FÁBIO DA VEIGA ASSUME A SUPERINTENDÊNCIA DO PORTO DE ITAJAÍ
Publicado em 01/14/2021 as 07:24 PM

Da Redação  PORTOS E LOGÍSTICA 13 Janeiro 2021

Prioridade em sua gestão é dar sequência as ações estruturantes e humanizar ainda mais a relação com a classe dos trabalhadores portuários.

A nomeação foi confirmada através do Jornal do Município em 1º de janeiro de 2021. Esta é a segunda vez que Fábio ocupa a cadeira de superintendente da autoridade portuária.


Fábio da Veiga – Fonte: Visor Notícias

“É com grande orgulho que recebi o convite do prefeito Volnei Morastoni para nessa segunda oportunidade assumir a Superintendência do Porto de Itajaí. Obviamente, isso é fruto de muito trabalho, de muita correção e de muita fidelidade ao prefeito no sentido de ele ter essa confiança. Obviamente, toda a parte do planejamento que foi desenvolvido pelo antigo gestor, ao qual fez um excelente trabalho, a de se dizer, terão total continuidade, e acima de tudo, o mesmo comprometimento pelo crescimento do nosso porto e também a valorização ao trabalhador portuário”, destaca Fábio da Veiga.

Em maio de 2019, seu nome já havia sido indicado pelo prefeito para ocupar o cargo, e, como normativa do governo legislativo por meio de Lei Orgânica do Município, foi sabatinado durante Sessão Extraordinária e naquela oportunidade recebeu aprovação de todos os vereadores presentes para assumir o cargo devido ter demonstrado competência e conhecimentos técnicos. Depois que passou pelo processo de Arguição Pública na sede da Câmara Municipal, assumiu oficialmente naquele mês a função de superintendente onde permaneceu por cinco meses.

Fábio da Veiga tem 41 anos de idade, nasceu em Itajaí, é casado e pai de dois filhos. É graduado em Direito, com especialização em Direito Empresarial e Negócios. Na primeira gestão do prefeito Volnei Morastoni, trabalhou na Superintendência do Porto de Itajaí entre 2005 e 2008, tendo exercido os cargos de Assessor Jurídico, Diretor Jurídico e Assessor de Auditoria. Na gestão passada, a partir de janeiro de 2017, também integrou a equipe estando ocupando os cargos de Assessor de Auditoria e Assessor Jurídico.

Durante o período em que atuou na gestão anterior, importantes ações estruturantes foram conquistadas, entre elas, a recuperação e conclusão das obras dos berços 3 e 4, a implantação da 1ª etapa da Nova Bacia de Evolução do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, nova sinalização náutica, nova poligonal do Porto Organizado, expansão portuária e plano de desapropriações, mais de 30 operações do sistema (Roll On Roll Off), dragagem de restabelecimento, atualização da Carta Náutica, estudos de ampliação e modernização do Porto de Itajaí (Projeto de Desestatização), entre outras ações entregues a sociedade de Itajaí, assim como também para toda a classe dos trabalhadores portuários que atuam diretamente no porto de Itajaí e no complexo em geral.
Fonte: Ascom da Superintendência do Porto de Itajaí
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 14/01/2021

SIEMENS GAMESA E SIEMENS ENERGY INAUGURAM UMA NOVA ERA DE PRODUÇÃO OFFSHORE DE HIDROGÊNIO VERDE
Publicado em 01/14/2021 as 07:24 PM

Da Redação  NAVEGAÇÃO 13 Janeiro 2021

Para atingir as metas do Acordo de Paris, o mundo precisará de grandes quantidades de hidrogênio verde e, dentro do cenário atual, os ventos cumprirão um papel de destaque no fornecimento de uma grande parte da energia necessária para a sua produção. Nesse contexto, a Siemens Gamesa e a Siemens Energy estão unindo forças para enfrentar um dos maiores desafios da nossa década - descarbonizar a economia para resolver a crise climática.

As empresas estão colaborando no desenvolvimento de uma solução inovadora, que consiste na integração total de um eletrolisador em uma turbina eólica offshore como um sistema sincronizado único para produzir diretamente hidrogênio verde. As empresas pretendem fornecer uma demonstração offshore em grande escala da solução entre 2025 e 2026 e o Ministério Federal Alemão de Educação e Pesquisa anunciou hoje que o desenvolvimento pode ser implementado como parte do concurso de ideias "República Alemã do Hidrogênio".

“Com mais de 30 anos de experiência e liderança no setor de energia eólica offshore adicionada à expertise da Siemens Energy em eletrolisadores, agrupamos mentes brilhantes e tecnologias inovadoras para enfrentar a crise climática. Nossas turbinas eólicas desempenham um papel enorme na descarbonização do sistema de energia global, e o potencial do vento para produzir hidrogênio significa que podemos fazer isso também em setores difíceis de reduzir a pegada de carbono. Tenho muito orgulho do nosso pessoal e de fazer parte da criação de um futuro mais verde”, disse Andreas Nauen, CEO da Siemens Gamesa.

Christian Bruch, CEO da Siemens Energy, explica: “Juntamente com a Siemens Gamesa estamos em uma posição excepcional para desenvolver a solução que irá vencer esse problema. Somos a empresa que pode alavancar uma tecnologia de eletrolisador altamente flexível para criar e redefinir o futuro da produção sustentável de energia offshore. Com estes desenvolvimentos, o potencial de regiões com energia eólica offshore abundante se tornará acessível para a economia do hidrogênio. Este é um excelente exemplo de como podemos armazenar e transportar energia eólica, reduzindo assim a pegada de carbono.

Ao longo de um período de cinco anos, a Siemens Gamesa planeja investir 80 milhões de euros e a Siemens Energy tem a meta de investir 40 milhões de euros neste projeto. A Siemens Gamesa adaptará o desenvolvimento de sua turbina eólica offshore SG14-222 DD, a mais poderosa do mundo, para integrar perfeitamente um sistema de eletrólise nas operações do equipamento. Utilizando o conhecimento da Siemens Gamesa e décadas de experiência com ventos offshore, as perdas elétricas são reduzidas ao mínimo, e uma abordagem modular garante um sistema operacional confiável e eficiente para uma solução de geração de hidrogênio via energia eólica offshore escalável. A Siemens Energy desenvolverá um novo produto de eletrólise não apenas para atender às necessidades do complexo ambiente marítimo offshore e estar em perfeito sincronismo com a turbina eólica, mas também para criar uma nova referência de comparação para o hidrogênio verde.

Esta solução de energia eólica de última geração, que visa gerar hidrogênio offshore totalmente integrado, produzirá hidrogênio verde usando um conjunto de eletrolisadores localizado na base da torre da turbina eólica offshore, abrindo caminho para a produção de hidrogênio offshore. A tecnologia reduzirá o custo do hidrogênio, pois é capaz de funcionar fora da rede elétrica convencional, por meio da abertura de mais e melhores instalações eólicas. O desenvolvimento do projeto pelas empresas servirá como um teste para tornar a produção de hidrogênio em larga escala e de forma econômica uma realidade e provar a viabilidade da implementação confiável e eficaz de turbinas eólicas em sistemas de produção de hidrogênio a partir de energia renovável.

Os projetos que serão desenvolvidos fazem parte da iniciativa H2Mare, que possivelmente será apoiada pelo concurso de ideias do Ministério Federal de Educação e Pesquisa "República do Hidrogênio da Alemanha". A iniciativa H2mare, sob a liderança do consórcio da Siemens Energy, é um projeto modular que consiste em vários subprojetos para os quais mais de 30 parceiros da indústria, institutos e academia estão contribuindo. A Siemens Energy e Siemens Gamesa irão contribuir para a iniciativa H2Mare com seus próprios desenvolvimentos em blocos modulares separados.

Sobre o hidrogênio e seu papel na transição para energia verde
Atualmente, 80 milhões de toneladas de hidrogênio são produzidas a cada ano e a produção deve aumentar em cerca de 20 milhões de toneladas até 2030. No momento, cerca de 1% desse hidrogênio é gerado a partir de fontes de energia verde. A maior parte é proveniente de gás natural e de carvão, emitindo 830 milhões de toneladas de CO2 por ano, mais do que toda a Alemanha ou a indústria naval global. A substituição desse consumo poluente atual exigiria 820 GW de capacidade de geração eólica, 26% a mais do que a capacidade eólica global atual instalada. Olhando para o futuro, muitos estudos sugerem que em 2050 a produção terá crescido para cerca de 500 milhões de toneladas, com uma mudança significativa para o hidrogênio verde. O crescimento esperado exigirá entre 1.000 GW e 4.000 GW de capacidade renovável até 2050 para atender à demanda, o que destaca o grande potencial de crescimento da energia eólica.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 14/01/2021

“2021 SERÁ O ANO EM QUE MAIS SE EXECUTARÃO ARRENDAMENTOS PORTUÁRIOS NA HISTÓRIA”, DIZ PILONI
Publicado em 01/14/2021 as 07:23 PM

Por Dérika Virgulino  PORTOS E LOGÍSTICA 14 Janeiro 2021



O primeiro leilão de área deste ano já está marcado para acontecer em nove de abril.

Com 17 arrendamentos portuários programados para este ano, o secretário nacional de Portos e Transportes Aquaviários, Diogo Piloni ressalta que será o maior número de leilões de áreas realizados em um único ano da história. Durante fala sobre retrospectiva de 2020 e previsões para 2021, no podcast ‘Caminhos do Brasil’, promovido pelo Ministério da Infraestrutura, Piloni afirmou que os arrendamentos deverão render cinco bilhões de investimentos em vários portos pelo país.

De acordo com ele, o primeiro leilão está marcado para acontecer em nove de abril deste ano. Além disso, outros terminais já estão no aguardando análise do Tribunal de Contas da União (TCU), sendo esta a última etapa antes da publicação do edital de concessão.

Um dos portos presentes na lista de arrendamento este ano é o de Santos. Este vai realizar o leilão de mais dois grandes terminais de líquidos (STS08 e STS08A). Piloni lembrou também que em 2020, depois de 14 anos, o porto atualizou o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ). Segundo ele, o novo plano traz duas premissas centrais: a da clusterização, organização espacial do porto de forma mais eficiente, e a potencialização das linhas ferroviárias.

Outra conquista do setor portuário em 2020, de acordo com o secretário, foi a entrada de novos players, como é o caso da empresa Ascensus, atuando em terminais arrendados. Isso ocorreu nos quatro últimos leilões realizados no último mês de dezembro. Piloni ressaltou que isso mostra a confiança do investidor está cada vez maior nos projetos de infraestrutura brasileiros.

Ele destacou ainda o crescimento na movimentação dos portos, que fechou 2020 com um aumento de 3,5 a 4% em relação a 2019. O que “puxou” o crescimento foram, principalmente, as cargas do agronegócio e commodities de modo geral. Mesmo em setores de maior preocupação sobre o impacto da pandemia, como contêiner, carga geral, granel líquido, ainda apresentaram um cenário de manutenção da carga movimentada ou de aumento, como é o caso do líquido.

Na avaliação dele, outro projeto que também marcou positivamente 2020 foi o de desestatização dos portos. A Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), primeira a ser desestatizada, está em processo de discussão com sociedade por meio das audiências públicas. As demais, como os portos de Santos, São Sebastião e Itajaí, estão avançando nos estudos de modelagem. E já para o final de 2020, a Companhia Docas da Bahia (Codeba) foi qualificada para o processo de desestatização.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 14/01/2021

EMPRESAS DE LOGÍSTICA APOSTAM EM NOVAS TECNOLOGIAS PARA MELHORAR OPERAÇÃO
Publicado em 01/14/2021 as 07:23 PM

Por Dérika Virgulino  ECONOMIA 14 Janeiro 2021

Empresas investem em automação e em sistemas que interligam informações a clientes.

O setor de logística foi um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em razão disso, empresas precisaram se reinventar e investir em tecnologias que priorizassem a automação, com vista à redução do contato entre as pessoas. Assim, a preocupação inicial com a saúde de colaboradores e clientes foi se estendendo a investimentos que buscavam também a melhoria da eficiência operacional e o aumento da confiabilidade de processos.

Para o diretor comercial da Log-In Logística Intermodal, Maurício Alvarenga, a atuação da empresa com a cabotagem, que é essencialmente multimodal, torna ainda mais essencial o investimento em novas tecnologias. Segundo ele, existe a necessidade de conectar os vários modais numa espécie de interface única.

Pensando nisso, a empresa criou uma plataforma de integração modal que será lançada ainda este mês. O sistema já foi testado entre alguns clientes em 2020, e permitirá, entre outros benefícios, o acompanhamento de contêineres onde quer que esteja, no navio ou porto, por meio do acesso à plataforma com o uso de uma senha.

Em razão da pandemia, a Log-In também passou a atuar em frentes mais internas. A primeira delas voltada para o cuidado com os colaboradores, sobretudo, os tripulantes dos navios. Outra frente também interna foi o investimento em RPA (Robotic Process Automation) que, segundo Alvarenga, também trouxe benefícios para os clientes que passaram a fazer acompanhamentos online. O RPA automatizou processos que antes eram manuais.

Foram realizados ainda investimentos em ferramentas de tecnologia com o objetivo de reduzir o consumo de combustível da frota. Ele explicou que a inovação possibilita a leitura de informações de dentro das máquinas dos navios, e o envio de dados diretamente para o comandante. Isso permite que este conduza a embarcação da melhor forma possível até o porto. Além de reduzir custos, a tecnologia contribui para a diminuição na emissão de CO2 para o meio ambiente.

A VLI Logística criou há três anos o Inova VLI. De acordo com o gerente de transformação digital e inovação, Loic Hamon, o programa se desenvolve a partir de três frentes: detectar tendências tecnológicas, inovação aberta e foco na colaboração com startups, universidades, grandes empresas, entre outros agentes. Em 2020, a companhia desenvolveu e priorizou mais de 70 iniciativas digitais de médio e grande porte. Segundo ele, tais iniciativas estão alinhadas aos objetivos de fortalecer uma cultura mais ágil centrada no cliente e transformar o core business para gerar eficiência.

Recentemente a empresa experimentou o uso de drones no processo de arqueação dos navios (leitura digital do calado). Conforme explicou Hamon, além de eliminar a necessidade de lanchas, a companhia reduziu pela metade o tempo da operação. Ele afirmou ainda que a VLI vem estudando o uso de tecnologias para otimizar outras operações como Rechego Digital e Inspeção Remota de Porões.

Já em 2021, no Porto de Santos, a empresa realizou o kick-off do projeto “Proteção à vida”, que utiliza a Internet das Coisas (IoT)para controlar o acesso às áreas de risco do terminal, indicar rota de fuga mais segura e diminuir o tempo de evacuação total.

O especialista em logística da MáximaTech e da onBlox, Fabrício Santos, afirmou quem vem observando o avanço principalmente da inteligência artificial, cada vez mais plugada nos sistemas e ajudando na automação de tarefas. Ele acredita que uma grande tendência para esse ano, que começou em 2020, serão os assistentes virtuais e seus comandos por voz, ajudando os gestores.

Outra tendência, segundo ele, é a automação sistêmica na geração e direcionamento das demandas a serem realizadas pelos operadores, liberando os gestores para cuidarem de atividades mais estratégicas. Já os robôs e drones ainda estão restritos a uma minoria mais tecnologicamente madura. Ele disse que IoT também depende de um grande investimento em infraestrutura por parte do governo para sustentar toda a troca de dados necessária.

No setor portuário, ele reforça que o uso do blockchain vai trazer mais segurança e precisão nas informações de todo o processo portuário, que é mais longo e conta com várias pessoas e empresas envolvidas. Além disso, uma das tendências são os softwares de formação de carga em 3D, que ajudam nos cálculos de cubagem de navios e contêineres, otimizando o espaço para mercadorias e reduzindo o custo geral do frete. Santos destacou que esta tecnologia ainda é pouco utilizada no Brasil, mas deve ganhar força nos próximos anos.

A Log-In também vem investimento em inovação em seu terminal portuário no estado do Espírito Santo. O contrato de concessão foi renovado ano passado até 2048. Alvarenga afirmou que agora com a renovação será possível fazer os investimentos necessários, até mesmo em cumprimento às obrigações contratuais. Ele informou que alguns dos investimentos serão em novos guindastes, bem como em tecnologia nos equipamentos portuários, de modo a garantir o aumento da produtividade.

Para tanto, em 2019 a empresa levantou capital financeiro para a realização de investimentos nos mais diversos setores da companhia No terminal, o montante a ser investido será de R$ 130 milhões. Os recursos também serão investidos na expansão da cabotagem com a aquisição de novos navios. Segundo ele, a depender das condições do mercado, a ideia é adquirir um navio este ano.

A empresa aguarda ainda as definições sobre o Projeto de Lei (PL 4199/2020), BR do Mar para definir o melhor modelo de investimento. Alvarenga explicou que o que muda com o projeto é a forma de fazer o investimento, ou seja, com o projeto será possível trazer mais rápido o navio.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 14/01/2021

BOLSONARO SANCIONA PL DE APOIO A ESTADOS E MUNICÍPIOS ENDIVIDADOS
Publicado em 01/14/2021 as 07:23 PM

Texto será publicada no Diário Oficial da União desta quinta
Por Agência Brasil - Brasília

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou hoje (13) o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 101/20, que promove o equacionamento das dívidas dos entes federados com a União e aprimora o Regime de Recuperação Fiscal (RRF), o que permite que as unidades da Federação com baixa capacidade de pagamento possam contratar operações de crédito com garantia da União, desde que se comprometam a adotar medidas de ajuste fiscal. O PLP será publicado amanhã (14) no Diário Oficial da União.

O texto institui o Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAT), cuja adesão pelo estado ou município passa a ser requisito ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e para repactuação dos acordos firmados com a União. A propositura também cria o Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal (PEF), o qual conterá o conjunto de metas e de compromissos destinados a promover o equilíbrio fiscal e a melhoria da capacidade de pagamento dos entes federados.

A concessão dos benefícios nos contratos de refinanciamento com a União fica condicionada à adoção de contrapartidas destinadas à redução dos gastos públicos. O objetivo, segundo o governo federal, é assegurar a sustentabilidade econômico-financeira dos estados e municípios, além de elevar a sua capacidade de pagamento ao longo do tempo.

O Plano de Recuperação Fiscal deverá prever, dentre outras ações, a alienação total ou parcial de participação societária de empresas estatais; a redução de 20% dos incentivos e benefícios fiscais que representem renúncias de receitas; e a limitação do crescimento anual das despesas primárias ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O projeto também apresenta medidas de reforço à responsabilidade fiscal, como a eliminação escalonada das despesas de pessoal que estiverem acima dos limites previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e a proibição de contratar operações de crédito dos entes que não conseguirem reduzir as despesas de pessoal.

O presidente vetou parcialmente quatro artigos e integralmente dois artigos do projeto de lei complementar com o argumento de risco de desequilíbrio dos acordos com a União, sob o ponto de vista orçamentário e financeiro e por afetarem as relações entre os entes da Federação, em prejuízo à adequada execução das medidas de ajuste fiscal pelos estados e pelos municípios endividados.

Pagamento por Serviços Ambientais
Bolsonaro também sancionou nesta quarta-feira o projeto de lei que institui a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais. O texto também será publicado na próxima edição do Diário Oficial da União.

O texto sancionado trata do pagamento por serviços ambientais depende da verificação e comprovação das ações implementadas e proíbe a aplicação de recursos públicos para pagamento por serviços ambientais a pessoas físicas e jurídicas inadimplentes.

O texto tem como foco medidas de manutenção, recuperação ou melhoria da cobertura vegetal em áreas consideradas prioritárias para a conservação e que se inserem nas ações de combate à fragmentação de habitats e na formação de corredores de biodiversidade e conservação dos recursos hídricos.

O presidente vetou trechos do projeto de lei por inadequação à constitucionalidade e ao interesse público.
Fonte: Agência Brasil - DF
Data : 14/01/2021

R$ 3 BILHÕES PARA TERMELÉTRICA À BASE DE GÁS NATURAL LIQUEFEITO EM SUAPE
Publicado em 01/14/2021 as 07:23 PM

Grupo Americano fará investimento para empreendimento que vai gerar dois mil empregos entre a construção e a operação


Complexo Portuário de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco - Foto: Suape/Divulgação

Pernambuco vai receber um investimento de R$ 3 bilhões para a instalação de uma usina termelétrica de energia (UTE) à base de Gás Natural Liquefeito (GNL), no Complexo Industrial Portuário de Suape. O empreendimento vai auxiliar o Estado no desenvolvimento econômico, adicionando à sua matriz energética mais uma operação. A usina deverá gerar cerca de dois mil empregos, durante a sua construção e operação.

O projeto da UTE inclui além da própria usina, a instalação de um terminal de regaseificação em Suape, a implantação de aproximadamente 8 km de dutovias entre o terminal de gás e a usina termoelétrica. Em dezembro do ano passado, o Governo de Pernambuco e a CH4 Energia assinaram Protocolo de Intenções para viabilização do empreendimento.

O empreendimento é da CH4 Energia, uma desenvolvedora de projetos no setor energético, em sociedade com a empresa norte americana New Fortress Energy, fundada em 2014 e, atualmente, com um valor de mercado estimado em U$ 7,38 bilhões. A empresa americana atua em países como Jamaica, Porto Rico, México e Nicarágua nos ramos de transporte de Gás Natural Liquefeito (GNL), infraestrutura, terminais de regaseificação, usinas de energia e soluções em pequena escala.

A New Fortress Energy, também desenvolve atualmente um terminal de GNL na Irlanda, para fornecimento a clientes industriais. Dos R$ 3 bilhões que serão aportados, 30% deve sair do empreendedor, e os outros 70% terão como origem bancos de fomento. A expectativa é que a usina entre em operação ainda este ano, no mês de novembro.

A UTE ocupará uma área de 16,5 hectares dentro do Complexo de Suape, onde já possui licença prévia emitida pela Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH). A usina terá capacidade de gerar 1,3 GW (30% mais que a hidrelétrica de Sobradinho) ao final da implantação do projeto, após realização de leilão de energia promovido pela Agencia Nacional de Energia Elétrica e Ministério de Minas e Energia, com previsão para ocorrer no primeiro semestre de 2021.

A térmica será abastecida por navio regaseificador de GNL, com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia, no Cais de Múltiplos Usos do Complexo de Suape. A previsão é que a usina consuma cerca de 2,5 milhões de metros cúbicos ao dia, potencial que pode ser duplicado futuramente. O excedente de GNL poderá atender à rede da Companhia de Gás de Pernambuco (Copergás), empresa detentora dos direitos de distribuição de gás no Estado.

Para o governador Paulo Câmara, a instalação proporciona uma competitividade para as indústrias instaladas no Estado. “Com a instalação da termelétrica em Suape, o Governo de Pernambuco também viabiliza um grande terminal de regaseificação para o Estado, oferecendo gás com preços muito mais competitivos às indústrias locais. Com a nova lei do gás, que já se encontra na Alepe, um contingente muito maior de empresas poderia migrar para o mercado livre e se beneficiar do novo terminal, gerando um impulso de expansões e novos empreendimentos no Estado”, analisou o governador.

O anúncio do investimento marcou ainda a primeira participação do novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, na liderança da pasta. O gestor considera que com o empreendimento o Estado irá aumentar a sua competitividade com outros estados. “Pernambuco aumentará expressivamente sua competitividade, graças a muita articulação e muito trabalho. Com a usina termelétrica, incluímos mais um elemento nesse pacote de infraestrutura do Estado, fortalecendo Pernambuco como um hub e aumentando consideravelmente a nossa competitividade nas últimas décadas”, afirmou.
Fonte: Folha de Pernambuco - PE
Data : 14/01/2021

PROPOSTA INICIAL PARA TRANSPORTE MARÍTIMO DA GRANDE FLORIANÓPOLIS DEVE SER APRESENTADA PELO GOVERNO EM FEVEREIRO
Publicado em 01/14/2021 as 07:22 PM

Segundo Secretaria de Infraestrutura, em 2022 ao menos projeto de implementação deve estar pronto.
Por G1 SC e NSC TV

O governo de Santa Catarina prevê para fevereiro o lançamento de uma nova proposta de utilização do transporte marítimo na Grande Florianópolis, informou o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, em entrevista à NSC TV nesta quarta-feira (13).

O projeto deve ser apresentado às prefeituras da região. Ele informou ainda que o governo pretende ter um projeto pronto para implantação até 2022. O funcionamento segue sem data exata estabelecida.

"Não dá pra se admitir que a Ilha de Santa Catarina, que tem o seu potencial turístico, econômico e que é a Capital do estado, não tenha transporte aquaviário. É certo que até 2022, se nós não tivermos marcado o gol [feito a implantação do sistema], vamos deixar a bola sem goleiro na marca do pênalti... que aí é só fazer a implantação do processo do sistema aquaviário de concessão", explicou.

"Nós teremos um esforço todo concentrado para o transporte aquaviário, para que a gente possa dar passos firmes na implantação do processo de concessão. Já no próximo mês, a gente já vai ter por parte do governador do estado informações sobre o sistema. O estudo está bem consolidado e agora a gente passa para uma próxima etapa de apresentação de uma proposta inicial para todos os atores impactados", disse o secretário.

Em março de 2019 ainda eram necessárias as licenças ambientais do projeto e em outubro a Secretaria de Infraestrutura havia anunciado estudo com possíveis rotas do transporte marítimo.

O primeiro estudo sobre o transporte marítimo em Florianópolis, realizado em 2010, estava preso em uma série de licenças ambientais e de uso de áreas costeiras.

O Departamento de Transportes e Terminais (Deter) chegou a anunciar a operação de catamarãs, uma empresa fez testes, mas o serviço não foi implementado.
Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

EXPORTAÇÕES DA CHINA AUMENTAM 3,6% EM 2020, CRESCIMENTO RECORDE
Publicado em 01/14/2021 as 07:22 PM

Importações caíram 1,1% no ano passado, resultando em um superávit comercial anual de US$ 535,03 bilhões
Por Dow Jones Newswires — Pequim


Foto : Chinatopix via Associated Press

A China registrou exportações recordes no ano passado, adicionando fôlego à economia do país, que deverá ser a única grande potência a registrar crescimento em 2020.

As exportações da China em 2020 aumentaram 3,6% em relação ao ano anterior, atingindo uma alta histórica, mostraram dados da Administração Geral de Alfândegas nesta quinta-feira.

As importações da China caíram 1,1% no ano passado, resultando em um superávit comercial anual de US$ 535,03 bilhões.

Em dezembro, as remessas de saída da China aumentaram 18,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em novembro, houve aumento de 21,1% . A mediana das previsões de economistas consultados pelo "The Wall Street Journal" era de crescimento de 12,9%.

As importações subiram 6,5% no mês passado, melhor que o aumento de 4,5% em novembro e acima das expectativas dos economistas de um aumento de 5,1%.

O superávit comercial de dezembro foi de US$ 78,17 bilhões, superior aos US$ 75,42 bilhões de novembro e à previsão dos economistas de US$ 72 bilhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

WEG FECHA CONTRATO PARA EQUIPAR QUATRO TERMELÉTRICAS EM RORAIMA
Publicado em 01/14/2021 as 07:22 PM

Além de fornecer os equipamentos, a fabricante ficará responsável também pelos serviços de logística, montagem e comissionamento
Por Letícia Fucuchima, Valor — São Paulo

A WEG assinou um contrato com a OXE Energia para fornecer quatro conjuntos de turbo-geradores para usinas termelétricas movidas a biomassa localizadas em Roraima.

O contrato, com faturamento total de R$ 39 milhões, prevê ainda a instalação de quatro turbinas de reação, condensação, com duas tomadas sem controle, em conjunto com quatro geradores síncronos trifásico e quadros elétricos de proteção e controle. Além de fornecer os equipamentos, a fabricante ficará responsável também pelos serviços de logística, montagem e comissionamento.

As entregas do pedido ocorrerão no primeiro trimestre deste ano. As usinas termelétricas devem entrar em operação até o mês de junho.

Instaladas em dois locais distintos, com aproximadamente 50 quilômetros de distância, as termelétricas da OXE Energia têm 11,5 megawatts (MW) de capacidade instalada individual e utilizarão cavaco de madeira reflorestada como biomassa. A energia que será gerada neste processo foi contratada em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os quatro empreendimentos fazem parte do plano de segurança elétrica desenhado para Roraima, o único Estado do país que ainda não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Desde 2019, Roraima deixou de receber energia da Venezuela e passou a depender integralmente das termelétricas locais, que operam com óleo diesel.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

COM A HYGO, COMPANHIA SE POSICIONA NO SETOR NO BRASIL
Publicado em 01/14/2021 as 07:22 PM

Aquisição da Hygo Energy ocorre após a tentativa malsucedida de abrir capital, pondo em xeque sua capacidade de se capitalizar e expandir os negócios
Por André Ramalho — Do Rio

Aquisição da Hygo Energy ocorre após a tentativa malsucedida de abrir capital, pondo em xeque sua capacidade de se capitalizar e expandir os negócios

Ao adquirir a Hygo Energy (Golar Power), um dos atores mais ativos no processo de abertura da indústria brasileira de gás natural, a americana New Fortress Energy se posiciona como uma figura de peso no novo mercado de gás em gestação no país. O negócio acontece após a tentativa malsucedida da Hygo de abrir capital, nos Estados Unidos, numa crise que colocou em xeque a capacidade da companhia de se capitalizar e expandir os negócios. Agora, sob nova direção, a expectativa no mercado é que os projetos concebidos pela Golar ganhem um novo fôlego no Brasil.

A maré virou para a Golar Power em setembro, quando o então presidente da empresa, Eduardo Antonello, se tornou alvo de investigações da Lava-Jato por suspeitas de corrupção nos tempos em que ele atuava na Seadrill, em contratos com a Petrobras. A notícia caiu como uma bomba, num momento em que a companhia preparava para abrir capital nos EUA. A operação acabou suspensa na ocasião.

A turbulência ganhou novos episódios nas semanas seguintes, no Brasil. A Petrobras considerou o Grau de Risco de Integridade (GRI) da Golar alto e desclassificou a única proposta válida recebida para o arrendamento do terminal de gás natural liquefeito (GNL) da Bahia. Em sua defesa, a Golar alega que as investigações não têm conexão com suas atividades e são relativas a condutas anteriores ao trabalho de Antonello na companhia. O executivo acabou afastado.

Em seguida, foi a vez da Norsk Hydro anunciar, sem maiores detalhes, o cancelamento, em comum acordo, de um memorando de entendimento para fornecimento de gás para a Alunorte. O combustível seria importado pelo terminal de GNL de Barcarena (PA), onde a Golar está replicando o modelo de geração termelétrica a GNL implementado em Sergipe.

Além da geração a gás, a Hygo vinha desenvolvendo também projetos de distribuição de GNL de pequena escala (numa sociedade em negociação com a BR Distribuidora). Não está claro ainda, contudo, se a iniciativa será mantida.

“Para o mercado brasileiro, a entrada de agentes como a New Fortress pode representar uma adição importante para o adensamento do ambiente concorrencial. É um grupo com muitos ativos [de GNL] já operacionais em pequena escala, por exemplo, além de atuar no negócio LNG-to-Power [termelétricas abastecidas por GNL]. Trata-se de mais uma demonstração de força e atratividade do nosso mercado”, diz o presidente da Gas Energy, Rivaldo Moreira Neto.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

AO VENDER USINAS, BR PÕE FIM A IMPASSE DE 14 ANOS
Publicado em 01/14/2021 as 07:21 PM

Distribuidora de combustíveis firmou memorando de entendimentos com New Fortress Energy de seus 45% na Pecém Energia e 50% na Energética Camaçari Muricy II
Por André Ramalho — Do Rio

Distribuidora de combustíveis firmou memorando de entendimentos com New Fortress Energy de seus 45% na Pecém Energia e 50% na Energética Camaçari Muricy II

Ao assinar um memorando de entendimentos com a americana New Fortress Energy, para venda de suas fatias de 45% na Pecém Energia e de 50% na Energética Camaçari Muricy II, a BR Distribuidora dá mais um passo na sua estratégia de vender ativos non core. Desde a sua privatização, em 2019, a empresa já se desfez de outros dois negócios (a Stratura Asfaltos e a CDGN Logística, de gás natural comprimido), que podem render até R$ 125 milhões para a companhia.

A Pecém Energia e a Energética Camaçari Muricy II são sociedades de propósito específico (SPE) mantidas em parceria com a CCETC e responsáveis por dois projetos de termelétricas a óleo diesel em Dias D’Ávila (BA): Pecém II e Muricy II, ambos com capacidade instalada de 144 megawatts. A venda dos ativos para a New Fortress Energy pode marcar, para a BR, o fim de um imbróglio de 14 anos envolvendo a construção das duas térmicas e que pode lhe render multas.

As unidades foram negociadas num leilão de energia nova em 2006, mas nunca saíram do papel. Depois de uma longa judicialização envolvendo a participação dos projetos na licitação, as usinas só foram homologadas em 2013. Em 2018, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a minuta do contrato de comercialização no ambiente regulado e traçou um novo cronograma para os empreendimentos. Um fonte explica que, na ocasião, contudo, em vias de ser privatizada, a BR já não enxergava atratividade nos projetos.

Em seu formulário de referência de 2020, a distribuidora informou que a operação comercial dos projetos estava prevista para outubro do ano passado e que as usinas poderiam “sofrer atrasos em decorrência de uma série de fatores, incluindo alongamento do processo de licenciamento ou falhas e inconsistências dos projetos, o que poderá acarretar na aplicação de multas pela Aneel”.

O órgão regulador esclareceu que o não cumprimento dos prazos tem repercussões contratuais e editalícias e que “um eventual novo controlador tem que assumir todos os passivos relacionados a sua aquisição”.

A BR informou, por sua vez, que a alienação dos ativos está de acordo com as diretrizes da companhia, de buscar a otimização do portfólio e alocação do capital. “Ao mesmo tempo, a companhia também avalia novas oportunidades de negócios”, complementou a empresa, ao citar, por exemplo, a aquisição recente do controle da comercializadora Targus, para atuar no mercado livre de energia.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

BNDES APROVA FINANCIAMENTO DE R$ 3,9 BI PARA TÉRMICA NO PORTO DO AÇU
Publicado em 01/14/2021 as 07:21 PM

Térmica terá capacidade instalada total de 1,6 gigawatts e integrará o projeto do parque de geração a gás natural liquefeito em desenvolvimento no porto
Por Gabriela Ruddy e Alessandra Saraiva, Valor — Rio

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento de R$ 3,93 bilhões à Gás Natural Açu para a BNDES aprova financiamento de R$ 3,9 bi para térmica no Porto do Açu no norte do estado do Rio de Janeiro.

O banco lembrou, em informe, que o parque Termoelétrico do Porto do Açu é decisão de investimento da Prumo Logística S.A., controlada pela EIG Global Energy Partners -, da Siemens AG, e da BP.

Em seu informe, o banco detalhou que a térmica terá capacidade instalada total de 1,6 gigawatts (GW) e integrará o projeto do parque de geração a gás natural liquefeito (GNL) em desenvolvimento no porto.

A primeira unidade do empreendimento, a UTE GNA I, tem 1,3 GW de capacidade e também recebeu financiamento do BNDES, lembrou a instituição de fomento em seu comunicado. A previsão é que a primeira parte do projeto entre em operação comercial no primeiro semestre de 2021 e a segunda unidade comece a operar a 2023, segundo informações apuradas pelo BNDES.

Durante a construção da térmica, de acordo com cálculos do BNDES, deverão ser gerados cerca de 5.000 empregos. Segundo números citados pelo banco no informe sobre o financiamento, há previsão de outros 500 postos de trabalho quando a usina entrar em operação.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

DESAFIOS PARA INDÚSTRIA VÃO MUITO ALÉM DA RETOMADA
Publicado em 01/14/2021 as 07:21 PM

Brasil perde competividade nas exportações, mostra o Iedi

Os dados mais recentes sobre o setor industrial indicam que a recuperação, iniciada ainda no primeiro semestre de 2020, continuou nos últimos meses do ano. Segundo divulgou o IBGE na sexta-feira, pelo sétimo mês seguido, a produção da indústria nacional cresceu em novembro, com alta de 1,2% em relação a outubro. Todas as grandes categorias industriais tiveram alta frente a outubro, com destaque para a produção de bens de capital (7,4%) e bens de consumo duráveis (6,2%), que apresentaram as maiores taxas positivas.

De janeiro a novembro a indústria – o setor econômico que apresenta retomada do crescimento de forma mais expressiva – continua no vermelho, com perda de 5,5%. No acumulado em 12 meses, a queda foi de 5,2%. Mesmo com o desempenho positivo recente, a produção industrial ainda se encontra 13,9% abaixo do nível recorde, alcançado em maio de 2011.

Ou seja, há ainda um longo caminho para que a indústria volte a operar de forma plena. E existem também muitas dúvidas quanto às possibilidades de o setor manter o ritmo de expansão neste ano diante das mudanças de alguns dos fatores que constituíram exatamente a base da retomada industrial. O mais significativo é a decisão governamental de não prorrogar a concessão de ajuda emergencial para uma larga faixa da população como ocorreu no ano passado.

Com os estoques em baixa – especialmente de insumos para a própria indústria -, a produção do setor apresenta um cenário positivo de curto prazo por causa da necessidade de recomposição do nível de produtos armazenados. Mas a partir do segundo trimestre em diante o setor deve sentir mais os efeitos negativos do desemprego, da queda da renda e do recrudescimento da covid-19, fatores que podem conter o consumo das famílias.

No lado positivo estão as perspectivas de aumento das exportações industriais, por causa da esperada recuperação da economia global, e a vacinação contra a covid-19, embora esse movimento esteja atrasado no Brasil em relação a outras nações.

Tão relevante quanto acompanhar a evolução dos dados conjunturais da indústria com especial cuidado nesse momento de crise é analisar com maior profundidade a situação do setor ao longo dos últimos anos e identificar os problemas que levam o setor a exportar relativamente pouco – lembre-se que cresce a cada ano a importância das exportações agrícolas e de outras commodities como minério, em contraposição à venda ao exterior de produtos manufaturados.

A inspiração para o debate pode vir de muitas fontes, como do estudo divulgado recentemente pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) sobre o nível de complexidade das exportações brasileiras, bem como a pressão concorrencial exercida pela China nos principais mercados de nossas vendas externas de bens produzidos pela indústria.

Os dados mais recentes do levantamento do Iedi referem-se a 2018 e mostram que houve uma interrupção na trajetória contínua de perda de posição das exportações do Brasil no ranking de complexidade econômica, tendência que ocorreu entre 1995 e 2008. Depois de o país ter ocupado a 25ª posição deste ranking em 1995, recuamos à 48ª colocação em 2008 e para o 50º lugar em 2014. O Brasil passou à 49ª posição em 2018.

Segundo os analistas do Iedi, esperava-se que o país se saísse um pouco melhor devido a dois fatores. A gravidade da crise econômica de 2015-2016 e o baixo crescimento doméstico no biênio 2017-2018 exerceram pressão para que as empresas brasileiras a buscassem amenizar as perdas aumentando sua participação no mercado externo. Além disso, houve razoável depreciação do real no período (18,5% em termos efetivos reais em 2018 frente a 2014), ampliando a competitividade do produto brasileiro no exterior.

Ainda segundo a análise do Iedi, esses dados mostrariam a importância de se alavancar “a competitividade da estrutura produtiva brasileira, o que requer não só preços macroeconômicos (taxas de juros e de câmbio) favoráveis e estáveis para as exportações, mas também reformas estruturais, como a tributária, e políticas industrial, tecnológica e ambiental que respondam aos desafios das novas tecnologias e da mudança climática” além de instrumentos mais amplos de crédito.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

SAÍDA DA FORD NÃO AFETA PRIVATIZAÇÃO, AFIRMA MAC CORD
Publicado em 01/14/2021 as 07:21 PM

Secretário afirma que política de investimento do país não pode ser baseada em subsídio
Por Mariana Ribeiro e Edna Simão — De Brasília

A saída da Ford do Brasil não reduz o interesse de investidores privados nas empresas públicas brasileiras, disse o secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, ao Valor. Para ele, a forma de se fazer negócios no país não pode mais ser baseada em subsídios. Com a troca do comando da Câmara dos Deputados, acrescentou, a expectativa é concluir processos importantes de privatização neste ano, como da Eletrobras e dos Correios.

“Todo mundo sabe que o setor automobilístico tem subsídios pesadíssimos por trás desde sempre. Não só no país, no mundo. E agora a forma de se fazer negócios no Brasil mudou, não pode ser baseada em subsídios, porque isso tira o incentivo que o privado tem de ser eficiente”, afirmou. Nesta semana, a montadora anunciou o encerramento da produção de veículos no país.

Para Mac Cord, o ano traz boas expectativas para os processos de privatização, que caminharam em ritmo bem mais lento que o planejado pela equipe econômica nos dois primeiros anos de governo. O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, já admitiu frustração com o andamento das operações. Salim Mattar, por exemplo, pediu demissão do cargo de secretário especial devido à dificuldade de fazer as vendas avançarem.

A troca da presidência da Câmara, com a saída de Rodrigo Maia (DEM-RJ) do posto, deve ajudar a destravar a agenda de desestatização, defendeu o secretário. “A gente não pode esquecer que o presidente da Câmara tem sim um acordo com partidos que são contrários às privatizações”, disse, reforçando um posicionamento que vem sendo defendido por Guedes, de que Maia não deixou os processos avançarem na Casa.

O secretário defende que o atual projeto de privatização da Eletrobras, no Congresso desde o fim de 2019, está maduro e deve encontrar apoio entre os deputados. Há pontos que mostram um “alinhamento grande de interesses” com as bancadas e não há motivo “a não ser o ideológico” para que a proposta não siga adiante, disse.

“Entendendo que o setor elétrico precisa de uma reinvenção, parte dos recursos vão para revitalização da bacia do São Francisco, parte para modernização do parque gerador do Norte, para evitar casos como o do Amapá de novo”, afirmou. Mac Cord completou que o projeto poderá avançar a partir do momento que houver um presidente da Câmara “comprometido com o futuro do Brasil”.

Da mesma forma, o projeto de lei relativo à privatização dos Correios, outra prioridade na lista da equipe econômica, deverá ser enviado ao Congresso apenas depois da mudança no comando da Câmara. Além dessas duas, outras três estatais devem ser vendidas neste ano, segundo o secretário: Companhia Docas do Espirito Santo (Codesa), Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre (Trensurb) e Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de Belo Horizonte.

Em relação ao porto de Santos, também incluído entre as vendas prioritárias por Guedes, a operação está prevista para ser concluída em 2022. Já no caso dos contratos de petróleo geridos pela Pré-Sal Petróleo (PPSA), Mac Cord preferiu não dar uma previsão. Os processos são complexos, disse, e é justificável investir mais tempo na elaboração da proposta.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 14/01/2021

'A SOCIEDADE PRECISA PRODUZIR PROFISSIONAIS COM ESPÍRITO EMPREENDEDOR', DIZ FUNDADOR DA EMBRAER
Publicado em 01/14/2021 as 07:20 PM

Para Ozires Silva, investimento em educação é solução para que o País tenha companhias inovadoras; engenheiro afirma também que unidade de aviões executivos da Embraer deve ajudar empresa a atravessar a pandemia
Por Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

Entrevista com
Ozires Silva, fundador da Embraer

Poucos dias após completar 90 anos e 51 anos após criar uma das empresas mais tecnológicas do Brasil, o fundador da Embraer, Ozires Silva, defende que "a sociedade produza constantemente profissionais capacitados, corajosos e com espírito empreendedor" para que novas companhias com potencial inovador surjam no País. Para isso, diz ele, é necessário investimento em educação. "Se houvesse mais instituições educacionais do nível do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em outras áreas de conhecimento, certamente os cidadãos realizariam maiores proezas no desenvolvimento de empresas e do País", afirmou, em entrevista por e-mail.

Hoje presidente do conselho de inovação da Ânima Educação - empresa que reúne instituições de ensino superior como São Judas e Unisul, entre outras -, Silva diz que a Embraer tem capacidade para se manter competitiva mesmo diante de um cenário adverso que reúne a pandemia da covid-19 e a frustração com o fim do acordo com a Boeing. Em abril do ano passado, a americana desistiu de comprar a unidade de aviação comercial da brasileira, um negócio de US$ 4,2 bilhões.

“A linha de aviões executivos (da Embraer)  é muito moderna e customizável. Esse segmento está ajudando a empresa a manter um adequado nível de atividades, em especial durante este período da pandemia de covid-19, que tem atingido fortemente a aviação comercial.  (...) O segmento da aviação comercial recuperará sua atividade após a pandemia e a Embraer estará pronta para manter sua atuação competitiva”, afirmou.

Confira, a seguir, trechos da entrevista.



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Para Ozires Silva, a Embraer pode se manter competitiva mesmo com a crise causada pela pandemia. Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão - 22/6/2018

Em 2018, o senhor estava animado com a possível venda da unidade de aviação comercial da Embraer para a Boeing. Como recebeu a notícia, no ano passado, de que a Boeing havia desistido da compra?
Eu não diria que estive animado com a venda, embora reconhecesse os motivos que a sustentavam. A compra da canadense Bombardier pela Airbus daria a um dos maiores competidores da Embraer (a Bombardier) um grande fôlego para crescimento. A Boeing percebeu que a Embraer seria o melhor caminho para competir com a Airbus no campo da aviação regional. Porém, as negociações entre Boeing e Embraer foram muito difíceis e a configuração final era de complexa execução, o que me deixava preocupado. Na sequência, a Boeing passou a enfrentar problemas com um avião recentemente lançado no mercado, o 737-500 MAX, que passou a exigir enormes gastos em investigações e ressarcimentos, mudando sua prioridade. O negócio foi encerrado. Penso que a Embraer será capaz de encontrar seus caminhos sem a Boeing.

Sem a Boeing e após a Airbus ter comprado o programa de jatos comerciais da Bombardier, como fica a situação da Embraer?
A Embraer sempre foi uma empresa muito competitiva. Ela tem uma extensa linha de aviões tanto comerciais quanto executivos. A linha de aviões executivos é muito moderna e customizável. Esse segmento está ajudando a empresa a manter um adequado nível de atividades, em especial durante este período da pandemia de covid-19, que tem atingido fortemente a aviação comercial. As pessoas incorporaram a mobilidade regional e internacional ao seu estilo de vida. O segmento da aviação comercial recuperará sua atividade após a pandemia e a Embraer estará pronta para manter sua atuação competitiva.

Qual estratégia a Embraer deve adotar para sobreviver ao mercado mais competitivo e à crise da pandemia, que praticamente paralisou a indústria aeronáutica?
A Embraer tem uma incrível equipe de gestores, engenheiros, fornecedores e colaboradores nas mais diferentes áreas. Tem também um dos melhores portfólios de aeronaves para seus clientes. Não atuo mais na empresa há muitos anos, por isso não posso falar sobre sua estratégia. Mas não tenho nenhuma dúvida de que a empresa está muito bem equipada para avançar e continuar sendo um player de enorme importância no setor.

O sr. já comentou, em outras entrevistas, que sua experiência na esfera pública o fez perceber que o governo é lento e controlador. Por isso, a melhor opção seria privatizar. Como analisa o governo Bolsonaro sob esse aspecto e a falta de avanço nas privatizações?
A privatização foi fundamental para a continuidade e sucesso da Embraer. Não estou apto para falar da realidade atual de outros setores e negócios em que o governo mantém atividade econômica.

Ozires Silva  
A Embraer é um dos principais exemplos de empresa inovadora brasileira. É possível criar aqui outras companhias que desenvolvam tecnologia como a Embraer? Como fazer isso?
O meio para isso está nas pessoas. É preciso que a sociedade produza constantemente profissionais capacitados, corajosos e com espírito empreendedor. Pessoas devem ser estimuladas pelo conhecimento e pelo ambiente em procurar desafios e a inovar. A educação é o instrumento fundamental para a transformação das populações. Foi isso que o ITA fez com a indústria aeronáutica brasileira e a região em que ele foi instalado. Se houvesse mais instituições educacionais do nível do ITA, em outras áreas de conhecimento, certamente os cidadãos realizariam maiores proezas no desenvolvimento de empresas e do País. Seria melhor assegurado o desenvolvimento econômico da sociedade.

O que permitiu que, 50 anos atrás, uma empresa de tecnologia de ponta fosse criada no País?
A palavra-chave é "educação". O brigadeiro Casimiro Montenegro Filho foi um dos maiores visionários que viveram em nosso País, tendo sido a força que idealizou e viabilizou o ITA, cuja missão era formar engenheiros aeronáuticos. O ITA, desde seu início, primou pela excelência de sua educação. Em 1954, quando houve a cerimônia de formatura da sua primeira turma de engenheiros, o brigadeiro Montenegro disse: "Vocês estão prontos. Um dia vocês irão fabricar aviões que voarão por todo o mundo. Eu posso não estar aqui para ver, mas tenho certeza de que vocês farão."  

Como foi a conversa que o senhor teve com o então presidente Costa e Silva para convencê-lo a criar a Embraer? Ele comprou sua ideia facilmente?
A conversa ocorreu por uma casualidade muito favorável. O presidente estava em voo para um evento em Guaratinguetá (SP) mas o mau tempo o fez pousar em São José dos Campos, junto ao Centro Tecnológico da Aeronáutica, o CTA. Como naquele momento eu, como tenente-coronel da aeronáutica, era a autoridade presente, fui incumbido de receber o presidente. Aproveitei a oportunidade para mostrar a ele o que vínhamos fazendo em termos de desenvolvimento de aviões, inclusive o avião Bandeirante, que estava nascendo na mesma época. O ministro da Aeronáutica na época, Marcio de Souza e Mello, já vinha comentando com o presidente sobre as tendências da aviação mundial no sentido da ampliação da aviação regional e que o Brasil teria vocação para este setor. A visita inesperada do presidente às nossas instalações de projeto e construção do Bandeirante ajudou a dar melhor visão a ele sobre o assunto. O tema ainda precisou de mais alguns meses de estudos e convencimento para que finalmente fosse dada a aprovação a constituição da Embraer.

Qual foi o momento mais difícil que o senhor viveu na Embraer?
O maior desafio foi o período que antecedeu a privatização da empresa, de 1991 a 1994. A empresa estava em um momento de transição e não projetava ter um futuro promissor sob as rígidas regras que regem as empresas do Estado. Ela precisava ser privatizada e assim ganhar agilidade para voltar a investir e crescer. Sabemos que o tema da privatização é sensível no Brasil e, ainda que a necessidade fosse clara, houve muita resistência. Foi preciso manter o foco e a perseverança em níveis muito elevados, e concluímos com sucesso a tarefa. No final a privatização se mostrou como a decisão correta, pois a empresa cresceu muito, gerou muitos empregos e riqueza para a região e o Brasil. Posso dizer que ver esse sucesso que a empresa atingiu, tendo se tornado uma das maiores empresa do setor no mundo é muito gratificante. Igualmente prazeroso foi ter a confirmação de que nossa tese inicial, tomada lá nos anos 60, de investir na aviação regional, afastando-se da competição dos grandes fabricantes mundiais que eram então focados nos grandes aviões.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 14/01/2021

BNDES CONCEDE CRÉDITO DE R$ 3,9 BI PARA 2ª TERMELÉTRICA NO PORTO DO AÇU
Publicado em 01/14/2021 as 07:20 PM

Por Willian Miron


Foto: Divulgação/GNA

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada pela BP, Siemens AG e Prumo Logística, obteve financiamento de R$ 3,93 bilhões do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para implantar uma usina termelétrica movida a gás natural, com capacidade instalada total de 1,67 GW, a UTE GNA II. O empreendimento será construído no Porto do Açu, localizado no município de São João da Barra, na região Noroeste do Rio de Janeiro, e tem previsão para entrar em operação comercial em 2023.

Expansão. Esta é segunda usina do parque termelétrico que a GNA está construindo no local. A primeira tem capacidade instalada de 1,33 GW, e contou com financiamento de R$ 1,8 bilhão do BNDES. A UTE GNA I está em fase final de construção, com previsão de entrada em operação comercial no primeiro semestre deste ano. Além das duas usinas, a GNA possui licença ambiental para dobrar sua capacidade instalada nos parques termelétricos, e, no futuro, pode chegar a 6,4 GW de capacidade instalada.

Energia. A UTE GNA II é composta por três turbinas a gás natural e uma a vapor, todas fornecidas pela Siemens, e poderá funcionar em ciclo combinado. Além disso, o empreendimento prevê uma subestação que se conectará ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A estimativa é que o total de energia gerada pela usina será suficiente para abastecer 7,8 milhões de residências.

Empregos. Durante a construção do empreendimento, espera-se que sejam gerados aproximadamente 5 mil empregos, e quando a usina estiver em funcionamento, serão abertos 500 postos de trabalho. A construção das usinas e o fornecimento de equipamentos, como turbinas a gás e a vapor, além das caldeiras de resfriamento são de responsabilidade da Siemens, que também fornecerá serviços de longo prazo, operação e manutenção para as unidades. Já o gás natural que abastecerá os empreendimentos será importado e fornecido pela BP.

Pré-Sal. A usina será instalada junto ao terminal de regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL). Além disso, o empreendimento ficará próximo aos campos produtores da camada pré-sal, ao circuito de transmissão de energia de 500 kV licitado recentemente e à malha de gasodutos.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 14/01/2021

APÓS REUNIÃO COM A FORD, MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO ACOMPANHA TRÊS INQUÉRITOS CONTRA MONTADORA
Publicado em 01/14/2021 as 07:20 PM

Já existem três inquéritos civis abertos nas regiões onde a montadora vai fechar fábricas: Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE)
Por Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O Ministério Público do Trabalho (MPT) vai acompanhar de perto os desdobramentos do encerramento das atividades da Ford no Brasil. Após reunião com representantes da multinacional na manhã desta quinta-feira, 14, o órgão criou um Grupo Especial de Atuação Finalística (Geaf) para monitorar os impactos do fechamento de três fábricas da companhia norte-americana, que podem afetar até 5 mil trabalhadores.

De acordo com o MPT, já existem três inquéritos civis abertos nas regiões onde a Ford deixará de produzir. Na segunda-feira, 11, a montadora americana anunciou o fechamento das fábricas em Camaçari (BA), onde ficam as linhas dos modelos EcoSport e Ka; Taubaté (SP), que produz motores; e Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller.

Com base nesses três processos, foi criado um Geaf por meio do qual as procuradoras do trabalho que comandam os inquéritos na Bahia, Ceará e São Paulo poderão atuar de forma "coordenada e estratégica" para mitigar os impactos da decisão da Ford.

Por meio de nota, o procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro, demonstrou preocupação com os reflexos sociais e com a empregabilidade dos trabalhadores da empresa após o fim das atividades nas três unidades. Ele ressaltou que existe toda uma cadeia produtiva do entorno da empresa que também será atingida.

Pela Ford, participaram da reunião o diretor jurídico da companhia, Luís Cláudio Casanova, o gerente de Relações Governamentais, Eduardo Freitas, e três advogados da empresa. Segundo o MPT, os representantes da montadora repetiram os argumentos que a empresa vem sustentando para justificar sua saída do Brasil e se comprometeram a encaminhar ao Ministério Público do Trabalho todas as informações requisitadas sobre as demissões.

O secretário especial da Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, e o secretário de Trabalho, Bruno Dalcolmo, também participaram da reunião virtual.

Como mostrou o Estadão, o Ministério da Economia já iniciou conversas para apoiar a recolocação dos trabalhadores da Ford que vão perder o emprego com a saída da montadora do Brasil. Uma das possibilidades é a criação de um programa específico para ajudar esse grupo de trabalhadores altamente qualificados.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 14/01/2021

COM A SAÍDA DE LEONARDO CERQUINHO, SUAPE TERÁ SEU SÉTIMO PRESIDENTE DURANTE A GESTÃO PAULO CÂMARA
Publicado em 01/14/2021 as 07:20 PM

Já passaram pelo porto Bernardo D'Almeida, Evandro Avelar, Thiago Norões, Marcos Baptista Carlos Vilar e Leonardo Cerquinho. Nome cotado para assumir na gestão de Geraldo Julio na Sdec é Roberto Gusmão, ex-Emlurb
Por Adriana Guarda


Leonardo Cerquinho assumiu a presidência do porto em janeiro de 2019 e fez uma gestão azeitada - FOTO: Divulgação/Suape

O governo do Estado anunciou oficialmente nesta quinta-feira (14), a saída de Leonardo Cerquinho da presidência do Porto de Suape e de Jaime Alheiros do Porto do Recife, confirmando a notícia publicada nesta quarta (13) pelo Blog de Jamildo. Com a saída de Cerquinho, o Complexo de Suape vai trocar de presidente pela sétima vez durante as gestões do governador Paulo Câmara. É como se fosse mais de um indicado por ano, um recorde nas mais de quatro décadas de história de Suape. A mudança de comando acontece no dia 1° de fevereiro.

A substituição de Cerquinho será para abrigar a equipe do novo secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, o ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio. A Sdec será uma vitrine para o provável candidato ao governo do Estado em 2022. A mudança de comando também vai acontecer no Porto do Recife, onde o novo presidente Jaime Alheiros, mal sentou na cadeira, em dezembro do ano passado. Em Suape, o nome é do ex-presidente da Emlurb, Roberto Gusmão, e no Recife o administrador e mestre em gestão pública, Marconi Muzzio.

Antes de Cerquinho, já passaram por Suape no governo de Paulo: Bernardo D'Almeida, Evandro Avelar, Thiago Norões, Marcos Baptista e Carlos Vilar. Com exceção de Vilar (funcionário de carreira do Porto do Recife) e de Cerquinho (com expertise em logística e comércio exterior), nenhum tem experiencia no setor portuário. Muitas das trocas foram para angariar apoio político e acomodar aliados. Um dos momentos mais criticados foi a entrega da presidência do porto ao Partido Progressista (PP), de Eduardo da Fonte. Carlos Vilar foi indicado pelos aliados e assumiu em junho de 2018, mas a pressão do mercado foi forte e Leonardo Cerquinho ganhou o cargo em janeiro de 2019.

Essa descontinuidade na gestão atrapalhou o andamento de projetos dentro do porto, desde pequenas obras de infraestrutura e manutenção até grandes construções. Sem falar no desalinhamento político com o governo Federal, que passou a fechar o cofre para Suape, desde que o ex-governador Eduardo Campos anunciou sua candidatura à Presidência da República em 2014, fazendo frente a presidente em reeleição, Dilma Rousseff.

CENÁRIO
Geraldo Julio já acumulou a secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Porto de Suape, em 2011, mas o cenário econômico de Pernambuco era muito diferente. Naquele ano o PIB cresceu 9,3% em 2010 e 4,5% em 2011. A taxa de desemprego era uma das menores do País, com apenas um dígito (5%), e se falava em pleno emprego. As reuniões do Condic somavam bilhão em projetos e era preciso ordenar a avalanche de empresas que queriam se instalar em Suape. Eram comuns voos de helicóptero para apresentar o complexo a empresários e autoridades de outros estados e países.

Nos seus anos de gestão, Cerquinho precisou ser criativo, contagiar equipes, apostar em inova e negociar muito para conseguir fazer "do limão uma limonada", como ele gosta de dizer. Os grandes empreendimentos industriais não chegaram mais com a mesma velocidade, a economia demorou a se recuperar após a recessão e depois veio a pandemia da covid-19. Mesmo assim, Suape ainda conseguiu bater recordes de movimentação de carga ano a ano.

Para 2020, a previsão da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas (Condepe/Fidem) é que o PIB feche com queda entre 1,5% e 2%. A taxa de desemprego no Estado atingiu 18,8% (Pnad Contínua mais recente), a atração de investimentos por meio das reuniões do Condic em 2020 foi a pior dos últimos sete anos. Por tudo isso, Geraldo Julio não terá vida fácil nesse retorno como secretário, embora conheça bem a economia pernambucana e o Porto de Suape.

Veja o comunicado do governo do Estado na íntegra:
A partir de 1° de fevereiro, o Porto do Recife e o Complexo Industrial Portuário de Suape terão nova gestão. O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, escolheu o administrador de empresa e mestre em Gestão Pública, Marconi Muzzio, para o posto de presidente do Porto do Recife e o engenheiro e ex-secretário de infraestrutura do Recife, Roberto Gusmão, para a presidência do Porto de Suape. A nova estrutura assume o desafio de ampliar os projetos estruturadores para os terminais e consolidar Pernambuco como um centro logístico na movimentação de cargas no Nordeste.

O empresário e engenheiro agrônomo com mestrado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Roberto Gusmão, foi presidente da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) e secretário de Infraestrutura do Recife. Ele assume o lugar de Leonardo Cerquinho no Porto de Suape, na fase em que o ancoradouro atinge uma marca histórica. O Balanço anual contabiliza 25,6 milhões de toneladas movimentadas em 2020, um aumento de 7,53% em relação a 2019, quando o porto movimentou 23,8 milhões de toneladas. Em números absolutos, são 1,8 milhão de toneladas a mais. É o maior volume já registrado nos 42 anos de Suape e acima da meta estabelecida para o ano, marcado por uma pandemia que atingiu a economia mundial.

Já no Porto do Recife, o desafio passa para as mãos de Marconi Muzzio. Ele é analista do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e foi Secretário Executivo de Turismo do Estado em 2011. Em 2013, assumiu a Secretaria de Administração e Gestão de Pessoas do Recife, depois a Chefia de Gabinete do Prefeito em 2017 e voltou à Administração em 2019, ano em que foi designado membro do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social – CONAPREV.

Ele é o 23º (entre titulares e interinos) presidente a assumir o comando do ancoradouro recifense, desde o convênio de delegação firmado entre o Governo do Estado de Pernambuco e a União Federal em junho de 2001 e que passou a administração e exploração do Porto Organizado do Recife para o Estado de Pernambuco por intermédio da empresa Porto do Recife S.A. Muzzio vai substituir o arquiteto e urbanista Jaime Alheiros. Em 2020, o Porto do Recife cresceu 12%.Fonte : Jornal do Commercio - PE
Data : 14/01/2021

DISPUTA ENTRE IMPORTADORES DE COMBUSTÍVEIS E PETROBRAS CHEGA AO CADE. ENTENDA
Publicado em 01/14/2021 as 07:19 PM

Para associação, estatal pratica preços abaixo do mercado externo. Petroleira nega e diz que agentes menos eficientes perdem espaço
Por Bruno Rosa

RIO - A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) recorreu ao órgão de defesa da concorrência contra a Petrobras. A entidade protocolou ofício na sexta-feira no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e na Agência Nacional do Petróleo (ANP) contra a estatal.

O motivo da representação é que os importadores avaliam que a Petrobras está vendendo diesel e gasolina às refinarias no Brasil com preços abaixo das cotações no mercado internacional, o que afeta a concorrência. No ofício, a Abicom pede que seja feita análise dos valores praticados pela petroleira.

A Petrobras afirma que adota preços alinhados com o exterior e que agentes menos eficientes são os primeiros a perder espaço em momento de maior competição.

Segundo a Abicom, a defasagem por litro no diesel, entre os polos de importação, é de R$ 0,17 desde o início deste ano, e na gasolina, de R$ 0,25. O presidente da Abicom, Sergio Araújo, disse que a Petrobras tem adotado preços abaixo da paridade de importação em todos os polos com infraestrutura de importação.

— Isso prejudica os importadores e inviabiliza algumas operações no momento em que o mercado já está sofrendo com a queda nos preços do petróleo — disse Araújo. — Protocolamos o ofício na ANP e no Cade, pois os preços estão muito abaixo da paridade internacional e em desacordo com o compromisso da Petrobras com o Cade para a abertura do mercado.

Cade vai analisar

Procurado, o Cade afirma que “avaliará possíveis medidas após analisar a matéria”. O tema será estudado pelo órgão, e, caso o processo evolua, as partes apresentarão seus argumentos. Se o regulador julgar necessário, a empresa pode ser obrigada a seguir algum tipo de determinação.

Nos cálculos da entidade, somente no ano passado, o diesel vendido às refinarias pela Petrobras ficou R$ 0,06 por litro abaixo do praticado no exterior. Na gasolina, a diferença seria de R$ 0,02 por litro.

A consultoria J. Global Energy, sediada no Texas, faz avaliação similar. Considerando a estação de importação de combustível de Santos, em São Paulo, o diesel estaria R$ 0,41 abaixo do valor cobrado no exterior do dia 1º até o dia 8 deste ano.

Em 2020, a defasagem era estimada, em média, em R$ 0,11.

No caso da gasolina, a diferença no polo de Guarulhos em relação ao cobrado no mercado externo seria de R$ 0,45 do dia 1º ao dia 8 deste mês. Em 2020, a perda média é estimada em R$ 0,17 por litro.

— Essas reduções ocorrem por um motivo político. Se aumentasse os preços durante a Covid, isso geraria pressão. A empresa usa o lucro com a atividade de exploração e produção de petróleo para subsidiar as margens de refino — afirmou Cristiano Costa, analista da J. Global Energy.

Não há um consenso no mercado sobre o tema. Adriano Pires, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura, afirma que ao longo de 2020 o preço se manteve, em média, em linha com o mercado:

— Tivemos preços acima e abaixo da paridade. Mas, na média, estamos dentro da paridade, sem movimentos díspares como no passado.

Em resposta à Abicom, a Petrobras disse que os custos efetivos de importação variam de agente para agente, dependendo de características como as relações comerciais no mercado internacional e doméstico, o acesso à infraestrutura logística e à escala de atuação.

Mas ressaltou que mantém sua “autonomia para precificação de produtos e seu compromisso com a prática de preços alinhados com as cotações internacionais”.

‘Extrema cautela’

A estatal afirma que a declaração da Abicom deve ser vista “com extrema cautela”. “Estão mantidos os princípios que balizam a prática de preços da Petrobras, como paridade de importação, margens para remuneração dos riscos inerentes à operação, e nível de participação no mercado.

Desta forma, é natural que agentes menos eficientes sejam os primeiros a perder espaço em um momento de maior competição”, disse a estatal em nota.

Analistas de mercado afirmam que o produto mais sensível é o diesel, em razão do histórico da greve dos caminhoneiros. A Petrobras tem fatia entre 75% e 80% nos mercados de diesel e gasolina.

Para Rodrigo Leão, coordenador do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), os preços de derivados caíram muito desde 2020 com a redução da cotação do petróleo no mercado internacional, que chegou a US$ 35:

— A Petrobras pratica a paridade de preços internacionais de maneira diferente entre os dois mercados de combustíveis. Os importadores brigam porque ela não faz mais o reajuste quase diário. Como não é mais assim, haverá defasagens temporais. E essa volatilidade prejudica os importadores.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 14/01/2021

APÓS NOVO APAGÃO NO AMAPÁ, ANEEL DÁ UM DIA PARA CONCESSIONÁRIA SE EXPLICAR
Publicado em 01/14/2021 as 07:19 PM

Treze dos 16 municípios ficaram sem luz de novo, dois meses depois de blecaute que deixou estado às escuras por mais de uma semana
Por Manoel Ventura *


Técnicos realizam inspeção na subestação com transformador incendiado em novembro Foto: Divulgação/Polícia Civil

BRASÍLIA — A concessionária que administra a principal subestação do Amapá terá um dia, depois que for notificada, para explicar à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o que provocou o novo apagão registrado na quarta-feira no estado. Pelo menos 13 dos 16 municípios ficaram sem luz, incluindo a capital, Macapá.

O novo blecaute ocorreu por volta das 16h de quarta-feira por falha em uma linha de transmissão. O apagão ocorreu dois meses depois da crise energética que deixou o estado sem luz por mais de uma semana em novembro.

A Aneel encaminhou ofício à Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE), concessionária que administra a linha de transmissão que falhou, cobrando explicações. A empresa — subsidiária da Gemini Energy — é a mesma que administra a subestação cuja falha levou ao apagão de novembro.

“Em ofício encaminhado à LMTE, a Aneel dá um dia de prazo, a contar do recebimento do documento, para que a empresa esclareça a ocorrência e as medidas que estão sendo adotadas para solucionar o problema e evitar reincidências”, diz nota da agência.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, às 15h53, houve o desligamento dos dois circuitos de uma linha de transmissão.

Empresa diz que falha foi resolvida

O órgão disse que, às 16h38, os sistemas básicos foram reeestabelecidos para, em seguida, a energia voltar para as unidades consumidoras. O ONS não informou se o fornecimento de eletricidade já foi normalizado.

A CEA, distribuidora de energia do estado, disse que a falta de energia “não tem relação com problemas de distribuição”. “Foi identificado uma ocorrência na linha de transmissão no trecho Macapá/Jari”.

A LMTE acrescentou que o ofício da Aneel já foi recebido e que responderá "dentro do prazo estabelecido pelo órgão regulador". Informou que “sofreu uma ocorrência externa ao seu controle na linha de transmissão de Laranjal à Macapá” e que “a questão já foi resolvida”.

“A concessionária disponibilizou as linhas de transmissão instantaneamente (em 1 minuto). Portanto, a disponibilidade de suas instalações de transmissão foi rapidamente normalizada. Tal evento ocorre diariamente no Brasil, e no caso particular, com consequência de falta de energia em um estado, expõe a fragilidade do sistema de energia do Amapá que não conta com redundância devido a questão de planejamento setorial”, afirma a nota.

Procurado, o Ministério de Minas e Energia não comentou.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 14/01/2021

DEPUTADOS AVALIAM IMPEDIR BOLSONARO DE VETAR ENTRADA DE HUAWEI NO 5G
Publicado em 01/14/2021 as 07:19 PM

Grupo na Câmara analisa sugestões de consultores da Casa para não deixar governo barrar atuação da chinesa no Brasil, como querem os EUA
Por Manoel Ventura

BRASÍLIA - A Câmara dos Deputados entrou nas discussões sobre a implementação do 5G, a nova geração de telefonia, no Brasil. Com a possibilidade de o governo impedir a chinesa Huawei de fornecer equipamentos da tecnologia no país, parlamentares se mobilizam para manter aberto o mercado de fornecedores das companhias de telecom.

Em um documento elaborado pela consultoria da Câmara, cinco sugestões apresentadas podem fazer o Congresso impedir o banimento da empresa. Entre elas estão mudanças na Lei Geral de Telecomunicações (LGT).

A nota técnica da consultoria legislativa está sendo analisada por um grupo de trabalho criado pela Câmara para acompanhar o avanço da tecnologia.


O grupo prevê ouvir representantes da Huawei e de suas rivais Ericsson, Samsung, Nokia e Fujitsu, os principais fornecedores mundiais da infraestrutura para o 5G no mundo. Também vai ouvir integrantes do governo e operadoras de telecomunicações.

O leilão de frequências 5G está previsto para este ano, mas ainda não foi marcado e nem teve o edital lançado. São as operadoras que irão disputar os espaços para o 5G e contratar os fornecedores de tecnologia.

Após a licitação, as teles devem investir na instalação de antenas e de outros equipamentos para que a nova geração de telefonia, que promete aumentar muito a velocidade da conexão móvel à internet, possa começar a operar no país.

Entre as alterações na LGT propostas pelos consultores da Câmara está a de determinar que os leilões não criem impedimentos para que os atuais fornecedores de infraestrutura participem do mercado.

Hoje, cerca de metade da infraestrutura usada no 4G no Brasil foi fornecida pela Huawei. Esse é um dos argumentos usados pelas empresas de telecomunicações para que a companhia chinesa não seja barrada. Isso reduziria os custos com o reaproveitamento de equipamentos compatíveis.

Outra mudança seria alterar a LGT para determinar que os leilões de frequência não impeçam que infraestruturas atuais de rede 4G sejam aproveitadas nas novas redes de 5G.

Os consultores sugerem ainda alterar a lei para obrigar que os editais de licitação sejam submetidos à aprovação prévia do Congresso Nacional, embora o próprio documento admita que essa seja uma alternativa de difícil implementação e de risco elevado de questionamento judicial.

O documento técnico da Câmara também sugere aos deputados obrigar o governo a formular editais de leilões de frequência que adotem requisitos de Open RAN. Trata-se de um tipo de rede de telecomunicações em que equipamentos de diferentes fabricantes podem “conversar” entre si.

Atualmente, a rede instalada no país não permite que equipamentos da Huawei, por exemplo, sejam conectados com redes da Ericsson. Por isso, os técnicos sugerem estabelecer critérios mais rígidos para eventuais intervenções sob pressuposto relacionado à “segurança nacional”.

Os Estados Unidos têm pressionado países, entre eles o Brasil, a proibir a Huawei no 5G sob o argumento de que a empresa pode passar informações para o governo chinês.

Saiba mais: China reage a nova provocação de Eduardo Bolsonaro sobre 5G e afirma que deputado perturba parceria com Brasil

O governo de Jair Bolsonaro manifestou concordância com essa preocupação da gestão de Donald Trump, mas não definiu ainda veto à chinesa.

O vice-presidente Hamilton Mourão já se manifestou contra banir a Huwaei e tem defendido a relação comercial do Brasil com a China, alvo de incidentes diplomáticos provocados por Bolsonaro e seus filhos, principalmente o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 14/01/2021

BOLSA SOBE COM EXPECTATIVA DE ANÚNCIO DE PACOTE AMERICANO; DÓLAR CAI E SEGUE ABAIXO DE R$ 5,30
Publicado em 01/14/2021 as 07:19 PM

Ibovespa avançava 0,55%. Na contramão, ações do BB caem com notícia de que Bolsonaro quer trocar comando da instituição
O Globo

SÃO PAULO E RIO - A Bolsa sobe no Brasil, um dia após a aprovação do impeachment de Donald Trump pela Câmara de Deputados dos Estados Unidos. Há expectativa de que novo pacote de ajuda à economia americana seja anunciado ainda nesta quinta-feira pelo presidente eleito Joe Biden. Já o dólar recua e segue cotado abaixo de R$ 5,30.

Às 14h28, o Ibovespa subia 1,16%, aos 123.346 pontos. O mercado brasileiro acompanha o otimismo no exterior. A previsão é que Biden detalhe um pacote que pode ultrapassar US$ 1,5 trilhão para estimular a economia dos EUA. O democrata colocará as medidas em prática quando assumir o governo, no fim deste mês.

As ações do Banco do Brasil (BB) abriram em baixa, mas inverteram o sinal e tinham alta de 0,56%, negociadas a R$ 37,76. Pela manhã, a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro quer trocar o comando do banco puxou os papéis para baixo.  

— Para o mercado é uma notícia ruim (a troca de presidente do BB) , porque demonstra que não há nenhuma disposição de Bolsonaro para retirada das estatais, ou seja, de privatização. Nesse processo, a questão fiscal pode ficar de lado— disse Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Bolsonaro teria se irritado com o anúncio do fechamento de agências e de um novo programa de demissão voluntária no BB. O presidente já estaria buscando nomes para a substituição. O ministro Paulo Guedes, porém, tentar manter André Beltrão no comando do banco.

Em fato relevante divulgado nesta manhã, o BB diz que “não recebeu no âmbito de seus órgãos de governança nenhuma comunicação formal por parte do acionista controlador sobre qualquer decisão a respeito do assunto”.

Às 14h30, o dólar comercial caía 1,69%, a R$ 5,221.

Na Europa, o mercado fechou em alta com a expectativa de mais gastos públicos para reativar a principal economia global. A Bolsa de Londres valorizou 0,84%; Paris subiu 0,33% e Frankfurt avançava 0,35%.

Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção definida. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,93%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,91%.

Em Nova York, o Dow Jones apresentava alta de 0,32% e o S&P 500 subia 0,09%. A Bolsa eletrônica Nasdaq avançava 0,19%.

As infecções por Covid-19 na província de Heilongjiang quase triplicaram, destacando a crescente ameaça antes de importante feriado nacional em janeiro, quando centenas de milhões de pessoas normalmente viajam.

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,85%, e a Bolsa de Hog Kong fechou em alta de 0,93%.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 14/01/2021

PONTO FINAL: BENTO ALBUQUERQUE PREVÊ PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS EM 2021 E NOVO APAGÃO ATINGE AMAPÁ
Publicado em 01/14/2021 as 07:18 PM

Por Guilherme Serodio e Larissa Fafá - 13 de janeiro de 2021 - Em Política energética, Ponto Final

RIO e BRASÍLIA – O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, acredita que o Congresso Nacional vai aprovar a privatização da Eletrobras no primeiro semestre deste ano e que a venda da companhia poderá ocorrer até o fim de 2021.

Em entrevista à Megawhat, Albuquerque disse estar confiante na tramitação célere do PL 5877/2019 na Câmara dos Deputados. A comissão especial necessária para tratar do texto nem sequer foi instalada.

A privatização da Eletrobras está na agenda desde o governo de Michel Temer, na época com apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ), que tentou aprovar a proposta até o fim de 2018, sem sucesso.

Secretário cobra compromisso de candidatos no Congresso Nacional com privatizações
Novo blecaute atingiu ao menos 13 cidades do estado do Amapá, terra natal do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM). O problema foi, novamente, provocado na infraestrutura sob responsabilidade da Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE).

Houve o desligamento dos dois circuitos da linha de transmissão Laranjal–Macapá e das hidrelétricas de Ferreira Gomes, Cachoeira Caldeirão e Coaracy Nunes, com interrupção de 250 MW no estado.

Às 17h15, última informação publicada nesta quarta (13) pelo MME, foram restabelecidos 110 MW de carga.

“A Aneel está atuando junto à concessionária [LMTE], que deverá informar as medidas adotadas para solucionar o problema e evitar reincidências”, disse o ministério, em nota.

Davi Alcolumbre foi o porta-voz da insatisfação do Senado com o plano de privatização da Eletrobras – estatal que acabou sendo acionada, assim como as Forças Armadas, para resolver o apagão de novembro.

Apagão no Amapá “não tem nada a ver com o governo federal”, diz Bolsonaro

Agora, com seu candidato à sucessão à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), na frente na contagem de votos, Alcolumbre volta a ser citado como possível novo integrante do ministério de Bolsonaro.

Fontes no Senado ouvidas pela epbr e próximas de Alcolumbre afirmaram que a negociação caminha pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, atualmente sob comando de Rogério Marinho.

A vitória de Pacheco daria mais prestígio a Alcolumbre e alguma tranquilidade ao Planalto, enquanto a disputa na Câmara é incerta com o governista Arthur Lira (PP/AL) atrás de Baleia Rossi (MDB/SP) na contagem de apoiadores.

MDB consegue apoio de Cidadania e Podemos

As bancadas do Podemos, com nove senadores, e do Cidadania, com três, declararam apoio à candidatura de Simone Tebet (MDB/MS) à presidência do Senado nesta quarta.

Ela já conta com apoios do MDB (15 votos) e do PSL (dois). Agora segue em busca dos votos dos sete senadores do PSDB.

Se não houver traições, chegará aos 36 votos.

O PP, com sete senadores, anunciou hoje apoio a Pacheco na disputa ao Senado, elevando para 39 os potenciais votos do candidato.

São necessários 41 para vencer a disputa e os votos são secretos.

Santa Catarina faz lobby por carvão

O governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), foi ao ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, solicitar a manutenção das operações do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda.

No ano passado, a Engie anunciou a intenção de desativar o complexo Jorge Lacerda.

Acompanhado de uma comitiva com onze senadores e deputados, o governador sugeriu a criação de um fundo para recuperação ambiental da região e a postergação do uso da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para bancar parte dos custos com carvão mineral nacional.

O governo de Santa Catarina diz querer evitar demissões do setor, que seria responsável por empregar 27 mil pessoas no estado.

Em setembro, a Aneel autorizou o reajuste de 6,61% do preço-base do carvão usado no complexo, que já recebia a maior parte dos subsídios da CDE ao carvão mineral nacional. No orçamento de 2020 eram destinados R$ 605,91 milhões ao complexo de SC do total de R$ 665,83 milhões.

Participaram da reunião os senadores Dário Berger (MDB), Espiridião Amin (PP) e Jorginho Mello (PL). Também os deputados federais Angela Amin (PP), Coronel Armando (PSL), Carmen Zanotto (PPS), Celso Maldaner (MDB), Daniel Freitas (PSL), Geovania de Sá (PSDB), Jorge Goetten (PL) e Ricardo Guidi (PSD).

Em geral, o carvão é um combustível defasado no Brasil, dada a oferta de fontes mais limpas e eficientes, como o próprio gás natural, também fóssil e poluente, e renováveis.

O planejamento nacional reconhece, contudo, o papel do carvão como indutor do planejamento nacional e admite sua presença na matriz energética nacional.

Nova lei prevê multa milionária por roubo de combustível no Rio.

O governador em exercício do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), sancionou hoje uma lei que permite a aplicação de penalidades administrativas contra quem roubar, furtar ou receptar o fruto de roubos de combustíveis ou dutos. O texto prevê a possibilidade de multas de até R$ 17,8 milhões e de cancelamento da inscrição no cadastro do ICMS de estabelecimentos que venderem o furto do roubo.

No Congresso Nacional, uma proposta de  autoria da agora candidata à presidência da Casa Simone Tebet também endurece penas para esses crimes. A matéria foi aprovada no Senado prevendo pena de prisão de até 12 anos para envolvidos nos crimes. O texto está hoje na CCJ da Câmara, onde um substitutivo de Caroline de Toni (PSL/SC) aumentou as penas para até 14 anos. Caso seja aprovado com alterações na Câmara, o texto volta para nova votação no Senado.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 14/01/2021

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA SOLAR DEVE ATRAIR MAIS DE R$ 17 BILHÕES EM 2021
Publicado em 01/14/2021 as 07:18 PM

Absolar também prevê a adição de mais de 4,9 GW de potência instalada
Por epbr - 14 de janeiro de 2021 - Em Clima, Solar, Transição energética

A geração solar distribuída deve atrair R$ 17,2 bilhões em novos investimentos no Brasil, ao longo de 2021, e gerar mais de 118 mil empregos este ano. Estimativas da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que a GD será responsável pela maior fatia do crescimento solar fotovoltaico no ano.

Ao todo, estão previstos mais de R$ 22,6 bilhões em investimentos privados no setor no Brasil em 2021, somando os segmentos de geração distribuída (sistemas em telhados e fachadas de edifícios) e centralizada (grandes usinas solares).

A Absolar também prevê a adição de mais de 4,9 gigawatts (GW) de potência instalada, somando as usinas de grande porte e os sistemas distribuídos em telhados, fachadas e pequenos terrenos.

O montante representa um crescimento de mais de 68% sobre a capacidade instalada atual do país, hoje em 7,5 GW.

Para a geração distribuída solar fotovoltaica, o crescimento projetado é de 90% frente ao total instalado até 2020, passando de 4,4 GW para 8,3 GW. Já no segmento de usinas solares de grande porte, o crescimento previsto será de 37%, saindo dos atuais 3,1 GW para 4,2 GW.

Ainda segundo os dados da entidade, o setor deve ser responsável por um aumento líquido na arrecadação dos governos federal, estaduais e municipais de mais de R$ 6,7 bilhões este ano.

O valor já contabiliza a economia dos consumidores em suas contas de eletricidade.

Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar, argumenta que a energia solar será estratégica para acelerar a retomada econômica sustentável do Brasil no pós-pandemia, fortalecendo a competitividade.

“A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País”, ressalta.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 14/01/2021

ECB FECHA ACORDO COM BP PARA FORNECIMENTO DE 1 BILHÃO DE LITROS DE BIOCOMBUSTÍVEIS
Publicado em 01/14/2021 as 07:18 PM

Os combustíveis serão produzidos, a partir de 2024, na usina Omega Green, que será construída no Paraguai
Por Gabriel Chiappini - 14 de janeiro de 2021 - Em Clima, Transição energética

O ECB Group, maior produtor de biodiesel do Brasil, anunciou nesta quinta (14) a assinatura de contrato com a britânica BP para o fornecimento de mais de um bilhão de litros de biocombustíveis avançados, que serão produzidos a partir de 2024, na Omega Green, que será construída no Paraguai.

Com investimentos de mais de US$ 800 milhões, a estimativa é que a biorrefinaria, quando pronta, possa produzir 20 mil barris por dia de diesel verde (HVO), bioquerosene de aviação (SPK), e nafta verde, usada na indústria química para fabricação de plástico verde.

“Estamos orgulhosos deste acordo com uma organização como a BP, que é tão importante no setor de energia e que pretende ser uma empresa neutra em carbono até 2050 ou antes e ajudar o mundo a chegar a mesma meta”, disse Erasmo Carlos Battistella, CEO do ECB Group em comunicado divulgado pela empresa.

Carol Howle, vice-presidente executiva  de Trading & Shipping da BP, acredita que o negócio pode beneficiar o desenvolvimento regional na América do Sul.

“Este negócio com um grande produtor brasileiro é uma compra significativa de biocombustíveis avançados pela BP na América do Sul e fornece uma base importante para o crescimento na região”, afirmou Howle.

O acordo é parte da estratégia da empresa britânica para oferecer combustível de baixo carbono aos clientes nos setores de transporte rodoviário e aviação e neutralizar 415 milhões de toneladas equivalentes de CO2 (tCO2e), relativas às operações da companhia e  à produção de petróleo e gás da bp.

Em julho do ano passado, conversamos ao vivo com Erasmo Battistella, presidente do ECB Group, sobre os projetos na área de biocombustíveis no Brasil e no Paraguai  e HVO, nova fronteira tecnológica do mercado de biodiesel.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 14/01/2021

DO CAMPO PARA A USINA: O USO DE BLOCKCHAIN PARA CERTIFICAR A PRODUÇÃO DE BIOCOMBUSTÍVEIS
Publicado em 01/14/2021 as 07:18 PM

Por Nayara Machado - 14 de janeiro de 2021 - Em Newsletter Diálogos da Transição

Editada por Nayara Machado
nayara.machado@epbr.com.br

O setor sucroalcooleiro está de olho na blockchain como estratégia para determinar a sustentabilidade da produção. E vê na tecnologia uma solução para armazenar, registrar, organizar e rastrear os produtos para garantir confiabilidade e segurança das informações sobre a origem das matérias-primas e insumos.

Usada largamente para registro de transações financeiras, a tecnologia funciona como “um grande livro-caixa” com os dados registrados simultaneamente em vários computadores e está começando a ser aplicada na cadeia de biocombustíveis no Brasil.

Um dos projetos é conduzido pela Embrapa em parceria com a Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo (Coplacana), a Safe Trace e a Usina Granelli.

Os trabalhos em campo, liderados pela Embrapa Informática Agropecuária (SP), tiveram início no ano passado com experimentos em conjunto com produtores de Piracicaba, Tambaú e Charqueada, municípios no interior do estado de São Paulo.

O acordo inclui a geração de processos agropecuários, softwares, modelos, banco de dados e metodologia técnico-científica.

Alexandre de Castro, pesquisador da Embrapa que lidera o projeto, revela que a ideia inicial era a rastreabilidade da cadeia da cana-de-açúcar para agregar valor ao produto.

Mas, a partir do desenvolvimento dos trabalhos, a equipe percebeu que a tecnologia poderia ser estendida e aproveitada pelos produtores de biocombustíveis.

É o caso da Usina Granelli, que começou a parceria para estabelecer um padrão de qualidade para o açúcar mascavo e agora também pretende usar a tecnologia para preencher a RenovaCalc – a calculadora de eficiência energética e ambiental da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).

Mariana Granelli, diretora jurídica da usina de etanol, conta que a parceria com a Embrapa para desenvolver essa especificação acabou motivando a empresa a se certificar para emitir os créditos de descarbonização (CBios) do RenovaBio.

“Como já estamos fazendo essa rastreabilidade da cana, a partir dela eu consigo preencher a RenovaCalc com uma exatidão muito maior. Isso garante que a quantidade de CBio que vem do meu combustível é aquele valor mesmo, e não um valor estimado, como é hoje”, explica Mariana.

Um CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida no processo de produção do biocombustível.

O projeto da Embrapa prevê a criação de uma tecnologia baseada em sensoriamento remoto para organizar, processar e disponibilizar em nuvem imagens de satélite proximais, suborbitais e orbitais, aplicadas a análises de lavouras da cana-de-açúcar, que vão contribuir para apoiar o planejamento e controle operacional da cultura, tanto na fazenda como em talhões.

Outra novidade é que imagens aéreas de canaviais serão usadas para detecção de doenças das plantas e pragas daninhas, deficiências nutricionais, estresse hídrico e estimativas de produção de biomassa.

O diagnóstico vai permitir aos produtores a adoção de medidas de controle com mais rapidez e eficiência.

De olho nos CBios, a Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan) firmou uma parceria com a Associação Centro Interdisciplinar de Pesquisa em Educação e Direito (CIPED) para certificar as plantações de cana-de-açúcar da Paraíba com blockchain.

“Com a certificação, a Asplan parte na frente para assegurar que seus associados sejam inseridos no RenovaBio e passem a receber CBios proporcional a sua produção e organização. A Paraíba é pequena, mas nós pensamos grande”, disse o presidente da entidade, José Inácio de Morais, ao Cointelegraph.

A Embrapa também estuda ampliar o uso de blockchain para a cadeia produtiva de grãos, especialmente visando o etanol de milho e o biodiesel de soja.

“Já estamos conversando com outras duas empresas representativas dessas cadeias. Para etanol de milho, iniciamos a tramitação do acordo com a FS Bioenergia. E estamos conversando com uma empresa no setor de soja”, conta Alexandre de Castro.

Segundo Alexandre, o projeto começou com a cadeia sucro, mas automaticamente migrou para a de grão.

“Percebemos que na cadeia da cana, em média, 50% da matéria-prima vem de área própria das usinas, e os outros 50% de fornecedores diretos e de longo prazo. Já para milho e soja, é muito mais complexo. As empresas têm poucos fornecedores diretos”, relata.

De acordo com o pesquisador, cerca de 90% da matéria-prima para etanol de milho e biodiesel vem de fornecedores indiretos, o que dificulta o controle da originação.

No setor de biodiesel, por exemplo, os produtores compram o óleo de soja de outros fornecedores, o que cria obstáculos na hora de identificar de onde veio o grão.

“O blockchain serve para marcar os pontos da cadeia, de forma definitiva, permanente. Caso seja alterado, toda a cadeia será alterada e saberemos onde foi mexido. É um sistema de criptografia em cadeia”, explica Alexandre.

Neste caso, a tecnologia vai permitir identificar um fornecedor, cooperativa ou cerealista no meio da cadeia, com uma assinatura digital.

“Nas cadeias de grãos, eu faço a marcação dos pontos na rede com essas assinaturas. Essas cadeias, geralmente, vão misturando diversos fornecedores e, a cada mistura, eu marco também. Fica mais fácil para auditoria das firmas inspetoras”, destaca.

Isso poderá auxiliar no cálculo de CBio por volume de biocombustível produzido. “Quem emitia um CBio por 800 litros poderá emitir um pouco mais, dependendo da sustentabilidade da cadeia”, conclui o pesquisador.

Curtas
O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou nesta quarta (13) o Plano Operativo para Controle do Desmatamento Ilegal e Recuperação da Vegetação Nativa, que vai vigorar até 2023. O documento define as metas do Floresta+ para o período, com o objetivo de contratar a preservação e recuperação de 250 mil hectares…

…A extensão prevista agora representa pouco mais de 64% da área inicialmente proposta pelo MMA como meta a ser atingida pelo Floresta+ nos próximos três anos. epbr

O ECB Group vai fornecer mais de um bilhão de litros de biocombustíveis avançados à BP. Maior produtor de biodiesel do Brasil, o grupo anunciou nesta quinta (14/1) a assinatura de contrato com a petroleira britânica para fornecimento pelo período de cinco anos…

…Os combustíveis serão produzidos, a partir de 2024, na usina Omega Green, que será construída no Paraguai, com início das obras ainda este ano. epbr

A geração solar distribuída deve atrair R$ 17,2 bilhões em novos investimentos no Brasil, ao longo de 2021, e gerar mais de 118 mil empregos este ano. Estimativas da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) mostram que a GD será responsável pela maior fatia do crescimento solar fotovoltaico no ano. epbr

Nos EUA, o governo de Donald Trump deve conceder isenções a alguns refinadores de petróleo retroativas ao ano de 2019, o que os dispensaria da necessidade de ter misturado biocombustíveis a combustíveis fósseis, informou a Reuters. A decisão deve ser anunciada ainda sob a administração do presidente Donald Trump, que termina no próximo dia 20. Valor

A Total anunciou no início da semana a aquisição da Fonroche Biogaz, empresa que projeta, constrói e opera unidades de digestão anaeróbia na França. Com cerca de 500 gigawatts-hora (GWh) de capacidade instalada, a Fonroche Biogaz é líder do mercado francês na produção de gás renovável, com mais de 10% de participação de mercado.

A PepsiCo quer aumentar em mais de duas vezes o seu objetivo climático baseado em evidências científicas, com redução de mais de 40% das emissões absolutas de gases de efeito estufa até 2030. Além disso, a empresa se comprometeu a alcançar emissões líquidas zero até 2040, uma década antes do previsto no Acordo de Paris.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 14/01/2021

TERMELÉTRICA VAI INVESTIR R$ 3 BILHÕES NO COMPLEXO DE SUAPE
Publicado em 01/14/2021 as 07:17 PM



A previsão é que a usina entre em operação em novembro deste ano. (Foto: Rafael Medeiros/Suape/Divulgação)        

Uma termelétrica de energia (UTE) à base de Gás Natural Liquefeito (GNL) será instalada no Complexo de Suape, Litoral Sul do estado, e vai gerar dois mil empregos entre as fases de construção e operação. O empreendimento, com investimento estimado de R$ 3 bilhões, inclui a instalação de um terminal de regaseificação em Suape, além da implantação de aproximadamente oito quilômetros de dutovias entre o terminal gás e a usina termoelétrica.

O empreendimento será gerido pela CH4 Energia - desenvolvedora de projetos no setor energético -,  em sociedade com a empresa norte americana New Fortress Energy, fundada em 2014 e, atualmente, com um valor de mercado estimado em 7,38 bilhões de dólares. A empresa atua em países como Jamaica, Porto Rico, México e Nicarágua nos ramos de transporte de Gás Natural Liquefeito, infraestrutura, terminais de regaseificação, usinas de energia e soluções em pequena escala. Também desenvolve atualmente um terminal de GNL na Irlanda, para fornecimento a clientes industriais.

Aproximadamente 30% do investimento deverá sair do empreendedor e 70% virá de bancos de fomento. A previsão é que a usina entre em operação em novembro deste ano, ocupando uma área de 16,5 hectares dentro do Complexo de Suape, onde já possui licença prévia emitida pela Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH).

"Com a instalação da termelétrica em Suape, o governo de Pernambuco também viabiliza um grande terminal de regaseificação para o estado, oferecendo gás com preços muito mais competitivos às indústrias locais”, afirmou o governador Paulo Câmara. "Com a nova lei do gás, que está na Alepe, um contingente muito maior de empresas poderia migrar para o mercado livre e se beneficiar do novo terminal, gerando um impulso de expansões e novos empreendimentos no estado", completou.

Em dezembro de 2020, o governo de Pernambuco e a CH4 Energia assinaram Protocolo de Intenções para viabilização do empreendimento. A usina terá capacidade de geração de 1,3 GW - 30% mais que a hidrelétrica de Sobradinho - ao final da implantação do projeto, após realização de leilão de energia promovido pela Agencia Nacional de Energia Elétrica e Ministério de Minas e Energia, com previsão para ocorrer no primeiro semestre de 2021.

Com o acordo  de compra e venda de energia, de longo prazo, fechado com a Petrobras para iniciar a operação de duas térmicas de 144MW cada, totalizando capacidade de geração de 288MW, o projeto já tem viabilidade inicial para implantação em sua totalidade.

A térmica será abastecida por navio regaseificador de GNL, com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia, no Cais de Múltiplos Usos. A previsão é que a usina consuma 2,5 milhões de metros cúbicos ao dia, potencial que pode ser duplicado futuramente. O excedente de GNL poderá atender à rede da Companhia de Gás de Pernambuco (Copergás), empresa detentora dos direitos de distribuição de gás no estado.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, destacou que o barateamento dos preços do gás em Pernambuco reduzirá também os custos de produção, tornando as empresas locais mais competitivas. “Pernambuco aumentará expressivamente sua competitividade. Com a usina termelétrica, incluímos mais um elemento nesse pacote de infraestrutura do estado, fortalecido como um hub", disse.
Fonte : Diário de Pernambuco - PE
Data : 14/01/2021

APÓS SAÍDA DA FORD DO BRASIL, GOVERNO DO RIO SE REÚNE COM MONTADORAS SITUADAS NO ESTADO
Publicado em 01/14/2021 as 07:17 PM

Após a Ford anunciar, nesta semana, que vai fechar as suas fábricas no Brasil, deixando cerca de 5 mil pessoas desempregadas, o Governo do Rio resolveu se reunir com montadoras de veículos presentes no estado para abrir diálogo e se antecipar a qualquer movimentação, encontrando alternativas para a sustentabilidade dos negócios.

O encontro com a Jaguar Land Rover aconteceu nessa quarta-feira (13), e as reuniões com representantes da Volkswagen, Renault-Nissan, Hyundai e Peugeot-Citroën estão previstas para as próximas semanas. Juntas, as montadoras são responsáveis por 8 mil empregos fluminenses.

De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, Leonardo Soares, o objetivo da aproximação é entender até que ponto a decisão da Ford foi uma estratégia específica da empresa e até onde a definição se entende para as outras companhias.

— A atividade do setor automobilístico é de suma importância para o Estado do Rio e, em contrapartida, a região oferece condições logísticas favoráveis para essas empresas, como em Resende e Porto Real — conta o secretário: — A ideia é tratar de temas importantes como empregos e a possibilidade de investimentos. Depois da retração de mercado provocada pela pandemia, esperamos que a demanda aumente para que janelas de oportunidades sejam abertas.

A Soares, os executivos da Jaguar Land Rover sinalizaram a intenção de gerar mais 400 empregos diretos destinados à planta industrial. A montadora, que possui fábrica em Itatiaia, avalia que o potencial de investimento adicional no estado nos próximos anos pode chegar a R$ 19 milhões.
Fonte : Extra Online
Data : 14/01/2021

BOLSONARO DIZ QUE VAI TENTAR AUMENTAR ISENÇÃO DO IR PARA R$ 3 MIL ATÉ 2022
Publicado em 01/14/2021 as 07:17 PM

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira que vai tentar aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 3 mil até 2022. Bolsonaro fez a fala durante transmissão ao vivo em suas redes sociais.

Atualmente, o limite de isenção é de R$ 1.903,98. Ao argumentar que tentaria aumentar a faixa de isenção, Bolsonaro lembrou a fala dele da semana passada, em que disse que o Brasil estava quebrado e que não conseguiria cumprir sua promessa de aumentar faixa de isenção para R$ 5 mil.

— Gostaríamos de passar pra R$ 5 mil, não seria de uma vez, mas daria até o final do mandato fazer isso. Não conseguimos por causa da pandemia. Nós nos endividamos em mais R$ 700 bi, não deu pra atender. Vamos ver se pro ano que vem pelo menos passe de R$ 2 mil para R$ 3 mil.

O presidente relatou que tem conversado com a equipe econômica sobre o tema e ressaltou que o “posto Ipiranga” é o ministro da Economia, Paulo Guedes.

— Tenho falado que não sou economista, todo mundo sabe disso, o posto Ipiranga é o Paulo Guedes, mas tem um detalhe todo mundo que ganha R$ 3 mil por mês que desconta um pouco do Imposto de Renda dá em torno de R$ 28 bilhões por ano, mas no ano seguinte quase tudo é ressarcido, então jogo contábil de um ano pro outro.

Para Bolsonaro, o aumento da faixa de isenção até ajudaria a Receita Federal a gerenciar a arrecadação.

— Até ajuda no meu entender receita a ter menos “clientes”, porque recebe com uma mão e em alguns meses entrega com a outra.

Bolsonaro aproveitou para rebater algumas críticas de que não estaria cumprindo as promessas de campanha. Segundo ele, a promessa seria cumprida se não fosse a chegada da pandemia do coronavírus.

— Não é não está cumprindo compromisso de campanha, era compromisso, ia ser cumprido e aconteceu algo anormal. É você querer comprar um carro, mas alguém da família fica doente, você não compra mais o carro, ou vai deixar o parente morrer por causa disso aí?
Fonte : Extra Online
Data : 14/01/2021

GOVERNO REGULAMENTA CASA VERDE E AMARELA E ESTABELECE META DE 1,2 MILHÃO DE FAMÍLIAS ATENDIDAS ATÉ 2022
Publicado em 01/14/2021 as 07:17 PM

Por Gabriel Shinohara


A pasta comandada por Rogério Marinho poderá definir os critérios de elaboração e priorização dos projetos.A pasta comandada por Rogério Marinho poderá definir os critérios de elaboração e priorização dos projetos. Foto: Jorge William / Agência O Globo

O governo publicará na sexta-feira um decreto regulamentando o programa habitacional Casa Verde e Amarela. Entre outras disposições, o texto estabelece a meta de 1,2 milhão de famílias atendidas até 31 de dezembro de 2022.

O projeto que foi sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro na última terça-feira substitui o Minha Casa Minha Vida como principal política habitacional do governo.

Diferente do programa anterior, a nova política habitacional não prevê mais a faixa de renda mais baixa, de até R$ 1,8 mil, em que a casa é praticamente doada, com prestações simbólicas. O foco principal do novo programa é em famílias que têm renda entre R$ 2 mil e R$ 7 mil com capacidade de assumir um financiamento.

Durante a tramitação da proposta no Congresso, o governo fechou um acordo com os congressistas para incluir algumas medidas de apoio às famílias que não serão mais atendidas no decreto.

A Secretaria-Geral da Presidência ainda não publicou o texto do decreto na íntegra, o que deve acontecer apenas na sexta-feira no Diário Oficial da União. No entanto, informou que o decreto trata dos critérios e da periodicidade para atualização dos limites de renda de subsídios e do tipo de benefício destinado às famílias.

Além disso, o texto também determina que famílias que tenham a mulher como responsáveis serão priorizadas no atendimento de serviços que tenham recursos da União ou de alguns Fundos que não foram especificados. Famílias que tenham pessoas com deficiência, idosos, crianças e adolescentes também serão priorizadas.

O decreto ainda estabelece que o Ministério de Desenvolvimento Regional será responsável pela elaboração e priorização de projetos, além da seleção dos beneficiários e de definir os padrões "urbaniísticos". A pasta também vai definir as atribuições de estados e municípios e a distribuição dos recursos.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, o Casa Verde e Amarela tem duas frentes. A primeira focada na "produção, aquisição ou requalificação" de imóveis novos e usados e a segunda mais ligada à urbanização de regiões mais precárias e à regularização fundiária.

"Os imóveis poderão ser disponibilizados aos beneficiários, sob a forma de cessão, de doação, de locação, de comodato, de arrendamento ou de venda, mediante financiamento ou não, em contrato subsidiado ou não, total ou parcialmente, conforme grupo de renda familiar".
Fonte : Extra Online
Data : 14/01/2021

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CRESCE EM 10 DOS 15 LOCAIS PESQUISADOS EM NOVEMBRO, DIZ IBGE
Publicado em 01/14/2021 as 07:16 PM

A produção industrial cresceu em dez dos 15 locais pesquisados na passagem de outubro para novembro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve um avanço de 1,5%. Os demais aumentos ocorreram na Bahia (4,9%), Rio Grande do Sul (3,8%), Amazonas (3,4%), Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%), Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%).

Houve perdas no Pará (-5,3%), Mato Grosso (-4,3%), Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%). Na média global, a indústria nacional avançou 1,2% em novembro ante outubro.

A produção industrial já superou o patamar de fevereiro, no pré-pandemia, em 8 dos 15 locais pesquisados. Em novembro, a produção industrial nacional operava 2,6% acima do pré-pandemia. Em São Paulo, o maior parque fabril do País, a produção rodava 6,0% além do nível de fevereiro.

Os demais locais com ganhos em relação a fevereiro foram Amazonas (com produção 14,9% superior ao pré-pandemia), Santa Catarina (9,5%), Ceará (7,5%), Minas Gerais (6,2%). Paraná (5,9%), Rio Grande do Sul (5,2%) e Pernambuco (1,8%).

Os sete locais ainda com perdas em novembro ante o patamar de fevereiro foram Nordeste (-0,4%), Goiás (-1,8%), Bahia (-2,6%), Pará (-4,5%), Rio de Janeiro (-4,9%), Mato Grosso (-10,3%) e Espírito Santo (-11,8%).

Em outubro, havia nove locais acima do patamar pré-pandemia. Em novembro, o Pará deixou o grupo que contabilizava ganhos desde fevereiro, após três meses seguidos de perdas na produção industrial regional, apontou Bernardo Almeida, gerente da pesquisa do IBGE.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 14/01/2021

COM NOVA LEI, RJ DIZ QUE PEDIRÁ ADESÃO A NOVO REGIME DE RECUPERAÇÃO FISCAL
Publicado em 01/14/2021 as 07:16 PM

Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionar o Projeto de Lei Complementar (PLP) 101/2020, de socorro fiscal a Estados e municípios, o Estado do Rio anunciou nesta quinta-feira, 14, que encaminhará ao Tesouro Nacional o pedido de adesão ao novo Regime de Recuperação Fiscal (RRF). O texto sancionado na quarta-feira, 13, reformula o RRF, criado em 2017 para socorrer Estados em dificuldades financeiras. Também concede acesso a crédito aos governos locais com dívida baixa, mas severos problemas de caixa, e renegocia condições de débitos já acumulados por esses entes.

Até hoje, o Rio foi o único a aderir ao RRF, e o pedido de adesão ao programa reformulado já era esperado. O primeiro Plano de Recuperação Fiscal do Rio foi firmado com a União em setembro de 2017.

Desde que chegou perto de completar três anos, em setembro último, o plano tem sido objeto de atritos entre o governo fluminense e o governo federal. Para o governo fluminense, as regras atuais do RRF permitiriam planos de seis anos de duração, sem necessidade de renovação. Para o governo federal, as regras preveem planos de três anos, renováveis por mais três, desde que o Estado socorrido cumpra todas as contrapartidas exigidas.

Com seu entendimento, o Tesouro Nacional enviou um ofício ao governo do Rio, em 21 de dezembro, cobrando dívidas vencidas desde setembro. O governo fluminense recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), conseguindo uma decisão liminar favorável do presidente da corte, Luiz Fux, na véspera de Natal. Com a liminar, Fux manteve o Rio no RRF.

A aprovação do novo modelo de socorro aos Estados seria a solução para o impasse. O anúncio de que o Rio pedirá adesão ao novo RRF era esperado porque, em meio à disputa com o governo federal, a Secretaria de Estado de Fazenda do Rio informou, mais de uma vez, que a extinção do Plano de Recuperação tornaria a gestão pública inviável, com atrasos no pagamento dos salários dos servidores e paralisação de serviços públicos.

Em nota, o governo fluminense ressaltou que “a adesão ao novo RRF não é imediata”. Será preciso esperar pela regulamentação da nova lei por meio de decreto, a cargo do Ministério da Economia. Em seguida, os Estados precisam encaminhar o pedido de adesão ao Tesouro Nacional.

“A Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro está preparada para encaminhar o pedido de adesão imediatamente, após a regulamentação da lei”, diz a nota.

O texto ressalta ainda que a nova lei “prevê que o novo Plano de Promoção do Equilíbrio Fiscal seja construído em até um ano”.

O novo plano está sendo elaborado pela equipe da Fazenda do Rio, “com a participação do Conselho de Especialistas do RRF, formado pelos economistas Raul Velloso, Fernando Rezende, Mauro Osório e Luiz Roberto Cunha”. “Criado em novembro do ano passado, o grupo vai apresentar propostas nas áreas de Previdência, Reestruturação Tributária e Desenvolvimento Econômico do estado”, diz a nota.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 14/01/2021

VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA DE 2020 É O MAIOR DOS ÚLTIMOS 32 ANOS
Publicado em 01/14/2021 as 07:16 PM

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) fechou 2020 em US$ 871,3 bilhões, alta de 17% ante 2019 e o maior dos últimos 32 anos, segundo o Ministério da Agricultura. Para 2021, as primeiras estimativas indicam crescimento de 10,1% do VBP.

No ano passado, as lavouras tiveram faturamento de R$ 580,5 bilhões, alta de 22,2%, e a pecuária, de R$ 290,8 bilhões, incremento de 7,9%.

Em nota, a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura disse que os produtos que mais contribuíram para o resultado foram milho, com crescimento real de 26,2%; soja, com 42,8%; carne bovina, com 15,6%; e carne suína, 23,7%. “O faturamento da soja, milho e carne bovina foi de R$ 243,7 bilhões, R$ 99,5 bilhões e R$ 126,3 bilhões, respectivamente.”

Para a estimativa de crescimento de 10% em 2021 o Ministério cita os esperados desempenhos de alta do arroz (17,3%), batata inglesa (22,1%), cacau (14,7%), mandioca (10,9%), milho (17,7%) e soja (24,4%). “Há ainda boas expectativas para a pecuária, em especial para bovinos, suínos, frangos e leite.”
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 14/01/2021

PARA FED, ECONOMIA DOS EUA PODE VOLTAR A NÍVEL PRÉ-PANDEMIA ANTES DO PREVISTO
Publicado em 01/14/2021 as 07:16 PM

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, afirmou que a economia dos Estados Unidos pode voltar para os níveis de fevereiro de 2020, antes da pandemia e covid-19, “muito antes” do que o previsto inicialmente. Durante um evento virtual organizado pela Universidade de Princeton, o dirigente ressaltou que a política fiscal tem sido “fundamental” na crise.

De acordo com Powell, a dívida pública americana está crescendo em ritmo mais rápido do que a economia atualmente, o que ele considera “insustentável”. Porém, o dirigente afirmou que o nível total da dívida é “sustentável”.

Powell negou que a dívida pública americana afete a política monetária e disse que o país está “muito longe” de um cenário de dominância fiscal.

Compra de ativos
O presidente do Federal Reserve afirmou ainda que a instituição comunicará ao mercado “quando for apropriado” discutir uma redução nas compras de ativos do seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). O dirigente disse que isso só deve ocorrer quando houver “evidências claras” de que os objetivos do QE já foram cumpridos.

“Estou otimista sobre a economia dos EUA nos próximos anos”, afirmou Powell, ao mencionar o início da vacinação contra a covid-19 no mundo.

O dirigente também declarou que o Fed “leva muito a sério” o estudo das moedas digitais e que a instituição ainda está “nos estágios inicias” de compreensão dos riscos financeiros que as mudanças climáticas podem representar.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 14/01/2021

ALTA DAS EXPORTAÇÕES DA CHINA SUPERA EXPECTATIVAS EM DEZEMBRO COM DEMANDA GLOBAL
Publicado em 01/14/2021 as 07:15 PM

Embora as exportações chinesas devam se beneficiar de uma sólida demanda global no início deste ano, alguns analistas dizem que o iuan mais forte e o aumento dos custos das matérias-primas pode enfraquecer (Imagem: Pixabay)

As exportações chinesas cresceram mais do que o esperado em dezembro, mostraram dados da alfândega nesta quinta-feira, uma vez que os distúrbios pelo coronavírus em todo o mundo alimentaram a demanda por produtos chineses mesmo que o iuan mais forte tenha tornado os embarques mais caros.

Uma robusta recuperação doméstica também ajudou no apetite chinês por produtos estrangeiros em dezembro, com o crescimento das importações acelerando sobre o mês anterior e superando as expectativas em pesquisa da Reuters.

Embora as exportações chinesas devam se beneficiar de uma sólida demanda global no início deste ano, alguns analistas dizem que o iuan mais forte e o aumento dos custos das matérias-primas pode enfraquecer o ímpeto nos próximos meses.

As exportações aumentaram 18,1% em dezembro na comparação com o ano anterior, desacelerando ante o salto de 21,1% em novembro mas superando as expectativas de alta de 15%.

As importações cresceram 6,5% no mês passado na comparação anual, contra expectativa de 5% e ante ritmo em novembro de 4,5%.

“As exportações da China cresceram em 2020, tomando a fatia de mercado de outras economias orientadas para exportação. Embora outras economias exportadoras devem ver um 2021 mais forte, a recuperação global ainda deve sustentar o crescimento das exportações da China”, disse Iris Pang, economista-chefe do ING.

O porta-voz da alfândega Li Kuiwen concordou, afirmando que a demanda doméstica também irá sustentar o comércio exterior, mas alertou que a pandemia também trará alguns desafios em 2021.

A China registrou superávit comercial de 78,17 bilhões de dólares em dezembro, leitura mais alta nos registros da Refinitiv que datam de 2007.

Analistas consultados na pesquisa esperavam superávit de 72,35 bilhões de dólares, ante 75,4 bilhões em novembro.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 14/01/2021

HÁ ESPAÇO PARA CRESCER NAS HIDROVIAS INTERNAS DO BRASIL
Publicado em 01/14/2021 as 07:15 PM

As hidrovias brasileiras têm enorme potencial para transporte comercial, mas ainda são subutilizadas e ineficientes nas 12 bacias hidrográficas do país, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Dos 63.000 quilômetros (km) que poderiam ser potencialmente usados ??para navegação interior, apenas 19.500 km (30,9%) da rede existente é atualmente usada comercialmente para transporte de carga e passageiros, deixando mais de dois terços sem uso.

Porém, apesar das oportunidades perdidas, os rios brasileiros têm registrado aumento do volume transportado nos últimos anos, o que mostra seu enorme potencial para contribuir com o desenvolvimento da economia do país. Apenas 5% do transporte de cargas no país é feito por vias navegáveis ??interiores. O Brasil tem atualmente 2,3 km de hidrovias utilizáveis ??por 1.000 km quadrados, mas o número poderia chegar a 7,4 km por 1.000 km quadrados se todas as hidrovias navegáveis ??fossem utilizadas, segundo estudo recente publicado pela CNT.

“Grande parte dos rios utilizados para transporte fica na região Norte do Brasil. Nessas áreas, o transporte de passageiros é, na maioria dos casos, feito por meio de rios, mas mesmo assim o transporte aquaviário está longe de atingir seu potencial máximo ”, disse Vander Fancisco Costa, presidente da CNT.

A CNT atribuiu o baixo uso de hidrovias a fatores como infraestrutura deficiente, burocracia e baixos investimentos federais e privados. De acordo com o estudo, de 2011 a 2018, apenas 10% dos investimentos federais no setor de transporte comercial foram direcionados à navegação interior. Investir em hidrovias tiraria alguns encargos do transporte rodoviário, e aumentar o uso da navegação interior também ajudaria a reduzir os custos de transporte, com a vantagem de reduzir as emissões de carbono, acrescentou o CNT.

Desafios das hidrovias brasileiras
Costa disse que há uma necessidade urgente de expandir a integração entre as bacias hidrográficas e outros sistemas de transporte e também expandir de forma eficiente a conexão das hidrovias interiores com os principais portos marítimos comerciais. Outro obstáculo é melhorar a infraestrutura de terminais terrestres, sistemas de navegação, bóias, além do patrulhamento policial e aduaneiro das bacias hidrográficas.

“As eclusas de navegação necessárias para a passagem de navios e barcaças em barragens altas, como Itaipu e Tucuruí, são outra necessidade importante e é necessário um plano diretor que combine hidrelétricas e navegação fluvial. A dragagem de grande manutenção é necessária em todas as bacias, mas é especialmente urgente no Sul do Brasil. Outro problema diz respeito aos processos de licenciamento ambiental, que podem ocasionar processos demorados e demorados para a concessão das permissões, causando atrasos nos projetos de transporte hidroviário ”, disse Costa.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 14/01/2021

CARGILL ESTÁ EM NEGOCIAÇÕES PARA DEIXAR JOINT-VENTURE ALVEAN, DIZ COPERSUCAR
Publicado em 01/14/2021 as 07:15 PM



A Cargill negocia a venda de sua fatia de 50% na joint-venture para a Copersucar (Imagem: REUTERS/Denis Balibouse)

A trading global de commodities Cargill está em negociações com a Copersucar para deixar a Alvean, joint-venture de comercialização de açúcar formada pelas empresas, disse a companhia brasileira em comunicado nesta quarta-feira.

A Cargill negocia a venda de sua fatia de 50% na joint-venture para a Copersucar, que se tornaria a única proprietária do negócio.

A Alvean é a maior trading de açúcar do mundo.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 14/01/2021

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO PORTO DE VITÓRIA DEVE DOBRAR COM DESESTATIZAÇÃO
Publicado em 01/14/2021 as 07:15 PM



Projeto do governo federal prevê, além da venda do controle da Codesa, a concessão das atividades portuárias por 35 anos com investimentos da ordem de R$ 1,6 bilhão

Um estudo divulgado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq) aponta que a concessão dos portos sob gestão da Companhia de Docas do Espírito Santo (Codesa) fará com que a movimentação de cargas no Porto de Vitória praticamente dobre ao longo dos 35 anos de contrato.

Em 2019, o Porto de Vitória movimentou um total de 6,9 milhões de toneladas, entre importações e exportações de mercadorias (ainda não há dados de 2020). A projeção da Antaq é de que esse fluxo cresça até alcançar 13,8 milhões de toneladas de cargas em 2056, último ano de contrato. Isso corresponde a um aumento de 98% no período de concessão.

13,8 MILHÕES DE TONELADAS É A PREVISÃO DE MOVIMENTAÇÃO NO PORTO DE VITÓRIA EM 2056

A consulta pública para a concessão dos portos de Vitória e Barra do Riacho (Aracruz), no Espírito Santo, foi aberta pelo governo federal no dia 28 de dezembro. Além de vender a Codesa, a União pretende também conceder a operação dos portos.

O modelo de concessão, desenvolvido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prevê investimentos obrigatórios superiores a R$ 1,6 bilhão ao longo dos 35 anos de vigência.

Desse total, R$ 772 milhões estão destinados à dragagem de manutenção no Porto de Vitória e do terminal de Barra do Riacho. Os outros R$ 290 milhões irão para melhorias nos acessos terrestres aos portos.

Atualmente, o Porto de Vitória possui 14 berços de atracação e opera mais de 30 tipos de cargas, como fertilizantes, ferro gusa, combustíveis, malte e trigo, automóveis, rochas ornamentais, entre outros. Há ainda o serviço às embarcações offshore além de pátios para montagem e armazenamento de peças e equipamentos.

De acordo com os dados do relatório de administração da Codesa, em 2019, último dado disponível, a receita bruta do Porto de Vitória foi de R$ 154,63 milhões. Já a receita líquida ficou em R$ 137,63 milhões. Naquele ano, foram movimentadas mais de 6,9 milhões de toneladas em cargas.

Com o aumento da atividade no porto, as receitas também devem aumentar consideravelmente. Porém, ainda não há estimativas a esse respeito. Os estudos divulgados pela Antaq para a concessão não apresentam projeções de quanto a arrecadação crescerá durante a vigência do contrato.

TRAJETÓRIA DE CRESCIMENTO
Segundo o Estudo de Mercado, considerando o cenário tendencial, a taxa média projetada de crescimento de movimentação de cargas é de 2% ao ano (a.a.). No curto prazo, o porto apresentará ainda uma taxa de crescimento mais acelerada, chegando a 6% a.a., devido à introdução de novos produtos, como a escória.

“Contudo, após 2025, a média da taxa de crescimento reduzirá para 1% a.a. Ao final do período (2060), a demanda projetada é de 18,9milhões de toneladas no cenário otimista e de 14,9 milhões de toneladas no cenário pessimista”, aponta o estudo.

O estudo mostra ainda que, em 2020, a participação de granéis sólidos minerais na projeção de demanda será de 42%. Até 2060, ela reduzirá, gradualmente, para 38%. Já as cargas transportadas em contêineres aumentarão sua participação de 33% para 36% e os demais tipos de carga não deverão apresentar mudanças significativas em suas participações relativas.
Fonte: A Gazeta On-line (ES)
Data : 14/01/2021

ASSOCIAÇÃO DIZ QUE GREVE DOS CAMINHONEIROS NO DIA 1º PODE SER MAIOR QUE EM 2018
Publicado em 01/14/2021 as 07:14 PM

A greve dos caminhoneiros, prevista para o próximo dia 1º de fevereiro, vem crescendo em adesões e, de acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, poderá ser maior do que a realizada em 2018, devido ao grau crescente de insatisfação da categoria, principalmente em relação ao preço do diesel e às promessas não cumpridas após a histórica greve no governo Temer.

Integrante do Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), que na semana passada já alertou para a possibilidade de uma paralisação nacional, a ANTB representa cerca de 4,5 mil caminhoneiros, e não vê problema de realizar uma greve em plena pandemia.

“A pandemia nunca foi problema. A categoria trabalhou para cima e para baixo durante a pandemia. Muitos caminhoneiros ficaram com fome na estrada com os restaurantes fechados, mas nunca parou”, afirma Stringasci.

Segundo ele, a alta do preço do diesel é o principal motivador da greve, mas conquistas obtidas na paralisação de 2018, que chegou a prejudicar o abastecimento em várias cidades, também estão na lista de dez itens que estão sendo reivindicados ao governo para evitar a greve.

“Esse (diesel) é o principal ponto, porque o sócio majoritário do transporte nacional rodoviário é o combustível (50% a 60% do valor da viagem) Queremos uma mudança na política de preço dos combustíveis”, informa.

Ainda monopólio da Petrobras, a produção de combustíveis no Brasil passou por mudanças em 2016, quando foi instituído o PPI (Preço e Paridade de Importação), praticado até hoje. Na época, os reajustes eram praticamente diários, seguindo a flutuação do mercado internacional, mas agora obedecem apenas a lógica da paridade, sem prazo determinado.

“A Petrobras não foi criada para gerar riqueza para meia dúzia, a Petrobras é nossa e tem que ajudar o povo brasileiro e o Brasil”, afirma Stringasci. “Queremos preços nacionais para os combustíveis, com reajuste a cada seis meses ou um ano. Essa é uma das maiores lutas nossas desde 2018, e até antes, e até hoje”, destaca.

Outras reivindicações são o preço mínimo de frete, parado no Supremo Tribunal Federal (STF), após um recurso do agronegócio, e a implantação do Código Identificador de Operação de Transporte (Ciot), duas conquistas de 2018.

Para resolver a questão e evitar uma greve, os caminhoneiros querem uma reunião com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, que recebeu o apoio da categoria nas eleições de 2018.

“A categoria apoiou ele em 100% praticamente nas eleições. Então agora exige a presença dele na reunião”, explica.

Stringasci diz que a greve já tem 70% de apoio da categoria e de parte da população, diante de preços em alta não apenas no diesel, mas em outros combustíveis, alimentos e outros itens que elevaram a inflação em 2020.

“Eu creio que a greve pode ser igual a 2018. A população está aderindo bem, os pequenos produtores da agricultura familiar também. Se não for igual, eu creio que vai ser bem mais forte do que 2018”, alerta.
Fonte: CNN Brasil
Data : 14/01/2021

HÁ ESPAÇO PARA CRESCER NAS HIDROVIAS INTERNAS DO BRASIL
Publicado em 01/14/2021 as 07:14 PM

As hidrovias brasileiras têm enorme potencial para transporte comercial, mas ainda são subutilizadas e ineficientes nas 12 bacias hidrográficas do país, de acordo com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). Dos 63.000 quilômetros (km) que poderiam ser potencialmente usados ??para navegação interior, apenas 19.500 km (30,9%) da rede existente é atualmente usada comercialmente para transporte de carga e passageiros, deixando mais de dois terços sem uso.

Porém, apesar das oportunidades perdidas, os rios brasileiros têm registrado aumento do volume transportado nos últimos anos, o que mostra seu enorme potencial para contribuir com o desenvolvimento da economia do país. Apenas 5% do transporte de cargas no país é feito por vias navegáveis ??interiores. O Brasil tem atualmente 2,3 km de hidrovias utilizáveis ??por 1.000 km quadrados, mas o número poderia chegar a 7,4 km por 1.000 km quadrados se todas as hidrovias navegáveis ??fossem utilizadas, segundo estudo recente publicado pela CNT.

“Grande parte dos rios utilizados para transporte fica na região Norte do Brasil. Nessas áreas, o transporte de passageiros é, na maioria dos casos, feito por meio de rios, mas mesmo assim o transporte aquaviário está longe de atingir seu potencial máximo ”, disse Vander Fancisco Costa, presidente da CNT.

A CNT atribuiu o baixo uso de hidrovias a fatores como infraestrutura deficiente, burocracia e baixos investimentos federais e privados. De acordo com o estudo, de 2011 a 2018, apenas 10% dos investimentos federais no setor de transporte comercial foram direcionados à navegação interior. Investir em hidrovias tiraria alguns encargos do transporte rodoviário, e aumentar o uso da navegação interior também ajudaria a reduzir os custos de transporte, com a vantagem de reduzir as emissões de carbono, acrescentou o CNT.

Desafios das hidrovias brasileiras
Costa disse que há uma necessidade urgente de expandir a integração entre as bacias hidrográficas e outros sistemas de transporte e também expandir de forma eficiente a conexão das hidrovias interiores com os principais portos marítimos comerciais. Outro obstáculo é melhorar a infraestrutura de terminais terrestres, sistemas de navegação, bóias, além do patrulhamento policial e aduaneiro das bacias hidrográficas.

“As eclusas de navegação necessárias para a passagem de navios e barcaças em barragens altas, como Itaipu e Tucuruí, são outra necessidade importante e é necessário um plano diretor que combine hidrelétricas e navegação fluvial. A dragagem de grande manutenção é necessária em todas as bacias, mas é especialmente urgente no Sul do Brasil. Outro problema diz respeito aos processos de licenciamento ambiental, que podem ocasionar processos demorados e demorados para a concessão das permissões, causando atrasos nos projetos de transporte hidroviário ”, disse Costa.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 14/01/2021

FIESC DEFENDE VIABILIDADE DE FERROVIAS EM SANTA CATARINA AO MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA
Publicado em 01/14/2021 as 07:14 PM

Em reunião com o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio, e sua equipe técnica, o presidente da Federação das Indústrias (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, mostrou a viabilidade dos projetos ferroviários demandados por Santa Catarina e entregou a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e a Logística 2021, documento que contempla as propostas da entidade para a área. O encontro foi realizado na quarta-feira, dia 13, no Ministério, em Brasília, e contou com a participação do diretor Cesar Olsen, e do gerente de logística da Federação, Egídio Martorano.

“O Ministério se comprometeu a reavaliar os estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEAs) das ferrovias com a visão de valorizar as cargas com valor agregado. Mostramos para o secretário e sua equipe a necessidade de ferrovias para o estado e eles aceitaram bem a nossa visão”, afirmou Aguiar. Também ficou definido que o órgão vai estudar a possibilidade de execução de novas obras no trecho norte da BR-101, como contornos e rodovias paralelas, por exemplo.

“A visão de que é inviável ter ferrovia em Santa Catarina é equivocada. Há um enorme potencial de transporte de cargas de alto valor agregado. Voltamos a insistir nesta posição na reunião desta quarta-feira, a exemplo do que fizemos quando estivemos no Ministério em novembro e em dezembro”, ressalta Aguiar. Ele destaca que a FIESC fez um levantamento e todos os portos mais significativos do mundo e do Brasil têm conexão ferroviária. “Em Santa Catarina temos cinco portos e ocupamos uma posição de destaque. Sediamos o segundo e o quarto porto mais movimentado do país, mas faltam ferrovias integradas à malha nacional”, completou.

No documento entregue ao secretário-executivo, a FIESC defende uma série de medidas. Entre elas: realizar a atualização dos dados para os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Sócio-ambiental (EVTEAs) dos projetos ferroviários Corredor Leste–Oeste (SC) e Litorânea (SC), de forma integrada, considerando as cargas de valor agregado, a intermodalidade e incorporando a carga industrial, conforme a nova versão do Plano Nacional de Logística e Transportes (PNLT), previsto para março.

Considerando os resultados positivos na viabilidade socioeconômica do Corredor Leste-Oeste (SC), de Chapecó até Navegantes, a FIESC defende incorporar ao projeto da ferrovia Litorânea uma extensão do seu traçado que permita inserir o acesso ferroviário também para o porto de Itapoá. O empreendimento registra grande movimentação e se encontra em plena expansão, já contribuindo substancialmente para a movimentação de carga de contêineres do Brasil.

Na atualização proposta para a Ferrovia Litorânea (SC), deve ser avaliada uma alternativa viável para a zona metropolitana de Florianópolis, em face à construção em andamento do Contorno Viário, que gera conflito com o projeto anterior. Neste aspecto, é essencial a participação dos municípios do entorno, além de medidas visando garantir a integridade do futuro traçado.

No documento entregue ao Ministério, a FIESC defende ainda uma solução de consenso para a questão do componente indígena, no Morro dos Cavalos, permitindo a construção de túnel ferroviário. Esta medida poderá, inclusive, possibilitar o término da duplicação da rodovia BR-101. Cabe ressaltar que as desembocaduras Norte e Sul do túnel proposto estão localizadas fora da área indígena, em processo de reivindicação.

Ainda no ofício, a Federação destaca o futuro da BR-101, um eixo estratégico para o país e o Mercosul, cujos níveis de serviços já estão comprometidos, em função da pujante atividade econômica do seu entorno, do crescimento urbano exponencial, da expansão da atividade logística, portuária, do turismo e serviços em geral. A situação exige medidas para ampliação de capacidade propostas pelo Grupo Paritário de Trabalho da ANTT, visando a melhoria da segurança e fluidez da rodovia, no curto prazo. Entretanto, para a integridade no médio e longo prazos, é necessário considerar um corredor multimodal. Nesse aspecto, o projeto da Ferrovia Litorânea poderá garantir no futuro a segurança, integridade e fluidez do corredor, garantindo a competividade das atividades econômicas do entorno e contribuindo para geração de emprego e renda.

No encontro, Aguiar também chamou a atenção para as demandas que constam na Agenda de Infraestrutura da FIESC e destacou como prioridades para 2021 um conjunto de obras já em andamento (veja abaixo). Na publicação estão contempladas as necessidades para todos os modais de transporte, considerando as matrizes: planejamento, investimentos, política e gestão logística empresarial. Também compõe a agenda documentos específicos e relacionados com temas estratégicos: agenda portos, propostas dos grupos técnicos da FIESC: BR-101 do Futuro e Rodovias Oeste SC do Futuro, dentre outros.

Prioridades para 2021 em obras federais já em andamento:

BR-282: Adequação de capacidade entre Chapecó e São Miguel d’Oeste – Valor Estimado Anual: R$ 36 milhões

BR-163: Ampliação de capacidade entre São Miguel do Oeste e Dionísio Cerqueira – Valor Estimado Anual: R$ 52,5 milhões
BR-280: Lotes 1; 2.1; e 2.2 – Valor Estimado Anual: R$ 200,4 milhões (3 lotes)
BR-470: Lotes 1; 2; 3; e 4 – Valor Estimado Anual: R$ 149,7 milhões (4 lotes)
BR-285: Implantação – Valor Estimado Anual: R$ 35 milhões
CREMA: Investimentos no Programa de Conservação, Restauração e Manutenção das Rodovias: BRs: 470, 280, 282, 153, 158, 163, 480 e 101, com valor estimado anual de R$ 400 milhões.

A entidade também defende priorizar o acesso aquaviário aos portos com a dragagem de aprofundamento do canal externo no acesso da Baía da Babitonga, com valor de investimento estimado na ordem de R$ 280 milhões, bem como a 2ª etapa da bacia de evolução do complexo Portuário de Itajaí, conforme manifesto enviado ao Ministério em setembro de 2020, com investimentos previstos na ordem de R$ 250 milhões.

A FIESC ainda reforçou a importância de considerar a realização de uma PMI para a concessão integrada das BRs 163, 282 e 470 – O Eixo Rodoviário Estratégico de Santa Catarina –, incorporando uma das rodovias estaduais: SC-110 ou SC-108.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 14/01/2021

PORTO DE SANTOS RECEBE NESTA QUARTA-FEIRA PROPOSTAS FINAIS PARA CONTRATOS TRANSITÓRIOS
Publicado em 01/14/2021 as 07:14 PM

A Santos Port Authority (SPA) recebe, nesta quarta-feira (13), das 10h às 16h (por e-mail) as propostas finais para firmar contratos transitórios em áreas com contratos vencidos recentemente – duas na região do Saboó e uma no Paquetá, margem direita do Porto de Santos. Os contratos terão prazo de 180 dias ou até que sejam realizadas as licitações para arrendamento de longo prazo, o que ocorrer primeiro.

Poderão apresentar uma única proposta cada as empresas que já estão participando do processo seletivo simplificado, aberto pela SPA no fim de 2020. São quatro interessadas na área 1, duas na área 2 e cinco na área 3. A lista das ofertas apresentadas foi publicada no site do Porto de Santos na segunda-feira (11) em http://www.portodesantos.com.br/informacao/licitacoes-e-contratos/processo-seletivo-simplificado-contratos-de-transicao/.

Conforme o regulamento, será declarado vencedor aquele que fizer oferta com o maior valor resultante da soma dos valores fixos (por metro quadrado) e variáveis (por movimentação). Não há restrição de tipologia de carga a ser movimentada.

Com a celebração de contratos transitórios, a SPA mantém em atividade áreas nobres, dando, assim, uso operacional ao ativo público, o que atende às necessidades de cadeias produtivas, reduz ociosidade global do complexo portuário e traz recursos financeiros que são reinvestidos no Porto, além de promover a geração de empregos e atividade econômica para a região.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 14/01/2021

FERROGRÃO DE TARCÍSIO ABRE O ANO SOB FOGO PESADO NO MATO GROSSO
Publicado em 01/14/2021 as 07:13 PM

Em setembro de 2020, o Radar mostrou que a lua de mel entre o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, e a Rumo, concessionária de ferrovias, caminhava para uma transformação radical.

Com a decisão de Freitas de colocar para andar o projeto da Ferrogrão, linha que abriria os portos do Norte para a safra do Mato Grosso, a concessionária que opera na rota dos portos do Sudoeste precisaria buscar aliados contra os planos do ministro.

Oficialmente, tanto Freitas quanto a Rumo não travam uma guerra pública sobre o tema. A guerra entre o grupo do ministro, que defende a Ferrogrão, e os emissários da concessionária, que são contra, se dá de forma velada, pela imprensa local e a partir de manifestações de políticos do Mato Grosso.

O governo acompanha a evolução do noticiário, no MT, hostil ao projeto da Ferrogrão e atribui os ataques a Freitas ao lobby da concessionária. No fim do ano passado, o senador Jayme Campos (DEM) foi para a tribuna da Casa e bateu forte no ministro da Infraestrutura falando contra a Ferrogrão e a favor da Ferronorte, linha operada pela Rumo.

Campos cobrou “humildade” do ministro e exigiu que ele tivesse “respeito com o Mato Grosso” ao lidar com a discussão das ferrovias. O senador deixou claro seu descontentamento pelo fato de Freitas priorizar a construção da Ferrogrão enquanto a Ferronorte, da Rumo, já construída, necessitaria apenas de uma ampliação para atender aos interesses do estado.

“Como o governo estabelece como prioridade essa questão da ferrovia? Eu acho que o ministro Tarcísio, com todo respeito, tem que ter mais humildade e mais respeito com aqueles que de fato produzem, como é o caso de Mato Grosso. Até agora o ministério não teve nenhuma boa vontade”, disse Campos.

O discurso de Campos deflagrou uma série de manifestações críticas, no Mato Grosso, ao projeto da Ferrogrão de Freitas, que avançaram nos primeiros dias de 2021. Para aliados do ministro, a guerra foi aberta e Freitas está pronto para a luta.
Fonte: Portal Veja On-line – Blog Radar
Data : 14/01/2021

TERMINAL DE ALCÂNTARA AVISTA EXPORTAÇÃO DE FERRO PARA A CHINA
Publicado em 01/14/2021 as 07:13 PM

Editorial Portogente

Comércio de produtos e serviços ao redor do mundo, transcendendo as fronteiras nacional e política, é um fenômeno fascinante



Alcântara AB

A decisão da Ford de encerrar a produção de veículos no Brasil, entre tantas versões, tem uma verdade. O Brasil precisa gerar riqueza e trabalho. Há muito, Portogente vem destacando a reforma dos caóticos portos brasileiros como um sinal de boas novas. Da mesma forma, tem destacado e abordado o Arco Norte, como um novo e pujante ciclo econômico em curso na histórica e mundialmente debatida região amazônica.



Oportuno refletir a entrevista do diretor executivo do projeto exitoso da operadora portuária brasileira Grão Pará Multimodal, Paulo Salvador, ao jornal chinês, South China Morning Post. Ele sabe que” a China, faminta por aço, tem interesses em minas no exterior com bilhões de toneladas de reservas de minério de ferro” e que “há muito minério de ferro inexplorado no Brasil, mas uma mistura de burocracia e capital limitado tem atrapalhado os esforços para iniciar a produção há anos”. Entretanto, há horizonte pra conquistar.


Gráfico Dad 14JAN2021

O despreparo que se assiste no enfrentamento de uma pandemia, que se transforma na pior batalha da história do País, é a mesma burocracia que atrapalha o seu desenvolvimento. Entretanto, em vez de tentativas de insurreições oportunistas, o remédio é a participação coletiva e patriótica na reforma que há muito se faz necessária no processo de tomada de decisão. Na qual, todos os poderes constituídos, funcionando harmonicamente, façam prevalecer com rigor a Constituição de uma República Federativa.

O Brasil é o segundo produtor mundial, depois da China, de minério de ferro. No final de 2020, chegou como uma oportunidade de investimento excelente o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) chinês anunciar um plano de reforma de cinco anos que inclui investimentos em minas de minério de ferro no exterior e aumento da siderurgia baseada em sucata. O Arco Norte tem logística para atender com produtividade esse desafio.

Disputar espaços no mercado global de minério de ferro é lição de casa para a logística do Arco Norte, de portos com profundidades competitivas. Otimista, Paulo Salvador, da Grão Pará, que administra o Terminal Portuário de Alcântara - TPA, sugere que a Vale tem potencial para produzir mais 100 milhões de toneladas de minério de ferro, com desempenho e plano de expansão. Assim, gerar desenvolvimento e trabalho.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/01/2021

O IMPACTO NA ECONOMIA APÓS O FIM DO AUXÍLIO EMERGENCIAL
Publicado em 01/14/2021 as 07:13 PM

Assessoria de Comunicação

Economista Alessandro Azzoni comenta quais são as medidas que o governo pode tomar para recuperar a economia

A continuação da pandemia e de seus efeitos negativos na economia do país, somada ao fim do auxílio emergencial oferecido pelo governo brasileiro, certificam uma dura realidade: milhões de brasileiros começaram o ano sem ter como pagar suas contas. Essa ajuda, que se mostrou primordial para enorme parcela da população, chegou ao fim sem nenhum anúncio de um novo programa social para substituir a renda extra. Pesquisa recente publicada pelo Datafolha apontou que, entre as famílias que receberam o benefício, 36% não têm outra fonte de renda.

O advogado e economista Alessandro Azzoni confirma a previsão de um cenário preocupante para esse início de 2021. "Com o fim do auxílio emergencial, teremos uma queda acentuada no poder de compra das famílias, o que irá provocar uma natural retração da demanda. Essa ajuda deveria continuar, pois as famílias poderiam equilibrar a renda e sobreviver, pois não têm de onde tirar recursos. E se você partir para um novo isolamento social horizontal, como foi feito em algumas cidades, isso neutraliza alguns setores empresariais e causa um impacto na economia", afirma Azzoni.

Embora defenda a manutenção do auxílio, o economista reconhece que o governo atingiu o teto de gastos e precisa arrumar recursos para oferecer novos incentivos. "As saídas são: ampliar o teto dos gastos públicos, aumentar a arrecadação ou reduzir gastos do governo".

Alessandro Azzoni aponta algumas saídas. " O governo tem que fazer a sua lição de casa, continuar com as reformas propostas e o pacote de privatizações, que ainda não avançou. As privatizações reduzem os gastos da máquina e geram capital para o caixa do governo, em um fluxo positivo. Isso seria um dos passos que ainda não avançou", comenta Azzoni.

O segundo passo, vital segundo o especialista, passaria pelas reformas administrativa e tributária. "A reforma administrativa é uma das mais importantes na minha opinião, pelo alto custo da folha de pagamento. Se você somar os gastos com previdência e funcionalismo público, temos quase 90% do orçamento comprometido. Isso provoca endividamento para tocar as obras de infraestrutura. E a reforma tributária tem que ser mais favorável ao setor produtivo, deveria trazer redução da carga, mas nenhuma das propostas apresentadas falam em reduzir, pelo contrário, falam em aumento, além da criação de um imposto sobre transações eletrônicas", critica Azzoni.

A alta carga tributária do país é apontada como um obstáculo ao crescimento pelo economista. "Se você reduz os tributos, você consegue aumentar a arrecadação e isso pode ser feito. Precisamos reduzir esses impactos tributários. A tabela do Imposto de Renda, por exemplo, está defasada desde o governo Lula. Com isso, várias faixas salariais que estariam isentas hoje ainda pagam tributos", finaliza.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 14/01/2021

REGIS PRUNZEL É REELEITO PRESIDENTE DO SOPESP PARA O TRIÊNIO 2021-2023
Publicado em 01/14/2021 as 07:12 PM

A escolha pela nova diretoria, que assume imediatamente o comando do sindicato, se deu através de uma assembleia virtual
Da redação


Prunzel foi eleito por unanimidade na manhã desta quinta-feira (14) (Divulgação/Sopesp)

Regis Gilberto Prunzel, representante do Terminal Exportador do Guarujá Ltda (TEG), foi reeleito presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), na manhã desta quinta-feira (14), por unanimidade, durante a primeira reunião ordinária e virtual da entidade neste ano. A posse é imediata e mandato válido pelo triênio 2021-2023.

Após a decisão do Conselho Diretor do Sopesp, formado por membros de oito terminais que atuam nos embarques e desembarques de cargas no Porto de Santos, Prunzel agradeceu a confiança dos associados e colegas conselheiros, pela recondução ao cargo de presidente.

“Juntos, vamos continuar tratando os temas estratégicos que envolvem nossas atividades portuárias”, observou. De férias, ele voltará às atividades no final deste mês.

A assembleia ainda definiu os demais membros da nova diretoria. O primeiro vice-presidente será Leonardo Felix Ribeiro, representante da ADM do Brasil Ltda, enquanto o cargo de segundo vice-presidente ficará com Roberto Teller, da Santos Brasil Participações S.A.

Para o Conselho Diretor foram escolhidos os seguintes membros: Joel Contente da Silva Júnior, da Brasil Terminal Portuário S.A; Robson Luiz Bissani, da Ecoporto Santos S.A; Joaquim Carlos Sepúlveda, da Elevações Portuárias S.A; Antônio dos Santos Carvalhal, da Rodrimar S.A. – Transportes, Equipamentos Industriais e Armazéns Gerais; e Gildécio José Moreira Fiel, da Terminal Marítimo do Guarujá (Termag).

O Conselho Fiscal eleito será formado por Thiago Diniz Lima, da Bandeirantes Deicmar Logística Integrada S.A; Luiz Fernando Ragonha Junior, da Citrosuco S.A. Agroindústria; e Leandro Fernandes de Almeida, do Terminal 12A S.A.

Suplentes
Como suplentes do Conselho Fiscal estão: Sérgio Ferreira dos Santos, do Terminal XXXIX de Santos S.A; Fabiano dos Santos Messias, da Cia. Auxiliar de Armazéns Gerais (Copersucar); e Flavio da Rocha Costa, da Rishis Empreendimentos e Participações S.A.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 14/01/2021

SINDICATO DOS OPERADORES PORTUÁRIOS DO ESTADO DE SP DEFINE DIRETORIA NESTA QUINTA
Publicado em 01/14/2021 as 07:11 PM

Representantes de oito terminais que atuam nos embarques e desembarques de cargas no Porto de Santos indicarão os executivos ao conselho da entidade
Da Redação


O mandato dos novos representantes será válido pelo triênio 2021/2023 (Carlos Nogueira/ AT)

Uma assembleia definirá hoje a nova diretoria do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), incluindo o presidente. Representantes de oito terminais que atuam nos embarques e desembarques de cargas no Porto de Santos indicarão os executivos ao conselho da entidade. O mandato será válido pelo triênio 2021/2023.

Terminal Portuário (BTP), Ecoporto Santos, Elevações Portuárias, Rodrimar, Santos Brasil, Terminal Exportador de Guarujá (TEG) e Terminal Marítimo de Guarujá (Termag).

Bandeirantes Deicmar Logística Integrada, Citrosuco e Terminal 12A terão membros indicados
ao conselho fiscal. Já os suplentes serão representantes do Terminal XXXIX, da Rishis
Empreendimentos e da Companhia Auxiliar de Armazéns Gerais, a Copersucar.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 14/01/2021

MRS PREVÊ MELHORIAS NO ACESSO AO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/14/2021 as 07:11 PM

Investimentos ferroviários entre o Planalto e o cais santista são negociados entre o Governo e a concessionária
Por Fernanda Balbino


Trem em acesso ao Porto: MRS quer estender concessão até 2056 (Arquivo)

As projeções bilionárias de investimentos ferroviários no Planalto e na área do Porto de Santos acendem o sinal de alerta para a ligação entre esses dois pontos. A questão, que inclui o aumento da capacidade ferroviária no trecho da Serra do Mar, deve ser equacionada a partir da conclusão do processo de renovação antecipada da concessão da malha da MRS Logística, que liga a região de Jundiaí, no interior do Estado, ao complexo santista.

Em maio do ano passado, o Governo Federal e a Rumo Logística (Grupo Cosan) assinaram a renovação antecipada da concessão da malha ferroviária paulista, que ficará sob a responsabilidade da empresa até 2058. No total, a concessionária fará investimentos de mais de R$ 6 bilhões em obras, trilhos, vagões e locomotivas. Com isto, a capacidade de transporte ferroviário em direção ao Porto de Santos poderá chegar às 100 milhões de toneladas anuais.

Na área do Porto, hoje, o serviço de transporte ferroviário e a sua infraestrutura também estão sob responsabilidade da Rumo. Mas a concessão terminará em 27 de junho de 2025 e não será renovada. O plano da Autoridade Portuária de Santos (APS) prevê a criação de uma sociedade de propósito específico (SPE) que ficará responsável pelos investimentos no cais santista.

De acordo com a estatal, há capacidade de atendimento de cerca de 50 milhões de toneladas por ano. E hoje, já são operadas 45 milhões de toneladas por ano – 90% da oferta. Para atender à projeção de crescimento da demanda já anunciada, a APS projeta investimento na malha interna do Porto de R$ 2 bilhões.

Diante das projeções de investimentos na malha ferroviária no planalto e no cais santista, as atenções se voltam ao trecho netre essas duas regiões, operado pela MRS. Atualmente, a renovação da concessão da malha está em análise pelo Ministério de Infraestrutura e pela Agência Nacional de Transporte Terrestre.

Posteriormente, será encaminhada ao Tribunal de Contas da União (TCU), a quem caberá a avaliação final.

A estimativa é de que mais de R$ 7 bilhões sejam investidos pela MRS com a renovação antecipada. A empresa, que tem a concessão das ferrovias que cortam três estados até 2026, pleiteia manter operações até 2056.

Além de R$ 3,1 bilhões a serem investidos em aumento de capacidade e melhorias de desempenho – principais ganhos diretos esperados com o processo – haverá um segundo bloco de investimentos. Essas obras – para redução de conflitos urbanos, aumento da intermodalidade e redução de congestionamentos e dos acidentes - serão financiadas pela outorga prevista no processo de renovação, que, num período de dez anos, podem ser de R$ 4,4 bilhões.

Segundo a MRS, o aumento de capacidade gerado pelo plano da renovação permitirá uma alta de 25% nos fluxos de exportação que passam por todos os trilhos operados pela empresa, incluindo aqueles que atendem ao Porto de Santos e aos complexos fluminenses.

Agência reguladora
Segundo a ANTT, parte significativa dos investimentos de ampliação de capacidade entre a região da Serra e o Porto de Santos, que faz parte da malha da Rumo Malha Paulista, foi considerado no processo para prorrogação da concessão.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 14/01/2021

TERMINAL MARÍTIMO PONTA DA MADEIRA COMPLETA 35 ANOS COM NOVO PATAMAR DE EMBARQUE
Publicado em 01/13/2021 as 10:00 PM

Da Redação  PORTOS E LOGÍSTICA 12 Janeiro 2021


De janeiro a dezembro foram mais de 191 milhões de toneladas embarcadas pelo TMPM em São São Luís

Líder em movimentação de cargas desde 2014, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (TMPM) completa 35 anos de existência em janeiro, celebrando também um novo patamar no embarque de minério de ferro, manganês e pelotas. Foram 191.2 milhões de toneladas embarcadas em 2020.

O gerente-executivo de operações do TMPM, Luís Allevato, lembra que esse papel de destaque só é possível graças às milhares de pessoas que fazem o porto no dia a dia. "Hoje somos referência em desempenho, eficiência, segurança e sustentabilidade. Seja com a posição de destaque no cenário portuário nacional e mundial, com a geração de impostos ou de empregos, nos mais de 2 mil postos de trabalho mantidos, entre próprios e terceiros, esperamos seguir sendo motivo de orgulho para os maranhenses e brasileiros", disse.

Para que resultados expressivos como estes sejam possíveis, uma grande estrutura e investimentos constantes em tecnologia, segurança, capacitação de mão de obra, dentre outras, são necessários. Mas você sabe como se dá o funcionamento de um porto? Para facilitar essa compreensão trouxemos informações e curiosidades por trás do maior porto em movimentação de cargas do país

Saiba mais como funciona o TMPM:

Centro de Controle Operacional

A eficiência e a segurança das operações têm origem no Centro de Controle Operacional (CCO) de Ponta da Madeira. Através do CCO são monitoradas simultaneamente, e em tempo real, a programação dos navios, as operações de descarga, empilhamento e recuperação do minério de ferro para os carregadores de navio

Viradores de Vagões

É na área de descarga que se iniciam as operações do TMPM. Atualmente oito viradores de vagões recebem os volumes de minério de ferro e manganês transportados pela Estrada de Ferro Carajás. Cada virador possui capacidade para descarregar 8 mil toneladas por hora. Os vagões são descarregados nos viradores em um ângulo de 180°. A carga, então, passa para o sistema de correias transportadoras, que leva o minério para os pátios de estocagem.

Pátios de Minério

A área de estocagem é formada por 13 pátios de minério que totalizam uma área de 837.000 m² com capacidade para armazenar até 9 milhões de toneladas. Nos pátios são estocados minério de ferro e manganês que são transportados por meio de correias transportadoras até os carregadores de navios. Atualmente os pátios contam com 16 máquinas: 4 empilhadeiras, 5 empilhadeiras-recuperadoras e 7 recuperadoras.

Empilhadeiras e Recuperadoras

O pátio de estocagem de minério de ferro do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira é equipado com as maiores e mais modernas máquinas de empilhamento e recuperação de minério da América Latina. Ao todo são 16 equipamentos, com destaque para a maior empilhadeira do mundo, chamada EP-313K-06, e duas recuperadoras dotadas de um sistema automático que gera imagens em 3D do pátio. Na operação do porto, as empilhadeiras e as recuperadoras tem a função, respectivamente, de organizar a carga na área do pátio e direcionar o produto que será embarcado no navio.

O terminal opera com três píeres e cinco berços de atracação

Píer I: um dos mais profundos do mundo, com 23 metros de extensão e 500 metros de largura mínima. Tem um carregador de navio com capacidade de despejar 16 mil toneladas de minério por hora. Neste píer, que opera com um berço, atracam os navios Valemax, os maiores graneleiros do mundo, com capacidade de 400 mil toneladas

Píer III: tem profundidade de 21 metros e dois berços de atracação, por isso pode carregar mais de um navio ao mesmo tempo. Tem três carregadores de navio, cada um com capacidade de despejar 8 mil ton/hora

Píer IV: tem uma das maiores profundidades do mundo, com 25 metros (fora a variação da maré). Tem dois berços de atracação e seu sistema de amarração é único no mundo. Por sofrer grande incidência das correntes de marés, o píer conta com cabos de terra que auxiliam na amarração dos navios nos berços. O sistema permite às gigantescas embarcações operarem sem restrição

Curiosidades sobre o TMPM:

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira encontra-se localizado no Complexo Portuário de Itaqui, à margem leste da Baia de São Marcos, na Ilha de São Luis (MA). Por ele são embarcados produtos como minério de ferro, manganês e pelotas.

Em 1985 iniciaram-se os testes de carregamento com o navio Docepolo, envolvendo 127 mil toneladas de minério. O TMPM entrou em operação regular em janeiro de 1986. Nesse ano foram embarcados 11,6 milhões de toneladas de minério de ferro.

A Vale desenvolveu um sistema que permite operar, de forma remota, as máquinas empilhadeiras e recuperadoras usadas para transferir o minério do pátio até o navio. O sistema possibilita o comando à distância das máquinas a partir do Centro de Controle e Operações do Porto.

O TMPM utiliza modelos matemáticos avançados para simular o comportamento de atracação dos navios nos píeres, prevendo a velocidade dos ventos, as correntes, a profundidade, entre outras situações. A Vale mantém um modelo reduzido do terminal portuário na sede da Universidade de São Paulo (USP), onde acontecem as simulações de correntes marítimas e marés e seus efeitos sobre os navios em manobras e atracados nos píeres, além de permitir simular as manobras de atracação e desatracação dos navio.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 13/01/2021

PARA ESPECIALISTAS, IMPREVISIBILIDADE DA PANDEMIA DEIXA LIÇÕES PARA O COMÉRCIO EXTERIOR EM 2021
Publicado em 01/13/2021 as 10:00 PM

Por Dérika Virgulino  ECONOMIA 13 Janeiro 2021

Efeitos da volatilidade na demanda e necessidade de redução do Custo Brasil estão entre alguns dos aprendizados de 2020.


Arquivo

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) provocou impactos na economia mundial, sobretudo pela imprevisibilidade de uma doença até então desconhecida. Não por outra razão que para o diretor da Solve Shipping Intelligence Specialists, Leandro Barreto, a imprevisibilidade e a volatilidade na demanda foram as duas palavras que melhor resumiram o comércio exterior em 2020. De acordo com ele, uma das principais lições deixadas pela pandemia está no entendimento de que o “efeito manada” no comércio foi ruim, independente dos resultados positivos ou negativos.

Barreto destaca que neste contexto, a pauta de exportação do Brasil se mostrou bastante resiliente. Segundo ele, todas as previsões de queda no segundo trimestre de 2020 foram equivocadas. “Ocorreu, mas menor do que a maioria estava esperando”, pontuou. Um dos fatores para o baixo impacto nas exportações está no bom desempenho em commodities, como produtos essenciais e alimentos.

Depois dessa leve queda no primeiro momento, houve uma retomada no terceiro trimestre do ano que, para Barreto, revela a grande volatilidade da demanda mundial. “A pandemia acabou dando um nó na logística em todo o mundo”, diz.

Já as importações brasileiras sofreram um forte impacto. Segundo ele, mais de 28 navios cancelaram viagens, com destaque para a rota da Ásia. No auge da pandemia, essa região vivenciou um lockdown que manteve todo o comércio fechado. Assim, no segundo trimestre do ano na importação o Brasil seguiu a mesma tendência mundial. A partir do terceiro trimestre houve uma forte recuperação que se refletiu diretamente no custo dos fretes. Ele informou que em junho de 2020 os fretes ficaram abaixo de 300 dólares, subindo para dois mil dólares em setembro e fechando o ano em oito mil dólares.

Outro grande aprendizado deixado por 2020, para Barreto é a necessidade de diversificação de fornecedores e clientes. Ele ressaltou que o Brasil ainda é muito dependente da China em vários produtos. “Aliás, o mundo percebeu que está muito dependente”, frisou.

Para o presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, embora os novos acordos comerciais sejam importantes para o país, não surtirá o efeito esperado se o Brasil não abrir sua economia e reduzir o chamado ‘Custo Brasil’. “Não adianta fazer comércio com a Coréia, Indonésia, China ou Estados Unidos. É preciso antes fazer as reformas tributárias e administrativas, além de realizar investimentos em infraestrutura”, afirmou Castro.

Ele acredita que 2021 haverá crescimento na exportação de commodities, mas avalia que o ideal seria o país investir mais na exportação de manufaturados que, segundo ele, representa apenas 25% do comércio exterior atualmente.

A respeito dos efeitos da segunda onda da Covid-19 sobre o comércio exterior brasileiro, Barreto afirmou que ainda não é possível afirmar, porém, alguns navios de exportação já começaram a sair um pouco mais vazios. Porém, por outro lado, nesta época do ano é mais comum que isso aconteça.

Diante desse cenário, Barreto enfatizou também que cada vez mais os fluxos internacionais de cargas vêm se tornando um importante indicador econômico. Desse modo, segundo ele, observando as capacidades dos navios, por exemplo, é possível sentir a temperatura do comércio exterior.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 13/01/2021

RAÍZEN ENERGIA EXPORTA PELLETS DE CANA PARA O REINO UNIDO
Publicado em 01/13/2021 as 09:59 PM

Operação marca a estreia do Porto de Paranaguá no embarque de pellets de biomassa
Por Camila Souza Ramos, Valor — São Paulo

A Raízen Energia, joint venture entre Cosan e Shell, está concluindo hoje um embarque de pellets de bagaço de cana-de-açúcar produzidos em sua unidade Diamante, em Jaú (SP). O carregamento é feito realizado no Porto de Paranaguá, no Paraná, e tem como destino o Reino Unido.

O produto, resultado da compressão e do processamento de biomassa da cana, será utilizado como matéria-prima na geração de energia renovável. O carregamento ocorre em um berço do terminal da Pasa, que costuma atender demandas de exportação de produtos do setor sucroalcooleiro, além de grãos.

Essa é a primeira vez que terminal paranaense faz embarque de pellets de biomassa. “Ficamos muito satisfeitos quando novos produtos chegam e saem pelos portos do Paraná. Nesse caso, é ainda mais compensador o fato de se tratar de um biocombustível que será utilizado em substituição ao carvão na geração de energia termoelétrica”, disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, em comunicado do porto.

A Raízen Energia começou a exportar carregamentos de pellets em outubro do ano passado. Na ocasião, a carga seguiu para a Holanda. O produto abasteceu uma termelétrica da alemã RWE que até então só havia utilizado o carvão como matéria-prima.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 13/01/2021

EMBARQUES SUPERARAM US$ 100 BI EM 2020
Publicado em 01/13/2021 as 09:59 PM

Vendas do agronegócio para a China representaram quase 34% do total
Por Fernando Lopes — De São Paulo

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, mesmo com uma queda de 3,8% em dezembro, para US$ 7,3 bilhões, as vendas de produtos do setor ao exterior renderam US$ 100,8 bilhões no ano passado, 4,1% mais que em 2019 e segunda melhor marca da história, atrás apenas de 2018.

r /> As importações do agronegócio recuaram 5,2% na mesma comparação e, assim, o superávit setorial aumentou 5,7%, para US$ 87,8 bilhões. Com isso, o campo garantiu mais uma vez o saldo positivo da balança comercial brasileira como um todo em 2020 (US$ 51 bilhões).

Com embarques acelerados principalmente no primeiro semestre, o chamado “complexo” soja (grão, farelo e óleo) garantiu US$ 35,2 bilhões em divisas para o país no ano passado, um aumento de 8% em relação a 2019.

Segundo o ministério, as vendas de soja em grão representaram 81,1% desse valor, ou US$ 28,6 bilhões, abaixo apenas do resultado de 2018 (US$ 33,1 bilhões). O volume embarcado chegou a 83 milhões de toneladas.

A China continuou a ser, de longe, o principal destino das vendas de soja em grão do Brasil no exterior. O país asiático absorveu 73,2% das exportações brasileiras em 2020, ou US$ 20,9 bilhões, 2,2% mais que no ano anterior.

As carnes (bovina, de frango e suína) permaneceram em segundo lugar na lista de produtos mais exportados pelo agro do Brasil. Foram US$ 17,2 bilhões no total no passado, com incremento de 2,8% na comparação com 2019.

E foi a China, mais uma vez, que sustentou o aumento. O país foi o destino de 54,2% dos embarques de carne bovina in natura (a receita, de US$ 7,5 bilhões, foi recorde), amenizou a queda das vendas de carne de frango (que foi de 14,1%, para US$ 6 bilhões) com compras adicionais de US$ 31 milhões e puxou os embarques de carne suína in natura, que chegaram a US$ 2,1 bilhões, melhor resultado da história.

Também no mercado de açúcar bruto os chineses fizeram a diferença. As exportações brasileiras do produto atingiram US$ 7,4 bilhões, também um recorde, e a China ficou com US$ 1,3 bilhão do total.

Com tamanho peso nesses três mercados, o país asiático foi o destino de 33,7% das exportações do agronegócio brasileiro no ano passado (US$ 34 bilhões). Em 2019, a participação foi de 32% (US$ 31 bilhões).

Entre os produtos mais exportados pelo setor também houve aumentos expressivos no café (7%, para US$ 5,5 bilhões) e nas fibras (o grupo inclui algodão) e têxteis (15,6%, para US$ 3,5 bilhões). Recuaram, em contrapartida, as receitas dos embarques de produtos florestais (11,7%, para US$ 11,4 bilhões) e cereais (o grupo inclui milho), farinhas e preparações (13,8%, para US$ 6,9 bilhões).
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 13/01/2021

CH4 E GRUPO AMERICANO ANUNCIAM USINA TERMELÉTRICA EM PERNAMBUCO
Publicado em 01/13/2021 as 09:59 PM

O empreendimento, realizado em parceria com o grupo americano New Fortress Energy, prevê investimento de cerca de R$ 3 bilhões
Por Murillo Camarotto, Valor — Brasília

A empresa catarinense CH4 Energia anunciou nesta quarta-feira (13) a implantação de uma usina termelétrica a gás na região do Porto de Suape, em Pernambuco. O empreendimento, realizado em parceria com o grupo americano New Fortress Energy, prevê investimento de cerca de R$ 3 bilhões.

O projeto, com capacidade total de 1,3 gigawatt (GW), inclui, além da usina, a instalação de um terminal de regaseificação e a implantação de aproximadamente 8 quilômetros de dutos entre o terminal gás e a termoelétrica.

As duas empresas devem entrar com 30% do valor do investimento, ficando o restante a cargo de financiamentos com um pool de bancos de fomento. A operação está prevista para começar em novembro e ocupará uma área de 16,5 hectares dentro do Complexo de Suape.

A térmica será abastecida por navio regaseificador de Gás Natural Liquefeito (GNL), com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por  dia. O excedente de combustível poderá atender à rede da Copergás, empresa detentora dos direitos de distribuição em Pernambuco.

Em comunicado ao mercado, a New Fortress informou que o terminal pernambucano oferece a localização ideal para a oferta de energia limpa e barata em uma região de grande potencial econômico.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 13/01/2021

MINISTÉRIO VÊ PERSPECTIVAS FAVORÁVEIS ÀS EXPORTAÇÕES
Publicado em 01/13/2021 as 09:59 PM

Expectativa é de aumento das vendas para China, EUA e Índia
Por Rafael Walendorff — De Brasília


Produção de milho em Minas Gerais: aumento da demanda da China, que utiliza o grão para produzir rações, pode dar mais impulso a exportações brasileiras — Foto: Fábio Rossi/Agência O Globo

As exportações do agronegócio em 2021 poderão superar a marca do ano passado se o clima colaborar e de fato a colheita de grãos bater um novo recorde nesta safra 2020/21. Foi o que afirmou ao Valor o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Orlando Ribeiro. Puxados por soja e carnes, vendidos sobretudo à China, os embarques do setor renderam US$ 100,8 bilhões em 2020, 4,1% mais que em 2019.

A maior expectativa do ministério é com as vendas de milho, que poderão “explodir” com o aumento das compras também por parte da China. O primeiro passo para isso veio com a decisão de Pequim de aprovar as variedades transgênicas autorizadas para plantio no Brasil que ainda não podiam entrar no mercado chinês. Agora falta apenas a assinatura da atualização de certificados sanitários para o aval definitivo.

A virada política nos EUA também poderá sedimentar o caminho para melhores negociações, principalmente envolvendo o açúcar, e a Índia poderá se consolidar como outro destino de peso. Entre as preocupações estão eventuais problemas na União Europeia por causa de questões ambientais.

“Estamos concluindo a atualização do certificado sanitário com a China. Em algum momento em 2021 isso vai estar concluído e veremos o aumento da demanda do país por milho”, afirmou Ribeiro. Caso a gestão Biden na Casa Branca decida privilegiar a mistura obrigatória de etanol na gasolina, o avanço do Brasil no mercado global poderá ser ainda maior, uma vez que o biocombustível americano é feito a partir do cereal.

O fato de Biden ter escolhido Tom Vilsack para ser seu secretário de Agricultura também pode facilitar as relações diplomáticas do agro brasileiro com os EUA, avaliou Ribeiro, que mantém boa relação com o americano desde a época em que ele foi chefe do Departamento de Agricultura (USDA) no governo de Barack Obama. A intenção é retomar as negociações sobre a exportação de açúcar para aquele mercado. “O interesse brasileiro é ter mercado livre, sem tarifa, sem cota, sem nada, para açúcar e etanol”.

O mercado para o açúcar, ressaltou, depende muito da Índia, grande produtora e que passa por uma reforma agrícola. E é para lá que o Ministério da Agricultura espera que comecem a ser embarcados, em volumes cada vez maiores, as pulses, como feijão, lentilha, grão de bico e gergelim. “A Índia vai demandar mais alimentos e estamos em condições de ser um parceiro mais importante do que somos hoje”, disse Ribeiro.

A Pasta segue com a missão de tentar diversificar produtos e destinos da pauta exportadora, muito dependente dos embarques de soja e carnes para a China. “Existe muita concentração, e obviamente isso não é bom. Se houver alguma variação nesse exato produto ou mercado o impacto na balança comercial brasileira será grande”, pontuou o secretário.

Nada disso, no entanto, é capaz de abalar ou diminuir o peso da China para o Brasil. “Não existe a menor possibilidade de esse esforço resultar em diminuição da importância da China, nem está nos nossos planos. Continuamos trabalhando fortemente na China, é a economia que mais cresce no mundo”.

Pouco afetadas pela pandemia, apesar de algumas restrições temporárias a frigoríficos, as exportações do agronegócio brasileiro enfrentam, por outro lado, resistências cada vez mais latentes da Europa no quesito ambiental. A ofensiva europeia preocupa, mas o governo diz que tem respostas prontas contra possíveis travas. “Não baixamos a guarda. Se algo for feito estamos preparados para reagir e rebater na prática”, afirmou o secretário.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 13/01/2021

‘MACRON DESCONHECE A PRODUÇÃO DE SOJA NO BRASIL’, DIZ MOURÃO
Publicado em 01/13/2021 as 09:58 PM

Por Emilly Behnke - Brasília


Vice-presidente Hamilton Mourão vice-presidente destacou que o Brasil tem menos de 8% da sua área dedicada à agricultura, enquanto a França tem mais de 60%

Em reação a declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o desmatamento na Amazônia e a produção de soja no Brasil, o vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta quarta-feira (13) que o mandatário francês desconhece a produção de oleaginosa brasileira. Presidente do Conselho Nacional da Amazônia, Mourão destacou que a produção agrícola da região amazônica é “ínfima” e que Macron apenas “externou interesses protecionistas dos agricultores franceses”.

Nesta terça-feira, em suas redes oficiais, o presidente francês afirmou que “continuar a depender da soja brasileira seria ser conveniente com o desmatamento da Amazônia”. No vídeo publicado em sua conta oficial do Twitter, Macron fala em “não depender mais” da soja brasileira e produzir o grão na Europa. “Nós somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, afirmou.

Questionado sobre as declarações nesta manhã, Mourão afirmou, em francês, que Macron não estava bem. “Monsieur Macron? Monsieur Macron ne pas bien. Monsieur Macron desconhece a produção de soja no Brasil. Nossa produção de soja é feita no cerrado ou no sul do País. A produção agrícola na Amazônia é ínfima”, declarou Mourão para jornalistas na chegada à vice-presidência.

O vice-presidente destacou que o Brasil tem menos de 8% da sua área dedicada à agricultura, enquanto a França tem mais de 60%. Apesar disso, ele avaliou que o País europeu não tem condições de competir com o Brasil na produção de soja. “Nesse aspecto, na questão da produção agrícola damos de 10 a 0 neles, franceses”, disse.

“Nada mais, nada menos Macron externou interesses protecionistas dos agricultores franceses, faz parte do jogo político”, opinou. Na avaliação de Mourão, a fala do presidente francês não deverá influenciar outros líderes mundiais. “Acho que foi discurso interno.”

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia consultados pelo Estadão/Broadcast, quase 20% das exportações para a União Europeia, bloco do qual os franceses fazem parte, são de soja e farelo da oleaginosa produzidos pelo Brasil.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 27,1 milhões do grão para a França, além de US$ 544 milhões de farelo de soja, de um total de US$ 1,983 bilhão em embarques para o país europeu. A quantidade recebida pela França pode ser ainda maior considerando dados agregados da produção recebida por portos da Espanha e Países Baixos e depois escoada para demais países europeus.

Procurados pela reportagem ontem, os ministérios da Economia e da Agricultura disseram que não comentariam as declarações de Macron. Questionada hoje, a Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) orientou a procurar novamente o Ministério da Agricultura, que até a publicação deste texto ainda não havia respondido ao pedido de manifestação.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 13/01/2021

VIASAT FIRMA ACORDO COM SKY PARA OFERECER INTERNET BANDA LARGA POR SATÉLITE EM TODO PAÍS
Publicado em 01/13/2021 as 09:58 PM

Empresa norte-americana quer aproveitar estrutura da companhia brasileira, que hoje tem 4,6 milhões de clientes, para expandir os negócios no Brasil
Por Anne Warth, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Em mais um passo para expandir sua presença no País, a Viasat vai oferecer serviços de internet banda larga por satélite em parceria com a Sky. O acordo permitirá à Sky vender, instalar e dar suporte técnico presencial aos clientes da Viasat.

A Viasat é a operadora do satélite da Telebrás, que cobre 100% do território nacional. A empresa norte-americana é responsável por instalar antenas e infraestrutura em terra para fornecer o serviço.

A Viasat oferece internet para clientes residenciais desde julho do ano passado. Custos e receitas são compartilhados com a Telebrás. O contrato com a estatal estabelece ainda oferta de sinal para municípios e localidades sem acesso à internet, como escolas públicas, postos de saúde, quilombolas e postos de fronteira.



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Antena
Parceria entre Sky e Viasat se refere apenas à venda, distribuição e suporte. Faturas continuam separadas. Foto: André Dusek/Estadão

Sky tem hoje 4,6 milhões de clientes e é a maior operadora de TV via satélite do País, com atuação em todos os municípios brasileiros, de acordo com o vice-presidente de Operações e Comercial da empresa, Sérgio Ribeiro. Segundo ele, a estrutura da empresa permite atender 98% dos chamados dos clientes em até 48 horas, o que deve beneficiar os clientes da Viasat. A empresa já oferece internet de alta velocidade via 4G na tecnologia LTE, mas essa cobertura está restrita a 100 municípios mais próximos dos grandes centros.

“São produtos complementares. É uma parceria muito positiva para nós. Temos expertise de campo e vamos oferecer a nossos parceiros e clientes um serviço top em todo território nacional”, afirmou Ribeiro.

Com oferta de pacotes de internet de alta velocidade desde julho no mercado nacional, a Viasat não revela seus números, mas afirma já contar com dezenas de milhares de clientes em seis meses de atuação no País - com destaque para o interior de Estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além da Região Norte.

“Há muita demanda nessas regiões, que historicamente ficavam fora do foco de atuação das grandes empresas”, afirmou o diretor comercial da Viasat Brasil, Bruno Henriques. “A parceria com a Sky é a peça que faltava para aumentar nossa presença no País”, disse

A parceria entre Sky e Viasat se refere apenas à venda, distribuição e suporte técnico de serviços, já que as empresas têm operações separadas. Os clientes que optarem pelos serviços das duas empresas terão duas antenas, além de decodificador e modem. As faturas também serão separadas. “Não temos uma meta de clientes, mas estamos muito animados”, disse Ribeiro.

O projeto da Viasat em parceria com a Telebras já conta com 13,5 mil pontos conectados em terra desde 2018, dos quais 80% são escolas públicas.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 13/01/2021

MINISTRO DIZ ACREDITAR EM APROVAÇÃO DA PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS NO 1º SEMESTRE
Publicado em 01/13/2021 as 09:58 PM

Por Marlla Sabino – Brasília


Projeto foi enviado ao Congresso pelo governo federal ainda em 2019, mas não foi discutido desde então
Imagem: Pilar Olivares/Reuters

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse nesta quarta-feira, 13, acreditar que o Congresso aprove a privatização da Eletrobras ainda no 1º semestre deste ano. Ele afirmou que, caso a estimativa se concretize, será possível iniciar a implementação da capitalização da empresa no segundo semestre.

“É difícil fazer uma previsão, mas no caso da Eletrobras nós temos trabalhado com o Congresso desde meados de 2019 e não paramos em 2020, apesar da pandemia. Evidentemente uma matéria dessa não tinha condições de ser apreciada, ela precisa de uma participação presencial dos parlamentares”, disse em entrevista ao site MegaWhat.

O projeto foi enviado ao Congresso pelo governo federal ainda em 2019, mas desde então não avançou. Não há sequer comissão instalada para discussão do tema, fase inicial da tramitação. Albuquerque, no entanto, disse acreditar em uma discussão “célere”. “O projeto de lei que nós encaminhamos já está sendo aperfeiçoado”, afirmou.

Albuquerque também falou sobre outros projetos do setor elétrico que estão no Congresso. Ele ressaltou a importância da Medida Provisória 998, que traz uma série de dispositivos que reduzem as tarifas de energia do Norte e alterações nas regras do setor elétrico, mas reconheceu que o prazo para análise será curto.

Por se tratar de uma MP, o texto tem força de lei desde sua publicação, mas precisa ser confirmado pelo Congresso. A medida foi aprovada em 16 de dezembro pela Câmara dos Deputados e depende do aval do Senado.

Os parlamentares têm até o dia 9 de janeiro para analisar a matéria ou ela perderá validade.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 13/01/2021

FUNCIONÁRIOS DA FORD VOLTAM A SE REUNIR NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA BAHIA
Publicado em 01/13/2021 as 09:58 PM

Por Tailane Muniz - Especial para a AE - Camaçari

Os funcionários da unidade do Complexo Industrial Ford Nordeste, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, realizam, na manhã desta quarta-feira, 13, mais uma manifestação em resposta ao encerramento das atividades da montadora norte-americana no País – anunciado na segunda-feira, 11. Centenas de funcionários ficaram reunidos no pátio da Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo, na capital baiana. O grupo deve se reunir ainda nesta quarta com o presidente da casa, Nelson Leal.

A montadora, que já tinha encerrado, em 2019, a produção de caminhões em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, comunicou que vai fechar neste ano as demais fábricas no País: Camaçari, onde produz os modelos EcoSport e Ka; Taubaté (SP), que produz motores; e Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município baiano, Júlio Bonfim, afirmou que a reunião que aconteceu na segunda com o governo não teve resultados práticos para os funcionários. “Foram discutidos investimentos. Claro que é importante pensar nisso, mas pensar na instalação de outra fábrica aqui, agora, é insignificante para a gente. Até pela complexidade que isso envolve”, disse.

Na terça-feira, 12, os funcionários permaneceram por cerca de quatro horas em assembleia no estacionamento da fábrica. Na região, 6 mil empregos diretos e indiretos devem ser fechados.

A planta da Ford na Bahia funcionava havia 20 anos e, segundo funcionários, investiu em máquinas até as últimas semanas.

Em comunicado, a Ford informou que tomou a decisão após anos de perdas significativas no Brasil. A multinacional americana acrescenta que a pandemia agravou o quadro de ociosidade e redução de vendas na indústria. “A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável”, afirmou, em nota, Jim Farley, presidente da Ford.

A decisão da Ford de encerrar a produção no Brasil terá impacto financeiro de aproximadamente US$ 4,1 bilhões em despesas não recorrentes, conforme informação divulgada pela montadora no anúncio de fechamento das três fábricas no País.

Do total, cerca de US$ 2,5 bilhões terão impacto direto no caixa do grupo americano, sendo, em sua maioria, relacionados a compensações, rescisões, acordos e outros pagamentos. Outros US$ 1,6 bilhão decorrem de impacto contábil atribuído à baixa de créditos fiscais, depreciação acelerada e amortização de ativos fixos.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 13/01/2021

MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO FARÁ REUNIÃO COM FORD SOBRE DEMISSÕES
Publicado em 01/13/2021 as 09:57 PM

O Ministério Público do Trabalho (MPT) fará uma audiência virtual na quinta-feira, 14, às 9h30 com representantes da Ford para discutir as demissões decorrentes do encerramento das atividades da montadora no Brasil. Segundo a própria companhia, os desligamentos podem atingir 5 mil funcionários no País.

A audiência terá a participação do procurador-geral do MPT, Alberto Balazeiro, do titular da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical e do Diálogo Social (Conalis) do MPT, Ronaldo Lima dos Santos, e do secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal.

Como mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o Ministério da Economia já iniciou conversas para apoiar a recolocação dos trabalhadores da Ford que vão perder o emprego com a saída da montadora do Brasil. Uma das possibilidades é a criação de um programa específico para ajudar esse grupo de trabalhadores altamente qualificados.

Na segunda-feira, 11, a montadora americana anunciou o fim de uma história de um século de produção de carros no Brasil. A Ford, que já tinha encerrado, em 2019, a produção de caminhões em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, comunicou que vai fechar neste ano as demais fábricas no País: Camaçari (BA), onde produz os modelos EcoSport e Ka; Taubaté (SP), que produz motores; e Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller. Serão mantidos no Brasil a sede administrativa da montadora na América do Sul, em São Paulo, o centro de desenvolvimento de produto, na Bahia, e o campo de provas de Tatuí (SP).

Na terça, 12, representantes da Ford já se reuniram por videoconferência com a presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maria Cristina Peduzzi.

Segundo comunicado da corte trabalhista, o diretor jurídico da Ford, Luís Cláudio Casanova, disse que a decisão de reestruturação da empresa na América Latina foi tomada diante de prejuízos obtidos anualmente, amplificados durante a pandemia da covid-19.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 13/01/2021

SEM CAIXA, GOVERNO TERÁ MENOR VALOR PARA NOVOS INVESTIMENTOS EM 15 ANOS
Publicado em 01/13/2021 as 09:57 PM

O aumento das despesas com benefícios previdenciários e assistenciais, na esteira do reajuste do salário mínimo, deve comprimir os investimentos públicos em 2021 a um nível considerado extremamente baixo por especialistas. O valor projetado em agosto do ano passado, de R$ 28,6 bilhões para obras e outras ações – o menor em, pelo menos, 15 anos – pode cair ainda mais para abrir espaço no Orçamento para os chamados gastos obrigatórios.

As despesas vão crescer principalmente porque o salário mínimo foi reajustado a R$ 1.100 no início de 2021, acima dos R$ 1.067 previstos em agosto do ano passado e que serviram de referência para a elaboração do Orçamento – e que ainda será votado pelo Congresso Nacional. A definição só deve ocorrer após a votação para o comando da Câmara e do Senado.

Os R$ 33 a mais no salário mínimo significam, na prática, uma despesa de R$ 11,6 bilhões maior que a prevista na proposta orçamentária enviada em agosto (cada R$ 1 eleva o gasto em R$ 351,1 milhões). Além disso, o governo ainda sofreu reveses que o obrigarão a ampliar outras despesas, como a continuidade da desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia. Técnicos do Congresso estimam que há um “buraco” de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões a ser coberto.

O próprio governo já deu um indicativo de que os investimentos podem cair, ao revisar, em ofício ao Congresso Nacional no último 14 de dezembro, o volume das despesas discricionárias para 2021 – de R$ 92 bilhões para R$ 83,9 bilhões. Essa categoria inclui os gastos com a máquina pública e com os investimentos. A mudança foi feita durante a votação da lei que lança as diretrizes do Orçamento.

Especialistas têm alertado que o custeio da máquina já está no patamar mínimo necessário para garantir seu funcionamento, sem grande espaço para cortes.

O Ministério da Economia, porém, afirmou que os investimentos “não serão afetados”, uma vez que não houve alteração da proposta orçamentária. “Os ministérios setoriais podem, em um exemplo hipotético, privilegiar os investimentos em detrimento das despesas correntes, em virtude de possíveis economias geradas pelo teletrabalho. De toda sorte, não se tem como afirmar que os investimentos serão afetados”, afirmou a pasta.

Série histórica

O valor de R$ 28,6 bilhões indicado na proposta orçamentária para os investimentos é o menor desde pelo menos 2007, segundo dados do Tesouro Nacional atualizados pela inflação. O dado de 2020, porém, foi turbinado pelos gastos da pandemia. A Economia destacou que o valor dos investimentos deve receber um reforço de R$ 10 bilhões devido à indicação de emendas de bancada, decididas pelos parlamentares.

O economista Claudio Frischtak, presidente da consultoria Inter.B e especialista no setor de infraestrutura, afirma que o grau de incerteza em relação ao volume de investimentos públicos, tanto da União quanto dos Estados, é muito grande devido às severas restrições fiscais. “O que vai sobrar para investimento é um resíduo. E o governo já se comprometeu com certos investimentos, principalmente na área militar. Outros investimentos são residuais”, afirma.

Segundo o especialista, o quadro é ruim para a infraestrutura brasileira, que nos últimos anos tem recebido investimentos abaixo do necessário para sua manutenção – na prática, o que já existe vai sendo corroído pelo tempo. No ano passado, ele estima que a infraestrutura recebeu apenas 0,5% do PIB em investimentos, um recorde de baixa. Por outro lado, ele reconhece não só as limitações de recursos do País, mas também de qualidade.

“Falta planejamento, a execução é falha. Tem muita coisa que não consegue ser executada, mesmo no âmbito de ministros operantes, que querem fazer acontecer”, diz Frischtak. Num momento em que o governo tenta estimular a participação do setor privado nos investimentos, a saída da Ford do Brasil é bastante negativa. “O que isso significa é que as reformas essenciais para ter uma economia produtiva estão ficando para trás, não foram feitas, ou foram feitas de forma bisonha nos últimos anos e décadas.”

De acordo com o coordenador do Observatório Fiscal do Ibre/FGV, Manoel Pires, sempre se fez ajuste fiscal contraindo investimento. Para ele, ao longo dos últimos anos está se construindo uma ideia equivocada desse tipo de gasto. “Passa por uma avaliação de que o investimento público gera desperdício e corrupção, da possibilidade de conseguir fazer muita coisa via iniciativa privada e da própria dificuldade financeira do governo”, disse. “Entendo que o correto é aprender a investir bem. Os estudos mostram que o investimento público é importante.”

O diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado, Felipe Salto, diz que a tendência é que a capacidade de investimentos do governo federal continue em queda. Segundo ele, o problema central é que as discricionárias (os gastos que não são obrigatórios), sem contar emendas parlamentares, estão em R$ 83,9 bilhões.

“Esse nível é historicamente baixo e, por isso, para cumprir o teto, seria preciso realizar um corte adicional que poderá ser impeditivo, isto é, poderia levar ao shutdown ou à paralisação de serviços essenciais, como temos alertado há bastante tempo”, alertou ele.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 13/01/2021

BRASIL GANHA 135 ‘MARACANÃS’ EM GALPÕES LOGÍSTICOS NO ANO DO E-COMMERCE
Publicado em 01/13/2021 as 09:57 PM

Por Rennan Setti

O estoque de galpões logísticos deu um salto em 2020 no Brasil, reagindo à demanda aquecida de empresas de comércio eletrônico no ano da pandemia. Segundo levantamento exclusivo da plataforma de pesquisas SiiLA, “surgiram” quase 960 mil metros quadrados para armazenagem no ano passado, o equivalente 135 gramados do Maracanã.


Centro de distribuição do Magazine Luiza. Centro de distribuição do Magazine Luiza. | Leandro Fonseca / Divulgaçõo

O país terminou 2020 com 17,5 milhões de metros quadrados em galpões, com uma taxa de ocupação de 86%. Quase três quartos desse estoque são classificados de alto padrão, atendendo a companhias de grande porte, como Amazon e Mercado Livre.

Mais da metade dos galpões (em metragem) fica em São Paulo, que concentra a maior densidade de consumidores e permite entregas para outros estados das regiões Sudeste e Sul.

E o ano terminou aquecido, com o quarto trimestre — o da Black Friday e do Natal, claro — registrando uma absorção líquida de mais de 672 mil metros quadrados. O indicador reflete a metragem alugada pelas empresas menos o espaço devolvido.

Em São Paulo, a taxa de vacância caiu de 17,4% para apenas 13,9% de setembro até dezembro.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 13/01/2021

BOLSONARO SANCIONA PROJETO QUE CRIA O PROGRAMA CASA VERDE E AMARELA
Publicado em 01/13/2021 as 09:57 PM

O presidente vetou um trecho que permitia o pagamento simplificado de tributos pelas construtoras
Por Gabriel Shinohara

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, o projeto que cria o programa habitacional Casa Verde e Amarela, substituto do Minha Casa Minha Vida. O texto será publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira.

O projeto começou com uma Medida Provisória (MP) editada em agosto. Desde então, o texto passou por pequenas alterações no Congresso e foi aprovado pelo Senado no dia 8 de dezembro.

Entre as principais mudanças em relação ao Minha Casa Minha Vida, a nova política habitacional não prevê mais a faixa de renda mais baixa, de até R$ 1,8 mil, em que a casa é praticamente doada, com prestações simbólicas. O foco principal do novo programa é em famílias que têm renda entre R$ 2 mil e R$ 7 mil com capacidade de assumir um financiamento.

Para resolver essa situação, o governo fechou um acordo, quando a proposta estava em tramitação, para incluir algumas medidas de atendimento às famílias com rendas menores no decreto de regulamentação do programa.

Além desse compromisso, o presidente vetou um trecho do projeto que estabelecia que as construtoras participantes do programa pudessem ter um recolhimento unificado dos tributos equivalente a 4% da receita mensal auferida pelo contrato, assim como no Minha Casa Minha Vida.

De acordo com o governo, o veto foi feito porque não havia estimativa de impacto orçamentário da proposta e nem de possíveis medidas compensatórias da perda de arrecadação. Em adição, argumentou que segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) um benefício fiscal deve conter prazo de vigência de no máximo cinco anos.

A Secretária-geral da Presidência ressaltou que um veto presidencial não representa um ato de confronto ao Legislativo, mas uma prerrogativa do presidente.

O novo programa também tem como objetivo facilitar a regularização de terrenos e reformas de casas para as famílias. As reformas ou ampliações de imóveis como construções de telhados, banheiros e instalações elétricas ou hidráulicas poderão ser feitas com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS) estimados em R$ 500 milhões. Segundo o governo, a nova lei oferece um “marco legislativo abrangente” para atender as necessidades habitacionais.

Além disso, o Casa Verde e Amarela estabelece condições mais favoráveis para as regiões Norte e Nordeste. São três grupos de renda familiar no programa, com condições variadas (juros, subsídios, acesso à regularização fundiária e reforma do imóvel): a mais baixa, com renda de até R$ 2 mil e R$ 2,6 mil nas regiões Norte e Nordeste (grupo 1); de até R$ 4 mil (grupo 2) e até R$ 7 mil (grupo 3).
Fonte : O Globo - RJ
Data : 13/01/2021

SETOR DE SERVIÇOS SURPREENDE E AVANÇA 2,6% EM NOVEMBRO, NA SEXTA ALTA SEGUIDA
Publicado em 01/13/2021 as 09:56 PM

Segmento de transporte, que vem crescendo a reboque da indústria e do comércio, impulsionou resultado. Mas desempenho ainda é insuficiente para compensar perdas na pandemia
Por Raphaela Ribas

RIO — Considerado o motor do PIB brasileiro, o setor de serviços surpreendeu e avançou 2,6% em novembro, na comparação com outubro. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. Esta é a sexta alta consecutiva, mas ainda insuficiente para compensar as perdas na pandemia.

O resultado veio bem acima das expectativas de analistas ouvidos pela Reuters, que previam alta de 1,2% para o penúltimo mês do ano.

Apesar do avanço, o setor acumula queda de 8,3% no ano e recuo de 7,4% em 12 meses. A expectativa é que só volte ao patamar pré-pandemia após a vacinação em larga escala.

Segundo o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, todos os cinco segmentos de serviços tiveram avanço em novembro. O destaque foi o setor de transporte, especialmente o rodoviário de carga, estimulado pelo desempenho do comércio e da indústria.

O transporte de passageiros, seja aéreo ou coletivo, também avançou.

— Isso pode ser um sinal de que mais pessoas estejam voltando para casa em outras cidades e estados, ou procurando emprego — explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Segundo ele, os serviços prestados às famílias — que tiveram a sua quarta taxa positiva seguida — também avançaram (8,2%) e impulsionaram o desempenho do setor.

— Dentro de serviços prestados à famílias, alojamento e alimentação cresceram 9,1% de outubro para novembro. O resultado ocorreu em função do aumento das receitas em hotéis e restaurantes. Isso mostra que as pessoas passaram a viajar mais, o que também reflete nos transportes — diz o pesquisador.

Por outro lado, o grupo registra no acumulado do ano o pior resultado desde 2015, de -36,6%. A justificativa é que são atividades muito relacionadas ao contato e à confiança das pessoas saírem de casa e, por isso, muito afetadas na pandemia, marcada pelo isolamento social.

Serviços financeiros em alta
Apesar da variação positiva das cinco áreas pesquisadas para novembro, somente duas conseguiram retornar ao patamar de fevereiro. O grupo informação e comunicação se recuperou devido ao grande uso de serviços de tecnologia e internet no período. Já o de outros serviços avançou, especialmente puxado por serviços financeiros.

— Outros serviços tem uma base bem ampla, que vai de coleta de lixo a administração da bolsa de valores. Mas o que justifica ser a única com resultado positivo no ano é a atividade de corretoras. É um segmento que já vem se beneficiando desde 2018, com as pessoas buscando fundos mais rentáveis — contextualiza Lobo.

Recuperção lenta e pior ano da série
Muito dependente do contato físico, a exemplo dos salões de beleza, e de grandes movimentações, como nos bares e restaurantes, o setor se serviços sofreu muito entre março e abril e vem se recuperando lenta e gradualmente nos últimos meses.

No entanto, com o repique dos casos de Covid-19 a partir de novembro, vários empresários vinham relatando queda no fatutamento, o que levou muitos economistas a prever um crescimento menor em novembro.

Já a indústria avançou 1,2% no penúltimo mês do ano, na sua sétima alta seguida, e já superou o patamar pré-crise. Comércio também já eliminou as perdas da pandemia. O desempenho de novembro será divulgado na sexta-feira.

Lobo pondera que o setor de serviços já vinha sem fôlego nos últimos anos, antes mesmo da pandemia. Segundo ele, 2020 deve encerrar com o pior acumulado do ano da série histórica, iniciada em 2012.

— Em 2020 a pandemia deteriorou o cenário de serviços que já não mostrava grande dinamismo — diz ele, que acrescenta: — É improvável evitar a queda em 2020. Se fosse para ter apenas uma variação nula, o setor de serviços teria que crescer entre 81,8% e 82,8% frente a dezembro de 2019.

A economista da XP, Lisandra Barbero, considera que, de uma forma geral, o setor mostra retomada. Por outro lado, espera retração de 8% para 2020.

— Embora o setor permaneça frágil devido à pandemia, nosso índice de difusão mostra que mais de 80% dele vem se recuperando em um ritmo significativo nos últimos seis meses. No curto prazo, porém, o aumento de casos novos da Covid-19 no Brasil pode trazer um viés negativo para o setor.

Já a professora do mestrado profissional em Controladoria e Finanças da Fipecafi, Luciana Machado, acredita que dezembro ainda virá com resultados semelhantes de novembro.

— Mesmo com o aumento de casos no fim de ano, as pessoas viajaram muito, e isso impacta no turismo e transporte. E também houve a volta de atividades domésticas e das pessoas às ruas.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 13/01/2021

METRÔ RIO VAI CAPTAR R$ 1,2 BILHÃO NA SEXTA-FEIRA PARA RECUPERAR FÔLEGO DIANTE DA PANDEMIA
Publicado em 01/13/2021 as 09:56 PM

Por Rennan Setti


Metrô do Rio vazio em abril Metrô do Rio vazio em abril | BRENNO CARVALHO / AGÊNCIA O GLOBO.

O conselho de administração do Metrô Rio aprovou, nesta terça-feira, captação de R$ 1,2 bilhão junto a investidores. A concessionária vai emitir títulos de dívida com vencimento em quase 11 anos, propondo pagar juros de até 6,8% ao ano além da inflação — balizada pelo IPCA e não pelo salgadíssimo IGP-M, que disparou 23,1% em 2020, diga-se… A captação vai ocorrer na sexta-feira.

“ A (…) emissão tem como objetivo o refinanciamento de toda a dívida existente atualmente na estrutura de capital da empresa, permitindo-lhe que realize os investimentos planejados nos próximos anos”, avaliou a agência de classificação de risco S&P.

A emissão já havia sido aprovada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), permitindo que os títulos de dívida (debêntures) sejam do tipo “incentivado”, proporcionando benefício tributário aos investidores.

A captação virá em boa hora: de janeiro a novembro de 2020, o número de passageiros pagantes do metrô carioca despencou 52% na comparação com o mesmo período de 2019, enquanto os custos recuaram apenas 4,2%.

Para piorar, a expectativa é que a retomada no pós-pandemia seja lenta: a agência de classificação de risco Fitch espera que o volume de passageiros só volte ao nível de 2019 em 2023.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 13/01/2021

MONTADORAS REBATEM BOLSONARO SOBRE SAÍDA DA FORD: 'NÃO QUEREMOS SUBSÍDIO, MAS COMPETITIVIDADE'
Publicado em 01/13/2021 as 09:56 PM

Presidente da Anfavea critica politização em torno da saída da americana do país e compara sistema tributário à Black Friday: imposto elevado para dar incentivo como desconto
Por Henrique Gomes Batista


Fábrica da Ford em Taubaté ( SP ), uma das três que a empresa fecha este ano no Brasil, onde deixa de produzir Foto: Edilson Dantas/12-01-2021 / Agência O Globo

SÃO PAULO - Luiz Carlos Moraes, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirmou nesta quarta-feira que o setor não defende novos subsídios e criticou a politização do anúncio do fechamento das fábricas da Ford no Brasil.

Segundo dados da Receita Federal, o setor automotivo acumula mais de R$ 50 bilhões em subsídios desde 2002. O dirigente da entidade apontou incentivos tributários como uma forma de corrigir distorções do sistema tributário brasileiro.

Foi o primeiro posicionamento da entidade após o anúncio do fim da produção da montadora americana no Brasil, na segunda-feira, e da reação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que afirmou na terça-feira que que a “Ford não disse a verdade, querem subsídios”.

— A gente não quer subsídios, quer competitividade. Estamos há anos mostrando medidas que precisam ser feitas para melhorar a competitividade no Brasil — afirmou Moraes, em entrevista coletiva.

Antes dessa declaração, ele citou todos os alertas que a Anfavea fez desde abril de 2019, pedindo reforma tributária, mostrando comparativos que indicam que o custo de produzir no Brasil é, por exemplo, 18% maior que no México, melhoria do ambiente econômico e atacando o “manicômio tributário” do Brasil.

O fechamento de três fábricas da Ford no Brasil e a reorganização de sua produção na América do Sul em fábricas de paises vizinhos, como Argentina e Uruguai, deve provocar o fim de cerca de 5 mil postos de trabalho.

O BNDES, que tem R$ 335 milhões em empréstimos para incentivar investimentos da Ford no Brasil ainda ativos, pediu explicações à montadora. Segundo o colunista do GLOBO Lauro Jardim, a montadora recebeu cerca de R$ 20 bilhões em incentivos fiscais no país.

Em reunião em Brasília na terça-feira, diretores da empresa explicaram ao Tribunal Superior do Trabalho que o fechamento da fábrica foi decidido após cessarem alternativas.

'Black Friday' dos impostos
O presidente da Anfavea comparou os incentivos fiscais no Brasil à estratégia de muitas varejistas na Black Friday: elevar preços na véspera para oferecer grandes descontos na promoção.

Usando essa analogia, ele afirmou que os impostos no Brasil são tão elevados, que, em sua opinião, eventuais “subsídios” apenas trazem os tributos para uma taxa mais adequada.

— O custo do Estado é muito pesado, ninguém aguenta mais pagar imposto. E daí vêm pessoas falar em subsídio. Na verdade é igual ao que eu falei da Black Friday: aumenta o preço para dar o desconto. Vamos ser honestos: é impossível desenvolver uma indústria com esta carga tributária — disse Moraes.

Moraes afirmou que não há excesso de subsídios do setor no Brasil. Ele disse que o país teve o Inovar Auto, programa que permitia às empresas creditar 30% do investimento em pesquisa e desenvolvimento, que foi substituído pelo Rota 2030, que reduziu este percentual para 12,5%, sendo compensado apenas para as montadoras que derem lucro.

O representante das montadoras disse que estes incentivos geraram carros 12% mais eficientes, o que significou uma redução de R$ 7 bilhões anuais de custo de combustíveis dos consumidores, além da redução do impacto ambiental dos carros.

Incentivos já foram questionados na OMC
Em 2015, o Brasil foi alvo de questionamentos da União Europeia e do Japão na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre os subsídios ao setor automotivo contidos em políticas de incentivo a setores industriais, entre eles o automotivo.

Um painel da OMC para contenciosos entendeu que sete programas eram incompatíveis com as normas do organismo para o comércio internacional. Entre eles, estava o Inovar Auto, substituído em 2017 pelo Rota 2030.

No fim de 2018, o Brasil obteve vitória parcial no contencioso. A OMC reverteu parte das condenações contra os programas de incentivo fiscal no país e pediu ajustes.

'Estão politizando um tema muito sério'
Moraes argumentou que benefícios à inovação existem em países como Alemanha ou Estados Unidos, embora com outros formatos. Além disso, ele afirma que há apenas subsídios regionais, para tornar mais uniforme a industrialização do Brasil, definidos pelo Congresso.

— Estão politizando um tema muito sério — concluiu.

Moraes, em entrevista coletiva, afirmou que as montadoras trouxeram ao Brasil de forma líquida, descontando remessas de lucros, US$ 24 bilhões na última década.

Ele afirmou ainda que, com os anúncios do fim da produção de fábricas da Mercedes Benz, em dezembro, cinco fábricas serão fechadas e a capacidade instalada no país passa de cinco milhões de automóveis por ano para algo entre 4,5 milhões e 4,7 milhões anuais.

— Há duas formas de se resolver a ociosidade do setor: ou melhoramos a competitividade, resolvemos os problemas estruturais e retomamos o crescimento econômico e ampliamos as exportações, ou fechamos fábricas.

Especialistas questionam a lógica de ver os subsídios como uma forma de se compensar os elevados impostos no Brasil. Cláudio Frischtak, sócio da Inter. B — Consultoria Internacional de Negócios, afirma que o debate pode ser inócuo:

— Acreditar que o argumento de que a carga tributária sobre a indústria automobilística é muito grande e que o subsídio é uma forma de compensar isso é uma discussão, em certa medida, meio bizantina, onde todo mundo tem razão e onde ninguém também tem razão, e não leva a nada — afirma.

Ele não nega o peso dos tributos. Ao contrário: lembra que a carga tributária brasileira é, em média, de 10% a 15% acima da média de outros países de renda média. Mas, por outro lado, ele acredita que os subsídios, que foram utilizados primeiro para incentivar a industrialização no Brasil, depois seu crescimento e, em um terceiro momento a descentralização no país, distorcem a economia. E que essas políticas industriais, baseadas em subsídios ou no que chama Marcos Lisboa, de “política da meia entrada”, é muito defasada e com a cara dos anos 1960:

— O problema maior não é esse, mas que a indústria no Brasil, por uma série de circunstâncias, se desatualizou e isso é algo mais estrutural. O Tributo é possível de se mudar, mas a fronteira dessa indústria automobilística se afastou do Brasil e não conseguimos colocar o Brasil na fronteira da inovação. Você resolve o problema da indústria quando olha o que ocorreu nas últimas décadas no mundo, ela inovou e se integrou muito. A nossa, não, o máximo que fez foi se integrar com a Argentina, no Mercosul. Ou teremos uma indústria integrada globalmente ou ela não sobrevive, ou vai sobreviver de esmola, de subsídio — disse ele.

O pesquisador Sérgio Lazzarini, do Insper, afirma que essa polêmica sobre os subsídios piora o ambiente de negócios e a competitividade do país. Ele lembra que a indústria reclama do Custo Brasil e da tarifa, mas na horta de negociar uma localização, ou falar com um governo, sempre se quer uma redução fiscal. Em sua visão, para se beneficiar um setor ou uma empresa, há pressão tributária na outra ponto, a geração de um custo fiscal, o que força a um aumento generalizado de impostos ou impede uma racionalização dos tributos:

— Fica o cachorro correndo atrás do rabo, você pede medidas compensatórias para um problema que nunca se resolve — afirmou.

Lazzarini afirma, ainda, que subsídios não cumprem seus objetivos:

— Muitas destas reduções tributárias, ou créditos subsidiados,  como tínhamos com o BNDES, tinha pouco acompanhamento de sua efetividade. O Inovar-Auto, instituído no governo Dilma Rousseff para dar isenções tributárias em pesquisa e desenvolvimento, além de ser condenado pela Organização Mundial de Comércio (OMC), não gerou resultados, ao contrário, o investimento em pesquisa e desenvolvimento caiu depois que ele foi implementado — disse o professor do Insper.

Ele lembra que muitas empresas pegam recursos subsidiados e a utilizam para ganhos financeiros, não aplicam efetivamente em investimento e produtividade. Ele afirma que a indústria brasileira é muito focada em proteção ao produto do exterior, o que é, em sua opinião, um paradoxo no setor automotivo, formado no Brasil apenas por multinacionais estrangeiras.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 13/01/2021

CASTELLO BRANCO DEFENDE POLÍTICA DE PREÇOS E NEGA DEFASAGEM NAS IMPORTAÇÕES
Publicado em 01/13/2021 as 09:56 PM

Por epbr - 13 de janeiro de 2021 - Em Combustíveis, Newsletter Comece seu Dia

Quem fazEditada por Gustavo Gaudarde
gustavo.gaudarde@epbr.com.br

em jogo
O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, reforçou nessa terça (12) a intenção da companhia de não transferir imediatamente as oscilações do mercado internacional para o preço dos combustíveis domésticos.

— Ele citou a política de reajustes diários, implementada na gestão Pedro Parente, como um exemplo de erro na estratégia comercial da empresa.

— “Somos produtores de combustíveis, não somos tradings. Somos pacientes e agimos com frieza, reajustamos com [base em] preços internacionais e forças do mercado”, comentou o executivo, em entrevista ao Valor.

— Pedro Parente presidiu a Petrobras até a greve dos caminhoneiros de 2018. Pediu demissão quando o governo Michel Temer, diante da pressão, criou o programa de subsídio do diesel, interferindo no mercado.

— Segundo Castello Branco, as acusações de defasagem nos preços de combustíveis praticados pela Petrobras se baseiam em cálculos incorretos. O executivo alega que os valores calculados por associações de importadores não levam em consideração os custos reais da companhia.

— O executivo afirma que a diferença está na margem das companhias: o custo da Petrobras seria menor e essa eficiência reduziria a defasagem vista pelos agentes nos mercado. “Eles refletem os custos de terceiros, mas somos nós que sabemos os nossos custos”, diz ao Valor.

A Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) protocolou na semana passada um ofício no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) acusando a Petrobras de manter os preços de combustíveis abaixo dos praticados no mercado internacional. A defasagem também é apontada por diversas consultorias.

A Petrobras não reajusta os preços do diesel desde 29 de dezembro do ano passado, de acordo com informações publicadas no site da empresa. O combustível acumulou, ao longo de 2020, uma queda de cerca de 10%, em média.

— Ano passado, acompanhou desvalorização dos preços do petróleo provocada pela pandemia, com maior força no segundo trimestre, seguida de uma recuperação desde então, boa parte pelo acordo de controle da produção da OPEP.

O Brent atingiu uma máxima de 11 meses nessa terça (12), pouco abaixo da marca de US$ 57, impulsionado pelos planos da Arábia Saudita de limitar a oferta da commodity, que ofuscaram temores de que o aumento no número de casos de coronavírus em todo o mundo afete a demanda por combustíveis.

— O Brent fechou em alta de US$ 0,92, ou 1,7%, a US$ 56,58 o barril, após tocar o maior nível desde o último mês de fevereiro, de US$ 56,75. Já o WTI avançou US$ 0,96, ou 1,8%, para US$ 53,28 o barril.

— Por outro lado, a produção de petróleo dos EUA deve recuar em 190 mil bpd em 2021, para 11,1 milhões de bpd, segundo relatório da Administração de Informação sobre Energia (AIE) publicado nessa terça. É uma queda menor do que a esperada anteriormente, de 240 mil bpd. Investing.com, com Reuters

A DBO Energy, apoiada pela alemã RWE AG, negocia com a Petrobras a compra do polo de Golfinho, na parte offshore da Bacia do Espírito Santo, disseram duas fontes à Reuters. Uma pessoa envolvida no negócio disse que as partes estavam discutindo valores em dólares na faixa de nove dígitos.

— A norueguesa BW Energy estava entre as empresas que cogitaram uma proposta, mas não apresentou oferta vinculante, de acordo com outras duas fontes com conhecimento do assunto.

— Com sede no Rio de Janeiro, a DBO é composta por executivos brasileiros e noruegueses com experiência na operação de ativos maduros tanto no Brasil quanto no Mar do Norte, de acordo com o site da empresa. Ela lista a RWE Supply & Trading, um braço da RWE, como investidor.

— Golfinho foi um dos últimos grandes ativos de produção que a Petrobras colocou à venda antes de a covid-19 atingir o Brasil. Produzia 14.900 barris de óleo e condensado por dia, de acordo com os documentos do processo de investimento, de janeiro de 2020. Terra, com Reuters

Produção em 2025.  A ANP prevê um crescimento gradual da produção nos próximos anos, alcançando 571,5 mil m³/dia (3,6 milhões de barris por dia) de petróleo e 173,2 milhões de m³/d de gás natural em 2025.

— Representa uma alta de 23% em relação a 2021, no caso do petróleo, e de 34% no do gás. Para este ano, a projeção de produção de petróleo é de 463,96 mil m³/d (2,9 milhões de bpd) e a de gás, de 129,17 milhões de m³/d.

— A maior parte do investimento das petroleiras será destinada à perfuração, embora a projeção seja de queda ao longo dos anos. Em 2021, o investimento será de R$ 12,5 bilhões; passa para R$ 12,77 bilhões em 2022; e permanece em queda até 2025, alcançando R$ 4,68 bilhões.

— Em contrapartida, a desativação de campos irá crescer. O total investido nesse segmento vai passar de R$ 5 bilhões para R$ 5,7 bilhões até 2025. Quase a totalidade desse dinheiro vai ser colocada em campos marítimos, de acordo com a ANP.

— Nos próximos anos, a Petrobras e outras petroleiras vão avançar com a produção no pré-sal. Novas plataformas devem entrar em operação, sobretudo nos campos de Mero e Búzios. Deste ano até 2023, mais oito unidades vão ser instaladas no país, segundo a ANP. Estadão/Broadcast

Ex-Shell no comando da Galp O engenheiro Carlos Gomes da Silva renunciou aos cargos de vice-presidente do Conselho de Administração, presidente executivo e demais cargos de administração na Galp. O executivo Andy Brown foi escolhido para assumir essas posições a partir de 19 de fevereiro, mas sua nomeação precisa passar pelo aval dos conselheiros.

— Brown atua há 35 anos no mercado de energia, com passagem em várias funções de gestão na Royal Dutch Shell, onde foi diretor de Internacional Upstream (2012) e diretor de Upstream (2016). Em 2019, foi vice-presidente na SBM, depois consultor sênior na McKinsey, na JMJ e na ZeroAvia, uma start-up de hidrogênio e células de combustível para aviação, informou a Galp. epbr

Eólica. A AES Brasil assinou nessa terça (12/1) um memorando de entendimento com a Ferbasa, produtora de ferro-ligas, para fornecer 80 megawatts médios pelo prazo de 20 anos, com entrega de energia a partir de 2024. O acordo prevê o desenvolvimento de um parque eólico no complexo Cajuína, no Rio Grande do Norte. A construção deve começar ainda este ano. R7, com Reuters

Demanda por bens industriais cresce. O Indicador Ipea de Consumo Aparente de Bens Industriais, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), registrou alta de 2,3% em novembro de 2020, na comparação com outubro e também com igual mês de 2019. O indicador mede a demanda por bens industriais, definida como a produção industrial interna não exportada (bens nacionais), acrescida das importações.

— No acumulado de 12 meses até novembro, porém, os números continuam negativos. Enquanto o Indicador Ipea recuou 6,9%, a produção industrial registrou queda de 5,2%, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Maior inflação desde 2016. Pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCAfechou 2020 em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, de 4%. É a maior inflação anual desde 2016, quando o índice ficou em 6,29%. G1

Lava Jato A Polícia Federal apreendeu, nessa terça (12/1), obras de arte, carros de luxo e um helicóptero ao cumprir mandados de busca e apreensão pela 79ª fase da Operação Lava Jato, que investiga pagamentos de propina na Transpetro e operações de lavagem de dinheiro.

— Foram expedidos pela 13ª Vara Federal, de Curitiba (PR), três mandados no Rio de Janeiro, dois em Brasília, dois em São Luís (MA), dois em São Paulo e um em Angra dos Reis (RJ). Os mandados foram cumpridos nos endereços de Márcio Lobão e Edison Lobão Filho, filhos do ex-ministro de Minas e Energia Edison Lobão, que não foi alvo da operação dessa terça.

— As ordens judiciais visavam apreender mais de 100 obras de arte dos investigados. Em São Luís, foram apreendidos carros de luxo e um helicóptero.

— Os crimes investigados aconteceram entre 2008 e 2014, segundo a PF, com pagamento de R$ 12 milhões em propinas. As investigações apontam que a propina era paga em espécie, e a lavagem do dinheiro acontecia por meio da compra de obras de arte e imóveis. G1
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 13/01/2021

EMISSÕES DA GERAÇÃO DE ENERGIA VÃO RETOMAR NÍVEIS PRÉ-CRISE EM 2021, ALERTA IEA
Publicado em 01/13/2021 as 09:55 PM

Para Fatih Birol, diretor-geral da agência, atual momento da política global propício a mudanças graças ao "significativo novo alinhamento político sobre o clima".
Por Guilherme Serodio - 13 de janeiro de 2021 - Em Clima, Petróleo e gás, Transição energética

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou que as emissões de carbono vinculadas à geração de energia devem voltar, ainda em 2021, aos níveis anteriores à crise global gerada pela pandemia da covid-19, gerando nova pressão sobre governos e formuladores de política energética por medidas eficazes no combate ao aquecimento global.

A IEA afirma que 2020 marcou um grande choque para os mercados de energia no mundo, derrubando a demanda global em cerca de 5%, uma queda sete vezes mais forte do que a verificada após a crise financeira global de 2008 e 2009.

Com a queda na demanda por energia, as emissões globais recuaram cerca de 7%, atingindo números equivalentes aos registrados 10 anos atrás.

Mas a IEA já alertava que a recuperação seria veloz tanto na produção de energia quando na emissão de gases poluentes, na medida em que a economia mundial superasse o abalo causado pela pandemia.

Agora, segundo Birol, as perspectivas para 2021 confirmam o alerta.

“Os primeiros dados e os projetos que estão sendo colocados em prática confirmam que as emissões globais em 2021 devem se recuperar”, disse o diretor da agência em transmissão nesta segunda (11).

“Eu acredito que isso deveria estar no centro das preocupações dos formuladores de políticas energéticas neste ano: como podemos evitar uma forte recuperação das emissões”, afirmou Birol.

Propostas para a descarbonização até 2050

A redução de emissões é central na formulação de projetos da agência. A IEA planeja divulgar nos próximos meses um estudo sugerindo os caminhos para garantir a descarbonização do setor de energia até 2050, algo que a agência vê como o futuro do mercado de energia.

A necessidade de maior engajamento de  governos e formuladores de política energética é vista como essencial pela IEA para frear o aumento de emissões. Mas para Birol, o momento atual é propício a mudanças graças ao que classificou como “um significativo novo alinhamento político sobre o clima”.

A fala foi uma referência aos compromissos firmados por grandes economias como União Europeia, China e Japão para atingir emissões de carbono líquidas zero (net-zero target, no termo em inglês) até meados do século.

Mas também pode ser lida como uma mensagem de boas-vindas ao futuro presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que tomará posse no próximo dia 20.

Desde a eleição de Biden em novembro passado, Birol afirma que a esperada guinada nas prioridades do governo dos EUA pode acelerar a transição global para energia limpa.

Na época ele se disse ansioso para apoiar o presidente eleito a atingir novas metas de energia e clima na maior economia do mundo.

Para Birol, o atual momento da política global sobre questões climáticas “abre um novo mundo de possibilidades para todos nós”.

Mercado de óleo viveu “seu ano mais selvagem”

O diretor da IEA lembrou que o mercado de óleo e gás viu em 2020 seu ano “mais selvagem” na história moderna, com uma queda na demanda de 25% em abril passado e a inédita marca de preços negativos para a venda de barris no mercado.

A recuperação do setor já é perceptível em países como a China, onde o consumo de óleo e gás hoje é superior ao registrado um ano atrás.

Uma queda também grave foi registrada no setor de carvão, onde a demanda recuou 5%, na maior queda desde a Segunda Guerra Mundial.

A boa notícia, segundo o diretor da agência, é que a as energias renováveis superaram mais rapidamente as consequências negativas da pandemia. “As energia renováveis foram a única tecnologia em que verificamos um aumento da demanda no ano passado”, disse Birol.

Juntas, as fontes renováveis devem se tornar a principal fonte de geração elétrica do mundo em 2025, pondo fim à predominância do carvão que perdurou pelas últimas cinco décadas.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 13/01/2021

RIO SANCIONA LEI QUE AUMENTA PENAS ADMINISTRATIVAS CONTRA ROUBO DE COMBUSTÍVEIS
Publicado em 01/13/2021 as 09:55 PM

Congresso debate projeto de Simone Tebet que prevê prisão de até 14 anos por roubo ou furto de combustíveis
Por Guilherme Serodio  - 13 de janeiro de 2021 - Em Combustíveis, Petróleo e gás

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), sancionou nesta quarta (13) a lei 9.183/2021, que permite a aplicação de penalidades administrativas contra quem roubar, furtar ou receptar combustíveis.

A medida via coibir o assalto aos oleodutos no estado.

A nova lei permitirá a aplicação de multas ou interdição de estabelecimentos flagrados como parte da cadeia criminosa de desvio dos produtos, que também poderão ser confiscado. A legislação garante ainda a possibilidade de cancelamento da inscrição no cadastro do ICMS dos estabelecimentos.

Sócios das empresas envolvidas também poderão perder suas prerrogativas por, no mínimo, cinco anos. As multas aplicáveis variam entre R$ 36 mil e R$ 18 milhões.

A proposta de endurecer as punições contra esses crimes foi feita pela deputada Martha Rocha (PDT).

O texto também foi assinado pelos deputados Subtenente Bernardo (PROS), Waldeck Carneiro (PT) e Rosenverg Reis (MDB), além do deputado licenciado Bruno Dauaire (PSC) e do ex-deputado Chicão Bulhões (Novo).

O texto foi aprovado na Alerj em dezembro.

O IBP classificou a sanção da lei como um passo importante no combate a esses crimes, que no estado envolvem organizações criminosas atuantes também no roubo de cargas, adulteração de produtos e sonegação tributária.

Martha Rocha comemorou a aprovação da lei afirmando que as penalidades mais duras vão impactar no combate ao tráfico de drogas.

“Esta modalidade criminosa se transformou em nova fonte de recursos para os traficantes do Rio de Janeiro, que os investem na aquisição de novos armamentos e munições”. O roubo de combustíveis também é praticado por milícias.

Câmara debate proposta de Simone Tebet

O aumento de penalidades também é debatido na Câmara dos Deputados, onde tramita o PL 8455/2017. O texto, que tipifica os crimes de roubou ou furto e de receptação de combustível, foi proposto no Senado por Simone Tebet (MDB/MS), atual candidata à presidência da Casa.

Em 2017, Tebet comemorou a aprovação da matéria no Senado e afirmou que o crime já era considerado o quarto mais rentável no mundo. “Fala-se hoje em mais de US$ 11 bilhões que esse tipo de crime consegue lucrar. Está atrás apenas do tráfico de drogas, do tráfico de pessoas e da falsificação”, disse.

A versão aprovada no Senado previa pena de prisão para envolvidos nos crimes por até doze anos. Já na Câmara,  o PL recebeu um substitutivo da relatora na CCJ, Caroline de Toni (PSL), aumentando a pena de prisão para até 14 anos.

Na Câmara também tramita o PL 5138/2019, proposto por Christino Áureo (PP/RJ). O texto tipifica o roubo de petróleo, gás natural ou derivados como crime contra a ordem econômica. Segundo o deputado, em dois anos até 2019, os registros desse tipo de crime haviam disparado 262,5%.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 13/01/2021

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE CORTA EM UM TERÇO A ÁREA DE PROGRAMA PARA PRESERVAÇÃO FLORESTAL
Publicado em 01/13/2021 as 09:55 PM

Por Guilherme Serodio - 13 de janeiro de 2021 - Em Clima, Meio ambiente

RIO – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgou nesta quarta (13) o Plano Operativo para Controle do Desmatamento Ilegal e Recuperação da Vegetação Nativa, que vai vigorar até 2023. O documento define as metas do Floresta+ para o período, com o objetivo de contratar a preservação e recuperação de 250 mil hectares.

A extensão prevista agora representa pouco mais de 64% da área inicialmente proposta pelo MMA como meta a ser atingida pelo Floresta+ nos próximos três anos.

Em agosto do ano passado, o MMA enviou ao Ministério da Economia um documento sugerindo que Floresta+ fosse adotado em substituição ao objetivo de reduzir em 90% o desmatamento e incêndios ilegais em todo o país, conforme previsto no plano plurianual do governo federal.

A proposta do Meio Ambiente previa que o Floresta+ garantiria a preservação de 390 mil hectares de floresta nativa no bioma Amazônia por meio da modalidade Floresta+ Amazônia, uma das previstas no programa.

Na época, a Secretaria de Planejamento do Ministério da Economia redigiu uma nota técnica criticando a proposta. A sugestão não foi considerada adequada aos objetivos do plano plurianual por prever a proteção de menos de 1% dos 5,5 milhões de quilômetros quadrados de cobertura florestal amazônica.

De acordo com os técnicos do Ministério da Economia, a meta sugerida para o projeto piloto não enfrentava o problema da elevação do desmatamento no país “com a abrangência e grau de efetividade necessários”.

Plano de operação até 2023
No documento publicado (.pdf) nesta quarta (12), o MMA reduziu a área a ser contemplada pelo Floresta+ para 250 mil hectares e dividiu essa extensão para ser contemplada em três modalidades.

O piloto Floresta+ Amazônia prevê pagamentos para as atividades de conservação da vegetação nativa em imóveis rurais e vai envolver 150 mil hectares até 2023.

Já o Floresta+ Amazônia Legal, com pagamentos para as atividades de recuperação da vegetação em imóveis rurais, vai abarcar outros 50 mil hectares no período.

Por último, a modalidade Floresta+ Recuperação vai promover pagamentos por serviços ambientais visando recuperar 50 mil hectares.

O programa Floresta+ foi lançado no ano passado pelo ministro Ricardo Salles como uma tentativa de viabilizar negócios baseados nos pagamentos por serviços ambientais, os PSA.

Dentre as propostas abarcadas pelo projeto estavam o pagamento de serviços para a preservação e para a recomposição de áreas de cobertura vegetal.

O programa previa também a criação de um mercado privado e voluntário de créditos de carbono no Brasil, o Floresta+ Carbono. A proposta foi criticada por ambientalistas por não prever metas objetivas e não definir claramente qual seria o papel do governo brasileiro na regulação desse mercado.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 13/01/2021

NEW FORTRESS ENERGY ACERTA COMPRA DE ATIVOS DA GOLAR POWER NO BRASIL EM OPERAÇÃO DE US$ 5 BI
Publicado em 01/13/2021 as 09:55 PM

Por Gustavo Gaudarde - 13 de janeiro de 2021 - Em Mercado de gás

A New Fortress Energy (NFE), com sede em Nova York, fechou acordos para comprar a Hygo Energy (Golar Power), joint venture 50-50 entre a Golar LNG e a Stonepeak Infrastructure Partners, em uma operação de US$ 5 bilhões, que inclui a compra da Golar Partners.

A NFE vai assumir o controle do principal player do mercado brasileiro para infraestrutura e comercialização de gás natural liquefeito (GNL), em projetos integrados com geração de energia (gas-to-power).

A Golar Power, com foco no Brasil, e a Golar Partners operam e detêm unidades flutuantes de regaseificação (FSRUs) e navios para transporte internacional de GNL.

Junto com a compra da Golar Power, foram anunciados acordos com a BR Distribuidora e a aquisição do projeto para o terminal de GNL do Porto de Suape, em Pernambuco.

Fechando os negócios, a NEF desembarcará no Brasil com quatro terminal de GNL, dois no Nordeste, um no Norte e um no Sul do país; e 4,1 GW de potência termoelétrica em usinas a gás.

Dando sequência à estratégia da Golar Power, a intenção é atuar também na comercialização de GNL. No anúncio da compra, a NEF cita a possibilidade de suprir toda a região Nordeste.

A Golar Power possui acordo com a BR Distribuidora para formar uma distribuidora de GNL.

Por meio de projetos pequena escala, a Golar vinha estudando formas para desenvolver o mercado de gás em regiões não atendidas pela rede de gasodutos de transporte, além da conexão dos seus terminais, como é o caso de Sergipe.

A estratégia envolve estudos para criação de corredores de abastecimento de GNL para caminhões, cabotagem para desembarcar o gás em portos sem terminais de GNL ou gasodutos, caso de Itaqui no Maranhão, e biogás.

A Golar Power abriu recentemente uma chamada pública para aquisição de biometano, produzido a partir do biogás que pode substituir o gás natural, tem aplicações industriais e até como combustível automotivo.

Recentemente, a Golar Power tentou arrendar o terminal de GNL da Petrobras na Bahia, mas a concorrência foi cancelada e será reiniciada.

São todos projetos em desenvolvimento.

O único ativo em operação da Golar Power, por enquanto, é a usina térmica da Celse, integrada com o terminal do Porto de Sergipe.

A Golar Partner, por sua vez, opera um FSRU para a Petrobras.

“A adição deste grande portfólio de ativos aprimora nossa abordagem totalmente integrada. Estamos animados para que eles se tornem parte da NFE. Este é um grande passo em direção a nossa meta de terminar este ano com entre 15 e 20 terminais que disponibilizem energia mais limpa e acessível aos mercados em crescimento ao redor do mundo”, afirma Wes Edens, presidente e CEO da New Fortress Energy.

O que a New Fortress Energy está comprando no Brasil

As operações da Golar Power/Hygo Energy, que são os terminais de GNL integrados com usinas termoelétricas, incluindo o do Porto de Sergipe (Celse), já em operação, e Barcarena, no Pará (Celba); além do Terminal Gás Sul, na Baía de Babitonga, em Santa Catarina.
Acordo para compra de 100% da Pecém Energia S.A. e Energética Camaçari Muricy II S.A, assinados com BR Distribuidora e CCETC Brasil Holding. Com isso, leva contratos de compra e venda de energia (PPA) de 288 MW, com prazo de 15 anos;
O projeto de GNL de Suape, em Pernambuco, da CH4 Energia, que está em fase de licenciamento. Com operação prevista para final de 2022, também será um terminal de GNL integrado com uma UTE de 1,4 GW, que atenderá ao PPA de 288 MW.

Com a compra da Golar Partners, a NEF leva seis FSRUs, quatro transportadores de GNL e uma participação de 50% nos trens 1 e 2 do Hilli, uma FLNG, plataforma flutuante de liquefação de gás natural.

Condições para o fechamento dos negócios
A NEF pretender fechar as operações até o primeiro semestre de 2021, mas as operações ainda dependem de aprovação dos acionistas detentores de ações em circulação.

No acordo com a Hygo, a NFE pretende adquirir todas as ações em circulação 31,4 milhões de ações ordinárias Classe A próprias e mais da NFE e US$ 580 milhões em dinheiro.

A transação avalia a empresa em US$ 3,1 bilhões e um valor patrimonial de US$ 2,18 bilhões de dólares.

O Conselho de Administração da Hygo, junto com a GLNG e a Stonepeak, acionistas da Hygo, aprovaram por unanimidade a transação proposta com a NFE. O fechamento da transação está sujeito às aprovações regulatórias.

Para a compra da Golar Partners, a NFE concordou em adquirir todas as common units em circulação da por US$ 3,55. A transação está avaliada em um valor empresarial de US$ 1,9 bilhão e US$ 251 milhões em valor patrimonial comum.

O Conselho de Administração da Golar Partners aprovou por unanimidade a transação proposta com a NFE.

A Golar LNG celebrou um acordo de suporte com a NFE, comprometendo-se a votar com sua participação de aproximadamente 31% nas common units da Golar Partners, em favor da transação.

O fechamento da transação está sujeito à aprovação pelos detentores da maioria das common units em circulação e aprovações regulatórias.

Sobre a New Fortress Energy
A NEF se descreve como uma empresa “de infraestrutura de energia fundada para ajudar a acelerar a transição global para a energia limpa”.

Diz que o objetivo é migrar das operações de “baixo carbono”, com gás natural, para “nenhum carbono”, a partir de hidrogênio verde, gerado a partir de fontes renováveis de energia, como eólica e solar.

Hoje, a operação é baseada em terminais de liquefação (exportação), regaseificação (importação) e geração de energia.

Sem considerar a aquisição dos ativos da Golar, têm seis projetos de GNL ou geração de energia na América Latina e Caribe, dois nos EUA e um na Europa.

Fundada em 2014, abriu capital com um IPO na Nasdaq em 2019.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 13/01/2021

BANCADA RURALISTA REAGE A MACRON E DIZ QUE NÃO ACEITARÁ ACUSAÇÕES
Publicado em 01/13/2021 as 09:54 PM

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reagiu às declarações do presidente da França, Emmanuel Macron, sobre o desmatamento na Amazônia e a produção de soja no Brasil, principal produto da pauta exportadora do setor. “Não aceitaremos acusações desse tipo”, disse, em nota, o líder da bancada ruralista, deputado Alceu Moreira (MDB-SP). “Alertamos que a política interna da França não pode colocar em xeque outra nação e a legalidade de nossas políticas públicas para a agricultura como um todo.”

Na terça-feira, 12, o presidente francês afirmou que “continuar a depender da soja brasileira seria ser conivente com o desmatamento da Amazônia”. Em vídeo publicado em sua conta oficial do Twitter, Macron fala em “não depender mais” da soja brasileira e produzir o grão na Europa. “Nós somos coerentes com nossas ambições ecológicas, estamos lutando para produzir soja na Europa”, afirmou.

Moreira rebateu as declarações de Macron. “Atualmente, apenas 10% da soja brasileira é produzida no bioma Amazônico, sem contar que toda a produção está dissociada de qualquer processo de desmatamento desde 2008”, disse o deputado.

As exportações brasileiras de soja totalizaram 83,028 milhões de toneladas em 2020, um crescimento de 12,10% ante os 74,063 milhões de toneladas de 2019. Em receita, os embarques ao exterior do País totalizaram US$ 28,59 bilhões, aumento de 9,67% ante o obtido em 2019 (US$ 26,07 bilhões).

“A França, em toda sua história, nunca demonstrou tanto desespero em relação ao desenvolvimento sustentável que o Brasil alcança ano a ano, com novas tecnologias e uma agricultura de precisão que garante duas safras por ano”, disse o líder da bancada ruralista.

Mais cedo, o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que o presidente da França desconhece a produção de oleaginosa brasileira. Presidente do Conselho Nacional da Amazônia, Mourão afirmou que a produção agrícola da região amazônica é “ínfima” e que Macron apenas “externou interesses protecionistas dos agricultores franceses”.

Em francês, Mourão disse que Macron “não estava bem”. “Monsieur Macron? Monsieur Macron ne pas bien. Monsieur Macron desconhece a produção de soja no Brasil. Nossa produção de soja é feita no cerrado ou no Sul do País. A produção agrícola na Amazônia é ínfima”, declarou Mourão a jornalistas, ao chegar à Vice-Presidência.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 13/01/2021

COM RETOMADA DA INDÚSTRIA E VENDAS DE EMBALAGENS, SETOR CRESCE 5,5% EM 2020
Publicado em 01/13/2021 as 09:54 PM

A expedição de caixas, acessórios e chapas de papelão ondulado chegou a 3.815.300 toneladas em 2020, um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior. É o maior nível expedido desde o início da série em 2005 e o maior crescimento anual desde 2010, quando teve alta de quase 10%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 13, pela Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel), antiga ABPO.

Gabriella Michelucci, presidente da Empapel, explica que o setor chegou a crescer 7% no primeiro trimestre, antes da pandemia. A situação mudou no segundo trimestre, que terminou em queda de 3,5%, mas voltou à normalidade depois.

Ela diz que o isolamento social acabou provocando uma corrida na busca por alimentos e produtos de higiene e limpeza, aumentando assim os pedidos de embalagens. “O consumo de bens duráveis caiu, mas os produtos essenciais aumentou bastante. A partir de meados de junho, com a retomada das indústrias, houve explosão de compras de embalagens de papel ondulado”, comenta.

Em dezembro de 2020 foram 319.284 toneladas, alta de 11,2% em relação a dezembro de 2019. Na série iniciada em 2005 está é a primeira vez que o volume expedido é superior a 300 mil toneladas, sendo também o maior volume expedido entre os meses de dezembro. A produção por dia útil cresceu 7%, para 12.280 toneladas, maior expedição diária entre os meses de dezembro.

Na comparação trimestral, os dados apontam alta de 7,7% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. O volume expedido no quarto trimestre chegou a 999.119 toneladas, também o maior desde 2005, ficando atrás apenas do trimestre passado (1.003.354 toneladas), um recuo de 0,4% nos dados ajustados sazonalmente.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 13/01/2021

INTELBRAS PROTOCOLA PEDIDO DE IPO QUE PODE MOVIMENTAR ATÉ R$ 1,871 BI
Publicado em 01/13/2021 as 09:54 PM

A desenvolvedora de tecnologia Intelbras protocolou na terça-feira, 12, na Comissão de Valores Imobiliários (CVM) o prospecto preliminar e o aviso ao mercado de sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A empresa estimou que a faixa indicativa de preço por ação ficará entre R$ 15,25 e R$ 19,25, e se forem vendidos todas as ações da oferta base, mais os lotes adicional e suplementar, a operação pode movimentar até R$ 1,871 bilhão, caso a ação saia no teto da faixa indicativa.

A oferta consistirá na distribuição pública, inicialmente, 46 milhões de ações de oferta primária e 26 milhões de ações de oferta secundária.

Caso haja demanda, os acionistas responsáveis pela oferta secundária, em que os recursos ficam com os vendedores, e não com a empresa, poderão lançar mais 25,2 milhões de ações. Assim, a companhia pode captar até R$ 885,5 milhões com a emissão primária, e os vendedores podem ficar com até R$ 985,6 milhões.

Segundo a companhia, os recursos captados da oferta primária serão utilizados para acelerar seu crescimento por meio de aquisições, expansão da capacidade industrial e automação de processos produtivos, ampliação de soluções de software as a service e hardware as a service, além da expansão de canais internos verticais e de varejo.

A oferta de ações está sendo coordenada pelos bancos BTG Pactual (coordenador líder), Citi, Itaú BBA e Santander Brasil.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 13/01/2021

BIOCOMBUSTÍVEL DE BAGAÇO DE CANA É EXPORTADO PELO PORTO DE PARANAGUÁ
Publicado em 01/13/2021 as 09:54 PM

Fonte: Noticias Agricolas (13 de janeiro de 2021 )
    


Foto: Claudio Neves

No berço 204, a oeste do cais do Porto de Paranaguá, o embarque de um novo produto chamou a atenção nesse início de semana. A granel, pellets de bagaço de cana-de-açúcar encheram os porões do navio Marina Prince. A biomassa é produto de exportação que vai atender o mercado do Reino Unido na geração de energia sustentável. A operação está sendo concluída nesta terça-feira (12).

“Ficamos muito satisfeitos quando novos produtos chegam e saem pelos portos do Paraná. Nesse caso, é ainda mais compensador o fato de se tratar de um biocombustível que será utilizado em substituição ao carvão na geração de energia termoelétrica”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

O produto embarcado pelo Estado, de origem paulista, é o bagaço da cana (que sobra das usinas de produção de açúcar e etanol) transformado em pellets, que nada mais é do que a matéria orgânica (biomassa) comprimida para se tornar biocombustível.

O procedimento de embarque é o mesmo dos demais graneis sólidos exportados no porto paranaense. Ou seja, o produto sai do terminal e, em esteiras transportadoras, chega até o shiploader (equipamento carregador de navios) que despeja o produto enchendo os porões da embarcação. A operação é da Pasa, em parceria com a Céu Azul.

Segundo o gerente de operações da Pasa, Eric Ferreira de Souza, esta é a primeira vez que o produto é embarcado pela empresa. “A movimentação de pellets de biomassa de cana de açúcar possibilita a abertura de novos mercados e negócios futuros. Mostra, também, o pioneirismo e o potencial do nosso terminal frente aos diversos produtos operados em Paranaguá”, afirma o gerente.

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cana-de-açúcar é considerada uma das grandes alternativas para o setor de biocombustíveis devido ao grande potencial na produção de etanol e seus respectivos subprodutos.

NO PARANÁ – No Estado, a produção de energia renovável também é estimulada. No último mês de dezembro, através da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-PR), o Governo do Paraná instituiu o programa Paraná Energia Rural Renovável.

O programa, que está em fase de estruturação, dará apoio à geração distribuída de energia elétrica a partir de fontes renováveis em unidades produtivas rurais. A ideia é criar subsídios como linhas de crédito e incentivos tributários para que os produtores rurais e as agroindústrias paranaenses invistam nessa produção.

Segundo o coordenador do programa, Herlon Goelzer de Almeida, o principal objetivo é aproveitar essa matéria prima – tanto os dejetos animais quanto os resíduos vegetais das agroindústrias (principalmente do setor sucroalcooleiro) – para geração de energia dentro do próprio Estado.

“Esses subprodutos podem ser utilizados em biodigestão para gerar energia. O setor sucroalcooleiro é o que mais tem possibilidade e capacidade de produção de energia renovável. Estamos finalizando a estruturação do programa. Acredito que nos próximos anos teremos uma forte adesão do setor que pode inclusive gerar energia própria, a partir dessa biomassa, reduzindo seus custos e tornando a produção mais sustentável”, completa Herlon.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

EXPEDIDORES E DESPACHANTES NA EUROPA EXIGEM MAIOR ESCRUTÍNIO DAS PRÁTICAS DAS COMPANHIAS MARÍTIMAS
Publicado em 01/13/2021 as 09:53 PM

Fonte: Mundo Marítimo (13 de janeiro de 2021 )
    
Em meio a taxas recordes e contínuas interrupções nas cadeias de abastecimento do transporte marítimo, as associações que representam os transportadores e transitários europeus pediram às autoridades de concorrência da União Europeia que examinassem as práticas atuais das companhias marítimas, em particular as referentes à fixação de preços e reservas que, em sua opinião, foram distorcidas pela falta de fiscalização, de acordo com a Lloyd’s List .

Numa carta conjunta à Direção da Concorrência da Comissão Europeia, o Conselho de Transitários Europeus (ESC) e a Associação Europeia de Transitários (CLECAT) disseram ter “mais uma vez alertado a Comissão Europeia para as práticas actuais de companhias marítimas, visto que as cadeias de abastecimento europeias estão cada vez mais distorcidas.” As associações anunciaram que se reunirão com a Comissão para demonstrar os danos que o comportamento das companhias marítimas está causando ao crescimento do comércio em um momento de recessão econômica.

As associações acrescentam que, na sua carta, “informaram a Comissão sobre questões decorrentes das práticas atuais das companhias marítimas. Estas dizem respeito à violação dos contratos existentes, ao estabelecimento de condições não razoáveis ??em relação à aceitação de reservas e a fixação unilateral de taxas muito superiores às pactuadas nos contratos. “

Eles disseram que a situação atual “afeta particularmente as pequenas empresas europeias com reservas financeiras limitadas.” No entanto, eles acrescentaram que “as consequências adversas das práticas das companhias marítimas são sentidas igualmente em muitas empresas maiores, como varejo, moda, automotivo, cosméticos e tecnologia da informação.”

Acrescentaram: “As companhias marítimas reservaram-se a possibilidade de alterar as taxas quando o considerem adequado, apesar das taxas e encargos específicos acordados”. Além disso, eles indicaram que os transportadores e despachantes de carga estão enfrentando reservas rejeitadas e rolagem de carga se as companhias marítimas considerarem mais lucrativo aceitá-las com taxas mais altas para um determinado itinerário. As práticas inaceitáveis ??também incluem a recusa em aceitar reservas de clientes, forçando-os a alterar as taxas contratadas para taxas spot a um preço muito mais alto.

Para ilustrar seus pontos, as associações observaram que o Índice de Embarque Contêiner de Xangai atingiu um recorde de mais de US $ 2.640 / TEU no último Natal.

“A interrupção da cadeia de abastecimento devido ao número sem precedentes de viagens em branco – até 30% em algumas rotas – combinada com a falta de confiabilidade, com apenas 50% dos navios no prazo no ano passado, levou a à atual falta de vasilhames “, acrescentam as associações.

Efeito dominó

“As companhias marítimas estão tentando devolver os contêineres à China o mais rápido possível, simplesmente porque há uma necessidade e os benefícios são muito atrativos. Enquanto isso, isso causou um efeito cascata, pois há uma escassez geral de equipamentos. para as exportações europeias ”, apontaram.

“Como consequência, os despachantes e despachantes agora também enfrentam todos os tipos de novas sobretaxas, como as ‘sobretaxas de desequilíbrio de equipamento’ que as companhias marítimas estão impondo. Se decidirem enviar contêineres vazios de volta para a China por razões comerciais, eles não  duvidam que uma ‘sobretaxa de desequilíbrio da equipe’ seja justificável? “

As associações destacaram que carregadores, despachantes, operadores de terminais e outros membros da cadeia de abastecimento marítimo expressaram no ano passado insatisfação com a decisão da Comissão Europeia de prorrogar mais uma vez o regulamento de isenção por categoria para o transporte marítimo. linha. As associações acrescentaram: “Os acordos de consórcio autorizam as companhias marítimas a concordar coletivamente com viagens em branco . A atual escassez de capacidade permitiu às companhias marítimas aumentar significativamente as taxas spot e as taxas de contrato.

De acordo com as associações, as práticas não razoáveis ??das companhias marítimas em relação a contentores, taxas e taxas de detenção e sobreestadia representam um sério risco para a resiliência económica da Europa. O ESC e a CLECAT, cujos membros foram particularmente afetados por mudanças unilaterais nas taxas e serviços, “encorajam a Comissão Europeia a adotar medidas semelhantes às das autoridades competentes em outras partes do mundo”, afirmaram.

A carta das associações responde às preocupações levantadas pelas respectivas autoridades de concorrência dos Estados Unidos e da China no final do ano passado.

Escrutínio dos Estados Unidos

Em setembro, a Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos (FMC) alertou que agiria contra qualquer violação das regras de concorrência e “intensificou seu escrutínio dos mercados, das companhias marítimas individuais e das três alianças globais em resposta. às circunstâncias e desafios incomuns criados pela pandemia COVID-19. “

A FMC alegou estar “monitorando ativamente qualquer efeito potencial nas taxas de frete e níveis de serviço de transporte, usando várias fontes e marcadores, incluindo informações abrangentes que as partes de um contrato de transporte devem apresentar à agência”, e enfatizou que “se houver qualquer indicação de comportamento das companhias marítimas que possam violar as regras de concorrência do artigo 6 g) da Lei do Transporte Marítimo, a Comissão tentará imediatamente abordar essas preocupações com eles. Se necessário, o FMC irá para um tribunal federal para solicitar uma liminar proibindo a continuação do acordo de aliança não-conforme. “

Escrutínio na China

Os comentários do FMC vieram por trás da preocupação da China com o aumento das taxas de frete e problemas de capacidade na rota Transpacífico. O Ministério dos Transportes chinês também convidou os chefes de 14 companhias marítimas envolvidas nesse mercado – incluindo os membros das três principais alianças marítimas – para uma “consulta” realizada na Bolsa de Transporte Marítimo de Xangai em setembro passado. Com o objetivo de “estabilizar os mercados internacionais de transporte de contêineres”, o Ministério dos Transportes da época perguntou especificamente que medidas as companhias marítimas haviam tomado para “conter sobretaxas excessivamente rápidas nas rotas entre a China e os Estados Unidos”.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

SCPAR PORTO DE IMBITUBA REPASSA R$ 2 MILHÕES PARA O HOSPITAL SÃO CAMILO
Publicado em 01/13/2021 as 09:53 PM

Fonte: SCPar - Porto de Imbituba (13 de janeiro de 2021 )
    
A SCPAR Porto de Imbituba, no Sul do Estado, firmou nesta terça-feira, 12, o Termo de Colaboração com o repasse financeiro de R$ 2 milhões para o Hospital São Camilo. Os recursos serão destinados ao combate à Covid-19, para a aquisição de equipamentos hospitalares e insumos. A transferência foi autorizada pela Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA).

“Estamos extremamente gratos em poder iniciar 2021 formalizando essa colaboração com o hospital. A pandemia é uma batalha que ainda precisa de atenção e cuidado e o porto, como parceiro da cidade, quer ajudar a superar o atual contexto de crise sanitária”, pontuou o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Luís Antonio Braga Martins, informando que os recursos serão repassados em três etapas.

Presente no ato, em Imbituba, a primeira-dama Késia Martins da Silva, lembrou que tanto o Porto quanto o Hospital São Camilo fazem parte da sua história de vida. O pai trabalhou no Porto e o irmão e ela nasceram neste hospital. “Tenho uma grande gratidão por essa cidade. Acompanhar este repasse é um momento muito significativo e de alegria, vai garantir um atendimento de ainda mais qualidade e excelência à população. Desde quando o Moisés assumiu o Governo, me propus a ver o que poderia ser feito pelos hospitais, pelas unidades de saúde. Tenho a certeza que todos estamos sensíveis às necessidades dos catarinenses”, relatou.

O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, destacou que há 10 meses o estado está no enfrentamento da pandemia e o Governo e a secretaria da Saúde trouxeram várias necessidades de organização de serviços, dentre eles, Unidades de Terapia Intensiva (UTI). “Conseguimos trazer para o estado mais 790 leitos de UTI Covid Adultos SUS novos, destes 10 foram ativados no Hospital São Camilo. O recurso que hoje é aportado, é fundamental para que consigamos aumentar ainda mais os serviços para o tratamento de UTI de Covid e outros para a cidade e região”, destaca.

O diretor-presidente da SCPAR Participações e Parcerias (holding), Enio Parmeggiani, disse que o recurso para o hospital é fruto de uma articulação do Porto de Imbituba com a anuência dos órgãos federais. “É o resultado do trabalho do Porto. Teve toda uma estruturação dos aspectos legais, de normativas e que hoje se consolida. É uma grande conquista para Imbituba e região”.

“Vemos essas atitudes de forma muito positiva e parabenizamos a SCPAR Porto de Imbituba. Outras autoridades portuárias também tiveram essa mesma iniciativa e já foram aplicados, no total, cerca de R$ 30 milhões advindos de receitas portuárias para o enfrentamento da pandemia. São recursos que ajudam a salvar vidas”, observou Alessandro Marques, coordenador-geral de Descentralização e Delegações da Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários (SNPTA), que participou por videoconferência, representando o Ministério da Infraestrutura.

Hospital São Camilo

Durante o ano de 2020, devido à pandemia do coronavírus, o Hospital São Camilo passou a ofertar para a Secretaria de Estado da Saúde 26 leitos clínicos para internações hospitalares de isolamento e 10 leitos de UTI Adulto Covid-19. A unidade filantrópica é administrada pela Sociedade Beneficente São Camilo.

“Somos gratos pela iniciativa que vai beneficiar a população. Sem as tantas ajudas e parcerias não teríamos condições financeiras, nem estruturais para enfrentar esta pandemia”, contou a procuradora da Sociedade Beneficente São Camilo, Luciene Basso Meurer.

Participaram do ato, o diretor de Infraestrutura e Logística da SCPAR Porto de Imbituba, Fábio Riera, prefeito do município, Rosenvaldo da Silva Júnior, vice-prefeito, Antônio Clesio Costa, procuradora da Sociedade Beneficente São Camilo, Talita Coutinho Elbert, e outras autoridades.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

POSTO DA ANVISA NO PORTO DE SÃO SEBASTIÃO É DESATIVADO
Publicado em 01/13/2021 as 09:53 PM

Fonte: Jornal Portuário (13 de janeiro de 2021 )


Entre as mudanças, está a transformação de alguns postos em pontos de atuação

Uma resolução da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no dia 11 de dezembro de 2020 alterou a estrutura organizacional da instituição. Entre as mudanças, está a transformação de alguns postos em pontos de atuação, como em São Sebastião. Segundo a Anvisa, independente da presença da agência em posto estruturado, o local, ativo ou atividade desenvolvida, permanecem sujeitos à inspeção e fiscalização sanitária.

De acordo com a agência, a adequação da estrutura organizacional das unidades de Portos, Aeroportos e Fronteiras (PAFs), publicada no dia 11, utiliza parâmetros de análise como concentração da demanda em estados, municípios e pontos de entrada, revisão de processos de trabalho, distribuição e dimensionamento da força de trabalho necessária à atuação eficiente, projeção de aposentadorias, análise de risco sanitário, impacto regulatório e construção de cenários de atuação, diante da redução de efetivo de pessoal ao longo dos anos e da modernização da atividade de Vigilância Sanitária.

Assim sendo, a Anvisa garante que terá atuação in loco estratégica, focada na periodicidade de inspeção respaldada no gerenciamento de risco, além da fiscalização e inspeção de produtos, complementando, quando necessário, as ações de licença de importação.

Segundo a Anvisa, este trabalho será desenvolvido por equipes multidisciplinares e volantes, que podem atuar nas diversas frentes de PAFs, agrupadas para melhor aproveitamento da força de trabalho e redução de custos.

A agência justifica que a reformulação também leva em conta as tecnologias e ferramentas disponíveis, as quais permitem o registro e disponibilização de informações em tempo real, reduzindo a necessidade de gastos com infraestrutura física, e permitindo a mobilidade das equipes e servidores. “Além da adoção de métodos e ferramentas de inteligência analítica que permitem a mensuração dos riscos sanitários e o seu monitoramento, com base para tomada de decisão e planejamento de atividades”, afirma a Anvisa.

Discussão antiga

Pelo menos desde 2014 há rumores de que o posto da Anvisa no Porto de são Sebastião seria desativado. Há 6 anos, o Ministério Público Federal em Caraguatatuba (MPF/SP) instaurou um procedimento preparatório de inquérito para averiguar o possível fechamento desse posto. Na época, segundo representação do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Públicos em Saúde, Previdência e Assistência Social do Estado de São Paulo (Sinsprev/SP), a coordenadoria da Anvisa estava desativando o posto gradualmente, com transferência de servidores e interrupção dos serviços.

Na ocasião, os sindicalistas defendiam que era extremamente importante que o posto da Anvisa continuasse em funcionamento, pois cabe à agência a fiscalização sanitária de todo o parque portuário. O Sinsprev/SP ressaltava também que o órgão é responsável pela emissão de certificados internacionais de controle sanitário e de vacinação contra a febre amarela.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

ABTP SUGERE APROVAÇÃO RETROATIVA DO REPORTO NO SENADO FEDERAL
Publicado em 01/13/2021 as 09:53 PM

Fonte: ABTP (13 de janeiro de 2021 )



Prorrogação do regime depende da aprovação do projeto BR do Mar no Senado Federal.

Um dos pontos aprovados juntos com o Projeto de Lei (PL 4199/2020), o BR do Mar pela Câmara dos Deputados no último mês de novembro, foi a prorrogação do Reporto por mais um ano. O projeto já chegou ao Senado Federal, mas, devido ao recesso parlamentar ainda não foi apreciado. No entanto, o regime já perdeu vigência no último dia 31 de dezembro de 2020.

Diante deste cenário, o diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, afirmou que se reuniu com o secretário nacional de portos, Diogo Piloni, na última semana de dezembro para conversar sobre a possibilidade de uma aprovação retroativa do Reporto no senado. Segundo ele, isso permitiria às empresas que assinaram contrato neste tempo em que o benefício ficou sem vigência, o direito de conseguir crédito para aqueles contratos.

Além disso, Silva informou que a ABTP vem procurando advogados para saber se a aprovação do Reporto na Câmara dos Deputados já oferece segurança jurídica para alguns contratos assinados neste período de suspensão do regime. Ele lembrou que muitas empresas só estão aguardando definição sobre este aspecto para planejar os investimentos necessários.

Entretanto, os muitos investimentos já estão atrasados em função da não renovação do Reporto. “Isso já está atrasando, pois contratos que deveriam ter sido assinados em outubro e novembro ainda não foram em razão dessas incertezas”, pontuou Silva. Ele espera que logo após o retorno do recesso o PL seja inserido na pauta de votação, pois ainda está sob o status de urgência. O senado deve apreciar a matéria no próximo mês.

O Reporto é um regime tributário especial desonera a importação de máquinas e equipamentos para os setores portuário e ferroviário, e já existe há 16 anos no país. A isenção não acontece apenas para equipamentos importados, mas também para aqueles produzidos pela indústria nacional.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

PISTA SUL DA ANCHIETA ESTÁ BLOQUEADA NO TRECHO DE SERRA PARA RETIRADA DE CARRETA
Publicado em 01/13/2021 as 09:52 PM

Fonte: Santaportal (13 de janeiro de 2021 )
    
TRÁFEGO – A pista sul da via Anchieta está bloqueada na manhã desta quarta-feira (13), no trecho de serra, para retirada de uma carreta, com risco de tombamento. Por isso, a pista norte da rodovia está com a mão invertida para a descida, e a subida da serra ocorre apenas pela pista norte da rodovia dos Imigrantes.

O tráfego flui bem em todas as rodovias e trechos do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI).

A Interligação Planalto está bloqueada no sentido capital, por neblina e visibilidade prejudicada.

O tempo está encoberto, com neblina no topo de serra, onde a visibilidade é parcial.

O SAI está em Operação 5×3 norte operacional. Para a descida, os motoristas utilizam a pista norte operacional da via Anchieta e a pista sul da rodovia dos Imigrantes. Já a subida da serra é realizada apenas pela pista norte da rodovia dos Imigrantes.

Situação da travessia das Balsas Santos/Guarujá

O tempo de espera na travessia das balsas é de 15 minutos tanto ao lado de Santos, quanto ao de Guarujá.

As informações sobre as travessias podem ser acompanhadas pelo site     ; Twitter     ; telefone 0800 7733 711; App Travessias, disponível gratuitamente.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

SPA RECEBE NESTA QUARTA-FEIRA (13), PROPOSTAS FINAIS PARA CONTRATOS TRANSITÓRIOS
Publicado em 01/13/2021 as 09:52 PM

Fonte: Santos Port Authority (13 de janeiro de 2021 )
    
  





Fotos: SPA

A Santos Port Authority (SPA) recebe, nesta quarta-feira (13), das 10h às 16h (por e-mail) as propostas finais para firmar contratos transitórios em áreas com contratos vencidos recentemente – duas na região do Saboó e uma no Paquetá, margem direita do Porto de Santos. Os contratos terão prazo de 180 dias ou até que sejam realizadas as licitações para arrendamento de longo prazo, o que ocorrer primeiro.

Poderão apresentar uma única proposta cada as empresas que já estão participando do processo seletivo simplificado, aberto pela SPA no fim de 2020. São quatro interessadas na área 1, duas na área 2 e cinco na área 3. A lista das ofertas apresentadas foi publicada no site do Porto de Santos nesta segunda-feira (11) em http://www.portodesantos.com.br/informacao/licitacoes-e-contratos/processo-seletivo-simplificado-contratos-de-transicao/.

Conforme o regulamento, será declarado vencedor aquele que fizer oferta com o maior valor resultante da soma dos valores fixos (por metro quadrado) e variáveis (por movimentação). Não há restrição de tipologia de carga a ser movimentada.

Com a celebração de contratos transitórios, a SPA mantém em atividade áreas nobres, dando, assim, uso operacional ao ativo público, o que atende às necessidades de cadeias produtivas, reduz ociosidade global do complexo portuário e traz recursos financeiros que são reinvestidos no Porto, além de promover a geração de empregos e atividade econômica para a região.

Confira as propostas recebidas:

Área 1 - http://www.portodesantos.com.br/wp-content/uploads/LISTA-DE-OFERTAS-RECEBIDAS-No-01.2021-PSS-01.2020-vf.pdf

Área 2 - http://www.portodesantos.com.br/wp-content/uploads/LISTA-DE-OFERTAS-RECEBIDAS-No-01.2021-PSS-02.2020-vf.pdf

Área 3 - http://www.portodesantos.com.br/wp-content/uploads/LISTA-DE-OFERTAS-RECEBIDAS-No-01.2021-PSS-03.2020-VF.pdf
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 13/01/2021

INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS TÊM ATÉ 4 DE FEVEREIRO PARA RESPONDER QUESTIONÁRIO SOBRE O IDA
Publicado em 01/13/2021 as 09:24 PM

A Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ informa que a janela de avaliação do Índice de Desempenho Ambiental da ANTAQ referente ao período avaliativo de 2020 está aberta e, de acordo com a Resolução ANTAQ nº 2.650, de 26 de setembro de 2012, as instalações portuárias devem responder e manter atualizado seu questionário IDA.

A ANTAQ informa, ainda, que o painel dinâmico de resultados das avaliações anteriores encontra-se em manutenção para fins de migração para uma nova plataforma e que os dados de ranking das avaliações de 2019 encontram-se disponibilizados para consulta em formato PDF no portal da ANTAQ.

A Agência lembra que qualquer alteração referente aos dois responsáveis pré-cadastrados (titular e suplente) das instalações para responder o questionário deve ser comunicada para confecção de login de acesso.

No caso de alteração dos responsáveis pelo preenchimento do questionário, deve-se encaminhar um e-mail para marcia.silva@antaq.gov.br e alessandro.ramalho@antaq.gov.br, informando nome completo, CPF, telefone, e-mail e nome da instalação para associação no sistema.

A Agência ressalta que a instalação portuária se compromete com a veracidade das informações prestadas no questionário e que o painel dinâmico de resultados continuará apresentando informações sobre o ranking, análise por atributos, por instalações portuárias, entre outras análises.

O acesso ao questionário estará disponível até 4 de fevereiro no sistema IDA em http://web.antaq.gov.br/IDAV2.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 13/01/2021

PORTOS AGRÍCOLAS DA ARGENTINA OPERAM NORMALMENTE, APESAR DE GREVE DE PRODUTORES
Publicado em 01/13/2021 as 09:24 PM

Os portos agrícolas e unidades de processamento de grãos da Argentina operavam sem maiores dificuldades nesta terça-feira, apesar de uma greve comercial realizada pelos produtores rurais, já que as empresas contam com estoques de grãos, disse a câmara de exportadores e processadores CIARA-CEC.

Três das principais associações rurais da Argentina, grande exportadora global de alimentos, iniciaram na segunda-feira uma greve comercial de 72 horas em protesto contra a suspensão do registro de exportações de milho, anunciada pelo governo argentino no final de dezembro.

Apesar de, na véspera, a Argentina ter modificado a suspensão por um limite diário de 30 mil toneladas no registro de vendas de milho ao exterior, os produtores rurais decidiram seguir com o protesto, dado que pedem que o Estado não intervenha na comercialização do cereal.

“O impacto para a atividade portuária é pouco ou nenhum”, disse à Reuters o porta-voz da CIARA-CEC, Andrés Alcaraz, explicando que os terminais portuários e unidades de processamento possuem reservas suficientes de grãos para seguir operando mesmo com a interrupção da comercialização agrícola.

A CIARA-CEC tem como membros empresas agroexportadoras internacionais, como Cargill, Bunge e Louis Dreyfus.

Embora muitos produtores não realizarão vendas de produtos até quarta-feira, o protesto não inclui a interrupção das entregas de grãos já negociados.

Segundo a empresa de logística local Agroentregas, nesta terça-feira 1.534 caminhões ingressaram com grãos em portos da zona de Rosario e do norte da província de Buenos Aires.

Em mesmo momento do ano passado, o número foi de 4.245 veículos.

A Argentina é a maior exportadora de óleo e farelo de soja do mundo, a terceira maior de milho e importante fornecedora global de trigo.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 13/01/2021

EXPORTAÇÃO DE SOJA DO BRASIL DEVE CAIR 37% EM JANEIRO, DIZ ANEC; VENDA DE MILHO SOBE
Publicado em 01/13/2021 as 09:23 PM

Os embarques de soja do Brasil devem alcançar 1,052 milhão de toneladas em janeiro, queda em torno de 37% ante o mesmo período do ano passado, estimou nesta terça-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) em sua primeira projeção sobre a oleaginosa para o mês.

Em janeiro de 2020, o país comercializou 1,669 milhão de toneladas de soja, segundo dados da associação. O atraso no plantio da safra 2020/21 por falta de chuvas reduziu o volume de grãos disponíveis para embarque neste mês, quando a colheita se inicia.

Até a semana passada, levantamento com base na programação de navios (line-up) da agência marítima Cargonave publicado pela Reuters indicava um recuo ainda mais intenso nas exportações da oleaginosa, de 75%.

Já para o milho, a Anec prevê embarques de 2,121 milhões de toneladas em janeiro, ante 1,174 milhão de toneladas enviadas ao exterior um ano antes.

Na mesma linha, a expectativa da associação é positiva para as vendas externas de farelo de soja, que podem passar de 847,4 mil toneladas em janeiro de 2020 para 1,175 milhão de toneladas neste mês.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 13/01/2021

ENGENHARIA CLAMA: É URGENTE RECUPERAR A INDÚSTRIA NACIONAL
Publicado em 01/13/2021 as 09:23 PM

Editor Portogente

Fechamento de plantas da Ford no Brasil agrava situação do País, afeta diretamente a engenharia e elimina milhares empregos qualificados.

A Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) e seus sindicatos filiados manifestam sua preocupação e perplexidade diante do anúncio da Ford – primeira montadora instalada no Brasil, há 102 anos – de encerramento da produção de veículos no País. O comunicado feito na segunda-feira (11/1) informa o fechamento das fábricas em Camaçari (BA), Taubaté (SP) e Horizonte (CE), onde mantém a marca Troller.


Industria Nacional MaringoniI magem: Maringoni | FNE.

Serão 6 mil empregos diretos eliminados e mais dezenas de milhares na cadeia produtiva, sem contar o impacto em toda a economia e receitas públicas desses locais. A situação exige medidas urgentes para mitigar os efeitos negativos da decisão da empresa que, após um século de ganhos no Brasil, abandona o País em momento de crise econômica severa e emergência sanitária.

Contudo, fator gravíssimo ainda a ser computado entre os prejuízos trazidos pela medida é o maior encolhimento no setor automotivo e na indústria brasileira como um todo, processo que se observa há décadas, mas que teve acelerada piora nos últimos anos. Esse quadro, obviamente, afeta diretamente a engenharia e a tecnologia nacionais e os seus profissionais, cujas oportunidades minguam a olhos vistos.

Superar a crise de proporções gigantescas que atravessamos neste momento exige a recuperação desse segmento estratégico da economia, o que demanda política industrial efetiva e eficaz, para além de subsídios fiscais. É, portanto, fundamental que o Estado cumpra sua função de indutor do desenvolvimento com firmeza e competência. A FNE, com largo acúmulo no debate sobre essa questão por meio do seu projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”, está a postos para contribuir.

Em defesa do emprego e da engenharia nacional!
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 13/01/2021

GIOVANA MACHADO: OS IMPACTOS DO ICMS NO SETOR DO AGRONEGÓCIO
Publicado em 01/13/2021 as 09:23 PM

O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é responsável por enorme parte da arrecadação do sistema tributário
Por Giovana Machado

Apesar de nenhum sistema de impostos ser perfeito, o Brasil possui uma das piores legislações tributárias do mundo. Embora a reforma tributária feita na Constituição de 1988 tenha estabelecido uma descentralização na arrecadação dos impostos e uma autonomia fiscal maior para os estados e municípios, não existiu a preocupação em transferir ou reduzir os gastos da União, agravando o déficit público. Sendo o imposto a principal forma de financiamento estatal, a Carta Magna de 1988 acabou abrindo caminhos para o aumento inconsistente da carga tributária.

O Imposto sobre Importação era a principal fonte de arrecadação do governo na década de 1930, dada a importância do comércio externo desde a era imperial. Por outro lado, o Imposto sobre Importação ficava a cargo da União, e era a principal fonte de receita dos estados, sendo cobrado até mesmo nas operações interestaduais.

A partir da Constituição de 1934, a estrutura tributária foi alterada para priorizar a cobrança do imposto interno sobre os produtos, além da proibição de cobrança de impostos de exportação nas transações interestaduais. O Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é responsável por enorme parte da arrecadação do sistema tributário. O grande problema é que esse tributo é uma competência do Estado, que foi conferida a partir da Constituição de 1988. E esta autonomia de fixar as alíquotas do ICMS, concedida aos estados, acabou dando espaço para brechas para que esse imposto seja instrumento de outras políticas estaduais.

Um dos objetivos da cadeia do agronegócio é atingir, de forma plena, o seu potencial desenvolvimento nacional. O Estado tem a difícil tarefa de avaliar como é possível fomentar o desenvolvimento nacional por meio do incentivo a esse setor, por meio da percepção do potencial do agronegócio, para promover esse objetivo fundamental. No entanto, a tributação é um obstáculo para a expansão do setor.

Em 2013, o Produto Interno Bruto do Brasil alcançou o valor de R$ 5,158 trilhões, com um aumento de 2,7% em relação ao ano anterior. A economia brasileira vivia um bom momento e o setor do agronegócio contribuiu para isso. No ano seguinte, a economia brasileira sofreu uma grande queda no rendimento. O PIB, que vinha apresentando bons níveis de crescimento, mostrou sinais de recessão técnica e viu a economia crescer muito pouco. Na contramão da economia brasileira, o agronegócio seguiu crescendo.

Ao analisar os números expressivos do setor, é possível apurar, junto aos agentes do agronegócio, diversas críticas ao sistema tributário brasileiro. É necessária uma ampla reforma tributária, visando neutralizar todas as distorções que afetam a competitividade do agronegócio brasileiro, sendo imprescindível a simplificação do sistema tributário, até mesmo para maior transparência a respeito das reais normas a serem cumpridas pelos contribuintes.

Por se tratar de um tributo estadual, as alíquotas do ICMS alteram de acordo com o estado de origem e o estado de destino do produto, cooperando para a chamada “guerra fiscal” entre os estados, com efeitos diretos sobre agronegócio. Com a existência de 27 legislações diferentes de ICMS, o setor enfrenta dificuldades e insegurança, afetando todos os setores ligados a ele.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 13/01/2021

S. SEBASTIÃO FIRMA CONTRATO DE GRANÉIS LÍQUIDOS
Publicado em 01/13/2021 as 09:23 PM

Parceria foi firmada entre a Companhia Docas de São Sebastião e o Grupo Olfar


Porto de São Sebastião é administrado pelo Governo do Estado (Porto de São Sebastião/Divulgação)

O Grupo Olfar firmou um contrato com o Porto de São Sebastião (Litoral Norte do Estado), para utilizá-lo em suas operações de granéis líquidos. A parceria foi firmada no mês passado.

O termo foi assinado pelo presidente da Companhia Docas de São Sebastião, Paulo Tsutomu Oda, e José Carlos Weschenfelder, presidente do Grupo Olfar

Com a movimentação de granéis líquidos, a empresa tem foco na prestação de serviços para entrada de produtos em mercados diversos, bem como o abastecimento da sua usina de Biodiesel em Porto Real, no Rio de Janeiro.

Proporcionando exclusividade de tancagens apropriadas para diferentes finalidades, o objetivo é atender a necessidade específica de cada mercado, permitindo um melhor desempenho nas operações portuárias. Tal conectividade é um diferencial competitivo que agregará valor às movimentações.

O projeto contempla uma área de operação de 13.355 metros quadrados, adquirida e permutada com o município de São Sebastião, onde serão construídos 29 tanques, com capacidade total para armazenagem de 33 mil toneladas. O investimento previsto é de R$ 150 milhões.

Além das atividades exclusivas do grupo, o terminal poderá atender às demandas de outros segmentos, permitindo o abastecimento e a movimentação tanto de produtos do território nacional, inclusive cabotagem (transporte marítimo de cargas pela costa); quanto do exterior, contemplando também a exportação de produtos finais.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 13/01/2021

PANDEMIA AFETA SETOR DE CONTÊINERES
Publicado em 01/13/2021 as 09:07 PM

Oferta de contentores está baixa, mas redução não chega a prejudicar clientes, explicam executivos do segmento


O estoque de contêineres continua em baixa no Porto de Santos (Carlos Nogueira/ AT)

O estoque de conteineres continua em baixa no Porto de Santos e uma recuperação deve ocorrer depois de fevereiro, segundo entidades que atuam no setor. Apesar de a situação servir de alerta, a Reportagem apurou que os clientes têm sido atendidos e não há registro de problemas com a falta dos contentores. Apesar de essa baixa não ser apresentada em números, há uma percepção do segmento para essa situação – causada principalmente pela crise gerada com a pandemia, que levou a uma queda da importação, seja pela alta do dólar ou pelo aumento no valor dos fretes. ‘A quantidade (de contêineres) procedentes do exterior ainda é limitada e o estoque é apertado, porem ninguém está deixando de atender os clientes e embarques. O mercado encontra-se em linha com essa situação’, disse José Roque, diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), que acredita em uma recuperação ao final de fevereiro.

De acordo com Wagner Souza, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Terminais Retroportuários e das Transportadoras de Contêineres (ABTTC), ‘esse problema (de falta) de contêineres é mais acentuado nos períodos das safras, onde o fluxo de exportação aumenta significativamente sem um aumento no fluxo de importação’. No final do ano passado, porém, mesmo fora do período de safra (entre fevereiro e maio), a exportação esteve aquecida pelo setor de granéis, o que agravou esse cenário. Roque aponta que grande parte dos contêineres está represada na China e em portos europeus. ‘Há um desbalanceamento entre a movimentação de contêineres de importação e exportação’. A situação apresentada pelo executivo é a seguinte, o Brasil mandou mais contêineres para o exterior do que importou e, portanto, temos menos contentores no País.

PRINCIPAIS BAIXAS
José Roque destaca que os contêineres refrigerados High Cube de 40 pés (12 metros), considerados equipamentos especiais, são os mais afetados. ‘Os armadores estão fazendo um esforço hercúleo para o retorno desses equipamentos vazios, mas a demanda é muito elevada’. Os contentores de carga seca de 20 pés (6 metros), segundo ele, têm sido muito usados para exportar commodities (especialmente vegetais), assim como os de carga seca de 40 pés, para embarques de algodão e madeira no Sul do País. O diretor do Sindamar aponta que os terminais de contêineres vazios têm realizado um trabalho significativo nos reparos e na disponibilidade de contentores, para que a área comercial não seja afetada e os clientes, atendidos.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 13/01/2021

APESAR DE RESULTADOS POSITIVOS, MINFRA DIZ QUE DESESTATIZAÇÃO DA CODEBA VAI TORNAR GESTÃO EFICIENTE
Publicado em 01/12/2021 as 07:01 PM

Por Dérika Virgulino  PORTOS E LOGÍSTICA 12 Janeiro 2021


Arquivo
Nos últimos cinco anos, a Codeba apresentou resultados financeiros positivos.

O Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) aprovou, na 14ª reunião, em dois de dezembro de 2020, a qualificação do projeto de desestatizar a Companhia Docas da Bahia (Codeba). A companhia administra os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus. A previsão é a desestatização ocorra final de 2022. Os estudos de modelagem devem se realizados pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL). Ainda durante a reunião foi decidido que a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) também está qualificada para a desestatização.

De acordo com o Ministério da Infraestrutura, a Codeba alcançou resultados financeiros positivos entre 2015 e 2019, o que, ao contrário de outras companhias também na lista de desestatização, não deve precisar fazer “saneamento” financeiro da administração. Em 2020, do ponto de vista operacional a movimentação de cargas nos três portos da Codeba superou 11 milhões de toneladas, entre granéis sólidos e líquidos, além de carga geral, de projetos, gasosos e contêineres.

Com a desestatização da companhia, o objetivo é modernizar a gestão portuária, atrair mais investimentos e melhorar a operação do setor. O ministério destacou que a iniciativa se alinha com a política setorial e com as diretrizes do governo federal, de buscar por investimentos em infraestrutura, através de parceria com o setor privado.

Portanto, segundo a pasta, o projeto se justifica, pois, as premissas de contratação de serviços e aquisição de produtos, às quais é submetido o setor público, são entraves à gestão eficiente de um ativo portuário. “A agilidade na tomada de decisões é fundamental para que os gestores possam reagir prontamente aos constantes processos de modernização e avanços tecnológicos específicos do setor”, disse o ministério.

Além disso, conforme destacou a pasta, a participação da iniciativa privada nesse processo revela-se como uma alternativa viável para a desoneração do Estado, no que se refere às obrigações financeiras, bem como às questões administrativas.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 12/01/2021

ESTALEIRO OCEANA AGORA É ESTALEIRO BRASIL SUL
Publicado em 01/12/2021 as 07:00 PM

Da Redação  INDÚSTRIA NAVAL 12 Janeiro 2021


Thyssenkrupp Marine Systems rebatiza o estaleiro responsável por construir as fragatas Classe Tamandaré

Com a conclusão da aquisição do estaleiro Oceana pela thyssenkrupp Marine Systems do Brasil, a empresa rebatizou a instalação, que passa a se chamar thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul.

O negócio é parte da estratégia internacional da thyssenkrupp para o fortalecimento da área de defesa naval no Brasil e América do Sul. O Estaleiro Brasil Sul, localizado em Itajaí (SC), será destinado à construção das quatro fragatas da Classe Tamandaré para a Marinha do Brasil, que contarão com a tecnologia naval comprovada de construção de navios de defesa da Classe MEKO, que já opera em 15 países.

Rolf Wirtz, CEO da thyssenkrupp Marine Systems, diz: "Com o Estaleiro Brasil Sul, nós temos uma infraestrutura excelente para construir a mais moderna fragata para a Marinha do Brasil. O estaleiro também nos oferece a perspectiva de novos pedidos, não só localmente, mas também em outros países da América do Sul."

Com mais de 20 anos de experiência, o estaleiro é um dos mais modernos do Brasil. Localizado em região com forte vocação naval, em uma área de 310.000 m², tem alta capacidade de construção e aplica os mais inovadores processos de produção com alto nível de automação e tecnologia de ponta. Nos últimos anos, já entregou grandes embarcações, como por exemplo, navios para operações offshore de, aproximadamente, 90 metros de comprimento e 19 metros de largura.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 12/01/2021

LOG-IN VENCE EDITAL PARA EXPLORAR ÁREA NO PORTO DE VITÓRIA POR 6 MESES
Publicado em 01/12/2021 as 07:00 PM

Da Redação  PORTOS E LOGÍSTICA 12 Janeiro 2021

O espaço, situado em uma retroárea de Capuaba, em Vila Velha, deve receber em média 1.200 veículos por mês

A Log-In Logística Intermodal venceu um processo seletivo feito pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e poderá explorar, provisoriamente, uma área de mais de 54 mil metros quadrados no Porto de Vitória.

O espaço, situado em uma retroárea de Capuaba, em Vila Velha, será utilizado para a movimentação de carga geral, e deve receber, em média, 1.200 veículos por mês. O contrato terá duração de 180 dias, e tem valor estimado em R$ 2,02 milhões.

Em comunicado ao mercado, a empresa afirmou que a nova operação irá reforçar sua participação no Porto Organizado de Vitória e a ampliação dos serviços ofertados aos atuais e potenciais clientes.

A empresa já é arrendatária do Terminal Portuário de Vila Velha (TVV), do qual detém a concessão até 2048. A renovação do contrato foi assinada em outubro do ano passado, e prevê a injeção de mais de R$ 500 milhões em investimentos no Espírito Santo até 2048. Deste total, mais de R$ 120 milhões devem ser investidos já nos próximos dois anos.

Hoje, o terminal é o único a movimentar contêineres no Espírito Santo e a empresa pretende investir em obras e equipamentos para ampliar sua capacidade operacional.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 12/01/2021

TERMINAL MARÍTIMO PONTA DA MADEIRA COMPLETA 35 ANOS COM NOVO PATAMAR DE EMBARQUE
Publicado em 01/12/2021 as 07:00 PM

Da Redação  PORTOS E LOGÍSTICA 12 Janeiro 2021


De janeiro a dezembro foram mais de 191 milhões de toneladas embarcadas pelo TMPM em São São Luís

Líder em movimentação de cargas desde 2014, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (TMPM) completa 35 anos de existência em janeiro, celebrando também um novo patamar no embarque de minério de ferro, manganês e pelotas. Foram 191.2 milhões de toneladas embarcadas em 2020.

O gerente-executivo de operações do TMPM, Luís Allevato, lembra que esse papel de destaque só é possível graças às milhares de pessoas que fazem o porto no dia a dia. "Hoje somos referência em desempenho, eficiência, segurança e sustentabilidade. Seja com a posição de destaque no cenário portuário nacional e mundial, com a geração de impostos ou de empregos, nos mais de 2 mil postos de trabalho mantidos, entre próprios e terceiros, esperamos seguir sendo motivo de orgulho para os maranhenses e brasileiros", disse.

Para que resultados expressivos como estes sejam possíveis, uma grande estrutura e investimentos constantes em tecnologia, segurança, capacitação de mão de obra, dentre outras, são necessários. Mas você sabe como se dá o funcionamento de um porto? Para facilitar essa compreensão trouxemos informações e curiosidades por trás do maior porto em movimentação de cargas do país

Saiba mais como funciona o TMPM:

Centro de Controle Operacional

A eficiência e a segurança das operações têm origem no Centro de Controle Operacional (CCO) de Ponta da Madeira. Através do CCO são monitoradas simultaneamente, e em tempo real, a programação dos navios, as operações de descarga, empilhamento e recuperação do minério de ferro para os carregadores de navio

Viradores de Vagões

É na área de descarga que se iniciam as operações do TMPM. Atualmente oito viradores de vagões recebem os volumes de minério de ferro e manganês transportados pela Estrada de Ferro Carajás. Cada virador possui capacidade para descarregar 8 mil toneladas por hora. Os vagões são descarregados nos viradores em um ângulo de 180°. A carga, então, passa para o sistema de correias transportadoras, que leva o minério para os pátios de estocagem.

Pátios de Minério

A área de estocagem é formada por 13 pátios de minério que totalizam uma área de 837.000 m² com capacidade para armazenar até 9 milhões de toneladas. Nos pátios são estocados minério de ferro e manganês que são transportados por meio de correias transportadoras até os carregadores de navios. Atualmente os pátios contam com 16 máquinas: 4 empilhadeiras, 5 empilhadeiras-recuperadoras e 7 recuperadoras.

Empilhadeiras e Recuperadoras

O pátio de estocagem de minério de ferro do Terminal Marítimo de Ponta da Madeira é equipado com as maiores e mais modernas máquinas de empilhamento e recuperação de minério da América Latina. Ao todo são 16 equipamentos, com destaque para a maior empilhadeira do mundo, chamada EP-313K-06, e duas recuperadoras dotadas de um sistema automático que gera imagens em 3D do pátio. Na operação do porto, as empilhadeiras e as recuperadoras tem a função, respectivamente, de organizar a carga na área do pátio e direcionar o produto que será embarcado no navio.

O terminal opera com três píeres e cinco berços de atracação

Píer I: um dos mais profundos do mundo, com 23 metros de extensão e 500 metros de largura mínima. Tem um carregador de navio com capacidade de despejar 16 mil toneladas de minério por hora. Neste píer, que opera com um berço, atracam os navios Valemax, os maiores graneleiros do mundo, com capacidade de 400 mil toneladas

Píer III: tem profundidade de 21 metros e dois berços de atracação, por isso pode carregar mais de um navio ao mesmo tempo. Tem três carregadores de navio, cada um com capacidade de despejar 8 mil ton/hora

Píer IV: tem uma das maiores profundidades do mundo, com 25 metros (fora a variação da maré). Tem dois berços de atracação e seu sistema de amarração é único no mundo. Por sofrer grande incidência das correntes de marés, o píer conta com cabos de terra que auxiliam na amarração dos navios nos berços. O sistema permite às gigantescas embarcações operarem sem restrição

Curiosidades sobre o TMPM:

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira encontra-se localizado no Complexo Portuário de Itaqui, à margem leste da Baia de São Marcos, na Ilha de São Luis (MA). Por ele são embarcados produtos como minério de ferro, manganês e pelotas.

Em 1985 iniciaram-se os testes de carregamento com o navio Docepolo, envolvendo 127 mil toneladas de minério. O TMPM entrou em operação regular em janeiro de 1986. Nesse ano foram embarcados 11,6 milhões de toneladas de minério de ferro.

A Vale desenvolveu um sistema que permite operar, de forma remota, as máquinas empilhadeiras e recuperadoras usadas para transferir o minério do pátio até o navio. O sistema possibilita o comando à distância das máquinas a partir do Centro de Controle e Operações do Porto.

O TMPM utiliza modelos matemáticos avançados para simular o comportamento de atracação dos navios nos píeres, prevendo a velocidade dos ventos, as correntes, a profundidade, entre outras situações. A Vale mantém um modelo reduzido do terminal portuário na sede da Universidade de São Paulo (USP), onde acontecem as simulações de correntes marítimas e marés e seus efeitos sobre os navios em manobras e atracados nos píeres, além de permitir simular as manobras de atracação e desatracação dos navio.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 12/01/2021

ATRASO NA VACINAÇÃO IMPACTA NAS NEGOCIAÇÕES EXTERNAS DO AGRO
Publicado em 01/12/2021 as 07:00 PM

Preços ficarão acima da média de 2020, tornando mais fraco o poder de compra

Sem Carnaval e com férias menos intensas neste ano, a movimentação econômica do país começa mais cedo. O varejo já refaz estoques, principalmente os de produtos essenciais.

O consumidor, no entanto, não terá muito alívio neste ano. Os preços não estarão nos patamares recordes de 2020, mas certamente ficarão acima dos da média praticada no ano passado.

A avaliação é de Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, de Curitiba (PR). O cenário para o consumidor não será fácil, segundo ele.

A inflação vai indicar uma acomodação da taxa, mas em patamar elevado de preços, o que torna o poder de compra do consumidor mais fraco.

Sem o auxílio emergencial e diante de um mercado de trabalho deteriorado, a perda de renda do consumidor será certa, segundo o analista.

Mais uma vez, o dólar poderá determinar o quadro interno de abastecimento. Os preços dos alimentos tiveram uma correção tanto no mercado interno como no externo, o que dificulta uma retração intensa dos preços internamente, mesmo com oferta melhor de mercadorias. Um dólar aquecido, e a situação política indica que ele vai continuar elevado, favorece exportações.

As variáveis que influenciam o mercado agropecuário são muitas, mas uma nova se acrescenta neste ano: a vacina contra o coronavírus.

Brandalizze diz que o atraso no programa de vacinação, ao contrário do que já ocorre em outros países, dificultará as negociações brasileiras no exterior.

Os novos contratos acrescentam mais essa exigência que, se não cumprida, afeta volumes e até preços das mercadorias.

A agropecuária brasileira, que está livre de sérias doenças animais, como gripe aviária, peste suína africana e vaca louca, poderá sofrer sanções devido a uma crise sanitária humana.

O cenário deste ano continuará sendo um bom sinal para o produtor, mas não para o consumidor. Alguns produtos merecem uma atenção especial, principalmente após a alta que vêm registrando em Chicago.
O milho é um deles. O preço médio da ração deste ano ficará mais caro do que foi em 2020. As indústrias, favorecidas pelo dólar elevado e exportações, têm condições de assumir esse custo, mas a conta final fica com o consumidor.

Brandalizze acredita que a situação de oferta interna do produto só será aliviada se as estimativas recordes de plantio do cereal se confirmarem na safrinha . Além disso, é necessário que os EUA confirmem o potencial de safra de 400 milhões de toneladas que têm para aliviar a demanda internacional.

Os motivos que levam por uma disputa maior pelo milho são tanto internos como externos. O Brasil consome mais, China e o Leste Europeu tiveram quebra de safra, as importações chinesas aumentaram e o consumo cresce nos Estados Unidos.

O novo patamar dos preços do petróleo favorece a produção de etanol de milho nos EUA, que estão sem estoques do cereal. Além disso, a Argentina impôs entraves nas exportações do país.

“Não se espera milho barato, e a área e o clima vão ser fundamentais na safrinha brasileira neste ano”, diz ele.

Não se espera também alívio nos preços dos derivados de trigo. A alta do cereal em Chicago e a pressão interna do dólar vão fazer com que o produto chegue mais caro à mesa do brasileiro.

Resta ao consumidor de menor renda a opção pelo arroz, pelo feijão e pelo ovo, segundo o analista. Quanto ao arroz, os estoques que ficaram nas mãos de produtores com maior poder aquisitivo estão chegando ao mercado nesta entressafra. A colheita, no entanto, só vem após a primeira semana de fevereiro.

O preço da saca, que já chegou a R$ 110 no Rio Grande do Sul no ano passado, não tem muito espaço para cair. Está em R$ 90, um limite na paridade de exportação.

O feijão carioquinha teve quebra na primeira safra no Paraná. A segunda só chega ao mercado em abril, mas com oferta maior. No caso do feijão preto, a Argentina auxilia no abastecimento interno da leguminosa, e o dólar vai determinar preços.

A soja não terá os preços recordes de 2020, mas a queda está limitada pelo grande volume de vendas antecipadas. Brasil e Estados Unidos, maiores produtores mundiais, estão sem estoques.

Os preços do farelo de soja subiram de patamar para a indústria de ração. O mesmo ocorreu com o óleo de soja para o consumidor.

As carnes, devido à demanda externa e à elevação de custos internos, vão continuar com impacto nos preços.

Este ano será mais um período de liquidez para o produtor e de aperto para o consumidor, principalmente para os de menor renda.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 12/01/2021

ANP VÊ APORTE DE R$ 5 BILHÕES EM NOVOS POÇOS DE EXPLORAÇÃO DE PETRÓLEO NO BRASIL EM 2021
Publicado em 01/12/2021 as 06:59 PM

Montante representa mais que o dobro do número de perfurações iniciadas no ano passado.
Por Reuters


Plataforma de exploração de petróleo — Foto: Reprodução/ TV Globo

Petroleiras deverão investir R$ 5,24 bilhões no Brasil em 2021 para perfuração de 38 novos poços exploratórios de óleo e gás, mais que o dobro do número de perfurações iniciadas no ano passado, apontou a agência reguladora ANP nesta terça-feira (12), em um sinal de aquecimento das atividades exploratórias.

Do montante previsto, R$ 5,08 bilhões deverão ser aportados em 18 perfurações em ativos marítimos, enquanto o restante será destinado a atividades em terra, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com base em informações declaradas por operadores em contratos.

Em 2020, foram feitas perfurações de 16 novos poços exploratórios no Brasil, segundo a ANP.

A autarquia não deu detalhes sobre as empresas responsáveis pelos poços previstos para este ano e nem sobre os locais onde eles serão perfurados.

Nos últimos anos, grandes petroleiras como Exxon, Shell, BP, Equinor e Chevron participaram de leilões de áreas exploratórias com grande potencial no Brasil. Os ativos arrematados pelas empresas demandam investimentos em atividades de prospecção e podem demorar anos até a entrada em produção.
Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Valor Econômico - SP
Data : 12/01/2021

UNIÃO ARRECADA R$ 704 MILHÕES EM 2020 COM CONTRATOS DE PARTILHA DO PRÉ-SAL
Publicado em 01/12/2021 as 06:59 PM

Segundo a PPSA, R$ 627,8 milhões, o equivalente a 89%, são referentes à comercialização da parcela de petróleo e gás natural da União nos contratos
Por André Ramalho, Valor — Rio


— Foto: Divulgação/Petrobras

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) informou que a arrecadação da União com os contratos de partilha do pré-sal totalizou, em 2020, R$ 704,2 milhões.

Desse total, R$ 627,8 milhões, o equivalente a 89%, são referentes à comercialização da parcela de petróleo e gás natural da União nos contratos, uma alta de 33,5% em relação a 2019.

Os R$ 76,4 milhões restantes foram arrecadados por meio de um Acordo de Equalização de Gastos e Volumes assinado entre a PPSA e a Petrobras em junho de 2020, referente à parcela da União na produção de óleo e gás no campo de Tartaruga Verde Sudoeste - objeto de contrato de partilha de produção assinado em 17 de dezembro de 2018

Segundo a PPSA, em 2020 foram comercializados 2,8 milhões de barris de petróleo, relativos à área de desenvolvimento de Mero e ao campo Entorno de Sapinhoá; e 37,7 milhões de metros cúbicos de gás referentes aos campos de Entorno de Sapinhoá, Tartaruga Verde Sudoeste e Tupi (ex-Lula).

Desde 2018, a PPSA já arrecadou R$ 2,68 bilhões para a União, sendo R$ 1,38 bilhão com a atividade de comercialização do petróleo e gás e R$ 1,3 bilhão com equalizações de gastos e volumes realizadas em áreas onde a União tem participação nos acordos de individualização da produção – em campos cujas jazidas se estendem para áreas da União.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 12/01/2021

INDÚSTRIA RECLAMA DA REDUÇÃO DE MEDIDAS ANTIDUMPING PELO BRASIL
Publicado em 01/12/2021 as 06:59 PM

Ações contra práticas de preços desleais cresceram 25% no mundo, mas pedidos brasileiros caíram 54%
Por Assis Moreira — De Genebra


Carlos Eduardo Abijaodi, da CNI: “Brasil deixa sua indústria à mercê de práticas desleais do mercado” — Foto: Givaldo Barbosa/Agência O Globo

Enquanto no mundo as medidas antidumping contra importações consideradas com preços desleais aumentaram em 25% na média na última década, no Brasil elas caíram 54%, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em recente relatório, a Organização Mundial do Comércio (OMC) mostra que entre janeiro e junho de 2020 houve aumento de 69% no número de investigações antidumping iniciadas por países do G-20 (que reúne grandes economias industrializadas e emergentes) comparado a julho-dezembro de 2019. O Brasil abriu quatro investigações, a Índia, 98, a Austrália, 15, o Canadá, 12, e a Argentina,11.

A Índia, integrante do Brics, continua sendo o principal utilizador dessas medidas para frear importações. O Brasil, na outra direção, tornou-se menos fechado, mas a representação da indústria mostra o descontentamento com o que considera remédio comercial fragilizado.

“Na prática, quando reduz o número dessas medidas [antidumping] justamente em um momento em que o mundo a amplia, o Brasil deixa sua indústria à mercê de práticas desleais de mercado’’, reclama o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

Nesse cenário, a CNI defende a criação de um sistema que permita o acompanhamento em tempo real das importações brasileiras de bens dos principais setores alvos de práticas consideradas desleais de mercado.

Para Abijaodi, o que acontece atualmente é que o governo brasileiro, nas investigações antidumping, “favorece a empresa do outro país em detrimento da indústria nacional, dificultando o uso de medidas antidumping por quem está defendendo emprego e renda no Brasil”.

O governo brasileiro atualizou regras antidumping, incluindo o instrumento de interesse público. Isso ajuda a modificar ou suspender medidas antidumping que forem mais prejudiciais para o conjunto da economia do que benéficas para um determinado setor que sofre com a importação considerada desleal.

Com essa legislação, o país ficou em linha com o que fazem parceiros como União Europeia, Canadá e Nova Zelândia. Mas a indústria reclama que o instrumento de interesse público deveria ser exceção, mas está sendo adotado como regra e, com isso, afetando o setor.

A indústria reclama também que, na revisão de medidas antidumping, o Brasil reduziu em cerca de 40% na média as taxas aplicadas aos produtos para sua entrada no país.

Alega também que, em 16% dos casos, o Brasil concedeu um tratamento mais favorável para a China na aplicação de sobretaxas antidumping, ao considerar o país asiático como economia de mercado. Segundo a entidade, nos casos contra a China, o Brasil exige mais detalhes da indústria nacional do que EUA e União Europeia.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 12/01/2021

BAHIA PREPARA CONCESSÕES DE SANEAMENTO E RODOVIAS
Publicado em 01/12/2021 as 06:58 PM

Estado começa a estruturar concessões regionais de água e esgoto, começando por Feira de Santana
Por Taís Hirata — De São Paulo

O governo baiano deverá começar a estruturar seus primeiros projetos regionais de saneamento em parceria com o BNDES. O Estado firmou uma carta de intenções com o banco, para a estruturação de concessões. A primeira delas deverá ser na região de Feira de Santana, segundo o vice-governador, João Leão (PP).

A princípio, a ideia é que a estatal Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) se mantenha na produção de água, diz ele. O modelo foi adotado nos projetos de Alagoas (leiloado em setembro de 2020 à BRK Ambiental) e do Rio de Janeiro (com leilão marcado para abril). Porém, ainda será preciso fazer os estudos para definir o formato.

O Estado também deverá iniciar, com os prefeitos recém-empossados, conversas para uma nova concessão da região metropolitana de Salvador. O contrato da Embasa com a capital é considerado precário. Desde ao menos 2012 o Estado vinha buscando um contrato de programa (firmado sem necessidade de licitação), para formalizar a prestação de serviços, mas sem sucesso. Com a aprovação do novo marco legal, em 2020, essa possibilidade deixa de existir. Assim, terá que ser estruturado um leilão para o bloco de municípios.

Além dos projetos em saneamento, a Bahia também faz planos de lançar ao menos duas concessões de rodovias ambiciosas, conta Leão. A primeira seria uma duplicação de mais de 900 quilômetros entre a Ponte Salvador-Itaparica e a cidade de Luis Eduardo Magalhães, no oeste baiano. A segunda seria a construção uma nova rodovia, com 550 km de duplicações, partindo de Itaparica até Porto Seguro, no litoral sul.

A princípio, os projetos seriam Parcerias Público-Privadas, afirma o vice-governador. As concessões, porém, ainda estão em um estágio bastante inicial. O governo planeja lançar uma licitação para contratar as empresas que farão os estudos de viabilidade.

No caso do trajeto entre Salvador e Luis Eduardo Magalhães, que corta todo o Estado, o governo ainda precisará negociar uma parceria com a União, já que a rodovia é federal (a BR-242).

Já o segundo projeto, entre Itaparica e Porto Seguro, seria “greenfield”, ou seja, construído do zero. Hoje já existe uma estrada que percorre, pela costa, grande parte do caminho. Porém, a via está muito próxima a povoados, o que inviabilizar uma duplicação. “A nova BA-001 passaria por trás das cidades e teria um trajeto 250 km mais curto”, diz ele.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 12/01/2021

LEILÃO DA FIOL GANHA FORÇA COM NOVOS PROJETOS FERROVIÁRIOS
Publicado em 01/12/2021 as 06:58 PM

Antes visto como projeto de apenas um interessado, ferrovia poderá atrair concorrência
Por Taís Hirata e Ana Paula Machado — De São Paulo



O leilão do primeiro lote da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol), marcado para abril deste ano, tem atraído mais interesse do que se esperava.

Inicialmente, a avaliação era que o trecho interessaria apenas a uma companhia: a Bahia Mineração (Bamin), que opera na região a Mina Pedra de Ferro. Porém, o avanço de outros projetos ferroviários passaram a dar uma nova perspectiva de cargas para a ferrovia e, com isso, chamar a atenção de outros grupos.

O primeiro trecho da Fiol, de Ilhéus a Caetité (BA), é bastante dependente da mina da Bamin, empresa controlada pelo Eurasian Resources Group, do Casaquistão. A companhia, que também depende da Fiol para viabilizar sua produção de minério de ferro, já declarou o plano de participar do leilão, em consórcio.

No passado, o grupo chegou a firmar um memorando de entendimentos com a China Communication Construction Company (CCCC) e a China Railway Group (Crec). Porém, o acordo não andou, e a empresa estuda alternativas de consórcio, já que há novos interessados, afirma o presidente da Bamin, Eduardo Ledsham.

Ainda é cedo para a definição dos concorrentes, mas a avaliação do mercado é que outros grupos podem participar do leilão, como a VLI (empresa da Vale, Mitsui, FI-FGTS, Brookfield e BNDES), operadora da Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que cruza a Bahia. Um possível interesse da Rumo (da Cosan) tampouco é descartado.

Além disso, fundos de investimentos voltados a infraestrutura têm olhado o ativo, para possivelmente compor parcerias, diz Bruno Aurélio, sócio do Demarest.

O interesse do mercado cresceu diante da perspectiva de que o governo irá levar adiante os demais trechos da Fiol. A ferrovia está dividida em três lotes. Além do primeiro, que irá a leilão em abril, há um segundo trecho, de Caetité até Barreiras (no oeste baiano), com mais de 45% de execução física. A ampliação traria novas cargas do agronegócio à via.

Já com o terceiro lote, de Barreiras até Figueirópolis (TO), a atratividade passaria a outro patamar, devido à conexão com a ferrovia Norte-Sul (no tramo operado pela Rumo). A Valec já fez o projeto básico para o trecho, mas a construção não começou.

Embora seja difícil imaginar que os próximos trechos serão licitados ainda neste governo, há uma confiança de que sairão do papel, avalia Alberto Sogayar, sócio do L. O. Baptista. “O edital foi estruturando pensando nos próximos lotes. Haverá demanda.”

Outro fator recente também elevou o interesse pela Fiol: a viabilização da Ferrovia de Integração Centro Oeste (Fico), que fará a conexão entre o Mato Grosso e a ferrovia Norte-Sul. Com isso, pode se formar um novo corredor de escoamento agrícola, do Centro-Oeste até o porto em Ilhéus.

Há, inclusive, uma possibilidade de conexão direta entre Fico e Fiol, segundo o Ministério de Infraestrutura. Porém, a viabilidade ainda está em estudo. A ligação exigiria uma mudança nos traçados: hoje, a previsão é que a Fico se conecte à Norte-Sul por Mara Rosa (GO), e a Fiol, por Figueirópolis (TO). Uma fonte avalia que a alteração não seria simples, e que o corredor pode se configurar mesmo sem uma ligação direta.

A construção da Fico, com 383 km, será realizada pela Vale. O investimento será uma contrapartida à renovação antecipada de outra concessão do grupo, a Estrada de Ferro Vitória a Minas. Dessa forma, os recursos para a obra estão garantidos e, como a construção será tocada por uma empresa privada, tende a ser mais célere.

“A Fiol passa a ser uma via importante para o agronegócio”, afirma Fernando Paes, diretor-executivo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF). Para ele, outro fator positivo é a recente experiência da concessão da Norte-Sul, arrematada pela Rumo no início de 2019, sem que a via tivesse sido totalmente construída. “Foi consolidado o modelo de leiloar a ferrovia inacabada. No caso da Norte-Sul, deu certo, o que dá mais segurança para que se repita”, diz. O trecho da Fiol entre Ilhéus e Caetité está com cerca de 75% de sua obra concluída.

Questionada sobre o leilão, a chinesa CCCC afirmou que está estudando sua participação. A VLI disse que “todas as oportunidades são avaliadas”, sem confirmar o interesse. A Rumo também diz que sempre avalia oportunidades, mas não tem posição definida.

A viabilidade da Fiol também depende da construção do Porto Sul, em Ilhéus, por onde será escoada a carga. As obras, conduzidas pela Bamin em parceria com o governo baiano, começaram em 2020 e devem ficar prontas em dois anos, diz o vice-governador, João Leão (PP).

O Ministério de Infraestrutura destaca que o edital da Fiol garante que o novo operador possa construir um terminal portuário privado no porto, em uma área já delimitada. O vencedor do contrato também poderá optar por firmar um contrato com a Bamin, para usar seu terminal.

Para a mineradora, é essencial garantir a operação da ferrovia e do porto, já que seu projeto é voltado à exportação do minério de ferro, explica o presidente. A Bamin começou a operar neste mês sua planta piloto em Caetité, em escala reduzida: a produção vai começar em 1 milhão de tonelada por ano e deve chegar até 3 milhões de toneladas. A ideia é ampliar para 18 milhões de toneladas de minério por ano, mas essa expansão ainda depende da infraestrutura de escoamento.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 12/01/2021

AGU MONTA FORÇA-TAREFA PARA MONITORAR PROJETOS DE INFRAESTRUTURA PREVISTOS PARA 2021
Publicado em 01/12/2021 as 06:58 PM

Expectativa é de que ocorram 129 leilões ao longo do ano, cujo impacto é de cerca de R$ 370 bilhões
Por Luísa Martins, Valor — Brasília

A Advocacia-Geral da União (AGU) constituiu uma força-tarefa para atuar especificamente em grandes projetos de infraestrutura previstos para 2021. A expectativa é de que ocorram 129 leilões ao longo do ano, cujo impacto é de cerca de R$ 370 bilhões.

Os investimentos contemplam concessões, privatizações e renovações em áreas como transportes, portos, energia, petróleo e gás. Já para abril está agendado o leilão de 22 aeroportos, divididos em três blocos, e o da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), entre as cidades de Ilhéus e Caetité, na Bahia.

Outros exemplos são a privatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) e da Companhia Brasileira de Trens Urbanos de Minas Gerais (CBTU-MG); o projeto da Linha 2 do metrô de Belo Horizonte; a capitalização da Eletrobras; e os leilões da Nova Dutra e do 5G.

De acordo com o procurador federal Marcos Felipe Aragão Moraes, coordenador-geral do Núcleo de Inteligência e Estratégia do Departamento de Contencioso, o grupo utilizará “técnicas de monitoramento especial, plantões de acompanhamento e atuação prioritária estratégica em ações relevantes”.

Na prática, isso significa uma equipe específica, composta por 27 membros, que vai monitorar os tribunais para evitar a concessão de liminares que possam paralisar os certames.

Em 2020, por exemplo, a força-tarefa evitou decisões desfavoráveis no âmbito de três ações judiciais contra a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a União, que buscavam suspender as licitações de áreas no Porto de Aratu, na Bahia.

O grupo conseguiu comprovar que “a decisão de suspender o procedimento de licitação significaria atraso na realização de investimentos substanciais na ordem de R$ 414 milhões.”

No ano passado, segundo balanço da AGU, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República concluiu 29 leilões, “que vão gerar mais de R$ 42 bilhões em investimentos nos próximos anos e outorgas de R$ 7,4 bilhões”.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 12/01/2021

ECONOMISTAS ESTIMAM QUE INFLAÇÃO TENHA FECHADO 2020 EM 4,37%
Publicado em 01/12/2021 as 06:58 PM

Projeção dos analistas no relatório de mercado Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda, está acima do centro da meta oficial, de 4%; resultado do IPCA do ano passada será divulgado pelo IBGE na terça-feira
Por Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Os economistas do mercado financeiro reduziram a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do País – em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Banco Central, mostra que a estimativa para o IPCA no ano passado foi de alta de 4,38% para 4,37%.

A projeção para o índice em 2021 foi de 3,32% para 3,34%. O resultado do IPCA de 2020 será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 12.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%, e de 2023, que permaneceu em 3,25%.

A projeção dos economistas para a inflação está acima do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 4,34% para 4,31%. Para 2021, a estimativa do Top 5 passou de 3,41% para 3,74%.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 foi de 3,52% para 3,63%, ante 3,52% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 seguiu em 3,50%, igual a quatro semanas antes.

PIB

Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a atividade econômica no ano passado passou de retração de 4,36% para queda de 4,37%.

Para 2021, o mercado financeiro também alterou levemente a previsão do Produto Interno Bruto (PIB), de alta de 3,40% para 3,41%.

A projeção para a produção industrial de 2020 passou de baixa de 5,00% para queda de 4,94%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da indústria seguiu em 4,78%.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 64,60% para 63,75%. Para 2021, a expectativa foi de 66,30% para 64,95%.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 12/01/2021

PARA MOURÃO, ARGUMENTOS DA FORD PARA DEIXAR DE PRODUZIR FORAM ‘MEIO FRACOS’
Publicado em 01/12/2021 as 06:58 PM

Por Emilly Behnk - Em Brasília


Mourão repetiu que a Ford ganhou "bastante dinheiro" no Brasil e destacou que ela recebeu incentivos ao longo dos 100 anos de atuação no País
Imagem: Isac Nóbrega/PR

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, avaliou nesta terça-feira, 12, que os argumentos da Ford para deixar de produzir carros no País foram “meio fracos”. A empresa comunicou na segunda-feira, 11, o fechamento de três fábricas no País. O vice-presidente reforçou que a empresa poderia ter esperado mais até que o mercado brasileiro se recuperasse.

Em conversa com jornalistas na manhã desta terça, ele reconheceu as dificuldades enfrentadas pela Ford e pelo setor automobilístico, mas avaliou que o mercado brasileiro teria condições de se recuperar. Na segunda-feira, o vice-presidente já havia comentado o assunto e avaliado que o anúncio da empresa não era uma “notícia boa”.

No período da manhã, Mourão repetiu que a Ford ganhou “bastante dinheiro” no Brasil e destacou que ela recebeu incentivos ao longo dos 100 anos de atuação no País.

“A gente entende que no mundo inteiro a empresa está passando por problemas. A indústria automobilística está passando por problemas. Está havendo uma mudança”, disse na chegada à Vice-Presidência.

Argentina

Mourão também comentou a decisão da empresa de manter a fabricação da Ranger na Argentina. Na sua visão, o País vizinho tem problemas, apesar de ser uma economia dolarizada. “Acho que nosso mercado tem plenas condições de assimilar, vamos dizer assim, a partir do momento que se retomar a economia de uma forma normal. Vai fabricar na Argentina? Eu acho que os argumentos que ela colocou são meio fracos”, declarou.

Reforma tributária

O vice-presidente citou ainda que a reforma tributária teria impacto na retomada econômica do País. “A reforma tributária é um aspecto disso, tem essa questão do Custo Brasil. Mas ela (Ford) está fabricando em um País que tem problemas, que é a Argentina. Apesar de ser uma economia dolarizada, e de acordo com quem entende mais do assunto, isso favorece a atividade de uma empresa dessa natureza”, ponderou.

‘Anos de perdas significativas’

No comunicado divulgado na segunda-feira, a Ford destacou “anos de perdas significativas no Brasil”, intensificadas pela pandemia da covid-19, como um dos motivos para o fim da produção no Brasil.

A empresa fechará suas fábricas em Camaçari (BA), onde produz os modelos EcoSport e Ka, em Taubaté (SP), que produz motores, e em Horizonte (CE), onde são montados os jipes da marca Troller.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 12/01/2021

FORD JÁ TEM INTERESSADO EM FÁBRICA NA BAHIA, AFIRMA GOVERNADOR
Publicado em 01/12/2021 as 06:57 PM

Rui Costa afirma que conversas são preliminares e sigilosas e que seu governo já procurou representantes de China, Índia, Japão e Coreia do Sul por planta em Camaçari
Por Henrique Gomes Batista e

SÃO PAULO. Rui Costa (PT), governador da Bahia, afirmou que seu governo já entrou em contato com representantes da China, Índia, Japão e Coreia do Sul para oferecer a fábrica da Ford em Camaçari, que será fechada. De acordo com ele, a montadora americana também mostrará as instalações a outra montadora global. Apesar disso, ele mostrou ceticismo e não acredita em uma solução de curto prazo para as instalações que, fechadas, deixarão de injetar R$ 500 milhões por mês em salários diretos e indiretos na economia baiana.


Reunião de Ruui Costa sobre Ford Foto: Elói Corrêa/Govba

— A Ford já chegou a verbalizar que já tem negociação, diálogos abertos com outras montadoras globais, mas que eles teriam asinado protocolo de sigilo e que não podiam divulgar nenhuma informalção, mas há diálogo aberto para que outros investidores conheçam a planta —  afirmou Costa, em entrevista coletiva. — Mas repito:não acredito vem nenhuma tomada de decisão rápida, não imagino em nenhuma decisão no curto prazo dado a crise global que estamos atravessando.

Procurada, a Ford preferiu não se pronunciar sobre a fala do governador.

Após participar de uma reunião de representantes da empresa e de trabalhadores, ele afirmou que seu governo já entrou em contato com as embaixadas de diversos países oferecendo as instalações da Ford, lembrando que, caso algum acordo suja, ele precisará ser firmado entre a montadora americana e o novo investidor. Ele afirmou, contudo, que não espera nenhuma solução nos próximos meses. Assim, ele está esperando um forte impacto na  economia baiana:

— Podemos falar facilmente no fechamento de 10 mil empregos diretos e indiretos e em uma redução mensal de R$ 500 milhões em salários que deixarão de ser pagos —  disse Costa, afirmando que este é o impacto mais importante para a economia, pois a arrecadação direta da fábrica já estava em queda, de R$ 200 milhões em 2018 para R$ 100 milhões no ano passado.

O governador anunciou a criação de um grupo de trabalho, que contará com representantes do empresariado baiano e dos trabalhadores, para tentar encontrar soluções para a fábrica. Ele afirmou que criará um cadastro de todos os trabalhadores da Ford para ajudá-los na busca de novos empregos.

Costa disse que não recebeu o pedido de nenhum novo subsídio da montadora americana, negando o poscionamento do presidente Jair Bolsanro (sem partido), que disse mais cedo nesta terça-feira que a Ford saiu porque não conseguiu mais benefícios tributários do governo. Ele afirmou que um técnico do Ministério da Economia ligou para ele no meio da tarde mas que, como ele estava na reunião, vai retornar para a pessoa após seu encontro com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e de seu candidato a sua sucessão, Baleia Rossi (MDB-SP).

— Mas repito aqui que estamos, há seis anos vivendo um processo de desindustrialização do nosso país. Este governo que nega os fatos na ciência na pandemia, agora está negando os fatos na economia — disse o governador. — Se não tivermos uma política industrial e de incentivo de ciência e tecnologia vamos perder o bonde da Histíria e ver mais indústrias fechando as portas.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 12/01/2021

COM R$ 335 MILHÕES EM EMPRÉSTIMOS, BNDES PEDE EXPLICAÇÕES DA FORD SOBRE FIM DA PRODUÇÃO NO BRASIL
Publicado em 01/12/2021 as 06:57 PM

Montadora recebeu financiamentos do banco de fomento com cláusulas relacionadas à manutenção de empregos no Brasil
Por Bruno Rosa

RIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) afirmou nesta terça-feira que já pediu esclarecimentos à Ford sobre sua decisão de fechar suas fábricas e encerrar a produção de veículos no Brasil, o que deve levar à demissão de cerca de 5 mil trabalhadores.

O BNDES tem dois contratos de financiamento direto de investimentos da Ford ativos, no valor de R$ 335 milhões, firmados em 2014 e em 2017. Há ainda outros R$ 54,2 milhões contratados em operações indiretas, intermediadas por outros bancos.

Ainda na segunda-feira, quando foi anunciado o fim da produção da Ford no país, a instituição de fomento informou que pediria explicações à montadora relacionadas às contrapartidas dos investimentos da montadora financiados.

O BNDES diz que aguarda respostas da montadora para "avaliar os impactos da decisão da companhia sobre os financiamentos diretos ainda em curso".

Segundo o banco, as operações visavam ao desenvolvimento de novos produtos da companha no Brasil, para fortalecimento da engenharia nacional.

"Esses contratos dispõem de cláusulas-padrão que visam à manutenção do emprego durante a implementação do projeto, que já ocorreu. Os financiamentos já passaram da metade do prazo total, estando com pagamentos em dia", informou o banco estatal.

De acordo com levantamento feito pelo GLOBO, somente as 20 maiores operações do BNDES com a Ford somaram cerca de R$ 3,5 bilhões em linhas de financiamento desde 2002.

Os projetos tinham foco em exportação, desenvolvimento de veículo e apoio a projetos sociais na comunidade.

Segundo o BNDES, entre as operações diretas feitas com a Ford, ainda há duas operações ativas. Por isso, o banco já procurou a empresa para pedir esclarecimentos.

Estão em situação ativa empréstimos cujo valor contratado chega a R$ 335 milhões e se referem ao desenvolvimento de novos veículos e de projetos sociais. O banco não foi informado pela montadora sobre o fim da produção nacional.

"O BNDES soube pela mídia do fechamento das fábricas, procurou a empresa para pedir esclarecimentos. O Banco aguarda informação oficial para avaliar os impactos da eventual decisão nos projetos financiados".

"Os projetos financiados junto à Ford, bem como outros financiados pelo BNDES no antigo Programa BNDES Proengenharia, trouxeram como externalidade a capacitação local da engenharia para atuação da indústria em nível internacional. Todos os contratos diretos do BNDES dispõem de cláusulas-padrão relacionadas à manutenção do emprego em razão da implantação do projeto", explicou o banco em nota.

Em 2014, a montadora recebeu, por exemplo, R$ 195,4 milhões  para criar, desenvolver  e produzir o novo Ka na fábrica da empresa em Camaçari. Nesse caso, os recursos foram contratados pelo programa voltado para inovação de máquinas.

Desde os anos 2000, a montadora vem recebendo financiamento para permitir embarques, prática comum no setor. Em 2005, a montadora recebeu crédito de US$ 250 milhões, com compromisso de exportação de, no mínimo, US$ 834 milhões na ocasião.

Em 2008, quando recebeu empréstimo de R$ 78 milhões para desenvolver seu Programa de Apoio à Engenharia Automotiva em Camaçari, a empresa precisou garantir que iria manter a mão-de-obra qualificada  em seus quadros  na Bahia, como os 1.050 engenheiros envolvidos no desenvolvimento e engenharia de produtos.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 12/01/2021

EQUIPE DE GUEDES AGUARDA ELEIÇÃO NA CÂMARA E NO SENADO PARA RETOMAR NEGOCIAÇÃO DAS REFORMAS
Publicado em 01/12/2021 as 06:57 PM

Governo aposta em projetos em tramitação no Congresso para recuperação da economia
Por Manuel Ventura

BRASÍLIA — A equipe econômica acompanha com atenção e espera o resultado das eleições para as presidências da Câmara e do Senado para seguir com as negociações de um conjunto de propostas consideradas importantes pelo governo para a recuperação da economia e do ajuste nas contas públicas.

A escolha das novas Mesas Diretoras é vista como fundamental, dentro da equipe do ministro Paulo Guedes, para o andamento das propostas.

As reformas, por outro lado, já vinham a passos lentos desde o início do ano passado, por causa de dificuldades na articulação política entre o governo e o Congresso. São pelo menos 14 projetos listados em apresentações da equipe econômica. Essas medidas já tramitam no Congresso, algumas delas desde 2019.

Na lista, estão medidas como a reforma tributária e administrativa, o Pacto Federativo, e outras ações voltadas para o crescimento econômico. Quando cobrado sobre um plano de recuperação econômica pós-coronavírus, Guedes costuma dizer que essas medidas são sua aposta para controlar as contas e pavimentar um crescimento econômico sustentável no Brasil.

Uma das principais medidas é o chamado Pacto Federativo, que prevê a redução de gastos e estabelece medidas fiscais de longo prazo. A medida foi encaminhada pelo governo ao Senado no fim de 2019, mas pouco avançou até agora.

Também está na lista a PEC Emergencial, que autoriza corte de despesas para facilitar cumprir o teto de gastos, regra que limita as despesas da União. No fim de 2020, o relator da proposta, o senador Márcio Bittar (MDB-AC), chegou a apresentar a líderes do Senado um projeto considerado enxuto e com pouco impacto fiscal.

O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, não espera a aprovação de grandes reformas constitucionais nos próximos dois anos. Ele considera que as propostas de menor envergadura e com mais consenso vão continuar passando no Congresso, como os marcos regulatórios, entre eles, a lei do gás.

A proposta sobre o gás já foi aprovada na Câmara e no Senado, mas voltou para análise dos deputados porque foi alterada pelos senadores.

— A grande dificuldade agora é que não depende só da Câmara e do Senado. A gente precisa ter um papel consolidado do Executivo. Uma reforma administrativa mais profunda, esse tipo de reforma que toca na estrutura de gastos, isso vai ficar para a partir de 2023. Nós estamos num ano de micro e pequenas reformas, mas que são positivas e importantes para a estrutura microeconômica — disse.

A equipe econômica já vinha fazendo a aposta em marcos regulatórios desde meados do ano passado, quando ficou claro que o avanço de grandes reformas seria difícil. Além da nova lei do gás, também estão na lista propostas como a independência do Banco Central — já aprovado no Senado —, novo marco do setor elétrico, cabotagem e concessões. É mais fácil aprovar projetos como esses porque eles exigem o apoio de um número menor de deputados senadores.

A reforma administrativa, por exemplo, está parada na Câmara desde quando foi enviada, em setembro. Outra reforma que pouco avançou em 2020 foi a tributária. Guedes é contra a proposta defendida pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em tramitação no Congresso.

Esse foi um dos motivos dos desentendimentos entre os dois no ano passado.

A reforma de Maia foi apresentada oficialmente pelo deputado Baleia Rossi (DEM-SP), um dos candidatos à presidência da Câmara. Outro candidato é Arthur Lira (PP-AL), que conta com o apoio do governo.

O vice-presidente da Arko Advice, Cristiano Noronha, diz que o histórico mostra que Lira e Baleia votaram alinhados com o governo nas pautas econômicas nos últimos meses:

— Baleia e Lira votaram de uma forma muito parecida, apoiando matérias cruciais, como a reforma da Previdência, o teto de gastos, a MP da Liberdade Econômica, a reforma trabalhista. Aparentemente, há um certo alinhamento dos dois com a agenda econômica que é defendida pelo governo.

Veja as principais propostas defendidas:

Pacto Federativo e PEC Emergencial
Cortam despesas e preveem medidas para controlar o Orçamento.

Reforma tributária
Unifica e simplifica impostos

Reforma administrativa
Reduz gastos com funcionalismo

Fundos públicos
Transfere recursos parados para ajudar nas despesas da pandemia

Gás natural
Altera regras para reduzir o preço.

Independência do Banco Central
Dá autonomia e cria mandato fixo.

Licenciamento ambiental
Muda normas de licenciamento federal e nos estados

Pré-sal
Flexibiliza o regime de partilha

Setor elétrico
Cria um novo marco para o setor

Concessões
Muda regras para atrair investimentos.

Ferrovais
Facilita a entrada do setor privado.

Cabotagem
Abre a navegação entre portos nacionais.

Privatização da Eletrobras
Estabelece as regras para a venda da estatal
Fonte : O Globo - RJ
Data : 12/01/2021

EXXONMOBIL E BP REVISAM DOAÇÕES ELEITORAIS APÓS ATENTADO CONTRA CONGRESSO DOS EUA
Publicado em 01/12/2021 as 06:57 PM

Por Larissa Fafá - 11 de janeiro de 2021 - Em Internacional

O braço americano da BP anunciou nesta segunda (11) que irá suspender para reavaliação por seis meses as contribuições do PAC (political action committee, em inglês) de seus funcionários, uma espécie de organização que articula doações para financiamento de campanhas políticas.

Em anúncio nas redes sociais, a petroleira deixou claro que irá reavaliar o critério de escolha atual sobre quais candidaturas pretendem apoiar futuramente.

A ExxonMobil afirmou à Popular Information que está revisando sua política de financiamento de políticos. A publicação buscou 144 empresas e diversas responderam que vão mudar ou revisar regras para doações.

As decisões são tomadas na esteira de ações semelhantes de outras grandes empresas nos Estados Unidos, após o atentado no Capitólio americano, em Washington, na última quarta (6).

A Blackrock, gestora de fundos com participação em empresas no setor elétrico como Copel, Energisa e EDP, também aderiu a cautela após os protestos, com a suspensão de doações financeiras de seu PAC e revisão da estratégia para atividades política a partir de 2021.

Na semana passada, o CEO da empresa, Larry Fink, reprovou os atos violentos na capital americana e disse que “a transferência pacífica de poder é a base de nossa democracia”.

Empresas se afastam de republicanos
Assim como ele, uma série de executivos condenaram o que consideraram esforços ilegais para derrubar uma eleição democrática, inclusive .

Companhias como a AT&T, American Express, Blue Cross Blue Shield Association, Airbnb, Dow Chemical e Marriot International suspenderam suas contribuições para membros do Congresso dos EUA, que votaram na semana passada contra a confirmação da eleição de Joe Biden e Kamala Harris, pelo partido Democrata.

O banco Citigroup disse que pausará todas as contribuições no primeiro trimestre deste ano e, após isso, “não irá apoiar candidatos que não respeitem a lei”.

Gigantes de tecnologia, como Facebook, Microsoft e Google, também congelaram suas doações à políticos.

As ações fazem parte de uma tentativa do setor privado em se distanciar dos protestos violentos de apoiadores de Donald Trump, que resultaram na invasão do Capitólio e na morte de cinco pessoas, incluindo um policial legislativo.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 12/01/2021

CEO DA GALP RENUNCIA E EX-SHELL ASSUME
Publicado em 01/12/2021 as 06:56 PM

Por epbr - 12 de janeiro de 2021 - Em Mercado

O engenheiro Carlos Gomes da Silva apresentou nesta terça (12) sua renúncia aos cargos de vice-presidente do Conselho de Administração, presidente executivo e aos demais cargos de administração na Galp, empresa de petróleo e combustíveis com sede em Portugal.

O executivo Andy Brown foi escolhido para assumir as posições deixadas por Carlos da Silva, a partir de 19 de fevereiro. A nomeação precisa passar pelo aval dos conselheiros.

Andy Brown atua há 35 anos no mercado de energia, com passagem em várias funções de gestão na Royal Dutch Shell, onde foi diretor de Internacional Upstream (2012) e diretor de Upstream (2016).

Em 2019, Andy Brown assumiu como vice-presidente na SBM, depois foi consultor sênior na McKinsey, consultor na JMJ e consultor na ZeroAvia, uma start-up de hidrogénio e células de combustível para aviação, informou a Galp.

Carlos Gomes da Silva atua na Galp há 14 anos. É vice-residente do Conselho de Administração CEO desde abril de 2015. Atuaou nas áreas de distribuição, trading, comercialização e marketing de produtos petrolíferos, gás natural e eletricidade, além de diversas áreas corporativas.

“O senhor engenheiro Carlos Gomes da Silva desempenhou, assim, um papel transversal na história mais recente da sociedade, tendo, nessa qualidade, contribuído relevantemente para os resultados que, aos mais diversos níveis, foram sendo sucessivamente alcançados pela mesma na última década”, disse a empresa em nota.

Galp no Brasil
A empresa atua no Brasil majoritariamente por meio da Petrogal, uma sociedade com a Sinopec (China). Tem participação em ativos no pré-sal e pós-sal, inclusive grandes projetos como Tupi (ex-Lula), que hoje é o maior campo de produção do país. Também tem participações nos contratos de partilha e concessão de Berbigão, Sururu e Atapu. São projetos operadores pela Petrobras.

A Galp também está no projeto de Bacalhau, operado pela Equinor, também no pré-sal da Bacia de Santos. Além disso, tem participação em ativos de exploração e produção em diversas outras bacias do país.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 12/01/2021

SECRETÁRIO COBRA COMPROMISSO DE CANDIDATOS NO CONGRESSO NACIONAL COM PRIVATIZAÇÕES
Publicado em 01/12/2021 as 06:56 PM

Por Larissa Fafá - 12 de janeiro de 2021 - Em Política energética, Setor elétrico

BRASÍLIA – O secretário especial de Desestatização, Desinvestimentos e Mercado, Diogo Mac Cord, defendeu que os candidatos à presidência da Câmara e do Senado façam compromissos públicos sobre as pautas de desestatização do governo. Acredita, inclusive, que a privatização da Eletrobras pode sair em 2021.

“Posso responder como brasileiro, como cidadão, que adoraria saber se o candidato A ou B é a favor ou contra a agenda de privatizações”, disse nesta terça (12), em transmissão do Jota.

Embora tenha ressaltado que sua área não é política, pontuou que a inércia na tramitação do projeto de capitalização da Eletrobras, que segue sem definição de relatoria e sem convocação de comissão especial há mais de ano, é evidência da falta de prioridade com a agenda por parte do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM/RJ).

“Quando você olha as alianças feitas pelo atual presidente para o seu candidato, são partidos que não apoiam as privatizações. Isso dá uma dica”, disse em relação ao apoio de partidos de oposição, como o PT e PCdoB, à Baleia Rossi (MDB/SP), endossado por Maia.

Ele minimizou a resistência de integrantes do governo a algumas privatizações e defendeu o uso de informações por parte do Executivo como forma de sensibilizar a população e parlamentares sobre a importância dos desinvestimentos.

Recentemente, o próprio presidente Jair Bolsonaro vetou a privatização da Ceagesp, em São Paulo, que estava sendo estudada pela equipe econômica. Tema é uma das muitas disputas com João Dória (PSDB), virtual candidato em 2022.

Privatização da Eletrobras em 2021
A lista de prioridades para o governo neste ano no Congresso, segundo o secretário, é a aprovação dos projetos de privatização da Eletrobras, enviado no final de 2019, e do projeto que deve autorizar a privatização dos Correios – a expectativa é que o Executivo Federal mande aos congressistas um projeto já no início do ano.

“A partir de fevereiro, um presidente da Câmara, efetivamente comprometido com o Brasil, já escolhe o relator e o presidente da comissão para avaliar o PL da Eletrobras”, afirmou Mac Cord, que foi secretário de Infraestrutura do Ministério da Economia e consultor no setor elétrico antes de entrar no governo.

Também estão na lista de prioridade para a Secretaria de Desestatização os projetos de novos marcos regulatórios, como o do setor elétrico (PLS 232/16), o de ferrovias (PLS 261/18), o de cabotagem (BR do Mar, PL 4199/2020) e a revisão de concessão e PPPs (PL 7063/17).

Para os Correios, a aprovação do PL terá que anteceder a definição de um modelo de privatização para a companhia postal.

“São várias possibilidades de desenho, não conseguimos bater o martelo antes de ter o projeto aprovado”, defendeu o secretário. O governo trabalha com a possibilidade de fatiar a oferta da empresa por produto, por região ou ainda a privatização da empresa inteira.

O BNDES trabalha para definir a melhor modelagem para a desestatização da estatal desde o segundo semestre de 2020, quando selecionou o consórcio Postar para a realização dos estudos.

Em entrevista à imprensa, o diretor de privatizações do BNDES, Leonardo Cabral, diz que espera que a documentação fique pronta em setembro ou outubro deste ano.

Governo desiste de fast-tracking para privatizações
O fast-tracking para as privatizações, mecanismo que poderia agilizar as desestatizações e que foi defendido pelo ex-secretário de Desestatização Salim Mattar, não é mais necessário.

De acordo com Mac Cord, o papel do BNDES através de estudos e auxílio para a privatização de empresas estatais e estaduais já é o suficiente para acelerar os processos.

Em relação à privatização do setor elétrico, por exemplo, ele avalia que há mais celeridade no processo do que na década de 90.

“As empresas eram estaduais e foram federalizadas para depois serem privatizadas. Hoje o que o BNDES está fazendo é ajudando os estados a não precisar passar pela federalização. A CEB, por exemplo, foi privatizada com ajuda do Banco”, disse.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 12/01/2021

COMO O BRASIL PODE SE BENEFICIAR COM A PRECIFICAÇÃO DE CARBONO
Publicado em 01/12/2021 as 06:56 PM

Por Nayara Machado - 12 de janeiro de 2021 - Em Newsletter Diálogos da Transição
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Editada por Nayara Machado
nayara.machado@epbr.com.br

Até o final de 2020, 96 das 181 partes que submeteram suas contribuições nacionalmente determinadas (NDCs, sigla em inglês) ao Acordo de Paris haviam declarado que estão planejando ou considerando o uso da precificação de carbono como uma ferramenta de redução de emissões globais de gases de efeito estufa.

A sinalização abre perspectiva para a ampliação da implementação de políticas deste tipo em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Embora o país não coopere com nenhuma outra parte, e vice-versa, para atingimento da ambição expressa em sua NDC, no Legislativo e em diversos setores do próprio governo, as propostas de mecanismos de precificação de carbono se multiplicam.

A principal iniciativa é o projeto PMR Brasil (Partnership for Market Readiness), capitaneado pelo Ministério da Economia.

O estudo encomendado ao Banco Mundial analisa a criação de um mercado nacional de emissões de carbono e está no radar da equipe que trabalha na criação do Patrimônio Verde (PL 7578/2017).

A proposta é uma tentativa de dar escala ao mercado brasileiro de carbono transformando a preservação das florestas em ativos financeiros, por meio de um programa federal. Foi selecionado por Rodrigo Maia (DEM/RJ) entre as prioridades da “agenda verde” da Câmara dos Deputados.

Leia também: Crise multiplica propostas para mercados e taxação de carbono no Brasil
O setor empresarial é um grande interessado nessa agenda.

Em meados do ano passado, por exemplo, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) publicou um documento se posicionando a favor da aplicação do Artigo 6º do Acordo de Paris, o que, na prática, significa a participação do Brasil em mercados regulados de redução de emissões de carbono.

“Um mercado de carbono para a indústria nacional é estratégico na aceleração de transição rumo a uma economia de baixo carbono e na promoção da competitividade no setor, atraindo capitais externos e consolidando suas aspirações em acordos de organismos multilaterais”, argumenta o CEBDS em nota técnica publicada em dezembro sobre marco regulatório do mercado de carbono no Brasil (.pdf).

Quem também pode se beneficiar com o estabelecimento deste mercado é o setor de energia, mas para isso serão necessárias reformas regulatórias de modernização do setor.

É o que aponta uma nota técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulgada na semana passada (.pdf).

O documento foi encomendado para subsidiar um posicionamento técnico do governo, e indica riscos e oportunidades para o Brasil com a precificação de carbono no setor de energia.

A expectativa é que setores produtivos – em especial o setor de energia e o industrial, que usa energia elétrica como insumo –, possam se beneficiar dos instrumentos de precificação, já que a matriz elétrica brasileira é majoritariamente renovável, indica o relatório da EPE.

“Nesse caso, a vantagem competitiva, estabelecida pelo diferencial de intensidade de carbono na matriz em relação a outros países, pode funcionar como um atrativo de investimentos de acordo com os desenhos de mercado de carbono implementados pelo Artigo 6º do Acordo de Paris”, diz o documento.

A EPE cita como exemplo o período de vigência do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) no Protocolo de Quioto, com geração expressiva de créditos de carbono por iniciativas brasileiras, entre 2005 e 2012.

“Boa parte dos projetos brasileiros certificados no âmbito do MDL eram provenientes do setor de energia com destaque para hidrelétricas, usinas eólicas, projetos de biomassa energética e de substituição de combustíveis fósseis”, relata.

Atualmente, a única iniciativa de precificação de carbono em nível nacional em plena aplicação é a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que valoriza a eficiência energética e ambiental na produção de biocombustíveis e estabelece uma meta setorial de intensidade de emissões na matriz de combustíveis.

Para atingir as metas, as distribuidoras devem comprar volumes especificados de biocombustíveis e/ou certificados de redução de emissões (CBios).

Os CBios são emitidos pelos produtores de biocombustíveis e comercializados na B3. Quanto maior o grau de eficiência do processo produtivo maior a capacidade do produtor de biocombustível de gerar CBios.

Em seu primeiro ano de pleno funcionamento, o RenovaBio encerrou 2020 com cerca de 56% dos produtores certificados, 18,5 milhões de CBIOs depositados na B3 e 14,61 milhões de créditos aposentados até 30 de dezembro – volume ligeiramente abaixo da meta de aquisição pelas distribuidoras, de 14,9 milhões.

Com preço médio na casa dos 40 reais por título, os CBios movimentaram R$ 650 milhões na B3 em 2020, segundo informações do Ministério de Minas e Energia.

No caso do setor elétrico, a implementação de um mecanismo do tipo tende a ser mais desafiadora e depende de mudanças na legislação e regulação.

Mudanças que já estão em discussão em diversas propostas de marcos legais.

Uma delas é a Medida Provisória 998, de 1º de setembro de 2020, cujo texto propõe a definição, no prazo de até doze meses, de diretrizes para a implementação de mecanismos que considerem os benefícios ambientais da baixa emissão de CO2 no setor elétrico.

Segundo a análise da EPE, embora o setor elétrico brasileiro seja um potencial gerador de créditos de carbono, uma política intrasetorial “dificilmente seria viável” no modelo de mercado atual.

“No mercado regulado de energia elétrica a geração não está sob o comando dos agentes, mas sim do Operador Nacional do Sistema (ONS), o que impede os agentes termelétricos de gerenciarem suas emissões”.

Neste contexto, o documento sugere que, definido o interesse por estruturar a precificação de carbono por mecanismos de mercado no Brasil além do RenovaBio, será necessário definir um arranjo institucional, legal e regulatório, bem como normativos de governança. Ou seja, um redesenho do mercado.

Curtas
A Agência Internacional de Energia (IEA) reforçou nesta segunda (11) que as emissões globais de carbono associadas ao setor energético devem subir em 2021, com a expectativa de uma retomada econômica pós-pandemia. À Reuters, o chefe da IEA, Fatih Birol, afirmou que os primeiros dados sugerem uma recuperação do nível de emissões pré-pandemia ainda em 2021. ClimaInfo

O presidente francês, Emmanuel Macron, comandou nesta segunda-feira (11) a quarta edição do evento “One Planet Summit”, neste ano dedicado à preservação da biodiversidade. Cerca de 30 chefes de Estado, empresários e representantes de ONGs participaram das discussões, com exceção do Brasil, que não foi convidado para o evento devido às posições negacionistas do presidente Jair Bolsonaro na área do clima…

…O encontro anunciou a ampliação da “coalizão de alta ambição pela natureza”, que passa a se chamar “Um Planeta pela Biodiversidade” e integra cerca de 50 países com o compromisso de transformar 30% de seus territórios em áreas protegidas. UOL

No Brasil, embora o desmatamento tenha aumentado, as multas ambientais diminuíram 20% em 2020. O Ibama aplicou 9.516 multas em 2020 em comparação com 11.914 em 2019, de acordo com uma análise de dados públicos da plataforma Fakebook.eco, administrada pelo grupo Observatório do Clima. Reuters/Globo Rural

Entidades questionam o Ministério de Minas e Energia (MME) sobre as datas do Leilão para suprimento dos Sistemas Isolados de cinco Estados da Região Norte, dentre eles Roraima. O leilão (Edital nº 3/2021), anteriormente previsto para março, já foi adiado uma vez, atendendo a um pedido do Fórum de Energias Renováveis de Roraima. A solicitação de postergação do certame por 180 dias foi atendida em parte pelo MME, que adiou os procedimentos por 40 dias…

…Entretanto, o Fórum alega que o período é insuficiente para que propostas baseadas em energias renováveis – como solar fotovoltaica e eólica – sejam realizadas, podendo favorecer propostas estruturadas em combustíveis fósseis – como as usinas a diesel. Correio do Lavrado

O Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT13), na Paraíba, encerrou 2020 com a instalação e o funcionamento de quatro usinas de energia solar fotovoltaica. A energia produzida pelas plantas é fornecida à rede da Energisa e o valor de venda é amortizado na fatura das unidades da Justiça do Trabalho na Paraíba. A previsão da economia mensal no valor da conta é de R$ 24 mil.

A Neoenergia, por meio da sua distribuidora Elektro, concluiu a construção da nova subestação Guarujá 04, com tecnologia GIS, sigla em inglês de Equipamento Isolado a Gás. O empreendimento ampliará a disponibilidade de energia para mais de 100 mil clientes do Guarujá, com capacidade de 33 MVA, distribuídos em 05 alimentadores de 13,8 kV…

…O sistema automatizado dispensa a presença de eletricistas e operadores na subestação para efetuar manobras, sendo realizadas diretamente pelo Centro de Operação da Distribuição (COD) da Elektro, em Campinas, por comunicação via satélite.

Hidrogênio 1. A Schlumberger New Energy, o CEA e parceiros anunciaram nesta segunda (11) a aprovação da Comissão Europeia para a formação da Genvia, uma empresa de tecnologia de produção de hidrogênio limpo…

…O empreendimento pretende acelerar o desenvolvimento e a primeira implantação industrial da tecnologia de eletrolisador de óxido sólido reversível de alta temperatura da CEA, como a tecnologia mais eficiente e econômica para produção limpa de hidrogênio.

Hidrogênio 2. Ørsted, Siemens Gamesa, ITM Power e Element Energy receberam 5 milhões de euros em financiamento para desenvolver um sistema combinado de turbina eólica e eletrolisador para operação em ambientes marinhos…

…O consórcio vai desenvolver e testar um sistema eletrolisador projetado para ser compacto e permitir a integração com uma única turbina eólica offshore, acompanhando o perfil de produção da turbina. Offshore Wind
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 12/01/2021

PETROLEIRAS PREVEEM 38 NOVOS POÇOS, COM INVESTIMENTO DE R$ 5,2 BI, DIZ ANP
Publicado em 01/12/2021 as 06:55 PM

Em 2021, mesmo com a pandemia, 38 novos poços deverão ser abertos em campos de petróleo e gás no Brasil, investimento que pode chegar a R$ 5,2 bilhões, segundo informações declaradas pelos operadores à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). As petroleiras preveem ainda a realização de 450 quilômetros de sísmicas 2D e 2.475 quilômetros quadrados de sísmica 3D, que vão demandar mais R$ 164 milhões.

A exploração em terra será responsável pela perfuração de 20 poços, investindo R$ 163 milhões, e pela realização das sísmicas 2D, ou R$ 120 milhões; enquanto a exploração no mar programa 18 poços, ao custo de R$ 5,1 bilhões, e sísmicas 3D ao valor de R$ 44 milhões.

Os dados foram divulgados nesta manhã pela ANP, que atualizou as previsões anuais sobre atividades de exploração de petróleo e gás natural com dados relativos a 2021.

Para este ano, as operadoras declaram a entrada de mais três plataformas de produção, uma a mais do que em 2020. Está prevista também a desativação de 133 campos de petróleo (arrasamento e abandono de poços) e 338 novas perfurações, quase o dobro do verificado no ano passado.

A produção de petróleo em 2021 deverá atingir 463,9 milhões de metros cúbicos por dia, subindo para 571,5 milhões de m3 em 2025. Já o gás natural deve registrar este ano 121,9 milhões de m3, atingindo 173,2 milhões de metros cúbicos em 2025.

"Em função das incertezas inerentes às variáveis consideradas, bem como à possibilidade de apresentação de atualizações e revisões destas estimativas pelos operadores, não há garantia de efetivação das estimativas ao longo do período simulado", informou a ANP.

Todas as projeções da ANP podem ser acessadas no seguinte endereço na internet: https://www.gov.br/anp/pt-br/canais_atendimento/imprensa/noticias-comunicados/anp-divulga-dados-de-exploracao-de-petroleo-e-gas-natural-relativos-a-2021
Fonte : Estado de Minas - MG
Data : 12/01/2021

PREFEITURA DO RIO: SERVIDORES PEDEM TRANSPARÊNCIA E DIÁLOGO NO TERCEIRO MANDATO DE PAES
Publicado em 01/12/2021 as 06:55 PM

Por Stephanie Tondo

Protesto de professores em frente à Prefeitura do Rio em 2013Protesto de professores em frente à Prefeitura do Rio em 2013 Foto: Fabiano Rocha

Depois de quatro anos de um relacionamento turbulento dos servidores da cidade do Rio com o então prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), o funcionalismo ajudou a eleger novamente Eduardo Paes (DEM) para ocupar a cadeira de chefe do Executivo municipal. No entanto, o resultado nas urnas não será garantia de que a relação dos servidores com Paes em seu terceiro mandato será tranquila. Em meio à possibilidade de atraso nos salários ao longo de 2021, e um 13º salário que ainda não foi quitado para os funcionários que ganham acima de R$ 4 mil, sindicatos e entidades já começam a elaborar a lista de reivindicações para este ano.

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Entre os pontos criticados pelo funcionalismo em relação aos mandatos anteriores de Paes está a “falta de diálogo”, que os servidores esperam que seja superada para que haja mais transparência, principalmente em relação à situação das contas municipais e aos salários.

— Durante a última gestão de Paes foram identificadas pendências pontuais, entretanto os pagamentos das remunerações e proventos foram realizados em dia, bem como o 13º salário de todas as categorias, questão que agora se torna o grande fantasma dessa administração — aponta Carlos Jund, advogado da Federação das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais e Municipais do Rio (Fasp).

Na semana passada, a prefeitura voltou a informar que tem como objetivo retomar o pagamento dos salários dos servidores no segundo dia útil de cada mês.

‘Falta de diálogo’ é criticada por sindicatos
Entre os problemas dos últimos mandatos de Paes — que os servidores esperam não ter que enfrentar novamente — está a “falta de diálogo” com o prefeito. Presidente do Sindicato Carioca dos Fiscais de Renda (Sincaf), Luiz Antonio Barreto afirmou que a categoria já tentou estabelecer uma comunicação com a prefeitura na semana passada, mas não foi recebida:

— A gente quer transparência, quer participar da gestão, somos funcionários do município, não do governo Paes ou Crivella, e queremos o melhor para a cidade. Diálogo é a condição básica para mudar as coisas, e não foi o que conhecemos nesta sexta-feira, quando fomos entregar um documento ao prefeito assinado por várias entidades municipais, e ele não nos recebeu.

Coordenador Geral do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe), Alex Trentino lembrou dos problemas entre a categoria e o prefeito nos mandatos anteriores, que culminaram em greves e manifestações de professores:

— A gente avalia a última gestão do Eduardo Paes como uma completa falta de diálogo. Haja vista a greve de 2013, que terminou com bombas na Cinelândia.

Concursos, reajustes e planos de cargos e salários
Entre as reivindicações para a nova gestão de Paes estão ainda a realização de concursos públicos para repor servidores aposentados e afastados do trabalho presencial por serem grupo de risco para Covid-19.

Luiz Antonio Barreto, presidente do Sincaf, afirma que há um percentual significativo do quadro de fiscais de rendas da prefeitura que estão impossibilitados de comparecer a atividades presenciais. Segundo ele, é necessário haver uma renovação do quadro, com realização de concursos.

— Nossa atividade exige concursos para efetivos, já que é uma carreira típica de estado. O ideal seria repor no mínimo o contingente de servidores que estão em abono permanência — afirma.

Já Carlos Jund, advogado da Fasp, acredita ser fundamental que os planos de cargos e salários sejam revisitados para considerara a modernização do sistema de dados e o incremento das atividades com maior amplitude tecnológica:

— Esses fatores geram novos modelos de gestão administrativa no que toca aos recursos humanos, trazendo alterações efetivas de gestão administrativa e valorização das categorias com ampla redução das distorções existentes. E essas mudanças acarretarão a necessidade de adaptação dos servidores a essa nova realidade.

O advogado acrescenta ainda à lista de reivindicações a realização de concursos públicos e a proteção aos servidores que atuam em áreas expostas ao contato com o novo coronavírus. Segundo ele, é importante que a prefeitura garanta a compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), além de fornecer treinamento para a sua correta utilização.

— Podemos dizer, ainda, que o município do Rio de Janeiro também não vem reconhecendo o efetivo tempo de serviço de determinadas categorias, o que gera impacto no cálculo dos triênios; vem se recursando a realizar a progressão funcional de acordo com determinados planos de cargos e salários; vem realizando, de forma reiterada, ante a falta de pessoal, desvios de função e não remunerando os respectivos servidores adequadamente, ou seja, irregularidades que por simples recomposição da gestão de pessoal podem ser solucionadas — acrescenta.

O Sepe, por sua vez, enviou à Secretaria de Educação pedidos de reajuste salarial anual, como está previsto na Lei Orgânica do Município, além de implementação de um terço da jornada extra classe.

— Os servidores da Educação estão há dois anos sem reajuste — aponta Alex Trentino.
Fonte : Extra Online
Data : 12/01/2021

REFORMA ADMINISTRATIVA VOLTA À PAUTA DO CONGRESSO ESTE ANO; VEJA O QUE MUDA PARA OS SERVIDORES
Publicado em 01/12/2021 as 06:54 PM



A proposta do governo prevê o fim do chamado Regime Jurídico ÚnicoA proposta do governo prevê o fim do chamado Regime Jurídico Único Foto: Pablo Jacob / Agência O Globo

Apresentada pelo governo em setembro, a reforma administrativa teve sua votação adiada e deve voltar a tramitar no Congresso Nacional neste ano. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 23/2020 traz uma série de mudanças para o funcionalismo público, com a criação de cinco vínculos e o fim da estabilidade para a maior parte das carreiras.

As medidas encontraram resistência por parte de servidores e sindicatos, que começam a traçar a partir deste mês as estratégias de mobilização contra a aprovação da PEC.

De acordo com o coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputado Professor Israel Batista (PV-DF), a reforma é um erro e está sendo conduzida com base em premissas falsas. Ele afirma que a frente está levantando dados para comprovar as incoerências da proposta e ressalta os riscos das mudanças sugeridas.

"Ao questionar a estabilidade do servidor público, a proposta pode abrir espaço para a corrupção e o compadrio, com indicações políticas em espaços que deveriam ser técnicos. A reforma tende a piorar as condições de trabalho dos servidores, com sobrecarga para os que ficarem. Com isso, a gente vai ter a redução na qualidade do serviço público", aponta.

Já o vice-líder do governo na Câmara, o deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA) afirma que a reforma administrativa não vai trazer prejuízos para o serviço público. O parlamentar acrescenta ainda que os novos prefeitos poderão ter um papel importante nesse processo.

"Vão ver a dificuldade que é a sua folha de pagamento, às vezes as suas prefeituras inchadas e sem sobrar recursos para investimentos tão necessários para a população. Então, talvez com uma pressão popular, com uma pressão da base dos municípios, nós possamos fazer uma pressão democrática ao Congresso Nacional, para que a Câmara vote o mais rápido possível essa reforma administrativa que torne mais ágil, mais competente e privilegie o serviço público de qualidade.

O que muda com a reforma administrativa

Criação de cinco novos vínculos e o fim da estabilidade

A proposta do governo prevê o fim do chamado Regime Jurídico Único, que seria substituído por novos vínculos, com diferentes regras de estabilidade. O primeiro grupo seria formado pelas carreiras típicas de Estado, com estabilidade. O segundo, seria formado por servidores com contratos de duração indeterminada, que poderiam ser demitidos a qualquer momento, por necessidade de cortes de gastos, por exemplo. Nesses dois casos, o ingresso no funcionalismo ocorreria por concurso público.

A PEC também permite a contratação temporária a qualquer momento, sem necessidade de cumprir uma demanda excepcional. Esse seria o terceiro grupo composto por servidores com contrato temporário, sem estabilidade, e que ingressariam por meio de seleção simplificada. Essas regras valem também para o quarto grupo, de cargos de liderança e assessoramento, similar ao atual cargo comissionado ou de confiança.

Por fim, o quinto grupo é o vínculo de experiência, dos quais farão parte candidatos que ingressem por concurso público durante os primeiros anos de contrato.

Férias

É vedada a concessão de férias em período superior a 30 dias pelo período aquisitivo de um ano.

Acumulação de cargos públicos

É autorizada a acumulação remunerada de cargos públicos para servidores não ocupantes de cargos típicos de Estado, quando houver compatibilidade de horários e não houver conflito de interesse.

Adicionais por tempo de serviço e licença-prêmio

O texto também veda o pagamento de adicionais referentes a tempo de serviço, independentemente da denominação adotada, além da concessão de licença-prêmio, licença-assiduidade ou outra licença decorrente de tempo de serviço, independentemente da denominação adotada, ressalvada, dentro dos limites da lei, licença para fins de capacitação.

Aposentadoria compulsória

A PEC proíbe a aposentadoria compulsória como modalidade de punição.

Progressão de carreira

O texto veda a concessão de progressão ou promoção baseada exclusivamente em tempo de serviço.

Governança

Haverá estímulo à cooperação entre os entes federativos (União, estados e municípios) e aos contratos de maior desempenho, e maior autonomia do presidente da República na reforma da administração federal.
Fonte : Extra Online
Data : 12/01/2021

STF PROÍBE UNIÃO DE COBRAR ESTADO DO RIO POR CALOTE DE R$ 4,5 BILHÕES EM DÍVIDA
Publicado em 01/12/2021 as 06:53 PM

O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a União de executar contragarantias para ressarcir uma dívida de R$ 4,5 bilhões do Estado do Rio com o banco francês BNP Paribas. A dívida venceu em 20 de dezembro. O Tesouro Nacional já informou que cobrirá o calote, pois a dívida é garantida pela União. A decisão, em liminar do presidente da corte constitucional, ministro Luiz Fux, foi tomada no mesmo processo em que foi decidida a permanência do Rio no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

A manutenção do Rio no RRF também foi garantida por liminar, concedida por Fux na véspera do Natal. Mesmo após essa decisão, o Tesouro Nacional informou publicamente que, após cobrir o calote no BNP Paribas, buscaria ressarcimento por meio de bloqueios de receitas do governo fluminense com o ICMS e o Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Diante das manifestações públicas do Tesouro, a Procuradoria-Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) entrou com embargos de declaração, um recurso no mesmo processo em que Fux decidiu pela permanência do governo fluminense no RRF.

O recurso pediu que se esclarecesse se a decisão da véspera do Natal, de manter o Rio no RRF, valia para a dívida com o BNP Paribas. Para a PGE-RJ, a permanência no programa de socorro exime o governo fluminense de qualquer dívida com a União, fossem financiamentos diretos ou garantidos pelo Tesouro.

Na decisão tomada na noite desta segunda-feira, 11, Fux esclareceu que a “tutela provisória deferida”, ou seja, a decisão liminar da véspera do Natal, “alcança, até decisão posterior, a proibição de execução de garantias e contragarantias, inclusive as previstas” na dívida com o BNP Paribas. A decisão esclarece ainda que a liminar anterior impede a inscrição do Estado do Rio no CAUC, um cadastro de governos locais devedores da União, ou “nos cadastros de inadimplentes relativamente a esses mesmos fatos e objetos”.

A dívida se refere a um empréstimo de R$ 2,9 bilhões tomado junto ao BNP Paribas em dezembro de 2017, medida prevista no Plano de Recuperação Fiscal firmado entre o Rio e a União em setembro de 2017, no âmbito do RRF – o Rio foi o único a recorrer ao regime, criado em maio de 2017 para socorrer Estados em dificuldades financeiras. O valor original foi determinado pelo Plano de Recuperação. O banco francês foi selecionado em licitação pública. A dívida aumentou por causa de juros e encargos.

A lógica do RRF é suspender o pagamento das dívidas dos Estados com a União, em troca de medidas, dos governos locais, para equilibrar suas contas, cortando despesas e aumentando impostos. O mecanismo também procura incentivar os Estados socorridos a recorrerem à privatização de serviços públicos, como forma de aliviar as dificuldades financeiras.

No caso do Plano de Recuperação do Rio, a privatização dos serviços de saneamento básico foi colocada como contrapartida. A forma de fazer isso foi colocar as ações da Cedae, a estatal de saneamento, como uma das contragarantias do empréstimo tomado junto ao BNP Paribas, com aval da União. Os valores levantados com a desestatização poderiam ser usados para quitar a dívida. Por outro lado, a inadimplência daria à União o direito de federalizar a Cedae.

O calote no BNP Paribas chegou a atrasar a publicação do edital de concessão dos serviços de saneamento do Rio em uma semana – o documento foi publicado finalmente em 29 e dezembro. O leilão está previsto para 30 de abril de 2021 e renderá, no mínimo, R$ 8,5 bilhões para o Estado, em três parcelas, que, no entanto, chegarão tarde demais para quitar a dívida com o banco francês.

Quando informou que buscaria o ressarcimento após cobrir a dívida em nome do Estado do Rio, o Tesouro não mencionou as ações da Cedae entre as contragarantias, separando as divergências em torno da manutenção do RRF do processo de concessão dos serviços de água e esgoto.

O Plano de Recuperação Fiscal tem sido objeto de atritos entre o governo fluminense e o governo federal desde que chegou perto de completar três anos, no início de setembro. Uma das polêmicas gira em torno de sua vigência. Para o governo fluminense, o RRF permitiria que os planos de recuperação poderiam ter seis anos de duração, sem necessidade de renovação. Para o governo federal, os planos são firmados com prazo de três anos, renováveis por mais três, desde que o Estado socorrido cumpra todas as contrapartidas exigidas.

Com seu entendimento, o Tesouro Nacional enviou um ofício ao governo do Rio, em 21 de dezembro, cobrando dívidas vencidas desde setembro. Foi então que o governo fluminense recorreu ao STF, conseguindo a decisão favorável de Fux.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 12/01/2021

PPSA ARRECADA PARA A UNIÃO R$ 627,8 MILHÕES EM 2020
Publicado em 01/12/2021 as 06:53 PM

A Pré-Sal Petróleo (PPSA) arrecadou para a União no ano passado R$ 627,8 milhões, 33,5% a mais do que em 2019, e 119% ante 2018. Também foram arrecadados R$ 76,4 milhões por meio de um Acordo de Equalização de Gastos e Volumes, assinado entre a PPSA e a Petrobras, em junho de 2020.

No total, a arrecadação para o governo somou R$ 704,2 milhões, segundo informou a PPSA.

Em 2020, foram comercializados 2,8 milhões de barris de petróleo da área de desenvolvimento de Mero e do campo de Entorno de Sapinhoá, que operam em regime de partilha de produção, e 37,7 milhões de metros cúbicos de gás dos campos de Entorno de Sapinhoá, Tartaruga Verde Sudoeste e Tupi.

Desde 2018, a PPSA já arrecadou R$ 2,68 bilhões para a União, sendo R$ 1,38 bilhão com a atividade de comercialização do petróleo e gás e R$ 1,3 bilhão com equalizações de gastos e volumes realizadas pela companhia em áreas onde a União tem participação nos Acordos de Individualização da Produção.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 12/01/2021

PARA DIRETOR DO BC, 2ª ONDA NÃO TEM MESMAS CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS DA 1ª
Publicado em 01/12/2021 as 06:53 PM

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, afirmou nesta terça-feira, 12, que uma segunda onda de contaminação pela covid-19 não tem, necessariamente, as mesmas consequências econômicas da primeira onda, verificada em 2020. “Não é nada simples reprisar o choque que vivemos em março e dizer que o impacto agora vai ser o mesmo”, avaliou, durante evento virtual.

Segundo Bruno Serra, em março e abril de 2020 o avanço da pandemia gerou “lockdowns fortes” e as pessoas passaram a ficar em casa.

Agora, a avaliação é de que há um recrudescimento da doença, mas como consequência da volta da mobilidade.

Para o diretor do BC, é difícil estimar que o impacto da segunda onda na economia será o mesmo que o da primeira onda, vista no ano passado.


Grau de estímulo
Bruno Serra afirmou também que a instituição precisou adotar um grau de estímulo monetário “forte” no Brasil, em meio à pandemia do novo coronavírus, mas que isso é “temporário”. “A taxa de juros que precisamos colocar foi em ambiente de choque atípico”, afirmou o diretor, durante evento virtual.

Atualmente, a Selic (a taxa básica de juros) está em 2,00% ao ano, no menor patamar da história. Em suas comunicações, o BC vem pontuando que o atual nível “extraordinariamente elevado de estímulo monetário” é adequado.

Bruno Serra afirmou, no entanto, que “é natural esperar que o estímulo extraordinário vá sair de cena em algum momento”.

Segundo ele, isso já vem sendo projetado pelo mercado. “O debate vai ocorrer”, afirmou, para depois acrescentar que “ainda é o momento de estímulo bastante extraordinário”.

Commodities
O diretor de Política Monetária do Banco Central avaliou ainda a alta mais recente das commodities no mercado internacional, que gerou efeitos para o mercado global de câmbio. Segundo ele, o movimento pode ser separado em duas partes.

Em primeiro lugar, conforme Serra, a pandemia do novo coronavírus levou um grande número de países a utilizar o espaço fiscal para “colocar dinheiro” na economia. “Os países desenvolvidos usaram o fiscal mais do que nós”, pontuou o diretor. Segundo ele, com mais dinheiro nas mãos das pessoas, o consumo de produtos reagiu e os preços das commodities se recuperaram.

A segunda explicação para o avanço das commoditites está ligada ao clima. “A questão climática também pesou nos grãos e foi para os preços”, afirmou. “A Arábia Saudita restringiu produção”, acrescentou, em referência aos cortes mais recentes na produção de petróleo, que impulsionaram os preços da commodity e o dólar ante outras moedas no mercado internacional.

Câmbio
Ao avaliar de forma geral o movimento do câmbio nos últimos meses, Bruno Serra lembrou que o Brasil passou pelo que outros países passaram durante a pandemia, com a saída de investimentos estrangeiros. Além disso, ele lembrou que em 2020 o Brasil enfrentou um “ajuste grande” de estoques cambiais ligados ao overhedge – o hedge (proteção) em excesso que bancos com operações no exterior carregavam e que precisou ser reduzido até o fim do ano.

O ajuste do overhedge, conforme Bruno Serra, somou cerca de US$ 35 bilhões. Para evitar pressão adicional no câmbio, o BC promoveu operações cambiais no fim de 2020, permitindo a redução do overhedge. “Era um problema que vivíamos no mercado de câmbio brasileiro. Reduzir o estoque de overhedge é doloroso, mas vai trazer frutos no futuro”, defendeu.

Bruno Serra participou nesta terça de evento virtual sobre “Conjuntura Econômica Brasileira”, organizado pela XP Investimentos.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 12/01/2021

DADOS DA FGV INDICAM OCIOSIDADE SUPERIOR A 30% NO SETOR AUTOMOBILÍSTICO DO PAÍS
Publicado em 01/12/2021 as 06:53 PM

A despeito de a indústria brasileira já ter superado as perdas decorrentes da crise provocada pela covid-19 no País, os fabricantes de veículos automotores e produtos de metal registraram uma ociosidade média do parque fabril superior a 30% nos últimos quatro meses, segundo dados desagregados da Sondagem da Indústria do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), obtidos com exclusividade pelo Estadão/Broadcast.

A recuperação tem sido impulsionada pelo auxílio emergencial, exportações e mudança no padrão de consumo das famílias durante a pandemia, mas ainda é heterogênea. Alguns setores operam consideravelmente aquém da sua capacidade de produção. Dos 16 principais subsetores pesquisados na sondagem, apenas sete já superaram a média histórica de uso da capacidade instalada.

“A retomada não vem de forma ordeira e homogênea, ela vem de forma heterogênea, errática, tanto sob a ótica da produção quanto da utilização da capacidade instalada. A disseminação da recuperação vai depender da robustez do crescimento. Tudo está apontando para dias melhores, embora tenhamos desafios, como o fim do auxílio emergencial, o desemprego elevado e a curva da pandemia piorando”, avaliou Rafael Cagnin, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Nuci
A indústria de transformação operava com 79,25% da capacidade instalada, em média, de setembro a dezembro de 2020, patamar que se aproxima da média histórica de 81,96% registrada no período que se estendeu de 2010 a 2015, antes das duas últimas crises econômicas. A melhora atual é puxada por setores como o de vestuário e celulose, nos quais o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) superou os 90%.

“Apesar de não ser um nível absurdo, começamos a ter um superaquecimento em alguns setores. Temos relatos de falta de insumos, mas o comércio online bombou a indústria de papelão ondulado, por exemplo. Quando você vende online, você reempacota o produto. Alguns setores são beneficiados por questões idiossincráticas da pandemia. Outras atividades mostram reação porque tinham perdido muito durante a crise, como vestuário”, apontou o superintendente de Estatísticas Públicas do Ibre/FGV, Aloisio Campelo Júnior.

Por outro lado, a ociosidade permanece elevada em veículos automotores, que usaram em média 69,33% da capacidade instalada nos quatro últimos meses de 2020, ante uma média histórica pré-crise de 83,54%. A indústria de produtos de metal operava até mês passado com 67,48% da capacidade, consideravelmente abaixo da média de 77,88%.

Outros setores com ociosidade elevada em relação às suas próprias médias históricas foram informática, eletrônicos e ópticos, com um nível de utilização da capacidade instalada de 73,3% de setembro a dezembro de 2020, ante uma média histórica de 83,17%; máquinas e equipamentos, operando com uma média de 70,9% da sua capacidade, ante uma média histórica de 79,64%; e metalurgia, com Nuci de 78,78%, ante uma média histórica de 83,93%
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 12/01/2021

COM MAIS DE 5.3 MILHÕES DE TONELADAS, EMBARQUE DE CARGAS CRESCE NO PORTO DO PECÉM
Publicado em 01/12/2021 as 06:52 PM

Fonte: Agência Porto (12 de janeiro de 2021 )
    
Ferro fundido, sal, produtos da indústria de moagem, frutas, minérios, cereais e alumínio lideram as cargas que mais foram embarcadas através do Porto do Pecém em 2020. Ao todo foram embarcadas 5.324.440 toneladas no ano passado, um aumento de 2% nessa movimentação em comparação a 2019 (5.212.141 toneladas).

Somente no último mês do ano passado os embarques totalizaram 535.775 toneladas, resultado 14% superior ao embarcado em dezembro de 2019 (469.290 toneladas). Ao todo, entre embarques e desembarques, foram movimentadas 1.472.355 toneladas. em dezembro de 2020.

“Esse aumento pode parecer pouco, mas representa muito diante desse dificílimo 2020. Foi um ano que, desde o início, exigiu muito da equipe, muito de todos nós profissionais do Complexo do Pecém. Nos reinventamos para seguir com todas as nossas operações. E mesmo com a pandemia, não paralisamos nossas atividades um único dia”, enfatiza Danilo Serpa – Presidente do Complexo do Pecém (CIPP S/A).

E foi também a pandemia que afetou diretamente a movimentação acumulada do ano passado. 2020 fechou com o total de 15.930.483 toneladas movimentadas no Terminal Portuário do Pecém, resultado 12% abaixo em relação ao mesmo período de 2019 (18.096.308 toneladas).

“Já no primeiro semestre de 2020 estimávamos uma possível retração. O Pecém é um porto-indústria, somos um complexo industrial e portuário com clientes que sofreram e, de certa forma, ainda sofrem com a pandemia. Alguns fecharam fábricas, suspenderam atividades. Mas é fato que já no fim do ano passado começamos a sentir uma melhora na nossa movimentação”, conclui Danilo.

Natureza da Carga

49% – Granel sólido com 7.761.958 toneladas movimentadas

30% – Contêineres com 4.818.581 toneladas movimentadas

20% – Carga solta com 3.122.245 toneladas movimentadas

1% – 227.700 toneladas movimentadas

Tipos de Navegação

– Cabotagem (Pecém para outros portos do Brasil): a navegação de cabotagem totalizou 9.015.621 toneladas. Nos desembarques os principais produtos movimentados foram minérios (3.090.416 t); cereais (402.270 t); ferro fundido (242.762 t); alumínio e suas obras (95.899 t) etc. Já os embarques de cabotagem ficaram por conta das movimentações de sal (374.487 t); ferro fundido (169.004 t); produtos da indústria de moagem (139.561 t); cereais (98.306 t); alumínio e suas obras (96.160 t); plásticos e suas obras (43.206 t); etc.

– Longo Curso (Pecém para outros portos do Mundo): A navegação de longo curso totalizou 6.914.862 toneladas. Nos desembarques de longo curso os principais produtos movimentados foram combustíveis minerais (2.759.759 t); ferro fundido (60.567 t); adubos (43.084 t); cereais (8.452 t); etc. Em relação aos embarques de longo curso, os destaques foram verificados nas movimentações de ferro fundido (1.815.880 t); frutas (107.613 t); minérios (104.744 t); máquinas (39.541 t); preparações de produtos hortícolas (34.130 t); etc.

O Pecém é um terminal multicargas por movimentar granéis sólidos, granéis líquidos, contêineres e cargas em geral nos 10 berços que possui. Não à toa esse elo, na cadeia logística do transporte marítimo global, é considerado um Hub Portuário – hoje conectado por sete linhas de cabotagem e três de longo curso.

Além disso, o Governador Camilo Santana deverá fazer em breve a inauguração da segunda expansão do terminal portuário cearense. Serão inaugurados um novo berço de atracação (berço 10), uma segunda ponte de acesso aos píeres (Ponte 2) e um segundo portão de acesso (Gate 2) ao terminal. Todas essas obras serão oficialmente entregues no ano que marca os 19 anos de operação do Porto do Pecém.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 12/01/2021

COM DOIS PORTOS ATIVOS, VOLUME DAS EXPORTAÇÕES DE MS VIA PORTO MURTINHO CRESCE 57,83% EM 2020
Publicado em 01/12/2021 as 06:52 PM

Fonte: Agência Porto (12 de janeiro de 2021 )

O volume das exportações sul-mato-grossenses pela zona portuária de Porto Murtinho cresceu 57,83% no acumulado de janeiro a dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, em função da entrada em atividade do terminal FV Cereais e do incremento nas estruturas da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho).

Pelos portos do município, foram escoadas 384 mil toneladas ao longo de 2020, basicamente da safra de grãos do Estado. Em 2019, foram 233 mil toneladas. A participação dos terminais portuários da cidade no escoamento das exportações de Mato Grosso do Sul passou de 1,49% no ano passado para 2,12% em 2020. A movimentação total de exportações na zona portuária também aumentou: de 268 mil toneladas em 2019 para 396 mil toneladas em 2020.

Além dos embarques de soja, também foram escoados pelos terminais portuários de Porto Murtinho produtos como sementes e frutos oleaginosos; grãos, sementes e frutos diversos; plantas industriais ou medicinais; palhas e forragens; ferro fundido, ferro e aço; sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento. O destino principal dessas mercadorias foi a Argentina, em seguida a Bolívia e, por fim, o Paraguai. Além de produtos sul-mato-grossenses, também foram escoadas mercadorias de Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo.

Na avaliação do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) esse resultado foi obtido graças à estratégia de potencialização da logística do Estado em relação ao transporte hidroviário. “Em 2015, o Governo do Estado lançou o PROEXP (Programa de Estímulo à Exportação ou à Importação pelos Portos do Rio Paraguai) e os resultados vêm sendo colhidos ao longo desses anos, com a intensificação dos embarques e a entrada em funcionamento do terminal da FV em março do ano passado”, afirmou.

Contorno rodoviário prepara região para expansão portuária e logística

Construído em 2020 pelo Governo do Estado, o contorno rodoviário de Porto Murtinho, está sendo fundamental para dar suporte aos empreendimentos de transporte rodoviário e hidroviário que estão se instalando na região. A pavimentação de 7,19 km paralelamente ao dique de prevenção às cheias interliga a BR-267 aos portos, tirando o tráfego pesado da área central. A obra contou com R$ 25,2 milhões em recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de MS) e foi concluída em dez meses.

O investimento do Estado consolida o projeto de expansão da capacidade portuária e de incremento da hidrovia, que se transforma em importante rota para escoamento da produção, via portos da Argentina e do Uruguai, ao resto do mundo. O acesso conta com faixas de rolamento de 3,5 metros de largura e acostamentos de 2,5 metros. A estrutura atende aos portos FV Cereais e da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho), em operação, e às futuras instalações alfandegárias e de descarga.

“Essa obra melhora o acesso à região portuária, facilita o dia a dia na cidade e dá qualidade de vida à população”, lembra o secretário Jaime Verruck. “Faz parte de um plano para reforçar a estrutura logística de Murtinho, eixo da Rota Bioceânica que abrirá caminho para os produtos brasileiros ao Pacífico com destino ao mercado asiático”, finalizou.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 12/01/2021

CÂMARA DÁ INÍCIO ÀS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS DE 2021
Publicado em 01/12/2021 as 06:52 PM

Fonte: Câmara Municipal de Santos (12 de janeiro de 2021 )
    
No dia 13 de janeiro, a Câmara de Santos irá realizar as primeiras audiências públicas do ano pela Comissão de Finanças e Orçamento (CFO). Pela manhã, às 10h30 irá tratar da prestação de contas do Fundo Municipal da Saúde e às 14h30, apresentará o Relatório de Gestão Fiscal. Ambas serão relativas aos (1º e 2º quadrimestres de 2020).

As audiências serão conduzidas pelo vereador Ademir Pestana (PSDB) que passa a presidir a CFO do legislativo.

No dia das audiências, será disponibilizado, também, o link para que os vereadores e vereadoras possam acessar a transmissão via aplicativo “zoom”. As audiências irão ocorrer no Plenário Oswaldo De Rosis e seguindo os protocolos contra a Covid-19.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 12/01/2021

OGMO/SANTOS IMPLEMENTA PLANO DE ACORDOS PARA QUITAÇÃO DE PROCESSOS JUDICIAIS
Publicado em 01/12/2021 as 06:52 PM

Fonte: OGMO/Santos (12 de janeiro de 2021 )
    
O OGMO/Santos informa que implementou plano de acordos para quitação dos processos trabalhistas que encontram-se aguardando recebimento de créditos na ordem cronológica de pagamentos, em trâmite no Juízo Auxiliar em Execução do TRT2.

Sendo assim, a entidade está realizando acordos com os reclamantes que manifestaram interesse em receber seus créditos de forma imediata, mediante a aplicação de desconto negociado com os reclamantes.

Caso possua processo na ordem cronológica, e tenha a intenção de realizar acordo, solicite ao seu advogado constituído nos autos que entre em contato diretamente com o patrono do OGMO/Santos, Dr. Marcel Cavalcanti Marquesi, pelo telefone (11) 3218-7288.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 12/01/2021

MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA APROVA BENEFÍCIO FISCAL PARA OBRA DE R$ 6,8 BI DA TRANSNORDESTINA
Publicado em 01/12/2021 as 06:51 PM

O Ministério da Infraestrutura aprovou um benefício fiscal de R$ 191 milhões para a continuidade das obras da Ferrovia Transnordestina, cujo valor é estimado em R$ 6,8 bilhões.

As informações constam da Portaria 13 da Secretaria de Fomento, Planejamento e Parcerias do MINFRA publicada no DOU desta terça-feira (12).

De acordo com o ato, foi aprovado o enquadramento no Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura) do investimento proposta pela Transnordestina Logística S/A, empresa responsável pelo projeto e controlada pela CSN.

O projeto trata da implantação da Ferrovia Nova Transnordestina, nos trechos Missão Velha (CE) e Salgueiro (PE); Salgueiro e Trindade (PE); Trindade e Eliseu Martins (PI); Salgueiro e Porto de Suape (PE); e Missão Velha (CE) e Porto de Pecém (CE), com extensão de 1.753 km

O projeto da Nova Transnordestina teve obras iniciadas no final da década de 2000, mas foi paralisado várias vezes. Com cerca de 50% de obras até o momento e em trechos que impedem uma operação, a construção da ferrovia foi parcialmente retomada pela empresa no ano passado, conforme noticiou a Agência iNFRA.

Confira a matéria na íntegra: https://www.agenciainfra.com/blog/ministerio-da-infraestrutura-aprova-beneficio-fiscal-para-obra-de-r-68-bi-da-transnordestina/
Fonte: Agência iNFRA
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 12/01/2021

COM DOIS PORTOS ATIVOS, VOLUME DAS EXPORTAÇÕES DE MS VIA PORTO MURTINHO CRESCE 57,83% EM 2020
Publicado em 01/12/2021 as 06:51 PM

O volume das exportações sul-mato-grossenses pela zona portuária de Porto Murtinho cresceu 57,83% no acumulado de janeiro a dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, em função da entrada em atividade do terminal FV Cereais e do incremento nas estruturas da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho).

Pelos portos do município, foram escoadas 384 mil toneladas ao longo de 2020, basicamente da safra de grãos do Estado. Em 2019, foram 233 mil toneladas. A participação dos terminais portuários da cidade no escoamento das exportações de Mato Grosso do Sul passou de 1,49% no ano passado para 2,12% em 2020. A movimentação total de exportações na zona portuária também aumentou: de 268 mil toneladas em 2019 para 396 mil toneladas em 2020.

Além dos embarques de soja, também foram escoados pelos terminais portuários de Porto Murtinho produtos como sementes e frutos oleaginosos; grãos, sementes e frutos diversos; plantas industriais ou medicinais; palhas e forragens; ferro fundido, ferro e aço; sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento. O destino principal dessas mercadorias foi a Argentina, em seguida a Bolívia e, por fim, o Paraguai. Além de produtos sul-mato-grossenses, também foram escoadas mercadorias de Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo.

Na avaliação do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) esse resultado foi obtido graças à estratégia de potencialização da logística do Estado em relação ao transporte hidroviário. “Em 2015, o Governo do Estado lançou o PROEXP (Programa de Estímulo à Exportação ou à Importação pelos Portos do Rio Paraguai) e os resultados vêm sendo colhidos ao longo desses anos, com a intensificação dos embarques e a entrada em funcionamento do terminal da FV em março do ano passado”, afirmou.

Contorno rodoviário prepara região para expansão portuária e logística

Construído em 2020 pelo Governo do Estado, o contorno rodoviário de Porto Murtinho, está sendo fundamental para dar suporte aos empreendimentos de transporte rodoviário e hidroviário que estão se instalando na região. A pavimentação de 7,19 km paralelamente ao dique de prevenção às cheias interliga a BR-267 aos portos, tirando o tráfego pesado da área central. A obra contou com R$ 25,2 milhões em recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de MS) e foi concluída em dez meses.

O investimento do Estado consolida o projeto de expansão da capacidade portuária e de incremento da hidrovia, que se transforma em importante rota para escoamento da produção, via portos da Argentina e do Uruguai, ao resto do mundo. O acesso conta com faixas de rolamento de 3,5 metros de largura e acostamentos de 2,5 metros. A estrutura atende aos portos FV Cereais e da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho), em operação, e às futuras instalações alfandegárias e de descarga.

“Essa obra melhora o acesso à região portuária, facilita o dia a dia na cidade e dá qualidade de vida à população”, lembra o secretário Jaime Verruck. “Faz parte de um plano para reforçar a estrutura logística de Murtinho, eixo da Rota Bioceânica que abrirá caminho para os produtos brasileiros ao Pacífico com destino ao mercado asiático”, finalizou
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 12/01/2021

PORTO DO RECIFE: PRIMEIRA SEMANA DO ANO TEVE CAIS CHEIO
Publicado em 01/12/2021 as 06:51 PM

A primeira semana de 2021 começou movimentada no Porto do Recife, em Pernambuco. Foram 4 operações simultâneas no dia 4 de janeiro, com destaque para o açúcar.

Três embarcações realizam o embarque do adoçante pernambucano. O Federal Sutton, Charbel e Maria Theo 1 movimentaram 62.848 toneladas do produto. Enquanto no Federal Suton o embarque de açúcar a granel é inteiramente automatizado, do armazém para o porão do navio, nas outras duas embarcações a operação foram um pouco mais demorada, já que o embarque depende da chegada dos caminhões carregados de sacas de açúcar, vindos das usinas do Estado.

No cais 4, o Ocean Crown, de bandeira panamenha, descarregou 7 mil toneladas de malte belga. O navio chegou no dia 3 ao Recife e iniciou o desembarque da cevada no mesmo dia, em uma operação totalmente automatizada.

O produto é transportado da embarcação para nossos silos portuários através de uma esteira, são descarregados em caminhões e seguem rumo ao Polo Cervejeiro de Pernambuco.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 12/01/2021

DTA: PRIMEIRA EMPRESA BRASILEIRA A CONSEGUIR CONTRATO DE DRAGAGEM
Publicado em 01/12/2021 as 06:51 PM

Por Vera Gasparetto

Portogente conversou com o empresário João Acácio Gomes de Oliveira Neto, engenheiro civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e especializado em portos pela Universidade de Delft (Holanda). Atualmente é presidente da DTA – Engenharia Portuária & Ambiental, empresa que lidera o setor de dragagem no Brasil e que tem contratos milionários com o setor portuário, devido ao seu investimento em tecnologia de ponta, associada e uma experiência de quase 50 anos na área.



Oliveira Neto defende os empreendimentos e tecnologia nacional, explica as diferenças dos modelos de dragagem e seus custos e fala sobre os contratos em andamento. Confira sua entrevista completa ao Portogente.

A DTA venceu duas disputas: está dragando o Porto de Santos por um contrato e em outro desenvolve um novo modelo de gestão para desestatização daquele Porto, além do de São Sebastião, ambos no estado de São Paulo. Qual o significado desses êxitos para o empresário e engenheiro João Acácio?
A DTA criou um modelo de negócio singular para fazer dragagem portuária. Tratando-se de uma atividade intensiva em capital, com equipamentos importados e caríssimos, principalmente as dragas hoppers, dentre outras, nunca houve no Brasil uma empresa que investisse nesse segmento, por uma razão muito simples: nunca houve um planejamento de longo prazo que assegurasse a contratação desses serviços pelo Governo. Essa deformidade fez com que as poucas empresas holandesas e belgas, líderes mundiais do setor, ocupassem esses espaços, e com muita competência.

200 Acácio DTA 2O Brasil, que demanda continuadamente esses serviços estratégicos para a economia do País, pois deles dependem a eficiência portuária, dado que 96% da corrente de comércio (importações + exportações) do Brasil passam pelos portos! Ficariam os portos reféns dessas empresas que atuam no mundo todo e que não possuem qualquer vínculo com o Brasil? Nos Estados Unidos, por exemplo, esse serviço é de segurança nacional e realizado pelo corpo de engenheiros das forças armadas americanas United States Army Corps of Engineers (Usace).

Como a DTA se diferencia nessa área?
Possuímos um dos melhores corpos de engenheiros especialistas em portos e dragagem do mundo, conhecemos toda a nossa geologia e hidrografia, e todas as demandas desse setor. Conhecemos o Brasil e seus entraves, bastava ter dragas pesadas para atuar forte e liderar o setor!

A DTA criou esse modelo afretando dragas no exterior, e em menos de 10 anos tornou-se líder isolada desse mercado no Brasil. Como empresário e engenheiro civil da Escola Politécnica da USP eu fico muito orgulhoso e satisfeito por estar ajudando o meu país, gerando emprego, e desenvolvendo tecnologia num setor muito pouco desenvolvido no Brasil, tendo aprendido muito, desde pequeno, com o meu pai, engenheiro Procópio Gomes de Oliveira, um dos técnicos mais criativos que já conheci.

Ser a escolhida para dragar a maior instalação portuária do hemisfério sul do planeta, concorrendo com empresas estrangeiras, é motivo de muita satisfação. Quanto a liderar um consórcio para estudar a privatização de Santos e de São Sebastião, e ser escolhido para essa missão, só demonstra que estamos no caminho certo, e pela primeira vez o Ministério da Infraestrutura (MInfra), através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), prestigiou o conhecimento autóctone de uma empresa de engenharia para esse affair.

O País vai se surpreender com o nível e com a criatividade do modelo que estamos concebendo para esse desafio, visando atender o interesse público do nosso país. Porto é um valioso instrumento de política pública, e importante indutor de desenvolvimento. Queremos deixar legado nessa missão nobre e espinhosa que estamos envolvidos, e que nos preparamos a vida toda, em quase 50 anos de experiência no setor portuário.

O fato do Brasil não ter draga com bandeira nacional, por questões marítimas e que deveria assegurar autonomia para manutenção dos seus portos, pode comprometer a nossa soberania?
Pode, claro, porque as empresas de fora não possuem qualquer vínculo ou investimento aqui, seus equipamentos são itinerantes, sua mão de obra é de fora, e não investem nada aqui do que ganham. Nada contra tudo isso pois são empresas privadas que, como a DTA, visam lucro. A DTA não possui nenhum apoio do Governo e luta sozinha, e essas empresas, ao contrário, contam com total apoio de seus países, com linhas subsidiadas de crédito e até recursos a fundo perdido para buscar mercado em outros países! Sou a favor das leis de mercado, mas essas empresas de fora compõem um mercado imperfeito, comprometendo a nossa soberania sem dúvida.

A forma de contratar dragagem no Brasil, por medição do material dragado e não pela manutenção das profundidades de projeto, é considerada cara. Por que a forma mais cara ainda prevalece nos contratos de dragagem dos nossos portos?
A dragagem no Brasil é cara por que a produtividade das nossas dragas é muito baixa, dado os entraves ambientais e a burocracia da gestão pública. O jovem gestor público atual de obras de dragagem, em geral, desconhece essa especialidade da engenharia, criando normas e critérios de controle e medição dos serviços que elevam os custos das nossas obras, sempre sob o pretexto e o medo da fiscalização do Tribunal de Contas da União (TCU). É patético, mas isso virou refrão popular! Há empresas de fora que não virão mais para o Brasil por que está insuportável lidar com o setor público atual, neófito, legalista e medroso. Esse modelo está exaurido, vide recente relatório da Controladoria Geral da União (CGU). O caminho será a concessão de longo prazo para esses serviços, com o compromisso de manutenção da profundidade, pois é isso o que importa para a rápida entrada e saída dos navios. Custará menos e as empresas ganharam mais!

Quais os grandes contratos executados pela DTA Engenharia, atualmente?
Os maiores contratos da DTA do Brasil, dentre outros, são:
- Derrocagem do Pedral do Lourenço no Rio Tocantins-PA, gerando uma nova hidrovia de 500 km (R$ 650 milhões);
- Dragagem de aprofundamento do Porto de Paranaguá (R$ 400 milhões);
- Dragagem de manutenção dos portos de Paranaguá e Antonina por 5 anos (R$ 500 milhões);
- Recuperação da Praia de Balneário Camboriú-SC (R$ 69 milhões);
- Dragagem de Terminal de Gás no Porto de Santos (R$ 90 milhões);
- Dragagem de manutenção do Porto de Santos por 2 anos (R$ 274 milhões);
- Dragagem de 2 terminais de petróleo da Petrobras-RJ (R$ 35 milhões);
- Dragagem de manutenção do Porto de São Sebastião –SP;
- Modelagem para a privatização dos portos de Santos e São Sebastião para o MINFRA/ BNDES;
- Dezenas de Projetos de engenharia; EVTEA’s e estudos ambientais portuários no Brasil e no exterior.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 12/01/2021

FINANÇAS PÚBLICAS ESTADUAIS NO 5º BIMESTRE – DEZEMBRO DE 2020
Publicado em 01/12/2021 as 06:50 PM

Por Mônica Mora - Técnica de Planejamento e Pesquisa da Diretoria de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac) do Ipea
monica.mora@ipea.gov.br
Divulgado em 30 de dezembro de 2020.

Acesso a integra do documento no link abaixo.
https://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/conjuntura/201230_cc_50_nota_1_financas_publicas.pdf
Fonte : IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada
Data : 12/01/2021

EPL: TRANSPORTE FERROVIÁRIO REGISTRA EM NOVEMBRO CRESCIMENTO DE 20% NO VOLUME DE CARGAS EM CONTÊINERES
Publicado em 01/12/2021 as 06:50 PM




O volume de carga movimentada em contêineres nas estradas de ferro brasileiras cresceu mais de 20% em novembro de 2020, chegando a 0,5 MM TU, aponta levantamento feito pela Empresa de Planejamento e Logística (EPL) divulgado na última semana.

A carga conteinerizada possui maior valor agregado e o aumento das operações demonstra a confiança da iniciativa privada no crescimento econômico do País. Como forma de comparação, o volume movimentado em novembro de combustíveis, derivados de petróleo e álcool (granéis líquidos) foi de 0,8 MMTU e de granéis sólidos, extrativos vegetais e celulose somou 6,7 MM TU.

Na cabotagem, o transporte de petróleo e derivados também teve alta superior a 20%. O aumento da demanda de tais produtos está diretamente relacionado à retomada das atividades econômicas após a retração causada pelo impacto do início da pandemia de Covid-19, em março do último ano.

Emprego
Seguindo a tendência já observada nos meses anteriores, o setor de transportes registrou em novembro a abertura de 11.903 vagas de empregos no subsetor de transporte rodoviário de cargas, conforme dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia. O saldo, entretanto, foi negativo nos subsetores rodoviário de passageiros, cabotagem, ferroviário de cargas e aéreo de passageiros.
Fonte : Brasil Export
Data : 12/01/2021

INSTALAÇÕES PORTUÁRIAS TÊM ATÉ 4 DE FEVEREIRO PARA RESPONDER QUESTIONÁRIO SOBRE O IDA
Publicado em 01/12/2021 as 06:50 PM

Prazo se iniciou em 4 de janeiro. As instalações portuárias devem responder e manter atualizado seu questionário do Índice de Desempenho Ambiental da ANTAQ

AGerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ informa que a janela de avaliação do Índice de Desempenho Ambiental da ANTAQ referente ao período avaliativo de 2020 está aberta e, de acordo com a Resolução ANTAQ nº 2.650, de 26 de setembro de 2012, as instalações portuárias devem responder e manter atualizado seu questionário IDA.

O acesso ao questionário estará disponível até 4 de fevereiro no sistema IDA em http://web.antaq.gov.br/IDAV2.

A ANTAQ informa, ainda, que o painel dinâmico de resultados das avaliações anteriores encontra-se em manutenção para fins de migração para uma nova plataforma e que os dados de ranking das avaliações de 2019 encontram-se disponibilizados para consulta em formato PDF no portal da ANTAQ.

A Agência lembra que qualquer alteração referente aos dois responsáveis pré-cadastrados (titular e suplente) das instalações para responder o questionário deve ser comunicada para confecção de login de acesso.

No caso de alteração dos responsáveis pelo preenchimento do questionário, deve-se encaminhar um e-mail para marcia.silva@antaq.gov.br e alessandro.ramalho@antaq.gov.br, informando nome completo, CPF, telefone, e-mail e nome da instalação para associação no sistema.

A Agência ressalta que a instalação portuária se compromete com a veracidade das informações prestadas no questionário e que o painel dinâmico de resultados continuará apresentando informações sobre o ranking, análise por atributos, por instalações portuárias, entre outras análises.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 12/01/2021

BALANÇO 2020 - MINISTÉRIO DA INFRAESTRUTURA FECHA 2020 COM 92 OBRAS ENTREGUES
Publicado em 01/12/2021 as 06:50 PM

Foram mais de 170 quilômetros de pavimentação, reconstrução e restauração de rodovias federais nas duas últimas semanas do ano

O Ministério da Infraestrutura (MInfra) terminou o ano de 2020 com 92 obras e 1.430,55 km de novas estradas entregues ao país. Até o dia 14 de dezembro, quando foi realizada a coletiva virtual de Balanço 2020, 86 empreendimentos já haviam sido inaugurados. Depois disso, seis obras prioritárias no setor rodoviário, nos estados de Goiás, Maranhão, Piauí e Alagoas, foram entregues.

“Mesmo depois do balanço que realizamos, ainda continuamos entregando importantes obras para a sociedade. O ano de 2020 foi marcado por dificuldades, mas conseguimos nos manter firmes e levar mais segurança para todos. Em 2021, nosso foco é avançar ainda mais. Será um ano de muitas realizações em investimentos privados”, afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Confira a lista de entregas em 2020:

1. Reforma da pista e revitalização do pátio de aeronaves do Aeroporto de Uberaba/MG
2. Reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu-Cataratas/PR
3. Nova sala de embarque do Aeroporto de Navegantes/SC
4. Reforma e Ampliação do Aeroporto de Fortaleza/CE
5. Reformas de ampliação e melhoria do Aeroporto de Campo Grande/MS
6. Reforma do pavimento flexível – pátio 3 e taxiways do Aeroporto de Santa Genoveva/GO
7. Recuperação do pavimento e revitalização da sinalização horizontal da pista do Aeroporto de Joinville/SC
8. BR-101/AL –18 km de duplicação (6+12) + viaduto na interseção com a AL-220 + viaduto no entroncamento com a BR-316 + Ponte Sobre o Rio Jequiá
9. BR-101/RJ – Alça de ligação da Ponte Rio-Niterói com a Linha Vermelha
10. BR-367/MG – adequação de ponte sobre o Rio Araçui/MG
11. BR-158/MS – alargamento de 2 pontes sobre os Córegos Palmito e Moeda
12. BR-304/RN – alargamento e recuperação de Ponte Felipe Guerra, em Açu/RN
13. BR-101/262 – Construção de 2 viadutos em Viana/ES
14. BR 381/MG – 42,9 km de duplicação entre Belo Horizonte e Governador Valadares
15. BR-426/PB – 7,7 km de implantação entre Nova Olinda e Santana dos Garrotes
16. BR-349/BA – 88,6 km de restauração em Bom Jesus da Lapa
17. BR-101/SE – 17 km de duplicação entre São José do Cedro e a Divisa SE/AL
18. BR-101/BA – 15km de duplicação entre Esplanada e Entre Rios
19. BR-116/RS – 75,8 km de duplicação entre Guaíba e Pelotas
20. BR-080/GO – 45,1 km de adequação entre a Divisa DF/GO e Padre Bernardo
21. BR-163/PR – 22,3 km (8,3 + 9 + 5) de duplicação
22. BR-392/RS – 6,5 km de duplicação no Contorno de Pelotas
23. BR-432/RR – 48,8 km de pavimentação entre Cantá e Novo Paraíso)
24. BR-470/SC – 7 km de restauração em Campos Novos
25. BR-470/SC – Duplicação de 21,4 km entre Navegantes e Indaial
26. BR-364/MT – Adequação da Travessia urbana de Rondonópolis/MT (3 km)
27. BR-262/MS – 40 km de restauração entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo
28. BR-230/PA – 32 km de pavimentação entre Itupiranga e Novo Repartimento e 3 pontes de concreto
29. BR-267/MS - Recuperação de 4,7 km em Rio Brilhante/MS
30. Construção de IP4 de Parintins/AM
31. Restabelecimento do sistema de transposição do Tucuruí/PA
32. Ampliação do TECON Salvador/BA
33. Ampliação do canal do Porto do Rio Grande/RS
34. Reconstrução e retomada das operações da IP4 em Turiaçu/MA
35. Retomada das operações da IP4 de Coari/AM
36. BR-158/BR-392/RS – Viaduto da Uglione e duplicação de 4 km em Santa Maria/RS
37. BR-135/BA – Recuperação de 59 km entre Barreiras e a Divisa BA/PI
38. BR-242/MT – Construção de 8 Pontes entre Nova Ubiratã e Santiago do Norte
39. Reconstrução do pátio de aeronaves do aeroporto de Congonhas/SP
40. BR-364/RO – 9 km de recuperação em Pimenta Bueno/RO
41. BR-262/MS – 16 km de terceira faixa entre Três Lagoas
42. Construção da IP4 em Viseu/PA
43. Conclusão de melhorias na pista/taxiway do Aeroporto Internacional de Belém/PA
44. BR-163/364/MT – Construção do contorno de Juscimeira/MT (7 km)
45. BR-364/RO – Construção do Trevo de Ariquemes/RO
46. BR-364/RO - 30 km de Restauração entre Ji-Paraná e Ouro Preto do Oeste
47. BR-030/BA - 84 km de Recuperação entre Guanambi e Brumado
48. BR-470/SC - Complexo de Viadutos da Mafisa (BR-470/SC-108)
49. BR-235/PI - 26 km de pavimentação entre Guaribas e Caracol
50. Construção da IP4 de Maués/AM
51. Retomada das operações da IP4 de Itacoatiara/AM
52. BR-282/SC - 9 km de recuperação entre Campos Novos e Erval Velho
53. BR-020/CE - Viaduto sobre a CE-040/CE-010 entre Fortaleza e Eusébio
54. Reforma da Pista do Aeroporto de Congonhas/SP
55. BR-101/ES - 9,0 km de duplicação entre Viana e Guarapari
56. BR-146/MG - 10,0 km de restauração entre Patos de Minas e Araxá
57. BR-050/GO - 15 km de duplicação em Catalão/GO
58. BR-282/SC -Ligação da rodovia à Av. Almirante Tamandaré
59. BR-153/060/GO - Anel Viário entre Goiânia e Aparecida de Goiânia – 16,9 km de restauração
60. BR-364/RO – Construção de 2,0 km de marginais - Concluindo a Obra de Travessia de Porto Velho
61. BR-285 /SC- Pavimentação de 8,8 km entre Timbé do Sul e div. RS/SC
62. Construção do Cais de Atalaia no Porto de Vitória/ES
63. BR-419/MS - 36 km de pavimentação de Rio Verde - Rio Negro - Lote 1
64. BR-116/BA - 9,2 km de duplicação do Acesso Santanápolis – Feira de Santana - Lote 6
65. BR-116/RS - Viaduto do Arroio do Padre, em Pelotas/RS
66. BR-282/SC - 12,47 km de restauração entre Chapecó e São Miguel do Oeste
67. Ampliação do Pátio de Aeronaves e Novo Balizamento do Aeroporto de Santa Maria/RS
68. BR-163/PA Restauração (Altamira/Novo Progresso, Três Bueira/Aruri e Castelo dos Sonhos/Cachoeira da Serra)
69. BR-135/MA Restauração de 3,7 km ente Estiva e Bacabeira
70. BR-020/CE - Viaduto sobre a CE-060/CE em Maracanaú
71. BR-317/AC - Restauração de segmentos em Capixaba, Epitaciolândia e de Brasileia
72. BR-154/MG - Pavimentação Ituiutaba - Crucilândia
73. Aeroporto de Oriximiná/PA - Reforma e modernização
74. Aeroporto de Santarém/PA - Recuperação da cabeceira da pista de pouso e decolagem
75. Construção de 2 Viadutos sobre a EF-050 em Mogi-Guaçu
76. Terminal Ferroviário em Porto Nacional/TO (Petronac)
77. BR-364/RO - Restauração de 79,8 km na (Pimenta Bueno, Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Ji-Paraná, Jarú e Ariquemes)
78. Construção do Contorno Rodoviário de São Pedro da Cipa/MT na BR-163/364/MT
79. Porto de Paranaguá/PR – ampliação do cais de atracação
80. Recuperação do pavimento da pista do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes (Manaus/AM)
81. Novo Terminal do Aeroporto de Cascavel/PR
82. Dragagem do Rio Madeira
83. 13,6 km de extensão na Ponte do Guaíba/RS
84. 45 km na BR-135/PI
85. Passagem inferior de acesso a Bosano na BR-285/RS
86. 10 km de restauração na BR-472/RS
87. 17 km de restauração na BR-414/GO
88. 47 km de pavimentação na BR-222/PI
89. 11 km de restauração na BR-135/MA
90. 46,55 km de pavimentação na BR-235/PI
91. Travessia Superior do Viaduto da PRF, no entroncamento das rodovias federais da BR-104/AL com a BR-316/AL
92. 50 km de pista recuperada na BR-135/MA
Fonte : Gov.br - Ministério da Infraestrutura
Data : 12/01/2021

PORTO DE SANTOS RECEBE 11 LANCES PARA OPERAÇÃO DE ÁREAS
Publicado em 01/12/2021 as 06:49 PM

Disputa envolve terrenos no Cais do Saboó e no Paquetá
Da Redação


Operadores estão na disputa por três áreas ociosas no Porto de Santos (Carlos Nogueira/AT)

Operadores de granel sólidos, contêineres, celulose, veículos e carga geral estão na disputa por três áreas ociosas no Porto de Santos – duas na região do Saboó e uma no Paquetá. Um total de 11 ofertas foi feito pelos lotes, que poderão ser explorados em caráter transitório, a partir de contratos com validade de 180 dias ou até a conclusão das licitações dessas glebas para concessão de longo prazo, o que ocorrer primeiro.

Esses processos seletivos simplificados, como são denominados, são organizados pela Autoridade Portuária de Santos (APS). Segundo a companhia, essas três áreas receberam as primeiras quatro ofertas no dia 21. A partir dessa data, houve um prazo de 10 dias úteis, até sexta-feira passada, para que outros interessados enviassem suas propostas.

Nesta segunda-feira (11), os 11 lances recebidos pela APS foram divulgados. Eles incluem os valores a serem pagos por mês e por tonelada movimentada, a remuneração mensal mínima, a carga a ser operada e a movimentação mínima contratual (a quantidade mínima a ser operada por mês).

A área 1, de 20.896 m2 e localizada na parte central do Cais do Saboó, recebeu quatro lances: da Conport Afretamentos Marítimos Ok Ltda, da Grcmac Locações de Equipamentos Ltda, da Reliance Agenciamento e Serviços Portuários Ltda e da Set Port Logistics Ltda.

A área 2, de 64,4 mil m2 e situada no Cais do Saboó, nas proximidades do Rio Saboó, teve duas ofertas, da MSC Mediterranean Logística Ltda. e da Santos Brasil Participações S.A.

A área 3, de 16 mil m2, no Paquetá, foi alvo de cinco propostas: da Set Port Logistics Ltda., da Conport Afretamentos Marítimos Ok Ltda. (essas duas também disputam a área 1), da Eudmarco S/A Serviços E Comércio Internacional., da Master Operador Portuario Ltda. e da Bracell Sp Celulose Ltda.

As participantes poderão fazer uma oferta final pelos lotes que disputam. Essa proposta deve ser enviada por e-mail para a APS nesta quarta (13), das 10 às 16 horas. Só depois, a partir da análise dos lances encaminhados, os vencedores serão conhecidos.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 12/01/2021

AUTORIDADE PORTUÁRIA CREDENCIA MAIS UM PÁTIO REGULADOR
Publicado em 01/12/2021 as 06:49 PM

Caminhões com destino ao Porto de Santos contam com mais um local para que caminhoneiros possam aguardar o horário de entrega das cargas no cais santista
Da Redação


Novo pátio tem área de 55 mil metros quadrados e capacidade de 350 vagas (Reprodução)

Os caminhões com destino ao Porto de Santos contam com mais um pátio regulador, localizado na zona industrial de Cubatão. O credenciamento da instalação foi anunciado ontem pela Autoridade Portuária de Santos (APS)

O novo pátio é o Ceparking, que tem uma área de 55 mil metros quadrados e 350 vagas. Ele é a sétima instalação regularizada e credenciada pela APS – o terceiro de Cubatão, administrado pelo Terminal Logístico Cesari (Terloc), que atua nos setores de armazenamento, transporte de produtos químicos e manutenção e limpeza de contêineres.

Os outros pátios reguladores estão em Santos, na Capital, em Sumaré e Cordeirópolis (essas duas cidades, no Interior do Estado).

Desde 2014, a entrada de caminhões no Porto de Santos é agendada, como forma de evitar congestionamentos nos acessos rodoviários ao complexo marítimo. Como resultado, o credenciamento de um novo pátio regulador é mais uma opção de instalação para que caminhoneiros possam aguardar o horário de entrega das cargas no cais santista.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 12/01/2021

LARRY CARVALHO: FALTA DE CONTAINERS E FRETE MARÍTIMO SUBINDO
Publicado em 01/12/2021 as 06:48 PM

Redução de atividades econômicas globais no início da pandemia também reduziu a mão de obra para movimentação de contêineres


Por Larry Carvalho


Mão de obra para movimentação de contêineres foi reduzida no ano passado devido à pandemia (Ilustração: Padron)

Quem trabalha com comex ou shipping tem reparado que, nos últimos meses, o mercado tem sofrido com impactos da falta de containers, aumento drástico dos fretes marítimos, aliado a uma grande redução do período de free time.

Para se ter noção, o frete marítimo de um container de 40ft da Ásia para os Estados Unidos da
América bateu máxima histórica recentemente.

Mas qual o motivo disso tudo estar acontecendo?
Nas últimas semanas, tenho visto muitos absurdos sendo divulgados. Diariamente, vejo pessoas culpando transportadores marítimos e os acusando de serem exploradores. A premissa basicamente é sempre mesma: armadores subiram frete para compensar o que deixaram de faturar no primeiro semestre.

Calma! Muita calma nessa hora! Venho aqui compartilhar que a realidade é outra e bem mais complexa. O shipping enfrenta uma verdadeira “tempestade perfeita”, como os especialistas têm chamado. Uma tempestade gerada pela pandemia!

Durante o lockdown (março-junho), as atividades econômicas globais foram drasticamente reduzidas. Consequentemente, os portos se viram com a mão de obra reduzida para movimentação de contêineres.

Como se isso não bastasse, muitas empresas simplesmente deixaram contêineres parados nos portos, seja porque estavam fechadas e não tinham como receber, ou então, porque simplesmente não possuíam recursos financeiros para pagar impostos e nacionalizar.

Doutro lado, tivemos uma grande redução na quantidade de contêineres sendo transportados. Portanto, assim como foi feito no setor aéreo, os transportadores marítimos suspenderam linhas deficitárias e aproveitaram para antecipar docagens obrigatórias das embarcações. Consequentemente, reduzindo a quantidade de navios de contêineres em atividade.

Entretanto, desde julho, as atividades econômicas vêm aumentando progressivamente. Principalmente na China, que, como foi a primeira afetada, conseguiu controlar e retomar a recuperação econômica antes dos outros países. O resultado foi uma retomada assimétrica das atividades econômicas globais e um rápido crescimento das exportações de produtos fabricados na China. Principalmente após setembro, quando historicamente a China começa a enviar aos Estados Unidos e à Europa produtos para as vendas de Natal.

Ocorre que, com uma mão de obra reduzida no setor portuário e no setor de transporte rodoviário, os contêineres têm demorado para sair do porto, bem como para retornar ao porto vazio. Em alguns países, o tempo para devolução dos containers aumentou entre quatro e seis dias. Diversos portos têm sofrido com o congestionamento devido à lentidão na movimentação de containers. Várias nações estão com suas logísticas afetadas e com capacidade reduzida.

Doutro lado, com o número restringido de navios em navegação, os armadores não conseguiram coletar contêineres vazios para fazerem reposicionamento de forma a acompanhar a crescente demanda.

A situação tem piorado dia após dia!

Portanto, como forma de tentar resolver o problema de shortage de container, alguns transportadores marítimos vêm reduzindo o período free time de containers. Enquanto que o mercado, por si só, tem se regulado, com o consequente aumento de fretes em virtude da falta de contêineres disponíveis, principalmente no mercado asiático.

Especialistas preveem que a situação deve melhorar em fevereiro ou março de 2021. A verdade é que só o tempo dirá. Estamos diante de uma nova onda e novos lockdowns, o que podem postergar a normalidade no setor de Transporte Marítimo, exercendo maior pressão nos fretes marítimos.

Diversas empresas estão tendo seu supply chain interrompido por faltas de navio e de contêineres no mercado, desestabilizando o comércio global. Afinal de contas, o transporte marítimo representa mais de 90% do comércio internacional.

Infelizmente, enquanto os impactos da pandemia persistirem, a “tempestade perfeita” não deve passar!
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 12/01/2021

17ª RODADA DE LICITAÇÕES OFERECE 92 BLOCOS EM BACIAS MARÍTIMAS
Publicado em 01/07/2021 as 08:08 PM

Redação  OFFSHORE 07 Janeiro 2021


Arquivo

Apresentação de ofertas está prevista para o dia 7 de outubro.

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) atualizou a lista de blocos exploratórios da 17ª Rodada de Licitações, cuja sessão pública de apresentação de ofertas está prevista para o dia 7 de outubro. A informação foi divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que promove os leilões de petróleo e gás no país.

Serão ofertados 92 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Potiguar, Campos, Santos e Pelotas, totalizando área de 53,9 mil quilômetros quadrados.

O pré-edital e a minuta do contrato de concessão da 17ª Rodada se encontram em consulta pública até o dia 28 deste mês. A audiência pública será realizada no dia 3 de fevereiro, por videoconferência.

O pré-edital, a minuta do contrato e demais informações sobre a 17ª Rodada estão disponíveis no portal da ANP.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 07/01/2021

SAMARCO REALIZA EM DIAS SEU 1º EMBARQUE DE PELOTAS DESDE QUE VOLTOU A OPERAR
Publicado em 01/07/2021 as 08:07 PM

Redação  ECONOMIA 07 Janeiro 2021


Arquivo

O destino de 75 mil toneladas de pelotas de minério de ferro será a Europa.

A Samarco, joint venture da Vale com o grupo BHP, realizará nos próximos dias seu primeiro embarque desde que retomou as atividades após cinco anos de paralisação em função do rompimento de uma barragem em Mariana (MG).

O embarque, de 75 mil toneladas de pelotas de minério de ferro, terá como destino à Europa, informou a mineradora em nota à Reuters após ser consultada.

As atividades da Samarco foram retomadas ao final de dezembro após ficarem suspensas desde o fim de 2015, com o rompimento de uma de suas barragens de rejeitos de mineração em Mariana (MG), que deixou 19 mortos e centenas de desabrigados, além de poluir o rio Doce em toda a sua extensão até o mar capixaba.

A empresa retomou suas operações com 26% de sua capacidade produtiva total, que representa a produção de cerca de 7-8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 07/01/2021

AGRONEGÓCIO IMPULSIONA RECORDE DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NOS PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA EM 2020
Publicado em 01/07/2021 as 08:07 PM

Volume de 57,34 milhões de toneladas representou um crescimento de 8%, em relação à máxima anterior, de 2019.
Por Reuters


Porto de Paranaguá — Foto: Cláudio Neves/Portos do Paraná

Os portos de Paranaguá e Antonina, no Paraná, movimentaram um recorde de 57,34 milhões de toneladas em 2020, volume que foi impulsionado pelo agronegócio e supera em 8% a máxima anterior, de 2019, disse nesta quarta-feira (6) a empresa que administra ambas as instalações.

Segundo a Portos do Paraná, mais da metade da movimentação vista no ano passado foi de granéis sólidos, cujas importações e exportações se aproximaram de 37,4 milhões de toneladas, alta de 7% na comparação anual.

A maior parte do volume é representada pela atividade do porto de Paranaguá, o segundo maior do país em embarques de grãos como a soja, atrás somente do porto de Santos.

A empresa pública estadual destacou a exportação de 14,3 milhões de toneladas de soja no ano, avanço de 26% frente ao ano anterior, e projetou um cenário promissor para 2021.

"O cenário foi muito bom e se mantém promissor para 2021. Apesar do plantio tardio da soja, nossa programação mostra que teremos movimento intenso já no primeiro trimestre", disse em nota o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Na véspera, a companhia estimou um crescimento de 11% na movimentação de granéis sólidos --cuja cadeia é composta por soja, farelo, milho e açúcar-- para exportação em Paranaguá no primeiro trimestre de 2021.

"O preço deve continuar atrativo e a demanda mundial por alimentos segue alta. Os portos se preparam para a retomada dos embarques de soja, que ficam mais fortes a partir de fevereiro", afirmou Garcia, acrescentando que produtos como açúcar, farelo de soja, frango congelado e outras carnes devem manter o ritmo de exportações.

Em termos de importação em 2020, a Portos do Paraná chamou atenção para a chegada de 10 milhões de toneladas de fertilizantes, alta de 6% na comparação anual.

Os maiores percentuais de aumento no balanço anual, disse a empresa, foram verificados nos segmentos de carga geral e granéis líquidos, com alta de 10% cada, "nos dois sentidos do comércio exterior".

Na carga geral, que inclui produtos como a celulose e o açúcar em saca, houve movimentação de 12,4 milhões de toneladas, enquanto o volume de granéis líquidos --óleos vegetais, derivados de petróleo e metanol-- atingiu 7,6 milhões de toneladas.
Fonte: G1 – O Portal de Notícias da Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

INVESTIMENTO EM ENERGIA SOLAR CRESCE 52% EM 2020 E CHEGA A R$ 13 BILHÕES
Publicado em 01/07/2021 as 08:06 PM

Segundo a associação do setor, durante a pandemia foram criados 86 mil empregos na área
Por Denise Luna, O Estado de S.Paulo

RIO - A energia solar atraiu no ano passado investimentos de R$ 13 bilhões, 52% a mais do que em 2019, incluindo grandes usinas e a geração distribuída. Foram criados em plena pandemia mais 86 mil empregos na área, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar (Absolar), elevando para 224 mil o número de pessoas empregadas no setor desde 2012.

No total, a fonte registrou 7,5 gigawatts (GW) de capacidade instalada no fim de 2020, 64% a mais do que em 2019, sendo 4,4 GW referentes à geração distribuída, o dobro do ano anterior, e 3,1 GW em geração centralizada. Desde 2012, a fonte solar fotovoltaica soma investimentos de R$ 38 bilhões e teve um crescimento de 62% na geração de empregos.


A energia solar atraiu investimentos de R$ 13 bilhões no passado, 52% a mais do que em 2019. Foto: Felipe Rau/Estadão

As usinas solares de grande porte são a sétima maior fonte de geração do Brasil, com empreendimentos em operação em nove Estados, nas Regiões Nordeste (Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Sudeste (Minas Gerais e São Paulo) e Centro-Oeste (Tocantins).

O Brasil tem mais de 350 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, para 450 mil unidades consumidoras em todos os Estados, sendo os cinco maiores em potência instalada, respectivamente: Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Paraná.

De acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, a energia solar terá função cada vez mais estratégica para o atingimento das metas de desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil, inclusive ajudando na retomada sustentável da economia, por ser a fonte renovável que mais gera emprego e renda no mundo.

"A energia solar fotovoltaica reduz o custo de energia elétrica da população, aumenta a competitividade das empresas e desafoga o orçamento do poder público, beneficiando pequenos, médios e grandes consumidores do País", afirmou Sauaia em nota, afirmando que atualmente a energia solar é a fonte de energia mais barata do Brasil.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

ANP TEM DECISÃO FAVORÁVEL NO TRF-5 EM DISPUTA COM MUNICÍPIO DO RN SOBRE ROYALTIES
Publicado em 01/07/2021 as 08:06 PM

Município potiguar havia entrado com uma ação solicitando o recebimento de royalties por supostas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural localizadas em seu território
Por André Ramalho, Valor — Rio

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que obteve decisão favorável, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em disputa judicial com o município de Porto do Mangue (RN), sobre a distribuição de royalties.

Segundo o órgão regulador, o município potiguar havia entrado com uma ação solicitando o recebimento de royalties por supostas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural localizadas em seu território. No acórdão, o TRF-5 entendeu, em linha com a ANP, que Porto do Mangue não faz jus a esse pagamento

O município já recebe parcela da distribuição de royalties por ser integrante da zona de produção principal e por ser confrontante com campos de óleo e/ou gás, mas alegava que deveria receber ainda outra parcela, pelas instalações de embarque e desembarque.

A tese defendida era de que as instalações de embarque e desembarque existentes nos campos marítimos de Arabaiana, Aratum, Cioba, Pescada, Serra e Ubarana deveriam gerar, para o município confrontante com essas concessões, o direito aos royalties pelo critério de possuir instalação de embarque e desembarque.

A ANP defendeu que, para o pagamento de royalties pelo critério de possuir instalação de embarque e desembarque, é necessário que o equipamento esteja localizado no território do município. Neste caso, ficou comprovado que os equipamentos se encontravam em mar territorial (bem da União), sem qualquer ligação física ao município de Porto do Mangue

Por isso, o entendimento da ANP, confirmado pelo Tribunal, é de que as instalações existentes em mar territorial não integram os limites territoriais do ente municipal, não sendo devido o pagamento de royalties pelo critério de possuir instalações de embarque e desembarque”, citou a ANP em nota.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

ÍNDICE DE PREÇOS DE ALIMENTOS DA FAO SUBIU EM DEZEMBRO PELO 7º MÊS SEGUIDO
Publicado em 01/07/2021 as 08:06 PM

Valor médio de 2020 foi o maior em três anos
Por Fernanda Pressinott, Valor — São Paulo

O índice de preços de alimentos da FAO, o braço das Nações Unidas para agricultura e alimentação, subiu 2,2% em dezembro ante novembro e alcançou 107,5 pontos. Foi o sétimo aumento consecutivo. Com exceção do açúcar, todos os grupos de produtos pesquisados (óleos vegetais, laticínios, carnes e cereais) registraram avanços.

Com a alta de dezembro, o índice da FAO atingiu a média de 97,9 pontos em 2020, 3,1% acima de 2019 e maior patamar em três anos. Em relação ao pico histórico de 2011, no entanto, ainda houve queda de 25%.

O indicador para os óleos vegetais subiu 4,7% em dezembro, após alta de mais de 14% em novembro. Em 2020, houve alta de 19,1% ante 2019. O avanço do mês passado foi impulsionado sobretudo pelo óleo de palma, mas os óleos de soja, canola e óleo de girassol também aumentaram.

Os preços internacionais do óleo de palma subiram pelo sétimo mês consecutivo. No caso do óleo de soja, os preços internacionais atingiram máximas em sete anos, principalmente por causa de problemas na Argentina, onde paralisações prolongadas de trabalhadores afetaram o esmagamento do grão e a logística portuária, explica a FAO em relatório

O subíndice dos cereais registrou alta de 1,1%, para 115,7 pontos em dezembro, o sexto aumento mensal consecutivo. Em 2020, a média chegou a 102,7 pontos, alta de 6,6% ante 2019.

De acordo com a organização, entre os cereais os preços de exportação do trigo subiram ainda mais em dezembro, refletindo o estreitamento da oferta nos principais exportadores, com destaque para a Rússia.

Os preços de exportação do milho também avançaram, sustentados por preocupações contínuas com a safra na América do Sul. Os preços internacionais do arroz receberam suporte das ofertas restritas da Tailândia e do Vietnã.

O índice de lácteos teve média de 108,8 pontos em dezembro, com elevação mensal de 3,2%. Segundo a FAO, os preços internacionais de todos os produtos lácteos subiram, sustentados pela demanda. No entanto, para 2020 como um todo, o indicador de lácteos caiu 1% na comparação com 2019, para a média de 101,8 pontos.

Os preços das proteínas subiram pelo terceiro mês consecutivo e atingiram 94,3 pontos em dezembro, alta de 1,7% em relação a novembro. “As cotações de carne de frango se recuperaram em dezembro, impulsionadas por uma combinação de aumento na demanda de importação, especialmente do Oriente Médio, altas vendas internas nos principais países produtores e o impacto adverso na produção dos surtos de gripe aviária na Europa. As cotações da carne bovina e ovina também aumentaram, principalmente devido à oferta restrita da Oceania”, diz a FAO no relatório. Para o ano como um todo, o o subíndice da carne teve média de 95,5 pontos, queda de 4,5% em relação a 2019.

Por fim, o indicador de preços de açúcar caiu 0,5 ponto percentual em dezembro, para 87 pontos. “A firmeza relativa dos preços do açúcar foi influenciada pelos dados comerciais mais recentes, mostrando as importações de açúcar para a China, o segundo maior importador de açúcar do mundo, crescendo 37% cento com relação ao ano anterior entre janeiro e novembro de 2020”, diz a FAO. A Indonésia também relatou aumento da demanda.

Por outro lado, as melhores perspectivas de produção no Brasil e na Índia evitaram quaisquer movimentos de alta nas cotações do açúcar. Para o ano como um todo, o índice teve média de 79,5 pontos, 1,1% acima de 2019.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

PERSPECTIVAS SÃO BOAS PARA O BRASIL NESTE ANO, APONTA FAO
Publicado em 01/07/2021 as 08:06 PM

Segundo economista da agência, commodities devem ter leve alta
Por Assis Moreira — De Genebra


Abdolreza Abbassian, economista sênior da FAO: “O Brasil está com vantagens” — Foto: Divulgação

O Brasil continuará a ser um dos grandes ganhadores no comércio agrícola global em 2021, que deverá ser marcado por maior volatilidade e ligeira elevação de preços, avalia Abdolreza Abbassian, economista sênior da FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação.

Em entrevista ao Valor, Abbassian observou que o Brasil teve duas vantagens no ano passado para obter os bons resultados registrados por cadeias exportadoras de grãos, carnes, algodão, açúcar e café, por exemplo: em primeiro lugar, o real desvalorizado, com queda de cerca de 30% ante o dólar. Mas também ajudaram as boas colheitas e a demanda firme, sobretudo da China.

Para 2021, as perspectivas continuam positivas, mesmo comparadas com um ano excepcional como 2020. “Não se pode ser excelente todos os anos, mas o Brasil está com vantagens’’, afirmou o economista.

Segundo ele, o país poderá se beneficiar tanto dos preços elevados dos grãos como da demanda por carnes, a depender da evolução da economia internacional. Mesmo com as EUA recuperando participação no mercado de soja, como está acontecendo, Abbassian acredita que o Brasil não terá problemas para exportar, inclusive a outros mercados além da China. Também haverá mais espaço para o milho brasileiro no exterior, em sua avaliação.

“A questão para o Brasil será mais doméstica, pela pressão nos preços internos e para atender os mais vulneráveis nessa crise’’, acrescentou. “Mas o Brasil não tem tradição de restringir exportações e não tem nenhum problema maior para servir às necessidades internas e internacionais”.

O representante da FAO nota que, no começo da crise provocada pela pandemia da covid-19, houve preocupação sobre um eventual lockdown em portos no Brasil. Mas que, após algumas suspensões de embarques, a situação voltou rapidamente ao controle e o país não experimentou interrupções logísticas.

Globalmente, Abbassian considera que o cenário para o comércio agrícola em 2021 também continua positivo, em boa medida porque a oferta está firme – ou seja, não faltam alimentos. Mas recomenda cautela, já que os desafios para o comércio agrícola internacional vêm de fora, e não de dentro do setor.

Um deles é a volatilidade de preços, em meio a persistentes incertezas sobre a evolução da pandemia e, consequentemente, sobre a recuperação económica internacional – a venda de produtos de maior valor agregado, reforçou, depende da melhora da economia. Se o consumidor está desempregado, sem dinheiro, não compra carne, por exemplo.

“Estamos vendo uma maior volatilidade de preços. Os preços vão certamente aumentar ligeiramente, mas não para níveis alarmantes de uma década atrás’’, afirmou.

Outro desafio, disse, é que a maioria dos analistas prevê um duradouro enfraquecimento do dólar. E a moeda americana em baixa normalmente provoca altas das cotações das commodities. Assim, lembrou, a pressão sobre preços internos, com riscos inflacionários, já começou a provocar restrições a exportações.

A Argentina é um exemplo. O país suspendeu até o início de março seus embarques de milho e se juntou a países como a Rússia, que limitou as exportações de trigo em 2021, e a Indonésia, que freou as vendas de óleo de palma e causou forte aumento da commodity no mercado.

Mas Abbassian notou que, pelo menos até agora, as medidas da Argentina e da Rússia não têm tido impacto relevante nos mercados domésticos ou global. No caso do milho, ele considera que EUA e Ucrânia podem facilmente cobrir o espaço deixado pela Argentina – inclusive no Vietnã, um dos países que mais sofrem com a restrição argentina.

“Essa política de restrição na Argentina não tem impacto no mercado interno. Os produtores têm milho, mas não vendem por causa do preço depreciado. E seguram o produto como hedge contra o peso”, disse. Quanto à Rússia, o impacto da restrição atinge um volume 3 milhões de toneladas de trigo, que poderá ser compensado por fornecedores como a Austrália, que terá uma enorme colheita este ano.

Abbassian também realçou que, embora a China tenha voltado a crescer rapidamente, esse não é o caso da maioria das nações em desenvolvimento. Assim, há muitos alimentos à venda no mercado internacional, mas falta dinheiro em vários países para comprá-los.

“Normalmente, isso não termina bem’’, afirmou Abbassian, lembrando dos protestos no passado no Norte da Africa. “Não devemos ser surpreendidos por uma reação dos mais vulneráveis. O povo quer alimentos e também quer ver uma luz no fim do túnel’’.

O banco suíço UBS, em nota enviada a clientes, calcula que condições meteorológicas adversas e preocupações com a segurança alimentar elevaram os preços entre 14% e 19% no ano passado. Em novembro, o índice de preços de alimentos da FAO atingiu alta de 6,5%, a maior desde julho de 2012.

Para o UBS, o mercado continuará pressionado neste primeiro semestre. O La Nina poderá causar um certo impacto negativos sobre as ofertas. E os preços elevados dos grãos na China e na América do Sul poderão resultar em alta das carnes. Segundo o banco, as importações de grãos da China continuarão em alta, para complementar estoques de rações, bem como as compras de carne suína do país.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

CONTROLADORA DA LOUIS DREYFUS RENEGOCIA DÍVIDA DE US$ 450 MILHÕES
Publicado em 01/07/2021 as 08:06 PM

Valor é referente a empréstimo feito para a aquisição de participações de acionistas minoritários na empresa
Por Valor, Valor — São Paulo

A principal acionista da Louis Dreyfus Company (LDC), Margarita Louis-Dreyfus, renegociou prazos para o pagamento de um empréstimo de cerca de US$ 450 milhões que obteve junto ao Credit Suisse, que deveria ter ocorrido ao final de 2020, relatou a agência Reuters.

Margarita, que controla a companhia de 170 anos de história por meio do fundo Akira, emprestou US$ 1 bilhão do Credit Suisse no início de 2019, com o objetivo de comprar fatias minoritárias de familiares da família Louis-Dreyfus na empresa.

O fardo representado pela dívida levou a executiva a buscar novos investidores para a empresa, em um movimento que culminou com um acordo anunciado em novembro para a venda de uma fatia de 45% da LDC para o fundo de investimentos ADQ, de Abu Dhabi.

Posteriormente, Margarita disse à revista suíça “Bilanz” que usaria parte do valor obtido com o negócio para quitar sua dívida com o Credit Suisse.

Em 21 de dezembro, uma parcela de US$ 300 milhões da dívida, que venceria em 2020, teve prazo de vencimento alterado para 30 de novembro de 2021, segundo a múlti.

Em 10 de novembro, um dia antes do anúncio do acordo com o ADQ, uma linha de US$ 145,6 milhões com vencimento em 2020 também foi prorrogada – agora, US$ 45,6 milhões terão de ser pagos até 30 de novembro de 2021, e os US$ 100 milhões restantes até 10 de novembro de 2025.

Com a renegociação, o Akira terá de pagar ao Credit Suisse cerca de US$ 350 milhões até o final de novembro deste ano, além de parcelas de uma linha de US$ 200 milhões que venceriam de 2021 a 2024, afirmou a Reuters.

Em maio de 2020, o Akira pagou US$ 200 milhões ao Credit Suisse, acrescentou a Reuters.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

FRETE CHINA-BRASIL DISPARA E DEVE ENCARECER PRODUTOS IMPORTADOS
Publicado em 01/07/2021 as 08:05 PM

“Tempestade perfeita’” na cadeia logística faz preços chegarem a nível histórico
Por Taís Hirata — De São Paulo


Para Luigi Ferrini, que comanda a Hapag Lloyd no Brasil, os fretes devem continuar altos por mais dois ou três meses — Foto: Silvia Zamboni/Valor

O frete marítimo na rota China-Brasil disparou. O custo das importações já vinha em alta no último trimestre e, nesta semana, atingiu um patamar considerado inédito de US$ 10 mil por TEU (medida padrão usada para contêineres), segundo importadores e empresas de navegação.

“É um nível histórico, nunca tinha visto o frete alcançar esse valor”, afirmou Luigi Ferrini, vice-presidente sênior da Hapag-Lloyd no Brasil. Há um ano, o custo dessa mesma rota estava na faixa dos US$ 2 mil por TEU.

O encarecimento dos fretes vem se acentuando desde outubro, com a retomada global da economia e a maior procura pelos produtos chineses, afirma Rafael Dantas, diretor da importadora Asia Shipping.

A disparada ocorre também em outras rotas partindo da China. As viagens da Ásia para Europa e Estados Unidos atingiram valores acima da média, com mais de US$ 4 mil por TEU.

A escalada de preços é fruto, principalmente, dos problemas logísticos e do grande descompasso entre oferta e demanda ocorrido ao longo do último ano – uma “tempestade perfeita para os fluxos globais de contêineres”, segundo a Centronave, que representa os grupos globais de navegação de longo curso no Brasil.

“Quando eclodiu a pandemia, muitas empresas deixaram de fazer pedidos, houve dezenas de cancelamentos de viagens [de navios de carga]. Mas a demanda por produtos não caiu como esperado. O gasto que iria para viagens foi para itens de casa, home office. O consumo local aumentou no mundo todo, e aí faltaram produtos”, resume Ferrini.

No auge da pandemia brasileira, entre março e julho, foram canceladas 23 viagens de navios da China. O número equivale a ao menos cinco semanas sem importações de contêineres do país.

Em meados do ano, ficou claro para as empresas que seria necessário retomar os pedidos. O aumento, porém, coincidiu com a retomada na Europa e nos Estados Unidos, levando a uma disputa acirrada por contêineres e embarcações. Hoje, praticamente todos os navios disponíveis no mundo estão em uso, diz a Centronave. Resultado: os fretes dispararam e, mesmo passado o Natal, continuam em alta.

A situação se agrava porque a pandemia também reduziu a eficiência na liberação das cargas em portos, terminais e armazéns, que também sofreram com as medidas de isolamento social e o reforço nos protocolos de vigilância sanitária.

Para tentar amenizar o gargalo, entre outubro e dezembro, as empresas de navegação acrescentaram 14 “extra-loaders” (navios adicionais), que ampliaram em cerca de 14% a capacidade na rota Xangai-Santos. O incremento, porém, não tem sido suficiente para atender à demanda. Na semana do Natal, o frete registrava US$ 7.184 por TEU. Sete dias depois, já chegava a US$ 8.173. Agora, armadores e importadores afirmam que os preços alcançaram a marca dos US$ 10 mil.

A alta poderá afetar diversos setores que dependem de importações chinesas. É o caso, por exemplo, da indústria de produtos elétricos e eletrônicos (principalmente os portáteis e de linha marrom). As empresas de maior porte do setor, que trabalham com contratos anuais no transporte marítimo, relataram reajustes de 90%, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros). As menores, que fazem importações esporádicas, apontaram uma alta de 200% no custo.

No caso das grandes varejistas de moda, que importam a maior parte de suas coleções de inverno, o frete mais caro terá impacto direto, já que os pedidos para a temporada fria começam agora. “É difícil segurar os embarques em virtude dos altos preços, porque é necessário que os itens cheguem a tempo do inverno. Como 2020 foi um ano duro, também não será possível segurar o repasse dos custos no preço final”, afirma Edmundo Lima, diretor-executivo da Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX).

Para Dantas, da Asia Shipping, outro agravante é a concentração no transporte marítimo, composto por grandes grupos globais. “Após anos de crise, as empresas passaram a dividir operações, trocar informações sobre o mercado. Essa consolidação sem dúvidas contribui para os preços mais altos”, avalia.

Outro especialista ressalta que, em outras regiões, como na Europa, a disparada dos fretes já é motivo de questionamentos em órgãos de defesa da concorrência.

Ferrini rebate as críticas e diz que a concentração do setor se deu apenas devido à quebra de algumas empresas, que ficaram em situação frágil após anos de crise e redução nas tarifas aplicadas.

A Centronave diz que a disparada dos preços é fruto de uma combinação de fatores atípicos, decorrentes da pandemia e destacou que a capacidade das companhias de ampliar a oferta, para reduzir fretes, é nula: a ociosidade mundial da frota é de 1,5% (contra 10,6% há um ano). Além disso, a associação diz que a alta de preços afeta apenas o mercado spot (com negociação imediata) e estima que entre 40% e 50% das importações da China para o Brasil sejam regidas por contratos anuais, com fretes mais estáveis.

No mercado, ainda há muita incerteza sobre como os preços se comportarão no médio prazo. A Centronave acredita que o frete irá se normalizar ao longo de 2021. Para Ferrini, a perspectiva é que siga alto por mais dois ou três meses. A Asia Shipping projeta que os preços caiam em relação ao atual recorde, mas continuem acima dos US$ 4 mil por TEU.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 07/01/2021

CNI VÊ SUBSÍDIO E POLÍTICAS IRREGULARES EM PRODUÇÃO CHINESA DE ALUMÍNIO
Publicado em 01/07/2021 as 08:05 PM

País asiático aumentou sua participação na produção mundial de 24%, em 2005, para 54% em 2019; Canadá e EUA estão entre os países que já aplicaram sanções ao alumínio chinês
Por Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - Alvo de medidas de defesa comercial de diversos países, a China multiplicou por sete sua produção de alumínio em 15 anos e passou a ser a maior produtora do metal em todo o mundo.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), obtido pelo Estadão/Broadcast, aponta que, apoiado em subsídios e políticas que contrariam normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o país asiático aumentou sua participação na produção mundial de alumínio de 24%, em 2005, para 54% em 2019. Em 15 anos, a China passou de 12.ª para a principal exportadora do produto para o Brasil.

O estudo lista incentivos à indústria de alumínio como fornecimento de energia elétrica abaixo do valor de mercado, concessão de crédito com taxas abaixo das praticadas no mercado internacional e controle do preço de insumos, inclusive com a estocagem de alumínio.


Nove em 10 mercados adotaram medidas de defesa comercial contra o alumínio chinês. Foto: String/Reuters

Por isso, nove dos dez principais mercados de alumínio adotaram medidas de defesa comercial contra o alumínio chinês. Apenas o Brasil ainda não adotou nenhuma medida, que já foi pedida pela indústria nacional. Ao todo, 14 países já aplicaram 34 medidas de defesa comercial contra importações chinesas no setor.

“As práticas da China para subsidiar a produção de alumínio causam danos ao comércio mundial e à concorrência saudável desse produto, inclusive no Brasil. O governo brasileiro precisa seguir o exemplo de outras economias, que aplicaram medidas para combater e desencorajar essas práticas”, afirma o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Eduardo Abijaodi.

No ano passado, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia abriu, a pedido da indústria brasileira, uma investigação contra a China para verificar se os laminados de alumínio estão sendo vendidos para o País por preço menor do que o cobrado no mercado interno chinês, prática denominada dumping, com o intuito de prejudicar a indústria brasileira.

Questionado sobre o andamento da investigação, o Ministério da Economia disse que uma decisão preliminar está prevista para meados de fevereiro e que o prazo para a decisão final vai até abril, podendo ser prorrogado por mais oito meses.

“O que acontece com o alumínio é um exemplo emblemático sobre a lógica produtiva da China. Ela opera com planejamento, incerteza é impensável. E cria políticas de apoio à indústria que os outros países não têm e que organizações internacionais entendem que não fazem parte de um comércio justo”, afirma o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rêgo.

Guerra
O domínio chinês nos mercados de alumínio e de aço esteve no cerne da guerra comercial entre o governo do presidente americano Donald Trump e a China, que acabou respingando no Brasil.

No caso do alumínio, os Estados Unidos implementaram quatro medidas compensatórias contra os chineses e consideraram que os subsídios encontrados representavam entre 10% e 55% dos preços dos bens importados.

Em 2018, aplicaram salvaguardas, ou seja, sobretaxas à importação de todos os países, inclusive o Brasil, que tem de pagar 10% a mais para vender alumínio para os EUA. Com isso, os embarques para os EUA do alumínio brasileiro caíram mais de 50% em 2020.

Também o Canadá condenou 17 tipos de subsídios chineses, que representavam 47% do valor médio dos produtos derivados de alumínio.

Desde o início dos anos 2000, a China colocou em seu planejamento oficial a meta de ampliar a produção de alumínio para seus projetos de infraestrutura, produção de veículos, bicicletas e outros bens. O aumento foi tão grande que o país passou a ser um dos principais exportadores do produto.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 07/01/2021

COM ALTA DO MINÉRIO E COMPRAS DA CHINA, ARRECADAÇÃO DE ROYALTIES ATINGE MARCA RECORDE DE R$ 6 BI
Publicado em 01/07/2021 as 08:05 PM

Resultado é 35% que o de 2019, segundo cálculos da Associação de Municípios Mineradores; o Pará respondeu por R$ 3,1 bilhões gerados e Minas ficou com R$ 2,4 bilhões
Por Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

RIO - No ano em que a pandemia da covid-19 paralisou a economia, a arrecadação de royalties da mineração no Brasil atingiu a marca histórica de R$ 6 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor representou um salto de 35% em relação a 2019, quando o montante arrecadado já havia sido recorde. Mais uma vez o movimento foi impulsionado pelo câmbio e pela escalada do preço do minério de ferro, sustentada pela oferta reduzida e a forte recuperação econômica da China após a fase mais crítica da pandemia.

Pelo segundo ano seguido, o Pará foi o maior gerador da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) - nome técnico dado ao royalty do setor -, com R$ 3,1 bilhões. O valor é pouco mais da metade da arrecadação nacional e significa um salto de 41,9% ante o ano anterior, segundo cálculos da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig).



O Estado abriga o projeto S11D, maior investimento da história da Vale, de US$ 14 bilhões, e é também onde estarão concentradas as futuras expansões de capacidade na mineradora. Com um minério mais rico em ferro, o Sistema Norte respondeu por 64,5% da produção da Vale no período de janeiro a setembro de 2020, bem acima dos Sistemas Sul (15%) e Sudeste (18%), em Minas Gerais.

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Mina de minério de ferro da Vale em Itabirito (MG): a empresa respondeu por 60% do recolhimento de royalties em 2020. Foto: Fabio Motta/Estadão - 7/7/2015

Principal arrecadador de CFEM até 2019, o Estado de Minas perdeu a liderança na arrecadação após a tragédia de Brumadinho, em janeiro daquele ano. O rompimento da barragem paralisou várias operações da Vale na região e a produção ainda não foi 100% normalizada. Em 2020, Minas ficou novamente em segundo lugar no ranking, levantando R$ 2,4 bilhões em royalties, uma alta anual de 28,9%.

Coronavírus não parou a mineração
Classificada pelo governo brasileiro como atividade essencial, a mineração praticamente não parou desde o início da pandemia. Como a China, maior importador global de minério de ferro, foi o primeiro país atingido pela covid-19 e teve relativo sucesso no combate ao vírus, sua recuperação também começou antes do resto do mundo. A reboque disso e da oferta limitada, a cotação do minério cresceu e, com ela, a geração de CFEM.

Os dados da ANM analisados pela Amig mostram que a arrecadação mensal vinha na casa dos R$ 300 milhões até maio, mas a partir de junho não parou de subir. Em novembro, o valor bateu mais de R$ 1 bilhão, obrigando a ANM a solicitar uma suplementação de crédito orçamentário para manter o ritmo de distribuição.

Em 2020, o minério negociado no porto chinês de Qingdao subiu 75% e foi a US$ 160 por tonelada. Apesar da lista de substâncias minerais sujeitas a tributação chegar a quase uma centena, o minério de ferro representa cerca de 80% dos royalties arrecadados no Brasil, por isso a sua importância.

"O setor não foi diretamente afetado pela pandemia, apesar de algumas paralisações. Esse aumento de 35% (da arrecadação) decorre de três variáveis importantes: o elevado apetite chinês no pós-pandemia, a valorização do preço do minério de ferro e a desvalorização cambial", explica a economista da Amig, Luciana Mourão. A entidade espera que em 2021 o valor arrecadado não vá muito além do recorde de 2020, em virtude de uma potencial desaceleração do preço do minério a partir do segundo trimestre.

Os números retratam a forte concentração da atividade mineradora no Brasil: juntos, Pará e Minas Gerais respondem por 90% de toda a arrecadação mineral. O ranking do dez maiores municípios mineradores é formado apenas por paraenses - os líderes Parauapebas (R$ 1,5 bilhão) e Canaã dos Carajás (R$ 1,2 bilhão), além de Marabá (9.º lugar) - e mineiros, como Conceição do Mato Dentro, onde está a principal operação da Anglo American no Brasil, Congonhas, Itabirito, Itabira, Nova Lima, Mariana e São Gonçalo do Rio Abaixo.

Mesmo após a tragédia, Brumadinho segue em 13.º lugar nesse ranking, porque, além da Vale, tem mais uma dezena mineradoras de diferentes substâncias atuando em seu território, como Vallourec, Comisa e Cia. de Mineração Serra da Farofa. Em 2020, o município gerou R$ 85 milhões em royalties e vai embolsar R$ 51 milhões. Pela legislação nacional, 60% dos royalties vão para os cofres do município produtor. O restante é distribuído entre Estados (15%), outros municípios afetados pela mineração (15%) e a União (10%).

Há ainda uma concentração por empresa. Apesar de haver mais de 7 mil mineradoras registradas como contribuintes na ANM, somente o grupo Vale respondeu por 60% do recolhimento de royalties em 2020. Em seguida, mas em escala menor, vêm outras grandes mineradoras, como Anglo American (6%), CSN (5,2%), Salobo Metais (2,6%), Usiminas (1,4%) e Kinross (1,2%).
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 07/01/2021

UNIÃO BANCOU R$ 13,3 BILHÕES EM DÍVIDAS DE ESTADOS E MUNICÍPIOS EM 2020
Publicado em 01/07/2021 as 08:04 PM

Segundo o Tesouro, quase a totalidade dos valores gastos pela União com o pagamento dessas dívidas no ano passado se referem a débitos de apenas cinco Estados
Por Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O Tesouro Nacional precisou desembolsar R$ 13,3 bilhões no ano passado para honrar dívidas bancárias que Estados e municípios deram calote. O valor foi bem superior aos R$ 8,35 bilhões gastos em 2019 para cobrir o não pagamento dos governos regionais. Desde 2016, essa conta para a União, e os contribuintes, já chega a quase R$ 33 bilhões.

De acordo com o Tesouro, 95% dos valores gastos pela União com o pagamento dessas dívidas no ano passado se referem a débitos de cinco Estados. O Rio de Janeiro liderou a lista com R$ 8,25 bilhões, seguido por Minas Gerais com R$ 3,175 bilhões. Na sequência aparecem Goiás (R$ 553 milhões), Pernambuco (R$ 355 milhões) e Maranhão (R$ 280 milhões).

Em meio à recessão causada pela pandemia de covid-19, 14 governos estaduais e oito prefeituras deixaram de quitar alguma dívida com garantia da União em 2020. Os calotes ocorreram mesmo depois de projeto aprovado pelo Congresso ter dado um fôlego de R$ 125 bilhões a governadores e prefeitos por causa da pandemia.

Somente em dezembro, o Tesouro precisou pagar R$ 5,5 bilhões em dívidas dos governos regionais. O Rio de Janeiro mais uma vez liderou a fatura, com R$ 4,9 bilhões, seguido por Minas Gerais com R$ 558 milhões, e Rio Grande do Norte com R$ 39 milhões.

Por que a conta fica com a União?
A depender da avaliação das contas dos governos regionais, a União concede garantia em empréstimos para que os contratos tenham juros mais baixos. Nos últimos anos, porém, a situação financeira dos Estados vem se deteriorando, comprometendo os pagamentos.

Como garantidora das operações de crédito, a União, representada pelo Tesouro Nacional, é comunicada pelos bancos e organismos internacionais de que parcelas de dívidas garantidas estão vencidas e não pagas. O governo federal, então, informa o governador ou prefeito que há atrasos no pagamento e, caso não haja quitação, a União paga os valores. Em seguida, inicia o processo de recuperação desses valores pela execução das chamadas contragarantias. Na prática, o governo federal bloqueia os valores que passaria em transferências para esse Estado ou município caloteiro.

Embora o custo para a União com essas garantias seja crescente, o Tesouro está impedido de bloquear os repasses para cinco Estados. No caso do Rio de Janeiro, porque o governo estadual aderiu ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) dos Estados ainda em 2017. Nos casos de Minas Gerais, Goiás, Amapá e Rio Grande do Norte, porque os governos estaduais conseguiram decisões judiciais que impedem a execução das contragarantias pela União nessas operações.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 07/01/2021

CONSULTORIA DA CÂMARA PROPÕE FLEXIBILIZAR REGRA DO TETO DE GASTOS PÚBLICOS
Publicado em 01/07/2021 as 08:04 PM

Proposta passaria a considerar apenas o rombo da Previdência no cálculo do limite do teto, em vez de todo o gasto com pagamento de benefícios; com isso, nível de despesas obrigatórias seria mantido
Por Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - A Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara publicou nota técnica com uma proposta de mudança no teto de gastos da União, a regra que limita o crescimento da despesa à inflação e que está no centro do debate econômico no Brasil depois da pandemia da covid-19.

A proposta passa a considerar apenas o rombo da Previdência no cálculo do limite do teto em vez de toda a despesa com o pagamento de benefícios, similar ao modelo fiscal alemão, que considera nos limites orçamentários apenas recursos retirados da sociedade para sua cobertura.


Projeção é de que nota técnica da consultoria possa ser discutida ao longo do ano. Foto: Dida Sampaio/Estadão

As projeções apresentadas pelos três autores da proposta apontam um novo espaço para as demais despesas do governo, que hoje estão cada vez mais comprimidas, especialmente pelo avanço dos gastos obrigatórios de Previdência e folha de pessoal. O espaço fiscal dessas despesas seria, em 2022, superior a R$ 40 bilhões em relação à regra atual, passando de R$ 407,5 bilhões (4,60% do Produto Interno Bruto em vez de R$ 447 bilhões (5,05% do PIB).

Por trás da proposta, está a avaliação de que o teto é uma regra fiscal fundamental para as contas públicas, mas precisa de ajustes para se tornar viável nos próximos anos. “Não está correto que uma despesa, que sabidamente cresce mais do que a inflação, seja colocada dentro do teto definitivamente”, diz Ricardo Volpe um dos autores da proposta ao lado dos consultores legislativos Túlio Cambraia e Eugênio Greggianin.

Ajuste
Segundo Volpe, não se trata de uma margem para gastar mais, mas uma saída para manter o nível de despesas não obrigatórias atual (como investimentos), que já é muito baixo e a cada ano fica menor. O consultor explica que é um mecanismo de ajuste para impedir que a compressão das despesas não obrigatórias chegue a um nível insustentável para o funcionamento da máquina administrativa (como manutenção de rodovias, bolsas de estudo e confecção de passaporte). Para ele, a proposta é simples, pontual e com boa comunicação tem todas as condições de ser recebida positivamente pelos agentes de mercado.

Os números apontam que, mantida a regra atual, as demais despesas chegariam em 2026 em 2,80% do PIB, patamar irreal para o funcionamento da máquina pública. Em 2016, quando a emenda do teto foi aprovada essas despesas estavam em 7,03% do PIB.

A expectativa é que a nota possa ser discutida ao longo de 2021. A proposta já vinha sendo estudada antes mesmo da pandemia. Muitos parlamentares têm defendido a mudança no teto, mas a equipe econômica vem se posicionando enfática em manter a regra sem mudanças.

Os autores destacam que, apesar da importância do teto, não significa que ele não tenha deficiências na forma que foi implementado no Brasil e que não possa ser aperfeiçoado com as devidas cautelas, o que aumentará sua credibilidade.

Para os consultores, a reforma da Previdência, aprovada no fim de 2019 com o propósito principal de reduzir o déficit previdenciário, pode apresentar ganhos que devem ser aproveitados pelo poder público. A possibilidade de elevar as despesas em virtude da redução do ritmo de crescimento do déficit dos regimes de Previdência permitirá ao governo maior liberdade de atuação para alavancar a economia.

Na época da tramitação da emenda do teto, em 2016, já se sabia que a regra se tornaria de difícil cumprimento. O atraso na aprovação da reforma da Previdência, que se esperava para aquele ano, só piorou o problema. Uma proposta chegou a ser discutida de garantir após os primeiros anos de vigência da regra uma correção do limite do teto com metade do crescimento do PIB. Ou seja, se o PIB crescesse 1%, o teto seria corrigido em 0,5%. Mas o então ministro da Fazenda Henrique Meirelles não aceitou com o temor de que o instrumento de correção se transformasse na regra geral durante a votação.

Volpe destaca que as despesas com o pagamento dos benefícios da Previdência, o maior gasto do governo, já passaram pela reforma. Para ele, o governo, com o modelo proposto, poderá atuar melhor na eficiência da arrecadação previdenciária para diminuir o déficit. O consultor avalia que as despesas com a Previdência vão sempre ter crescimento real porque a população vai envelhecer e mais gente se aposentará.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 07/01/2021

BOLSA SOBE A 121 MIL PONTOS, APÓS CONFIRMAÇÃO DE VITÓRIA DE BIDEN; DÓLAR FECHA EM ALTA A R$ 5,39
Publicado em 01/07/2021 as 08:04 PM

Nos EUA, ações registram alta. Perspectiva de ampliação de gastos públicos para reativar economia americana anima investidores
Por O Globo, com agências

RIO e SÃO PAULO — A confirmação da vitória do democrata Joe Biden pelo Congresso americano faz as bolsas globais operarem em alta. A Bolsa brasileira opera em patamar de pontos recorde, também impulsionada pela comprovação da eficácia CoronaVac, que será produzida no Instituto Butantã.

No mercado de câmbio, o dólar terminou a sessão em alta frente ao real, após o caos que se instalou em Washington na véspera, quando apoiadores de Donald Trump invadiram o Capitólio. A situação fiscal do Brasil também preocupou os investidores.

Na Bolsa paulista, a B3, o Ibovespa registra alta de 2,10% aos 121.598 pontos, recorde histórico no intraday.

Na quarta-feira, dia de muita volatilidade, o índice voltou a bater nos 120 mil pontos. Mas perdeu fôlego na reta final da sessão diante da invasão do Congresso americano e por preocupações fiscais no Brasil.

O dólar comercial subiu 1,77% e terminou negociado a R$ 5,39. Na máxima, bateu em R$ 5,41 e na mínima desceu até R$ 5,30.

É maior valor de fechamento da divisa americana desde o dia 23 de novembro do ano passado, quando encerrou cotada a R$ 5,43.

A moeda americana também subiu no exterior com temores sobre o avanço da pandemia de Covid-19. O dollar spot, índice da Bloomberg que acompanha o desempemho da moeda americana frente a uma cesta de divisas, se valorizava 0,31% no fechamento dos negócios no Brasil.

Por aqui, a publicação de uma nota técnica pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados sugerindo mudanças no teto de gastos da União trouxe mais incerteza aos investidores, que se refugiaram no dólar.

O teto de gastos limita o crescimento da despesa à inflação. Mesmo sendo apenas uma sugestão, analistas dizem que não existe segurança sobre o que o governo pretende fazer no campo fiscal.

"Isso pode se transformar numa senha para que o governo viabilize a sequência do programa de transferência de renda, via auxlio emergencial, levando a uma busca por proteção", escreveu em relatório a clientes Ricardo Gomes da Silva, da corretora de câmbio Correparti.

Ontem, uma declaração do deputado federal e candidato à presidência da Câmara, Baleia Rossi, defendendo que o programa Bolsa Família seja ampliado, além da extensão do auxílio emergencial, também pressinou o dólar no campo doméstico. Esse cenário também continua o radar do mercado.

Bolsas americanas em alta
As Bolsas americanas avançam com a perspectiva de ampliação do pacote de estímulo à economia americana, após a confirmação da chamada 'onda azul'. Os democratas (partido cuja cor é o azul) venceram a presidência e têm o controle do Senado e da Câmara.

O S&P 500 sobe 1,45%; o Dow Jones avança 0,71% e o Nasdaq tem ganho de 2,36%.

— A leitura dos investidores sobre o evento de ontem é que, apesar de ter sido muito grave, não impede a posse de Joe Biden no final do mês e a perspectiva de mais estímulos econômicos trazidas pelo novo governo, que vai controlar também Câmara e Senado — disse Daniel Herrera, analista da Toro Investimentos.

Neste cenário, segundo analistas, deve ocorrer a chamada "inversão de ações", movimento em que os investidores deixam de lado as ações de empresas de tecnologia e passam a comprar papéis de empresas ligadas à economia real, com a expectativa de mais investimentos em infraestrutura pelos democratas.

Por isso, ações de empresas exportadoras ligadas a commodities apresentam valorização. As ações da Petrobras sobem mais de 2%. As da Vale avançam 3%. Os bancos também são beneficiados, e os papéis de Bradesco e Itaú ganham mais de 2% no pregão de hoje.

A Bolsa brasileira ganha fôlego adicional com a confirmação de que a CoronaVac, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, teve eficácia de 78% na prevenção nos testes no Brasil.

O Butantan deverá formalizar o pedido de uso emergencial da vacina à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) até amanhã e a expectativa é de que a vacinação comece em São Paulo a partir de 25 de janeiro. Isso abre espaço para que a vacinação no Brasil comece em janeiro.

Atentado à democracia
A invasão do Capitólio foi uma tentativa de atrapalhar a sessão na Casa que confirmaria a vitória de Biden nas eleições de novembro.

Embora Donald Trump tenha se comprometido na manhã de hoje com uma transição "ordenada", o republicano não reconhece a derrota nas urnas, o que levou seus simpatizantes a invadir o Capitólio na quarta-feira.

Além da perspectiva de uma possível ampliação do pacote americano para reativar a economia do país, Biden prometeu investimentos em obras de infraestrutura e energia verde, com objetivo de criar empregos.

Com os democratas controlando a Casa Branca, o Senado e a Câmara, a chance de o plano do presidente eleito americano ir à fente é grande, segundo analistas.

"Há possibilidade de aumento de impostos também. Mas o mercado preferiu olhar para o melhor lado da história", escreveram os analistas da CNN Anneken Tappe e David Goldman.

Na Europa, Frankfurt e Paris fecharam com valorização de 0,55% e 0,70%, respectivamente. Londres subiu 0,22%.

O Reino Unido vive uma forte alta dos casos de Covid-19 e endurereceu as medidas de isolamento social para conter a disseminação de uma nova variante do vírus.

Na Ásia, as bolsas fecharam antes da confirmação de Biden para a presidência. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,77%, para seu maior patamar desde janeiro de 2018, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,71%. Os ganhos foram liderados pelos setores de consumo e financeiro.

A Bolsa de Tóquio também fechou no azul, com alta de 1,60%.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 07/01/2021

AEROPORTOS PRIVATIZADOS DEVEM DEIXAR DE PAGAR R$ 15 BI À UNIÃO POR CAUSA DA CRISE
Publicado em 01/07/2021 as 08:04 PM

Conta será apresentada à Agência Nacional de Aviação Civil em maio, na forma de pedido de reequilíbrio econômico de contratos
Por Geralda Doca


Aeroporto do Galeão, que teve queda no movimento de passageiros na pandemia Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

BRASÍLIA - O governo deve deixar de arrecadar nos próximos anos cerca de R$ 15 bilhões com os aeroportos privatizados. A cifra estimada por representantes do setor se refere aos descontos em outorgas pagas à União que devem ser pleiteados por concessionárias para compensar os efeitos da crise causada pela pandemia nas receitas, diante da queda no movimento de passageiros nos terminais.

O prazo para os abatimentos pode variar de acordo com os contratos de concessão, que chegam a 30 anos. Os primeiros foram assinados em 2012.

A conta será apresentada à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em maio, na forma de pedido de reequilíbrio econômico de contratos. Os números estão sendo consolidados. O valor previsto é baseado na expectativa de faturamento dos terminais em um cenário sem pandemia.

Só um concessionário estima perda de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões, disse uma fonte do setor.

Mesmo com valores diluídos ao longo do tempo, a expectativa é de queda de braço com o órgão regulador. Segundo um executivo do setor, há uma diferença de percepção na retomada do tráfego entre as empresas, mais pessimistas, e a agência.

Além disso, técnicos temem causar perdas ao governo e o risco de serem responsabilizados por órgãos de controle do uso do dinheiro público, como o Tribunal de Contas da União (TCU).

Para essa fonte, o ideal seria uma avaliação ano a ano do impacto até a retomada. O problema é que isso inviabiliza qualquer iniciativa que envolva um fluxo de caixa de médio ou longo prazo, como investimentos.

Uma autoridade do setor afirma que os pedidos de reequilíbrio prejudicam as contas públicas, pois as outorgas são direcionadas ao Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac). A queda na arrecadação significaria menos investimentos ou comprometimento de recursos de outras fontes.

A negociação para compensar impactos no médio e no longo prazo no setor aéreo se somaria ao alívio concedido no ano passado. Em 2020, a Anac reconheceu perda de R$ 1,9 bilhão referente ao impacto da crise de curto prazo nos contratos.

Foram atendidos nove aeroportos. Mas a fatura deverá subir porque os concessionários de Guarulhos, Fortaleza e Porto Alegre entraram com recursos, contestando o valor arbitrado.

O valor foi abatido nas outorgas anuais que os operadores deveriam recolher para a União em dezembro. Em alguns casos, como Porto Alegre e Florianópolis, a Anac autorizou reajuste temporário de tarifas aeroportuárias porque o desconto superava a dívida.

Em Salvador, o órgão regulador ampliou o prazo de construção da ponte de embarque.

Em nota, a Anac afirmou que o reequilíbrio está previsto nos contratos de concessão e que a medida busca garantir a prestação do serviço à sociedade, além de mostrar para potenciais investidores nos futuros leilões que a “Agência preza pela segurança jurídica e estabilidade regulatória”.

Futuras concessões

O secretário de Aviação Civil (SAC), Ronei Glanzamnn, disse que o Brasil foi um dos poucos países a atender o pedido das concessionárias, admitindo que a pandemia é um fator não previsível:

— O Brasil foi um dos poucos países que conseguiu o reequilíbrio dos contratos. A gente reconheceu que o risco da pandemia é um risco do Poder Público.

Ele acrescentou que, passada a revisão no curto prazo, o reequilíbrio de médio e longo prazo terá impacto nos debates este ano:

— A grande discussão para 2021 é o chamado reequilíbrio de médio e longo prazos que a gente vai ter que fazer. Um ano ruim na concessão causado pelo coronavírus, a recuperação não acontece da noite para o dia, vai ter impacto em toda a concessão daqui para a frente.

O secretário afirmou, no entanto, que caberá à Anac definir a metodologia para calcular o impacto da pandemia nos contratos futuros. A Anac informou que aguardará os pedidos e o resultado das análises.

Segundo dados do setor, houve queda de 30% no movimento em aeroportos no ano passado, considerando o mercado doméstico. O internacional não se recuperou e será mais afetado pela pandemia, diante das restrições em vários países.

Entre março e outubro, a Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (Aneaa) aponta queda de R$ 3 bilhões em receitas nos terminais.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 07/01/2021

SUPERVISÃO E TRANSPARÊNCIA: LIÇÕES DA EXPERIÊNCIA NORTE-AMERICANA PARA O SETOR DE GÁS NATURAL BRASILEIRO
Publicado em 01/07/2021 as 08:03 PM

Por Heloisa Borges Esteves (EPE) e Fernanda Delgado (FGV Energia)
Por epbr - 7 de janeiro de 2021 - Em Artigos e opinião, Sim, elas existem

Estamos diante de um processo de transição energética, e diante da necessidade de alinhamento desta busca por segurança energética aos esforços de combate às mudanças climáticas e à preservação do meio ambiente, desenvolver a indústria de gás natural se mostra cada vez mais essencial para o Brasil.

O setor energético tinha pautas importantes antes da crise sanitária do COVID-19 que permanecem absolutamente válidas e necessárias. São reformas que permitirão um salto de credibilidade no ambiente para investimentos, promovendo um melhor uso dos recursos energéticos nacionais sob desenhos de mercados competitivos.  Entretanto, o processo de transição para um mercado plural e competitivo não acontece do dia para noite.

Ao longo dos anos 1990 a indústria de gás natural mundial passou por intenso processo de transformação, com diversos países promovendo mudanças em seus arcabouços legais e regulatórios em busca de mercados mais eficientes e dinâmicos. Entretanto, embora a experiência internacional indique que este processo pode durar de 10 a 15 anos, há urgência em destravar o nó da competitividade do gás natural no Brasil. A abertura do mercado de gás, a multiplicidade de agentes e o estabelecimento de novos polos consumidores, podem ajudar a revelar novas demandas de gás natural e, com isso, contribuir para a expansão da malha. Mas precisamos ir além.

E para qualquer nova implementação de processo, sistema ou modelo, cabe avaliar o que já existe de concreto no mundo. Experiências pregressas são sempre bem-vindas como uma revisão bibliográfica, uma pesquisa de benchmarking, uma análise de análogos para pautar o que já existe e apoiar o novo. E para o mercado de gás brasileiro não seria diferente.

Nesse momento pandêmico e transacional, há lições importantes que o Brasil pode tirar da experiência norte-americana sobre a abertura e inserção de competitividade a partir do Novo Mercado de Gás e da aprovação da Lei do Gás.

Em 29 de outubro de 2020, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), juntamente com o Ministério de Minas e Energia e o  Department of Energy (DOE) realizaram o Webinar USBEF – UNITED STATES BRAZIL ENERGY FORUM, Supervisão e Transparência para um mercado aberto e competitivo. O evento tratou das lições da experiência norte-americana no setor de gás natural, que podem ser absorvidas para o ambiente brasileiro de phase out de um mercado monopolista para um mercado aberto e competitivo.

O óleo do pré-sal traz uma expressiva quantidade de gás associado. A previsão da EPE (2019) aponta que a produção líquida de gás no país praticamente dobrará em dez anos – saindo de 72,7 milhões de m3/dia em 2021 para 140,3 milhões de m3/dia em 2030. O principal driver deste aumento na próxima década será o ambiente pré-sal, que em 2030 responderá por cerca de 50% da produção total de gás natural no país.

De modo a aproveitar esse potencial, estão sendo estruturadas importantes reformas no setor por meio do programa Novo Mercado de Gás, que tem como pilares: a promoção da concorrência, a harmonização das regulações estaduais e federal, a integração do setor de gás com setores elétrico e industrial e a remoção de barreiras tributárias à comercialização do gás natural. Estes pilares visam incrementar os investimentos, adicionar novos players ao setor e ofertar uma molécula de gás natural a preço competitivo no mercado.

Um passo importante para o atingimento desses objetivos é a aprovação do novo marco legal para o setor atualmente em tramitação no Legislativo, de modo a promover as transformações necessárias para aumentar a competitividade, os investimentos e criar um ambiente favorável a redução dos preços. Entretanto, não bastam apenas soluções cartoriais e regulatórias para que o mercado deslanche, os preços do energético se reduzam e se faça a almejada reindustrialização do país, trazendo a reboque empregos e geração de renda.

A experiência norte-americana indica que além das necessárias reformas normativas, é fundamental que se dê transparência e disponibilidade de informações ao público, como preços e capacidade de gasodutos e outras infraestruturas essenciais. Nos EUA, a informação desempenha um papel chave na regulação da distribuição de gás natural, garantindo aos stakeholders publicidade e audiências públicas. O DOE disponibiliza dados de capacidade de gasodutos e preços do gás natural. Há muitos players trabalhando para que o mercado tenha acesso a dados em tempo real para tomar a melhor decisão.

Nesse contexto, a indústria de Gás Natural no Brasil transita em direção a um mercado aberto e competitivo, acelerado a partir da assinatura, entre Petrobras e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de Termo de Cessação de Conduta (TCC) com o objetivo de reduzir a participação da empresa no mercado de gás natural, de forma a aumentar a competitividade e a dinâmica do segmento.

Os desinvestimentos da estatal são acompanhados pelo mercado não apenas porque sinalizam o fim de fato do monopólio, mas também porque trazem a oferta de possibilidades reais de investimentos e monetização de ativos que antes não estavam elencados como relevantes para desenvolvimento pela companhia. Fomentado pelo novo marco regulatório e pelo TCC, a oferta de gás do pré-sal deve crescer nos próximos anos, bem como a entrada de novos atores.

O mercado mais aberto potencialmente apresentará mais oportunidades e a participação de mais agentes conduzirá a uma maior liquidez e, por consequência, à possibilidade de preços mais competitivos (Arentz, 2018). Os novos agentes poderão adotar estratégias de precificação próprias, seguindo a atual estrutura (de “preço de paridade com o óleo”) ou buscando novas formas de precificação, propondo uma nova paridade, como o Henry Hub, por exemplo. No futuro, com um mercado cada vez mais competitivo, espera-se observar cada vez maior competição gás-gás e que os preços sejam vinculados à oferta e à demanda do energético no país.

A Figura 1 referencia o modelo de abertura do mercado de gás europeu, mas pode ilustrar  as etapas a serem vencidas no Brasil, e corroboram com os movimentos percorridos também no mercado norte-americano. Importa mencionar que o mercado europeu levou mais de 10 anos para se consolidar como aberto e competitivo e para que o Brasil escale degraus similares, ainda há muita base a ser construída. São necessários investimento em transporte, serviços e demanda, e de novos atores efetivamente imbuídos em assumir os papéis ao longo da cadeia de suprimento. E como indica a estratégia do Plano Nacional de Energia 2050, é necessário avançar nesses passos ainda nesta década.



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Evolução para abertura do mercado de gás
Fonte: Oxford Institute for Energy studies in Artenz, 2019

A experiência norte-americana indica que Marketing e Trading só surgiram mais tarde na evolução da indústria de gás natural nos EUA, coincidindo com a liberalização dos preços e o livre acesso a gasodutos, que permitiu a entrada de novos atores. Atualmente, há pelo menos 120 Trading Hubs, 305 mil milhas de gasodutos de transmissão e três milhões de milhas – se incluir gasodutos de distribuição – nos Estados Unidos. Esta expansão foi proporcionada com a liberalização dos preços e a liberdade de acesso, o que indica que os mecanismos desenhados no âmbito do programa Novo Mercado de Gás estão no caminho certo.

Da mesma forma, na Europa o processo teve início com o acesso a terceiros aos gasodutos e terminais de regaseificação de GNL, mas passou também pela transparência de preços e pela existência de regras de balanceamento e contratos padrão disponíveis a todos.

A transparência de preços e tarifas constitui-se, em ambos os casos (mas notadamente no caso norte-americano), como um ponto central do sucesso da abertura de mercados. A Federal Energy Regulatory Comission (FERC) possui um escritório de enforcement (regulação) que faz a fiscalização do mercado, garante a conformidade com regras, tarifas, regulações e normativas, detecta e investiga violações, constrói medidas punitivas, além de conduzir pesquisas de mercado. O processo de fiscalização passa pela a engenharia de dados, triagem e desenvolvimento de painéis de controle, e, por fim, análise, relatório, inquérito e ocasionalmente referências para uma investigação. Mais da metade do processo é analítico. A fiscalização e o monitoramento efetivos do mercado podem ser desafiadores, exigindo abrangência de dados, expertise do setor público/privado e entrega de decisões e penalidades consistentes e justas.

Entretanto, é necessária a existência de uma estrutura consistente para que o mercado entenda o que é um comportamento aceitável. Assim, de forma paradoxal, o processo de construção de um mercado competitivo pode exigir mais regulação (e não menos), uma vez que o aparato regulatório necessário para a regulação de um único ente parece ser significativamente menor do que aquele necessário para garantia dos mecanismos necessários ao funcionamento de um mercado com múltiplos agentes.

Nota-se, assim, novamente, que quando comparado com os EUA, o Brasil se encontra no primeiro estágio da abertura do mercado de gás, que ainda exigem a garantia de acessos físicos e que assegurem a competição do mercado. Aguarda-se, de forma ansiosa, a provação da Lei do Gás e com ela o aumento de empresas com acesso ao mercado como aconteceu nos EUA.

Nos EUA, o acesso aberto aos gasodutos resultou em um setor de comercialização muito forte, com transações em vários pontos entre vários players. Este acesso, entretanto, depende de regras claras e mecanismos de transparência de preços para ser, de fato, efetivo na construção de um mercado competitivo.

O aprendizado obtido com a comparação com o mercado norte-americano fornece insights valiosos sobre as atividades de supervisão da comercialização, para que não haja excessos e abusos. Entretanto, assim como os demais pontos necessários da reforma, por si só não são suficientes para garantia de atingimento de um mercado pujante e competitivo de gás natural no Brasil. É necessário que se avance em todos os pontos para que de fato se aproveite a oportunidade de desenvolver o mercado de gás natural no país.

Os efeitos da penetração das energias renováveis, o debate em torno da descarbonização, a eventual imposição a limites na emissão de metano, dentre outras discussões que podem ocorrer em um horizonte dos próximos 10 anos, podem reduzir o espaço do gás natural. Estes fatores podem ameaçar o retorno dos investimentos no mercado e dificultar o interesse, ameaçando a ampliação da base da escada apresentada na Figura 1. Daí a necessidade de senso de urgência , na formação de consenso, e no avanço progressivo enquanto há espaço. Fica a dica.

Fernanda Delgado é professora e assessora estratégica na FGV Energia.

Heloísa Borges é diretora de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Referencia bibliografica
1 –  Evento completo disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-x0TA8KXJwc

2 – O preço do gás natural nos contratos atualmente em vigor no mercado nacional, usualmente é indexado a algum energético substituto ou correlato, como petróleo tipo Brent ou uma cesta de óleos combustíveis. Estes instrumentos oferecem garantias quanto à disponibilidade e entrega da molécula em prazos longos, reduzindo riscos tanto para supridor quanto para consumidor. Assim, estes compromissos definem preços de referência, que o mercado entende como não concorrencial determinados pelo equilíbrio imediato de oferta e demanda em centros de negociação (hubs), como em mercados chamados perfeitos. Preços estabelecidos desta forma podem ser muito voláteis e dependendo da dinâmica do balanceamento oferta X demanda podem não oferecer garantia quanto a serem efetivamente menores que os preços de referência acordados nos contratos de longo prazo.

3 – As informações relevantes estão disponíveis ao público em https://www.energy.gov/natural-gas

4 – Uma redução dos preços, entretanto, depende do aumento de eficiência em outras etapas da cadeia. Embora ao aumento da produção líquida de gás possa reduzir o custo unitário de transporte, a necessidade de ampliação da rede de escoamento demanda investimentos que precisam ser de alguma forma amortizados, o que pode consumir parte da esperada redução da tarifa de transporte. Ainda, uma parcela importante do preço final aos consumidores refere-se à carga fiscal dos entes federativos, de modo que uma redução significativa dos preços precisaria também de um olhar atento para a carga fiscal do gás natural em algumas unidades federativas.

Um ponto positivo, que corrobora com a expectativa por uma mudança de paradigma nos preços é a existência do consumidor livre, que poderá importar gás natural ou GNL – gás natural liquefeito, sem o intermédio de uma distribuidora, bem como trocar de fornecedor quando lhe for conveniente, o que deve ajudar na competição e modificação da estrutura de preços a longo prazo.

5 – https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/Plano-Nacional-de-Energia-2050
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 07/01/2021

EXXONMOBIL RECEBE LICENÇA PARA CAMPANHA DE PERFURAÇÃO NO PRÉ-SAL
Publicado em 01/07/2021 as 08:03 PM

Por epbr - 7 de janeiro de 2021 - Em Mercado offshore, Newsletter Comece seu Dia

Quem fazEditada por Gustavo Gaudarde
gustavo.gaudarde@epbr.com.br

em jogo
A ExxonMobil recebeu a licença ambiental para iniciar a campanha de perfuração em blocos com potencial para descobertas no pré-sal nas bacias de Campos e Santos.

— Projeto prevê perfuração de dois poços firmes e quatro contingentes aos resultados da campanha. Ao todo, a empresa mapeou 15 possíveis locações nos blocos BM-C-753, BM-C-789 (ambos em Campos), BM-S-536, BM-S-647 e Titã (os três em Santos).

— A licença do Ibama é válida por quatro anos, mas o cronograma preliminar prevê uma campanha com dois a três anos de duração, considerando a realização de testes de formação nos poços.

— A ExxonMobil contratou a sonda West Saturn, da Seadrill, que já está no Brasil. A área total dos blocos é de aproximadamente 3,2 mil km², com lâmina d’água entre 2,6 mil e 3,1 mil metros. O ponto mais próximo fica a cerca de 200 km da costa.

As áreas foram contratadas em 2018. Em Campos, o consórcio liderado pela ExxonMobil (40%), em parceria com Petrobras (30%) e QPI (30%), pagou R$ 3,2 bilhões de bônus de assinatura pelos C-M-753 e C-M-789.

— Em Santos, a ExxonMobil detém 64% dos blocos S-M-536, S-M-647 e Titã, em parceria com a QPI (36%) – as concessões foram arrematadas por R$ 214 milhões e Titã, sob regime de partilha de produção, rendeu R$ 3,1 bilhões em bônus, com excedente em óleo para a União de 23,5%.

Caos nos EUA. Presidentes, conselheiros e importantes executivos – entre eles, grandes apoiadores de Donald Trump –, correram nesta quarta (6) para condenar o ataque ao Congresso dos EUA, em uma tentativa frustrada de golpe dos apoiadores do presidente republicano derrotado nas urnas em novembro.

— Em comunicado, a Business Roundtable afirmou que o caos foi provocado pelos “esforços ilegais para derrubar uma eleição democrática”.

— Por fim, as objeções foram derrubadas e a eleição de Joe Biden, ratificada. Os democratas e parte dos republicanos querem remover Trump do cargo, chocados com a incitação promovida pelo ainda presidente  no comício que antecedeu a invasão do Congresso – terminou com quatro mortes, uma delas dentro do prédio legislativo.

— Os americanos estão votando desde setembro, passando pela noite das eleições em novembro e o segundo turno para a escolha dos senadores da Georgia nesta quarta (6), que garantiu ao Biden o controle virtual do Senado – com 50 senadores de cada partido, o empate favorece o governo.

Óleo sobe com estoques dos EUA. O petróleo fechou em alta nessa quarta (6/1). Investidores seguiram repercutindo o corte na produção pela Arábia Saudita, e os preços ainda ganharam impulso após o Departamento de Energia (DoE, sigla em inglês) dos EUA informar queda bem maior que o projetado por analistas dos estoques da commodity no país na semana passada.

— O Brent para março avançou 1,31%, cotado a US$ 54,30 o barril. E o contrato do WTI para fevereiro subiu 1,40%, a US$ 50,63 o barril, retomando o nível de US$ 50, que na última segunda-feira havia sido atingido pela primeira vez desde fevereiro de 2020. Investing.com, com Estadão

A XP investimentos elevou os preços-alvo das ações da Petrobras, com base nas novas projeções para a curva futura de preços do petróleo no mercado internacional.

— O preço-alvo para os papéis preferenciais e ordinários da companhia foi revisto de R$ 32 para R$ 35 para um horizonte de 12 meses – um potencial de ganho de 15,1% para a ON e de 16,5% para a PN, na comparação com a cotação da petroleira no fechamento do pregão de terça (5/1). Já o preço-alvo para as ADRs PBR/PBR-A foi revisto de US$ 12 para US$13 o papel.

— A XP também elevou as projeções de preços do barril do Brent para 2021, de US$ 48,19 para US$ 52,96. Para 2022, a previsão foi revista de US$ 48,28 para US$ 51,03 o barril. Valor Investe

Petrobras contrata AHTS A Petrobras lançou uma licitação para o afretamento de uma ou mais embarcações do tipo AHTS nessa quarta (6/1). A abertura das propostas está prevista para 27 de janeiro, com o início da disputa na manhã do dia seguinte (28/1).

– O edital está disponível no portal Petronect, que também receberá as propostas.

Sem direito a royalties. A ANP obteve acórdão favorável no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) em ação movida pelo município de Porto do Mangue (RN), que solicitava receber royalties por supostas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural em seu território. O entendimento do TRF5 foi o de que o município não faz jus a esse pagamento.

Alívio na escassez. CMSE manteve a necessidade de despachos termoelétricos para atender a demanda por energia neste momento de reservatórios hidroelétricos em baixa, mas o cenário de curto prazo permitiu limitar os despachos a 6.500 MWmédios, a partir da próxima semana operativa, em 9 de janeiro de 2021.

— “A medida privilegia o uso dos recursos termelétricos mais baratos, conforme necessidade, concomitantemente à esperada recuperação do armazenamento dos principais reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste e Sul ao longo da estação chuvosa em curso”, explicou o MME.

Térmicas lideram expansão elétrica. A Aneel liberou 4.932 MW para operação comercial em 2020, quase 20% a mais do que a meta inicial prevista pela agência para o ano, de 4.112,43 MW.

— A fonte termelétrica liderou a expansão: foram 63 usinas, somando 2.235,1 MW – 45,3% da potência instalada no ano. Em segundo lugar ficaram as eólicas, somando 1.725,8 MW em 53 usinas, seguidas das usinas solares, que totalizaram 793,2 MW de 21 plantas.

— A liderança termelétrica se deveu à liberação para operação, em março, da UTE Porto de Sergipe I, em Barra dos Coqueiros (SE), de 1.515,64 MW. Essa potência fez Sergipe liderar o ranking da capacidade elétrica a entrar em operação comercial, seguido de Piauí (1.180,21 MW), Rio Grande do Norte (641,83 MW), Bahia (539,76 MW) e Amazonas (230,49 MW).

— O Brasil terminou 2020 com a capacidade instalada de 174.412,6 MW, de acordo com dados do Sistema de Informações de Geração (Siga) da Aneel. As hidrelétricas representam 58,56% do total em operação, seguidas das térmicas (25,24%) e das eólicas (9,64%).

Caso tenha perdido, vale a leitura: Como 2020 se consagrou o ano dos extremos para a segurança de suprimento do SIN, artigo de Yasmina El-Heri e Mariana Rodrigues, da equipe de Regulação da GNA – Gás Natural Açu.

Biogás no DF. O governo do Distrito Federal criou um grupo de trabalho para criar um marco regulatório para produção, distribuição e comercialização de biogás/biometano no DF. A ideia é transformar usinas de compostagem em usinas de tratamento mecânico-biológico (UTMB), contratadas em parceria público-privada (PPP), com investimento estimado de R$ 600 milhões.

— As UTMBs são uma das etapas do Programa de Encerramento do Lixão da Estrutural, iniciado em 2016. De acordo com o GDF, os estudos técnicos para instalar esse tipo de usina estão em finalização, e a expectativa é lançar o edital de licitação para contratar a PPP até o fim do ano.

— A meta é ampliar o tratamento de resíduos sólidos urbanos de 30% para 94%, com geração de biogás, aumento da reciclagem e redução de material aterrado. Canal Energia

Venda da NBTE. A Eletronorte vai contratar uma assessoria para avaliar a venda de sua participação na Norte Brasil Transmissora de Energia (NBTE), proprietária do linhão que conecta as hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia, à região Sudeste. O edital de licitação para contratação foi publicado no Diário Oficial da União dessa quarta (6/1).

— A licitação também envolverá apoio a avaliações sobre eventual aquisição, pela Eletronorte, das ações detidas pela Eletrobras na Norte Energia, grupo que reúne os sócios da hidrelétrica de Belo Monte, de 11,2 mil MW de capacidade, no Pará.

— A Eletronorte possui 49% da NBTE, que tem como principal acionista a Evoltz Participações, criada pela norte-americana TPG Capital em 2018 para reunir ativos de transmissão comprados da espanhola Abengoa no Brasil.

— Na Norte Energia, a Eletronorte possui 19,98%, enquanto a Eletrobras detém 15%. A Chesf, que também é subsidiária do grupo estatal de energia, tem 15%. Reuters

LT antecipada. Com 13 meses de antecedência, a Equatorial Energia colocou em operação, no fim de dezembro, o último trecho da SPE 07, a linha de transmissão Marituba-Castanhal C1, em 230 kV, no Pará. A LT representa R$ 13,9 milhões em Receita Anual Permitida (RAP), equivalente a 13,69% do total da SPE 07.

— O contrato de concessão da SPE 07 foi assinado em 10 de fevereiro de 2017. O projeto compreende a linha de 500 kV Vila do Conde-Marituba, incluindo duas partes, em 230 kV, da linha Guamá-Utinga, além da LT Marituba-Castanhal e a subestação de Marituba, totalizando aproximadamente R$ 100 milhões de RAP.

— Atualmente a Equatorial possui sete empreendimentos, incluindo a Intesa, que totalizam R$ 793 milhões de RAP operacional.

Captação da Light. A Light se prepara para lançar uma oferta de ações de mais R$ 3 bilhões, na qual a Cemig deve vender o restante de sua participação na empresa, de 22,6%, disseram à Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

— A oferta, parte primária e parte secundária, vem em meio a um plano de desinvestimentos da Cemig, que tem buscado vender ativos para reduzir dívidas. A Light também planeja usar os recursos obtidos com a parcela primária da oferta para reduzir dívidas.

— As ações da Light desabaram quase 70% depois da pandemia, mas já se recuperaram e são negociadas atualmente em níveis próximos aos vistos antes da crise do coronavírus.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 07/01/2021

DEPUTADO QUER LEI PARA GARANTIR ROYALTIES PELA PRODUÇÃO DE XISTO NO PARANÁ
Publicado em 01/07/2021 as 08:03 PM

Por Guilherme Serodio - 7 de janeiro de 2021 - Em Petróleo e gás, Royalties

O deputado Filipe Barros (PSL/PR) apresentou dois projetos de lei para garantir o pagamento de royalties referentes à produção de xisto betuminoso no Paraná, atividade atualmente regulada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O Paraná é o único estado produtor de xisto do Brasil – não confundir com o shale gas ou shale oil, incorretamente traduzido por aqui como “gás de xisto” ou “óleo de xisto”, quando o correto é gás e óleo de folhelho.

Filipe Barros quer alterar a Lei do Petróleo para definir que caberá exclusivamente à ANP o controle, regulação da exploração e fiscalização dos royalties do xisto betuminoso.

Em outro projeto, define o Tribunal de Contas da União (TCU) como o órgão responsável por definir, com auxílio do IBGE, as linhas de projeção dos limites territoriais dos estados e municípios produtores e que, portanto, serão beneficiados pelos pagamentos.

O conteúdo dos projetos de Filipe Barros já foi apresentado em 2014 pelo ex-deputado Alfredo Kaefer (PSC/PR).

O texto foi aprovado nas comissões da Câmara de Integração Nacional (CINDRA) e de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (CDEIC). Mas ficou travado na Comissão de Minas e Energia por quatro anos. Em 2019, a matéria foi arquivada com a mudança de legislatura e a não reeleição de seu autor.

Petrobras tenta acordo com o governo

Nas duas propostas, o deputado lembra a pendência de mais de 27 anos que envolve a Petrobras e o pagamento de royalties de petróleo de xisto betuminoso ao estado do Paraná.

A empresa é a única a utilizar o material, na Unidade de Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul. Ao contrário da produção convencional de óleo, por meio da perfuração de poços, o xisto paranaense é minerado e processado na refinaria por um processo de pirólise criado pela Petrobras.

Além de óleos combustíveis, a SIX produz outros derivados para atendimento ao mercado local e também já foi usada para pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e processos. Atualmente, a SIX está sendo vendida no pacote de oito refinarias que Petrobras pretende liquidar a partir deste ano.

Em dezembro, o político epbr noticiou que a Petrobras apresentou ao Ministério de Minas e Energia (MME) uma proposta de acordo para resolução da controvérsia envolvendo o aproveitamento econômico do xisto betuminoso no projeto SIX.



https://epbr.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Modelo-de-negocio-da-SIX-no-Parana-refinaria-de-xisto-da-Petrobras-esta-a-venda-imagem-por-Petrobras.png
A SIX é uma operação verticalizada de mineração e processamento do minério de xisto betuminoso (fonte: Petrobras)

No documento, que ainda precisa ser aprovado pela diretoria da estatal e passar por consulta pública para aprovação pelo estado do Paraná e município de São Mateus do Sul, a Petrobras propõe:

A assinatura de um contrato de concessão no nome da empresa, que poderá ser cedido a compradores, com alíquota de royalty de 5%, tendo como escopo as atividades de lavra de xisto, em substituição à autorização hoje existente. Pela Lei do Petróleo, a alíquota sobre a produção de óleo varia de 5% a 10% no regime de concessão;
Manter o regime de autorização para a planta industrial;
A empresa pagará valor referente aos royalties de 5% de 2002 a 2012, em torno de R$ 175 milhões, sem juros, multas e mora, mas com atualização monetária;
Haverá o reconhecimento da alíquota de 5% de royalties a partir de 2013, quando a ANP passou a exigir a cobrança;
A Petrobras abrirá mão da demanda judicial sobre a natureza da atividade, mas será mantida a controvérsia sobre a alíquota entre 5% e 10%, entre 2002 e 2012, aplicando-se as mesmas condições do acordo quanto ao pagamento – sem juros, multas e mora, mantendo o montante de R$ 175 milhões em discussão judicial (adicional ao pagamento proposto sobre os royalties até 5%).
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 07/01/2021

APOSTA DE TRUMP, LEILÃO DE PETRÓLEO NO ÁRTICO FRACASSA
Publicado em 01/07/2021 as 08:02 PM

Por Guilherme Serodio - 7 de janeiro de 2021 - Em Internacional, Meio ambiente, Petróleo e gás

RIO – O leilão de petróleo promovido pelo governo republicano de Donald Trump com áreas no Círculo Polar Ártico, no estado americano do Alasca, arrecadou apenas US$ 14 milhões com lances promovidos por duas empresas privadas novatas e uma estatal sem experiência em liderar projetos de exploração.

Em meio a corte de gastos devido à crise mundial provocada pela pandemia de covid-19, protestos de moradores e ambientalistas no Alasca e incertezas regulatórias com a sucessão presidencial que ocorrerá dentro de menos de 20 dias, as grandes empresas do setor ficaram de fora da disputa promovida pelo governo federal.

Ao todo, o leilão conseguiu lances em 11 apenas arrendamentos – a metade das áreas oferecidas – para permitir a exploração em cerca de 223 mil hectares e envolveu áreas costeiras do refúgio de vida selvagem Arctic National Wildlife Refuge.

A área é considerada sagrada por populações nativas do Alasca, mas estima-se que possua reservas de até 11 bilhões de barris de óleo.

A disputa teve como ganhadoras as companhias Knik Arm Services LLC e Regenerate Alaska Inc., além da estatal Alaska Industrial Export and Development Authority, controlada pela administração estadual.

Coube à estatal fazer os lances mais altos ao desembolsar US$ 12 milhões pela maior parte das áreas. A empresa não tem qualquer experiência em capitanear projetos de exploração. As privadas Knik e Regenerate fizeram ofertas de US$ 1,6 milhão e US$ 771 mil, respectivamente.

A principal ameaça à exploração na região vem das promessas do presidente eleito, Joe Biden, de promover uma guinada sustentável na produção de energia no país e restringir ainda mais as emissões de gases do efeito estufa.

Biden pode não conseguir cassar as licenças de exploração – que a administração Trump tenta emitir antes da posse, marcada para 20 de janeiro -, mas seu governo pode evitar a concessão de outras licenças que venham a ser demandadas para viabilizar a exploração na região.

Fracasso anunciado
Analistas do setor previam, há meses, que haveria pouco interesse pelas áreas. Larry Persily, que foi diretor da agência federal Alaska Natural Gas Transportation Projects durante da presidência de Barack Obama, afirmou que o leilão foi uma falência e disse apostar que ninguém vai ver petróleo ser extraído na região.

Para ele, embora a exploração na região siga sendo um sonho para alguns políticos, ela já está fora do interesse do setor.

À Bloomberg, o analista Jenny Rowland-Shea, do Center for American Progress, classificou o leilão como um grande fracasso.

A permissão para exploração da área foi dada pelo Congresso em 2017 como uma forma de compensar cortes de impostos massivos promovidos pela administração Trump.

Então comandado por maioria do partido republicano, o parlamento havia autorizado dois leilões na região. O segundo está previsto para ocorrer em 2024.

Mas ativistas ambientais seguem lutando para impedir a exploração das áreas, inclusive na Justiça, mas também com campanhas e abaixo-assinados. Adam Kolton, diretor da organização ambientalista Alaska Wilderness League, afirmou que os políticos republicanos do estado que apoiaram o leilão com a promessa de criar milhares de empregos e reduzir a dependência de combustível estrangeiro promoveram um fracasso épico.

“Eles acabaram dando uma festa para eles, com o estado sendo um dos únicos licitantes”, disse em comunicado, citando a atuação da Alaska Industrial Export and Development Authority no leilão.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 07/01/2021

MINAS GERAIS TERÁ ISENÇÃO DE ICMS PARA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA SOLAR
Publicado em 01/07/2021 as 08:02 PM

Estímulo sancionado nesta quinta (6) cobre outras fontes de energia e GNV
Por Guilherme Serodio - 7 de janeiro de 2021 - Em Setor elétrico, Solar

RIO – O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sancionou nesta quinta (7) a lei que isenta da cobrança de ICMS os equipamentos, peças, partes e componentes utilizados na instalação de micro e mini sistemas de geração distribuída de energia elétrica no estado. Na prática, é um estímulo principalmente para a instalação de painéis de energia solar fotovoltaica, já é o estado é o principal mercado do país.

A lei 23762/2021, sancionada sem vetos, define que o estado poderá dar essa isenção de ICMS para geração distribuída solar, reduzindo a alíquota até 0%, após acordo aprovado pelo Confaz.

Define como microgeração distribuída a central geradora com potência instalada menor ou igual a 75kW, que realize cogeração qualificada ou use fontes renováveis de energia, conectada na rede de distribuição. A minigeração distribuída é definida para sistemas com 75kW e 5 mil kW de potência, sob as mesmas condições.

Poderá eventualmente beneficiar usinas termoelétricas a biogás, sistema típico de áreas rurais, a cogeração de energia a partir de biomassa ou até mesmo pequenas usinas hidroelétricas, se enquadradas nos critérios de mini ou microgeração distribuidora.

O texto sancionado ainda garante isenção de IPVA para veículos movidos a gás natural veicular (GNV), fabricados no estado, no ano seguinte à sua aquisição.

Minas Gerais é o segundo polo automobilístico do país e foi responsável por 13% da produção nacional de veículos em 2018.

“Dentre as principais âncoras do setor, destacam-se a Fiat, que opera em Betim desde 1976, a Mercedes-Benz, que se instalou em Juiz de Fora em 1999, e a Iveco, que está em Sete Lagoas desde 2000”, informa o Indi (Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais), a agência de promoção de investimento do estado.

Originalmente, a proposta debatida pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no PL 4054/2017 previa isenção de ICMS  apenas para equipamentos e peças usados para geração de energia solar fotovoltaica.

Mas um substitutivo proposto pelo deputado Bruno Engler (PRTB) estendeu a vantagem tributária a todas as fontes renováveis. O deputado também garantiu a isenção de IPVA a veículos movidos a gás natural, o que não era tema do PL original.

A nova lei entra em vigor com a publicação no Diário Oficial desta quinta (7)
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 07/01/2021

GOVERNO DE SP ATENDE PARTE DAS REIVINDICAÇÕES DO AGRO, MAS TRATORAÇO ESTÁ MANTIDO
Publicado em 01/07/2021 as 08:02 PM

São Paulo, 7 – A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) informou na noite desta quarta-feira, 6, que o governo do Estado de São Paulo atendeu parte das reivindicações do agronegócio e voltou atrás com relação à decisão de aumentar a cobrança de ICMS para insumos agrícolas.

“O governo do Estado atendeu parte das propostas do agronegócio, mas outros pleitos importantes ficaram de fora: energia elétrica, leite pasteurizado e hortifrutigranjeiros, esses dois últimos fundamentais nas cestas básicas”, afirmou a Faesp, em comunicado. Esses aumentos no ICMS ainda causam grandes impactos no agronegócio paulista, principalmente para os pequenos produtores rurais, que representam 78% do Estado, e para a sociedade como um todo, acrescentou.

Apesar do anúncio do fim do aumento no ICMS de insumos agrícolas, a Faesp disse que o “tratoraço”, organizado para esta quinta-feira, dia 7, a partir das 7h, está mantido. A manifestação, apoiada pela Faesp, será realizado em cerca de 300 cidades paulistas, e reunirá perto de 100 sindicatos rurais, associações e cooperativas.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 07/01/2021

PELOS ‘MAIS POBRES’, LIRA PEDE REORGANIZAÇÃO DOS PROGRAMAS DE RENDA MÍNIMA
Publicado em 01/07/2021 as 08:02 PM

Discurso do deputado vai de encontro com a desistência do governo de criar o Renda Cidadã, programa de renda básica em substituição ao Bolsa Família

O candidato do governo à presidência da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), publicou no Twitter que, diante da crise econômica, os programas de renda mínima devem ser reorganizados visando as populações carentes. Na publicação, Lira diz que “precisamos cuidar dos mais pobres reorganizando os programas de renda mínima, mas sem abrir mão da austeridade fiscal e do teto de gastos. A demagogia fiscal sempre custa caro para o País e em especial para os mais pobres”, escreveu.

O discurso do deputado, no entanto, vai de encontro com a desistência do governo de Jair Bolsonaro de criar o Renda Cidadã, programa de renda básica em substituição ao Bolsa Família. O projeto tinha como objetivo a proteção da parcela mais vulnerável da população, logo após o fim do auxílio emergencial, mas sem que a medida colocasse em risco o teto de gastos.

Sem acordo, governo e líderes do Congresso descartaram, em dezembro, a criação de um novo programa de distribuição de renda e o governo afirmou também que não haveria a prorrogação do auxílio emergencial. Em compensação, houve o anúncio de uma eventual ampliação do Bolsa Família.

Como o Estadão/Broadcast antecipou, o governo prepara uma medida provisória para reestruturar o Bolsa Família dentro do orçamento de R$ 34,8 bilhões já reservado para 2021. A ideia é unificar benefícios já existentes no programa, reajustar os valores e criar novas bolsas: por mérito escolar, esportivo e científico. Nesse desenho, 14,5 milhões de famílias seriam contempladas, pouco mais de 200 mil acima do número atual (14,3 milhões). O texto, porém, ainda está sendo trabalhado pelos ministérios e precisa ser validado pelo presidente Bolsonaro.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 07/01/2021

FAESP DIZ QUE AINDA PRECISA ANALISAR DECRETO DO GOVERNO DE SP SOBRE ICMS
Publicado em 01/07/2021 as 08:01 PM

São Paulo, 7 – Mesmo que o governo de São Paulo tenha voltado atrás com relação à decisão de aumentar a cobrança de ICMS para insumos agrícolas, ainda é preciso analisar o decreto que será publicado, diz o vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), Tirso Meirelles, ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Ele afirma que é por isso que o tratoraço – manifestação de produtores rurais contra o aumento – aconteceu nesta quinta-feira, mesmo depois de o governo dizer que voltou atrás. “Uma coisa é falar, outra é o que está escrito. Temos que aguardar e fazer as avaliações.”

O executivo diz que, caso a publicação do Diário Oficial mostre o que foi acertado em reunião na quarta à noite – que sejam zeradas as cobranças sobre leite pasteurizado e cru, hortifrutigranjeiro (incluindo ovos), energia elétrica e insumos -, será uma boa notícia. “Se trouxer o que o governador nos falou, é positivo”, disse Meirelles, ressaltando que esta semana o governador João Doria (PSDB) assumiu a negociação, que antes estava designada aos secretários. “Ele tirou os burocratas do processo e verificou a gravidade que seria esse aumento, especialmente em época de pandemia.”

Meirelles estima que o tratoraço tenha acontecido em 135 locais, mas que tenha movimentado em torno de 500 municípios. “Em Barretos, por exemplo, compareceram pessoas de outras sete cidades.” Ele diz que a manifestação foi feita em coordenação com a Polícia Militar em cada município, e que até o momento não há registro de problemas. “Foi pacífico, nós não interrompemos o fluxo. Só explicávamos que um eventual aumento de preços dos produtos seria por causa do imposto, e não do produtor rural.”

O movimento também mostrou a união do setor, diz ele. “Nós recebemos apoio de praticamente todas as federações e Estados.” As próximas reivindicações, segundo Meirelles, serão medidas para garantir a saúde do produtor em meio à pandemia da covid-19. “Vamos fazer trabalho de testagem, como já fizemos as máscaras.” Em seguida, ele espera trabalhar para implantar o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (Prada), em que o produtor demonstra as medidas que tomará para adequar sua propriedade ao Código Florestal. “Ao fazer isso, trabalhamos, por exemplo, para não ter queimada na entressafra, como tivemos recentemente.”
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 07/01/2021

PORTO DE ILHÉUS FECHA 2020 COM DESINFECÇÃO CONTRA CORONAVÍRUS
Publicado em 01/07/2021 as 08:01 PM

O Comando Conjunto das Forças Armadas realizou a última operação de 2020 para a desinfecção do Porto Organizado de Ilhéus. A ação faz parte das medidas adotadas pela CODEBA para prevenção e combate da COVID-19, como previsto no Protocolo de Enfrentamento da pandemia.

Protegidos com EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) específicos para este tipo de trabalho, os militares priorizaram as áreas de maior circulação. Para a desinfecção foram utilizados hipoclorito de sódio e álcool 70%.

Esta foi a segunda ação de 2020. Em agosto, durante a primeira desinfecção do Porto, o Comando Conjunto capacitou funcionários da limpeza para que estejam qualificados e possam repetir a desinfecção sempre que necessário.

Formado pela Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira, o Comando Conjunto Bahia atua apoiando órgãos de saúde e segurança em todo o Estado, com o objetivo de mitigar os efeitos da pandemia.

Ao longo do ano passado, a mesma operação foi realizada também nos Portos de Salvador e Aratu-Candeias.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 07/01/2021

PORTO DE SÃO FRANCISCO DO SUL TEM AUMENTO DE 41,92% NO FATURAMENTO EM 2020
Publicado em 01/07/2021 as 08:01 PM

Fonte de informação Governo de Santa Catarina (7 de janeiro de 2021 )
    


Foto: Divulgação / SCPar PSFS

A SCPar Porto de São Francisco do Sul obteve um crescimento de 5,87% na movimentação geral em 2020, comparando ao mesmo período de 2019. Foram movimentadas 11.924.787 toneladas contra 11.263.902 no ano anterior.

Entre as principais mercadorias o destaque é a soja, com crescimento de 33,13%, bem acima do acréscimo nacional, que foi de 12,10%.

Esse resultado repercutiu expressivamente no faturamento do Porto, fechando o ano de 2020 com uma receita total de R$ 100.627.473,93, o que representa um aumento de 41,92% sobre o faturamento de 2019, que foi de R$ 70.901.781,80.

“Os resultados obtidos em 2020 espelham o comprometimento da SCPar Porto de São Francisco do Sul S/A com a melhora operacional, com evidentes ganhos de eficiência e produtividade”, comenta o diretor-presidente da SCPar PSFS, Fabiano Ramalho.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 07/01/2021

SUPERINTENDENTE DA PORTOS RS, FERNANDO ESTIMA, RECEBEU A VISITA DO CAPITÃO DE MAR E GUERRA, REINALDO LUÍS LOPES DOS SANTO
Publicado em 01/07/2021 as 08:00 PM

Fonte de informação: Portos do Rio Grande do Sul (7 de janeiro de 2021 )


Foto: Portos RS

Nesta quarta-feira, 06, o superintendente da Portos RS, Fernando Estima, recebeu a visita do Capitão de Mar e Guerra Reinaldo Luís Lopes dos Santos. O propósito da visita foi apresentar o novo Capitão dos Portos Cláudio Vieira da Silva, que assumirá no dia 11 de janeiro.

Durante a visita houve a troca de informações com o Capitão que está chegando, e também o superintendente aproveitou para agradecer todo trabalho realizado sob o comando do capitão Reinaldo. Entre os desafios enfrentados sob sua gestão destacaram-se os problemas com o vazamento de óleo que ocorreu em novembro de 2019 na embarcação Dimitris L. Um dos pontos positivos do ano de 2020 foi a homologação do calado do Porto do Rio Grande.

Acompanharam também a visita os diretores da Portos RS Jeferson Dutra, Diretor de Infraestrutura e Operações, e Henrique Ilha, Diretor de Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 07/01/2021

DEPUTADOS LIBERARAM NAVIOS ESTRANGEIROS NO TRANSPORTE ENTRE PORTOS BRASILEIROS
Publicado em 01/07/2021 as 07:59 PM

Reportagem - Eduardo Piovesan - Edição - Cláudia Lemos

Projeto permite aumento progressivo do uso de embarcações de outros países e prevê regras para contratação de trabalhadores


Ivan Bueno/Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina

Proposta elimina obrigação de contratar construção em estaleiros brasileiros

Em plena pandemia, a Câmara dos Deputados adaptou seu sistema de votação em Plenário para viabilizar a tramitação das propostas. Com as mudanças, os deputados aprovaram 180 projetos em 2020, o maior número da década.

Ao aprovar o Projeto de Lei 4199/20, do Poder Executivo, a Câmara dos Deputados liberou progressivamente o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem (entre portos do mesmo país, ao longo da costa) sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. O texto foi enviado ao Senado.

A partir da publicação da futura lei, as empresas poderão afretar uma embarcação a casco nu, ou seja, alugar um navio vazio para uso na navegação de cabotagem.

Depois de um ano da vigência da lei, poderão ser dois navios; no segundo ano de vigência, três navios; e no terceiro ano da mudança, quatro navios. Daí em diante, a quantidade será livre, observadas condições de segurança definidas em regulamento.

Trabalhadores
Em qualquer situação de afretamento prevista no projeto, os contratos de trabalho dos tripulantes de embarcação estrangeira afretada seguirão as normas do país à qual pertence a bandeira usada pelo navio.

As empresas operadoras deverão seguir ainda regras internacionais, como as estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e também a Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de 1/3 de férias, FGTS e licença-maternidade.
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Data : 07/01/2021

INICIADA CONSULTA PÚBLICA DE CONCESSÃO DA FERROVIA CENTRO-ATLÂNTICA
Publicado em 01/07/2021 as 07:59 PM

A consulta pública para a prorrogação antecipada do contrato da Concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA) começa nesta quarta-feira (6/1) e vai até as 18h do dia 19 de fevereiro, segundo nota publicada pelo Ministério da Economia. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizará a Audiência Pública nº 12/2020 no dia 3 de fevereiro deste ano, por meio digital.

“Entre os principais benefícios esperados com a prorrogação, por mais 30 anos, do contrato de concessão atual — que terminará em 31 de agosto de 2026 — estão a obrigatoriedade de investimentos em segurança e aumento de capacidade, bem como a própria antecipação desses investimentos, que somente ocorreriam a partir de 2027, com uma nova concessão”, afirmou a pasta de Economia, por meio de nota.

Ainda segundo o Ministério, no processo de prorrogação antecipada da concessão poderão ser adicionados, como obrigação por parte da concessionária, novos investimentos na própria malha ou em outras intervenções na malha ferroviária nacional como alternativa à parte do valor de outorga a ser paga à União.

Ferrovia Centro-Atlântica S.A.
A Ferrovia Centro-Atlântica S.A. conseguiu a concessão da Malha Centro-Leste por meio de um leilão realizado em junho de 1996. A concessão foi efetivada pelo Decreto Presidencial de 26 de agosto do mesmo ano e, um mês depois, a empresa iniciou a operação dos serviços públicos de transporte ferroviário de cargas.

Em 2019, as principais mercadorias movimentadas pela Ferrovia Centro-Atlântica S.A. foram soja em grão, minério de ferro, açúcar, milho, calcário siderúrgico, bauxita, enxofre, entre outras. A malha ferroviária possui 7.215 quilômetros de extensão e cruza os estados de Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Goiás, além do Distrito Federal.
Fonte: Correio Braziliense On-line
Data : 07/01/2021

FERROVIA DO PORTO DE SANTOS PODE SER MODELO PARA O BRASIL
Publicado em 01/07/2021 as 07:59 PM

Editorial Portogente

O trem é o meio de transporte ideal para transpor a íngreme Serra do Mar, entre o Porto de Santos e o planalto, no percurso da sua ampla hinterlândia.

A vitória do presidente Joe Biden muda a relação de poder no mundo e afeta o aquecido clima político brasileiro. Por isso, serão necessários desenvolvimento e habilidade para mediar uma sociedade atormentada por uma pandemia e pelo desemprego. A reforma dos portos é um projeto essencial no processo de reversão dessa aflição social.


Porto de Hamburgo - Alemanha.

O Conselho Editorial do Portogente, do qual fazem parte mais de cem diletantes da logística portuária, é o lugar de maior competência mundial para debater o Porto de Santos. Títulos acadêmicos, currículos, experiências e paixão constituem um think tank que tem refletido intensamente a Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips), uma proposta do Ministério da Infraestrutura (MInfra) que põe o carro na frente dos bois.

Do que se sabe, o processo de desestatização do Porto de Santos segue de vento-em-popa. Portanto, o debate da FIPS necessita resultar uma proposta inovadora, que agregue valor ao trabalho da DTA Engenharia, vencedora do leilão do projeto da reforma da administração do porto. Nesse sentido, como já anunciado, Portogente vai ampliar esse debate através do Webinar Modelo da Ferrovia Interna do Porto de Santos.

Por outro lado, o presidente do Porto de Santos visitou pela primeira vez um porto, para ocupar o seu atual cargo. E mais, há uma enorme diferença entre as atividades de desvios ferroviários de um porto e a malha externa. Além de ser parco o linguajar da Faria Lima - a avenida paulistana dos negócios aos quais é afeto esse presidente - para retratar a ferroviária do porto do rodoviário, das programações de navios e da capacidade de recepção e expedição de terminais.

Com independência e posicionamento estruturado, Portogente irá apresentar oficialmente uma proposta para a Fips, respondendo à consulta pública da Autoridade Portuária. O Webinar da Fips, no dia 19 de janeiro próximo, é o primeiro passo dessa caminhada.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 07/01/2021

PRIMEIRO POLO AEROPORTUÁRIO DO CENTRO-OESTE ATRAI EMPRESAS DA AVIAÇÃO BRASILEIRA
Publicado em 01/07/2021 as 07:58 PM

Assessoria de Comunicação

Empresa especializada em manutenção de aeronaves com motores convencionais, turboélices e jatos já assinou contrato de aquisição de área de mais de 10.000m² no novo empreendimento

A Quick Aviação acaba de assinar o contrato para instalar sua sede própria no Antares, primeiro polo aeroportuário do Centro-Oeste, que será construído a partir do início de 2021 no município de Aparecida de Goiânia-GO. A Quick Aviação, oficina autorizada Textron Aviation no Brasil para aeronaves da linha Beechcraft e Cessna, com sede em Goiânia e mais de 34 anos de atuação, será proprietária de uma área de 10.220m² no novo empreendimento, que é voltado para aviação executiva, manutenção de aeronaves e operações logísticas fracionadas.


Perspectivas Antares Polo Aeronáutico. Crédito: Divulgação.

O diretor técnico da empresa, Haig Artur Berberian, revela que, além da localização centralizada e acessível para todo o país, outros fatores influenciaram na decisão de se instalar no Antares. “Estar localizado em um aeroporto onde seremos proprietários da área, hangares e oficinas de manutenção e teremos condições de executar tudo aquilo que é inerente à nossa atividade, é algo que almejamos há muitos anos. Atualmente, não temos área disponível para expansão. A grande vantagem de poder investir no Antares será a otimização de nossas oficinas. Lá, teremos condições de fazer uma construção em área própria, com adequação para o que precisamos, agregando na qualidade do serviço que entregamos para nossos clientes”, conta.

Especializada em manutenção de aeronaves e sistemas, a Quick Aviação é a principal distribuidora e oficina autorizada no Brasil das mais renomadas empresas da aviação mundial. Em sua nova unidade no Antares, a Quick Aviação, irá oferecer suporte técnico autorizado para as aeronaves equipadas com produtos da Blackhawk Aerospace, Raisbeck Engineering, BLR Aerospace, MT Propellers, Garmin, Collins Aerospace e diversos outros fabricantes, além da Textron Aviation. Especializada também na venda e importação de aeronaves, peças e acessórios para pilotos, a companhia é a única oficina brasileira em que os donos e diretores são especialistas em aviação, acompanhando e coordenando cada etapa da venda, manutenção e entrega da aeronave. “A Quick Aviação é uma empresa de manutenção aeronáutica referência no Brasil. Para nós, é uma grande satisfação ter uma companhia deste quilate no Antares”, reitera Rodrigo Neiva, diretor comercial do novo polo aeroportuário.

“A dor do segmento aeronáutico no Brasil, é essa: ter um local com segurança jurídica para se instalar e trabalhar tranquilamente a vida toda. E o Antares foi feito para atender a essa necessidade. Somente na fase de pré-lançamento, cerca de 22 mil m² já foram comercializados. Superou nossas expectativas”, complementa Rodrigo.

Fênix Aviação, Grupo Tecnoseg, Grupo H. Egídio e Sementes Santa Fé, entre outros investidores, também estão entre os nomes que já garantiram espaço no empreendimento, que tem entre os diferenciais justamente a possibilidade de aquisição dos lotes, o que não acontece hoje nos demais aeroportos do país. O Antares ainda tem atraído diversas empresas em virtude da sua proposta inédita de criar uma rede de serviços para aviação, ancorado por um aeroporto da aviação geral, e pelos incentivos fiscais já garantidos.

Graças a uma lei de incentivo aprovada junto à prefeitura de Aparecida de Goiânia, município onde está sendo construído o polo aeronáutico, as empresas instaladas no Antares pagarão 2% de ISS (Imposto sobre Serviços) por 20 anos, enquanto o valor chega a 5% em outras cidades. Além disso, terão três anos de isenção no ITU (Imposto Territorial Urbano) e alíquota reduzida do IPTU (Imposto sobre propriedade Predial e Territorial Urbano), variando de 70% a 92% de redução neste período.

Capitaneado pelas empresas goianas Tropical Urbanismo e Incorporação, Innovar Urbanismo, RC Bastos Participações, CMC Industrial e Energia e BCI Empreendimentos e Participações, o Antares Polo Aeronáutico promete inserir de vez o estado de Goiás no mercado de aviação executiva do País. Com investimento total de R$ 100 milhões, o aeroporto abrangerá uma área de 209 hectares, ou 2.096 milhões de m², e pista de 1.800 metros, que será capaz de receber até um Embraer 195 para manutenção.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 07/01/2021

ECOPORTO REORGANIZA MOVIMENTAÇÃO DE PALETES NO ARMAZÉM EM SANTOS
Publicado em 01/07/2021 as 07:58 PM

Fonte de Informação: Tecnologística

O operador logístico multipropósito e portuário Ecoporto reformulou um de seus armazéns localizado em Santos (SP). A medida foi adotada após a empresa registrar no local ocupação próxima a 90% e ter que ir ao mercado para obter mais área de armazenagem. Em projeto elaborado pela Combilift, a empresa adquiriu três empilhadeiras articuladas Combi AM e promoveu uma reorganização das estruturas porta-paletes do armazém, o que resultou em um incremento de 40% na capacidade de armazenagem.

Segundo o gerente de Operações do Ecoporto, Robson Bissani, o índice de ocupação de 90%, olhando do ponto de vista da movimentação de paletes, não é saudável devido aos desdobramentos que gera como a falta de produtividade e não poder assimilar novas operações por falta de espaço.

Após um período de avaliação das tecnologias existentes no mercado que permitiriam a solução do impasse, a equipe de operações do Ecoporto realizou visitas técnicas a empresas que utilizam a empilhadeira articulada Combi AM em suas operações com objetivo de avaliar seu desempenho. De acordo com a companhia, observou-se, então, que o equipamento proporcionava um novo conceito de movimentação com ganho de espaço de armazenagem, mobilidade e, consequentemente, redução de custos da operação.

“O mercado de operadores logísticos apresenta uma forte concorrência, os clientes precisam reduzir seus custos logísticos e buscamos soluções inovadoras, de excelência e cada vez mais customizadas para sua operação. O que levou à nossa decisão pela empilhadeira articulada foi a solução tecnológica aliada ao custo-benefício”, explica Bissani.

De acordo com o executivo, a inovação é encarada como essencial e estratégica pelo Ecoporto em todos os níveis de processos da empresa como meio de manter a competitividade no mercado e poder lançar produtos e serviços. E a movimentação de materiais é um ponto crítico, em que é necessária uma solução que permite flexibilidade na operação, garanta a segurança e otimize o espaço no armazém.

“A Combilift apresenta soluções que atendem demandas não vislumbradas por outras empresas do segmento e entendemos que as empilhadeiras articuladas trouxeram ganhos em todas as esferas de nossa operação. Para conseguir inovar é preciso correr riscos, principalmente quando se trata de inovações disruptivas, e o importante é saber avaliar quais ganhos pode-se trazer aos negócios”, pontua Bissani, gerente de Operações do Ecoporto.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 07/01/2021

300 TONELADAS DE ROUPAS IMPORTADAS SÃO APREENDIDAS NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/07/2021 as 07:57 PM

Mercadorias avaliadas em R$ 23 milhões foram apreendidas devido a fraude
Por ATribuna.com.br

Em uma ação da Receita Federal no Estado de São Paulo, 300 toneladas de roupas importadas foram apreendidas na Alfândega do Porto de Santos nesta quinta-feira (7). De acordo com a Receita, a mercadoria foi avaliada no valor de R$ 23 milhões. Os itens foram apreendidos devido ao crime de fraude e simulação.


300 toneladas de roupas importadas são apreendidas no Porto de Santos (Foto: Divulgação/Receita Federal)

Trata-se da importação, feita por uma mesma empresa, de dez contêineres de 40 pés carregados com, aproximadamente, 1,2 milhão de peças de vestuário, das quais 888 mil não foram declaradas nas faturas comerciais. A mesma fraude foi constatada em dez cargas.

‘Modus operandi’
A fraude realizada pelo importador foi que ele declarou que a carga se tratava de grande quantidade de capas de chuva, sacos plásticos e pares de meias - todos de valores irrisórios - e de algumas poucas peças de roupa - de valores comparativamente maiores.

No entanto, durante a conferência física das cargas retidas pela fiscalização, a Receita Federal encontrou grande quantidade de peças de roupas de maior valor e pouca quantidade de outros artigos de valores menores.

Desta forma, com a inversão das quantidades, as faturas comerciais apresentaram valores totais três a quatro vezes inferiores aos totais reais das cargas efetivamente trazidas do exterior pela empresa autuada.

Além disso, a declaração de importação teria ocultado os reais compradores das mercadorias. A quase totalidade das roupas trazidas do exterior continha marcas pertencentes a dezenas de empresas atacadistas do bairro do Brás, na capital paulista, que seriam as reais adquirentes dos produtos.

Fiscalização
A ação teve início na Alfândega da Receita Federal em Santos. Apesar de a carga estar sob ação fiscal, o importador conseguiu, pela justiça, levá-la em trânsito aduaneiro para outros locais. O trânsito aduaneiro é o regime especial que permite o transporte de mercadoria, sob controle aduaneiro, de um ponto a outro do território aduaneiro, com suspensão do pagamento de tributos (Decreto-Lei nº 37, de 1966, art. 73, caput).

Após a conclusão dos trânsitos aduaneiros em cumprimento à determinação judicial, a Alfândega do Porto de Santos conduziu o procedimento especial de fiscalização em relação às dez cargas. A Alfândega trabalhou em conjunto com as Delegacias da Receita Federal em São José dos Campos (nove cargas) e Sorocaba (uma carga). Após esse trabalho, a Receita Federal finalizou as apreensões para informá-las ao Poder Judiciário.

As cargas apreendidas devem ir para leilão eletrônico, que é acessível a qualquer interessado pelo site da Receita Federal (rfb.gov.br). O valor obtido no leilão é destinado ao Tesouro Nacional.

A Receita Federal alerta que a sonegação de impostos resulta em concorrência desleal, prejudicando comerciantes, importadores e produtores brasileiros que atuam na legalidade, subtrai postos formais de trabalho e diminui a capacidade de o Estado prover serviços públicos à população, devido à perda dos recursos que deixam de ser recolhidos aos cofres públicos.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 07/01/2021

NAVIOS ESTRANGEIROS SÃO LIBERADOS NO TRANSPORTE ENTRE PORTOS BRASILEIROS, APROVA CÂMARA
Publicado em 01/07/2021 as 07:57 PM

Projeto permite aumento progressivo do uso de embarcações de outros países e prevê regras para contratação de trabalhadores
Por ATribuna.com.br

A Câmara dos Deputados aprovou o uso de navios estrangeiros na navegação de cabotagem (entre portos do mesmo país, ao longo da costa) sem a obrigação de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros. De autoria do Governo Federal, o texto foi enviado ao Senado.


Proposta elimina obrigação de contratar construção em estaleiros brasileiros (Carlos Nogueira/ AT)

Caso a proposta avance nba Casa e seja sancionada pela presidência da República, as empresas poderão afretar uma embarcação a casco nu (alugar um navio vazio para uso na navegação de cabotagem).

Depois de um ano da vigência da lei, poderão ser dois navios; no segundo ano de vigência, três navios; e no terceiro ano da mudança, quatro navios. Daí em diante, a quantidade será livre, observadas condições de segurança definidas em regulamento.

Trabalhadores
Em qualquer situação de afretamento prevista no projeto, os contratos de trabalho dos tripulantes de embarcação estrangeira afretada seguirão as nboormas do país à qual pertence a bandeira usada pelo navio.

As empresas operadoras deverão seguir ainda regras internacionais, como as estabelecidas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e também a Constituição Federal, que garante direitos como 13º salário, adicional de 1/3 de férias, FGTS e licença-maternidade.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 07/01/2021

DIRETORA DA ATP: “MESMO RESPONSÁVEL PELO SALDO DA BALANÇA COMERCIAL, SETOR PORTUÁRIO NÃO TEVE ISENÇÃO”
Publicado em 01/06/2021 as 09:24 PM

Por Dérika Virgulino  PORTOS E LOGÍSTICA 06 Janeiro 2021


Arquivo

Mesmo com a perda da vigência, Reporto ainda aguarda aprovação do BR do Mar no Senado Federal.

O setor portuário ainda luta para conseguir a prorrogação do Reporto. Embora tenha sido aprovada a renovação por um ano junto ao Projeto de Lei (PL 4199/2020), BR do Mar, o regime perdeu vigência antes mesmo de o PL ter sido apreciado pelo Senado Federal, que está em recesso parlamentar. O Reporto venceu em 31 de dezembro de 2020.

De acordo com a diretora-executiva da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Luciana Guerise, é importante que o governo tenha vontade política para aprovar a renovação do regime. Ela lembrou que enquanto o setor automobilístico conquistou a isenção tributária, o setor de portos, que foi um dos principais responsáveis pelo saldo positivo da balança comercial ainda enfrenta uma disputa para conseguir que o Reporto seja prorrogado.

“Não entendemos essa falta de vontade do governo, pois, a renúncia fiscal com o Reporto é insignificante. Sem o regime não gera o equilíbrio fiscal esperado e ainda provoca prejuízo em toda uma cadeia, incluindo à indústria nacional. Todo mundo sai perdendo”, criticou Luciana.

O Reporto é um regime tributário especial que desonera a importação de máquinas e equipamentos para os setores portuário e ferroviário. A isenção tributária não acontece apenas para equipamentos importados, mas também para aqueles produzidos pela indústria nacional.

Com a indefinição sobre o tema, as empresas estão tendo que reavaliar os investimentos necessários ao setor. Luciana destacou que a incerteza sobre a prorrogação do benefício vem sendo uma resposta negativa do governo aos setores portuário e ferroviário, pois ambos saem prejudicados. Segundo ela, embora seja importante o novo marco regulatório das ferrovias, que deve ser votado em breve no senado, não terá o resultado esperado sem que o investimento também seja feitos nos portos.

A ATP junto com outras entidades do setor de logística está defendendo como alternativa que seja inserida uma emenda ao texto do PL no senado. O objetivo é que a aprovação do Reporto tenha efeito retroativo e os investimentos feitos no período em que o regime está sem vigência não sejam prejudicados.

Luciana também criticou a proposta do governo em prorrogar o Reporto por apenas um ano. Segundo ela, esse tempo é muito curto, especialmente para projetos da área de infraestrutura. “Um ano só dá para começar a pensar sobre os projetos que são de longo prazo. Então é pouquíssimo tempo. Atende apenas a uma pequena parcela que já está com contratos em andamento”, disse.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 06/01/2021

EXPORTAÇÕES DE CAFÉ AVANÇAM 6,5% NO INÍCIO DA TEMPORADA 2020/21, DIZ OIC
Publicado em 01/06/2021 as 09:24 PM

Redação  ECONOMIA 06 Janeiro 2021

O principal fator por trás do aumento foi um salto nas exportações do Brasil, que colheu uma safra recorde em 2020.

As exportações de café tiveram alta de 6,5% nos dois primeiros meses da temporada 2020/21 quando comparadas a igual período do ano anterior, disse a Organização Internacional do Café (OIC) em relatório nesta quarta-feira.

Os países exportadores embarcaram 20,2 milhões de sacas de 60 kg, considerando volumes combinados em outubro e novembro, versus 18,9 milhões de sacas na mesma etapa do ano anterior, afirmou a OIC.

O principal fator por trás do aumento foi um salto nas exportações do Brasil, que colheu uma safra recorde em 2020. Os embarques dos grãos brasileiros saltaram 23% no período, para 8,3 milhões de sacas.

As exportações dos “Colombian Milds”, da Colômbia, registraram queda de 4,5% nos primeiros dois meses da temporada 2020/21, enquanto os embarques de outros arábicas suaves recuaram 5%. As exportações de café robusta caíram 1% no período.

Há visões contrastantes no mercado em relação à demanda global por café em meio à pandemia de coronavírus. Alguns analistas acreditam que o consumo diminuiu, apesar do aumento no consumo doméstico.

Parte das maiores exportações reportadas pela OIC pode estar em armazéns nos países consumidores, já que alguns operadores aproveitaram a enorme produção do Brasil para formar estoques.

Em seu último relatório, a OIC manteve inalterada sua previsão para o balanço de oferta e demanda global, estimando um excedente de 961 mil sacas em 2019/20, abaixo do superávit de 2,26 milhões de sacas visto no ano anterior. A organização ainda não divulgou uma estimativa para a temporada 2020/21.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 06/01/2021

PREÇOS DO PETRÓLEO SOBEM COM CORTE DE PRODUÇÃO SAUDITA E QUEDA DE ESTOQUES NOS EUA
Publicado em 01/06/2021 as 09:24 PM

Redação  OFFSHORE 06 Janeiro 2021

O petróleo Brent fechou em alta de 0,70 dólar, ou 1,3%, a 54,30 dólares por barril.

Os preços do petróleo avançaram nesta quarta-feira para os maiores níveis desde fevereiro, após a Arábia Saudita anunciar um enorme corte voluntário de produção e os Estados Unidos reportarem uma firme queda nos estoques locais da commodity.

Os contratos futuros, porém, devolveram ganhos em negócios pós-fechamento, após manifestantes invadirem o edifício do Capitólio norte-americano em uma tentativa de barrar a certificação da derrota de Donald Trump na eleição presidencial de novembro.

O petróleo Brent fechou em alta de 0,70 dólar, ou 1,3%, a 54,30 dólares por barril. Mais cedo na sessão, a referência internacional atingiu uma máxima de 54,73 dólares, patamar que não era visto desde 26 de fevereiro de 2020.

O petróleo dos EUA (WTI) avançou 0,70 dólar, ou 1,4%, para 50,63 dólares o barril. O contrato chegou a bater 50,94 dólares, maior nível desde o final de fevereiro.

Durante a sessão, o mercado respondeu à queda nos estoques de petróleo norte-americanos e aos cortes de produção planejados pelos sauditas.

Mas o grande consumo pelas refinarias pode ter vida curta, segundo o diretor de futuros de energia do Mizuho, Bob Yawger.

“Queimamos um monte de petróleo para fazer muitos produtos refinados, mas não há demanda para esses produtos... Você não consegue operar em uma taxa tão alta para sempre, com os números que estamos vendo”, disse.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 06/01/2021

EIG SE DESFAZ DA TBG, MAS MIRA NOVOS NEGÓCIOS EM GÁS NO BRASIL
Publicado em 01/06/2021 as 09:23 PM

Belga Fluxys, especializada em infraestruutra de gás natural, compra fatia de 27,5% e desponta como candidata a controlar gasoduto após privatização
Por André Ramalho — Do Rio


Presidente da EIG Global Energy Partners, Blair Thomas diz que empresa tomará neste ano decisão sobre novos gasodutos — Foto: Divulgação

A americana EIG Global Energy Partners fechou um acordo para venda de sua fatia de 27,5% na Transportadora Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) para a Fluxys, grupo belga de infraestrutura de gás natural. Com o negócio, cujo valor não foi divulgado, a empresa europeia estreia no Brasil e desponta como candidata a comprar o controle da TBG, num momento em que a Petrobras prepara a privatização da companhia. Já a EIG, até então a maior acionista privada da transportadora, se desfaz do ativo, mas promete investir em novas oportunidades no setor de gás.

O presidente global da EIG, Blair Thomas, conta que a empresa quer se posicionar ativamente na abertura do mercado, no desenvolvimento da infraestrutura de gás no país. A empresa controla a Prumo Logística, dona do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), e tem em carteira, hoje, projetos da ordem de US$ 300 milhões a US$ 400 milhões, para construção de dois gasodutos - e um oleoduto - para conectar o complexo portuário à malha nacional.

A Prumo possui diferentes braços, associados aos diferentes negócios no Açu. No gás, a empresa atua por meio da Gás Natural Açu (GNA), joint venture com a BP e Siemens que opera um terminal de gás natural liquefeito (GNL) e estuda também projetos de unidades de processamento e de um gasoduto marítimo para trazer o gás do pré-sal para a costa. “O Brasil tem gás e demanda e olhamos para conectar os dois”, disse Thomas ao Valor.

A saída da EIG da TBG se dá oito anos após a entrada da americana no capital da transportadora, que opera uma rede de 2,6 mil quilômetros de gasodutos no Centro-Sul, em 2012. “Foi um investimento de sucesso para nós”, afirma o executivo. Ele explica que o fundo de investimento estruturado, na ocasião da aquisição do ativo, foi concebido para ter uma vida de dez anos. “[O fundo] Estava chegando ao fim de sua vida e precisávamos avançar com a monetização desse investimento. Mas temos outros grandes investimentos em gasodutos que esperamos fazer no Brasil. Isso [venda da TBG] nos libera a fazer mais. Não é uma saída [do mercado de gás]”, comentou.

A expectativa é que o negócio seja concluído em dois meses. O acordo também prevê a cooperação estratégica entre a EIG e Fluxys em infraestrutura de gás no Brasil. Para Thomas, a entrada da belga no capital da TBG é mais um “voto de confiança” de investidores internacionais na abertura do mercado brasileiro de gás. O executivo cita os passos dados, nos últimos anos, por empresas como a Engie e o fundo canadense CDPQ - que compraram a Transportadora Associada de Gás (TAG) - e a Brookfield, que adquiriu a Nova Transportadora do Sudeste (NTS).

“A nova Lei do Gás é muito positiva, os desinvestimentos da Petrobras também são positivos. Tudo isso aumenta a oportunidade de investidores privados de participarem do setor”, avalia.

A Fluxys atua na Europa, no transporte e armazenamento de gás e em terminais de GNL. Controlada pela belga Publigas, a companhia opera 9 mil quilômetros de gasodutos e registrou em 2019 receitas de € 1,1 bilhão. A empresa assume 27,5% da TBG por meio da compra da fatia detida, direta e indiretamente, pela EIG no ativo. A transportadora é controlada pela Petrobras (51%). A participação da EIG está diluída nas três empresas que compõem o quadro de acionistas minoritários da TBG: a BBPP Holdings (29%), a YPFB Transporte do Brasil Holding (12%) e a GTB-TBG Holdings (8%).

A TBG opera com receitas de R$ 1,7 bilhão/ano. Em nota, a Fluxys destacou que a entrada no capital da TBG faz parte da estratégia de expansão para fora da Europa, rumo a mercados “estáveis com oportunidades de crescimento”. “O Brasil, nesse sentido, tem grandes perspectivas de crescimento da demanda de energia e o gás permite atender a essa necessidade em conjunto com fontes renováveis”, citou a empresa, que abrirá uma filial no Brasil em breve, de olho no desenvolvimento de negócios no país e na América Latina.

Thomas destaca que a EIG, por sua vez, quer se manter ativa no mercado brasileiro de gás. Segundo ele, a expectativa é tomar ainda este ano, com potenciais parceiros, uma decisão final sobre o investimento nos dois projetos de novos gasodutos que visam a ligar o Açu à malha nacional: o Gasog (de 46 quilômetros, que vai do Açu até Campos dos Goytacazes/RJ); e o Gasinf (de 105 quilômetros, até Macaé/RJ). A ideia é construir os dois empreendimentos.

O executivo destacou também a intenção da EIG de investir em gasodutos offshore e disse que, além do projeto próprio da Prumo, para trazer o gás do pré-sal até o Açu, a empresa monitora os desdobramentos dos desinvestimentos da Petrobras no setor. A ideia da estatal, a princípio, é reunir todas as suas rotas de escoamento numa só companhia e fazer a abertura do capital da nova empresa, mas o modelo do negócio ainda não está fechado. “São ativos estratégicos que achamos interessantes.”

Thomas afirma que, além do mercado de gás, a EIG olha com atenção para oportunidades de investimentos no setor de energia como um todo. Ele destaca que a empresa monitora o programa de venda de campos da Petrobras, especialmente na Bacia de Campos, e que também tem planos de investir em energias renováveis e em projetos de baixo carbono no Açu. “Nós investimos globalmente e vamos alocar capital nos lugares onde acreditamos que estejam as melhores oportunidades. E o Brasil tem se mostrado atrativo”, disse.

Ele cita que a americana tem mantido negociações com potenciais parceiros internacionais interessados em desenvolver projetos na área de renováveis. “O primeiro passo é conseguir um parceiro e acho que acontecerá neste ano”.

A EIG assumiu o controle da Prumo em 2013, no ague da crise do grupo EBX, de Eike Batista, idealizador do porto. A americana detém 76% da Prumo (os outros 24% são do Mubadala) e já fez investimentos de US$ 1,5 bilhão no Porto do Açu. O executivo, porém, afirma que ainda vê uma agenda intensa de investimentos no complexo portuário pela frente.

Para financiar o crescimento de seus negócios, a Prumo tem buscado sócios estratégicos com quem dividir os aportes. Outro caminho seguido pela empresa, mais recentemente, foi o mercado de capitais. A Açu Petróleo (parceria com a Oiltanking, para transbordo de óleo) tem planos de abrir seu capital e aguarda uma janela de oportunidades para concretizar a operação.

Thomas cita que, junto com a Ferroport (parceria com a Anglo American no minério de ferro), a Açu Petróleo é hoje um dos negócios mais maduros do Açu e ajuda a financiar também o crescimento das demais áreas. “Temos reciclado o capital do Açu”, afirmou.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 06/01/2021

ANP TEM DECISÃO FAVORÁVEL NO TRF-5 EM DISPUTA COM MUNICÍPIO DO RN SOBRE ROYALTIES
Publicado em 01/06/2021 as 09:23 PM

Município potiguar havia entrado com uma ação solicitando o recebimento de royalties por supostas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural localizadas em seu território
Por André Ramalho, Valor — Rio

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que obteve decisão favorável, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), em disputa judicial com o município de Porto do Mangue (RN), sobre a distribuição de royalties.

Segundo o órgão regulador, o município potiguar havia entrado com uma ação solicitando o recebimento de royalties por supostas instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural localizadas em seu território. No acórdão, o TRF-5 entendeu, em linha com a ANP, que Porto do Mangue não faz jus a esse pagamento.

O município já recebe parcela da distribuição de royalties por ser integrante da zona de produção principal e por ser confrontante com campos de óleo e/ou gás, mas alegava que deveria receber ainda outra parcela, pelas instalações de embarque e desembarque.

A tese defendida era de que as instalações de embarque e desembarque existentes nos campos marítimos de Arabaiana, Aratum, Cioba, Pescada, Serra e Ubarana deveriam gerar, para o município confrontante com essas concessões, o direito aos royalties pelo critério de possuir instalação de embarque e desembarque.

A ANP defendeu que, para o pagamento de royalties pelo critério de possuir instalação de embarque e desembarque, é necessário que o equipamento esteja localizado no território do município. Neste caso, ficou comprovado que os equipamentos se encontravam em mar territorial (bem da União), sem qualquer ligação física ao município de Porto do Mangue.

“Por isso, o entendimento da ANP, confirmado pelo Tribunal, é de que as instalações existentes em mar territorial não integram os limites territoriais do ente municipal, não sendo devido o pagamento de royalties pelo critério de possuir instalações de embarque e desembarque”, citou a ANP em nota.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 06/01/2021

EMBARQUES BRASILEIROS DE SOJA E MILHO DEVERÃO SE MANTER ESTÁVEIS EM 2021, DIZ ANEC
Publicado em 01/06/2021 as 09:23 PM

Em 2020, foram 82,2 milhões de toneladas da oleaginosa e 33,6 milhões do cereal, segundo a entidade
Por Marcela Caetano, Valor — São Paulo

Os embarques de soja e milho do país deverão repetir em 2021 os volumes de 2020, projetou hoje a Associação Brasileira de Exportadores de Cereais (Anec). As vendas da oleaginosa ao exterior encerraram o ano passado em 82,2 milhões de toneladas, 13,7% mais que em 2019, enquanto as de milho atingiram 33,6 milhões, 200 mil a menos que no ano anterior.

“Não temos motivos para esperar nada diferente neste ano”, disse o diretor geral da Anec, Sérgio Mendes.

“Assim como em 2020, os embarques de milho deverão começar atrasados neste ano, e os estoques de passagem tendem a ficar bastante apertados”, disse Mendes. Segundo ele, em fevereiro a soja já deverá tomar conta dos portos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 06/01/2021

SUZANO CONCLUI VENDA DE FLORESTAS À BRACELL POR MAIS DE R$ 1 BILHÃO
Publicado em 01/06/2021 as 09:22 PM

De acordo com o presidente da companhia, Walter Schalka, a venda reforça a disciplina financeira da Suzano
Por Ana Luiza de Carvalho, Valor — São Paulo

A Suzano comunicou ao mercado que concluiu hoje a transação de venda de florestas à Bracell e à Truvinho Participações, pelo preço de R$ 1,05 bilhão.


— Foto: Divulgação

A transação foi anunciada em novembro. De acordo com o presidente da companhia, Walter Schalka, a venda reforça a disciplina financeira da Suzano.

A empresa havia estabelecido, após a fusão com a Fibria, a meta de desinvestimento de R$ 1 bilhão em ativos não-estratégicos em cinco anos.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 06/01/2021

SOJA EM ALTA MOVE EXPORTAÇÃO BRASILEIRA
Publicado em 01/06/2021 as 09:22 PM

Mas embarques devem ter fluxo mais equilibrado que o de 2020, muito forte no 1º semestre
Por Fernando Lopes, Marcela Caetano e Marina Salles — De São Paulo

Embora todas as projeções indiquem que as exportações brasileiras de soja voltarão a crescer em 2021, e que muitas delas considerem que um novo recorde será alcançado, o avanço só deverá ficar evidente no segundo semestre do ano, segundo tradings e analistas.

E isso por dois motivos: em primeiro lugar porque a base de comparação é elevada, uma vez que o ritmo de embarques foi particularmente intenso no primeiro semestre de 2020, graças a vendas antecipadas volumosas e à grande procura da China num momento em que a oferta dos Estados Unidos era escassa. E, sobretudo neste primeiro bimestre, porque a colheita desta temporada 2020/21 vai demorar mais a ganhar força por causa da falta de chuvas no início do plantio.

“De fato a base de comparação é muito alta. Em março, abril e maio do ano passado as exportações estiveram muito aquecidas, mas depois, em outubro, novembro e dezembro, houve quedas também expressivas. Em 2021 teremos um equilíbrio maior”, afirmou André Nassar, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Nos cálculos da entidade, os embarques vão somar 83,5 milhões de toneladas ao longo do ano, 1,2 milhão a mais que em 2020. A Agroconsult estima 83,2 milhões. O recorde até agora é de 2018, quando, segundo a Abiove, o volume chegou a 83,6 milhões de toneladas e, de acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), alcançou 82,9 milhões de toneladas.

“Há mesmo um atraso neste começo de ano, mas que deverá ser compensado nos meses seguintes. Para fevereiro, já temos indicativo de demanda forte”, afirma Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, que administra os portos de Paranaguá e Antonina.

Com os sinais de demanda firme em fevereiro e a entrada de um novo terminal em operação, contudo, a expectativa é que o volume dos embarques em Paranaguá, principal saída da soja para exportação na região Sul, aumente já no primeiro trimestre. O volume poderá alcançar 3,9 milhões de toneladas no período, cerca de 400 mil a mais que entre janeiro e março de 2020. Há dúvidas no mercado, contudo, se também haverá incremento nos embarques por Santos e pelo Arco Norte no intervalo.

O fato é que, com ou sem atraso, do ponto de vista de rentabilidade as vendas de soja em grão ao exterior tendem a ser mais um ano positivo. Segundo a Abiove, o valor médio da tonelada exportadas deverá atingir US$ 410 em 2021, 17,1% mais que no ano passado (US$ 350), de forma que a receita total dos embarques poderá chegar a US$ 34,2 bilhões, alta de 18,3%.

Esse valor médio foi calculado com base em vendas antecipadas fechadas até dezembro e na tendência para o comportamento das cotações este ano. E essa tendência está até superando as expectativas.

Com mais uma alta ontem, os contratos futuros de segunda posição de entrega da oleaginosa acumularam valorização de 2,8% nesta primeira semana de 2021 e permaneceram acima da barreira de US$ 13 por bushel (medida equivalente a 27,2 quilos). Nos últimos 12 meses, a alta chega a 43,1%, segundo cálculos do Valor Data.

Durante o pregão de ontem, a consultoria AgResource observou que o ambiente geral é altista para as commodities e que as apostas de fundos especulativos em novas valorizações continua a crescer. Luiz Fernando Roque, da Safras & Mercado, observou, contudo, que há espaço para correções após a euforia que levou os preços a máximas em seis anos, mas sinalizou que o clima ainda seco na América do Sul, sobretudo no Brasil e na Argentina, continua a oferecer um certo suporte. Mas “correção” não significa queda livre, até porque a demanda da China tende a seguir aquecida.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 06/01/2021

COM ALTA DO MINÉRIO E COMPRAS DA CHINA, ARRECADAÇÃO DE ROYALTIES ATINGE MARCA RECORDE DE R$ 6 BI
Publicado em 01/06/2021 as 09:22 PM

Resultado é 35% que o de 2019, segundo cálculos da Associação de Municípios Mineradores; o Pará respondeu por R$ 3,1 bilhões gerados e Minas ficou com R$ 2,4 bilhões
Por Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

RIO - No ano em que a pandemia da covid-19 paralisou a economia, a arrecadação de royalties da mineração no Brasil atingiu a marca histórica de R$ 6 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). O valor representou um salto de 35% em relação a 2019, quando o montante arrecadado já havia sido recorde. Mais uma vez o movimento foi impulsionado pelo câmbio e pela escalada do preço do minério de ferro, sustentada pela oferta reduzida e a forte recuperação econômica da China após a fase mais crítica da pandemia.

Pelo segundo ano seguido, o Pará foi o maior gerador da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) - nome técnico dado ao royalty do setor -, com R$ 3,1 bilhões. O valor é pouco mais da metade da arrecadação nacional e significa um salto de 41,9% ante o ano anterior, segundo cálculos da Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig).

O Estado abriga o projeto S11D, maior investimento da história da Vale, de US$ 14 bilhões, e é também onde estarão concentradas as futuras expansões de capacidade na mineradora. Com um minério mais rico em ferro, o Sistema Norte respondeu por 64,5% da produção da Vale no período de janeiro a setembro de 2020, bem acima dos Sistemas Sul (15%) e Sudeste (18%), em Minas Gerais.


Mina de minério de ferro da Vale em Itabirito (MG): a empresa respondeu por 60% do recolhimento de royalties em 2020. Foto: Fabio Motta/Estadão - 7/7/2015

Principal arrecadador de CFEM até 2019, o Estado de Minas perdeu a liderança na arrecadação após a tragédia de Brumadinho, em janeiro daquele ano. O rompimento da barragem paralisou várias operações da Vale na região e a produção ainda não foi 100% normalizada. Em 2020, Minas ficou novamente em segundo lugar no ranking, levantando R$ 2,4 bilhões em royalties, uma alta anual de 28,9%.

Coronavírus não parou a mineração
Classificada pelo governo brasileiro como atividade essencial, a mineração praticamente não parou desde o início da pandemia. Como a China, maior importador global de minério de ferro, foi o primeiro país atingido pela covid-19 e teve relativo sucesso no combate ao vírus, sua recuperação também começou antes do resto do mundo. A reboque disso e da oferta limitada, a cotação do minério cresceu e, com ela, a geração de CFEM.

Os dados da ANM analisados pela Amig mostram que a arrecadação mensal vinha na casa dos R$ 300 milhões até maio, mas a partir de junho não parou de subir. Em novembro, o valor bateu mais de R$ 1 bilhão, obrigando a ANM a solicitar uma suplementação de crédito orçamentário para manter o ritmo de distribuição.

Em 2020, o minério negociado no porto chinês de Qingdao subiu 75% e foi a US$ 160 por tonelada. Apesar da lista de substâncias minerais sujeitas a tributação chegar a quase uma centena, o minério de ferro representa cerca de 80% dos royalties arrecadados no Brasil, por isso a sua importância.

"O setor não foi diretamente afetado pela pandemia, apesar de algumas paralisações. Esse aumento de 35% (da arrecadação) decorre de três variáveis importantes: o elevado apetite chinês no pós-pandemia, a valorização do preço do minério de ferro e a desvalorização cambial", explica a economista da Amig, Luciana Mourão. A entidade espera que em 2021 o valor arrecadado não vá muito além do recorde de 2020, em virtude de uma potencial desaceleração do preço do minério a partir do segundo trimestre.

Os números retratam a forte concentração da atividade mineradora no Brasil: juntos, Pará e Minas Gerais respondem por 90% de toda a arrecadação mineral. O ranking do dez maiores municípios mineradores é formado apenas por paraenses - os líderes Parauapebas (R$ 1,5 bilhão) e Canaã dos Carajás (R$ 1,2 bilhão), além de Marabá (9.º lugar) - e mineiros, como Conceição do Mato Dentro, onde está a principal operação da Anglo American no Brasil, Congonhas, Itabirito, Itabira, Nova Lima, Mariana e São Gonçalo do Rio Abaixo.

Mesmo após a tragédia, Brumadinho segue em 13.º lugar nesse ranking, porque, além da Vale, tem mais uma dezena mineradoras de diferentes substâncias atuando em seu território, como Vallourec, Comisa e Cia. de Mineração Serra da Farofa. Em 2020, o município gerou R$ 85 milhões em royalties e vai embolsar R$ 51 milhões. Pela legislação nacional, 60% dos royalties vão para os cofres do município produtor. O restante é distribuído entre Estados (15%), outros municípios afetados pela mineração (15%) e a União (10%).

Há ainda uma concentração por empresa. Apesar de haver mais de 7 mil mineradoras registradas como contribuintes na ANM, somente o grupo Vale respondeu por 60% do recolhimento de royalties em 2020. Em seguida, mas em escala menor, vêm outras grandes mineradoras, como Anglo American (6%), CSN (5,2%), Salobo Metais (2,6%), Usiminas (1,4%) e Kinross (1,2%).
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 06/01/2021

ENERGIA RENOVÁVEL EM PRÉDIOS PÚBLICOS NO VALE DO RIBEIRA DEVE TRAZER ECONOMIA DE R$ 4,3 MI POR ANO
Publicado em 01/06/2021 as 09:22 PM

Parceria entre o governo de São Paulo e o Green Building Council pretende transformar 566 imóveis do Estado na região em autossuficientes em energia
Por Marina Aragão, O Estado de S.Paulo

Um total de 566 prédios públicos espalhados pelos 22 municípios do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo, deve passar a ser autossuficiente em energia, o que vai garantir uma economia de R$ 4,3 milhões por ano ao Governo. A parceria entre a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado (Sima) e o Green Building Council Brasil (GBC) está baseada no projeto Energia Zero da organização e faz parte do plano da secretaria de tornar a região um novo polo de desenvolvimento no Estado, dentro do programa Vale do Futuro.

O acordo foi assinado no último dia 23 e, agora, “busca recursos junto a outros parceiros para financiar estas ações de eficiência energética e a implantação de geração solar fotovoltaica”, informou a secretaria em nota. As ações serão priorizadas nas unidades com maior consumo e, consequentemente, maior custo - mas ainda não há previsão para o início das obras. Unidades de saúde, delegacias, diretorias de ensino, tribunal de justiça, dentre outros órgãos, contarão com o projeto de eficiência energética elaborado pelo GBC, organização especializada em construção civil sustentável, que atua em todas as fases de elaboração de uma edificação.

Dentro da estruturação do plano de ação, fase atual da parceria, será essencial montar uma rede colaborativa para viabilizar os recursos financeiros e técnicos, disse o diretor-geral do GBC Brasil, Felipe Faria. Segundo ele, a Eletrobrás, por exemplo, já demonstrou interesse e pode ajudar “com as soluções técnicas para o projeto e a inteligência para encontrar recursos”. Sobre o retorno financeiro, Faria afirmou que isso depende não apenas do projeto que será aplicado nas edificações, mas também da modalidade de investimento e de quais instituições farão parte do programa. No entanto, a organização acredita que, em um prazo máximo de cinco anos, os retornos apareçam.


Edificações que buscam autossuficiência precisam igualar a quantidade de energia que consomem com a que produzem, por meio de fontes renováveis, como os painéis fotovoltaicos. Foto: Divulgação/Green Building Council Brasil

Autossuficiência em energia
As edificações que buscam essa autossuficiência precisam igualar a quantidade de energia que consomem com a que produzem, por meio de fontes renováveis, durante 12 meses corridos. Em geral, essas fontes são painéis fotovoltaicos nas coberturas das edificações, produzindo energia solar, explica Faria. “Nós conseguimos a alta eficiência energética, combinada com a otimização da gestão da energia”, diz.

Segundo o diretor-geral da instituição, o projeto dos prédios deve focar na modernização dos sistemas de iluminação e ar-condicionado, com a substituição de equipamentos por outros com tecnologias mais avançadas e eficientes. Faria estima um custo em torno de R$ 25 milhões e um prazo de cerca de 12 meses para a execução da obra.

De acordo com a secretaria, o Estado de São Paulo gasta mais de R$ 600 milhões com o pagamento de faturas de energia elétrica, nos mais de 16 mil prédios próprios, de administração direta e indireta. “A parceria com a GBC Brasil contribuirá substancialmente” para o Estado alcançar a meta de reduzir em 30% as despesas com energia elétrica até 2022, o que equivale a uma economia de R$ 200 milhões por ano.

A secretaria tem a atribuição legal de desenvolver ações e projetos voltados à eficiência energética, conservação e uso racional de energia. Para isso, se comprometeu com metas de redução de emissões estabelecidas na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2015 (COP 21) e no Acordo de Paris. Durante a COP 21, um levantamento concluiu que acelerar o conceito de edificações autossuficientes em energia nas novas edificações até 2030 e em todas as edificações até 2050 seria suficiente para reduzir a emissão de CO2 necessária para evitar o aquecimento global.

Ponto de partida no Vale do Ribeira
O Vale do Ribeira foi escolhido para iniciar o projeto de Eficiência Energética de edificações públicas por ser uma das regiões com maior índice de vulnerabilidade social e econômica do Estado de São Paulo. O dinheiro economizado com a redução no gasto com energia será direcionado para “áreas essenciais voltadas à população”, segundo a Secretaria de Meio Ambiente.

“É uma das vertentes do programa Vale do Futuro, criado em 2019 pelo governo, para implementar projetos de desenvolvimento sustentável e transformar a realidade da região a partir de parcerias, com foco nas ações sustentáveis, geração de emprego e renda, qualidade de vida e infraestrutura, envolvendo uma população de 340 mil habitantes”, explicou a Sima.

A expectativa é ampliar essa ação para todo o Estado, priorizando aquelas regiões com menores índices de desenvolvimento, “tão logo haja os primeiros resultados no Vale do Ribeira”, disse ainda a secretaria.



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A Creche Hassis, em Florianópolis, atingiu o nível Zero Energia e foi certificada pelo GBC. Foto: Divulgação/Green Building Council Brasil

Bons resultados no Paraná
Em setembro de 2019, o GBC Brasil assinou no Paraná, com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas, o Paranacidade, e a Agência Fomento Paraná, um memorando criando um programa de eficiência energética em sete municípios. No total, 245 edificações públicas foram modernizadas, sendo que 208 atingiram a autossuficiência e a certificação Energia Zero.

A elaboração dos projetos de diagnóstico, eficiência e geração renovável levaram 4 meses e envolveram mais de 20 engenheiros. Foram auditados mais de 111 mil equipamentos, entre luminárias, aparelhos de ar condicionado, eletrodomésticos e outros. Os projetos compreenderam a troca de equipamentos, sistema de gestão de energia e a geração de energia por sistema fotovoltaico. Mais de R$ 45 milhões foram investidos para uma redução de 52% no consumo de iluminação e 35% no de ar-condicionado.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 06/01/2021

O ESTABLISHMENT NÃO TEM INTERESSE NA REDUÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO”, DIZ SALIM MATTAR
Publicado em 01/06/2021 as 09:21 PM

Em entrevista, o empresário falou sobre as privatizações, a atuação de Paulo Guedes no governo e o desempenho da Localiza durante a crise
Por LUIZ FELIPE SIMÕES - luiz.correa.lipecah@estadao.com


Salim Mattar, ex-secretário de Desestatização e Privatização do governo Bolsonaro. /Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Salim Mattar, ex-secretário especial de desestatizações do governo Bolsonaro, participou do programa Direto ao Ponto da Rádio Jovem Pan
Mattar conta que abandonou o governo pois houve uma mudança de posicionamento sobre a agenda de privatizações;
Ele disse ainda que se dependesse do Ministro Paulo Guedes, todas as empresas estatais seriam privatizadas

Salim Mattar, o empresário e ex-presidente do grupo Localiza Hertz (RENT3-5,45%), participou do programa Direto ao Ponto, do grupo Jovem Pan, nesta segunda-feira (4). Em uma hora e meia de conversa comandada pelo jornalista Augusto Nunes, Mattar falou sobre privatizações, política, o governo de Jair Bolsonaro e de sua própria empresa.

O programa também contou com a participação da colunista e editora do E-Investidor, Valéria Bretas, além de Denise Campos, do jornal da Jovem Pan, Branca Nunes, editora da revista Oeste e Silvio Navarro, comentarista da Rede Tv.

Descendente de libaneses, Mattar saiu do comando da Localiza para assumir a Secretaria Especial de Desestatização do governo Bolsonaro. Contudo, insatisfeito com os resultados na agenda de privatizações, o empresário deixou o cargo em agosto de 2020, depois de um ano e oito meses de governo.

O E-Investidor reuniu e compilou os assuntos tratados por Mattar. Veja a seguir:

Governo Bolsonaro e as privatizações

O principal assunto tratado por Mattar foi a sua participação como secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados. Questionado pelos jornalistas sobre o motivo de ter abandonado o governo, o empresário respondeu que seus objetivos não foram atendidos.

“Quando eu fui convidado pelo ministro Paulo Guedes para ser secretário, o objetivo era vender estatais”, disse. Ao entrar no governo, ele diz que percebeu que o número de empresas controladas pelo estado era muito maior do que pensava. “O ministro havia dito que existiam 134 estatais. Ao fazer meu próprio levantamento descobri que tínhamos 698, entre estatais de controle direto, subsidiárias, coligadas e investidas”, completa.

No mês de abril, Mattar percebeu que dificilmente a pauta das privatizações avançaria, por conta da pandemia de coronavírus. “O establishment não tem interesse na redução do tamanho do Estado e, consequentemente, nas privatizações das estatais”, diz Mattar. Segundo o empresário, o principal culpado é o Congresso brasileiro, que não tem apetite por privatizar companhias como Correios, Eletrobras, Banco do Brasil, Petrobras e Caixa Econômica Federal.

Para ilustrar, Mattar citou o exemplo do projeto de lei que trata da privatização da Eletrobras, que está parada há um ano e dois meses no Congresso. “Poucas pessoas do executivo defendem as privatizações. Por esse clima não favorável eu resolvi abandonar o governo”, diz.

Na visão do empresário, a gestão de Bolsonaro não é liberal, apenas o ministro Paulo Guedes: “se dependesse dele, todas as empresas estatais seriam privatizadas”. O principal ponto é que o ministro não pode fazer nada sem a autorização do presidente e do Congresso.

Ele disse ainda que logo nos três primeiros meses na secretaria, o empresário recebeu a orientação de que as principais estatais não seriam privatizadas, entre elas: Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica, e os bancos do nordeste. “Houve uma mudança de posicionamento sobre as privatizações. Na medida em que fui vendo essas mudanças, resolvi sair do governo”, contou o empresário.

Localiza
Outro ponto discutido durante a conversa foi a Localiza, empresa que Mattar fundou, presidiu e trabalhou por mais de 40 anos. Atualmente comandada por Eugênio Mattar, a companhia de aluguel de veículos é uma das maiores do Brasil. As ações da empresa fecharam o ano de 2020 com alta acumulada de 37,78%.

O ex-secretário detalhou as diferenças entre uma empresa estatal e uma privada. Em sua avaliação, o governo não deveria ser empresário. “A média de tempo de permanência dos presidentes das estatais é de dois anos no cargo. Como pode dar certo uma empresa que troca de presidente a cada dois anos?”, questionou.

Ele reforçou que isso torna difícil para os presidentes terem a continuidade de estratégia, além de impossibilitar a eficácia das empresas justamente por conta da burocracia. “As estatais possuem legislação própria. Para você comprar um alfinete há uma licitação que gasta 180 dias”, diz.

Sobre os efeito da crise na companhia, Mattar diz que houve uma queda significativa de negócios no primeiro momento, mas a situação foi resolvida com uma transformação comandada pelo atual CEO, Eugênio Mattar. ”O maior lucro da história da companhia foi atingido durante a pandemia”, informa.

A empresa anunciou em 2020 a fusão com a Unidas, negócio que pode dar origem à maior companhia de aluguel de carros do mundo, embora ainda precise da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Questionado sobre a possibilidade de eventuais problemas para aprovação do negócio, o empresário diz tem boas expectativas e considera o órgão um dos melhores do mundo.

“Nós temos uma instituição muito boa, inclusive o nosso Cade foi premiado como o melhor da categoria. Desta forma, acredito na razoabilidade que os membros do órgão farão o que é o melhor para o Brasil”, diz.

Sobre a possibilidade de voltar à vida pública ou para a iniciativa privada, Mattar diz que vai dedicar seu tempo e esforço para propagar as ideias liberais. “Meu papel é de cidadania”, disse.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 06/01/2021

BOLSONARO SE REFERIU AO SETOR PÚBLICO AO FALAR QUE O 'BRASIL ESTÁ QUEBRADO', DIZ GUEDES
Publicado em 01/06/2021 as 09:21 PM

Ministro afirma ao GLOBO que presidente demostra respeito ao teto de gastos e que governo está disposto a enfrentar a grave situação fiscal, agravada pela pandemia
Por Manoel Ventura


O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante entrevista com balanço de fim de ano Foto: Edu Andrade / ME

BRASÍLIA — O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse ao GLOBO que o presidente Jair Bolsonaro se referia ao setor público ao afirmar que o Brasil está "quebrado", em conversa com apoiadores nesta terça-feira. Guedes afirmou ainda que o presidente demonstrou, durante sua fala, a necessidade de respeito ao teto de gastos para controlar as despesas da União.
        
— Ele está se referindo, evidentemente, à situação do setor público, que está numa situação financeira difícil. Porque, depois dos excessos de gastos cometidos por governos anteriores, quando chegou o primeiro governo falando que vai cortar forte, foi fulminado pela pandemia. Nós estamos reconhecendo a dificuldade da situação, mas decididos a enfrentar. Nós vamos seguir com as reformas estruturais. Foi só isso — disse Guedes, afirmando que compartilha do mesmo diagnóstico do presidente de que a situação do setor público ficou difícil.

Guedes disse que o governo fez um forte sacrifício com corte de gastos no primeiro ano do governo, mas o plano foi inviabilizado pela pandemia, sendo necessário aumentar os gastos públicos. As despesas para conter os efeitos do vírus vão levar o governo a registrar um rombo de quase R$ 900 bilhões em 2020.

— É um governo que fez sacrifícios e de repente é fulminado por um raio, que foi essa doença, e gasta 10% do PIB. É tarefa de Sísifo, o cara que empurrava as pedras até lá em cima e os deuses derrubavam a pedra para o cara empurrar tudo outra vez. É evidente que o presidente está se referindo à situação do setor público — disse Guedes.

O ministro destacou que a economia está se recuperando dos impactos da Covid-19. Disse que os gastos voltarão a ser controlados em 2021 e que o plano do governo para economia segue o mesmo: as reformas estruturais como o Pacto Federativo e a reforma administrativa.

— A economia voltou em V, o setor privado está decolando de novo. Nós somos talvez a única economia que não perdeu emprego no setor formal. Na recessão de 2015 nós perdemos 1,5 milhão de empregos, na recessão de 2016 nós perdemos 1,3 milhão. E na recessão de 2020 nós perdemos zero empregos no mercado formal — afirmou o ministro.

Guedes disse que o governo encontrou as finanças públicas “muito fragilizadas” e adotou medidas para controlar os gastos, citando como exemplo a reforma da Previdência.

— Os gastos com a Previdência iam subir R$ 100 bilhões por ano. Nós cortamos esse aumento — afirmou.

De acordo com o Guedes, o governo também conseguiu reduzir em R$ 100 bilhões por ano os gastos com juros da dívida. E ainda reduziu a relação dívida/PIB no primeiro ano de governo, em 2019.

— No primeiro ano nós derrubamos a dívida/PIB. Nós desalavancamos os bancos públicos e desinvestimos R$ 250 bilhões de subsidiárias (de estatais). A gente caiu de 76,4% para 75,4% (da dívida/PIB). Foi uma queda expressiva — disse.

Em 2020, a dívida deve subir para próximo de 90% do PIB por conta dos gastos com a pandemia. Os dados oficiais serão divulgados no fim do mês.

Guedes também citou menos gastos com servidores públicos:

— Controlamos também o salário do funcionalismo. O primeiro governo que ficou três anos seguidos sem dar aumento de salário. Não demos em 2019, não demos em 2020 e garantimos que até dezembro de 2021 não vai ter aumento.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 06/01/2021

BELO MONTE ENFRENTA NOVA POLÊMICA, AGORA EM TORNO DO PACU
Publicado em 01/06/2021 as 09:21 PM

Ibama determina vazão menor de água à usina para reduzir danos ambientais, como a redução de tamanho do peixe; ONS vê risco de hidrelétrica parar de janeiro a abril
Por Manoel Ventura


Casa de força principal de Belo Monte, no Pará. Usina vive novo impasse entre geração de energia e proteção ao meio ambiente Foto: Norte Energia

BRASÍLIA - A definição sobre a quantidade de água que será liberada para o Rio Xingu pela hidrelétrica de Belo Monte, instalada no Pará, gera uma polêmica dentro do governo.

De um lado, técnicos do setor elétrico avaliam que a manutenção de regras mais restritivas adotadas pelo Ibama no fim do ano passado vai reduzir a geração de eletricidade pela usina e prejudicar o sistema nacional de energia, em um momento de expectativa de aumento da demanda com a retomada da economia.

Em outra frente, o Ibama vê na medida uma forma de reduzir impactos ambientais identificados na qualidade da água, pesca, navegação e modos de vida da população ribeirinha causados pela baixa vazão do rio.

Segundo o Ibama, já houve até redução no tamanho e peso de espécies de pacu, peixe que é um dos principais recursos para alimentação na região.

A quantidade de água que é liberada para banhar o curso natural do Rio Xingu é determinada pelo Ibama por meio de um documento chamado hidrograma.

O restante dessa água, que não segue para o rio, é desviada para mover as turbinas da usina de Belo Monte, a maior hidrelétrica instalada totalmente em território nacional. Quanto mais água o Ibama determinar que seja liberado para o rio, menos sobra para gerar energia.

No fim do ano passado, o Ibama determinou que a Norte Energia, concessionária responsável pela administração da usina, aumente a quantidade de água liberada para o rio, intensificando a polêmica em torno do assunto.



Impacto para ribeirinhos

O órgão federal tomou a medida ao identificar impactos ambientais e sobre populações ribeirinhas maiores que os previstos depois do início das operações da hidrelétrica, em 2019.

Na prática, a nova regra do Ibama determina que a usina direcione mais água para um trecho do rio, chamado Volta Grande do Xingu, onde vivem diversas comunidades, e menos para suas turbinas.

Embora a decisão do Ibama se limite a alguns meses, há um temor dos técnicos da área de energia de que essa regra seja mantida.



Uma nota técnica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), obtida pelo GLOBO, ilustra a preocupação. O documento afirma que a redução da vazão para a hidrelétrica irá gerar “reduções significativas na geração total do Complexo Belo Monte, com possibilidade de severas consequências para a garantia do atendimento eletroenergético do Sistema Interligado Nacional (SIN, a rede federal de eletricidade)".

O ONS diz que a usina pode chegar a parar entre janeiro e abril, porque a água que o Ibama determinou que seja direcionada para o rio é maior que a vazão natural.

Segundo os técnicos, seria preciso gerar mais energia por meio de termelétricas. E mesmo essa geração pode não ser suficiente, “sendo necessário complementação hidrelétrica, comprometendo a recuperação dos níveis de armazenamento até o final desse período úmido”, de acordo com o ONS.

Durante a construção da barragem, a própria Norte Energia havia definido a quantidade de água a ser liberada para o rio.

Uma nota técnica do Ibama, também obtida pelo GLOBO, afirma que essa regra fez com que, no trecho com pouca água, fosse percebida uma “alteração significativa na abundância, riqueza, composição, tamanho corporal, atividades reprodutivas” e outras mudanças que afetaram as espécies de peixe na região.

O estudo também cita impactos em setores mais afastados da barragem, a diminuição de tamanho e peso de espécies de pacu, um dos recursos alimentares mais importantes na região, além dos impactos na atividade pesqueira na fase inicial de operação da usina.

Disputa começou em 2006
A discussão sobre a partilha das águas entre as necessidades dos moradores e ecossistemas do Xingu e os interesses da usina não é de hoje. Ela começou já no licenciamento ambiental da usina, a partir de 2006.

Desde aquela época, movimentos sociais, o Ministério Público e técnicos do Ibama alertaram ser necessário mais água para a Volta Grande do Xingu. Para manter a geração da usina, porém, foi mantida uma vazão menor.

Procurado pelo GLOBO, o Ibama disse que, durante as análises ocorridas ao longo de 2019, verificou um aumento na intensidade de alguns impactos ambientais já previstos, especialmente referentes às inundações periódicas das planícies, alteração nas populações de peixes, navegação, dentre outros.

“Com esse cenário, o Ibama requereu estudos complementares referentes ao trecho de vazão reduzida na Volta Grande do Xingu, onde incidem os impactos decorrentes do hidrograma. Somente agora, em dezembro de 2020, tais estudos foram entregues pelo empreendedor. Após a análise de tais dados o Ibama deve se pronunciar acerca da manutenção ou não do atual hidrograma, o que deve acontecer no primeiro bimestre de 2021”, diz o Ibama.



A Norte Energia informou que monitora impactos desde antes da entrada em plena operação da usina. Também considerou que a estrutura operacional e financeira da hidrelétrica foi elaborada levando em conta as regras anteriores sobre o uso da água.

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Vista aérea da usina de Belo Monte, no Pará 29/01/2016 Foto: Divulgação

“Qualquer alteração provocará não somente a redução da capacidade de geração da usina como também impactos na segurança do sistema interligado nacional, com o compartilhamento do custo com todos os agentes do setor elétrico”, afirma a nota.

O Ministério de Minas e Energia informou que acompanha o processo em andamento no Ibama e aguarda o término da análise.

O ONS informou em nota que já enviou as informações sobre o tema solicitadas pelo Ministério de Minas e Energia, que está "alinhando a questão" com o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente: "Assim que houver uma definição entre todas as partes, as diretrizes de operação serão apresentadas".

Eletronorte avalia comprar fatia da Eletrobras em Belo Monte
A Eletronorte, subsidiária da estatal Eletrobras, tem avaliado a possibilidade de vender sua participação na Norte Brasil Transmissora de Energia (NBTE), proprietária do enorme linhão de transmissão que leva ao Sudeste a energia das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no rio Madeira, em Rondônia.

A companhia abriu licitação para a contratação de uma assessoria que deverá apoiá-la na decisão sobre a eventual venda do ativo, de acordo com informações no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

A licitação também envolverá apoio a avaliações sobre eventual aquisição, pela Eletronorte, das ações detidas pela Eletrobras na Norte Energia, grupo que reúne os sócios da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Os serviços de assessoria a serem contratados pela empresa deverão envolver due diligence e avaliação do valor dos ativos (valuation), segundo edital.

Usina de problemas
Garimpo ilegal afeta linhas de transmissão, segundo empresa

O garimpo ilegal no Pará ameaça derrubar uma linha de transmissão, alertou a empresa que a administra o “Iinhão”. A Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE) informou em julho que o problema ainda não acabou. Segundo a companhia, a atividade clandestina tem ameaçado a sustentação das torres.

Corrupção: construção da usina é investigada pelo Ministério Público

O processo de construção da usina está sob investigação do Ministério Público Federal, em processo iniciado com a operação Lava-Jato. A suspeita é de pagamentos a partidos políticos e parlamentares.

Geração de energia abaixo do esperado

A capacidade de produção de Belo Monte é de 11.233 MW, mas a média por mês que realmente está sendo entregue é de 4.571 MW em razão da vazão do rio Xingu. A seca se concentra nos meses de julho a novembro..

Disputa pela água e risco de redução na capacidade de geração

A usina pode ter a capacidade de geração reduzida, de acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, por conta de mudanças determinas pelo Ibama na vazão do Rio Xingu. O Ibama vê impactos ambientais maiores que o previsto com a vazão adotada anteriormente.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 06/01/2021

EIG SAI DA TBG, MAS BUSCA NOVOS NEGÓCIOS NO MERCADO DE GÁS
Publicado em 01/06/2021 as 09:20 PM

Por epbr - 6 de janeiro de 2021 - Em Mercado de gás, Newsletter Comece seu Dia

Quem fazEditada por Gustavo Gaudarde
gustavo.gaudarde@epbr.com.br

em jogo
A EIG Global Energy Partners fechou acordo para a venda de sua participação de 27,5% na TBG para a companhia belga Fluxys, informou a empresa nessa terça (5), sem revelar o valor do negócio.

— A venda deve ser concluída em dois meses após o cumprimento das condições precedentes entre as partes, disse a EIG, destacando que as duas empresas também irão atuar em cooperação estratégica no mercado de infraestrutura de gás do Brasil. Reuters

— As cotas a EIG estão estão diluídas nas participações dos sócios da Petrobras na transportadora – BBPP Holdings (29%); YPFB Transporte do Brasil (12%) e GTB-TBG Holdings (8%). Em dezembro, a Petrobras iniciou a venda da sua participação de 51%.

Em entrevista ao Valor, o presidente da EIG, Blair Thomas, apontou que o investimento feito em 2012 atingiu a maturidade esperada e o movimento não representa uma saída do mercado de gás: “a nova Lei do Gás é muito positiva, os desinvestimentos da Petrobras também são positivos. Tudo isso aumenta a oportunidade de investidores privados de participarem do setor”, diz.

— Em nota, o CEO da Fluxys, Pascal De Buck, afirmou que será importante continuar o desenvolvimento da infraestrutura-chave da TBG. “Nosso objetivo é trazer para o Conselho da TBG nossa experiência industrial com infraestrutura de gás em ambientes regulados e apoiar o progresso da empresa por meio do conhecimento compartilhado”, afirmou.

— A EIG controla a Prumo Logística, dona do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), onde é desenvolvido o complexo de gás e energia da Gás Natural Açu (GNA). Os planos atuais são conectar o terminal de GNL do hub com a malha de transporte em Macaé.

Petróleo sobe com Arábia e Irã. Os preços do petróleo dispararam quase 5% nessa terça (5/1), após notícias de que a Arábia Saudita fará cortes de produção voluntários e diante do aumento na tensão política internacional pela apreensão de um navio sul-coreano pelo Irã.

— Os futuros do Brent fecharam em alta de US$ 2,51, ou 4,9%, a US$ 53,60 o barril. Já o WTI avançou US$ 2,31 (4,9%), para US$ 49,93 o barril.

— A Arábia Saudita fará cortes adicionais voluntários de 1 milhão de barris por dia (bpd) em fevereiro e março. A medida faz parte de um acordo para convencer os produtores da Opep+ a manter o bombeamento estável em meio a preocupações de que novos lockdowns relacionados ao coronavírus afetem a demanda.

— As tensões sobre a apreensão de um navio sul-coreano pelo Irã, que é membro da Opep, continuaram. O país negou que estaria mantendo o navio e seus tripulantes como reféns, um dia após apreendê-lo no Golfo Pérsico, em meio a pressões para que a Coreia do Sul libere US$ 7 bilhões em fundos congelados por sanções impostas pelos EUA. Investing.com, com Reuters

E&P no Ártico | O governo dos EUA anunciou na segunda (4/1) que concluiu seu plano para abrir vastas áreas no território do Alasca Ártico, antes protegidas, para a exploração de petróleo. O plano, assinado em 21 de dezembro pelo secretário do Interior, David Bernhardt, permite a concessão sob padrões mais flexíveis.

— A decisão vai liberar mais terras no oeste de North Slope e faz parte de uma série de medidas favoráveis à produção de óleo tomadas pelo governo Donald Trump em seus últimos dias. Ela ocorre pouco antes de um leilão de direitos de exploração da Reserva Nacional de Vida Selvagem do Ártico (ANWR, na sigla em inglês), no leste de North Slope, marcado para esta quarta (6/1).

— O plano permite a exploração de petróleo em cerca de 80% da reserva. Sob leis do governo de Barack Obama, cerca de metade da reserva estava liberada para concessão, com a outra metade sendo protegida por razões ambientais e indígenas.

— A Agência de Gestão de Terras dos EUA divulgou seus planos para a Reserva Nacional de Petróleo do Alasca (NPR-A), uma faixa de terra de 9,3 milhões de hectares no oeste de North Slope. A NPR-A é o principal local de produção de petróleo do Alasca, com média de 466 mil barris por dia (bpd) em 2019, segundo dados do Departamento de Energia dos EUA. Reuters

Etanol mais caro. O aumento da alíquota de ICMS sobre o etanol hidratado promovido pelo governo do estado de São Paulo, de 12% para 13,3%, a partir da segunda quinzena de janeiro, poderá reduzir a competitividade do combustível nas bombas ou diminuir o preço recebido pelas usinas, segundo executivos e analistas.

— Mas o impacto poderá ser compensado se a Petrobras repassar a recente elevação do petróleo para os preços domésticos da gasolina.

— Nas contas da trading Czarnikow, o preço do etanol na usina teria de cair por volta de 3,2% para que o preço do biocombustível não tenha que subir nas bombas — o que, aos preços da última semana segundo indicador Cepea/Esalq, representaria uma redução de R$ 0,65 por litro. Em simulação feita pela trading SCA, a redução seria mais próxima de R$ 0,25 por litro.

— Entretanto, aponta Martinho Ono, diretor da SCA, se a Petrobras repassar integralmente a recente alta do petróleo para a gasolina A, vendida nas refinarias, o preço da gasolina C nas bombas poderia subir R$ 0,12 por litro, abrindo espaço para que o etanol subisse nas bombas sem perder competitividade. Valor

Blecaute no Piauí. A Aneel cobrou da distribuidora Equatorial Energia Piauí explicações sobre o blecaute que atingiu cerca de 71 mil unidades consumidoras na região de Teresina, capital do Piauí, na virada do ano. Segundo informações disponibilizadas pela concessionária, o restabelecimento completo dos bairros atingidos ocorreu no último domingo (3/1).

– A agência reguladora deu até 11 de janeiro para que a distribuidora informe a quantidade de consumidores afetados, os equipamentos impactados da rede, a quantidade de equipes emergenciais para atender às ocorrências e a adequada comunicação com os consumidores.

Sem impacto da covid. As distribuidoras de energia elétrica não sofreram novos efeitos negativos no faturamento e na inadimplência nos últimos dois meses que possam ser atribuídos às consequências da pandemia de coronavírus, apontou o Ministério de Minas e Energia (MME) em boletim divulgado nessa terça (5/1).

— A inadimplência de curto prazo, que leva em conta os 60 dias mais recentes, está atualmente em 0,8%, ante média mensal de 1,93% em 2019, antes que a Covid-19 chegasse ao Brasil, aponta o documento que monitora impactos da crise sanitária sobre a indústria de energia.

— Entre março e abril, essa inadimplência foi de 8,19%, e o índice chegou a ultrapassar 10% em meados de maio. Por outro lado, se considerado apenas o acumulado do mês de novembro, a inadimplência junto às distribuidoras ficou em 5,22%, ante média de 3,75% de janeiro a outubro e média mensal de 1,93% para o ano de 2019, ainda de acordo com o boletim.

— A crise provocada pela Covid fez o MME e o Ministério da Economia costurarem um empréstimo emergencial para o segmento junto a um grupo de bancos incluindo o BNDES. A operação, de cerca de R$ 16 bilhões, será quitada em cinco anos, com repasse às tarifas.

— Apesar do empréstimo, as distribuidoras de energia ainda pleiteiam à Aneel uma avaliação sobre os impactos de longo prazo da pandemia sobre o equilíbrio econômico e financeiro de suas operações. Reuters

Licenças para eólicas A Neoenergia recebeu da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semar) do Piauí as licenças de instalação (LI) para iniciar as obras de mais sete parques do Complexo Eólico Oitis. A companhia realiza ainda nesta semana a mobilização para abrir novas frentes de trabalho no estado, acelerando a implantação dos parques.

— Oitis será o maior ativo de geração eólica da Neoenergia no Brasil, com capacidade instalada de 566,5 MW – serão 103 aerogeradores com potência unitária de 5,5 MW. Ao todo, o complexo terá 12 parques, sendo dois na Bahia, cujas obras foram iniciadas em novembro, com três meses de antecipação em relação ao previsto, e os demais no Piauí. A previsão da Neoenergia é iniciar a operação comercial do Complexo Oitis em 2022.

— Além da LI dos parques, a companhia obteve a licença prévia que atesta a viabilidade do projeto da linha de transmissão de 70 quilômetros, com tensão em 500 kV, para conectar o projeto de geração ao sistema elétrico, através da subestação Queimada Nova II, no Piauí.

Solar. O Grupo Fleury, de medicina e saúde, fechou acordo com a francesa GreenYellow para a contratação de 4,5 MWp em energia solar, por dez anos. O volume irá abastecer 47% da energia consumida pelo grupo no Rio de Janeiro por meio das marcas presentes no estado, o que representa 45 unidades, entre Labs a+, Felippe Mattoso e LAFE, todas em baixa tensão.

— O consumo energético do Fleury em território fluminense por suas unidades localizadas em shopping centers, centros de atendimento ao público ou áreas técnicas onde são processados os exames representam, atualmente, 27% do total utilizado pela companhia em todo o país.

— Para suprir o grupo, a GreenYellow irá construir uma usina fotovoltaica na cidade de Paty dos Aferes, no interior do Rio, um investimento de mais de R$ 19 milhões. A planta contará com a produção anual de 7,4 GWh, por meio de 7.055 painéis solares. A usina, que deve operar ainda este ano, tem estimativa de quase 4 mil toneladas de CO2 evitadas no período de um ano.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 06/01/2021

GREENYELLOW VAI CONSTRUIR USINA FOTOVOLTAICA DE 4,5 MW NO INTERIOR DO RIO
Publicado em 01/06/2021 as 09:20 PM

Por epbr - 6 de janeiro de 2021 - Em Setor elétrico, Solar
        
O Grupo Fleury, de medicina e saúde, e a francesa GreenYellow fecharam um acordo para contratação de 4,5 MWp (megawatt-pico) em energia solar, por dez anos, com objetivo de abastecer 47% da energia consumida pelo grupo no Rio de Janeiro. Para atender à demanda, a GreenYellow vai construir uma usina fotovoltaica na cidade de Paty dos Alferes, no interior do Rio, com um investimento de mais de R$ 19 milhões. O estado é o oitavo em potência instalada no Brasil.

MWp é a potência máxima em condições normais de irradiação dos painéis solares.

Ao todo, 45 unidades do grupo serão atendidas pelo projeto, todas em baixa tensão, a partir deste ano. A usina da GreenYellow deve gerar 7,4 GWh por ano, por meio de 7.055 painéis solares, o que equivale a mais de 3.800 casas com consumo médio de 160 KWh cada, e deve evitar a emissão de quase 4 mil toneladas de CO2 por ano, estima empresa.

Clóvis Porto, diretor de Expansão e Facilities do Grupo Fleury, explica que o acordo é um passo importante da companhia em direção à migração do consumo de energia de suas operações para alternativas mais sustentáveis.

“A adoção de uma fonte 100% renovável, como é o caso da fotovoltaica, nos coloca ainda mais em um caminho que desejamos seguir em termos de sustentabilidade”, afirma.

O consumo energético do Fleury em território fluminense representa atualmente 27% do total utilizado pelo grupo em todo o país, com unidades distribuídas por shopping centers, centros de atendimento ao público e áreas técnicas onde são processados exames.

Já Pierre-Yves Mourgue, diretor-presidente da GreenYellow, afirma que, com o modelo de negócio proposto pela empresa, o parceiro tem ainda o benefício de adquirir energia a um custo mais baixo que o comprado junto à distribuidora.

“De acordo com o modelo de negócio proposto pela GreenYellow aos clientes, a empresa é responsável pela injeção do capital e a completa implantação, operação e manutenção da usina”, explica.

Solar em expansão
A geração solar ficou em terceiro lugar dentre as fontes de geração com entrada em operação no Brasil em 2020, com 793,2 MW instalados (16% do total) em 21 empreendimentos.

As térmicas foram as que apresentaram o maior percentual, com 63 usinas e 2.235,1 MW acrescidos, representando 45,3% da potência instalada no ano. Em seguida vem a eólica, com 1.725,8 MW em 53 usinas, o equivalente a 34,9% do total do ano. Dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 06/01/2021

ÍNDICE DE COMMODITIES DO BANCO CENTRAL CAI 1,36% EM DEZEMBRO ANTE NOVEMBRO
Publicado em 01/06/2021 as 09:20 PM

O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) caiu 1,36% em dezembro ante novembro, informou nesta quarta-feira, 6, a instituição. O indicador passou de 267,00 pontos para 263,38 pontos.

Para efeito de comparação, o BC também divulga em seu documento o indicador internacional de commodities, o CRB, que recuou 4,12% na mesma relação mensal.

A baixa do IC-Br na margem em dezembro foi resultado direto do recuo de um dos três segmentos que compõem o indicador: Agropecuária (-2,81%). Metal (+0,31%) e Energia (+2,45%) registraram altas.

Em Agropecuária estão incluídos itens como carne de boi, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café, arroz e carne de porco.

Já o segmento de Metal reúne alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel. Por sua vez, em Energia estão inclusos os preços de gás natural, carvão e petróleo.

No acumulado do ano de 2020, o IC-Br exibiu avanço de 28,14%, com Agropecuária em alta de 28,06%, Metal com elevação de 54,03% e Energia com ganho de 4,51%. O CRB no período subiu 27,37%.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 06/01/2021

NOVO PRESIDENTE DE COMISSÃO DA CÂMARA DOS EUA PROMETE PRESSÃO SOBRE ‘BOLSONAROS DO MUNDO’
Publicado em 01/06/2021 as 09:19 PM

Da redação com AFP


Gregory Meeks pediu a revisão da política de Washington para a Venezuela e prometeu promover os direitos humanos no Brasil (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

O governo do democrata Joe Biden deve ter impacto significativo também na política brasileira de direitos humanos. Nesta quarta-feira (6), Gregory Meeks, novo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, pediu a revisão da política de Washington para a Venezuela, um enfoque mais multilateral do país sob o comando de Biden, e prometeu promover os direitos humanos no Brasil.

Em entrevista à AFP, o parlamentar norte-americano disse que quer discutir com o presidente Jair Bolsonaro a marginalização das comunidades afro-brasileiras, indígenas e LGBT. Além disso, afirmou que pretende se unir a legisladores e ONGs brasileiras para tratar do tema.

Meeks considera que “há um papel que todos devem desempenhar, e se podemos estar de acordo e começar a falar e exercer a mesma pressão sobre os Bolsonaros do mundo, acho que podemos ter um grande impacto”.

O democrata tem uma visão sobre direitos humanos bem diferente do presidente Donald Trump, ao qual Bolsonaro é bastante ligado ideologicamente.

Além do aviso ao Brasil, Meeks também destacou que buscaria ajuda humanitária aos palestinos, em mais uma posição oposta ao Trump, e prometeu retomara os contatos diplomáticos com o Irã.

Em relação à Venezuela, o democrata disse que o presidente republicano liderou uma campanha de dois anos para tirar Nicolás Maduro do poder. Vale lembrar que a reeleição de Maduro em 2018 não foi reconhecido por Washington nem por boa parte da comunidade internacional.

Meeks, no entanto, não disse que Biden deveria reverter o reconhecimento de Trump ao líder opositor venezuelano Juan Guaidó como presidente interino. Admitiu que há irregularidades eleitorais do regime de Maduro e disse que qualquer solução para a crise deve se concentrar em reparar as instituições, inclusive com a incorporação de membros da oposição no órgão que rege as eleições.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 06/01/2021

PETROBRAS CONFIRMA REAJUSTE DE 6% PARA O GLP A PARTIR DO DIA 7 DE JANEIRO
Publicado em 01/06/2021 as 09:19 PM

A Petrobras confirmou nesta quarta-feira, 6, o primeiro aumento do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) este ano, da ordem de 6%, depois de ter reajustado em 5% em 3 de dezembro. O aumento, válido a partir da quinta-feira, 7, segue a alta do preço do petróleo no mercado internacional, que nesta quarta-feira fechou cotado a US$ 54,30 o barril do tipo Brent. Em 2020, a alta do GLP foi de 21,9%.

A alta afeta tanto o GLP 13 Kg, o chamado gás de cozinha, que será vendido nas refinarias a R$ 35,98 o botijão, correspondente a 46% do preço total, quanto o GLP a granel, utilizado por indústrias, comércio, condomínios, academias, entre outros.

“Os preços de GLP praticados pela Petrobras seguem a dinâmica de commodities em economias abertas, tendo como referência o preço de paridade de importação, formado pelo valor do produto no mercado internacional, mais os custos que importadores teriam, como frete de navios, taxas portuárias e demais custos internos de transporte para cada ponto de fornecimento, também sendo influenciado pela taxa de câmbio”, informou a Petrobras.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 06/01/2021

COLUNA RADAR - CGU VÊ DRAGAGEM DE PORTOS À DERIVA NO PAÍS
Publicado em 01/06/2021 as 09:19 PM



Navios no porto do Rio de Janeiro (Agência Brasil) Agência Brasil/Divulgação

Um balanço da Controladoria Geral da União divulgado no final de 2020 põe em xeque a política de dragagem dos portos implementada pelo governo federal. Segundo o órgão de controle, existe “clara indicação quanto ao esgotamento do modelo vigente”, além de “impropriedades e irregularidades”, especialmente na segunda fase do Programa Nacional de Dragagem (PND).

O raio-x feito pelo órgão apresenta um conjunto de falhas na gestão, como lacunas institucionais, deficiências de controle e indefinição de responsabilidades. Na prática, há desde a insuficiência na fiscalização das obras de dragagem até a nomeação para cargos comissionados sem respeitar critérios técnicos. A CGU avaliou a Secretaria Nacional de Portos e Transportes Aquaviários e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, ligados ao Ministério da Infraestrutura.

A fragilidade institucional do programa de dragagens que, em pouco mais de uma década já passou por quatro órgãos do governo federal e consumiu R$ 4 bilhões, é evidenciada pelos auditores: “o PND contou com sete secretários/ministros, ao longo de nove anos, entre maio de 2007 e setembro de 2016, sendo que, já no período do PND II, a rotatividade tornou-se mais acentuada, com cinco ministros em menos de três exercícios”.

O governo de Jair Bolsonaro herdou os mesmos vícios de Michel Temer e Dilma Rousseff, ao manter a dança das cadeiras e a consequente indefinição de regras sobre manutenção e investimento na infraestrutura aquaviária. Como exemplo, a CGU cita um banco de dados sobre o trabalho de dragagem no valor de R$ 7,2 milhões que até hoje não estaria em uso porque sua entrega não foi concluída. O caso não seria isolado. Ele se “estende aos sistemas e demais estudos produzidos em termos e convênios mais antigos, os quais não foram nem ao menos localizados”.

O órgão sustenta que, diante da situação econômica do país, não há mais espaço para o governo manter a política de dragagem por meio de recursos do Orçamento Geral da União sem a contribuição das autoridades portuárias. A recomendação, diz a CGU, seria o uso das receitas arrecadadas nas tarifas cobradas pelos portos, como é o caso da chamada Tabela 1, de infraestrutura de proteção e acesso aquaviário, garantindo assim o aumento da capacidade operacional e logística dos terminais brasileiros.
Fonte: Portal Veja On-line
Data : 06/01/2021

PORTO DE LEIXÕES REFORÇA LIGAÇÃO A INGLATERRA E IRLANDA, ESTREANDO LIGAÇÕES DIRETAS
Publicado em 01/06/2021 as 09:19 PM

Fonte: APP - Portos de Portugal (6 de janeiro de 2021 )
    
A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) acaba de anunciar a estreia de duas novas ligações Roll-on/Roll-Off diretas a Dublin (Irlanda) e a Liverpool (Inglaterra), a partir do Porto de Leixões. As novas rotas pretendem dar resposta à efetivação da saída do Reino Unido da União Europeia, permitindo diminuir o tempo de trânsito e simplificar a burocracia envolvida no transporte de mercadorias.

A anterior rota que cobria o Reino Unido, a partir do Porto de Leixões, permitia que o mesmo navio descarregasse em Dublin e, seguidamente, em Liverpool, numa só viagem. Com o Brexit, esta rota apresentava maiores desafios ao nível burocrático, que agora estão simplificados. Com estas novas ligações, Leixões passa a contar com um total de cinco serviços semanais de carga Roll-on/Roll-Off (carga que embarca e desembarca sobre rodas), da responsabilidade do armador CLdN.

“Mais uma vez, o Porto de Leixões está na vanguarda do setor portuário português, procurando dar uma resposta célere, eficiente e duradoura aos desafios desencadeados pela efetiva saída do Reino Unido da União Europeia. Este é um passo da maior importância para as empresas portuguesas que utilizam o porto, que possibilita que estas se mantenham competitivas e que não haja uma travagem abrupta do movimento de importação e exportação por via marítima”, esclarece Nuno Araújo, presidente da APDL.

No segmento de carga Roll-on/Roll-Off, o Porto de Leixões fechou o mês de novembro a registrar uma subida de 5% no número de unidades movimentadas, que correspondem a mais de 1,2 milhões de toneladas de mercadorias.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 06/01/2021

NAVIO DA MARINHA INVESTIGA E ESTUDA O MAR DA MADEIRA
Publicado em 01/06/2021 as 09:18 PM

Fonte: APP - Portos de Portugal (6 de janeiro de 2021 )
    
O navio hidrográfico Almirante Gago Coutinho efetuou levantamentos hidrográficos, realizou o lançamento de boias derivantes no âmbito de uma cooperação com o Global Drifter Program – NOAA e ainda a colheita de diversas amostras de água superficial para análise de microplásticos no âmbito do projeto Volta ao Mundo Sagres 2020, naquela região.

O navio hidro-oceanográfico aproveitou também a oportunidade de passagem na ilha de Porto Santo para a realização de levantamentos hidrográficos, que se enquadram no Programa de mapeamento hidrográfico dos espaços marítimos sob soberania ou jurisdição nacional designado por SEAMAP 2030. Estes levantamentos proporcionam o conhecimento detalhado da orografia do fundo do mar Português.

Estas ações permitem mapear o fundo dos Oceanos e Mares com alta resolução e criar bases e identificar os locais mais indicados para se mapearem recursos, ecossistemas, fenómenos e sistemas submarinos relevantes para a preservação e exploração sustentada dos Oceanos, o que permite conhecer melhor o mar português.

O NRP Almirante Gago Coutinho, que largou da Base Naval de Lisboa no dia 31 de dezembro rumo a Cabo Verde, é comandado pelo capitão-de-fragata Francisco Calisto de Almeida e possui uma guarnição de 52 militares, onde se inclui uma equipa técnica do Instituto Hidrográfico (da Brigada Hidrográfica), dois aspirantes a oficial da Escola Naval em estágio, uma equipa médica, uma equipa do pelotão de abordagem do Corpo de Fuzileiros e uma equipa de Mergulhadores.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 06/01/2021

MULTINACIONAL ADM FECHA 2020 COM AUMENTO DE 7% NA ORIGINAÇÃO DE GRÃOS DO BRASIL
Publicado em 01/06/2021 as 09:18 PM

Fonte de Informação : Moneytimes (6 de janeiro de 2021 )

As projeções para 2021 da ADM também são otimistas, mantidas as previsões de nova safra recorde do Brasil (Imagem: Divulgação/ADM)

A multinacional ADM, empresa de commodities agrícolas e de nutrição humana e animal, informou nesta terça-feira que registrou o terceiro recorde anual consecutivo na originação de grãos do Brasil, com um aumento de 7% em 2020 na comparação com 2019.

O volume total de soja e milho originado pela empresa superou a alta registrada na movimentação em 2019, quando a ADM havia elevado a originação em 3% ante o ano anterior, segundo a trading.

“O bom desempenho se deu, principalmente, em decorrência do aumento do volume de soja que cresceu 14%…”, disse a companhia em nota.

Segundo Luciano Botelho, presidente de oleaginosas da ADM para América Latina, “um aspecto que beneficiou a comercialização da safra 2020 foi o fato de que ela já estava colhida quando a pandemia de Covid-19 começou, o que permitiu que seu impacto na oferta de grãos no país fosse menor”.

Além disso, afirmou ele, a “incorporação das atividades da Algar Agro, ocorrida em 2018, também contribuiu para o aumento do volume na originação, e nos permitiu alcançar mais um recorde”.

As projeções para 2021 da ADM também são otimistas, mantidas as previsões de nova safra recorde do Brasil, o maior produtor e exportador global de soja. “Os volumes de originação da ADM devem seguir crescendo também”, comentou a companhia, que não detalhou o volume originado em 2020.
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 06/01/2021

OGMO/SANTOS: BANCA EXAMINADORA DE SHIPLOADER (OSL) – CATEGORIA SINDOGEESP
Publicado em 01/06/2021 as 09:18 PM

Fonte de informação: OGMO/Santos (6 de janeiro de 2021 )

O OGMO Santos, em parceria com a Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) por meio do Ensino Profissional Marítimo (EPM) em continuidade ao processo de atualização e capacitação da mão de obra dos trabalhadores portuários avulsos inscritos perante a entidade, bem como em atendimento à legislação vigente, com base no Programa de Atualização Técnica Profissional, implantado em 2013, convoca os trabalhadores portuários avulsos da categoria SINDOGEESP para Pré-Inscrição da Banca Examinadora de Operação de SHIPLOADER.

LISTA DE CLASSSIFICADOS
Os Trabalhadores classificados na lista anexa deverão comparecer no local abaixo informado, 30 minutos antes do inicio do treinamento devidamente uniformizados com EPI COMPLETO para realização de cadastro e autorização para acesso ao terminal:

Instituição Responsável pelo Curso: CENEP – SANTOS
Instrutor: Roberto Luiz Barreiros Junior
Local: COOPERSUCAR (Terminal Açucareiro Coopersucar – TAC) . Entrada Principal, Armazém VI
Data do Curso: de 7 a 18 de janeiro
Período: das 8 às 12 horas e das 14 às 18 horas
Vagas disponíveis: 92
Fonte : O SOPESP - Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo
Data : 06/01/2021

GESTÃO PORTUÁRIA: SAIBA TUDO SOBRE O CURSO
Publicado em 01/06/2021 as 09:17 PM

Redação Portogente

Pensando em ingressar na área de portos? Neste artigo, saiba tudo sobre o curso de Gestão Portuária e sua carreira!

O setor portuário é um dos que mais cresce no Brasil, principalmente após a descoberta das reservas de pré-sal e os investimentos de modernização na área. Só no último ano, esse setor subiu 13 posições no ranking de modais do Fórum Econômico Mundial no nível de eficiência dos serviços.

E nos próximos anos, o crescimento deve ser ainda maior. De acordo com o Ministério da Infraestrutura, o setor portuário deve movimentar mais de R$ 30 bilhões em investimentos até 2022.

Mas, o País ainda carece de mão de obra qualificada para atuar na área, como diretores de gestão portuária. Eles são os profissionais que planejam e gerenciam toda a movimentação portuária.

Para quem tem interesse em atuar no setor, a boa notícia é que é possível se formar na área com uma faculdade de dois anos: Gestão Portuária. A seguir, veja tudo sobre esse curso e essa carreira!

O que faz um gestor portuário?
Nos portos, o papel do diretor de gestão portuária ou, simplesmente, gestor portuário é o de planejar e coordenar a movimentação física e o fluxo de informações sobre as operações portuárias e suas necessidades intermodais de transporte.

Esse profissional também é quem atua na administração das organizações portuárias, desempenhando funções estratégicas, administrativas e operacionais.

Segundo o Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), entre outras atividades desenvolvidas pelo diretor de gestão portuária, estão:

? Gerenciar o transporte aquaviário de carga e passageiros;
? Gerenciar pessoas para proporcionar fluxo otimizado do ciclo origem-destino;
? Planejar e gerenciar a utilização otimizada de equipamentos e as necessidades intermodais;
? Catalogar e gerenciar estratégias de armazenagem, cálculo de fretes, planejamento de transbordos, sistemas de tráfego de navios, rebocadores, taxa de ocupação de berços;
? Gerenciar projetos ambientais e recursos humanos;
? Vistoriar, realizar perícia, avaliar, emitir laudo e parecer técnico na área.

Como é o curso de Gestão Portuária?
O curso superior de Gestão Portuária é uma graduação de nível tecnólogo, ou seja, é um curso mais prático, focado na atuação do mercado de trabalho e com menor tempo de duração. O curso de Gestão Portuária dura, em média, 2 anos (1600 horas).

A graduação em gestão Portuária capacita profissionais a trabalhar no sistema portuário como um todo, nas operações terrestres, marítimas e de produtos, realizando o planejamento e gestão do transporte de pessoas, cargas e materiais.

Ao longo do curso, os estudantes aprendem sobre logística, gestão, segurança, comércio exterior, matemática e normas legais. Confira abaixo algumas disciplinas do curso de Gestão Portuária:

? Comunicação Empresarial;
? Contabilidade;
? Desenvolvimento Sustentável;
? Dinâmica das Relações Interpessoais;
? Direito da Navegação;
? Economia e Mercado;
? Equipamentos e Cargas;
? Estatística Aplicada;
? Estratégia e Marketing Portuário;
? Fundamentos de Administração;
? Gestão de Operações Portuárias;
? Legislação Aduaneira e Portuária;
? Logística e Transporte;
? Matemática Aplicada;
? Matemática Financeira;
? Negócios Internacionais;
? Planejamento Estratégico;
? Plano de Negócios;
? Recursos Materiais e Patrimoniais;
? Sistemática de Importação e Exportação;
? Tecnologia da Informação Portuária e Marítima;
? Técnicas de Informática;
? Tópicos Especiais em Gestão Portuária;
? Ética e Legislação: Trabalhista e Empresarial.

Para se formar, a maioria das instituições de ensino não exige que o estudante apresente o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) nem cumpra estágio curricular supervisionado obrigatório.

Quais as áreas de atuação de Gestão Portuária?
Após formado, a principal área de atuação dos gestores portuários são os portos. Mas, eles também podem atuar em empresas e organizações de transporte marítimo e hidroviário e de transporte multimodal.

Outras oportunidades para esses profissionais são as empresas de planejamento, desenvolvimento de projetos, assessoramento técnico e consultoria, além de instituições de ensino e centros de pesquisa.

Quanto ganha um gestor portuário?
O salário da área de gestão portuária é um dos pontos que mais atraem a atenção. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), consultados pelo portal Salario.com.br, a média salarial de um diretor de gestão portuária no Brasil é de R$ 12.157,79.

Considerando os profissionais contratados em regime CLT, a faixa salarial dos gestores portuários fica entre R$ 5.000,00 (salário mediana da pesquisa), R$ 11.096,29 (média do piso salarial 2021) e R$ 35.799,43 (teto salarial).

Gostou do curso de Gestão Portuária e suas oportunidades de atuação? Compartilhe com a gente nos comentários!
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 06/01/2021

TECNOLOGIA DEVE IMPULSIONAR COMÉRCIO EXTERIOR EM 2021
Publicado em 01/06/2021 as 09:17 PM

Redação Portogente

Pandemia de Covid-19 está levando operadores da cadeia de importação e exportação a buscarem mais informação, dados e inteligência

Um dos setores mais afetados pela pandemia de Covid-19 foi o de comércio exterior, já que o fechamento de fronteiras para evitar a transmissão do vírus também bloqueou o transporte de mercadorias entre países, levando os operadores a buscarem alternativas para realizarem as transações comerciais.


Imagem do Freepik.

Na esteira desse quadro, empresas que oferecem soluções tecnológicas de inteligência de mercado e análise de dados ganharam terreno e hoje são parceiros imprescindíveis dos players da área de importação e exportação. Como a LogComex, especializada no desenvolvimento de aplicações para toda a cadeia do segmento.

Carlos Souza, cofundador e COO da LogComex, ressalta que a pandemia atingiu de forma mais contundente as empresas de pequeno porte do segmento. “Elas já não tinham tanto caixa e por isso foi muito difícil para se manterem. Observamos que aumentou a desigualdade entre os operadores, principalmente os agentes de carga. Os maiores ficaram ainda mais fortes, enquanto os menores ficaram ainda mais fracos”, pondera.

Outro ponto destacado pelo especialista foi a retração nas importações e na produção industrial que acabou impactando várias cadeias de suprimentos. “Por isso, especialmente em 2020, o mercado de matérias-primas em geral está enfrentando um momento difícil, com a falta de insumos básicos. Nossa expectativa é que isso mude no ano que vem e as empresas se preparem para suprir essa falta que está prejudicando a indústria local”, argumenta Souza.

Ele acredita que em 2021, mais empresas devem se interessar, se envolver e aprender mais a trabalhar com dados de mercado para guiar suas estratégias comerciais. “Outra tendência forte é o trabalho remoto, que também acredito que vai continuar, seja totalmente, como algumas empresas estão fazendo, ou em um modelo mais híbrido, que a LogComex pretende implementar”, estima.

Para Helmuth Hoffstater, cofundador e CEO da LogComex, o foco principal do segmento no próximo ano será a automatização. “As empresas vão buscar muito a redução de custos com a tecnologia. Também vamos observar uma grande busca pela atualização das cadeias logísticas. E, claro, cada vez mais a substituição do papel, para reduzir a burocracia do setor”, aponta.

Hoffstater considera o principal motor para o crescimento da LogComex as pessoas que foram contratadas ao longo do ano. “Trazendo as pessoas certas e respostas para as incertezas de muitas empresas nesse período foi um fator primordial, que ajudou a empresa a atingir o patamar que conquistamos atualmente. Acredito que entramos no momento certo nesse cenário”, finaliza o executivo.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 06/01/2021

GOVERNO BOLSONARO ENTREGA QUASE 100 OBRAS E 12 CONCESSÕES, EM 2020, MINISTRO COMEMORA E QUER BATER NOVA META
Publicado em 01/06/2021 as 09:17 PM

Ministro da infraestrutura comemora resultado do Governo Bolsonaro em 2020.
Por Rômulo NC

O Governo Bolsonaro conseguiu atingir marca vitoriosa em 2020. Quando o assunto se trata de obras e concessões, o governo de Jair Bolsonaro teve um grande destaque para cumprir com os projetos que tinham.

O Ministério da Infraestrutura entregou 86 obras. Na área de rodovias foram mais de 1259 quilômetros de duplicação, pavimentação e construção das vias. Além disso, o ano terminou com 12 concessões de ativos de infraestrutura.

Coranavírus não impediu Governo de Bolsonaro de prosseguir com obras

Os números foram apresentados pelo ministro de infraestrutura, no último dia 14 de dezembro de 2020. Na ocasião, o ministro afirmou que o ano havia sido de muitos desafios, mas apesar de tudo muito vitorioso.

O desafio mencionado por Tarcísio foi o coronavírus, doença que vem matando milhares de pessoas no mundo todo, além de ter causado grandes empecilhos para a realização de trabalhos e tarefas corriqueiras.

O ministro também detalhou que conseguiram um resultado bem abrangente com mais de noventa por cento do orçamento liberado em outubro. Agora, pensando em 2021, os planos do ministro estão grandes e esperançosos.

Metas do ministro cresce para 2021, mas Governo Bolsonaro terá que liberar bilhões

Tarcísio quer realizar mais de cinquenta concessões, além de 23 aeroportos; a concessão de duas ferrovias e a renovação antecipada de mais uma; além de 11 lotes de rodovias e 17 terminais portuários. Ainda não está previsto a desestatização da Companhia Docas do Espirito Santo (Codesta).

De acordo com o ministério, todas essas metas devem render R$ 137,5 bilhões em investimentos contratados e quase R$ 3 bilhões em outorgas.
Fonte: Portal i7 News
Data : 06/01/2021

PRIVATIZAÇÃO DE PORTO AUSTRALIANO SERÁ BASE PARA DESESTATIZAÇÃO DE SANTOS, DIZ MINFRA
Publicado em 01/06/2021 as 09:16 PM

Fonte e Informação Agência iNFRA

O processo de privatização do porto de Melbourne, na Austrália, será a base para a metodologia da desestatização da SPA. Foi o que afirmou o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. Segundo ele, tanto as experiências trazidas pelo modelo quanto os valores envolvidos agradam ao governo.

“O nosso secretário, Diogo Piloni, esteve recentemente na Austrália para saber como aconteceu a privatização do porto. Ele tem dimensões mais próximas ao de Santos. Para esse processo de desestatização, estamos calçados na experiência australiana de privatização de portos. Acredito que os números serão parecidos com o que ocorreu lá. Estamos falando de algo em torno de US$ 8 bilhões”, disse.

Sampaio falou com exclusividade à Agência iNFRA sobre as perspectivas do órgãos em relação aos leilões programados, a aprovação do Marco das Ferrovias e o BR do Mar, além da perspectiva da criação da Infra S.A.

Confira a matéria na íntegra: https://www.agenciainfra.com/blog/privatizacao-de-porto-australiano-sera-base-para-desestatizacao-de-santos-diz-minfra/
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 06/01/2021

ESCALAS DE NAVIOS CONTÊINERES NOS PORTOS BRASILEIROS CAEM 3% EM 2020 EM COMPARAÇÃO A 2019
Publicado em 01/06/2021 as 09:16 PM

Fonte: Datamarnews

As escalas de navios contêineres nos portos brasileiros são um indicativo da atividade econômica do país. Por isso, a equipe da Datamar reuniu alguns dados que podem funcionar como um termômetro do atípico ano de 2020.

Em dezembro de 2020, o país registrou 664 escalas de navios contêineres em seus portos, uma queda de 2,5% em relação a igual mês de 2019. Em Santos, a queda foi ligeiramente maior, -2,85%. Já na comparação com novembro de 2020, as escalas caíram 5,8%.

Apesar dos efeitos da pandemia da covid-19 na atividade econômica, os portos brasileiros registraram uma queda de apenas 3% nas escalas de navios contêineres em 2020 em relação a 2019. Já o Porto de Santos registrou queda de 4% no período.

A tabela abaixo traz o número de escalas de navios contêineres em cada porto brasileiros em 2020 e seu comparativo com 2019. A maior parte dos portos registrou queda nas atracações. O ano foi muito bom para o agronegócio, e as exportações de grãos bateram recordes, mas a movimentação de contêineres foi menor que em 2019 na maior parte dos portos. O destaque positivo foi o Porto de Navegantes, que cresceu 8%.

Em relação ao crescimento das atracações no Porto de Itaqui deve-se ao fato de que em agosto de 2019 começou uma fase de teste para um serviço regular que se concretizou em fevereiro/2020

De acordo com a Portonave, o resultado do Porto de Navegantes é reflexo de uma somatória de fatores, puxados pela retomada do crescimento econômico – o PIB do Brasil no terceiro trimestre fechou em +7,7%. Mesmo com o cenário da pandemia mundial, o setor portuário não parou e se mostrou essencial, tanto para o abastecimento das indústrias e insumos para o consumo interno, quanto para o envio de produtos e matérias-primas para outros países. As importações, que no início da pandemia até a metade do ano tiveram queda, se recuperaram nos últimos meses. Só em novembro, o Porto de Navegantes teve seis escalas extras de navios.

A conclusão da primeira fase da Nova Bacia de Evolução, que possibilita aos portos de Itajaí e Navegantes receber navios com até 350 metros de comprimento, foi um dos fatores que colaborou com o crescimento da movimentação também. Desde maio, mais de 40 navios com mais de 306m giraram no novo espaço de manobras. Um trabalho que uniu esforços da Autoridade Portuária, Marinha, Praticagem e Governo do Estado para ser executado.

Outro porto que teve uma movimentação maior de contêineres foi Paranaguá, que registrou 3% mais atracações em 2020 em relação a 2019.De acordo com a Portos do Paraná, os portos do estado fecham o ano com quinze recordes batidos. A movimentação histórica de mais de 55 milhões de toneladas de carga movimentada, o maior número de caminhões recebidos no Pátio de Triagem, o maior navio de grãos já recebido, entre outros, fizeram com que os portos de Paranaguá e Antonina se destacassem no setor nacional.

“Apesar da crise sanitária, os portos paranaenses avançaram. O Estado teve uma safra de soja espetacular e o preço do produto no mercado internacional favoreceu as exportações. Além disso, o açúcar teve muito destaque, o frango congelado e o óleo vegetal”, comenta o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Além disso, em dezembro, a autoridade portuária divulgou que o Porto de Paranaguá pode agora carregar mais 120 contêineres cheios, por navio, nos dois últimos berços a leste do cais público: 217 e 218. Isso vale para as grandes embarcações do segmento, que medem mais de 300 metros no comprimento. O aumento significa 15% mais capacidade de movimentação.

“Isso foi possível porque a autoridade marítima acaba de aprovar mais 30 centímetros de calado operacional para esses dois berços. Passamos de 11,80 metros para 12,10 metros”, destaca Luiz Fernando Garcia. O calado operacional é a medida que vai da linha da superfície da água até o fundo do navio (quilha). “Essa medida reflete diretamente na capacidade que os navios têm de carregar. É até onde eles podem afundar, quando carregados”, simplifica Garcia.

Considerando a evolução do calado operacional, nos últimos cinco anos o terminal de contêineres do Porto de Paranaguá incrementou a capacidade de movimentação, por navio, em mais 1.280 TEUs O ganho de calado operacional obtido de 2015 até esta última revisão é de 1,60 metros.

Para 2021,  a pergunta é como a segunda onda da covid-19 e a vacina contra a doença vão afetar a economia brasileira e mundial. Para o mês de janeiro não há previsão de blank sailing.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 06/01/2021

ANTAQ REALIZA AUDIÊNCIA VIRTUAL SOBRE RETIRADA DE RESÍDUOS DE EMBARCAÇÕES
Publicado em 01/06/2021 as 09:16 PM

Reunião aconteceu nesta terça-feira (5)

A ANTAQ realizou, nesta terça-feira (5), audiência virtual referente à Audiência Pública nº 16/2020, que trata da proposta de resolução que tem por objeto disciplinar a prestação de serviços de retirada de resíduos de embarcações em áreas e águas sob jurisdição brasileira.

Foi a primeira audiência de que o diretor-geral da Agência, Eduardo Nery (foto), participou. “Esse tema relativo à sustentabilidade é fundamental para o país. Com as contribuições da sociedade, entregaremos ao mercado uma norma justa e eficiente, que leva em consideração a questão ambiental”, ressaltou Nery.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 06/01/2021

CONFIRA O CALENDÁRIO DE AUDIÊNCIAS VIRTUAIS DA ANTAQ ATÉ O INÍCIO DE FEVEREIRO
Publicado em 01/06/2021 as 09:15 PM

Até o dia 8, serão realizadas quatro reuniões, entre elas a que discutirá sobre a desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa)

Até 8 de fevereiro, a ANTAQ realizará quatro audiências virtuais para que a sociedade se manifeste sobre os assuntos que a Agência pôs em discussão por meio de consultas públicas. Abaixo, os números das audiências públicas, os temas, as datas e os horários. Caso haja alguma modificação, a sociedade será informada com antecedência.

Audiência Pública nº 17/2020 - Alteração das normas aprovadas pela Resolução nº 912-ANTAQ, de 23 de novembro de 2007, pela Resolução nº 1.274-ANTAQ, de 3 de fevereiro de 2009, pela Resolução nº 1.558-ANTAQ, de 11 de dezembro de 2009, e pela Resolução nº 3.274-ANTAQ, de 6 de fevereiro de 2014, estabelecendo os critérios e procedimentos para prestação de serviços de transporte de cargas perigosas na navegação interior.

Audiência virtual: 18/01 – 15h.

Audiência Pública nº 18/2020 - Obter contribuições, subsídios e sugestões para a proposta de norma que tem por objeto estabelecer critérios e procedimentos para a realização de Análise de Impacto Regulatório (AIR) e de Avaliação de Resultado Regulatório (ARR), pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários.

Audiência virtual: 21/01 – 15h.

Audiência Pública nº 19/2020 – Obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento dos documentos técnicos e jurídicos tendentes à licitação do projeto de desestatização da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), bem como da concessão dos Portos de Vitória e Barra do Riacho.

Audiência virtual: 04/02 – 15h. Haverá, ainda, uma audiência presencial. Em breve, mais informações.

Audiência Pública nº 20/2020 – Obter contribuições, subsídios e sugestões para o aprimoramento dos documentos técnicos e jurídicos relativos à realização de certame licitatório referente ao arrendamento de terminal portuário destinado à movimentação e armazenagem de carga geral, especialmente cavaco de madeira, localizado no Porto Organizado de Maceió/AL, denominado área MAC14.

Audiência virtual: 08/02 – 15h.

Vale lembrar que os interessados em opinar sobre os temas podem enviar as contribuições por meio de formulário eletrônico disponível em gov.br/antaq, respeitando o prazo de cada consulta pública. Para mais informações, acesse o portal da Agência e localize o box Participação Social.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 06/01/2021

ALEXANDRE MACHADO: PETRÓLEO E GÁS ALÉM DAS 200 MILHAS
Publicado em 01/06/2021 as 09:15 PM

Área na Bacia de Santos será leiloada para exploração e produção na Plataforma Continental, em feito inédito na história mundial
Por Alexandre Machado

Iniciamos o ano acreditando na descoberta de uma vacina eficaz para amenizar os impactos da pandemia da covid-19, o que pode gerar reflexos significativos em todos os setores produtivos, inclusive no de energia. Vale dizer que o Brasil, em relação às rodadas de petróleo e gás, desacelerou. Porém, não parou, muito diante da necessidade de promover sua agenda positiva no setor, criando várias iniciativas para impulsioná-lo, em detrimento a um aproveitamento máximo, em relação à corrida para transição para um ambiente de baixo carbono.

Em rápida síntese, tais iniciativas estão previstas no Plano Nacional de Energia 2050 (EPE; ANP, 2020), além do plano de negócios da estatal Petrobras, e contam com o encerramento do monopólio de gás natural e do refino de petróleo pela estatal, devido à abertura do mercado de gás e à venda de suas refinarias e de diversos ativos em áreas maduras (onshore/offshore), visando revitalizar e atender a um novo mercado de pequenos e médios operadores, dinamizando o setor. Espera-se ainda mudanças regulatórias no contrato de partilha de produção, continuidade do ciclo de rodadas de oferta permanente, além de condições financeiras mais favoráveis nas futuras rodadas.

Nesse sentido, dentro de uma das iniciativas, destaca-se a 17ª rodada de licitações para exploração e produção de P&G, no regime de concessão – a qual chama atenção por ser a primeira vez na história mundial que uma área será leiloada para exploração e produção na Plataforma Continental – ou seja, para além das 200 milhas náuticas (cerca de 321km da costa) – parcial ou total, em águas ultra profundas (+1.500m de profundidade). Esta rodada foi inicialmente prevista para 2020, pela Resolução do Conselho Nacional de Política Energética CNPE nº10/2018, sendo alterada pela Resolução CNPE nº 07/2020, ficando para outubro de 2021

Para tanto, foram selecionados 96 blocos nas bacias sedimentares marítimas de Campos, Pelotas, Potiguar e Santos, totalizando aproximadamente 54 mil km². Aqui, destaco, na Bacia de Santos, apenas as áreas confrontantes da Baixada Santista: Peruíbe/SP (SS-AUP4 - S-M1607); Mongaguá/Itanhaém/SP (SS-AUP4 - S-M-1609); Guarujá/Santos/São Vicente/Praia Grande/Bertioga/SP (SS-AUP5 - S-M-1613) e São Sebastião/Ilhabela/Bertioga/Guarujá/SP (SS-AUP5 - S-M-1617), sendo as últimas duas localizadas em áreas além das 200 milhas.

Tal aposta vem sendo analisada pelo mercado com cautela – apesar da grande potencialidade da área, existe o risco exploratório, que se refere à probabilidade de perfurar um poço e não encontrar petróleo. Da mesma forma, conforme o Art. 35 da minuta do contrato de concessão da rodada, a produção em reservatórios situados total ou parcialmente em áreas da plataforma continental além das 200 milhas estará sujeito ao pagamento da contribuição à Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, ou seja, um custo extra ao operador, apesar de ser compensado pela redução das alíquotas de royalties para os blocos do setor SS-AUP5 (além das 200 milhas). Um outro ponto importante, refere-se aos custos e à grande dificuldade logística para atendimento das unidades marítimas (plataformas), principalmente em caso de acidente, o que poderia comprometer não só as cidades confrontantes, mas também o porto estratégico de Santos.

Dessa forma, se, por um lado, o leilão favorável contribuiria para o desenvolvimento local, agora como realidade, por outro, temos o risco operacional que deve ser pensado para um melhor entendimento entre o melhor interesse público e privado. O Acidente da Deepwater Horizon (2010) no Golfo do México nos mostrou as dificuldades e a destruição deixada quando um poço não pode ser rapidamente fechado.

No dia 3 de fevereiro de 2021, por meio de videoconferência, teremos a audiência pública com a participação de todos os interessados. Participe! Inscrições no site rodadas.anp.gov.br/pt/17-rodada-licitacao/consulta-audiencia-publica
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 06/01/2021

JUST IN CASE CHEGAMOS EM 2021! MUDANÇAS JUST IN TIME!
Publicado em 01/06/2021 as 09:14 PM

Covid-19 também fez com que o mundo repensasse a maneira de se organizar
Por Maxwell Rodrigues


Covid-19 também fez com que o mundo repensassem a maneira de se organizar (Carlos Nogueira/AT)

É certo que o mundo, desde o conceito da globalização, atua com o mecanismo "just in time", ou seja, sistema de administração da produção que determina que tudo deve ser produzido, transportado ou comprado na hora exata. Sendo aplicado em qualquer organização, para reduzir estoques e custos.

Contudo, a covid 19 fez com que o mundo e principalmente a Europa e os EUA repensassem a maneira de se atuar neste sentido.

Ao longo das ultimas décadas a China se transformou no estoque do mundo, a quem o mundo recorria diante de qualquer necessidade. Com a chegada da covid 19 a dependência ficou latente pelos produtos acabados ou não provenientes da China. Isso demonstrou a fragilidade do sistema “just in time” para potências mundiais como os EUA e a Europa. Evidente que aqueles que não sofriam de miopia ou se beneficiavam do sistema já tinham percebido isso de forma clara e objetiva.

A China alcançou essa condição com uma política definida como comunista, mas que na verdade muitos classificam como capitalismo selvagem “na veia”.

Vejamos, Capitalismo selvagem utilizado pela primeira vez por Karl Marx, em “O Capital”, demonstra o receio do que ele denominava de capitalismo econômico, ou o poder do dinheiro ficar na mão do que ele chamava de Leviatã (monstro marinho do caos primitivo, mencionado na Bíblia),onde o Estado com seu poder se torna juiz da situação e árbitro da economia.

Karl Marx denominou de pobreza da pobreza a miséria extrema causada pelo Leviatã: classes operárias com baixos salários no extremo da miséria (pobreza da pobreza), dia de trabalho com 14 horas ou mais e com transporte e alojamento inadequados. Levando o homem à loucura, demência e utilizando-se de drogas para se manter na forma dita "normal".

Hoje, emprega-se a locução "capitalismo selvagem" para indicar um capitalismo de grande concorrência entre as multinacionais. A ONU, portanto, é a grande responsável internacional para que se evite que os mercados se transformem em oligopólios ou comunidades de países de Capitalismo Selvagem.

Diante desta reflexão e com o termômetro mundial politico bastante quente, as grandes potências mundiais já estudam a utilização de outro modelo, o “just in case”, termo aplicado aos sistemas tradicionais de manufatura usados antes da influência das tecnologias modernas e das novas infraestruturas de transporte. É o contrário, de muitas maneiras, ao sistema de fabricação "just in time", recentemente desenvolvido. Ao traduzirmos esse termo, literalmente teríamos algo como “só no caso”. Logo, tem-se o raciocínio de “só pra garantir”, só para o caso de precisar de algo, só para o caso de algo dar errado, etc.

Se as grandes potências optarem pelo sistema "just in case", certamente a logística, o comercio mundial, o transporte marítimo e o aéreo sofrerão grandes mudanças, fazendo com que novas estratégias sejam estabelecidas e construídas.

As transformações no setor portuário poderão ser significativas a fim de atender este modelo que protegerá a indústria nacional dos países e as relações comerciais.

Nenhuma definição ainda foi tomada, mas existe uma clara tendência neste sentido.

Just in case talvez seja o novo normal!

Aguardaremos os movimentos em 2021, esperando que “just in case” ou “just in time” a vacina chegue o mais breve possível.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 06/01/2021

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO PORTO DE SANTOS SUPERA EXPECTATIVAS EM 2020
Publicado em 01/06/2021 as 09:14 PM

Marca supera em 9,3% o volume operado no cais santista em 2019
Por Fernanda Balbino


Porto de Santos movimentou 146,5 milhões de toneladas de cargas em 2020 (Carlos Nogueira)

O Porto de Santos movimentou 146,5 milhões de toneladas de cargas durante todo o ano passado. A marca supera em 9,3% o volume operado no cais santista em 2019 e também ultrapassa as projeções de especialistas do setor.

O dado foi divulgado nesta quarta-feira (6) pela Autoridade Portuária de Santos (APS), novo nome da Companhia Docas do Estado de São Paulo. Porém, a estatal que administra o Porto de Santos ainda não consolidou os números referentes à movimentação de cargas em dezembro.

Mesmo durante a pandemia de covid-19, a marca alcançada em 2020 é maior do que a projeção divulgada pelo diretor-presidente da APS, Fernando Biral, no mês passado. E o agronegócio foi o carro-chefe da movimentação no cais santista.

“Historicamente a produtividade dos portos aumenta em ocasiões de crises. Foi assim nas grandes guerras e, agora, diante a pandemia. Cresce a demanda de alimentos e respondemos com grãos, sendo necessário importar equipamentos e fertilizantes, por exemplo. Nunca vimos tanto adubo nesse Porto”, destacou o economista e professor universitário, Helio Hallite.

Segundo o especialista em comércio exterior, insumos médicos, fármacos e hospitalares também desembarcaram no cais santista durante todo o ano passado. “Países em lockdown, tomam mais do nosso café e nosso suco de laranja. Contêineres refrigerados levam todos os tipos de carnes para mais de 60 destinos. Esses são alguns dos exemplos mais exponenciais, a prova que o Porto é essencial, a UTI do comércio exterior”.

Já o engenheiro Marcos Vendramini aponta que o crescimento das operações é sustentado por três principais razões. A primeira tem a ver com a economia.

“Ainda que o consumo de itens agrícolas tenha continuado, a incerteza econômica por certo deixou uma demanda represada que será consumida em um cenário de mais certeza da economia - quando as pessoas estiverem mais seguras sobre o desenvolvimento econômico”, afirmou.

Vendramini também destaca que qualquer crescimento econômico adicional gerará uma demanda maior por bens duráveis, possivelmente incrementando também a movimentação de contêineres no cais santista. “O mesmo se aplica aos granéis líquidos como combustíveis que tendem a aumentar com uma maior circulação das pessoas e das cargas e dos químicos com o maior consumo de bens”.

Projeções
Para o economista Fabrizio Pierdomenico, neste ano, a previsão é de um crescimento em torno de 5%, em toneladas no Porto de Santos. A previsão de safra é levada em consideração nesta conta.

“Nossas projeções apontam uma movimentação entre soja, farelo de soja e milho de quase 47 milhões de toneladas em 2021, crescimento de cerca de 7%, comparado ao total previsto para 2020”.

A retomada da economia é outro importante fator a ser analisado. “Se efetivamente o Brasil e o mundo crescerem seus PIBs, granéis líquidos (combustível, químicos e suco de laranja) e contêineres devem crescer na proporção do próprio PIB brasileiro para 2021, estimado entre 3% a 4%, ressalvado algum problema que a pandemia poderá provocar ainda no primeiro semestre desse ano”, destacou Pierdomenico.

Nem tudo são flores
Segundo os especialistas, o crescimento de movimentação de cargas deve se sustentar neste ano. Porém, os reflexos da pandemia já são sentidos.

“Diante a satisfação das estatísticas, uma notícia nos entristeceu: os famosos portos especializados em corte de navios e produção de sucata anunciaram que estão congestionados, pelo surpreendente aumento de navios de passageiros, descomissionados e entregues aos maçaricos”, afirmou Hallite.

Pierdomenico lembra que também há impactos na movimentação de turistas no cais santista. “A pandemia, por sinal, ainda deve provocar alguns efeitos no Porto na movimentação de automóveis e no setor de navios de passageiros, que já teve a temporada 20/21 cancelada”.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 06/01/2021

SANTOS BRASIL DEMITE 120 MOTORISTAS E ANUNCIA QUE SERVIÇO SERÁ TERCEIRIZADO
Publicado em 01/06/2021 as 09:05 PM

Operadora que administra o Terminal de Contêineres do Porto de Santos demitiu funcionários na segunda-feira. Caso foi levado para o Ministério Público e pela sindicado da categoria
Por Fernanda Balbino


Motoristas foram surpreendidos ao saberem da notícia dos desligamentos (Foto: Reprodução/Guarujá Mil Grau)

A Santos Brasil, operadora logística que administra o Terminal de Contêineres do Porto de Santos (Tecon Santos) demitiu todos os seus 120 motoristas na última segunda-feira (4). Agora, a empresa pretende terceirizar o serviço. O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho (MPT) pelo sindicato que representa a categoria.

De acordo com a Santos Brasil, o processo de terceirização da atividade faz parte de uma estratégia da empresa. O terminal destaca, ainda, que o corte nada tem a ver com a falta de demanda citada como justificativa para a dilação do prazo para a realização de investimentos no Porto de Santos.

Conforme publicado por A Tribuna, a empresa adiou de 31 de dezembro de 2020 para 31 de dezembrode2031 a conclusão de seu cronograma de investimentos previstos no cais santista. Segundo a operadora do Tecon, a estimativa é investir, até o próximo ano, ao menos R$ 360 milhões – R$ 313 milhões já foram executados.

Os motoristas que atuavam na Santos Brasil foram surpreendidos pela notícia da demissão em massa na manhã do primeiro dia útil do ano. Logo às 8 horas, eles foram informados sobre a extinção do cargo.

“A Santos Brasil deu um golpe nos trabalhadores e em si própria”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Santos e Região, Valdir de Souza Pestana. “Ao terceirizar a mão de obra, reconhece sua incapacidade de gerir transporte”.

Além do terminal localizado em Vicente de Carvalho, em Guarujá, a Santos Brasil tem uma unidade no bairro Alemoa, em Santos. Os motoristas demitidos atuavam entre as unidades, assim como em instalações portuárias e os depots, que são especializados em contêineres vazios.

Os profissionais desligados do Tecon também faziam a coleta e a entrega de carga para os clientes. Agora, todos esses procedimentos serão realizados por empresas terceirizadas.

Em nota, a Santos Brasil informou que “todos os profissionais desligados receberam um pacote de saída diferenciado. Além disso, a companhia contratou uma empresa de recolocação profissional que mapeou vagas no mercado para apoiar esses profissionais a serem recolocados o mais rapidamente possível”.

A Tribuna apurou que parte dos trabalhadores resolveu aderir ao processo de recolocação. E alguns estão em processo de indicação.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 06/01/2021

PORTO 360° ENTREVISTA ROGÉRIO SANTOS
Publicado em 01/06/2021 as 09:05 PM

O programa Porto 360° que vai ao ar hoje, às 19h45, nas redes sociais do Grupo Tribuna, terá como entrevistado o novo prefeito de Santos, Rogério Santos. O chefe do Executivo municipal vai tratar de seus planos para o setor. A apresentação é de Maxwell Rodrigues.

O Porto 360° é transmitido na página do Grupo Tribuna no Facebook (facebook/grupo.tribuna) e no canal do jornal A Tribuna no Youtube.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 06/01/2021

FGV: CONFIANÇA EMPRESARIAL TEM PESSIMISMO MODERADO PARA O 1º SEMESTRE
Publicado em 01/04/2021 as 05:52 PM

Índice de Confiança Empresarial recua 0,4 ponto e fecha o ano em 95,2.

Após uma sequência de altas a partir de julho de 2020, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuou 0,4 ponto em dezembro, fechando o ano em 95,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 0,7 ponto no mês. Os dados foram divulgados hoje (4), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

Segundo o superintendente de Estatísticas do FGV Ibre, Aloisio Campelo Jr., a evolução discreta do indicador em dezembro demonstra que o empresariado brasileiro está em compasso de espera, diante da “ainda grande incerteza” sobre os rumos da economia para os próximos meses.

“A queda do Índice da Situação Atual sinaliza desaceleração do nível de atividade corrente, enquanto a manutenção do Índice de Expectativas abaixo dos 95 pontos reflete um pessimismo moderado em relação ao primeiro semestre de 2021”, explicou.

Ele destaca que esses dois componentes do índice foram influenciados pelo recrudescimento da pandemia de covid-19 no país e pelo fim do auxílio emergencial.

“Entre os fatores que pesam na balança para os dois lados estão a ameaça de uma perigosa nova onda de covid-19 no Brasil contrapondo ao início de campanhas de vacinação em outros países e a perspectiva de uso de parte da poupança acumulada em 2020 como compensação parcial para o fim do período de concessão de auxílio emergencial. Será um primeiro semestre ainda muito difícil”, disse Campelo.

Componentes do índice

De acordo com o Ibre FGV, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) consolida quatro índices de confiança setoriais cobertos pelas Sondagens Empresariais do instituto: ndústria, Serviços, Comércio e Construção.

Em dezembro, o Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 0,2 ponto, indo para 97,8 pontos, após sete meses consecutivos de alta. O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 0,3 ponto, ficando em 94,3 pontos.

O indicador que mede o otimismo em relação à evolução da demanda nos próximos três meses avançou 0,9 pontos em dezembro e o da Tendência dos Negócios nos seis meses seguintes subiu 0,7 pontos. Já o indicador de Emprego Previsto em três meses subiu pelo segundo mês seguido, para 1,7 ponto, sendo o único componente de expectativas empresariais a recuperar as perdas dos meses de março e abril de 2020.

Em dezembro, a confiança da indústria subiu 1,8 ponto, a do setor de serviços aumentou 0,8 ponto e a confiança na construção ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,1 ponto. Já o Índice de Confiança do Comércio teve a terceira queda consecutiva, de 1,8 ponto em dezembro.

Na difusão da confiança, o indicador aumentou em 55% dos 49 segmentos integrantes do ICE, depois de ficar em 43% no mês anterior, com evolução favorável em todos os setores.
Fonte: Portal Portos e Navios - RJ
Data: 04/01/2021

PORTO DO AÇU DIVERSIFICA SUAS OPERAÇÕES COM O AGRONEGÓCIO
Publicado em 01/04/2021 as 05:52 PM

Projeto idealizado por Eike, voltado a minério e petróleo, quer ser alternativa para grãos de Minas e do Centro-Oeste
Por Nicola Pamplona
RIO DE JANEIRO - Com o crescimento de curto prazo focado em projetos relacionados ao gás natural, o porto do Açu, no norte fluminense, mira o agronegócio para diversificar suas operações no futuro. A empresa iniciou em 2020 os primeiros desembarques de fertilizante importado e se apresenta como alternativa para o escoamento de grãos de Minas Gerais e do Centro-Oeste.

A consolidação de operações no agronegócio, porém, depende de uma ligação ferroviária, que hoje ainda não existe. Por enquanto, as operações são feitas por via rodoviária, o que limita o mercado à produção de grãos não transgênicos, que já usa esse modal, mas tem volumes menores.

O porto do Açu é um dos projetos idealizados pelo empresário Eike Batista, hoje condenado por pagamento de propina e manipulação do mercado financeiro.

O projeto polêmico foi planejado para se tornar uma grande área industrial, ancorada pela movimentação de minério de ferro, mas, após a derrocada do grupo de Batista, concentrou sua expansão na prestação de serviços para o setor de petróleo.

Hoje, além do terminal de minério, o porto tem como principais operações o apoio a plataformas marítimas de petróleo e um terminal de transferência de óleo para grandes embarcações de exportação da commodity, negócio que deve ter o capital aberto em Bolsa de Valores.



Tem ainda um terminal de cargas gerais e começa a atuar na cabotagem, para receber equipamentos petrolíferos importados pelo porto do Rio de Janeiro.

Estivadores despacham carregamento de açúcar em navio atracado no porto de Santos; - Paulo Whitaker - 24.nov.10 /Reuters


Em 2019, a GNA (Gás Natural Açu) iniciou as obras de uma usina termelétrica e de um terminal de recebimento de gás importado no porto, que devem começar a operar comercialmente no fim do primeiro semestre de 2021.

Uma segunda térmica já foi autorizada, mas o início das obras depende da evolução da pandemia, disse em dezembro Carlos Thadeu Fraga, que preside a Prumo, proprietária do porto.

A estratégia da empresa é tornar o Açu um polo de movimentação de gás natural, conectado à malha de transporte do combustível e a campos produtores em alto-mar.

O projeto contempla a construção de uma estação de tratamento de gás e a atração de indústrias usuárias do combustível, sob a promessa de um insumo mais barato, já que não teria o custo do transporte até as fábricas.

Segundo Fraga, o setor de fertilizantes produzidos com base em gás natural é um dos alvos. Em 2020, a empresa começou a operar a movimentação dos produtos, com o desembarque de duas cargas importadas, voltadas principalmente para a indústria do café no Espírito Santo.

Para 2021, espera crescer nesse segmento, ainda com foco em importações, ampliando o mercado consumidor.

No sentido oposto, quer atrair produtores agrícolas para que os caminhões de fertilizantes retornem carregados de grãos. A companhia investirá para quadruplicar sua capacidade de armazenagem de produtos agrícolas, que deve somar uma área de 25 mil metros quadrados.

O diretor de Logística do porto, João Braz, afirmou que o foco é a produção hoje exportada pelo porto de Imbituba, em Santa Catarina, que já é transportada por caminhão e é embarcada em navios menores do que a soja geneticamente modificada.

A ligação ferroviária, que ajudaria a expandir as operações, porém, ainda é um sonho distante, que depende do governo federal.

Neste momento, a Prumo aposta no processo de renovação da concessão da EFVM (Estrada de Ferro Vitória-Minas), da Vale, que prevê a construção de um ramal entre Vitória e Ubu, no sul do Espírito Santo, a 160 quilômetros do Açu. A expectativa da empresa é que o ramal fique pronto em 2027 ou 2028.

Atualmente sob controle da EIG, a Prumo tem participação em seis empresas que operam no porto. Em 2020, protocolou na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedido de oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) de uma delas, a Açu Petróleo, subsidiária em parceria com a Oiltanking que opera o terminal de transferência de petróleo e será dona da tancagem.

No prospecto, vende o negócio com o único e maior terminal privado de petróleo do país, com pouca concorrência na disputa do crescimento da produção nacional.

A operação nesse segmento receberá ainda investimentos em um terminal de tancagem com capacidade para 11,4 milhões de barris de petróleo.

Ainda no setor de óleo e gás, o porto tem um projeto de refinaria e inaugurará um aeródromo para prestar serviços de transporte de petroleiros para plataformas em alto-mar. Receberá também um centro de combate integrado a emergências ambientais na bacia de Campos.
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 04/01/2021

FRETE MARÍTIMO BRASIL-CHINA QUADRIPLICA E INVIABILIZA NEGÓCIOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:51 PM

O frete de contêineres no trecho Brasil-China, que girava em torno de US$ 2.500 (R$ 12,9 mil) antes da pandemia, quadruplicou e superou US$ 10 mil (R$ 51,9 mil) em dezembro no Norte do país, segundo dados da empresa de transporte ES Logistics. No porto de Santos (SP), o valor gira em torno de US$ 7.300 (R$ 37,8 mil), com perspectiva de ultrapassar cinco dígitos em janeiro. A viagem encarecida já afeta exportação e importação e inviabiliza negócios no Brasil.

Esfriou “Tem exportador de ar-condicionado em Manaus (AM) que suspendeu todos os pedidos de janeiro. No Sul, importadores de cobertor pagam pelo produto importado US$ 19 mil. Não faz sentido gastar metade do preço desse bem em frete. Também suspenderam”, diz Fabiano Ardigó, diretor da ES Logistics.

Aqueceu Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio Brasil-China, afirma que o cenário é reflexo do retorno do comércio exterior do país asiático. “Os mercados voltaram a comprar e vender para a China, mas agora faltam contêineres. É recente, mas já há quem não consiga exportar, e isso pesa no bolso.”

freio O presidente da Abidip (associação dos importadores de pneus), Ricardo da Costa, diz que as importadoras transferem o preço para as montadoras. “O jogo de pneus de um carro popular, que custava R$ 1.000, subiu 30%. Em janeiro, vai a R$ 2.000”, afirma.

Pé frio O setor têxtil também já sente os efeito. Segundo Edmundo Lima, presidente da Abvtex (associação do varejo têxtil), o frete deverá encarecer as roupas de inverno do ano que vem. Já fabricantes de eletrônicos relatam aumento de 90% a 200% no valor do frete, segundo a Eletros, que representa o setor.

No escuro Embora a falta de contêiner seja crítica no trecho Brasil-China, há entrave em outros países. “Tive que trazer produto da Alemanha por avião para entregar no prazo. Também fiquei com produto preso por um mês no Canadá”, diz Daniel Pansarella, sócio da Fusion Trade, companhia de importação de equipamentos para geração de energia solar.
Sobe A Camex (Câmara de Comércio Exterior) manteve o direito antidumping na compra de resina de polipropileno vinda da Índia, com sobretaxa de 6,4% a 9,9%. O composto é usado em embalagens, potes e seringas plásticas.



Desce A sobretaxa aplicada a uma empresa sul-africana foi reduzida de 16% para 4,6%, e o antidumping sobre a Coreia do Sul foi encerrado.
Fonte: Folha On-line – Coluna Painel S.A
Fonte: Folha de São Paulo - SP
Data : 04/01/2021

INSEGURANÇA JURÍDICA AINDA ASSUSTA ‘DONOS DO DINHEIRO’
Publicado em 01/04/2021 as 05:51 PM

Decisões judiciais e mudança de regras geram preocupação
Por Daniel Rittner — De Brasília


Venilton Tadini: “Vivemos em um trem fantasma; a cada esquina é um susto” — Foto: Leonardo Rodrigues/Valor

A insegurança jurídica entrou no radar dos investidores – principalmente estrangeiros – como ponto de atenção para iniciar ou ampliar negócios no Brasil. O país acumula 5,9 milhões de normas editadas nas três esferas de governo (União, Estados e municípios) desde a Constituição de 1988. No ranking do Fórum Econômico Mundial, ocupa somente o 120º lugar em eficiência do aparato legal para a resolução de disputas.

Para uma economia que deveria aplicar R$ 285 bilhões ao ano em infraestrutura para reduzir gargalos no desenvolvimento e hoje investe menos de metade disso, combater fatores de incerteza nos marcos regulatórios e na evolução dos contratos é fundamental, mas nem sempre o que realmente se verifica na prática.

“Vivemos diariamente em um trem-fantasma. A cada esquina é um susto, em que decisões absolutamente monocráticas são tomadas ao arrepio da boa norma e dos procedimentos jurídicos”, diz o presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Venilton Tadini.

Para ele, a insegurança jurídica no setor pode manifestar-se de duas formas: por marcos regulatórios inadequados ou quando a Justiça atua de modo contraditório. Na visão do executivo, havia um “alinhamento crescente e gradual” entre os principais atores do jogo – governos, agências reguladoras, tribunais superiores e órgãos de controle – para resolver pendências e dar mais previsibilidade aos investidores. “Com a pandemia, no entanto, houve um acúmulo de problemas que se somam às pendências anteriores e criam um novo tensionamento.”

Em pesquisa recente com 142 gestores de investimentos e especialistas em estruturação de projetos de infraestrutura, a Abdib e a Ernst Young constataram especial preocupação com o desequilíbrio econômico-financeiro de concessões por perdas decorrentes da pandemia de covid-19. Para 48,6% dos entrevistados, a questão será resolvida em “poucos contratos” em que o pedido de reequilíbrio foi solicitado. “Se uma pandemia não é caso fortuito ou motivo de força maior, não tenho ideia do que mais poderia ser”, diz Tadini.

Um dos casos mais polêmicos está no setor elétrico. As distribuidoras alegam perdas em torno de R$ 6 bilhões por causa da pandemia. Em uma proposta inicial, levada para consulta pública, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou um rígido teste de admissibilidade para os pleitos de reequilíbrio apresentados pelas empresas. Para elas, esse “corredor polonês” acabará por restringir ou impedir a recomposição integral do prejuízo.

Tido como um dos maiores especialistas em infraestrutura do país e presidente da consultoria Inter.B, o economista Claudio Frischtak avalia que a insegurança jurídica e a imprevisibilidade regulatória funcionam como uma “doença invisível”, que aumenta os custos de transação no setor. “Sem isso, teríamos mais investimentos e competição. No fim das contas, o investidor cobra um prêmio de risco para colocar dinheiro no nosso país. Quando se paga esse prêmio, um número menor de projetos se torna viável e atrai interessados.”

Frischtak afirma que, apesar dos avanços propiciados pela nova Lei Geral das Agências (13.848 de 2019), há uma percepção dos investidores de fragilidade institucional em órgãos reguladores estaduais e politização dos federais. A indicação de militares próximos ao presidente Jair Bolsonaro para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de um secretário parlamentar do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) reforça essa percepção recente.

Outra fonte de desconforto, segundo o consultor, são mudanças súbitas de regras por interpretação do Judiciário. Ele diz que isso impacta não apenas o setor diretamente afetado por uma decisão judicial, mas eleva o sentimento de risco de forma mais geral, principalmente entre estrangeiros. “O que fazer? Duas coisas são fundamentais: despolitizar as agências para valer e sensibilizar o Poder Judiciário para a análise econômica do direito, começando pelos tribunais superiores, principalmente STF e STJ”, opina.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/01/2021

CENÁRIO POSITIVO PARA EXPORTAÇÕES FAVORECE CONTA CORRENTE EM 2021
Publicado em 01/04/2021 as 05:51 PM

Câmbio desvalorizado, commodities e recuperação global impulsionam vendas externas
Por Anaïs Fernandes — De São Paulo


Priscila Deliberalli: câmbio pode justificar superávit na conta corrente em 2021 — Foto: Divulgação

A recessão profunda e a forte desvalorização do real geradas pela pandemia devem ter levado a conta corrente brasileira a um déficit bastante baixo em 2020 e, para este ano, o avanço das exportações pode tornar o cenário ainda mais benigno, avaliam algumas instituições. Embora não seja consenso, há quem veja até chance de superávit nas transações correntes, que mostram o resultado das trocas comerciais, de serviços e de rendas entre residentes e não residentes no país. Desse modo, é um cenário de contas externas extremamente tranquilo.

É o caso do banco Safra, que projeta um saldo positivo de US$ 5,2 bilhões em 2021, equivalente a 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB). O número está distante dos superávits de dois dígitos observados entre 2004 e 2006, mas também ficaria bem acima da última vez em que o país apresentou resultado positivo (US$ 408 milhões em 2007).

A projeção de superávit do Safra está bastante atrelada ao câmbio, explica a economista do banco Priscila Deliberalli. “Estamos com uma visão um pouco mais conservadora para o ano, esperando uma taxa de câmbio próxima de R$ 5, por causa do cenário fiscal e da dificuldade que temos observado de essa questão ser enfrentada.”

Priscila reconhece que existe espaço para um câmbio mais apreciado, o que, segundo ela, poderia levar a conta corrente para próximo da estabilidade neste ano. A estimativa é que 2020 tenha encerrado com déficit ao redor de US$ 10 bilhões (0,7% do PIB). “Após a eleição de [Joe] Biden [nos Estados Unidos] houve um ajuste importante, mas o real ainda está muito atrás de outros emergentes”, afirma a economista. O consenso de mercado aponta um déficit de US$ 4,5 bilhões em 2020.

No BTG Pactual, a projeção de um dólar a R$ 5,10 ao fim de 2021 indicava superávit de US$ 5 bilhões na conta corrente, mas, com a revisão para R$ 4,90, a previsão agora é de transações zeradas. Seja entre quem trabalha com a conta corrente no azul, seja para quem tem uma projeção zerada, a aposta é que haverá ganho expressivo na balança comercial de 2021, a partir das exportações. “Diferentemente do que ocorreu em 2020, em que a melhora no saldo comercial foi fruto da queda forte nas importações, em 2021 vai ser por causa do aumento das exportações”, diz Iana Ferrão, economista do BTG.

O déficit em conta corrente diminuiu de quase US$ 51 bilhões em 2019 (2,8% do PIB) para US$ 15 bilhões em 2020, estima Iana, mas US$ 10,2 bilhões seriam apenas efeito contábil da importação de plataformas de petróleo. No cenário do BTG, a balança comercial foi superavitária em US$ 43,2 bilhões no ano passado, indo a US$ 63 bilhões em 2021.

O avanço das vendas ao exterior tem três fundamentos. O primeiro é a recuperação da atividade global, após a forte contração em 2020. O segundo é o aumento nos preços das commodities no mercado internacional, especialmente de algumas importantes para a pauta brasileira, como o minério de ferro. O terceiro fator é, como mencionado, o câmbio, que deve continuar relativamente depreciado. “Embora a gente espere uma apreciação neste ano, ele ainda vai continuar pressionado”, diz Iana, destacando também o efeito defasado do câmbio nas exportações. “Os nossos modelos sugerem que o efeito máximo ocorre depois de seis a oito trimestres, então a depreciação que vimos ao longo de 2020 ainda vai bater em 2021.”

As importações brasileiras também devem se recuperar em 2021, após o tombo do ano passado, mas o movimento será limitado, dizem as economistas. “As importações tiveram forte queda logo no início da pandemia, no primeiro semestre de 2020, e, ao longo do segundo, foram se recuperando. Na margem, alcançaram o nível de 2019 para igual período de novembro e dezembro. Mas não esperamos um crescimento muito expressivo daqui para frente, porque a atividade deve continuar fraca”, afirma Iana.

A combinação de retomada gradual e câmbio ainda depreciado também pode segurar o aumento das despesas com serviços e rendas. “Devemos observar alguma recuperação na parte de serviços, modesta ainda, e nas rendas, com uma remessa um pouco maior de lucros e dividendos, mas a recuperação da balança comercial mais do que compensaria”, diz Priscila, do Safra.

Certa demora para a vacinação de massa em escala global, além de mudanças de hábito mais duradouras, como a realização de reuniões de negócios por videoconferência, também deve seguir contendo gastos com viagens e transportes, duas subcontas relevantes da balança de serviços, destaca Iana. “Outro fator importante é que a redução das taxas de juros externa e doméstica deve contribuir para menores despesas com pagamento de juros, importante subconta da renda primária”, acrescenta.

A leitura de uma conta corrente mais positiva não é hegemônica. O sistema de expectativas de mercado do Banco Central aponta uma mediana de déficit de US$ 15 bilhões em 2021. Em seu Relatório de Inflação de dezembro, o BC disse esperar rombo de US$ 19 bilhões. A 4E prevê déficit de US$ 55,5 bilhões (3,3% do PIB). “Ainda que a gente não veja uma resolução completa da pandemia, as coisas tendem a melhorar, e o principal efeito seria uma recuperação muito forte das importações”, diz Bruno Lavieri, sócio da consultoria. “Só na balança comercial, vemos retração de pelo menos US$ 15 bilhões entre o saldo de 2020 e o esperado para 2021.”

Para Livio Ribeiro, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), é difícil projetar um superávit tão alto da balança comercial, porque a elasticidade-câmbio das exportações brasileiras – ou seja, como as vendas internacionais respondem a uma mudança no patamar de câmbio – diminuiu nos últimos tempos. Ele projeta déficit na conta corrente da ordem de US$ 18 bilhões em 2021. “Não é um cenário em que as coisas voltam para o lugar, mas no decorrer do ano, com o avanço da vacina, há potencial de normalização”, diz.

O ambiente de curto prazo, com o recrudescimento da covid-19 e a nova cepa identificada no Reino Unido, tende a “complicar um pouco as coisas no fechamento de 2020 e na largada de 2021”, pondera Ribeiro. “Mas, pelas informações que temos até o momento, não é algo que faça mudar o cenário projetado.”

Iana, do BTG, diz que uma segunda onda da pandemia, sobretudo na Europa, já está parcialmente incorporada ao cenário do banco. “Caso essa segunda onda dure mais ou as vacinas demorem mais para serem distribuídas, há risco de crescimento menor da economia global, o que coloca um risco para nossas exportações, até porque parte da recuperação é de produtos manufaturados, que têm a Europa como importante destino.”
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/01/2021

COMÉRCIO GLOBAL DEVE SE RECUPERAR, MAS HÁ RISCOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:50 PM

Início da vacinação em vários países está melhorando perspectiva para o comércio e a economia globais, mas recuperação será lenta e o mundo só voltará aos níveis pré-pandemia em 2022
Por Assis Moreira, Valor — De Genebra

O comércio internacional deve continuar a trajetória de recuperação em 2021, mas somente em 2022 as exportações e importações devem voltar ao nível de antes da pandemia, segundo diferentes organizações internacionais.

A vacinação contra a covid-19, já iniciada em vários países, ajuda a restaurar confiança de consumidores e executivos após a pior recessão global em décadas. No entanto, o ritmo da retomada do comércio global pode ser acidentado, com novos confinamentos devido a novas ondas da pandemia.

O sentimento entre analistas na cena comercial internacional coincide com a de Paul Krugman, prêmio Nobel de Economia, de que os próximos meses “serão o inferno em termos políticos, epidemiológicos e econômicos”’, mas em algum momento em 2021 as coisas começarão a melhorar nos EUA e, espera-se, no resto do mundo.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) prevê crescimento de 7,2% em volume no comércio global de mercadorias em 2021, após o colapso de 9,2% em 2020. Já o Banco Mundial prevê crescimento de 8,3%, ante queda estimada de 10,4% no ano passado.

Pelas projeções mais recentes do FMI, o comércio internacional de bens e serviços deve ter fechado 2020 com contração gigantesca de US$ 3,2 trilhões em relação ao ano anterior. Neste ano, mesmo se alcançar os US$ 23,8 trilhões previstos, ainda estará abaixo do nível de 2019 em US$ 700 bilhões.

Para a Agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad), no caso do comércio apenas de mercadorias, o colapso em valor pode sido de “apenas’’ 5,6% em 2020, bem mais suave que o colapso de 22% de 2009, na crise financeira global.

O grosso da contração tem sido no setor de serviços, com baixa estimada em 15,4% em 2020, em relação a 2019, segundo a Unctad. É o maior declínio no comércio global de serviços desde 1990.

Porém, a consultoria Capital Economics melhorou sua projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em razão do desenvolvimento das vacinas. A expectativa é que, com a imunização crescente, será possível reverter ao menos parcialmente a situação em serviços, com gradual retomada no turismo e em outros segmentos depois da metade do ano.

Em volume, o comércio global teve forte queda em 2020, especialmente no primeiro semestre. No terceiro trimestre, começou uma recuperação nas exportações de produtos como eletrônicos, têxteis e automotivos, mas ainda bem abaixo dos níveis de 2019.

Em outubro, o crescimento do comércio em volume foi menor do que em setembro. E os dados para novembro e dezembro, em meio a nova escalada da covid-19, apontam um impacto negativo sobre as trocas globais, segundo o Centro de Análise Econômica (CPB, na sigla em inglês), da Holanda.

“Mesmo se o comércio responder rapidamente à medida que a demanda se recupera, pode-se esperar até 2022 para o comércio global de mercadorias atingir os volumes de antes da pandemia’’, avalia Joanna Konings, do banco holandês ING, em nota a clientes.

Para ela, os custos da diversificação de fornecedores e da manutenção de estoques altos vão limitar grandes migrações de cadeias de fornecedores em 2021.

Para produtores de commodities, um alívio é a evolução dos preços, que em outubro já estavam acima dos níveis anteriores à pandemia: 5% acima do preço de dezembro de 2019 nos produtos agropecuários e 10% mais nos metais industriais. A cotação do petróleo, porém, estava 32% abaixo.

Para 2021, o Banco Mundial prevê alta de 5,7% nos preços de commodities não-energéticas. Já o FMI prevê aumento médio de 9% na cotação de produtos básicos: 4% nos alimentos, 3% nos metais básicos e 16% nos produtos energéticos.

Isso tem a ver também com a demanda, especialmente da China. A expectativa é que a economia chinesa, ao fim de 2021, seja quase 10% maior do que no fim de 2019.

A China segue dominando as exportações mundiais, apesar da guerra comercial deflagrada por Donald Trump. A pandemia prejudicou a logística global, sem, porém, reduzir a dependência de vários países por bens chineses. A fatia chinesa nas exportações totais na verdade aumentou, enquanto a dos EUA deve ter diminuindo, segundo avaliações preliminares.

As sobretaxas impostas pelos EUA a produtos chineses provavelmente serão mantidas no governo de Joe Biden. Apesar de se esperar uma atenuação no conflito entre as duas maiores economias do mundo, o Banco Mundial nota que tensões geopolíticas continuarão a pesar sobre o comércio global.

E dá como exemplo o risco de atrito na coalizão de países exportadores de petróleo, o que pode ameaçar a oferta da principal commodity internacional. Disputas comerciais envolvendo tecnologia também estão no radar. E a maioria das medidas que distorcem o comércio adotadas nos últimos dois anos continuam em vigor.

Conforme a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mesmo se a recuperação global se confirmar, a economia mundial ainda será 5% menor no fim de 2021 do que se projetava no ano passado antes da pandemia, ilustrando o crescimento perdido, menor padrão de vida das populações, persistente desemprego, mais desigualdades e menos comércio.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/01/2021

FERROVIAS E PORTOS RECEBEM CARNÊS MILIONÁRIOS DE IPTU
Publicado em 01/04/2021 as 05:50 PM

Associação estima conta em R$ 3,7 bilhões por ano, 10% mais do que o valor investido pelo setor ferroviário em 2019
Por Daniel Rittner — De Brasília

Vinte anos foi o tempo que levaram as discussões judiciais até uma decisão, em 2018, que ainda provoca calafrios nas concessionárias de infraestrutura. Na ocasião, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu colocar um fim à imunidade de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para empresas que ocupam áreas licitadas pela União.

Estavam em jogo dois casos específicos: o de um terminal da Petrobras no porto de Santos (SP) e o de uma revendedora de veículos no aeroporto de Jacarepaguá (RJ). A deliberação, porém gerou um efeito cascata. Desde então, surgiram dezenas de cobranças por prefeituras de todo o país.

O problema é que contratos de concessão ou de arrendamento firmados pelo governo federal não consideravam a incidência do tributo em sua equação. Com essa conta imprevista – às vezes feita de forma retroativa e consumindo uma parte significativa do faturamento das empresas -, o equilíbrio econômico-financeiro dos projetos ficou em evidência.

As ferrovias temem que seus carnês de IPTU venham especialmente salgados. Além de terminais e pátios de manobras, as concessionárias do setor têm milhares de quilômetros de trilhos cortando áreas urbanas e agora sujeitos à cobrança do imposto municipal por suas faixas de domínio (o espaço de utilidade pública, normalmente de 15 metros de largura, em cada lado da linha).

O impacto é estimado pela Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) em R$ 3,7 bilhões por ano – sem falar em retroatividade. É um valor que supera em 10%, por exemplo, tudo o que foi investido pelas operadoras de ferrovias em 2019.

“Havia um entendimento pacífico sobre o assunto, mas a discussão foi mudando. De um tempo para cá, algumas prefeituras começaram a nos cobrar. Hoje temos liminares judiciais nos protegendo temporariamente da cobrança, mas é insegurança jurídica na veia”, diz Fernando Paes, diretor-executivo da associação.

Em Santos, onde teve início o imbróglio, a prefeitura informou ao Valor que arrendatários de 65 áreas no porto devem pagar R$ 16,3 milhões de IPTU em 2021. Muitos operadores aderiram ao Refis local para acertar pendências do passado. “A decisão do STF foi amplamente acatada pela grande maioria dos arrendatários, que já regularizou seus débitos tributários com o município, o que pode ser feito mediante adesão às anistias tributárias.”

O presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Jesualdo Silva, confirma que muitas empresas decidiram não contestar mais a cobrança judicialmente por temor de eventuais represálias, como problemas na obtenção ou renovação de alvarás de funcionamento. “Tivemos associados entrando em Refis com mais de R$ 20 milhões para pagar”, observa.

Em agosto, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) reconheceu que a incidência de IPTU tem potencial de causar desequilíbrio contratual, mas disse que fará avaliação caso a caso – o que não tem data para ocorrer.

O maior aeroporto brasileiro também foi atingido. A prefeitura de Guarulhos tenta cobrar R$ 48,3 milhões ao ano de IPTU da GRU Airport e ofereceu até um parcelamento para a quitação de débitos relativos a exercícios anteriores, com juros e correção monetária. A administradora aeroportuária rejeita a cobrança, diz entender que a legislação lhe protege e não pagou nada.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/01/2021

MINÉRIO DE FERRO SURPREENDE E ENCERRA ANO COM ALTA DE 74%
Publicado em 01/04/2021 as 05:50 PM

Consumo chinês sustenta valorização das commodities metálicas; barril do Brent enerrou o ano com queda de 22%
Por Ana Paula Machado — De São Paulo



A China deu o tom na indústria de mineração em 2020, ano marcado pela pandemia do novo coronavírus, que assolou a economia mundial. Minério de ferro, cobre e outros metais apresentaram ganhos que não entraram, no auge da crise, na conta dos especialistas. Além da forte demanda chinesa, as incertezas na oferta por parte de produtores ajudaram a elevar, e a manter no topo, os preços dessas commodities.

Já no mercado de petróleo, o barril do Brent -principal referência - viu seu preço cair com o impacto da pandemia na economia global, após a adoção de medidas de isolamento social para conter a disseminação da covid-19. Depois de ir quase ao fundo do poço, o contrato do barril conseguiu boa recuperação, pouco acima de US$ 50, mas ainda abaixo dos US$ 65 de antes da crise. Ganhos em 2021 vão depender muito do avanço da vacina, em especial nos EUA, Europa e Ásia.

A vedete foi o minério de ferro, insumo da indústria do aço. O produto de referência no mercado chinês, com 62% de teor de ferro, encerrou 2020 a US$ 160,47 a tonelada. A commodity alcançou expressiva alta de 74% no ano, de acordo com dados da publicação especializada “Fastmarkets MB”.

“O que sustentou o preço do minério foi a demanda chinesa, que representa de 70% a 75% do consumo da commodity. Em 2020, as siderúrgicas devem atingir 1,05 bilhão de toneladas”, disse o analista do Itaú BBA, Daniel Sasson.

Para 2021, ele não prevê que o atual ritmo de produção chinesa vai se manter, com uso de 90% da capacidade das usinas. Com isso, a média de preço do minério ficará em torno de US$ 110, sendo mais alta no primeiro trimestre. Incertezas na oferta, acentuadas com novas estimativas da Vale, levaram o preço próximo de US$ 180 a tonelada.

A mineradora informou que prevê produzir entre 300 milhões e 305 milhões de toneladas neste ano, abaixo das 310 milhões a 330 milhões de toneladas previstas antes. Para 2021, reduziu em 60 milhões a previsão, para 315 milhões a 335 milhões de toneladas. Além disso, ciclones nos portos australianos podem afetar os embarques até o final de março.

“O consenso no mercado é cotação média em torno de US$ 110 a tonelada. Nem mesmo o mais otimista dos analistas estima que os preços são sustentáveis no nível de US$ 160. A China deverá ter produção semelhante à deste ano, mas outros países devem aumentar o volume de aço em 10% com a volta da economia global.”

A expectativa do mercado é de arrefecimento no volume de aço chinês, após o governo pedir ao setor que reduzisse as operações a partir de 2021 visando reduzir as emissões de CO2. Esse movimento derrubou os contratos futuros do minério mais negociados na bolsa de Dalian.

Na esteira do minério, o cobre também apresentou alta nos preços. A cotação média do ano foi de US$ 6,2 mil a tonelada, mas o metal tem sido negociado próximo de US$ 8 mil a tonelada, com perspectivas de subir mais.

“Em 2020, o preço do cobre foi pressionado pela oferta. Com a pandemia, Peru e Chile, os principais produtores mundiais tiveram queda na produção. Do lado da demanda, a China sustentou o crescimento mundial. O que deu um equilíbrio entre oferta e demanda”, disse Paulo Castellari, presidente do fundo de investimento Appian Brasil.

Segundo ele, a demanda média ficou em 24,6 milhões de toneladas, próximo à oferta. Para 2021, Castellari prevê aceleração dos preços com o descolamento da oferta frente à demanda mundial. A estimativa do mercado, diz, é uma cotação média em torno de US$ 6,6 mil a tonelada.

Castellari ressaltou que as expectativas é de crescimento do PIB mundial com o início da vacinação nos países. A estimativa do Banco Mundial, segundo ele, é de uma alta de 5%; na China, crescimento de 8%. “A produção mundial deverá somar 25,5 milhões de toneladas e o consumo, 25,8 milhões. E não se espera aumento na oferta; não há muitos projetos para entrar em operação nos próximos anos”.

O Appian tem um projeto de cobre em Craíbas, em Alagoas. A Mineração Vale Verde (MVV) deve entrar em operação no segundo semestre de 2021 e a expectativa é que sejam produzidas 8 mil toneladas. “É uma produção pequena, mas é um produto com alto teor. Nossa capacidade plena é de 20 mil toneladas ao ano”, disse.

Na mão inversa das commodities metálicas, o petróleo registrou queda de mais de 20%. O barril do Brent fechou o ano cotado a US$ 51,82, recuo de 22% ante o fim de 2019. A queda é explicada, segundo o analista de petróleo e energia da XP Investimentos, Gabriel Francisco, pela recessão mundial fruto da pandemia.

Em dezembro, o Brent apresentou recuperação na faixa de 7%. “Para 2021, a expectativa é de leve alta, devendo oscilar entre US$ 55 e US$ 60 em decorrência de melhora da economia global com o início da vacinação nos principais países consumidores”, disse o analista. “A velocidade da vacinação no mundo deve ditar o ritmo em 2021.”
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 04/01/2021

CAMPOS NETO É ELEITO MELHOR BANQUEIRO CENTRAL DE 2020 PELA BANKER
Publicado em 01/04/2021 as 05:50 PM

Presidente do BC do Brasil foi premiado na categoria Global e Américas; uma das justificativas dos julgadores foi a forma como ele lidou com a economia na crise do coronavírus
Por Maria Regina Silva, O Estado de S.Paulo

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, foi eleito o presidente de Banco Central do ano pela revista britânica The Banker, especializada em finanças. O prêmio Central Banker of the Year, em sua sétima edição, homenageia os funcionários que mais conseguiram estimular o crescimento e estabilizar sua economia.

Campos Neto foi premiado na categoria Global e Américas. A publicação cita que poucos países foram afetados pela pandemia do novo coronavírus da mesma forma que o Brasil.

Presidente do Banco Central, Campos Neto recebe prêmio global de revista britânica Foto: Gabriela Bilo/Estadão

"Parabéns ao melhor presidente de Banco Central do mundo! Roberto Campos Neto é craque, está revolucionando o sistema financeiro. Não apenas nossa reação de política monetária foi exemplar, a agenda PIX, contas digitais, e Open Banking é estrutural", escreveu em redes sociais nesta manhã Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia.

Conforme Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, o reconhecimento internacional ao "trabalho de excelência" de Campos Neto é a ratificação do excepcional trabalho de um dos melhores economistas do mundo que brilha na equipe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "2021 ano da retomada", acrescento ele, também em redes sociais.

Categoria Global e Américas
A revista, do Financial Times, cita que poucos países foram afetados pela pandemia do novo coronavírus da mesma forma que o Brasil. Em meados de dezembro, cita, o número de mortes relacionadas à covid-19 no País ainda era o segundo maior do mundo, depois dos Estados Unidos.

A The Banker pondera que enquanto no início de 2020 as expectativas eram que a maior economia da América Latina teria contração de 9%, as projeções foram sendo revisadas "drasticamente" e chegou ao final do ano projetada em metade disso. Menciona que a estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de recuo de 9,1% para 5,8% em 2020, enquanto alguns analistas acreditam que a contração será inferior a 4,5%.

Conforme a publicação, muito desse cenário "promissor" se deve ao trabalho do Banco Central do Brasil. Segundo a revista, a instituição monetária respondeu à crise tomando medidas sem precedentes e eficazes para garantir que a liquidez não secasse no sistema financeiro. Destaca ainda que o BC tomou outras medidas específicas para que as empresas, em particular as pequenas empresas, pudessem continuar a operar.

No geral, acrescenta a publicação, o programa de liquidez do BC brasileiro representou impressionantes 17,5% do PIB, e foi acoplado a outras medidas que liberaram capital das instituições financeiras que, segundo o banco, tinham potencial para aumentar o crédito pelo equivalente a até 20% do PIB.

Cita ainda que obteve autorização temporária do Congresso para comprar e vender ativos privados para aumentar ainda mais a liquidez do sistema financeiro, que acabou apoiando também o mercado de títulos em moeda local.

É a segunda vez que um presidente do Banco Central do País conquista o prêmio. Antes de Campos Neto, o agraciado foi Ilan Goldfajn, em 2018, por sua atuação no combate à inflação em 2017.

Perfil
Campos Neto é graduado em economia, com especialização em finanças pela Universidade da Califórnia, tem um perfil liberal e acredita em medidas que limitem o tamanho do Estado na Economia.

Executivo do mercado financeiro, atuou por 18 anos no Banco Santander. É neto de Roberto Campos, ministro do Planejamento do governo de Castelo Branco (1964-1967).

Além do Santander, Campos Neto atuou no Banco Bozano Simonsen. Em novembro de 2018 foi indicado pelo então presidente eleito Jair Bolsonaro para o lugar de Ilan Goldfajn na presidência do Banco Central.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 03/01/2021

EXEMPLO DE ADMINISTRAÇÃO
Publicado em 01/04/2021 as 05:49 PM

Em dois anos, Ministério da Infraestrutura firmou reputação de ‘oásis’ no atual governo
Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

O Ministério da Infraestrutura arrecadou R$ 87,5 milhões em outorgas com o leilão de quatro terminais portuários em Alagoas, Bahia e Paraná. “Fechamos o ano em grande estilo”, celebrou o ministro Tarcísio de Freitas. Mais do que isso, o leilão simboliza a boa trajetória de uma das poucas pastas que, em dois anos de governo, tiveram um balanço positivo e mesmo excepcional na comparação com o restante da máquina pública.

Só em 2019, foram 27 leilões de concessão: 13 terminais portuários, 1 trecho da Ferrovia Norte-Sul, 2 rodovias e 12 aeroportos. O saldo em 2020 só não foi melhor porque, em razão da pandemia, foi preciso prudentemente adiar as concessões de rodovias e sobretudo de aeroportos, um dos setores mais severamente afetados.

Transporte e logística são gargalos crônicos da produtividade e competitividade nacional, notadamente do agronegócio, cujo alto desempenho “da porteira para dentro” é desidratado pelas condições precárias de infraestrutura quanto maior seja a distância até o comprador.

No pós-guerra, o País fez altos investimentos em infraestrutura (em sentido amplo, incluindo eletricidade, saneamento e telecomunicações), chegando a uma média de 5,42% do PIB nos anos 70. Em anos recentes, a média está abaixo de 2%. Especialistas como Claudio Frischtak, da Inter B. Consultoria, estimam que nos próximos 20 anos seria preciso aumentar a média para algo entre 4% e 6%. Mas a má governança, insegurança jurídica e regulatória e legislação anacrônica são entraves a isso. Muito além da bem-sucedida agenda de concessões, cujos melhores frutos serão percebidos no médio prazo, o Ministério da Infraestrutura teve muito boa atuação nestas áreas.

Já ao ser indicado, o ministro Tarcísio de Freitas anunciou que adotaria um programa especificamente voltado para o combate à corrupção, fundamentalmente um setor marcado, até recentemente, pelo tráfico de influências e vantagens indevidas, bem como um protocolo para a seleção de servidores. Na sua posse, declarou que, além das concessões, seriam prioridades o equilíbrio da regulação; a modernização dos processos; e a diversificação da matriz de transportes, incluindo setores subutilizados, como ferrovias, cabotagem e hidrovias. Ao longo de dois anos, o Ministério firmou uma reputação de “oásis” ou “ilha de excelência” no governo.

Formado com as melhores notas na história do Instituto Militar de Engenharia, Freitas é servidor de carreira na Controladoria-Geral da União, atuou como consultor legislativo na Câmara dos Deputados e teve atuação marcada por rigor técnico e espírito público no Departamento Nacional de Infraestrutura (no governo Dilma Rousseff) e na Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (no governo Temer).

Em contraste com a maioria dos ministros de pastas estratégicas do governo Bolsonaro, a gestão de Freitas se destaca pela ausência de ruídos ideológicos e pelo pragmatismo. Enquanto o “superministro” da Economia, Paulo Guedes, por exemplo, alardeia planos bombásticos, mas jamais concretizados de desestatização, Freitas cumpriu o que prometeu, usando mesmo estatais outrora condenadas, como a EPL e a Valec, como ferramentas de planejamento e incubadoras de projetos. Enquanto o ministro do Meio Ambiente deixa em seu rastro um campo minado para os investidores, Freitas fechou uma parceria histórica com a Climate Bonds Initiative para a emissão de “selos verdes” no setor de infraestrutura.

Na pandemia, o ministro atuou rápido para aliviar as pressões sobre um dos setores mais devastados, a aviação, e costurou com o Congresso o aporte de recursos para obras via emendas parlamentares, garantindo a geração de empregos sem ameaça aos pilares fiscais. Também negociando com o Congresso, conseguiu aprovar duas minirreformas – da desburocratização dos portos públicos e do Novo Marco das Ferrovias – e o projeto BR do Mar, na Câmara, que impulsionará a navegação de cabotagem.

Por tudo isso, o Ministério da Infraestrutura é hoje um exemplo para a administração pública brasileira. Pena que seja uma gritante exceção no seu próprio governo.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 03/01/2021

BALANÇA COMERCIAL FECHA 2020 COM SUPERÁVIT DE US$ 51 BILHÕES
Publicado em 01/04/2021 as 05:49 PM

Importações registraram queda de 9,7%, ocasionada pela demanda interna menor devido à covid; já as exportações recuaram 6,1%, desempenho que não foi pior graças ao setor agropecuário, cujas vendas subiram 6%
Por Lorenna Rodrigues, O Estado de S.Paulo

A venda de produtos agropecuários para o exterior evitou um tombo maior nas exportações brasileiras e fez com que o Brasil terminasse o ano de 2020 com um saldo comercial de US$ 51 bilhões. O valor representa uma alta de 6,2% em relação ao resultado da balança comercial de 2019.

No ano passado, a pandemia do coronavírus afetou mais as importações do que as exportações. De um lado, as compras de produtos do exterior caíram 9,7%, com a demanda interna reduzida e a economia em queda. Do outro, as exportações caíram 6,1%, principalmente por causa da retração nas compras por países como Estados Unidos, Argentina e da União Europeia, também reflexo do surto de covid-19 no mundo todo.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, as exportações somaram US$ 209,9bilhões no ano passado e, as importações, US$ 158,9 bilhões. No geral, a pandemia levou a um recuo de 7,7% na corrente de comércio do Brasil com os demais países, incluindo vendas e compras do exterior.


No somatório de 2020, as exportações atingiram US$ 209,921 bilhões e as importações, US$ 158,926 bilhões Foto: Werther Santana/ Estadão

Nas importações, houve recuo de 3,9% nas compras de produtos agropecuários, de 7,7% em produtos da indústria de transformação e 41,2% na indústria extrativa, este último impactado pela queda do preço de petróleo. Nas exportações, o desempenho não foi pior graças ao setor agropecuário, cujas vendas subiram 6% em 2020. Houve queda de 2,7% nas vendas da indústria extrativa e de 11,3% em produtos da indústria de transformação

Para este ano, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia espera uma alta de 3,9% no saldo da balança comercial em 2021, com aumento de exportações e importações. A expectativa é de que o saldo comercial encerre o ano no azul em US$ 53 bilhões, e que  as exportações cresçam 5,3% em 2021 e as importações, 5,8%.

O secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz, disse que a recuperação deve se dar em todos os setores, mas destacou a alta esperada na venda de produtos industrializados. “Entendemos que com o passar da pandemia o Brasil deve voltar a recuperar mercado em destinos de produtos manufaturados, como EUA e União Europeia”, afirmou.

Em 2020, os produtos agropecuários representaram 21,6% do total exportado pelo Brasil, ante 19,1% no ano anterior. Os produtos industrializados responderam pela maior fatia, 54,7%,  mas perderam participação em relação ao ano anterior, quando foi de 58%.

Ele destacou que, em 2020, a “resiliência” das exportações brasileiras  se deu por conta da recuperação da Ásia, principalmente da China, mercados consumidores dos produtos agropecuários brasileiros.

Apesar dos atritos do governo Jair Bolsonaro com a China ao longo do ano, o país asiático continuou sendo o principal parceiro comercial brasileiro em 2020 e ganhou ainda mais participação: do total vendido para o exterior, 33,4% foi para a China, ante 29,2% em 2019. A fatia dos Estados Unidos, o segundo maior parceiro do Brasil, foi reduzida: passou de 13,2% em 2019 para 10,8% no ano passado.

Para o economista da 4E Consultoria Bruno Lavieri, a tendência é de superávits em 2021 inferiores aos do ano passado, quando os fluxos de importação foram afetados em cheio por fechamento da economia e valorização pesada do dólar.

Dezembro
Em dezembro, a balança comercial brasileira registrou déficit comercial de US$ 42 milhões.  As importações registraram aumento de 39,9%, influenciadas pela nacionalização de cinco plataformas de petróleo no valor de US$ 4,7 bilhões. “Sem plataformas, haveria superávit comercial no mês de dezembro, como é sazonalmente”, afirmou o subsecretário de Inteligência e Estatística de Comércio Exterior, Herlon Brandão. / COLABOROU EDUARDO LAGUNA
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 04/01/2021

OPEP FALA EM AUMENTAR PRODUÇÃO DE PETRÓLEO EM 2021
Publicado em 01/04/2021 as 05:49 PM



Hoje, representantes dos países produtores se reúnem para decidir as políticas de produção para o mês de fevereiro (Crédito: Pixabay)

Diante de uma perspectiva de melhora nas economias globais em 2021, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, liderados pela Rússia, pretendem aumentar gradualmente a produção de petróleo nos próximos meses, com o retorno de 2 milhões de barris por dia (b/d).

A informação foi dada neste domingo, 3, pelo secretário-geral da Opep, Mohammad Sanusi Barkindo, durante reunião de comitê técnico. Hoje, representantes dos países produtores se reúnem para decidir as políticas de produção para o mês de fevereiro.

Por meio de videoconferência, Barkindo afirmou que os países participantes da chamada Opep+ estão prontos para ajustar esses níveis em função das condições e desenvolvimento do mercado. “Estamos testemunhando os estágios iniciais da vacinação da covid-19, e o progresso até agora injetou otimismo na economia. Esses desenvolvimentos promissores, em paralelo com a liderança de mercado da declaração de cooperação durante a crise, contribuíram para uma perspectiva mais saudável do mercado de petróleo para 2021”, afirmou ele.

Os países cortaram sua produção ao longo de 2020 como reflexo da menor demanda por combustíveis. Agora, Barkindo disse que os analistas da Opep+ preveem que a demanda por petróleo bruto deverá chegar a 95,9 milhões de barris/dia este ano, o que representará uma elevação de 5,9 milhões de barris. Já a estimativa de crescimento econômico mundial para o ano é de 4,4%.

O secretário-geral da Opep também destacou que continua vendo um ímpeto ascendente por petróleo na Ásia, que continua em curso para um crescimento positivo, com uma previsão de recuperação ampla da China de 6,9%.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 04/01/2021

COOPERAÇÃO TÉCNICA ENTRE DOCAS E UNIVERSIDADES BENEFICIA ATIVIDADES NO PORTO DE NITERÓI
Publicado em 01/04/2021 as 05:48 PM

Projeto permitirá acesso detalhado e imediato a dados meteorológicos e hidrológicos para navegação na Baía de Guanabara
Por Leonardo Sodré


Coleta de dados. Técnico do Sistema de Monitoramento reposiciona boia meteoceanográfica na Baía de Guanabara - Foto: Hermes de Paula

NITERÓI — A partir deste ano, as informações relacionadas às condições meteorológicas e de navegação chegarão com maior precisão e detalhamento ao Porto de Niterói. A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) fechou um acordo de cooperação técnica com as universidades federais do Rio Grande (Furg), do Sul do país, e do Rio de Janeiro (UFRJ) para o compartilhamento de equipamentos e dados meteoceanográficas. O projeto também vai promover o intercâmbio do monitoramento entre os portos do Rio e de Niterói.

A troca de dados ocorrerá entre o Sistema de Monitoramento da Costa Brasileira (SiMCosta), coordenado pela Furg, com auxílio no Rio de uma equipe da UFRJ, e o subsistema de monitoramento ambiental da CDRJ. A companhia está desenvolvendo um sistema de gerenciamento e informação do tráfego de embarcações nos portos de Niterói e do Rio que prevê, ainda este ano, a instalação de uma boia meteoceanográfica nas proximidades da Ilha do Pai, no litoral da Região Oceânica.

Por meio desse acordo, a Autoridade Portuária terá acesso, de forma imediata e confiável, a dados meteorológicos e hidrológicos na Baía da Guanabara devidamente atualizados a cada 30 minutos. A curto prazo, a Companhia Docas também compartilhará com o SiMCosta as informações geradas na Ilha do Pai.

Baía de Guanabara
Segundo o gestor do projeto nos portos de Niterói e do Rio, Marcelo Villas-Bôas, o acordo foi vantajoso do ponto de vista econômico tanto para a companhia quanto para as universidades.

— O projeto tem por finalidade aprimorar a consciência situacional marítima, a segurança da navegação e a gestão do tráfego aquaviário, atendendo aos respectivos objetivos institucionais e às atribuições legais — explica o gestor.

O SiMCosta é uma rede integrada de plataformas flutuantes ou fixas, dotadas de instrumentos e sensores, com funcionamento autônomo e capacidade de coletar, regularmente, variáveis oceanográficas e meteorológicas, transmitindo-as para uma central de processamento da Furg. O sistema de monitoramento integra a coordenação geral, e as equipes locais realizam pesquisa em pontos do litoral.

As boias meteoceanográficas do sistema, localizadas no Rio, medem variáveis meteorológicas como radiação solar, velocidade e direção do vento, temperatura do ar, umidade relativa e pressão atmosférica. Em relação à hidrologia, consegue medir a condutividade e a temperatura da água, a velocidade e a direção das correntes, as ondas e a altura do nível do mar.

As informações produzidas pelas duas boias meteoceanográficas do SiMCosta fundeadas na Baía da Guanabara são empregadas como base de dados para o software de calado dinâmico ReDraft, da empresa Argonáutica Engenharia e Pesquisas, hoje utilizado pelas praticagens do Rio e de São Paulo, para realizar em tempo real o cálculo da folga sob a quilha dos navios. O processo de homologação desse software está sendo feito por um grupo de trabalho coordenado pela CDRJ, com representantes da Marinha, da Praticagem-RJ e das empresas que administram terminais arrendados no porto. O objetivo do grupo é estudar melhorias na acessibilidade aquaviária com o uso do software.

O prazo de vigência do acordo entre a Companhia Docas e as duas universidades federais é de 36 meses, com possibilidade de ser prorrogado por períodos iguais e sucessivos de modo a alcançar e manter metas.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 03/01/2021

COM QUEDA NAS IMPORTAÇÕES, BALANÇA COMERCIAL FECHA ANO COM SUPERÁVIT DE US$ 51 BI, ALTA DE 7%
Publicado em 01/04/2021 as 05:48 PM

Agropecuária foi o único setor a registrar crescimento nas exportações em 2020 e ajudou no resultado positivo da balança
Por Gabriel Shinohara

BRASÍLIA — O impacto da pandemia no comércio global causou um superávit na balança comercial brasileira de US$ 51 bilhões em 2020, resultado 7% maior do que no ano anterior, quando o saldo positivo foi de US$ 48 bilhões.

Os números divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Economia mostram que as importações fecharam 2020 em US$ 158,9 bilhões, um valor 9,7% menor do que 2019, quando foi de US$ 177,3 bilhões.

Já as exportações tiveram uma queda menor, de 6,1%, e registraram saída de US$ 209,9 bilhões no ano contra US$ 225,4 bilhões em 2019.

A queda maior nas importações fez com que a redução das exportações não causasse um déficit na balança. Com isso, o saldo fechou em US$ 51 bilhões positivos.

Em outro ponto, a corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações e mostra o nível de integração do país nas trocas globais, foi de US$ 368,9 bilhões. O resultado é 7,7% inferior aos US$ 402,7 bilhões registrados em 2019.

Desde o início da pandemia, as importações vêm registrando níveis historicamente baixos por conta da redução na atividade econômica global e nacional.

Já as exportações se mantiveram em níveis parecidos com anos anteriores por conta, entre outros fatores, da valorização do dólar, que torna os produtos brasileiros mais baratos no exterior.

Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior do ministério da Economia, avalia que o resultado do comércio brasileiro foi muito guiado pelo ritmo da recuperação das economias asiáticas, que têm mostrado uma retomada mais rápida. A China, por exemplo, registrou alta de 4,9% no PIB no terceiro trimestre.

— A forte resiliência das exportações brasileiras foi em muito influenciada pelo ritmo de recuperação da região asiática, sobretudo a China, disse.

Para 2021, o cenário desenhado pelo Ministério da Economia é de recuperação. A previsão é de alta de 5,3% nas exportações, atingindo US$ 221,1 bilhões e de 5,8% nas importações, que chegariam a US$ 168,1 bilhões.

Se a projeção for concretizada, o saldo subiria para US$ 53 bilhões, alta de 3,9% na comparação com 2020 e a corrente de comércio cresceria 5,5%, chegando a US$ 389,2 bilhões.

Na Austin Rating, agência classificadora de risco, a expectativa é que o saldo fique em US$ 56,1 bilhões em 2021. O economista-chefe da casa, Alex Agostini, explica que a projeção é que as exportações e as importações cresçam significativamente neste ano por conta da recuperação mais forte em parceiros do Brasil, como os Estados Unidos, a China e a Zona do Euro.

— A retomada econômica desses países deve estimular as exportações brasileiras, principalmente de commodities. Por isso que a gente está com número um pouco melhor e achamos também que o real vai seguir desvalorizado frente ao dólar.

Agronegócio
Outra razão importante foi o resultado do agronegócio, o único setor a registrar crescimento nas exportações em 2020. No cálculo da média diária, a alta foi de 6% em relação a 2019. No total, a exportação foi de US$ 45,3 bilhões em 2020 contra US$ 43 bi no ano anterior.

Entre os produtos que mais destacaram nas vendas para o exterior, o Ministério da Economia ressaltou o café não torrado, que teve crescimento de 9,6%, a soja, com alta de 10,5% e o algodão bruto, cujo as vendas cresceram 23,1%.

Para o próximo ano, a expectativa no mercado é de recorde no setor. Como mostrou O GLOBO, as projeções levam em conta prognósticos positivos para a colheita, que deve ser recorde, e a elevação do preço de commodities no mercado global.

Para Carla Argenta, economista-chefe da CM Capital, a atividade agropecuária pode auxiliar no resultado da balança comercial do país em 2021 porque deve apresentar índices ainda melhores. No entanto, a economista ressalta que é um setor que emprega pouca mão de obra e isso diminui seu efeito no crescimento doméstico.

— É uma característica dessa indústria que a produção agrária seja altamente mecanizada, então o potencial que esse setor tem de gerar empregos e ser um motor do crescimento doméstico é mais baixo.

Para comparação, a indústria extrativa teve queda de 2,7%, puxada pela baixa de 18,9% em óleos brutos de petróleo e de 33,8% de minério de alumínio. Na indústria de transformação, a queda de 11,3%, influenciada pela baixa na venda de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, de 98,1%, e de celulose, que caiu 19,1% em 2020.

O resultado positivo da agropecuária fez com que a participação do setor no total das exportações aumentasse. Em 2019, era de 19,1% e subiu para 21,6% no ano passado.

A indústria extrativa, apesar do resultado ruim, assim como a agropecuária, também aumentou sua participação de 22,4% para 23,3% em 2020. Quem perdeu espaço foi a indústria de transformação, que tinha 58% das exportações em 2019 e caiu para 54,7% no ano passado.

Na avaliação do secretário de Comércio Exterior, esse aumento de participação da agropecuária não deve ser visto em 2021. Ferraz explica que devido a uma recuperação mais rápida das economias asiáticas, a demanda por produtos brasileiros continuou alta em 2020, mas esse cenário deve mudar porque o resto do mundo também está em recuperação.

Dessa forma, os países e blocos que compram produtos manufaturados, como a Europa e a Argentina, devem aumentar a demanda em 2021, equilibrando a participação entre os setores.

—  Acreditamos que com a recuperação que já vem sinalizada no segundo semestre de 2020 e que deve perdurar também para o ano de 2021, esse ganho relativo tende a voltar a uma situação de equilíbrio onde a participação dos demais setores seja aumentada em detrimento da participação no setor agrícola, o que não significa que em termos absolutos o setor agrícola via perder exportações, estamos falando em termos relativos, disse o secretário.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 04/01/2021

BOLSONARO SANCIONA DIRETRIZES PARA ORÇAMENTO DE 2021, COM ROMBO DE R$ 247 BILHÕES
Publicado em 01/04/2021 as 05:48 PM

LDO foi aprovada pelo Congresso há duas semanas
Por Manoel Ventura

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta quinta-feira, no último dia de 2020, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem. A sanção do projeto era fundamental para que a máquina pública continue a funcionar a partir de 1º de janeiro de 2021. A lei estabelece como meta de resultado das contas públicas em 2021 um rombo de até R$ 247,1 bilhões.

O projeto do Executivo, aprovado pelo Congresso há duas semanas, estabelece as metas e prioridades para o ano seguinte e precisa. A equipe econômica temia virar o ano sem sua aprovação, dificultando a gestão do Orçamento de 2021.

A íntegra do texto ainda foi divulgado. O governo não infomou se houve vetos.

Normalmente, o Congresso aprova dois projetos para balizar os gastos do governo no ano seguinte: a LDO, com as regras gerais das finanças públicas, costuma ser sancionada ainda em agosto.

A Lei Orçamentária, com a descrição das fontes de receitas e destino das despesas, é apreciada até dezembro.

Neste ano, esse processo atrasou principalmente por causa da pandemia e da turbulência política causada pela disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. A Lei Orçamentária só será votada em fevereiro.

Como o Orçamento não foi aprovado, a LDO estabelece que a máquina pública seja custeada por meio de liberações mensais, baseadas na proposta de despesas definida pelo governo.

A primeira versão do projeto foi apresentada pelo governo em abril, com previsão de uma meta fiscal flexível, por causa das incertezas em relação à projeção para as receitas em 2021. O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou que essa manobra poderia desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Diante do alerta e da melhora no cenário para preparar estimativas, a equipe econômica voltou atrás da decisão. Inicialmente, projetou meta de R$ 232,1 bilhões na semana passada.

Dias depois, elevou essa previsão para R$ 247,1 bilhões por causa de mudanças nas projeções dos parâmetros econômicos.

A definição de um limite para o resultado das contas públicas é importante porque baliza a liberação de recursos ao longo do ano. A cada dois meses, o governo avalia se a meta corre risco de ser descumprida e, se necessário, faz um contingenciamento no Orçamento — ou seja, bloqueia temporariamente recursos dos ministérios.

Essa regra foi suspensa neste ano por causa do decreto de estado de calamidade pública, editado para permitir a autorização de gastos emergenciais para combater a pandemia de Covid-19. A medida se encerra em 31 de dezembro, mas já há pressões para prorrogar esse prazo.

A LDO estima um crescimento do PIB para o ano de 2021 de 3,2%, o IPCA em 3,2%, a taxa Selic em 2,1% e a taxa de câmbio média de R$ 5,30.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 04/01/2021

SANTOS DUMONT E CONGONHAS: TRÊS CONSÓRCIOS VÃO FAZER ESTUDOS PARA DEFINIR MODELO DO LEILÃO DOS AEROPORTOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:47 PM

Grupos terão prazo de 150 dias para concluir os trabalhos
Por Geralda Doca

BRASÍLIA – O governo autorizou a realização de estudos sobre a modelagem de concessão da sétima e última etapa de concessão dos aeroportos, que vai incluir Santos Dumont e Congonhas. Foram selecionados três consórcios - Grupo de Consultores em Aeroportos, Grupo VPP e um terceiro grupo - que terão prazo de 150 dias para concluir os trabalhos.

Os estudos serão encaminhados à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) , que selecionará o que melhor atender o edital de chamamento público. O segundo passo é a abertura de consulta pública das minutas do edital.  

O governo pretende realizar o leilão no primeiro trimestre de 2022, após aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU).  

Nessa etapa serão leiloados, em três blocos, 16 aeroportos, puxados por Santos Dumont, Congonhas e Belém. Os estudos vão definir lances mínimos e investimentos obrigatórios durante os contratos de concessão.

Os atuais operadores privados poderão participar do certame, sem restrições. Ou seja, o administrador do Galeão poderá arrematar Santos Dumont.

Em abril deste ano, está previsto o leilão da sexta rodada de concessão, também em blocos com 22 terminais ao todo, tendo como chamariz os aeroportos de Curitiba, Goiânia e Manaus.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 04/01/2021

EXPORTAÇÕES DO AGRONEGÓCIO DEVEM BATER RECORDE E SUPERAR A BARREIRA DOS US$ 100 BI PELA 2ª VEZ NA HISTÓRIA
Publicado em 01/04/2021 as 05:47 PM

Preços em alta, aumento de safra e demanda aquecida devem garantir bons resultados do setor em 2021
Por Henrique Gomes Batista


Produção de milho em fazenda próxima ao Distrito Federal; agronegócio brasileiro deve viver novo recorde em 2021 Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

SÃO PAULO - Depois de um ano de preços e vendas em alta, o agronegócio brasileiro deve viver novo recorde em 2021. O setor, que ajudou a minimizar o impacto da crise na economia brasileira, deve exportar US$ 112,9 bilhões, segundo projeção da MB Agro. Caso a projeção se confirme, será a segunda vez na história que a atividade supera a marca dos US$ 100 bilhões em vendas ao exterior. A primeira foi em 2018, com um total exportado de US$ 101,7 bilhões.

Alguns sinais evidenciam o dinamismo do setor. Até o terceiro trimestre, a agropecuária foi a única atividade a registrar crescimento, com alta acumulada de 2,4% segundo o IBGE. Mesmo durante a pandemia, a atividade encerrou 2020 com criação de vagas formais.


Elevação do preço de commodities, como soja e milho, a principal responsável pela estimativa de exportações recordes Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Dois fatores explicam os prognósticos positivos para este ano: quantidade e preço. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) prevê colheira recorde de 265 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/2021, o que significa alta de 3,5% sobre a anterior. Essa projeção representa um aumento de produtividade, pois a área plantada cresceu apenas 1,6%.

A alta da produção tem papel relevante, mas é a elevação do preço de commodities, como soja e milho, a principal responsável pela estimativa de exportações recordes.

Um dos fatores que contribuem para o aumento da demanda por grãos é a retomada da produção chinesa de suínos. Após a peste suína africana de 2018, que comprometeu cerca de 20% do seu plantel, a China está ampliando a criação de porcos. Os grãos são usados na alimentação dos animais.

A expectativa, porém, é que o recorde de exportações não se traduza em novo salto na inflação de alimentos como no ano passado, quando a escalada de preços foi de tal magnitude que alguns supermercados chegaram a restringir temporariamente a compra de unidades de alguns produtos.

Isso em razão do fim do auxílio emergencial, que aumentou a demanda entre as famílias de renda mais baixa, e da perspectiva de um ano com menos sustos no câmbio.

— O produtor começa o ano com uma perspectiva muito boa. Os preços internacionais estão em patamares elevados e muitos produtores já venderam a próxima safra por valores, em dólar, muito maiores que a realizada em 2019/2020 — afirmou José Carlos O’Farrill Vannini Hausknecht, sócio da MB Agro Consultoria. — Esse impacto tende a ser maior que o aumento da safra, que ainda pode sofrer com problemas de clima.


Secas maiores que o previsto no segundo semestre de 2020 causaram atraso no plantio de soja. Este atraso da produção pode afetar ainda a produção de milho Foto: Reprodução

De fato, a própria Conab já reduziu sua previsão de safra, que antes estava em 268 milhões de toneladas. Além de estarmos em período de “La Niña”, quando ocorre um resfriamento das águas do Pacífico, alterando todo o clima na América do Sul, as secas maiores que o previsto no segundo semestre causaram atraso no plantio de soja. Este atraso da produção pode afetar ainda a produção de milho.

O clima desta safra está pior e mais desafiador que a safra anterior e já compromete a produção de culturas perenes, como café e laranja, além da cana de açúcar. O ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, atualmente coordenador do Centro de Agronegócio na Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV EESP), avalia que ainda é cedo para cravar que a produção de grãos baterá recorde.


Foto: Criação O Globo

  Porém, além do clima, outro fator determinante no agronegócio em 2021 — e em toda a economia — será a evolução da pandemia. Uma piora no quadro antes que a vacinação em massa surta efeito pode estressar o mercado, que em meados de 2020 correu para formar estoques, por medo de desabastecimento.

— A pandemia trouxe de volta o fantasma do desabastecimento. Isso gerou debates protecionistas, mas, do lado brasileiro, foi uma surpresa positiva, pois estávamos com uma grande safra. Se a pandemia não for debelada no primeiro semestre, é muito provável que a demanda global por alimentos continue muito aquecida. Por outro lado, é possível que não tenhamos planos de auxílio tão grandes, que elevam a demanda por alimentos. Essa é a variável fundamental em 2021 — afirmou Rodrigues.

Tarso Veloso, gerente da AgResource, em Chicago, nos EUA, afirma que a perspectiva de preços de commodities em alta segue por mais um ano, em razão da maior demanda global por causa da pandemia.

— O que acontece agora no mercado é uma demanda ainda crescente da China e de outros mercados e uma frustração de safra grande. Tivemos quebra de safra de trigo na Rússia, no ano passado em Iowa, Estados Unidos, e agora tivemos o pior início de safra de soja, na plantação, no Mato Grosso em 40 anos — disse.

Ele afirma ainda que o agronegócio brasileiro tende a viver em 2021 um novo risco: a questão ecológica. A má imagem do país no setor pode afetar negócios:

— Empresas e governos vão usar o desmatamento da Amazônia para criar barreiras comerciais, fitossanitárias e tentar baixar os preços de produtos brasileiros — disse Veloso, lembrando que pode ser o argumento de governos protecionistas. — A postura do governo prejudica o agronegócio.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 04/01/2021

PREÇOS DO PETRÓLEO ATINGEM MAIOR VALOR EM NOVE MESES COM PRÉVIA DE REUNIÃO DA OPEP
Publicado em 01/04/2021 as 05:47 PM

Por Gustavo Gaudarde  - 4 de janeiro de 2021 - Em Newsletter Comece seu Dia

Quem fazEditada por Gustavo Gaudarde
gustavo@epbr.com.br

em jogo
Os membros da OPEP+ se reúnem nesta segunda (4/1) para definir os volumes de produção para fevereiro. É o primeiro encontro após a decisão de elevar em 500 mil barris/dia os limites de produção do acordo firmado ano passado e peça-chave da recuperação dos preços da commodity no segundo semestre de 2020.

— O encontro vai definir se mantém a produção atual para fevereiro. A Arábia Saudita resiste a um novo aumento, enquanto a Rússia defende a ampliação da cota, informa a Bloomberg.

— Para o comitê técnico da OPEP, que se reuniu no domingo, a incerteza permanece para a primeira metade do ano, mesmo com a recuperação econômica estimulada pelos governos e o avanço da vacinação.

— A maior parte dos analistas do grupo é contra o aumento da oferta do óleo a partir de fevereiro segundo fontes da Reuters.

A expectativa do mercado por uma decisão conservadora fez os preços do Brent abriram em alta nesta segunda (4), atingindo a máxima de US$ 53,33, maior valor desde março do ano passado. Nos EUA, o WTI era negociado próximo de US$ 49.

— No Oriente Médio, o Irã comunicou autoridades internacionais que deu início à nova fase do plano de enriquecimento de urânio que havia sido paralisado pelo acordo nuclear firmado com os EUA e aliados europeus e posteriormente abandonado por Donald Trump. BBC

— Pode resultar em maior oferta de óleo no mercado. O anúncio iraniano é uma pressão sobre o novo governo dos EUA, para Joe Biden retomar as condições que foram firmadas por Barack Obama e retirar sanções aos negócios com o Irã.

Petrobras perde arbitragem para Iesa Óleo e Gás. Tribunal de NY decidiu que a petroleira deve pagar US$ 70 milhões, mais juros, em uma disputa envolvendo a construção de módulos para FPSOs.

— “A arbitragem, que corre sob confidencialidade, tinha como objeto um contrato de Engineering Procurement and Construction (EPC) para a construção de módulos para plataformas (FPSOs)”, informou a Petrobras nesta segunda (8).

— A Iesa, em recuperação judicial, foi alvo da Operação Lava Jato em 2014 e, segundo a acusação, foi uma das empreiteiras que pagaram propinas ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o primeiro grande delator do escândalo de corrupção.

— A Iesa também foi uma das empreiteiras que perderam contratos em decorrência das denúncias. Em 2014, a Petrobras rescindiu o pacote 3 dos módulos dos replicantes que havia sido contratado US$ 720 milhões e previa a entrega de 24 módulos para FPSOs.

Adeus, Sete Brasil. Recebendo um valor simbólico de 7 euros, a Petrobras formalizou a venda dos 15% de participação que detinha em empresas da Sete Brasil. Criada em 2010 pela petroleira para construir os navios-sonda que perfurariam no pré-sal, a Sete Brasil pediu recuperação judicial em abril de 2016 sem ter entregado nenhuma das 28 sondas encomendadas.

— Na época, as dívidas da Sete Brasil somavam cerca de R$ 20 bilhões junto a bancos públicos e privados, fundos de pensão e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

— Entre sua fundação e a recuperação judicial, grandes bancos nacionais e estrangeiros, bem como fundos de pensão e o BNDES, aportaram quase US$ 15 bilhões em sucessivas injeções de capital na Sete Brasil. Somente a Petrobras colocou US$ 353 milhões na sua criação.

— Além dos problemas técnicos, como a exigência de um percentual mínimo de conteúdo nacional na construção das sondas, que atrasou bastante o cronograma, a Sete Brasil também foi atingida pela Operação Lava Jato. Money Times

Mais dinheiro da Lava Jato. A Vitol pagou R$ 232,6 milhões à Petrobras em 29 de dezembro, em decorrência de acordo de leniência celebrado entre o Ministério Público Federal (MPF), a Vitol Inc. e a Vitol do Brasil, no início do mês passado. O acordo foi homologado em 18 de dezembro pela Câmara de Combate à Corrupção do MPF.

— A Vitol é uma das maiores tradings de petróleo e derivados do mundo e foi um dos alvos da 57ª fase da Operação Lava Jato, em 2018.

— De acordo com a Petrobras, o total de recursos devolvidos para a companhia em decorrência de acordos de colaboração, leniência e repatriações, no âmbito da Operação Lava Jato, ultrapassa R$ 4,8 bilhões.

Carreiras em extinção. O New York Times mostra como a pandemia afetou o futuro profissional de recém-formados para atuar no setor de óleo e gás dos EUA. De acordo com o jornal, foram fechados mais de 100 mil postos de trabalho na indústria, e alguns deles de forma definitiva.

— Apesar das perdas, a indústria de óleo e gás ainda emprega cerca de 2 milhões de pessoas em posições de liderança. O número ainda é bem maior do que os empregos gerados pela crescente indústria de energia eólica e solar, que totaliza 370 mil empregos, segundo grupos de trading.

Braskem: contratos e arbitragem, A Petrobras e a Braskem assinaram contratos avaliados em R$ 7,6 bilhões e com duração de cinco anos. A maior parcela do acordo, avaliada em R$ 7,4 bilhões, refere-se à venda, pela Petrobras à Braskem, de etano e propano. Os contratos entraram em vigor em 1º de janeiro de 2021.

— Em contrapartida, a Petrobras comprará um total de R$ 200 milhões em hidrogênio da Braskem, o equivalente a 5,2 mil toneladas por ano. Money Times

— Em 28 de dezembro, a Petrobras apresentou requerimento de arbitragem com demanda indenizatória estimada em cerca de R$ 800 milhões contra a Odebrecht, com fundamento no acordo de acionistas referente à Braskem, por violações aos seus termos.

Compass na Gaspetro A Petrobras decidiu manter a Compass, do Grupo Cosan, no processo de venda de 51% da Gaspetro. A decisão foi motivada, segundo a empresa, por ofício do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informando que a permanência da companhia na concorrência não caracteriza descumprimento do Termo de Compromisso de Cessação (TCC).

— O projeto está atualmente em fase vinculante. A Compass cotou o negócio em cerca de US$ 1 bilhão. A Petrobras recebeu mais duas propostas, da Sobek Energia e do grupo GP Investimentos.

— A Gaspetro detém participações em 19 concessionárias que exploram com exclusividade os serviços locais de distribuição de gás canalizado em diversos estados do Brasil. A Mitsui é sócia da Petrobras na empresa, com 49%. Em novembro passado, o Valor Econômico noticiou que a empresa japonesa também estuda vender sua fatia na subsidiária.

— Além da Compass, a Cosan controla a Comgás, a maior distribuidora de gás canalizado do país, que têm uma das concessões estaduais em São Paulo. epbr

Solar em alta Apesar do dólar valorizado e da crise desencadeada pela pandemia, a demanda por painéis solares no Brasil se mantém alta. Dados do governo sobre a importação de módulos ou painéis mostram que de janeiro a novembro de 2020, o país importou 22,5 milhões de placas, 7,1 milhões a mais do que no mesmo período do ano anterior. Folha de SP

Importação de energia recorde. O volume de energia importada da Argentina em novembro passado, por meio da transmissora Enel Cien, cresceu 2,4 vezes sobre igual período de 2019, chegando a 1.161 gigawatts-hora. Segundo a empresa, são os maiores níveis de importação desde o ano 2000, quando a transmissora iniciou suas operações.

— Em 2020, até 17 de dezembro, foram importados 2.300 GWh, o equivalente a 15% da carga da Região Sul. No acumulado do ano, a empresa registrou o terceiro maior volume.

— Apesar do aumento das chuvas na região Sudeste e Centro-Oeste no período úmido, o volume de energia importada no ano cresceu 8%. Estadão/Broadcast
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 04/01/2021

REDE DE ACADEMIAS PREVÊ REDUÇÃO DE 24% NA CONTA COM ENERGIA SOLAR
Publicado em 01/04/2021 as 05:46 PM

Por epbr -* 4 de janeiro de 2021 - Em Setor elétrico, Solar

Sete academias da rede Smart Fit serão abastecidas 100% com energia solar fotovoltaica gerada em Minas Gerais, com economia esperada de 24,3% em relação ao custo atual com energia das unidades, segundo informações da EDP, empresa do setor elétrico responsável pelo projeto.

A EDP informou nesta segunda (4) que conclui a construção da usina capaz de gerar 1.699 MWh por ano, equivalente a demanda de cerca de 700 residências. O investimento foi de R$ 2,2 milhões e a economia de 24,3% desconsidera o recolhimento de impostos.

Do ponto de vista ambiental, o suprimento de energia 100% renovável para as sete unidades evitará a emissão de 127 toneladas anuais de CO2, o que corresponderia ao plantio de 705 árvores, diz a EDP.

O projeto foi contratado por dez anos com a divisão EDP Smart, que também ficará responsável pela operação da usina. Desde 2017, a EDP já negociou 58,9 MWp (potência instalada) em projetos de energia solar, sendo 28,1 MWp instalados e 30,8 MWp em desenvolvimento.

“O mercado da energia solar vem avançando rapidamente no País e seguirá nessa tendência nos próximos anos. Empresas como a Smart Fit estão atentas a esse fato, buscando não só maior previsibilidade e economia em seus gastos com energia elétrica, mas também benefícios ao meio ambiente. Acreditamos nesse modelo de negócio, que seguirá recebendo nossa atenção”, afirma André Pereira, diretor da EDP Smart.

Energia solar em Minas Gerais

A usina que atenderá à Smart Fit está localizada em Sacramento, município que faz fronteira com Uberaba, no Sudoestes de Minas Gerais.

Minas Gerais é o estado que mais produz energia elétrica por meio de usinas fotovoltaicas de micro e minigeração. Na geração centralizada, são 529,1 megawatts (MW) já em operação e mais de 5,2 GW contratados, enquanto na geração distribuída, o estado tem 790,7 MW instalados.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2020 o Brasil ultrapassou a marca de 7 gigawatts (GW) de potência instalada na fonte solar fotovoltaica, sendo quase 3 GW em geração centralizada e pouco mais de 4 GW na geração distribuída.

Desde 2012, já foram investidos mais de R$ 35,4 bilhões no setor, que gerou 210 mil novos empregos e arrecadação de R$ 10,4 bilhões em tributos. A utilização da fonte energética evitou a emissão de mais de 1,1 milhão de toneladas de CO2 na atmosfera.

De segunda a sexta, pela manhã, assinantes da newsletter Comece seu dia recebem por e-mail um briefing produzido pela agência epbr com os principais fatos políticos, notícias e análises sobre o setores de petróleo e energia.
Fonte : Agência EPBR de Notícias
Data : 04/01/2021

BALANÇA COMERCIAL TEM DÉFICIT DE US$42 MI EM DEZEMBRO, MAS 2020 FECHA COM SUPERÁVIT DE QUASE $51 BI
Publicado em 01/04/2021 as 05:46 PM

Por Gabriel Ponte

BRASÍLIA (Reuters) - A balança comercial brasileira fechou 2020 com superávit de 50,995 bilhões de dólares, avanço de 6,2% em termos de valor sobre 2019, em um ano atípico marcado pela interrupção de atividades econômicas em decorrência da propagação da pandemia da Covid-19 ao redor do globo, impactando cadeias produtivas.

A última previsão feita pelo Ministério da Economia para a balança era de que ela ficaria positiva em 55 bilhões de dólares em 2020.

Em dezembro, o déficit foi de 42 milhões de dólares, informou o Ministério da Economia nesta segunda-feira, abaixo do saldo positivo de 200 milhões de dólares esperado por analistas em pesquisa Reuters.

No último mês do ano, as exportações alcançaram 18,365 bilhões de dólares, enquanto as importações somaram 18,407 bilhões de dólares.

Pela média por dia útil, as exportações em dezembro caíram 5,3% sobre o mesmo período do ano anterior, enquanto as importações saltaram 39,9%.
Fonte : Extra Online
Data : 04/01/2021

GNA RECEBE 1ª CARGA DE GNL EM TERMINAL NO PORTO DO AÇU PARA COMISSIONAMENTO DE ATIVOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:46 PM

(Por Gabriel Araujo)

SÃO PAULO (Reuters) - A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada por BP, Siemens e Prumo Logística, recebeu a primeira carga de gás natural liquefeito (GNL) em seu terminal de regaseificação no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, informou a companhia nesta segunda-feira.

A carga, que envolveu cerca de 140 mil metros cúbicos de GNL, será utilizada no comissionamento do terminal e da usina termelétrica a gás natural UTE GNA I.

A GNA espera que a usina, que possui capacidade instalada de 1,34 gigawatts (GW), entre em operação no primeiro semestre deste ano. O ativo, parte de um parque elétrico que contará com duas térmicas e do projeto que envolve o terminal de regaseificação, recebeu no final de 2020 licença do governo do Rio de Janeiro para operação.

A primeira carga do terminal foi fornecida pelo navio gaseiro Kmarin Emerald, da BP, em operação que durou cerca de cinco dias.

O volume foi transferido para a FSRU BW Magna, parte integrante do ativo, que tem capacidade para regaseificar e movimentar até 21 milhões de metros cúbicos de gás e dia, disse a GNA.

A FSRU ("floating storage and regasification unit", em inglês) recebe, armazena e transforma o GNL para o estado gasoso, visando a produção de energia na usina térmica.

"Concluímos mais uma etapa importante do projeto da GNA com muita eficiência... Estamos cada vez mais próximos da operação comercial de nossa primeira usina", disse em nota o diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke.

Segundo a BP, a operação com gás natural é "um marco" para a transição energética do Brasil. O presidente da petroleira no Brasil, Mario Lindenhayn, acredita ainda que o gás desempenha papel nas metas ambientais da companhia.

"Temos a ambição de ser uma empresa neutra em carbono até 2050, e o gás faz parte deste processo. A chegada do primeiro carregamento de GNL é um marco para o andamento do projeto que trará ainda mais investimentos e diversidade ao portfólio energético brasileiro", afirmou.
Fonte : Extra Online
Data : 04/01/2021

MIRANDO INCENTIVOS EM BIOECONOMIA, GOVERNO ESTUDA ZONA FRANCA NO PARÁ
Publicado em 01/04/2021 as 05:46 PM

Da redação


Os ministros Paulos Guedes (centro) e Ricardo Salles (direita) estão conduzindo as discussões que podem levar à criação da zona franca no Pará

O governo federal estuda a concessão de incentivos fiscais para o setor da bioeconomia, modelo de negócio que transforma recursos naturais em produtos de valor agregado seguindo regras ambientais. Um desses incentivos seria a criação de uma zona franca no Pará, oferecendo isenções fiscais para a instalação de empresas de bioeconomia.

Segundo o jornal Folha de SP, a ideia foi debatida entre os ministros Paulo Guedes (Economia) e Ricardo Salles (Meio Ambiente). Eles pretendem criar um grupo de estudo até o fim do mês para discutir medidas que projetem o segmento no País e criem uma “Zona Franca Verde”.

No bojo dessa movimentação, o Brasil pode virar um polo de atração mundial de empresas de biotecnologia, principalmente dos ramos de cosméticos, farmacêutico e alimentício, além de captar pesquisadores de universidades estrangeiras que trabalhem com um desses segmentos.

Além disso, a zona franca pode virar uma espécie de vitrine do modo como o Brasil investe na preservação ambiental, ponto que está em baixa no governo Jair Bolsonaro em razão das queimadas na floresta amazônica.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 04/01/2021

BALANÇA TEM SUPERÁVIT DE US$ 50,995 BI EM 2020, ABAIXO DA MEDIANA DE US$ 51,2 BI
Publicado em 01/04/2021 as 05:45 PM



As importações registraram queda de 9,7% em 2020, ocasionada pela demanda interna menor (Crédito: Arquivo/Istoé Dinheiro)

Com a pandemia do coronavírus afetando as importações em maior escala do que as exportações, o Brasil registrou um saldo positivo de US$ 50,995 bilhões no comércio exterior em 2020. O valor representa uma alta de 6,2% em relação ao saldo da balança comercial de 2019. O resultado de 2020, contudo, ficou abaixo da mediana de US$ 51,2 bilhões nas projeções (US$ 47,2 bi a US$ 58,9 bi).

De acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia nesta segunda, 4, o valor foi alcançado com exportações de US$ 209,921 bilhões, que superaram as importações, de US$ 158,926 bilhões. No geral, a pandemia levou a um recuo de 7,7% na corrente de comércio do Brasil com os demais países, incluindo vendas e compras do exterior.

As importações registraram queda de 9,7% em 2020, ocasionada pela demanda interna menor em um momento de economia em retração. Houve recuo de 3,9% nas compras de produtos agropecuários e de 7,7% em produtos da indústria de transformação.

Já as exportações recuaram 6,1%, desempenho que não foi pior graças ao setor agropecuário, cujas vendas subiram 6,0% em 2020. Houve quedas de 2,7% nas vendas da indústria extrativa e de 11,3% em produtos da indústria de transformação.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 04/01/2021

GOVERNO PROJETA SUPERÁVIT COMERCIAL DE US$ 53 BI EM 2021
Publicado em 01/04/2021 as 05:45 PM

Redação  ECONOMIA 04 Janeiro 2021

O Brasil deve encerrar 2021 exportando US$ 53 bilhões a mais do que importando. A projeção foi divulgada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Segundo o órgão, as exportações devem atingir US$ 221,1 bilhões em 2021, com crescimento de 5,3% em relação a 2020. As importações devem encerrar o ano em US$ 168,1 bilhões, com alta de 5,8%.

Atualizada a cada três meses pela Secex, a estimativa oficial veio abaixo do esperado pelas instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado divulgada pelo Banco Central (BC), a projeção de superávit comercial para 2021 estava em US$ 55,1 bilhões.

Em 2020, o Brasil exportou R$ 50,99 bilhões a mais do que importou. Esse foi o terceiro melhor ano para a balança comercial, perdendo apenas para o superávit recorde de US$ 66,99 bilhões registrado em 2017 e de US$ 58,03 bilhões em 2018.

O resultado de 2020 representa crescimento de 6,2% em relação ao superávit de 2019, quando o país exportou US$ 48,03 bilhões a mais do que importou. Apesar da alta, o resultado veio abaixo do esperado pelas instituições financeiras. Os analistas pesquisados pelo boletim Focus estimavam que a balança comercial encerraria 2020 com saldo positivo de US$ 55,05 bilhões.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 04/01/2021

TBG FECHA PRIMEIROS CONTRATOS DE CURTO PRAZO COM PETROBRAS, PARA MS E SC
Publicado em 01/04/2021 as 05:45 PM

A Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) fechou os primeiros contratos de Produtos de Curto Prazo com a Petrobras, visando a prestação de serviço de transporte em janeiro de 2021 para as saídas do duto em Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

Ambas contratações, que somadas preveem o transporte diário de 495 mil metros cúbicos de gás natural, são na modalidade Extraordinária, informou a companhia.

A contratação desse tipo não exige chamada pública, ao contrário dos contratos firmes, e pode ser extinta ou reduzida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Os Produtos de Curto Prazo representam um modelo de negócio inédito no Brasil, que tem como objetivo atender as expectativas do mercado ao possibilitar que o transporte de gás natural possa ser realizado por meio de contratos diários, mensais ou trimestrais.

Segundo a TBG, outras cinco empresas estão avaliando a contratação dos Produtos de Curto Prazo da transportadora de gás natural, mas não revelou quais seriam.
Fonte : IstoÉ- Dinheiro
Data : 04/01/2021

PORTO DO ITAQUI FECHA 2020 ACIMA DA MARCA HISTÓRICA
Publicado em 01/04/2021 as 05:45 PM




O Porto do Itaqui chega ao final de 2020 com movimentação acima da marca histórica alcançada em 2019 e fecha o ano com 25,3 milhões de toneladas de cargas movimentadas. Os grãos (soja, milho e farelo de soja) chegaram aos 12,1 milhões de toneladas – incluindo as operações do Tegram e da VLI –, um crescimento de 8,5% sobre o mesmo período do ano passado. E o volume de fertilizante atingiu os 2,6 milhões de toneladas movimentadas, registrando alta de 21%.

Destaque também para a celulose, com 1,4 milhão de toneladas exportadas e 35% acima do que foi exportado em 2019; além das cargas em contêineres, com a consolidação da escala semanal neste ano. Esses resultados foram alcançados junto ao intenso trabalho de prevenção e combate à covid 19, definido em um plano de enfrentamento à pandemia, deflagrado nos primeiros meses do ano, com foco em manter a saúde dos trabalhadores e a segurança das operações.

“Tivemos um ano difícil, de muitas incertezas, iniciado com as primeiras notícias da covid-19, quando começamos a entender os possíveis impactos da pandemia nos mercados em que atuamos e a tomar medidas para manter nossas equipes em segurança e a regularidade das operações. Mas com determinação e resiliência chegamos a esse recorde que confirma a sequência positiva que estamos alcançando desde 2015”, afirma o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.

“Um resultado que não seria possível sem a parceria e o empenho das equipes da EMAP, dos operadoras, arrendatários, armadores, agências marítimas, órgãos anuentes, praticagem, OGMO, trabalhadores portuários e todos os que fazem do Porto do Itaqui uma referência para o Maranhão e para o Brasil”, completa.

Expansão
Marco do projeto de expansão que vem sendo empreendido no Porto do Itaqui desde o ano passado, o Novo Tegram iniciou suas atividades no final do primeiro semestre e inaugurou um novo estágio de crescimento que fortalece ainda mais a importância do porto público do Maranhão como líder no escoamento da produção de grãos do Arco Norte do país.

Os investimentos do Consórcio Tegram no Itaqui possibilitam realizar embarques simultâneos de grãos pelos berços 100 e 103, elevando a capacidade do porto para movimentar 20 milhões de toneladas de grãos por ano, considerando também as operações da VLI no Berço 105.O Consórcio investiu R$ 260 milhões nesta segunda fase do empreendimento. Somados ao aporte de recursos da primeira fase (R$ 600 milhões), o total investido é de R$ 860 milhões. A obra gerou cerca de 500 empregos e no pós-obra o terminal deve absorver mais de 100 novos trabalhadores.

Destaque logístico para o agronegócio brasileiro, o Tegram é uma das maiores obras de infraestrutura para a exportação da safra brasileira de grãos e tem beneficiado diretamente os produtores da região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia) e do Nordeste de Mato Grosso. A proximidade do Itaqui com a nova fronteira agrícola do Brasil gera maior agilidade no escoamento da safra para mercados estratégicos, como o europeu e o asiático.

Reconhecimento e certificações
Para além das ações de enfrentamento da pandemia provocada pelo novo coronavírus, 2020 fica marcado na EMAP – Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do Porto do Itaqui, como o ano da conquista da tripla certificação ISO. A obtenção do selo da Norma ISO 27.001, da Segurança da Informação, reuniu-se às certificações nas ISO 9001:2015 e 14001:2015, que atestam, respectivamente, excelência na gestão da qualidade e do meio ambiente, conquistadas anteriormente.

Destaque também para o duplo reconhecimento no Prêmio Portos + Brasil, instituído pelo Ministério da Infraestrutura (MInfra) neste ano, que coloca o Itaqui no top 3 dos portos brasileiros em duas categorias: IGAP (Índice de Gestão das Autoridades Portuárias) e Execução dos Investimentos Planejados. O porto público do Maranhão também integra o top 3 no ranking de desempenho ambiental da ANTAQ.

Preparado para 2021
A gestão do Porto do Itaqui tem em curso um Plano de Investimentos – entre recursos públicos e privados – no valor total de R$ 1,4 bilhão para infraestrutura portuária, que abrange obras entregues, em andamento e projetos para 2021.

Com recursos próprios da EMAP – Empresa Maranhense de Administração Portuária, gestora do Porto do Itaqui, estão em fase de conclusão as obras de recuperação dos berços, pavimentação das vias internas e de acesso ao porto, novo sistema elétrico com modernização da subestação receptora e a construção de uma base de resposta a emergência no Terminal da Ponta da Espera.

Entre os investimentos privados mais importantes, além do Novo Tegram, destacam-se as obras em andamento da expansão do terminal de fertilizante, de dois terminais de granéis líquidos e um de celulose, que devem ser concluídas em 2021. Ainda para o próximo ano está previsto o leilão de quatro novos terminais de combustíveis, a construção de um novo berço (99) e uma pera ferroviária.
Fonte : O Maranhense - MA
Data : 04/01/2021

PORTOS DO PARANÁ ABRE CONSULTA PARA NOVOS LEILÕES
Publicado em 01/04/2021 as 05:44 PM

A empresa pública Portos do Paraná abriu consulta para os leilões de arrendamento das áreas PAR32 e PAR50, no Porto de Paranaguá. Os certames devem acontecer no primeiro semestre de 2021, com investimentos totais de R$ 367, 6 milhões.

Os leilões serão realizados pela autoridade portuária paranaense e os procedimentos prévios são realizados com apoio da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao Ministério da Infraestrutura.

A PAR32 é uma área de aproximadamente 6.6 mil m2, destinada a movimentação de carga geral, em especial açúcar ensacado. O espaço já conta com estrutura, no berço de atracação 205. O prazo de arrendamento é de 10 anos, prorrogáveis a critério do poder concedente.

Já a PAR50 é para operação de granéis líquidos, com área total de 85.392 m2, junto ao píer de inflamáveis. O arrendamento prevê instalações de armazenagem de uso misto, com 18 tanques verticais já instalados e capacidade total de aproximadamente 70.181 m3, além de sistemas de tubulações, bombeamento, áreas administrativas e de utilidades. O prazo de arrendamento é de 25 anos, também possível de prorrogação.
Fonte : ABTRA - Associacao Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados
Data : 04/01/2021

PORTO DO RIO SERÁ MODERNIZADO
Publicado em 01/04/2021 as 05:44 PM

Da REDAÇÃO

Docas do Rio vai modernizar o cais mais antigo do Porto do Rio. As obras estruturais no Cais da Gamboa, inaugurado em 1910, serão realizadas para permitir o aprofundamento de berços de atracação e viabilizar operação com navios de maior porte. Estimadas em R$ 195 milhões, serão iniciadas em breve, com prazo de conclusão previsto para um ano após contratação da empresa vencedora da licitação, lançada no final de ano.

O diretor de Gestão Portuária da CDRJ, Mário Povia, ressaltou que, após as obras pretende realizar a dragagem: “Para o desenvolvimento de novos negócios e melhoria das condições de atratividade do porto, é imperativo o aumento do calado operacional dessa área, que passará a receber navios de maior porte, permitindo a otimização do uso de uma infraestrutura que é fundamental para o Porto do Rio de Janeiro, que a partir de então estará apto a captar novas cargas e novas linhas de navegação”.

Com a modernização do cais e o aprofundamento do acesso aquaviário, o mix de cargas será mais variado e rentável, podendo até duplicar a demanda.
Fonte : O Fluminense - RJ
Data : 02/01/2021

PORTOS COMEMORAM DESEMPENHO
Publicado em 01/04/2021 as 05:44 PM

Da REDAÇÃO


Além do porto do Rio de Janeiro, Docas administra também os portos de Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis - Foto: Divulgação

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), autoridade portuária que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis, encerrou o ano de 2020 com um crescimento de 21% na receita. O faturamento de, aproximadamente, R$ 630 milhões significa o recorde absoluto e é o maior crescimento dos últimos 10 anos, numa sucessão de elevações consecutivas de 19,4% em 2017 (segunda maior alta do período), 16,8% em 2018 (terceira maior alta do período) e de 13,6% em 2019 (quarta maior alta do período).

Segundo os números divulgados pela diretoria de Relações com o Mercado e Planejamento, o faturamento foi superior ao de 2019 em R$ 108 milhões. Os dados incluem projeções para o mês de dezembro, pois ainda não foram computados.

O número histórico deve-se a uma conjugação de fatores: a sustentação das operações durante a pandemia, a resiliência dos operadores de contêineres durante a crise, a recuperação da movimentação do minério de ferro após uma queda em 2019, as negociações bem-sucedidas com parceiros comerciais e à grande elevação do preço do minério de ferro em reais.

Como na quase totalidade dos negócios que não puderam parar no auge das medidas de isolamento social, a empresa teve que adaptar rapidamente seus processos de trabalho em parceria com os operadores portuários para garantir a continuidade das operações. Assim, com a sustentação da demanda por minério de ferro (principal produto exportado pelos portos da CDRJ), o volume total movimentado pela companhia cresceu 7% em relação ao ano passado.

O crescimento aproximado de R$108 milhões em relação ao faturamento de 2019 está, na sua maioria, concentrado nos terminais de minério cuja alta foi de 66% em relação ao ano
passado.
Fonte : O Fluminense - RJ
Data : 04/01/2021

BOLSONARO ENXOTA RATOS DA CEAGESP
Publicado em 01/04/2021 as 05:43 PM

Editorial Portogente

Os líderes estão obrigados a ajudar toda a organização a olhar para si mesma, a refletir e aprender sobre suas decisões.

Adepto do versículo bíblico João 8:32, “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”, o presidente Jair Bolsonaro resolveu abandonar a linha do seu ministro da Economia e do governador de São Paulo, acertada em 2019, e bradou “que nenhum rato vai sucatear para privatizar (a Cia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – Ceagesp) pros seus amigos”, na visita que fez àquele centro de distribuição no dia 15 de dezembro último.



Ao conhecer pessoalmente a pujante central localizada na cidade de São Paulo, o presidente da República deparou-se com muito mais de uma verdade, além da ameaça de ratos humanos ávidos para roê-la. Pode conferir que o lugar da Ceagesp é onde ela está e que são necessários investimentos de forma a incrementar a sua produtividade, em relação ao aumento da demanda. Distinto de transformar tão importante infraestrutura em ativo imobiliário.

A partir de hoje, a campanha política de 2022 está oficiosamente no ar. Debater temas fundamentais sobre a infraestrutura, a logística, os transportes e a distribuição da produção, vai possibilitar uma articulação com os problemas da população, na busca das melhores soluções. Como se assiste nos EUA, será a fé no povo que vai dar a vitória nas próximas eleições. Alimento é necessidade primeira.

Essa população hoje passa por dificuldades intoleráveis, que não se resolvem mudando uma central de abastecimento consagrada e com excelente logística, para dar espaço a empreendimento imobiliário de luxo. Convenhamos, isto não seria uma solução séria, tanto quanto foi infeliz a ideia da rainha francesa Maria Antonieta sugerir aos pobres famintos que comessem brioche, pão luxuoso.

Dentro da sua missão de informar e gerar opinião na Internet com independência, sobre a movimentação de mercadorias, Portogente vai debater a Ceagesp. Em especial, o abastecimento, mobilidade e logística. E demonstrar que a sua localização atual é a que atende melhor às necessidades da população e do Brasil.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 04/01/2021

EMPREENDIMENTOS LOGÍSTICOS SE CONSOLIDAM NA REGIÃO METROPOLITANA
Publicado em 01/04/2021 as 05:43 PM

Assessoria de Comunicação

Aparecida de Goiânia ganha projetos privados que a elevam a um hub logístico multimodal. Cidade receberá aeroporto e também empreendimento especializado em operações logísticas. Pandemia acabou fortalecendo o desenvolvimento desse segmento econômico

O Brasil é um país de dimensões continentais e o setor de logística, que já vinha crescendo em grande escala reduzindo os custos de transporte e armazenamento, foi alavancado com o advento do Covid-19. Com a pandemia, o setor ganhou um novo impulso com o avanço do e-commerce, que atingiu um aumento de 80% em volume de transações entre abril e setembro, segundo a Associação Brasileira de Comercio Eletrônico (ABComm).


Perspectivas Antares Polo Aeronáutico. Crédito: Divulgação.

Essa demanda nacional está repercutindo em Aparecida de Goiânia e no mercado imobiliário da cidade, que está a 2 mil quilômetros de capitais como Belém do Pará (ao Norte) Porto Alegre (ao Sul), Porto Velho (Oeste). E mais próximo ainda a cidades litorâneas como Salvador, distante cerca de 1,5 mil quilômetro; ou Rio de Janeiro, a pouco mais de 1,2 mil; e está a menos de mil quilômetros de distância de São Paulo.

“A cidade está ganhando o papel de interligar as regiões norte/sudeste/sul e está se consolidando como um hub logístico. Além de sua posição geográfica, ela também dispõe de áreas para receber empreendimentos voltados ao segmento”, diz Adalberto Bregolin, economista e especialista no setor imobiliário. “São projetos desenhados para atender as necessidades específicas da atividade”, diz.

Com a pandemia, a movimentação pelo e-commerce acabou aumentando o interesse e as vendas nesses lançamentos. O Global Park, loteamento de áreas específicas para industrias e operadoras logísticas, registrou venda de 80 mil metros quadrados durante a pandemia, o que corresponde a um terço do total. “Os compradores são, em sua maioria, empresas que precisaram ampliar sua estrutura para receber, armazenar e distribuir mercadorias”, diz Adalberto Bregolin, economista e especialista no setor imobiliário, e responsável pela comercialização do empreendimento.

Para receber as operações logísticas, o empreendimento possui atributos específicos e importantes para a atividade, como amplas ruas (18 metros de largura, o equivalente a três faixas de rolamento), o que facilita a manobrabilidade de grandes equipamentos rodoviários, asfalto reforçado e fibra ótica instalada para receber internet de alta velocidade.

Em sua avaliação, o crescimento do segmento continuará em 2021 por vários motivos: além do aumento das atividades de e-commerce, já estão previstos grandes investimentos públicos e privados em ferrovias, rodovias e aeroportos, que facilitarão a distribuição da produção agrícola e mineral, e reduzirão os custos de transporte. Soma-se a isso, a baixa histórica da taxa Selic, hoje em 2,0%aa, que tende a carrear recursos hoje em renda passiva, para o setor produtivo. “Para ter retorno, o investidor privado terá de investir no setor produtivo, quer seja expandindo seus negócios ou construindo para locação”, diz.

Polo aeronáutico
A localização centralizada de Aparecida de Goiânia e a disponibilidade de áreas também foram um fator determinante para que ela recebesse um pólo aeronáutico privado. Com 209 hectares de área, o polo aeronáutico será voltado para aviação executiva, manutenção e operações logísticas. A pista do Antares terá 1.800 metros de extensão, podendo receber todos os modelos de aviação geral, jatos executivos, monomotores, bimotores, até o Embraer 195.

As áreas do entorno serão comercializadas para operadores do setor, que antes dependiam unicamente de concessões para conseguir espaço para atuarem nos aeroportos públicos. Já a pista acabará com o desafio diário que os pilotos das aeronaves executivas enfrentam: disputar espaço com as aeronaves comerciais nas pistas dos grandes aeroportos.

O projeto nasceu após 10 anos de estudos e aprovação para oferecer segurança jurídica e, mesmo com a pandemia, o pré-lançamento não foi prejudicado. “É um projeto que traz solução para aviação geral brasileira”, diz um dos sócios do projeto, Rodrigo Neiva.

De acordo com a Associação Brasileira da Aviação Geral (Abag), há 25 anos não se construía um aeroporto no País e Goiás é considerado o coração da aviação geral brasileira. O Centro-Oeste concentra 20% das aeronaves do País e tem 63 mil pousos e decolagens realizados na região todos os anos, segundo a organização.

“A aviação geral é importante para conectar as cidades brasileiras, é um transporte estratégico para os negócios e também para as cargas fracionadas”, salienta Rodrigo Neiva. Além disso, ele lembra, com a recente regulamentação do Programa Vôo Simples da Associação Nacional da Aviação Civil (Anac), que traz permissão da venda de assentos individuais na aviação geral, o segmento ganhará ainda mais impulso.

O empreendimento irá repercutir também em uma nova vocação econômica para a região metropolitana com a instalação de empresas de táxi aéreo, serviço aeromédico, manutenção, hangaragem, escolas para formação de pilotos e estrutura de apoio, com comércio, restaurantes e hotel. A expectativa é atrair também indústrias, em especial fábrica de peças aeronáuticas, turbinas e motores para aviação, entre vários outros. Além de empresas voltadas para o segmento de logística.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 04/01/2021

STARTUP COLOMBIANA VAI INVESTIR US$ 2 MILHÕES NO BRASIL
Publicado em 01/04/2021 as 05:43 PM

Assessoria de Comunicação

Depois de um ano de mudanças profundas em seus negócios, a startup Picap prevê investir, em 2021, US$ 2 milhões no setor de entregas no Brasil. A empresa, que nasceu na Colômbia e atua ainda em países como Argentina, México e Guatemala, aposta na criação de um centro de distribuição, dentro do modelo HUB, localizado na Zona Leste de São Paulo, e no software de logística Pibox Enterprise como alavancas de crescimento para 2021.


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"Chegamos ao Brasil, em 2019, trazendo um modal novo como solução aos engarrafamentos, principalmente nas grandes cidades. O transporte de passageiros por motos vinha numa curva crescente, alcançando 11 cidades no Brasil. Quando veio a pandemia, alteramos a nossa estratégia e passamos a focar nos setores de logística e entregas", explica o CEO da Picap, Diogo Travassos.

Atuando na modalidade last mile, onde obteve crescimento de 400% nos últimos meses, a Picap passou a fechar parcerias com grandes players do mercado, oferecendo um serviço mais ágil, rápido e barato. "O crescimento do delivery, com a pandemia, cresceu em poucos meses o que levaria alguns anos. Passamos a enfrentar problemas de logística graves, pois o consumidor passou a utilizar esse serviço de forma permanente. A Picap oferece uma solução no sentido que ajuda a tornar toda operação mais confiável e segura", salienta Travassos.

Adquirir uma central de distribuição (HUB), segundo o CEO da Picap, é um passo importante na consolidação da empresa no segmento. Dessa forma, a startup passa a contar com um sistema de distribuição próprio, visando otimizar todo o processo, em todas as etapas. "A isso somamos o Pibox Enterprise, software que, na prática, faz a ponte entre o fornecedor e o consumidor final. O usuário passa a contar com uma ferramenta que acompanha, em tempo real, o deslocamento da carga, a rota escolhida e a estimativa de entrega. Ela permite que o fornecedor encontre uma solução mais adequada para cada cliente", detalha Travassos.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 04/01/2021

EDUARDO NERY FAZ BALANÇO DAS AÇÕES DA ANTAQ EM 2020
Publicado em 01/04/2021 as 05:43 PM

De acordo com o diretor-geral da ANTAQ, apesar de todas as adversidades, a Agência teve muito sucesso na condução de suas atividades na medida em que conseguiu se adaptar rapidamente às condições impostas pela pandemia

Antecedendo os trabalhos da 492ª Reunião Ordinária da Diretoria, a última do ano (realizada em 17/12/2020), o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Eduardo Nery, fez um balanço das ações da Autarquia em 2020, “um ano que dispensa dizer o quanto foi atípico”. De acordo com Nery, apesar de todas as adversidades, a Agência teve muito sucesso na condução de suas atividades na medida em que conseguiu se adaptar rapidamente às condições impostas pela pandemia.

“Nós conseguimos não apenas assegurar a perenidade na prestação de serviços, mas também aumentamos os índices de eficiência e produtividade, mérito que certamente atribuo à qualidade e ao comprometimento de todos os servidores desta Casa”, afirmou.

E prosseguiu: “Nesse ponto, quero exaltar especialmente o trabalho da equipe da nossa Secretaria de Tecnologia da Informação, da Superintendência de Administração e Finanças e da Secretaria de Planejamento, que agiram com notável presteza para que a Agência pudesse dotar todos os servidores das condições necessárias para manter todas as suas atividades de forma remota, sem qualquer prejuízo ao desempenho organizacional. Pelo contrário, nós tivemos um aumento de produtividade”.

Após parabenizar seus pares de Diretoria - Adalberto Tokarski e Francisval Mendes -, pelo trabalho realizado à frente de Agência ao longo do ano, e saudar as participações dos servidores Gabriela Costa e Joelson Miranda, “que, na qualidade de diretores substitutos, também prestaram um enorme serviço à Agência”, o diretor-geral apresentou números obtidos pelas diversas áreas da Agência ao longo deste ano.

“Faço questão de mencionar aqui todas as áreas da ANTAQ, cada uma com a sua cota de participação e que geraram números tão significativos, e agradecer a todos os servidores e colaboradores sem os quais nada teria sido concretizado. Passemos aos números:

DIRETORIA - AUDIÊNCIAS PÚBLICAS - Em 2020, foram realizadas 21 reuniões de Diretoria com apreciação de 823 atos, entre resoluções, acórdãos, portarias e termos de autorização. Também queria destacar outros números importantes, como 12 audiências públicas que foram abertas pela Agência, com destaque especial para a primeira audiência de concessão de portos organizados, dez editais de licitação de arrendamentos portuários e cinco leilões. Com tudo isso, essa parceria que a ANTAQ estabelece, por força de lei, com o Ministério da Infraestrutura, vai viabilizar investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões no setor portuário nacional, alcançando números muito relevantes.

FISCALIZAÇÃO – Quero destacar uma grande conquista da nossa Superintendência de Fiscalização e Coordenação das Unidades Regionais. Ela executou o primeiro ano do Plano Plurianual, com a metodologia da Fiscalização Responsiva, que agregará muito valor aos resultados decorrentes das nossas ações de fiscalização. Com isso, a SFC conseguiu um decréscimo de 20% no tempo de tramitação dos processos sancionadores, o que é muito louvável.

REGULAÇÃO – No âmbito da Superintendência de Regulação, quero destacar entre os normativos aprovados a edição da norma de estudo simplificado para arrendamentos, que promete destravar investimentos. Quero parabenizar a atuação do doutor Adalberto Tokarski, que foi um incentivador dessa medida, que com certeza aumentará muito a eficiência na ocupação das áreas dos nossos portos organizados. No quesito desburocratização, destaco a edição de duas resoluções importantes na área de navegação: uma para flexibilizar regras de manutenção de patrimônio líquido negativo de Empresa Brasileira de Navegação, e a outra para regrar a substituição de embarcações brasileiras docadas.

OUTORGAS – Na Superintendência de Outorgas, tivemos registros de mais de 30 instalações de apoio ao transporte aquaviário; deliberação de mais de 12 pedidos de reequilíbrio de contratos de arrendamento portuário; um número superior a 80 autorizações de Empresas Brasileiras de Navegação; e mais de 6.700 circularizações de afretamento de embarcações processadas no Sistema SAMA.

ESTUDOS - Na área da Superintendência de Desempenho, Desenvolvimento e Sustentabilidade, destaque para a elaboração dos Boletins Informativos Aquaviários Trimestrais, um produto riquíssimo da Agência, na medida em que serve para subsidiar políticas públicas e decisão de investimentos privados no setor portuário. A expansão do Índice de Desempenho Ambiental – IDA para mais de cem terminais privados, em 2020, também foi uma grande conquista. O IDA tem sido amplamente reconhecido pelo setor.

ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS – No âmbito da Superintendência de Administração e Finanças, destaco a economia de cerca de R$ 4 milhões, que foi conseguida no orçamento de custeio com medidas de combate à pandemia, o que representa quase dez por cento do orçamento da Agência. Entre diversas medidas importantes, principalmente nesse contexto do isolamento social dentro da Agência, merecem aquela destinadas a assegurar o bem-estar e a saúde dos nossos servidores, que podemos comprovar nesse período de pandemia.

SECRETARIA-GERAL – A SGE elaborou a Resolução nº 7.701, aprovada pela Diretoria, medida que irá aperfeiçoar o processo decisório da Agência, melhorando os aspectos regimentais. A SGE também cuidou de medidas de transparência por meio de iniciativas como o Plano de Dados Abertos e o Sistema de Transparência Ativa do Governo Federal. Destaco também o Peticionamento Eletrônico para todos os tipos de processos, medida que vai desburocratizar o relacionamento da Agência com o setor regulado.

SECRETARIA DE PLANEJAMENTO – A Secretaria de Planejamento e Coordenação Interna, mesmo com um número restrito de servidores, vem fazendo um grande trabalho, a exemplo do nosso Plano de Gestão Anual. Também tivemos a oportunidade recentemente de aprovar o Plano Estratégico da Agência 2021-2024. A Secretaria está trabalhando em uma metodologia de Gestão de Riscos e Integridade e regulamentou o Teletrabalho.

AUDITORIA INTERNA – Nossa Auditoria Interna está buscando, cada vez mais, a estrutura adequada à sua importância. Entre essas iniciativas, destaco o Relatório de Auditoria Interna.

OUVIDORIA – A Ouvidoria está implantando o Conselho de Usuários, por meio de plataforma virtual, o que é uma grande conquista, dado o papel importantíssimo para a Agência no sentido de estabelecer um canal de comunicação, especialmente com aquele usuário que se encontra muitas vezes em áreas isoladas e de difícil acesso.

CORREGEDORIA – No âmbito da Corregedoria, todos os processos administrativos disciplinares, instaurados até 2020 foram concluídos. A Corregedoria também vem trabalhando na avaliação do modelo de Maturidade Correcional, que é outra medida que merece aplauso, e na elaboração do Plano de Ação, que tem por finalidade consolidar e aperfeiçoar a atuação correcional.

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO – Na área da Secretaria de Tecnologia da Informação, quero destacar o apoio que a STI vem dando em todas as áreas, o que foi essencial para que a Agência tivesse um grau de maturidade em estrutura de tecnologia de informação que permitisse à Agência, nesse período de pandemia, se adaptar rapidamente às atividades de teletrabalho. Além disso, ela vem trabalhando em outros produtos importantíssimos, como o TransfomaGov e também o NavegueSeguro, que vai ser um aplicativo disponibilizado aos usuários do transporte aquaviário.

PROCURADORIA FEDERAL - Concluindo, quero destacar a importantíssima participação da Procuradoria Federal junto à ANTAQ. A doutora Natália Moysés merece os parabéns pelo trabalho realizado, que tanto contribui para as decisões desta Agência. Em 2020, foram 2.668 manifestações jurídicas, com destaque para os casos de licitações de arrendamentos portuários. Em contenciosos, foram prestadas 221 informações para defesa judicial desta Autarquia.”

Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 30/12/2020

ANTAQ APROVA ANÁLISE DAS CONTRIBUIÇÕES REFERENTES À LICITAÇÃO DE ÁREA EM VILA DO CONDE (PA)
Publicado em 01/04/2021 as 05:42 PM

Área é destinada à movimentação e armazenagem de granéis minerais

AANTAQ aprovou a análise das contribuições da Audiência Pública nº 14/2020, relativa à licitação da área portuária destinada à movimentação e armazenagem de granéis minerais, localizada no Porto Organizado de Vila do Conde/PA, denominada VDC10.

Agora, os autos serão encaminhados ao Ministério da Infraestrutura para realização dos ajustes necessários nos estudos e nas minutas de Edital e de Contrato de Arrendamento, mediante os resultados obtidos das análises das contribuições recebidas, com posterior remessa ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Os autos irão também para a Comissão Permanente de Licitação de Arrendamentos Portuários (CPLA) para consolidação dos documentos pertinentes e adoção das providências subsequentes.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 30/12/2020

UNIDADES DE PORTO ALEGRE, FORTALEZA E VITÓRIA TÊM NOVOS ENDEREÇOS AS MUDANÇAS DAS TRÊS UNIDADES ACONTECERAM EM DEZEMBRO
Publicado em 01/04/2021 as 05:42 PM

As unidades regionais de Fortaleza, Porto Alegre e Vitória da ANTAQ mudaram de endereço. A Unidade Regional de Porto Alegre (UREPL) localiza-se agora na Rua 7 de setembro, 586, sala 1201, Centro Histórico. A Unidade Regional de Fortaleza (UREFT) está na Praça Amigos da Marinha, Prédio Administrativo do Porto de Fortaleza, Mucuripe (CE). Já a Unidade Regional de Vitória (UREFT) encontra-se na Av. João Baptista Parra, 633, 16º andar, no edifício Enseada Office, Praia do Suá (ES).
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 30/12/2020

ANTAQ REALIZARÁ AUDIÊNCIA VIRTUAL SOBRE NORMA REFERENTE À RETIRADA DE RESÍDUOS DE EMBARCAÇÕES
Publicado em 01/04/2021 as 05:42 PM

Reunião acontecerá em 5 de janeiro a partir das 15h

AANTAQ realizará, nesta terça-feira (5), a audiência pública presencial, no modelo virtual, referente à proposta de resolução que tem por objeto disciplinar a prestação de serviços de retirada de resíduos de embarcações em áreas e águas sob jurisdição brasileira.

A audiência pública virtual terá início às 15h e término quando da manifestação do último credenciado, sendo 18h o horário limite para encerramento.

A dinâmica da audiência pública virtual será a seguinte:

a) Toda a sessão virtual será transmitida via streaming a toda a Internet, gravada e disponibilizada no canal da ANTAQ no “Youtube”;

b) Não é necessária inscrição para assistir à audiência pública;

c) Os interessados em manifestar-se na audiência deverão se inscrever pelo aplicativo de mensagens “Whatsapp” no número (61) 2029-6940. O período de inscrição será das 10h às 14h do dia 5 de janeiro de 2021;

d) Os interessados poderão enviar sua contribuição por vídeo, áudio ou até mesmo por escrito no “Whatsapp”;

e) Os interessados também poderão se manifestar entrando na sala de reunião criada no aplicativo “ZOOM”. Para isso, no ato de inscrição, o interessado deverá se manifestar nesse sentido e encaminhar seu endereço eletrônico de login no “ZOOM” para ser convidado a entrar na sala na sua vez; e

f) Em caso de problemas computacionais para utilização da ferramenta “ZOOM" será realizada uma segunda tentativa de conexão ao final de todas as contribuições ou o interessado poderá encaminhar sua contribuição pelo “Whatsapp”.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 04/01/2021

MOVIMENTAÇÃO PORTUÁRIA CRESCE 3,64% DE JANEIRO A OUTUBRO, DIZ ANTAQ
Publicado em 01/04/2021 as 05:41 PM

Portos públicos e privados movimentaram 954 milhões de toneladas no período

O setor portuário brasileiro (portos públicos e portos privados) movimentou nos dez primeiros meses deste ano 953,9 milhões de toneladas, o que representou um crescimento de 3,64% em comparação com igual período do ano passado, quando foram movimentados 920,3 milhões de toneladas. Os números estão no Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários - ANTAQ.

Os terminais privados movimentaram 627 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 3,18%. Os portos públicos operaram 326,6 milhões de toneladas, perfazendo um incremento de movimentação de 4,54% em relação a igual período de 2019.

O Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) foi a instalação privada que mais movimentou no período, em razão do perfil de carga que é movimentada no terminal (minério de ferro): 156 milhões de toneladas, registrando um crescimento de 0,29% em comparação com igual período do ano anterior. Em relação aos portos públicos, Santos (SP) foi o destaque, com 96 milhões de toneladas, um incremento de 7,08%.

Embora o minério de ferro tenha sido a mercadoria mais movimentada nas instalações portuárias brasileiras, com 290,2 milhões de toneladas, neste ano essa mercadoria apresentou queda de -5,37%em relação a igual período de 2019. A mercadoria milho também registrou queda de -21,38% no período janeiro-outubro/2020. Entre as mercadorias que tiveram crescimento em relação aos dez primeiros meses do ano anterior, destaque para óleo bruto de petróleo (+21,78%); soja (+21,42%); e açúcar (+68,06%).

Em relação ao perfil de carga, o destaque no período foram os granéis líquidos e gasosos com 235,5 milhões de toneladas – um crescimento de 14,11%. Granéis sólidos também registraram crescimento, embora bem menor (0,91%), ao movimentar 577,8 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada e a carga geral registraram decréscimo na movimentação em comparação a igual período de 2019 de, respectivamente, -0,15% e -1,52%.

Navegação

Por tipo de navegação, o transporte nos dez primeiros meses deste ano cresceu no longo curso (1,04%), totalizando 670 milhões de toneladas transportadas; e na cabotagem (14,49%) ao operar 161 milhões de toneladas. Na navegação interior, foram transportados no período 32,3 milhões de toneladas. Esse resultado representou queda de -8,42% na comparação com igual período de 2019.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 04/01/2021

FERROVIÁRIAS PARTICIPARÃO DE CONSULTA PÚBLICA DA AUTORIDADE PORTUÁRIA DE SANTOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:40 PM

Operadoras que atendem o complexo portuário esperam pela definição do modelo de trabalho da Ferrovia Interna do Porto de Santos
Por Fernanda Balbino


Operadoras que atendem o complexo portuário esperam pela definição do modelo de trabalho da ferrovia (Foto: Carlos Nogueira/AT)

As operadoras ferroviárias que atendem ao cais santista planejam participar da consulta pública aberta pela Autoridade Portuária de Santos (APS), que pretende debater com a comunidade a gestão, a operação, a manutenção e a expansão da Ferrovia Interna do Porto de Santos (Fips). Para cuidar do serviço ferroviário na área do principal complexo marítimo do País, a APS pretende criar uma sociedade de propósito específico (SPE).

Na semana passada, a APS abriu uma consulta pública com duração de 45 dias. Neste período, a comunidade poderá se manifestar sobre as condições para a criação do consórcio, que deverá reunir várias empresas para a gestão compartilhada das linhas férreas do Porto de Santos.

A medida é necessária para garantir o atendimento da demanda, a partir da ampliação das linhas férreas em direção ao cais santista. O temor da Autoridade Portuária é que o acesso ferroviário se torne um gargalo.

Isto porque a atual malha interna do complexo marítimo permite a movimentação de 50 milhões de toneladas por ano (já opera 45 milhões), mas a demanda deve bater a casa dos 75 milhões de toneladas anuais nos próximos anos.

Hoje, o serviço de transporte ferroviário e a sua infraestrutura no Porto estão sob responsabilidade da Rumo Logística (Grupo Cosan). Mas a concessão terminará em 27 de junho de 2025 e não será renovada.

Procurada, a empresa considerou positivos os esforços da Autoridade Portuária em compatibilizar os investimentos dentro do Porto com aqueles que estão sendo feitos nas principais malhas ferroviárias do País — o que ampliará a vinda de cargas ferroviárias ao cais santista. Nesse sentido, a companhia destacou que vem analisando os documentos publicados, a fim de apresentar, no decorrer da consulta pública, suas contribuições quanto ao novo modelo de administração da Fips.

“Uma vez definida a futura modelagem, a Rumo, assim como as demais concessionárias ferroviárias, avaliará com toda a atenção a possibilidade de participar da SPE que assumirá a gestão das linhas férreas no cais santista”, destacou a Rumo, em nota.

A operadora MRS destacou que vai participar da consulta pública para as contribuições que se fizerem necessárias, mas ainda não confirma participação na nova empresa. “Uma vez definido o modelo de trabalho da Ferrovia Interna do Porto de Santos, a MRS poderá avaliar mais concretamente a sua participação na SPE”, informou.

Operadores
Procurado, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) informou, por nota, que vai acompanhar a consulta pública e discutir com seus associados. “(O Sopesp) Entende que os investimentos necessários para a boa performance ferroviária nos portos da Baixada serão fundamentais para a continuidade do seu desenvolvimento e competitividade”, destacou.

O presidente da Federação Nacional das Operações Portuárias (Fenop), Sérgio Aquino, destacou que, “no aspecto regulatório, a entidade tem defendido que, em todos os temas estratégicos para cada porto, a administração portuária local consulte formalmente o CAP (Conselho de Autoridade Portuária)”
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 01/01/2021

ILHA BARNABÉ DEVE TER MELHORIAS ATÉ 2022 COM NOVAS INTERVENÇÕES NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:40 PM

As intervenções anunciadas pela estatal que administra o porto incluem a recuperação estrutural do cais e dolfins existentes e construção de um dolfim de amarração
Da Redação


As obras começaram e devem ser concluídas em maio do próximo ano (Carlos Nogueira)

Nos próximos 18 meses, a Ilha Barnabé passará por diversas intervenções com o objetivo de garantir melhorias e mais segurança aos processos de embarque e desembarque. O anúncio do início dos trabalhos, que pegou os usuários de surpresa há dois meses, forçou a criação de um comitê formado por técnicos da Autoridade Portuária de Santos e da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). O temor da entidade era de que os trabalhos inviabilizassem as operações.

As intervenções anunciadas pela estatal que administra o Porto de Santos incluem a recuperação estrutural do cais e dolfins existentes e construção de um dolfim de amarração. Trata-se de uma coluna de concreto fincada no fundo do mar que aflora à superfície. Também estão previstas a contenção de talude e a instalação de passarelas metálicas.

Os trabalhos serão acompanhados de perto pelo comitê técnico. O grupo colabora no desenvolvimento de novas propostas para procedimentos de carga e descarga nas pranchas de operação e aplicabilidade dos procedimentos de atracação previstos com apoio da Autoridade Portuária.

As obras foram iniciadas no dia 16 de dezembro e devem ser concluídas em maio deste ano. Segundo a Abiquim, estão em finalização as obras de recuperação do dolfim 10 do berço 1 da Alemoa, considerado fundamental para absorver o grande volume de movimentação de combustíveis.

A entidade destaca que foi estabelecida a comunicação prévia das interdições para dragagem e demais manutenções nos berços, além desses trabalhos serem realizados concomitantemente com outras obras, aumentando disponibilidade dos berços e segurança.

Segundo a Abiquim e a Autoridade Portuária, hoje, o tempo de espera para atracação nos terminais líquidos da Alemoa é de sete dias, em média, o que possibilita uma maior utilização dos berços da região e a diminuição dos custos.

Segundo o diretor de Operações da Autoridade Portuária, Marcelo Ribeiro, enquanto as obras ocorrerem, sempre haverá dois berços operando na Ilha. “Estas obras na Ilha Barnabé são urgentes para garantir o bom funcionamento dos píeres de atracação e evitar danos futuros. Estamos programando os trabalhos de modo a afetar o mínimo possível às operações, e construindo o cronograma sempre a partir da escuta junto aos usuários”.

“O diálogo aberto e franco entre os usuários do Porto de Santos e demais intervenientes com a Autoridade Portuária, gera resultados expressivos e avanços inimagináveis no tocante a eficiência, competitividade, segurança, regramento e isonomia, consequentemente beneficiando todo o País com a redução do custo brasil”, explica o presidente-executivo da Abiquim, Ciro Marino.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 03/01/2021

O FUTURO FERROVIÁRIO DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 01/04/2021 as 05:40 PM

O cais santista deve se preparar para uma nova demanda de cargas
Da Redação

O Porto de Santos corre contra o tempo para ampliar sua infraestrutura ferroviária e, assim, ter condições de receber as novas cargas que vão chegar em vagões a seus terminais nos próximos anos. Para isso, recentemente, a SPA anunciou um audacioso plano para viabilizar os investimentos necessários e evitar o surgimento de um gargalo crítico na logística do principal complexo portuário do Brasil. Em jogo, como tradicionalmente ocorre quando se trata do cais santista, está o desenvolvimento de setores importantes da economia do País.

Hoje, a malha ferroviária interna do Porto de Santos pode movimentar 50 milhões de toneladas anuais, uma capacidade que já se mostra 90% utilizada. Mas, nos próximos anos, devem passar a chegar à região, ao menos, 75 milhões de toneladas por ano. No médio prazo, apenas a Rumo, operadora logística do Grupo Cosan e que, no ano passado, renovou a concessão da Malha Paulista, projeta transportar até o complexo marítimo 100 milhões de toneladas anuais. Esse cenário levou o presidente da SPA, Fernando Biral, a dizer que a ferrovia interna do Porto pode se tornar “um grande gargalo” em “pouquíssimo tempo”.

Para atender a essa nova demanda e evitar o surgimento de um novo gargalo, a SPA prevê a necessidade de investimentos da ordem de R$ 2 bilhões no sistema ferroviário do cais santista. Eles envolvem a construção de novos ramais, de uma pera ferroviária na região de Outeirinhos, de um retropátio ferroviário e, ainda, a eliminação de cruzamentos rodoferroviários, entre outras ações – obras elencadas a partir de negociações entre a Autoridade Portuária e a Rumo, que hoje, controla a Portofer, empresa que administra a malha ferroviária interna do Porto.

A fim de viabilizar esses investimentos, a SPA planeja rescindir antecipadamente o contrato da Portofer – que vence em 2025 e não será renovado, como afirmou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas – e fazer uma nova concessão da malha ferroviária, repassando-a para uma sociedade de propósito específico, a ser formada pelas operadoras ferroviárias que atendem o cais santista, entre elas a Rumo e a MRS Logística. Uma consulta pública foi aberta pela administradora portuária para debater essa estratégia com a comunidade.

Independentemente da linha de ação adotada, o Porto de Santos tem de garantir a realização desses investimentos em sua malha ferroviária e conseguir atender à demanda das novas cargas que chegarão a seus terminais nos próximos anos.

Considerando a velocidade de implantação de investimento em infraestrutura no Brasil, não há muito tempo para se perder nesse processo. Por isso, 2021 se mostra estratégico para esse projeto. É o momento de se definir o caminho a ser trilhado, assegurar suas viabilidades técnica e jurídica e colocar o plano em execução.

As operadoras ferroviárias já perceberam a necessidade de preparar o Porto de Santos para esse cenário futuro. A própria SPA também. Não se pode perder tempo. Atrasos nesse processo terão um custo para a própria economia brasileira.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 04/01/2021

ATIVIDADE NÁUTICA CRESCE COM A PANDEMIA NA BAIXADA SANTISTA
Publicado em 01/04/2021 as 05:39 PM

Marinha contabiliza aumento de mais de 10% e fiscalização também é intensificada para acompanhar a demanda pelo lazer na água
Por Fernanda Balbino


Aumento da procura por atividades náuticas foi constatado antes mesmo da Operação Verão (Matheus Tagé/AT)

A pandemia da Covid-19 mudou a rotina da população. Lazer, viagens e até a prática de esportes em grupo ficaram comprometidos. Por outro lado, houve um aumento na atividade náutica na região, verificado pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP). Segundo a Autoridade Marítima, o crescimento, que ultrapassa a casa dos 10%, também forçou um aumento da fiscalização.

“Recebemos informações da comunidade náutica, em reuniões realizadas com representantes, que citaram esse aumento, provavelmente pela impossibilidade das pessoas realizarem viagens, o que as faziam buscar o mar e águas interiores como lazer. Além disso, o número de abordagens realizadas esse ano (2020) já superou as do ano passado (2019), o que demonstra que, mesmo com a pandemia, as pessoas continuaram saindo com suas embarcações”, destacou o comandante da CPSP, o capitão-de-mar-e-guerra Marcelo de Oliveira Sá.

Segundo o oficial, o aumento da procura por atividades náuticas foi constatado antes mesmo da Operação Verão da CPSP, que teve início no dia 14 de dezembro e vai até 16 de março. Neste período, a fiscalização é intensificada para evitar abusos e garantir a segurança da navegação.

“Em 2020, houve um aumento de 12,9% no número de abordagens. Em 2019, foram 3.126 abordagens e, no ano seguinte, antes da Operação Verão, já havíamos atingido 3.530 abordagens”, explicou o comandante sobre o aumento da atividade náutica.

Falta de documentação de condutores e registros de embarcações e falta de equipamentos de segurança e salvatagem (coletes, boias, extintores de incêndio, entre outros) estão entre os principais problemas constatados nesta época do ano.

“Ainda há infrações relativas à navegação em áreas seletivas de navegação (menos de 200 metros da linha de base das praias)”, explicou o comandante.

Parcial da Operação Verão
Do início da Operação Verão até a última segunda-feira (28), foram realizadas 196 abordagens, 16 notificações e quatro apreensões de embarcações. Segundo o comandante da CPSP, os números indicam um aumento, nestas duas últimas semanas, de, aproximadamente, 40% em relação à média de abordagens.

De acordo com a Marinha do Brasil, ações de conscientização também são realizadas em entidades náuticas, clubes, marinas e colônias de pescadores, com palestras educativas e dicas sobre normas de segurança da navegação, além da preservação ambiental.

A CPSP alerta que todos podem contribuir para a segurança no mar com denúncias pelos telefones (13) 3221-3456 e (13) 3221-3459. Há ainda a opção do 185 (emergências náuticas).

Dicas de segurança
Esteja atento e vigilante durante a navegação. Você é o responsável por tudo que acontece a bordo.

Navegue a mais de 200 metros de distância da praia, respeite os banhistas. Tenha em mãos a sua habilitação e os documentos obrigatórios.

Conduza sua embarcação com velocidade segura. Isso permite a realização de manobras em caso de situação imprevista e evita acidentes.

Faça manutenção preventiva na sua embarcação.

Não consuma bebidas alcoólicas quando for conduzir sua embarcação. Conheça bem todos os lugares por onde a embarcação irá navegar. Não navegue no “escuro”.

Conheça a previsão do tempo antes de sair e fique atento às possíveis mudanças.

Previna incêndios em sua embarcação. Pequenas medidas, como verificar o quadro elétrico e a validade dos extintores evitam grandes tragédias.

Respeite o limite de pessoas a bordo e garanta a estabilidade da embarcação.

Informe seu plano de navegação e a lista das pessoas a bordo ao seu iate clube. Leve sempre um equipamento de comunicação.

Calcule o consumo de combustível para ir e voltar. Faça o cálculo em três partes: um terço para ir, outro para voltar e um de reserva.

Quando ancorado, não acione motores ou movimente a embarcação se tiver alguém por perto na água.

Tenha coletes salva-vidas homologados pela Marinha para todos a bordo.

Não polua mares, rios e lagoas. Lugar de lixo é no lixo.
Fonte : A Tribuna Digital - SP
Data : 04/01/2021

SAÍDA DA PETROBRAS DO TSB ABRE ESPAÇO PARA CONEXÃO
Publicado em 12/29/2020 as 11:17 PM

O grupo ítalo-argentino Techint é um dos potenciais interessados na expansão do gasoduto no Sul do país
Por Gabriela Ruddy — Do Rio



O anúncio da Petrobras da venda da participação de 25% que a empresa detém na Transportadora Sulbrasileira de Gás (TSB) abre espaço para o avanço do projeto de expansão da integração da malha de gasodutos entre Brasil e Argentina. A TSB é a operadora do trecho de 25 quilômetros que liga a malha argentina até Uruguaiana (RS), na fronteira entre os dois países, onde existe hoje uma termelétrica. A companhia também opera outro duto de mesmo tamanho que conecta o Polo Petroquímico de Triunfo (RS) à capital Porto Alegre, onde termina o Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).

A expectativa é que a entrada de novos sócios privados na TSB contribua para tirar do papel o projeto de construir um duto de 565 quilômetro para conectar os dois trechos operados pela transportadora no Rio Grande do Sul, o que consolidaria a integração entre as malhas de gás brasileira, argentina e boliviana (ver mapa ao lado). Entre as empresas que estão de olho no projeto está o grupo ítaloargentino Techint. O grupo de engenharia e construção tem também uma companhia produtora de gás na Argentina, a Tecpetrol, além de uma fabricante de tubos, a Tenaris.

A Tecpetrol produz 17 milhões de metros cúbicos de gás por dia (m3/dia) a partir de atividades não convencionais na região de Vaca Muerta, na Bacia de Neuquén, no norte da Patagônia. O grupo enxerga a possibilidade de escoar a produção para o mercado brasileiro, em meio à abertura do setor no país. O diretor comercial e de desenvolvimento de negócios da Techint, Luis Guilherme de Sá, diz que o gás argentino pode chegar ao Brasil ao preço de US$ 2,2 por milhão de BTU no verão, quando o consumo argentino é menor, bastante abaixo do preço médio praticado no mercado nacional, de cerca de US$ 14 por milhão de BTU. “O que limita a produção em Vaca Muerta é o mercado. O Brasil é um destino óbvio para esse gás”, diz Sá.

A TSB é uma empresa da Petrobras, Ipiranga Produtos de Petróleo, Repsol e Total, cada uma com 25% de participação. A Techint não confirma se tem interesse em adquirir participação na TSB, mas o diretor afirma que a companhia quer “ajudar a viabilizar a extensão da forma que for possível” e que “o grupo pode agregar valor ao projeto pois tem uma experiência muito grande na área”.

A expectativa do grupo é fornecer os tubos para a extensão, pois a própria Tenaris foi responsável pelos 50 quilômetros em operação. Neste caso, os dutos e revestimentos seriam fabricados na planta da Tenaris em Pindamonhangaba (SP). Apesar de a companhia também ter uma fábrica na Argentina, questões logísticas devem favorecer a produção no Brasil. “Esse duto deve ser de grande diâmetro e a planta que temos no Brasil é especializada nesse tipo de tubos. Além disso, a logística para o transporte para os dutos virem de outro país pode ser mais onerosa. Ter produção local de forma competitiva ajuda a reduzir o custo do investimento”, diz o diretor institucional da Tenaris, Idarilho Nascimento.

Junto com o anúncio da venda na fatia na TSB, a Petrobras também iniciou o processo para se desfazer da participação de 51% que possui na Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), que opera o Gasbol em território brasileiro. Ampliar a integração da malha da TSB com o projeto que vem da Bolívia pode fazer com que a maior oferta de gás viabilize a produção nacional de fertilizantes para a agroindústria no Centro-Oeste. “A TBG tem uma participação importante nesse projeto, porque isso cria uma nova oportunidade de colocação de gás na rede. Conceitualmente, o projeto faz todo sentido, pois liga quem produz a quem consome e pode viabilizar uma série de investimentos, mas ele precisa ser estruturado e ter a viabilidade econômica que permita a construção”, conclui Sá.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que a extensão demandaria investimentos de R$ 4,6 milhões, com base em cálculos de 2019. A demanda potencial para o gasoduto é estimada em 5,3 milhões de m3/dia de gás. A conexão está em estudo há quase três décadas, mas ficou de lado após a queda da produção argentina de gás no início dos anos 2000.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 29/12/2020

MINERAÇÃO FECHA O ANO BEM NO PAÍS, DIZ IBRAM
Publicado em 12/29/2020 as 11:17 PM

Mineração fecha o ano bem no país, diz Ibram Setor se beneficiou da alta dos preços do minério de ferro, que está acima de US$ 160 a tonelada, e da cotação dos metais não-ferrosos
Por Ivo Ribeiro — De São Paulo


Brumer, presidente do conselho do Ibram: “O setor conseguiu superar a crise pandêmica, que ainda não está dominada, aqui e lá fora, com relativo sucesso” — Foto: Silvia Costanti/Valor

A indústria de mineração no país termina o ano comemorando bons resultados, apesar do cenário negativo desenhado entre abril e maio, no auge da pandemia de covid-19. O minério de ferro, principal bem mineral do setor, ontem fechou em quase US$ 164 a tonelada, depois de flertar uma semana atrás com os US$ 180. A maioria dos metais não ferrosos também exibe uma grande valorização no ano.

Para representantes da indústria mineral e siderúrgica, a China - grande importador de matérias-primas industriais - é o principal fator desse desempenho. Levemente afetado pelo novo coronavírus, o país manteve ritmo firme da economia desde março, com estímulos do governo em projetos de infraestrutura e empreendimentos imobiliários, entre outros setores.

O Brasil, como grande supridor de commodities foi beneficiado. Aos chineses e outros países da Ásia embarca minérios (ferro, nióbio e manganês) e metais.

O preço do minério de ferro é puxado pelo consumo consistente das usinas de aço chinesas, que operam ao ritmo de 90% da capacidade. Dois outros fatores ajudam a manter a cotação em alta nessa reta final de ano. Primeiro, a menor oferta prevista por parte da Vale em 2021, devido a problemas em suas operações em Minas Gerais. Em segundo lugar, é comum no primeiro trimestre de cada ano os embarques serem afetados por chuvas no Brasil e ciclones nas regiões do portos da Austrália. Os dois países são os maiores produtores mundiais da commodity.

Os preços dos metais não ferrosos, como cobre, alumínio, níquel e zinco, tiveram forte alta na Bolsa de Metais de Londres, a LME. O ouro, metal para onde todos correm para se proteger em tempos de crise, foi além de US$ 2 mil a onça-troy (31 gramas).

O faturamento da mineração brasileira, no ano, em moeda nacional, acumulou até setembro, R$ 125 bilhões - pouco mais de 40% apenas no terceiro trimestre. “A recuperação é fruto também do duplo efeito do câmbio valorizado - nas exportações e nos preços das commodities, como o ferro e os metais não ferrosos”, destaca Wilson Brumer, presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

No mercado interno, a demanda por minerais industriais, como calcário, brita e areia também teve forte demanda, puxada pelo boom de lançamentos imobiliários e pela autoconstrução durante a pandemia. O calcário é usado na fabricação do cimento - de janeiro a novembro, a venda de cimento apresentou alta acima de 10% em relação a 2019.

Outros materiais de construção sobressairam nesse cenário de recuperação da economia, como aço longo, madeira e tijolos. O vergalhão de aço, e também chapas, chegou a faltar em alguns momentos, enquanto as siderúrgicas religavam seus fornos e a normalização do abastecimento ainda avança 2021 adentro.

“Estamos terminando bem o ano, acima do que esperávamos, e vamos entrar 2021 também com perspectivas promissoras”, diz Brumer. Ele menciona o minério de ferro como carro-chefe, mas lembra que a mineração brasileira tem relevância também em ouro, bauxita, zinco, nióbio e cobre.

As exportações podem fechar o ano com crescimento da ordem de 10%, na casa de US$ 35 bilhões - de janeiro até novembro a balança dos embarques somou US$ 32 bilhões, informou. “O setor conseguiu superar a crise pandêmica, que ainda não está dominada - aqui e la fora - com relativo sucesso, diante do que se viu no momento mais crucial”, afirma.

Brumer disse que, apesar de alguns ajustes, os investimentos do setor para os próximos quatro a cinco anos estão estipulados na casa de US$ 37 bilhões. Em Minas Gerais, enfatiza, grande parte é destinada a descomissionamento de barragens. Estão previstos no estado US$ 12,5 bilhões.

Outros estados que se destacam são a Bahia - com muito foco em exploração de zinco, níquel, cobre, ouro ferro e vanádio - e o Pará, onde está a reserva polimetálica de Carajás (ferro e cobre associado a ouro) e minas e reservas de ouro, bauxita, níquel e manganês. Para Bahia estão previstos US$ 10,5 bilhões. No Pará, US$ 8,6 bilhões.

A região do Centro-Oeste, principalmente Mato Grosso e Goiás, há previsão é US$ 5,5 bilhões. “Há uma boa diversificação geográfica, saindo do duopólio Minas-Pará”, diz Brumer.

Na sua avaliação, há perspectivas positivas para o setor no próximo ano. Principalmente nas exportações de minério de ferro, nióbio e manganês, que vão para China, Japão e outras países.

Ele lembra que o Brasil também exporta muito outro - para Canadá, Suíça e Índia - metal extraído de atividades empresariais. No entanto, uma questão a ser resolvida é a lavra ilegal que ocorre em muitos garimpos que “são verdadeiras operações empresariais, com maquinário pesado”. “Ainda é um problema que precisa ser superado no país com rigor pelo governo”, afirma.

Neste ano, o Ibram se consolidou com as mudanças de gestão adotadas ao longo de 2019. “O papel da entidade ganhou nova dimensão, fizemos uma carta de compromissos seguida pelas empresas; o Ibram se fortaleceu perante o MME (ministério) e a ANM (agência), buscou trazer as pequenas e médias empresas para a mesma filosofia; e criou uma série de comitês com representantes de mineradoras”.

O executivo afirma que ainda tem muito a trabalhar na questão da imagem da indústria mineral devido aos dois grandes desastres das barragens de Fundão e Brumadinho e que esses eventos tiveram forte impacto no setor. “Temos de adotar todos os conceitos da ESG (governança e sustentabilidades sociais e ambiental”. O Ibram representa 85% da produção mineral brasileira, com 6 mil empresas que operam 10 mil minas no país.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 29/12/2020

GALVANI PROMETE INVESTIR PARA TIRAR PROJETOS ANTIGOS DO PAPEL
Publicado em 12/29/2020 as 11:16 PM

Empresa brasileira faz planos para minas no Ceará e na Bahia
Por Marina Salles — De São Paulo

A brasileira Galvani confia na entrada em operação de “antigos novos” projetos para expandir a produção de matérias-primas para fertilizantes e ampliar de forma expressiva seu faturamento nos próximos três anos. Conforme o CEO Ricardo Neves, para chegar a US$ 350 milhões em vendas até 2024 a companhia conta com as ofertas adicionais que virão das minas de Santa Quitéria, no Ceará, e em Irecê, na Bahia.

Em 2019, a receita da Galvani foi de R$ 500 milhões, com o foco concentrado no Matopiba (confluência entre os Estados do Maranhão, Tocantins Piauí e Bahia) após a saída da joint-venture que formava com a norueguesa Yara. Depois de uma disputa encerrada no fim de 2018, a Yara assumiu o projeto de mineração de Serra do Salitre, em Minas, e uma unidade industrial que era da parceira em Paulínia, em São Paulo. No “divórcio”, a Galvani recebeu US$ 70 milhões em dinheiro por sua participação minoritária nos ativos e poderá ganhar um adicional condicionado ao desempenho de Salitre.



Com isso, na área de produção a Galvani passou a operar apenas a mina de Angico, na baiana Campo Alegre de Lourdes, de onde 220 mil toneladas de rocha fosfática são extraídas por ano. Esse volume permite que a companhia empacote 520 mil toneladas de fertilizantes no complexo químico de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do Estado.

Agora, a principal aposta é na mina de Itataia, que fica entre os municípios cearenses de Santa Quitéria e Itatira e deverá começar a operar em dois ou três anos. Com as matérias-primas da mina, a empresa será capaz de produzir anualmente 750 mil toneladas de fertilizantes fosfatados e 270 mil toneladas de bicálcio, componente usado em rações para animais.

“Nosso ponto de estrangulamento no projeto Santa Quitéria era a fábrica de ácido sulfúrico, que já decidimos fazer com ‘revamp’ [capacidade melhorada] de 30% ante o projeto original. A fábrica, modular, já está desmontada e será erguida a partir do fim do ano que vem”, afirma Neves. A maturidade do projeto deverá ser alcançada em 2026. Idealizado em 2009, o empreendimento ainda depende de licença prévia do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que poderá sair em 2021.

Para tirar o projeto do papel, a Galvani afirma que vai investir US$ 315 milhões, ou 80% do aporte total necessário. Sua sócia no projeto é a companhia Indústrias Nucleares do Brasil (INB), estatal vinculado ao Ministério de Minas e Energias com quem montou o Consórcio Santa Quitéria. A INB tem interesse nas 1,6 mil toneladas de urânio que a mina de Itataia poderá fornecer para abastecer usinas nucleares.

Os planos também incluem investimentos de mais US$ 85 milhões em centros de distribuição, operações portuárias e unidades de mineração e beneficiamento, em Irecê, e em plantas químicas, em Luís Eduardo Magalhães. O porto de Mucuripe, conhecido como porto de Fortaleza, será usado para alimentar a operação com matérias primas (como enxofre e coque de petróleo) e para levar por cabotagem parte da produção de adubos pela calha Norte do país, para mercados como o norte e o nordeste de Mato Grosso e o Pará. “Nosso objetivo é aproveitar o frete de retorno dos grãos para movimentar os fertilizantes”, diz Neves.

Em dois ou três anos, também há a expectativa é que a mina de Irecê, na Bahia, seja reativada. O local deixou de operar há oito anos, após o esgotamento de seus minérios de alto teor. “Agora vamos explorar o chamado minério rocha fresca, também usado na fabricação de fertilizantes fosfatados. O mercado de adubos no Brasil tende a crescer de 3% a 4% ao ano e vemos espaço para aumentos de produção”, diz Neves.

O projeto de Irecê foi reavaliado no novo contexto da companhia, que viu a possibilidade de ganhar uma fonte de matéria-prima a mais com investimento relativamente baixo. A expectativa é que a mina de Irecê produza entre 250 mil e 300 mil toneladas de rocha fosfática por ano, que poderão ser usadas para a fabricação de 500 mil toneladas de fertilizantes acabados processados na unidade de Luís Eduardo Magalhães.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 29/12/2020

SETOR BUSCA REEQUILÍBRIO FINANCEIRO POR PERDAS NA PANDEMIA
Publicado em 12/29/2020 as 11:16 PM

No auge da crise, o tráfego nas estradas chegou a cair mais de 40%, segundo a ABCR; no acumulado de janeiro a novembro, a queda ficou em 13,9%.
Por Taís Hirata — De São Paulo

O setor de rodovias no país encerrará 2020 com uma retomada relevante, mas ainda sem uma perspectiva concreta para os reequilíbrios econômico-financeiros provocados pela pandemia.

No auge da crise, o tráfego nas estradas chegou a cair mais de 40%, segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR). Em novembro, a redução já era bem menor, de 4,2%. No acumulado de janeiro a novembro, a queda ficou em 13,9%.

Apesar da retração menor que em outros setores, o setor calcula um impacto significativo. Apenas no período entre março e junho, as concessionárias estimam uma perda total de R$ 1,3 bilhão.

No caso das concessionárias federais, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que irá abrir uma audiência pública em janeiro, com uma proposta de metodologia para calcular os ressarcimentos devidos. A resolução deve sair em março, para que os reequlíbrios sejam feitos nas revisões de 2021.

Questionada sobre o cronograma para os reequilíbrios das concessões paulistas, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) disse que responderia por meio da Secretaria estadual de Projetos, Orçamento e Gestão.

A pasta, por sua vez, afirmou que as negociações ocorrem sem prazo para a conclusão.

Em São Paulo, as pendências regulatórias são muito anteriores à pandemia. A mais antiga delas se refere a termos aditivos firmados em 2006, que prorrogaram o prazo de vários contratos. Esses acordos, porém, foram revistos anos depois, gerando uma onda de judicialização.

O atual governo de João Doria (PSDB) assumiu com a determinação de resolver todas as pendências. Segundo fontes do setor, passados dois anos da gestão, a demora já provoca certo incômodo e impaciência nas companhias. Em julho, a Artesp chegou a reconhecer um reequilíbrio da concessionária Ecorodovias, mas teve que voltar atrás dias depois.

Na sequência, o governo criou um grupo de trabalho, que desde então vem buscando resolver as pendências – que incluem desequilíbrios tanto a favor das empresas, quanto do poder concedente.

Para o advogado Lucas Sant’anna, sócio do Machado Meyer, a demora gera incerteza e pode afastar investidores dos leilões. “Para quem não está acostumado com a legislação brasileira, pode ser um desincentivo. Mesmo para os atuais operadores, gera insegurança”, afirma.

Questionado, o governo diz que “não faz sentido alegações de afastamento de investidores exatamente quando se negocia ativos e passivos pendentes. Pelo contrário, isto demonstra a segurança jurídica”, diz, em nota, a secretaria de Projetos. Para a pasta, uma prova dessa confiança foi o leilão do corredor Piracicaba-Panorama, em janeiro de 2020, no qual o Pátria ofereceu um lance agressivo de R$ 14 bilhões.
Fonte: Valor Econômico - SP
Data : 29/12/2020

MERCADO APOSTA EM ACELERAÇÃO DOS NEGÓCIOS DE FUSÃO E AQUISIÇÃO EM 2021
Publicado em 12/29/2020 as 11:16 PM

Com início da vacinação contra a covid-19, analistas veem normalização da economia e cenário de maior previsibilidade para operações; mesmo assim, ano ainda deverá ser marcado por participação significativa do capital especulativo
Por Cynthia Decloedt, SÃO PAULO

As perspectivas para as operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) são positivas no ano que vem, com o início da imunização da população contra a covid-19 e a normalização da atividade econômica. Mesmo assim, segundo analistas, o ambiente ainda será de volatilidade, maior participação de dinheiro especulativo nas transações e poucas empresas estrangeiras.

Ao mesmo tempo, os segmentos de saúde, varejo eletrônico, tecnologia, educação e agronegócio, que saíram na frente ou até ganharam terreno em meio à pandemia, devem continuar liderando o cenário de negócios.

O sócio de corporate finance advisory da consultoria Deloitte, Reinaldo Grasson, afirma que as empresas que contam com operações de M&A entre suas estratégias já se preparam para uma retomada que deve se consolidar em 2022.



Para isso, querem entender como setores e empresas vão sobreviver à possibilidade de inflação mais elevada, oscilação do câmbio e outros fatores macroeconômicos desafiadores que devem persistir no próximo ano.


Agronegócio está entre os setores que tiveram crescimento em fusões e aquisições Foto: Dida Sampaio/Estadão

“O investidor de M&A busca visibilidade, de como a cadeia de negócios envolvida na operação vai se comportar no ambiente ainda desafiador do ano que vem”, diz Grasson. Para ele, ao contrário do meio deste ano, quando era impossível fazer planos, com a chegada da vacina o fim da pandemia é questão de tempo. “Por isso, a leitura é: quais são as empresas que vão chegar ao fim do processo e como vão chegar no fim de 2021 para operar nos anos seguintes.”

O sócio-fundador da G5 Capital, Corrado Varoli, afirma que as empresas demonstram necessidade de crescer olhando além de 2021, com aquisições fazendo parte dessa estratégia. “Quando acontecia uma crise, a tendência era não fazer nada e quem fez isso se deu mal”, diz. “A experiência de 2020 mudou a cabeça do empresariado brasileiro, no sentido de que, para sobreviver, é preciso olhar para frente. Por isso, vamos ter mais M&A e ofertas de ações no ano que vem.”

Para Ronaldo Xavier, que também é sócio de financial advisory da Deloitte, a crise exigiu de muitas empresas o entendimento da necessidade de venda de parte da operação. Ou a saída de segmentos que não estavam relacionados diretamente ao negócio principal.

Grasson afirma que algumas empresas, entretanto, não sentiram o impacto da crise e, portanto, não presenciaram queda no valor de seus ativos. As empresas do agronegócio, por exemplo, viram alta nessas avaliações durante crise, assim como as de educação a distância. Especificamente no agro, além de ser um segmento resiliente, é visto como reserva de valor, pelo fato de envolver em alguns casos grandes propriedades.

Concentração no mercado local

O ano que vem deve continuar marcado também pela concentração dos negócios entre as empresas locais. “O mercado brasileiro está tão dinâmico, com tantas oportunidades, que as famílias não precisam olhar fora do Brasil. As oportunidades estão aqui”, diz Varoli, da G5 Capital.

Ele diz que os estrangeiros devem esperar um pouco mais os desdobramentos macroeconômicos no País para ingressarem com mais força. No entanto, ele vê grandes multinacionais fazendo negócios. “A tendência é que as multinacionais voltem a investir já que, além de problemas, existem oportunidades e elas estão acostumadas com desafios.”

Xavier, da Deloitte, afirma que este ano a representatividade de companhias estrangeiras nas transações de M&A caiu para cerca de 5%, de uma média de 25% a 30% há três anos. “Já vinha em queda e a pandemia claramente acentuou o quadro”, diz. “Mas há ainda negócios sendo feitos em setores de capital intensivo como telecom e energia.”

Dados da consultoria PwC mostram que, de janeiro a outubro, foram anunciadas 802 transações, aumento de 13% em relação ao mesmo período do ano passado. A média para o período nos últimos cinco anos foi de 574 operações. Em 2019, o total de transações em todo o ano foi de 912. O setor de TI se manteve na liderança, com 305 transações.

Sem receitas populistas

Rodolfo Spielmann, chefe para a América Latina do Canada Pension Plan, fundo de pensão de servidores do Canadá com mais de  434 bilhões  de dólares canadenses sob gestão, diz que o cenário para investimentos no Brasil é positivo, na medida em que a vacina tornou-se uma realidade globalmente. “Estamos no meio de um filme que começou como de terror e, agora, passou a ser de suspense”, diz.

Mas, segundo ele, o País deveria adotar ações para mostrar que está comprometido com uma agenda de responsabilidade em seus gastos e com a vacina. “Podemos ver cenário positivo para a economia, mesmo sem o auxílio emergencial, desde que haja encaminhamento das reformas.”

Spielmann se diz otimista. Para ele, os investimentos no Brasil interessam ao fundo à medida que a estratégia montada é de médio e longo prazos. “Olhamos para a maturidade da equipe econômica e da classe política em manter equilíbrio econômico. Existe convicção no País de que a inflação não é boa, então estamos curados disso.”

Segundo ele, é preciso haver convicção de não voltar às receitas populistas. “Essa preocupação existe. A situação de gasto extraordinário com a covid passou e 2021 é um momento de ajuste e de voltar à situação fiscal equilibrada”, acrescenta.
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 29/12/2020

ARMAZENAGEM DE GRÃOS CRESCE EM 2020, MAS AQUÉM DO NECESSÁRIO
Publicado em 12/29/2020 as 11:16 PM

Estrutura para estocagem avançou 5 milhões de toneladas neste ano, ante 4 milhões nos dois anos anteriores, mas não deu conta da produção recorde da safra 2019/20
Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

A capacidade instalada de armazéns e silos de grãos no País cresceu mais em 2020 do que nos dois últimos anos, mas não deu conta da produção recorde da safra 2019/20, conta Piero Abbondi, diretor presidente da Kepler Weber, companhia líder no segmento. A estrutura para estocagem avançou 5 milhões de toneladas, em torno de 2% em 2020, ante 4 milhões em 2018 e 2019, estimulada por vários fatores. Entre eles, dólar valorizado, alta dos contratos futuros de milho e soja na Bolsa de Chicago, forte demanda externa por carnes e grãos, além de volume maior de recurso e juros mais baixos em linhas de crédito para armazenagem. "Foi um ano muito bom", reforça. "Mas, considerando que na safra 2019/2020 a produção cresceu em torno de 10 milhões de toneladas, a indústria colocou no mercado metade disso em capacidade extra", observa.


A capacidade instalada de armazéns e silos de grãos no País cresceu mais em 2020 do que nos dois últimos anos.  Foto: Dan Koeck para The New York Times

Vem mais

A perspectiva de contínua demanda internacional, aumento da produção no ciclo 2020/2021, taxas de juros atrativas e o estágio avançado da comercialização de soja e milho que ainda serão colhidos levam Abbondi a crer que 2021 será um ano ainda melhor. Sem traçar estimativa, ele diz que se a capacidade adicional de estocagem chegasse a 6 milhões de toneladas, representaria incremento de 3%, "significativo", avalia.

Preparativos

O executivo da Kepler Weber conta que o plano de investimentos para 2021 está sendo finalizado, com montante superior ao de 2020. Os números deste ano serão divulgados em fevereiro, mas Abbondi sinaliza avanço ante 2019, quando a empresa investiu R$ 13,2 milhões. A Kepler espera suprir uma maior demanda em 2021 e, por isso, dará prioridade a modernização de plantas, aumentos pontuais de capacidade e novas tecnologias. Ampliações mais robustas da produção, talvez em 2022.

Retomada

A pandemia levou empresas do agronegócio, alimentos e bebidas a investir mais em tecnologias digitais em 2020 e a tendência para 2021 é manter ou aumentar aportes, aponta a pesquisa Agenda 2021, da Deloitte. O levantamento envolveu 53 empresas do agro, de um total de 663 de diversos setores. Entre aquelas, 84% pretendem modernizar ou substituir maquinário; 52% planejam ampliar fábricas ou áreas agrícolas e 30% abrirão mais unidades.

Novos tempos

A maior aproximação do setor com o mundo digital, com vendas online feitas por 40% das entrevistadas pela Delloite em 2020, também levará 88% delas a criar ou aumentar treinamentos para lidar com novos modelos de negócios; 24% manterão funcionários com uma ou outra substituição por profissionais mais qualificados e 42% devem aumentar seu quadro, recompondo postos cortados na crise.

Caminhão na mão

Também na contratação de frete, empresas do agro ampliaram o uso de tecnologia e de serviços online. O Freto, uma das marcas do grupo Edenred Brasil, viu seus negócios crescerem 50% em 2020, sustentados em boa medida pelo setor, já que a soja foi o principal produto movimentado. Os negócios com agro subiram quase 50%, diz Thomas Gautier, head do Mercado Rodoviário da Divisão de Frota e Soluções de Mobilidade da Edenred Brasil.

Ponte

Pela plataforma, empresas informam o produto a ser entregue, o volume e o valor que pretendem pagar pelo serviço. Transportadores cadastrados apenas clicam na oferta para aceitar a carga. Na ativa há 18 meses, a ferramenta online reúne mais de 100 mil caminhoneiros e movimenta 150 mil toneladas por dia. Das cargas do agro, de 60% a 70% são de soja.

Abre alas

O governo de São Paulo se prepara para inaugurar, no primeiro semestre de 2021, seu escritório em Munique, na Alemanha - o terceiro voltado a fomentar negócios, depois do de Xangai, na China, em atividade desde agosto de 2019, e do de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, de fevereiro de 2020. Na Alemanha, o foco será o possível acordo entre União Europeia e Mercosul, explica Gustavo Junqueira, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado. "Temos de entender as demandas do cliente europeu, que representa 17% das importações globais. Discussões ambientais devem estar na pauta de forma inteligente."

Agro, sobretudo

Os escritórios não são dedicados exclusivamente ao agronegócio, mas os produtos do setor são a espinha dorsal de sua atuação. A proposta é abrir caminho para empresas médias, para as quais não justificaria ter local próprio nesses países. Produtos como carnes, sucos, comidas prontas e etanol poderiam ganhar espaço entre os europeus, a quem o governo paulista pretende destacar os projetos ambientais no Estado. "Queremos mostrar como Brasil e São Paulo de fato fazem sua produção e, com isso, aumentar as exportações", diz Junqueira.

No embalo

A Búfalo Dourado, fabricante de queijos de leite de búfala, vê forte potencial de crescimento de burratas no food service e em supermercados e vai apostar no produto em 2021. A previsão é de que a participação do queijo nas vendas da empresa aumente de 30% em 2020 para mais de 40% no próximo ano. Já a expectativa para a produção é de aumento de 50% na comparação anual, para cerca de 1 milhão de unidades fabricadas em 2021. / CLARICE COUTO e JULLIANA MARTINS
Fonte : O Estado de São Paulo - SP
Data : 29/12/2020

PETROBRAS PEDE R$ 800 MILHÕES EM ARBITRAGEM CONTRA ODEBRECHT
Publicado em 12/29/2020 as 11:15 PM

Processo confidencial extrajudicial envolve conflito das duas empresas no comando da Braskem
Reuters

RIO  - A Petrobras apresentou nesta segunda-feira requerimento de arbitragem com demanda indenizatória contra a Odebrecht, estimada em aproximadamente  R$ 800 milhões, por alegada violação dos termos do acordo de acionistas referente à Braskem, informou a petroleira em comunicado ao mercado.

A petroquímica Braskem não é parte da referida arbitragem, que é protegida por confidencialidade, explicou o comunicado.

A Odebrecht tem 38,3% da Braskem, com 50,1% das ações com direito a votos, enquanto a Petrobras tem uma participação total de 36,1%, com 47% das ações com direito a voto, segundo informações do site da petroquímica.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 29/12/2020

LEILÃO PARA CONCESSÃO DA CEDAE É MARCADO PARA 30 DE ABRIL E DEVE ATRAIR R$ 31 BI EM INVESTIMENTOS
Publicado em 12/29/2020 as 11:15 PM

Além da exploração dos serviços de saneamento por 35 anos em 35 municípios do Rio, vencedores terão de investir na despoluição da Baía de Guanabara
Por Sérgio Matsuura


Leilão da Cedae: Firjan calcula que concessão vai gerar 479 mil empregos diretos e indiretos Foto: Arquivo

RIO – O leilão para as concessões dos serviços de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) está marcado para o dia 30 de abril, segundo edital publicado nesta terça-feira. Os interessados deverão apresentar suas propostas no dia 27 do mesmo mês.

Serão oferecidas as concessões para exploração dos serviços pelo período de 35 anos, em 35 municípios do estado, que foram divididos em quatro blocos. No projeto elaborado pelo BNDES, foram listadas 47 cidades, mas nem todas aderiram ao processo.

Segundo a modelagem, esses quatro blocos receberão R$ 31 bilhões em investimentos, sendo a maior parte (R$ 25 bilhões) nos primeiros 12 anos de contrato. Pelos cálculos da Firjan, esses investimentos terão efeito multiplicador, injetando R$ 42,7 bilhões na economia do estado, além de gerar 479 mil empregos diretos e indiretos.

— Há quantas décadas nós ouvimos promessas de uma Baía de Guanabara limpa? Agora, os concessionários serão obrigados, por contrato, a cumprir essa promessa — afirmou o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira.

Ele continua:

— Imagina o impacto de uma Baía de Guanabara limpa para o Rio de Janeiro, em termos de serviço, de turismo, e na própria vida dos cariocas e fluminenses.

Nos primeiros cinco anos, as concessionárias terão que investir R$ 2,9 bilhões na Bacia do Rio Guandu e R$ 2,6 bilhões para a despoluição da Baía de Guanabara. O complexo lagunar da Barra da Tijuca irá receber R$ 250 milhões.

Para o especialista em infraestrutura Claudio Frischtak, da Inter.B Consultoria, o prazo de quatro meses para elaborar propostas é "razoável para que as empresas possam se organizar".

— Essa é a maior oportunidade de investimentos em saneamento básico no país. Nos próximos anos, não deve surgir um processo de desestatização nesta magnitude - disse  Frischtak, que aposta no sucesso da licitação.

O Bloco 1 que será licitado abrange a Zona Sul do Rio, mais os municípios de São Gonçalo, Aperibé, Miracema, Cambuci, Cachoeiras de Macacu, Cantagalo, Casimiro de Abreu, Cordeiro, Duas Barras, Magé, Maricá, Itaocara, Itaboraí, Rio Bonito, São Sebastião do Alto, Saquarema, São Francisco de Itabapoana e Tanguá.

O Bloco 2 terá Barra da Tijuca e Jacarepaguá, além de Miguel Pereira e Paty do Alferes. O Bloco 3 cobre a Zona Oeste do Rio, mais Piraí, Pinheiral, Rio Claro, Itaguaí, Paracambi e Seropédica.

No Bloco 4 estão bairros do Centro e Zona Norte do Rio, e os municípios de Belford Roxo, Duque de Caxias, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti.

Ganha quem fizer maior oferta

A outorga mínima será de R$ 10,6 bilhões, sendo que 80% do valor, cerca de R$ 8,5 bilhões, irão para os cofres do governo do estado. Os municípios irão repartir 15%, em percentuais que variam de acordo com o tamanho da população. Os 5% restantes vão para o Fundo Metropolitano.

Os valores mínimos para a outorga, por bloco, são: R$ 4,037 bilhões para o Bloco 1; R$ 3,172 bilhões para o Bloco 2; R$908 milhões para o Bloco 3; e R$ 2,503 bilhões para o Bloco 4.

Além do valor da outorga, os municípios terão direito a receber 3% das tarifas cobradas pelas concessionárias dentro de seus territórios. Em caso de ágio, o estado ficará com 50% do valor excedente, e o restante será repartido pelas cidades, seguindo o mesmo cálculo.

As concessionárias serão escolhidas pelo critério de maior oferta. Os contratos preveem, entre outros pontos, investimento mínimo de R$ 1,86 bilhão na infraestrutura de favelas e comunidades carentes e a ampliação da tarifa social de 0,57% para, no mínimo, 5% da população.

— Talvez esta seja a transformação mais relevante desde as promovidas por Carlos Lacerda, que governou o Estado da Guanabara na década de 1960 — comparou Frischtak. — O saneamento tem esse poder transformador, de melhoria na qualidade de vida das pessoas. E o investimento atinge principalmente os mais pobres.
Fonte : O Globo - RJ
Data : 29/12/2020

DESEMPREGO CAI PARA 14,3% EM OUTUBRO, NA 1ª QUEDA DO ANO, MAS 14 MILHÕES AINDA BUSCAM UMA VAGA
Publicado em 12/29/2020 as 11:14 PM

No trimestre encerrado em setembro, taxa estava em 14,6%. População ocupada cresce, puxada pela informalidade
Por Cássia Almeida

RIO — A taxa de desemprego caiu para 14,3% no trimestre encerrado em outubro, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), divulgada nesta terça-feira pelo IBGE. É a primeira queda no ano. Ainda assim, são mais de 14,1 milhões à procura de uma ocupação.

Em setembro, a taxa estava em 14,6%. Em relação ao trimestre encerrado em julho (13,8%), a taxa subiu, com mais 931 mil desempregados.

O IBGE estimou que houve alta de 2,3 milhões no número de ocupados, embora na comparação com igual período de 2019 a população ocupada apresente retração.  São 9,7 milhões de empregos perdidos desde outubro do ano passado. Desde o início da pandemia, os cortes de vagas superam 10% a cada trimestre frente ao mesmo período de 2019.

Mas há sinais de recuperação no mercado de trabalho, de acordo com Maria Lúcia Vieira, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. O primeiro é o aumento da ocupação de 2,8%, que foi o maior da série histórica, mas ainda insuficiente para recuperar o recuo de mais de 15% durante a pandemia, diz Maria Lúcia:

— Já se começa a observar alguma recuperação na ocupação e interrupção de sinais negativos em vários indicadores que começam a ficar positivos.

Bruno Imaizumi, economista da LCA Consultores, diz que a taxa de desemprego veio mais baixa que a esperada por eles e pela média do mercado, com a geração de vagas, na grande maioria informais, acima da expectativa:

— O setor informal é muito dependente da circulação de pessoas. E vemos um desgaste contínuo do isolamento social, mesmo com a piora da pandemia. Está havendo uma recomposição do mercado de trabalho informal.

O mais importante nesse momento, na opinião do economista-chefe da Genial Investimentos, José Márcio Camargo, é a geração de vagas, sejam formais ou informais:

—Há uma geração de emprego formal, o Caged vem mostrando isso e agora a Pnad também. Gerar postos de trabalho e renda é fundamental nesse momento de retomada, seja informal ou formal. Tem 10 milhões fora da força de trabalho.

Com isso, o Brasil tem hoje pouco mais de 48% da população em idade de trabalhar empregada, mostrando o tamanho da crise no mercado de trabalho. É o primeiro aumento nesse indicador desde o início da quarentena. Historicamente, esse nível de ocupação nunca tinha ficado abaixo de 50%.

'Início de recuperação'

A informalidade que vinha caindo, reflexo da dificuldade dos trabalhadores por conta própria de exercer suas atividades com o distanciamento social, voltou a subir com o relaxamento da quarentena e puxou a expansão da ocupação.

Segundo o IBGE, 89% das ocupa