rio, a Receita Federal auditou 4 mil contêineres; as tropas federais realizaram
406 revistas em pessoas e veículos na região do porto; e a Marinha revistou 181
embarcações e um navio mercante na Baía de Sepetiba. Dez destas embarcações
foram notificadas pela força naval.

Ao todo, participaram da ação 700 militares das Forças Armadas, 50 servidores da
Receita Federal e 12 policiais federais
Fonte: O Dia - RJ
Data : 27/09/2018

ANTAQ - ENTIDADES PROPÕEM MELHOR USO DE PORTOS
Publicado em 09/27/2018 as 05:27 PM

Mesmo os gaúchos tendo disponíveis importantes recursos naturais como rios e a Lagoa dos Patos, a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) e a Associação Hidrovias do Rio Grande do Sul (Hidrovias-RS) defendem que é preciso aproveitar melhor as oportunidades logísticas existentes no Estado.

As entidades apresentarão aos candidatos ao Palácio Piratini propostas para que esse modal seja mais desenvolvido, assim como os portos, em particular o do Rio Grande.

O coordenador da ABTP e presidente da Hidrovias RS (grupo criado por meio da parceria entre Famurs, Farsul, Fecomércio, Fiergs e empresas que utilizam o transporte aquaviário interior), Wilen Manteli, critica as gestões passadas em relação a portos e hidrovias, estaduais e federais, que não foram eficientes como deveriam. Entre os problemas constatados, o dirigente cita a demora de obras essenciais como, por exemplo, as dragagens de manutenção de calados. A falta de ações como essa atrapalham iniciativas como o escoamento das cargas agrícolas.

Uma ideia sustentada pelo dirigente é das dragagens de portos e hidrovias serem licitadas em um sistema semelhante ao que é feito com as rodovias. Ou seja, quem ganha a concorrência poderá cobrar dos navios que entrarem no porto um "pedágio" e parte dos recursos obtidos seria reinvestida em melhorias.

Nas dragagens das hidrovias, os terminais passariam também a pagar uma taxa de acordo com a tonelagem movimentada e o tamanho do navio operado, de uma maneira proporcional.

Um dos erros cometidos pelas últimas administrações do Rio Grande do Sul, segundo Manteli, é o fato de a receita decorrente das tarifas pagas pelos armadores pelo acesso ao porto do Rio Grande, na ordem de R$ 70 milhões ao ano, que deveria ser destinada à manutenção dos calados, é desviada para o caixa único do Estado.

O coordenador da ABTP chama a atenção também para o vencimento da outorga federal dos portos gaúchos que acontecerá em 2022.

O dirigente manifesta preocupação quanto à questão, em particular no que diz respeito ao porto do Rio Grande, principal porta de entrada e saída de mercadorias do Estado. "Já deveriam ter sido adotadas providências para discutir com a sociedade gaúcha um modelo para a administração do porto do Rio Grande", frisa.

De acordo com sua assessoria de imprensa, a Superintendência do Porto do Rio Grande afirma que há mais de dois anos possui um grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria dos Transportes, que está debatendo e avaliando a renovação do convênio de delegação do complexo.

Transporte hidroviário deve crescer pelo terceiro ano consecutivo, aponta previsão da Antaq

Apesar da ABTP e da Hidrovias RS verem possibilidades de um salto em desempenho, as hidrovias interiores do Rio Grande do Sul já têm apresentado uma crescente movimentação de cargas nos últimos três anos. Conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o volume total de mercadorias que, em 2018, circularão pela Lagoa dos Patos, Delta do Jacuí e Guaíba deve chegar a 10 milhões de toneladas até o fim de dezembro.

Os seis primeiros meses deste ano já somam 5,1 milhões de toneladas em circulação nas hidrovias gaúchas. O volume iguala a média de 2015. Aproximadamente 85% de toda a carga transportada têm como origem ou destino o porto do Rio Grande. A parceria entre o poder público e a iniciativa privada estão entre os fatores que mais impulsionaram a movimentação de cargas por hidrovias.

O setor de celulose foi um dos beneficiados, a partir do contrato assinado entre o governo do Estado e a CMPC Celulose Riograndense. O recém-reativado porto de Pelotas passou a contar com um terminal especializado no carregamento de toras de madeira até a fábrica às margens do Guaíba. Após o processamento, a celulose é levada - também via navegação - até o porto do Rio Grande, para ser exportada. Só no primeiro semestre deste ano, o empreendimento já resultou no transporte de 333 mil toneladas de madeira e 823 mil de celulose.

Também em 2018, a reativação do terminal de contêineres Santa Clara, em Triunfo, acrescentou mais 1,6 milhão de toneladas em circulação pelas hidrovias interiores gaúchas. Entre as principais mercadorias transportadas até o Terminal de Contêineres (Tecon) Rio Grande estão as carnes congeladas, resinas, móveis e utensílios domésticos - oriundos de indústrias da Serra, Vale do Taquari e Região Metropolitana.

Nos embarques que partem de Rio Grande com destino a Santa Clara, o álcool metílico é um dos destaques. De janeiro a agosto deste ano, a movimentação desse produto chegou a 36,1 mil toneladas - o que corresponde a um crescimento de 1,5% em comparação ao mesmo período de 2017.

O farelo de soja é outra mercadoria que apresentou aumento de circulação no transporte hidroviário entre a Região Metropolitana e o porto do Rio Grande. Entre janeiro e agosto de 2018, foram movimentadas 449,6 mil toneladas do produto - um crescimento de 26,6% sobre os oito primeiros meses de 2017. O grão, por sua vez, alcançou 452,4 mil toneladas, registrando 1% de acréscimo nas operações no período.

No ano passado, a navegação interior representou 12% da movimentação total do complexo portuário de Rio Grande. De acordo com o secretário dos Transportes, Humberto Canuso, o número torna-se expressivo, pois a utilização da hidrovia significa redução do custo do frete, maior competitividade para o Estado e menor impacto ambiental. "Ao alcançarmos 10 milhões de toneladas movimentadas por hidrovias, reduziremos em 300 mil o número de caminhões nas estradas, o que diminui os gastos operacionais e aumenta a durabilidade do pavimento de nossas principais vias de exportação", conclui o secretário de Transportes.
Fonte: Jornal do Comércio - RS
Data : 27/09/2018

ANTT ABRE BRECHA PARA QUE FRETE DE RETORNO NÃO PRECISE SER PAGO
Publicado em 09/27/2018 as 05:27 PM

Por Bettina Barros | De São Paulo

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) enviou na noite de terça-feira à Abiove, associação que representa indústrias de óleos vegetais que atuam país, um ofício que abre brecha para o não pagamento do frete de retorno aos caminhoneiros que voltarem à sua origem sem carga depois de feita uma entrega. Pagar pela volta do caminhão vazio pode mais que dobrar os custos de transporte rodoviário de grãos e, segundo representantes do setor, jogaria por terra a vantagem competitiva de fluxos logísticos mais recentes, como os do chamado "Arco Norte".

O documento da ANTT, antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, afirma em seu último parágrafo: "Se ajustadas entre as partes, contratante e contratado, condições de contratação sobre o eixo vazio, obrigatoriamente, a avença deverá constar expressamente em documento fiscal".



Assinado pela superintendente Rosimeire Lima de Freitas, a carta é uma resposta a questionamentos feitos pela Abiove, mas ainda não é um posicionamento oficial. A expectativa do setor agrícola era que a agência reguladora fizesse os devidos esclarecimentos em seu site. Procurada, a ANTT informou que o ofício é apenas de um esclarecimento à entidade e que não há qualquer decisão em relação ao tema.

Apesar de não ser uma palavra final, o ofício foi celebrado - com cautela - pelas tradings. Dentre todas as consequências do tabelamento que garante um preço mínimo de transporte ao caminhoneiro, o frete de retorno vazio - e, portanto, não contratado - está entre as que mais provocaram críticas. Para o setor, é uma medida "ilegal", que fere o princípio da economia de mercado. Na ponta do lápis, a referida "ilegalidade" se traduz em custos extras de R$ 25 bilhões ao ano, de acordo com cálculos da Esalq-Log realizados em agosto passado a pedido Valor.

Segundo uma fonte, a ANTT ponderou que o frete-retorno deveria seguir a nova regra caso fosse objeto do contrato. "Se a trading contratar só o trecho de ida, a volta, seja com ou sem carga, é responsabilidade do transportador", disse. Portanto, a tabela se aplicaria ao frete carregado contratado.

A metodologia de cálculo do frete está inserida no Anexo I da resolução da ANTT, em linha com a lei nº 13.703, que oficializou o preço mínimo para o transporte rodoviário após a paralisação de caminhoneiros que travou o Brasil. É nesse anexo que se formou a confusão atual envolvendo os pagamentos por retornos não desejados. Uma nova versão do anexo está prevista para janeiro de 2019.

Apesar da pressão do agronegócio sobre a ANTT e das conversas intensificadas na Casa Civil para reverter a medida - nas palavras de outra fonte, o setor passou a operar no "modo esperneante" em Brasília -, o que já se verifica, na prática, são arranjos comerciais entre empresas de transporte e tradings para um acordo considerado viável por ambas as partes. Nesse contexto, em vez de pagar o preço cheio estipulado para o retorno do caminhão vazio, tradings estariam pagando valores acima da tabela, mas longe das cifras duplicadas previstas pelo governo.

O não seguimento da tabela implicaria multa às empresas. Segundo o Valor apurou, ninguém foi multado até o momento. O questionamento de esclarecimento à ANTT pela Abiove, no entanto, seria uma tentativa de proteção para evitar multas futuras e ajudar também na precificação da soja.

Fosse aplicado à risca, o frete-retorno seria especialmente danoso a algumas rotas logísticas. No eixo entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), por exemplo, toda a vantagem competitiva de rodar menos e de estar mais perto de destinos como a Europa "iria para o ralo", disse um trader. É um revés para empresas como Cargill, Bunge, ADM, Louis Dreyfus, Amaggi e Hidrovias do Brasil, que fizeram investimentos milionários em infraestrutura portuária no rio Tapajós.

"Mas o paralelo de Lucas do Rio Verde (MT) também poderia ser facilmente redefinido", disse o trader. Essa linha imaginária determina que, do ponto de vista logístico, tudo o que estiver abaixo do município matogrossense no mapa faria mais sentido seguir para Santos (SP; o que está acima, para os portos do Norte. "Se for mais barato sair pelo Sul, traremos mais soja de Sinop e Sorriso até Santos", afirma um executivo de uma trading.

Cálculos realizados pela Abiove, a pedido do Valor mostram que a imposição de uma tarifa dupla para o freteretorno teria impactos significativos em todas as rotas. O trecho Sinop-Miritituba pularia de R$ 215 para R$ 338 por tonelada movimentada. Entre Sapezal (MT) e Porto Velho (RO), passaria de R$ 148 para R$ 338 por tonelada. E entre Sinop e Santos, considerando o escoamento integral por estradas, subiria de R$ 300 para R$ 721,80. Apenas uma parte pequena do volume que chega a Santos pagaria esses valores - 70% dos grãos são antes transbordados para a ferrovia em Rondonópolis. (Colaboraram Cristiano Zaia e Rafael Bitencourt, de Brasília)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 27/09/2018

PRODUTOR DO CENTRO-OESTE TEME PREJUÍZOS
Publicado em 09/27/2018 as 05:26 PM

Por Guilherme Meirelles | De São Paulo

A tabela de fretes fixada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), vigente após a greve dos caminhoneiros, causa apreensão entre os produtores de soja da região Centro-Oeste. Com 4,7 mil hectares de soja e dois mil hectares de milho distribuídos em três fazendas no município de Nova Xavantina, no leste de Mato Grosso, o engenheiro agrônomo Endrigo Dalcin, presidente da Dalcin Serviços Agropecuários, está pessimista em razão dos altos custos da safra a ser colhida em fevereiro e março do próximo ano. "Deve ser a safra mais cara da história. Normalmente, fixamos com as tradings o preço de venda em meados do ano, mas devido à greve dos transportadores, as companhias estão evitando fechar negócios", afirma o engenheiro, que chegou ao Mato Grosso, aos 11 anos, em 1985, acompanhado de sua família, dona de lavoura no Rio Grande do Sul. "Somos pioneiros em Nova Xavantina", afirma.

Além de produtor de soja e milho, Dalcin controla uma estrutura que conta com um armazém geral, 15 caminhões próprios e uma equipe de agrônomos, que prestam consultoria a terceiros. Os caminhões atendem tanto às necessidades da empresa - transporte de grãos aos armazéns e de insumos para o campo - como os produtores de menor porte. O principal gargalo é a logística. "As tradings sugeriram que eu utilizasse minha frota até o terminal ferroviário de Uberaba (MG), a 900 km de distância, mas na época da colheita, meus caminhões devem estar ocupados. Se contratar caminhões de terceiros para entrega, terei de pagar a tabela da ANTT", diz.

Até a eclosão da greve dos caminhoneiros, Dalcin estava otimista. "Em abril, a saca de 60 kg estava cotada a R$ 71 e o câmbio em R$ 3,60 devido às expectativas da safra nos EUA". Com o movimento grevista, houve a perda do final de estoque nos armazéns e atrasos no transporte de insumos. Nem mesmo a alta do dólar compensou os prejuízos. "Sem explicações, o preço do adubo subiu entre 20% e 30%, em dólar" lamenta.

Apesar dos obstáculos, Dalcin conseguiu fechar o preço da saca da soja convencional (sem modificação genética) a R$ 80, o que precificaria a saca da soja transgênica em torno de R$ 72, o que vem sendo postergado pelas tradings, normalmente responsáveis pelo transporte até os portos.

A soja convencional é tradicionalmente mais cara pelos riscos no plantio.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 27/09/2018

PARANAPANEMA MIRA EXTERIOR PARA ELEVAR OCUPAÇÃO DE FÁBRICAS
Publicado em 09/27/2018 as 05:26 PM

Por Renato Rostás | De São Paulo


Camara, presidente: "Se no Brasil não estamos conseguindo expandir, fica mais fácil buscar novos mercados lá fora"

A fabricante de cobre e seus produtos Paranapanema, depois de reestruturar sua dívida e iniciar uma manutenção de maquinário na unidade de Dias d'Ávila (BA) - que custou R$ 176 milhões -, quer expandir suas relações comerciais para exportar mais e entrar na terceira fase da recuperação, a operacional.

O presidente da companhia, Marcos Camara, disse ao Valor que todos os esforços de investimento e capital de giro para essa nova frente de vendas serão realizados sem tomar nova dívida relevante. Isso é essencial para a empresa continuar equilibrando as finanças e alcançar a redução de alavancagem que pretende.

Segundo o executivo, o objetivo é seguir com capacidade de reduzir a alavancagem financeira medida pelo índice que relaciona dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) para se aproveitar da chance de elevar a alavancagem operacional, diluindo os custos fixos. Por ora, o índice não é calculado porque a empresa teve Ebitda negativo de R$ 134,5 milhões no primeiro semestre, causado em grande parte por despesas com ociosidade.

A Paranapanema precisa elevar o uso de capacidade e melhorar os resultados. Por isso, a desalavancagem deve vir por meio de aumento no Ebitda. Formalmente, a empresa tem de atingir o nível de 3,9 vezes ou menos até dezembro de 2024. Esse foi o compromisso assumido com os credores há um ano, na mudança do perfil da dívida.

A utilização de capacidade instalada em suas três unidades, a de Dias d'Ávila, de Serra (ES) e de Santo André (SP), já melhorou. Hoje em dia, se aproxima de 80%, o que já deve diminuir as despesas não recorrentes do balanço.

É possível que já no mês que vem a empresa consiga fechar um grande contrato de fornecimento para um cliente na América Latina, cujo nome não quis revelar. Mas o material seria vendido para Argentina, Costa Rica e Colômbia, por exemplo, até 2020. E ao contrário do que fez nos últimos anos, a ideia não é vender o catodo, ou seja, a matéria-prima para fabricação de semielaborados e produtos mais complexos. O plano é exportar valor agregado.
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Brasil tem capacidade de
produzir 800 mil toneladas de
vergalhões e fios de cobre,
mas sua demanda é de um
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"O Brasil tem uma capacidade instalada para produzir cerca de 800 mil toneladas de fios e vergalhões de cobre por ano. Desses, aproximadamente 220 mil toneladas são fabricadas pela própria Paranapanema. Mas o mercado tem consumido apenas 270 mil toneladas", conta Camara. "Então se no Brasil não estamos conseguindo expandir, fica mais fácil buscar novos mercados lá fora. E nosso produto tem escoamento fácil, por meio de um porto privado em Salvador."

Atualmente, de 50% a 55% da receita líquida da metalúrgica vem do exterior e a ideia é que em algum tempo essa proporção fique em algo acima de 65%. O executivo conta que países vizinhos, do Mercosul, e alguns do Oriente Médio e da Ásia, já receberam produtos da companhia para testes e certificações. Há uma boa chance, afirma, de que pedidos firmes cheguem em breve.

Toda essa preparação para enviar mais cobre ao exterior vai demandar capital de giro. Como está livre de pagar a maior parte do serviço da dívida até o segundo trimestre de 2020 pelo acordo com credores, há espaço para financiar o movimento. Mas, ao mesmo tempo, a Paranapanema precisará de dinheiro novo - que levantará sem se endividar.

Entre as alternativas para buscar recursos está o alfandegamento realizado no porto de Aratu, em Candeias (BA), que permitirá à empresa contabilizar a compra apenas quando o produto entra em estoque, liberando capital de giro. Além disso, é possível que a empresa venda recebíveis de fios e vergalhões que está exportando atualmente. Outra opção, acrescenta Camara, seria securitizar seus contratos de venda de lama anódica, um coproduto preparado a partir do rejeito da produção de cobre.

"Nós vamos primeiro amortizar a dívida que já está reestruturada antes de voltarmos ao banco para tomar novo endividamento", garante Camara.

No mercado interno, os mercados que já começaram a reagir foram o de transportes e o de eletrodomésticos. O de construção também trouxe reformas e alguns lançamentos, mas o segmento de infraestrutura está parado, comenta o executivo.

Sobre o cenário eleitoral turbulento, Camara revela certo ceticismo. "Não esperamos que haja uma correção de vícios históricos do Brasil rapidamente. É uma mudança até de cultura que é necessária", afirma. "Não adianta apenas mudar o presidente. É perceber que não haverá distribuição de renda se não houver mais geração de renda."
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 27/09/2018

PASSAREDO E MAP ENTRAM NA ABEAR DE OLHO NA DEFESA DA AVIAÇÃO REGIONAL
Publicado em 09/27/2018 as 05:26 PM

Por João José Oliveira | Valor

SÃO PAULO - A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) anunciou nesta quinta-feira mais duas associadas, a Passaredo Linhas Aéreas, de Ribeirão Preto (SP), e a MAP Linhas Aéreas, de Manaus. As duas companhias se juntam às transportadoras Gol, Latam, Azul e Avianca, além de TAP e Boeing que também integram a entidade.



A adesão de Passaredo e MAP à Abear ocorre no momento em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) analisa as propostas apresentadas em uma audiência pública voltada para alterar o marco regulatório da aviação civil no Brasil.

Passaredo (imagem) e MAP adere à Abear, entidade que já representa Gol, Latam, Azul e Avianca

“Precisamos trabalhar junto para defender a aviação regional. Por isso, o momento é oportuno, porque precisamos ter uma posição de setor", disse em entrevista a jornalistas em encontro na sede da Abear o presidente da Passaredo, José Luiz Felício Filho. “Ainda não existe de fato um conceito de aviação regional no país. Nós atuamos em uma regulação voltada para as grandes companhias nacionais. Precisamos ter regras que estimulem a aviação regional”, afirmou o superintendente da MAP, Héctor Hamada, também no mesmo encontro.

Hoje, a Anac divide o transporte aéreo no país em cinco modalidades. Nas classificações doméstica e de bandeira estão os voos regulares operados por grandes companhias, que usam aviões grandes, com mais de 30 assentos. As outras três modalidades são: por demanda (o táxi aéreo), suplementar (caso de fretamentos de turismo, por exemplo) e complementar (voos regionais feitos com pequenas aviões, para até 9 passageiros).

O texto que a Anac colocou em audiência pública propõe uma nova classificação por voos, havendo apenas duas modalidades: a regular (ou agendada) na qual a companhia aérea determina local e horário de partida e destino do voo; e a não-regular (não agendada), que serve para qualquer voo que não seja regular.

A intenção da Anac é flexibilizar as regras e permitir que companhias aéreas menores possam atuar atendendo cidades secundárias e terciárias, em aeroportos menores.

“O potencial da aviação regional é ser pelo menos o dobro do tamanho atual”, disse o presidente da MAP.

A MAP Linhas Aéreas mantém voos regulares para 14 municípios dos estados do Amazonas e do Pará.

No Amazonas, a MAP atende a capital, Manaus, além de Parintins, Lábrea, Carauari, São Gabriel da Cachoeira, Barcelos, Tefé, Eirunepé e Coari. No Pará, tem voos regulares para Belém, Porto Trombetas, Santarém, Itaituba e Altamira. Com quase 300 funcionários diretos, transporta por ano mais de 140 mil passageiros.

A companhia possui uma frota de três aeronaves modelo ATR 42, com capacidade para transportar 40 passageiros, e dois aviões ATR 72, para até 66 pessoas.

“Somos uma empresa nova, com cinco anos. Estávamos nos reestruturando. Por isso também esse é o momento para entrarmos na Abear”, disse o executivo da MAP, Hamada.

A Passaredo também passou por uma reestruturação, depois de ficar em recuperação judicial entre 2012 e 2017. “Esse processo foi concluído e estamos prontos para voltar a crescer”, disse o presidente da Passaredo, Felício Filho. Segundo ele, um novo marco regulatório pode estimular a aviação regional e alavancar a expansão da Passaredo.

A Passaredo Linhas Aéreas voa atualmente com uma frota composta por oito aeronaves de modelo ATR 72-500, que atendem neste momento 13 destinos: Araguaína, Barreiras, Brasília, Goiânia, Palmas, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Rondonópolis, Salvador, São José do Rio Preto, São Paulo, Uberlândia, e Vitória da Conquista.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 27/09/2018

COM MEDO DE ELEIÇÃO, EMPRESAS QUEREM LEILÃO DE AEROPORTOS NESTE ANO
Publicado em 09/27/2018 as 05:26 PM

Autor:        Lu Aiko Otta / BRASÍLIA

Infraestrutura. Grupos interessados em 12 terminais temem que próximo presidente não dê continuidade a programa de concessões e pressionam por disputa até dezembro; assunto é motivo de divergência entre Ministério dos Transportes e PPI

Empresas interessadas na concessão de 12 aeroportos estão pressionando o governo para que o leilão desses terminais seja realizado ainda neste ano, com receio de que o próximo presidente não dê continuidade ao processo. Isso tem gerado uma divergência entre o Ministério dos Transportes e o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), responsável por tocar leilões e privatizações no governo Temer.

O martelo vai ser batido na semana que vem, na reunião do conselho do PPI, onde têm assento o presidente Michel Temer e sete ministros. “Será na segunda quinzena de dezembro, por volta do dia 20”, diz o secretário de Coordenação de Projetos do PPI, Tarcísio Freitas. Já o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, prefere deixar para 2019.

O ponto que divide os dois órgãos de governo é o prazo a ser dado entre a publicação do edital e a realização do leilão. Casimiro quer manter os 100 dias de praxe e é contra atropelar o rito. Já o PPI avalia que o prazo pode ser menor porque os grupos interessados já analisaram bem a concessão. “Tem grupos pedindo para antecipar”, diz Freitas.

Nos últimos meses, o PPI dialogou individualmente com 11 grupos interessados em participar do leilão e espera uma participação recorde no leilão. Na lista de potenciais interessados estão grupos estrangeiros e nacionais: Vinci, ADP, Fraport, Zurich, Aena, Egis, CCR, Changi, Socicam, Corporacion America e Pátria.

Se a decisão for mesmo a de cortar o prazo de 100 dias, Casimiro não deve criar caso, dizem interlocutores do ministro. O problema, alertam, é que assim como há grupos interessados pedindo para acelerar, outros pedem mais tempo para estruturar suas propostas.

O leilão, no entanto, só se concretiza com a assinatura do contrato, que inevitavelmente ficará para 2019. Se o novo presidente não concordar, ele simplesmente não assina.

Nesta rodada, pela primeira vez, os aeroportos foram organizados em três blocos, que juntam terminais rentáveis e outros que dão prejuízo: o do Nordeste (Recife, Maceió, Aracaju, João Pessoa, Juazeiro do Norte e Campina Grande), do Centro-oeste (Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta) e do Sudeste (Vitória e Macaé).

As chances de o leilão acontecer em dezembro aumentaram na semana passada, quando a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu seu relatório sobre o processo, fazendo ressalvas que o governo considera fáceis de atender.

As resistências ao leilão vêm de Pernambuco, Espírito Santo e Alagoas. O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PE) entrou com ação na Justiça questionando a forma como o leilão foi organizado. Ele teme que, leiloado num bloco junto com outros aeroportos deficitários, o de Recife tenha seus investimentos desviados para os outros terminais. A mesma crítica tem sido feita pelo deputado Marx Beltrão (PSD-AL). Na mesma linha, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, questiona o leilão do aeroporto de Vitória no mesmo pacote com o de Macaé (RJ).

Freitas admite que há questionamentos, mas diz que as concessões estão muito bem embasadas por estudos técnicos.

Amanhã, o governo realiza o leilão de dois portos e a quinta rodada de concessão de áreas do pré-sal, que pode render R$ 6,8 bilhões em bônus de assinatura para a União. O leilão de pré-sal atraiu o interesse de 12 grupos, que também temem mudanças no programa de concessões pelo próximo presidente.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 27/09/2018

JUÍZA TORNA RÉUS 33 POR CARTEL NO RODOANEL
Publicado em 09/27/2018 as 05:25 PM

Autor:        Luiz Vassallo, Fausto Macedo e Julia Affonso

O ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza está entre os acusados de ajustes de preços nas obras de anel viário e de sete outras vias

A Justiça Federal tornou réus 33 envolvidos em supostas fraudes e prejuízos milionários durante a execução de obras do Rodoanel Sul e no sistema viário da capital paulista. Todos foram alvo de denúncia da força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo por formação de cartel, ajuizada em agosto. Entre os acusados, estão o ex-secretário de Transportes e atual secretário da Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Dario Rais Lopes, e o ex-diretor de Engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza.

“O esquema baseou-se no conluio entre construtoras que, a partir de 2004, atuaram para eliminar a concorrência e coordenar a definição dos preços de execução dos serviços. Elas tiveram o auxílio de agentes vinculados às empresas Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) e Emurb (Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo), companhias públicas responsáveis pelas licitações”, afirmou a Procuradoria.

Segundo o Ministério Público Federal, “com o intuito de garantir maior celeridade à tramitação, a 5.ª Vara Federal Criminal de São Paulo acolheu também o pedido do MPF para que o processo fosse desmembrado em sete ações penais”. “Duas delas se referem exclusivamente à participação dos agentes públicos.” Se empresas “não tivessem boa vontade”, Paulo Vieira “não teria boa vontade”, diz a força-tarefa da Lava Jato.

Na primeira ação, responderão pelas supostas irregularidades o ex-presidente da Dersa e ex-secretário estadual de Transportes Dario Rais Lopes e o ex-diretor de Engenharia da empresa paulista Mario Rodrigues Junior.

Na outra, são réus o ex-presidente da Emurb e ex-secretário municipal de Infraestrutura e Obras Marcelo Cardinale Branco e o também ex-diretor de engenharia da Dersa Paulo Vieira de Souza. Segundo o Ministério Público Federal, Souza “teve atuação destacada na divisão das obras entre as empreiteiras, sobretudo a partir de 2007”.

As cinco ações restantes são relativas à atuação de integrantes das construtoras que participaram do esquema.

Núcleo. A Procuradoria afirma que o núcleo do cartel era formado por cinco empreiteiras: Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa, OAS, Odebrecht e Queiroz Galvão. “As demais empresas foram cooptadas ou se associaram ao grupo ao longo do tempo em que o conchavo se manteve. Além de formação de cartel, parte dos réus responderá por fraude à licitação, crime identificado não só nas obras do Rodoanel, mas também nas concorrências para intervenções em sete vias da capital (as Avenidas Roberto Marinho, Chucri Zaidan, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Marginal do Tietê e Jacu-Pêssego e no córrego Ponte Baixa)”, acusou o Ministério Público.

“A acusação está baseada em provas de fatos ocorridos entre 2004 e 2015 que, em tese, caracterizam infrações penais, conforme termos de acordo de leniência, depoimentos dos colaboradores e documentos apresentados a fim de corroborar todas as alegações, bem como em indícios suficientes de autoria delitiva”, escreveu a juíza federal Maria Isabel do Prado ao receber a denúncia do MPF e instaurar as ações penais.

Defesas. A Dersa informou que, junto com o governo do Estado, é a grande interessada acerca do andamento das investigações. “Todas as obras realizadas pela companhia foram licitadas obedecendo-se à legislação em vigor. Se houve conduta ilícita com prejuízo aos cofres públicos, o Estado cobrará as devidas responsabilidades, como já agiu em outras ocasiões.”

A empresa disse ainda que “reforça seu compromisso com a transparência e se mantém, como sempre o faz, à disposição dos órgãos de controle para colaborar com o avanço das investigações”.

A defesa de Paulo Vieira de Souza informou que não vai se manifestar sobre o caso. A defesa de Dario Rais também afirmou que não comentaria “assuntos que ainda serão submetidos ao exame do Poder Judiciário”.

A Odebrecht afirmou que “continua colaborando com a Justiça e reafirma o seu compromisso de atuar com ética, integridade e transparência”.

A Andrade Gutierrez disse que apoia toda iniciativa de combate à corrupção, e que visa a esclarecer fatos ocorridos no passado. “A companhia assumiu esse compromisso público ao pedir desculpas em um manifesto veiculado nos principais jornais do País e segue colaborando com as investigações em curso dentro do acordo de leniência firmado com o Ministério Público Federal.”

Procuradas pela reportagem, a Camargo Corrêa informa que está colaborando com as autoridades. Queiroz Galvão e OAS não se manifestaram ontem.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 27/09/2018

CONCESSIONÁRIA DO RIO MADEIRA RECORRE PARA NÃO PAGAR TAXA
Publicado em 09/27/2018 as 05:25 PM

Empresa deve R$ 170 milhões em transmissão de energia. Para setor, precedente é ‘perigoso’
O Globo27 Sep 2018GERALDA DOCA geralda@bsb.oglobo.com.br BRASÍLIA

Aconcessionária Santo Antônio Energia, responsável pela hidrelétrica no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), entrou na Justiça para não pagar taxa de transmissão de energia, causando temor no setor e no governo. Após perder recurso na primeira instância no Distrito Federal, a empresa recorreu ao Tribunal Regional da 1 ª Região. Este mês, os pagamentos somavam quase R$ 170 milhões.

As empresas de transmissão ficaram apreensivas diante do ineditismo desse tipo de ação e, principalmente, do porte da geradora — a quinta maior do Brasil equeus a com intensidade as linhas de transmissão para levara o Sudeste a energia gerada em Porto Velho. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Mário Miranda, o desfecho do processo pode criar um precedente perigoso, com aumento da judicialização por parte de outras empresas e risco sistêmico para o setor. Ele explicou que, se um não paga, a conta é rachada com outras empresas que usam as linhas, sendo metade geradoras e metade distribuidoras. Esses custos compõem a conta de luz do consumidor.

—Até agora eram casos isolados de empresas que recorriam à Justiça para não pagar taxa de transmissão, como as da Eletrobras. Mas isso já está se regularizando. No caso de uma grande geradora, como a Santo Antônio, é a primeira vez —destacou Miranda.

Ele disse que as empresas de transmissão têm uma receita mensal total de R$ 2 bilhões. Segundo Miranda, o que está acontecendo pode afugentar investidores dos leilões de linhas de transmissão realizados pelo governo.

FRAGILIDADES DO SISTEMA

Segundo fontes do Ministério de Minas e Energia, a iniciativa da concessionária tem potencial para elevara judicial iz açã onos etor,oqueé muito preocupante. Porém, no momento, não há muito o quefazer, anão ser aguardara decisãojudicial. Já a médio prazo, o entendimento é que o governo e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terão de fazer mudanças estruturais para enfrentar as fragilidades do sistema. Umexemploéo risco hidrológico — falta de chu vasque prejudica reservatórios e obriga a comprar energia apreços mais altos.

Santo Antônio tem dificuldades desde 2012, quando começou a vender energia. A usina foi construída no modelo de project finance, em que o resultado dos primeiros anos é impactado pelas despesas financeiras, que caem ao longo do tempo. O consórcio investiu R$ 20 bilhões na usina e tem uma dívida de R $14,9 bilhões. Houve ainda problemas com alguns sócios, empreiteiras citadas na Lava-Jato.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 27/09/2018

PORTUÁRIO - OPERAÇÃO TEM 60 TONELADAS DE PRODUTOS APREENDIDOS
Publicado em 09/27/2018 as 05:25 PM

Iniciada na segunda-feira, uma operação das Forças Armadas, da Receita Federal e da Polícia Federal no complexo portuário de Itaguaí terminou ontem com 60 toneladas de mercadorias apreendidas, por terem sido importadas de forma irregular.

Além do material recolhido, o balanço final teve 4 mil contêineres fiscalizados e dez embarcações notificadas pela Marinha do Brasil.

Ao todo, 406 pessoas, carros e caminhões foram revistados, além de 181 embarcações, incluindo um navio mercante. A operação teve como objetivos reprimir a pirataria e combater o tráfico de drogas e armas
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 27/09/2018

ESTALEIRO - A PETROBRAS E A BAHIA
Publicado em 09/27/2018 as 05:24 PM

Uma das empresas de maior importância para a economia brasileira e baiana, a Petrobras passa por um processo de reestruturação de sua atuação. A estatal tem divulgado em seus planos estratégicos, vendas de ativos e uma política de ‘desinvestimentos’.

Para Ivo Saraiva, petroleiro e diretor de imprensa do Sindipetro Bahia, a Petrobras vem sendo privatizada aceleradamente. “Sem dúvida, resultado de interesses geopolíticos na mais importante, potencialmente falando, empresa de petróleo do mundo. A sociedade, ainda anestesiada pela ‘novelização’ da política, assiste à entrega do patrimônio nacional aos estrangeiros”, ressaltou.

O cenário de privatização, instalado fortemente desde o ano de 2016, têm gerado influências diretas em todas as áreas onde a estatal atua, principalmente naquelas consideradas estratégicas, como é o caso das atividades na Bahia.

Desenvolvimento local

Nascida na Bahia, onde foi descoberto o primeiro campo de petróleo do Brasil, a empresa se desenvolveu e, por meio de investimentos estatais, ergueu toda a cadeia produtiva do setor petróleo. Atualmente, opera em todas as áreas de negócio no estado, tendo como operações a exploração e produção, o refino, o transporte, a distribuição, as atividades termelétricas, de biocombustíveis e
fertilizantes.

A Bahia conta com quase 90 campos, produzindo, no total, mais de 30 mil barris de petróleo por dia. Na produção de gás, destaca-se o campo de Manati, onde a plataforma marítima extrai 5 milhões de m?3; por dia.

Na atividade do refino, a Petrobras atua com a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), em Mataripe, a segunda maior do país, composta por 26 unidades de processo e capacidade para refinar 323.000 barris de petróleo por dia.

Quanto aos terminais para movimentação e transporte de petróleo e seus derivados, existem quatro em atividade na Bahia. São os terminais de Madre de Deus, Candeias, Jequié e Itabuna. Há também o TRBA, Terminal de Regaseificação, situado na Baía de Todos os Santos. A BR Distribuidora, por sua vez, distribui e comercializa os produtos.

Na geração de energia, são cinco termelétricas: Rômulo Almeida, Bahia I, Muricy e Arembepe, todas em Camaçari, e a Celso Furtado, em São Francisco do Conde.

A produção de fertilizantes conta, no Polo Petroquímico de Camaçari, com a FAFEN (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados), produtora de amônia, ureia fertilizante, ureia pecuária, ureia industrial, ácido nítrico, hidrogênio, gás carbônico e Agente Redutor Líquido Automotivo (Arla 32). Não para por aí. Localizada em Candeias, a usina de Biocombustíveis, que responde por mais de 200 milhões de litros de biodiesel ao ano, detém 50% da BioÓleo, responsável por processar 130 mil toneladas ao ano de grãos de oleaginosas, oriundas da agricultura familiar.

Segundo Radiovaldo Costa, petroleiro e diretor licenciado do Sindipetro Bahia, a atuação como empresa integrada, realidade da estatal na Bahia, faz com que a companhia consiga absorver os ciclos de variação do setor de petróleo, historicamente volátil. “Além disso, possibilita maior flexibilidade para gerir o negócio, com matriz produtiva diversificada. A economia de escala, com incorporação de custos e integralização de cadeias produtivas, é outra vantagem dessa concepção de empresa integrada”, afirma.

Política de ‘desinvestimentos’ na Bahia

Exploração e Produção (E&P)

Após ter congelado os investimentos e anunciado a venda de uma série de ativos no estado da Bahia, já há a sinalização da companhia em desfazer sua atuação nos chamados campos maduros. Há quem defenda que tais vendas poderiam levar à substituição da Petrobras por empresas privadas e, com isso, novos investimentos seriam feitos no setor. Mas para Radiovaldo, este pensamento, no entanto, não se confirma na prática. “Desde o início dos anos 2000, por meio de leilões dos campos, várias empresas adquiriram blocos para exploração e produção de petróleo na Bahia, tais como Starfish Oil & Gas, Queiroz Galvão, Samson Investment Company, PetroRecôncavo, W. Washington, Synergy Group, RAL Engenharia e Brazalta Resources. Algumas destas empresas já possuem a concessão há mais de dez anos, no entanto, é a Petrobras que continua na posição de principal produtora e essas outras não têm assumido o espaço deixado pela estatal”, analisa.

Radiovaldo ainda reflete que, ao analisar o caso da produção de petróleo na Bahia, percebe-se que toda sustentação aconteceu, de fato, em decorrência dos programas desenvolvidos pela Petrobras e não pela iniciativa de empresas privadas. “Um exemplo disso foi o Recage (Revitalização de Campos com Alto Grau de Exploração - 2003), que teve o intuito de barrar o declínio dos campos maduros e recuperá-los.

Na área de exploração, infelizmente a atual política entreguista vem se concretizando. As plataformas P-59 e P-60, construídas no estaleiro de São Roque do Paraguaçu, gerando à época 2 mil empregos diretos, foram vendidas esse ano por apenas 10% do valor de construção”.

Refino

A atual política da empresa atrela os preços dos derivados, como diesel, gasolina e gás de cozinha, ao mercado externo. Se sobe o preço internacional do barril de petróleo ou o dólar, os derivados no Brasil aumentam, mesmo que os custos de produção da Petrobras permaneçam os mesmos. Para Ivo Saraiva, esse foi um passo estratégico para a privatização. “Esse movimento favoreceu com que importadores entrassem no mercado brasileiro, forçando a estatal a reduzir em cerca de 30% sua participação. Hoje, 80% do diesel importado vêm dos Estados Unidos.

Saraiva afirma ainda que, após estabelecida essa política favorável ao mercado, o governo atraiu interessados para a entrega do refino da Petrobras. “Em maio desse ano, foi anunciada a venda da RLAM e de outras 3 refinarias. Quem está pagando a conta desse processo de privatização é o povo brasileiro”.

Fertilizantes

Anunciado para 31 de outubro próximo, o fechamento da FAFEN deveria ser tratado como assunto de segurança nacional. “Os fertilizantes são essenciais para a produção agropecuária, abrir mão da produção brasileira desses insumos significa deixar com os estrangeiros nossa capacidade de produzir alimentos, seja para consumo interno ou para exportação. Como fica nossa soberania alimentar?”, alertou Saraiva.

Para Radiovaldo Costa, petroleiro há mais de 30 anos, “o fechamento seria catastrófico se, numa disputa internacional, os países produtores viessem a extrapolar os preços, ou mesmo cortar o fornecimento de fertilizantes para o Brasil. Isso colocaria o país em uma situação de imensa vulnerabilidade”, elenca.

Segundo levantamento de dados, no estado da Bahia, o encerramento da fábrica compromete também o funcionamento de grande parte das empresas de Camaçari, já que a FAFEN é a primeira indústria do polo e fornecedora de matérias primas básicas do complexo petroquímico.

Transporte

Terminais também estão no pacote de desinvestimentos, devendo ser privatizados juntamente com os ativos produtores. O estratégico TRBA, por exemplo, que responde por cerca de 20% da oferta nacional de gás – desconsiderando o volume importado da Bolívia –, já está sendo negociado. A venda do TRBA pode significar a transferência da distribuição do gás para empresas estrangeiras, reduzindo o controle nacional de atendimento à demanda interna.

Usinas

Termelétricas e de biocombustíveis devem passar para o controle privado, ou até mesmo ser fechadas, comprometendo a segurança energética e a agricultura familiar.

A atual conjuntura sinaliza para a saída da Petrobras do estado da Bahia. “Nós, petroleiros e petroleiras, seguiremos atuando intensamente na defesa dessa grande empresa nacional. Atos, mobilizações e greves continuarão a ser feitos para barrar a entrega das riquezas do nosso povo. Ações jurídicas e articulações políticas também seguem sendo realizadas. Acreditamos que sociedade baiana deve se manifestar e exigir que esse assunto seja colocado no centro do debate, para que nas eleições tenhamos clareza do projeto de nação que nós queremos”, enfatiza Radiovaldo.
Fonte: A Tarde - BA
Data : 27/09/2018

TERMINAL PORTUÁRIO - BUSINESS
Publicado em 09/27/2018 as 05:24 PM

Autor:        Márcia Travessoni - marcia.travessoni@diariodonordeste.com.br

A Associação das Empresas do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Aecipp) e a Câmara Brasil Portugal no Ceará realizam hoje, no IFCE Pecém, o "Conexão AECIPP/CBP-CE: Oportunidades de Negócios no Ambiente Associativo".

A iniciativa
visa estimular novas oportunidades de negócios entre empresas e instituições com
interesses comuns.
Fonte: Diário do Nordeste - CE
Data : 27/09/2018

MUCURIPE: MARINHA DEVE DAR AVAL PARA DRAGAGEM
Publicado em 09/27/2018 as 05:24 PM

Autor:        Samuel Quintela - Repórter

Com o aumento da profundidade Porto, grandes cruzeiros poderão atracar no Terminal de Passageiros

As obras de dragagem do berço de múltiplo uso (de transporte de passageiros e de cargas) do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, foram finalmente finalizadas na última quarta-feira (26). A informação foi confirmada pelo Ministério dos Transportes Portos e Aviação. Com o processo, a administração do Porto, agora, aguarda a análise do levantamento hidrográfico (batimetria) pela Marinha do Brasil para que os cruzeiros que chegarem à Capital possam desembarcar diretamente no novo terminal de passageiros, idealizado para receber turistas para a Copa do Mundo de 2014.

Sem essa confirmação de adequação do espaço, analisada pela Marinha, não há a certeza se o próximo navio marcado para chegar em Fortaleza, no dia 5 de fevereiro do próximo ano, poderá atracar no terminal. No entanto, a dragagem deverá ter impacto direto no fluxo de turistas que chegam ao Ceará.

De acordo com o secretário de turismo do Estado, Arialdo Pinho, a obra deverá aumentar as possibilidades de negociação para a chegada de novos cruzeiros na Capital, com a expectativa de que até 40 navios estejam embarcando e desembarcando por ano no Porto do Mucuripe a partir de 2020. Em São Paulo, o representante do Turismo do Estado confirmou que já está conversando com as empresas operadoras de cruzeiros para negociar os trâmites necessários.

Batimetria

De acordo com a Companhia Docas do Ceará (CDC), que administra o Porto do Mucuripe, a solicitação para a aprovação da profundidade dragada - aumentada de 10 para 13 metros na área de acesso ao cais - já foi protocolada na Marinha, através da Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN). O processo, agora, será checado pelo Centro de Hidrografia da Marinha (CHM), para que haja a liberação do berço. No entanto, ainda não há previsão para conclusão dessa análise. "A Companhia Docas do Ceará será beneficiada com um aumento na sua capacidade operacional para receber mais navios, sejam eles de turismo, carga, containeiros, e outros", afirmou a CDC em nota.

Histórico

Anteriormente prevista para encerrar em agosto deste ano, a dragagem do berço de múltiplo uso do Porto do Mucuripe estava sendo realizada pela Jan de Nul do Brasil Dragagem Ltda., e estava orçada em R$ 20,4 milhões.

Ainda em julho deste ano, o diretor-presidente da CDC, César Augusto Pinheiro, havia afirmado ao Diário do Nordeste que as obras seriam concluídas em um período de 45 a 50 dias. No entanto, todo o processo demorou cerca de 80 dias para ser terminado. "O edital vai até dezembro, mas queremos fazer em 45 a 50 dias", disse Pinheiro, na ocasião do início das obras, em julho de 2018. Até então, o planejamento da CDC contava que a liberação da Marinha para que grandes navios fossem atracados no Porto fosse resolvida até o próximo mês de outubro.
Fonte: Diário do Nordeste - CE
Data : 27/09/2018

ANTAQ REALIZARÁ LEILÕES DE ÁREAS NOS PORTOS DE SANTOS (SP) E SANTANA (AP)
Publicado em 09/27/2018 as 05:24 PM

Áreas leiloadas serão para movimentação e armazenagem de cavaco de madeira e granéis líquidos


> Porto de Santana (AP): investimentos alcançarão R$ 50 milhões

A ANTAQ realizará a sessão dos Leilões Nºs 04/2018 e 05/2018 de áreas e infraestruturas públicas, na B3, em São Paulo, em 28 de setembro, a partir das 10h. A primeira área, denominada MCP01, localizada no Porto de Santana (AP), servirá para movimentação e armazenagem de granéis sólidos de origem vegetal, especialmente cavaco de madeira. A segunda área (STS13), localizada no Porto de Santos (SP), será destinada à movimentação e à armazenagem de granéis líquidos.

A área do arrendamento possui 22.153 m2 no Porto de Santana. O local consiste de um pátio amplo onde cavacos de madeira são empilhados e armazenados. O cavaco de madeira é produzido através de uma planta de processamento que transforma as toras de madeira em cavaco, que é utilizado principalmente na produção de celulose e de MDF para mercados asiáticos e europeus.

O valor global do contrato alcança os R$ 503,7 milhões. O futuro arrendatário deverá investir R$ 50,9 milhões. O prazo do arrendamento será de 25 anos.

Em relação à STS13, o valor global do contrato será de R$ 1,3 bilhão. O futuro arrendatário deverá investir R$ 198,2 milhões. O prazo do arrendamento será de 25 anos.

A área está localizada no Terminal da Ilha de Barnabé, na margem esquerda do Porto de Santos, sob jurisdição da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A Ilha de Barnabé possui seis terminais dedicados à movimentação de granéis líquidos (exceto sucos cítricos), realizadas por meio de três berços de atracação.

A área de arrendamento STS13 é caracterizada como uma instalação de armazenagem de uso misto, com 99 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol, derivados de petróleo e também de outras instalações complementares. Possui estruturas de armazenagem conectadas ao cais existente de dois berços, a uma distância de aproximadamente 700 metros, por meio de dois corredores de dutos, sendo que cada tanque de armazenagem tem dutos dedicados direcionados às plataformas de abastecimento de caminhões. A capacidade de armazenagem total desses tanques é estimada em 97.720m3. A área de superfície do arrendamento é de 54.221m2, possuindo conexões com a rodovia e o cais.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 26/09/2018

ANTAQ LANÇARÁ SERVIÇO DE EMISSÃO DE GRUS
Publicado em 09/27/2018 as 05:23 PM

Para saber mais sobre o serviço, confira a entrevista com o gerente de Orçamento e Finanças da ANTAQ, Daniel Scardua

A partir de 1º de outubro, a ANTAQ disponibilizará ao setor regulado novo serviço de cobrança de débitos, que permitirá que as empresas emitam as guias de recolhimento da União (GRUs) para pagamentos de multas. Essa facilidade estará no site da Agência (www.antaq.gov.br) no menu “serviços”, no canto superior esquerdo do portal.

Nessa entrevista, o gerente de Orçamento e Finanças da ANTAQ, Daniel Scardua, esclarece mais pontos sobre o serviço de cobrança de débitos.

O que é o sistema de emissão de GRU?

Trata-se de um sistema desenvolvido pela própria ANTAQ, que possui integração com o Sistema de Fiscalização e o Sistema Eletrônico de Informações – SEI, o qual possibilita aos regulados emitir as Guias de Recolhimento da União, acessando o site da ANTAQ para realizar o pagamento de multas aplicadas pela Agência Reguladora.

Como acessar o sistema de emissão de GRU?

O sistema de emissão de GRU pode ser acessado pelo site www.antaq.gov.br  no menu “Serviços”, no canto superior esquerdo, clicando no campo “GRU”. Para entrar no sistema, basta informar o login (CNPJ da empresa) e a senha, que será enviada pela ANTAQ por meio de Ofício de Notificação e Cobrança da Multa. No primeiro acesso será necessário alterar a senha.

Como gerar a GRU?

Para gerar a GRU, após acessar o sistema, basta selecionar o processo de que trata a multa e clicar no campo “Gerar GRU”.

Caso a data de vencimento expire, como emitir outra GRU?

Após o vencimento, basta entrar no sistema e gerar outra GRU que os encargos serão calculados automaticamente devido à integração do sistema com o Bacen para obtenção da taxa Selic.

É possível emitir a GRU referente ao parcelamento de multas em curso?

No presente momento, o campo “Parcelamento” apresenta apenas orientações para o pedido de parcelamento, bem como dois arquivos para download, a Resolução Normativa nº 04/-ANTAQ, de 04/08/2015, e o Requerimento de Parcelamento. Está em desenvolvimento o módulo que irá permitir ao regulado a solicitação de parcelamento e a emissão das guias referente às parcelas mensais.

Como realizar o pagamento da GRU emitida?

O pagamento da GRU pode ser realizado somente no Banco do Brasil. Observar o lançamento manual dos valores relativos aos encargos, pois a leitura do código de barras puxa apenas o valor principal. Se o caixa do banco tiver dificuldades em receber a GRU peça que entre em contato com a Gerência de Orçamento e Finanças da ANTAQ pelo telefone (61) 2029-6910 ou entre em contato com o Banco do Brasil – Agência Governo.

O sistema está apresentando erros na geração da GRU, o que fazer?

Caso o sistema não gere a GRU ou apresente qualquer inconsistência, pedimos que entrem em contato com a Gerência de Orçamento e Finanças da ANTAQ por meio do e-mail gof@antaq.gov.br ou pelo telefone (61) 2029-6910 e registre o ocorrido para que possamos tomar as providências.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 26/09/2018

PORTO - FORÇAS ARMADAS APREENDEM CARGAS EM ITAGUAÍ
Publicado em 09/27/2018 as 05:23 PM

A operação do Comando Conjunto das Forças Armadas no Porto de Itaguaí (RJ) apreendeu, ontem, 60 toneladas de mercadorias importadas por terem entrado no pais de forma irregular.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 27/09/2018

PORTO - STJ CONSIDERA COBRANÇA TRIBUTÁRIA INDEVIDA
Publicado em 09/27/2018 as 05:23 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconheceu como indevida a inclusão do custo de capatazia no cálculo de impostos em operações de importação.

Mas essa prática continua, o que leva importadores a recorrer ao Poder Judiciário para evitá-la, alerta a advogada Fernanda Nogueira.

Para nacionalizar uma mercadoria trazida do exterior, é preciso registrar a declaração de importação e recolher os respectivos tributos, que variam conforme o produto importado e a quantidade.

A Instrução Normativa nº 327/2003, da Receita Federal, estabelece que se computem os gastos com capatazia no valor aduaneiro, base de cálculo do PIS/Confins -Importação e do Imposto de Importação. As despesas se referem a questões relacionados ao manuseio das cargas depois que os produtos chegam a um porto nacional.

“Esta determinação interna desrespeita os limites previstos pelo Acordo de Valoração Aduaneira e pelo Decreto 6.759/09, os quais mencionam que os gastos a serem computados no valor aduaneiro referem-se às despesas com carga, descarga e manuseio das mercadorias importadas até o porto alfandegado e não nele, como no caso da capatazia”, destacou Fernanda Nogueira sócia do escritório Machado Nogueira Advogados.

Segundo a advogada, a instrução normativa da Receita não deveria prever esse tipo de cobrança. “A legislação federal que se sobrepõe à instrução normativa fala expressamente que os custos de capatazia não integram a base de cálculo do valor aduaneiro. Por uma simples verificação de regulamentação, você consegue identificar como a Receita Federal está cobrando isso indevidamente”.

JUSTIÇA
Fernanda explica que a Justiça tem confirmado a ilegalidade da prática. “Desde 2016, o entendimento dos tribunais e de que a capatazia não integra o valor aduaneiro para fins de composição da base de cálculo do valor aduaneiro”, afirmou.

“O STJ também, em acórdão de abril do ano passado, firmou o entendimento de que o § 32 do art. 42 da Instrução Normativa viola diversos artigos tanto do Acordo de Valoração Aduaneira quanto do Regulamento Aduaneiro, ao permitir que as despesas relativas à descarga de mercadorias, ocorridas após a chegada ao porto alfandegado ou local de importação, fossem consideradas na base de cálculo do Imposto de Importação”, diz,

A especialista alerta que os importadores que se sentirem lesados devem recorrerá Justiça para evitar as cobranças indevidas e reaver o dinheiro gasto nos últimos cinco anos. “Em alguns casos, sobretudo para as empresas com volume de importações marítimas significativo, os valores chegam a ser consideráveis. Até porque a exclusão do valor da capatazia da base de cálculo do Imposto de Importação também reduz as bases de IPI, PIS-Importação e Cofins-Importação, AFRMM (Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante) e ICMS”.

Procurada, a Receita Federal informou que não vai comentar a questão.

IMPACTO
De acordo com a advogada Fernanda Nogueira, a tributação irregular faz com que os produtos percam competitividade no mercado, as mercadorias tenham seu custo aumentado e a margem de lucro reduzida. "O impacto econômico é grande. Qualquer custo que você diminui de mercadoria do importador é importante", destacou.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 27/09/2018

MERCADO REGIONAL – PORTOS - CLUBE DO LEME
Publicado em 09/27/2018 as 05:23 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

Entidade que reúne profissionais e autoridades dos setores de navegação, operação portuária e comércio exterior do Porto de Santos, o Clube do Leme realizará seu tradicional coquetel hoje, às 19h30, na sede da TV Tribuna, no Centro de Santos.

Fundado em 21 de julho de 1981 por um grupo de agentes de navegação com atuação no complexo santista, ele tem o objetivo de integrar a comunidade marítima da região. Seu presidente de honra e o atual capitão dos portos de São Paulo, o capitão de mar e guerra Daniel Américo Rosa Menezes, enquanto o cargo de presidente é ocupado por Mauro Sammarco, diretor da Brazil P&I.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 27/09/2018

MERCADO REGIONAL – ANTAQ - MONITORAMENTO PORTUÁRIO
Publicado em 09/27/2018 as 05:23 PM

Autor:        LEOPOLDO FIGUEIREDO e MARCELO SANTOS - mercadoregional@atribuna.com.br

Os serviços de apoio portuário no Brasil serão monitorados por um programa informatizado.

A ferramenta será implantada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) e integrará o Sistema de Desempenho da Navegação (SDN), mantido pelo ente público. Ela será apresentada pela Antaq na quinta-feira da próxima semana (dia 4), a partir das 14h30, em urna audiência pública a ser realizada na sede da Agência, em Brasília. Dessa data até 26 de outubro, esse módulo do SDN será submetido a uma fase de teste.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 27/09/2018

ANTAQ - LEILÃO DE TERMINAL NA ILHA BARNABÉ ATRAI 3 EMPRESAS
Publicado em 09/27/2018 as 05:22 PM

Autor:        EGLE CISTERNA - DA REDAÇÃO

Organizada pela Antaq, concorrência portuária acontecerá amanhã na B3, na Capital

Três empresas vão participar do leilão paia o novo arrendamento da área STS13, na Ilha Barnabé, na Margem Esquerda do Porto de Santos. O local continuará sendo destinado à exploração de granéis líquidos. A Granel Química, que hoje ocupa o local, a Ageo Terminais e a Cattalini entregaram propostas na última quarta-feira para participar da licitação, cuja sessão de abertura de envelopes acontecerá amanhã, a partir das 10 horas, na B3, em São Paulo.

Pelos estudos do Governo Federal, o valor global do novo contrato será de RS 1,3 bilhão e o futuro arrendatário deverá investir R$ 198,2 milhões. O prazo do arrendamento será de 25 anos, prorrogável até 70 anos.

A área conta, hoje, com 99 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol e derivados de petróleo, com estruturas de armazenagem conectadas ao cais existente de dois berços de atracação. A capacidade de armazenagem total desses tanques é calculada em 97-720 metros cúbicos, espalhados por uma área de 54.221 metros quadrados.

Segundo o consultor portuário Marcos Vendramini, a Granel sai com vantagens no leilão. “Os tanques não são reversíveis. Quem ganhar o leilão vai ter que indenizar a Granel por eles”, explica. Caso a Granel não seja a empresa a arrendar o local, ela tem quatro meses para retirar essas estruturas do local.

“O Governo determina que o vencedor seja obrigado a investir numa capacidade do terminal próximo de 90 mil metros cúbicos, o que também é vantagem para a Granel, que já trabalha com essa capacidade”, avalia o consultor portuário Fabrízio Pierdomenico.

Mesmo com esses pontos contando a favor da empresa que já atua no local, nenhum dos especialistas dá como certa a continuidade do terminal. “Leilão é sempre uma surpresa. Só dá para ter certeza depois que se abrem os envelopes”, explica Pierdomenico.

OUTRAS ÁREAS
No dia 23 de novembro, acontecerá o leilão do lote STS20, área de cerca de 28 mil metros quadrados, na região de Outeirinhos, no Porto, atualmente ocupado pela Sociedade de Propósito Específico Pérola SA. O local vai abrigar um terminal específico para a movimentação e a armazenagem de fertilizantes e sais. A previsão é de que sejam investidos, pelo menos, RS 219,5 milhões.

E para o próximo ano, a Antaq prepara o lançamento do leilão da antiga área da Vopak, também na Ilha Barnabé. Ali, no espaço de 38,8 mil metros quadrados, deve ser instalado outro terminal de granéis líquidos para reforçar o volume de tancagem.

A movimentação projetada para esta área e de 199 mil toneladas no primeiro ano de Operação, chegando a 805 mil toneladas após 20 anos. O novo arrendatário deverá investir em tomo de R.$ 110 milhões na implantação do novo terminal.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 27/09/2018

MAERSK IMPLEMENTA NOVAS DIRETRIZES SOBRE CARGAS PERIGOSAS
Publicado em 09/26/2018 as 06:12 PM




A Maersk implementou novas diretrizes sobre o armazenamento de mercadorias perigosas que visam melhorar as práticas de segurança em toda a sua frota, na esteira do incêndio a bordo do navio de contêineres "Maersk Honam", que matou cinco tripulantes no início deste ano.

Após o incidente, a Maersk avaliou mais de três mil documentos da ONU sobre materiais perigosos, a fim de compreender e melhorar o armazenamento deste tipo de carga a bordo de contêineres. Como resultado, desenvolveu um novo conjunto de princípios chamado Estocagem de Mercadorias Perigosas Baseadas em Risco.

Juntamente com o American Bureau of Shipping (ABS) , a empresa de navegação convocou um workshop com outras partes interessadas do setor para conduzir um estudo abrangente de identificação de riscos que validou essas novas diretrizes. As mudanças foram implementadas na frota de mais de 750 embarcações da Maersk Line.

Os princípios de Estocagem de Mercadorias Perigosas Baseados no Risco também foram apresentados à Organização Marítima Internacional (IMO), bem como às autoridades marítimas dinamarquesas.

A Maersk ainda aguarda o fim da investigação para determinar a causa raiz do incêndio que explodiu em um porão de carga a bordo do "Maersk Honam" enquanto o navio estava navegando no Oceano Índico em 6 de março de 2018. O navio transportava mercadorias perigosas no compartimento de carga onde o fogo se originou. No entanto, não há evidências de que o incêndio tenha surgido a partir de mercadorias perigosas.

As cargas cobertas pelo Código Internacional Marítimo de Mercadorias Perigosas não serão mais arrumadas ao lado da acomodação e da instalação de propulsão principal, que é definida como a zona como a de menor tolerância a riscos. A tolerância ao risco é baixa abaixo do convés e no meio do navio e maior no convés anterior e posterior.

Utilizando estatísticas sobre incêndios em contêineres no Sistema de Notificação de Incidentes de Carga (CINS), a Maersk definiu o que pode ser armazenado em cada zona de risco.

Nos próximos meses, uma revisão com o objetivo de criar as melhores práticas de gestão para o armazenamento de mercadorias perigosas será realizada com a participação da ABS, do Lloyds Register, do Grupo Internacional de P & I Clubs, do National Cargo Bureau, do TT Club e da Exis Technologies.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

AMPLIAÇÃO DE CALADO NA BARRA NORTE PODE AUMENTAR GANHOS EM R$ 2,7 MILHÕES POR EMBARCAÇÃO
Publicado em 09/26/2018 as 06:11 PM




O navio STH Athens, contratado pela Cargill, transpôs a região de Curuá, no Amapá, onde a profundidade foi aumentada de 11,50 metros 11,70 metros nas águas do Rio Amazonas. A operação realizada na semana passada foi o primeiro teste desde a autorização da Marinha, assinada em julho. A embarcação, de bandeira das Ilhas Marshal, tem 199 metros de comprimento e transportou 60 mil toneladas de carga. A ação experimental indica que embarcações poderão transportar, em média, 1,8 toneladas a mais, a partir da ampliação de 20 centímetros do calado nesse trecho do rio Amazonas. Na avaliação de mercado, os ganhos no transporte de grãos podem chegar a R$ 2,7 milhões por embarcação.

A Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP) defende, junto à Marinha, a ampliação definitiva do calado do canal para 11,70 metros. A associação tem intenção de alcançar 12,30m de profundidade, mas ressalta que o aumento de 20 centímetros já significa transformação nos resultados da movimentação, ampliando em cerca de seis mil toneladas por navio, segundo as próprias empresas transportadoras e os produtores.

Desenvolvido pela professora Suzana Vizon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Projeto Barra Norte foi apresentado pela ATP à Marinha em 2016. Desde então, a entidade tem buscado sensibilizar o setor para que o projeto seja implementado. As navegações experimentais foram iniciadas a partir da adesão dos profissionais da praticagem da região ao projeto.

Para o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, este é um passo determinante para o avanço do setor logístico do país. “O projeto que, por um lado, proporcionará menores investimentos públicos para a migração da fronteira agrícola das regiões Sul e Sudeste para o Norte do país, por outro, otimizará as operações de escoamento de grãos e minério na região com a segurança à navegação e acesso aos portos do interior do estuário, reduzirá os custos logísticos do produto brasileiro, com geração de mais divisas para a economia”, avaliou.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

NAVIO TRANSPÕE BARRA NORTE E CONFIRMA TESE DEFENDIDA PELA ATP
Publicado em 09/26/2018 as 06:11 PM

Com 199 metros de comprimento e transportando 60 mil toneladas de carga, navio de bandeira das Ilhas Marshal, contratado pela Cargill, transpôs a região de Curuá, no Amapá, aprofundando sua estrutura em 11,70 metros nas águas do rio Amazonas, em vez dos usuais 11,50 metros. Esta ação confirma a tese de uma das mais importantes lutas da Associação dos Terminais Portuários Privados (ATP), junto à Marinha do Brasil, em defesa da ampliação definitiva do calado do canal de 11,50 metros para 11,70 metros. A intenção da Associação é alcançar 12,30m de profundidade, mas o aumento de apenas 20 centímetros, segundo as próprias empresas transportadoras e os produtores, já significa transformação nos resultados da movimentação, ampliando em cerca de 6 mil toneladas por navio.

Desenvolvido pela professora Suzana Vizon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Projeto Barra Norte foi apresentado à Marinha, pela ATP, em 2016. Desde então, a entidade tem sensibilizado o setor para que o projeto seja implementado. Com a adesão dos profissionais da Praticagem da região ao projeto, foram iniciadas as navegações experimentais. Este foi o primeiro teste, desde a autorização da Marinha, assinada em julho. Economicamente, na avaliação de mercado, a ampliação de 20 centímetros do calado, os navios poderão transportar em média, 1,8 toneladas. Para o transporte de grãos de soja, em valores monetários, as empresas transportariam, a mais, R$ 2,7 milhões por embarcação.

Para o diretor-presidente da ATP, Murillo Barbosa, este é um passo determinante para o avanço do setor logístico do pais. “O Projeto que, por um lado, proporcionará menores investimentos públicos para a migração da fronteira agrícola das regiões Sul e Sudeste para o Norte do país, por outro, otimizará as operações de escoamento de grãos e minério na região com a segurança à navegação e acesso aos portos do interior do estuário, reduzirá os custos logísticos do produto brasileiro, com geração de mais divisas para a economia”, avalia.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

CAMPO DE LULA TERÁ PICO DE PRODUÇÃO ENTRE 2020 E 2021, ACIMA DE 1 MI BOE/D, DIZ SHELL
Publicado em 09/26/2018 as 06:11 PM

O campo gigante de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, deverá ter seu pico de produção entre 2020 e 2021, acima de 1 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), afirmou à Reuters nesta quarta-feira o gerente da Shell dos campos de Lula, Iracema, Lapa e Sapinhoá, Cristiano Pinto da Costa.

Operado pela Petrobras, o campo de Lula é o maior produtor do Brasil e deverá superar 1 milhão de boe/dia em 2019, segundo Costa.

Em julho, produziu média diária de 879 milhões de barris de petróleo e 36,8 milhões de metros cúbicos de gás, segundo os últimos dados publicados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os 1 milhão de boe diários serão possíveis após a entrada das plataformas P-67 e P-69, previstas no plano de negócios para ainda este ano, segundo Costa.

O executivo explicou que o contrato de concessão do ativo vai até 2037. Ele evitou falar por quanto tempo o pico da produção irá se manter estável.

Costa ressaltou que Lula é considerado um ativo muito importante em todo mundo.

Segundo ele, atores internacionais ficam impressionados com os resultados de Lula, cujos poços chegam a atingir volumes de produção acima dos 40 mil boe/d. Lula é operado pela Petrobras, com 65 por cento de participação, em parceria com a anglo-holandesa Shell (25 por cento) e Petrogal Brasil, controlada pela portuguesa Galp (10 por cento).
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

NOVENTA E UM ESTADOS TÊM LEIS DE CABOTAGEM
Publicado em 09/26/2018 as 06:10 PM

A Seaporter's Rights International (SRI) publicou um novo relatório sobre a natureza e a extensão das leis de cabotagem em todo o mundo. O relatório, "Cabotage Laws of the World", identificou 91 estados membros das Nações Unidas que têm leis de cabotagem restringindo a atividade estrangeira em suas rotas costeiras domésticas.

O relatório descreve a história da cabotagem marítima e traça uma série de princípios legais iniciais rudimentares. Apresenta exemplos das muitas definições diferentes de cabotagem que existem hoje nos níveis nacional, regional e internacional, bem como exemplos das restrições da atividade estrangeira e suas renúncias nas rotas costeiras domésticas.

O relatório foi encomendado pela Federação Internacional dos Trabalhadores dos Transportes (ITF). A instituição e suas afiliadas têm feito campanha global para enfatizar a importância das leis nacionais de cabotagem e o valor de ter empregos domésticos em águas nacionais, bem como condições domésticas de emprego para marítimos estrangeiros nos casos em que os marítimos nacionais não estejam disponíveis.

De acordo com o relatório, as leis de cabotagem são comuns e voltadas para proteger as indústrias navais locais, garantindo a retenção de trabalhadores marítimos qualificados e a preservação do conhecimento e tecnologia marítimos, promovendo a segurança e reforçando a segurança nacional.

O relatório está disponível neste link.
http://ftp.elabor8.co.uk/sri/cabotage/flipbook/mobile/index.html
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

ANP FISCALIZA POSTOS REVENDEDORES FLUTUANTES NO AMAZONAS
Publicado em 09/26/2018 as 06:10 PM

A ANP está realizando esta semana, em Manaus, força-tarefa em parceria com a Capitania dos Portos, Ibama e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM). Segunda-feira (24/9), foram fiscalizados quatro pontões (postos revendedores flutuantes). Em um deles foi constatada gasolina com teor de etanol anidro em desacordo com o percentual autorizado, que é de 27%. O estabelecimento foi autuado e o tanque de armazenamento e o bico fornecedor foram interditados. Outro pontão, que também revendia gás de botijão (GLP), teve o seu segmento de GLP autuado e notificado em virtude de não atendimento a requisitos de segurança. Uma embarcação de transporte de combustível foi apreendida pela Capitania, por irregularidades na documentação e requisitos de segurança.

O foco principal da atuação da ANP é o combate ao comércio irregular do diesel rodoviário, em vez do marítimo, em postos flutuantes. Os agentes de mercado autuados/interditados pela ANP estão sujeitos às penalidades previstas na Lei 9.847/99. Eles também estão sujeitos a multas, que podem chegar a R$ 5 milhões, a ser aplicada ao final do processo administrativo iniciado com a autuação. Cabe esclarecer que os agentes autuados e/ou interditados possuem, assegurado pela lei, direito ao contraditório e à ampla defesa.

Suspeitas de irregularidades no mercado de combustíveis podem ser encaminhadas para o Centro de Relações com o Consumidor da ANP pelo 0800 970 0267 ou pelo Fale Conosco, no portal da ANP.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

TCP MOVIMENTA 30.674 CONTÊINERES CHEIOS EM AGOSTO
Publicado em 09/26/2018 as 06:10 PM

A TCP – empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, registrou movimentação de 30.674 contêineres cheios no mês de agosto. Essa foi a segunda melhor marca na história do terminal e representa um crescimento de 10,9% na comparação à média dos contêineres movimentados nos meses de maio, junho e julho.

Mauricio Totti, gerente Comercial da TCP, destaca que os números são resultado dos esforços do time comercial para conversão de novas cargas para Paranaguá. “O terminal tem trabalhando para atrair novos clientes e, para isso, oferece uma série de serviços que tornam a operação mais competitiva. A conexão com a ferrovia é um desses”, diz.

A TCP é o único terminal de contêineres do Sul do Brasil que conta com conexão ferroviária direta, dentro do pátio. “Essa é uma vantagem que atrai mais clientes, principalmente aqueles que integram a cadeia reefer dos estados de São Paulo, Goiás e do Mato Grosso do Sul, que exportam para o Oriente Médio e para a Ásia”, explica. Neste modal o TCP oferece dois encostes por dia, operando 24 horas tanto na exportação quanto na importação.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 26/09/2018

AS INOVAÇÕES DO TRANSPORTE TERRESTRE BRASILEIRO
Publicado em 09/26/2018 as 06:10 PM

Assessoria de Comunicação

Segundo dados do Banco Mundial, 58% do transporte de cargas e passageiros é realizado por meio de rodovias no Brasil, nos colocando como o país que tem a maior malha rodoviária mundial. Em seguida há a Austrália (53%), China (50%), Rússia (43%) e Canadá (8%). Porém, ao analisarmos as condições dessas rodovias, os dados não são muito animadores. De acordo com dados do Anuário CNT do Transporte 2017, 58,2% delas apresentam algum tipo de problema no estado geral. Desse total, 48,3% têm problemas no pavimento, 51,7% têm deficiência na sinalização e 77,9% apresentam falhas na geometria.


Rodovias luzesImagem do Pixabay.

"Por termos proporções continentais, nosso potencial de transportes terrestres é imenso. Ficamos à frente de grandes economias mundiais nesse quesito, porém é preciso que as condições nas estradas sejam aprimoradas, ampliando o alcance de frotas de caminhões, ônibus, automóveis e até mesmo trens", explica Pedro Lion, engenheiro na Cobli, startup de gerenciamento de frotas e IoT que constrói tecnologia de ponta.

Outro dado relevante sobre o setor é que houve um forte crescimento no número de veículos registrados no Brasil, saltando para 93.867.016 em 2016, ainda segundo o Anuário. Esse número representa um aumento de 194,1% em relação a 2001. Quando divididos por modelos de veículos, o estudo aponta que a frota de automóveis cresceu 141,6%, a de ônibus 119,5% e a de caminhões, 84,3%, no mesmo período citado anteriormente.

Quando falamos sobre transportes de passageiros, o mesmo estudo indica que por mês, 355 milhões de pessoas fizeram uso desse sistema, em 2015, em nove capitais, sendo Belo Horizonte-MG, Curitiba-PR, Fortaleza-CE, Goiânia-GO, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA e São Paulo-SP.

Com o intuito de destacar o lado positivo do transporte rodoviário brasileiro, a Cobli e a DeÔnibus reuniram as principais transformações do setor nos últimos anos:

Grande navegação
Apesar da tecnologia GPS existir desde a década de 50 para fins militares, foi nos últimos anos que seu uso comercial se tornou comum por meio de roteirização de um único veículo do ponto A para o ponto B, primeiramente com a ajuda de aparelhos com até 10" e depois com aplicativos para celulares. Algumas empresas já disponibilizam roteirização para mais de um veículo - uma frota - e para diversos lugares, traçando uma ordem para o trajeto de forma que o usuário economize tempo, combustível ou otimize a quantidade de veículos para a rota;

Apps
Inovação que agiliza a mobilidade. Os apps de carona (Blablacar), navegação (Waze, Google Maps), transporte de passageiros (Uber, 99) e entregas (iFood, Rappi) se popularizaram na última década e estão cada vez mais em evidência;

Passagem de ônibus fácil
Viajar de ônibus já foi perrengue para os passageiros que não sabiam os horários, viações e horários disponíveis. Hoje, já existem plataformas que oferecem, em tempo real, a disponibilidade de assentos, comparativo de preços e sugestões de rotas permitindo a compra online sem enfrentar as filas dos guichês das rodoviárias. Além da facilidade de compra, esses sites permitem cancelamentos online e atendimento em múltiplos canais. "A compra de passagem por meio do celular e opção de pagamento parcelado vem aumentando o acesso da população as passagens. Somente 6% das passagens são vendidas online, e temos muito espaço para expandir nos próximos anos. O nosso desafio é trazer uma solução que melhore a experiência do usuário e otimizar cada vez mais o acesso pelo celular", comenta Bruno Matuk, Head de TI da DeÔnibus, startup que atua no mercado de passagens rodoviárias e foca na experiência do viajante brasileiro.

Difusão de pagamento automático para pedágios
Os serviços de pagamento automático de pedágio tomaram forma nos anos 2000, mas nos últimos 10 anos houve um boom de empresas fornecedoras e adeptos deste meio, em que os usuários pagam pela conveniência de não necessitarem de dinheiro vivo e evitarem as grandes filas nos pedágios, especialmente em feriados.

Obrigatoriedade ABS
Desde 2014, o sistema de freios ABS é obrigatório em veículos 0km fabricados no Brasil. Essa tecnologia evita o travamento das rodas no caso de frenagens bruscas, o que possibilita ao motorista desviar de obstáculos no caso de uma emergência;

Lei seca
Viajar em segurança também depende da atitude do motorista. Desde 2012, a lei definiu tolerância zero para consumo de álcool na direção. Caso identificado, a punição é multa máxima, multiplicando por 10 o valor da multa gravíssima. Em caso de acidente com morte, o motorista embriagado pode enfrentar uma prisão por até oito anos;

Cruise Control (Piloto automático)
Antes considerado equipamento de carros de luxo, o cruise control ou piloto automático, chegou a modelos mais compactos e se popularizou na última década. Uma das vantagens da tecnologia é que, se usada corretamente, reduz custos com combustível e manutenção;

Otimização de cargas
Por que não compartilhar o baú de um caminhão para transportar sua mercadoria? Empresas como a CargoBR, por exemplo, oferecem facilidades para cotar frete online contribuindo para a maior ocupação dos veículos de carga e facilitando a operação de quem depende do transporte para a distribuição do produto.

Asfalto-borracha
Pneus usados já receberam o crachá de vilões do meio-ambiente pela dificuldade de decomposição e alto acúmulo de volume em lixões. A destinação correta do pneu usado permite sua reciclagem e a produção de um asfalto composto por pneus ecologicamente corretos, com baixa manutenção e ainda contribui para a frenagem dos veículos .
Fonte: Portal Porto Gente
Data : 26/09/2018

PETRORIO APRESENTA 'CASE' DE REVITALIZAÇÃO DE CAMPOS MADUROS
Publicado em 09/26/2018 as 06:09 PM

Assessoria de Comunicação

A PetroRio estará presente na 19ª edição da Rio Oil & Gas, maior evento de petróleo e gás da América Latina, que reúne interessados e profissionais do setor. A companhia participará de painéis sobre temas relevantes da indústria e referentes à revitalização de campos maduros, nicho no qual é pioneira em áreas marítimas. Das nove operadoras offshore no Brasil, é a única focada nesta especialização. A empresa também fará apresentações técnicas e terá um estande no pavilhão 2. O evento será de 24 a 27 desta semana, no Rio de Janeiro.



Com o atual cenário de retomada do setor, a PetroRio trará ao evento toda sua experiência e casos de sucesso, que comprovam o crescimento da empresa em seus quatro anos de operação. A estratégia está na geração de valor, atuando de forma eficiente, duradoura e sustentável, com ênfase total em segurança. A companhia também investe na manutenção da vida útil dos campos e na produção economicamente saudável por mais tempo.

"O evento é de extrema importância para a indústria neste momento de retomada do setor. A PetroRio irá agregar e a sua equipe de profissionais qualificados vão trazer para as discussões a experiência inovadora da companhia, que surgiu em meio à crise e com disciplina financeira, gestão eficiência e controle de despesas conseguiu passar por momentos mais desafiadores e se mantém em crescimento", conta Nelson Queiroz Tanure, CEO da PetroRio.

Entre as participações da companhia, destaca-se o painel "O futuro dos campos maduros offshore", no qual o CEO Nelson Queiroz Tanure será um dos debatedores e falará sobre o Plano de Revitalização do Campo de Polvo. A iniciativa tem gerado bons resultados, como o crescimento de 50% da produção do campo graças à perfuração de dois novos poços em tempo recorde.

A PetroRio também estará presente no painel "Perspectiva para o setor de petróleo no Brasil", realizado na Arena Valor, que discutirá os rumos para a indústria e seu potencial de crescimento.

Durante a Rio Oil, a PetroRio realizará ainda um coquetel, no dia 26, às 17h30, com a presença dos executivos da empresa e o judoca Flavio Canto, que comanda o Instituto Reação, parceiro da PetroRio em projetos sociais.

O estande da empresa estará localizado no pavilhão 2 e terá 80m² para apresentações, reuniões e encontros. No local, será lançado o novo website da companhia, além de contar com atividades durante todos os dias do evento entre 12h e 20h.
Fonte: Portal Porto Gente
Data : 26/09/2018

ANP FISCALIZA POSTOS REVENDEDORES FLUTUANTES NO AMAZONAS
Publicado em 09/26/2018 as 06:09 PM

Publicado em 26/09/2018 - 14:31 Por Nielmar de Oliveira - Repórter da Agência Brasil  Rio de Janeiro

Para detectar adulterações e irregularidades nos combustíveis fornecidos a embarcações, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) está realizando esta semana, em Manaus (AM), uma força-tarefa para fiscalizar postos revendedores flutuantes nos rios da região.

A ação ocorre em parceria com a Capitania dos Portos, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam). Na segunda-feira (24), foram fiscalizados quatro pontões (postos revendedores flutuantes).

Segundo nota divulgada pela ANP, em um dos postos flutuantes foi constatada gasolina com teor de etanol anidro em desacordo com o percentual autorizado, que é de 27%. O estabelecimento foi autuado e o tanque de armazenamento e o bico fornecedor foram interditados.

Outro pontão, que também revendia gás de botijão (GLP), teve o seu segmento de GLP autuado e notificado “em virtude do não atendimento a requisitos de segurança”.

Uma embarcação de transporte de combustível foi apreendida pela capitania, por irregularidades na documentação e requisitos de segurança.

Segundo a ANP, o foco principal da atuação é o combate ao comércio irregular do diesel rodoviário, em substituição ao óleo diesel marítimo, em postos flutuantes.

Os agentes de mercado autuados/interditados pela ANP estão sujeitos a penalidades.

Eles estão também sujeitos a multas, que podem chegar a R$ 5 milhões. A ANP ressalta que os agentes autuados e/ou interditados possuem, assegurado pela lei, “direito ao contraditório e à ampla defesa”.

Edição: Kleber Sampaio
Fonte : EBC – Agência Brasil - DF
Data : 26/09/2018

PF E MPF INVESTIGAM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO A VALEC
Publicado em 09/26/2018 as 06:09 PM

Por Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil / Brasília

Ministério Público e Polícia Federal deflagraram hoje (26) a Operação Trilho 5x com o objetivo de investigar esquema de corrupção envolvendo a Valec, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A Valec atua no setor ferroviário, em especial na construção e exploração de infraestruturas.

A Trilho 5x é uma nova etapa da Operação O Recebedor – desdobramento da Operação Lava Jato. A operação deflagrada hoje busca provas da prática de crimes de lavagem de dinheiro cometidos no período em que a empresa foi comandado pelo ex- presidente José Francisco das Neves e pelo grupo político de Valdemar da Costa Neto.

Acordos de leniência e colaboração premiada foram firmados com executivos e empreiteiras contratadas pelo MPF, visando à execução das obras da Ferrovia Norte-Sul. Entre as empreiteiras estão a Camargo Corrêa, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht. De acordo com os investigadores, informações obtidas com empreiteiras indicam que, entre os meios usados para o pagamento da propina, está a contratação do escritório Heli Dourado Advogados Associados, “sem que houvesse a
efetiva contraprestação dos serviços jurídicos”.

Cerca de 150 policiais e peritos criminais federais participam da operação, que cumpre 34 mandados de busca e apreensão nas cidades goianas de Formosa, Mineiros e Goiânia, e em Brasília (DF). Trinta e quatro pessoas físicas e jurídicas teriam recebido recursos do escritório de advocacia, motivo pelo qual se tornaram alvo da operação deflagrada hoje. Cerca de R$ 7,5 milhões foram pagos a eles, sem que tivessem sido declarados à Receita Federal.

Uma análise feita pelos policiais em declarações do Imposto de Renda apontaram que os rendimentos declarados pela empresa Heli Dourado Advogados Associados entre os anos de 2006 e 2012 são provenientes apenas das empreiteiras investigadas. Ainda segundo os investigadores, quando interrogado em juízo, na ação penal aberta com base na Operação O Recebedor, “o advogado Heli Dourado não conseguiu descrever ou explicar os serviços jurídicos que teria prestado para justificar os valores recebidos”.

Um mandado de sequestro da Fazenda Maltiz, localizada em Formosa (GO) está sendo cumprido. De acordo com o MPF, a fazenda teria sido adquirida por Heli Dourado com recursos que tiveram como origem as empreiteiras investigadas, inclusive fazendo uso de contratos de gaveta não registrados. Os suspeitos adotaram essa estratégia com o objetivo de ocultar o verdadeiro proprietário do imóvel.

A Agência Brasil tentou contato com o escritório Heli Dourado Advogados Associados, mas não obteve retorno.
Edição: Talita Cavalcante
Fonte : EBC – Agência Brasil - DF
Data : 26/09/2018

PORTOS - EDITORIAL. TRANSNORDESTINA : COMPROMISSO
Publicado em 09/26/2018 as 06:08 PM

O Ceará - como de resto, boa parte do Nordeste - volta sua atenção novamente para a demora na resolução do impasse que vem impedindo a continuação das obras da Transnordestina - uma ferrovia estratégica que ligará o município de Eliseu Martins, no Piauí, aos portos do Pecém (CE) e Suape (PE).

Ela permitirá, no caso específico do Ceará, que os setores produtivos cearenses, importadores e exportadores, interliguem o Estado ao restante do País, dando mais competitividade industrial em face da diminuição do preço frete, o que ajudaria o desenvolvimento regional como um todo com a consequente geração de novos empregos.

Já decorreram 12 anos desde que o projeto da obra foi retomado em 2006, dentro de parâmetros mais objetivos do que os focados inicialmente em 1998. O governo Lula retomou-a e pensou entregá-la em 2010, mas, a crise econômica internacional e a crise política interna prejudicaram essa meta. Reajustes no orçamento da obra têm levado a novos cálculos e projeções. A última paralisação já dura um ano.

A concessionária encarregada de levá-la a bom termo - a Transnordestina Logística S.A (TLSA), controlada pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) - está imersa em dificuldades para administrar a verba e obter mais recursos, após diversas revisões no orçamento. A tentativa de conseguir uma parceria com grupos econômicos externos não tem obtido êxito. A situação chegou a um ponto em que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) instaurou processo administrativo para apurar a demora e há a probabilidade de a empresa ter a concessão revista. O diagnóstico feito por técnicos tem 120 dias para conclusão, que poderão ser prorrogados por outro período de igual duração.

As estimativas orçamentárias apontam um aumento de 21,4%, passando de R$ 11,2 bi para R$ 13,6 bi. O valor é bem acima do previsto inicialmente, em 2006, de R$ 4,5 bilhões. A TLSA alega que no orçamento inicial do projeto, "o traçado era muito diferente do atual. Grande parte da ferrovia existente seria remodelada, com custos muito menores e haveria a construção de uma ferrovia nova no restante do traçado". Resta checar as informações.

O fato é que a obra é fundamental como suporte ao desenvolvimento regional, e redundará em benefício para o País como um todo, pois tudo está integrado. O desafio de viabilizar esses 1.700 quilômetros de ferrovia (resgatando o que devia ter sido feito desde que se fez a opção preferencial pelo modal rodoviário, no Brasil, equivocadamente) tem de ser respondido, e nada melhor do que uma campanha presidencial para obter esse compromisso dos candidatos.
Fonte: O Povo – CE
Data : 26/09/2018

PARANAPANEMA MIRA O EXTERIOR PARA SEGUIR COM RECUPERAÇÃO DOS NEGÓCIOS
Publicado em 09/26/2018 as 06:08 PM

Por Renato Rostás | Valor

SÃO PAULO - A fabricante de cobre e seus produtos Paranapanema, depois de reestruturar sua dívida e iniciar uma manutenção de maquinário na unidade de Dias d’Ávila (BA), quer expandir suas relações comerciais para exportar mais e entrar na terceira fase da recuperação, a operacional.

O presidente da companhia, Marcos Camara, disse ao Valor que todos os esforços de investimento e capital de giro para essa nova frente de vendas serão realizados sem tomar nova dívida relevante. Isso é essencial para a empresa continuar equilibrando as finanças e alcançar a redução de alavancagem que pretende.

Segundo o executivo, o objetivo é ter a capacidade de chegar a uma alavancagem, pelo índice que relaciona dívida líquida e lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês), de 2,5 a 3 vezes dentro de três a cinco anos. Por enquanto, a empresa nem calcula o índice porque teve Ebitda negativo de R$ 134,5 milhões no primeiro semestre, causado em grande parte por despesas com ociosidade do parque fabril.

Em razão disso, a Paranapanema precisa atacar o lado operacional para elevar o uso de capacidade e melhorar os resultados. Por isso, a alavancagem deve ser cortada por meio do aumento no Ebitda. Formalmente, a companhia tem de atingir o nível de 3,9 vezes ou menos até dezembro de 2024. Esse foi o compromisso assumido com os credores há um ano, quando foi fechada a mudança do perfil da dívida.

É possível que já no mês que vem a empresa consiga fechar um grande contrato de fornecimento para um cliente na América Latina, cujo nome não quis revelar. Mas o material seria vendido para Argentina, Costa Rica e Colômbia, por exemplo, até 2020. E ao contrário do que fez nos últimos anos, a ideia não é vender o catodo, ou seja, a matéria-prima para fabricação de semielaborados e produtos mais complexos. O plano é exportar valor agregado.

“O Brasil tem uma capacidade instalada para produzir cerca de 800 mil toneladas de fios e vergalhões de cobre por ano. Desses, aproximadamente 220 mil toneladas são fabricadas pela própria Paranapanema. Mas o mercado tem consumido apenas 270 mil toneladas”, conta Camara. “Então se no Brasil não estamos conseguindo expandir, fica mais fácil buscar novos mercados lá fora. E nosso produto tem escoamento fácil, por meio de um porto privado em Salvador.”

Atualmente, de 50% a 55% da receita líquida da metalúrgica vem do exterior e a ideia é que em algum tempo essa proporção fique em algo acima de 65%. O executivo conta que países vizinhos, do Mercosul, e alguns do Oriente Médio e da Ásia, já receberam produtos da companhia para testes e certificações. Há uma boa chance, afirma, de que pedidos firmes cheguem em breve.

Toda essa preparação para enviar mais cobre ao exterior vai demandar capital de giro. Como está livre de pagar a maior parte do serviço da dívida até o segundo trimestre de 2020 pelo acordo com credores, há espaço para financiar o movimento. Mas, ao mesmo tempo, a Paranapanema precisará de dinheiro novo — que levantará sem se endividar.

Entre as alternativas para buscar recursos está o alfandegamento realizado no porto de Aratu, em Candeias (BA), que permitirá à empresa contabilizar a compra apenas quando o produto entra em estoque, liberando capital de giro.

Além disso, é possível vender recebíveis de fios e vergalhões que está exportando atualmente. É possível também, acrescenta Câmara, securitizar contratos de venda de lama anódica, preparada dos rejeitos da produção de cobre.

“Nós vamos primeiro amortizar a dívida que já está reestruturada antes de voltarmos ao banco para tomar novo endividamento”, garante Camara.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 26/09/2018

ANEEL DECIDE TOMAR DA ELETROSUL CONCESSÃO DE TRANSMISSÃO NO RS
Publicado em 09/26/2018 as 06:08 PM

Por Rafael Bitencourt | De Brasília

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu ontem tomar de volta o projeto de transmissão de energia no Rio Grande do Sul que, três anos após assinatura do contrato, não chegou a sair do papel. O empreendimento foi arrematado pela Eletrosul em leilão realizado em 2014.

A agência vai ainda enviar, ao Ministério de Minas e Energia, a recomendação para que seja declarada a caducidade da concessão. Se o entendimento da agência prevalecer, o contrato celebrado em 2015 será cancelado.

O comando da Aneel tomou a decisão após a confirmação do fracasso nas negociações de transferência do projeto da Eletrosul para a chinesa Shanghai Electric. Na semana passada, a agência deu um ultimato para que formalizassem a mudança de controle, com a assinatura de aditivos contratuais. Ao esgotar o prazo, na última sexta-feira (21), a estatal se encarregou de comunicar à agência sobre o desfecho negativo da negociação.

"Aguardamos até sexta-feira, mas nem a Eletrosul nem a Shanghai apareceram para formalizar a transferência de controle", afirmou o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, durante a reunião pública da diretoria. Ele ressaltou que a agência aguardou, em vão, por mais de um ano para que o negócio fosse concretizado.

A diretoria da Aneel também determina que a superintendência de concessão do órgão faça a execução das garantias financeiras, no valor de R$ 163,8 milhões, aportadas pela Eletrosul logo após leilão de transmissão de 2014.

Em comunicado divulgado na tarde de ontem, a Eletrosul informou que apresentará recurso contra a decisão da agência. A estatal ressaltou que esse lote de transmissão tem uma "importância estratégica" para a companhia e, por isso, está "estudando alternativas para a viabilização dos empreendimentos" associados ao projeto.

O projeto de transmissão envolve 17 linhas, com total de 2.169 quilômetros, e oito subestações. O empreendimento responde por investimentos de R$ 4,1 bilhões e geração de 11 mil empregos diretos. O cronograma de obras indicava a entrada em operação em março deste ano, o que asseguraria uma receita anual de R$ 336 milhões ao empreendedor. Tratava-se do lote principal do leilão.

"Esse lote é fundamental para o atendimento da confiabilidade da região metropolitana de Porto Alegre e para o escoamento da energia renovável do Estado. Diversos empreendimentos eólicos estão sendo prejudicado", afirmou Pepitone.

O projeto de transmissão da Eletrosul não chegou a sair do papel. A Aneel pretende oferecê-lo novamente ao mercado, no próximo leilão está marcado para 20 de dezembro. O edital, ainda em fase de preparação, indica a possibilidade de oferta de 18 lotes de empreendimentos de transmissão a serem implantados em 13 Estados. Os estudos apontam para o incremento de mais sete mil quilômetros de rede, com criação de 27.720 empregos diretos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 26/09/2018

BNDES APROVA R$ 488,5 MILHÕES PARA INVESTIMENTO DO SETOR DE TRANSPORTE
Publicado em 09/26/2018 as 06:08 PM

Por Valor

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou quatro operações de crédito, no valor total de R$ 488,5 milhões, para as empresas do setor de transporte ferroviário MRS Logística, VLI Multimodal e MRC Locação de Equipamentos Ferroviários.

Os financiamentos do BNDES vão viabilizar a aquisição de 26 novas locomotivas — todas fabricadas no Brasil —, a revitalização de outras 50 e a compra de 995 novos vagões, além de investimentos na recuperação de vias e em outros equipamentos pelas empresas. De acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer), a fabricação das 26 novas locomotivas corresponde a cerca de 25% da produção média anual dessas máquinas no país nos últimos cinco anos.

O financiamento do Banco à MRS Logística, no valor de R$ 252,4 milhões, destina-se à compra de 15 novas locomotivas, à revitalização de outras 50 locomotivas e à aquisição de 577 vagões dos tipos hopper e plataforma para transporte de produtos agrícolas, siderúrgicos e contêineres.

Outros dois financiamentos, no valor total de R$ 124,6 milhões, foram aprovados pelo BNDES para investimentos da VLI Multimodal no aumento da capacidade de cargas das ferrovias Centro Atlântica e Norte Sul.

Um dos projetos da VLI, apoiado pelo Banco com R$ 40,6 milhões, consiste na expansão da capacidade de transporte de toretes de eucalipto no trecho entre Prudente de Morais (MG) e Aracruz (ES). Os recursos do Banco serão utilizados na aquisição de até 178 vagões tipo plataforma e na recuperação da via permanente na região de Prudente de Morais.

O projeto da empresa de logística para a Ferrovia Norte Sul — apoiado pelo BNDES com R$ 84 milhões — consiste no aumento da capacidade de transporte ferroviário para o escoamento da produção agrícola em direção ao Porto de São Luís (MA). Serão comprados até 240 vagões tipo HFT e implantado um novo sistema de manutenção para atender a crescente demanda de exportação de grãos.

A aquisição de 11 novas locomotivas ferroviárias pela MRC Locação de Equipamentos Ferroviários também será financiada pelo BNDES com R$ 111,5 milhões. As locomotivas adquiridas pela MRC serão produzidas pela GE Transportation em Contagem (MG) e serão locadas à VLI Multimodal para utilização na Ferrovia Centro Atlântica.

A MRC é parte do grupo econômico Mitsui e opera com a compra, venda e aluguel de vagões, locomotivas e peças, além de atividades relacionadas com operações ferroviárias.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 26/09/2018

GRANEL, CATTALINI E AGEO VÃO DISPUTAR TERMINAL EM SANTOS
Publicado em 09/26/2018 as 06:07 PM

Por Fernanda Pires | De São Paulo


Vista aérea da instalação: quem vencer terá de garantir capacidade estática para 97 mil metros cúbicos de líquidos

As empresas Granel Química, Ageo e Cattalini disputarão o arrendamento de uma área nobre para armazenagem e movimentação de granéis líquidos no porto de Santos (SP), conforme adiantou ontem o Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. O leilão será realizado na sexta-feira, na B3, em São Paulo, a partir das 10 horas.

O prazo para a entrega das propostas foi ontem, das 10h às 13h, também na sede da bolsa de valores paulista. Os envelopes com os nomes e as ofertas dos proponentes só serão abertos na sexta-feira.

Já um lote no porto de Santana (AP), que seria leiloado no mesmo dia e é destinado à movimentação de cavaco de madeira, não recebeu proposta. Ocupa a área hoje a Amapá Florestal e Celulose S.A (Amcel), cujo controle acionário é dos grupos japoneses Nippon Paper Industries e NYK-Nippon Yusen Kaisha.

O leilão é realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal.

O terminal de Santos fica na Ilha Barnabé e é explorado hoje pela Granel Química, que pertence ao grupo norueguês Odfjell. Líder no mercado global de transporte marítimo de químicos e outros produtos líquidos, o conglomerado europeu tem capital aberto e registrou receita bruta de US$ 843 milhões em 2017.

O prazo do contrato da Granel terminou oficialmente em 2012, mas a empresa se mantém na área por meio de decisão judicial.

O lote tem 54.221 metros quadrados e quem arrematá-lo terá de realizar investimentos que garantam capacidade estática de, no mínimo, 97.720 metros cúbicos. Pelos estudos da Antaq, essa exigência deve demandar investimento de R$ 198,2 milhões.

Como essa é exatamente a oferta de tancagem do terminal da Granel e, diferentemente de outros contratos, os tanques, neste caso, pertencem à empresa pelo investimento já feito, há um entendimento no mercado de que a Granel tem uma vantagem competitiva e, por isso, poderá apresentar uma oferta de preço mais atraente. Por essa razão, outros interessados no ativo não fizeram proposta, apurou o Valor.

Para fontes a par do assunto, isso, contudo, não é líquido e certo e a condição não retira a isonomia da disputa. Como os outros concorrentes nada investiram no ativo poderiam, em tese, estar mais capitalizados ou com maior capacidade de se alavancar.

O arrendamento será válido por 25 anos podendo ser sucessivamente prorrogado até o limite de 70 anos. Vence quem der o maior valor de outorga acima de R$ 1,00.

O valor global ao longo do contrato é de R$ 1,3 bilhão. A área conta hoje com 99 tanques para produtos químicos, etanol e derivados de petróleo, entre outros. Tem estruturas de armazenagem conectadas ao cais existente de dois berços de atracação por meio de dois corredores dutoviários. Cada tanque tem dutos dedicados a abastecer caminhões.

A arrendatária deverá pagar à Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o porto, R$ 116 mil por mês referente ao arrendamento fixo e R$ 4,50 por tonelada de qualquer carga movimentada, a título de arrendamento variável.

A Ilha Barnabé tem seis terminais dedicados à movimentação de granéis líquidos (exceto sucos cítricos). A própria Ageo tem instalações na ilha. A Cattalini, um dos maiores grupos de tancagem e movimentação portuária de granéis líquidos do país, tentou arrematar uma área em Santos há alguns anos, mas desistiu.

Ainda na sexta-feira será realizada outra licitação portuária na B3, desta vez a cargo da Companhia Docas do Pará (CDP). Será para exploração de uma instalação dedicada à armazenagem e distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP) no porto de Belém (PA). Apenas a Nacional Gás Butano Distribuidora, que já explora a área, apresentou proposta.

Essa é a segunda tentativa da CDP de licitar a área, após o lote ter ficado sem proposta em certame realizado em abril. A área tem 32.256 metros quadrados e a cessão terá prazo de 20 anos, prorrogável por sucessivas vezes, a critério da administração do porto, até o limite máximo de 40 anos.

A cessionária deverá pagar à administração portuária R$ 209 mil por mês pelo direito de explorar o lote e investir R$ 51,5 milhões
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 26/09/2018

TCU ADIA DECISÃO SOBRE VOOS DE LONGA DISTÂNCIA NO AEROPORTO DA PAMPULHA
Publicado em 09/26/2018 as 06:07 PM

Renata Evangelista e Daniele Franco - portal@hojeemdia.com.br


Pedro Gontijo/Hoje em Dia/Arquivo
Terminal continua proibido de receber voos comerciais interestaduais

O Tribunal de Contas da União (TCU) adiou a votação que decidiria sobre a situação do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, mais conhecido como Aeroporto da Pampulha. Na semana passada, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou resolução autorizando o terminal a receber aeronaves classificadas como 4C, que têm capacidade para carregar mais passageiros. Isso significa que o aeroporto está apto a receber aviões de maior porte, como por exemplo o Airbus 321-200 e o Boeing 737-500.

Mas na prática, as companhias continuam impedidas de oferecer voos comerciais entre o Aeroporto da Pampulha e outros estados por causa de uma decisão cautelar do TCU, que em dezembro de 2017 proibiu voos comerciais interestaduais no terminal. Na ocasião, a decisão foi acatada pelo Ministério dos Transportes.

Nesta terça-feira (25), os ministros do tribunal voltariam a discutir a situação do terminal em sessão ordinária na plenária. A reunião estava agendada para ocorrer às 14h30, mas pauta foi excluída da sessão poucas horas antes dela começar. O TCU não informou o motivo da retirada da pauta e alegou que este é um "procedimento normal da Casa". Ainda não há previsão de quando o TCU vai julgar o mérito do processo.

Imbróglio

Desde 2005, a Pampulha opera apenas voos regionais e serviços de táxi aéreo. O fluxo de passageiros fica concentrado no aeroporto de Confins, concedido à iniciativa privada em 2013. A concessionária BH Airport, que administra Confins, também questionou judicialmente a reabertura comercial de Pampulha.

De acordo com a assessoria de imprensa da Anac, que atestou a capacidade de receber aviões de grande parte, a agência, como órgão técnico, "apenas cumpre seu papel, que, neste caso, é avaliar e homologar tecnicamente infraestruturas, certificar aeroportos e zelar pela segurança operacional". O pedido de mudança na capacidade do terminal foi feito pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
Fonte : Hoje em Dia - MG
Data : 26/09/2018

ANP PEDIRÁ QUE PETROBRAS DEVOLVA 100 ÁREAS
Publicado em 09/26/2018 as 06:07 PM

Estatal terá 90 dias para decidir se quer desenvolver ou se desfazer de campos. Objetivo da medida é estimular pequenas e médias empresas. Em evento do setor, petroleiras discutem incerteza sobre futuro do subsídio ao diesel
O Globo26 Sep 2018BRUNO ROSA bruno.rosa@oglobo.com.br

AAgência Nacional do Petróleo (ANP) vai notificar a Petrobras para que a estatal devolva ou leiloe áreas de petróleo em terra e no mar por não estar investindo o suficiente no desenvolvimento dos campos. Segundo uma fonte, são mais de cem blocos, numa lista que inclui áreas na Bacia de Campos, segunda maior região produtora do país.

Em palestra na Rio Oil & Gas, o diretor da ANP, Aurélio Amaral, a Petrobras será notificada já nesta semana. A partir disso, ela terá 90 dias para decidir o futuro das áreas. Segundo ele, a companhia terá de devolver essas áreas à ANP ou pedir ao órgão regulador que seja feito um leilão para que esses campos sejam vendidos ao mercado:

—Sabemos que a Petrobras está se concentrando no présal e, por isso, coloca alguns campos em segundo plano. O objetivo da medida é estimular o investimento entre as pequenas e médias empresas do setor e estimulara indústria.

A quantidade de áreas a devolver vai depender dos planos da Petrobras, já que ela poderá apresentar um plano de desenvolvimento dos campos. Hoje, 641 poços produzem 1.700 barris de petróleo por dia, enquanto outros 86 poços, a maior parte do pré-sal, extraem 17 mil barris diários.

Durante o evento do setor de petróleo, as empresas mostraram preocupação com o subsídio do diesel, que acaba em 31 de dezembro. Com o petróleo na faixa de US$ 80, ainda não há definição sobre uma eventual nova política para minimizar o impacto no preço do combustível. O receio é que a indefinição dê margem a crises, como a greve dos caminhoneiros, em maio.

Executivos destacam ainda a incerteza eleitoral. O presidente da Brookfield, empresa com R$80 bilhões em gestão no Brasil e dona da rede de gasodutos NTS, Henrique Carsalade Martins, defendeu políticas claras para o setor:

—É difícil tomar decisão de investimento nesse ambiente. Temos recursos para investir no mundo, mas a quantia que virá para o Brasil, vai depender do momento.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 26/09/2018

PORTO - VARREDURA NO PORTO DE ITAGUAÍ
Publicado em 09/26/2018 as 06:07 PM

Quatro mil contêineres já foram auditados pela força-tarefa que reúne, desde ontem, 700 militares e 62 agentes da Receita e da Polícia Federal no Complexo Portuário de Itaguaí.

Na ação, segundo o Comando Conjunto da intervenção federal, também foram revistadas pela Marinha cerca de cem embarcações, incluindo um navio mercante. Sete delas foram notificadas. O trabalho é feito com o apoio de equipes em dois helicópteros e 11 barcos, sendo uma lancha blindada. O Exército não informou por quanto tempo a operação contra o tráfico de drogas e armas, que deve se repetir hoje, será mantida.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 26/09/2018

INFRAERO EXPANDE ÁREA PARA AMPLIAR AEROPORTO DA PAMPULHA
Publicado em 09/26/2018 as 06:06 PM

Autor:        QUEILA ARIADNE

Expansão. Terreno de antigo centro de treinamento da Aeronáutica já está sendo repassado para o projeto. Volta de voos interestaduais no terminal tem embargo do TCU

Desde 11 de setembro, quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) homologou a pista do aeroporto da Pampulha para receber aeronaves de maior porte, as expectativas sobre a volta dos voos interestaduais decolaram. Tudo depende do Tribunal de Contas da União (TCU) votar a medida cautelar que suspendeu a retomada. O processo entraria na pauta de votação hoje, mas foi retirado. Enquanto há travas judiciais, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) faz seu dever de casa e já tem um plano traçado para expansão do terminal, com direito a empreendimentos comerciais e preparação para voos entre capitais.

"A Infraero tem um belo projeto de desenvolvimento para a região ao redor do aeroporto da Pampulha, envolvendo empreendimentos comerciais diversos, com benefícios não só para a região, mas para a sociedade mineira como um todo, além de atender uma demanda reprimida de pontes áreas, a partir da retomada dos voos no aeroporto", confirma a estatal.

Esse projeto é um desejo antigo da Infraero, mas faltava espaço para implantar o plano diretor que, inclusive, já tem aprovação da Anac. Agora, não faltará mais, pois a Aeronáutica, que ocupava algumas áreas no local para capacitação de oficiais, está de mudança e a devolução já começou. "O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR) iniciou em setembro o processo de transferên­ cia para as novas instalações localizadas em Lagoa Santa (região metropolitana de Belo Horizonte).

A mudança se dá pela necessidade de modernização e ampliação das instalações, devido ao aumento de cursos ministrados", explica a Força Aérea Brasileira (FAB).

A Infraero lembra que qualquer investimento na expansão do terminal depende da liberação do TCU. A estatal ainda não forneceu os detalhes sobre o que será feito no aeroporto, mas adianta que, assim que as áreas antes ocupadas pela Aeronáutica forem liberadas, ela aplicará o plano de desenvolvimento comercial, consoante com as possibilidades mercadológicas. Ainda segundo a Infraero, o espaço antes ocupado pelo Comando da Aeronáutica deve ser liberado totalmente até o fim deste ano.
A medida cautelar do TCU suspendeu a portaria do Ministério dos Transportes que autorizava a retomada de voos de grande porte entre Estados, a partir de Pampulha. As companhias aéreas têm interesse em voltar. A concessionária que administra Confins é contra, pois teme impactos negativos com perda de até 20% dos passageiros.
Fonte: O Tempo - MG
Data : 26/09/2018

REFORMA DO AEROPORTO SERÁ PRIORIDADE
Publicado em 09/26/2018 as 06:06 PM

Um dos setores que mais gera emprego no Brasil e em Sergipe, o turismo, terá atenção especial de Jackson Barreto no Senado Federal.

Um de seus projetos será a ampliação do Aeroporto Santa Maria, em Aracaju, o qual, segundo Jackson, não pôde ser executado enquanto foi governador por interferência política do presidente Michel Temer.

"Lutamos pela ampliação do Aeroporto de Aracaju porque acreditamos na força de nosso turismo como impulsionador econômico e gerador de emprego e renda. Fizemos o projeto de ampliação do aeroporto, conseguimos emenda, iniciamos a ampliação da pista do pouso, fizemos toda a obra de infraestrutura do entorno e não conseguimos reformar o terminal de passageiros por interferência política desse governo perseguidor de Temer", afirmou Jackson Barreto. O projeto de ampliação do Aeroporto Santa Maria foi apresentado à Infraero em junho de 2017. Na ocasião, o ministro de Estado dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, anunciou a decisão de promover a reforma, modernização e ampliação do terminal de passageiros existente, climatizando-o e dotando-o de pontos de acesso às aeronaves (fingers).

Jackson lembrou que esta é uma obra pela qual o Governo do Estado vem trabalhando para viabilizar desde 2009. "Fomos de dez a 15 vezes na Infraero nos últimos anos, mas sempre faltavam recursos. A ideia inicial era a construção de um novo terminal, mas o projeto estava estimado em aproximadamente R$ 400 milhões. Diante da crise, optamos por um novo projeto, de menor custo, mas que atenderá as necessidades do povo sergipano e dos nossos visitantes até 2038. Em conjunto com a nossa bancada em Brasília, conseguimos parte do recurso para a reforma do terminal por meio de uma emenda impositiva, a outra parte seria oriunda da própria Infraero", ressaltou, acrescentando que após a reforma o aeroporto terá capacidade de receber quatro milhões de passageiros por ano. De acordo com dados da Infraero, o Aeroporto de Aracaju recebeu 1.224.131 passageiros em 2018. Este ano, até agosto, 785.729 mil pessoas circularam pelo terminal do Santa Maria.

"Na obra do aeroporto foi praticado um crime. Na semana de assinatura da ordem de serviço, seis aeroportos do Nordeste, incluindo Aracaju, apareceram nas privatizações do governo Temer e suspenderam a obra. E o ministro dos Transportes do governo Temer já tocou fogo no dinheiro por aí. Fiz a minha a parte, mas quem manda em Brasília é André Moura e Temer. Investimos R$ 40 milhões na parte do Estado e recebemos um calote", relembrou Jackson.

Entorno do aeroporto
primeira etapa do sistema vi- A ário do entorno do Aeroporto Santa Maria foi entregue em setembro de 2015. O complexo viário interliga a região com a Zona de Expansão e integra um conjunto de obras de mobilidade, cujo objetivo é desafogar o trânsito das avenidas Euclides Figueiredo, Heráclito Rollemberg e Tancredo Neves. Com a obra, o deslocamento dos moradores dos bairros Aruana e Santa Maria e dos conjuntos Augusto Franco, Santa Tereza e Residencial Vila Verde será facilitado.

O novo corredor de tráfego da capital sergipana compreende a duplicação das avenidas Alexandre Alcino e José Menezes Prudente e melhoria na Avenida Padre Arnóbio de Melo (Rota de Fuga). Investimentos na ordem de R$ 24.387.664,22.
Fonte : Jornal da Cidade - SE
Data : 26/09/2018

ELETROBRAS: COMISSÃO CONSIDERA APTOS TODOS OS PROPONENTES DE LEILÃO DE SPES
Publicado em 09/26/2018 as 06:06 PM

A Eletrobras divulgou nesta quarta-feira, 26, que sua Comissão de Alienação do "Leilão Eletrobras nº 01/2018", de participações em Sociedades de Propósito Específico (SPEs), considerou aptos todos os proponentes que entregaram na terça-feira os documentos para os credenciar a disputar o certame.

Os interessados tiveram de apresentar na terça-feira à comissão os Volumes 1, de Garantia de Proposta, e 3, de Documentos de Habilitação. A entrega do volume 2, com a proposta econômica, será feita na quinta-feira, durante a sessão pública de leilão, que acontecerá a partir das 10 horas, na B3, em São Paulo.

Conforme observou a reportagem do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, ao menos 9 grupos apresentaram propostas. No leilão, serão ofertadas 71 participações societárias em SPEs reunidas em 18 lotes, cujos preços mínimos totalizam R$ 3,1 bilhões.
Fonte : DCI – Diário Comércio Indústria e& Serviço - SP
Data : 26/09/2018

PF E MPF INVESTIGAM ESQUEMA DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO A VALEC
Publicado em 09/26/2018 as 06:06 PM

A operação busca provas da prática de crimes de lavagem de dinheiro cometidos no período em que a empresa foi comandado pelo ex-presidente José Francisco das Neves e pelo grupo político de Valdemar da Costa Neto

Ministério Público e Polícia Federal deflagraram nesta quarta-feira (26) a Operação Trilho 5x com o objetivo de investigar esquema de corrupção envolvendo a Valec, empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. A Valec atua no setor ferroviário, em especial na construção e exploração de infraestruturas.

A Trilho 5x é uma nova etapa da Operação O Recebedor – desdobramento da Operação Lava-Jato. A operação deflagrada nesta quarta busca provas da prática de crimes de lavagem de dinheiro cometidos no período em que a empresa foi comandado pelo ex-presidente José Francisco das Neves e pelo grupo político de Valdemar da Costa Neto.

Acordos de leniência e colaboração premiada foram firmados com executivos e empreiteiras contratadas pelo MPF, visando à execução das obras da Ferrovia Norte-Sul. Entre as empreiteiras estão a Camargo Corrêa, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht. De acordo com os investigadores, informações obtidas com empreiteiras indicam que, entre os meios usados para o pagamento da propina, está a contratação do escritório Heli Dourado Advogados Associados, “sem que houvesse a
efetiva contraprestação dos serviços jurídicos”.

Cerca de 150 policiais e peritos criminais federais participam da operação, que cumpre 34 mandados de busca e apreensão nas cidades goianas de Formosa, Mineiros e Goiânia, e em Brasília (DF). Trinta e quatro pessoas físicas e jurídicas teriam recebido recursos do escritório de advocacia, motivo pelo qual se tornaram alvo da operação deflagrada nesta quarta. Cerca de R$ 7,5 milhões foram pagos a eles, sem que tivessem sido declarados à Receita Federal.

Uma análise feita pelos policiais em declarações do Imposto de Renda apontaram que os rendimentos declarados pela empresa Heli Dourado Advogados Associados entre os anos de 2006 e 2012 são provenientes apenas das empreiteiras investigadas. Ainda segundo os investigadores, quando interrogado em juízo, na ação penal aberta com base na Operação O Recebedor, “o advogado Heli Dourado não conseguiu descrever ou explicar os serviços jurídicos que teria prestado para justificar os valores recebidos”.

Um mandado de sequestro da Fazenda Maltiz, localizada em Formosa (GO) está sendo cumprido. De acordo com o MPF, a fazenda teria sido adquirida por Heli Dourado com recursos que tiveram como origem as empreiteiras investigadas, inclusive fazendo uso de contratos de gaveta não registrados. Os suspeitos adotaram essa estratégia com o objetivo de ocultar o verdadeiro proprietário do imóvel.

A Agência Brasil tentou contato com o escritório Heli Dourado Advogados Associados, mas não obteve retorno.
Fonte: Diário do Nordeste - CE
Data : 26/09/2018

RUMO QUEBRA RECORDE DE TRANSPORTE DE GRÃOS EM AGOSTO NA OPERAÇÃO SUL
Publicado em 09/26/2018 as 06:05 PM




A Rumo quebrou novos recordes no mês de agosto em sua Operação Sul, que abrange ferrovias nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, parte de São Paulo e do Mato Grosso do Sul. O principal destaque foi o aumento de 14% no volume total de grãos (soja e milho) transportados em comparação ao mesmo mês do ano passado. Foi escoado 1,18 milhão de toneladas de produtos agrícolas para os principais portos da região, que são os de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC).

O desempenho de agosto foi o terceiro melhor resultado histórico da Companhia na Operação Sul. Os dois primeiros ocorreram também neste ano, nos meses de março (1,25 milhão) e abril (1,21 milhão).

Outro recorde na região foi no estado do Rio Grande do Sul: a Rumo transportou 303 mil toneladas de grãos no mês passado, marcando os 31 dias como o melhor agosto da história da Companhia, com 12% a mais no volume de 2018 ante 2017.

Transporte de celulose também cresce

Desde outubro de 2016, a Rumo mantém uma parceria com a Klabin, produtora e exportadora de papéis, para transportar celulose entre a região de Ponta Grossa e o Porto de Paranaguá, no Paraná. E em agosto a Companhia também registrou um aumento de transporte no corredor ferroviário mais utilizado para o transporte de cargas da região Sul.

Da fábrica de celulose da Klabin em Ortigueira (PR), foram escoadas pela Rumo 106 mil toneladas de celulose para Paranaguá, 13% a mais do que o recorde de 94 mil toneladas obtido em junho deste ano.

Fonte: Diário dos Campos
Data : 26/09/2018

ANTAQ AUTORIZA CINCO REGISTROS DE INSTALAÇÃO PORTUÁRIA NA REGIÃO NORTE
Publicado em 09/26/2018 as 06:05 PM

Quatro no Pará; uma no Amazonas

A ANTAQ publicou, em 24 de setembro, no Diário Oficial da União, cinco autorizações de registro de instalação portuária. As resoluções foram publicadas na Seção 1, páginas 98 e 99.

As resoluções autorizaram os registros das instalações portuárias das empresas Maar Navegação e Terminais LTDA (PA), Silmar Navegação LTDA (PA), Abramex Comércio e Exportação de Madeiras LTDA (PA), Juruá Estaleiros e Navegação LTDA (AM) e Henvil Transportes LTDA (PA).

A Juruá recebeu autorização de acordo com o inciso II do art. 2º da Resolução Normativa nº 13 – ANTAQ: são passíveis de registro, de que trata a norma, a construção, exploração e ampliação de instalações com acesso ao meio aquaviário destinadas exclusivamente à construção e/ou reparação naval localizadas fora da área do porto organizado.

As outras empresas receberam autorização de acordo com o inciso V do mesmo artigo, que está relacionado a instalações para apoio ao embarque e desembarque de cargas e/ou passageiros destinadas ou provenientes do transporte aquaviário, também fora do porto organizado (ver norma).
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 25/09/2018

ANTAQ LANÇARÁ SISTEMA DE DESEMPENHO DA NAVEGAÇÃO NO MÓDULO APOIO PORTUÁRIO
Publicado em 09/26/2018 as 06:04 PM



Nova ferramenta entrará em fase de testes a partir do dia 4 de outubro

A ANTAQ apresentará ao setor regulado em 4 de outubro o Sistema de Desemprenho da Navegação (SDN) no módulo Apoio Portuário. O evento acontecerá na sede da Agência, em Brasília, a partir das 14h30.

O SDN é um sistema informatizado, mantido pela ANTAQ, destinado a receber, pela internet, informações de natureza técnica e operacional a serem prestadas pelas empresas brasileiras de navegação. Essas informações incluirão dados de frota em operação, bem como sobre as operações realizadas, entre elas portos de atuação, tipos de atividades realizadas e valores cobrados.

Primeiramente, entre os dias 4 e 26 de outubro, o SDN será submetido a uma fase de teste, na qual o módulo do Apoio Portuário poderá ser usado. O objetivo é disponibilizar, através deste acesso, uma maneira para que os regulados enviem sugestões para melhorias e para que eles tenham prévio conhecimento da ferramenta.

“É fundamental que se descubra as eventuais correções a serem feitas e, para isso, é necessária a participação do setor regulado, que nos informará o que precisa ser melhorado no sistema”, destacou o superintendente de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade da ANTAQ, Samuel Ramos.

A Agência pretende realizar uma audiência pública sobre a norma que regulamentará o envio de informações pelo sistema.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data: 26/09/2018

SETOR PORTUÁRIO BUSCA VERBAS PARA QUALIFICAÇÃO DE TRABALHADORES
Publicado em 09/26/2018 as 06:04 PM

Neste ano, das mil vagas solicitadas para cursos, só 150 foram abertas
DA REDAÇÃO - 26/09/2018 - 13:25 - Atualizado em 26/09/2018 - 13:55


Assunto foi debatido durante o 5º workshop do Prepom (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Mesmo com o entendimento de que a capacitação dos trabalhadores é fundamental para o desempenho do Porto de Santos, o Programa de Ensino Profissional Marítimo (Prepom), desenvolvido pela Marinha, vem perdendo demanda. Neste ano, das cerca de mil vagas solicitadas na região, apenas 150 trabalhadores portuários passaram por algum curso do programa.

O assunto foi debatido nesta terça-feira (25), durante o 5º workshop do Prepom, promovido pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) em parceria com o Órgão Gestor da Mão de Obra (Ogmo) de Santos. No evento, operadores, trabalhadores portuários e instituições ligadas ao complexo santista se reuniram para definir as prioridades de cursos para 2019. O evento aconteceu na Universidade Santa Cecília, em Santos, e coletou propostas de programas de ensino e vagas, que serão validadas ainda pela Marinha e, a partir de janeiro, autorizadas (ou não) pelo Governo, dependendo do orçamento da União.

“A gente entende que isso é uma dificuldade muito grande, principalmente neste período que nós estamos vivendo, de retração econômica. Os recursos do Fundo do Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo têm sido bastante contingenciados”, disse o capitão dos portos de São Paulo, o capitão de mar e guerra Daniel Américo Rosa Menezes.

Grupo de Trabalho

Durante o workshop, o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), João Batista de Almeida Neto, propôs a criação de um grupo de trabalho, com trabalhadores e empresários, para tentar, junto às autoridades, um repasse maior para a área.

“O empresário recolhe 2,5% da folha de pagamento e parte desse valor vai para esse fundo, que já acumula R$ 1,8 bilhão. Um dinheiro parado, que deveria voltar para cá. Temos que sensibilizar o pessoal lá de cima (Brasília) dos riscos eminentes”, afirma Almeida, referindo-se a problemas causados por acidentes de trabalho motivados pela falta de capacitação dos trabalhadores.

“O que nos falta é verba. Mas não verba de origem, pois os operadores contribuem. Teríamos que ter o mínimo necessário para os cursos”, afirmou José dos Santos Martins, diretor executivo do Sopesp.

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão informou, por nota, não ter nenhuma ingerência na área de ensino profissional. Procurado pela reportagem, o Ministério da Defesa, a quem a Marinha está ligada, não respondeu até o fechamento desta edição.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 26/09/2018

FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA AUMENTA EM 60% VOLUME DE PRODUTOS MOVIMENTADOS
Publicado em 09/26/2018 as 06:04 PM

Segundo a VLI, quase R$ 5 bilhões foram investidos na malha nos últimos anos
DE A TRIBUNA ON-LINE e@atribunasantos (http://www.twitter.com/atribunasantos)


FCA é o principal eixo de integração entre três regiões (Foto: Divulgação/VLI)

A Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), que constitui o principal eixo de integração entre as regiões Sudeste, Nordeste e Centro-oeste, operada pela VLI, aumentou entre 2010 e 2017 em mais de 60% o volume de produtos movimentados pela ferrovia. Segundo a VLI, no período, mais de 350 locomotivas e cerca de nove mil vagões foram colocadas para rodar na malha ferroviária, que recebeu um investimento de quase R$ 5 bilhões. A ferrovia, que passa por Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro, movimentou cerca de 35 milhões de toneladas de soja, milho, açúcar, minério de ferro, produtos siderúrgicos, entre outros produtos. Em 2010, o volume foi de 21 milhões de toneladas. “Uma das linhas de frente do nosso plano de investimentos, concluído este ano e orçado em R$ 9 bilhões, foi aumentar a capacidade da ferrovia. Adicionamos ativos modernos, mais econômicos e sustentáveis. Além disso, a modernização da frota impacta em uma cadeia de fornecedores no país”, ressalta Gustavo Serrão, diretor de Operações Ferroviárias da VLI.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 26/09/2018

NOVA DIRETORIA DOS CONFERENTES TOMA POSSE NA PRÓXIMA QUINTA-FEIRA
Publicado em 09/26/2018 as 06:03 PM

Solenidade acontecerá no salão social da entidade a partir das 19h30
DA REDAÇÃO


Solenidade deve contar com a presença de diversas autoridades (Foto: Reprodução/Internet)

Comandada pelo conferente Wilk Aparecido de Santa Cruz, a nova diretoria do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia do Porto de Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão e São Sebastião (SCCDCPS) para o triênio 2018/2021 tomará posse nesta quinta-feira (27), em solenidade que acontecerá no salão social da entidade a partir das 19h30.

Eleita em chapa única após receber 283 votos no pleito realizado entre os dias 6 e 9 de agosto, a futura gestão contará também com Wagner Moreira Gonçalves (vice-presidente), Alexandre Alberto Soares Souza (primeiro secretário), José Carlos Garcia (segundosecretário), Cesar Augusto Mariano Fernandes (primeiro tesoureiro), Clayton Pereira Gonçalves (segundo tesoureiro) e Antônio Madeira Fernandes Filho (diretor de assistência social).

O Conselho Fiscal será formado por Roberto Alves Júnior, Karina Royas Marques e Eliazar Cabral de Vasconcelos, enquanto os cargos de delegados na Federação Nacional dos Conferentes e Consertadores de Carga e Descarga, Vigias Portuários, Trabalhadores de Bloco, Arrumadores e Amarradores de Navios, nas Atividades Portuárias (FENCCOVIB) serão ocupados por Wagner Moreira Gonçalves e José Tarciso Florentino da Silva.

Para a solenidade de posse são aguardadas as presenças de diversas autoridades do segmento portuário, políticos, empresários e sindicalistas, além de associados da ativa e aposentados, familiares, convidados em geral e profissionais de imprensa.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 26/09/2018

BERÇO 3 DO PORTO DE ITAJAÍ RECEBEU 1020 VEÍCULOS IMPORTADOS
Publicado em 09/25/2018 as 05:49 PM




No sábado, 22, o berço 3 do Porto de Itajaí voltou a receber uma nova operação teste de veículos importados da montadora americana General Motors/Chevrolet (GM).

De bandeira panamenha e com 188 metros de comprimento por 31 de boca, o navio "Luminous ACE", de propriedade do Armador K-Line, partiu do México e no trajeto fez escalas em alguns portos do Brasil. Antes de chegar à Itajaí, o navio partiu do Porto de Paranaguá (PR).

Nesta sétima operação “teste”, desembarcaram 1.020 veículos dos modelos Tracker e Equinox. Cerca de 124 veículos foram movimentados por hora.  Em pouco mais de uma semana, esta foi a segunda vez que o berço 3 recebeu as operações deste porte.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 25/09/2018

SHELL DIZ QUE ALTA DO PETRÓLEO NÃO É FATOR DETERMINANTE PARA LEILÃO DO PRÉ-SAL
Publicado em 09/25/2018 as 05:48 PM


A Shell estará presente no quinto leilão de áreas do pré-sal, marcado para a próxima sexta-feira, e não considera o preço do petróleo Brent, por volta dos 80 dólares o barril, decisivo para tomar decisões por ofertas, afirmou o presidente da petroleira no Brasil, André Araujo.

“Nós estamos falando de projetos para 30 anos, então não é o preço do dia que vai decidir o nosso (comportamento)”, afirmou a jornalistas, nos bastidores do congresso Rio Oil & Gas, evitando detalhar como será sua participação.

Os preços do petróleo Brent subiam mais de 2 por cento nesta segunda-feira, para máximas de quatro anos, após Arábia Saudita e Rússia afirmarem no final de semana que não têm decisão imediata para aumentar a produção, apesar de apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Araujo frisou que a Shell participou de todas as rodadas de petróleo no Brasil, ainda que não tenha realizado lances em algumas.

O executivo afirmou ainda que a empresa acredita que o cenário de petróleo é de volatilidade.

“As empresas precisam ser resilientes e não é o preço do dia que vai seguir para sempre.”

Questionado se o cenário eleitoral traz preocupação, diante das chances de um novo candidato interromper as reformas pró-mercado que estão em curso, Araujo negou.

“São decisões que o país toma. Temos 105 anos de história, temos portfólio bom e a gente concorda que o país respeita contratos”, concluiu.

Ao todo, 12 petroleiras manifestaram interesse pela chamada 5ª Rodada do pré-sal, quase todas estrangeiras, incluindo Exxon Mobil e outras. A Petrobras também está inscrita.

O leilão ofertará áreas de Saturno, Titã, Pau Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde, localizadas nas bacias de Santos e de Campos.

A expectativa do governo brasileiro é vender todas as quatro áreas ofertadas no leilão do pré-sal previsto para a próxima sexta-feira, afirmou nesta segunda-feira o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 25/09/2018

TERMINAL DA ADM NO PORTO DE SANTOS GANHA MURO VERDE
Publicado em 09/25/2018 as 05:48 PM

O terminal da ADM do Brasil (Archer Daniels Midland) localizado no Porto de Santos (SP) inaugurou nesta segunda-feira (24/09), seu “Muro Verde”, mais uma etapa do Projeto Novos Ares, desenvolvido para aumentar a eficiência operacional do terminal, ampliar a capacidade de armazenagem e, principalmente, atender às necessidades ambientais, mitigando a emissão de particulados de grãos vegetais. Concebido pela empresa, em conjunto com autoridades e a comunidade santista da Ponta da Praia, o muro verde muda a paisagem típica da área portuária, tornando-a mais agradável, além de adicionar uma área de vegetação no limite externo do terminal da ADM, com plantas que se constituem em uma barreira adicional para os particulados, criam um microclima na parte interna que arrefece o calor e a aridez característica aos armazéns portuários e funcionam como anteparo sonora.

“Com o muro verde, a ADM está dando mais uma contribuição para melhorar a qualidade de vida da população da cidade de Santos. Além de contribuir para barrar a emissão de particulados, o muro torna o local mais agradável e promove a integração entre o Porto e a cidade, valorizando toda a região”, afirma Eduardo Rodrigues, diretor de portos e logística da ADM. “Esperamos que nossa iniciativa sirva de inspiração para as demais empresas instaladas no corredor de exportação desenvolverem projetos semelhantes”, acrescenta.

Idealizado pelo paisagista santista Roberto de Sá, o novo muro estende-se por cerca de 300 metros, ao longo de toda a área externa do terminal da ADM, localizado na Av. Mário Covas Jr., S/N – Gate 22, na Ponta da Praia. O projeto conta com 12 espécies de árvores nativas, como ipê rosa e roxo, e outras espécies vegetais diferentes, entre plantas e flores. O projeto priorizou as espécies nativas brasileiras, enquanto as demais plantas exóticas foram escolhidas por sua rusticidade e facilidade de florescimento na região. “Plantar árvores nativas em áreas degradadas restitui a flora primária, resgatando a memória vegetal do lugar”, explica Sá.

Quando a vegetação estiver completamente desenvolvida, as trepadeiras terão escalado as placas metálicas coloridas, escorando-se por entre as aberturas e vãos existentes. “Optamos por utilizar espécies vegetais que, além de pertencerem à Mata Atlântica, servem de barreira natural para a emissão de particulados e reduzem o barulho, ajudando a tornar a região mais bonita e atraente”, destaca Sá, ao acrescentar que o projeto de paisagismo buscou aliar tecnologias de ponta aos conceitos artísticos atuais.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 25/09/2018

REVERTER O ATRASO DOS PORTOS BRASILEIROS
Publicado em 09/25/2018 as 05:48 PM

Editor Portogente

Portogente analisou as diretrizes protocolizadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos seis postulantes que lideram a corrida presidencial. Focou-se o compromisso com a infraestrutura e operação do universo logístico-portuário. É positivo constatar que os candidatos demonstram preocupação em superar os obstáculos da infraestrutura para o crescimento do País. Como é certo que a mudança de controle dos principais centros de decisão política do Brasil - Federação e Estados - gera oportunidade para ações mais imediatas e factíveis, ajudando a promover, de fato, desenvolvimento.


Porto industrial de Barcelona à noite. Foto Freepik.

Porto é ponto de passagem de fluxos intensos do comércio internacional, e principal parâmetro para definir prioridades e estratégias no tratamento das suas diversas e complexas logísticas.

O setor portuário deve merecer atenção imediata do novo governo para reverter a astenia que afeta a maioria das administrações dos portos brasileiros. Nesse contexto também se deu a degeneração do papel vital e facilitador da governança para identificar e corrigir problemas. No âmbito sistêmico, as agências reguladoras exorbitam da função cabível e se envolvem em situações que deveriam evitar. No ambiente interno, é ilustrativa a atitude descuidada, por exemplo, do conselho de administração da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) ante os fortes indícios de superfaturamento de serviços na dragagem no Porto de Santos, sem abertura de inquérito.

Como organização, as administrações portuárias precisam ser inovadoras. Caso contrário, é difícil garantir logísticas portuáriasl que participem com produtividade na formação de preços da indústria exportadora para competir no mercado internacional.

Descentralizar e fazer local a gestão dos portos, hoje em Brasília, é meta estratégica para decisões mais ágeis. Aqui está o fulcro para a agilizar a logística da produção nacional com planejamento e tecnologia.

A dragagem dos portos possibilita atender às necessidades de toda a comunidade portuária por meio da movimentação de carga em escala com navios de grandes calados e, como consequência, fomentar fretes mais baratos. Isso, todavia, não se verifica fazendo o Brasil ocupar uma posição pouco competitiva na área industrial no mercado internacional. A privatização da dragagem não pode continuar mais sendo adiada.

É estimulante ver todos os seis candidatos mostrando preocupação com a taxa de crescimento baixa do País; e assumir compromisso de priorizar investimentos na infraestrutura. Não será uma tarefa fácil. Entretanto, é uma exigência melhorar a qualidade das logísticas portuárias como alavanca da competitividade exitosa do produto brasileiro no mercado internacional. É o único caminho.

Portanto, essas eleições são uma grande oportunidade de mudança para superar os entraves e resistências que há muitos anos obstruem um grau de desenvolvimento maior e possível.
Fonte: Portal Porto Gente
Data : 25/09/2018

SUSPENDER A RENOVAÇÃO ANTECIPADA DAS FERROVIAS
Publicado em 09/25/2018 as 05:48 PM

Editor Portogente

A partir desta segunda-feira (24/09) o grupo Ferrofrente inicia, em Brasília, uma série de reuniões com diversos nomes do campo político e jurídico do País ligados ao setor de transportes. Entre esses os ministros dos Transportes, Valter Casimiro Silveira; do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; a ministra Carmen Lúcia, relatora do processo contra a renovação antecipada das concessões na Procuradoria Geral da República (PGR), e o Ministério Público da União (MPU).

Reunião da Ferrofrente e outras entidades com o ministro dos Transportes, nesta segunda (24). Foto: Ferrofrente.

O objetivo principal dessas reuniões é sugerir que haja a suspensão da renovação antecipada das ferrovias proposta pelo Tribunal de Contas e que, assim, se possa estruturar no próximo mandato presidencial um projeto mais organizado e robusto. Um dos pontos destacados, inclusive pela própria ministra Carmen Lúcia, diz respeito à inconstitucionalidade da antecipação da renovação, uma vez que, por lei, as concessionárias têm direito às linhas até o ano de 2027.

A ação faz parte de um plano que não se restringe apenas ao próximo projeto de governo do presidente eleito nestas próximas eleições, mas sim aos próximos 30 anos.

Dentre as intenções a longo prazo da Ferrofrente estão a mudança de matriz modal, para que nos próximos anos o escoamento rodoviário sofra uma redução de pelo menos 35% em relação à participação de hoje; o direito de passagem, que garanta às linhas de trem a não-exclusividade de quem detém as concessões; a mudança do valor das outorgas paravalores mais realistas e, principalmente, que seja vedada a prorrogação antecipada e sem concorrência como vem sendo encaminhada pelo atual governo. Ao invés das prorrogações, entende-se como necessária e benfazeja a abertura de licitaçõ es para empresas do mundo inteiro, compartilhando novas tecnologias para o setor ferroviário no país.

Nas reuniões propostas pelo grupo em Brasília, estarão presentes o presidente e o diretor jurídico da Ferrofrente, José Manoel Ferreira Gonçalves e Bruno Meirinho, o ex-diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, as representantes da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), Fátima Có, e da Confederação Nacional dos Trabalhadores Universitários (CNTU), Maria Rosa.
Fonte: Portal Porto Gente
Data : 25/09/2018

MRS INICIA OPERAÇÃO NA CIDADE MINEIRA DE ITUTINGA
Publicado em 09/25/2018 as 05:47 PM

Assessoria de Comunicação

Ter um terminal em atividade possibilita a prospecção de novos clientes e novos clientes podem viabilizar a ativação de um terminal. Foi com base nesse princípio que foi estruturada a solução para uma operação iniciada nesta semana em Itutinga (MG). Um trem carregado com 40 contêineres deixou o terminal, no dia 21 último, com destino ao Sepetiba Tecon, no Porto de Itaguaí (RJ).


MRS ItutingaFoto: Divulgação/MRS.

O gerente de Industrializados e Granéis, Rodrigo Napoleão, explica que a solução trouxe para a MRS um bom volume já no primeiro cliente: demanda anual de 90 mil toneladas. O insumo, usado na produção de baterias de lítio, é levado ao porto para ser exportado para a China.

"Com o Terminal de Itutinga, temos uma nova porta de entrada para a ferrovia, que nos possibilitou ampliar nosso raio de atuação. Com esse primeiro cliente, já garantimos um volume bastante significativo e já iniciamos as conversas para prorrogar o contrato de um ano para, pelo menos, mais três. Há possibilidade de transportamos, inclusive, outros tipos de carga, como agrícolas e industrializados", complementa Napoleão.

A operação foi iniciada no terminal na terça-feira, dia 18, e a previsão é de que o trem que partiu hoje, dia 21, chegue ao porto no próximo domingo, dia 23. O ciclo da operação dura sete dias – saída do Sepetiba Tecon ou do Porto do Rio até retorno com trem carregado com o insumo a ser exportado – e, a princípio, circulará semanalmente pela malha da MRS um trem. A expectativa é de que nos próximos meses passem a circular dois ou três trens por semana.

O terminal
Operado pela Link, empresa já parceira da MRS em outros dois terminais (Tecaf, com contêineres, e TCS, com gusa), o Terminal de Itutinga é uma das apostas para fomentar o transporte ferroviário na região do Sul de Minas Gerais. Com área coberta de 1,5 mil m², o espaço permanece adequado para carregamento de granéis, como manganês e calcário, mas, com as adaptações, a estrutura passa a suportar, também, contêineres e siderúrgicos.

"A abertura deste novo terminal reforça que estamos no caminho correto. O desafio é entender a região, o mercado, o tipo de terminal e de parceiro que precisamos em cada situação. Com isso, conseguimos buscar novas soluções e, consequentemente, ampliar o leque de segmentos em que podemos atuar", analisa o gerente de Logística e Soluções Intermodais , Magela Titoneli.

Além da parceria já existente, a Link é certificada como Operadora de Transporte Multimodal, o que concede à empresa a permissão de atuar também com o modal rodoviário, importante complemento à ferrovia na cadeia intermodal.
Fonte: Portal Porto Gente
Data : 25/09/2018

JUROS FUTUROS FECHAM EM ALTA, NO AGUARDO DE NOVAS PESQUISAS ELEITORAIS S
Publicado em 09/25/2018 as 05:47 PM

Por Daniela Meibak | Valor

ÃO PAULO - Na expectativa das novas pesquisas eleitorais que serão divulgadas ao longo desta semana, o mercado de juros futuros teve um dia tranquilo e encerrou a sessão regular desta segunda-feira (24) com alta nas taxas. Sem alterações na corrida pelo Palácio do Planalto, a política monetária ganha espaço nas análises dos investidores.

O volume do mercado ficou concentrado nos contratos de curto prazo, entre 2019 e 2021, seguindo a decisão do Comitê de política Monetária (Copom) de manter o juro básico em 6,5%, mas com indicação de que pode começar o processo de aperto monetário. O contrato mais negociado da curva foi o DI janeiro/2019, que avançou 0,03 ponto percentual e fechou com taxa de 6,72%. Os próximos DIs com maior giro foram o de janeiro/2020, que avançou 0,06 ponto para 8,45%, e o janeiro/2021, que teve alta de 0,07 ponto, para 9,68%.

Existe a expectativa de que o Banco Central divulgue na ata do Copom, que sai na terça (25), e no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), que será publicano na quinta-feira (27), informações que corroborem a mensagem transmitida na semana passada, segundo economistas consultados pelo Valor.

Aperto monetário

É esperada uma ata mais extensa, com a autoridade aprofundando as condicionantes para um eventual início de aperto monetário e a própria avaliação do cenário, na opinião de Maurício Oreng, economista-chefe do Rabobank Brasil. O tom deve reforçar a mensagem dada na semana passada, que já foi muito clara, em sua opinião, no sentido de que os estímulos serão retirados a depender de como o cenário evoluir. O RTI trará esse cenário em números, segundo ele.

“A mensagem ficou bem clara: o BC está pronto para agir caso seja necessário. E a possibilidade de ser necessário está aumentando”, avalia Oreng.

A trajetória das projeções de inflação é o principal ponto a ser observado na avaliação de Silvio Campos Neto, economista e sócio da Tendências. Segundo ele, o BC pontuou na semana passada uma mudança importante nas estimativas, sobretudo no cenário de referência, e novos comentários confirmariam a inflação descolando do centro da meta no ano que vem. “Seja na ata ou no RTI, iremos avaliar se o balanço de riscos pior se materializa nas projeções. Nesse cenário, a alta de juros seria real a depender do cenário eleitoral”, afirma.

O Copom projetou inflação em torno de 4,1% no fim deste ano e 4% no ano que vem, abaixo das metas de 4,5% em 2018 e 4,25% em 2019. As projeções consideraram as estimativas do mercado para juros e câmbio. No cenário com juros constantes e dólar a R$ 4,15, a estimativa vai para 4,4% em 2018 e 4,5% em 2019, ultrapassando a meta central do ano que vem.

Pesquisa Focus

Mais cedo, a pesquisa semanal Focus mostrou piora nos números de inflação em 2018 e 2019, corroborando a visão do BC. A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2018 subiu de 4,09% para 4,28% e para 2019 o ponto-médio subiu de 4,11% para 4,18%.

No cenário político, foi divulgada no início do dia pesquisa contratada pelo BTG Pactual à FSB Pesquisa, mas os números exerceram pouca influência nos negócios e a expectativa fica toda voltada para a pesquisa Ibope, que será divulgada na noite desta segunda. A sondagem da manhã mostrou o avanço do candidato petista Fernando Haddad, passando de 16% na semana passada para 23% agora, na pesquisa estimulada. Ciro Gomes (PDT), por outro lado, caiu de 14% para 10%. A liderança continua com Jair Bolsonaro, do PSL, que manteve os mesmos 33% da semana passada.

Ao fim da sessão regular, às 16h, o DI janeiro/2020 fechou a 8,45% (de 8,39% no ajuste anterior), o DI janeiro/2021 anotou 9,68% (de 9,61% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 registrou taxa de 11,90% (de 11,80% no ajuste anterior).

(Daniela Meibak | Valor)
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 25/09/2018

TEMER PEDE MAIS PRAZO PARA DEFESA
Publicado em 09/25/2018 as 05:47 PM

Autor:        Por Luísa Martins e Isadora Peron | De Brasília

O presidente Michel Temer pediu mais prazo para a conclusão do inquérito policial que investiga fraude na edição do Decreto dos Portos, assinado por ele em maio de 2017.

Em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa de Temer afirma que é indispensável a oitiva do ex-ministro e deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) para o esclarecimento dos fatos.

Quintella era ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil à época da elaboração do decreto. O presidente afirma, na petição, que a proposta de ato normativo que resultou na edição do texto foi submetida ao Palácio do Planalto conforme orientações inseridas por aquele ministério.

"A oitiva do ex-ministro que subscreveu a exposição de motivos e enviou à Casa Civil solicitando alterações no setor portuário pode ser essencial e indispensável ao processo de formação de juízo de convicção quanto à ocorrência ou não dos fatos objeto de apuração no curso do presente inquérito", escrevem os advogados. Segundo eles, Quintella ainda não pôde ser ouvido devido a "dificuldades de natureza pessoal".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que Temer é suspeito de, ao assinar a norma, favorecer empresas do setor portuário, entre elas a Rodrimar, em troca de repasses ilícitos.

Temer afirma, nesta nova manifestação, que a edição do decreto "não trouxe qualquer [sic] vantagem" à Rodrimar. "Ao contrário: a impossibilidade alocada pela Casa Civil da Presidência da República de renovação aos contratos firmados pré-93 impediu o desfrute desse benefício pela Rodrimar."

Na semana passada, o relator, ministro Luís Roberto Barroso, deu mais 15 dias para que a Polícia Federal (PF) conclua o relatório. Depois deste período, a PGR decide se oferece denúncia contra o presidente ou se arquiva o processo.

No âmbito do inquérito está uma reforma feita na casa de Maristela Temer, filha do presidente. Fornecedores relataram à PF a prática de pagamentos em espécie a pedido da arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente e suspeito de ser um dos intermediários de propinas para o emedebista.

Para investigadores, a origem do dinheiro das obras são a JBS e uma empresa contratada pela Engevix. Executivos da JBS afirmaram em delação que repassaram R$ 1 milhão a Temer, com intermediação do coronel, em setembro de 2014.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 25/09/2018

TRÊS EMPRESAS VÃO DISPUTAR ÁREA DE GRANÉIS LÍQUIDOS NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 09/25/2018 as 05:47 PM

Por Fernanda Pires | Valor

SÃO PAULO - Três empresas vão disputar o arrendamento de uma área para armazenagem e movimentação de granéis líquidos no porto de Santos (SP) no leilão a ser realizado na sexta-feira (28). O prazo para a entrega das propostas na B3 terminou às 13 horas. Os envelopes com os nomes e as ofertas dos proponentes só serão abertos na sexta. O leilão está previsto para começar às 10 horas, na sede da bolsa de valores paulista.

As interessadas, segundo apurou o Valor, são Granel Química, a Ageo e a Cattalini. Já um lote no porto de Santana (AP), que seria leiloado no mesmo dia e é destinado à movimentação de cavaco de madeira, não recebeu proposta.

O leilão é realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), dentro do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

A área de Santos fica na Ilha Barnabé e é explorada hoje pela Granel Química, ligada ao grupo norueguês Odfjell, líder no mercado global de transporte marítimo de químicos e outros produtos líquidos. O contrato será válido por 25 anos podendo chegar até 70 anos. Vence quem der o maior valor de outorga. Quem arrematar o lote de Santos terá de investir R$ 200 milhões.

O valor global do contrato é de R$ 1,3 bilhão. A área conta hoje com 99 tanques pressurizados para produtos químicos, etanol, derivados de petróleo e também de outras instalações complementares. Possui estruturas de armazenagem conectadas ao cais existente de dois berços de at