OBRAS DE EXPANSÃO DO PECÉM SÃO RETOMADAS
Publicado em 10/16/2017 as 06:37 PM

Paralisadas no dia 4 de setembro, as obras da segunda expansão do Porto do Pecém foram retomadas nesta semana, segundo informou a Cearáportos. A interrupção da execução da obra ocorreu porque o governo do Estado teria deixado de repassar ao consórcio responsável pela obra um montante de R$ 40 milhões desde fevereiro, conforme disse ao Diário do Nordeste, no início de setembro, Renan Carvalho, diretor de infraestrutura do consórcio Marquise/Ivaí.

Na próxima segunda-feira (16), o titular da Secretaria de Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Lúcio Gomes, irá se reunir com diretores do consórcio para tratar dos pagamentos. Segundo o secretário, o dinheiro que estava programado para sair no fim de setembro atrasou, mas deve sair na próxima semana. A ampliação do Porto do Pecém é um dos compromissos do governo do Estado com os acionistas e a diretoria da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP).

O prazo para a conclusão das obras termina em julho de 2018, mas, segundo o consórcio, a nova previsão vai depender de quando serão pagos os valores. Atualmente, as obras estão com cerca de 85% de execução, referentes aos berços de atração sete, oito e nove (único que ainda não foi concluído), que vão operar com carga geral e também com produtos da CSP. A ampliação também contempla a construção de uma nova ponte de acesso ao quebra-mar e a engorda do quebra-mar.

Esta é a segunda vez que as obras da segunda expansão paralisam neste ano por falta de recursos. A primeira interrupção ocorreu no mês de março. No início de setembro, a Seinfra disse, em nota, que desde fevereiro tem havido redução significativa do seu débito. Após a paralisação do dia 4 de setembro, 190 trabalhadores foram afastados. Na ocasião, o consórcio disse que o afastamento dos funcionários foi uma medida adotada como última opção.

A segunda fase de expansão do Porto do Pecém conta com recursos do Tesouro Estadual e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Cronograma

Com dois berços de atracação, a obra estava orçada inicialmente em R$ 570 milhões. Entretanto, a inclusão de mais um berço e correções - a obra demorou quase dois anos até ser iniciada em 2014, pois aguardava licenciamento ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) - fizeram com que o orçamento evoluísse para R$ 780 milhões.

Com a entrega das obras, o pleno funcionamento da CSP e a parceria com o Porto de Roterdã, a expectativa do governo é de que o movimento de cargas no terminal portuário do Pecém aumente em até cinco vezes, colocando o porto cearense em posição de destaque no cenário portuário internacional.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 16/10/2017

PORTOS - OBRA DE DRAGAGEM DO PORTO DE MACEIÓ PERMITIRÁ AUMENTO DE 20% NO TRANSPORTE DE CARGAS
Publicado em 10/16/2017 as 06:37 PM

O Ministério dos Transporte pôs fim a uma espera de 20 anos com a contratação da empresa que vai realizar a dragagem do Porto de Maceió (AL) por meio de licitação.

Ao todo, R$ 31,7 milhões serão destinados às obras para tornar o canal mais profundo.

Com a reforma, a pasta prevê um aumento de 20% no fluxo de cargas pelo terminal, já que navios de maior porte poderão atracar. Assim, os custos devem cair e o transporte de navios será mais ágil.

O local ainda possui potencial turístico para atrair visitantes e aquecer a economia local. Até agosto deste ano, 1,5 milhão de toneladas de cargas passaram pelo porto.
Fonte : Informativo dos Portos - SC
Data : 16/10/2017

EMBARQUE DE SOJA NO PORTO DE PARANAGUÁ É O MAIOR DA HISTÓRIA
Publicado em 10/16/2017 as 06:37 PM

De janeiro a setembro deste ano, o porto exportou 9,5 milhões de toneladas do grão, mais do que em qualquer ano inteiro da história. A marca é 12% superior ao antigo recorde anual, de 8,5 milhões de toneladas em 2015.



Três meses antes do fim do ano, o Porto de Paranaguá já bateu seu recorde histórico anual de exportação de soja. Desde janeiro até o final de setembro, o porto exportou 9,5 milhões de toneladas do grão, mais do que em qualquer ano inteiro da história. A marca é 12% superior ao antigo recorde anual, de 8,5 milhões de toneladas em 2015, e 27% superior ao total movimentado no ano de 2016 inteiro, quando foram exportadas 7,5 milhões de toneladas de soja.

O número foi alcançado em função do aumento da capacidade de escoamento do Porto de Paranaguá aliado ao interesse chinês pela produção brasileira.

“Apesar da produção recorde, a soja manteve uma boa cotação internacional, o que favorece o produtor brasileiro. Nós fizemos a nossa parte ao longo dos últimos anos e capacitamos o porto para que hoje o produto possa ser escoado no momento mais interessante para o produtor agrícola do Paraná e do restante do Brasil” afirma o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho.

Desde 2011 já foram investidos cerca de R$ 624 milhões no repotenciamento e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações incluem a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos gates, a instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de mudanças no cais que foi remodelado.

“Conseguimos absorver toda a demanda dos usuários do porto e, ao mesmo tempo, desafogar as estradas que dão acesso a ele, já que estamos há seis anos sem registrar filas de caminhões”, complementa o diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Luiz Henrique Dividino.

SAFRA – De acordo com um levantamento da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Brasil foi o país que mais aumentou sua produção de soja entre os exportadores, colhendo cerca de 18,2 milhões de toneladas a mais em comparação à safra passada. Em seguida estão os EUA com 10,4 milhões de toneladas a mais em relação à safra anterior.

Somente as cooperativas agropecuárias, setor que no Paraná responde por 18% dos embarques do agronegócio, exportaram 2 milhões de toneladas de soja neste ano – Paranaguá é o principal porto escoador da produção.

“O Brasil é o país que mais tem aumentado a produção de soja, é competitivo no cenário mundial e tem cada vez mais se estruturado para exportar. Prova disso são os investimentos que ocorrem no Porto de Paranaguá. Isto tem alavancado as exportações e feito com que o mundo se volte cada vez mais para o agronegócio de nosso país”, afirma o presidente da Ocepar, José Roberto Ricken.

O dirigente lembra ainda que a colheita do grão iniciou mais cedo no Brasil neste ano em comparação à safra passada. No Paraná, os agricultores já haviam colhido 31% da soja do estado em fevereiro de 2017, enquanto que no mesmo período do ano passado esse percentual era de 7%.
“Por isso, o pico de exportação de soja ocorreu entre março e junho deste ano. Aliado a isso, ainda há o fato de que as safras não ocorrem ao mesmo tempo nos hemisférios Norte e Sul. Enquanto o Brasil já plantou, colheu e agora está exportando soja, nos Estados Unidos o grão ainda está no campo”, explica Ricken.

“A produção brasileira é muito competitiva no mercado externo, apesar dos custos logísticos serem elevados no país, motivo pelo qual os compradores chineses se voltam para o mercado brasileiro”, completa Ricken. Ele acescenta que cerca de 86% de todo o volume de soja em grãos exportados pelo Porto de Paranaguá neste ano teve como destino o mercado chinês.

PORTO - Nos últimos dois anos, o Porto de Paranaguá bateu 34 recordes históricos de movimentação de cargas. Só neste segundo semestre, o Corredor de Exportação bateu recorde de embarque de grãos num período de 24 horas, com 134.057 toneladas, e o recorde de embarque mensal, com 2,02 milhões de toneladas em agosto.

Em 2017, o crescimento nos embarques de soja em Paranaguá nestes primeiros nove meses do ano é o mais representativo entre os principais portos brasileiros exportadores de grãos. Enquanto o porto paranaense cresceu 27%, os embarques de soja no Porto de Santos aumentaram em 11% e 8% no Porto de Rio Grande.

O desempenho mensal das exportações do produto também foi o melhor resultado para setembro desde 2013. Neste ano, foram movimentadas 637 mil toneladas de soja ao longo dos 30 dias do mês, praticamente o dobro do registrado em 2015 e mais do que o triplo do ano passado.
Fonte : Agência Estadual de Nptícias - Paraná
Data : 16/10/2017

LEILÕES DO PRÉ-SAL VÃO GERAR MAIS DE R$ 100 BILHÕES EM INVESTIMENTOS
Publicado em 10/16/2017 as 06:36 PM

Certames, que acontecem em outubro, devem criar ainda 500 mil empregos
POR RAMONA ORDOÑEZ E BRUNO ROSA 16/10/2017 4:30 / atualizado 16/10/2017 11:51



Expectativa. Plataforma de petróleo deixa a Baía de Guanabara: os leilões deste mês têm algumas das áreas mais cobiçadas do mundo e devem atrair as maiores petrolíferas - Analice Paron / Analice Paron/23-05-2017

RIO - O Brasil realiza, no dia 27 de outubro, a mais aguardada oferta de campos de exploração de petróleo e gás no mundo, com o segundo e terceiro leilões de áreas do pré-sal. O apetite das gigantes petrolíferas é tão grande que estimam-se ganhos superlativos para o país com as rodadas. De acordo com cálculos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), feitos com exclusividade para o GLOBO, os oito blocos a serem leiloados vão gerar US$ 36 bilhões (cerca de R$ 115 bilhões pelo câmbio atual) em investimentos.

Boa parte desses recursos será convertida em encomendas à indústria e em novos serviços pelos próximos sete a dez anos. O desenvolvimento dessas novas reservas — estimadas em 4,4 bilhões de barris de petróleo no mínimo, ou mais de um terço das reservas provadas do país, de 12,5 bilhões de barris — vai gerar cerca de 500 mil novos empregos, segundo projeções da Abespetro, associação que reúne as empresas prestadoras de serviços para o setor.

Os dois certames serão feitos para exploração sob o regime de partilha. Nesse modelo, vence quem oferecer o maior lucro para a União em petróleo, o chamado óleo-lucro. Por isso, foi instituído um bônus fixo para cada uma das áreas, somando R$ 7,75 bilhões. A ANP estima que essas reservas, ao serem desenvolvidas, vão gerar cerca de US$ 130 bilhões em royalties, óleo-lucro e imposto de renda.

O primeiro leilão no regime de partilha foi o da área de Libra, em 2013, arrematada pelo consórcio formado por Petrobras, Shell, Total e as chinesas Cnooc e CNPC, sem disputa. Em 2017, ao contrário, espera-se disputa acirrada.

Isso porque, embora os leilões brasileiros concorram com boas oportunidades de exploração nos quatro cantos do planeta, o pré-sal tem características únicas tanto em volume quanto em produtividade dos poços, que chegam a 40 mil barris por dia, explica o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

— O pré-sal em produtividade é extraordinário e concorre com poucas regiões do planeta, só com Oriente Médio. E estar no pré-sal é como jogar na “primeira liga” do petróleo mundial, onde todas as gigantes querem estar. Já na “segunda liga” estão os poços tradicionais de águas profundas, com uma produtividade média de 5 mil a 8 mil barris por dia. Neste caso, além do Brasil, tem o Oeste da África e o Golfo do México. Este leilão é para grandes companhias, grandes investimentos, grande produção — avalia Oddone.

CONSULTORIA CONTRATA 30% MAIS ANALISTAS

José Firmo, presidente da Abespetro, diz que os leilões vão marcar a volta dos investimentos no setor, seriamente afetado pelo escândalo de corrupção na Petrobras.

— A expectativa é positiva. Houve mudanças regulatórias nos últimos tempos, o que está ajudando a atrair os investidores. Por isso, há potencial para voltarmos ao patamar anterior à atual crise, podendo, assim, gerar mais 500 mil empregos na cadeia ligada ao setor de petróleo nos próximos anos — destacou Firmo.


Fonte: ANP

Segundo ele, a economia também será beneficiada pelo salário médio do segmento, que é de R$ 8,7 mil, quase quatro vezes superior à média da indústria brasileira.

— Os salários gerados no setor de óleo e gás são elevados, quando comparados a outros setores industriais do país. O pré-sal tem potencial para liderar a retomada do emprego e da renda — destacou Firmo.

Os investimentos programados no setor na carona dos oito blocos do pré-sal serão feitos ao longo dos próximos dez anos. Mas já há segmentos da economia lucrando com eles. É o caso das consultorias. Na Ernst & Young (EY), houve crescimento de 30% na equipe de análise do setor de petróleo, destacou Carlos Assis, sócio que é líder do Centro de Energia e Recursos Naturais da EY no Brasil e na América do Sul.

— A retomada dos leilões cria um impacto positivo em toda a economia, com o maior volume de negócios em áreas como planejamento e logística, como aviação e embarcações de apoio. A diversificação dos operadores no Brasil, além da Petrobras, vai trazer novas tecnologias e novos fornecedores. Estamos recebendo muita demanda das empresas e já aumentamos a equipe em 30% — destacou Assis.

No segundo leilão do pré-sal, serão oferecidos quatro blocos das chamadas áreas unitizadas, nas quais há certeza de reservas de petróleo. Isso porque elas são extensões de campos próximos e que estão em desenvolvimento sob o regime de concessão. São eles Carcará, Sapinhoá, Gato do Mato e Tartaruga Verde.

DISPUTA GRANDE POR ÁREAS UNITIZADAS

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, avalia que a área unitizada Norte de Carcará deverá ter a maior disputa, por seu tamanho. A norueguesa Statoil é uma forte candidata a levar esse bloco, por já ter 66% de participação no campo de Carcará.

— O pré-sal é muito mais atrativo em relação às outras áreas oferecidas no mundo, inclusive as do México. Lá são áreas de águas profundas, mas em áreas de novas fronteiras — disse o secretário.

Outras áreas unitizadas também deverão ter alto interesse dos consórcios que já exploram os campos contíguos a Gato do Mato, Sapinhoá e Tartaruga Verde.

— As perspectivas são muito boas, pois o mundo todo está de olho no pré-sal brasileiro. Não tem outro leilão de áreas unitizáveis no mundo, é único e muito atraente por isso — afirmou Márcio Félix.

Ele destacou que essas áreas deverão impulsionar os investimentos:

— Essas áreas já têm petróleo descoberto, então seu desenvolvimento tende a ser mais rápido.

Para Giovani Loss, do Mattos Filho Advogados, a atratividade das áreas depende mais da estratégia de cada companhia, especialmente em função da percepção de risco. Por exemplo, a única empresa privada brasileira inscrita, a Ouro Preto Energia, se inscreveu apenas para os leilões das áreas unitizáveis, enquanto as duas companhias chinesas, CNODC e Cnooc, a colombiana Ecopetrol e a gigante BP se inscreveram para a terceira rodada.

Loss explica que, apesar de muito atrativas, as áreas do pré-sal disputam investimentos com outras áreas no mundo. Portanto, as companhias analisam custos e retornos dos projetos para definir seus investimentos.

— Pode ser que uma descoberta no pré-sal não seja tão atrativa quanto um projeto menor, mas que tenha um regime fiscal mais atraente, por exemplo — destacou Loss.

Para Alexandre Chequer, do Tauil & Chequer Advogados, o ponto negativo dos dois leilões é o próprio modelo de partilha:

— Não é atrativo nem para o governo, pois quanto maior o gasto do consórcio em desenvolver a produção, menor é o lucro da União.

Chequer avalia que também pesam as incertezas em relação à obtenção das licenças ambientais para o desenvolvimento dos projetos:

— Existe uma insegurança em relação ao Brasil em matéria ambiental. Em qualquer lugar do mundo as empresas olham as questões regulatórias do país para selecionar investimentos. É preciso ter um Ibama mais preparado, menos ideológico e mais pragmático com relação às atividades econômicas no Brasil.

21 PAÍSES FARÃO LEILÕES ESTE ANO E EM 2018



Fonte: Petroleum Economist e sites dos órgãos de cada um dos países citados

Antonio Guimarães, secretário-executivo de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), podenra que há um potencial de ganho elevado com o pré-sal porque os campos da segunda Rodada, por serem unitizados, têm um risco menor, já que suas reservas já são conhecidas.

Além disso, diz, os bônus pedidos pelas áreas da terceira rodada são considerados altos pelo mercado. Isso indica que os campos têm grandes reservas, o que, segundo ele, atrairá as petroleiras.

— Quando há uma boa área com as condições regulatórias corretas, o investidor vem. E isso vai se refletir em desenvolvimento e emprego — afirmou Guimarães.

De acordo com levantamento feito pelo GLOBO com base na consultoria Petroleum Economist, pelo menos 21 países estão realizando leilões de petróleo entre este ano e 2018. Renato Kloss, sócio do setor regulatório e de infraestrutura da Siqueira Castro, disse que, embora haja muitas opções no mundo, o pré-sal segue como uma das principais reservas de petróleo.

— Para a rodada do pré-sal, as maiores companhias do setor estão habilitadas. O pré-sal vai ser disputado pelo mundo todo — disse Kloss.

Assis, da EY, complementa que, embora o barril do petróleo esteja atualmente na faixa dos US$ 50, países e empresas estão mirando os próximos 30 anos:

— A nata do setor estará aqui.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 16/10/2017

PORTO DE CABEDELO MOVIMENTA MAIS DE 41 MIL TONELADAS NOS PRIMEIROS 10 DIAS DE OUTUBRO
Publicado em 10/16/2017 as 06:36 PM

O Porto de Cabedelo registrou, nos primeiros 10 dias do mês de outubro, a movimentação de 41.359 toneladas de produtos. São derivados de petróleo, malte e trigo que chegam para abastecer o mercado local, além do granito, que foi exportado para a Europa.

No primeiro dia do mês, o Porto recebeu 10 mil toneladas de trigo provenientes da Argentina e 7.974 toneladas de gasolina, que veio de Maceió.

Já no dia quatro, chegou do Uruguai 8.886 toneladas de malte, garantindo a produção de cerveja no Estado. Mais dois navios também atracaram no porto nesses 10 dias com óleo diesel, somando 12.230 toneladas do produto.

Já as 2.239 toneladas de granito foram exportadas para a Itália. O produto é extraído como grandes blocos de pedra no interior do Estado e transportado em caminhões até o porto.

A diretora presidente da Companhia Docas da Paraíba, Gilmara Temóteo, ressaltou que, apesar da boa movimentação nesse início de outubro, o Porto de Cabedelo está preparado para receber novas operações e contribuir ainda mais para o desenvolvimento econômico da Paraíba.

"Em um momento de crise econômica que temos passado, estamos conseguindo aumentar a movimentação do local com relação ao ano passado. E isso nos deixa ainda mais otimistas, pois sabemos das potencialidades do Porto e do trabalho que está sendo realizado pela Docas-PB para atrair ainda mais parceiros", disse.
Fonte: Paraíba Total
Data : 16/10/2017

PRÉ-SAL SUSTENTA SOZINHO ALTA DA PRODUÇÃO NACIONAL DE ÓLEO E GÁS
Publicado em 10/16/2017 as 06:36 PM

Enquanto o pré-sal desperta a cobiça das maiores petroleiras do mundo e se consolida como a principal fronteira exploratória do Brasil, os demais polos de produção do país convivem de um modo geral com o declínio de suas atividades e baixa atratividade de investimentos. Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que, se não fosse a Bacia de Santos, onde estão situadas as maiores descobertas do pré-sal, a produção nacional caminharia em 2017 para o seu terceiro ano seguido de queda.

A 14ª Rodada de blocos exploratórios, em setembro, reforçou o quanto as grandes multinacionais estão focadas no pré-sal: os oito blocos arrematados em águas ultraprofundas da Bacia Campos, que margeiam o polígono do pré-sal e têm potencial para descobertas desse tipo, responderam por 75% dos compromissos de investimentos assumidos pelas petroleiras na licitação e por 95% dos bônus de assinatura do leilão.

Foram essas áreas que garantiram o sucesso arrecadatório da rodada, de R$ 3,8 bilhões, e onde se deram os lances mais disputados do leilão, com participações de empresas como Petrobras e Exxon Mobil, Shell, BP, Total, Repsol e a CNOOC.

Fora de Campos, no entanto, as grandes multinacionais mostraram interesse por poucos ativos na Bacia do Espírito Santo (CNOOC e Repsol) e em Sergipe-Alagoas (Exxon) - uma das principais apostas em águas profundas fora do eixo tradicional de Campos e Santos. O número de blocos negociados na 14ª Rodada (35), inclusive, foi o mais baixo desde 4ª Rodada da ANP, em 2002, quando foram arrematadas 21 áreas.

O professor do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GEE/UFRJ), Edmar Almeida, destaca que a atratividade da 14ª Rodada está ligada a uma situação geológica específica, o pré-sal, e que o baixo interesse pelas demais bacias é um sinal amarelo importante para a indústria petrolífera.

Segundo os dados da ANP, a produção nacional de óleo e gás acumula, no ano, uma média de 3,3 milhões de barris de óleo equivalente (BOE/dia), o que representa uma alta de 17% (ou de 498 mil BOE/dia) em relação a 2014. Esse crescimento, no entanto, tem sido sustentado basicamente pela Bacia de Santos, que cresceu 190% (917 mil BOE/dia), enquanto bacias tradicionais, como Campos, Sergipe-Alagoas, Potiguar e Recôncavo caem ano após ano e já acumulam uma redução de 370 mil BOE/dia no período.

Algumas das bacias brasileiras têm sido afetadas, em particular, por efeitos de demanda. Este é o caso, por exemplo, de Camamu e Parnaíba, que produzem essencialmente gás natural e cujas produções dependem do comportamento do mercado de consumo - no caso de Parnaíba, do despacho das termelétricas da Eneva, no Maranhão. De maneira geral, contudo, a redução verificada nas demais bacias, fora do pré-sal, reflete o declínio natural dos campos -- que se acentua quando não há investimentos em projetos de revitalização.

O mercado deposita as esperanças sobre a recuperação dos investimentos das áreas maduras no programa de venda de ativos da Petrobras. A expectativa é que a estatal, que concentrou seus investimentos basicamente no pré-sal, no passado recente, abra espaço para que outras empresas, algumas de menor porte e especializadas em campos maduros, invistam na recuperação da produção desses ativos.

Para o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, a expectativa é que, a medida que novas petroleiras assumam a operação desses campos maduros, o aumento dos investimentos se dê rapidamente.

"Investimentos em campos maduros têm impactos mais rápidos para a retomada dos investimentos do que os leilões de blocos exploratórios. Como a Petrobras praticamente abandonou os campos maduros, acredito que a recuperação da produção dessas áreas se dará de forma rápida", avalia.

Saída da Petrobras das áreas maduras deve possibilitar a retomada dos investimentos pelos agentes privados

A Petrobras possui, hoje, 100 concessões, marítimas e terrestres, em fase de desinvestimentos. Esses ativos, situados em áreas maduras, correspondem a uma produção de óleo e gás de 111 mil BOE/dia, ou 4,2% do volume total produzido pela petroleira brasileira. A companhia também assinou, no fim do mês passado, um acordo com a norueguesa Statoil para estudos de parcerias conjuntas na recuperação de campos maduros no pós-sal da Bacia de Campos.

Um estudo desenvolvido pelo GEE/UFRJ, em parceria com o Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), mostra, contudo, que os projetos fora da área do pré-sal apresentam uma economicidade desafiadora e que, portanto, é fundamental que o governo enfrente as barreiras que possam travar investimentos nas bacias mais maduras.

Este ano, por exemplo, a ANP aprovou a redução, de 10% para 5%, das alíquotas de royalties sobre a produção incremental proporcionada pela revitalização de campos maduros. Com incentivos aos investimentos, a agência vê potencial para que o fator de recuperação (quantidade de óleo recuperável dentro de uma reserva) das áreas maduras da Bacia de Campos seja ampliado de 24% para 30%. A ANP estima que, para cada ponto percentual a mais de aumento no fator, são gerados US$ 18 bilhões em investimentos e 2,2 bilhões de barris de reservas.

O estudo da UFRJ sugere também, entre outras medidas, a redução dos riscos no licenciamento ambiental; e o compartilhamento de infraestrutura de transporte e estocagem e uma política de compras do petróleo por refinarias nacionais.

Almeida destaca a importância da desconcentração da produção para além do pré-sal. Segundo ele, a decadência das bacias mais maduras pode até não comprometer a autossuficiência brasileira na oferta de óleo e gás no curto e médio prazos, mas impede a maximização dos impactos econômicos dos investimentos do setor em todo o território nacional; e a segurança no abastecimento, garantida pela diversificação de fontes.

O professor destaca, ainda, a importância de se incentivar a produção de gás em águas rasas e em terra, para garantir um suprimento competitivo ao mercado.

"Vale ressaltar que a produção de gás natural em águas profundas apresenta grandes desafios por seus custos de escoamento e, particularmente no pré-sal, custos relevantes de produção em função da profundidade dos reservatórios e nível de contaminação, afetando assim sua comercialidade", comenta o professor, em artigo publicado no blog "Infopetro".
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 16/10/2017

EXPORTAÇÃO AJUDA A ELEVAR PRODUÇÃO INDUSTRIAL
Publicado em 10/16/2017 as 06:35 PM

O aumento na exportação da quantidade embarcada ajudou a elevar a produção física da indústria de transformação no segundo quadrimestre. Com a recuperação do comércio internacional, o volume embarcado por esse segmento subiu 1,5% de maio a agosto contra iguais meses do ano passado enquanto os preços cresceram 7%. Trata-se de uma mudança em relação ao primeiro quadrimestre, quando o valor exportado reagiu, mas foi puxado pelos preços, que avançaram 11,7% enquanto o volume exportado caiu 1,6%.

O aumento de preços é considerado importante para os segmentos industriais porque resulta em elevação de receitas e recomposição de margens, dizem analistas. Mas o aumento do volume exportado contribui de forma mais dinâmica para atividade industrial porque permite elevar a produção física e contribui para a ocupação de capacidade. No segundo quadrimestre a produção física da indústria de transformação cresceu 2,9% em relação a igual período de 2016. Dentre 22 setores de atividade, em dez houve elevação de produção física e de quantum embarcado de maio a agosto. Nos quatro meses anteriores essa alta simultânea ocorreu em apenas cinco segmentos. Os dados foram levantados pela Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

André Mitidieri, economista da Funcex, destaca que a elevação de volume ocorreu de forma mais acentuada em alguns setores, com destaque para a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, cuja produção industrial cresceu 18,6% e o quantum embarcado avançou 32,2% de maio a agosto.

Ainda segundo a Funcex, a indústria de máquinas e equipamentos aumentou em 12,9% o volume vendido ao exterior, o que contribuiu para alta de 4,7% na produção física do segmento. Os fabricantes de produtos de borracha e material plástico exportaram 8,7% mais e aumentaram em 3,5% a produção física. No setor de metalurgia e de fabricação de móveis o quantum embarcado subiu 3,1% e 4%. A produção industrial cresceu 0,8% e 8,2%, respectivamente.

Os dados, diz Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), mostram que o aumento de quantum indicado vem de setores tradicionalmente exportadores e, por isso, ainda estão muito concentrados. Ele destaca que mesmo a alta em máquinas e equipamentos veio puxada, segundo dados do próprio setor, por demandas em segmentos específicos, como transportes e implementos agrícolas.

Os dados do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV) também apontam tendência de elevação do volume exportado pela indústria de transformação, com alta de 7,1% em agosto. No acumulado até o mês o avanço foi de 6,1%. O preço também subiu, mas em níveis menores, com alta de 3,1% em agosto e de 5,9% no acumulado, sempre na comparação com igual período do ano passado.

Na segmentação da exportação industrial por categorias de uso feita pelo Ibre, o volume embarcado é puxado pelos bens de consumo duráveis, que cresceram 53,4% de agosto de 2016 para igual mês deste ano. Os não duráveis subiram 8% enquanto os bens intermediários avançaram 13,2%. Os semiduráveis subiram 1,4% enquanto os bens de capital recuaram 20,8%. Os números, diz a economista e pesquisadora do Ibre, Lia Valls, reafirmam a importância do setor automotivo na melhora do desempenho da exportação da indústria. Mesmo assim, avalia ela, há uma tendência de difusão maior da elevação de exportações para os demais segmentos.

Apesar de um câmbio não tão favorável, os embarques em alguns segmentos são beneficiados com a melhora do cenário internacional, no qual o comércio mundial volta crescer em nível maior que o da atividade econômica, diz Cagnin. "É uma recuperação lenta. Não vamos voltar ao nível pré-crise, quando o comércio internacional crescia em ritmo duas vezes maior que o da economia. O que se espera é um aumento cerca de 30% maior."

Outro fator favorável, diz Lia, é que a venda de produtos manufaturados brasileiros destina-se principalmente para a América Latina, cujas exportações também foram beneficiadas com a elevação de preços de commodities. Isso resulta em mais divisas também para a importação por esses países de produtos made in Brasil, diz ela.

Mantendo-se o cenário atual, diz Lia, é possível que o aumento de volume exportado pela indústria siga se recuperando, embora de forma gradual, principalmente porque a expectativa é de continuidade da recuperação do comércio internacional.

Mitidieri, da Funcex, diz que o nível de crescimento das exportações dependem de mais acordos comerciais. Ele lembra que o aumento nos embarques de veículos brasileiros foi propiciado por acordos com países como Peru e Colômbia. Outro fator favorável é a recuperação econômica da Argentina, lembra Lia, para onde o fluxo de embarques melhorou com o afrouxamento das restrições impostas às importações e às operações de câmbio.

A recuperação do comércio internacional, destaca Mitidieri, propiciou o aumento do quantum na exportação como um todo, segundo dados da Funcex. De maio a agosto, o quantum embarcado, considerando o total das exportações, subiu 8,5% em relação a igual período do ano passado enquanto os preços cresceram 5,8%. No primeiro quadrimestre o quantum caiu 0,4%. Foi o avanço de 22% nos preços que promoveu a alta das exportações totais.

O aumento de volume no segundo quadrimestre, ainda segundo dados levantados pela Funcex, aconteceu não só na indústria de transformação, mas em todos os grandes setores. Na indústria extrativa o quantum embarcado aumentou 22,9% enquanto os preços subiram 12,6%. No primeiro quadrimestre o volume na mesma indústria extrativa avançou menos, com alta de 13,4%, mas o preço cresceu muito mais, com aumento de 89,8%.

Nos segmentos não industriais, que incluem agricultura e pecuária, o volume avançou 24,5% no segundo quadrimestre enquanto os preços recuaram 4,7%, invertendo a evolução do primeiro quadrimestre, quando a quantidade caiu 6,4% e os preços subiram 11,4%.

Os dados do Mdic mostram também uma recuperação no valor embarcado de manufaturados, que cresceu 11% de janeiro a setembro deste ano em relação a iguais meses do ano passado. Essa alta, porém, não foi suficiente para fazer com que essa classe de produtos volte a ter o mesmo espaço do passado na exportação total. Com vendas ao exterior de US$ 59,2 bilhões, os manufaturados representam 36% do valor total exportado no acumulado até setembro. Em igual período de 2016, a fatia foi de 38%. Há dez anos, antes da crise financeira mundial, foi de 53%.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 16/10/2017

REFORMA TRIBUTÁRIA PODE RECUPERAR A ECONOMIA
Publicado em 10/16/2017 as 06:35 PM

Por Rodolfo Henrique Rodrigues da Silva

O sistema desenvolvimentista, presente na Constituição de 1988, admitiu que o Brasil não possuía condições para garantir a plenitude do bem-estar social, mas estabeleceu o objetivo de que nossa ordem econômica permitisse crescimento sem perder de vista os benefícios sociais.

A ideia era que o desenvolvimento econômico, pautado na atuação dos agentes privados regulados pelo Estado, sustentasse um modelo de organização com ênfase na seguridade social, trazendo igualdade e garantindo ao cidadão o direito de ter uma boa aposentadoria, além de contar com saúde e educação de qualidade. Porém, passados quase trinta anos da promulgação da Constituição Federal, o sistema econômico almejado não foi alcançado por diversos motivos, dentre os quais está a organização dos tributos no País.

Naquele momento, o texto constitucional recepcionou o Código Tributário Nacional (CTN) – Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966 -, fixando as normas gerais de direito tributário, que apesar de se tratar de uma legislação muito bem elaborada, necessita de modernização após cinquenta anos.

Estamos diante de outro momento crucial, no qual uma mudança técnica seria capaz de estimular o consumo

Os países europeus que chegaram ao estado do bem-estar social pleno possuem uma carga tributária superior à brasileira. O problema é que os tributos no Brasil são mal distribuídos, incidindo demasiadamente sobre o consumo, atrapalhando a produção nacional.

A criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) é almejada há tempos, pois unificaria diversos tributos, simplificando o recolhimento para diminuir a sonegação, o que proporcionaria transparência ao consumidor e segurança jurídica aos empreendedores.

Além disso, a redistribuição das competências tributárias traria uma menor diversidade de leis, centralizando o poder de legislar na União, que dividiria com os Estados e municípios a capacidade ativa de cobrança, arrecadação e fiscalização dos tributos.

A intenção de concentrar a tributação sobre o patrimônio na esfera municipal é válida, contando com auxílio federal, uma vez que grandes patrimônios se distribuem por diversas regiões, estando a Receita Federal melhor estruturada para uma fiscalização desse porte.

Por outro lado, os Estados enfrentariam o fim do ICMS, bem como as mudanças no IPVA e ITCMD, passando a contar com o IVA, que seria arrecadado por meio da criação de um novo órgão, que agregaria todos os Fiscos estaduais e do Distrito Federal. Neste cenário, teríamos o fim da chamada guerra fiscal, travada com a concessão de benefícios para atrair investimentos privados.

A política de desonerações para alguns setores da economia foi marcada pela renúncia fiscal e se mostrou ineficaz ao não reduzir efetivamente o volume tributário, impactando no déficit das contas públicas, o que contribuiu para a recessão ao invés de gerar crescimento econômico. Portanto, uma reforma ampla precisa minimizar a carga sobre o consumo com o IVA, aquecendo a economia. Todavia, deve-se equilibrar a arrecadação por meio da tributação sobre a renda e patrimônio, de forma justa, respeitando a capacidade contributiva.

Diante disso, a reformulação do Imposto sobre a Renda e Proventos precisa ser bem planejada, não podendo de forma alguma onerar ainda mais o trabalhador de baixa renda. Ademais, a incorporação da CSLL pelo IRPJ se mostra uma boa opção para o equilíbrio fiscal, lembrando que todas as alterações devem respeitar os princípios da legalidade e anterioridade.

Para diminuir as desigualdades regionais, é importante que a arrecadação seja dividida entre todos os entes federativos, evitando-se tributos não partilháveis para incentivar um crescimento uniforme da sociedade. Para tanto, deve haver um período de transição para este novo modelo, respeitando a divisão de valores que ocorre atualmente, a fim de impedir que no início haja perdas consideráveis no âmbito federal, estadual e municipal.

Por fim, é temerária a proposta de criação de uma contribuição incidente sobre a movimentação financeira, apresentada como alternativa para desonerar a folha de salários, já que esta medida pode causar um aumento na carga tributária. Em que pese a pretensão de gerar novos postos de trabalho, é preciso analisar esta proposta em face da desoneração que criou a CPRB, mas causou prejuízo para a União e acabou contestada judicialmente.

Discussões filosóficas à parte, a situação econômica e política atual lembra o que o país vivia antes do plano real, aquele que acabou com a hiperinflação e trouxe estabilidade para as duas décadas seguintes. Por isso, não se trata de um devaneio afirmar que uma reforma tributária substancial poderá ter efeito semelhante ao do programa que criou uma nova moeda, já que estamos diante de outro momento crucial, no qual uma mudança técnica seria capaz de estimular o consumo, trazendo crescimento e investimento, recuperando a economia para voltarmos a buscar o chamado Estado Social.

Rodolfo Henrique Rodrigues da Silva é advogado especialista na área tributária, sócio da Roncato Advogados

Este artigo reflete as opiniões do autor, e não do jornal Valor Econômico. O jornal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso dessas informações
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 16/10/2017

PORTO DE RIO GRANDE REGISTRA PEQUENO AUMENTO EM MOVIMENTAÇÕES
Publicado em 10/16/2017 as 06:35 PM

Foram divulgados pela Superintendência do Porto do Rio Grande os números do levantamento dos noves meses de movimentação do complexo em Rio Grande. Entre janeiro e setembro de 2017, foram mais de 31 milhões de toneladas movimentadas. Isso significa um aumento de 1,76% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Comparando apenas o mês de setembro, o crescimento foi de 8%, ultrapassando o número de 3,5 milhões de toneladas.

Os produtos que colaboraram para a ampliação da movimentação são: arroz (+2,8%) e soja (+13,3%). A Carga Geral segue crescendo, agora com mais de 5%, totalizando até setembro mais de 8 milhões de toneladas. A movimentação total do complexo chega a 31.008.297. O setor de contêineres também se destacou, com crescimento de mais de 4% nos nove primeiros meses.
Fonte: Zero Hora - RS
Data : 16/10/2017

MEIRELLES: ‘ É POSSÍVEL PRIVATIZAR ELETROBRAS ATÉ 2018’
Publicado em 10/16/2017 as 06:35 PM

– O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse na sexta-feira (13) em Washington que é possível privatizar a Eletrobras até 2018. “É possível e deverá ser tão importante quanto a privatização das telecomunicações”, afirmou.

Sobre o projeto que acelera a recuperação judicial de empresas com dificuldades financeiras, o ministro informou que o projeto está praticamente pronto.

De acordo com o ministro, a proposta já passou pelas áreas técnicas do Ministério da Fazenda e foi entregue à Casa Civil, onde deve ser analisado juridicamente e depois enviado ao Congresso.

“Acredito que deve ser nas próximas semanas. Quem sabe, na próxima semana”, afirmou. Segundo ele, não é possível afirmar se o projeto é urgente sem uma avaliação da área política do governo, mas certamente, “do ponto de vista das empresas, é absolutamente fundamental”.

Com relação à possibilidade de rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco S&P, caso a reforma da Previdência não seja aprovada, Henrique Meirelles disse que é isso é “absolutamente normal”.

“Temos dito e várias vezes repetido que a aprovação da Previdência é fundamental para a sustentabilidade a longo prazo das contas públicas no Brasil. Quanto mais cedo isso ocorrer, melhor.”

Conforme Meirelles, as agências têm dado uma demonstração de confiança muito grande no Brasil. “A agência de rating faz o trabalho dela e nós fazemos o nosso. Não me preocupo com o trabalho deles, mas eles têm de se preocupar com o nosso.”

Ainda no mesmo dia, Meirelles voltou a defender a aprovação da reforma da Previdência como algo essencial para a economia brasileira e para sustentabilidade das contas públicas no País. “A reforma da Previdência é necessária e vai ocorrer no Brasil em algum momento”, disse. Contudo, o ministro da Fazenda frisou, em evento, que seria “melhor para todos” que a reforma seja aprovada agora.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 16/10/2017

MAIA BLOQUEIA VOTAÇÃO DE MPS E DEVE AGRAVAR SITUAÇÃO FISCAL DO GOVERNO
Publicado em 10/16/2017 as 06:34 PM

Brasília – A situação fiscal do governo federal tende a se agravar em pelo menos R$ 35 bilhões até 2018, se o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), cumprir a promessa de não colocar mais em pauta medidas provisórias.

As chamadas MPs são um forte instrumento do governo para aumentar receita e cortar despesas, além de sinalizar ao mercado novas ferramentas para combater a corrupção e organizar as atividades econômicas. Por causa da ameaça do democrata, quatro MPs devem perder a validade a partir desta semana. Na lista das MPs que estão sob risco, a primeira é a do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que expira nesta terça-feira (17).

Em seguida, a MP de acordos de leniência no setor bancário, encaminhada pelo Executivo para prevenir delações premiadas que possam atingir as instituições financeiras. Também sob ameaça as MPs de Fundo para o PAC e Regime Especial de Tributação para Desenvolvimento da Atividade de Exibição Cinematográfica (Recine).

Rejeição preventiva

E nem será recebida a eventual MP das novas alíquotas do PIS e da Cofins, tributos federais que bancam, respectivamente, a Previdência e o seguro-desemprego e o abono salarial. “Aumentar as alíquotas do PIS/Cofins por MP? Não vai nem tramitar. Não é que não vai passar. Nem vamos discutir o mérito”, avisou Maia, em entrevista, mandando um recado ao Planalto.

O aviso foi “escutado” pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. No exterior, ele declarou que não é recomendado elevar a alíquota do PIS/Cofins para compensar a retirada do ICMS da base de cálculo do imposto. O ministro argumenta que está ocorrendo aumento do PIB, soma das riquezas produzidas no País. Mas essa é uma urgência do governo para compensar a perda de R$ 27 bilhões por conta da decisão tomada em setembro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou o imposto estadual ICMS da base de cálculo desses tributos federais. A estimativa foi feita pela Advocacia-Geral da União (AGU).

Já outros R$ 17,3 bilhões serão sacrificados em 2018, segundo estimativa do Estadão/Broadcast, que considera medidas para aumentar a arrecadação e para reduzir despesas. A decisão anunciada por Rodrigo Maia também leva para o telhado a ideia do governo de aumentar a tributação de fundos de investimentos exclusivos, que poderá render R$ 6 bilhões aos cofres públicos.

Agenda econômica

A decisão de Maia de travar as MPs, na semana passada, foi um desabafo sobre o número exagerado de MPs enviadas ao Congresso. Foi também uma reação ao rumor de que o Planalto enviaria um pacote de medidas provisórias de alto impacto para as contas públicas no próximo ano. As propostas de aumento de receita foram antecipadas pelo governo em agosto, mas o pacote ainda não foi encaminhado ao Congresso para não prejudicar as negociações que tentam barrar a segunda denúncia contra Michel Temer.

A prioridade dada pelo presidente Temer à leitura do parecer do relator da denúncia na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara levou a própria base a boicotar a votação da medida provisória que regulamenta os acordos de leniência do Banco Central. A saída política para desfazer o mal-estar com o presidente da Câmara foi a confecção de um projeto de lei. A proposta vai recuperar os principais pontos da MP e será apresentada nos próximos dias pela Câmara, em regime de urgência, voltando a colocar Maia como principal protagonista nas relações entre Executivo e parlamento.

O ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, foi designado por Temer para conversar com Maia e conter a nova crise. Às vésperas da votação da segunda denúncia, o Planalto tenta apaziguar a desgastada relação com Maia.

Nos bastidores do Planalto e do Congresso, a posição dura de Maia em relação às MPs aponta que ele quer se descolar de Temer para poupar o partido e seu voo próprio em 2018. “Rodrigo Maia tem condições de dar voos mais altos”, declarou o líder do DEM na Câmara, Efraim FIlho (PB).

Demissão e petróleo

Entre as MPs que já tramitam no Congresso, e portanto já estão em vigor, o efeito fiscal para 2018 é menor, mas não desprezível. A medida provisória que cria o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) do Governo Federal, pode trazer uma economia de R$ 1 bilhão no próximo ano.

O relator da MP 795, que muda a tributação do setor de petróleo, deputado Julio Lopes (PP-RJ), também defendeu a votação da medida que reestrutura o Repetro com incentivos tributários para a cadeia petrolífera. “É fundamental para o setor que tenhamos regras tributárias claras para trazer mais segurança jurídica. Conhecendo a responsabilidade do presidente Rodrigo Maia com o Brasil e com o Estado do Rio de Janeiro, não vejo como ele não iria conduzir os trabalhos em prol da aprovação dessa medida”, acredita Lopes.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 16/10/2017

FMI VÊ CRESCIMENTO DA ECONOMIA GLOBAL
Publicado em 10/16/2017 as 06:34 PM

– O Comitê Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI) destacou no sábado (14), em comunicado, o avanço da economia global, à medida que os países membros da instituição se esforçam para gerar crescimento maior, sustentável e com uma base mais ampla. No entanto, em um relatório, na véspera, o FMI havia alertado sobre a incerteza em torno da política na América Latina depois das eleições previstas para a região, já que México, Brasil, Chile e Paraguai se preparam para realizar eleições nacionais nos próximos meses
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 16/10/2017

ESPÍRITO SANTO VOLTA A ATRAIR NOVOS NEGÓCIOS
Publicado em 10/16/2017 as 06:33 PM

Acompanhando os ainda incertos sinais de que há uma retomada na economia brasileira, mais grupos empresariais têm buscado o Espírito Santo para estudar a instalação de novas fábricas e filiais. Mais empresas procuraram o governo do Estado interessadas em informações e enquadramento nos programas de incentivos fiscais, como Compete e o Invest.

De acordo com o secretário de Estado do Desenvolvimento (Sedes), José Eduardo Azevedo, em 2016, foram 1.248 empresas inscritas no Compete e, neste ano, até agosto, já são 1.300.

“Alguns setores têm se destacado como o segmento de e-commerce. Esse setor, por exemplo, tinha 45 empresas em 2013 no Compete e, atualmente, são 146 empresas. Comparando com o ano passado tínhamos 126”, pondera. Outro setor, o de transporte rodoviário de cargas, que em 2016 contava com 53 empresas inscritas, conta até agosto deste ano com 69.

O Invest, um programa para novos investimentos de maior porte, também teve um número maior de adesões. Em 2014, eram 37 empresas; em 2015, 23, e, em 2016, 20 enquadramentos. Neste ano, até o mês de setembro, já foram 25.

“A expectativa este ano é que ultrapasse 30 enquadramentos de projetos novos. São empresas interessadas em se instalar no Estado. Nem sempre o projeto se conclui, mas para apresentar a proposta e pedir adesão, a empresa tem custo. Então, há um grau razoável de que o projeto vá para a frente”, avalia Azevedo.

CRISE

Para o secretário, esses sinais apontam que se inicia um quadro de recuperação e de saída do pior momento da crise.

“No geral, toda a economia sofreu muito com a crise e algumas empresas que vieram para o Estado com projeto de expansão tiveram que se adequar à realidade do mercado”, diz o secretário. “A Weg veio para cá com projeto de expansão e as informações que temos é que ela passou relativamente bem pela crise. A Volare construiu uma fábrica moderna, tem um projeto de expansão. A Oxford tem uma fatia de mercado que tem crescido. Com a melhoria do mercado, elas vão crescer mais.”

A Jurong, um dos principais projetos dessa nova diversificação da economia, sofreu com a paralisia do setor do petróleo e com o envolvimento da Sete Brasil – empresa criada para viabilizar a construção de sondas para explorar o pré-sal – na Operação Lava Jato.

Mas, segundo o titular da Sedes, como tem um grau de diversificação grande, o estaleiro aposta no setor de reparo de navios. “A atuação da Jurong é nas áreas de petróleo e naval, o que funciona para muitos projetos.” Procurada pela reportagem, a empresa de Singapura informou que não iria se pronunciar.
Fonte: Gazeta Online - ES
Data : 16/10/2017

PORTO DE SALVADOR OPERA CALCÁRIO MARINHO
Publicado em 10/16/2017 as 06:33 PM

Depois de três anos, o Porto de Salvador volta a fazer parte da cadeia de fabricação de biofertilizantes na Bahia, a partir da operação de calcário marinho (algas calcárias), realizada na última quarta-feira (11). A embarcação Litho One transportou 550 toneladas de organismos inanimados, extraídos da Baía de Todos os Santos até o cais, de onde seguem pelo modal rodoviário em direção a uma indústria localizada em Camaçari.

Cerca de dez trabalhadores, dentre eles os avulsos portuários, se envolveram diretamente com a operação. O registro anterior desse tipo de movimentação no Porto de Salvador data de outubro de 2014, de acordo com a Beira Mar Serviços Marítimos, operador portuário responsável.

As algas calcárias são plantas marinhas impregnadas de carbonato de cálcio, cujo processamento se dá por secagem natural, ensacamento e estocagem do produto. Na fertilização do solo há vantagens comprovadas no uso desse material, quando comparado à aplicação do calcário terrestre.
Fonte : Portal Porto Gente
Data : 16/10/2017

MP É NOVA AMEAÇA AO ESTALEIRO EM SUAPE
Publicado em 10/16/2017 as 06:33 PM

Em busca de sobrevivência, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) está fazendo mais um apelo às autoridades federais. É que, pouco tempo depois de se ver em dificuldade devido à falta e ao cancelamento de encomendas, o empreendimento está sujeito a uma nova ameaça. É uma mudança na legislação que, segundo o EAS, pode dar mais espaço a produtos estrangeiros no setor de óleo e gás, tirando a competitividade das empresas nacionais e reacendendo a possibilidade de o estaleiro pernambucano fechar as portas, deixando 3,5 mil pessoas sem emprego.

Em carta enviada a parlamentares, ao Ministério de Minas e Energia e ao Governo de Pernambuco, o EAS argumenta que o risco está na Instrução Normativa nº 1.743, que modifica a Medida Provisória 795, prevista para entrar na pauta da Comissão Mista do Senado Federal na próxima terça-feira (17). No texto, o EAS explica que “o art. 5? da MP 795 institui o regime especial de importação, com suspensão do pagamento de tributos federais de bens cuja permanência no País seja definitiva e que se destinem exclusivamente às atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural e de outros hidrocarbonetos fluídos”. Agora, porém, a IN estaria ampliando o rol dos produtos isentos da tarifação, atingindo também atividades de escoamento da produção.

São atividades de transporte, que, segundo o EAS, têm mantido a indústria naval brasileira diante da falta da encomenda de navios. “A única alternativa que restou para a indústria local afigura-se na proteção da ‘bandeira nacional’ consagrada ao mercado de cabotagem, navegação interior e apoio marítimo e portuário. […] Entretanto, tal proteção de nada valerá se for aberta a importação para embarcações destinadas à cabotagem com isenção de impostos”, conclui o estaleiro pernambucano, revelando que a mudança coloca em xeque novamente a sobrevivência da indústria naval pernambucana.

“O EAS tem seus dias contados, literalmente, se não for devidamente alterado o texto proposto para a MP 795, bem como excluído o item 98 do Anexo II da IN 1.743. Para que fique claro: a manutenção da atual redação da MP 795 e da IN 1.743 importará no término das operações do EAS, com início de desmobilização prevista para o início de 2018”, alerta a carta, explicando que, caso passe pelo Congresso, a MP vai permitir que navios estrangeiros ganhem espaço no transporte nacional de cargas. “A frota brasileira passará a ser construída na Coreia, China e Japão. Os estaleiros brasileiros fecharão suas portas por definitivo, o Fundo da Marinha Mercante não terá mais projetos para financiar, 40 mil postos de trabalho serão perdidos e mais de 500 mil pessoas serão afetadas”, alerta.

Especialista em petróleo e gás, Wellington Santos explica que, devido à alta carga tributária brasileira, a isenção deixaria os navios estrangeiros com preços mais vantajosos, tirando encomendas de empreendimentos como o EAS. “Não vamos conseguir oferecer as mesmas condições. Então, a tributação é necessária para que haja equilíbrio na disputa. “A IN vai abrir procedência para o capital estrangeiro entrar, com isenção de impostos, na costa brasileira. Isso vai acabar com nosso setor naval. No EAS, por exemplo, ficarão em risco os oito navios da Satco que estão sendo negociados”, afirmou, dizendo que a medida ainda vai fazer com que o governo federal deixa de arrecadar R$ 16 bilhões.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 16/10/2017

DOIS MESES APÓS INCIDENTE, REMOÇÃO DE CONTÊINERES DO MAR AINDA NÃO ACABOU
Publicado em 10/16/2017 as 06:33 PM

Nesta semana, equipe mudou estratégia após rompimento de cabo
FERNANDA BALBINO 14/10/2017 - 10:29 - Atualizado em 14/10/2017 - 10:29


Empresa continua tentando tirar contêineres do fundo do mar (Foto: Divulgação)

Mais de dois meses após a queda, na Barra de Santos, de 46 contêineres que estavam a bordo do navio Log-In Pantanal, os trabalhos de retirada dos cofres do mar ainda não tiveram sucesso. Nessa sexta-feira (13), a empresa responsável pelo serviço fez mudanças no processo, após o rompimento de cabos de aço utilizados para içar as caixas metálicas submersas.

Em 11 de agosto, após realizar suas operações no terminal Embraport, na Área Continental de Santos, o Log-In Pantanal aguardava na barra para retornar ao complexo, a fim de carregar cargas na Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa. Enquanto esperava para atracar, enfrentou uma forte ressaca no mar e os 46 contêineres caíram no Barra.

Desses contêineres, oito acabaram boiando - e quatro deles foram removidos pela empresa. As outras quatro caixas metálicas foram saqueadas.

Em seguida, a empresa iniciou o rastreamento do leito marítimo da região, com o objetivo de identificar onde os contêineres caíram. Na Barra de Santos, foram localizados sete, mas só cinco serão retirados neste primeiro momento.

A remoção dos contêineres está sendo realizada pela armadora Log-In e acompanhada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma equipe com mais de 40 pessoas está envolvida. No grupo, há especialistas norte-americanos na retirada de produtos submersos.

Segundo a agente federal ambiental Ana Angélica Alabarce, que acompanhou os trabalhos, na última quinta-feira (12), houve o rompimento de correntes quando um contêiner era retirado do mar. Ninguém ficou ferido, mas após o incidente, os trabalhos foram interrompidos e retomados apenas nessa sexta.

"Foram colocadas correntes na lateral do contêiner e, quando o cabo foi puxado, elas estouraram. Agora, não será mais usada a corrente, apenas os cabos. Também há a pressão exercida pela areia, que dificulta bastante a retirada", explicou a agente.

Os mergulhadores atuam na retirada de um contêiner carregado com produtos automotivos. Ao lado, há outro com escovas de dente.

Os profissionais atuam em duplas, se revezando a cada 45 minutos, sempre durante o dia, por conta da baixa visibilidade do local. Após este período, eles são encaminhados a uma câmara hiperbárica para a estabilização da pressão.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 15/10/2017

JUSTIÇA ABSOLVE EX-DIRETORES DA DOCAS ACUSADOS DE DISPENSA INDEVIDA DE LICITAÇÃO
Publicado em 10/16/2017 as 06:33 PM


Caso envolveu exploração do Terminal de Exportação de Veículos, na Margem Esquerda do complexo
FERNANDA BALBINO 15/10/2017 - 12:47 - Atualizado em 15/10/2017 - 13:23



Terminal de Exportação de Veículos foi objeto de um termo de permissão de uso em 2003 (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolveu um ex-presidente e três ex-diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos. Os executivos eram acusados do crime de dispensa indevida de licitação, por permitirem a exploração temporária do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), na Margem Esquerda (Guarujá) do complexo portuário, pela operadora Santos Brasil.

O ex-presidente José Carlos de Mello Rego e os ex-diretores Fabrizio Pierdomenico (Comercial e de Desenvolvimento), Arnaldo de Oliveira Barreto (Infraestrutura e Serviços) e Roldão Gomes Filho (administrativo-financeiro) foram processados pelo Ministério Público Federal (MPF). Mello Rego, Barreto e Pierdomenico integraram a diretoria da Docas de 2003 a 2007, durante o primeiro e o início do segundo governo do ex-presidente Lula. Roldão ficou de 2003 a 2004.

Os quatro chegaram a ser condenados a quatro anos de prisão, mas recorreram da decisão e agora foram absolvidos, em julgamento que aconteceu no final do mês passado.

A alegação do MPF era de que a diretoria da Codesp deixou de licitar uma área e formalizou um Termo de Permissão de Uso (TPU), que permitiu a movimentação de cargas no TEV, pela Santos Brasil. Nesta época, a empresa já administrava o Tecon, ao lado do TEV.

Na ação, Barreto, Roldão e Mello Rego foram defendidos pelo advogado Vicente Cascione. Já Fabrizio Pierdomênico contratou o advogado Pierpaolo Cruz Bottini.

Segundo Cascione, os executivos da Autoridade Portuária não dispensaram a licitação. Deste modo, não houve crime tipificado no Artigo 89 da Lei nº 8.666, a Lei de Licitações. Sem o crime, também não houve intenção de favorecimento próprio ou de terceiros. “No mesmo momento em que autorizaram o TPU, determinaram a elaboração do processo licitatório. O TPU foi assinado em 4 de agosto de 2003 e o processo licitatório foi iniciado em 9 de setembro de 2003”, destacou Cascione.

De acordo com o advogado, à época, havia grande pressão do Governo Federal para a implantação de um novo terminal de veículos no Porto de Santos. Mas a área ocupada pelo TEV apresentava problemas estruturais, como o afundamento de parte do cais, causado por um obra inacabada.

“A Codesp não tinha como gastar dinheiro para arrumar aquilo. Se fosse esperar a licitação acabar, não ia ter TEV, porque uma licitação demora, como demorou, cinco, seis anos para acontecer por causa da burocracia. Então, a Codesp deflagrou o processo licitatório, isso é importante, cumpriu o Artigo nº 89 e, pelo caráter de urgência, firmou o TPU com a Santos Brasil”, explicou Cascione.



Em 2003, a então diretoria da Codesp permitiu a
exploração do TEV (Foto: Arquivo)

Órgãos reguladores

Cascione também aponta que os executivos consultaram uma série de órgãos sobre a questão. Em ofícios enviados por esses órgãos, não foram relatadas objeções quanto ao plano de se fazer um TPU do terminal. Controladoria Geral da União (CGU), Conselho de Administração (Consad) da Codesp, Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Advocacia Geral da União (AGU) estão entre os órgãos consultados.

“O MPF, na época, fez uma recomendação de que se fizesse uma licitação. Mas não tomou uma atitude durante três anos de TPU contra ninguém. Depois, um outro promotor resolveu abrir o processo. A primeira contradição: o MPF não toma atitude no começo porque tacitamente entendia como válido o que estava sendo feito. Então veio outro promotor com a ação indicando que houve crime”, destacou Cascione.

Inicialmente, a Justiça Federal em Santos reconheceu que não houve crime envolvendo os ex-diretores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) no caso do Terminal de Exportação de Veículos (TEV). No entanto, o Ministério Público Federal (MPF) recorreu e conseguiu a condenação dos quatro executivos a quatro anos de prisão, em dezembro de 2013.

Sentença inicial reconhecia inocência

O advogado Vicente Cascione, que defendeu três ex-executivos da Docas desde o início da ação, aponta que, antes mesmo do início do processo, o Termo de Permissão de Uso do TEV, na Margem Esquerda (Guarujá) do Porto de Santos, já havia sido avalizado por uma juíza que avaliou a questão. “Além da primeira juíza ter indeferido uma liminar de opositor e ter participado de uma audiência pública dizendo que o TPU estava certo, ainda veio outra juíza e absolve todos em uma sentença muito bem fundamentada”, destacou.

Segundo Cascione, além de absolver os executivos no processo por improbidade administrativa, uma magistrada destacou a licitude da ação dos ex-diretores. “Na ação de improbidade, uma terceira juíza diz: se a gente não pode aceitar de jeito nenhum malversação do dinheiro público, a gente tem que reconhecer quando ocorre o contrário. Os diretores da Codesp agiram com a extrema correção e probidade”, relembra o advogado.

A condenação veio em seguida, após um recurso do MPF. “Um juiz convocado, que não era desembargador do Tribunal Regional Federal, faz um voto e os outros acompanharam e condenaram todo mundo”.

Vitória

A vitória no processo veio no final do mês passado, após sustentação oral na sede do Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. A argumentação foi a mesma desde o início: como houve licitação, não houve crime previsto no Artigo 89 da Lei nº 8.666 (de Licitações).

“Ficou consagrado que o Artigo 89, que botou muita gente condenada ao longo do tempo, nunca foi entendido como deveria ser. O espírito da lei de licitações diz que, se você deixa de fazer a licitação, você comete crime. Nesse caso foi o contrário. A Codesp ganhou dinheiro, não gastou nenhum centavo”, destacou Cascione.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 15/10/2017

PORTO DE SANTOS PREPARA LANÇAMENTO DO PROJETO PARA A UTILIZAÇÃO DE SUAS HIDROVIAS
Publicado em 10/16/2017 as 06:32 PM

Codesp prevê redução de custos, além de desafogar os acessos rodoviários ao cais santista
LEOPOLDO FIGUEIREDO FERNANDA BALBINO 15/10/2017 - 13:40 - Atualizado em 15/10/2017 - 16:43

O Porto de Santos prepara o lançamento, nos próximos dias, do projeto para a utilização de suas hidrovias. A proposta é que o complexo tenha serviços de transporte de cargas em barcaças pelos rios da região, ligando as duas margens do estuário e, também, as zonas portuária e retroportuária, chegando ao Polo Industrial de Cubatão e plataformas logísticas dessa cidade.

Com isso, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária), responsável pela iniciativa, prevê reduzir os custos e impactos ambientais da atividade portuária nas cidades da Baixada Santista, além de desafogar os acessos rodoviários ao cais santista.

Detalhes do projeto, desenvolvido pela Codesp, foram revelados pelo presidente da companhia, José Alex Oliva, em entrevista exclusiva a . Segundo ele, a ideia é “lançar o projeto, ofertar a oportunidade para a iniciativa privada e dar início a uma nova fase de expansão do Porto com a exploração do modal hidroviário”.



Próximos passos

Nos próximos dias, a Docas reunirá empresários e apresentará a proposta de exploração das hidrovias e as ações que adotou para viabilizar o serviço. Caberá à Autoridade Portuária garantir a utilização das vias de navegação, sinalizando-a e regularizando seu uso, inclusive com a definição de normas para a atividade.

As regras foram definidas nos últimos meses a partir de reuniões entre representantes da Codesp, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, o órgão regulador do setor) e da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Na reunião, também serão apresentadas possíveis “linhas de navegação” a serem explorados pela iniciativa privada. Uma delas prevê a passagem pelos terminais especializados na movimentação de contêineres no complexo, levando as cargas de uma margem do estuário a outra, em barcaças com até 150 contêineres, e substituindo o transporte rodoviário regional conhecido como “vira”.

Outra linha ligará as instalações portuárias a plataformas logísticas do retroporto, em Cubatão, sendo uma alternativa à utilização de caminhões nesse trajeto. Essa possibilidade chegou a ser considerada pela Libra Terminais (que tem uma unidade retroportuária em Cubatão) no final da década passada, mas não avançou.

Há, ainda, uma terceira opção: utilizar barcaças para levar matérias-primas importadas da região do cais até as indústrias de Cubatão, como defendia a fabricante de cloro, soda e derivados Carbocloro no início da última década. O projeto, porém, foi descartado devido a custos.



O projeto já foi apresentado por Oliva (à dir.) ao ministro
dos Transportes (Foto:Vanessa Rodrigues/AT)

Atribuições

Enquanto a Autoridade Portuária cuidará das normas de exploração do serviço e das vias de navegação, caberá à iniciativa privada realizar o transporte, adquirir os equipamentos de movimentação de cargas (guindastes) e ainda construir os atracadouros e cais para as barcaças na área retroportuária.

“Vamos estimular os terminais e as empresas de navegação a fazerem uso dessa alternativa econômica. O objetivo é ofertar a infraestrutura para que a iniciativa privada faça seus negócios. E todos vão ganhar: teremos custos logísticos menores, estradas não tão congestionadas, um modal com menor consumo de combustível e, portanto, menor emissão de poluentes e impactos ambientais”.

Oliva pretende se reunir com os caminhoneiros e explicar à categoria que ela também ganhará com o projeto. “Eles deixarão de fazer viagens longas e se concentrarão em percursos curtos. Pegarão mais serviços”.

O executivo prevê a operação do serviço operante em até dois anos, mas considerando reuniões feitas com terminais e empresas de navegação, ele acredita que já possa ter uma linha em ação até o final do ano.

O projeto chegou a ser apresentado por Oliva ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, em viagem ao Porto de Antuérpia (Bélgica) no final do mês passado — visita técnica que integrou a programação da edição deste ano do Santos Export — Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, promovido pelo Grupo Tribuna e pela Una Marketing de Eventos. O modal hidroviário é estratégico para a movimentação de cargas no complexo belga, que registra uma média de 915 escalas de barcaças por semana.

Ideia antiga

A ideia de explorar o transporte hidroviário no Porto é debatida desde a década passada. Em 2012, essa opção foi tema de um estudo da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia (FDTE), ligada à Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa apontou que a região conta com 200 quilômetros de vias navegáveis e 25 deles sem restrições (o principal obstáculo encontrado foi a altura dos vãos de pontes rodoviárias e ferroviárias), além de identificar cinco rotas comerciais (confira no infográfico ao lado).

Especialistas apontam vantagens do modal

A implantação do transporte hidroviário é vista como um avanço por especialistas no setor. Eles destacam que o modal apresenta um menor consumo de combustível por toneladas transportadas e, consequentemente, um volume de emissões de CO2 na atmosfera inferior. E ainda apontam a diminuição do tráfego de caminhões nas vias da região e melhor distribuição de cargas no complexo santista, com a implantação do projeto.

O transporte hidroviário de cargas é visto como o mais limpo e barato. A cada mil toneladas transportadas por quilômetro, são gastos apenas quatro litros de combustíveis. O consumo aumenta para seis litros quando o modal utilizado é o ferroviário. E sobe para 15 litros quando os caminhões fazem o transporte da carga.

“Na travessia da Margem Direita para a Margem Esquerda, não vai precisar fazer a volta, que chega a dar 70 quilômetros, no transporte rodoviário ou mesmo no ferroviário. Você pode atravessar em uma barcaça. É um investimento baixo, um consumo de combustível baixo, então tende a ser um transporte com um custo de produção muito baixo”, destacou o consultor portuário e ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente (Idelt).



Transporte hidroviário de cargas é visto como o mais limpo e barato (Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna)

O especialista ainda aponta que o transporte hidroviário é muito utilizado nos portos mais modernos do mundo. Neles, as barcaças passam pelos terminais, recolhendo contêineres e fazendo a distribuição, serviço também proposta para Santos.

Para o presidente da Federação Nacional dos Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, essa iniciativa permitirá a exploração de novas áreas no Porto, que poderão ser acessadas pelas barcaças. “É fundamental que se faça esta interligação do Porto com a retroárea. Com isso, você expande o chamado complexo portuário e reduz a interferência no trânsito, utilizando caminhão onde ele precisa ser utilizado e priorizando o transporte aquaviário onde ele pode ser competitivo”.

A implantação do transporte hidroviário é vista como um avanço por especialistas no setor. Eles destacam que o modal apresenta um menor consumo de combustível por toneladas transportadas e, consequentemente, um volume de emissões de CO2 na atmosfera inferior. E ainda apontam a diminuição do tráfego de caminhões nas vias da região e melhor distribuição de cargas no complexo santista, com a implantação do projeto.

O transporte hidroviário de cargas é visto como o mais limpo e barato. A cada mil toneladas transportadas por quilômetro, são gastos apenas quatro litros de combustíveis. O consumo aumenta para seis litros quando o modal utilizado é o ferroviário. E sobe para 15 litros quando os caminhões fazem o transporte da carga.

“Na travessia da Margem Direita para a Margem Esquerda, não vai precisar fazer a volta, que chega a dar 70 quilômetros, no transporte rodoviário ou mesmo no ferroviário. Você pode atravessar em uma barcaça. É um investimento baixo, um consumo de combustível baixo, então tende a ser um transporte com um custo de produção muito baixo”, destacou o consultor portuário e ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) Frederico Bussinger, do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transporte e Meio Ambiente (Idelt).

O especialista ainda aponta que o transporte hidroviário é muito utilizado nos portos mais modernos do mundo. Neles, as barcaças passam pelos terminais, recolhendo contêineres e fazendo a distribuição, serviço também proposta para Santos.

Para o presidente da Federação Nacional dos Portuários (Fenop), Sérgio Aquino, essa iniciativa permitirá a exploração de novas áreas no Porto, que poderão ser acessadas pelas barcaças. “É fundamental que se faça esta interligação do Porto com a retroárea. Com isso, você expande o chamado complexo portuário e reduz a interferência no trânsito, utilizando caminhão onde ele precisa ser utilizado e priorizando o transporte aquaviário onde ele pode ser competitivo”.

Consultor faz alerta sobre novos custos



Ex-diretor da Codesp aponta riscos de aumento dos custos logísticos (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Para o consultor portuário Fabrizio Pierdomênico, o transporte hidroviário só é viável quando se tem um volume grande de cargas que precisam ser transportadas por longas distância. O ex-diretor da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) aponta os riscos de aumento dos custos logísticos e ainda o crescimento do tráfego de embarcações no canal de navegação do Porto de Santos.

“Eu entendo que todo esse processo de trazer o contêiner do outro lado do País, dar um tombo nele, colocar em uma pilha, depois tirar da pilha, colocar em uma barcaça para trazer e, depois, distribuir para os terminais vai agregar mais custos à carga. Seria diferente se saísse do ponto de origem da carga em uma barcaça para o destino final”.

Pontos positivos

Defensor da utilização do transporte hidroviário no Porto de Santos, o engenheiro Henry Robinson acredita no potencial e na importância do modal para a região desde a década passada, quando ainda atuava como diretor técnico da Libra Terminais e foi um dos idealizadores do projeto do uso de barcaças ligando a instalação a sua unidade retroportuário em 2006. O empreendimento acabou não avançando.

“Santos apresenta grande riqueza no meio hidroviário. Há obstruções, que são as pontes (com vãos muito baixos e que precisariam ser elevados), mas tem um bom potencial. Mesmo com a barreira física que é a Serra, há a possibilidade de explorarmos as hidrovias na logística local, tanto intermargens como entre o cais e o retroporto, mas temos de ter volume e deve ser um serviço com common user, que qualquer um pode contratar”, explica o executivo portuário e professor da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes).

Ele também destaca que a adoção do serviço, substituindo o transporte rodoviário em determinados trechos, não pode aumentar o custo logístico. “O usuário não suporta mais um custo. Então, a utilização das barcaças tem de ser projetada de modo a não encarecer a operação. Também temos de ver como ficará a utilização da mão de obra. Essa foi uma questão bem crítica quando debatemos esse projeto para a Libra em 2006”.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 15/10/2017

LIMINAR OBRIGA ANTAQ A JULGAR PEDIDO DE AMPLIAÇÃO DO TUP DO GRUPO CHIBATÃO EM 30 DIAS
Publicado em 10/13/2017 as 04:35 PM


Uma decisão da Justiça do Distrito Federal, na última quinta-feira (5), determinou o julgamento imediato de um processo que tramita na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) envolvendo o terminal de uso privado (TUP) do grupo Chibatão. A defesa alega que o trâmite sobre ampliação do terminal da Chibatão Navegação e Comércio, que inclui pedido de alteração do perfil de carga nele movimentado, foi retirado da pauta pela diretoria da Antaq diversas vezes, apesar de iniciado há aproximadamente um ano e meio na agência e já instruído há mais de quatro meses.

A empresa também questiona a necessidade de o processo ser retirado da pauta para consulta à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) sobre o pedido de operação com cargas derivadas do petróleo, conforme solicitado na reunião da diretoria. Os advogados afirmam que já houve manifestação da área técnica sobre a impossibilidade de a Antaq realizar essa consulta. A defesa entende que a competência para consultas à ANP é do ministro, e não a Antaq. Segundo os advogados da empresa, em outras cinco decisões, a área técnica e a própria diretoria da agência já consideraram que a competência desse tipo de consulta é do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

A liminar acolheu o pleito da empresa e determinou à Antaq que paute e julgue o processo administrativo da Chibatão Navegação e Comércio no prazo de 30 dias, proibindo qualquer pedido de vista ou de retirada da pauta sob a alegação de que tal consulta à ANP seria necessária. A decisão, apontada como inédita em relação à Antaq, determinou que a agência se atenha aos princípios de celeridade e de razoável duração do processo. O juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro, da 8ª Vara Cível da Seção Judiciário do Distrito Federal (SJDF), considerou que a Antaq não pode prolongar indefinidamente a apreciação dos pleitos, principalmente com base em pedidos de vista protelatórios ou realização de diligências que não competem à agência.

O último pedido de vista, feito pelo diretor Francisval Mendes, ocorreu na 429ª reunião, que ocorreu no dia 14 de setembro. Por conta dos processos de vista e de diligências, Mendes foi citado pela defesa da Chibatão Navegação e Comércio. O relator do processo é o diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski. A próxima reunião da diretoria colegiada está prevista para o dia 19 de outubro e a defesa do grupo Chibatão acredita que o assunto também possa ser julgado em reunião extraordinária. Até o fechamento desta matéria, a Antaq não havia confirmado a Portos e Navios se já havia sido notificada.

O advogado José Cardoso Dutra Júnior, que representa a empresa, argumenta que o adiamento de decisões sobre investimentos em instalações portuárias vai contra decreto 9.048/17, cujo objetivo é desburocratizar processos de outorgas e ampliações. “Acho incômoda a posição da agência de ir ao judiciário dizer que quer postegar mais. Ela teria que juntar elementos muito fortes de que ela não pode decidir e consideramos que não existe elemento que justifique ela conseguir alongamento do prazo”, avaliou Dutra, que é sócio do escritório Dutra & Associados.

Ele explicou que nesses casos cabe recurso de agravo de instrumento no qual agência vai ter que explicar ao magistrado porque ela entende que deve demorar mais de 30 dias para decidir. Dutra diz que existem no TRF precedentes de desfechos em 10 dias e também em 30 dias. A solicitação pra alteração do perfil de carga do terminal foi feita em março de 2016. Atualmente, a operação está restrita a carga conteinerizada e o grupo pretende operar também granéis sólidos, líquidos e gasosos, inclusive derivados de petróleo e biocombustíveis. Em abril do mesmo ano, o grupo Chibatão pediu para ampliar em mais 400 metros de comprimento o cais flutuante, que hoje é de 710 metros.
Fonte : Portal Portos e Navios
Data : 13/10/2017

PORTO DO RIO GRANDE ULTRAPASSA 31 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 10/13/2017 as 04:35 PM




http://www.informativodosportos.com.br/wp-content/uploads/2012/01/porto-rio-grande-2.jpg

A Superintendência do Porto do Rio Grande concluiu na tarde desta quarta-feira, 11, o levantamento de dados dos noves meses de movimentação do complexo em Rio Grande. Entre janeiro e setembro de 2017 foram mais de 31 milhões de toneladas movimentadas, o que representa um aumento de 1,76% quando comparado ao mesmo período de 2016. Comparando apenas setembro, o crescimento foi de mais de 8%, ultrapassando 3,5 milhões de toneladas.

“O Porto do Rio Grande vive um momento muito positivo no que tange sua movimentação. Estamos conseguindo cumprir com os contratos e ampliar o movimento. Isso mostra que mesmo com todas as dificuldades estamos trabalhando incansavelmente para termos um porto competitivo e ágil ao Rio Grande do Sul”, afirma o diretor superintendente Janir Branco. A ampliação de movimentação passa pelo aumento de produtos significativos como o arroz (+2,8%) e a soja em grão (+13,3%). O conjunto dos graneis sólidos estão com crescimento de 1%.

A Carga Geral é outro grande destaque de 2017 que segue com amplo crescimento de mais de 5,4%, totalizando até setembro mais de 8,3 milhões de toneladas. A movimentação total do complexo chega a 31.008.297. Os containers também se destacam visto que o crescimento é de mais de 4% nos nove primeiros meses. “A SUPRG está trabalhando forte, seguindo as determinações do Governador Sartori, do secretário de Estado dos Transportes Pedro Westphalen e do secretário de Estado chefe da Casa Civil Fábio Branco, para vencer os desafios do assoreamento natural do canal, manter os contratos e empregos no Porto do Rio Grande”, conclui Branco.

Soja

A soja é sempre um grande fator para o desenvolvimento do porto gaúcho. Até o momento, já foram movimentadas mais de 11,8 milhões de toneladas do complexo, que une óleo, farelo e grão. Apenas do grão, foram mais de 10 milhões de toneladas. O complexo representa mais de 38% de toda a movimentação do porto. O principal destino desses produtos são os países asiáticos, tendo como principal representação a China.
Fonte : Informativo dos Portos - SC
Data : 13/10/2017

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE PORTO ORGANIZADO DE ITAJAÍ ACONTECE NA PRÓXIMA SEMANA
Publicado em 10/13/2017 as 04:34 PM

Por Redação Portal Marítimo - outubro 12, 20170

Acontece na próxima terça-feira, 17, na Superintendência do Porto de Itajaí, a Audiência Pública que visa à discussão de Revisão da Poligonal da Área do Porto Organizado de Itajaí. O encontro está sendo promovido pela Secretaria Nacional de Portos (SNP), através do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) e será realizada no Auditório Martin Schmeling, na Superintendência do Porto de Itajaí, entre 14:30 e 17:30 horas.



Conforme Lei Federal nº 12.815/13, Porto Organizado é o bem público construído e aparelhado para atender as necessidades de navegação, de movimentação de passageiros ou de movimentação e armazenagem de mercadorias, e cujo tráfego e operações portuárias estejam sob administração e jurisdição da Autoridade Portuária.

A Área do Porto Organizado é delimitada por ato (Decreto Federal) do Poder Executivo que compreende as instalações portuárias (ancoradouros, docas, cais, pontes e píeres de atracação e acostagem, terrenos, armazéns, edificações e vias de circulação interna) e a infraestrutura de proteção e acesso aquaviário do Porto (quebra-mares, canais, bacias de evolução e áreas de fundeio), mantidas pela Autoridade Portuária.

A Poligonal do Porto Organizado tem sua representação em mapa, carta ou planta dos limites físicos da área do Porto Organizado, sendo o espaço geográfico onde a Autoridade Portuária detém o poder de administração do porto público. Com a definição das poligonais, é possível dar maior segurança jurídica à comunidade portuária, tornando claros os limites de competência do porto e a interface entre investimentos público e privado.

As funções no Porto Organizado são exercidas, de forma integrada e harmônica, pela Autoriade Portuária (Superintendência do Porto de Itajaí) e demais autoridades como aduaneira: Receita Federal, marítima: Capitania dos Portos, sanitária: MAPA, saúde: ANVISA e polícia marítima: Polícia Federal.

É competência da União Federal explorar diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão os portos marítimos, fluviais e lacustres. Adiante, através de Convênio de Delegação firmado entre União e Município de Itajaí (nº 08/1997), passar sua responsabilidade para a Superintendência do Porto de Itajaí (Autoridade Portuária), criada à época como Autarquia, sua administração do Porto e Terminais de Uso Privado (TUPs) e consequentemente ficando ainda sob sua responsabilidade o Porto Organizado, cuja infraestrutura de proteção e acessos diversos determina ações que envolvem a atividade portuária, como: Planejamento e Investimentos, Manutenção e Adequações, Molhes/Barra, Área de Espera, Áreas de Despejo (bota-fora), Sinalização Náutica, Inteligência Logística Portuária/VTMIS, Monitoramento Hidrodinâmico (maré, onda, vento, correnteza etc.), Dragagem de manutenção, Canais e Bacia de Evolução, Levantamentos Hidrográficos/Batimetria, Estudos/Modelagem Matemática, Simulações/Treinamento dos Práticos, Gestão de Operações, Plano de Segurança / ISPS Code, Base de Emergência, Licenças Ambientais, Programas Ambientais, Plano Básico Ambiental, Plano de Área, Plano de Ajuda Mútua, Compensações Ambientais, Compensações com pescadores, CIA/Órgãos Intervenientes, OGMO, Gestão de Operações, Regulamentação/Normatização.

“O Porto de Itajaí tem um importante valor para o país e segue um modelo de grande gerador de receita para o Estado de Santa Catarina. Ele precisa expandir seu modelo organizacional e melhorar sua estrutura para dar continuidade a suas atividades. Fundamental também é a modernização de suas instalações que vão desde a área que precisa ocupar e sua potencialização, ou seja, nos dar segurança econômica e reconhecimento”, lembrou o Assessor de Planejamento da Superintendência do Porto de Itajaí, Amarildo Madeira.

Hoje o Porto de Itajaí está inserido num cenário positivo quanto a sua movimentação portuária no Brasil e no mundo. Mas, mesmo assim existe a finalidade e necessidade de se adequar a realidade em que se está instalado, cabendo à Autoridade Portuária a obrigação de planejar e definir os principais parâmetros dos projetos de todas as instalações situadas na zona portuária. Define-se um Planejamento Portuário e nele estão inseridos o Plano Nacional de Logística Portuária – PNLP, Plano Nacional de Outorgas, Plano Mestre e Plano de Desenvolvimento e Zoneamento- PDZ.

“O Governo Federal vem à Itajaí apresentar a sua proposta, porém em alguns tópicos que nos serão apresentados, não contempla os anseios e necessidades que almejamos. É muito importante a participação da sociedade na audiência, pois não estamos falando apenas de nossa atividade portuária, mas sim do sucesso da atividade econômica da cidade de Itajaí. Hoje vivemos um montante de ações sendo executadas como as obras da Bacia de Evolução, finalização da dragagem, o realinhamento das obras do berço 03, obras estas encadeadas para atender navios maiores e seguindo essa lógica, a retro área portuária do porto físico também tem que ser adequada e para ser ampliada, existe a necessidade da poligonal, que nos faculta pela administração e jurisdição em permitir investimentos na ampliação do pátio”, destacou o Superintendente do Porto de Itajaí, Engº Marcelo Werner Salles.

A audiência é aberta ao público e toda a sociedade pode participar antecipadamente enviando elementos técnicos que posteriormente serão apresentados durante a audiência. Sugestões podem ser encaminhadas no site: “http://www.portosdobrasil.gov.br/assuntos-1/gestao/poligonais/itajai/itajai”.
Fonte : Grupo Portal Marítimo
Data : 13/10/2017

APPA – ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DE PARANAGUA E ANTONINA
Publicado em 10/13/2017 as 04:34 PM

Portos do Paraná apresentam resultados do monitoramento marinho

Entre os mais de 40 programas de meio ambiente desenvolvido pela Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), 25% tem como foco a conservação da qualidade da água e das espécies marinhas.

Na data em que é comemorado o Dia Nacional do Mar (12 de outubro), os Portos do Paraná apresentam os resultados das suas ações voltadas ao controle e monitoramento

“Atividades econômicas importantes para o país e o mundo passam pelas nossas águas, que também representam o sustento de muitas comunidades da região e são o berço de espécies de plantas e de animais”, afirmou o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino.

Segundo ele, os projetos desenvolvidos pelos Portos para conservação do mar e das baías seguem recomendações nacionais e internacionais e contam com uma equipe formada por mais de 40 profissionais, com dedicação exclusiva para a execução de programas ambientais, entre de técnicos – biólogos, educadores ambientais, engenheiros de pesca, engenheiros ambientais e outros.

“Paranaguá é hoje o 3º porto do Brasil em desempenho ambiental. Em 2012 ocupávamos a 26ª colocação. Ou seja, evoluímos muito e colocamos a prevenção e a conservação como prioridade, gerando resultados positivos para a natureza e para a qualidade de vida da população”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística José Richa Filho.

QUALIDADE DA ÁGUA – A qualidade da água é monitorada em 32 pontos do mar. Semanalmente, equipes de técnicos analisam amostras retiradas e, até o momento, o trabalho aponta que 96% dos resultados têm ficado dentro dos padrões estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Já o Programa de Verificação da Água de Lastro dos Navios avalia a salinidade e a procedência da água de lastro – usada como contrapeso nos porões das embarcações – em 100% dos navios que atracam nos portos paranaenses. O objetivo é evitar a contaminação do ecossistema marinho natural com espécies exóticas invasoras. A água de lastro pode transportar grandes concentrações de organismos dos mais variados, incluindo bactérias, vírus, larvas de crustáceos e moluscos e ovos ou juvenis de peixes.

“Quando os ecossistemas de origem e destino apresentam algum tipo de similaridade, permitindo a sobrevivência e reprodução de espécies, estes organismos se introduzem na cadeia, provocando sérios desequilíbrios, que repercutem não apenas na questão ambiental, mas chegam a comprometer muitas atividades econômicas. Temos sido rigorosos na verificação que cabe ao Porto”, relata o diretor de Meio Ambiente da Appa, Bruno da Silveira Guimarães. Estima-se que mais de 100 milhões de toneladas de água de lastro sejam lançadas anualmente no litoral brasileiro.

ESPÉCIES MARINHAS - Outra ação da Appa é o monitoramento dos bioindicadores da qualidade ambiental, que são os animais marinhos e grupos de organismos microscópicos que compõe o plâncton, como as microalgas (fitoplâncton), os microcrustáceos (zooplâncton) e ovos e larvas de peixes.

Desde 2014, os biólogos da Appa já identificaram mais de 100 espécies de peixes, 60 de crustáceos, centenas de espécies de micro-organismos planctônicos e foram avistados 7 mil botos e 20 mil aves.

Já o Programa de Monitoramento dos Manguezais, criado no ano passado e que já totaliza seis campanhas amostrais, tem como objetivo avaliar o desenvolvimento das árvores em áreas de mangues localizadas no entorno dos Portos de Paranaguá e Antonina e, também, os processos erosivos nestas áreas. A cada três meses os técnicos vão a campo para fazer a medição das espécies nos manguezais. O trabalho de análise fitossociológica consiste em marcar as árvores e acompanhar o seu desenvolvimento, crescimento e diâmetro. Os técnicos também avaliam impactos naturais como a ação das correntes marítimas e outros decorrentes da interferência humana. São monitoradas 385 árvores das espécies mangue-vermelho (Rhizophora mangle), mangue-negro (Avicennia schaueriana) e mangue-branco (Laguncularia racemosa), árvores típicas do ecossistema manguezal e essenciais para a sobrevivência do mesmo.

SEDIMENTOS – A análise dos sedimentos marinhos – que são pedaços de rochas, pedras e solos levados por rios, lagos e córregos até os oceanos – também é um dos projetos desenvolvidos em prol das boas condições marítimas. O trabalho é importante, pois permite identificar índices de erosão e outras ocorrências ligadas à atuação do homem sobre a natureza. Desde 2015, os resultados desse trabalho têm apontado que todas as amostras retiradas das águas estão dentro da regularidade, ou seja, não indicam prejuízos na natureza.

ATIVIDADE PESQUEIRA – A Appa desenvolve desde 2013, de maneira inédita, o programa de monitoramento da atividade pesqueira nos municípios do entorno – Pontal do Sul, Paranaguá e Antonina. Os dados são fundamentais para a tomada de decisão no que se refere ao número de pescadores que atuam nas Baías de Paranaguá e Antonina, aos equipamentos e utensílios de pesca utilizados e ao volume da produção pesqueira.

Desde o início do monitoramento, os números registrados já somam cerca de 400 toneladas de pescados e 55 mil dúzias de caranguejos, siris, ostras e mariscos. A verificação é feita regularmente em sete pontos de desembarque, onde chega o pescado de 33 comunidades do litoral do Paraná.

O cadastro das embarcações também é importante para os dados sobre a pesca. Nos locais monitorados, são registrados cinco tipos de sistemas produtivos: a pesca estuarina, realizada com embarcações de pequeno porte, utilizando elevada diversidade de artes de pesca; as pescarias de mar aberto, que são classificadas quanto a sua capacidade de carga, de pequeno, médio e grande porte, e possuem menor diversidade de artes de pesca, operando com redes de emalhe ou arrastos; e a categoria voadeira, geralmente representada por lanchas com motores de popa que desembarcam altos volumes de pescado.
Fonte : APPA – Administração dos Portos de Paranagua e Antonina
Data : 11/10/2017

PORTOS - NOVO PORTO EM SÃO FRANCISCO
Publicado em 10/13/2017 as 04:33 PM

Fico imaginando: estamos chegando ao fim do ano, e muitos jovens vão se formar para ingressar no mercado de trabalho.

Mas como conseguir uma vaga num mercado cada vez mais escasso em uma cidade que não movimenta o que deveria. Ou aceitamos novos empreendimentos portuários em São Francisco do Sul ou perdemos nossos filhos, netos e parentes para outras cidades vizinhas em busca de uma oportunidade de trabalho.

Carlos Alberto Dias, São Francisco do Sul
Fonte : A NOTICIA - SC
Data : 13/10/2017

WORLDPORT ESPERA POR DEFINIÇÃO
Publicado em 10/13/2017 as 04:33 PM

Autor:        CLAUDIO LOETZ

A Worldport Desenvolvimento Portuário S/A, em nota, afirma que está convicta de que o órgão competente para conduzir o licenciamento ambiental do Porto Brasil Sul é, sim, a Fatma.

Diz a empresa: “Ressalte-se que não compete ao empreendedor a definição do órgão licenciador do projeto Porto Brasil Sul, apenas segue o que determina a lei complementar 140/2011 e o decreto federal 8.437/2015.” E continua o texto do empreendedor: “O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já manifestou que é da Fatma a competência para licenciar o empreendimento, conforme o parecer técnico 02001.000418/2015- 27, da coordenação de portos, aeroportos e hidrovias do Ibama. Além disso, atendendo a questionamento da Fatma, o Ibama afirmou novamente ser do órgão estadual a competência para o licenciamento, visto que o processo teve início antes da data de publicação do decreto número 8437/2015.”

DATA

A Worldport Desenvolvimento Portuário S/A propôs à Fundação do Meio Ambiente o agendamento da audiência pública referente ao projeto Porto Brasil Sul ainda em novembro. A empresa aguarda o posicionamento oficial do órgão licenciador sobre a sugestão da data. “A Worldport segue com os procedimentos normais para viabilizar uma nova audiência pública para público estimado em duas mil pessoas”, conclui nota oficial da empresa.
Fonte : A NOTICIA - SC
Data : 13/10/2017

ESTIMATIVAS DO FMI APONTAM QUE BRASIL SÓ ALCANÇARÁ SUPERÁVIT PRIMÁRIO EM 2021
Publicado em 10/13/2017 as 04:33 PM

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alterou suas projeções sobre as contas públicas para o Brasil e agora aponta que o País só alcançará superávit primário em 2021, quando atingirá 0,2% do Produto Interno Bruto, destacou o documento Monitor Fiscal. Em abril, o FMI previu pelo mesmo relatório que o Orçamento alcançaria resultado positivo em 2020, quando chegaria a 0,7% do PIB.
Em relação ao resultado primário, o Fundo agora prevê um desempenho menos robusto até 2022 do que o fez há seis meses. Para 2017, a estimativa de déficit primário subiu um pouco, de 2,3% para 2,5% do PIB. Mas a partir de 2018, a correção tem ritmo menor, pois passou de um resultado negativo de 1,1% para 2,3% do PIB. Para 2019, a estimativa de déficit subiu de 0,2% para 1,8%. Em 2020, a previsão de superávit de 0,7% tornou-se agora um déficit de 0,8%. Em 2022, o País deverá registrar o segundo ano de superávit do Orçamento, mas a estimativa baixou de 1,6% para 0,8% do PIB.

Um fato registrado nesta edição do Monitor Fiscal é que não foi feita nenhuma citação sobre a importância de mudanças estruturais relativas às contas públicas, especialmente a reforma da Previdência, para conter o avanço das despesas federais. Contudo, o FMI faz uma menção sobre o tema fiscal numa abordagem macroeconômica no documento Perspectiva Econômica Mundial divulgado ontem.

Naquele relatório, a instituição multilateral enfatizou que “a gradual recuperação de confiança – com a implementação ao longo do tempo de reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal – é projetada para elevar o crescimento para 2% no médio prazo.”

O Fundo Monetário Internacional também exibe em suas projeções até 2022 uma piora das previsões para o déficit nominal e dívidas públicas bruta e líquida.

No caso do déficit nominal, o FMI também elevou um pouco sua projeção para 2017 como proporção do PIB, de 9,1%, apontado em abril, para 9,2%. No entanto, para  2018 o número subiu de 7,5% para 9,3%, avançou em 2019 de 6,5% para 8,8% e aumentou em 2020 de 5,5% para 8,3%. Em 2021, a estimativa subiu de 5,0% para 7,6% e em 2022 passou de 4,4% para 7,3%.

Nas estatísticas do Fundo, a dívida pública bruta apresenta agora um incremento de 13,5 pontos porcentuais do PIB entre 2017 e 2022, uma alta duas vezes maior do que o incremento de 6,6 pontos porcentuais do PIB previsto em abril para o mesmo período. Para este ano, como proporção do PIB, as previsões apresentam uma alta de 81,2% para 83,4%, uma diferença de 2,2 pontos porcentuais. Contudo, tal distância vai alargando, pois em 2018 subiu de 82,7% para 87,7%, avançou em 2019 de 83,1% para 91,1% e aumentou em 2020 de 84% para 93,7%. Esse ritmo  continua em 2021, com a elevação das previsões de 86,4% para 95,5% e para 2022 passou de 87,8% para 96,9%, um incremento de 9,1 pontos porcentuais do PIB.

O FMI não explica a razão de tal aceleração nas projeções da dívida bruta e  inclusive não informa algumas variáveis importantes que utilizou, entre elas as previsões para juros. São públicos apenas os números relativos a previsão de alta do PIB de 0,7% em 2017 e de 1,5% para 2018, e de elevação do IPCA de 3,7% neste ano e de 4% no próximo. O Fundo ressalta que as projeções fiscais para 2017 consideram o desempenho do Orçamento até 31 de julho passado e a meta de déficit primário aprovada pelo Congresso para este ano.

Em relação à dívida líquida, a dinâmica até 2022 é semelhante à registrada pela dívida bruta. A previsão para 2017, em pontos porcentuais do PIB, subiu de 51,5% para 53,1%, aumentou em 2018 de 53,4% para 57,7%, em 2019 passou de 54,0% para 61,3% e em 2020 de 55,1% para 64,0%. Para 2021, a estimativa registrou alta de 57,7% para 65,9% e em 2022 teve um incremento de 59,3% para 67,4%.

Uma projeção do FMI feita em abril em relação às contas públicas do Brasil foi mantida. O Fundo prevê que o aumento dos gastos com pensões deve subir o equivalente a 5,9 pontos porcentuais do PIB até 2030.
Fonte : Estadão - SP
Data : 13/10/2017

ECONOMIA GLOBAL SAI DE CICLO RECESSIVO, MAS INFLAÇÃO É RISCO
Publicado em 10/13/2017 as 04:33 PM

A economia global se livrou, uma década depois, da crise financeira e da Grande Recessão, atestam as projeções apresentadas esta semana pelo Fundo Monetário Internacional. Pela primeira vez em muito tempo, o staff do Fundo concluiu que o balanço dos riscos é favorável, pelo menos no curto prazo e as ameaças foram relegadas ao horizonte de médio prazo. Uma das heranças da crise é o perigo que ainda ronda os países ricos – baixa inflação. Esse enigma continua assombrando as reuniões do Federal Reserva americano, como apontam as minutas da última reunião do comitê de mercado aberto do banco. Os debates sobre suas causas continua inconclusivos. Por isso, os próximos passos do Fed tendem a ser mais comedidos do que se esperava.

As perspectivas para o resto do ano e 2018 são promissoras. Há crescimento disseminado pelos países avançados, começando pelos EUA, passando pela zona do euro e pelo Japão. Entre os emergentes, a China manteve expansão maior do que a prevista, ao lado do ritmo rápido de avanço da Índia e do fim do agudo período recessivo no Brasil e na Rússia. Mas há fortes discrepâncias na recuperação dos emergentes. A América Latina, influenciada pelo desempenho brasileiro, fica bem atrás de outras regiões, com crescimento previsto de 1,2% para 2017 e 1,9% para 2018, comparado à média de 4,6% e 4,9% para os emergentes.

O crescimento brasileiro deve se intensificar ao longo desse período. O FMI ajustou sua projeção às do mercado doméstico em relação ao corrente ano, elevando-a para 0,7%, mas para 2018 revela uma distância marcante em relação às projeções do mercado. Sua previsão é de 1,5%, diante de expectativas acima de 2% da maioria das consultorias, segundo o boletim Focus. Na previsão do quarto trimestre de 2018 sobre o quarto deste ano, o FMI estima expansão de 1,8%.

Os países mais ricos deixaram a crise com um menor crescimento potencial, produtividade mais baixa e uma inflação que se recusa a rumar para as metas dos bancos centrais. Nisso há um risco de mão dupla identificado pelo Fundo, e não só por ele. A persistência da inflação baixa, ainda na presença de US$ 15 trilhões no balanço dos BCs de Europa, EUA e Japão, deixa as autoridades monetárias em apuros no caso de nova contração econômica. Com juros muito baixos, eles teriam que voltar a lançar de instrumentos já amplamente utilizados ao longo da Grande Recessão que teriam, provavelmente, menos eficácia.

Por outro lado, a longa e preocupante dormência da inflação não impede que ela reapareça em grande estilo, com um salto rápido que obrigue os BCs a apertarem com velocidade inesperada as políticas monetárias. O dilema da inflação é particularmente premente para o Federal Reserve americano, como se lê nas últimas atas de suas reuniões. O Fed quer continuar a subir os juros mesmo que sua medida preferida de nível de preços, o núcleo dos gastos pessoais de consumo, deva crescer menos no terceiro trimestre do que no segundo e no ano corrente fique igual à de 2016, em 1,5% ou abaixo disso.

A ala majoritária do Fed acredita que com a economia rodando além do pleno emprego, os salários em algum momento terão de subir (não estão, até agora) e os preços terão de apontar para cima. Outros membros do Fed acham que tendências de longo prazo podem estar impedindo a inflação de subir e a conclusão disso é que cautela extrema deve ser aplicada na dosagem dos juros. Uma terceira posição aponta que não se deve apertar adicionalmente a política monetária até que a inflação dê sinais efetivos de alta. O Fundo Monetário, em seu Panorama Econômico Mundial, tende a se alinhar com a cautela. Recomenda a necessidade de manter os estímulos monetários e que a normalização monetária nos Estados Unidos, e depois na zona do euro, deve ser comedida e mais lenta do que o inicialmente previa.

Um erro na dose dos juros é justamente um dos riscos que o FMI enxerga a médio prazo para a economia global. Outro é o risco oposto, inflação baixa demais por muito tempo. Um terceiro é um tumulto financeiro nos países emergentes, puxado por uma crise de excesso de crédito na China que a obrigaria a desacelerar muito seu crescimento. Completam a lista das preocupações o afrouxamento das normas de regulação financeira, uma onda protecionista e, por fim, tensões geopolíticas.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/10/2017

ELETROBRAS SE DEFENDE DE AÇÃO NOS EUA SEM MENCIONAR CORRUPÇÃO
Publicado em 10/13/2017 as 04:32 PM

A Eletrobras pediu o arquivamento da ação coletiva aberta contra a companhia por investidores nos Estados Unidos, em uma defesa voltada para argumentos técnicos e jurídicos, sem questionar ou sequer abordar as acusações de que teria se envolvido em um esquema de corrupção e fraude.

No único momento em que aborda o tema corrupção nas 50 páginas de sua defesa, a estatal menciona o termo apenas para falar que os investidores que lideram o processo conheciam “o risco e a probabilidade de corrupção no Brasil e na Eletrobras.”

As evidências de que os investidores teriam reconhecido os riscos de corrupção, no entanto, não aparecem nos documentos obtidos pelo Valor (tarjas pretas escondem alguns trechos do texto), por se tratarem de informações confidenciais, segundo a defesa da Eletrobras.

Defesa da estatal se concentra em questões técnicas e diz que ADRs não eram negociadas em “mercado eficiente”

As partes legíveis do documento mencionam apenas que os investidores reconheceram o risco de corrupção e pagamento de propina na Eletrobras, o que já seria suficiente para refutar a posição dos acusadores de que eles confiaram em informações falsas divulgadas pela estatal ao mercado quando negociaram as ações.

Como os investidores “tinham ciência dos riscos”, teriam negociado os papéis levando em conta que o preço das ações poderia ser afetado por fraude.

O processo contra a Eletrobras está em um ponto crucial. É agora que o juiz John Koeltl decidirá se vai “certificar” uma “classe” de investidores. A classe é o grupo de investidores que será representado pela ação. Liderado pelo fundo de pensão da cidade americana de Providence e pelo investidor Dominique Lavoie, eles pediram que o juiz certifique o grupo de todos aqueles que negociaram ADRs da Eletrobras entre agosto de 2010 e junho de 2015. Além disso, pedem que também sejam incluídos os que negociaram títulos da dívida com vencimento em julho de 2019 e outubro de 2021.

Quanto maior o período abrangido pelo processo, mais relevante o número de investidores representados automaticamente na ação – e também mais elevada uma possível indenização cobrada da companhia.

O restante da defesa da Eletrobras não rebate os argumentos da acusação sobre corrupção. Ela se restringe a aspectos técnicos, como o fato de que as ações da empresa não terem sido negociadas em um “mercado eficiente.” Pelo conceito, os investidores só podem ter sido prejudicados por informações falsas divulgadas pela companhia – que são o cerne do processo – se, de fato, as cotações tiverem reagido às divulgações, reais ou não, feitas sobre a estatal.

A Eletrobras é processada justamente por ter violado as leis do mercado de capitais americano, ao divulgar as informações falsas que teriam inflado o valor dos papéis, comprovar que os recibos de ações (ADRs) foram negociados em um mercado eficiente é fundamental para que a classe de investidores seja certificada.

Mas os advogados da estatal dizem que os investidores não conseguiram demonstrar que as ações foram negociadas em um mercado eficiente, pois não teriam sido cumpridos os itens que indicariam isso do ponto de vista da Justiça americana (conhecidos como “fatores Cammer”).

O estudo feito pelo perito contratado pelos investidores para comprovar a tese, o professor Steven Feinstein, também é questionado pelos advogados da estatal. Uma reportagem publicada pelo Valor em dezembro de 2012, com o então diretor de Distribuição da estatal, Marcos Aurélio Madureira Silva, está no centro da discussão. O perito analisou a reação no mercado da reportagem, que dizia que a Eletrobras iria precisar emitir mais dívida para reestruturar suas subsidiárias depois da Medida Provisória (MP) 579, em 2012.

O problema, segundo os advogados, foi o uso de uma tradução equivocada da reportagem, que tinha como título “Tesouro e BNDES terão que socorrer a Eletrobras”, e relatava que a companhia precisaria buscar recursos nessas entidades da União para reestruturar as distribuidoras de energia federalizadas. Hoje, elas estão em processo de privatização.

A versão da reportagem que chegou ao professor continha o termo “bailout”, que significa “resgate” em português. De acordo com a Eletrobras, a tradução não foi exata, o que desqualificaria a análise.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/10/2017

OTIMISMO PODE LEVAR IBOVESPA A 100 MIL PONTOS, DIZ SANTANDER
Publicado em 10/13/2017 as 04:32 PM

Em uma escala de 1 a 10 para avaliar a situação do mercado de ações local, em que 1 significa pouco otimista e 10 significa muito otimista, o Santander atribui ao Brasil nota 7. É com essa descrição que o estrategista de ações para Brasil e América Latina do banco, Daniel Gewehr, descreve o que chama de “otimismo cauteloso” com a economia e a política brasileira, que têm dado sustentação à renda variável atualmente.

Em relatório recente, Gewehr apontou a possibilidade de o Ibovespa ir a 90 mil pontos ao fim de 2018, mas essa tendência pode inclusive ter uma resposta ainda mais forte caso as expectativas dos investidores sejam surpreendidas. No cenário do Santander em que o Brasil teria nota 10, o Ibovespa pode alcançar 113 mil pontos, o que representa um potencial de alta de 48% em relação ao fechamento do índice na quarta-feira (11), de 76.660 pontos. No acumulado deste mês, o índice tem alta de 3,2%; no ano, o Ibovespa já sobe 27,3%.

O Santander traça também um cenário em que as expectativas positivas do mercado sejam todas frustradas por uma repentina piora na situação da economia e com a eventual vitória de um candidato não orientado ao mercado na eleição de 2018. Com a ameaça sobre a dívida pública que essa realidade poderia trazer, o mercado puxaria o Ibovespa para baixo, até os 54.072 pontos – uma desvalorização potencial de 29,5%.

Mesmo com esse risco, porém, a leitura que dá sustentação à análise positiva do banco para 2018 é, principalmente, o lucro maior das empresas brasileiras, que deve crescer 18% no triênio 2017-2019. Com a trajetória de queda de juros, crescimento da economia e a confiança de que um candidato mais alinhado ao mercado possa vencer as eleições presidenciais, o Santander decidiu manter cerca de 80% das suas indicações para papéis voltados ao ambiente doméstico. Os outros 20% ficam com o elemento de cautela que o banco insere na conta para garantir alguma proteção.

“Nesse cenário de crescimento de lucros e realocação de ativos [da renda fixa para variável], o investidor doméstico vai cada vez mais comprar bolsa, incluindo aí pessoa física, fundos de pensão e ‘family offices’. Pela primeira vez, começamos a ver multimercados entrando em bolsa, então nossa leitura é de que este ano está sendo muito bom”, afirmou Gewehr, em entrevista ao Valor.

A carteira do banco está concentrada em ações ligadas à economia doméstica, caso da Lojas Americanas, principal recomendação. Mas, embora seja uma indicação ligada às perspectivas de um horizonte de um ano, o estrategista do Santander destaca que o investimento na empresa é de longo prazo. “A Lojas Americanas tem crescimento contratado e participação relevante em B2W. É um bom investimento pensando em um portfólio de preservação de capital”, diz. Bancos privados também oferecem retornos bons, acrescenta para Gewehr, embora alguns setores, como mineração e alimentos e bebidas, devam ser evitados, é importante olhar os resultados das empresas – e a leitura é que eles devem vir acima da inflação. “Como nossa tese para o Ibovespa é o lucro das companhias, o momento é de comprar Brasil.”
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/10/2017

MERCOSUL E UE RECONHECEM SER PRECISO AMPLIAR AS CONCESSÕES PARA OBTER ACORDO
Publicado em 10/13/2017 as 04:32 PM

O Mercosul e a União Europeia (UE) reconheceram que precisam fazer mais concessões para tentar chegar em dezembro com as barganhas centrais equacionadas em vista de um anúncio político do acordo de livre comércio.

A comissária europeia de Comércio, Cecilia Malmström se reuniu no começo desta semana separadamente com os ministros de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e da Produção da Argentina, Francisco Cabrera, em Marrakesh (Marrocos), à margem de encontro de 40 países para discutir negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Os europeus têm sinalizado que o prazo de liberalização do mercado do Mercosul, que seria para a maioria dos produtos industriais entre 12 a 15 anos, é muito longo, e esperam uma redução importante para algo entre 8 e 10 anos.

Por sua vez, o Mercosul tem insistindo que uma oferta com credibilidade na área agrícola precisa aumentar significativamente o acesso não só para carne bovina e etanol, mas também para outros produtos que não são exatamente sensíveis para produtores europeus.

Considerando que as concessões agrícolas europeias foram amplamente insatisfatórias, o Mercosul propôs três maneiras de negociar, com metodologias que poderiam facilitar o entendimento, segundo fontes.

As reunião entre representantes do Mercosul e da União Europeia, sob o sol do Marrocos, mostrou que os dois blocos continuam comprometidos em avançar, apesar do reconhecimento de que o prazo de dezembro para fechar um pré-acordo é algo bem arriscado.

A negociadora europeia para o Mercosul, Sandra Gallina, sugeriu, na semana passada em Brasília, que seria bom o Mercosul ter mais tempo para melhorar sua oferta de abertura do mercado. Por sua vez, um importante negociador do Mercosul, indagado se havia chance de acordo até dezembro, nas grandes linhas, pelo menos, respondeu: “não”.
A delegação brasileira se reuniu também com representantes do Canadá. E a mensagem foi de que o Mercosul começa a negociar um acordo de livre comércio a partir do momento em que os canadenses estiverem preparados.

Com relação à reunião da OMC, comandada pelo diretor-geral Roberto Azevêdo, ficou claro que não há perspectiva real de entendimento em nenhum tema para negociação, no momento, o que joga sombras sobre a conferência ministerial de Buenos Aires, em dezembro.

No entanto, o mais importante foi que ministros deram o mandato para os negociadores continuarem tentando chegar a um acordo em Genebra pelo menos até novembro. Isso cortou o movimento dos mais relutantes, como a África do Sul, que queriam encerrar as conversações já em Marrakesh.

Os Estados Unidos, de seu lado, contestam a noção de que a toda reunião ministerial da OMC – realizadas de dois em dois anos – deve ter algum resultado, como ocorreu em Bali (acordo de facilitação de comércio) e em Nairobi (acordo para eliminação de subsídios à exportação agrícola).

Alegando que não veem convergências, os americanos deixaram claro que não viam motivo para se engajar agora. Mas pelo menos não bloquearam os esforços de ainda se tentar algum resultado até dezembro.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/10/2017

EXPANSÃO ACIMA DE 3% EM 2018 É OTIMISTA DEMAIS, DIZ ECONOMISTA
Publicado em 10/13/2017 as 04:32 PM

Por Sergio Lamucci | De São Paulo

O economista Francisco Pessoa Faria, da LCA Consultores, tem uma visão mais comedida sobre a recuperação em curso da economia brasileira. Para ele, as projeções de uma expansão na casa de 1% em 2017 e superior a 3% em 2018, que começaram a ganhar algum espaço entre os analistas, parecem otimistas demais, subestimando alguns fatores que jogam contra uma retomada mais forte da atividade.

É o caso da expectativa de que o salário mínimo terá pequena queda em termos reais na média do ano que vem, da perspectiva de melhora apenas gradual do mercado de trabalho e do desempenho mais modesto que a agropecuária e a produção de veículos terão daqui para frente.

Além disso, a indústria extrativa deve perder um pouco do fôlego apresentado na primeira metade deste ano, diz o economista, que vê um cenário não exatamente animador para o investimento. Outro ponto, segundo ele, é a possibilidade de as eleições de 2018 causarem turbulência nos mercados, dada a resistência que poderão enfrentar candidatos a favor da austeridade fiscal e de reformas, como a da Previdência.

Nesse cenário, Pessoa vê como mais realista crescimento de 0,7% neste ano e de 2,5% no ano que vem, num ambiente de juros mais baixos, mas ele considera esse número um teto para 2018.

Nas estimativas de Pessoa, o salário mínimo terá uma queda de 1,2% na média do ano que vem, descontada a inflação. É um quadro diferente em relação a este ano, quando deve haver alta real de 3,3%, um aumento de renda que ajuda a impulsionar o consumo das famílias. A questão é que o salário mínimo do ano que vem será corrigido por um Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) bastante baixo – o deste ano, que deve ter variação na casa de 2,5% -, ao mesmo tempo em que a inflação deve se acelerar em 2018. O INPC tende a subir acima de 4%.

O economista vê com muita cautela o quadro para a formação bruta de capital fixo (FBCF, medida do que se investe em máquinas e equipamentos, construção civil e inovação). “O investimento público continuará contido, o funding do BNDES sofrerá com a devolução de mais de R$ 100 bilhões para o Tesouro e a vacância de imóveis, em especial dos não residenciais, parece ser ainda muito alta.”

Tudo isso afeta a FBCF, segurando uma recuperação mais forte do investimento. A vacância de imóveis indica uma grande capacidade ociosa, o que deve conter gastos em novos projetos de construção.

Pessoa diz ainda que a agropecuária deverá ter um desempenho bem inferior ao registrado neste ano. Na projeção da LCA, o setor deve crescer 11,6% neste ano, contribuindo significativamente para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017, por causa da safra recorde. O ponto é que, depois de um avanço tão forte, deverá haver uma desaceleração expressiva em 2018. A LCA prevê um aumento de 1,5% da agropecuária, mas Pessoa não descarta até mesmo um número negativo.

Ele também afirma que a indústria automobilística não deverá repetir o resultado registrado até o momento neste ano. De janeiro a agosto, a produção do setor de veículos, reboques e carrocerias cresceu 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A indústria geral, por sua vez, avançou 1,5% nesse intervalo.

Pessoa tem uma visão mais prudente também em relação ao cenário político de 2018. Boa parte do mercado hoje trabalha com o cenário de que o crescimento mais forte no ano que vem pavimentará o caminho para um candidato reformista e defensor da austeridade fiscal. Para ele, a recuperação do mercado de trabalho será gradual, especialmente dos empregos com carteira assinada. A vida de quem for identificado com essas propostas pode não ser das mais fáceis nas eleições, o que pode levar a alguma “chateação” no câmbio, avalia Pessoa. A incerteza política, com isso, pode ser maior do que projeta a maior parte dos analistas, o que tem impactos negativos sobre a atividade.

Por todos esses fatores, Pessoa vê um crescimento de 2,5% muito mais como um teto para o ano que vem. Projeções de 3% ou acima disso lhe parecem róseas demais.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 13/10/2017

HIDROVIAS - POTENCIAL ABANDONADO
Publicado em 10/13/2017 as 04:31 PM

Autor:        Wilen Manteli*

O lançamento, pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), de uma Parceria Público-Privada (PPP) para solucionar o problema do esgotamento sanitário na Região Metropolitana de Porto Alegre representa uma sinalização positiva para outros setores ligados à área de infraestrutura que aguardam igual providência do governo do Estado.

Isto, tendo em vista a sua notória incapacidade financeira para arcar com os pesados investimentos que se impõem para recuperar o atraso existente em atividades essenciais, como as de transporte e logística, opção, aliás, que igualmente vem sendo adotada cada vez em maior escala pela União e por outras unidades da Federação.

Um exemplo é o do transporte hidroviário de cargas e passageiros, que apresenta um quadro de virtual estagnação. O Rio Grande do Sul já contou com 1,2 mil km de vias navegáveis, hoje limitadas a apenas 700 km.

A revitalização desse modal é um imperativo para diminuir o custo da nossa logística de transportes, e igualmente como fator de atração de investimentos produtivos ao longo de rios, lagos e lagoas, como fazem os países desenvolvidos.

É incompreensível a falta de visão dos nossos governantes nesses últimos 50 anos, pois viraram as costas para esse importante potencial econômico e social.

Diante da gravidade da situação, as principais entidades empresariais gaúchas já firmaram propostas ao Executivo estadual no sentido da implementação de uma concessão ou PPP, abrangendo não só as hidrovias como também os portos de Porto
Alegre e do Rio Grande.

*Presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários/ABTP-RS
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 13/10/2017

PORTO DO RIO GRANDE ATINGE 31 MILHÕES DE TONELADAS
Publicado em 10/13/2017 as 04:31 PM

A Superintendência do Porto do Rio Grande (Suprg) concluiu o levantamento de dados dos noves meses de movimentação, neste ano, do complexo em Rio Grande.

Entre janeiro e setembro de 2017, foram mais de 31 milhões de toneladas movimentadas, o que representa um aumento de 1,76% quando comparado ao mesmo período de 2016. Comparando apenas setembro, o crescimento foi de mais de 8%, ultrapassando 3,5 milhões de toneladas.

"O porto do Rio Grande vive um momento muito positivo no que tange sua movimentação. Estamos conseguindo cumprir com os contratos e ampliar o movimento. Isso mostra que mesmo com todas as dificuldades estamos trabalhando incansavelmente para termos um porto competitivo e ágil ao Rio Grande do Sul", afirma o diretor superintendente Janir Branco.

Os produtos que mais aumentaram a movimentação foram o arroz ( 2,8%) e a soja em grão ( 13,3%). Os granéis sólidos cresceram 1%.

A carga geral é outro grande destaque de 2017, que segue com amplo crescimento de mais de 5,4%, totalizando até setembro mais de 8,3 milhões de toneladas. A movimentação total do complexo chega a 31.008.297. Os contêineres também se destacam, com o crescimento de mais de 4% nos nove primeiros meses.

"A Suprg está trabalhando forte, seguindo as determinações do governador Sartori, do secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, e do chefe da Casa Civil, Fábio Branco, para vencer os desafios do assoreamento natural do canal, manter os contratos e empregos no porto do Rio Grande", conclui Branco.

A soja é sempre importante para o desenvolvimento do porto gaúcho. Até o momento, já foram movimentadas mais de 11,8 milhões de toneladas do complexo, que une óleo, farelo e grão. Apenas do grão, foram mais de 10 milhões de toneladas. O complexo representa mais de 38% de toda a movimentação do porto. O principal destino desses produtos são os países asiáticos, em especial a China.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 13/10/2017

CONTÊINERES - APORTE NA ARGENTINA
Publicado em 10/13/2017 as 04:31 PM

Autor:        Vinicius Ferlauto

A General Motors investirá US$ 500 milhões no complexo de Alvear, província de Santa Fé, na Argentina.

Desse total, US$ 300 milhões serão integralizados pela própria montadora, enquanto os US$ 200 milhões restantes por seus fornecedores. O valor faz parte do plano de investimento da empresa na região sul-americana para produzir uma nova família global de veículos, cujo primeiro modelo deve ser lançado em 2020. O aporte contempla ainda um aumento das operações da GM no Terminal Puerto de Rosário, onde cerca de 6 mil contêineres e 1,5 mil veículos são transportados anualmente - a capacidade de movimentação de contêineres dobrará, e o volume de importação e exportação de carros irá superar as 100 mil unidades por ano.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 13/10/2017

COLISÃO ENTRE NAVIOS COMPROMETE ENTREGA DE CARGA, EXPÕE RISCO DE DANOS AMBIENTAIS E AMEAÇA VIDA HUMANA
Publicado em 10/13/2017 as 04:31 PM

Dois navios estrangeiros, de carga, colidiram na manhã dessa quarta-feira, 11,em frente ao balneário de Fazendinha, em Macapá: o navio Eden Bay, carregado com trigo, e o Mazury, carregado com fertilizantes.

Além do prejuízo pelo atraso dos produtos no destino, o acidente chama a atenção para o perigo da falta de profissionais da praticagem na condução de embarcações de grande porte em águas da navegação brasileira, o que pode causar danos ao meio ambiente, perda de vidas, além do risco de colidirem com barcos de tamanho menor, comuns nos rios da Amazônia, embora o serviço esteja permanentemente disponível 24 horas por dia.

O acidente ocorreu nas primeiras horas da manhã, em frente à estação de praticagem no fundeadouro de Fazendinha, perímetro em que a contratação dos serviços de praticagem já é obrigatória. O navio Eden Bay aguardava fundeado, após autorização da Capitania dos Portos para ancorar nesse local, para que o comandante pudesse atender ao chamado do Capitão dos Portos do Amapá para responder a um inquérito sobre outro acidente, um encalhe ocorrido três dias antes, quando navegava sem Práticos entre o Canal do Curuá e Fazendinha, área de praticagem facultativa. O navio Mazury, que seguia para o mesmo destino, e também navegava sem práticos, se preparava para fundear em Fazendinha onde aguardaria a visita de autoridades portuárias por se tratar de embarcação estrangeira, quando o acidente aconteceu.

A causa dos acidentes, tanto o encalhe, quanto a colisão, será apurada pelas autoridades, mas há a possibilidade de terem ocorrido pela falta de conhecimento das características hidrográficas locais, considerando o horário da colisão, que coincidiu com a preamar, e o Mazury pode ter sido dominado pela corrente de enchente do Rio Amazonas e arremessado para cima do Eden Bay.

O Amapá, integrante da bacia hidrográfica da Amazônia, a maior zona de praticagem do mundo, é rota de grandes embarcações de diversas nações vindas do alto-mar rumo à foz do Amazonas. As particularidades desta zona de praticagem, entre o Canal do Curuá e a cidade de Itacoatiara, compreendendo também os afluentes das duas margens do maior rio do mundo, torna necessário o serviço de práticos, que são profissionais habilitados para auxiliar o comandante nas manobras, dificultadas pelas condições geográficas inconstantes da região. O acidente de hoje não teve vítimas fatais, mas segundo profissionais da área, poderia ser bem pior, causando inclusive danos ambientais com o vazamento de combustível e carga. "Os práticos são capacitados para conduzir os navios em segurança, têm conhecimentos profundos da geografia da região em que atuam, evitando acidentes, prejuízos ambientais e a perda de vidas humanas5', disse Adônis dos Santos, do Grupo BAP, empresa de praticagem que atua no Amapá.

E possível que, se os navios estivessem sob a orientação de práticos, esses dois acidentes e outros poderiam ter sido evitados, pois investimos tempo em treinamento, estudo e equipamentos de ponta para estarmos familiarizados com as profundidades, o efeito das correntes, a dinâmica particular das embarcações típicas de cada lugar, e outras características da região, o que pode evitar encalhes, colisões, danos ambientais e, sobretudo, a perda de vidas. Graças a Deus não houve vítimas fatais nem danos ambientais, o prejuízo foi material e para a sociedade brasileira, que vai ter que esperar um pouco mais para receber o fertilizante, que impulsiona o agronegócio da região, e o trigo, matéria prima de muitos alimentos essenciais.5', disse Adonis dos Santos.
Fonte : Diário do Amapá - AP
Data : 11/10/2017

PORTO DE SANTOS É LÍDER NO AGRIBUSINESS
Publicado em 10/13/2017 as 04:30 PM

DA REDAÇÃO 11/10/2017 - 15:17 - Atualizado em 11/10/2017 - 15:37


Terminais do Corredor de Exportação realizam embarque de grãos  (Foto: Carlos Nogueira/A Tribuna)

Responsável por mais de um quarto da balança comercial do Brasil, o Porto de Santos desempenha papel estratégico na economia do País. É o principal ponto de entrada e saída de cargas industrializadas, movimentadas tradicionalmente em contêineres. E também se destaca no agronegócio, liderando tanto as importações de insumos para a produção de fertilizantes como na exportação de produtos agrícolas e carnes.

Entre as cargas mais associadas ao cais santista, está o suco de laranja. Produzido principalmente em São Paulo, o produto é embarcado por terminais especializados no Porto. Segundo dados do setor, 95% do suco embarcado pelo Brasil passa pela região. De cada cinco copos da bebida consumidos no planeta, três vieram do cais santista.

O complexo também lidera os embarques de café em grãos, movimentados em contêineres (para proteger a commodity de chuvas e também garantir sua segurança, devido a seu alto valor). Tradicionalmente, Santos responde por 70% ou até 80% dos embarques no País.

Outras cargas em que o cais santista sai na frente são o açúcar (produzido principalmente pelas usinas paulistas) e a soja (vindo, em sua maioria, das fazendas do Centro-Oeste), que são responsáveis pela grande parte da tonelagem escoada pelos terminais da região.

Em relação ao total brasileiro, Santos responde por cerca de dois terços dos embarques de açúcar – e como o País é o maior exportador da commodity, com 50% das vendas externas, o cais santista acaba escoando um terço dos carregamentos mundiais. Essas operações são realizadas em terminais especializados na região de Outeirinhos, no Corredor de Exportação (ambos na Margem Direita), em Vicente de Carvalho (Margem Esquerda) e no Canal de Piaçaguera.

A soja também é movimentada em instalações do Corredor de Exportação, no Canal de Piaçaguera e em Vicente de Carvalho. São embarcados tanto os grãos como seu farelo (utilizado para ração animal).

O Porto ainda tem importância nacional nos embarques de milho (quase 50% dos carregamentos brasileiros), algodão (próximo de dois terços), álcool etílico (cerca de 70%) e carne bovina (já chegou a mais de 80%) – esta última, transportada em contêineres refrigerados
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 11/10/2017

COMPANHIA DOCAS - CODESP AINDA PROIBIDA DE FAZER NOMEAÇÕES
Publicado em 10/13/2017 as 04:30 PM

Autor:        GABRIEL OLIVEIRA - DA REDAÇÃO

O juiz Alexandre Berzosa Saliba, da 1ª Vara Federal de Santos, manteve a suspensão das nomeações no concurso da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) até tomar uma decisão sobre a anulação da disputa, pedida pelo Ministério Público Federal (MPF).

Ele sepultou qualquer possibilidade de acordo.

O MPF entrou com ação na Justiça alegando irregularidades no edital do concurso: primeiro apontou que a reserva de 20% das vagas para negros e pardos, prevista em lei, havia sido descumprida e depois dedurou a eliminação indevida de 56 cotistas após o processo de verificação da identidade racial, realizado em julho.

Na mais recente decisão sobre o caso, nesta semana, o juiz considerou que as tentativas de acordo entre MPF e Codesp para correção do edital foram “infrutíferas” e, por isso, ordenou o prosseguimento normal da ação, chamando a companhia a se manifestar sobre as supostas irregularidades.

Depois disso, Saliba irá bater o martelo se determina ou não, por meio de liminar (decisão antecipada e provisória), a anulação do concurso, para o qual se inscreveram 18.098 candidatos, em busca de 29 vagas em 18 cargos. O exame aconteceu em maio.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 13/10/2017

SEMINÁRIO DEBATE LICENCIAMENTO E CONTROLES AMBIENTAIS DAS EMPRESAS DE SUAPE
Publicado em 10/11/2017 as 04:54 PM

A administração do Complexo Industrial Portuário de Suape, em parceria com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), realizou, hoje (10), o Seminário sobre Licenciamento e Controles Ambientais no Complexo Industrial Portuário de Suape, com participação de representantes das empresas instaladas no complexo industrial e na área portuária. A abertura do evento ficou a cargo do diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Jorge Araújo, que enalteceu a iniciativa da CPRH em promover o seminário para orientar as empresas acerca dos procedimentos para obtenção do licenciamento ambiental, além de mostrar as ferramentas de controle e monitoramento nessa área.

O diretor presidente da Agência, Eduardo Elvino, colocou a CPRH à disposição das empresas para realizar parcerias no sentido de orientar e esclarecer às dúvidas acerca da concessão de licenças e dos mecanismos de controle. O primeiro a palestrar no evento foi o diretor de Controle de Fontes Poluidoras da CPRH, Hellder Nogueira, que abordou a legislação aplicada ao licenciamento, os instrumentos de gestão ambiental, as ferramentas de gerenciamento e o controle ambiental aos quais as indústrias estão passíveis.

Em seguida, a oceanógrafa de Suape, Daniele Mallmann, apresentou as Ações de Controle e Monitoramento Ambiental. Suape, enquanto Autoridade Portuária, estabelece regras gerais contendo a normatização ambiental, de acordo com a legislação vigente, e fiscaliza o seu cumprimento junto às empresas. Em caso de descumprimento, a equipe da Diretoria de Meio Ambiente aciona a CPRH e os demais órgãos de controle ambiental, que investigam e aplicam sanções, quando necessário.

“Durante muito tempo, os portos não possuíam legislação ambiental e eram vistos como áreas degradadas. Desde a década de 80, a questão do meio ambiente passou a ser obrigatória. Hoje em dia, o cuidado vai além das legislações e os portos têm expostos os seus resultados ambientais”, contextualizou Mallmann.

O último palestrante foi o gerente de Gerenciamento Ambiental da Cetrel S/A, Eduardo Fontoura, especialista no assunto. Ele abordou o tema Processos de Gerenciamento Ambiental em Polos Industriais, mostrando o case do Polo de Camaçari, na Bahia. A Cetrel, empresa com 40 anos de atuação, oferece soluções ambientais para o setor industrial brasileiro, investindo em projetos focados no desenvolvimento e aperfeiçoamento de tecnologias inovadoras.
Fonte : Portal Portos e NaviosExame – Informações -  Ascom Suape
Data : 11/10/2017

SERGIPE SUSPENDE VENDA DE CAMPOS DA PETROBRAS PARA TOTAL
Publicado em 10/11/2017 as 04:53 PM

A participação seria no pré-sal da bacia de Santos, anunciada em março como aliança estratégica entre as duas empresas
Por Estadão Conteúdo

Rio de Janeiro – O Juiz Federal da 3ª Vara Federal de Sergipe, Edmilson da Silva Pimenta, concedeu ontem liminar suspendendo a venda de participações da Petrobras para a Total nos campos de Iara e Lapa, no pré-sal da bacia de Santos, feita em março e anunciada como aliança estratégica entre as duas empresas.

Na época, a Petrobras informou que a Total pagaria à vista US$ 1,675 bilhão, de um total de US$2,225 bilhões, além de uma linha de crédito que pode ser acionada pela Petrobras no valor de US$ 400 milhões, representando parte dos investimentos da Petrobras nos campos da área de Iara, além de pagamentos contingentes no valor de US$ 150 milhões.

O Juiz afirmou que por se tratar de patrimônio do povo brasileiro, a estatal não poderia ter feito uma parceria com empresa privada pré-selecionada, ou seja, sem licitação, mesmo afirmando que se tratasse de uma parceria estratégica, que dispensa licitação.

O Juiz admite que a Petrobras deva concorrer com a iniciativa privada “em paridade de armas”, mas que deve obediência “aos princípios norteadores da Administração Pública”, segundo decisão publicada na noite de ontem no site da 3ª Vara Federal de Sergipe.

O Juiz determinou que a Petrobras e a agência reguladora do setor, ANP, também arrolada no processo com ré, suspendessem “imediatamente o procedimento de venda de 22,5% da participação da Petrobras na área de concessão denominada Iara (campos de Sururu, Berbigão e Atapu) no bloco BM-S-11, e venda de 35% da participação da Petrobras na área da concessão do campo de Lapa, no bloco BM-S9, para a Total Brasil E&P”.

Vitória em Carcará

A decisão ocorreu no mesmo dia em que a estatal obteve vitória em outra venda, julgada pela Justiça de Recife, de parte do campo de Carcará para a Statoil.

A 4ª Turma Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF), em Recife, aprovou, por unanimidade, a venda da participação de 66% da Petrobras no bloco BM-S-8, na área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, para a norueguesa Statoil.

A Ação Popular que originou a liminar relativa à Carcará foi impetrada por dois diretores do Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE).

De acordo com a advogada do Sindipetro AL/SE, Raquel Sousa, a entidade vai recorrer da decisão. “Isso (a decisão do TRF5) não implica em uma decisão de mérito, cabe recurso ainda e nós vamos recorrer ao Superior Tribunal e Justiça (STJ)”, informou.

“E vamos continuar a batalha na primeira instância, que é a fase agora de instrução processual, onde a gente vai provar a tese de venda lesiva de patrimônio público”, afirmou, lembrando que apesar dessa derrota, o sindicato obteve vitória no caso de Iara e Lapa.
Fonte : Portal Exame
Data : 11/10/2017

CEARÁPORTOS É CIPP S.A E ASSUME CONTROLE DE ZPE
Publicado em 10/11/2017 as 04:53 PM

De acordo com o governo, a integração do complexo vai potencializar parceria com Roterdã

O governador do Estado Camilo Santana sancionou ontem (10) a Mensagem Nº 8163/2017, que moderniza a legislação referente ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). Com isso, a Cearáportos amplia seu objeto social e torna a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE-CE) sua subsidiária. A nova legislação altera o objeto social da Cearáportos para que atue também na administração, operação, exploração e desenvolvimento do Terminal Portuário do Pecém e da zona industrial adjacente, que compõem juntas o Complexo Industrial Portuário do Pecém.

A denominação social da Cearáportos também foi modificada, passando a ser Complexo Industrial e Portuário do Pecém S.A (CIPP S.A), segundo o governo, para dar maior abrangência à sua atuação. Com isso, a companhia Cipp S.A passa a atuar vinculada administrativamente à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e não mais à Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).

Próximos passos

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico, César Ribeiro, o próximo passo é iniciar as atividades de transição, envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Cearáportos, ZPE e Seinfra.

"Estamos criando um grupo de trabalho envolvendo a gestão desses órgãos para dar suporte a essa integração. Não há dúvidas de que essa mudança de denominação e vinculação da Cearáportos e da ZPE, integrando as atividades do complexo, vai ser fundamental para potencializar e subsidiar a parceria que está sendo formatada entre os Portos do Pecém e de Roterdã, como também de investimentos de origem diversas", disse o titular da SDE.

Cesar Ribeiro destaca que a mudança da legislação não muda as atividades das subsidiárias, mas cria uma condição de trabalhar o desenvolvimento do complexo por meio de uma estrutura unificada, facilitando e integrando processos. O governador anunciou a nova legislação ontem (10) durante bate-papo em sua rede social. "Nós temos uma estrutura e queremos unificar esses equipamentos, ZPE, Cearáportos, e criar uma empresa que possa aglutinar esses equipamentos em uma visão maior do Complexo Portuário", disse Camilo Santana.

Turismo

O bate-papo foi realizado de Brasília, aonde o governador do Estado se reuniu com o ministro do Turismo, Max Beltrão, "para tratar sobre importantes projetos para o desenvolvimento do nosso Estado", conforme publicou em sua rede social.

Estiveram presentes no encontro o prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, e o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque. Segundo Camilo, o ministro se comprometeu a realizar uma visita ao Ceará.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 11/10/2017

PORTOS - ESQUEMAS TÊM RELAÇÃO EM COMUM
Publicado em 10/11/2017 as 04:53 PM

Uma boa parte dos esquemas para envio de drogas ao exterior em Santa Catarina tem em comum a relação com Luiz Carlos Rocha, o Cabeça Branca, conhecido como um dos maiores traficantes da América Latina, preso em julho deste ano em Sorriso (MT).

Segundo o delegado Fábio Martins, que coordena as investigações da Operação Oceano Branco, os grupos locais também escoavam cocaína para a quadrilha ligada ao traficante.

– Eles utilizavam a estrutura logística daqui para vários traficantes da América do Sul, e um deles era o Luiz Carlos Rocha. Ele fazia a droga chegar até Santa Catarina por meio dos recursos dele, com caminhões e aviões – afirma.

Cabeça Branca mantinha um esquema de exportação de drogas para os Estados Unidos e países da Europa e da África que teria como principais eixos o Porto de Santos e o Complexo Portuário do Itajaí, que integra os terminais de Itajaí e de Navegantes.

Para a polícia, o traficante era responsável por exportar pelo menos cinco toneladas mensais de cocaína com alto grau de pureza e, no mercado nacional, por abastecer facções criminosas em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O delegado Elvis Secco, da Polícia Federal de Londrina (PR), que comandou a operação que levou à prisão do traficante, comentou, à época, que suas equipes encontraram, em meio aos documentos apreendidos, anotações com nomes de portos e de navios que fazem linha entre os terminais brasileiros e portos na Europa e nos Estados Unidos.

À reportagem, o delegado disse acreditar que tenham passado pelos portos pelo menos 50 vezes mais do que o que foi interceptado. Somente em Itajaí e Navegantes, isso somaria 150 toneladas em 2016.
Fonte : A NOTICIA - SC
Data : 11/10/2017

PORTOS - EMBARCAÇÕES QUE CONDUZIAM PESSOAS IRREGULARMENTE SÃO APREENDIDAS
Publicado em 10/11/2017 as 04:53 PM

Quatro embarcações foram apreendidas no Furo do Arrozal, próximo a Barcarena, na segunda-feira (09), após encerramento das festividades do Círio de Nazaré.

A apreensão foi realizada durante uma operação da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), em conjunto com o Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte.

De acordo com informações da Marinha do Brasil, divulgada nesta terça-feira (10), na ação foi verificado que as embarcações abordadas estavam conduzindo passageiros de Belém para Abaetetuba totalmente irregulares com condutores sem habilitação e ausência de inscrição na Capitania dos Portos.

Foram verificadas também as condições de segurança das embarcações e inspecionados os materiais de salvatagem e acessos aos coletes salva-vidas.

A nota afirma ainda que, além de descumprir diversas normas de Segurança do Tráfico Aquaviário, os condutores das embarcações poderão, também, responder criminalmente por expor a perigo a embarcação (Artigo. 261), e por colocar em risco a vida dos seus tripulantes e passageiros (Artigo. 132)

Os fatos estão sendo apurados pela Capitania e pelo Grupamento de Polícia Fluvial.

(DOL com informações da Marinha do Brasil)
Fonte: Diário do Pará - PA
Data : 11/10/2017

PORTOS - LIVRE
Publicado em 10/11/2017 as 04:53 PM

Autor:        Renata Bezerra de Melo - renatabezerrademelo@gmail.com

A defesa de Aldo Guedes questionou, no STF, a relatória do ministro Edson Fachin no Inquérito 4593 que investiga obras do Cais V e do Píer Petroleiro do Porto de Suape.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 11/10/2017

PORTOS - OPERAÇÃO CÍRIO 2017 DA ARCON FOI CONCLUÍDA COM 304 AUTOS DE INFRAÇÃO
Publicado em 10/11/2017 as 04:52 PM

A Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) finalizou a operação Círio 2017 com 583 abordagens a veículos em quatro postos.

A ação aconteceu no período de 5 a 10 de outubro e tinha como principal finalidade coibir os atrasos nos horários de partida, excesso de lotação e garantir o bom atendimento da grande demanda que veio para Belém durante os festejos do Círio, além de reprimir o transporte não regularizado no Estado. Cerca de 60 agentes estiveram envolvidos no trabalho.

No setor de transporte rodoviário, os fiscais aplicaram 304 autos de infração e apreenderam 12 veículos, quatro deles operando de forma clandestina no transporte de passageiros. Os locais com maior movimentação foram o Terminal Rodoviário de Belém e o trecho entre Castanhal e Santa Maria do Pará, no nordeste do Estado.

Nas estradas, a Agência atuou em parceria com as Polícias Rodoviárias Federal (PRF) e Estadual (PRE).

No modal hidroviário, os agentes fiscalizaram dez portos e travessias de Belém e do interior do estado. Cerca de 47 mil passageiros utilizaram as embarcações durante o último final de semana. Ainda na operação, foram aplicados 28 autos de infração em descumprimento da resolução que norteia a operação do transporte hidroviário. O maior número de infrações, 26 ao todo, correspondeu a utilização de embarcação não cadastrada junto à Arcon-PA.

Na avaliação do diretor de Normatização e Fiscalização, Karim Zaidan, a operação atingiu o objetivo. "Concentramos nossos esforços nos principais pontos de entrada da capital - Santa Maria, Apeú e Alça Viária, além dos terminais rodoviários. No modal hidroviário, a fiscalização foi planejada de maneira a acompanhar o embarque nos municípios mais próximos de Belém e no Marajó. Com esse planejamento alcançamos números expressivos de abordagens e a apreensão de transportes clandestinos no modal rodoviário, assim como o aumento no registro de infrações no modal hidroviário", disse o diretor.

Os agentes da Arcon-PA do modal hidroviário trabalharam em parceria com Capitania dos Portos, Companhia de Portos e Hidrovias do Estado do Pará (CPH), Grupamento Fluvial (Gflu), Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 11/10/2017

EMBARCAÇÕES - MARINHA APREENDE QUATRO EMBARCAÇÕES IRREGULARES NO FURO DO ARROZAL
Publicado em 10/11/2017 as 04:52 PM

Quatro embarcações foram apreendidas no Furo do Arrozal, próximo a Barcarena, Região Metropolitana de Belém, na última segunda-feira (9), após o encerramento das festividades do Círio de Nazaré.

Segundo a Marinha do Brasil, por meio do Comando do 4º Distrito Naval, na ação foi verificado que as embarcações abordadas estavam conduzindo passageiros de Belém para Abaetetuba de forma irregular, com condutores sem habilitação e ausência de inscrição na Capitania dos Portos.

As apreensões foram feitas pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental, em uma operação conjunta com o Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte. Segundo os órgãos, foram verificadas também as condições de segurança das embarcações e inspecionados os materiais de salvatagem e acessos aos coletes salva-vidas.

A Marinha informou que, além de descumprir diversas normas de Segurança do Tráfico Aquaviário, os condutores das embarcações poderão, também, responder criminalmente por expor a perigo a embarcação (Artigo. 261), e por colocar em risco a vida dos seus tripulantes e passageiros (Artigo. 132). Os fatos estão sendo apurados pela Capitania e pelo Grupamento de Polícia Fluvial.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 11/10/2017

NAVEGAÇÃO FLUVIAL - AUTORIDADE MAIOR DA CPAOR, ESTÁ CONSIGNANDO MUITOS ELOGIOS PELO EXCELENTE TRABALHO A FRENTE DESSA ORGANIZAÇÃO MILITAR
Publicado em 10/11/2017 as 04:52 PM

Autor:        ALYRIO SABBÁ - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Graças a Bom Jesus dos Navegantes, as autoridades maiores da Capitania dos Portos da Amazônia Oriental - CPAOR, Capitão-de-Mar e Guerra Santiago e o Capitão- de-Fragata Smith, tudo vem decorrendo muito bem na área da sua jurisdição, o evento mais recente foi a Romaria Fluvial, coroada de êxito com uma organização irrepreensível, como na verdade nunca aconteceu, consignando muitos elogios, inclusive.

Como se sabe, a CPAOR, com mais de 170 anos de atividades, é uma das mais movimentadas do Brasil, abrangendo mar e rios em grande extensão, atendendo a navegação fluvial, cabotagem, longo curso, offshore, pesca e ainda outros segmentos ligados ao setor. Na foto aparece o GIGANTE CMG Santiago, o Comandante Smith, que também dispensa elogios e o colunista. Todos sob a proteção do Bom Jesus dos Navegantes.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 11/10/2017

EMBARCAÇÃO COM EXCESSO DE PASSAGEIROS CAUSA TUMULTO NO PORTO JARUMÃ
Publicado em 10/11/2017 as 04:51 PM

Os responsáveis pela embarcação Aladim Pires foram denunciados ontem por um passageiro, por se encontrar superlotada no Porto Jarumã, localizado no bairro da Cidade Velha, em Belém.

De acordo com o passageiro foram vendidas 600 passagens com destino aos municípios de Abaetetuba, Igarapé-Miri e Barcarena, sendo que o barco tem capacidade para apnas 500 pessoas. Em nota a Agência de Regulação e Controle de Serviços Públicos do Estado do Pará (Arcon-PA) esclareceu que acompanhou o embarque com cinco agentes no Porto Jarumã e que a embarcação seguia todas as normas estabelecidas.

Ainda de acordo com a denúncia o operador da embarcação teria se recusado a colocar os demais passageiros em outra embarcação para evitar a superlotação. Cerca de 120 passageiros desceram da embarcação com medo que acontecesse alguma tragédia e com essa desistência o barco acabou seguindo viagem. "As pessoas estavam com medo. Se um acidente acontece como fica? Mesmo com a saída dessas pessoas o barco viajou com excesso de passageiros", disse Talmo Filho.

A nota da Arcon-PA garante que 498 passageiros embarcaram na Aladim Pires. Ainda de acordo com a Arcon, na ocasião, os fiscais solicitaram ao operador e dono da embarcação uma segunda embarcação para transporte de outros 55 passageiros, número que ultrapassava o limite estabelecido pela Capitania.
Fonte : O Liberal - PA
Data : 11/10/2017

PORTOS - PF PRENDE 56 POR TRÁFICO
Publicado em 10/11/2017 as 04:51 PM

SANTA CATARINA - Operação envolveu seis estados e desarticulou esquema feito a partir de Santa Catarina

A Polícia Federal, em conjunto com Receita Federal, cumpriu 60 mandados de prisão em seis estados ontem contra o tráfico internacional de cocaína por portos de Santa Catarina. As ações, batizadas de Oceano Branco e Contentor, fazem parte de investigações que já levaram à apreensão de mais de 10 toneladas de drogas no Brasil e Europa.

Até as 10h, 56 foram presos: 25 na Operação Contentor e 31 na Oceano Branco. Um dos suspeitos está foragido no exterior. A maioria foi presa temporariamente e preventivamente, e outras em flagrante, porque, segundo a polícia, estavam com armas de calibre restrito ou drogas no momento da prisão.

Cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita cumpriam 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas, sequestros de bens móveis e imóveis e bloqueio de contas bancárias em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

Em Joinville, no Norte catarinense, carros de luxo foram apreendidos em uma revendedora. A PF acredita que os sócios estejam envolvidos no esquema do tráfico. A polícia ainda investiga se a loja era usada para a lavagem de dinheiro. Também foram sequestrados veículos em residências de investigados.

Três foram presos em Santos, no litoral paulista. Em João Pessoa, dois foram detidos. Em Recife, um homem foi preso. Segundo a Polícia Federal, as prisões foram necessárias porque alguns dos envolvidos têm grande poder aquisitivo e poderiam sair com facilidade do país, e outros poderiam interferir nas investigações.

Os nomes dos presos não foram revelados pela polícia, mas foi confirmado que há grandes empresários e funcionários dos portos envolvidos.

De acordo com a PF, as quadrilhas atuam de forma parecida, colocando as drogas em contêineres com mercadorias lícitas a serem exportadas, geralmente, para países europeus.

Os investigadores resolveram fazer as operações no mesmo dia porque o modus operandi desses grupos criminosos era muito parecido e, inclusive, alguns dos presos trabalhavam para mais de uma organização criminosa.

Os suspeitos poderão ser indiciados pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, falsificação de documentos e uso de documentos falsos.

A Polícia Federal em Joinville iniciou a operação Operação Contentor no final do ano passado. Desde então, foram feitas cinco grandes apreensões de drogas, inclusive na Bélgica, somando cerca de duas toneladas de cocaína.

Cerca de 450 policiais federais e 25 agentes da Receita atuaram em conjunto
Fonte : O Liberal - PA
Data : 11/10/2017

AGORA É HORA DE O BRASIL PÔR AS FINANÇAS NUM RUMO SUSTENTÁVEL, DIZ FMI
Publicado em 10/11/2017 as 04:51 PM

Por Juliano Basile | Valor



WASHINGTON - Após deixar níveis de recessão, o Brasil deve persistir em reformas estruturais e fiscais, afirmou Vitor Gaspar, diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do Fundo Monetário Internacional (FMI). “O Brasil é um país que está emergindo de uma longa e profunda recessão. Os recentes desenvolvimentos econômicos são favoráveis e agora é a hora de colocar as finanças públicas num caminho sustentável”, declarou ele durante a apresentação do relatório “Monitor Fiscal” nesta quarta-feira em Washington.

O diretor ressaltou que os gastos primários estão em progressão no Brasil e que é necessário complementar as reformas de consolidação fiscal.

“Nós assumimos que a reforma da Previdência vai acontecer, mas com um pequeno atraso no calendário”, continuou Gaspar. “Ela será um elemento crucial para ancorar os gastos públicos e fazer o teto de gastos se tornar efetivo”, completou.

Gaspar elogiou os programas sociais feitos no Brasil nas últimas duas décadas, como o Bolsa Família. “Na América Latina e no Brasil, a nova geração de programas sociais foi efetiva em reduzir a desigualdade num continente que foi caracterizado por altos níveis dessa desigualdade.” Ele fez esse comentário porque o relatório fiscal do FMI neste ano teve como tema central a discussão a respeito de medidas para reduzir a desigualdade nos países. Neste ponto, o Brasil foi mencionado positivamente no documento.

O FMI e o Banco Mundial realizam, nesta semana, a sua reunião anual, em Washington
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/10/2017

PETROBRAS: JUSTIÇA LIBERA VENDA DE CARCARÁ À STATOIL
Publicado em 10/11/2017 as 04:51 PM

Por André Ramalho, Rodrigo Polito e Lucas Marchesini | Valor



RIO BRASÍLIA - (Atualizada às 11h04) O Tribunal Regional Federal da 5ª Região derrubou nesta terça-feira (10) a liminar da Justiça Federal de Sergipe que suspendia a venda dos 66% da Petrobras na concessão BM-S-8 (Carcará), na Bacia de Santos, para a Statoil.

Por unanimidade, a Quarta Turma do TRF-5 deu provimento ao agravo de instrumento ajuizado pela petroleira norueguesa e anulou a liminar concedida em primeira instância pela 2ª Vara Federal de Sergipe.

Para o relator do agravo, desembargador federal Leonardo Coutinho, a negociação do ativo, no valor de US$ 2,5 bilhões, por meio de processo licitatório simplificado, encontra-se respaldada na Lei n.º 9.478/97 (Lei do Petróleo).

"Não enxergo a existência da prática de preço vil na transação da questionada cessão de participação da Petrobras, haja vista que o valor do barril de petróleo, utilizado como paradigma para tal alegação, não se presta, suficientemente, para estimar o valor real daquele bloco petrolífero, que sequer começou a ser explorado, fato esse que deve ser também levado em consideração para a fixação do preço do negócio", alegou o desembargador.

Ele destacou, ainda, que é "de crucial importância" uma avaliação técnica mais apurada de Carcará, o que só poderá ser obtido durante o curso da ação principal na fase de produção de provas.

O Sindicato dos Petroleiros de Sergipe e Alagoas (Sindipetro AL-SE), autor da ação popular que tramita na Justiça sergipana, informou que recorrerá da decisão. A entidade alega suposta inobservância às normas de licitação e do valor irrisório da negociação, acarretando prejuízos e lesão ao patrimônio público.

Suape e Citepe

Nesta quarta-feira (11), a Petrobras informou que continuará colaborando com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com o objetivo de obter a aprovação da venda da Petroquímica Suape e da Citepe para o grupo Petromex e Alpek.

"A Petrobras continuará colaborando com o Cade com vistas a obter a aprovação da operação dentro do prazo legal", disse a companhia, em comunicado ao mercado.

Em decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, a superintendência-geral do Cade definiu como complexa a análise da compra dos ativos pela Petromex.


Com a declaração, o Cade pede novas diligências envolvendo o caso e abre espaço para uma dilação em até 90 dias do prazo para decidir sobre o caso.

Segundo a Petrobras, as principais diligências foram a elaboração, pelo Departamento de Estudos Econômicos (DEE) do Cade, de estudo quantitativo a respeito de impactos concorrenciais decorrentes da operação; facultar às partes a apresentação das eficiências econômicas geradas pela operação; e requerer dados de concorrentes.

Iara e Lapa
A respeito da decisão da 3ª Vara da Justiça Federal de Sergipe, que concedeu liminar determinando suspensão da cessão de 22,5% da participação na área de Iara e da cessão de 35% da operação do campo de Lapa para a petroleira francesa Total, a Petrobras informou hoje ainda não ter sido notificada.

A estatal afirmou, em comunicado ao mercado, que "somente após a análise da liminar, poderá confirmar seu teor e se manifestar a respeito, sendo certo que a companhia tomará todas as medidas judiciais cabíveis para garantir seus interesses e de seus acionistas".

A venda da participação nos dois campos, no pré-sal da Bacia de Santos, faz parte de um acordo de US$ 2,2 bilhões firmado entre as duas companhias no fim do ano passado, que envolve ainda a venda de outros ativos e a definição de parcerias estratégicas.

O negócio foi fechado antes da divulgação da nova sistemática de desinvestimentos da estatal, após acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).

O negócio com a Total foi incluído no resultado do programa de desinvestimentos de 2015-2016, de US$ 13,6 bilhões. Para 2017-2018, a meta da empresa é levantar US$ 21 bilhões com venda de ativos. (André Ramalho, Rodrigo Polito e Lucas Marchesini | Valor)
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/10/2017

ESPECIALISTAS APROVAM DEVOLUÇÃO E MUDANÇAS NO PAPEL DO BNDES
Publicado em 10/11/2017 as 04:51 PM

Por Catherine Vieira e Fernando Torres | De São Paulo

As mudanças previstas para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são bemvindas e o banco tem condições de sobreviver mesmo efetuando a devolução de R$ 180 bilhões ao Tesouro Nacional. Essa é uma visão relativamente consensual entre especialistas que acompanham o financiamento de projetos de longo prazo consultados pelo Valor, incluídos aí economistas que já comandaram o banco. Alguns fazem algumas ressalvas sobre a forma e o ritmo para fazer esse pagamento.

Destacam que o processo não será indolor para parte das empresas, mas aprovam a medida e apontam alternativas para o banco obter recursos para se capitalizar para novos desembolsos, que eles consideram inclusive saudáveis, independentemente da devolução, como forma de dinamizar a atuação do banco e promover o desenvolvimento do mercado de capitais.Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/10/2017

PORTOS - ACORDO ENTRE FIBRIA E EMBRAPORT INCLUI EXTENSÃO DO CAIS
Publicado em 10/11/2017 as 04:50 PM

Autor:        Por Fernanda Pires e Stella Fontes | De São Paulo


Diante da alta competição em Santos pela movimentação de contêineres, a Embraport busca a diversificação de cargas

A fabricante de celulose Fibria está negociando com a Embraport, terminal de uso privado no porto de Santos (SP), um contrato de longo prazo para exportação de sua carga.

O acordo envolve a construção da extensão do cais do terminal e prevê ainda que os navios com o produto da Fibria tenham prioridade de atracação no berço a ser construído na Embraport - que tem como acionistas a Odebrecht Transport (OTP) e a DP World, de Dubai, nos Emirados Árabes.

Uma das discussões neste momento gira em torno de quem fará o investimento, que pode chegar à casa dos R$ 500 milhões, segundo estimativas de mercado.

O modelo original prevê que a Fibria arque com o custo da obra e amortize parte do investimento com descontos no pagamento ao terminal pela movimentação de celulose. Mas também existe a possibilidade de os próprios acionistas da Embraport assumirem os desembolsos.

Se a negociação for fechada, a Fibria terá uma terceira saída no porto de Santos, onde já tem duas áreas arrendadas para exportar sua carga. A nova porta pelo cais santista integra a estratégia da Fibria de dar mais competitividade logística ao escoamento de sua produção de celulose em Três Lagoas (MS) e Jacareí (SP).

Do lado da Embraport, o benefício é garantir a movimentação da celulose e a expansão - prevista desde a inauguração do terminal, em 2013, mas que nunca saiu do papel.

Num cenário de alta competição no porto de Santos pela movimentação de contêineres - principal negócio do terminal -, a Embraport busca a diversificação de cargas para se manter ativa. A Fibria é uma das maiores embarcadoras de cargas que vão soltas direto no porão do navio ("breakbulk", no jargão do setor) do país.

Contudo, nenhum contrato foi assinado até agora. O Valor apurou que um dos pontos que pesam nas negociações é a indefinição do quadro societário da Embraport. A OTP já decidiu sair do negócio e vender a fatia de 66,7% para a sócia DP World. Até agora, porém, a transação não foi assinada. Com a perspectiva da Embraport ser assumida integralmente pela DP World, ganhou força a possibilidade de a operadora mundial de portos participar com desembolsos da ampliação do cais.

Procurada, a Fibria confirmou que está em discussões com a Embraport e com outros operadores portuários "para um contrato de prestação de serviços em Santos", mas não deu detalhes sobre um eventual investimento na infraestrutura do terminal.

"Por ainda estar em negociação e também no período de silêncio pré-divulgação de resultados, a Fibria não irá se manifestar até a conclusão das negociações e a eventual assinatura do contrato", informou a empresa, em nota.

A Embraport, por sua vez, destacou, também em nota, que "está sempre atenta a novas oportunidades de negócio, porém, não comenta rumores ou projetos que não estejam oficializados."

Em encontro com jornalistas na fábrica de Três Lagoas na semana passada, o diretor de Operações da Fibria, Aires Galhardo, explicou que a atual estrutura logística de escoamento da produção da unidade, já considerada a expansão, está se aproximando do limite.

A estrutura logística seria, inclusive, um entrave para eventuais planos de nova expansão da fábrica de Três Lagoas, segundo Galhardo. "Para instalação de outra planta em Mato Grosso do Sul, alguns pontos ligados principalmente a logística precisam ser superados", comentou.

Há algumas semanas, a fábrica produzia 1,3 milhão de toneladas por ano. Com a entrada em operação da nova linha, de 1,95 milhão de toneladas, passará a 3,25 milhões de toneladas por ano.

Para escoar a nova produção, a companhia investiu na construção de um terminal intermodal em Aparecida do Taboado, ainda em Mato Grosso do Sul, onde a carga chegará por rodovia. Do terminal, seguirá pela ferrovia da Rumo até o porto paulista.

Em Santos, a Fibria opera um terminal arrendado em 1997 cujo prazo terminou em setembro. A empresa obteve liminar na Justiça para ter o direito de adaptar o contrato ao Decreto dos Portos, norma editada em maio. Se for bem-sucedida, poderá solicitar, no âmbito do novo marco regulatório dos portos, a prorrogação do prazo do arrendamento até o limite de 70 anos, descontado o período já explorado de 20 anos.

Além disso, a companhia arrematou uma segunda área em Santos em leilão realizado pelo governo no fim de 2015, de 33 mil metros quadrados divididos em dois espaços com investimento inicial de R$ 70 milhões. Com a Embraport, teria uma saída pela outra margem do cais, a esquerda, na direção do Guarujá.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 11/10/2017

ANTAQ - INDÚSTRIA NACIONAL QUESTIONA A TAXA EXTRA EM PORTOS
Publicado em 10/11/2017 as 04:50 PM

A indústria nacional está em pé de guerra com o setor portuário, por causa de uma cobrança extra que os terminais passaram a aplicar sobre os importadores e exportadores do País relacionada ao escaneamento dos contêineres que transitam pelos portos brasileiros.

A regra, imposta desde 2014 pela Receita Federal, exigiu que os terminais portuários se equipassem para fazer a leitura automática de cada um dos contêineres que entram e saem do País, seja com carga ou vazio. Os portos atenderam à determinação, mas passaram a cobrar os importadores e exportadores pelo novo serviço.

O monitoramento eletrônico, que era esporádico, passou a ser aplicado em praticamente todos os contêineres movimentados pelos principais portos brasileiros. A indústria se rebelou. Por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 44 associações setoriais de indústria e do agronegócio e federações estaduais entraram com um processo na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para pedir a suspensão imediata da cobrança, que alegam ser abusiva e ilegal. A fiscalização aduaneira, dizem os importadores e exportadores, é uma responsabilidade inerente à rotina dos terminais portuários.

Os usuários dizem que já pagam por uma "cesta de serviços" para movimentar seus contêineres e cargas. "Essa cobrança é absolutamente ilegal. Muitos portos estão escaneando 100% dos contêineres, quando a lei determina que se faça um gerenciamento do risco. Os portos transformaram a exigência em uma nova fonte de arrecadação", diz Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI.

"Essa situação é inacreditável, tem de parar imediatamente. Se for preciso, vamos levar esse tema para a Camex (Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior)." Os portos revidaram. Para a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), que reúne 80 associados responsáveis pela movimentação de 70% da carga geral que transita no País, "não se pode criar obrigações novas a um agente privado e, ao mesmo tempo, impedi-lo de repassar os custos decorrentes aos seus preços", porque isso equivaleria a obrigá-los à "prestação gratuita do serviço, proporcionando o enriquecimento ilícito daqueles que dele se beneficiam".

Não há dúvidas sobre a necessidade da cobrança, diz José Di Bella Filho, diretor-presidente da ABTP. "Quando sou arrendatário de um porto, faço um contrato em que minhas remunerações e obrigações estão ali definidas. Se eu não puder cobrar do tomador de serviço algo que não estava previsto e que passei a ser obrigado a oferecer a esse usuário, não há como trabalhar. A exigência do escaneamento recai sobre a carga, por isso ela é atribuída ao dono da carga."

Além de sustentar que a cobrança é uma prática ilegal, a CNI declarou que há uma enorme disparidade nos preços praticados pelos portos brasileiros, com valores oscilando de R$ 39,28 a R$ 1.032,00 para passar pelo aparelho de scanner cada um dos contêineres que entram ou saem do País, com carga ou vazio.

Indústria e portos não têm um número fechado sobre quanto essa cobrança tem movimentado em todo o País. O que se sabe é que se trata de um negócio de, pelo menos, algumas centenas de milhões de reais por ano. Cerca de 5,3 milhões de contêineres trafegam anualmente pelos portos brasileiros. Entre janeiro e julho deste ano, 3.173 milhões de unidades já passaram pelos cais nacionais.

Procurada, a Antaq declarou que "está analisando o assunto e deve deliberar sobre o mesmo em breve". Uma análise do caso concluída por técnicos da agência, porém, já deixou claro qual é o posicionamento: a indústria não tem de pagar pelo serviço. Em uma nota técnica da Antaq está dito que o escaneamento "é pré-requisito essencial para o alfandegamento dos terminais portuários".

"Deste modo, conclui-se pela impossibilidade de cobrança autônoma a título de inspeção não invasiva de contêiner, na medida em que não se pode determinar a existência de serviço quando as movimentações atreladas decorrem de obrigação legal e de risco à atividade pública delegada aos terminais portuários, seja por concessão, arrendamento ou autorização", afirma o documento.
Fonte : Jornal do Comércio - RS
Data : 11/10/2017

ANTAQ E MARINHA DO BRASIL FIRMAM ACORDO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA
Publicado em 10/11/2017 as 04:50 PM

O acordo tem por objetivo a execução de atividades conjuntas em prol do transporte e da segurança do tráfego aquaviários


O diretor-geral da ANTAQ(E) e o chefe do Estado Maior da Armada, durante a assinatura do acordo de cooperação técnica. Fotos: ASC/ANTAQ.

O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Adalberto Tokarski, e o chefe do Estado Maior da Armada, almirante de esquadra, Luiz Guilherme Sá de Gusmão, assinaram, nessa segunda-feira (9), acordo de cooperação técnica para execução de atividades conjuntas em prol do transporte e da segurança do tráfego aquaviários. A assinatura ocorreu na sede do Comando da Armada, em Brasília, e contou também com a participação dos diretores da Agência, Mário Povia e Francisval Mendes, e de oficiais comandantes daquela instituição militar.

Pelo acordo, ANTAQ e Marinha do Brasil deverão estimular e implementar apoio técnico-gerencial e logístico na fiscalização do funcionamento e da prestação dos serviços das empresas de navegação interior, cabotagem, longo curso, apoio marítimo e portuário, bem como no controle e na interdição das embarcações empregadas nas navegações reguladas pela ANTAQ.

As duas instituições deverão ainda promover vistorias e inspeções técnicas nas embarcações em construção em estaleiros nacionais, em proveito dos processos de outorga de autorização para prestação de serviços de transporte aquaviário, e realizar estudos, pesquisas, e produção de material técnico sobre o transporte, infraestrutura e a segurança do tráfego aquaviário, entre outras ações.

Durante a assinatura do acordo de cooperação técnica, o diretor-geral da ANTAQ e o chefe do Estado Maior da Armada conversaram sobre as parcerias que estão em andamento entre as duas instituições, voltadas para segurança da navegação.

Tokarski falou sobre o desenvolvimento do Programa de Rastreamento de Embarcações da Navegação (Prenav), que é fruto de parceria entre as duas instituições, e que permitirá o monitoramento de embarcações do transporte de passageiros e cargas em todo o país.

O diretor-geral da ANTAQ explicou que essa ferramenta funcionará como um concentrador de informações de viagens das embarcações, permitindo comparar as viagens programadas com as efetivamente realizadas, possibilitando ainda a emissão de alarmes visando eventos de salvaguarda, resgate de vida e correções de rotas, divulgação de estimativas sobre tempo/atraso das viagens em determinado terminal e interligação de sistemas de controle de fluxo de passageiros, entre outros.

Tokarski mencionou o interesse da ANTAQ em reeditar a cartilha sobre segurança da navegação e de direitos e deveres dos usuários do transporte de passageiros. Segundo ele, a proposta é fazer uma nova edição da cartilha para distribuir em toda a Região Amazônica, onde está concentrada a maior parcela do transporte de passageiros por rios do país.

Insegurança na Amazônia

O diretor-geral da ANTAQ também manifestou a sua preocupação com a insegurança no transporte de cargas na Amazônia, que, em razão dos constantes assaltos às embarcações na região, os fretes estão encarecendo por conta dos custos na contratação de segurança privada pelos armadores. Para o diretor-geral da ANTAQ, a solução para o problema está numa ação coordenada, com o uso de inteligência, envolvendo Polícia Federal, polícias estaduais e Marinha do Brasil, e coloca a ANTAQ a disposição.

O chefe do Estado Maior da Armada, almirante de esquadra, Luiz Guilherme Sá de Gusmão, enalteceu o papel da Agência na regulação e fiscalização do setor de transporte aquaviário e fez uma série de sugestões no sentido de divulgar o trabalho que as duas instituições realizarão juntas para promover a segurança da navegação, notadamente no transporte fluvial de cargas e passageiros da Região Norte.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 11/10/2017

PORTO - TRÊS PRESOS EM AÇÃO ANTITRÁFICO
Publicado em 10/11/2017 as 04:49 PM

Polícia Federal não informou detalhes de duas operações, deflagradas ontem, para coibir entrada de drogas no País e saída ao exterior
DA REDAÇÃO

Quadrilhas que atuam no tráfico internacional de cocaína no Brasil mantêm o Porto de Santos na rota de embarque da droga para o exterior, principalmente para a Europa, mesmo com ações sucessivas da Polícia Federal (PF) e apreensões pela Receita Federal: só no ano passado, interceptaram-se mais de dez toneladas do entorpecente no cais santista. Neste ano, mais de três.

Ontem, três pessoas foram presas preventivamente pela PF em Santos, e seis moradias vistoriadas com mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça pelo mesmo crime. Foram duas operações simultâneas, denominadas Contentor e Mar Branco, ambas iniciadas em Santa Catarina.

As investigações mostram que a cocaína era comprada na fronteira do Brasil com a Bolívia e entrava no País em pequenos aviões, que pousavam em São Francisco do Sul (SC). Depois, a droga seguia por transporte terrestre aos portos. Além de Santos, cumpriram-se mandados na cidade de São Paulo e nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

Foram 45 pedidos de prisão preventiva, 15 de temporária, 12 conduções coercitivas e 104 mandados de busca e apreensão. Os suspeitos responderão por tráfico e associação ao tráfico internacional de drogas, falsificação de documentos e uso de documentos falsos. As penas para tráfico podem chegar a 25 anos de prisão.

MODO DE AÇÃO

Apuração da PF mostra que várias organizações criminosas têm o acesso à área portuária santista facilitado por trabalhadores do setor, incluindo funcionários de empresas terceirizadas. Desta maneira, os traficantes entram com veículos carregados com cocaína e colocam a droga dentro de contêineres com carga lícita, que têm como destino países europeus.

Há pouco mais de um mês, o Porto de Santos foi o principal alvo de uma operação da PF no Brasil, que resultou em 20 pessoas presas na região (Santos, Guarujá, Bertioga e São Vicente e Praia Grande). Os chefes das quadrilhas que atuam no cais santista residem em São Paulo e levam rida de luxo. Muitas vezes, eles conseguem cooptar tripulantes de navios para embarcar a droga pelo mar.

A Reportagem procurou a Polícia Federal de Santos, que não se manifestou sobre as ações.

FISCALIZAÇÃO

A fiscalização da Receita Federal é fundamental para interceptar drogas, e a evolução dos sistemas resulta em mais apreensões. Ainda assim, investigadores dizem que apenas uma pequena porção é apreendida, pois os traficantes também evoluem na prática criminosa, tentando inserir o entorpecente após o contêiner já ter sido vistoriado.

A Tribuna apurou que, além da fiscalização por scanner, as autoridades classificam a carga em três níveis de fiscalização adicional: amarelo (documental), verde (passa direto) e vermelho (conferência física). Procurada para dar detalhes, a Receita não quis se manifestar.

DESPACHANTES

Em operações contra o tráfico internacional, a Polícia Federal também costuma deter despachantes aduaneiros, responsáveis pelos procedimentos burocráticos de embarque e desembarque de cargas.

O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Santos e região, Nívio Perez dos Santos, ressalta, entretanto, que isso só ocorre porque o profissional é representante legal dos importadores e exportadores. “O despachante trabalha mais focado em documentos e em 90% das vezes não confere a mercadoria. Não tem condições de verificar se existe ou não drogas dentro dos contêineres. E a Receita Federal que faz essa checagem. Mas o despachante é chamado para prestar esclarecimentos, geral-mente por condução coercitiva ou detidos por quatro ou cinco dias".

O presidente do sindicato afirma que a entidade tem acompanhado com atenção as operações contra o tráfico, lembrando que a situação traz uma imagem negativa ao Porto. Temos um arquivo com dados de todos os despachantes que entram na área alfandegada, Muitas vezes, a PF questiona o sindicato em busca de informações”, diz Santos, informando que 1.520 despachantes aduaneiros atuam na região.

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que representa empresas exportadoras, foi procurada por A Tribuna, mas não quis falar no assunto.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 11/10/2017

MERCADO REGIONAL - COMPANHIA DOCAS - BATIMETRIA REAJUSTADA
Publicado em 10/11/2017 as 04:49 PM

Autor:        VÂNIA AUGUSTO e LEOPOLDO FIGUEIREDO - mercadoregional@atribuna.com.br

O contrato firmado pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) com a Hidrotop Construções, Importação e Comércio - para a realização dos serviços de batimetria (medida da profundidade) no canal de navegação, nas bacias de evolução e nos berços de atracação do complexo marítimo - teve seu valor reajustado em 16%, passando de R$ 1,79 milhão para R$ 2,07 milhões. A correção consta do terceiro aditamento do contrato, firmado entre as partes na última sexta-feira e divulgado ontem.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 11/10/2017

SETOR PRIVADO AGUARDA CRIAÇÃO DE GRUPO PARA DEBATER DRAGAGEM
Publicado em 10/11/2017 as 04:49 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Ministério recebeu pedido para mudar gestão do serviço em agosto e prometeu formar equipe até a semana passada

As associações empresariais e as entidades do Porto de Santos que pedem a privatização da gestão da dragagem do complexo santista aguardam a publicação da portaria que definirá o grupo de trabalho interministerial responsável pela análise do pedido. Enquanto isso, continuam seus estudos para a definição de um modelo de contratação mais eficaz para a obra, fundamental para a competitividade do cais santista.

A proposta enviada ao Governo Federal em agosto prevê a criação de um consórcio formado por arrendatários, operadores portuários, terminais privados e, possivelmente, a Autoridade Portuária. A ideia é que a nova empresa tenha como único objetivo garantir a dragagem do Porto. Como remuneração, ela receberia parte da tarifa destinada à manutenção das profundidades do cais santista.

A proposta será analisada pelo Governo Federal, mas, primeiro, é necessária a criação do grupo de trabalho. Havia a expectativa de que a portaria que nomeia os integrantes dessa equipe fosse publicada até 22 setembro. Esta foi a informação da senadora Marta Suplicy (PMDB), durante a 15ª edição do Santos Export - Fórum internacional para a Expansão do Porto de Santos, realizado em 11 e 12 setembro últimos, em Santos, pelo Grupo Tribuna.

Depois, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, afirmou que a portaria seria publicada na semana passada, o que também não aconteceu. Procurada, a pasta informou, através de sua assessoria de imprensa, que “o escopo de atuação (do grupo de trabalho) ainda está sendo definido pelo Ministério”.

NA ESPERA

No setor, o clima é de expectativa e ansiedade. O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) aguarda a definição do governo. “Esperamos que os trabalhos se realizem no mais breve espaço de tempo possível, visando o novo modelo para a dragagem do Porto de Santos, de maneira a evitar novos gargalos e prejuízos que representam a redução inesperada da profundidade e do calado do Porto, garantindo assim o tráfego marítimo em condições de competitividade, em benefício da economia do País", destacou o diretor-presidente do Sopesp, João Almeida.

A mesma opinião temo presidente da Federação Nacional dos Operadores Portuários (Fenop), Sérgio Aquino. Para ele, questões políticas podem ter atrasado a publicação da portaria. Mas o executivo segue confiante de que a questão será resolvida rapidamente.

“A gente acredita que essa fase que o Governo está vivendo, de equacionamento de decisões no Congresso, pode ter atrasado um pouco. Mas nós estamos confiantes de que o Governo vai emitir, sim, a portaria do grupo de trabalho, conforme foi definido”, afirmou.

Aquino destaca o empenho da iniciativa privada em resolver o problema da dragagem no Porto. Ele diz que “as entidades continuam desenvolvendo trabalhos técnicos, estudos de viabilidade econômica, Mas o diálogo com o governo sobre a forma depende da formação do grupo”.

O presidente da Associação Comercial de Santos, Roberto Clemente Santini, defende que “o Governo Federal aja rapidamente no sentido de demonstrar claramente sua disposição em debater e resolver o assunto. O Porto de Santos não suporta mais viver esse clima de incerteza em torno da dragagem”.

Já o diretor-presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), José Di Bella Filho, acredita que a questão será resolvida rapidamente, já que o ministro Maurício Quintella voltou ao Pais após agenda na Europa. “O que se espera é que essa portaria saia logo. A gente acredita que, com o retomo do ministro, as coisas sejam resolvidas”, afirmou o executivo.

EXPECTATIVA

"Esperamos que os trabalhos se realizem no mais breve espaço de tempo possível, visando o novo modelo para a dragagem do Porto de Santos, de maneira a evitar novos gargalos e prejuízos”

João Almeida, diretor-presidente do Sopesp
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 11/10/2017

PORTO - AUDITORES DA ALFÂNDEGA FARÃO 'DESEMBARAÇO ZERO’
Publicado em 10/11/2017 as 04:49 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Os auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos aprovaram a operação Desembaraço Zero a partir da próxima segunda-feira.

Além disso, caso o acordo salarial da categoria não seja aplicado até o próximo dia 31, haverá greve a partir de 1º de novembro. No setor, há o temor de que, com a aproximação do Natal, o desembarque de produtos sofra atrasos e os exportadores recorram ao transporte aéreo para fugir dos custos excedentes.

De acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), cada dia de paralisação na Alfândega do Porto de Santos causa um atraso do recebimento de RS 100 milhões em impostos federais. Além disso, há um acúmulo de cerca de 3 mil contêineres, que ficam represados no complexo. Cargas que normalmente são desembaraçadas em 24 horas poderão ter de esperar até cinco dias pela autorização.

A operação Desembaraço Zero prevê somente a liberação de cargas consideradas essenciais, como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios. No entanto, os outros setores da Alfândega, como atendimento ao público, funcionam, o que não acontecerá se for deflagrada a greve no mês que vem.

Nas delegacias da Receita Federal, responsáveis pela arrecadação de tributos, passará a vigorar a operação Meta Zero. Nela, os auditores fiscais executam serviços que correspondem aos 30% mínimos necessários por setor, além de outras demandas definidas como prioritárias pela lei.

Para o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, o consumidor final será o mais prejudicado com as paralisações, pois os custos adicionais serão incorporados aos preço das cargas.

“Isso pode provocar o encalhe de determinados produtos sazonais ou então obrigar o importador a reduzir o seu ganho para não encalhar o seu produto”, explicou.

O executivo destaca que as paralisações inviabilizam a garantia dos compromissos assumidos por exportadores e importadores, o que gera perda de credibilidade do País.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 11/10/2017

PF DESMANTELA GRUPOS QUE EXPORTAVAM COCAÍNA EM PORTOS CATARINENSES
Publicado em 10/10/2017 as 06:20 PM

Dez toneladas da droga foram apreendidas no Brasil e no exterior

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta terça-feira (3) as Operações Oceano Branco e Contentor, para desmantelar grupos criminosos voltados ao tráfico internacional de cocaína por portos marítimos catarinenses.

Cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita cumprem simultaneamente 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, as investigações apontaram que as quadrilhas atuavam de forma similar, inserindo clandestinamente cargas de entorpecente em contêineres com mercadorias lícitas a serem exportadas, via de regra, para países europeus. Nas duas operações houve apreensões de droga no país e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional.

A Operação Contentor, iniciada no final de 2016 na Delegacia de Polícia Federal em Joinville (SC), gerou cinco grandes apreensões de drogas, inclusive no exterior (Bélgica), totalizando cerca de duas toneladas de cocaína. No curso da investigação, apurou-se que o entorpecente era adquirido em região de fronteira, notadamente com a Bolívia, e entrava no Brasil em pequenos aviões que pousavam no aeroclube de São Francisco do Sul (SC). De lá, era levado para chácaras onde era acondicionado em grandes bolsas para posterior inserção em contêineres que sairiam pelo Porto de Itapoá.

As ordens judiciais da Operação Contentor são cumpridas nos municípios de Joinville (SC), São Francisco do Sul (SC), Itapoá (SC), Garuva (SC), Santos (SP), São Paulo (SP), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Rio de Janeiro (RJ).

Já a Operação Oceano Branco, iniciada em março de 2016 na Delegacia de Polícia Federal em Itajaí (SC), apreendeu seis toneladas de cocaína em 12 diferentes ações -- seis no Brasil e seis no exterior (Bélgica, França e Espanha). A investigação apurou que três grupos criminosos embarcavam volumosas quantidades da droga por contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes, escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito.

Além das apreensões referidas, a PF destaca que foi possível vincular a atuação dos investigados a outros carregamentos interceptados por autoridades policiais na Itália, Dinamarca, Espanha, Arábia Saudita e Turquia, totalizando outras 2,5 toneladas da droga.

As ordens judiciais da Oceano Branco são cumpridas nos municípios de Itajaí (SC), Balneário Camboriú (SC), Navegantes (SC), Itapema (SC), Penha (SC), Tijucas (SC), Florianópolis (SC), São Francisco do Sul (SC), Joinville (SC) e Imbé (RS).

Nos inquéritos policiais instaurados, os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, bem como falsificação de documentos e uso de documentos falsos. As penas para cada evento de tráfico internacional podem chegar a 25 anos de prisão, além de 10 anos de reclusão por associação.
Fonte : JB OnLine - RJ
Data :10/10/2017

PORTOS EM SC ERAM PORTA DE SAÍDA DE COCAÍNA PARA OUTROS PAÍSES
Publicado em 10/10/2017 as 06:20 PM

Autor:        Jacqueline Saraiva

Esquema de tráfico internacional de cocaína escondia cocaína em conteineres com outras mercadorias para serem exportadas. Dez toneladas da droga foram apreendidas no Brasil e no exterior

Em meio a uma rotina intensa de carregamento e descarregamento de cargas nos portos marítimos de Santa Catarina, parecia pouco suspeita a ação de criminosos que usavam os locais como pontos de saída de cocaína para diversos países. A ação, no entanto, vem sendo investigada pela Polícia Federal (PF) desde o fim de 2016. Hoje, duas operações do órgão em conjunto com a Receita Federal, Oceano Branco e Contentor, buscam suspeitos de integrarem o esquema ilegal.

Em uma imagem divulgada pela PF, agentes cumpriram ordens em uma concessionária. Vídeo da corporação mostrou saída dos carros no início das ações desta manhã. Veja:

Cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita cumprem simultaneamente 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 104 mandados de busca e apreensão,12 conduções coercitivas - quando a pessoa é levada à força para depor - e diversos sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancárias, nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, os grupos criminosos atuavam de forma similar. As cargas de cocaína eram inseridas clandestinamente em contêineres já carregados com mercadorias lícitas que teriam como destino países europeus. "Nas duas operações houve apreensões de droga no país e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional", afirmou a PF em nota nesta manhã.

Os investigados devem ser indiciados pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, bem como falsificação de documentos e uso de documentos falsos. As penas para cada evento de tráfico internacional podem chegar a 25 anos de prisão, além de 10 anos de reclusão por associação.

Rota do tráfico

A primeira operação, Contentor, foi iniciada no fim de 2016. Segundo a investigação, a Delegacia de Polícia Federal em Joinville (SC) realizou cinco grandes apreensões de drogas, totalizando cerca de 2 toneladas de cocaína. Entorpecentes foram apreendidos inclusive na Bélgica.

A investigação seguiu a rota do tráfico e encontrou indícios de que o entorpecente era adquirido em região de fronteira com a Bolívia e entrava no Brasil em pequenos aviões que pousavam no aeroclube de São Francisco do Sul (SC). "De lá, era levado para chácaras onde era acondicionado em grandes bolsas para posterior inserção em contêineres que sairiam pelo Porto de Itapoá".

As ordens judiciais da Operação Contentor são cumpridas nos municípios catarinenses de Joinville São Francisco do Sul, Itapoá e Garuva. Há mandados também em Santos (SP), São Paulo (SP), Recife (PE), João Pessoa (PB) e Rio de Janeiro (RJ).

Crime internacional

Em março de 2016, a Operação Oceano Branco, feit pela Delegacia de Polícia Federal em Itajaí (SC), apreendeu 6 toneladas de cocaína em 12 diferentes ações. Foram seis ações no país e 6 em países como a Bélgica, França e Espanha. De acordo com a PF, três grupos criminosos embarcavam grandes quantidades de cocaína por meio de contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes.

A droga era escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito. "Além das apreensões referidas, foi possível vincular a atuação dos investigados a outros carregamentos interceptados por autoridades policiais na Itália, Dinamarca, Espanha, Arábia Saudita e Turquia, totalizando outras 2,5 toneladas da droga", afirmou a PF.

As ordens judiciais da Oceano Branco são cumpridas nos municípios de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Itapema, Penha, Tijucas, Florianopolis, São Francisco do Sul, e Joinville. Há mandados também em Imbé, no Rio Grande do Sul.
Fonte : Correio  Web - DF
Data : 10/10/2017

PORTOS - LOGÍSTICA ESTRATÉGICA
Publicado em 10/10/2017 as 06:19 PM

Autor:        Egídio Serpa - egidio@diariodonordeste.com.br

A logística possui um papel cada vez mais estratégico em todos os negócios e define o sucesso de iniciativas nos mais diversos setores. A XII Feira Internacional de Logística e Seminário Internacional de Logística, que acontecerão nos dias 22 e 23 de novembro próximo, serão lançados amanhã, às 16h, no auditório do Sebrae. O evento reúne os principais players da área. A feira contará com palestrantes de outros países e a participação dos portos de Portugal, estimulando a internacionalização dos negócios.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 10/10/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - CSP EXPORTA 2 MI DE TONELADAS DE PLACAS DE AÇO
Publicado em 10/10/2017 as 06:19 PM

Autor:        Bruno Cabral - Repórter

Desde o início das exportações da CSP, em agosto de 2016, já foram enviadas 2,6 milhões de toneladas

O Porto do Pecém ultrapassou, no último domingo (8), a marca de 2 milhões de toneladas de placas de aço exportadas neste ano, volume que representa cerca de 80 mil placas. A marca de 2.005.000 de toneladas foi atingida com o embarque de 49.911,7 toneladas de placas no navio Nord Mississipi para o Porto de Altamira, no México. Desde janeiro, o Porto do Pecém já recebeu 57 navios exclusivamente para o embarque de placas de aço produzidas pela Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Para este ano, a CSP estima exportar 2,7 milhões de toneladas.

O produto tem como principal destino os Estados Unidos, que receberam, neste ano, 40,5% do total movimentado (796.087t), e em seguida vem a Turquia, com 16,8% (329.524 t), enquanto o Brasil ficou com 1,64% (27.613 toneladas) da produção da empresa. Outros países que se destacam como importadores das placas cearenses são Alemanha, Áustria, Coreia do Sul, Tailândia, Indonésia, Itália e Marrocos.

De janeiro a setembro, o item "outros produtos semimanufaturados de ferro ou aço não ligado" foi responsável por 48,9% da pauta de exportação cearense, somando US$ 718,6 milhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Destinos

Desde agosto de 2016, quando teve início as exportações da siderúrgica, já foram enviadas 2,6 milhões de toneladas de placas de aço ao exterior pelo Porto do Pecém. A produção da CSP é enviada a 15 países em quatro continentes (Ásia, Europa, Américas e África). A CSP produziu, de janeiro até o dia 1º de outubro, 1,7 milhão de toneladas de placas de aço, o que representa 76.385 unidades de placas de aço. A estimativa é de sejam produzidas, até o final de 2017, aproximadamente 2,5 milhões de toneladas. A siderúrgica tem capacidade instalada para produzir até 3 milhões de toneladas de placas por ano. A produção da CSP tornou o município de São Gonçalo do Amarante o principal exportador do Estado.

Com a operação da usina, a cidade teve sua receita em impostos aumentada, tendo a empresa repassado, entre janeiro e julho deste ano, o montante de R$ 178,4 milhões ao município.

Segundo Carlos Alberto Alves, diretor da Tecer Terminais Portuários, responsável pela movimentação de 60% das placas da CSP no Porto do Pecém, a empresa deverá crescer 22% neste ano. Apenas nos últimos 10 meses, Tecer investiu R$ 28 milhões em novos equipamentos para aumentar a velocidade da movimentação de cargas. "Duplicamos a nossa frota de equipamentos e esperamos que em 2018 a CSP produza as 3 milhões de toneladas de placas", ele diz. "A nossa expectativa é de crescer ainda mais no próximo ano, seja pelas condições diferenciadas do Porto, como pela parceria com o Porto de Roterdã, que deve contribuir muito para aumentar a capacidade".

Após serem transportadas da CSP até o Porto do Pecém em carretas especiais,as placas de aço são movimentadas em empilhadeiras do tipo "reach stackers" e transportadas até o Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), de onde são embarcadas nos navios por meio de guindastes do tipo MHC (Guindaste Móvel Portuário).
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data : 10/10/2017

MERCEDES-BENZ ANUNCIA R$ 2,4 BI EM INVESTIMENTOS NO BRASIL
Publicado em 10/10/2017 as 06:19 PM

O Globo - ANA PAULA MACHADO ana.machado@sp.oglobo.com.br

Recursos serão aplicados na modernização da fábrica de São Bernardo (SP)

A Mercedes-Benz vai investir R$ 2,4 bilhões em sua fábrica de caminhões em São Bernardo do Campo (SP) e estuda abrir novas vagas na unidade de Juiz de Fora (MG). -SÃO PAULO- A Mercedes-Benz anunciou ontem um plano de investimentos de R$ 2,4 bilhões em sua operação brasileira para os próximos cinco anos. Os recursos serão aplicados na modernização da fábrica da montadora alemã de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, no desenvolvimento de novos veículos e em novas tecnologias e serviços.

DIVULGAÇÃO/MERCEDES-BENZ

Aportes. Linha de montagem da fábrica da Mercedes no ABC paulista

De acordo com o presidente da companhia, Philipp Schiemer, a melhora do mercado de caminhões — que despencou fortemente a partir de 2013 — justifica os aportes que começam em 2018.

— O último investimento na companhia foi de R$ 730 milhões e termina este ano. E temos que preparar a fábrica de São Bernardo para ser uma das mais competitivas do mundo. Há potencial para isso — disse, acrescentando: — Ao término do projeto, conseguiremos aumentar em até 15% a nossa produtividade. Essa unidade nasceu numa época em que era necessário fabricar a maior parte das autopeças. Hoje, não faz mais sentido, há grandes fornecedores instalados no Brasil.

Atualmente, a fábrica da Mercedes no ABC produz 160 veículos por dia em um turno de trabalho. O volume é 50% da capacidade instalada.

— Em termos do quadro de funcionários, estamos ajustados. Não há necessidade de contratações — comentou o presidente da companhia.

A Mercedes-Benz emprega 7.700 pessoas no ABC e outras 700 na fábrica de Juiz de Fora (MG), onde monta as cabines dos caminhões e um modelo de caminhão pesado. Segundo Schiemer, com a melhora das vendas de caminhões pesados, a empresa avalia a abertura de novas vagas na fábrica mineira:

— Não há definição de quantas pessoas serão contratadas, mas já sentimos a necessidade de aumentar o nosso quadro para atender ao crescimento do mercado para 2018.

VOLKS: FÉRIAS CANCELADAS

No próximo ano, a expectativa é que as vendas de caminhões cresçam 20%, chegando a cerca de 60 mil unidades.

— De 2013 a 2017, as vendas de caminhões despencaram 70%. Agora, já começamos a ver uma reversão. E, neste ano, o mercado deverá fechar em 45 mil unidades — disse Schiemer, acrescentando que a média de vendas diárias de caminhões em outubro está em 225 unidades.

No mês passado, em média, foram licenciados 203 caminhões por dia.

A Volkswagen Caminhões e Ônibus cancelou as férias coletivas de funcionários da sua fábrica em Resende (RJ) pela primeira vez em seis anos, motivada por sinais de retomada na demanda por veículos pesados no país.

Desde 1º de outubro, o executivo argentino Pablo Di Si é o novo presidente da Volkswagen Brasil. Ele deixou a direção da montadora em seu país e, além da operação brasileira, será responsável pela região denominada “Sam”, que inclui 29 países em América do Sul, América Central e Caribe. Di Si substituiu David Powels, que deixa a Volkswagen Brasil e vai para Xangai, na China, como vice-presidente da SAIC Volkswagen Automobile.

O executivo argentino chega com a missão de levar a Volks de volta à liderança no Brasil. Hoje, a montadora ocupa a terceira posição em número de carros vendidos, atrás da General Motors e da Fiat, com 12,53% de participação.

Segundo Di Si, até 2020, as vendas de automóveis e comerciais leves devem crescer 40%, em uma evolução de 10% ao ano, em média. Em 2017, as vendas devem atingir 2,2 milhões de unidades.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 10/10/2017

PF FAZ OPERAÇÕES CONTRA TRÁFICO INTERNACIONAL DE COCAÍNA EM SEIS ESTADOS
Publicado em 10/10/2017 as 06:18 PM

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal, deflagrou na manhã de hoje (10) as operações Oceano Branco e Contentor.

É para combater grupos criminosos de tráfico internacional de cocaína com atuação em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro.

“As investigações revelaram que as quadrilhas atuavam de forma similar,  inserindo clandestinamente cargas de entorpecente em contêineres com mercadorias lícitas a serem exportadas, via de regra, para países europeus. Nas duas operações, houve apreensões de droga no país e no exterior, em procedimentos de cooperação policial internacional”, diz a PF.

Cerca de 450 policiais federais cumprem 104 mandados de busca e apreensão, 45 de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e diversos sequestros de bens móveis e imóveis. A justiça determinou também o bloqueio de contas bancárias.

A investigação apurou ainda que os suspeitos vinham embarcando grande quantidade de cocaína através de contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito.

(Agência Brasil)
Fonte: Diário do Pará - PA
Data : 09/10/2017

TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO VÊ IRREGULARIDADE EM OBRA NO RIO MADEIRA SOB A RESPONSABILIDADE DO DNIT - MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
Publicado em 10/10/2017 as 06:18 PM

Autor:        ALYRIO SABBÁ - alyriosabba@oliberal.com.br / alyriosabba@gmail.com

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) preste esclarecimentos sobre obra de dragagem do Rio Madeira, entre o Amazonas e Rondônia.

De acordo com o TCU, o Dnit deve esclarecer pontos como inconsistências em estudos preliminares, equipamento apropriado em duplicidade, além de ausência de pesquisas de preços em desacordo com decisões anteriores do TCU. De acordo com o TCU, as obras já custaram R$ 53 milhões aos cofres da União e visam à melhoria da navegação do Rio Madeira durante o período da vazante, principalmente, para escoamento de grãos da Região Centro-Oeste do País. A dragagem deve aumentar a profundidade do rio em até três metros, em nove trechos que compreendem 1 milhão de metros cúbicos
Fonte : O Liberal - PA
Data : 10/10/2017

DÓLAR RECUA E ESTÁ NA CASA DE R$ 3,16; CENA EXTERNA SEGUE NO FOCO
Publicado em 10/10/2017 as 06:18 PM

Por Lucas Hirata | Valor

SÃO PAULO - O dólar opera em queda na manhã desta terça-feira, devolvendo parte do prêmio do dia anterior. Alinhado aos principais emergentes, a descompressão conduz o câmbio local ao nível de R$ 3,16. Ainda assim, o patamar continua mais elevado que os valores de fechamento dos últimos dias. Às 10h47, o dólar estava a R$ 3,1652, baixa de 0,62%.

O risco geopolítico ainda permeia os mercados. Desta vez, o foco se volta para o líder catalão, Carles Puigdemont, que pode declarar a independência unilateral da região. Puigdemont realizou uma reunião do gabinete nesta terça-feira e sua fala deve ocorrer após o fechamentos dos mercados europeus (após as 13h de Brasília).

Ao mesmo tempo, o mercado vem se ajustando à percepção de que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) caminha para nova elevação de juros ainda em 2017. O chefe de pesquisa global da Ashmore, Jan Dehn, não ignora o efeito de curto prazo trazido por preocupações com o aperto monetário. No entanto, para ele, o ambiente global da taxa de juros permanecerá muito benigno. "O Fed não vai querer elevar muito os juros enquanto ele reverte o relaxamento quantitativo", com redução do balanço patrimonial, alerta.

No Brasil, os investidores têm revelado posição relativamente tranquila com o cenário político. Eles trabalham com a perspectiva de que a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer será barrada na Câmara. Ainda assim, o cronograma para evolução da reforma da Previdência na administração Temer é apertado. O ano eleitoral de 2018 está chegando e, dificilmente, os políticos se arriscariam em defender um projeto impopular em meio a suas campanhas.

Hoje, está prevista a apresentação do relatório do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) sobre a denúncia da PGR contra Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência da República).

No mercado de juros futuros, o DI janeiro/2021 caía a 8,930% (9,000% no ajuste anterior). Entre vértices mais longos, o DI janeiro/2023 recuava a 9,620% (9,700% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2025 baixava a 9,920% (9,990% no ajuste anterior).
(Lucas Hirata | Valor)
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/10/2017

INDÚSTRIA DE SP TEM 1º SETEMBRO DE CRIAÇÃO DE EMPREGO DESDE 2013
Publicado em 10/10/2017 as 06:18 PM

Por Valor

SÃO PAULO - O setor industrial do Estado de São Paulo gerou 2 mil vagas de emprego em setembro, variação positiva de 0,08% frente a agosto, na série sem ajuste sazonal, segundo dados da pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo divulgados nesta terça-feira pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e do Ciesp (Depecon).

Esse é o primeiro setembro positivo desde 2013, quando a taxa foi de 0,03% e o saldo de profissionais contratados chegou a 1 mil. Os dados com ajuste seguiram em alta (0,05%), resultado que não era visto desde janeiro de 2015 (0,34%). No acumulado do ano, foram criados 7 mil postos de trabalho (0,32%).

Entre os 22 setores acompanhados pela pesquisa, cinco ficaram positivos, seis, estáveis e 11, negativos. Entre os positivos, os destaques foram o de indústria de alimentos, com geração de 910 postos de trabalho, seguido de confecção de artigos do vestuário e acessórios (578). No campo negativo, coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (-560) e produtos diversos (-497).
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/10/2017

PF CUMPRE 60 MANDADOS DE PRISÃO CONTRA TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS
Publicado em 10/10/2017 as 06:17 PM

Por Folhapress

SÃO PAULO - A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, realiza nesta terça-feira (10) duas operações para desmantelar grupos criminosos voltados ao tráfico internacional de cocaína por portos marítimos de Santa Catarina.

As quadrilhas inseriam cargas de drogas em contêineres que exportavam mercadorias legais. As operações, batizadas de Oceano Branco e Contentor, contam com cerca de 450 policiais federais e 25 servidores da Receita. São cumpridos 104 mandados de busca e apreensão, 45 mandados de prisão preventiva, 15 de prisão temporária, 12 conduções coercitivas e sequestros de bens móveis e imóveis, além do bloqueio de contas bancária.

Os Estados atingidos são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Rio de Janeiro. Nas duas operações, houve apreensões de droga no país e no exterior. Contentor Iniciada no fim de 2016 na Delegacia de Polícia Federal em Joinville (SC), a operação apreendeu cerca de duas toneladas de cocaína.

Apurou-se que a droga era adquirida na fronteira com a Bolívia e entrava no Brasil em pequenos aviões que pousavam no aeroclube de São Francisco do Sul (SC).

De lá, era levada para chácaras, disposta em bolsas e inseridas em contêineres que sairiam pelo porto de Itapoá. Oceano Branco A operação, que teve início em março de 2016 em Itajaí (SC), apreendeu seis toneladas de cocaína em 12 ações no Brasil e no exterior.

A investigação apurou que três grupos criminosos embarcavam grandes quantidades da droga por meio de contêineres que partiam do Complexo Portuário Itajaí-Navegantes, escondida em cargas de mercadorias como bobinas de aço, abacaxi em latas e blocos de granito.

Os investigados poderão ser indiciados pelos crimes de tráfico e associação ao tráfico internacional de entorpecentes, bem como falsificação de documentos e uso de documentos falsos.Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 10/10/2017

PORTOS - RODRIMAR ATUA SEM CONTRATO
Publicado em 10/10/2017 as 06:17 PM

BRASÍLIA. Pivô da mais recente investigação aberta sobre o presidente Michel Temer, o grupo Rodrimar ocupa uma área no porto de Santos "sem respaldo" de contrato com o poder público, segundo o governo federal, e tem autorização apenas de liminares para atuar em outros dois terminais.

Os contratos do grupo em três setores do porto expiraram em 2013 e 2014, o que obrigou a empresa a buscar medidas judiciais para continuar operando.

O plano do governo federal, ainda na gestão Dilma Rousseff, era licitar e fazer novos contratos nas áreas ocupadas pela companhia no litoral paulista. Documento de consultoria jurídica do governo Temer, anexado aos autos do inquérito, diz que o terminal operado pela empresa Pérola, da qual a Rodrimar é sócia com parceiros dinamarqueses e canadenses, não tem mais contrato vigente. "Pode-se supor que a empresa está explorando a área irregularmente", diz o texto.

O contrato original tinha sido firmado em 1999 e expirou em 2014. A empresa, então, pediu a extensão do acordo como compensação por ter tido suas operações prejudicadas devido a um vendaval ocorrido em 2009. Havia a possibilidade de firmar um contrato de transição, mas isso não ocorreu. O terminal de granéis da Pérola tem área equivalente a três campos de futebol.

A defesa de Temer juntou a informação da suposta irregularidade ao inquérito para mostrar que há um distanciamento entre a Rodrimar e o governo do peemedebista. O Ministério Público Federal suspeita que dois dirigentes da companhia tenham operado propina para o presidente e que a empresa tenha sido beneficiada em um decreto presidencial que alterou regras de portos, assinado em maio. Todos negam. Esse decreto abriu a possibilidade de prorrogação de contratos de empresas que atuam em portos públicos pelo país, como é o caso da Pérola.

Ex-assessor
Gravação. O ex-assessor de Temer Rodrigo Rocha Loures foi gravado defendendo a ampliação do alcance do decreto para beneficiar empresas com contratos firmados até o início dos anos 1990.
Fonte : O Tempo - MG
Data : 10/10/2017

GOVERNO VAI PRIORIZAR LOGÍSTICA PARA TER MAIS COMPETITIVIDADE
Publicado em 10/10/2017 as 06:17 PM

Autor:        DANIELLA ARRUDA

Recuperar malha ferroviária e destravar hidrovia do Paraná estão entre os desafios do Estado

Após quarenta anos de criação, Mato Grosso do Sul deixou para trás o perfil de Estado agropecuário para diversificar seu portfólio de produtos para exportação, mas ainda enfrenta gargalos importantes em logística. A recuperação da malha oeste ferroviária, possibilitando a expansão do escoamento pelos principais portos fluviais do Estado (Porto Murtinho, Corumbá e Ladário) e o "destravamento" da Hidrovia Tietê-Paraná estão entre as apostas do governo do Estado para dinamizar a competitividade em cenário de médio e longo prazo. O balanço foi realizado ontem pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), durante coletiva de imprensa em que foram apresentados indicadores sobre a evolução do Estado em 40 anos de criação.

Se na década de 80, o Estado era conhecido pelo binômio "soja e boi", destacou o governador, hoje a base econômica sul-mato-grossense se destaca pela diversificação, com um portfólio que dispõe de 12 produtos, abrangendo do setor sucroenergético ao minério, celulose e fabricação de papel. "Diversificamos e ganhamos mercado, mas não queremos ser um exportador de grãos. Queremos ser exportadores de proteínas, energia, fibras e produtos com valor agregado", completou. No entanto, essa evolução esbarra no problema de logística.

Azambuja declarou que houve um "apagão" de logística durante as décadas de governo petista, em que as políticas de concessão ficaram travadas. "Quando foi para implantar essas políticas, em 2013 e 2014, veio a maior crise da história do nosso País e hoje estamos correndo contra o tempo".

Apesar deste "atraso", o governador tem visão otimista sobre o assunto. "Vejo eixos estruturais favoráveis aqui para o Estado. A Hidrovia do Rio Paraguai, a reabertura da hidrovia do Paraná, o eixo oeste da nossa malha ferroviária e, principalmente, a Rota Bioceânica que, a médio prazo, será a grande tacada para o desenvolvimento não só de MS, mas do Centro-Oeste", enfatizou.

DESAFIOS
Dentre as principais demandas por logística de MS para o futuro, o governador elegeu como prioritária, a médio e longo prazo, a recuperação da malha oeste. "Corumbá/Três Lagoas/Três Lagoas/Porto de Santos, porque é uma ferrovia existente e o ramal que liga Ponta Porã. Isso possibilitaria a gente ter uma competitividade já com uma ferrovia; e a Ferroeste, Dourados/Cascavel/ Cascavel/Paranaguá. Porque aí nós ficaríamos com dois modais ferroviários existentes e podendo levar o escoamento das nossas riquezas, principalmente a expansão dos portos fluviais de Porto Murtinho, Corumbá e Ladário, e esse é um grande ativo que nós temos para tirar essas riquezas", explicou.

Também é considerada estratégica a utilização da Hidrovia Paraná-Tietê. "Embora tenha ficado 12 meses paralisada, quando da baixa do reservatório, agora, com os investimentos federais e do governo de São Paulo, ela vai ser perene. Então você vai ter uma hidrovia que por 12 meses possibilita o transporte de riquezas e de importações e exportações de produtos", avalia o governador. O montante de investimentos necessários para colocar em operação estas obras não foi divulgado, mas segundo o governador, há cenário favorável para a viabilidade dos empreendimentos.

"Eu enxergo que avançar os programas de concessões federais, aí as rodovias e ferrovias federais, é extremamente importante, já tem um ambiente para o desenvolvimento disso. A rota bioceânica, tanto rodoviária como ferroviária, é mais uma alternativa e que vai se estabelecer, que já tem a possibilidade, recursos disponíveis nos países que terão que fazer infraestrutura, principalmente o Paraguai e a ligação ferroviária que se desenha através da Bolívia. E é extremamente saudável para um médio e longo prazo e principalmente a retomada dos investimentos", comentou.

Além de Azambuja, participaram da coletiva o secretário de Estado de Governo, Eduardo Riedel; o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck; e o secretário estadual de Cultura e Cidadania, Athayde Nery.

"Queremos ser exportadores de proteínas, energia, fibras e produtos com valor agregado"
Reinaldo Azambuja, governador de MS
Fonte : Correio do Estado - MS
Data : 10/10/2017

MARINHA DO BRASIL - CONTINÊNCIA
Publicado em 10/10/2017 as 06:17 PM

Autor:        Lydia Medeiros

Marinha e Exército querem manter artigo do Código Penal Militar que prevê pena de até um ano de detenção para o militar que divulgue ou critique publicamente seus superiores ou resoluções do governo.

O Partido Social Liberal questionou a regra no STF. Ao se posicionar sobre o assunto, a Marinha alegou que “a garantia de livre manifestação do pensamento não se reveste de um direito absoluto, especialmente quando se contrapõe a um princípio também constitucional como o da hierarquia e da disciplina”. A Marinha diz ainda que uma mudança na norma precisaria ser discutida no Congresso Nacional.
Fonte : Tribuna do Norte - RN
Data : 10/10/2017

ANTAQ - PROJETO DO PORTO SEGUE URGENTE
Publicado em 10/10/2017 as 06:16 PM

Autor:        JEFFERSON SAAVEDRA

O governo do Estado garante continuar insistindo na votação “imediata” pela Assembleia Legislativa do projeto de mudança na gestão do Porto de São Francisco do Sul.

Na edição de ontem, a coluna lembrou que o projeto não foi votado mesmo depois de seis meses da apresentação da proposta aos deputados. Quando chegou à Assembleia, foi apontado como urgente.

O Estado reafirma o risco de perda da delegação da concessão e informa ter sido questionado pela Antaq no final do mês passado sobre quais providências estariam sendo tomadas para a criação de uma sociedade de propósito específico, prevista no projeto em tramitação na Alesc. A relatoria do projeto sobre o porto está com Darci de Matos (PSD), líder do governo na Assembleia.

Na última abordagem do deputado sobre o tema, ele informou estar atrás de informações sobre o destino dos recursos do porto. Há mais de R$ 100 milhões em caixa, com interesse do Estado em ficar com os recursos para obras, como alargamento de trecho de trecho da BR-280, e serviços de saúde.
Fonte : A NOTICIA - SC
Data : 10/10/2017

ANTAQ REÚNE-SE COM REPRESENTANTES DE ASSOCIAÇÕES DE TERMINAIS PORTUÁRIOS
Publicado em 10/10/2017 as 06:16 PM



Dois novos regulamentos já estão prontos, aguardando a aprovação da Diretoria da Agência para entrar em consulta pública. Fotos: ASC/ANTAQ.

O objetivo da reunião foi apresentar o andamento dos trabalhos para inclusão das mudanças trazidas pelo Decreto nº 9.048/2017 nos normativos da Agência

Os diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ, Adalberto Tokarski (diretor-geral), Mário Povia e Francisval Mendes, reuniram-se na tarde de ontem (09), na sede da Autarquia, em Brasília, com representantes de associações de terminais portuários (Abratec, ABTP, ATP, Fenop e Abtra). Em pauta, o andamento dos trabalhos para inclusão das mudanças trazidas pelo Decreto nº 9.048/2017 nos normativos da Agência.

Participaram José Di Bella e Wagner Moreira (Associação Brasileira de Terminais Portuários – ABTP), Murillo Barbosa e Luciana Guerise (Associação de Terminais Portuários Privados – ATP), Sérgio Salomão (Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público – Abratec), Sérgio Aquino (Federação Nacional dos Operadores Portuários – Fenop) e Bayard Freitas e Angelino Caputo (Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados – Abtra).

Com impacto sobre os arrendatários portuários, a ANTAQ está revisando a Resolução 3.220/2014, que trata do reequilíbrio econômico dos contratos (Manual de Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental – EVTEA), e a Resolução Normativa nº 7/2014, que regula a exploração de áreas e instalações portuárias sob gestão da administração do porto no âmbito dos portos organizados.

Com relação aos Terminais de Uso Privado, as mudanças ocorrem na Resolução nº 3.290/2014, que disciplina a autorização para construção, exploração e ampliação de terminal de uso privado, estação de transbordo de carga, instalação portuária pública de pequeno porte e instalação portuária de turismo; e com impacto sobre as autoridades portuárias, na Resolução Normativa nº 15/2016, que dispõe sobre o Manual de Contas das Autoridades Portuárias.

Segundo o superintendente de Regulação da Agência, Bruno Pinheiro, dois novos regulamentos já estão concluídos: o que trata da transferência de controle societário e de titularidade de arrendamentos e autorizações de instalações privadas e o que dispõe sobre a antecipação de receitas das autoridades portuárias. “Os dois regulamentos já estão prontos na área técnica, carecendo de aprovação da Diretoria Colegiada da Autarquia para entrar em consulta pública”, afirmou Pinheiro.

No caso da transferência de controle societário e de titularidade, o novo regramento prevê a inclusão de análise e aprovação também para as autorizações. Pelo regulamento anterior, bastava a mera comunicação à Agência. Já para o regramento sobre antecipação de receitas das autoridades portuárias, o novo regulamento propõe a criação de fluxo processual próprio e prazos céleres e define critérios objetivos para suspensão de contratos, entre outras mudanças.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
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Data : 10/10/2017

PORTO - GUARUJÁ LANÇA PLANO CONTRA DESASTRES NATURAIS E NO PORTO
Publicado em 10/10/2017 as 06:16 PM

Autor:        FERNANDA BALBINO - DA REDAÇÃO

Administração Municipal inicia, agora, conscientização sobre áreas de risco e quais procedimentos adotar

A Prefeitura de Guarujá mapeou os riscos de acidentes na cidade e dividiu as ameaças em duas frentes: as ocorrências tecnológicas, que envolvem a atividade portuária, e as geológicas, que incluem desastres naturais, principalmente em áreas de morros. Esta análise deu origem ao Plano Municipal de Contingência (Plancon), lançado ontem. Agora, a Defesa Civil dará início ao processo de conscientização da população sobre esses riscos.

O Plancon envolve todas as secretarias municipais, além da Defesa Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e das empresas que atuam na Margem Esquerda do Porto de Santos, por meio do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) de Guarujá.

“O plano visa agregar todas as forças da Cidade, do terceiro setor, empresas e poder público, de forma que, no caso de uma grande emergência, nós possamos atuar na mitigação dos efeitos danosos desse acidente, minimizar os danos às pessoas e, depois, trabalhar na recuperação das áreas afetadas. Acima de tudo, o objetivo maior é trabalhar na prevenção”, destacou o diretor da Defesa Civil, Carlos Smicelato.

Segundo o executivo, nos últimos anos, houve diversos acidentes envolvendo as características geológicas da Cidade, como deslizamentos de morros. Além disso, a participação na movimentação de cargas no maior porto da América Latina também é uma ameaça constante, como ocorreu em 2015, no incêndio no terminal retro-portuário da Localfrio.

Por conta disso, o Plancon dividiu as ameaças tecnológicas em três níveis. O primeiro é quando há um incidente em uma empresa e o entorno não é afetado. “Nesse caso, o município, através da Defesa Civil, faz apoio à empresa no que for necessário para conter o elemento que está oferecendo risco”, No segundo nível, o acidente provoca consequências em até 200 metros no entorno da instalação portuária. Já no terceiro, esse raio é maior. “Quando o risco ultrapassar 200 metros, a empresa é responsável por oferecer informações sobre qual deve ser a área de evacuação”, destacou Smicelato.

O responsável pela Defesa Civil explicou ainda que escolas, centros de saúde e até cruzamentos de mas servirão como ponto de encontro em caso de evacuação após um acidente no Porto. “Para a região portuária, nós vamos iniciar um trabalho para fazer o mecanismo de acionamento no caso de uma grande emergência, quando há a necessidade de evacuar uma comunidade. Ela vai se deslocar paia um ponto de encontro previsto no plano de contingência e, lá, será feito um remanejamento de pessoas para abrigamento e local seguro”, explicou.

CONSCIENTIZAÇÃO

Agora, a partir da assinatura do Plancon, sem iniciado o trabalho de prevenção com a comunidade. A ideia é fazer com que a população aprenda a reconhecer uma área de risco no morro, que ele pode vir a ser afetado por um deslizamento, ou ainda reconheça alguns sinais que podem indicar riscos à na atividade portuária.

“Guarujá é uma ilha cercada por rios, oceano, morros, uma grande precipitação pluviométrica, A geografia, as condições em que uma grande massa da população vive nos tornam muito mais responsáveis, para que nós estejamos preparados para qualquer evento da natureza que venha a colocar em risco as vidas humanas e a cidade como um todo”, destacou o prefeito Válter Sumam.

Para o secretário municipal de Defesa e Convivência Social, Luiz Cláudio Venâncio Alves, o Plancon pode ser utilizado até em casos de acidentes em municípios vizinhos. “E importante salientar que o Plano de Contingência de Guarujá é uma vanguarda. Todas as cidades estão sujeitas a catástrofes naturais, desastres provocados pelo ser humano. O importante é a cidade ser resiliente, estar preparada para fazer frente às necessidades”, afirmou.

AÇÃO E RESILIÊNCIA

"Para a região portuária, nós vamos iniciar um trabalho para fazer o mecanismo de acionamento no caso de uma grande emergência, quando há a necessidade de evacuar uma comunidade”.

Carlos Smicelato
diretor da Defesa Civil

“Todas as cidades estão sujeitas a catástrofes naturais, desastres provocados pelo ser humano.

O importante é a cidade ser resiliente, estar preparada para fazer frente às necessidades".

Luiz Cláudio Venâncio Alves
secretário municipal de Defesa e Convivência Social
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 10/10/2017

PORTO - AUDITORES FISCAIS DEBATEM GREVE HOJE
Publicado em 10/10/2017 as 06:16 PM

Os auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos se reunirão hoje para decidir se entrarão em greve a partir do próximo 1º.
DA REDAÇÃO

A paralisação é uma forma de pressionar o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a regulamentar o acordo salarial firmado pelo Governo Federal.

Na semana passada, os auditores se reuniram em protesto na porta da Alfândega do Porto de Santos. Na ocasião, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Cláudio Damasceno, já havia um forte indicativo de greve, a ser discutida hoje.

Se aprovada a paralisação, nos portos e aeroportos, funcionará a Operação Padrão, que prevê somente a liberação de cargas consideradas essenciais como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios.

Segundo o Sindifisco, no Porto de Santos, a cada dia de paralisação, mil contêineres deixam de ser liberados na data em que seu despacho é apresentado. Cargas que normalmente são desembaraçadas em 24 horas poderão ter de esperar até cinco dias pela autorização.

Já nas delegacias da Receita Federal, responsáveis pela arrecadação de tributos, passará a vigorar a operação Meta Vermelha, nas quais os auditores fiscais deverão executar apenas 50% de sua carga de trabalho.

Com a justificativa de conter a crise econômica, as medidas do Governo, criticadas pela categoria, incluem a quebra do acordo salarial firmado em lei (a recomposição prevista para 2018 e 2019 só será paga em 2019 e 2020), aumento da contribuição providenciaria de 11% para 14%, salário inicial de R$ 5 mil para funcionários públicos com curso superior e congelamento das verbas indenizatórias.

Segundo os auditores, além das medidas que afetam todos os funcionários públicos, haveria ainda um agravante para os auditores relacionado à regulamentação de um bônus de eficiência, estabelecido pela Lei nº 13.464/17.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 10/10/2017

AUDITORES FISCAIS SE REÚNEM PARA DEBATER GREVE EM NOVEMBRO
Publicado em 10/10/2017 as 06:15 PM

Paralisação visa fazer pressão para regulamentar o acordo salarial firmado pelo Governo Federal
DA REDAÇÃO 10/10/2017 - 13:09 - Atualizado em 10/10/2017 - 13:24


Com a paralisação, uma carga pode levar até cinco dias para ser liberada (Foto: Carlos Nogueira/AT)

Os auditores fiscais da Receita Federal que atuam no Porto de Santos se reunirão nesta terça-feira (10) para decidir se entrarão em greve a partir do dia 1º de novembro. A paralisação é uma forma de pressionar o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão a regulamentar o acordo salarial firmado pelo Governo Federal.

Na semana passada, os auditores se reuniram em protesto na porta da Alfândega do Porto de Santos. Na ocasião, segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Claudio Damasceno, já havia um forte indicativo de greve, a ser discutida na nova reunião.

Se aprovada a paralisação, nos portos e aeroportos, funcionará a Operação Padrão, que prevê somente a liberação de cargas consideradas essenciais como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios.

Segundo o Sindifisco, no Porto de Santos, a cada dia de paralisação, mil contêineres deixam de ser liberados na data em que seu despacho é apresentado. Cargas que normalmente são desembaraçadas em 24 horas poderão ter de esperar até cinco dias pela autorização.

Já nas delegacias da Receita Federal, responsáveis pela arrecadação de tributos, passará a vigorar a operação Meta Vermelha, nas quais os auditores fiscais deverão executar apenas 50% de sua carga de trabalho.

Com a justificativa de conter a crise econômica, as medidas do Governo, criticadas pela categoria, incluem a quebra do acordo salarial firmado em lei (a recomposição prevista para 2018 e 2019 só será paga em 2019 e 2020), aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, salário inicial de R$ 5 mil para funcionários públicos com curso superior e congelamento das verbas indenizatórias.

Segundo os auditores, além das medidas que afetam todos os funcionários públicos, haveria ainda um agravante para os auditores relacionado à regulamentação de um bônus de eficiência, estabelecido pela Lei nº 13.464/17.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 10/10/2017

GUARUJÁ LANÇA PLANO CONTRA DESASTRES NATURAIS E NO PORTO
Publicado em 10/10/2017 as 06:15 PM

Administração Municipal inicia, agora, conscientização sobre áreas de risco e quais procedimentos adotar
FERNANDA BALBINO 10/10/2017 - 12:24 - Atualizado em 10/10/2017 - 12:28


Implantação do plano foi discutida em reunião nesta segunda-feira (Foto: Rogério Soares/AT)

A Prefeitura de Guarujá mapeou os riscos de acidentes na cidade e dividiu as ameaças em duas frentes: as ocorrências tecnológicas, que envolvem a atividade portuária, e as geológicas, que incluem desastres naturais, principalmente em áreas de morros. Esta análise deu origem ao Plano Municipal de Contingência (Plancon), lançado na última segunda-feira (9). Agora, a Defesa Civil dará início ao processo de conscientização da população sobre esses riscos.

O Plancon envolve todas as secretarias municipais, além da Defesa Civil, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e das empresas que atuam na Margem Esquerda do Porto de Santos, por meio do Plano de Auxílio Mútuo (PAM) de Guarujá.

“O plano visa agregar todas as forças da Cidade, do terceiro setor, empresas e poder público, de forma que, no caso de uma grande emergência, nós possamos atuar na mitigação dos efeitos danosos desse acidente, minimizar os danos às pessoas e, depois, trabalhar na recuperação das áreas afetadas. Acima de tudo, o objetivo maior é trabalhar na prevenção”, destacou o diretor da Defesa Civil, Carlos Smicelato.

Segundo o executivo, nos últimos anos, houve diversos acidentes envolvendo as características geológicas da Cidade, como deslizamentos de morros. Além disso, a participação na movimentação de cargas no maior porto da América Latina também é uma ameaça constante, como ocorreu em 2015, no incêndio no terminal retroportuário da Localfrio.

Por conta disso, o Plancon dividiu as ameaças tecnológi-cas em três níveis. O primeiro é quando há um incidente em uma empresa e o entorno não é afetado. “Nesse caso, o município, através da Defesa Civil, faz apoio à empresa no que for necessário para conter o elemento que está oferecendo risco”.

No segundo nível, o acidente provoca consequências em até 200 metros no entorno da instalação portuária. Já no terceiro, esse raio é maior. “Quando o risco ultrapassar 200 metros, a empresa é responsável por oferecer informações sobre qual deve ser a área de evacuação”, destacou Smicelato.

O responsável pela Defesa Civil explicou ainda que escolas, centros de saúde e até cruzamentos de ruas servirão como ponto de encontro em caso de evacuação após um acidente no Porto. “Para a região portuária, nós vamos iniciar um trabalho para fazer o mecanismo de acionamento no caso de uma grande emergência, quando há a necessidade de evacuar uma comunidade. Ela vai se deslocar para um ponto de encontro previsto no plano de contingência e, lá, será feito um remanejamento de pessoas para abrigamento e local seguro”, explicou.

Conscientização

Agora, a partir da assinatura do Plancon, será iniciado o trabalho de prevenção com a comunidade. A ideia é fazer com que a população aprenda a reconhecer uma área de risco no morro, que ele pode vir a ser afetado por um deslizamento, ou ainda reconheça alguns sinais que podem indicar riscos à na atividade portuária.

“Guarujá é uma ilha cercada por rios, oceano, morros, uma grande precipitação pluviométrica. A geografia, as condições em que uma grande massa da população vive nos tornam muito mais responsáveis, para que nós estejamos preparados para qualquer evento da natureza que venha a colocar em risco as vidas humanas e a cidade como um todo”, destacou o prefeito Válter Suman.

Para o secretário municipal de Defesa e Convivência Social, Luiz Claudio Venâncio Alves, o Plancon pode ser utilizado até em casos de acidentes em municípios vizinhos. “É importante salientar que o Plano de Contingência de Guarujá é uma vanguarda. Todas as cidades estão sujeitas a catástrofes naturais, desastres provocados pelo ser humano. O importante é a cidade ser resiliente, estar preparada para fazer frente às necessidades”, afirmou.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 10/10/2017

REDUÇÃO DE IMPOSTOS NO SETOR AÉREO PODE AJUDAR NO FOMENTO AO TURISMO BRASILEIRO
Publicado em 10/09/2017 as 05:49 PM


Redução de custos

Para o diretor de Políticas Regulatórias da Secretaria Nacional de Aviação Civil do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MT), Rogério Coimbra, o transporte aéreo deve ser universalizado no Brasil, tornando-o acessível à população de uma forma geral. Segundo ele, antes do atual período de retração, o setor aéreo cresceu por 11 anos a uma média de 12% ao ano, o que gerou os gargalos de infraestrutura, que foram solucionados com as privatizações. “A
perspectiva é de retomada de crescimento”, afirmou.

Coimbra apontou a necessidade de trazer eficiência para o setor, estabelecer padrões internacionais e redução de custo para as empresas. “É uma indústria global, as atividades se dão em territórios de diferentes países. Uma aeronave produzida no Brasil precisa voar no mundo inteiro e a homologação precisa estar de acordo com isso, um piloto que é certificado aqui vai pousar em outros países onde essa certificação é aceita. E isso vale de forma global para toda a regulamentação do setor, por isso é muito importante buscar essa padronização com as melhores práticas internacionais”, defendeu.

Coimbra reforçou a importância da aprovação do PRS nº 55/2015, que propõe um teto no ICMS cobrado para o querosene da aviação. Falou ainda dos editais para a concessão de 14 aeroportos, que estão sendo preparados pelo Governo e citou outros pontos importantes de alteração na regulamentação “é uma das mais restritas do mundo e impedem o investimento”.

* Levantamento desenvolvido com metodologia da Oxford Economics, referente a 2015
Fonte : JB OnLine - RJ
Data :09/10/2017

COMISSÃO MANTÉM DECRETO QUE REGULAMENTA LEI DOS PORTOS
Publicado em 10/09/2017 as 05:49 PM

A Comissão de Viação e Transportes rejeitou o Projeto de Decreto Legislativo 699/17, do deputado Alessandro Molon (Rede-RJ), que susta os efeitos do Decreto 9.048/17, que regulamenta a Lei dos Portos (12.815/13).

Conforme Molon, o decreto foi editado “em completo desacordo com os princípios constitucionais que devem orientar a administração pública, sobretudo os princípios da moralidade, probidade e impessoalidade”.

O deputado argumenta que a edição do decreto está “eivada do vício de desvio de finalidade, uma vez que originada para beneficiar diretamente uma empresa que atua no Porto de Santos, sabidamente área de influência do presidente, em detrimento do interesse público”. As provas disso estariam contidas, de acordo com Molon, na denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente por corrupção passiva.

O parecer do relator, deputado Wilson Beserra (PMDB-RJ), foi contrário ao projeto. Ele destacou que o decreto, de maneira geral, alterou regras referentes às transferências de titularidade e de controle societário, aos estudos de viabilidade, à prorrogação dos contratos de concessão e arrendamento, à ampliação da área dos arrendamentos portuários, definindo também regras para adaptação dos contratos e para os investimentos previstos, inclusive revisão de cronograma.

“São questões importantes do marco regulatório do setor portuário, mas absolutamente passíveis de serem regulamentados por decreto”, disse. “Nada mais fez o presidente da República do que utilizar a prerrogativa que lhe foi outorgada pelo Congresso Nacional, quando aprovou a Lei 2.815/13 e remeteu ao decreto a regulamentação de vários de seus pontos”, completou.

Tramitação
A proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e também pelo Plenário da Câmara.

Íntegra da proposta:

PDC-699/2017

Reportagem – Lara Haje
Edição - Sandra Crespo
Fonte : Agência Câmara Notícias
Data :09/10/2017

GRANÉIS SÓLIDOS - INFRAESTRURA
Publicado em 10/09/2017 as 05:49 PM

Autor:        Egídio Serpa - egidio@diariodonordeste.com.br

O Porto do Pecém supera recordes no giro de granéis sólidos. Eles foram a carga mais relevante em toneladas neste ano (até setembro), uma fatia de 59%. Danilo Serpa, presidente da Cearáportos, checa a infraestrutura dos guindastes, gigantes que dão suporte à movimentação.
Fonte : Diário do Nordeste - CE
Data :09/10/2017

ESPECIALISTAS APONTAM FATOR POLÍTICO PARA ALTA DE APORTES EM MINISTÉRIOS
Publicado em 10/09/2017 as 05:48 PM

Autor:        Gabriel Proiete de Souza - gabrielsouza@dci.com.br / São Paulo

Distribuição desproporcional entre as pastas do governo pode visar manter a base aliada de Michel Temer, apontam entrevistados pelo DCI. Necessidade de reformas é um dos agravantes

Principal critério para a distribuição de recursos para os ministérios é político, apontam especialistas consultados pelo DCI. Objetivo do governo seria manter sua base sólida no atual ambiente de incertezas econômicas.

No primeiro semestre de 2017, em comparação com o mesmo período no ano anterior, a dotação autorizada a alguns ministérios saltou de forma que, "do ponto de vista econômico, não tem racional idade", como avalia o professor de economia do Mackenzie, Ulisses Ruiz de Gamboa.

Um dos destaques é o Ministério dos Transportes, por sua importância social, é uma pasta estratégica para um governo, principalmente às vésperas das eleições. Sua dotação subiu de R$ 8,4 bilhões em 2016, para R$ 14,078 bilhões neste ano. A despesa empenhada do ministério, que é o montante registrado na hora da contratação de um serviço ou compra de determinados bens, também acompanhou a alta: foi de R$ 4,98 bilhões no primeiro semestre de 2016, para R$ 8,10 bilhões na primeira metade de 2017.

A despesa executada do ministério, que diz respeito à liquidação efetiva das contas, também saltou, mas ainda se manteve baixa, com R$ 2,75 bilhões, ante R$ 1,08 bilhão, na mesma comparação. "Quando pensamos na movimentação de recursos, temos que imaginar algo muito articulado com o cenário político. É bom lembrar que esse processo de elaboração orçamentária passa pela elaboração, pelo contingenciamento, e depois vemos empenho. O Ministério dos Transportes e das Cidades, quando temos liberação de verba, sempre são muito atendidos", explica o professor e coordenador do curso de Administração do Instituto Mauá de Tecnologia, Ricardo Balistiero

Ele indica ainda os critérios usados para esse tipo de escolha estratégica. "[O presidente] Michel Temer tem uma base política ministerial que cada vez demanda mais verbas. Isso vem desde que ele assumiu no ano passado, e tem que atender essa base aliada para se manter no poder. Esses dois ministérios, em específico, são bem delicados nesse sentido, por mexerem com a infraestrut u ra", continua Balistiero.

O Ministério das Cidades também registrou tal salto em seus recursos, ainda que mais comedido. A dotação autorizada saltou de R$ 7,87 bilhões, em 2016, para R$ 9,66 bilhões no primeiro semestre de 2017. As despesas empenhadas e executadas, no entanto, não acompanharam o mesmo ritmo de crescimento nesse caso.

O empenho da pasta Cidades foi de R$ 3,42 bilhões, na primeira metade de 2016, e teve acréscimo de R$ 355 milhões em 2017, chegando a R$ 3,77 bilhões. O executado saiu de R$ 1,78 bilhões para R$ 1,83 bilhões nesse período de comparação, crescimento de apenas R$ 48 milhões.

De acordo com os especialistas consultados, o "ideal" seria que despesas empenhadas e executadas caminhassem, de certa forma, juntas.

Nos dois casos, o total de despesas pagas no ano caiu: Transportes desembolsou R$ 6,48 bilhões no primeiro semestre de 2016 e R$ 5,01 bilhões na primeira metade desse ano, enquanto Cidades teve queda que foi de R$ 4,80 bilhões, relativo a 2016, para R$ 2,70 bilhões, em 2017.

"Temos uma situação em que o governo está com uma tremenda escassez de recursos, e essa alocação, determinada mais por critérios políticos do que econômicos, diz muito sobre onde o governo quer apoio, como para tocar alguma reforma, ainda que perto de um período ruim para atitudes reformistas, que é o ano de eleição", diz Gamboa.

Sucateamento
Outros exemplos podem ser dados sobre ministérios cuja dotação teve crescimento considerável de um ano para o outro - Planejamento, Orçamento e Gestão saiu de R$ 277,4 milhões, na primeira parte de 2016, para R$ 1,20 bilhão no início de 2017, e Ciência e Tecnologia registrou R$ 1,29 bilhão entre janeiro e junho de 2017, ante R$ 627,6 milhões no mesmo período em 2016.

No entanto, algumas pastas vão na contramão dessa lógica e apresentam queda significativa em suas dotações.

O Ministério de Minas e Energia possuía aportes autorizados que chegavam a R$ 5,75 bilhões no primeiro semestre do último ano, valor esse caiu para R$ 73,3 milhões em 2017 - redução de cerca de R$ 5,68 bilhões em um ano.

"Um corte nas Minas e Energia pode trazer problemas futuros. A condição está precária e não há um debate sobre o que é realmente prioritário, é uma discussão que não existe no governo. Há realmente um sucateamento da infraestrutura", diz Ruiz de Gamboa.

"Isso pode ser explicado por algum processo de desinvestimento de alguma grande empresa, como a Petrobras, ou até mesmo a alocação de verbas em outros ministérios", complementa Balistiero.
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 09/10/2017

TERMINAL PORTUÁRIO - PATRÍCIO JÚNIOR
Publicado em 10/09/2017 as 05:48 PM

Com expertise na implantação e administração de terminais portuários no mundo, o carioca Patrício Júnior assumiu, em setembro, a presidência do Porto Pontal - o mais novo e moderno terminal portuário privado da América Latina. "Embarco neste projeto com o compromisso de auxiliar no desenvolvimento e na qualidade portuária do Paraná. Nosso objetivo é proporcionar mais competitividade e transformar o estado em um polo importador e exportador", diz
Fonte : DCI – Diário Comércio Industria & Serviço
Data : 09/10/2017

ANTAQ - SITUAÇÃO É RECORRENTE, DIZ EMPRESA
Publicado em 10/09/2017 as 05:48 PM

A Pérola, que tem a Rodrimar como sócia, diz não considerar a sua situação no porto irregular e afirma que outros dez terminais do complexo do litoral paulista se encontram em modo semelhante.
DE SÃO PAULO

A companhia atribui a situação à “inépcia” do governo.

A Pérola também afirma que a Justiça deu um prazo até este mês para que a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) responda se concorda ou não com o pedido de reequilíbrio contratual. Sobre o pedido feito com base no decreto assinado por Michel Temer em maio, a Pérola diz ter direito a se enquadrar nos critérios estabelecidos pela nova norma.

A Rodrimar disse que, em seus 74 anos de história, nunca recebeu qualquer privilégio do poder público.

Para o grupo, o decreto atendeu “a uma reivindicação de todo o setor de terminais portuários do país”, e não apenas da Rodrimar.

Ricardo Mesquita e Antonio Celso Grecco vêm afirmando que os termos do decreto dos portos foram discutidos com empresas de todo o setor.

A Folha procurou o Ministério dos Transportes, que disse que os pedidos de prorrogação feitos com base no novo decreto dos portos serão submetidos a uma análise para verificar a elegibilidade.

Michel Temer, via assessoria, afirmou que “houve amplo debate com o setor antes da publicação do decreto de renovação das concessões de portos”. A defesa do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures nega as acusações.
Fonte : Folha de São Paulo - SP
Data : 09/10/2017

GOVERNADOR ASSINA ORDEM DE SERVIÇO PARA DUPLICAÇÃO DE RODOVIA
Publicado em 10/09/2017 as 05:48 PM

O ato, com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintella, será realizado em Itabuna
Da redação

O governador Rui Costa assina na próxima segunda-feira (9), às 9h, ordem de serviço para o início das obras de duplicação da BR- 415, que liga os municípios de Ilhéus e Itabuna (Rodovia Jorge Amado), no sul do estado. O ato, com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Mauricio Quintella, será realizado em Itabuna, na área do antigo Posto Cachoeira, localizada no final da Avenida Juracy Magalhães, na saída para Ilhéus.

A rodovia é um corredor de exportação, que integra ao porto de Malhado, em Ilhéus, e turismo, na Costa do Cacau. Diariamente, circulam nos dois sentidos da rodovia, 10.270 veículos. A obra vai beneficiar 511 mil habitantes, incluindo a população dos municípios de Una, Canavieiras, Buerarema, Itacaré e Uruçuca.

Pelas suas redes sociais, Rui convidou população dos municípios para participar do “grande ato”, demonstrando “o seu amor, o seu carinho pela região do cacau, por Ilhéus, por Itabuna, pela Bahia”. Ele garantiu que a duplicação “vai ser feita, seja com recursos do governo federal ou do Estado, porque a região precisa gerar emprego, gerar renda e melhorar a vida do povo”.

O governador disse ainda “que a região do cacau vai demonstrar a sua força, a sua autoestima, e dizer bem alto que a Bahia e a região do cacau não ficam de joelhos . Essa duplicação será feita, com ou sem apoio do governo federal porque a Bahia de Jorge Amado, de Castro Alves, de Rui Barbosa, a Bahia de muitos e muitos que escreveram o nome na história como grandes homens, homens que construíram nosso estado, continuará a escrever novas páginas”.
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data : 09/10/2017

PORTOS - DELATORES CITAM R$ 625 MI EM PROPINAS DE MPS
Publicado em 10/09/2017 as 05:48 PM

Levantamento feito pelo ‘Estado’ em delações homologadas pelo STF revela que 29 medidas provisórias, 3 projetos de lei e 2 decretos estão sob suspeita

Tribuna da Bahia, Salvador

A Operação Lava Jato e seus desdobramentos colocam em xeque legislações aprovadas no Congresso Nacional durante os governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. São 29 medidas provisórias com suspeita de terem sido elaboradas ou alteradas na conversão para lei por pressão de empresas mediante o pagamento de aproximadamente R$ 625,1 milhões em propina.

Além das MPs, há três projetos de lei e dois decretos presidenciais, um deles de Michel Temer, citados nas investigações.

Em valores corrigidos, a soma é resultado de um levantamento feito pelo Estado com base nos acordos de delação premiada homologados pelo Supremo Tribunal Federal, nas denúncias oferecidas pela Procuradoria-Geral da República e nos relatórios produzidos pela Polícia Federal. O montante pode representar apenas uma parte da corrupção, uma vez que nem todos os pagamentos supostamente realizados a deputados e senadores estão discriminados e relacionados à votação acertada.

As investigações também não determinaram ainda quanto exatamente o País deixou de arrecadar em impostos com a aprovação dessas leis - a maioria delas concedeu incentivos a setores da economia a partir de isenções tributárias temporárias. O que se sabe, por meio de dados coletados nos sites da Câmara dos Deputados e do Senado, é que a previsão de renúncia fiscal assumida pelo governo em somente dez MPs sob suspeita foi de R$ 165 bilhões - maior do que o rombo no Orçamento deste ano, de R$ 159 bilhões.

Porém, de acordo com o economista Gustavo Fernandes, professor do Departamento de Gestão Pública da FGV-SP, essa conta não pode ser classificada de forma simplista como prejuízo para o País. "É difícil dizer que não saiu nada de bom das políticas de incentivo concedidas por meio de MPs agora sob suspeita. Por outro lado, está claro que esse investimento feito pelo governo custou caro e pode até ser questionado judicialmente", diz.

A União dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), por exemplo, finaliza um levantamento das normas ainda vigentes para ingressar com uma ação na Justiça pedindo a anulação das leis e o ressarcimento aos cofres públicos. Especialistas apontam que, para evitar essas práticas suspeitas, o Brasil precisa regulamentar o lobby e evitar a criminalização da política.

Propina

O mesmo levantamento ainda mostra que há pelo menos 27 políticos citados, investigados ou acusados em esquema suspeito de pagamento por legislações. A lista inclui o presidente Michel Temer, os ex-presidentes Lula e Dilma, a cúpula do PMDB no Senado - os senadores Romero Jucá, Renan Calheiros e Eunício Oliveira -, além do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha. Todos negam participação em irregularidades.

Em sua delação, o ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, listou 15 iniciativas supostamente compradas - duas delas (a MP 252/2005 e o PL 32/2007) sequer foram aprovadas, apesar de a empresa ter pago propina, segundo ele, durante o processo de debate. "As contribuições eleitorais eram medidas, definidas e decididas de acordo com a relevância dos assuntos de nosso interesse defendidos pelo parlamentares", disse Melo Filho à PGR.

As MPs sob investigação foram apresentadas entre 2004 e 2015, com destaque para o ano de 2012, que teve oito das propostas suspeitas (veja quadro nesta página). A medida mais cara, de acordo com delações de executivos da Odebrecht, foi a MP 627, de 2013. A empresa teria pago R$ 100 milhões, em valores da época (o equivalente a R$ 129 milhões atualmente), para ver aprovada uma alteração nas regras de tributação sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior. Propina que, segundo Marcelo Odebrecht, virou caixa 2 para a campanha de reeleição de Dilma.

Condenações

Algumas investigações já renderam denúncias da PGR e até condenações. Em maio do ano passado, a Justiça Federal condenou nove pessoas pela compra de duas MPs, a 471, de 2009, e a 512, de 2010. Os lobistas considerados líderes do esquema receberam penas por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Transformadas posteriormente em leis pelo então presidente Lula, ambas concederam incentivos fiscais ao setor automotivo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

No mês passado, o petista virou réu no caso da MP 471. Segundo o Ministério Público Federal, o PT, via Lula, recebeu R$ 6 milhões pela edição da norma, acusação contestada por sua assessoria.

Na semana passada, uma das legislações sob investigação, o Decreto 9.048/2017, conhecido como Decreto dos Portos, rendeu ao presidente Michel Temer uma convocação para depor. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para ouvi-lo no inquérito que apura suposto favorecimento a uma empresa que atua no Porto de Santos, em São Paulo. Informações do Estadão.
Fonte : Tribuna da Bahia - BA
Data : 09/10/2017

PORTOS - "O AUMENTO DA CAPACIDADE É IMPERIOSO PARA O PORTO"
Publicado em 10/09/2017 as 05:47 PM

Autor:        JOYCE DE SOUSA

ENTREVISTA - Demir Lourenço, diretor-executivo do Tecon Salvador e Wilson Sons Logística (Grupo Wilson Sons)

O ano de 2017 tem sido especial para o grupo Wilson Sons, um dos maiores operadores de serviços portuários, marítmos e logísticos do país: agora, em outubro, a companhia, fundada na Bahia, comemora 180 anos. Trata-se do grupo que administra o terminal de cargas do Porto de Salvador,no bairro do Comércio. Nesta entrevista exclusiva para A TARDE, o diretor executivo do Tecon Salvador e da Wilson Sons Logística, Demir Lourenço, destaca fatos importantes da histórica da companhia, a exemplo da abertura do capital há dez anos. Revela ainda os investimentos já realizados e os previstos para tornar o terminal de containeres do porto da capital baiana uma referência entre os mais modernos do país.

Em 180 anos, quais são os marcos da história do grupo Wilson Sons?

O Grupo Wilson Sons é um dos maiores operadores de serviços portuários, marítimos e logísticos do Brasil, tendo iniciado suas atividades em 1837,em Salvador. Nestes 180 anos de trajetória, a companhia se estabeleceu pela gestão de seus negócios nos segmentos de terminais portuários, rebocagem portuária e oceânica, apoio marítimo a operações offshore, logística e agenciamento. Em 2017, também celebra os dez anos com capital aberto. O grupo administra dois terminais de contêineres nos portos de Salvador e Rio Grande (RS), duas bases de apoio offshore (Brasco Niterói e Brasco Rio), portos secos e centros logísticos (operados pela Wilson Sons Logística em São Paulo e em Pernambuco), a maior frota de apoio portuário do Brasil (75 embarcações da Wilson Sons Rebocadores), 23 embarcações de apoio offshore (da Wilson Sons Ultratug Offshore) e duas unidades da Wilson Sons Estaleiros no Guarujá. Atualmente, a matriz do grupo está instalada no Rio de Janeiro.Na Bahia, além do Tecon Salvador, o grupo administra duas filiais da Wilson Sons Rebocadores (em Salvador e Ilhéus) e conta com a atuação da Wilson Sons Agência, que presta serviços de atendimento a navios e de representação comercial.

Neste setor de gestão de terminais de contêineres, como está atualmente o Porto de Salvador em relação a outros países?

Avançamos muito. Os pesados investimentos realizados desde o arrendamento do Tecon Salvador em 2000 e, em especial, os compreendidos entre 2011 e 2015, recolocaram Salvador na rota dos grandes navios porta-containers. Hoje dispomos de um berço com capacidade para atracar e operar adequadamente navios com até 338 metros de comprimento, que são os maiores escalando a costa brasileira. Nossos portêineres (equipamentos de movimentação de carga no cais) e RTGs (equipamentos de movimentação de carga no pátio) são similares,em dimensões e tecnologia, aos que equipam os maiores e mais modernos terminais de contêineres do mundo. No que tange à gestão operacional, estamos em um momento especial. Desde agosto, estamos com o sistema N4, da Navis, sendo implantado. É uma referência mundial nessa área, mais uma vez deixando-nos no mesmo patamar de eficiência e produtividade dos maiores e melhores terminais do mundo.

Com a recente renovação da concessão por mais 25 anos, estão previstos investimentos de R$380 milhões no terminal de cargas do Porto de Salvador. Como está o cronograma dessas obras e como esses investimentos vão se refletir em mais modernização para o terminal?

Estamos finalizando o projeto executivo,que será entregue dentro do prazo contratual. Nossa expectativa é iniciar as obras até o fim deste ano, com expectativa de 24 meses para sua conclusão. O aumento de capacidade resultante é imperios o para o futuro do Porto de Salvador. A nova geração de navios que chegará ao Brasil nos próximos anos terá navios com 366 metros de comprimento, 48 metros de boca e capacidade de até 14 mil TEUs.Com a construçãodo novo berço, teremos 800 metros de cais linear,equipado com seis portêineres super-post panamax, possibilitando a atracação e operação simultânea de dois desses gigantes.

Que outros investimentos o grupo está fazendo no país?

Nos últimos anos, o Grupo Wilson Sons tem buscado consolidar sua posição em todos os segmentos em que atua. A fim de atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional, a companhia expandiu seus dois terminais de contêineres desde o início das concessões. Ainda na parte de terminais, a capacidade expandida da Brasco, no Rio de Janeiro, posiciona a empresa como uma das maiores bases operadoras de apoio offshore para a indústria brasileira de petróleo e gás. O grupo tem ainda intenção de continuar a modernizar e expandir sua frota de rebocadores e atender à demanda das empresas nacionais e internacionais pela construção, reparação e manutenção de um mix entre embarcações próprias e de terceiros. Em 2016, os investimentos de todo o grupo somaram mais de US$ 100 milhões, o que inclui investimento em embarcações e compra de novos equipamentos. O Grupo Wilson Sons tem feito investimentos constantes na aquisição de novos equipamentos e na melhoria de infraestrutura, sistemas de informação e treinamento. Em 2017, o Tecon Rio Grande recebeu três guindastes STS (Ship to Shore Container Crane) e oito RTGs (Rubber Tyre Gantry Crane -guindaste de pórtico sobre pneus). Com os novos equipamentos, o Tecon Rio Grande será um dos quatro melhores terminais em oferta de equipamentos do Brasil. O Tecon Salvador também recebeu novos equipamentos este ano. Foram três e RTGs (Eletric Rubber Tyre Gantry Crane - guindaste elétrico de pórtico sobre pneus), que demandaram um investimento de R$ 20 milhões. Os e RTGs oferecem mais segurança e alta performance para as operações.

A preocupação com sustentabilidade é hoje uma realidade mundial. Como está o Tecon no que se refere a programas nesta área?

Investimos em um modelo de gestão eficiente com a realização de práticas ambientalmente sustentáveis que impactam diretamente não apenas nos resultados do terminal, mas também na sociedade. Trata-se de um conjunto de ações que vai desde a aquisição de maquinário de alta tecnologia até o gerenciamento de atitudes por parte dos funcionários, além da adoção de recursos importantes como o sistema de captação de água da chuva e estação de tratamento de efluentes, por exemplo. Possuímos a certificação ISO 140001, uma importante regulação internacional elaborada para tratar de sistemas de gestão ambiental, concedida pela Bureau Veritas. A certificação contribui para o aumento da confiabilidade dos clientes, demonstra a transparência e eficiência nas atividades, e ainda, estabelece um processo contínuo de melhorias. Também neste aspecto, o Grupo Wilson Sons desenvolve o Programa WS+, implantado no Tecon entre os anos de 2012-2013, cujo objetivo é a transformação da cultura de saúde, meio ambiente segurança (SMS) na organização. Com foco no comportamento das pessoas, o projeto conta com o apoio da DuPont do Brasil. Com este programa, estamos caminhando para a oitava auditoria no Tecon, no qual foram apurados números recordes de taxas de acidente sem afastamento em 2017, passando de mais de um milhão de horas sem acidente com afastamento. O resultado final da sétima auditoria realizada pela Dupont foi de 91%, contemplando todos 16 elementos do programa. Agora estamos unindo esforços para alcançar índices cada vez melhores também no processo de gestão em segurança e saúde do trabalho.

Qual o perfil dos exportadores baianos? Como tem sido o diálogo ao longo dos anos para o sucesso das operações?

O Polo Industrial de Camaçari concentra grande parte da produção para exportação da indústria baiana.Os segmentosque mais se destacam são os de polímeros, químicos e celulose, e o Tecon Salvador tem acompanhado a ascensão nos embarques, apoiando no escoamento da produção para os mais diversos países, principalmente das regiões da América do Norte, Extremo Oriente e Europa. Além do polo, outros importantes setores de franca expansão nas exportações baianas são as mangas e uvas produzidas no Vale do São Francisco.O mercado de frutas in natura tem crescido e a excelência encontrada nas nossas frutas torna o terminal baiano um dos principais no escoamento para Europa e América do Norte, maiores centros
consumidores. Há mais de cinco anos, o Tecon desenvolve ações para apoiar os produtores de frutas do vale para que a logística de exportação do "packing ao porto" seja ágil e efetiva. Dividir detalhes do processo logístico e apoiar os exportadores é passar a confiança que todo o trabalho realizado na terra será continuado no transporte até o consumidor final.

Na prática, que outras parcerias já foram firmadas com os produtores?

No agronegócio, além das ações em parceria com os produtores de frutas do Vale do São Francisco, o Tecon Salvador está presente em um dos maiores polos produtores de algodão no Brasil que fica em Luís Eduardo Magalhães, oeste baiano. As parcerias firmadas com associações de produtores de algodão, assim como tradings do agronegócio, armadores, entre outros, permitiram a viabilização do escoamento de toneladas do produto baiano para a Europa durante 2017. Na indústria química, por exemplo, fonte de maior número de parcerias entre o Tecon Salvador e empresas exportadoras, visamos oferecer maior segurança no armazenamento e manuseio dos produtos que servirão de insumo ou consumo final, tornando-se referência de práticas seguras para as maiores empresas químicas do mundo, como Basf e Monsanto. Ademais, o Tecon tem como parte do seu plano de ações, manter a máxima proximidade com os clientes, os demais setores da cadeia logística e instituições que dialogam com o trade. Fazemos isso diariamente, mas, uma vez ao ano, realizamos o Seminário de Logística, quando mais de 200 representantes de empresas e governo se reúnem com este mesmo intuito.

Algumas empresas do Polo de Camaçari estão apostando em projetos de terminais portuários próprios. Os portos públicos não atendem?

Investimentos em terminais portuários são vultuosos e, como os preços são "commoditizados" pelo mercado, demandam volume para serem amortizados.Resumindo, é uma questão de escala. Vários TUPs (terminais de uso privativo) foram criados nos últimos anos.Certamente, muitos novos o serão no futuro. Isso denota investimento, geração de empregos e é muito positivo para a Bahia.

E, neste setor, quais as perspectivas para o cenário econômico nacional?

Nosso grupo é, em sua essência, otimista. Não à toa, assinamos um aditivo contratual obrigando-nos a investimentos de centenas de milhõesde reais, em um dos piores momentos da crise.Nossa visão é de longo prazo. O momento está difícil e,infelizmente, isso ainda vai perdurar por mais algum tempo. Por outro lado, parece-nos que já passamos do momento da inflexão, do ficar cada vez pior para, lentamente, caminharmos no sentido da recuperação econômica.

O que a sociedade baiana pode esperar do Grupo Wilson Sons daqui por diante, considerando que a história da companhia começou na Bahia?

Compromisso com a Bahia, com seu povo, com sua economia. Temos ciência de nossa responsabilidade e continuaremos a perseguir índices de produtividade, capacidade tecnológica e preços que coloquem a Bahia em um nível de competitividade compatível com sua dinâmica economia.

Dispomos de capacidade para atracar navios com até 338 metros de comprimento

Com a construção do novo berço, teremos 800 metros de cais linear

Em 2016, os investimentos de todo o grupo somaram mais de US$ 100 milhões

O momento está difícil e, infelizmente, isso ainda vai perdurar por algum tempo
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2017

COMMODITIES AGRÍCOLAS
Publicado em 10/09/2017 as 05:47 PM




Virada em NY Após operarem a semana toda em alta, acompanhando a recuperação da demanda pelo açúcar refinado em Londres, os contratos futuros do demerara, negociado em Nova York, devolveram, na sexta-feira, a maior parte dos ganhos acumulados na semana. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 14,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 38 pontos e praticamente estável ante a semana anterior, com avanço acumulado de 1 ponto. O mercado cedeu às previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produção europeia, avaliada em mais de 20 milhões de toneladas, avanço de 20% ante o ciclo anterior. No
mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 53,13 a saca de 50 quilos, queda de 0,39%.



Chuva nos EUA A formação de mais uma tempestade tropical no Atlântico deu força às cotações do algodão na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 68,84 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 57 pontos. O sistema, atualmente no Golfo do México, pode causar chuvas no Sudeste dos EUA, onde a safra 2017/18 encontra-se na fase decisiva do desenvolvimento, quando há a abertura dos botões de algodão, tornando-os mais suscetíveis às intempéries climáticas. Os EUA são o maior exportador mundial da commodity e deve colher 4,74 milhões de toneladas da pluma. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 79,17 a arroba, segundo a associação de agricultores local, a Aiba.



Clima problemático As dificuldades para o escoamento da safra 2017/18 nos EUA após o tempo quente e seco deste ano reduzir o nível das vias fluviais usadas pelos exportadores do país dão força às cotações da soja na bolsa de Nova York em meio ao atraso na colheita da oleaginosa. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,83 o bushel na sexta-feira, avanço de 4 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, 22% da área plantada havia sido colhida no país no último dia 1º outubro. Em igual momento da safra passado, esse percentual ficou em 24%, com média histórica de 26% para o período. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja posta no porto de Paranaguá ficou em R$ 70,57 a saca, avanço de 0,68%.



Atrasos no Brasil e EUA O atraso na colheita da safra 2017/18 nos EUA e no plantio do mesmo ciclo no Brasil deram força às cotações do milho no último pregão da semana passada na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,6325 o bushel, avanço de 0,75 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 17% da área plantada no país havia sido colhida até o último dia 1º, contra 23% observados em igual momento do ano passado. No Centro-Sul do Brasil, o plantio do grão de verão atingiu 29% de uma área esperada de 2,97 milhões de hectares, segundo a AgRural. No ano passado, esse percentual era de 37%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão ficou em R$ 30,39 a saca de 60 quilos, com valorização de 2,46%.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2017

VENDA DE TERMINAL DA CGG EM ITAQUI ESTÁ NA RETA FINAL
Publicado em 10/09/2017 as 05:47 PM

Por Bettina Barros | De São Paulo


A trading CGG é do grupo Cantagalo, que tem como maior acionista a Coteminas, do empresário Josué Gomes da Silva

Mais de seis meses após a tomada de decisão sobre a venda do terminal de grãos da CGG Trading no porto de Itaqui, no Maranhão, as negociações se aproximam do momento mais aguardado: o encerramento do prazo, no fim deste mês, para que as empresas interessadas no ativo logístico se manifestem. A venda é crucial para a sustentação financeira da trading, do grupo Cantagalo, que tem como maior acionista a Coteminas, do empresário Josué Gomes da Silva. O terminal, seu melhor ativo, foi oferecido como garantia aos bancos para reestruturação de dívidas.

O mandato de venda está a cargo do ABN Amro e do Bradesco. Após a apresentação formal dos interessados, terão início os trabalhos de praxe de "due diligence" e de negociação de preços. A CGG espera concluir a venda ainda este ano. O mercado comprador prevê um desfecho somente em 2018.

Conforme o Valor apurou, há um número limitado de candidatos com apetite real pelo ativo. Segundo fontes, a sobrecapacidade ainda é grande no terminal, o que afugenta potenciais interessados. O mais disposto a levar o terminal seria a VLI. A companhia já opera um terminal privativo em Ponta da Madeira, vizinho a Itaqui, é arrendatária de um berço no porto público, por onde escoa grãos, e opera a única ferrovia que desemboca no porto. O negócio, se concretizado, envolveria troca de dívidas.

Procuradas, as empresas não quiseram comentar o assunto.

Em seu resultado financeiro de 2016, a CGG apontou como "valor justo" para o terminal US$ 161,3 milhões - US$ 77,7 milhões acima do valor contábil do ativo. O preço, explicou à época ao Valor o CEO Brandon Scott, visava aproximar o preço do terminal à realidade, contribuindo para a reestruturação de dívidas, ocorrida em junho.

Isso não significa, no entanto, que o valor será efetivamente acordado. Fontes do setor afirmam ser difícil o desembolso deste montante no momento em que muitas empresas, incluindo as grandes, já estão comprometidas com outros investimentos logísticos e registram margens ainda menores no comércio internacional de grãos.

Nesse contexto, a CGG também colocou à venda outros dois ativos: parte da fazenda de 73 mil hectares na região de Brasnorte, em Mato Grosso, e parte de outra propriedade de 35 mil hectares no Piauí.

Inaugurado operacionalmente em março de 2015, o Tegram é o primeiro terminal graneleiro no porto público maranhense. Criado pelo consórcio formado por CGG, Glencore, NovaAgri e Amaggi / Louis Dreyfus / ZenNoh, ele é uma alternativa de escoamento de grãos para a região de Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia). Cada empresa detém 25% de participação no negócio.

Em 2014, o grupo japonês Sojitz entrou como investidor na CGG Trading, tornando-se acionista majoritário com 43,14% da divisão logística da Cantagalo, e minoritária na holding, com 5%. Desde o início, sua intenção era absorver o restante da trading, fincando os dois pés no agronegócio brasileiro. Mas a quebra da safra 2015/16 jogou a pá de cal na empresa, que já apresentava sinais de desgaste com má gestão e divergências societárias. Com as expectativas frustradas, os principais executivos da Sojitz para a CGG - Takeda Hirofumi e Yoshida Yasuhiro - retornaram no mês passado ao Japão.

Quem quer que leve o terminal será submetido à aprovação dos demais consorciados, que poderão lançar mão da cláusula de vedação prevista em contrato. Um executivo do Tegram afirmou ao Valor, sob a condição de não ter o nome citado, que a eventual proposta da VLI poderia enfrentar "resistência" por parte do consórcio. "Por vários motivos", diz, "calcados no histórico ruim de relacionamento".

As discordâncias entre o Tegram e a VLI vieram à tona já antes mesmo do porto ser inaugurado. Em questão estão acusações concorrenciais envolvendo volumes de soja e milho transportados. As tradings também reclamam do "monopólio ferroviário" da VLI na região - 80% do transporte de carga ao porto só faz sentido economicamente se for feito pelo modal.

O terminal embarcou 2,4 milhões de toneladas de grãos em 2016. A expectativa para 2017 é passar dos 3,5 milhões de toneladas de soja, farelo e milho.

Ainda que cause mal-estar, diz outra fonte, nem a CGG nem o Tegram estão em posição de "criar dificuldades" a novos entrantes. A CGG necessita vender o porto para começar a pagar suas dívidas. O Tegram, por sua vez, ainda tenta avançar com seu cronograma de expansão, atrasado, e enfrenta divergências eventuais nas operações portuárias entre as tradings.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2017

ANTAQ - POSIDÔNIA TRAVA 'BATALHA' CONTRA ANTAQ E BRIGA COM ARMADORES
Publicado em 10/09/2017 as 05:46 PM

Autor:        Por Francisco Góes | Do Rio


Salomão, da Posidônia: Syndarma é cartel e interferiu em norma da agência

Posidônia remete à ideia da morada de Poseidon, o deus dos mares na mitologia grega.No Brasil, Posidônia designa empresa criada em 2010 que tornou-se peça central em polêmica que mantém conflagrado o transporte de mercadorias entre portos do país. A Posidônia questiona na Justiça decisões tomadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), órgão regulador do setor. A empresa impetrou cinco mandados de segurança contra a Antaq, e apresentou denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) contra servidores da agência na qual afirmou ser "vítima de perseguição".

A denúncia da Posidônia ao MPF, feita em 2016, resultou na abertura de inquérito civil contra seis funcionários da agência. A investigação encontra-se em fase de coleta de informações e tramita em segredo, disse o MPF. Uma comissão conjunta de investigação formada pela Antaq e pelo Ministério dos Transportes, com o objetivo de apurar eventuais irregularidades apontadas na denúncia, sugeriu o "arquivamento" do caso, e fez sugestões para melhoria de procedimentos administrativos.

Na esfera privada, a Posidônia mantém relação litigiosa com o Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma), a quem acusa de formar "cartel", o que a entidade de classe nega. O Syndarma representa 45 empresas nas áreas de navegação de longo curso, cabotagem, apoio marítimo e apoio portuário.

Para o Syndarma, a Posidônia atua como empresa de "papel", acusação que a companhia rebate. Empresas de papel atuam como agentes intermediários e não como empresas de navegação de fato. Pela Constituição, a cabotagem é reservada a empresas brasileiras de navegação, conhecidas pela sigla EBN. É assim também em outros países como os Estados Unidos. A Posidônia recebeu autorização para operar como EBN em 2012, mas sua forma de atuação é criticada por concorrentes.

Apesar de a embarcação de bandeira brasileira ter preferência no transporte de cargas entre os portos do país, a lei 9.432, de 1997, determina em que condições as empresas podem afretar navios estrangeiros para operar no Brasil. A ideia é que o afretamento de navio estrangeiro seja a exceção e não a regra. Para afretar navios estrangeiros, as EBNs precisam ter autorização da Antaq, e fazer consultas ao mercado para saber se há navios brasileiros disponíveis para atender o frete.

O vice-presidente do Syndarma, Marco Aurélio Guedes, negou que as empresas reunidas na entidade limitem a concorrência: "Na cabotagem, temos empresas que competem entre si, não estamos dividindo o mercado. O que ocorre é que a Posidônia não quer seguir a regra [da Antaq]." O diretor-geral da Posidônia, Abrahão Salomão, afirmou: "Não somos aventureiros, tentam nos imputar irregularidades que não cometemos."

Salomão vem de família com atuação na navegação, e trabalhou na Transnave, empresa que pertenceu ao seu pai, Alarico Salomão. Abrahão é sócio da Posidônia com os irmãos Alex e Felipe Ikonomopoulos.

Apesar de nova, a Posidônia cresceu e prevê faturar R$ 90 milhões em 2017. Mas para o Syndarma, ao descumprir regras da Antaq com base em decisões judiciais, a Posidônia compete em condições mais vantajosas de custos do que as demais empresas.

A situação estabeleceria relação competitiva "assimétrica" com a Posidônia conseguindo oferecer fretes mais baratos. Em nota, a Posidônia afirmou: "Os preços praticados pela Posidônia são menores nos casos em que se verifica indícios de cartelização e de concorrência desleal, com sobrepreços destinados a absorverem comissões e participações alheias ao objeto da operação, práticas essas que vem sendo evidenciadas em diversos casos investigados no país. A companhia não pactua com tais irregularidades e isso se reflete em política de custos justa e sem distorções."


Guedes, do Syndarma: empresas competem, mas Posidônia não segue regra

Guedes, do Syndarma, argumentou: "Não cabe a ideia que é preciso onerar custos por meio de fatores externos aos fretes porque os armadores disputam o mercado entre si, e enfrentam ainda a concorrência do modal rodoviário. Essa é mais uma história criada pela Posidônia."

Desde que começou a operar, a empresa entrou em segmentos antes disputados por companhias tradicionais como Aliança (Hamburg Süd), Norsul (Lorentzen), Log-In, Mercosul Line (CMA CGM), Flumar (Odfjell) e El Cano. Essas empresas integram a Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), entidade ligada ao Syndarma, e operam no transporte de contêineres, de granéis sólidos e líquidos e na carga geral. Em 2015, a ABAC fez denúncia à Antaq contra a Posidônia (ver reportagem ao lado).

A partir de 2012, a Posidônia entrou em alguns desses segmentos. Mas a empresa tem enfrentado dificuldades regulatórias. Salomão disse que todos os assuntos de interesse da Posidônia na Antaq precisam ser resolvidos na justiça.

Uma das questões judicializadas pela companhia foi a resolução 01/2015 da Antaq que determina novas regras para afretamento de embarcações. A norma previu que na cabotagem - para afretar navio a casco nu (sem tripulação) por espaço, tempo ou viagem - a autorização fica limitada a quatro vezes a tonelagem das embarcações de registro brasileiro em operação comercial pela empresa afretadora. O armador também tem que ser dono de ao menos uma embarcação de tipo semelhante à afretada.

A Posidônia obteve mandado de segurança na Justiça Federal, em Brasília, para afastar pontos da resolução 01/2015 que considera "ilegais", disse Salomão. Assim, não precisa ater-se à regra que limita o afretamento em até quatro vezes a tonelagem, nem seguir o ponto que diz que precisa ser dona de barco semelhante ao que pretende afretar. Pode, portanto, afretar mais navios. Guedes, do Syndarma, disse que a lei 9.432/97, apesar de determinar as regras para afretamento, não previu todas as "nuances", o que levou a Antaq a fechar "brechas" para evitar "burlas".

O advogado Marcelo Borja, que representa a Posidônia, disse que a resolução 01/2015 ultrapassa limites da lei, e impede a empresa de crescer. Salomão disse que a resolução foi feita "sob encomenda" do Syndarma. Guedes afirmou que a entidade não tem o poder de definir "quem faz o quê". "A Antaq não é conivente", afirmou.

Em agosto, o Syndarma teve aceito pela Justiça pedido para participar como "amicus curiae" - parte que apresenta elementos técnicos - no processo movido pela Posidônia contra a resolução 01/15. O caso encontra-se na segunda instância da Justiça Federal depois de recurso da agência.

Procurada, a Antaq disse: "Estamos atuando em juízo em todos os processos referentes ao assunto. Todavia, em relação à resolução normativa nº 01-Antaq, de 2015, não há decisão judicial final. Internamente, há discussões sobre a possibilidade de eventual revisão da norma nos pontos judicializados." Para Diogo Rezende de Almeida, advogado do Syndarma, o que se quer é que a Posidônia cumpra os requisitos que as demais empresas do setor cumprem.

Nos bastidores, a Antaq é criticada por não ter atuação mais efetiva na defesa do marco regulatório que criou. O diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, afirmou, em nota: "A defesa da regulação tem ocorrido pela agência ao tempo em que tem aplicado seus normativos em suas decisões, isto não implica que todos os diretores devam ter o mesmo entendimento sobre a aplicação de determinado dispositivo-norma, em cada caso especifico." Tokarski disse que a Antaq tem atuado para "harmonizar" os interesses e conflitos existentes nos diversos mercados regulados.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2017

ANTAQ - SYNDARMA QUESTIONA CONSTRUÇÃO DE NAVIO
Publicado em 10/09/2017 as 05:46 PM

Autor:        Por Francisco Góes | Do Rio

Uma das discussões opondo o Syndarma e a Posidônia envolve a construção do casco do navio Posidônia Bravo, em estaleiro no Rio Grande do Sul.

O Syndarma, por meio da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), fez denúncia à agência em 2015 sobre a regularidade da construção desse casco. A entidade entende tratar-se de uma construção antiga, iniciada nos anos 1980, que, na prática, não registraria avanços. A Posidônia argumenta que a construção do casco é regular como atestado, segundo a companhia, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A discussão é relevante porque a tonelagem de navios em construção dá direito a empresas brasileiras de navegação (EBNs), como é o caso da Posidônia, de afretarem navios estrangeiros. Na Antaq, a quem cabe emitir autorizações de afretamento, não tem havido consenso sobre a Posidônia. Houve pareceres desfavoráveis à empresa em instâncias técnicas, mas o diretor-geral da agência, Adalberto Tokarski, tem votado a favor da companhia em algumas situações.

Tokarski disse, em nota, que tem proferido votos em todos os sentidos em relação à Posidônia. "A cada caso concreto foi emitido uma decisão, inclusive aplicando multa, tudo em conformidade com os elementos técnicos e jurídicos."

Um exemplo dessa discussão foi o direito da empresa, em 2014-2015, de afretar o navio P. Phenix com base na construção do Posidônia Bravo. A resolução 01/15 diz que a empresa pode afretar embarcação estrangeira a casco nu (sem tripulação), por espaço, tempo ou viagem, em substituição a embarcação em construção no país. Mas o afretamento é válido enquanto durar a construção por período máximo de 36 meses.

Áreas técnicas da agência questionaram o direito da Posidônia de afretar o navio P. Phenix com base na construção do Posidônia Bravo. Nessa discussão, a empresa disse que teria utilizado somente 12 meses do prazo de 36 meses, abrindo a possibilidade de afretar outro navio pelos restantes 24 meses. No fim de abril deste ano, Tokarski decidiu a favor da Posidônia nesse caso, deixando sem efeito decisão da área técnica. Tokarski deferiu ainda o prazo de afretamento de outra embarcação por mais 24 meses a partir da retomada da construção do Posidônia Bravo. Mas houve pedido de vistas no processo e ainda não há decisão final sobre o caso na agência.
Fonte : Valor Econômico - SP
Data : 09/10/2017

O NOVO CAPÍTULO DA INDÚSTRIA NAVAL
Publicado em 10/09/2017 as 05:46 PM

Autor:        MARIAMA CORREIA

"A indústria naval pernambucana nasceu.

A gente tem potencial para mantê-la? Sim. Talvez não do tamanho que se pretendia, mas é preciso induzir novos investimentos”, argumenta o professor de Engenhada Oceânica da Coppe/UFRJ e especialista na indústria naval Floriano Pites. Ele reconhece, no entanto, que a sobrevivência do setor, que este mês completa 10 anos em Pernambuco, está vinculada a questões políticas. “O que está faltando é racionalidade nas decisões. Não é possível que todo o investimento, a infraestrutura criada, a expectativa e as despesas na formação dos jovens nos últimos dez anos sejam jogadas fora assim”, provoca. O setor enfrenta grave crise, mas mantém sua inegável importância para a economia do Estado. Nesse cenário, o Estaleiro Atlântico Sul, primeiro e maior de Pernambuco, busca na excelência e na competitividade a saída para o futuro.

Se as encomendas da Petrobras, por meio da Transpetro, possibilitaram a ressurreição da indústria naval 10 anos atrás, o cancelamento desses contratos colocou o setor em condição difícil, deixando prejuízos milionários e iniciando uma onda de desemprego a partir de 2014. A situação impactou a economia das cidades, levando ao fechamento de unidades de comércio, de vagas formais e até o aumento da criminalidade em municípios como Ipojuca.

A ausência de novas encomendas, as indefinições quanto à estratégia da Petrobras - que iniciou uma revisão de negócios desde a deflagração da Operação Lava Jato - além das incertezas sobre as diretrizes do conteúdo local (percentual mínimo de participação da indústria nacional nos navios), são desafios do setor.

O Estaleiro Atlântico Sul tem como sócios a Camargo Corrêa e a Queiroz Galvão. Ele teve sete de suas 22 encomendas com a Transpetro canceladas. Como já entregou dez navios (suezmax), restaram apenas cinco (aframax), cuja previsão de entrega é 2019. O EAS também tem à vista cinco navios da empresa Satco, que podem oferecer fôlego até 2022, mas o contrato depende da divulgação da demanda da Petrobras. Se não conseguir essas encomendas, a desmobilização do empreendimento pode começarem 2018, significando 3,6 mil demissões.

"Na minha percepção, os estaleiros que querem sobreviver terão que assumir o risco da construção de navios, porque existe uma resistência dos investidores internacionais”, avalia Harro Burmann, CEO do EAS, deixando claro que, diante da morosidade de ações governamentais para atender os pedidos de socorro do setor, entre eles a abertura de renegociação junto ao BNDES (seu maior credor, a quem deve R$ 1,3 bilhão), decidiu tocar um "plano b".

Esse plano envolve vender uma nova imagem da indústria naval brasileira. Harro ressalta o ganho produtivo do EAS nos últimos anos, que hoje entrega uma média de dois navios ano (e já chegou a demorar quatro anos para construir uma embarcação) e estuda novos mercados. "Há uma demanda crescente na cabotagem, onde as empresas estão importando navios. Já somos competitivos para evitar essas importações”, defende. Outro negócio na mira do EAS são os cascos das unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo e gás (FPSOs), cuja demanda estimada é de 39 unidades até 2027.

Vizinho do EAS, o Vard Promar, do grupo Italiano Fincantieri, também precisa de novas demandas, pois seus contratos garantem produção até 2018. Hoje, está construindo quatro navios: dois gaseiros para a Transpetro e dois PLSVs (lançamento de linha) para o consórcio DofCon, que devem ser concluídas em 2018, segundo Guilherme Coelho, vice-presidente sênior Brasil do negócio.

Em nota, a Petrobras informou que a definição da sua frota é baseada nas embarcações disponíveis, na demanda e no mercado de fretes internacionais. "As alterações significativas no cenário nacional resultaram em uma adequação do perfil da frota à nova realidade", informou a empresa.

O Estaleiro Atlântico Sul chega aos 10 anos enfrentando uma grave crise, mas mantém sua importância na geração de emprego e renda no Estado. E se esforça para criar novos mercados. A reportagem continua nas páginas 2 e 3

PLANO DO ESTALEIRO ATLÂNTICO SUL PARA O FUTURO INCLUI A VENDA DE UMA NOVA IMAGEM DO SETOR NAVAL NO BRASIL
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 09/10/2017

ESTALEIRO - POR DENTRO DO SETOR NAVAL
Publicado em 10/09/2017 as 05:46 PM

A Folha conclui hoje a série sobre os 10 anos do Estaleiro Atlântico Sul e revela essa história a partir dos depoimentos de quem faz parte do setor naval no Estado.

Manuela Barão, 36 anos, é descendente de japoneses. Ela morava em São Paulo, mas estava no Japão, em busca de emprego, quando soube da promessa de uma obra muito grande, com muitas encomendas de navios e que podia ser o seu passaporte de volta ao Brasil. Era o Estaleiro Atlântico Sul. “Quando cheguei, vi que a realidade eram atrasos nas entregas, trocas de diretorias e a cada novo gestor, a equipe mudava. Numa dessas, fui demitida”, conta a dekassegui, como se chamam os trabalhadores descendentes de japoneses que vieram do Japão para trabalhar na indústria naval como mão de obra qualificada.

“Fiquei pouco mais de dois anos em Suape. Eu perdi tempo, porque estava crescendo no Japão, mas queria voltar para o meu País”, lamenta. Sem horizonte de empregos no Brasil, Manuela precisou voltar para o Japão, onde mora atualmente com dois filhos. Lá, ela trabalha para o setor de siderurgia. “Na época que trabalhei em Suape, tinha uns 150 dekasseguis, mas nossas expectativas foram frustradas”, narra. Atualmente, não há mais dekasseguis no EAS.

O representante do governo
“Mesmo com todas as dificuldades, os estaleiros estão operando, isso já demonstra a importância da diversificação da economia estadual”, defende o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista. Atualmente, a indústria de transformação, na qual os empreendimentos navais estão inseridos, já representa mais de 9% do Produto Interno Bruto de Pernambuco.

“Em termos de emprego, entre 2016 e 2017, apenas o Atlântico Sul contratou mil funcionários. Mas, o perfil dos profissionais mudou tanto para eles, quanto para o Vard. Isso permitiu um ganho produtivo, que hoje já compete com estaleiros europeus”, defende. Para o gestor, essa indústria continua sendo estratégica para Suape.

“Pernambuco investiu cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura para receber os dois estaleiros, mas a manutenção desse polo naval envolve vários atores, incluindo a Petrobras e o Governo Federal”, comenta. “A gente não pode conceber um investimento desse volume se extinguir por falta de encomendas.As empresas precisam ter novos contratos”, aponta.

O sindicalista
A instalação da indústria naval fez de Suape um celeiro de empregos, lembra o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), Henrique Gomes. “Era o sonho da carteira assinada e dos salários altos. Possibilitou a qualificação de mão de obra, gente que era da agricultura, que nunca tinha tido emprego formal. Isso mexeu com a economia, trouxe investimentos. Muitas pessoas montaram negócios para prestar serviços aos estaleiros”, lembra.

Por outro lado, a crise ceifou as oportunidades e também impactou na renda da população. “São mais de 100 demissões todos os dias. O salário inicial de um soldador, que já foi um posto muito disputado, caiu quase que pela metade. Hoje está em pouco mais de R$ 1,5 mil”, diz. “Isso afetou também a economia da região, causando fechamento de lojas, que viviam da renda dos trabalhadores do polo”, conta. “Em crise, as empresas também querem reduzir os benefícios para quem ficou. Estamos lutando contra a perda dos direitos trabalhistas que adquirimos ao longo dos anos”, argumenta.

O especialista
Floriano Pires, professor do programa de Engenharia Oceânica da Coppe UFRJ é um dos maiores especialistas da área naval do País. Na avaliação dele, a crise atual dos estaleiros pernambucanos e dos brasileiros não surpreende. “É o resultado de vários erros do passado que sempre estiveram evidentes. Primeiro, houve excesso de entusiasmo na hora da tomada de decisão, que foram mais políticas e pouco racionais”, aponta.

O professor avalia a indústria naval ter sido eleita como ‘vetor de desenvolvimento’ foi outro equívoco. “Esse tipo de indústria não é boa para isso, ela demanda investimentos altos, mão de obra muito especializada e fornecedores internacionais. Outras operações têm resultado melhor para dinamizar a economia”, argumenta.

Por isso, para Pires, a decisão de criar um novo polo naval em Pernambuco (fora do Rio de Janeiro, por exemplo) deveria ter sido acompanhada de uma concentração de investimentos nos anos seguintes, a fim de fortalecer os empreendimentos. “Em vez disso, o governo saiu prometendo estaleiros para outros estados. Até chegou-se a cogitar a instalação do Vard no Ceará”, lembra.

Os desempregados
A indústria naval saiu de dois mil empregos para mais de 82 mil de 2003 a 2014, segundo o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Naval - Sinaval. Boa parte dessa explosão de vagas se deu em Pernambuco, que já chegou a ter 17 mil pessoas trabalhando no setor e hoje tem menos de cinco mil. No Brasil, restaram pouco mais de 50 mil empregados.

A onda de desemprego se intensificou a partir de 2014, quando a crise da Petrobras começou a corroer a carteira de encomendas dos estaleiros. O Sindicato dos Metalúrgicos do Estado contabiliza 200 mil demissões no setor desde então, grande parte delas associada ao segmento naval.

Muitos desses profissionais permaneceram desempregados, co­mo Wemerson Souza pereira, 44 anos, contador e um dos ex-funcionários do Vard Promar. “Não consegui mais encontrar emprego”, conta, dizendo que precisou se desfazer de um apartamento e um carro para manter dois filhos e a esposa.

Messias dos Santos (foto acima), 36 anos, ex-operário da área de montagem do EAS, busca emprego desde julho deste ano, quando foi demitido. “Fui demitido doente, com uma hérnia de disco”, detalha.

“O Vard também rescindiu o contrato do meu cunhado, que também está doente”, acrescenta, dizendo que ambos levaram os casos à Justiça. “A vida de desempregado é difícil, especialmente porque a minha esposa não trabalha, temos um filho de quatro anos e pagamos aluguel”, acrescenta.

Não apenas os estaleiros, mas a indústria metalmecânica também ficou à deriva. Cada emprego no setor naval gera quatro a cinco empregos nas industrias e pelo menos 20 empresas do segmento fecharam por perdas de demanda com a crise dos estaleiros e desmobilização da refinaria Abreu e Lima. “Toda a indústria sofreu pois as empresas precisaram investir em equipamentos para atender as demandas”, pontuou o presidente da Fiepe, Ricardo Essinger.
Fonte : Folha de Pernambuco - PE
Data : 09/10/2017

ESTALEIRO - CRISE TAMBÉM NA SUPERFÍCIE
Publicado em 10/09/2017 as 05:45 PM

Autor:        STÉFANO SALLES - stefano.salles@oglobo.com.br

Política de desinvestimento da Petrobras provoca demissões e fechamento de estaleiros

A crise enfrentada pela Petrobras arrastou a indústria naval de Niterói para o fundo do poço. Desde 2014, o setor, que era responsável por 15 mil empregos diretos, foi quase completamente desmantelado. Oito estaleiros da cidade fecharam as portas e, juntos, demitiram 13.500 funcionários, uma estimativa do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval). A maior parte das demissões é fruto da redução de encomendas feitas pela empresa estatal e por sua subsidiária Transpetro, resultado de sua política de desinvestimento. Para tentar contornar a crise e encontrar alternativas para o segmento, foi criada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no mês passado, a Frente Parlamentar de Apoio à Indústria Naval e Offshore. O principal objetivo da coalização é pressionar a estatal a manter a política de conteúdo local, que obriga a participação da indústria nacional em 45% para a construção e 55% para a prospecção, com projeção contratual de aumentos para 55% e 65% nas intervenções previstas para os campos de Libra e Sépia, do pré-sal.

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, Edson Rocha reforça que a política, adotada em 2003, é importante não apenas pelos empregos que gera no setor.

— Essa conquista garantiu, além da empregabilidade, muitos avanços tecnológicos e a modernização dos estaleiros que, antes dela, pareciam depósitos de sucata. A manutenção da política de conteúdo nacional da Petrobras é fundamental para o setor naval e precisa ser preservada. Nesse sentido, Niterói é um polo estratégico, porque a cidade fica próxima de duas bacias: Campos e Santos — afirma.

PREFEITURA CUSTEIA ESTUDO DE IMPACTO

Nos últimos meses, o Eisa Petro 1, estaleiro pertencente ao grupo Mauá, trabalhava na entrega de três petroleiros panamax, de 228 metros de comprimento e capacidade para transportar até 650 mil barris de petróleo. A encomenda era orçada em R$ 1 bilhão. Um dos navios está 95% pronto. Outro, 90%; e um terceiro, 50%. No entanto, o pedido foi cancelado pela Transpetro, que alegou quebra de contrato. Enquanto isso, as embarcações seguem à espera de conclusão e podem ser vistas por quem chega à cidade, logo ao lado direito da Ponte Rio-Niterói. O presidente do Mauá, Ricardo Vanderlei, explica o impasse vivido pela empresa:

— A Transpetro alegou quebra de contrato e acionou a seguradora, mas ela entendeu que a empresa estava errada, porque deu causa ao atraso. Já nos dispusemos a terminar as embarcações apenas pelo preço de custo, mas nem isto querem. Então, tudo acaba virando recurso público que boia e enferruja no mar.

Presidente da frente parlamentar, o deputado estadual Waldeck Carneiro (PT) reforça a importância de que a política de conteúdo local seja mantida, mas procura alternativas para que o setor não seja tão dependente do momento enfrentado pela indústria petroleira. Para ele, a regulação e o investimento da cabotagem são fundamentais para que o setor seja pulsante.

— No mundo inteiro, as embarcações atracam no porto escolhido pela nação de destino. Mas a cabotagem, que é a navegação interna de um porto a outro, sempre é feita com um navio nacional, com bandeira e tripulação locais. É isto que estamos defendendo, para proteger a indústria local e assegurar empregos. Tudo isso sem deixar de pressionar a Petrobras para reforçar seu compromisso com o país — diz.

Para tentar ampliar a competitividade do setor na cidade, a prefeitura se comprometeu a custear o estudo de impacto ambiental para a dragagem do Porto de Niterói e do Canal de São Lourenço, que será elaborado pelo governo federal. A medida permitirá o acesso de embarcações maiores, que têm calado mais profundo. O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria Naval, Petróleo e Gás de Niterói, Luiz Paulino, espera que em um mês e meio a empresa escolhida comece a trabalhar.

— Nós não estamos perdendo apenas construções, mas também reparo, algo em que Niterói tem muito potencial para crescer, já que conta com a maior indústria naval do Brasil. Estamos apoiando as empresas do segmento e buscando que construções do Comperj, presidido pelo prefeito Rodrigo Neves (PV), sejam feitas em nossos estaleiros — afirma.

Por meio de nota, a Transpetro informou por meio de nota que "rescindiu os contratos com o Eisa Petro-Um em julho de 2015, em decorrência do inadimplemento das obrigações contratuais por parte do estaleiro. Não há, neste momento, previsão para a retomada das obras dos três navios".
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2017

É PRECISO REVER A CONCESSÃO DE RODOVIAS
Publicado em 10/09/2017 as 05:45 PM

O Globo - HUGO LEAL Hugo Leal é deputado federal (PSB-RJ)

Concessionária da BR-040 reduziu os recursos destinados à manutenção e conservação da rodovia, passando de R$ 28 milhões para R$ 5,5 milhões anuais

Embora o modelo de concessão de rodovias estaduais e federais tenha sido adotado no Brasil há mais de 20 anos, até hoje não existe uma avaliação custo-benefício que garanta sua efetividade. O alto índice de inexecução de contratos em estradas administradas pela iniciativa privada — algumas chegaram a 100% no último ano — é prova inconteste de que o sistema apresenta falhas graves, que precisam ser revistas.

Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias, existem no país 279 pontos de cobrança de pedágio em rodovias federais administradas pela iniciativa privada. Essas praças controlam cerca de 50% das estradas com pista dupla, embora signifiquem apenas 15% da malha federal pavimentada.

A má qualidade de boa parte destas rodovias contrasta com o elevado valor do pedágio cobrado pelas empresas. Se compararmos a evolução das tarifas no grupo de rodovias da primeira etapa de concessão, realizada em 1995/1996 (Ponte, Concer, Nova Dutra, CRT e Concepa), com a trajetória da inflação até 2011, identifica-se um crescimento médio de 121% acima do IPCA. Um investimento certamente rentável.

Somem-se a isso as irregularidades nos contratos de concessão, que vêm sendo trazidas à tona pelo Tribunal de Contas da União. Um destes casos emblemáticos é o da Concer, empresa que administra a BR-040, no trecho que liga a cidade do Rio de Janeiro a Juiz de Fora (MG). A concessionária é alvo de uma representação do Ministério Público de Petrópolis, que questiona os reajustes da tarifa básica diante do alto índice de inexecução contratual: 98,53% no último ano. Trocando em miúdos, a Concer só fez 1% do que estava determinado no contrato de concessão, nos últimos 12 meses.

A principal obra — a nova pista de subida da Serra de Petrópolis — está praticamente parada, sem previsão de conclusão. Especialistas acreditam que para retomá-la seriam necessários R$ 460 milhões, recurso de que a Concer não dispõe, tampouco seu controlador, o Grupo Triunfo Participações e Investimentos, que entrou recentemente com um pedido de recuperação judicial. Vale lembrar que, pelo contrato de concessão, esta obra deveria ter sido iniciada em 2001 e encerrada em 2006. Um atraso de 12 anos, sem previsão de término.

Se não bastasse a falta de investimentos, a concessionária da BR -040 reduziu drasticamente os recursos destinados à manutenção e conservação da rodovia, passando de R$ 28 milhões para R$ 5,5 milhões anuais. Houve também uma queda brusca no número de funcionários, que passou de 260, no ano passado, para os atuais 151, conforme revela a imprensa regional.

Tanto retrocesso não poderia gerar outro resultado: estrada com buracos, falta de acostamento, iluminação e segurança precárias e obras paradas. Grave problema que afeta, principalmente, os moradores das cidades serranas, mas também as atividades turística e comercial do Estado do Rio, considerando a vocação econômica daquela região.

Por fim, auditoria do TCU realizada em 2016 e ratificada em agosto deste ano concluiu haver sobreavaliação do valor do reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, com sobrepreço de R$ 400 milhões no orçamento. Diante do não cumprimento de medidas corretivas para sanar as irregularidades, o órgão recomendou a caducidade do contrato de concessão. Cabe agora à população exigir que o governo reassuma a concessão, retome de imediato as obras da nova subida da Serra e reveja o valor da tarifa básica de pedágio, no valor de R$ 12,40, que tanto onera o usuário.

O emblemático caso da Concer, na Região Serrana do Rio, expõe de forma gritante a dificuldade de a ANTT (agência reguladora) de fiscalizar as concessionárias e garantir à sociedade — que paga um custo alto por um serviço não prestado — um programa de concessão de rodovias mais transparente e eficaz, que promova, verdadeiramente, o crescimento econômico do país.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2017

GOVERNO VAI INVESTIGAR CONTRATOS COM BNDES
Publicado em 10/09/2017 as 05:45 PM

O Globo

Dados devem ser incluídos nas auditorias a serem feitas em 2018

BRASÍLIA- O governo vai investigar os contratos das empresas do grupo J&F com o BNDES, o que deve abrir um novo capítulo de embate entre o presidente Michel Temer e os controladores do grupo, que o delataram e o acusaram de receber propina. O Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União (CGU) preparam a inclusão desses contratos numa matriz de riscos, que orienta as fiscalizações.

A iniciativa deve partir da área técnica, mais especificamente da coordenação que cuida da análise de bancos públicos, subordinada à Diretoria de Auditoria de Estatais. Se essa inclusão não partir dos técnicos, deve ser determinada pelo próprio ministro interino da CGU, Wagner Rosário, disseram fontes do governo.

O entendimento no ministério, segundo essas fontes, é que as suspeitas sobre as operações do grupo J&F reúnem os elementos necessários para que os contratos sejam incluídos na matriz de risco e no cronograma de auditorias: criticidade, materialidade e relevância. Feita a inclusão ainda neste ano, as auditorias ocorrerão ao longo de 2018.

Procurado, o BNDES disse apoiar qualquer auditoria feita por órgãos de controle. O banco de fomento informou ainda que está apurando as operações societárias feitas com a JBS.

EMPRESA NEGA HAVER FRAUDES A JBS, por sua vez, afirmou que todos os aportes do BNDES “seguiram estritamente a legislação”. Já a J&F disse considerar grave a disposição da CGU em investigar os contratos. “Tal disposição pode comprometer, inclusive pessoalmente, executivos da BNDESPar. Se estiverem agindo sob pressão do Planalto, eles podem ser responsabilizados, individualmente, por vários crimes, tais como improbidade, prevaricação, injúria e calúnia. Eles também podem ser alvos de ações de responsabilidade por abuso e desvio de finalidade. Se houver qualquer indício de que pessoas físicas estão agindo sob pressão, elas serão severamente responsabilizadas”, afirmou o grupo em nota.

A J&F assegurou já ter explicado, na delação, como se relacionou com o BNDES e negou a ocorrência de fraudes. “Num país onde a corrupção demonstrou ser sistêmica, a propina era paga não para obter contratos ilícitos, mas para ter acesso ao que de direito.” (Vinícius Sassine)
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2017

NAVIOS - NAVIOS DE APOIO TAMBÉM MOVIMENTARAM O SETOR
Publicado em 10/09/2017 as 05:45 PM


Por seu tamanho que, em alguns casos, chega a 230 metros de comprimento, e pelos custos envolvidos, os navios petroleiros são apenas a parte mais visível dos serviços que vinham sendo contratados pela Petrobras e suas subsidiárias junto aos estaleiros de Niterói.

Mas a cidade foi contemplada ainda com a construção de cerca de 20 embarcações de apoio, com custos médios estimados entre R$ 40 e R$ 45 milhões. Destes navios, oito foram produzidos pelo Vard, e outros oito pelo Aliança. No total, os investimentos movimentaram quase R$ 2 bilhões na cidade. Os dois antigos concorrentes tiveram um destino comum a outros seis estaleiros da cidade: fecharam as portas, assim como Eisa Petro 1, ETP Engenharia, Fels Setal, McLaren, Naproservice e UTC Engenharia. Para Edson Rocha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí, a dragagem do Porto de Niterói, um importante ponto de apoio logístico, e do Canal de São Lourenço, vai melhorar o ambiente de negócios para o setor na cidade. — O Porto de Niterói é estratégico para reparos. Com maior profundidade, poderá receber embarcações maiores. E tem um ponto interessante: assim como o Estaleiro Mauá, ele fica antes da Ponte Rio-Niterói, o que evita os custos e os transtornos de desmontagem de parte das embarcações e das plataformas para que tenham acesso a ele. Isso proporciona também economia de tempo para as empresas contratantes — explica o líder sindical.
Fonte : Jornal O Globo - RJ
Data : 09/10/2017

LANCHA COM 170 PASSAGEIROS BATE EM BANCO DE AREIA E DEIXA CINCO FERIDOS
Publicado em 10/09/2017 as 05:45 PM

Uma lancha com 170 passageiros que saiu de Soure, no Marajó, com destino à Belém, bateu em um banco de areia, deixando cinco passageiros feridos na manhã deste sábado (7).

O acidente foi registrado por volta das 5h, em frente da Praia do Garrote, logo na saída do rio Paracauary, a cerca de 10 minutos de viagem do porto.

A lancha Golfinho estava em alta velocidade quando bateu em um banco de areia, arremessando vários passageiros para a frente da embarcação. A embarcação ficou encalhada, segundo testemunhas.

Um tripulante, conhecido como Biro Biro, se chocou contra uma porta e sofreu um corte profundo no supercílio, necessitando de cuidados médicos imediatos. Uma mulher fraturou o braço e uma criança precisou de atendimento emergencial, segundo a gerência da empresa.

Indícios de falha humana

Uma outra embarcação, Paulo Afonso, socorreu os passageiros e conseguiu retirar a lancha do banco de areia. A lancha Golfinho foi levada de volta para o trapiche de Soure. Após a colisão, pelo menos 20 pessoas desistiram de seguir a viagem.

Os passageiros que precisaram de atendimento médico foram socorridos e depois seguiram viagem para Belém.

No Terminal Hidroviário de Belém, uma estrutura já havia sido mobilizada para o atendimento das vítimas, inclusive com apoio de um helicóptero da Marinha, que fez o deslocamento de um médico para o local e algumas ambulâncias de hospitais particulares.

"Vamos avaliar as causas deste incidente, pois precisamos ouvir o comandante e, se possível, alguns passageiros para que possamos tomar as medidas administrativas cabíveis diante deste fato. Há fortes indícios de falha humana", explica Matheus, gerente da empresa.

A lancha foi vistoriada para verificar avarias e possíveis irregularidades.

Walter Nascimento, um pescador de Soure que estava com seus familiares na viagem, relatou o momento do acidente.

"Devido a alta velocidade que esta lancha imprime, o bico dela sobe. Então, quando deu no banco de areia, ela simplesmente subiu. O impacto foi grande, mas agora está tudo tranquilo", afirmou o pescador.

Na noite deste sábado (7), a Secretaria Municipal de Saúde informou sobre os feridos, através de nota, que o paciente identificado como Carlos Alberto Sobrinho da Silva Soares, encaminhado para o HPSM Mário Pinotti, passou por avaliação médica e recebeu alta. Já o paciente Anderson Mateus Costa Brandão, encaminhado para a UPA Sacramenta, não quis aguardar pelo atendimento médico.
E-mail: Diário do Pará - PA
Data : 09/10/2017

PORTOS - ALFÂNDEGAS DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL
Publicado em 10/09/2017 as 05:44 PM

Inscrições presenciais abertas até 27 de outubro no Protocolo da Alfândega do Porto de Fortaleza, no andar térreo do prédio-Sede da Unidade, na Avenida Vicente de Castro, nº 6.971, Mucuripe, Fortaleza (CE).

As vagas são para os portos de Fortaleza (ALF/FOR), Pecém (ALF/PCE) e do Aeroporto Internacional Pinto Martins (ALF/APM). São 95 vagas para peritos autônomos nas áreas de: avaliação de obras de arte (5), geologia (5), farmacêutica (5), arqueação de navios (10) e engenharia: aeronáutica (5), agronômica (5), de alimentos (5), da computação ou de sistemas ou ciência da computação (5), de petróleo (5), elétrica (5), naval (5), eletrônica ou de controle e automação - mecatrônica (5), engenharia metalúrgica (5), engenharia química (5), engenharia têxtil (5) e também engenharia mecânica (15). Salário e taxa não informados. Edital: goo.gl/6JVxzT.
E-mail: Correio Braziliense - DF
Data : 09/10/2017

FRANCISVAL MENDES PARTICIPA DE CONFERÊNCIA SOBRE PORTOS NO PANAMÁ
Publicado em 10/09/2017 as 05:44 PM



Diretor da ANTAQ destacou o evento como oportunidade para troca de experiências


Mendes: é importante incentivar a inovação tecnológica

O diretor da ANTAQ, Francisval Mendes, participou da III Conferência Hemisférica sobre Competitividade, Inovação e Logística: Gestão Abrangente de Portos para Maior Eficiência, que acontece até hoje (6), na cidade do Panamá, Panamá.

O evento é organizado pela Comissão Interamericana de Portos da Organização dos Estados Americanos e pela Autoridade Marítima do Panamá. O objetivo da conferência é criar uma plataforma de diálogo entre autoridades governamentais e o setor privado sobre operações portuárias inovadoras e eficientes, com uma visão holística que promova o aumento da competitividade da região.

Em 3 de outubro, Mendes participou de uma visita técnica às eclusas Águas Claras, que fazem parte do projeto de expansão do Canal do Panamá. Essa visita foi organizada pela Autoridade Marítima do Panamá.

O diretor da ANTAQ destacou a conferência, como evento para troca de experiências e informações. “Estamos no início de um período de transformação global, caracterizada pela convergência das tecnologias digitais, físicas e biológicas. No mundo de hoje, incentivar a inovação tecnológica em infraestrutura portuária, logística e conectividade física dentro do setor portuário marítimo é especialmente importante para encontrar novos rumos de crescimento”.

Para Mendes, a competitividade, um dos pilares do evento, é um fator importante para enfrentar os desafios socioeconômicos globais e incorporar apoios, além de divulgar operações inovadoras dentro de uma visão estratégica.
Fonte : ANTAQ – Agência Nacional de Transportes Aquaviarios
Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ
Fone: (61) 2029-6520
FAX: (61) 2029-6517
E-mail: asc@antaq.gov.br
Data : 06/10/2017

INDÚSTRIA NACIONAL CRITICA TAXA DE ESCANEAMENTO
Publicado em 10/09/2017 as 05:43 PM

Desde 2014, Receita passou a cobrar importadores e exportadores pelo novo serviço
DA ESTADÃO CONTEÚDO 06/10/2017 - 13:03 - Atualizado em 06/10/2017 - 13:31


Terminais devem fazer a leitura automática de cada contêiner (Foto: Carlos Nogueira/AT)

A indústria nacional está em pé de guerra com o setor portuário, por causa de uma cobrança extra que os terminais passaram a aplicar sobre importadores e exportadores do País relacionada ao escaneamento dos contêineres que transitam pelos portos brasileiros.

A regra imposta desde 2014 pela Receita Federal exigiu que os terminais portuários se equipassem para fazer a leitura automática de cada um dos contêineres que entram e saem do País, seja com carga ou vazio. Os portos atenderam à determinação, mas passaram a cobrar importadores e exportadores pelo novo serviço. O monitoramento eletrônico, que era esporádico, passou a ser aplicado em praticamente todos os contêineres movimentados pelos principais portos brasileiros. A indústria se rebelou.

Por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 44 associações setoriais de indústria e do agronegócio e federações estaduais entraram com um processo na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq, órgão regulador do setor), para pedir a suspensão imediata da cobrança, que alegam ser abusiva e ilegal. A fiscalização aduaneira, dizem importadores e exportadores, é uma responsabilidade inerente à rotina dos terminais portuários. Paralelamente, os usuários dizem que já pagam por uma “cesta de serviços” para movimentar contêineres e cargas.

“Essa cobrança é absolutamente ilegal. Muitos portos estão escaneando 100% dos contêineres, quando a lei determina que se faça um gerenciamento do risco. Os portos transformaram a exigência em uma nova fonte de arrecadação para eles”, diz Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI. “Essa situação é inacreditável, tem de parar imediatamente. Se for preciso, vamos levar esse tema para a Camex (Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior)”.

Os portos revidaram. Para a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), que reúne 80 associados responsáveis pela movimentação de 70% da carga geral que transita no País, “não se pode criar obrigações novas a um agente privado e ao mesmo tempo impedi-lo de repassar os custos decorrentes aos seus preços”, porque isso equivaleria a obrigá-los à “prestação gratuita do serviço, proporcionando o enriquecimento ilícito daqueles que dele se beneficiam”.

Não há dúvidas sobre a necessidade da cobrança, diz José Di Bella Filho, diretor-presidente da ABTP. “Quando sou arrendatário de um porto, faço um contrato onde minhas remunerações e obrigações estão ali definidas. Se eu não puder cobrar do tomador de serviço algo que não estava previsto e que passei a ser obrigado a oferecer a esse usuário, não há como trabalhar. A exigência do escaneamento recai sobre a carga, por isso ela é atribuída ao dono da carga”.

Cobrança

Além de sustentar que a cobrança é uma prática ilegal, a CNI declarou que há uma enorme disparidade nos preços praticados pelos portos brasileiros, com valores oscilando entre R$ 39,28 e R$ 1.032 para passar pelo aparelho de scanner cada um dos contêineres que entram ou saem do País, com carga ou vazio.

Indústria e portos não têm um número fechado sobre quanto essa cobrança tem movimentado no País. Mas sabe-se que se trata de um negócio de, ao menos, centenas de milhões de reais por ano. Cerca de 5,3 milhões de contêineres trafegam anualmente pelos portos brasileiros. Entre janeiro e julho deste ano, 3.173 milhões de unidades já passaram pelos complexos.

Procurada, a Antaq declarou que “está analisando o assunto e deve deliberar sobre o mesmo em breve”.

Mas uma análise do caso feita por técnicos da agência indica seu posicionamento: a indústria não tem de pagar pelo serviço.

A Reportagem teve acesso a uma nota técnica da Antaq, segundo a qual o escaneamento “é pré-requisito essencial para o alfandegamento dos terminais portuários”. Assim, “conclui-se pela impossibilidade de cobrança autônoma a título de inspeção não invasiva de contêiner, na medida em que não se pode determinar a existência de serviço quando as movimentações atreladas decorrem de obrigação legal e de risco à atividade pública delegada aos terminais portuários, seja por concessão, arrendamento ou autorização”, relata o documento da Agência.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 06/10/2017

MINISTÉRIO PÚBLICO VOLTA A PEDIR ANULAÇÃO DO CONCURSO DA CODESP
Publicado em 10/09/2017 as 05:43 PM

MPF apontou a exclusão indevida de 56 candidatos que se declararam negros ou pardos
GABRIEL OLIVEIRA 07/10/2017 - 14:47 - Atualizado em 07/10/2017 - 15:48


Codesp diz não ter sido notificada (Foto: Luigi Bongiovanni/AT)

O Ministério Público Federal (MPF) em Santos voltou a pedir, na Justiça, a anulação do concurso da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) feito em maio deste ano, agora por outras supostas irregularidades no sistema de cotas.

Em nova manifestação na ação civil pública iniciada em 18 de agosto, o MPF apontou nesta sexta-feira (06) a exclusão indevida de 56 candidatos que se declararam negros ou pardos após o processo de verificação da identidade racial.

Segundo o procurador da República Ronaldo Ruffo Bartolomazi, 18 cotistas foram eliminados pois tiveram a autode-claração recusada pela comissão avaliadora e outros 38, porque não compareceram nos dias das avaliações, em julho.

O procurador argumenta que a desclassificação do concurso só pode ocorrer quando há uma declaração falsa proposital. O certo seria transferir esses candidatos para a lista de ampla concorrência. “A simples divergência da comissão avaliadora, sem a presença do componente da fraude ou má-fé, devidamente comprovadas, não há de propiciar a exclusão do candidato do certame”, relatou.

Bartolomazi defendeu a anulação completa do concurso, do qual participaram 18.098 candidatos em busca de 29 vagas em 18 cargos, e descartou um acordo quanto às irregularidades constatadas em agosto.

Procurada, a Codesp disse não ter sido notificada. A Justiça Federal ainda não se manifestou sobre o novo pedido.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/10/2017

GOVERNO DO ESTADO APOIA PROJETO DE NOVO ACESSO À ALEMOA
Publicado em 10/09/2017 as 05:43 PM

Obra é vista por empresários como uma alternativa necessária e será usada apenas em emergência
07/10/2017 - 12:49 - Atualizado em 07/10/2017 - 15:16


Atualmente, a região da AlemoA conta com apenas um acesso rodoviário

A abertura de uma passagem para carros e caminhões sobre a linha ferroviária localizada ao lado do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa, em Santos, como um segundo acesso rodoviário à região a ser usado em situações de emergência, foi considerada viável e será apoiada pelo Governo do Estado. A posição é do secretário estadual de Logística e Transportes, Laurence Casagrande Lourenço.

A obra é vista por empresários do setor como uma alternativa necessária, uma vez que, atualmente, a região da Alemoa, na retroárea do Porto de Santos, conta com apenas um acesso rodoviário.

O projeto foi debatido pelo executivo na última segunda-feira (2) , na sede da Secretaria, na Capital, onde recebeu diretores da Associação das Empresas do Distrito Industrial e Portuário da Alemoa (AMA) e do Departamento de Estradas de Rodagem (DER, do Governo do Estado). Um próximo encontro ainda vai acontecer, desta vez, com representantes da Prefeitura de Santos e a da concessionária ferroviária responsável pela linha, a MRS.

De acordo com o presidente da AMA, João Maria Menano, atualmente há um projeto conceitual da passagem , elaborado pela associação em 2004 e que pode sofrer alterações, caso as partes envolvidas defendam mudanças.

“Protocolamos na Prefeitura e na Dersa (empresa controlada pela Secretaria Estadual de Logística e Transportes) a nossa proposta de transposição ferroviária e a Dersa nos convidou para uma reunião, onde eles mostraram o plano da nova entrada de Santos na altura do Saboó e apoiaram a nossa posição de duas transposições e até passarelas para pedestres na região da Alemoa, entre o Saboó e o Lixão, na divisa de Santos e Cubatão”, disse o empresário.

A ideia, segundo Menano, é garantir um acesso emergencial, a ser utilizado para a passagem de ambulâncias, viaturas do Corpo de Bombeiros ou ainda quando houver alguma interdição no Viaduto da Alemoa, que é o único acesso àquela região do Porto.

“A Alemoa não tem saída e a gente depende exclusivamente da parte rodoviária daquele viaduto. A Alemoa fica represada entre o estuário e a linha férrea. O que a gente pede, uma vez que vai ter esse novo acesso à Margem Direita no Saboó, é que a Alemoa tenha uma transposição ferroviária que ficará fechada, mas com a chave na mão do pessoal da linha férrea só para emergências. É uma coisa bem simples em nível de solo, bem simples”, explicou o executivo.

O vice-presidente da Associação Brasileira de Terminais de Granéis Líquidos (ABTL), Mike Sealy, também participou do encontro com o secretário Lourenço. Segundo ele, a proposta apresentada pelos terminais da Alemoa é muito importante sob o ponto de vista da segurança das instalações e, principalmente, dos trabalhadores. “Esse acesso controlado por cima da linha férrea possibilitará a evacuação da área em casos emergenciais. É um escape de segurança”, explicou.

Passarelas
Segundo o presidente da AMA, o conjunto de ações previstas para melhorar o acesso à Alemoa também prevê a construção de, ao menos, duas passarelas para pedestres na região. “As passarelas seriam incluídas no projeto como uma contrapartida para a ferrovia. Seria interessante para eles (os responsáveis pela linha férrea). Eles dariam a transposição de veículos em nível de solo para só serem abertas em emergências. E com as passarelas, eles deixariam de ter pessoas atravessando a linha férrea”.

Com o apoio do Estado, a AMA aguarda o agendamento de um novo encontro. Desta vez, ele será realizado com representantes da Prefeitura de Santos, do DER, da Dersa e da MRS Logística. “Eles (o Estado) se propuseram a intermediar e incluir a Prefeitura e o pessoal das linhas férreas na discussão. As ideias pareceram todas convergentes”, destacou Menano.

Apoio
Procurada, a Secretaria Estadual de Transportes e Logística destacou, em nota, que a proposta apresentada resolve o conflito de transposição das vias férrea e rodoviária na Alemoa. “Com o apoio do Governo do Estado, engenheiros do DER e da Dersa estudarão a viabilidade técnica da intervenção em parceria com os empresários e, depois, conduzirão entendimentos com outros envolvidos, Prefeitura, ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Artesp e concessionárias, no sentido de garantir a implantação, que será custeada pelos empresários que atuam na Alemoa”, relatou o órgão.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/10/2017

TERMINAL INVESTIRÁ R$ 10 MILHÕES NA CIDADE DE SANTOS
Publicado em 10/09/2017 as 05:42 PM

Assinatura do termo de responsabilidade para a implantação de medidas ocorreu nesta sexta-feira
FERNANDA BALBINO 07/10/2017 - 14:30 - Atualizado em 07/10/2017 - 14:43


Barbosa e executivos da Embraport assinam termo de responsabilidade (Foto: Carlos Nogueira/AT)

O Terminal Embraport, que fica na Margem Esquerda do Porto, na Área Continental da Santos, vai investir cerca de R$ 10 milhões em medidas mitigadoras e compensatórias à Cidade. Entre elas, estão a compra de móveis e equipamentos para escolas e a realização de obras em ginásios e pronto-socorro municipais.

A assinatura do termo de responsabilidade para a implantação das medidas ocorreu nesta sexta-feira (06) na Prefeitura de Santos. Todos os projetos foram definidos a partir da elaboração do Estudo de Impacto de Vizinhança do instalação, analisado por uma comissão municipal que trata do assunto.

O terminal especializado na operação de contêineres está localizado na Área Continental, próximo à comunidades como Monte Cabrão. Lá, a Embraport se comprometeu a construir um deck com atracadouro, paisagismo e demais intervenções. A empresa também implantará a cobertura da quadra poliesportiva da Unidade Municipal de Ensino do bairro

Nas duas intervenções, os materiais de construção e os equipamentos ficarão sob a responsabilidade do terminal. Já os projetos serão elaborados pela Prefeitura de Santos, que acompanhará a obra.

A Embraport ainda se comprometeu a adquirir 426 câmeras de monitoramento, equipamentos de fibra ótica para transmissão de dados e licenças de softwares. Toda essa estrutura será instalada em 47 escolas municipais, além do Pronto-Socorro da Zona Noroeste.

“Até maio, teremos o monitoramento de 47 das 81 escolas e esse monitoramento é total e integrado a nosso sistema, que é o que há de mais moderno em tecnologia. É um investimento bastante significativo”, destacou o prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que assinou o termo para implantação das melhorias com executivos do terminal na tarde de ontem, em reunião na Prefeitura.

Também estão previstos investimentos no Morro da Penha e na Vila Nova. Nesses bairros, a Embraport se comprometeu a concluir as instalações e a comprar os móveis de duas Vilas Criativas. Nelas, ainda serão instaladas câmeras e sistemas de monitoramento.

As Vilas Criativas oferecem cursos profissionalizantes e a oportunidade de novas formas de sustento para a população. Com as aulas, os moradores se preparam para concorrer a uma vaga de emprego ou têm a opção de trabalhar por conta própria e driblar a crise.

Para o prefeito Paulo Alexandre Barbosa, a assinatura do termo de responsabilidade é um símbolo da relação Porto-Cidade e deve servir de exemplo para outras empresas do complexo santista. “A Prefeitura definiu as prioridades e a empresa ficará responsável pela implantação, não transferindo recursos para o município”.

Outras empresas
primeira empresa portuária a assinar um termo desse tipo foi a Fibria Celulose, no início do mês passado. A empresa, que pretende iniciar a operação de um novo terminal no Macuco no início do ano que vem, se comprometeu a investir R$ 2 milhões em pelo menos cinco frentes. Elas vão desde o fornecimento de placas até o apoio à implantação de uma unidade de educação para capacita-ção de professores.

Há ainda outros terminais do Porto que estão em tratativas com a Prefeitura para a assinatura de termos de compensação. As medidas são avaliadas pela Comissão Municipal de Análise de Impacto de Vizinhança (Comaiv).
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 07/10/2017

"O PORTO, HOJE, É UM CORPO ESTRANHO DENTRO DOS MUNICÍPIOS", DIZ CONSULTOR
Publicado em 10/09/2017 as 05:42 PM


Pedrosa organizou um livro com pesquisas sobre problemas de infraestrutura e administração do Porto de Santos
LEOPOLDO FIGUEIREDO 09/10/2017 - 13:38 - Atualizado em 09/10/2017 - 14:35


Rafael Alves Pedrosa é do consultor em Logística Portuária e professor da Unimes (Foto:Carlos Nogueira/AT)

A grande maioria dos portos brasileiros, inclusive o de Santos, enfrenta dois grandes gargalos. Um está relacionado à infraestrutura – a falta de dragagem – e o outro, à administração – um modelo de gestão marcado por decisões centralizadas em Brasília e falta de agilidade.

Para solucionar estes problemas, a resposta passa por garantir uma maior autonomia administrativa aos complexos portuários e ampliar a participação da iniciativa privada e do poder local em seu desenvolvimento. A análise é do consultor em Logística Portuária e professor da Faculdade de Ciências Administrativas, Comerciais, Contábeis e Econômicas, da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), Rafael Alves Pedrosa, e tem como base a pesquisa que realizou nos últimos anos e que deu origem ao livro Os Portos que Movimentam o Brasil – Da Infraestrutura à Participação na Economia. A obra, organizada por ele e escrita ao lado de pesquisadores da região, será lançada na noite desta segunda-feira (9), na Unimes.

Em entrevista a A Tribuna, ele fala sobre esse trabalho, o atual cenário do setor e por que a solução para esses desafios passa pela união de empresas e da comunidade portuária. Confira os principais trechos a seguir.

Professor, em seu livro Os Portos que Movimentam o Brasil, o sr. analisou a infraestrutura e o papel comercial dos dez principais complexos do País. Quais os maiores desafios enfrentados hoje por esses portos?

Os maiores gargalos que nós temos no sistema portuário brasileiro, hoje, estão ligados à infraestrutura. Não propriamente nos portos, que, em alguns casos, já dispõem de uma infraestrutura equiparada com o que há de melhor no mercado mundial. Exemplo disso é Santos, que conta hoje com grande parte de seus terminais, se não a totalidade, com tecnologia de ponta. Mas o desempenho máximo dessa tecnologia não é atingido por uma questão de infraestrutura, que está relacionada à questão da gestão.

O que especificamente é essa questão de infraestrutura?

Dois aspectos chamam a atenção em pelo menos nove desses portos aí – como uma única exceção eu coloco Itajaí (SC). Um deles é a dragagem, que é um problema portuário nacional. Há a falta de dragagem de manutenção em alguns casos e, em outros, a de aprofundamento. Em Santos, a gente ainda tem um cenário mais complexo, pois fizemos o aprofundamento e, pela falta de manutenção, chegamos a perder a profundidade obtida. Mas isso é um problema nacional. Dispomos muitas vezes de terminais com infraestrutura e capacidade para operar em um nível muito mais alto, mas eles não conseguem receber embarcações que vão atender essa possibilidade. Depois da Lei de Modernização dos Portos, os terminais passaram a receber mais investimentos, contudo os portos em si não acompanharam o nível de investimento, tanto nos acessos para o mar como nos acessos terrestres. E isso criou uma disparidade muito grande e uma insatisfação muito grande no empresariado.

Qual a origem desse problema de infraestrutura? É apenas uma questão de falta de recursos ou o modelo de gestão prejudica?

A dragagem tem um cenário bem peculiar e os problemas relativos a ela estão muito relacionados à burocracia do nosso país. Nós tivemos uma draga holandesa que ficou em Santos por 45 dias aguardando liberação documental para operar. Isso não ocorreu e ela foi para o Rio de Janeiro, prestar um serviço para um terminal privado. Em Santos ela ficou esse período totalmente ociosa. No mundo em que nós vivemos, totalmente digital, a alegação do presidente da Companhia Docas daqui do Porto de Santos, na época, foi que o representante do setor de Meio Ambiente estava em Brasília e não podia assinar um documento. É possível viabilizar uma assinatura hoje em dia, mesmo à distância. Mas enfim, isso é um exemplo de como esse modelo de gestão atravanca o processo. E ainda há uma escassez de recursos, que se iniciou com mudanças na responsabilidade. O órgão específico federal que vai cuidar do setor portuário muda muito. Muda-se a responsabilidade constantemente a ponto de não se saber mais quem é que vai fazer a gestão disso. Nós tivemos a SEP, depois destituída. E a cada mudança o novo representante tem que se inteirar de tudo. E mais um agravante: 90% dos portos brasileiros não estão nas mãos de especialistas no assunto.

O sr. se refere à direção das autoridades portuárias?

Exatamente. São pessoas naturalmente com competências para gestão, mas não propriamente em porto. E porto tem um timing diferenciado. Você perde um metro de profundidade no canal e você deixa de colocar em um navio de 400 a 700 TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), dependendo do tipo de embarcação. Isso gera um impacto na economia da cidade, do terminal, do país absurdo.

E por que não temos, em geral, especialistas à frente dos portos? É a influência política no setor?

Infelizmente, esses dois fatores estão totalmente relacionados. Nós temos pessoas que nunca tinham tido relação com portos até ingressarem nas companhias docas. São pessoas que acabam ascendendo ao cargo por indicações políticas diversas. Se nós tivéssemos uma agência, um órgão, um núcleo do governo preparado somente para cuidar dos portos, com certeza teríamos ganhos absurdos, o que é bem diferente do processo que se vê hoje.

O sr. defende o retorno de um ministério dos portos, como foi a Secretaria Especial de Portos?

Exato, só que não poderia ter sua direção alterada com tanta frequência. De repente, poderíamos ter um ministério ou algo que fosse mais definitivo, uma agência para cuidar desse tipo de circunstância.

Então seria uma agência autônoma e executiva, diferente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que é uma agência autônoma, mas reguladora?

Sim, seria executiva. A Antaq só regula o que é feito. Ela não interfere diretamente em cada processo para dar celeridade a ele. E nós estamos carentes, hoje, de um processo mais ágil. Nós sabemos o que temos de fazer, mas fazemos em um tempo muito aquém do que seria aceitável para manter a competitividade dos portos.

Mas como mudar este cenário? Se o Governo não prevê tais alterações no setor, quem poderia lutar por essas bandeiras? A iniciativa privada?

A união das empresas, da comunidade portuária, pressionando o Governo, seria crucial. Aqui em Santos, isso está começando a acontecer. Estão começando a levantar essa bandeira. Isso porque os terminais fizeram investimentos vultuosos e eles estão impedidos de ter esse retorno muitas vezes por uma questão de infraestrutura que não compete a eles. Eles estão, inclusive, sugerindo fazer serviços de responsabilidade do poder público para não sofrerem mais.

O sr. se refere à proposta da iniciativa privada de assumir a gestão da dragagem?

Exatamente. E isso se estende a outras questões. Se voltarmos um pouco no tempo, a BTP (Brasil Terminal Portuário, instalação especializada na movimentação de contêineres) fez uma obra na frente do seu terminal. Eles pavimentaram um quilômetro e meio (da Avenida Augusto Barata, o Retão da Alemoa, principal acesso rodoviário à empresa e as demais instalações da Margem Direita do complexo) e doaram a obra à Codesp. E queriam fazer mais, pois entendiam que propiciaria a eles uma mobilidade maior. Mas foram impedidos porque a Codesp diz que tem um projeto para fazer este serviço e que é responsabilidade dela.

O projeto do trecho Alemoa-Saboó da Avenida Perimetral, não?

Exato, mas que não anda. Quem perde é o Porto, quem perde é o País. É uma queda de braço que não cabe. A iniciativa privada foi concebida dentro do Porto para aumentar nossa competitividade porque o Governo não conseguiu fazer isso e, ao mesmo tempo, o Governo não deixa que isso tome a proporção que pode tomar. Quando está na mão da iniciativa privada, você tem uma pessoa que colocou dinheiro (nesse projeto) e quer retorno. E ele é o dono hoje, amanhã e depois de amanhã.

E qual sua análise sobre a participação de autoridades locais no desenvolvimento de um porto?

A partir do momento em que tivéssemos todos os órgãos e empresários envolvidos, nós podemos obrigar o governo a conversar com o porto e com a comunidade. Hoje, eu peguei o plano de expansão portuária de Santos e das cidades de Santos e Guarujá.

O sr. fala do masterplan do Porto de Santos e os planos diretores de Santos e Guarujá?

Exato. Eu encontrei 1.288 pontos de conflito. Esses órgãos estão conversando? Claro que não. O Porto de Santos, hoje, é um corpo estranho dentro dos municípios. Não tem relação porto-cidade saudável. Você acaba de voltar de Antuérpia (Bélgica, cujos portos foram visitados pela delegação do Santos Export, seminário realizado pelo Grupo A Tribuna, neste ano). O governo, os municípios conversam com o porto e eles crescem harmonicamente. Quando você olha o porto, você vê um local de visitação. Quando você olha o Porto de Santos, te remete a coisas muito negativas. Você pensa em congestionamento, drogas e até problemas de saúde. Você não pensa em algo positivo. Exceto para o trabalhador que está envolvido com a atividade portuária.

No início da entrevista, ao analisar os principais portos nacionais, o sr. fez uma ressalva ao Porto de Itajaí, que é administrado pela prefeitura. Por quê?

Por que Itajaí é um porto municipal. Itajaí não cresce isoladamente como um corpo estranho. A cidade quer que o porto se desenvolva mas que não a atrapalhe por isso. A cidade decide o que é melhor para ela. Se é melhor o porto crescer, ele vai crescer. Mas isso não vai impactar a cidade. É uma atividade da cidade. Itajaí, sob este aspecto, é o porto brasileiro que mais se aproxima dos modelos de gestão de sucesso na Europa e na América do Norte.
Fonte : A Tribuna Digital – SP
Data : 09/10/2017

SUPERÁVIT ULTRAPASSA R$ 25 MILHÕES EM 2017
Publicado em 10/06/2017 as 03:01 PM

A Superintendência do Porto do Rio Grande realizou o fechamento do balanço financeiro até mês de setembro de 2017. Até o momento o superávit ultrapassa a R$25 milhões. A receita da autarquia é composta por uma série de tarifas portuárias, contratos de arrendamento de áreas e também pela movimentação do complexo. De 2015 até setembro de 2017, já são mais de R$ 70 milhões de superávit.

“As medidas de contenção do Governo do Estado buscam equilibrar as contas públicas sem perder a eficiência do serviço prestado. Essa foi a orientação que tivemos do secretário dos Transportes Pedro Wesphalen para conduzirmos nossas ações na SUPRG”, avalia o diretor superintendente Janir Branco. Até setembro, a autarquia arrecadou R$98 milhões e teve uma despesa de R$72,5 milhões. “Conduzimos uma administração voltada para as reais necessidades do complexo, visando a área ambiental que teve aumento em seu orçamento de trabalho e reduziu por exemplo, cargos em comissão, diárias e contratos”, conclui Branco.

Até agosto, o complexo movimentou mais de 27 milhões de toneladas dos mais variados produtos. O complexo soja segue sendo o principal produto movimentado com quase sua totalidade tendo destino a China. Além das tarifas por movimentação, outras taxas compõe a receita corrente da autarquia.
Fonte : Portos e Navios
Data : 05/10/2017

BRASIL PODE AMPLIAR EXPORTAÇÃO DE SUCO DE LARANJA AOS EUA EM 50%
Publicado em 10/06/2017 as 03:01 PM

Após os estragos provocados pela passagem do furacão Irma pelas plantações de cítricos da Flórida, no mês passado, as empresas de bebidas dos EUA podem ser forçadas a começar a usar em suas misturas quantidades maiores do suco de laranja brasileiro, menos doce que o norte-americano, para compensar a perda de produção.

As exportações brasileiras de suco de laranja para os EUA podem aumentar em até 50 por cento, para 300.000 toneladas, atendendo as necessidades de cerca de metade do consumo dos EUA, disse Ibiapaba Netto, diretor-executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), em entrevista por telefone.

O Brasil, maior produtor e exportador de suco de laranja do mundo, colherá uma safra abundante neste ano após condições climáticas quase perfeitas. Além dos danos causados pelo furacão, as plantações da Flórida também sofrem com a doença conhecida como citrus greening. Para piorar, uma nova tempestade pode provocar mais prejuízos na área. Uma depressão tropical que poderia se transformar em furacão deverá atingir a Costa do Golfo dos EUA no domingo à noite.

Os problemas da Flórida afetam todo o setor devido ao papel icônico do estado no mundo do suco de laranja, disse Netto.

“O hábito dos norte-americanos de beber suco de laranja está altamente associado à Flórida”, disse ele. “Se a Flórida se tornar um fornecedor menos importante, esse é outro motivo para os consumidores beberem menos suco.”
Fonte : Portos e Navios
Data : 05/10/2017

CURTO-CIRCUITO INTERROMPE OPERAÇÕES NA ALEMOA
Publicado em 10/06/2017 as 03:00 PM

Incidente foi causado pelo lançamento de água de lastro do navio atracado no píer 1



Um curto-circuito provocou um princípio de incêndio no píer 1 da Alemoa, na Margem Direita do Porto de Santos, na manhã desta quinta-feira (5). Com isso, as operações com gasolina, que são realizadas pela Petrobras, foram paralisadas por três horas. Ninguém ficou ferido. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) considerou que o incidente envolveu apenas o surgimento de fagulhas no local.

O caso aconteceu às 6h18, quando o navio Eagle descarregou água de lastro sobre o píer 1, inundando a plataforma e conduítes do sistema elétrico da instalação. Com isso, um curto-circuito aconteceu no eletroduto de alimentação do braço de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).



O problema poderia ter sido maior se a estrutura estivesse em operação. Mas, no momento do curto-circuito, o sistema elétrico estava em manutenção.

De acordo com a estatal que administra o Porto de Santos, o incidente foi observado pela equipe de fiscalização da Autoridade Portuária que estava no local. Imediatamente, ela solicitou o desligamento da energia elétrica ao operador da área, que é a Transpetro, subsidiária da Petrobras no cais santista.

Em seguida, a Guarda Portuária e sua brigada de incêndio, que conta com caminhão autobomba, foram acionadas. Os técnicos da Transpetro efetuaram os reparos necessários no cabo avariado e, após inspeção pela Gerência do Setor Elétrico da Codesp, as operações com combustíveis foram retomadas às 9h24.

O navio Eagle atracou no píer 1 da Alemoa na noite da última quarta-feira para o embarque de 26.250 toneladas de gasolina. A manobra de saída do Porto de Santos está prevista para a manhã de hoje, de acordo com a programação da Praticagem de São Paulo.

Água de Lastro

A Companhia Docas proíbe o despejo de água de lastro sobre cais e píeres. Cabe à Autoridade Portuária a fiscalização e o monitoramento ambiental do complexo. No entanto, a estatal não fará qualquer procedimento diante do descumprimento da norma, que foi flagrado pelos técnicos da empresa.

A água de lastro é recolhida no mar e armazenada em tanques nos porões dos navios. O objetivo é dar estabilidade às embarcações enquanto elas estão navegando.

Em alto-mar, um navio sem lastro pode ficar descontrolado, correndo até o risco de partir ao meio e afundar. A água compensa a perda de peso de carga e combustível, regulando a estabilidade e mantendo a segurança da navegação.

Por outro lado, a água de lastro é uma das grandes ameaças ao equilíbrio marinho. Isto porque ela carrega organismos exóticos de um ecossistema (onde está integrado) a outro (no qual não conta com predadores), causando danos à saúde humana, à biodiversidade e às atividades pesqueiras das regiões onde é lançada.

Investigações

Como o curto-circuito aconteceu em função do despejo de água de lastro do navio, segundo a Codesp, o incidente será investigado exclusivamente pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), órgão da Marinha do Brasil.

Assim que informada sobre a ocorrência, a Autoridade Marítima enviou peritos ao local e vai abrir um Inquérito Administrativo de Fatos da Navegação, a ser concluído em 90 dias.

Procurada, a Petrobras informou em nota que, na manhã de ontem, “foi identificado um pequeno faiscamento em um eletroduto do Píer 1 do Terminal de Santos (SP). A situação foi imediatamente corrigida por técnicos da companhia”.

A empresa também comunicou que, “por questões de segurança”, ela interrompeu “momentaneamente a operação que estava sendo realizada no píer. Não houve dano às pessoas, ao meio ambiente e às instalações”. E destacou que “as operações foram retomadas ainda pela manhã”
Fonte : A Tribuna
Data : 06/10/2017

CIPP TEM 80 NOVAS OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO
Publicado em 10/06/2017 as 02:59 PM

Potencial da região foi apresentado na All About Energy pela Associação das Empresas do Complexo

Na busca de atrair investidores do setor de energias renováveis para o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a Aecipp, que representa as empresas já instaladas no Complexo, destacou as vantagens de operar no que hoje é o maior distrito industrial do Estado durante a All About Energy. Para tal, destacou o mapeamento realizado em 2016 que identificou 80 oportunidades de negócios no Cipp.



Segundo destacou Marcus Borges, diretor da Aecipp, durante a palestra "Oportunidades e Desafios no Cipp", há dezenas de possibilidades empresariais à espera de investidores para se tornarem realidade no Complexo. "A Associação realizou ano passado a identificação de 80 oportunidades de negócios ou serviços a serem prestados pelas empresas que compõem o Complexo abrangendo os quatro setores da economia: indústrias de base, empresas de serviço, empresas de comércio e empresas de apoio", afirmou.

Borges aponta que "as facilidades de instalação, somadas à localização geográfica do local (próximo dos mercados consumidores da Ásia, América do Norte e Europa), infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária, incentivos fiscais, capacitação de pessoas, segurança energética, linha de financiamento e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) são de suma importância na atração para novos investimentos para o Estado do Ceará".

Recursos aplicados

Borges destacou, ainda, que o equipamento portuário recebeu uma média aproximada de R$ 1 bilhão por cada empresa instalada - cerca de 30. Isto, ocasionou a geração de milhares de empregos que, inclusive, já superam o número de habitantes da cidade de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), onde o Porto está instalado. "Hoje, são 28 empresas em operação, e essas empresas, nos últimos cinco anos, investiram mais de R$ 30 bilhões. São hoje cerca de 51 mil empregos, sendo 13 mil diretos. Esse número de pessoas é maior que a população de São Gonçalo do Amarante. E o CIPP está localizado metade em São Gonçalo e a outra metade em Caucaia", comentou o diretor da Associação.

A apresentação do Cipp foi feita aos participantes do X Congresso Internacional de Energia Renovável e Consumo Responsável, que foi incluída dentro da programação da 10ª edição da All About Energy, a maior feira de energias renováveis da América Latina, no Terminal Marítimo de Passageiros de Fortaleza. "O objetivo é mostrar para os empreendedores que participam do evento o Pecém como uma nova ordem logística do Ceará. Esse é o foco principal. Tecemos sobre os desafios e oportunidades que temos no Complexo Industrial e Portuário", disse.

Resultados

Ele apontou que vislumbra resultados cada vez melhores oriundos dos investimentos em negócios de logística na área portuária cearense. "A expectativa é de crescimento, principalmente com a divulgação de ampliação da ZPE e chegada de novas indústrias. Isso tem levado as empresas a fazer investimentos em equipamentos". Outros pontos positivos citados por Borges foram o Aeroporto Internacional Pinto Martins e a ampliação das operações no próprio Pecém.

"Estamos com o hub no Aeroporto, e estamos caminhando para também ter um hub marítimo. Com a chegada da Transnordestina, vamos ter no Porto do Pecém terminais multimodais, com ferrovia, rodovia e aérea. As estratégias e desenvolvimentos caminham nessa direção, para que esses modais integrados favoreçam a logística e reduzam o custo Brasil", opinou.

"Nosso Estado precisa avançar em algumas áreas, mas existe um planejamento que leva os empresários locais a fazerem investimentos. E tudo isso, caso o Porto de Roterdã esteja participando junto com a Ceará Portos na condução do Complexo, vai alavancar bastante os negócios na região", disse.
Fonte : Diário do Nordeste
Data : 06/10/2017

PORTO ENCERRA 3º TRIMESTRE COM ALTA
Publicado em 10/06/2017 as 02:58 PM

O Porto do Pecém fechou o terceiro trimestre deste ano com crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2016. Nos meses de julho a setembro, a navegação de cabotagem (entre portos brasileiros) cresceu 34,78%, enquanto a de longo curso (exportação/importação) teve alta de 22,75%.

Os minérios utilizados, principalmente na CSP, foi a principal carga na movimentação de cabotagem. Foram recebidas 1.181.665 tonelada do produto, originário do Porto de Ponta da Madeira (64%) no Maranhão e de Vitória (36%). Enquanto a Navegação de Longo Curso foi impactada pela importação de 1.484.352 tonelada de combustíveis e óleos minerais no terceiro trimestre.

Na comparação mês a mês do trimestre os resultados também foram de alta. O mês de agosto cresceu 6% em relação a julho e setembro cresceu 16% em relação a agosto deste ano.

Já no acumulado de 2017 (11.659.593 toneladas), o resultado foi 62% acima do mesmo período correspondente no ano passado (7.178.303 t). Enquanto as importações cresceram 46%, as exportações subiram 153%, passando de 1.106.513t em 2016 para 2.801.288t em 2017.

Em nota, o presidente da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), Danilo Serpa, disse que o bom momento do Porto é resultado do trabalho conjunto da equipe do complexo e do Governo do Estado. Ele afirmou que o governador Camilo Santana tem trabalhado a imagem e as potencialidades do Porto nos cenários nacional e internacional. Com o crescimento dos números do Porto do Pecém, a expectativa é de fechar o ano de 2017 com o melhor resultado da história do equipamento. “Se mantivermos esse ritmo, vamos ter o melhor ano da história do Porto, o que nos motiva para 2018”, destaca o presidente.
Fonte : O Povo
Data : 06/10/2017

MISSÃO DO IRÃ VISITA O PORTO DE ITAQUI
Publicado em 10/06/2017 as 02:58 PM

O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Ted Lago, recebeu uma comitiva da Embaixada da República Islâmica do Irã na tarde de terça-feira (3), no Porto do Itaqui.

Participaram do encontro de apresentação das potencialidades do porto o secretário da embaixada, Mohsen Shahbazi, o secretário de Estado de Projetos Especiais (SEPE), Pierre Januário, e o diretor de Operações da EMAP, José Antônio Magalhães.
Após a reunião o grupo visitou a área primária do Itaqui para conhecer de perto a infraestrutura das instalações portuárias.

Os principais focos de interesse da representação do Irã em relação ao Porto do Itaqui são o agronegócio (soja e milho), boi vivo e combustível. Vale lembrar que o primeiro navio de milho carregado pelo Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), em 2015, seguiu para o Irã.

O Irã é um importante parceiro comercial brasileiro e o Itaqui já faz alguns embarques para lá, principalmente de cereais. “O embaixador demonstrou bastante interesse em aprofundar a conversa sobre embarque de carga viva, que também é um projeto de interesse do estado e nós estamos preparando uma agenda para tratar desse assunto”, comentou Ted Lago.

As tratativas sobre potenciais parcerias estão na pauta de um novo encontro, dessa vez em Brasília, com o objetivo de dar seguimento à discussão sobre as operações de carga viva.

Em 2016 foi realizado o primeiro embarque de gado maranhense pelo Itaqui, o que movimentou R$ 42 milhões para pequenos e médios produtores em dois embarques.

As exportações de boi vivo representam um nicho de mercado que já vem sendo fomentado pelo Governo do Maranhão junto aos produtores por gerar emprego e renda. A operação beneficia toda uma cadeia produtiva que envolve pecuaristas, trabalhadores rurais, operadores de pastagem e forragem, fornecedores de produtos químicos, veterinários, vendedores, criadores e operadores portuários, entre outros.
Fonte : Portogente
Data : 05/10/2017

BOLSA TESTA PATAMAR DE 78 MIL PONTOS, MAS FECHA ESTÁVEL; DÓLAR AVANÇA
Publicado em 10/06/2017 as 02:57 PM

A Bolsa iniciou a quinta-feira (5) impulsionada pelo otimismo com a recuperação do país, após o Itaú Unibanco, considerado conservador em suas estimativas, melhorar a projeção para a economia brasileira. Ao longo do dia, porém, o mercado acionário perdeu fôlego e acabou fechando praticamente estável.

Já o dólar interrompeu uma série de cinco sessões de baixa e voltou a ganhar força ante o real.



O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas, subiu 0,03%, para 76.617 pontos. O dia foi de forte volume negociado, com giro de R$ 11,2 bilhões –a média diária do ano é de R$ 8,3 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,67%, para R$ 3,153. O dólar à vista se valorizou 0,42%, para R$ 3,138.

Na máxima, o Ibovespa atingiu 78.024 pontos, sua maior pontuação nominal histórica em negociações. A injeção de ânimo veio com a revisão que o Itaú Unibanco fez de suas projeções para a economia brasileira neste ano.



O banco passou a ver o real mais valorizado em relação ao dólar (R$ 3,25, contra R$ 3,35 anteriormente), inflação menor (3%, frente a 3,2%) e taxa Selic em 6,5% –a previsão anterior era de 7%.

"Essa mudança trouxe motivação para o investidor, por ser um player que adotou o conservadorismo ao longo do ano e agora abriu e colocou no preço um desenho mais otimista para a economia", avalia Raphael Figueredo, sócio-analista da Eleven Financial.

Ao longo do pregão, outras notícias contribuíram para que a Bolsa subisse. A agência de notícias Reuters informou que o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) já teria definido sua equipe econômica para concorrer às eleições de 2018.

O nome do ministro agrada ao mercado, principalmente pela percepção de que ele daria continuidade à agenda de reformas iniciadas no governo de Michel Temer, diz Figueredo.

Por fim, o Tesouro Nacional anunciou que recomprou US$ 419 milhões em títulos globais.

AÇÕES

Dos 59 papéis do Ibovespa, 30 subiram e 29 caíram.

O setor de energia liderou os avanços do índice. Os papéis da Taesa subiram 3,20%, enquanto as ações da Cemig se valorizaram 2,19%.

As ações da Eletrobras fecharam em baixa, após o governo anunciar que adiou a entrada da empresa no Novo Mercado da Bolsa para poder concluir, até o primeiro semestre de 2018, a privatização da estatal. As ações preferenciais caíram 0,87%, e as ordinárias recuaram 1,74%.

Os papéis da Petrobras subiram acompanhando a valorização dos preços do petróleo no exterior. A alta da commodity ocorreu pela expectativa de que a Arábia Saudita e a Rússia vão estender os cortes na produção, embora as exportações recordes dos Estados Unidos e o retorno da produção de um campo petrolífero na Líbia limitem a valorização no mercado.

As ações preferenciais da estatal subiram 1,53%, para R$ 15,90. As ações ordinárias tiveram valorização de 1,59%, para R$ 16,57.

A mineradora Vale teve queda nesta sessão, seguindo a desvalorização de 0,92% do minério de ferro. Os papéis ordinários da empresa caíram 1,04%, para R$ 32,27. As ações preferenciais recuaram 0,70%, para R$ 29,80.

Os papéis do Itaú Unibanco subiram 1,60%. As ações preferenciais do Bradesco avançaram 0,08%, e as ordinárias tiveram alta de 0,20%. O Banco do Brasil teve valorização de 1,63%, e as units –conjunto de ações– do Santander Brasil ganharam 1,87%.

DÓLAR

No mercado cambial, o dólar ganhou força ante 23 das 31 principais moedas do mundo.

A alta ocorreu antes da divulgação, nesta sexta, de dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos.

"Esses dados vão dar uma definição geral sobre o terceiro aumento de juros nos EUA. Em me arrisco a dizer que nesta sexta os investidores deixarão de se preocupar com a pressão inflacionária gerada pelo aumento da renda e passarão a querer saber quem vai substituir a Janet Yellen no Fed", diz Figueredo.

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) recuou pelo oitavo dia. A queda foi de 0,66%, para 184,9 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados fecharam com sinais mistos. O DI para janeiro de 2018 recuou de 7,469% para 7,459%. A taxa para janeiro de 2019 teve alta de 7,310% para 7,340%.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 06/10/2017

RODOANEL NORTE EXIGIRÁ UM APORTE DE R$ 582 MILHÕES DE VENCEDORA
Publicado em 10/06/2017 as 02:57 PM



O trecho norte do Rodoanel Mário Covas demandará um investimento de R$ 581,6 milhões durante os 30 anos de concessão.

O critério para definir o vencedor da disputa será o maior valor de outorga.

O lance mínimo será estipulado em R$ 462,3 milhões, de acordo com a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo).



O Rodoanel Norte terá 47,6 quilômetros de extensão e vai integrar os trechos leste, operado pela SPMar, do grupo Bertin, e oeste, sob concessão da CCR.

O trajeto é considerado um dos mais atrativos para a iniciativa privada por ter uma ligação de quase quatro quilômetros com o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

A previsão é que a obra seja entregue pela Dersa (empresa estadual de desenvolvimento rodoviário) no ano que vem -o leilão ocorrerá antes disso, em 10 de janeiro.

"O resultado das últimas licitações mostra que o modelo adotado neste ano em São Paulo foi bem aceito pelo mercado", afirma Giovanni Pengue Filho, diretor-geral da Artesp.

Assim como as outras rodovias licitadas pelo governo em 2017, o edital do trecho norte do Rodoanel permite a participação de fundos de investimento.

Em março, a proposta do Pátria arrematou o lote de rodovias no centro-oeste paulista por R$ 917,2 milhões.

Constam também no edital instrumentos de proteção cambial e a obrigatoriedade de desconto de 5% nos pedágios pagos pelos usuários que utilizem meio eletrônico.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 06/10/2017

CENÁRIO ECONÔMICO DÁ FÔLEGO À BOLSA
Publicado em 10/06/2017 as 02:56 PM

Um cenário com juros muito baixos para os padrões brasileiros por um período prolongado, economia em processo de recuperação e inflação abaixo da meta já entrou na conta do mercado e tem alimentado sucessivos recordes da bolsa de valores. Mas ontem essa tese ganhou um reforço de peso. O Itaú Unibanco revisou de 7% para 6,5% sua estimativa para a taxa Selic até o fim de 2018, o que deve garantir um crescimento maior do PIB, de 3% no próximo ano. Ainda assim, o prognóstico do banco para a inflação ficou mais baixo, em 3,8% – combinação de elementos que parece perfeita para apostas no mercado de ações.

Esse ajuste de previsões não chega a surpreender investidores, mas encorajou os compradores de ações e contribuiu para que o Ibovespa alcançasse a marca inédita intradia de 78 mil pontos na sessão de ontem. Esse movimento acabou perdendo fôlego no fim do dia por causa da piora do ambiente internacional. Mas, na visão de especialistas, nada que coloque em xeque o bom momento vivido pelas praças locais. No fim do dia, o Ibovespa valia 76.618 pontos, 0,03% acima do fechamento anterior.

Em seu novo cenário, o Itaú também alterou a projeção para o dólar no fim deste ano, de R$ 3,35 para R$ 3,25, em resposta ao comportamento recente dos fluxos cambiais. Captações externas, IPOs e venda de ativos, como a feita pela Cemig na semana passada, estão atraindo o capital externo nas últimas semanas, o que deu força ao real nesta semana.

A melhora de expectativas anunciada pelo maior banco privado do país, cujo departamento econômico é comandado pelo ex-diretor do Banco Central Mario Mesquita, vem na sequência de uma série de revisões positivas feitas por outras importantes instituições financeiras, que passam a considerar o nível de 7% como teto para a taxa Selic. A esperança de que o viés reformista do atual governo se estenda ao próximo mandato e a reação positiva a medidas já tomadas no sentido de reduzir o juro estrutural – como a aprovação da Taxa de Longo Prazo (TLP) – geram a percepção de que o ambiente positivo para os negócios persistirá, o que sugere que o Ibovespa ainda opera hoje aquém de suas máximas potenciais.

A perspectiva de ganhos adicionais para a bolsa é sustentada, no entanto, porque o mercado tem migrado para projeções de juros cada vez menores. Além do Itaú, o BofA também espera Selic de 6,5% até o fim do próximo ano, cenário que passou a ser base ainda em setembro. A justificativa dos estrategistas do banco americano é baseada sobretudo na queda do juro estrutural – que teria saído de 5% ao ano para 4% – e nas expectativas de inflação do Banco Central, que ainda estão abaixo do centro da meta. Portanto, a dinâmica dos preços ofereceria espaço para mais alívio monetário, melhorando a relação entre risco e retorno da aplicação em bolsa nesse período.

A dúvida agora diz respeito ao fôlego desse movimento. E, a depender da avaliação dos analistas, o mais provável é que o Ibovespa ainda tenha espaço para ampliar os recordes vistos até aqui. O nível do índice em dólar – equivalente hoje a 24.442 pontos, ainda muito distante da máxima histórica de 44.616 pontos registrada em 19 de maio de 2008 -sugere que a bolsa ainda pode estar atrativa para o investidor estrangeiro.

Na linha de juros baixos amparando o mercado de ações, Paulo Pereira Miguel, sócio da GPS Investimentos, gestora de patrimônio integrante do grupo Julius Baer, também aposta que é possível que a Selic vá abaixo de 7%, cenário que não representa, segundo ele, grande desafio, já que a inflação de curto prazo segue baixa. “Na toada atual, vemos que isso é possível e o reflexo disso é muito grande para a renda variável, caso de fato ocorra.”

Para Alvaro Bandeira, economista-chefe da corretora Modalmais, o fato de a bolsa ter passado por um ajuste ontem responde à pressão vendedora mais forte que toma corpo depois de renovar a máxima e atingir os 77 mil pontos. Segundo ele, no entanto, é viável acreditar em um movimento de redução ainda mais forte da Selic até o início do ano que vem, quando ela pode ficar abaixo de 7%. “Trabalhamos sim com a possibilidade de a Selic ir a 6,5% no fim do ano, há uma chance de isso acontecer conforme a inflação continue demonstrando controle”, afirma. “E isso ainda representa para a bolsa uma oportunidade.”

A expectativa de mais ganhos para o mercado acionário é compartilhada mesmo entre alguns analistas que questionam as chances de a Selic cair abaixo de 7%. O ex-diretor do BC e atual economista-chefe do UBS no Brasil, Tony Volpon, considera que a recuperação da economia já está em curso, o que não justifica pressa em colocar a Selic em patamares na casa de 6%.

Mesmo sem esperar Selic abaixo de 7%, Volpon projeta crescimento de 3,1% do PIB no ano que vem, em parte por acreditar que os efeitos mais intensos do atual ciclo de distensão monetária deverão ser sentidos em sua maior amplitude na metade de 2018. “Ano que vem será marcado muito mais por crescimento da atividade, e esse é um cenário em que claramente a bolsa se beneficia”, afirma o ex-diretor do BC.

Isso não significa, porém, que a trajetória ascendente ocorrerá sem solavancos. Volpon chama atenção para os riscos de ordem externa e interna. Lá fora, o movimento dos BCs de saída de políticas monetárias ultrafrouxas, riscos geopolíticos e até mesmo de crescimento mais acelerado nos EUA poderiam dar novo impulso ao dólar, algo que historicamente é negativo para mercados emergentes. No plano doméstico, a eleição de 2018 é um tema que inspira cautela, embora atualmente os preços dos ativos indiquem que o mercado não vê motivos de preocupação nesse tema.

José Tovar, sócio da gestora carioca Truxt Investimentos, diz que o investidor brasileiro terá de aprender a ter mais tolerância com volatilidade e trabalhar com horizonte maior de tempo de investimento. O especialista aponta que ainda há espaço para migração de renda fixa para variável, uma vez que esse movimento só estaria começando. “As alocações em renda variável no Brasil são mínimas, tanto de fundações quanto do investidor médio”, acrescenta.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

EXECUTIVOS DIVERGEM SOBRE EFEITOS DA ELEIÇÃO NA RETOMADA
Publicado em 10/06/2017 as 02:56 PM

Empresários que ontem acompanharam o discurso do ex-presidente americano Barack Obama divergem a respeito dos impactos sobre a economia de uma eventual piora do quadro político em 2018, com o acirramento da disputa eleitoral.

O executivo Líbano Barroso, membro do conselho de administração da Via Varejo, afirmou não acreditar que a recuperação econômica será negativamente afetada pela incerteza política com as eleições de 2018 – que ele acredita será muito fragmentada. “Temos uma combinação de inflação baixa e juros baixos que não víamos há muito tempo e que vai viabilizar projetos de infraestrutura”, disse ontem, durante o evento “Cidadão Global”.

“Será uma eleição fragmentada e imprevisível como nos anos 90. A diferença é que já passamos por [Fernando] Collor”, disse, completando que, com isso, o eleitor deverá evitar aventureiros na política.

Segundo Barroso, o varejo de eletrodomésticos e eletrônicos tem mostrado sinais claros de recuperação. E, apesar de críticas que se possa fazer à reforma trabalhista recém-aprovada, ela deverá fomentar contratações temporárias no setor de varejo no fim do ano.

Já na avaliação do presidente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, Carlos Jereissati Filho, há o risco de que instabilidades políticas geradas com a eleição presidencial em 2018 afetem o processo de recuperação da economia, iniciado neste ano. “Em 2018, temos Copa do Mundo e uma eleição presidencial que pode ser conturbada, e não há dúvida que esse cenário político pode atrapalhar a recuperação”, afirmou ele.

De acordo com Jereissati, houve uma melhora nos indicadores econômicos no segundo semestre, mas ainda “de forma gradual, nada consistente”, disse ele. “Isso tem a ver com a redução de inflação, mas o ambiente de consumo ainda oscila muito de acordo com o mês. Por exemplo, agosto foi muito bom, mas é porque a comparação é com as Olimpíadas no Rio de Janeiro [o que reduz a base de comparação]”.
Paulo Kakinoff, presidente da companhia aérea Gol, disse ver sinais claros de recuperação da demanda na economia e não acredita que a instabilidade política freará a recuperação. A companhia divulgou ontem pela manhã projeções mais otimistas para seus resultados do terceiro trimestre.

Paulo Kakinoff, presidente da Gol, não acredita que a instabilidade política freará a recuperação
O dirigente afirmou não ver sinais de euforia, mas afirmou estar otimista. “A redução dos juros poderá colocar o Brasil em um cenário econômico inédito”, afirmou. “E as empresas que sobreviveram à crise são hoje mais eficientes e competitivas, com potencial para crescer mais.”

Um dos principais executivos da área de bebidas no país, o presidente da Heineken no Brasil, Didier Debrosse, afirmou que a eleição não deve ter um expressivo impacto na economia, uma vez que o cenário econômico já começa a se desligar da política. “Antes a economia estava esperando a política. Agora já há um distanciamento”, disse.

Para o presidente da Ford na América do Sul, Lyle Watters, a economia brasileira dá sinais de estar “mais saudável”, mas ele sente que o consumo ainda não está “suficientemente forte”.

Empresário do setor de consumo, Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, disse que há uma trajetória de retomada gradual da economia, mas já de forma mais acelerada, com expectativa de que o consumo registre crescimento de um dígito “mais alto” no quatro trimestre deste ano.

“[A economia] já está acelerando de maneira mais rápida, e com retorno um pouco mais claro dos investimentos, como reflexo de uma queda da inflação que tem aberto espaço para uma recuperação de consumo”.

Num discurso próximo ao de Rocha, o executivo Walter Dissinger, diretor-presidente da Votorantim Cimentos, disse que a expectativa é ligeiramente positiva, com indicadores mostrando que o país está indo na direção certa.

Cavalcanti, da Fibria, disse que a recuperação da atividade tende a acelerar com a proximidade da eleição

“Será ano de eleição em 2018, e de incertezas. Mas quem sabe com união, e visão positiva da economia, talvez haja uma recuperação mais rápida que o esperado”, avaliou o executivo. Para ele, o crescimento no ano que vem será baixo e só depois das definições políticas é que o país poderá alcançar um avanço mais acelerado.

Reforçando o discurso de que o desempenho da economia no próximo ano estará atrelado aos avanças das reformas no país, o executivo Leonel Andrade, presidente da Smiles, disse que a retomada da economia é real, mas só será sustentável se as reformas forem feitas.

Segundo ele, a incerteza sobre quem disputará as eleições de outubro limita os investimentos no país, já que não há segurança sobre o que vai acontecer.

Adotando uma postura mais “moderadamente otimista”, por conta da queda da inflação e dos juros, Constantino Oliveira Junior, presidente do Conselho de administração da Gol, disse que o único fator complicador no atual cenário são os níveis de desemprego ainda altos. “Mas com o ciclo virtuoso, deixará de ser um problema tão grande”, avaliou o executivo.

Ainda ontem, o diretor de finanças da Fibria, Guilherme Cavalcanti, disse que a recuperação da atividade tende a acelerar com a proximidade da eleição presidencial no Brasil porque há uma grande expectativa, no mercado, do surgimento de um candidato inclinado à liberalização da economia.
Para o executivo, se neste ano, com toda a turbulência, a economia já dá sinais de recuperação, essa tendência será ainda mais forte quando o mercado sentir sinais de uma política mais “pró mercado”, afirmou ele. “Se houver uma calmaria na crise política, o quadro tende a melhorar e os investimentos vão aparecer porque o mundo voltou a crescer.”

Para Cavalcanti, o crescimento que já aparece do lado do consumo, impulsionado sobretudo pela queda nos juros, precisa agora surgir pelo lado do investimento. “A taxa de investimento no Brasil ainda é muito baixa”, disse.

O empresário Carlos Rodolfo Schneider, dono da Ciser, maior fabricante de parafusos e porcas do país, disse que as vendas têm reagido nos últimos 30 dias, em especial para montadoras de veículos. Nos demais setores, “as vendas também estão reagindo, mas os preços dos meus produtos, com exceção daqueles vendidos às montadoras, estão menores do que no ano passado. Não dá para ganhar dinheiro”, disse o executivo.

Ainda assim, como as encomendas do setor automotivo vêm crescendo, Schneider estima que o faturamento neste ano possa crescer cerca de 40% em relação ao ano passado.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

GOVERNO TERÁ DE RESOLVER PENDÊNCIAS JURÍDICAS HISTÓRICAS
Publicado em 10/06/2017 as 02:56 PM

Entre os pedidos de adaptação ao Decreto dos Portos há alguns casos de "zona cinzenta'' que o governo vai ter trabalho para definir se poderão ou não se enquadrar na norma. Um deles é o contrato da Rodrimar, que entrou com pleito para adaptar dois dos três terminais em que é dona sozinha ou acionista em Santos (SP).

O Decreto dos Portos proíbe a adaptação de contratos firmados antes da Lei 8.630, publicada em fevereiro de 1993. A Rodrimar tem um pleito para um contrato assinado em 1993, após a publicação da Lei. Mas, conforme o governo, os "atos preparatórios" - edital, por exemplo - foram elaborados ao menos em parte antes da Lei. Por isso, o ministério vai encaminhar o contrato à consultoria jurídica para uma análise mais aprofundada. O contrato acabou em 2014, mas uma liminar o mantém em vigor.

A Rodrimar disse acreditar que o contrato deva ser enquadrado nos critérios estabelecidos pelo decreto "porque ele foi licitado e assinado após a vigência da lei 8.630". Destacou que nunca recebeu qualquer privilégio do poder público e que a prova disso é que todos os seus contratos estão atualmente sendo discutidos judicialmente.

A Pérola, empresa da qual a Rodrimar é acionista minoritária, também tem um pleito de adaptação. Mas aqui o governo parece não ter dúvida. Avalia que não cabe adaptação porque o contrato venceu em 2014. O Tribunal de Contas da União (TCU) proibiu que houvesse renovação do prazo e determinou que a área fosse licitada, visto que se trata da união de contratos da década de 1980 que estavam extintos. A Codesp, estatal que controla o porto de Santos, os uniu em 1999 e entregou o contrato à empresa sem prévia licitação. A liminar que mantinha a vigência da Pérola caiu no início do ano.

"O fato de a liminar que mantinha a vigência do contrato de arrendamento ter sido cassada antes ou depois da publicação do Decreto é irrelevante para os fins da 'adaptação'", destacou o ministério, sustentando que o prazo acabou em 2014.

A Pérola informou que aguarda definição do governo em relação à assinatura do contrato de transição da área. A empresa solicitou que o instrumento seja assinado após a Antaq - agência reguladora do setor - analisar o pedido de reequilíbrio feito há dois anos. A Pérola disse ainda não haver "qualquer situação irregular" e que essa "não é uma questão exclusiva da Pérola". A empresa sustenta que "apenas no porto de Santos, dez terminais encontram-se em situação semelhante, com contratos vencidos e/ou operando por liminar ou contrato de transição em virtude na inépcia do governo federal, que não analisa os legítimos pedidos de reequilíbrio contratual feitos pelas concessionárias".

A Localfrio tem um contrato em Santos que venceu em 2016, mas a empresa pede um reequilíbrio por ter feito investimentos não previstos e, até que seja definida uma posição, conseguiu na Justiça manter a vigência do contrato. Procurada, a empresa não se manifestou até o fechamento desta edição.

A Coamo, importante cooperativa do Sul, tem dois pleitos de adaptação ao decreto, sendo um deles de um contrato de 1980. Já está extinto, informou o governo. Mas a empresa mantém a operação via um contrato de transição, instrumento usado pelo governo para não interromper a prestação do serviço até que se licite a área. Em nota, a Coamo destacou possuir dois contratos, sendo um anterior e outro posterior a 1993 em áreas contíguas. "O que a Coamo está requerendo e de acordo com o que é autorizado por lei é a renovação antecipada com compromisso de investimentos e adensamento de área contígua". A empresa argumenta que, isoladamente, as áreas não têm viabilidade.

Ainda, há medidas judiciais de empresas cujos prazos dos contratos venceram após a edição do decreto sem que o governo tenha tido tempo para adaptá-los. Empresas como a J.Macedo, em Fortaleza (CE); a Fibria, com um dos contratos em Santos; e a Teapar, em Paranaguá (PR), conseguiram liminar em função de terem solicitado a adaptação e ou prorrogação, à luz do novo marco regulatório, mas ainda não terem tido a definição sobre o processo. Aqui, é quase líquido e certo que as empresas consigam as adaptações.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

DECRETO DOS PORTOS JÁ TEM 80 PEDIDOS DE ENQUADRAMENTO
Publicado em 10/06/2017 as 02:55 PM

Pelo menos 80 empresas já pediram ao governo o enquadramento ao novo Decreto dos Portos, norma publicada em maio e que ganhou as manchetes dos jornais por suspeita de ter sido editada para favorecer a empresa Rodrimar. Um inquérito investiga o presidente Michel Temer (PMDB) sobre supostas fraudes na edição do decreto.

Pesos-pesados como a Congonhas Mineração, o Sepetiba Tecon (da CSN), a Santos Brasil - maior operadora brasileira de terminais portuários -, a Libra Terminais, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), a fabricante de celulose Fibria, a multinacional de líquidos Vopak e a operadora logística Rumo estão entre as companhias que enviaram o pleito ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

O Valor teve acesso à lista parcial, que deverá aumentar até a primeira quinzena de novembro, quando acaba o prazo de 180 dias previsto na norma para as empresas com contratos vigentes na data da publicação do decreto solicitarem a adaptação. Ao final desse prazo, o governo vai dar publicidade aos nomes. Não há prazo definido na regulação para que haja o deferimento ou indeferimento do processo de solicitação.

O principal benefício do decreto é permitir que as empresas arrendatárias de áreas nos portos públicos prorroguem seus contratos sucessivas vezes até o limite total de 70 anos - desde que descontado o tempo já decorrido do arrendamento e mediante novos investimentos.

Mas a solicitação de enquadramento ao decreto não significa aprovação automática do governo às suas cláusulas, como a prorrogação do prazo ou a demais medidas introduzidas pela norma - entre elas o escalonamento dos investimentos ao longo do contrato. Neste item particularmente, há consenso dentro do governo de que não poderão ser adiados os investimentos que foram motivadores das renovações antecipadas realizadas antes da publicação do decreto - a menos que se mantenha o equilíbrio do contrato. Por exemplo, com a redução do tempo de exploração da área pública pela empresa.

Há uma série de condicionantes que serão analisadas caso a caso. A tendência é que o governo seja minucioso, olhando com rigor onde é mais vantajoso prorrogar ou relicitar o ativo. "Ao final terá que ser demonstrada a existência do tripé de condições que justificam a prorrogação contratual composta pela vantagem, oportunidade e conveniência da renovação", informou o Ministério dos Transportes por nota.

A exploração de algumas dessas áreas já foi prorrogada anteriormente, tendo a última etapa do arrendamento se esgotado antes da publicação do decreto. As empresas que não devolveram à área para a União estão operando via medidas judiciais ou com contratos de transição. Constavam, por isso, da lista do governo da ex-presidente Dilma Rousseff para irem a leilão, no Programa de Investimentos em Logística (PIL).

São os casos dos terminais das companhias Localfrio, Rodrimar e da Pérola, no porto de Santos (SP), por exemplo. As três companhias entraram com pleito de adaptação ao decreto, buscando conseguir se adequar à norma e ganhar mais prazo.



Segundo o Ministério dos Transportes, contratos vencidos e que não tiveram sua vigência garantida por meio de decisão judicial não podem ser adaptados. Já quem obteve decisão judicial, dependendo do teor da liminar concedida, pode garantir o enquadramento. "Juridicamente e enquanto a liminar estiver em vigor, a vigência do contrato estará garantida", explicou a pasta.

Há outros casos de empresas que têm contratos de arrendamentos mais recentes e ainda estão na primeira etapa da exploração. Elas ainda não usufruíram o direito de prorrogação nos termos da Lei dos Portos. Estão nesta classe a Vopak, em Aratu (BA), com um contrato cuja primeira etapa terminou em 2014; a Nitshore e a Nitport, ambas em Niterói (RJ), com vencimento da primeira fase do contrato em 2015; e a empresa Rhamo, em Santos, com vencimento em 2017, entre outras.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

OURO PRETO BUSCA INVESTIDOR PARA PRÉ-SAL
Publicado em 10/06/2017 as 02:54 PM

Presidente da única empresa privada brasileira habilitada para a 2ª Rodada de áreas do Pré-Sal, Rodolfo Landim contou que ainda busca investidores interessados em participar diretamente da exploração do pré-sal brasileiro e quer ser uma alternativa atraente para quem quer focar apenas no pré-sal brasileiro.

"O pré-sal é uma oportunidade importante em termos de reservas e produção em nível mundial, e hoje os investidores só podem participar [desse investimento] comprando ações de empresas que têm ações em bolsas de valores", disse o executivo.



Landim se refere ao porte das companhias habilitadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para o leilão marcado para 27 de outubro, que tem alguns peso pesados como a ExxonMobil, Shell, Statoil, Total, Chevron, Petrobras, Repsol Sinopec e ainda a Petronas e a Petrogal, subsidiária da Galp. E observa que por serem companhias muito grandes, algumas das empresas que têm ativos atualmente no pré-sal operam de forma diversificada em diversos países, e por isso ao comprar ações dessas companhias os investidores também diversificam suas apostas. Landim quer que sua empresa participe dessa aposta.

"Através da Ouro Preto os investidores terão a oportunidade de participar do pré-sal", afirma o presidente da petroleira. "Queremos ser uma alternativa para quem quer investir no pré-sal junto com uma empresa brasileira que tem qualificação técnica e experiência", resume o executivo.



Landim explica que a opção pela 2ª Rodada do Pré-Sal, onde serão oferecidos campos adjacentes aos que já têm descoberta confirmada e que por isso terão que ter a produção unitizada, tem o objetivo de reduzir riscos. "O interesse dos investidores pela exploração, que envolve riscos, ainda não é grande", afirma.

Ex-presidente da BR Distribuidora, MMX, OGX e OSX, de onde saiu depois de desavenças com Eike Batista, Landim olha para o futuro com otimismo, mas sem perder a cautela com o momento pelo qual passa o setor de petróleo e gás no Brasil. Cita a volta da Exxon ao país como exemplo da importância do pré-sal para as perspectivas de longo prazo das grandes companhias do setor. E avalia que isso foi possível porque as empresas agora podem deixar de ser coadjuvantes, já que a Petrobras não é mais a única operadora do pré-sal. Entre fatores que segundo ele ajudam a "melhorar o clima" econômico menciona a queda da inflação, o crescimento do PIB e a alta da bolsa de valores, que ele ressalta ser um bom termômetro do ânimo dos investidores.

"O Brasil ainda não está no nível de intensidade que poderia por causa do preço do petróleo. As mudanças regulatórias ajudaram demais. Ainda existe preocupação com a indefinição política, o que não ajuda muito, mas a atuação do governo e da agência [ANP] deram conforto para que empresas que não atuavam fortemente, ou as que tinham ido embora, voltarem", diz.

Sobre o leilão, Landim afirma apenas que a Ouro Preto está tendo conversas com investidores. A empresa é habilitada como operadora A pela ANP desde a compra dos ativos da El Paso, em 2014, licença que permite operar campos em águas profundas. E repete o que dizem a maior parte dos presidentes das petroleiras: as negociações só acabam no dia do certame.

Criada em 2010 e tendo como sócio o bilionário Julio Bozano, a Ouro Preto tem um time enxuto, de 52 profissionais. Alguns são experientes técnicos que participaram das primeiras avaliações do pré-sal, quando estavam na Petrobras, como é o caso do atual diretor de Exploração e Produção, Edmundo Marques.

Depois da aquisição dos ativos da El Paso, a empresa passou a ter 15 blocos em fase exploratória, sendo sete na Bacias do Recôncavo em sociedade com a Petrobras, GDF Suez e Cowan, outros sete na Bacia do Parnaíba e um na parte marítima da Bacia de Barreirinhas. A única produção atualmente é do complexo de Pescada/Arabaiana, do qual tem 35% e de onde foram extraídos 144 barris de petróleo em junho, segundo dados da ANP.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

FIBRIA PRODUZ 20% DA CELULOSE GLOBAL
Publicado em 10/06/2017 as 02:54 PM

Maior produtora mundial de celulose de eucalipto, a Fibria já responde virtualmente por um quinto do mercado global de fibra curta. Quando a nova linha de produção de Três Lagoas (MS) estiver operando perto da capacidade nominal, o que vai ocorrer nos próximos meses, a companhia vai superar a marca de 8 milhões de toneladas por ano entre produção própria e de terceiros, equivalente a 20% do consumo global de fibra curta.



Antes do projeto de expansão Horizonte 2, que entrou em operação na segunda metade de agosto, a Fibria tinha capacidade instalada de 5,3 milhões de toneladas por ano. A esse volume se somam 900 mil toneladas de fibra curta produzidas pela Klabin e comercializadas pela companhia. Com a nova linha, que em determinados dias já superou a marca de 5,5 mil toneladas, a companhia cresceu 1,95 milhão de toneladas por ano.

A nova envergadura deve permitir que a produtora brasileira exerça maior influência nas cotações internacionais da commodity - hoje ditadas por demanda e o mercado da China. Ao mesmo tempo, mantidas as condições de preço e câmbio, a nova linha eleva em 37% o volume de produção da companhia e em 50% o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), de acordo com o diretor de Operações Aires Galhardo. No ano passado, esse resultado foi de R$ 3,742 bilhões. Na geração de fluxo de caixa livre, a adição chega a 85%.

Questionado sobre o retorno do projeto, que entrou em operação antes do prazo estimado, com investimento abaixo do projetado e desempenho operacional neste momento melhor do que o esperado, o executivo afirmou que o "ROE deve ser bastante mais atrativo do que o esperado". "Cumprimos todas as condições estruturais e estamos mais competitivos no operacional", destacou.

Segundo Galhardo, a perspectiva é positiva para os preços da celulose. Ainda assim, no próximo ano, caso a celulose entre em tendência de desvalorização, a Fibria poderá tentar interferir nesse movimento com a retirada de matéria-prima com maior custo de produção do mercado. Entre 200 mil e 300 mil toneladas poderiam deixar de ser produzidas nesse contexto, acrescentou.

A companhia revisou novamente o orçamento do projeto Horizonte 2 e reduziu o investimento total a R$ 7,345 bilhões, frente a R$ 7,5 bilhões calculados anteriormente e a R$ 7,7 bilhões estimados em 2015, quando foi anunciado. De acordo com o diretor de Engenharia e Projetos da companhia, Júlio Cunha, a redução do investimento foi alcançada ao longo do tempo diante de ganhos na negociação com fornecedores, redução das contingências, produtividade e gerenciamento de custo.

"São dois anos com inflação e fechamos abaixo do previsto. A variação cambial teve participação menor", afirmou o executivo. A Fibria prevê, neste momento, produzir 377 mil toneladas de celulose na nova linha neste ano. Mas, em setembro, a linha já superou em 50% o projetado para curva de aprendizagem, que poderá ser cumprida em nove meses. ""A perspectiva é que a gente vá superar o projetado. [A nova linha] está indo melhor que H1 [primeira linha produtiva da unidade]", afirmou Galhardo.

Para o próximo ano, a previsão é que o volume de produção em H2 chegue a 1,755 milhão de toneladas, subindo a 1,85 milhão de toneladas em 2019. No total, a capacidade instalada é de 1,95 milhão de toneladas por ano, que será atingida em 2020.

O primeiro fardo de celulose saiu da nova linha em 26 de agosto, três dias depois do início de operação. Foram 25 meses de obras, com partida da fábrica três semanas antes do previsto em contrato com o principal fornecedor. O custo de produção esperado é de US$ 116 por tonelada de celulose, entre os mais competitivos do mundo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

BARROSO AUTORIZA DEPOIMENTO DE TEMER EM INQUÉRITO DA RODRIMAR
Publicado em 10/06/2017 as 02:53 PM



O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para que o presidente Michel Temer preste depoimento no âmbito do inquérito em que é investigado por fraudes no chamado Decreto dos Portos. Também foi determinado que as apurações sejam concluídas em um prazo de 60 dias.

Na investigação aberta mês passado por decisão do relator, Temer é suspeito de ter beneficiado a empresa Rodrimar com a edição do decreto. O pedido de abertura de inquérito foi feito pelo antecessor de Dodge no cargo, Rodrigo Janot.


Barroso assinalou que, "observada a estatura da função" de presidente, Temer poderá indicar data e local onde prefere ser ouvido pela autoridade policial, "bem como informar se prefere encaminhar por escrito sua manifestação, assegurado, ainda, seu direito constitucional de se manter em silêncio".

Foi autorizada, ainda, a oitiva dos demais envolvidos no cado, como os empresários Antônio Grecco e Ricardo Mesquita, da Rodrimar, e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), todos investigados no mesmo inquérito. Também vão prestar depoimento o coronel João Baptista Lima Filho, amigo do presidente; o subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha; o ex-assessor de Temer José Yunes; o ex-diretor da JBS Ricardo Saud e o suposto operador de propina a Temer, Edgar Safdié.

Outra solicitação de Dodge aprovada por Barroso é o registro de doações feitas nas eleições de 2014 e 2016 às campanhas de Temer e do PMDB nacional ou regional de São Paulo pela Rodrimar, por empresas do mesmo grupo econômico ou por algum de seus sócios. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também poderá ter acesso aos registros de entrada de todos os depoentes no Palácio do Planalto, durante este ano.

A Secretaria de Comunicação do Planalto informou que o presidente "responderá aos questionamentos pertinentes ao inquérito", mas ainda deve se reunir com o advogado para definir se irá optar por fazê-lo por escrito.

"Houve amplo debate com o setor antes da publicação do decreto de renovação das concessões de portos. Todos os dados são públicos", diz a nota. Já a Rodrimar alega que "nunca recebeu privilégios do poder público".
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

INDÚSTRIA SE QUEIXA DE POUCA AMBIÇÃO DA UE PARA FECHAR ACORDO
Publicado em 10/06/2017 as 02:52 PM



Depois que entidades empresariais do segmento do agronegócio dos países do Mercosul demonstraram grande decepção com a oferta agrícola feita pela União Europeia, ontem foi a vez de empresários industriais do bloco sul-americano reclamarem. Eles dizem que o setor não pode sair perdendo das negociações, como pareceu acontecer com o setor agrícola, pelo menos por enquanto, durante a atual rodada de negociações, que termina hoje em Brasília.



Em virtude da pouca ambição dos europeus nesta semana, há um consenso geral dentro do Mercosul de que será possível melhorar em novembro, na próxima rodada também em Brasília, a proposta dos europeus. A oferta incluiu cotas anuais de 600 mil toneladas para o etanol (com incidência de € 0,034 por litro de etanol combustível e € 0,064 por litro para etanol para fins industriais) e 70 mil toneladas para a carne bovina livres de tarifa produzidos por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

No entanto, em reunião com os negociadores do Mercosul, representantes da indústria automobilística brasileira e argentina analisaram que as propostas precisam melhorar e não pode haver recuos nem da indústria nem da agricultura, para que o acordo com os europeus não fracasse mais uma vez, como aconteceu em 2004.

Os europeus haviam estabelecido como meta tentar um fechamento conclusivo do acordo de livre comércio com o bloco sul-americano em dezembro deste ano, quando acontecerá a próxima reunião de chanceleres e ministros de Estado dos dois blocos, em Buenos Aires, na Argentina. Mas para que a meta obtenha êxito, contudo, os sul-americanos resolveram propor ontem um plano de trabalho, com uma série de passos a serem seguidos por ambos os lados. O "mecanismo" seria uma forma de destravar a falta de consenso em torno de acesso a mercados. Segundo uma alta fonte ligada às conversas, não chega a ser uma contraoferta à proposta feita pela UE na última terça-feira para cotas anuais de etanol e carne bovina.

Em um café da manhã oferecido ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos negociadores dos dois blocos comerciais, representantes da indústria deixaram claro que o setor está unido dentro do Mercosul e que não haverá mais divergências da indústria brasileira em relação a vários pontos do acordo, como aconteceu em 2004.

"A gente deixou muito claro que a indústria não é obstáculo para o acordo, como pareceu no passado, e a gente prefere crer que não haja intenção de que o acordo não tenha progressos, mas desejaria estar falando de avanços em acesso a mercados", disse o gerente de negociações internacionais da CNI, Fabrizio Panzini.

Por outro lado, o executivo da CNI acredita que a rodada de negociações em Brasília "congelou um pouco" a expectativa de cronograma que havia dentro do Mercosul para que se avançasse mais no sensível tema das cotas. Mas a avaliação da indústria sul-americana, diz Panzini, é que a UE supere os conflitos internos para primeiro melhorar a oferta agrícola e só depois avançar em pautas industriais como propriedade intelectual, indicação geográfica e menos subsídios.
Fonte : Valor Econômico
Data : 06/10/2017

PETROBRAS CONVOCA ASSEMBLEIA PARA DISCUTIR INCORPORAÇÃO DA DOWNSTREAM PARTICIPAÇÕES
Publicado em 10/06/2017 as 02:52 PM

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho de administração da Petrobras convocou uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para aprovar a incorporação da Downstream Participações pela estatal, com a sua consequente extinção, sem aumento do capital social da petroleira.

A AGE está agendada para às 15 horas de 7 de novembro, na sede da companhia, no Rio de Janeiro, segundo edital de convocação divulgado nesta sexta-feira.

No fim de agosto, a Petrobras informou que aportaria 6,3 bilhões de reais na BR Distribuidora, que também passaria por uma cisão para separar recebíveis de dívidas da Eletrobras junto à subsidiária de combustíveis, em uma limpeza do balanço que visava atrair investidores para uma planejada oferta inicial de ações (IPO na sigla em inglês) da empresa.

Essa parcela cindida da BR será incorporada na Downstream Participações.
Fonte : Extra
Data : 06/10/2017

UE DECIDE SOBRETAXAR AÇO LAMINADO A QUENTE DE BRASIL POR DUMPING
Publicado em 10/06/2017 as 02:52 PM

BRUXELAS (Reuters) - A União Europeia (UE) decidiu sobretaxar o aço laminado a quente do Brasil, Irã, Rússia e Ucrânia, após queixa de siderúrgicas europeias de que o produto usado para construção e maquinários estava sendo vendido a preços excessivamente baixos.

A UE cobrará uma tarifa antidumping de 17,6 a 96,5 euros (20,6 a 112,8 dólares) por tonelada a partir de sábado, informou o diário oficial do bloco na sexta-feira.

A Comissão Europeia inicialmente havia proposto estabelecer um preço mínimo - de 472,27 euros por tonelada -, mas revisou a proposta depois de não receber o apoio de países membros da UE.

Entre as empresas sujeitas à sobretaxa estão as unidades brasileiras de ArcelorMittal e Aperam, que também produzem na Europa, a Companhia Siderúrgica Nacional, Usiminas e Gerdau - com taxas entre 53,4 e 63 euros por tonelada.

O aço iraniano estará sujeito a uma taxa de 57,5 euros por tonelada e a ucraniana Metinvest Group à cobrança de 60,5 euros.

As taxas para os produtores russos variaram entre 17,6 euros para a PAO Severstal, 53,3 euros para a Novolipetsk Steel e 96,5 euros por tonelada para a MMK.

A Comissão também encerrou sua investigação sobre as importações de aço da Sérvia sem propor medidas.
Fonte : Extra
Data : 06/10/2017

FIBRIA INICIA ATIVIDADES DE FÁBRICA DE R$ 7,3 BILHÕES EM MATO GROSSO DO SUL
Publicado em 10/06/2017 as 02:52 PM

Unidade é a segunda da companhia e tem o primeiro viveiro automatizado de eucalipto do mundo

A Fibria, fábrica de celulose branqueada de eucalipto, iniciou com três semanas de antecedência, as atividades da fábrica de celulose Horizontes 2 (H2), em Três Lagoas (MS). A unidade é a segunda da companhia, teve um investimento de R$ 7,3 bilhões e conta com tecnologias sustentáveis de última geração, como o primeiro viveiro de mudas de eucalipto 100% automatizado do mundo e a inserção de caminhões “penta-trem”, um veículo de 50 metros de comprimento que transita somente nas áreas internas da fábrica, mas dobrou a capacidade de transportar matéria-prima até a fábrica.

Com o início das atividades da H2, o complexo de Três Lagoas passa a ser a maior fábrica de celulose de eucalipto branqueada do mundo (capacidade de 3,25 milhões de toneladas) e os balanços financeiros já elaborados pela companhia não descartam a construção de uma terceira unidade, a Horizontes 3 (H3) ou projetos voltados para a produção de bioóleo e lignina. Aires Galhardo, diretor de operações da Fibria, descartou que exista um cronograma já definido para isso. “Uma terceira fábrica não está descartada, mas ainda não temos um projeto concreto para novos investimentos”, afirmou Galhardo. A capacidade de todas as fábricas da empresa é de 7,25 milhões de toneladas de celulose.

Toda esta produção será escoada pelo modal ferroviário, a partir de um Terminal Intermodal que está sendo construído em Aparecida do Taboado, cidade distante cerca de 150 km, que terá interligação com a Ferrovia Norte-Sul. “Toda a produção será escoada por ferrovia até o Terminal de Macuco, no Porto de Santos, cerca de 900 quilômetros”, explicou Cunha. Essa ferrovia é de bitola larga (1,60 metros), diferente da utilizada para escoar a produção da Horizontes 1 (H1), que usa a bitola menor (1,00 metro). O terminal deve estar pronto até o final deste mês.

Florestas

Para suprir a demanda das fábricas instaladas em Mato Grosso do Sul, a Fibria calcula que necessita de uma área de pelo menos 308 mil hectares de florestas de eucalipto. Desse total, 121 mil hectares de florestas já são cultivadas para atender a demanda da H1 e 187mil hectares são cultivados para fornecer matéria-prima para a H2 (87% dessa área já está coberta por florestas). Todas as florestas estão instaladas em um raio de 100 quilômetros das fábricas.

De acordo com Galhardo, a conclusão do plantio de toda a área prevista (187 ha) está previsto para ocorrer no começo do ano que vem. “A Fibria planta seis árvores por segundo, em mosaico, integrando florestas nativas da região e eucalipto”, explicou. Como tem parceiros, a companhia disse que incentiva que os produtores parceiros pratiquem a integração pecuária-floresta (IPF), mas não pode interferir nesta decisão, que tem que ser do produtor.

Viveiros e o penta-trem

Dentre as principais novidades apresentadas junto com a nova fábrica, estão o primeiro viveiro totalmente automatizado de mudas de eucalipto do mundo, tecnologia semelhante e absorvida dos setores de produção de plantas ornamentais holandesas. “É possível produzir 43 milhões de mudas de eucalipto por ano, o que significa que este viveiro é três vezes mais produtivo que um viveiro tradicional”, explica Cunha. “A redução de custo fica em torno de 25% e passamos a deixar de usar tubetes convencionais, de plástico, substituindo-os por papel biodegradável”.

O viveiro conta com 24 robôs que realizam a seleção, plantio, diagnóstico e embarque automático das mudas e está instalado em uma área de 48 mil m². as atividades funcionam 24 horas por dia, todos os dias do ano e começou também em setembro.

Outra novidade foi a inserção de caminhões “penta-trem”, um comboio de 50 metros de comprimento e capacidade para transportar 120 toneladas de uma só vez. O bi-trem convencional utilizado pela maioria das indústrias carrega 70 toneladas. “Esse veículo não pode transitar em rodovias e estradas, mas circula entre as áreas florestais ligadas à fábrica e ajuda na redução de custo de produção”, diz Cunha. Atualmente, o custo de produção de celulose branqueada é US$ 116 por tonelada.

Curiosidades

- Para construir a unidade, foi necessário utilizar 2 milhões de m³ de terra, 225 mil ³ de concreto e 20 mil toneladas de aço e vergalhões.

- Para produzir 1 tonelada de celulose, são necessários 3,5 toneladas de madeira de eucalipto.

- Após ser retirada da floresta, a madeira de eucalipto chega na fábrica em caminhões, é picada (transformada em cavaco), empilhada e segue para uma caldeira, onde é cozida em alta pressão. Essa etapa transforma o cavaco em polpa marrom e processos vão transformando-a em polpa pré-branqueada e em polpa branqueada (essa fase tem 4 estágios) até se tornar uma folha de celulose.
Fonte : O Globo
Data : 05/10/2017

PRODUÇÃO DE VEÍCULOS CRESCE 27% DE JANEIRO A SETEMBRO
Publicado em 10/06/2017 as 02:51 PM

Setor registrou alta de 7,4% nas vendas internas e de 55,7% nas exportações este ano

-SÃO PAULO- A produção de veículos no país cresceu 27% no acumulado de janeiro a setembro em relação aos nove primeiros meses de 2017. Saiu das linhas de montagem da indústria automobilística 1,56 milhão de unidades no período. Em setembro, o salto na produção foi ainda maior, de 39,1% em relação ao mesmo mês de 2016: 170,3 mil veículos contra 236,9 mil.

Os dados foram divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na ponta das vendas ao consumidor, o crescimento foi de 7,4% no acumulado até setembro, chegando a 1,5 milhão de veículos. No mês passado, 199,2 mil unidades foram comercializadas, 24,5% a mais que um ano antes.

As exportações também continuam em alta. Cresceram 55,7% de janeiro a setembro ante o mesmo período de 2016: 566,26 mil ante 363,68 mil veículos. Somente em setembro, os embarques alcançaram 60 mil unidades, crescimento de 52, 2% no comparativo com a mesma base de 2016.

Os sinais de recuperação também estão sendo sentidos no segmento de caminhões. De acordo com a Anfavea, os 4.500 caminhões licenciados em setembro representaram uma alta de 8,2% em relação às vendas no mesmo mês do ano passado. No ano, porém, o segmento ainda acumula queda de 9% ante 2016, com 35,4 mil unidades vendidas até setembro. As exportações, que crescem 40,9% até setembro, com 21,5 mil unidades embarcadas, ajudam na recuperação.

— O mês de setembro reforça nossa visão de que o período de contração acabou e entramos em tempos de recuperação. Porém, é necessário cautela quanto à magnitude deste crescimento — afirmou Rogélio Golfarb, vicepresidente da Anfavea. VENDA DIÁRIA MÉDIA DE 10 MIL O bom desempenho do mercado interno e das exportações tem levado à aceleração do ritmo de produção nas montadoras, que voltaram a contratar: 500 pessoas já foram recontratadas. Esses funcionários estavam em algum tipo de programa de flexibilização, como lay off e Programa Seguro Emprego (PSE).
— Esses instrumentos são importantes para a retomada. Com a volta da demanda interna, que percebemos desde de maio, deu capacidade para retomarmos a produção. Estamos em processo de recuperação — disse Golfarb, que voltou a ser cauteloso sobre o nível de vendas diárias de setembro, de quase dez mil unidades. — É prematuro dizer que esses números devem permanecer até o final do ano.
Fonte : O Globo
Data : 06/10/2017

BOLSA FECHA ESTÁVEL APÓS BATER NOVO RECORDE. DÓLAR SOBE 0,67%, A R$ 3,15
Publicado em 10/06/2017 as 02:51 PM

Depois de renovar sua máxima histórica durante o pregão, a Bolsa brasileira fechou praticamente estável ontem, com os investidores embolsando lucros. O índice de referência Ibovespa encerrou aos 76.617 pontos. Na máxima, superou os 78 mil pontos, estabelecendo novo recorde (78.024 pontos). As principais forças positivas vieram do Itaú Unibanco (1,6%), da Petrobras (PN, 1,53%) e do Banco do Brasil (1,63%). Na ponta contrária, a Kroton caiu 4,05%, e a Vale, 1,04%.

No câmbio, o dólar comercial subiu 0,67%, cotado a R$ 3,153. A divisa americana avançou em escala global, reagindo a dados fortes sobre a economia americana, o que sugere espaço para elevação de juros nos EUA. O Dollar Spot, índice que mede a força da moeda frente a dez divisas, alcançou o maior nível desde julho. (Rennan Setti)
Fonte : O Globo
Data : 06/10/2017

NOVA OPERAÇÃO DE CABOTAGEM NO PORTO DE SUAPE
Publicado em 10/05/2017 as 02:55 PM

O Porto de Suape, líder na movimentação de cabotagem no país entre os portos públicos, acaba de receber mais uma operação. A empresa Guararapes, fabricante de painéis de MDF e uma das maiores exportadoras do Brasil, anunciou a ampliação de sua atuação nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Para apoiar esse crescimento, a empresa fechou um contrato com a Wilson, Sons Logística e passará a usar o Centro de Distribuição da empresa no Complexo Industrial Portuário de Suape para o armazenamento e distribuição de suas cargas.



Toda a carga da empresa será embarcada no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, e chegará ao Porto de Suape por cabotagem. A Wilson, Sons Logística é responsável pelo recebimento da carga no centro de distribuição, gestão da armazenagem, inventário, indicadores, além dos serviços acessórios (etiquetagem, cintagem e paletização). A expectativa é que inicialmente sejam movimentados, em média, 80 TEUs por mês, o equivalente a 40 contêineres.

A Guararapes tem três unidades fabris localizadas em Caçador (SC), Palmas (PR) e Santa Cecília (SC). Atualmente, exporta seus painéis para mais de 50 países. “A parceria foi fundamental para iniciarmos o projeto de expansão nas regiões Norte e Nordeste. Precisávamos de um centro de distribuição referência e encontramos na Wilson, Sons todas as características necessárias para consolidar o negócio”, afirmou Milton Santos, gerente comercial regional da empresa.

Localizada a um quilômetro do Porto de Suape, no município de Ipojuca, a Plataforma Nordeste da Wilson, Sons Logística é formada por centro de distribuição e terminal alfandegado, que juntos ocupam uma área total de 57 mil metros quadrados. O centro logístico conta com estrutura para operações retroportuárias e de distribuição, oferecendo soluções para indústrias, embarcadores e armadores.
Suape – De janeiro a agosto de 2017, o Porto de Suape movimentou 14.596.750 toneladas de cargas. Desse total, 9.506.153 toneladas foram decorrentes da movimentação por cabotagem. Já as operações de importação e exportação foram responsáveis por 3.485.260 e 1.028.682 milhões de toneladas, respectivamente. As operações no Tecon Suape também têm crescido. Principal porto do Nordeste na movimentação de contêineres, Suape bateu novo recorde no mês de agosto movimentando mais de 40.600 TEUs, superior aos 36.211 TEUs de agosto de 2016. No acumulado de 2017, Suape registra mais de 300 mil TEUs, número maior do que o apurado no período de janeiro a agosto de 2016, quando foram movimentados 248.718 TEUs.
Fonte : Portos e Navios
Data : 04/10/2017

MAU TEMPO ATRASA RETIRADA DE CONTÊINERES QUE CAÍRAM NO MAR
Publicado em 10/05/2017 as 02:54 PM



Mais de uma semana após o início dos trabalhos para a remoção dos contêineres que caíram do navio Log-In Pantanal no fundo do mar, as caixas metálicas permanecem submersas. O motivo apontado pelos técnicos que realizam o serviço é o mau tempo e os fortes ventos, que podem colocar em risco a operação.

A ação está sendo realizada pela armadora Log-In e acompanhada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma equipe com mais de 40 pessoas está envolvida na retirada das caixas.



Segundo a agente federal ambiental Ana Angélica Alabarce, os trabalhos estão concentrados na Barra de Santos, próximo ao local da queda dos contêineres. Nesta região, após mapeamento, foram identificados sete contentores, mas apenas cinco serão retirados neste primeiro momento.

“Estava tudo preparado para hoje (ontem). Já colocaram os cabos e o primeiro contêiner está pronto para ser removido, mas o vento faz uma espécie de pêndulo e é preciso esperar essa condição melhorar”, explicou.

Segundo a agente, este cofre está carregado com produtos automotivos e, ao lado, há outro com escovas de dente. Além disso, em outro ponto do canal de navegação, foram identificados mais 12 caixas metálicas.

Os locais onde os contêine-res estão submersos foram indicados com boias. Mas, segundo a representante do Ibama, os instrumentos de sinalização estão sendo furtados.

A balsa que será utilizada para o içamento dos contêineres já está no local. Mas, por conta dos fortes ventos, em alguns momentos, ela é deslocada para um local de águas mais tranquilas, como a Ilha das Palmas.

Acidente

Um total de 46 contêineres caíram do Log-In Pantanal, na madrugada de 11 de agosto, entre 1h30 e 3 horas. No momento do acidente, a embarcação estava ancorada no fundeadouro 3. Devido ao ocorrido, o tráfego no canal do Porto foi interrompido durante o período da manhã.

Dos 46 contêineres que caíram do navio, oito boiaram no mesmo dia – e desses, quatro foram removidos pela empresa. As outras caixas metálicas foram saqueadas. Em seguida, a empresa iniciou o rastreamento do leito marítimo, com o objetivo de identificar o local onde os contêineres caíram.
Fonte : Portos e Navios
Data : 04/10/2017

INDÚSTRIA QUESTIONA COBRANÇA DE TAXA EXTRA EM PORTOS
Publicado em 10/05/2017 as 02:54 PM

Taxa está relacionada ao escaneamento dos contêineres que transitam pelos portos brasileiros



Brasília – A indústria nacional está em pé de guerra com o setor portuário, por causa de uma cobrança extra que os terminais passaram a aplicar sobre os importadores e exportadores do País relacionada ao escaneamento dos contêineres que transitam pelos portos brasileiros.

A regra imposta desde 2014 pela Receita Federal exigiu que os terminais portuários se equipassem para fazer a leitura automática de cada um dos contêineres que entram e saem do País, seja com carga ou vazio.



Os portos atenderam à determinação, mas passaram a cobrar os importadores e exportadores pelo novo serviço. O monitoramento eletrônico, que era esporádico, passou a ser aplicado em praticamente todos os contêineres movimentados pelos principais portos brasileiros. A indústria se rebelou.

Por meio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 44 associações setoriais de indústria e do agronegócio e federações estaduais entraram com um processo na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para pedir a suspensão imediata da cobrança, que alegam ser abusiva e ilegal.

A fiscalização aduaneira, dizem os importadores e exportadores, é uma responsabilidade inerente à rotina dos terminais portuários. Paralelamente, os usuários dizem que já pagam por uma “cesta de serviços” para movimentar seus contêineres e cargas.

“Essa cobrança é absolutamente ilegal. Muitos portos estão escaneando 100% dos contêineres, quando a lei determina que se faça um gerenciamento do risco. Os portos transformaram a exigência em uma nova fonte de arrecadação para eles”, diz Carlos Abijaodi, diretor de desenvolvimento industrial da CNI.

“Essa situação é inacreditável, tem de parar imediatamente. Se for preciso, vamos levar esse tema para a Camex (Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior).”

Os portos revidaram. Para a Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), que reúne 80 associados responsáveis pela movimentação de 70% da carga geral que transita no País, “não se pode criar obrigações novas a um agente privado e ao mesmo tempo impedi-lo de repassar os custos decorrentes aos seus preços”, porque isso equivaleria a obrigá-los à “prestação gratuita do serviço, proporcionando o enriquecimento ilícito daqueles que dele se beneficiam”.

Não há dúvidas sobre a necessidade da cobrança, diz José Di Bella Filho, diretor-presidente da ABTP. “Quando sou arrendatário de um porto, faço um contrato onde minhas remunerações e obrigações estão ali definidas. Se eu não puder cobrar do tomador de serviço algo que não estava previsto e que passei a ser obrigado a oferecer a esse usuário, não há como trabalhar. A exigência do escaneamento recai sobre a carga, por isso ela é atribuída ao dono da carga.”

Cobrança

Além de sustentar que a cobrança é uma prática ilegal, a CNI declarou que há uma enorme disparidade nos preços praticados pelos portos brasileiros, com valores oscilando entre R$ 39,28 e R$ 1.032 para passar pelo aparelho de scanner cada um dos contêineres que entram ou saem do País, com carga ou vazio.

Indústria e portos não têm um número fechado sobre quanto essa cobrança tem movimentado em todo o País. O que se sabe é que se trata de um negócio de, pelo menos, algumas centenas de milhões de reais por ano. Cerca de 5,3 milhões de contêineres trafegam anualmente pelos portos brasileiros. Entre janeiro e julho deste ano, 3.173 milhões de unidades já passaram pelos cais nacionais.

Procurada pela reportagem, a Antaq declarou que “está analisando o assunto e deve deliberar sobre o mesmo em breve”.

Uma análise do caso concluída por técnicos da agência, porém, já deixou claro qual é o posicionamento: a indústria não tem de pagar pelo serviço.

O Estado teve acesso a uma nota técnica da Antaq, segundo a qual o escaneamento “é pré-requisito essencial para o alfandegamento dos terminais portuários”.

“Deste modo, conclui-se pela impossibilidade de cobrança autônoma a título de inspeção não invasiva de contêiner, na medida em que não se pode determinar a existência de serviço quando as movimentações atreladas decorrem de obrigação legal e de risco à atividade pública delegada aos terminais portuários, seja por concessão, arrendamento ou autorização”, afirma o documento.
Fonte : Exame
Data : 05/10/2017

DISPUTAS JUDICIAIS LEVAM DOCAS A RENOVAR CONTRATOS DE DRAGAGEM
Publicado em 10/05/2017 as 02:53 PM



As questões judiciais que envolvem a dragagem do Porto de Santos forçaram a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) a, mais uma vez, renovar os contratos da obra. O primeiro a ser renovado é o referente à manutenção das profundidades dos berços. Já o que prevê o serviço no canal de navegação será aditado ainda neste mês.

No início do ano, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil (MTPAC) contratou o consórcio formado pelas empresas Boskalis do Brasil e Van Oord Operações Marítimas para a execução da dragagem de toda a extensão do canal de navegação do Porto e seus berços. Antes disso, a pasta havia rescindido o contrato firmado com a EEL Infraestruturas, que não teria apresentado documentos necessários para a formalização de sua contratação.



A EEL, porém, conseguiu na Justiça a suspensão da rescisão de seu contrato. Agora, o MTPAC tem duas empresas contratadas para o mesmo serviço, mas nenhuma tem o aval para iniciar a remoção dos sedimentos e, assim, manter a profundidade do Porto. Essa é apenas a última da série de disputas que marcou a licitação federal, atrasada ao menos um ano e meio. Devido à demora, a Docas resolveu fazer contratos emergenciais para manter a dragagem e garantir a manutenção da profundidade dos acessos aquaviários.

Agora, esses contratos serão mais uma vez renovados, disse o diretor de Engenharia da companhia, Hilário Gurjão. “Vamos renovar o de canal por um ano. O de berço, já renovamos por seis meses, obviamente com cláusula rescisória para caso haja uma solução da questão do Ministério”. Hoje, a dragagem dos berços do Porto é feita pela Dratec Engenharia.

A empresa foi contratada em março do ano passado e, desde então, a Docas vem renovando este contrato a cada seis meses. A última vez foi no dia 20 do mês passado, ao custo de R$ 20,9 milhões. Por conta dessas sucessivas renovações, o Conselho de Administração (Consad) da estatal recomendou a abertura de um processo licitatório.

A ideia é contratar o serviço por um período de um ano. Mas esta licitação também foi interrompida por uma disputa judicial. Ao menos três concorrentes entraram com pedidos de esclarecimentos ou impugnações.

Já a manutenção das profundidades do canal de navegação está garantida, após a renovação do contrato firmado em 14 de outubro do ano passado com a Dragabras Serviços de Dragagem. Ele vence ainda nesta quinzena.

Nesse caso, para que o serviço não seja interrompido, Hilário prevê um aditamento no prazo de vigência nos próximos dias. A ideia é que a empresa, que utiliza a draga Pearl River no cais santista, fique responsável pela obra por mais um ano. Neste caso, também estará prevista uma cláusula rescisória. Assim que uma das empresas contratadas pelo MTPAC para a dragagem do Porto iniciar a retirada de sedimentos, o contrato firmado será interrompido.

A dragagem licitada pelo Ministério prevê o aprofundamento do canal de navegação e das bacias de acesso aos berços de atracação do Porto dos atuais 15 metros, em média, para 15,4 e 15,7 metros pelos próximos três anos. Trechos da via marítima também serão alargados. Já os locais de atracação (berços) terão uma nova fundura variando de 7,6 a 15,7 metros.
Fonte : A Tribuna
Data : 05/10/2017

SANTOS E A DRAGAGEM PORTUÁRIA
Publicado em 10/05/2017 as 02:52 PM



Parte essencial de um complexo portuário, os acessos aquaviários demandam manutenção para conservar a profundidade e a largura da área utilizada para navegação, afetadas devido ao depósito de sedimentos em seu leito, o que tradicionalmente ocorre. Esse processo de retirada de sedimentos, escavação e derrocamento (extração de rochas) do leito e das encostas de mares, rios, lagoas e canais é denominado dragagem.



Por estar localizado em um estuário, onde deságuam vários rios (transportando sedimentos), o Porto de Santos sofre um assoreamento constante. Para retirar o material que se acumula no canal, deve ser dragado com frequência.

Em média, 6,6 milhões de metros cúbicos de lama devem ser extraídos do estuário por ano, de modo a manter sua profundidade em 15 metros, segundo estudos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária.

Esse serviço é realizado tanto no canal de navegação (o trecho central do estuário, por onde passam os navios) como nas bacias de evolução (áreas localizadas ao lado do canal e onde as embarcações manobram para atracar ou desatracar) e nos berços (os locais de atracação rente ao cais, onde os cargueiros permanecem para o embarque ou o desembarque de cargas).

Em Santos, a dragagem dos berços é feita pela empresa brasileira Dratec, enquanto os trabalhos nas bacias de evolução e no canal são uma responsabilidade da Dragabras, firma nacional controlada pelo grupo belga Deme.

Manter a profundidade de seus acessos aquaviários é estratégico para um porto, uma vez que, quanto mais profundo o canal, mais o navio pode utilizar sua capacidade de carga, otimizando custos da viagem. Se o assoreamento não é controlado, há uma menor profundidade e o cargueiro, por uma questão de segurança, passa a transitar com um limite de calado (a profundidade que pode atingir).

Segundo dados do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), nos navios de contêineres, a cada um centímetro de redução de calado, deixa-se de carregar de sete a oito contêineres. Em embarcações graneleiras, a cada um centímetro a menos no calado, deixam de ser embarcadas 100 toneladas.
Fonte : A Tribuna
Data : 05/10/2017

PARANÁ RETOMA PROJETO DE FERROVIA ENTRE PARANAGUÁ E MATO GROSSO DO SUL
Publicado em 10/05/2017 as 02:52 PM

Modal prevê linha de mais de mil quilômetros, em alternativa ao gargalo rodoviário. Custo estimado é de R$ 10 bilhões

O governo do Paraná retomou as aspirações de implantar uma nova ferrovia que ligaria o Porto de Paranaguá ao Mato Grosso do Sul. A ideia é que o novo modal venha a se consolidar como um “corredor de exportação”, em alternativa logística que supere o gargalo ferroviário. Uma estimativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) estima que a linha ferroviária – que teria cerca de mil quilômetros de extensão – custaria mais de R$ 10 bilhões.



A partir desta quinta-feira (5), a Ferroeste – sociedade de economia mista ligada do governo do Paraná – inicia uma série de consultas públicas, com o objetivo de debater a proposta com a sociedade civil e receber eventuais sugestões ao projeto. Após essas audiências, o governo deve lançar uma proposta de manifestação de interesse (PMI) para escolher a empresa que queira executar um estudo de viabilidade técnica, para implantar a ferrovia.

“Nosso objetivo é acabar com essa discussão em que cada um fala o que acha. É termos um estudo técnico e demanda, que aponte qual a melhor forma de tirar esse projeto do papel, que aponte qual será o impacto econômico”, disse o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo. A expectativa é de que o estudo custe R$ 25 milhões, bancados pela empresa escolhida a partir da PMI. “Quando houver a concessão, os concessionários fazem o ressarcimento ao responsável pelo estudo”, explicou Araújo.

Trechos

Em princípio, o projeto leva em conta dois trechos. O primeiro prevê a implantação de cerca de 400 quilômetros de linha férrea, entre o Porto de Paranaguá e Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná. A proposta é de que haja um novo traçado, paralelo à rodovia BR-277. Com isso, a nova ferrovia não usaria o trecho da ferrovia histórica, que liga o Litoral a Curitiba e que continuaria sendo explorado para fins turísticos.

O segundo trecho contempla a construção de 350 quilômetros de trilhos , entre Cascavel e Dourados, no Mato Grosso do Sul, passando por Guaíra, no Oeste do Paraná. Com este traçado, a Ferroeste espera absorver a demanda logística do Paraguai (via Guaíra) e do Mato Grosso do Sul. A expectativa é de que o modal sirva para escoar não só a crescente safra de grãos, mas também da indústria pecuária.

“O Oeste do Paraná, sozinho, perde R$ 330 milhões por ano, por falta de estrutura logística por ter que usar o transporte rodoviário para exportar sua produção. Então o investimento da implantação deste corredor ferroviário é muito pequeno, é nada, diante do retorno”, apontou Araújo.

Iniciativa privada

A ideia do governo é implantar o corredor ferroviário por meio da iniciativa privada. Para isso, o primeiro trecho (entre Paranaguá a Guarapuava) seria explorado por meio de uma concessão estadual. O segundo trecho (entre Cascavel a Dourados) seria administrado por subconcessão da Ferroeste.

Segundo o cronograma, o governo espera ter em mãos o estudo de viabilidade técnica em um ano – até o segundo semestre de 2018. A partir de então, o Paraná deve definir aspectos técnicos da licitação.
Fonte : A Tribuna
Data : 05/10/2017

GRANÉIS AGRÍCOLAS RECEBERÃO DESCONTO NO PORTO DE IMBITUBA
Publicado em 10/05/2017 as 02:51 PM

Desconto no serviço de exportação e importação dos granéis visa impulsionar a movimentação de grãos



Imbituba

A exploração dos portos organizados tem por objetivo aumentar a competitividade e o desenvolvimento do país e para alcançar tal meta e impulsionar a movimentação de grãos e tornar a instalação portuária ainda mais competitiva no setor logístico, todas as empresas que utilizarem os serviços de importação e exportação de granéis agrícolas por meio do Porto de Imbituba receberão desconto de 28% na tarifa Infraestrutura Terrestre (Infrater).

Segundo a SC Par, responsável pela administração do porto, o desconto é essencial para evitar a perda de cargas atualmente movimentadas pelo transporte hidroviário. A eventual perda de cargas redundaria em prejuízos sociais e econômicos financeiros para toda a cadeia logística envolvida na operação.

O desconto é concedido a título temporário, vigorando por até seis meses, contados da data de assinatura da ordem de serviço, podendo ser prorrogado a critério da autoridade portuária. Só em 2016, a movimentação de granéis agrícolas representou 48% de todas as cargas que passaram pelo Porto de Imbituba, uma variação de 170% em relação ao montante realizado no ano anterior. Esta trajetória de crescimento deve ser estimulada com o desconto de tarifa que passou a vigorar a partir de ontem, atraindo mais cargas para Imbituba.
Fonte : Portal da Ilha
Data : 05/10/2017

PIB DEVE FICAR ESTÁVEL NO 3º TRIMESTRE, MAS MOSTRA SINAIS POSITIVOS PARA 2018
Publicado em 10/05/2017 as 02:51 PM

São Paulo – O Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar praticamente estável no terceiro trimestre deste ano frente aos três meses imediatamente anteriores (+0,2%). Apesar do aumento no consumo, queda de 2% esperada no agronegócio limita o crescimento da atividade.
Entre abril a junho, o PIB registrado na margem era positivo em 0,2%, conforme os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para os especialistas, apesar de a sinalização para o indicador de atividade econômica ter um viés positivo, o crescimento ainda é pouco e o movimento é limitado, principalmente, pela performance da agropecuária ao longo do segundo semestre.

“A maior taxa de agronegócio ficou no primeiro trimestre e, com queda de 2% no setor agora, o vetor positivo fica por conta da demanda do varejo e pela oferta, com a massa de renda e os saques da conta do FGTS ainda colaborando positivamente para o PIB desse trimestre”, avalia o economista da Tendências Consultoria, Bruno Levy.

Neste cenário, ele pondera que a inflação mais controlada e a confiança dos consumidores dando sinalizações importantes de melhora – com aumentos pontuais no número de vagas de emprego e concessões de crédito – são importantes para ditar os rumos para o quarto trimestre.

Segundo o IBGE, apesar da redução de 0,25 ponto percentual (p.p.) na inflação de agosto frente igual período de 2016 (de 0,44% para 0,19%), o volume de desocupados no País teve um aumento de 0,8 p.p. de junho a agosto diante do mesmo intervalo do ano passado, saindo de 11,8% para 12,6%.

De acordo com o economista da GO Associados Luiz Fernando Castelli, apesar da agropecuária poder trazer números “bastante negativos” para os dois últimos trimestres do ano, a estabilidade do PIB mostra uma tendência positiva com a sazonalidade do final do ano (consumo) e colabora para que a expansão em 2017 encerre próximo aos 0,7%.

“Mesmo com os efeitos estatísticos do agronegócio no terceiro trimestre, os números de indústria, serviços e comércio trazem um viés positivo maior do que o esperado para a atividade econômica e isso deve impulsionar um último trimestre [com avanço] perto dos 0,7%”, comenta.

Para a indústria, porém, a queda mais brusca nos últimos meses, apresentada pelo desempenho da construção civil, tende a demorar mais a reagir, acumulando um aumento de 0,4% na margem para o segmento no terceiro trimestre.

“Esperamos uma melhora na construção civil, mas ainda é um movimento muito longe de recuperar as perdas acumuladas”, explica Levy e acrescenta que a perspectiva é que os efeitos mais evidentes da queda da taxa básica de juros (Selic) na economia “abram mais portas” a partir de dezembro.
“O recuo da Selic vem se intensificando desde o final do ano passado, mas a reação demora de seis meses a um ano para ser mais visível e profunda. No começo do ano que vem, já poderemos ver números mais significativos”, complementa o especialista.

Ainda segundo as projeções da Tendências, o crescimento do terceiro trimestre teria um movimento mais positivo e ficaria em torno de +1,1% na comparação com igual período de 2016.
Surpresas positivas

Já para 2018, os economistas entrevistados pelo DCI se mostram bastante otimistas e ponderam que, apesar de um cenário praticamente precificado, a possibilidade de surpresas positivas com a reforma trabalhista e a reação acima do esperado no consumo deve contribuir para o PIB.

“Mesmo com a possível volatilidade e risco que o cenário político possa trazer, a recuperação é cíclica e vem muito em função das taxas de juros. A projeção é de 2,5% para 2018, mas o viés de alta permanece e, se a reação acima do esperado na economia se concretizar, o crescimento pode chegar até a 3%”, comenta Castelli.
Para Levy, a expectativa em cima de um “crescimento mais robusto” acaba incentivando a perspectiva de que essa “surpresa positiva” possa surgir no meio do caminho. “A reforma trabalhista, por exemplo, deve ser melhor do que o esperado. Mesmo sem saber a velocidade desses efeitos, a expectativa é positiva”, conclui.
Fonte : DCI
Data : 05/10/2017

CAMPO CONTINUA SEGURANDO A INFLAÇÃO
Publicado em 10/05/2017 as 02:50 PM



O comportamento dos cereais e dos hortifrútis ajudou a manter a inflação sob controle nos últimos 12 meses. Já as carnes, mesmo perdendo preço no primeiro semestre do ano, ainda impulsionam a taxa no acumulado deste período.

Um dos principais pesos no bolso do consumidor, no entanto, vem da alimentação fora de casa, mesmo com a queda de preços de boa parte dos alimentos. Itens como gás e impostos elevam os custos dos restaurantes.



A inflação média geral subiu 2,2% nos últimos 12 meses no município de São Paulo. Já os alimentos caíram 0,8%, segundo pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Nos supermercados, os cereais lideram as quedas de preço porque, após uma colheita magra em 2016, a safra de grãos deste ano foi recorde.

O preço do feijão acumulou recuo de 59% nos últimos 12 meses, enquanto o do arroz caiu 9% no período. Os preços desses produtos devem continuar baixos nos próximos meses. O arroz tem queda em plena entressafra, e a oferta de feijão é boa.

Os produtos "in natura" foram favorecidos pelo clima e já acumulam queda de 7% em 12 meses. As frutas, devido à boa oferta, tiveram redução de 12%. Legumes e verduras também caíram, mas em ritmo menor.

O tomate, um dos tradicionais itens de peso na inflação, teve recuo de 10% de outubro do ano passado a setembro deste ano.

Reflexo da queda de preços do leite no campo, os lácteos também pesam menos no bolso dos consumidores. A retração média foi de 4% em 12 meses.

A demanda menor por esses produtos e a queda de renda dos consumidores também favorecem a redução dos preços.

CONTRAMÃO

As carnes bovina e suína estiveram na contramão dos demais alimentos, devido à forte alta no ano passado, quando os preços foram recordes
.
A carne bovina acumula elevação de 5,5% em 12 meses. No primeiro semestre, devido às operações da Polícia Federal e a dificuldades de compra de gado pela JBS, líder no setor, os preços caíram. No mês passado, no entanto, retomaram o caminho da alta.

O preço interno da carne de frango também se recuperou no mês passado, com alta de 3%. Em 12 meses, no entanto, acumula queda de 5%. Já a carne suína, devido às exportações menores, perdeu preço no mercado interno em setembro.

CAFÉ

Os consumidores estão sentindo no bolso também a forte aceleração de 17% nos preços do café nos últimos 12 meses. A oferta reduzida da matéria-prima, principalmente de café conilon, pressionou os preços.

A oferta deste ano, embora ainda não totalmente recomposta, será melhor.

Tradicionalmente o café não acompanha a taxa de inflação. Desde o início do Plano Real, a matéria-prima em pó subiu 209%, abaixo da inflação média do período, que foi de 384%.

Com o retorno das chuvas, o plantio de grãos da safra 2017/18 seguirá com bom ritmo. É provável que a oferta de alimentos continue favorável no ano que vem.

A redução de preços pode, porém, desincentivar o produtor. É o caso dos arrozeiros, que já pensam em dedicar parte da área de plantio de arroz para soja e pecuária. Se isso ocorrer, a oferta do cereal diminuirá, e os preços voltarão a subir.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 05/10/2017

SETOR DE PETRÓLEO ABRE ESPAÇO PARA ALTA PRODUÇÃO E MENOR RISCO AMBIENTAL
Publicado em 10/05/2017 as 02:49 PM



Projetos que elevem a produção e que envolvam iniciativas sustentáveis tornaram-se prioridade da indústria do petróleo na hora de selecionar empresas parceiras.

De acordo com uma pesquisa feita em 2016 pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), as principais razões das empresas do setor para investir em inovação são melhora de eficiência operacional (44%), redução de custos (41%) e de impacto ambiental (33%). O levantamento ouviu 450 profissionais da área.



Há um caminho para os empreendedores, em geral ligados a universidades, estreitarem o contato com a indústria: a "cláusula do 1%", exigência da ANP (Agência Nacional do Petróleo). A norma prevê que 1% da receita bruta gerada em campos de grande rentabilidade ou produção seja investido em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A Ativatec, da área de robótica submarina, recebeu aporte da Petrobras para desenvolver um robô capaz de chegar a águas profundas. Seu trabalho é mapear eventuais falhas nas plataformas e em outras ferramentas. As informações são compartilhadas em tempo real.

"Queremos ser fornecedores dessas grandes companhias, mas há dificuldade em conseguir capital já que o risco é alto e o retorno, demorado", afirma o sócio da Ativatec Rodrigo Ferreira, 44.

O investimento, de R$ 5 milhões, também foi financiado por agências como a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e a Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro).

Criar formas mais seguras de trabalhar em águas profundas é um dos principais desafios brasileiros no setor de petróleo. É de lá que sai boa parte do óleo produzido no país, segundo Márcia Gorny, doutora em engenharia e coordenadora do curso de engenharia ambiental das Faculdades Oswaldo Cruz.
"Além dos estudos de impacto ambiental, é preciso controlar bem os riscos não apenas dos navios cargueiros que transportam o produto, mas a perfuração e a extração, para que não haja fissura ou vazamento", diz Gorny.

Para Arthur Braga, doutor pela Universidade Stanford, nos EUA, e coordenador do curso de engenharia de petróleo da PUC-Rio, a demanda por formas de mitigar riscos de acidentes permitiu soluções mais sustentáveis.

"Não se criam produtos só por isso, mas as operadoras de petróleo não injetam recursos sem que haja forte aderência às leis ambientais."

Desde 1998, foram investidos R$ 12,5 bilhões. Em 2016, isso representou R$ 861,9 milhões em recursos, segundo dados da agência regulatória.

Parte desses recursos pode ser investida em pequenas empresas brasileiras do setor, segundo Décio Oddone, diretor-geral da ANP. "Nossa meta é aumentar o número e o grau de especialização desses fornecedores brasileiros. Queremos que elas absorvam boa parte da demanda local."

Outra organização que aposta no setor é a Vortex Mundus, da oceanógrafa Fernanda Achete, 31. Eles oferecem um sistema de modelagem físico-matemática para estudar ondas e correntes oceânicas já mapeadas.

A ideia é conseguir prever, em caso de desastre ambiental, a trajetória do óleo vazado e já iniciar um plano de contingência, por exemplo.

O projeto começou durante sua tese de doutorado, que rendeu um convite do governo americano para investigar os impactos ambientais na baía de San Francisco.

Hoje, os EUA são seu maior cliente, mas a Vortex já mira o mercado brasileiro.

"Quando houve o rompimento da barragem em Mariana (MG), teria sido possível investigar a velocidade dos detritos rumo ao oceano para controlá-los e evacuar a população", afirma Achete.

No mercado de petróleo, os modelos da Vortex ajudam, por exemplo, a identificar mares revoltos que dificultam a chegada de navios para instalar plataformas oceânicas.

Para José Firmo, presidente da Abespetro (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Petróleo), o grau de excelência das empresas brasileiras vem aumentando.

"Já temos ótimas referências de conteúdo local na parte oceânica, com capacidade de competir também no exterior", diz Firmo.

FLEXIBILIZAÇÃO

Na opinião de 9 em cada 10 entrevistados na pesquisa promovida pelo IBP, a "cláusula do 1%" poderia ser mais flexível e prever menores investimentos quando há queda no preço internacional do barril de petróleo.

Em 2008, pouco antes da crise econômica e após a descoberta do pré-sal, no ano anterior, o preço do barril tipo Brent chegou a US$ 143 (R$ 450). Hoje, patina na casa dos US$ 55 (R$ 173).

"A flexibilização pode ser interessante para não enforcar a empresa quando o preço cai, mas vejo forte expansão na produção nos próximos anos, sobretudo na baía de Santos, e isso levará a novos aportes", afirma José Firmo, da Abespetro.

Esse aumento deve dar um novo gás até ao número de patentes brasileiras, ainda considerado baixo segundo Jorge Guimarães, presidente da Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), que auxilia o contato entre pesquisadores e grandes empresas.

Em 2012, quando saiu o último levantamento do Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), foram feitos 69 pedidos de patentes em tecnologia de ambiente, em todos os setores econômicos.

33%
dos profissionais do setor de petróleo ouvidos pelo IBP dizem que impacto ambiental é uma das principais razões para investir em inovação

69
Pedidos de patentes em tecnologia ambiental foram feitos em 2016

R$ 5 milhões
Foi o quanto a Ativatec investiu para desenvolver robôs que atuam no mar profundo
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 05/10/2017

REAL É DESTAQUE NO MERCADO DE CÂMBIO COM EXPECTATIVA DE FLUXO
Publicado em 10/05/2017 as 02:49 PM

O dólar cravou ontem a quinta baixa seguida frente ao real, tocando uma mínima em duas semanas. A moeda americana terminou em queda de 0,45%, a R$ 3,1323. Na série de cinco pregões, a divisa brasileira é a de melhor desempenho numa lista de dez emergentes.

Esse movimento tem tido influência importante do exterior, onde a busca por ativos de risco vem patrocinando rali em vários mercados. Mas o fator local se mostra igualmente relevante, num momento em que a atratividade dos ativos domésticos volta a saltar aos olhos dos estrangeiros. Sinal disso é a crescente expectativa por sobra de dólares neste fim de ano, algo incomum para o período, normalmente marcado por fluxo negativo.

A taxa de câmbio começou a responder à maior perspectiva de ingressos no fim de setembro. Desde 28 do mês passado até hoje, o real acumula ganho de 1,96% frente ao dólar, melhor desempenho numa lista de dez moedas emergentes. Nas duas semanas anteriores, a divisa brasileira havia caído mais de 3%, quarto pior resultado desse grupo.

Analistas citaram a emissão feita pelo Tesouro Nacional no mercado externo como um indicativo claro do forte apetite do investidor estrangeiro pelos ativos domésticos. A colocação do bônus para 2028 alcançou US$ 3 bilhões, e a demanda chegou a US$ 4,3 bilhões. Com isso, o spread médio em relação aos Treasuries de prazo equivalente ficou em 235 pontos-base, o menor desde que o Brasil perdeu o grau de investimento.

A operação da República reforça a ida de companhias ao mercado externo. A Braskem emitiu um total de US$ 1,75 bilhão distribuídos entre papéis de cinco e dez anos. A Aegea Saneamento fechou captação de US$ 400 milhões no mercado internacional. E há mais por vir. Segundo apurou o Valor, Banco do Brasil pretende levantar pelo menos US$ 750 milhões em papéis de sete ou dez anos. Na semana passada, Petrobras captou US$ 2 bilhões e trocou mais US$ 6,768 bilhões de cinco bônus em circulação por novos papéis.

A expectativa de ingresso de capital tendo como pano de fundo um cenário político por ora sem solavancos e farta liquidez externa dá ao BNP Paribas conforto para manter estimativa de queda do dólar a R$ 3 até o fim do ano. O BNP tem sustentado apostas favoráveis ao real baseado no "forte" setor externo brasileiro, que para os estrategistas do banco têm sido um fator "ainda mais importante" para definir a performance da taxa de câmbio. Eles lembram que a balança comercial continua a registrar recordes e que esses saldos, junto com o "ótimo" volume de investimento estrangeiro direto, cobrem o déficit em conta corrente.

Nesta semana, o Bank of America Merrill Lynch revisou para R$ 3,15 sua previsão para a taxa de câmbio ao término deste ano (de R$ 3,35 antes) e passou a ver dólar a R$ 3,30 ao fim de 2018 (R$ 3,60 no cenário anterior).

"Não descarto que o dólar chegue aos R$ 3 no curto prazo", diz Joaquim Kokudai, da JPP Capital. Bruno Foresti, gerente de câmbio do Banco Ourinvest, não chega a prever que o dólar testará os R$ 3 no curto prazo, mas reconhece que a probabilidade de o real tornar a se apreciar é maior do que voltar a testar patamares perto de R$ 3,20 por dólar.

Além dos temas domésticos, centrados especialmente na capacidade do governo Temer de avançar com reformas econômicas, o que pode atrapalhar a materialização de um cenário mais positivo ao câmbio é uma virada de humor externo.

A sinalização mais "hawkish" (pró-aperto monetário) dada pelo Federal Reserve (Fed, BC americano) no mês passado até ameaçou colocar moedas emergentes em rota de baixa. Mas aos poucos os temores de um Fed mais conservador parecem arrefecer. Ontem, por exemplo, cresceram expectativas de que o presidente americano, Donald Trump, indicará Jerome Powell para substituir Janet Yellen na presidência do BC dos EUA. Membro do "board" do Fed, Powell é considerado menos "hawkish" em relação a seu concorrente, Kevin Warsh, ex-membro do banco central. (Colaborou Lucas Hirata)
Fonte : Valor Econômico
Data : 05/10/2017

BRASKEM VAI DESTINAR CAPTAÇÃO PARA DÍVIDA
Publicado em 10/05/2017 as 02:49 PM

Na maior captação de sua história, e com o menor custo, a Braskem levantou ontem US$ 1,75 bilhão em bônus no mercado externo. A maior parte dos recursos, de acordo com o vice-presidente de finanças e relações com investidores da petroquímica, Pedro Freitas, será usada para pré-pagar dívidas de curto e médio prazos, com vencimentos até 2019. Uma parcela menor será usada para investimento, na construção de uma nova fábrica de polipropileno (PP) nos Estados Unidos.

A operação chamou a atenção pelo tamanho, pelo custo avaliado como bastante competitivo e pela rapidez com que chegou ao mercado. A demanda total superou a casa dos US$ 8 bilhões e foi 8,2 vezes maior que o esperado originalmente pela petroquímica, que era de cerca de US$ 1 bilhão. Diante disso, a Braskem elevou a captação a US$ 1,75 bilhão, sendo US$ 500 milhões no papel de cinco anos, com taxa de retorno (yield) de 3,7%, e US$ 1,25 bilhão no título de dez anos, a 4,625%.

No total, 360 investidores se candidataram a participar da operação, a maior parte "de alta qualidade e longo prazo", avalia Freitas, muitos com foco em companhias com nota de crédito grau de investimento e alguns que normalmente não alocam recursos em mercados emergentes. "É um selo de que a empresa é de fato global."

Com a inauguração do complexo petroquímico do México, mais da metade da receita passou a ser gerada no mercado externo (considerando as exportações a partir do Brasil). No primeiro semestre, a receita líquida consolidada da empresa, controlada pela Odebrecht e pela Petrobras, chegou a R$ 24,47 bilhões. Já a dívida líquida ajustada (pelo acordo de leniência) estava em US$ 5,78 bilhões em junho, equivalente a 1,85 vez o Ebitda.

A Braskem reconhece que ainda pagou um prêmio em relação a outras companhias globais do setor. "Os investidores também perceberam isso", ponderou o executivo. Mesmo assim, o custo foi inferior ao preço dos títulos da companhia negociados no mercado secundário, com um "new issue premium" (NIP) negativo em 10 pontos-base em relação ao que é precificado naquele mercado.

A última vez que a petroquímica acessou os mercados internacionais foi em 2014, quando vendeu US$ 500 milhões em um bônus de dez anos em fevereiro e depois reabriu a mesma emissão em maio, levantando mais US$ 250 milhões. Naquela ocasião, o yield na reabertura foi de 6,037%, com spread de 339,8 pontos sobre os Treasuries de mesmo prazo. Agora, esse spread caiu para 229 pontos.

Com a emissão, mais de 70% da dívida da Braskem estará exposta ao mercado de capitais, perfil mais parecido ao de suas pares globais, diante de 57% anteriormente. O prazo médio do endividamento, de pouco mais de 14 anos, chegará a quase 16 anos, e o custo médio cairá de 6% em dólar a 5,5%.

Uma fonte que participou da operação comentou que no roadshow os investidores chegaram a questionar o envolvimento da Braskem na Lava-Jato e rumores de que a Petrobras poderia vender sua participação na empresa, mas diz que o sucesso da captação mostra que isso "é uma página virada".

Esse interlocutor aponta que, assim como outras empresas, a Braskem aproveitou a liquidez global para refinanciar dívidas de curto prazo, evitando uma possível volatilidade maior em 2018, com o Federal Reserve apertando as condições de crédito e as eleições presidenciais no Brasil. "Com a internacionalização da empresa, o rating deve melhorar e as taxas de captação devem continuar caindo, mas para que arriscar pegar a volatilidade de 2018 se pode colocar o dinheiro no bolso agora?", diz.
Fonte : Valor Econômico
Data : 05/10/2017

EDITAL DO RODOANEL SAI AMANHÃ
Publicado em 10/05/2017 as 02:49 PM

O edital para concessão do trecho Norte do Rodoanel (SP-021) será publicado amanhã, no Diário Oficial do Estado, informou ontem a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). O leilão está previsto para 10 de janeiro, na sede da B3, em São Paulo. A concessão será por 30 anos, ao longo dos quais o vencedor deverá fazer investimentos em equipamentos, obras, operação e socorro médico e mecânico.

O trecho Norte engloba 47,6 quilômetros, levando em conta eixo e acessos, e interligará os trechos Oeste e Leste. A via tem início na confluência com a Avenida Raimundo Pereira Magalhães e termina na intersecção com a rodovia Presidente Dutra (BR-116). O trecho Oeste é operado pela CCR e os trechos Sul e Leste, pela SPMar. A construção do Norte está em fase final, pela Dersa. A via terá papel essencial ao ligar o porto de Santos ao aeroporto de Guarulhos, sem cortar a cidade de São Paulo.

Ainda ontem, a concessionária Move São Paulo, responsável pela implantação da Linha 6-Laranja do metrô, encaminhou ao governo proposta de asiáticos interessados na compra da concessão.

Os acionistas atuais são a Odebrecht Mobilidade, a Queiroz Galvão, a UTC e a Linha 6-Fundo de Investimento em Participações. "O grupo chinês formado pelas empresas China Railway Capital e China Railway First Group se associarão a um grupo de investidores japoneses liderados pela Mitsui para assumir integralmente o contrato de concessão da linha 6", informou o órgão. As empresas pediram 90 dias para apresentação de todos os documentos necessários para a transferência da concessão.
Fonte : Valor Econômico
Data : 05/10/2017

ANP REDUZ CONTEÚDO LOCAL PARA PETROBRAS EM LIBRA
Publicado em 10/05/2017 as 02:48 PM

A Agência Nacional de Petróleo (ANP) acatou parcialmente o pedido de perdão pelo não cumprimento dos compromissos de conteúdo local ("waiver") da plataforma de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos. O órgão regulador rejeitou o pleito do consórcio, operado pela Petrobras, de isenção para todo o projeto, mas decidiu conceder o perdão para alguns itens e reduzir as exigências de compra de outros bens e serviços nacionais.

A Petrobras aguarda agora o aval da Justiça para avançar com a contratação da plataforma no exterior. Em março, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região já havia derrubado liminar concedida em favor do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) e que suspendia a licitação. A estatal, contudo, ainda está impedida de assinar o contrato.

Pela decisão da ANP, a Petrobras fica isenta de contratar, no Brasil, o casco - um dos itens de maior peso no orçamento da plataforma. A estatal ficou livre ainda para comprar no exterior os tanques, queimadores e turbinas a gás que compõem os sistemas e equipamentos da embarcação.

A agência também reduziu os percentuais mínimos de conteúdo local para uma série de outros itens, dentre eles os serviços de construção e montagem na integração de módulos (que passou de 75% para 48%); vasos de pressão (70% para 44%), válvulas (58% para 35%), bombas (70% para 44%) e sistemas de automação (75% para 19%) e elétrico (70% para 23%). A ANP, contudo, manteve os compromissos mínimos para sete subitens da tabela de conteúdo local do contrato de Libra.

A Petrobras defende que, sem o perdão, Libra é inviável economicamente. A companhia argumenta que a consulta ao mercado nacional resultou em preços 40% acima das expectativas e que o valor da multa contratual pelo não cumprimento das exigências de conteúdo local do projeto pode superar US$ 630 milhões.

O consórcio de Libra, composto ainda pela Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e CNPC (10%), entrou com pedido de perdão total para o projeto, mas a Petrobras já vinha sinalizando que a intenção da companhia era contratar partes dos bens e serviços no Brasil. A estatal chegou a estimar que cerca de 40% dos gastos com a construção da embarcação poderiam ficar no país, com base no histórico da construção das últimas oito plataformas afretadas pela companhia.

A decisão da ANP, no entanto, contrariou alguns elos da cadeia de fornecedores. O vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci, por exemplo, disse que o perdão parcial é um avanço, mas que a isenção total para a contratação do casco da plataforma e a redução das exigências na integração dos módulos não atendem à demanda dos estaleiros. "Nossa indústria tem condições de entregar a totalidade dos módulos", defendeu Bacci.

Já a diretora jurídica do Estaleiro Atlântico Sul, Nicole Terpins, classificou a decisão da ANP como "regressão inaceitável e desprovida de qualquer fundamento jurídico ou sequer econômico". O EAS argumenta que enviou uma série de informações à ANP comprovando a competitividade do estaleiro na construção dos cascos e que a empresa nunca foi consultada pela Petrobras durante a licitação.

A indústria de máquinas e equipamentos, representada pela Abimaq, questionou a opção da ANP de estender o perdão para todos os equipamentos que compõem a central de utilidades dos cascos.

"Libra é um projeto gigante, a indústria nacional conta com a demanda desse projeto. Acredito que o assunto acabará sendo judicializado novamente", disse o presidente do conselho de óleo e gás da entidade, Cesar Prata.
Fonte : Valor Econômico
Data : 05/10/2017

PREÇOS DE COMMODITIES RECUAM 5,7% NO ANO, MOSTRA ÍNDICE DO BC
Publicado em 10/05/2017 as 02:48 PM

O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), apurado pelo Banco Central (BC), teve alta de 1,11% em setembro, após variação negativa de 2,06% em agosto. No ano, a perda é de 5,70%, e nos 12 meses encerrados em setembro, o IC-Br fica praticamente estável, com pequena alta de 0,09%. Em 2016, o indicador acumulou baixa de 5,31%, maior queda desde 2001. Em 2015 esses preços tinham avançado 21,43%.

O IC-Br procura capturar a variação, nos mercados internacionais, dos preços de commodities que tem influência na inflação brasileira. O indicador é construído partindo das cotações das commodities agrícolas, metálicas e energéticas convertido para reais.

O equivalente internacional, o Commodity Research Bureau (CRB), mostrou variação negativa de 2,36% em setembro. Em 12 meses até setembro, o CRB sobe 2,94%, mas acumula baixa de 5,03% nos nove primeiros meses de 2017. Em 2016, o CRB caiu 3,05%, após ter avançado 24,57% em 2015.

Entre os três subgrupos que compõem o IC-Br, o de commodities agropecuárias (carne de boi, carne de porco, algodão, óleo de soja, trigo, açúcar, milho, café e arroz) mostrou alta de 0,21% no mês, após recuar 5,52% em agosto. No ano, a baixa é de 9,49%. Em 12 meses, os preços recuam 7,02%.

O preço das commodities metálicas (alumínio, minério de ferro, cobre, estanho, zinco, chumbo e níquel) subiu 1,74% em setembro, vindo de valorização de 5% em agosto. No ano, os preços sobem 4,18%. E em 12 meses, avançam 22,27%. As commodities energéticas (petróleo Brent, gás natural e carvão) mostraram alta de 6,19% no mês passado, após aumento de 4,75% em agosto. A alta no ano é de 2,56%.
Fonte : Valor Econômico
Data : 05/10/2017

BRASIL CONTESTA PLANO EUROPEU PARA DIVIDIR COTAS APÓS O BREXI
Publicado em 10/05/2017 as 02:48 PM

O Brasil e outros seis grandes exportadores agrícolas advertiram a União Europeia (UE) e o Reino Unido de que não podem aceitar o plano de divisão das cotas agrícolas europeias após o Brexit (saída britânica do mercado comum europeu).

Por um acordo preliminar, revelado esta semana, o Reino Unido e a UE querem repartir as cotas negociadas na Organização Mundial do Comércio (OMC), que os europeus concedem a países de fora do bloco, levando em conta o consumo britânicos e dos outros 27 países comunitários nos últimos três anos, e sem expandilas, depois de 2019, quando se espera a concretização do Brexit.

Em reação, Brasil, EUA, Argentina, Canadá, Nova Zelândia, Tailândia e Uruguai enviaram carta à UE e ao Reino Unido, antes mesmo do acordo entre os dois, deixando claro que rechaçam qualquer proposta que tenha impacto no acesso ao mercado europeu.
Atualmente, se por exemplo a UE estabelece cota de 100 mil toneladas para determinado produto, sabe-se com precisão que a mercadoria pode circular entre os 28 países comunitários. Com a repartição unilateral que Londres e Bruxelas querem fazer, o risco é de fatias de mercado serem perdidas, tanto na Europa como no Reino Unido.

Para o Brasil e os outros exportadores, o plano é inconsistente com as regras da OMC, significando mudança nos compromissos da UE e do Reino Unido na entidade. E pode reduzir uma concessão obtida em negociações nas quais os europeus ganharam, por sua vez, nos mercados dos parceiros.

A Nova Zelândia apresentou à UE uma proposta para que Bruxelas e o Reino Unido administrem juntos as cotas, depois do Brexit, de forma que o benefício dos exportadores não seria afetado.

Uma fonte observa que os interesses econômicos envolvidos são significativos, mas a UE até agora não procurou os países exportadores para tratar do tema. A situação deve esquentar no Comitê de Agricultura da OMC, dentro de dez dias.

Pelas cotas, determinados volumes de mercadorias podem ser importados com tarifa baixa ou zero, em vez das alíquotas normais, mais altas, e tem muito valor comercial para os exportadores agrícolas. A tarifa na importação do açucar brasileiro dentro da cota, por exemplo, é de € 98 por tonelada. Fora da cota, o produto é submetido a alíquota de € 339, valor bem acima do preço da tonelada de € 255 no mercado internacional, o que, na prática, inviabiliza o comércio.

No caso do açúcar, o Brasil tem uma cota específica para o país de 310 mil toneladas e preenche quase toda uma cota de 412 mil toneladas que é destinada a todos os países. Também tem cota de 10 mil toneladas de cota Hilton, que engloba a carne bovina de melhor qualidade e maior preço. Para frango, o país se beneficia de 11 cotas com alíquota menor. Três delas permitem exportações de 259 mil toneladas no mercado europeu.

Para o Brasil e o restante do Mercosul a situação é duplamente delicada. O bloco reclama de cotas insuficientes que a UE oferece para carne bovina e etanol, na barganha para avançar no acordo de livre comércio birregional.

As duas cotas para esses produtos não são livres de tarifas, como inicialmente se pensou nesta semana. Para as 70 mil toneladas de carne bovina, a UE quer reduzir a alíquota gradualmente até ficar em 7,5% ao fim de seis anos. Hoje, a carne importada dentro de cota paga tarifa ad valorem de 20%. Fora da cota, a taxa é de 12,8% mais € 303,40 a cada 100 quilos.

O sentimento nos meios comerciais é que a UE acredita que o Mercosul busca ansiosamente o acordo birregional e vai ceder mais do que os europeus. Ou seja, chegará um momento de pegar ou largar, e o bloco do Cone Sul pode aceitar concessões inferiores ao que dará como contrapartida.
Fonte : Valor Econômico
Data : 05/10/2017

PETROBRAS VÊ COMO POSITIVA FLEXIBILIZAÇÃO DE EXIGÊNCIA DO CONTEÚDO LOCAL EM LIBRA
Publicado em 10/05/2017 as 02:48 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras disse considerar a flexibilização da exigência do conteúdo local na plataforma do projeto Piloto de Libra um "sinal positivo para a competitividade da indústria de óleo e gás no Brasil", segundo comunicado divulgado ao mercado nesta quinta-feira.

Como operadora do Consórcio Libra, a estatal afirmou ainda que "analisará junto aos seus parceiros o impacto dos ajustes efetuados".

Conforme decisão da reguladora ANP divulgada na quarta-feira, o consórcio está isento do cumprimento dos índices de conteúdo local para todos os itens do casco e parcialmente das plantas (exceto itens de engenharia básica e de detalhamento) e terá de ajustar os compromissos mínimos de alguns itens de construção de plantas, instalação e integração de módulos.
Fonte : Extra
Data : 05/10/2017

CONSELHO DA RUMO APROVA FIXAÇÃO DE PREÇO DE R$12 POR AÇÃO EM OFERTA PRIMÁRIA
Publicado em 10/05/2017 as 02:48 PM

SÃO PAULO (Reuters) - O conselho de administração da Rumo aprovou a fixação de preço de 12 reais por ação para sua oferta primária de 220 mil ações ordinárias com esforços restritos de colocação, que movimentará 2,64 bilhões de reais, de acordo com fato relevante divulgado na noite de quarta-feira.

A participação da controladora Cosan Logística na oferta não foi considerada para fixação de preço, informou a empresa no comunicado. Com a transação, o capital social da Rumo passa a ser de 9,655 bilhões de reais, dividido em 1,559 bilhão de ações ordinárias.

A oferta primária foi aprovada pelo conselho da companhia em 22 de setembro. Na ocasião, a Rumo disse que usaria os recursos obtidos para reduzir sua alavancagem e reforçar sua estrutura de caixa.
Fonte : Extra
Data : 05/10/2017

PETROBRAS REDUZ PREÇOS DE DIESEL E GASOLINA NAS REFINARIAS NESTA QUINTA-FEIRA
Publicado em 10/05/2017 as 02:45 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras reduziu nesta quinta-feira os preços do diesel em 1,3 por cento e os da gasolina em 0,3 por cento nas refinarias, de acordo com comunicado publicado no site da estatal.

Os reajustes fazem parte da nova sistemática de preços da Petrobras, que prevê alterações quase que diárias para as cotações dos biocombustíveis.
Fonte : Extra
Data : 05/10/2017

GOVERNO QUER QUE PETROBRAS VOLTE A FORNECER GÁS PARA USINA DA J&F
Publicado em 10/05/2017 as 02:44 PM

Contrato foi encerrado em junho, após delação de Joesley e Wesley Batista



BRASÍLIA - O governo federal quer que a Petrobras volte a fornecer gás para a usina térmica do grupo J&F, controlador da JBS, em Cuiabá. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) — órgão que inclui o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) — informou nesta quarta-feira que vai enviar “correspondência à Petrobras solicitando gestão da empresa no sentido de viabilizar o fornecimento de combustível” a essa e mais três usinas.



A usina de Cuiabá pertence à Ambar Energia, do Grupo J&F. A Petrobras decidiu usar uma cláusula anticorrupção para extinguir o contrato de fornecimento de gás, em junho, logo após a divulgação da delação dos executivos da JBS.

O contrato entre a empresa de Joesley e Wesley Batista e a Petrobras é um dos pontos da denúncia por corrupção apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer, barrada pela Câmara — a segunda acusação está em tramitação. Foi por causa desse negócio que Joesley Batista disse que entregou uma mala com R$ 500 mil ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, em uma ação foi gravada pela Polícia Federal.

A UTE Cuiabá foi comprada pelo grupo J&F em 2015. A usina ficou anos parada por falta de fornecimento de gás. A J&F, então, decidiu apelar ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para forçar a Petrobras a vender gás para a Usina, chamada Termelétrica Mário Covas, a preços praticados na Bolívia. Sem sucesso nesse processo, Joesley disse que pagou a propina a Rocha Loures para intervir em favor da empresa no Cade que, por sua vez, nega qualquer intervenção dentro do órgão.

A termelétrica de Cuiabá tem potência de 529,20 megawatts (MW) de energia. CMSE disse que vai pedir à Petrobras para voltar a fornecer gás para a usina por conta do baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas. Quando chove menos, preciso acionar térmicas para garantir o fornecimento de energia. Essas usinas são mais caras. Por isso, está em vigor, neste mês, a bandeira tarifária vermelha no segundo patamar, que significa uma cobrança extra de R$ 3,40 a cada 100 kWh de energia consumidos.

Em meio a um processo de desinvestimentos, o Grupo J&F já colocou a usina à venda. Sem gás, a empresa ainda não encontrou interessados. Por isso, se a Petrobras voltar a fornecer combustível para a térmica, a tendência é que o ativo se valorize.

Além da usina da J&F, o CMSE quer que a Petrobras volte a fornecer combustível para as térmicas Araucária (da Copel), Termo Fortaleza (do Grupo Endes) e Termonorte II (de um produtor independente). Todas estão paradas.
Fonte : O Globo
Data : 05/10/2017

INDÚSTRIA NAVAL CRITICA DECISÃO DA ANP SOBRE PLATAFORMA DA PETROBRAS
Publicado em 10/05/2017 as 02:43 PM

Agência permitiu que estatal contrate casco no exterior

RIO - A indústria naval brasileira diz que foi prejudicada com a decisão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) que atendeu parcialmente ao pedido feito pelo consórcio de Libra, operado pela Petrobras, para reduzir o percentual de conteúdo local na contratação da FPSO (navio-plataforma) para o campo. De acordo com vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci, a indústria naval do país tem condições de construir aqui o casco do navio, unidades como tanques e queimadores, e, no entanto, autorizou-se o consórcio a contratar no exterior.



— A ANP vetou a contratação no exterior de alguns itens como engenharia, o que está correto. então do ponto de vista macro houve um avanço. Mas do ponto de vista da indústria naval não nos contemplou, porque autorizou a Petrobras a contratar no exterior o casco e temos vários estaleiros capazes de construir no país esse equipamento - destacou Bacci.

A Petrobras não comentou o assunto, mas fontes próximas afirmaram que a companhia teria ficado relativamente satisfeita, justamente porque justamente a construção do casco, que é um dos itens mais importantes no navio-plataforma e de custo maior, poderá ser contratado no exterior.

Mas o executivo do Sinaval, por sua vez, destacou que vários estaleiros no país tem condições para fabricar o casco de plataformas como o Estaleiro Atlântico Sul(RAS), em Pernambuco, o Enseada, na Bahia, e o Jurong no Espírito Santo, entre outros.

— Vamos analisar com o jurídico para ver quais medidas que vamos tomar. A indústria naval brasileira consegue atender os prazos exigidos e se equalizar os preços, considerando o custo Brasil, nós somos competitivos — afirmou Sérgio Bacci.

Já José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse que a decisão da ANP em relação ao pedido (waver) de Libra ainda está sendo avaliado p3ela entidade, mas que considerou um avanço uma vez que a Petrobras solicitava dispensa das multas pelo não atendimento do conteúdo local para fazer 100% da contratação da plataforma no exterior.

— Vamos avaliar ainda a decisão da ANP mais profundamente. Mas se tiver alguma coisa fora das regras vamos à Justiça.
Fonte : O Globo
Data : 05/10/2017

FMI DEFENDE AGENDA DE REFORMAS ESTRUTURAIS E MUDANÇAS NA GESTÃO FISCAL DO BRASIL
Publicado em 10/05/2017 as 02:42 PM

Para Fundo, alterações na Previdência e redução de desonerações tornariam teto de gastos efetivo

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou relatório ontem no qual elogia a aprovação do teto de gastos no Brasil, mas frisa que seus efeitos dependerão da adoção de reformas estruturais, bem como de mudanças na gestão das finanças públicas. O Fundo aponta a reforma da Previdência, a redução das despesas obrigatórias e a revisão da indexação de despesas específicas como importantes passos para que a nova política fiscal do Brasil seja bem-sucedida.

O relatório, intitulado “Brasil: tornando o teto de gastos viável e efetivo”, não faz uma análise profunda da situação fiscal brasileira, mas diz que “é essencial enfrentar os gastos obrigatórios insustentáveis, inclusive na área da Previdência”. O documento lembra que a despesa pública com previdência no Brasil está entre as mais altas do mundo, em cerca de 11,3% do PIB em 2015, considerado um valor elevado para o perfil demográfico do país.

Os autores do relatório afirmam, ainda, que reduzir a rigidez do Orçamento — com a redução das despesas obrigatórias — pode proteger ou aumentar o investimento público, num momento em que o Brasil precisa elevar a taxa de investimento. O documento enfatiza também que são necessárias ações que incrementem a receita.

“A regra do teto em si não garante automaticamente a sustentabilidade fiscal (...) Com a ausência de outras restrições, a disciplina fiscal pode estar sob risco devido ao aumento de gastos excluídos do teto ou devido ao aumento dos gastos tributários, como, por exemplo, o Refis e as desonerações”, diz texto.

O FMI salienta que o Brasil precisa prosseguir com as reformas, pois “a recuperação dos preços de commodities e as condições de liquidez global ainda são favoráveis”.
Fonte : O Globo
Data : 05/10/2017

ABTRA TEM NOVO DIRETOR EXECUTIVO
Publicado em 10/04/2017 as 02:42 PM

Angelino Caputo e Oliveira assumiu nesta semana a diretoria-executiva da ABTRA, de acordo com a decisão do Conselho de Administração da entidade, presidido pelo empresário Bayard Umbuzeiro Filho.

Na nova função, Angelino passa a comandar a equipe técnica da Associação, com foco nas ações em defesa dos interesses das 60 empresas portuárias associadas e no desenvolvimento sustentável do setor.

Seguirá na articulação de parcerias com os poderes públicos em favor da estabilidade jurídica e regulatória no setor portuário e no reforço de sua participação na cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

Com 33 anos de experiência no mercado, o novo diretor-executivo da ABTRA ocupou a presidência da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e, recentemente, a secretaria-adjunta de Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento.  

Em tempo, a ex-coordenadora de projetos da ABTRA, Juliana Rodrigues, assume o cargo de gerente de Tecnologia da Informação dessa entidade.

Juliana vai gerir a manutenção e o aprimoramento dos sistemas da ABTRA, que integram terminais, órgãos anuentes e demais agentes intervenientes do comércio exterior nos portos.

Além disso, terá por desafio ampliar a contribuição da Associação para a modernização dos sistemas e procedimentos aduaneiros.
Fonte : Portos e Navios
Data : 04/10/2017

OBRA DO ACESSO NORTE A IMBITUBA SEGUE SEM OPERÁRIOS
Publicado em 10/04/2017 as 02:42 PM

As obras do Acesso Norte ao Porto de Imbituba que já deveriam estar concluídas continuam paradas. O local é uma das principais vias de entrada da cidade e conecta vários bairros de regiões diferentes. Preocupados com a falta de segurança e paralisação da obra, moradores realizaram uma mobilização na avenida Marieta Konder Bornhausen, no meio do trecho do acesso Norte, organizada pelo Conselho Municipal das Associações de Imbituba (Comai).

Munidos de faixas e cartazes, os representantes das comunidades cobram por melhorias na sinalização, instalação de redutores de velocidade e nivelamento da pista, que segundo eles, são medidas urgentes. A construção de calçada e ciclovia também são prioridades do movimento. “Já nos manifestamos por meio de documentos que foram protocolados nos órgãos responsáveis e não obtivemos resposta à altura. No momento, o direito das pessoas à segurança está sendo violado”, afirma o conselho.

A obra de recapeamento de 5,2 quilômetros do trecho, financiada em convênio com a prefeitura, Porto e governo do Estado, está em 86,38% executada. Orçada em R$ 13.144.515,82, a reabilitação do acesso incluiu a instalação de pavimento rígido – white-topping -, a adequação da drenagem pluvial e de toda a sinalização da avenida Marieta Konder Bornhausen e da rua Manoel Florentino Machado, o que gerou um aditivo de R$ 1.443.273,93.

Recurso do governo do Estado não foi repassado

A prefeitura assinou um termo de responsabilidade para divisão do pagamento do aditivo proposto pela empresa Setep (empreiteira responsável pela execução da obra) e exigiu que a obra recebesse as conclusões necessárias para a trafegabilidade e a segurança, porém, até o momento nada foi feito. O prefeito Rosenvaldo Júnior, informou que a empresa Setep deve retomar as obras nos próximos dias. “A obra deve reiniciar pela sinalização, em decorrência da segurança, a pedido nosso. Estamos em conversa diária com o governo do Estado para regularização dos pagamentos e assinatura do termo aditivo”, relata. Os valores assumidos pelo governo do Estado ainda não foram repassados, a secretaria da Infraestrutura descentralizou R$ 3 milhões, em quatro parcelas, para a Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Laguna prosseguir o cronograma da pavimentação. No entanto, até o momento os valores não foram saldados. A prefeitura e a SC Par estão com os pagamentos em dia.
Fonte : Portos e Navios
Data : 04/10/2017

NOVAS REGRAS DE CONTEÚDO LOCAL PODEM AUMENTAR PRODUÇÃO EM 1,8 MILHÃO DE BARRIS, PROJETA IBP
Publicado em 10/04/2017 as 02:41 PM

O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) projeta que o Brasil pode ganhar 1,8 milhão de barris de petróleo por dia a partir das mudanças nas regras de conteúdo local. O acréscimo de produção pelo destravamento de projetos equivale a investimentos da ordem de R$ 240 bilhões, estima o instituto. O montante representaria aumento de R$ 78 bilhões em participações governamentais, geração de 210 mil empregos e acréscimo acima de R$ 100 bilhões em compras no Brasil. Os dados são baseados em estudos elaborados pela IHS Markit e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O IBP avalia que as novas regras têm potencial de gerar investimentos num momento em que a cadeia produtiva do setor demanda a retomada das atividades. Na visão do instituto, os resultados da 14ª rodada da ANP realizada na última semana comprovam o acerto no estabelecimento de novas regras de conteúdo local. O secretário executivo de E&P do IBP, Antonio Guimarães, afirmou que a regulamentação do waiver (dispensa de conteúdo local) é importante porque ele é um instrumento essencial para destravar investimentos.

Guimarães lembrou que desde 2011 existem cerca de 230 pedidos de waiver aguardando decisão da ANP e que as multas já aplicadas — apenas na fase de exploração — somam em torno de R$ 600 milhões. Ele acrescentou que houve 23 descobertas recentes, mas somente em um projeto (Tartaruga Verde) foi registrada declaração de comercialidade. Segundo o executivo, os agentes do setor reconhecem que a regra existente não gerou resultados e que ela não é factível de ser cumprida. “Ela teve ambição de tentar desenvolver a indústria nacional, mas os excessos que talvez havia de percentuais não possibilitaram que projetos se desenvolvessem”, disse nesta terça-feira (3), durante audiência pública sobre o tema no Rio de Janeiro.

Ele destacou que a complexidade e inflexibilidade das regras de conteúdo local prejudicam investimentos e geram obrigações impossíveis de serem cumpridas. Para o IBP, a mudança das regras possibilita geração de empregos, renda e tributos, além de mais oportunidades para contratação de bens e serviços da indústria nacional, que ganhará com a retomada de projetos e com o aumento do volume de encomendas. Guimarães acrescentou que grande parte do que foi feito de investimentos e resultou em produção de petróleo hoje foi desenvolvido com modelos de conteúdo local de rodadas anteriores a 2005, mais simples e mais objetivos de serem cumpridos. “Esses projetos que permitiram ao Brasil chegar onde estamos hoje”, comentou.

Ele explicou que o modelo utilizado antes da 14ª rodada da ANP reduzia a flexibilidade das empresas cumprirem conteúdo local e tinha risco de multas. “Como vai se usar um número mais agregado, haverá flexibilidade de a empresa ver onde consegue fazer mais e com esse balanço tentar cumprir esse objetivo de conteúdo local”, ressaltou. Guimarães acrescentou que os percentuais de conteúdo local propostos na minuta da ANP seguem os índices definidos pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Fonte : Portos e Navios
Data : 04/10/2017

SINAVAL PROPÕE 40% DE ÍNDICE DE CONTEÚDO LOCAL EM PROJETOS DE PLATAFORMAS
Publicado em 10/04/2017 as 02:41 PM

O Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) defende 40% de índice de conteúdo local em plataformas. A avaliação é que o percentual é atingível e permitiria maior participação da indústria nacional em projetos de novas unidades de produção. Para o sindicato, a redução do índice global de 65% para 25% proposta na minuta de resolução que tramita na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), permite às operadoras cumpri-lo, por exemplo, somente com itens da área de subsea. O maior desafio é convencer as operadoras que é possível construir cascos no Brasil com preços e prazos competitivos.



O Sinaval considera o percentual intermediário viável para se chegar a um acordo com demais agentes do setor. “Conversamos com alguns atores e chegamos a 40%. O que falta para fechar esse número são alguns setores que não acham ser possível construir cascos no Brasil e nós achamos que é possível”, contou o vice-presidente do Sinaval, Sérgio Bacci, que esteve presente à audiência pública sobre conteúdo local nesta terça-feira (3), no Rio de Janeiro.

Para ele, o problema não está na indústria, e sim no governo. “Querer culpar a indústria por ser mais caro é errado. Se nos derem escala, passamos a ser competitivos e entregar com prazos bastante razoáveis”, ponderou. Bacci acredita que, com políticas de incentivo adequadas, futuramente é possível ser produtivo e ter preços mais competitivos, aproximadamente 20% mais caros em relação à China.

O vice-presidente do Sinaval deu o exemplo da construção de barcos de apoio marítimo no Brasil, que ganhou escala nos últimos 20 anos, permitindo aos estaleiros nacionais oferecerem preços, prazos e qualidade mais competitivos. O sindicato reconhece que o conteúdo local precisava de ajustes e considera importante chegar num percentual que seja bom para operadores destravarem investimentos, para indústria nacional ter demanda e para o governo gerar receita, renda e empregos.

Em 2013, o Sinaval mandou carta à ANP apontando necessidade de ajustes no conteúdo local, pois os números estavam excessivos e as empresas não conseguiam atendê-los. “Foi empurrado com a barriga e agora se percebeu que isso precisa ser mexido. Mas não dá pra trazer de 65% para 25%. Esses 25% são atendidos somente com subsea. E a indústria que fornece equipamentos e materiais e a indústria naval que constrói, não vão ter nada? Para nós 40% é o número viável”, defendeu.
Fonte : Portos e Navios
Data : 04/10/2017

DECISÃO NATURAL DE NOVA PGR VIRA SUSPEITA DE FAVORECIMENTO A TEMER
Publicado em 10/04/2017 as 02:40 PM

Jornal GGN - A decisão da nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de permitir que o presidente Michel Temer preste depoimento sobre o inquérito do Porto de Santos, em que é acusado, passou de despacho atendendo aos devidos processos legais e constitucionalidade de procedimentos para ser vista como uma iniciativa de favorecer Temer.

A interpretação que foge de contextos e de pré julgamentos partiu da imprensa, nesta segunda-feira (02), quando Dodge forneceu a possibilidade de depoimento não somente ao peemedebista, como também aos demais oito investigados do mesmo inquérito.

O despacho foi referente à investigação de irregularidade em um decreto da área portuária, assinado em maio deste ano, que teria beneficiado a empresa Rodrimar. A suspeita é de que houve corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo esta medida do governo.

A apuração, até então sob o comando de Rodrigo Janot, começou com a interceptação telefônica do ex-deputado e ex-assessor de Temer, Rodrigo Rocha Loures, conversando com o subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo do Vale Rocha, pedindo para acrescentar no decreto uma norma para beneficiar empresas que obtiveram concessão de portos antes de 1993, como é o caso da Rodrimar. O executivo da empresa, Ricardo Mesquita, também aparece conversando com Rocha Loures, articulando a edição do decreto.

Mesquita, Gustavo e Loures também são investigados, assim, como Antônio Grecco (dono da Rodrimar), João Batista Lima Filho (coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo, sócio da Argeplan), José Yunes (ex-assessor de Temer), Ricardo Saud (ex-executivo da JBS, atualmente preso) e Edgar Safdie (dono de empresas, muitas vinculadas ao setor imobiliário).

Iniciando a coordenação dos autos deixados por Janot, Dodge adotou um procedimento comum nesta fase do inquérito: ouvir os alvos da investigação durante a instrução penal. Além disso, a nova PGR pediu o levantamento de diversas informações, como o registro de doações da Rodrimar e empresas e empresários relacionados a Michel Temer e ao PMDB.

Solicita, ainda, dados do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil com os nomes dos integrantes do grupo que atuou junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre a atualização da legislação no setor portuário, o texto do decreto enviado pelo ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e as atas das reuniões de trabalho desde maio de 2016.

Entretanto, apesar de obviamente natural, o procedimento foi interpretado como quase um favorecimento ou decisão amigável da nova procuradora-geral à Michel Temer. "Dodge pede para ouvir Temer em inquérito do porto de Santos", noticiou a Folha nesta segunda.

Na noite desta segunda, Temer endossou o viés iniciado pelos jornais e, sem se preocupar de que a nova procuradora-geral da República está nas miras de observações por ter sido nomeada por ele, elogiou a decisão de Dodge. Nas redes sociais, o mandatário afirmou que Raquel fez "o que sempre pedimos": "Permitir que pudéssemos nos manifestar previamente no procedimento, respeitando o Estado Democrático de Direito".

Criticando Janot, com o claro objetivo de desqualificar a denúncia de autoria do ex-PGR, Temer: "É assim que se faz Justiça: com prudência e responsabilidade, ouvindo todas as partes envolvidas. (...) Muito bom que a PGR agora tenha uma nova postura, sem querer parar o Brasil com denúncias vazias e irresponsáveis", publicou no Twitter.
Fonte : GGN
Data : 04/10/2017

SUAPE PODE RECEBER USINA TÉRMICA A GÁS
Publicado em 10/04/2017 as 02:39 PM

Está previsto um terminal de regaseificação junto com a térmica

Além de mais importadoras, o Porto de Suape pode receber uma usina térmica de gás natural. Segundo o Governo do Estado, o empreendimento prevê investimentos de R$ 4 bilhões e deve fazer parte dos leilões de energia que serão realizados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em dezembro. O MME confirmou que estuda o projeto.

“Está previsto um terminal de regaseificação junto com a térmica. E Suape está oferecendo possibilidades para que as empresas avaliem sua localização”, revelou Raul Henry, dizendo que já há grupos interessados no projeto. Diretor de Gestão Portuária de Suape, Paulo Coimbra disse que o ancoradouro disponibilizou duas áreas para essas empresas e uma delas foi licitada. O processo foi vencido pela Gasen Energia e deve ser homologado na próxima semana.



“Suape tem localização privilegiada no Nordeste e nós precisamos de energia de base porque estamos com problemas na produção hidrelétrica devido à seca”, justificou Henry. Segundo Coimbra, a térmica terá entre 1,2 e 1,5 GW de potência e será sustentável. “O projeto prevê uso de Gás Natural Liquefeito (GNL), um combustível limpo e barato quando comparado aos outros combustíveis”, informou. O GNL, no entanto, não é produzido no Brasil. A ideia é importar gás liquefeito e transportá-lo para a usina através de uma dutovia que será construída pela empresa que ganhar o leilão.

Aeroporto
No Condic, Raul Henry disse que está conversando com o Ministério da Defesa para garantir que, se necessário, o Aeroporto do Recife seja ampliado no terreno vizinho, que pertence à Aeronáutica. E Henry garante que a ideia tem sido bem aceita, com a condição de uma contrapartida do Estado. Ele frisou que a obra só vai acontecer se for do interesse do grupo privado que assumir o terminal após a concessão federal.
Fonte : Folha de Pernambuco
Data : 04/10/2017

INVESTIGAÇÃO APONTA PORTO DE ITAJAÍ COMO ROTA DE EXPORTAÇÃO DE MADEIRA ILEGAL DA AMAZÔNIA
Publicado em 10/04/2017 as 02:38 PM



A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira a Operação Anhangá Arara, que tem como alvo uma quadrilha que coordenava a extração de maneiras nobres na Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará. A madeira ilegal era enviada ao exterior através dos portos de Belém, Santos, Paranaguá e Itajaí, em um esquema que causou danos ambientais avaliados em R$ 897 milhões. Em Santa Catarina, a Polícia Federal cumpre mandados na cidade de Porto União, no Norte do Estado.



A operação é coordenada pela Polícia Federal do Pará, e também cumpre mandados nas cidades de Uruará, Placas, Rurópolis, Santarém, Castelo dos Sonhos e Altamira (PA), Curitiba e União da Vitória (PR). São 10 mandados de condução coercitiva, 11 de sequestro de bens e valores, 6 de busca e apreensão em empresas e casas pertencentes aos investigados, e suspensão das atividades de empresas envolvidas no esquema criminoso.

A investigação partiu de um relatório do Ibama, que apontou a exploração da Terra Indígena Cachoeira Seca por madeireiras clandestinas. Segundo a PF, durante a apuração foi identificado um grupo empresarial familiar que coordenava a extração e depois escoava a madeira através de outras empresas do mesmo grupo. Para burlar a fiscalização e dar aparência de legalidade à operação, o grupo é suspeito de usar Planos de Manejo Florestal de fachada e de fraudar créditos florestais por meio de inserção de dados falsos no Sistema de Comercialização e Transporte de Produtos Florestais (Sisflora).

As cargas passavam de uma empresa para outra até chegarem aos portos, para exportação. Os principais destinos da carga ilegal eram Estados Unidos, Panamá e Argentina, na América; França, Reino Unido e Alemanha, na Europa; Emirados Árabes e Coreia do Sul na Ásia.

O esquema, segundo laudo da PF, soma um dano ambiental de R$ 574 milhões somente na extração ilegal de madeira. Outros R$ 322 milhões são estimados como prejuízo ambiental por abertura de áreas onde é feito o chamado corte raso, quando é derrubada toda a vegetação em uma determinada área.

Os integrantes do grupo criminoso vão responder por desmatamento ilegal, associação criminosa e declaração ilegal de produto de exportação.

O nome da operação, Anhangá Arara, significa proteção à morada dos índios. Anhangá é o espírito protetor da natureza, figura pertencente ao folclore indígena, enquanto Arara são os povos indígenas que habitam a Terra Indígena Cachoeira Seca.
Fonte : Diário Catarinense
Data : 04/10/2017

INCIDENTE ENTRE EMBARCAÇÕES DANIFICA ESCADA E DERRUBA OBJETOS NO MAR
Publicado em 10/04/2017 as 02:37 PM

Embarcação passou em alta velocidade, provocando marola que atingiu navio atracado

Parte de uma escada utilizada por trabalhadores portuários caiu no mar, na manhã desta quarta-feira (4), após um incidente envolvendo duas embarcações no cais santista. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com informações apuradas pela Reportagem, por volta de 9 horas, uma embarcação, ainda desconhecida, passou pelo canal do Porto, em alta velocidade, provocando ondas que atingiram o navio The Able, atracado em frente ao armazém 12.

Em razão da maré, que estava alta no momento da ocorrência, o navio, que estava com a corda esticada, se afastou do píer, provocando a queda de alguns objetos, como barras e até uma parte da escada, utilizada pelos trabalhadores portuários para descerem do navio ao cais santista.





A Reportagem apurou que, apesar do susto, por volta das 10 horas, as peças já haviam sido resgatadas pelos próprios trabalhadores e a escada, que sofreu avaria, já estava sofrendo reparos.
Fonte : A Tribuna
Data : 04/10/2017

SEMINÁRIO DE EXPORTAÇÃO LEVA AO PORTO DE ITAJAÍ O ESTÍMULO AO EMPREENDEDORISMO E AO COMÉRCIO EXTERIOR
Publicado em 10/04/2017 as 02:35 PM

No dia 21 de novembro, Itajaí sedia o Seminário Catarinense Empresários da Exportação, que reúne líderes empresariais para palestrar sobre exportação de bens e serviços em diversos setores de negócio. As inscrições são gratuitas e limitadas.

O Seminário Catarinense de Empresários de Exportação pretende clarear caminhos ao empresariado que quer exportar ou já possui operação comercial no exterior. O evento abordará, de maneira prática, quais os caminhos para superar as barreiras e oportunidades encontradas para exportar. Dessa forma, ajudará os empresários a terem novas ideias e perspectivas de mercado, gerando menor risco e maior ganho nos negócios.



O Seminário Catarinense Empresários da Exportação é realizado pela Associação Empresarial de Comunicação Digital de Santa Catarina SC – AECODI/SC com apoio da Prefeitura Municipal de Itajaí, Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC, Portonave, SEBRAE SC, Porto de Itajaí, Conselho Regional de Administração – CRA SC, Portal da Ilha Digital, Fecomércio SC, Governo do Estado de SC e Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina.

A indústria precisa exportar para se manter competitiva, para isso é importante discutir os principais gargalos, políticas, recursos e ferramentas essenciais para facilitar e aperfeiçoar o acesso ao mercado externo mantendo a consolidação e a presença das empresas catarinenses no cenário internacional. O evento visa estimular por meio de palestras a capacitação empresarial, gerenciando e disseminando informações sobre negociações internacionais, entre outras informações valiosas, de modo a tornar mais seguras as decisões dos empreendedores.

Reunirá em sua programação representantes ligados ao setor de exportação para discutir questões que impactam na esfera aduaneira, jurídica, tributária, contábil, fiscal e também internacional. Serão diversas palestras, que vão abordar informações e dicas práticas sobre despacho, direito aduaneiro, os melhores caminhos legais para redução de tributos e fiscalização. O objetivo é discutir pontos críticos, especialmente quando, em vias gerais, o país passa por um momento de crise e o cenário internacional caminha para o protecionismo.

O Seminário traz também importantes lideranças empresariais e setoriais para discutir o potencial da indústria catarinense no âmbito da exportação e seus impactos nos municípios, gerando novas oportunidades de negócios além de discutir variáveis que devem atingir o mercado de comércio exterior nos próximos anos, bem como explorar habilidades criativas e empreendedoras, estimulando estratégias de negócios com alto valor agregado.

Entre os palestrantes: Dilvo Casagranda - International General Manager da Aurora Alimentos, de Chapecó, maior exportadora do Sul do Brasil, Gilberto Heinzelmann, presidente da Zen S.A., de Brusque, maior fabricante independente de impulsores de partida do mundo que exporta seus produtos para mais de 60 países, entre eles México, EUA, Alemanha e Índia, dentre vários outros palestrantes que debaterão, alem da gestão de negócios no âmbito da exportação, o futuro da economia catarinense que depende, fundamentalmente, das estratégias traçadas pelas atividades empresariais, que busquem a ampliação da competitividade, ações e soluções inovadoras.

O evento pretende ser uma aula prática de exportação e empreendedorismo, apontando caminhos que facilite a vida de quem pretende exportar e implementar um negócio de sucesso.
SERVIÇO
Seminário Catarinense Empresários da Exportação 2017
Data: 21/11/2017
Local: Porto de Itajaí/SC - (Rod. Admar Gonzaga, 276)
Vagas Limitadas.
Mais informações 48 99668.7330
Fonte : Portal da Ilha
Data : 04/10/2017

PORTO DE ARACRUZ ALCANÇA MARCA DE 100 MI DE TONELADAS DE CELULOSE MOVIMENTADAS
Publicado em 10/04/2017 as 02:34 PM

Portocel, terminal especializado na movimentação de produtos florestais e que é operado em sociedade pela Fibria (51%) e a Cenibra (49%), alcançou no dia 2 de outubro uma marca inédita no mundo: 100 milhões de toneladas de celulose embarcadas ao longo de sua história, sendo o primeiro porto do planeta a alcançar esse feito. O marco foi atingido com o embarque de 30.730 toneladas no navioSaga Explorer, cujo destino é o porto de Changshu, na China.



Localizado em Barra do Riacho, Aracruz, Portocel é considerado um dos portos mais eficientes e produtivos do mundo na movimentação de celulose, respondendo por 60% das exportações do produto no Brasil. O terminal tem produtividade média de 24 mil t/dia de celulose por navio, estando bem à frente do desempenho de portos dos Estados Unidos e da Holanda, que estão entre os melhores do mundo e movimentam não mais do que 18 mil t/dia de celulose.



Patricia Dutra Lascosque, diretora-superintendente da Portocel, atribui o bom desempenho operacional a um conjunto de fatores, entre eles a cultura de alto desempenho da empresa e a prática de crenças de gestão como senso de dono, excelência, pragmatismo e aliança. “Há um conjunto de competências que contribuem para resultados como este, passando pelo comprometimento dos nossos trabalhadores próprios, trabalhadores avulsos e outros parceiros”, destaca ela.

Patrícia explica que a marca de 100 milhões de toneladas equivale à soma da movimentação do porto desde o início de sua operação, em 1978. Portocel, que também é referência em baixo custo operacional, vem atingindo marcas cada vez mais expressivas ao longo dos anos. “Foram 16 anos para alcançar os primeiros 10 milhões de toneladas, mas agora embarcamos esse volume a cada um ano e sete meses”, observa a diretora-superintendente.

Referência mundial em produtividade e competividade, Portocel é um dos únicos terminais do Brasil integrado a diferentes modais de transporte – rodoviário, ferroviário, tuboviário (dutos), marítimo de longo curso e cabotagem. Está preparado para movimentar, com a mesma eficiência, outras cargas compatíveis com a celulose. Com equipamentos e instalações apropriados para a movimentação de carga geral, atualmente o terminal tem capacidade para embarcar 7,5 milhões de toneladas por ano. Há 30 anos, a capacidade era de 600 mil toneladas por ano.

O que são 100 milhões de toneladas de celulose?

- Se enfileirados, os fardos de celulose equivalentes a 100 milhões de toneladas seriam suficientes para dar nove voltas na circunferência da Terra.

-  Empilhados, equivalem a 360 mil vezes a altura da Torre Eiffel, na França.

-  As folhas de celulose que formam 100 milhões de toneladas, se colocadas lado a lado, seriam suficientes para percorrer 360 vezes a distância da Terra à Lua.
Fonte : ES Hoje
Data : 04/10/2017

MUDANÇAS NO SETOR DE AÇÚCAR TRAZEM EMOÇÕES AO MERCADO, AFIRMA BANCO
Publicado em 10/04/2017 as 02:33 PM



A safra mundial de açúcar de 2017/18 vai trazer muita emoção ao mercado. Várias cosias afetaram o setor nas últimas semanas, e ainda estão sendo analisados os efeitos delas.

Entre elas, estão furação em países produtores na América Central e do Caribe, liberação de importações pela Índia a taxas menores e safras maiores em várias regiões. Além disso, houve alteração nas taxas de tributos nos combustíveis no Brasil.

As informações são do Rabobank, instituição financeira dedicada ao setor de agronegócio. O banco prevê um superavit de 4,5 milhões de toneladas entre produção e consumo mundiais.



O Brasil, líder mundial na produção de cana-de-açúcar e de açúcar, impôs novas taxas nos combustíveis, melhorando a paridade do etanol em relação à gasolina.

O governo brasileiro impôs por dois anos uma taxa de 20% a todo etanol importado que superar 600 milhões de litros por ano.

A União Europeia deverá produzir mais —podendo atingir 20,5 milhões de toneladas de açúcar em 2017/18. Com isso, pelo terceiro ano seguido, reduzirá as importações e poderá exportar mais.

A moagem de cana na Austrália deverá ficar 7% abaixo da de 2016/17, mas a produtividade da cana deverá ser melhor.

A China, tradicional importadora, também terá uma safra melhor, podendo atingir 11,5 milhões de toneladas, acima dos 10,5 milhões de 2016/17, segundo o banco.

Nos Estados Unidos, os efeitos dos dois furacões que afetaram a região produtora de cana ainda estão sendo analisados. O mesmo ocorre nos países caribenhos.

A conjugação desses efeitos vai refletir sobre os preços de mercado. Nesta terça-feira (3), o primeiro contrato esteve em 14,04 centavos de dólar por libra-peso em Nova York.
 
À espera - A Embrapa e o Ministério de Agricultura elaboraram uma lista com 20 pragas agrícolas que rondam o país. Se chegarem, poderão atacar culturas como milho, soja, mandioca, batata, arroz e várias frutas.

Lista longa - Atualmente já são 500 pragas quarentenárias —entre fungos, insetos, bactérias, vírus, nematoides e plantas daninhas— que estão ausentes do país, segundo a Embrapa. A ameaça é constante.

Mandioca - O clima quente e seco de setembro prejudicou a produção de mandioca. Com isso, a menor oferta da raiz fez o preço da tonelada subir para R$ 599 na semana terminada em 29 do mês passado. É o maior valor da série de preços do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Oferta - A seca fez com que a quantidade de matéria-prima processada recuasse 30% na última semana do mês passado, em relação ao período anterior. A ociosidade média da indústria esteve em 77% da capacidade instalada.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 04/10/2017

PETROBRAS DIZ TER 19 PROJETOS ATRASADOS POR INDEFINIÇÃO NAS REGRAS DE COMPRAS
Publicado em 10/04/2017 as 02:33 PM

Entre eles, estão três plataformas do campo gigante de Libra, uma para Sépia e outra para Búzios, na área conhecida como cessão onerosa.

A mudança nas regras foi debatida na manhã desta terça na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), em audiência pública que discutiu proposta de estender para contratos assinados a partir de 2005 os índices de compras no Brasil estipulados pelo governo Temer em março.

A proposta opõe as petroleiras e os fabricantes de equipamentos submarinos para o setor de petróleo às indústrias naval, siderúrgica e de máquinas, que ameaçam ir à Justiça caso a ANP implemente as mudanças.

A ideia da ANP é que todos os contratos assinados desde 2005 possam optar por percentuais menores de compras no país, sob a alegação de que o modelo vigente, que define índices para uma lista de equipamentos, cria incerteza jurídica e paralisa investimentos.

Até o momento, a agência já aplicou multas de R$ 600 milhões por descumprimento dos índices e recebeu 230 pedidos de isenção de seu cumprimento com alegações de preços excessivos ou falta de fornecedores nacionais.

De acordo com o IBP (instituto que reúne as petroleiras), de 23 descobertas feitas nos contratos a partir de 2005, apenas uma está sendo desenvolvida –o campo de Tartaruga Verde, da Petrobras. As outras dependem de definição O gerente executivo da Petrobras Fernando Borges afirmou nesta terça (3) que a empresa tem 19 projetos atrasados por indefinição sobre as regras de compras de bens e serviços no país.

sobre as regras.

Entre os projetos atrasados da estatal, está a primeira plataforma de Libra, no pré-sal, que teve a primeira licitação iniciada em 2015, mas cancelada sob o argumento de que o preço ficou 50% acima do projetado.

Em 2016, a empresa e seus sócios (Shell, Total e as chinesas CNOOC e CNPC) lançaram outro edital, com possibilidade de construção da unidade no exterior, mas o processo está suspenso por liminar obtida pelo Sinaval (Sindicato da Indústria de Construção e Reparo Naval).

O processo espera resposta da ANP para pedido de isenção dos compromissos de compras no Brasil, que permitiriam contratar parte da unidade no exterior.

ESTOQUE

O IBP calcula que há hoje R$ 240 bilhões em investimentos parados. "Vamos permitir que o estoque de projetos existentes tenha possibilidade de desenvolvimento ou vamos deixar este estoque na gaveta", questionou o secretário geral da entidade, Antônio Guimarães.

Entre a sétima rodada de licitações (em 2005) e a 13ª (em 2015), os índices de conteúdo local se situaram entre 55% e 65%, com a observação de indicadores específicos para determinados equipamentos.
Para a 14ª rodada, o governo Temer reduziu os índices para 18% na fase de exploração, 25% na construção de poços, 40% para equipamentos submarinos e 25% para plataformas.

Para parte dos fornecedores, porém, estender esses percentuais para contratos já assinados representaria quebra de contrato. "É ilegal e prejudica toda a indústria nacional", disse Daniela Santos, do Sindicato da Indústria de Construção e Reparo Naval (Sinaval).

Eles alegam que o compromisso com compras no país motivou investimentos em ampliação da capacidade produtiva, que agora perderão clientes. Em conjunto com a Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos) e o Instituto Aço Brasil, ameaçam ir à Justiça questionar o processo.

Uma solução para o impasse pode ser a elevação dos indicadores relativos às plataformas para 40%, admitiu o Sinaval, com a possibilidade de construção de cascos no Brasil. É nesta etapa que estaleiros e a indústria do aço têm mais oportunidades.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 04/10/2017

CEREALISTAS TERÃO NOVA LINHA PARA ARMAZÉNS
Publicado em 10/04/2017 as 02:33 PM

O governo prepara uma Medida Provisória para permitir que as cerealistas possam financiar a construção de armazéns com os juros subsidiados do Plano Safra. Atualmente, essas comercializadoras de grãos são proibidas pelo Banco Central de acessar linhas de crédito do PCA (armazenagem) ou de custeio e investimento com recursos controlados. A benesse só é permitida na tomada de crédito rural para operações de comercialização.

A decisão do governo em oferecer às cerealistas essa alternativa mais vantajosa de financiamento para armazenagem acontece num momento em que os preços de soja e milho ainda se encontram em baixo patamar no mercado doméstico, o que tem tornado lento o ritmo de vendas dos grãos mais produzidos no país neste ano. Com isso, aumenta a necessidade de investimentos em silos e armazéns.

A proposta de lei, que já foi assinada pelos ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Dyogo Oliveira (Planejamento) e Blairo Maggi (Agricultura), agora está na Casa Civil e cumpre uma promessa feita pelo governo quando lançou o Plano Safra 2017/18, em 7 de junho. O texto deve prever a criação de uma linha de crédito de armazenagem específica para as cerealistas, nas mesmas condições do PCA no ciclo atual - juros de 6,5% ao ano, três anos de carência e 15 anos para pagamento.

Neri Geller. secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, adianta que foi definido um montante inicial de R$ 300 milhões para a nova linha, que virão do orçamento inicialmente previsto para o PCA em 2017/18, que chega a R$ 1,6 bilhão. Para que isso aconteça, porém, é preciso que um projeto de lei que será enviado ao Congresso preveja o crédito suplementar no orçamento federal.

"A MP autoriza o financiamento, mas o segundo passo é um projeto de lei que vamos mandar para o Congresso abrindo orçamento para equalizar as taxas de juro da nova linha de armazenagem", disse Geller ao Valor. O Ministério da Agricultura argumenta que o PCA não ficará desamparado. Caso haja demanda adicional por parte de produtores ou cooperativas, o governo poderá remanejar recursos de outras linhas com procura menor.

As cerealistas avaliam, entretanto, que o governo demorou em criar a nova linha de crédito e que o volume de recursos prometidos está aquém da demanda do segmento, que gira em torno de R$ 1 bilhão por ano. De acordo com Roberto Queiroga, diretor-presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), que reúne cerca de 150 empresas da região Sul e dos Estados de Mato Grosso e Goiás, essa grande demanda em potencial reflete os juros mais elevados que o segmento precisa contratar justamente por não contar com taxas subsidiadas até agora.

"Tem mais de três anos que a gente pede uma linha para financiar armazenagem. Se a MP tivesse sido editada logo depois do lançamento do Plano Safra já teríamos armazéns hoje operando, mas ainda não sabemos quando os recursos vão estar disponíveis", afirmou o dirigente.

De acordo com a Acebra, as empresas cerealistas movimentam cerca de 30% a 40% de todo volume de grãos comercializado em cada safra no Brasil - o que, na temporada 2016/17, equivaleu a cerca de 95 milhões de toneladas.
Fonte : Valor Econômico
Data : 04/10/2017

VENDA DE VEÍCULOS CRESCE E PUXA VALOR DA SIDERURGIA NA BOLSA
Publicado em 10/04/2017 as 02:31 PM

A recuperação da demanda por aço deve continuar vindo do setor automotivo. Uma melhor projeção para as vendas de veículos em 2017 ajudou a renovar o ânimo dos investidores ontem e as ações das siderúrgicas - especialmente as fabricantes de aços planos - lideraram os ganhos do Ibovespa, principal índice.

Os papéis preferenciais classe A da Usiminas, maior do segmento de planos, subiram 9,76% no dia, para R$ 8,66, na maior alta do índice. A segunda no ranking da área, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), também observou ganhos em suas ações ordinárias, que avançaram 9,92%, para R$ 10,86. Já os ativos PN da Gerdau, que é mais focada em aços longos, tiveram valorização de 3,64%, para R$ 11,40.

Segundo dados divulgados ontem pela Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave), o licenciamento de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus somou 199,2 mil unidades em setembro, avanço de 24,5% ante o mesmo mês do ano passado.

A direção da entidade chegou a refazer os cálculos para o ano. A nova projeção indica crescimento de 9,5% do mercado brasileiro em 2017, até um total de 2,24 milhões de unidades. A projeção anterior era de alta em torno de 4%. O presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, destacou fatores macroeconômicos, como inflação abaixo da meta e redução dos juros, como principais motivos para a revisão.


A sócia da MB Associados, Tereza Fernandez da Silva - que presta consultoria à Fenabrave - acredita que o aumento na média diária de vendas de veículos em setembro indica que o ritmo nas linhas de produção tende a ser forte a partir de outubro.

Na opinião de Celson Plácido, analista da XP Investimentos, a Usiminas está entre as empresas da bolsa que mais se beneficiam da recuperação do mercado de automóveis. "Reforçamos que a queda dos papéis no fim de setembro abriu oportunidade de compra para investidores com perfil de médio e longo prazo", escreveu, em relatório.

Para a XP, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) da siderúrgica pode até dobrar no terceiro trimestre. A apresentação do resultado está programada para o dia 27.

Já há alguns meses a demanda por aço demonstra crescimento, puxada pela maior produção de veículos. A princípio, a maior parte desse avanço automotivo é destinado a exportações, mas o mercado interno agora também sobe.

Segundo o Instituto Aço Brasil, o consumo aparente - índice que reúne vendas internas e importações - de produtos siderúrgicos em agosto ficou em 1,74 milhão de toneladas, 9,6% a mais do que o mesmo mês de 2016. Com isso, nos 12 meses até agosto, o consumo encontra-se em 19 milhões de toneladas - taxa anualizada que representa alta de 3,4% sobre o total apresentado em 2016. Seria o primeiro crescimento desde 2013.

Mesmo assim, as companhias veem essa retomada como ainda muito incipiente. Para se ter uma ideia, um volume de 19 milhões de toneladas representaria apenas 68% do que foi consumido em 2013, pico histórico da demanda por aço no Brasil, de 28 milhões de toneladas. Estudos preliminares da própria entidade indicam que esse patamar mais elevado provavelmente só será batido em 2028.

Enquanto isso, as fabricantes querem evitar perder mercado para produtos importados. Na mesma análise de 12 meses até agosto, 13,3% do consumo foi abocanhado pela importação. Foi a penetração mais elevada desde fevereiro de 2016, quando era de 13,4%. Em termos anualizados, desde o começo do ano o consumo aumentou em 619 mil toneladas. O volume importado cresceu 648 mil toneladas. (Colaborou Marli Olmos)
Fonte : Valor Econômico
Data : 04/10/2017

ANP HABILITA 16 EMPRESAS PARA LICITAÇÕES DE ÁREAS DO PRÉ-SAL
Publicado em 10/04/2017 as 02:31 PM

Apenas duas empresas brasileiras, de um total de 16, foram habilitadas a participar das 2ª e 3ª rodadas do pré-sal, marcadas para dia 27. Segundo relação divulgada ontem pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), as brasileiras aptas a participar dos leilões são a Petrobras e a OP Energia, subsidiária da Ouro Preto Óleo e Gás, petroleira do empresário Rodolfo Landim, ex-presidente da OGX (atual Dommo Energia) e BR Distribuidora.

Para a 2ª rodada, foram habilitadas, além da Petrobras e da OP, as americanas ExxonMobil e Chevron, a portuguesa Petrogal, a norueguesa Statoil, a francesa Total, a sino-espanhola Repsol Sinopec, a anglo-holandesa Shell e a malaia Petronas.

A 2ª rodada ofertará áreas unitizáveis (áreas adjacentes a campos ou prospectos cujos reservatórios se estendem para além da área concedida) de Gato do Mato, Carcará, e Sapinhoá (Bacia de Santos) e Tartaruga Verde (Bacia de Campos).

Dessas empresas, oito (Petrobras, ExxonMobil, Petrogal, Petronas, Shell, Statoil, Total e Chevron) também estão habilitadas para a 3ª rodada, que ofertará áreas relativas aos prospectos de Pau Brasil, Peroba, Alto de Cabo Frio-Oeste (Bacia de Santos) e Alto de Cabo Frio-Central (Bacias de Campos e Santos). Além delas, também estão aptas a participar do terceiro leilão as chinesas CNODC e CNOOC, a espanhola Repsol, a colombiana Ecopetrol, a QPI, do Catar, e a britânica BP.

Segundo a ANP, uma companhia previamente inscrita para participar dos leilões desistiu de dar continuidade ao processo.

A Petrobras exerceu o direito de preferência, para ter participação de 30%, nas áreas de Sapinhoá, da segunda rodada, e Peroba e Alto de Cabo Frio Central, da terceira. Considerando essas áreas, a Petrobras terá que desembolsar R$ 810 milhões em bônus de assinatura.

Das oito áreas que serão ofertadas nos dois leilões, seis delas têm volume de estimado de óleo "in place" (no local) de pelo menos 12,1 bilhões de barris de petróleo, segundo estimativa da ANP.

O volume total não se traduz em reservas, pois a maior parte desses recursos não é extraída dos reservatórios por inviabilidade econômica. Estima-se que o volume de reservas seja de pelo menos 20% do total. A agência não apresentou estimativas de recursos petrolíferos paras áreas de Alto de Cabo Frio Central e Oeste.
Fonte : Valor Econômico
Data : 04/10/2017

INDÚSTRIA TROPEÇA, MAS NÃO COMPROMETE RETOMADA
Publicado em 10/04/2017 as 02:30 PM



A queda de 0,8% registrada pela produção industrial em agosto em relação a julho, feito o ajuste sazonal, não indica a interrupção da recuperação gradual atualmente em curso no setor. Embora o resultado tenha ficado abaixo das previsões mais pessimistas, a abertura dos números mostra um quadro melhor do que o sugerido pelo recuo do indicador geral, avaliam economistas.

Um dos principais destaques, a alta de 0,5% na produção de bens de capital - quinto avanço consecutivo para a categoria - é vista como um sinal positivo para a retomada do investimento. Analistas avaliam que a formação bruta de capital fixo pode vir no azul já no terceiro trimestre, o que, na visão de alguns, elevaria as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do período e do ano de 2017.

Thaís Zara, da Rosenberg: "Acomodação natural após quatro meses de altas"



"Na passagem de julho a agosto, o resultado total da indústria é de queda, o que elimina parte do crescimento dos meses anteriores, mas é preciso fazer algum tipo de ressalva porque a queda está concentrada em poucos ramos, especialmente na atividade de alimentos", afirma André Macedo, gerente da Coordenação da Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

"É uma acomodação natural após quatro meses de altas na margem e de maneira alguma reverte a tendência de recuperação", diz Thaís Zara, economista-chefe da Rosenberg Associados. Segundo ela, mais importante do que a comparação mensal, mais volátil, é a tendência apontada na base interanual - em relação a agosto de 2016, a produção industrial teve alta de 4%.

Na comparação mensal ajustada, a baixa da atividade industrial em agosto alcançou duas das quatro grandes categorias econômicas - bens intermediários (-1%) e semiduráveis e não duráveis (-0,6%) - e apenas 8 dos 24 ramos pesquisados. A produção de alimentos foi o principal destaque negativo, com recuo de 5,5% frente a julho. Segundo Macedo, a queda no segmento se deve à maior destinação da cana-de-açúcar para produção de álcool, favorecida pelo preço.

Na ponta positiva, a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias cresceu 6,2% na base mensal ajustada. O crescimento da produção de automóveis foi o principal responsável pelo aumento de 4,1% da produção de bens duráveis em agosto, frente a julho. Já a produção de caminhões está entre os principais fatores para o avanço de 0,5% de bens de capital, ajudando a compensar queda de 3,8% em máquinas e equipamentos.



"A produção de bens de capital cresceu agora por cinco meses consecutivos a uma elevada taxa mensal média de 2%", destaca Alberto Ramos, do Goldman Sachs. Isso, junto à recuperação nas importações de bens de capital, dá um sinal positivo para o investimento, acredita o economista.

O Itaú destaca também a alta de 0,5% na produção de insumos típicos da construção civil em agosto e a expectativa de que essa cesta mostre variação trimestral positiva no terceiro trimestre. "Junto com as fortes altas da produção de bens de capital, é consistente com crescimento positivo da formação bruta de capital fixo no trimestre", diz o banco.

Se confirmada, a recuperação do investimento aconteceria antes do esperado pelo mercado, diz Marco Caruso, do Banco Pine. Ao colocar os números da indústria e do investimento no seu modelo, o economista calcula que o PIB do terceiro trimestre iria a 0,3%, levando o desempenho de 2017 a uma alta de 0,7%. Atualmente o Pine tem 0,6% para o PIB do ano, considerando um julho a setembro em alta de 0,1%. "As novidades são para o lado positivo, estão surpreendendo nosso número oficial para cima", afirma.

Apesar da queda na comparação mensal, a herança estatística que o resultado da indústria em agosto deixa é de 0,7%, ressalta o economista-chefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero. Isso significa que, se em setembro a produção mantiver o mesmo nível registrado em agosto, a indústria crescerá 0,7% no terceiro trimestre em relação ao segundo, feito o ajuste sazonal.

Para o ano, se a produção ficasse estável ao nível de agosto, o crescimento seria de 2% em relação a 2016. Mas, segundo o Itaú, os primeiros indicadores coincidentes (confiança da indústria, utilização da capacidade instalada, dados semanais de comércio exterior e consumo de energia, prévias do setor de automóveis, entre outros) já sinalizam alta de 0,6% da produção industrial em setembro, retomando a tendência de crescimento gradual.

"Olhando adiante, esperamos que o setor industrial lenta mas gradualmente se beneficie da estabilização da economia, da queda das taxas de juros e melhores condições financeiras, além da recuperação da demanda na Argentina - um mercado estratégico para as exportações brasileiras de manufatura", prevê Ramos, do Goldman Sachs.
Fonte : Valor Econômico
Data : 04/10/2017

NORTE E NORDESTE QUEREM FICAR COM TODAS AS COTAS DO ETANOL
Publicado em 10/04/2017 as 02:30 PM

Os usineiros das regiões Nordeste e do Norte defenderam que são os únicos do setor produtivo brasileiro que devem ocupar as cotas de exportação de etanol para a União Europeia, que está sendo debatida entre o bloco e o Mercosul, como determina a legislação.

Pela Lei 9362, de 1996, o acesso a mercados preferenciais - ou seja, com cotas de importação com tarifas reduzidas ou sem tarifas - de produtos derivados da cana-de-açúcar deve ser atribuído ao Norte e Nordeste. A justificativa é que, garantindo mercados a essas regiões, fomenta-se seu desenvolvimento socioeconômico.

Porém, nos debates diplomáticos que estão em curso, a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), que representa as usinas do Centro-Sul, tem feito fortes críticas à proposta agrícola dos europeus, que estão avaliando propor uma cota de 600 mil toneladas de etanol com taxas menores.

A proposta da União Europeia feita em 2004 era de uma cota de 1 milhão de toneladas. Na semana passada, a entidade divulgou uma nota reclamando do volume que seria proposto.

Segundo Renato Cunha, presidente do Sindaçúcar de Pernambuco e vice-presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, a entidade representante do Centro-Sul tem feito críticas à possível proposta da UE sem discutir com os representantes do Norte e do Nordeste, que são os diretamente envolvidos no assunto. "Acho um equívoco e até um certo amadorismo desconhecer a lei do Brasil", afirmou Cunha.

Diferentemente da posição mais veemente da Unica contra a nova proposta, o presidente do Sindaçúcar/PE evitou dar uma opinião sobre a cota que os europeus acabaram propondo e disse que as discussões ainda estão "muito no início".

"Temos que ter calma para ver como fica a discussão sobre as outras commodities", afirmou Cunha, lembrando que o açúcar também deve entrar no debate de cotas. Procurada, a Unica não comentou o tema.

Atualmente, as usinas do Norte e Nordeste têm acesso a uma cota de 412 mil toneladas de açúcar para a União Europeia.

Segundo ele, o Itamaraty procurou os produtores da região desde o início das discussões sobre o acordo entre os dois blocos e que tem debatido o tema com os diplomatas.
Fonte : Valor Econômico
Data : 04/10/2017

APÓS AVAL DE JUNCKER E MACRON, UE OFERECE COTAS AGRÍCOLAS AO MERCOSUL
Publicado em 10/04/2017 as 02:29 PM



A nova proposta agrícola da União Europeia ao Mercosul, com cotas para acesso ao mercado comunitário sem a cobrança de tarifas de importação, foi tão delicada do ponto de vista política que envolveu consultas diretas a duas das mais importantes lideranças do bloco. Os negociadores de Bruxelas só colocaram a oferta na mesa, por volta do meio-dia de ontem, após consultas diretas ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e da França, Emmanuel Macron, conforme apurou o Valor com fontes bastante próximas às discussões.

A formalização da proposta evita um impasse maior na rodada de negociações que ocorre em Brasília, até sexta-feira, mas ainda não parece suficiente para garantir um desfecho positivo. Representantes do Mercosul evitam fazer uma análise sobre a oferta e ainda ressaltam a baixa ambição dos europeus com o acordo. Por ano, as cotas sugeridas são de 600 mil toneladas para etanol e 70 mil toneladas para carne bovina provenientes de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Trata-se de volumes inferiores aos apresentados pela UE em 2004, quando os dois blocos estiveram perto de um tratado de livre comércio.


Agora, um dilema começa a surgir nas entidades empresariais e já reverbera no governo: levar adiante uma negociação que dificilmente contemplará grandes níveis de liberalização comercial ou encerrar o diálogo.

Apesar das dificuldades levantadas pela UE, que entregou uma oferta muito abaixo das pretensões do Mercosul, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acredita que a continuidade das negociações é a atitude mais recomendável. Para o diretor de desenvolvimento industrial da entidade, Carlos Abijaodi, ainda é factível obter melhorias na oferta europeia na reta final das discussões. "O acordo é muito importante de sair", enfatiza.

Em um almoço na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), com negociadores do Mercosul e da UE, vários representantes do setor privado chegaram a uma avaliação parecida: se as tentativas de um acordo forem sepultadas neste momento, os europeus dificilmente voltarão à mesa de negociações nos próximos anos.

Enquanto isso, o temor é de perda de mercado e do avanço de outros parceiros na UE, que tem diversas frentes de discussões. Bruxelas anunciou recentemente o fechamento de acordos com o Canadá e com o Japão. Além disso, negocia a revisão do tratado de livre comércio com o México e tem um diálogo correndo com a Austrália e a Nova Zelândia. Um acordo transatlântico, com os Estados Unidos, foi engavetado após a chegada de Donald Trump à Casa Branca. Mas pode voltar à cena em uma eventual volta dos democratas ao poder nos EUA.

Uma possibilidade, a ser apreciada pelos negociadores sul-americanos, é "desidratar" também a oferta do Mercosul. A UE tem inúmeros pleitos de abertura, que vão do setor de serviços (advocacia e construção), até compras públicas. Também são demandantes em propriedade intelectual e indicações geográficas.

Enquanto isso, a oferta agrícola da UE é crucial para algum sucesso das negociações com o Mercosul, cujas autoridades não aceitam conversar em outros termos a não ser em cotas anuais de 150 mil toneladas para carne bovina e 600 mil toneladas apenas para o etanol usado como combustível - e livre comércio para o etanol industrial, segundo explica fonte ligada às negociações.

Ontem, no segundo dia da nova rodada de negociações em Brasília, entidades de classe do agronegócio brasileiro consideraram que as cotas divulgadas informalmente até agora para os dois produtos produzidos pelos sul-americanos são "pífias". E pretendem cobrar um avanço nesses valores, em almoço hoje com negociadores dos dois blocos, oferecido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "A oferta agrícola da UE tem que melhorar, não faz sentido ter um acordo que está sendo negociado há 17 anos com uma oferta agrícola pífia", diz Lígia Dutra, superintendente de Relações Internacionais da CNA.
Fonte : Valor Econômico
Data : 04/10/2017

MESMO COM A LIBERAÇÃO DE R$ 3,9 BILHÕES, PAC TEVE CORTE DE R$ 12,1 BILHÕES ESTE ANO
Publicado em 10/04/2017 as 02:29 PM

BRASÍLIA - O governo liberou na terça-feira R$ 9,8 bilhões do Orçamento federal para gastos dos ministérios. Esse valor faz parte de um descontingenciamento de R$ 12,8 bilhões que foi anunciado pelo Ministério do Planejamento na semana passada e que será totalmente concretizado até o fim do ano. Dos R$ 9,8 bilhões liberados, R$ 3,9 bilhões são para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O dinheiro, contudo, ainda está longe de resolver a demanda por recursos para investimentos da União. O PAC — no qual estão concentrados os principais projetos financiados com recursos do Orçamento federal — foi a maior vítima do drama das contas públicas em 2017.

Com gastos obrigatórios elevados e seguidas frustrações de receitas, a equipe econômica foi obrigada a praticamente paralisar o programa para assegurar a meta fiscal do ano, de um déficit primário de R$ 159 bilhões. Embora a Lei Orçamentária de 2017 tenha previsto um total de R$ 36 bilhões para o PAC, o programa foi cortado em R$ 16 bilhões até setembro. A tesourada foi agora reduzida para R$ 12,1 bilhões.

Uma portaria publicada na terça-feira no Diário Oficial da União informa que o maior alívio será dado ao Ministério da Defesa, de R$ 2,117 bilhões. Deste montante, R$ 1,1 bilhão será para obras da pasta que estão dentro do PAC. Em segundo lugar na lista de beneficiados está o Ministério da Integração Nacional, com R$ 1,198 bilhão. Neste caso, uma parte dos recursos será para o pagamento de carros-pipa que fornecem água para diversos municípios do Nordeste. Em terceiro, ficou o Ministério das Cidades, com R$ 923 milhões, seguido por Transportes, Portos e Aviação Civil, com R$ 892 milhões.

R$ 10,3 bilhões até junho

O balanço mais recente do PAC, divulgado no fim de agosto, mostra como o ajuste fiscal impactou os investimentos nos últimos dois anos. Em 2015, saíram diretamente dos cofres públicos R$ 47,2 bilhões para o programa. Em 2016, foram R$ 42 bilhões. Neste ano, esse valor foi reduzido para R$ 10,3 bilhões, segundo dados até junho. Dessa forma, o investimento fica cada vez mais dependente de outras fontes de recursos. Dentro do PAC, além do dinheiro que sai do Orçamento da União, há recursos de financiamentos, do setor privado e contrapartida de estados e municípios.

Segundo o Ministério do Planejamento, das 1.600 obras que estavam paralisadas em novembro de 2016, 673 foram retomadas, e apenas 198, concluídas. O levantamento do ministério mostra que os investimentos param por muitos motivos. Além da restrição orçamentária, há problemas técnicos, ambientais e, ainda, 212 obras abandonadas pelas empresas contratadas. A maior parte dos projetos que foram entregues neste ano é de menor porte: saneamento, urbanização de assentamentos e centros de iniciação ao esporte. Ou seja, as grandes obras andaram pouco.

Dos mais de três mil quilômetros de rodovias em adequação ou duplicação prometidos para o período 2015-2018, apenas 131 quilômetros ou 3,9% foram finalizados. Entre os 5.300 quilômetros de rodovias em construção ou pavimentação, só 394 quilômetros ou 7,4% foram entregues. Quanto aos portos, apenas uma das 11 obras de dragagem previstas foi concluída. Duas delas sequer foram contratadas. Entre as obras de construção, ampliação e modernização de portos, o número é pior: quatro de 34 foram finalizadas. Mesmo entre os aeroportos, que têm sido o carro-chefe das concessões, apenas 20 das 63 obras prometidas foram entregues.

Carlos Campos, pesquisador de infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explicou que é natural que, em um momento de dificuldade fiscal, o investimento seja o primeiro a ser sacrificado. Segundo ele, desde 2012, o país vive uma diminuição gradual de recursos do Orçamento federal para o investimento.

Investimento privado é limitado

Grande parte do que foi investido, lembrou Campos, era baseada em desembolsos da Caixa e do BNDES. Para ele, o governo conseguiu equacionar essa conta por meio do investimento privado, com o modelo de concessões. Campos destacou, contudo, que há um limite para essa substituição, à medida que o interesse do setor privado é restrito a projetos que têm retornos altos e grande parte deles já foi concedida:

— No Brasil, já há uma participação intensa do capital privado em infraestrutura. Mas há um limite. A atração econômico-financeira desses projetos é a taxa de retorno que eles propiciam. Rodovias de baixo fluxo, aeroportos de baixo movimento e ferrovias são investimentos que têm dificuldade de atrair o capital privado.

O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira, admitiu que os recursos disponíveis para investimentos do PAC estão cada vez mais limitados pelo engessamento do Orçamento.

— De fato, o quadro não está ideal para os investimentos do governo federal. Enquanto não houver uma reforma da Previdência e uma revisão de outras despesas obrigatórias, o espaço para o restante ficará limitado — disse Madureira, acrescentando: — Ainda existe uma incerteza muito grande nas receitas. Isso prejudica a execução do Orçamento.

Mesmo assim, o secretário destacou que o governo vai conseguir concluir, pelo menos, cinco obras importantes previstas para 2015-2018, incluindo o aeroporto de Vitória; o trecho da BR-163 até o Porto de Miritituba, no Pará; a dragagem do Porto de Paranaguá; e a ponte sobre o Rio Madeira. Ele destacou, ainda, que o governo tem conseguido fazer um pagamento expressivo de despesas do PAC no último mês do ano. Em 2016, a Lei Orçamentária previa R$ 30 bilhões, sendo que o total pago até o fim daquele ano chegou a R$ 42 bilhões. Isso se deveu a uma decisão do governo de quitar um alto volume de restos a pagar de anos anteriores. Em 2015, o pagamento total foi de R$ 45 bilhões, sendo R$ 15 bilhões em dezembro.
Fonte : Extra
Data : 04/10/2017

INVESTIMENTOS EM QUEDA
Publicado em 10/04/2017 as 02:29 PM

Mesmo com a liberação ontem de R$ 3,9 bilhões, PAC teve corte de R$ 12,1 bilhões este ano

-BRASÍLIA- O governo liberou, ontem, R$ 9,8 bilhões do Orçamento federal para gastos dos ministérios. Esse valor faz parte de um descontingenciamento de R$ 12,8 bilhões que foi anunciado pelo Ministério do Planejamento na semana passada e que será totalmente concretizado até o fim do ano. Dos R$ 9,8 bilhões liberados, R$ 3,9 bilhões são para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O dinheiro, contudo, ainda está longe de resolver a demanda por recursos para investimentos da União. O PAC — no qual estão concentrados os principais projetos financiados com recursos do Orçamento federal — foi a maior vítima do drama das contas públicas em 2017.

Com gastos obrigatórios elevados e seguidas frustrações de receitas, a equipe econômica foi obrigada a praticamente paralisar o programa para assegurar a meta fiscal do ano, de um déficit primário de R$ 159 bilhões. Embora a Lei Orçamentária de 2017 tenha previsto um total de R$ 36 bilhões para o PAC, o programa foi cortado em R$ 16 bilhões até setembro. A tesourada foi agora reduzida para R$ 12,1 bilhões.

Uma portaria publicada ontem no Diário Oficial da União informa que o maior alívio será dado ao Ministério da Defesa, de R$ 2,117 bilhões. Deste montante, R$ 1,1 bilhão será para obras da pasta que estão dentro do PAC. Em segundo lugar na lista de beneficiados está o Ministério da Integração Nacional, com R$ 1,198 bilhão. Neste caso, uma parte dos recursos será para o pagamento de carros-pipa que fornecem água para diversos municípios do Nordeste. Em terceiro, ficou o Ministério das Cidades, com R$ 923 milhões, seguido por Transportes, Portos e Aviação Civil, com R$ 892 milhões. R$ 10,3 BILHÕES ATÉ JUNHO O balanço mais recente do PAC, divulgado no fim de agosto, mostra como o ajuste fiscal impactou os investimentos nos últimos dois anos. Em 2015, saíram diretamente dos cofres públicos R$ 47,2 bilhões para o programa. Em 2016, foram R$ 42 bilhões. Neste ano, esse valor foi reduzido para R$ 10,3 bilhões, segundo dados até junho. Dessa forma, o investimento fica cada vez mais dependente de outras fontes de recursos. Dentro do PAC, além do dinheiro que sai do Orçamento da União, há recursos de financiamentos, do setor privado e contrapartida de estados e municípios.

Segundo o Ministério do Planejamento, das 1.600 obras que estavam paralisadas em novembro de 2016, 673 foram retomadas, e apenas 198, concluídas. O levantamento do ministério mostra que os investimentos param por muitos motivos. Além da restrição orçamentária, há problemas técnicos, ambientais e, ainda, 212 obras abandonadas pelas empresas contratadas. A maior parte dos projetos que foram entregues neste ano é de menor porte: saneamento, urbanização de assentamentos e centros de iniciação ao esporte. Ou seja, as grandes obras andaram pouco.
Dos mais de três mil quilômetros de rodovias em adequação ou duplicação prometidos para o período 2015-2018, apenas 131 quilômetros ou 3,9% foram finalizados. Entre os 5.300 quilômetros de rodovias em construção ou pavimentação, só 394 quilômetros ou 7,4% foram entregues. Quanto aos portos, apenas uma das 11 obras de dragagem previstas foi concluída. Duas delas sequer foram contratadas. Entre as obras de construção, ampliação e modernização de portos, o número é pior: quatro de 34 foram finalizadas. Mesmo entre os aeroportos, que têm sido o carrochefe das concessões, apenas 20 das 63 obras prometidas foram entregues.

Carlos Campos, pesquisador de infraestrutura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explicou que é natural que, em um momento de dificuldade fiscal, o investimento seja o primeiro a ser sacrificado. Segundo ele, desde 2012, o país vive uma diminuição gradual de recursos do Orçamento federal para o investimento. INVESTIMENTO PRIVADO É LIMITADO Grande parte do que foi investido, lembrou Campos, era baseada em desembolsos da Caixa e do BNDES. Para ele, o governo conseguiu equacionar essa conta por meio do investimento privado, com o modelo de concessões. Campos destacou, contudo, que há um limite para essa substituição, à medida que o interesse do setor privado é restrito a projetos que têm retornos altos e grande parte deles já foi concedida:

— No Brasil, já há uma participação intensa do capital privado em infraestrutura. Mas há um limite. A atração econômico-financeira desses projetos é a taxa de retorno que eles propiciam. Rodovias de baixo fluxo, aeroportos de baixo movimento e ferrovias são investimentos que têm dificuldade de atrair o capital privado.

O secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do Ministério do Planejamento, Hailton Madureira, admitiu que os recursos disponíveis para investimentos do PAC estão cada vez mais limitados pelo engessamento do Orçamento.

— De fato, o quadro não está ideal para os investimentos do governo federal. Enquanto não houver uma reforma da Previdência e uma revisão de outras despesas obrigatórias, o espaço para o restante ficará limitado — disse Madureira, acrescentando: — Ainda existe uma incerteza muito grande nas receitas. Isso prejudica a execução do Orçamento.

Mesmo assim, o secretário destacou que o governo vai conseguir concluir, pelo menos, cinco obras importantes previstas para 2015-2018, incluindo o aeroporto de Vitória; o trecho da BR-163 até o Porto de Miritituba, no Pará; a dragagem do Porto de Paranaguá; e a ponte sobre o Rio Madeira. Ele destacou, ainda, que o governo tem conseguido fazer um pagamento expressivo de despesas do PAC no último mês do ano. Em 2016, a Lei Orçamentária previa R$ 30 bilhões, sendo que o total pago até o fim daquele ano chegou a R$ 42 bilhões. Isso se deveu a uma decisão do governo de quitar um alto volume de restos a pagar de anos anteriores. Em 2015, o pagamento total foi de R$ 45 bilhões, sendo R$ 15 bilhões em dezembro.
Fonte : O Globo
Data : 04/10/2017

PRODUÇÃO INDUSTRIAL RECUA 0,8% EM AGOSTO, MAS ANALISTAS DIZEM QUE RETOMADA VAI CONTINUAR
Publicado em 10/04/2017 as 02:28 PM

Queda em agosto foi concentrada nos segmentos de alimentos e extrativo

A produção industrial brasileira encolheu 0,8% em agosto, na comparação com julho, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. Apesar de ter interrompido uma sequência de quatro altas, o número foi uma espécie de tropeço na trajetória de recuperação do setor, que, na avaliação de analistas, deve continuar até o fim do ano. O resultado negativo ficou concentrado principalmente no segmento de alimentos, que recuou 5,5% naquele mês, e no de indústria extrativa, com queda de 1,1%. A boa notícia é que, dos 24 ramos pesquisados, 16 registraram expansão. No acumulado do ano, o setor registra alta de 1,5%.



O tombo na produção de alimentos foi influenciado por um fator pontual. Em agosto, a produção de cana-de-açúcar foi mais direcionada para a fabricação de etanol e menos para a de açúcar refinado, explicou André Macedo, gerente da coordenação de indústria do IBGE.

— Em agosto, houve uma mudança do mix de destino dessa produção, porque os contratos de açúcar que estavam acordados foram finalizados. O aumento dos preços do etanol e a diminuição da importação (do produto) também explicam essa maior destinação da moagem da cana para o combustível do que para o açúcar — afirmou o técnico.

Sozinho, o setor de alimentos responde por 14% da composição do indicador de produção industrial. Segundo cálculos da Tendências Consultoria, não fosse o tombo do segmento, a indústria registraria estabilidade — exatamente o desempenho esperado por analistas do mercado, segundo a Bloomberg.

Já o desempenho da indústria extrativa foi influenciado, principalmente, por paradas de plataformas de petróleo para manutenção. Foi o segundo recuo seguido no segmento, que já havia encolhido 1,4% em julho, na comparação com junho.

Thiago Xavier, economista da Tendências, avalia que as quedas registradas nesses dois setores não mudam o quadro de recuperação. Ele destaca o desempenho do setor em outras bases de comparação. Frente a agosto do ano passado, por exemplo, a produção registrou alta de 4%, a quarta alta seguida. Foi a maior sequência de números positivos nesse tipo de cálculo desde 2013, quando o indicador ficou no azul de abril a novembro.

— Além da trajetória de gradual melhora, o que ajuda a ver um cenário mais positivo são outros indicadores. O emprego industrial está melhorando, o que mostra que tem um nível de demanda um pouco maior, por exemplo — afirma o especialista, que espera alta de 2,4% para este ano.

ESTOQUES SOB CONTROLE

A coordenadora da Sondagem da Indústria do Ibre/FGV, Tabi Thuler Santos, destaca que a expectativa é que o quadro de melhora continue nos próximos meses. Ela calcula que, mesmo que a produção fique estagnada nos próximos anos, o setor cresceria 2%:

— O resultado de agosto não altera muito o quadro, apesar de ter surpreendido negativamente. Esperamos que, nos próximos meses, a indústria continue com aumento da produção, até porque essa queda na margem (frente a julho) parece pontual.
Marcelo Azevedo, economista da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destaca, ainda, que a alta da produção nos últimos meses não representou um aumento dos estoques. De acordo com os dados mais recentes da entidade, de agosto, o nível de estoques ficou em 49,5 pontos. Números maiores do que 50 indicam que a produção está acima do planejado. Ou seja, são sinal de produto encalhado.

— (O equilíbrio dos estoques) é sinal de que a demanda não está frustrando — afirma Azevedo.
Apesar do otimismo do mercado, a indústria está longe de ter se recuperado completamente. O setor ainda está 17,8% abaixo do pico de produção alcançado em junho de 2013. Em relatório, o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) avaliou que a recuperação ainda é frágil: “O resultado de agosto não muda a tendência de melhora industrial, mas a ocorrência de idas e vindas significa a ausência de uma regularidade de altas”.
Fonte : O Globo
Data : 04/10/2017

GUARARAPES FECHA PARCERIA COM WILSON SONS PARA DISTRIBUIÇÃO NO NORTE E NORDESTE
Publicado em 10/03/2017 as 02:51 PM

A Guararapes fechou parceria com a Wilson Sons Logística para utilizar o centro de distribuição da companhia no Porto de Suape (PE). Com isso, a fabricante e exportadora de painéis de madeira MDF irá ampliar e otimizar sua distribuição nas regiões Norte e Nordeste.

Segundo a Guararapes, a parceria diminuirá em até 80% o tempo de entrega ao cliente final. A carga percorrerá, por cabotagem, o trajeto do Porto de Itajaí (SC) ao Porto de Suape (PE). A Wilson Sons Logística ficará responsável por receber a carga no centro de distribuição e fazer a gestão da armazenagem, inventário, indicadores, além de prestar serviços acessórios (etiquetagem, cintagem e paletização).

A expectativa é de que, inicialmente, a movimentação mensal gire em torno de 80 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), em média. No médio prazo, a intenção é dobrar esse volume.

Em nota, o gerente comercial regional da Guararapes, Milton Santos, afirmou que a parceria é fundamental para o início do projeto de expansão nas regiões Norte e Nordeste.
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

BRASFELS ENTREGA FPSO CIDADE DE CAMPOS DOS GOYTACAZES MV29 PARA MODEC
Publicado em 10/03/2017 as 02:51 PM

O estaleiro Brasfels em Angra dos Reis (RJ) entregou, na última sexta-feira (29/9), a FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes MV29 para a Modec Offshore Production Systems (Singapura), subsidiária da Modec. A unidade partiu do estaleiro e será implantada nos campos Tartaruga Verde e Tartaruga Mestiça, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. A Keppel Fels, que controla o estaleiro, informou que o FPSO foi concluído com segurança e dentro do orçamento e do cronograma previstos.

O trabalho do Brasfels nesse projeto incluiu a fabricação de nove módulos de produção topside e integração. O FPSO tem capacidade de produção de 150 mil barris de petróleo por dia e cinco milhões de metros cúbicos de gás/dia, além de 1,6 milhão de barris de petróleo de capacidade de armazenamento. Kwok Kai Choong, CEO da Keppel Fels Brasil destacou a parceria de longa data com Modec e a entrega bem sucedida. “Este é também o 9º projeto FPSO da Brasfels para o Brasil e isso demonstra nosso compromisso e confiabilidade em apoiar o setor de petróleo e gás do país”, acrescentou.

O CEO da Modec Offshore Production Systems, Sateesh Dev, disse que o projeto MV29 confirma o compromisso compartilhado entre a empresa e o Brasfels por uma execução segura, dentro do prazo de entrega e com alta qualidade. “Ao longo dos anos, elegemos o Brasfels como nosso estaleiro no Brasil por causa de sua confiabilidade, rentabilidade e capacidade para atender às nossas necessidades”, afirmou. Ele acrescentou que a Modec segue firme em apoiar o crescimento e desenvolvimento da indústria de petróleo e gás do Brasil e que a empresa está satisfeita por ter o grupo Keppel como parceiro.
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

EXPORTAÇÃO DE MILHO DO BRASIL EM SETEMBRO É A SEGUNDA MAIOR DA HISTÓRIA
Publicado em 10/03/2017 as 02:51 PM

O Brasil exportou em setembro 5,91 milhões de toneladas de milho, o segundo maior volume mensal da série da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atrás apenas das 6,26 milhões de toneladas observadas em dezembro de 2015.

Conforme os dados divulgados nesta segunda-feira pela Secex, os embarques de milho no mês passado superaram em 12,5 por cento as 5,26 milhões de toneladas de agosto e mais que dobraram ante setembro de 2016.

Neste ano, as exportações de milho do segundo maior exportador global da commodity demoraram a deslanchar em razão dos preços baixos, o que fez os produtores brasileiros se retraírem.

As cotações enfraquecidas do cereal refletiram uma safra recorde em 2016/17, perto de 100 milhões de toneladas.

Os embarques de milho normalmente são mais fortes no segundo semestre, quando as exportações de soja perdem força e abrem espaço nos portos para as vendas externas do cereal.

Neste ano, além da oferta abundante, as exportações de milho do Brasil também estão recebendo uma ajuda adicional de leilões de prêmio de escoamento realizados pelo governo brasileiro.

Desde maio, o governo brasileiro leiloou prêmio para apoiar o transporte de mais de 9 milhões de toneladas.
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

ESTOQUES DE PETRÓLEO DA OECD DEVEM VOLTAR A CRESCER EM 2018, DIZ IEA
Publicado em 10/03/2017 as 02:51 PM

Previsões para crescimento do óleo de xisto nos Estados Unidos e incertezas sobre as importações de petróleo pela China poderão levar os estoques de petróleo a crescer novamente no próximo ano após cortes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de países de fora do grupo contribuírem para reduções “substanciais” neste ano, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

“Assumindo que a produção da Opep se mantenha constante, nós não vemos uma grande redução nos estoques de petróleo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD, na sigla em inglês) ao longo dos próximos seis a nove meses”, disse Oliver Lejeune, analista de mercado de armazenamento de petróleo da IEA, na sexta-feira.

“Nosso balanço sugere um aumento para 2018”, acrescentou Lejeune, novamente assumindo uma produção constante da Opep.

Uma razão para menores reduções nos estoques no próximo ano é um esperado aumento na produção de fora da Opep, liderado por produtores de xisto nos Estados Unidos, onde a IEA espera que a produção cresça em “enormes” 1,1 milhão de barris por dia, disse Lejeune.

Somado a isso, está a incerteza ao redor das importações chinesas.

A falta de dados sólidos de estoques na China limita a habilidade de se estimar sua demanda futura, mas a escala de suas importações neste ano sugere uma alta razoavelmente grande em suas reservas comerciais e estratégicas, que até certo ponto compensaram quedas nos estoques em outros lugares.
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

ITAJAÍ ESTUDA LIBERAR PRÉDIO NA BEIRA-RIO PARA ALAVANCAR RECURSOS PARA O PORTO
Publicado em 10/03/2017 as 02:50 PM

Uma proposta para levantar os recursos necessários à ampliação do Porto de Itajaí pode mudar o cenário à margem do Itajaí-açu. A superintendência estuda, em parceria com a Secretaria Municipal de Urbanismo, um projeto de concessão de parte da área ao redor do Centreventos para construção de um edifício ícone. A estimativa é que a cessão de área eleve para R$ 106 milhões o potencial de ganho do porto.

O valor é bem maior do que os R$ 23 milhões estimados na avaliação atual da área, de 38 mil metros quadrados. A verba poderia pagar boa parte dos imóveis que estão na primeira quadra paralela ao porto, para agilizar as desapropriações previstas no plano de ampliação.

O processo, no entanto, não é simples. Para autorizar a construção o porto precisará de uma lei especial, já que o plano diretor não autoriza a construção de prédios na Avenida Beira-Rio. A intenção é que seja uma lei específica, que não se estenda ao restante da avenida _ o que levaria a prejuízos urbanísticos.

Os estudos apontam que, para ser autorizado, o prédio precisaria ter uma arquitetura diferenciada, que o tornasse um símbolo de Itajaí. A área é nobre e tem uma das vistas mais privilegiadas da cidade e do movimento portuário.

O porto quer garantir que o espaço continue sendo público, e uma das propostas é que o edifício tenha um grande vão no térreo, por onde as pessoas poderiam circular.

A ideia já foi apresentada ao empresariado, em reunião da Associação Empresarial de Itajaí (ACII), e a princípio não houve resistência. O processo é delicado, já que se trata de uma área importante para a cidade. No mesmo espaço ficará o novo píer de passageiros e a infraestrutura de receptivo de regatas, como a Volvo Ocean Race. A fase de estudos do projeto ainda deve demorar mais quatro meses.
Fonte : Diário Catarinense
Data : 03/10/2017

AUDITORES FISCAIS VOLTAM A PARALISAR AS ATIVIDADES EM TODO O PAÍS
Publicado em 10/03/2017 as 02:50 PM

Categoria realizará ato na quinta-feira contra 'pacote de maldades' em frente à Alfândega de Santos

Os auditores fiscais da Receita Federal realizam ato em frente à Alfândega do Porto de Santos, na quinta-feira (5), a partir das 9 horas. O ato marca a volta da paralisação da categoria em todo o País, além servir como protesto contra o 'pacote de maldades', anunciado em agosto pelo Governo Federal.

Segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais em Santos, com a justificativa de conter a crise econômica, as medidas do governo incluem a quebra do acordo salarial firmado em lei (com recomposição salarial prevista  para 2018 e 2019 só será paga em 2019 e 2020), aumento da contribuição previdenciária de 11% para 14%, salário inicial de R$ 5 mil para funcionários públicos com curso superior e congelamento das verbas indenizatórias.

De acordo com a categoria, além das medidas que afetam todos os funcionários públicos, haveria ainda um agravante para os auditores relacionado à regulamentação de um bônus de eficiência, estabelecido pela Lei nº 13.464/17. “Não queremos mais nada além daquilo que foi transformado em lei pelo próprio governo”, diz o presidente do sindicato, Renato Tavares.
Paralisação

O ato também marca a retomada da mobilização da categoria em todo o País. Nas delegacias da Receita Federal, responsáveis pela arrecadação de tributos, passará a vigorar a operação “Meta Vermelha”, nas quais os auditores fiscais deverão executar apenas 50% de sua carga de trabalho.

Nos portos e aeroportos, funcionará a “Operação Padrão”, que prevê somente a liberação de cargas consideradas essenciais como remédios, insumos hospitalares, animais vivos e alimentação de bordo para tripulantes de navios.

Em julho do ano passado, em oito dias, a paralisação de auditores fiscais causou prejuízos de R$ 300 milhões. Cerca de 3 mil contêineres ficaram retidos no cais santista.
Fonte : A Tribuna
Data : 03/10/2017

CODESP REALIZA DRAGAGEM SEM MONITORAMENTO AMBIENTAL
Publicado em 10/03/2017 as 02:50 PM

Fiscalização é exigida pelo Ibama para a realização do serviço

A dragagem do Porto de Santos está sendo executada, há quase três meses, sem seu monitoramento ambiental, que é uma exigência do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para a realização do serviço pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista. A Codesp informa que há uma licitação em curso para a contratação da atividade. No entanto, esse processo ainda não foi aberto.

Até o início de julho, o monitoramento ambiental da dragagem do Porto era realizado pela DTA Engenharia, que tinha contrato firmado com a Docas desde 2015. Com o fim do acordo, havia a possibilidade de renovação, mas a Autoridade Portuária optou por fazer uma nova contratação.

Além do monitoramento ambiental das áreas dragadas, o serviço inclui o acompanhamento do perfil praial, do ecossistema de manguezal e da área de disposição oceânica onde os sedimentos são depositados. Todas essas medidas fazem parte de exigências do Ibama.

O monitoramento ambiental da dragagem, obra que é apontada como uma possível causa da erosão na Ponta da Praia, já foi tema de audiências entre a Autoridade Portuária e o Ministério Público Federal (MPF). Em 2015, a Docas se comprometeu a manter o monitoramento do perfil praial nas áreas próximas de onde estão sendo removidos sedimentos no Porto.

Com a licença ambiental operacional do complexo marítimo expedida em abril, após 13 anos de espera, a Autoridade Portuária se comprometeu a manter 25 programas especiais de acompanhamento ambiental, com adoção de medidas de precaução e ações mitigadoras. O monitoramento da dragagem é um deles.

“É um processo que precisa ser mantido. Quando vence um contrato de licitação, ou você renova com a própria empresa ou você abre um processo novo. Optou-se por abrir um processo novo”, explicou o superintendente de Meio Ambiente da Codesp, Ivan Doutor.

Segundo o executivo, apesar de ser uma exigência do Ibama, não há implicações para o período que a dragagem está acontecendo sem monitoramento. Mesmo assim, Doutor destacou que a Docas está providenciando a contratação. “Nós temos uma licitação que está em curso justamente para esse monitoramento. O Porto tem diversos monitoramentos, dentre os quais esse aí, que está em licitação”.

No entanto, após ser procurada por diversas vezes para dar detalhes sobre o processo, a assessoria de imprensa da estatal que administra o Porto de Santos voltou atrás e disse que ainda não há licitação aberta para a contratação do serviço.

“No momento, estão sendo realizados os trâmites administrativos prévios necessários para viabilização da abertura do processo licitatório”, explicou a estatal, em nota.

Ibama

Procurado, o Ibama informou, em nota, que, atualmente, os relatórios de monitoramento da dragagem em avaliação são referentes a 2016. Até abril de 2018, a Docas deve encaminhar o resultado do monitoramento feito neste ano.

“Somente a análise técnica irá indicar o impacto de uma eventual interrupção no acompanhamento da dragagem. Caso sejam constatadas irregularidades, a fiscalização do Ibama será comunicada e irá aplicar as sanções cabíveis”, informou o órgão ambiental.

Até o momento, não há informações no processo que apontem para a necessidade de suspensão da Licença de Operação (LO). A eventual suspensão da LO poderia implicar no embargo de uma ou mais atividades, entre elas a dragagem.

O acompanhamento do empreendimento acontece por meio da análise de relatórios periódicos produzidos pelo empreendedor e por vistorias. A próxima está prevista para o fim deste mês.
Fonte : A Tribuna
Data : 03/10/2017

A DECISÃO DO PORTO PÚBLICO ESTÁ MUITO VINCULADA À DO PODER CENTRAL, DIZ QUINTELLA
Publicado em 10/03/2017 as 02:48 PM

Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil concedeu uma entrevista exclusiva na Bélgica

O ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, quer garantir a dragagem do canal de acesso ao Porto de Santos e, para esse fim, considera “interessante” repassar a gestão do serviço a empresários do complexo marítimo. O compromisso foi destacado pelo próprio Quintella em entrevista exclusiva a A Tribuna, concedida durante sua visita ao Porto de Antuérpia, o segundo da Bélgica, na última semana. Ele também anunciou a criação de um grupo de trabalho para tratar da questão nos próximos dias. Confira, a seguir, os principais trechos da entrevista.

O Governo Federal aceitou debater a proposta de empresários do Porto de Santos, de repassar aos usuários do complexo a gestão da dragagem do canal do estuário. Porém, ainda falta a nomeação do grupo de trabalho que irá analisar a questão. Quando ela ocorrerá?



A portaria desse grupo de trabalho da dragagem deve sair nesta semana. Nós vamos juntar todo mundo, Agência (Nacional de Transportes Aquaviários) (Antaq), Porto de Santos (a Companhia Docas do Estado de São Paulo, a Autoridade Portuária), Ministério do Trabalho e, provavelmente o Planejamento. O grupo de trabalho do Ministério dos Transportes funciona. Funcionou no Decreto dos Portos (nº 9.048, de 10 de maio deste ano).

Como será a atuação desse grupo de trabalho?

O objetivo do grupo é que promova o debate. Nele, o Porto colocará sua posição, o setor privado colocará suas expectativas. Aí vai sair um documento e o governo vai avaliar sua posição.

Na sua avaliação, quando deve sair esse documento?

Depende do nível de debate, do nível de conflito e debate em relação à Agência, em relação à área jurídica do Ministério, em relação à área técnica. Se for um debate que flua bem, ok. Mas não posso estabelecer um prazo. O grupo de trabalho terá um prazo, que pode ser prorrogado. Mas nós queremos um bom trabalho que a gente saia com um bom documento que nos possibilite ter um marco legal, interessante.

Qual sua avaliação sobre a proposta de privatizar a gestão da dragagem, concedendo-a a um consórcio formado por empresários do complexo?

Em princípio, acho bastante interessante que o setor privado possa fazer o investimento. Nossa preocupação recai sobre o equilíbrio no fluxo de caixa nas finanças das companhias docas. Isto é uma coisa que tem de ser medida, equilibrada. Isso exigirá um planejamento muito maior da companhia, para que não haja esse impacto. O que a gente quer é garantir que o Porto não fique dependente de um processo licitatório interno ou do Governo Federal para fazer a dragagem de manutenção, garantir que o privado possa participar – o decreto (dos Portos) já abre essa possibilidade de a iniciativa privada assumir alguns serviços – e, ainda, estabelecer uma normativa que sirva para Santos e que a gente possa levar a outros portos do Brasil.

O grupo de trabalho pode ter de esperar uma reavaliação do sistema tarifário da Codesp?

Essa análise sobre as tarifas deverá ocorrer, mas agora, durante o grupo de trabalho. A Agência já tem esse estudo avançado e deverá levar esse estudo ao grupo. Eu acho que é uma grande oportunidade que a gente tem de avançar e definir essa revisão. E para essa revisão, a discussão é muito ampla. Tem sistema tarifário, fluxo de caixa das companhias docas e a própria capacidade das companhias.



Na licitação realizada pelo Ministério para contratar a nova dragagem de Santos, a primeira colocada, que havia sido desclassificada, obteve na Justiça o direito de ficar com o contrato. Como está essa disputa judicial?

Nós temos notícias de que a primeira colocada conseguiu uma liminar. Mas não fomos notificados ainda. Mas com essa liminar, não faz sentido nós iniciarmos um processo, fazendo com que a empresa (que ficou em segundo lugar e foi considerada vencedora) se mobilize, comece a ter despesas e depois pare. Temos de esperar chegar essa notificação.

Com essa liminar, a licitação da nova dragagem sofrerá um novo atraso, não?

O processo está judicializado. Então temos de enfrentar a judicialização, que, aliás, virou – e posso dizer que não só no setor portuário, mas no setor de logística – uma parte do processo licitatório.

Essa judicialização reforça a tese de passar a gestão de dragagem para a iniciativa privada?

Esse tipo de cenário acaba reforçando isso, mas não quer dizer que não haverá judiciali-zação com a privatização da gestão da dragagem. Isso é uma possibilidade. Mas você diminui o nível de risco. Isso é um dos motivos que nos levam a buscar esse caminho.

Em sua visita ao Porto de Antuérpia, na Bélgica, na última quinta-feira, o sr. afirmou que a Codesp deve ter uma maior autonomia administrativa – hoje, há uma concentração de decisões em Brasília. E disse que um grupo de trabalho já analisa a questão. Como está o trabalho desta equipe?

Temos um outro grupo de trabalho que analisa como garantir uma maior autonomia, uma maior delegação de competência para os portos públicos brasileiros. Achamos que isso dará uma resposta muito mais rápida, um maior poder decisório, uma maior agilidade.

Ao conhecer o Porto de Antuérpia, o sr. teve contato com um complexo marítimo de importância mundial – é o segundo em movimentação de contêineres na Europa. Como o senhor avalia esse modelo?

Para o setor portuário público do Brasil, acho que é um modelo do qual podemos tirar várias lições de sucesso. Qual o grande problema do Brasil? É que o porto público, a decisão do porto público está muito vinculada à do poder central. Então ela demora, até por força do atual marco regulatório. O grupo de trabalho do Ministério que analisa uma maior autonomia administrativa aos portos estuda as formas – dentro da legislação atual ou, se precisar, através de um decreto ou de qualquer instrumento legislativo que seja possível- para que a gente inicie um processo de delegação de competência dos portos públicos. Ou, como está acontecendo agora com a Docas do Espírito Santo, um processo de concessão ou privati-zação do porto.

Quando esse grupo de trabalho apresentará suas conclusões? Ainda neste ano?

Eu prefiro não trabalhar com prazos. Prefiro ter a perspectiva de que eles farão um bom trabalho.

Mas o sr. espera resultados desse grupo ainda em sua atual gestão no ministério, até o final do Governo Temer?

Eu espero. Nós resolvemos enfrentar a desburocratização. Foi o que ocorreu com a revisão daquele decreto (o Decreto nº 8.033, de 2013, que regulamentou o novo marco regulatório do setor e foi revisado pelo Decreto nº 9.048, deste ano). Ele precisava ser modernizado.
Na visita ao Porto de Antuérpia, a direção da autoridade portuária informou que pretende retomar o projeto de implantação no Brasil de uma unidade de seu centro de treinamento e qualificação profissional, a Apec. Como o Ministério irá trabalhar esse projeto?

Esse foi um dos motivos dessa viagem. Isso é uma necessidade do Brasil, de Santos. Nós tínhamos um MoU (Memorandum of Understanding ou, na tradução do inglês, Memorando de Entendimento) assinado, estava pronto para ser implantado. O Ministério já estava conversando com as universidades e, por uma decisão política, que eu agora não posso lhe dizer por que ela foi tomada, se foi pela crise, pelo momento político, enfim ...

Isso ocorreu na gestão do ministro dos Portos, Elder Barbalho.

Eu não sei nem quem foi. Mas o MOU acabou sendo extinto, foi cancelado. E, agora, nós autorizamos nossa secretaria internacional e nossa secretaria de portos a retomar as conversas com o Porto de Antuérpia. E eles já estão conversando ali (o ministro aponta para o assessor internacional do Ministério, José Newton Gama, conversando com representantes do Porto de Antuérpia a poucos metros de distância de onde ocorre a entrevista). A expectativa da gente é que nós vamos, agora, informar ao Porto de Antuérpia que temos interesse em retomar o MOU e vamos seguir o procedimento para adotarmos isso o mais rápido possível.

Alguma expectativa de quando teremos algum resultado? Ainda em sua gestão?

Pretendo que sim. Sem dúvida nenhuma. Só não posso dizer quanto tempo levará isso, pois vai envolver outros ministérios, como o Ministério das Relações Exteriores. Mas nós vamos agora, a partir desta viagem, estartar esse MOU.
Fonte : A Tribuna
Data : 03/10/2017

DRAGAGEM TERMINA, MAS GARGALO CONTINUA NO PORTO DE VITÓRIA
Publicado em 10/03/2017 as 02:46 PM

Obra foi finalizada, porém ainda é preciso validar profundidade

Após quase duas décadas de promessas, contratos, paralisações e até irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), as obras de dragagem do Porto de Vitória finalmente foram concluídas. Prometidos desde 1998, a área de manobra dos navios e o canal da Baía de Vitória mais profundos foram finalizados nesta segunda-feira (2).



A partir de agora, o canal de acesso tem 14 metros de profundidade, e a bacia de evolução - área em que os navios fazem as manobras - 13 metros. Antes, a profundidade era de 11,7m. Com a obra, a Codesa afirma ter um ganho operacional de 1,83m, permitindo que embarcações maiores, com calado de até 12,5m, atraquem no porto.

Não vai ser de imediato que os capixabas avistarão navios maiores navegando pela Baía de Vitória rumo ao porto. Isso porque é preciso superar trâmites de homologação e autorização pela Marinha, que realiza a batimetria, que é uma medição da nova profundidade, fazendo uma validação dos resultados da dragagem.



Segundo a Codesa, uma primeira liberação já foi feita, mas a autoridade portuária ainda aguarda mais duas, uma que deve sair na próxima semana, e outra que deve sair até novembro. Somente a partir daí que navios maiores poderão atracar no Porto de Vitória.

Mesmo com a finalização da obra, entidades capixabas defendem que, apesar da melhoria no Porto de Vitória, é preciso evoluir e ter um porto de águas profundas para que o Estado se torne mais competitivo. Outro ponto importante para elas é criar uma boa logística, com rodovias e ferrovias, para suprir as necessidades no transporte das cargas.

Segundo Marcilio Rodrigues Machado, presidente do Sindicato do Comércio de Importação e Exportação do Estado (Sindiex), e Luiz Fernando Volpato, subcoordenador de logística do ES em Ação, a dragagem é uma vitória, porém é preciso olhar para ela com certa cautela.

“Com a melhoria no Porto de Vitória, não significa que temos que abandonar a possibilidade de portos maiores no Estado”, contou Machado. O presidente também comentou que não dá para se acomodar com um porto um pouco mais profundo. “É preciso pensar nas possibilidades do futuro. Qualquer vantagem ou ganho tem vida curta ou passageira.”

Já Volpato lembrou que existem limitações para além do calado do Porto de Vitória. “Ele por si só não é suficiente. O restante da cadeia tem que dar continuidade. Todos os setores envolvidos com as operações portuárias têm que trabalhar para aproveitar a melhoria.”

“Muitos navios não saem cheios já que com a capacidade total não passariam. Com a obra finalizada possibilitaria que usassem sua capacidade máxima”, contou o presidente do Sindicato da Indústria de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários (Sindirochas), Tales Pena Machado.

Segundo ele, com um porto de águas profundas, o tempo de exportação das rochas – hoje de 40 a 45 dias – cairia quase pela metade e acabaria com o custo de traslado, já que não seria mais necessário.

No caso da exportação de café, a mudança será pequena. Jorge Luiz Nicchio, presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), explicou que o problema de comportar grandes navios continuará e, com isso, o sistema de cabotagem (navegação entre portos do mesmo país).

De acordo com Nicchio, hoje, 95% do café que sai do Porto de Vitória, antes de ser exportado, precisa ir para o Porto de Santos (SP) para embarcar em um outro navio. “Vamos ganhar em escala porque um navio maior pode atracar aqui e isso vai baratear um pouco o custo final dessa cabotagem, mas o que precisamos é um porto de águas profundas que comporte a atracação de um navio de 350 metros.”

19 ANOS DE NOVELA

Em 2006 a dragagem chegou a ser concluída, mas a batimetria feita constatou pontos em que os 12,5m de profundidade não foram atingidos, o que exigiu uma nova dragagem. Em 2012, mais um contrato foi assinado com a promessa de entrega para 2013, mas só agora a obra foi finalizada.

Segundo o presidente da Codesa, Luis Cláudio Montenegro, os atrasos se devem em grande parte pela derrocagem, que é o processo de retirada de rochas do fundo do mar. “Pela sondagem não era possível identificar se era rocha ou argila, fomos descobrindo isso na medida que a obra foi avançando, mas resolvemos.”

Além de tempo, as mudanças renderam custos a mais para os cofres públicos. O contrato que em 2012 foi fechado por R$ 85,6 milhões, ficou por R$ 118,6 milhões, fora todo o dinheiro gasto em outras tentativas frustradas de aumentar a profundidade do porto.

COMPETITIVIDADE

A expectativa da Codesa é que, com a possibilidade de atracação de navios maiores, o custo do transporte de cargas fique mais barato, o que deve tornar o Porto de Vitória mais competitivo.

Linhas diretas de cargas com países da Ásia, Europa e Estados Unidos já foram firmadas, e a expectativa da Codesa é que outras sejam criadas. Linhas de turismo também serão beneficiadas, com a volta da atracagem de cruzeiros na Capital.

Segundo a Codesa, a exportação e a importação de mercadorias consideradas “carga limpa”, como veículos, devem ser as mais beneficiadas.

POR DENTRO DA NOVELA

1998

Início: Em dezembro de 1998, a Codesa e a Enterpa Engenharia assinaram contrato para a dragagem da Baía de Vitória.

2000 e 2001

Paradinha: A obra foi considerada irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2001, a Codesa assinou a repactuação do contrato.

2002 e 2004

Nova vilã: Após ser liberada verba para a conclusão da dragagem e ampliação da retroárea do porto, em 2004, foi detectada uma rocha, que ficou exposta durante a retirada de material do fundo do mar e atingiu a draga que fazia o serviço.

2005

Esperança: A promessa era de que as obras de explosão de rochas e dragagem seriam feitas entre 90 e 120 dias.

2006 e 2007
Reviravolta: Apesar da dragagem ter sido concluída em 2006, ao ser feita a batimetria (medição da profundidade) constatou-se 12 pontos de restrição, onde a profundidade de 12,5m não foi atingida.

2009 e 2010

Contrato irregular: Um projeto para uma nova dragagem foi licitado. Mas as obras foram interrompidas pelo TCU por sobrepreço.

2012

Novo recurso: O projeto para dragagem foi retomado dentro do PAC 2, visando ampliar para 14,5 metros a profundidade do porto e do canal de acesso.

2013

Promessa 1: Promessa de que as obras de dragagem seriam concluídas em dezembro.

2014

Promessa 2: Uma nova promessa de conclusão: final de 2015.

2015

Promessa 3: Obras ficaram paradas praticamente durante todo o ano e a promessa era de que fossem concluídas até o 1º semestre de 2016.

2016

Promessa 4: Nova previsão era de que a dragagem fosse concluída até o final de outubro desse ano.

Abril de 2017

Promessa 5: Obras seriam entregues em abril. Faltava apenas a retirada de 3,5 mil metros cúbicos, dos 1,8 milhão do projeto inteiro.

Julho de 2017

Última promessa: Ainda restava a remoção de 3,5 mil metros cúbicos. Dessa forma, um novo prazo foi estimado para a entrega da obra: outubro.

Outubro de 2017

Só falta carimbar: Com a obra concluída, resta agora a homologação da nova profundidade, pela Marinha, que deve acontecer até novembro de 2017.

PORTO CENTRAL - OBRAS SÓ ANO QUE VEM

As obras do Porto Central – projeto em Presidente Kennedy que reúne as características para destravar os gargalos de infraestrutura portuária do Estado – deverão ter início no segundo semestre do próximo ano.

Os responsáveis pelo empreendimento, que está desde 2014 em processo de licenciamento ambiental, esperam obter as licenças necessárias para então ser iniciada a construção. Segundo o diretor-presidente do Porto Central, José Maria Vieira de Novaes, na semana passada foram protocolados os estudos complementares que o Ibama requereu para a emissão da licença de instalação.

“A área total do empreendimento será de quase 18 milhões de m2 para possibilitar que os maiores navios de cada tipo de carga atraquem. Serão 25 metros de calado, o que vai atender aos grandes petroleiros e aos navios de minério de ferro.”

A primeira fase da obra, segundo Novaes, terá um investimento de R$ 3 bilhões para dragagem do canal de acesso e construção do cais e da infraestrutura de alguns terminais. Serão criados na construção até 4 mil empregos.
Fonte : Gazeta Online
Data : 03/10/2017

RAQUEL DODGE PEDE DEPOIMENTO DE TEMER SOBRE PROPINA NO PORTO DE SANTOS
Publicado em 10/03/2017 as 02:45 PM

Manifestação da nova PGR foi feita em inquérito aberto para investigar suspeitas de corrupção envolvendo a empresa Rodrimar e inclui diversas diligências contra o peemedebista

Em uma de suas primeiras manifestações envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB), a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, solicitou que o peemedebista preste depoimento no inquérito que apura suspeitas de corrupção envolvendo favorecimento à empresa Rodrimar no Porto de Santos.

A tentativa de ouvir Temer já havia desagradado ao Palácio do Planalto durante as investigações tocadas pelo antecessor de Dodge, Rodrigo Janot. Essa manifestação, obtida por ÉPOCA, foi enviada por Dodge ao ministro do STF Luís Roberto Barroso na última quinta-feira (28). No total, a nova PGR solicita a realização de sete conjuntos de diligências no inquérito, que serão tocadas pela Polícia Federal. Nomeada ao cargo de PGR pelo próprio Temer, Dodge afasta, com esses pedidos, as suspeitas de que poderia aliviar as investigações contra o peemedebista.

O alvo do inquérito são suspeitas de que a edição de um decreto sobre o setor portuário em 2017 favoreceu ilegalmente a Rodrimar.

Diversas das diligências solicitadas atingem diretamente Michel Temer. Entre elas estão o levantamento das doações eleitorais feitas pela Rodrimar e outras empresas de seu grupo econômico ao peemedebista e ao PMDB de São Paulo e nacional, para apurar as suspeitas de que os pagamentos de propina ocorreriam via doação oficial; e um pedido dos registros de entrada no Palácio do Planalto em 2017 dos representantes da Rodrimar e de outros investigados, como o coronel João Baptista Lima, apontado nas investigações como operador de Temer.

"Este órgão ministerial entendeu pela instauração de investigação para melhor elucidar os fatos, de maneira não apenas a confirmar a identidade das pessoas mencionadas, como também esclarecer se e em quais circunstâncias atuaram para repassar dinheiro ilícito aos agentes públicos Michel Miguel Elias Temer Lulia e Rodrigo Santos da Rocha Loures", escreveu Dodge.

O primeiro item das diligências são os depoimentos. Além de Temer, Dodge pede que sejam ouvidos o dono da Rodrimar, Antônio Celso Grecco, que é amigo de Temer; o executivo da Rodrimar Ricardo Mesquita; o coronel João Baptista Lima Filho; o chefe da Secretaria de Assuntos Jurídicos Gustavo do Vale Rocha; o advogado José Yunes (amigo de Temer); o delator da JBS Ricardo Saud; o ex-deputado Rocha Loures; e o empresário Edgar Safdie.

Nos itens dois e três, Dodge solicitou o compartilhamento do material produzido na Operação Patmos, baseada na delação da JBS. No item quatro, pede as doações eleitorais para Temer e seu grupo político.

O item cinco atinge diretamente o Palácio do Planalto: "A obtenção dos registros de entrada de quaisquer das pessoas mencionadas (Ricardo Mesquita, Celso Grecco, Edgar Safdie, coronel João Baptista Lima Filho e/ou José Yunes) no Palácio do Planalto, no ano de 2017".

No item seis, a solicitação é que o Ministério dos Transportes forneça informações sobre o grupo de trabalho que confeccionou o decreto investigado. No sétimo e último item, Dodge solicita o prazo de 60 dias para o inquérito.

Nesse inquérito, a defesa deve continuar sendo feita pelo advogado Antonio Cláudio Mariz em parceria com os advogados Frederico Donati Barbosa e Brian Alves Prado. Mariz só se considerou impedido nos casos envolvendo a delação do operador Lúcio Funaro, seu ex-cliente. A defesa tem negado favorecimentos à Rodrimar e argumenta que o decreto publicado por Temer desatendeu a parte das demandas do setor portuário.

O Palácio do Planalto divulgou a seguinte nota em defesa de Temer:

"O presidente da República, Michel Temer, responderá aos questionamentos pertinentes ao inquéritos. Vale destacar que houve amplo debate com o setor antes da publicação do decreto de renovação das concessões de portos. Todos os dados são públicos. O assunto não comportava nenhum sigilo ou informação privilegiada, apenas a publicação do decreto que finaliza o longo processo de negociação entre o governo e o setor empresarial, como é comum e legítimo em uma democracia. E só foram atendidos os pleitos das empresas licitadas depois de 1993. Tudo antes disso, que era uma reivindicação de várias empresas, foi rejeitado".
Fonte : Revista Época
Data : 03/10/2017

SOJA E MILHO TÊM EXPORTAÇÃO RECORDE
Publicado em 10/03/2017 as 02:44 PM



O Brasil atingiu dois recordes neste mês de setembro nas exportações de grãos. Somou vendas externas de 5,91 milhões de toneladas de milho e de 4,27 milhões de soja em grãos. Ao todo, 10,2 milhões de toneladas desses produtos deixaram o país em um único mês.

Apesar do elevado volume, os portos suportaram bem o fluxo de vendas. Alguns anos atrás, quando ainda não havia um controle de saída dos caminhões das regiões de origem de produção, as filas teriam sido quilométricas.



As vendas externas brasileiras de commodities não estiveram aceleradas apenas nesses dois produtos. Dados da balança comercial divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Ministério do Desenvolvimento apontam ritmos intensos também em açúcar, carne bovina, suco de laranja e algodão. Minério de ferro e celulose também entraram na lista de destaque.

As exportações de produtos básicos somaram US$ 8,5 bilhões em setembro, 30% mais do que em 2016.

Esses valores de exportação foram atingidos graças a uma boa safra agrícola e à demanda externa. No caso da soja, as exportações se concentram, em geral, no primeiro semestre, deixando espaço para o milho safrinha na segunda metade do ano.

Neste ano, no entanto, o apetite dos chineses continua tão intenso que provocou recorde de exportação também dos Estados Unidos.

Os americanos firmaram contratos de venda de 3 milhões de toneladas de soja apenas na semana terminada em 21 de setembro, um volume nunca atingido antes.

Com o volume do mês passado, as exportações brasileiras de soja em grãos já atingem 61,2 milhões de toneladas, bem acima dos 49 milhões de janeiro a setembro do ano passado.

As exportações de milho acumulam 17 milhões de toneladas até setembro e deverão ficar próximas de 33 milhões de toneladas neste ano. O Brasil volta a ocupar espaço dos Estado Unidos, cujas vendas externas do cereal não estão aquecidas.

As exportações de carnes bovina e de frango também mantêm bom ritmo. A bovina atingiu 111 mil toneladas no mês apenas com carne "in natura", 26% mais do que no ano passado. A de frango somou 355 mil toneladas, 6% mais. Já a suína teve recuo de 12% no período.

A soja mantém a liderança nas receitas com as exportações de commodities neste ano. O complexo soja já rendeu US$ 27,7 bilhões. Em segundo lugar vem minério, com US$ 14,2 bilhões.

Plantio - As recentes chuvas vão acelerar o plantio nas próximas semanas e dar melhores condições à soja que foi semeada "no pó" (terra seca), segundo Arlindo Moura, presidente da Terra Santa, um dos maiores grupos no cultivo de soja, milho e algodão do país.

Caminhando - Moura diz que pelo menos 10% da área que será destinada à soja já foi semeada nas fazendas do grupo. "O plantio se encaminha bem nas fazendas da Terra Santa", diz ele.

Chile - Os chilenos querem incrementar as exportações de alimentos para o Brasil. Até junho, eles exportaram para o país o correspondente a US$ 528 milhões, 20% mais do que no mesmo período do ano passado.

Despensa - do mundo Representantes do ProChile, uma entidade que incentiva as exportações do país, querem que o país seja a despensa do mundo. Para o Brasil, as vendas vão crescer mais em salmão, truta e azeite de oliva. O Brasil importou US$ 1 bilhão de 2016, valor que deverá ser superado neste ano, acreditam os representantes da entidade.

Mudança - Após 16 anos à frente da Abiove (Associação Brasileira de Indústrias de Óleos Vegetais), Carlo Lovatelli deixa a entidade. Fábio Trigueirinho, secretário-geral, assume interinamente.

Qualitativo - O agronegócio terá grandes desafios nos próximos anos. Um deles será pensar mais no "qualitativo" da produção.

Riscos - A avaliação é de Maurício Lopes, da Embrapa. A população fica mais rica e os mercados mais exigentes. Os riscos se intensificam, segundo ele.

Tempos de gestão - Para João Adrien, diretor-executivo da SRB (Sociedade Rural Brasileira), atualmente a tecnologia está a serviço da produtividade. No próximo passo, estará a serviço da gestão.

Sempre presente - A mulher sempre esteve no agronegócio. Mas as jovens que se formarão terão o caminho mais aberto, afirma Carmen Perez, presidente do Núcleo Feminino do Agronegócio.

Conhecer o negócio - Sucessão foi tema do fórum de agronegócio do Lide Agronegócios no sábado (30). "A família deve conhecer bem o negócio que tem", diz Fábio Mizumoto, da FGV. Shiro Nishimura, da Jacto, afirma que é preciso "um pacto de sangue" na sucessão".
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 03/10/2017

REUNIÃO DA ANP SOBRE CONTEÚDO LOCAL OCORRERÁ SOB AMEAÇA DE JUDICIALIZAÇÃO
Publicado em 10/03/2017 as 02:44 PM

Ao menos três associações ligadas à indústria prometem processar a ANP (Agência Nacional do Petróleo) caso discordem das decisões que a entidade venha a tomar sobre regras de conteúdo local para o setor de óleo e gás.

Acontece, nesta terça (3), uma audiência sobre o tema.

Será debatida a isenção de cumprimento da obrigação de conteúdo local relativa a contratos de sete concessões e de uma rodada de partilha de produção do passado.

"Caso haja decisão da ANP ou de outro órgão no sentido de alterar o que foi pactuado anteriormente, vamos tomar providências legais", afirma Marco Pollo de Mello Lopes, do Instituto Aço Brasil.

A posição da Abimaq, de máquinas, é parecida, segundo José Velloso, presidente-executivo da entidade.

"Se a ANP mudar os contratos e ferir direitos estabelecidos e assinados entre a União e as companhias de petróleo, vamos judicializar."

"O que ouvimos nas reuniões até agora é que há intenção de que os contratos passem a ter exigência de 25% de conteúdo local. Se for isso, vamos processar", afirma Sérgio Bacci, diretor do Sinaval, sindicato dos estaleiros.

Caso consigam uma liminar, afirma, serão anos até destravar os investimentos.

As instituições já têm em mãos pareceres para questionar na Justiça uma mudança.

Em Nova York para encontros com investidores, Pedro Parente, presidente da Petrobras -potencial beneficiária da mudança -afirma ter expectativa positiva.

"Pior do que a discussão é haver um nível definido de conteúdo local que não satisfaz nem uma parte nem a outra, ou não tenha contrato."
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 03/10/2017

BALANÇA TEM SUPERAVIT DE US$ 5,2 BILHÕES E RENOVA RECORDE NO ANO
Publicado em 10/03/2017 as 02:44 PM

A balança comercial brasileira registrou um superavit de US$ 5,2 bilhões em setembro, o mais alto resultado para o mês na série histórica do governo.

Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

Com o resultado do mês passado, o saldo positivo de US$ 53,3 bilhões no acumulado dos nove primeiros meses de 2017 é recorde para o período, de acordo com a série histórica, que começa em 1989.

O governo espera que a balança comercial encerre o ano com saldo positivo acima de US$ 60 bilhões. Em 2016, o superavit foi de US$ 47,7 bilhões.

Uma nova projeção para o resultado da balança comercial em 2017 deve ser divulgada até o início de novembro, de acordo com o ministério.

"O superavit irá ultrapassar a casa dos US$ 60 bilhões. Estamos atualizando as projeções e vamos divulgar em breve uma nova expectativa", afirmou o secretário de comércio exterior, Abrão Neto.

Neste ano, a balança comercial vem registrando recordes mensais desde fevereiro. "São oito meses consecutivos com saldos recordes", disse o secretário.

RECUPERAÇÃO

Do lado das importações, que somaram US$ 13,5 bilhões no mês passado, houve um crescimento de 34,5% nas compras de bens de capital. Foi o segundo mês consecutivo que o país registrou aumento na importação desse tipo de produto, relacionado a investimentos.

"Isso pode indicar tendência de recuperação, que será ou não confirmada nos últimos meses", afirmou Abrão Neto.

Também houve um crescimento na compra de combustíveis e lubrificantes, com 26,4%; de bens de consumo, com 15,9%; e bens intermediários, com 15,1%.

O secretário lembrou que o desempenho das importações ocorre em função do nível de atividade interna. "Com reaquecimento da economia, têm aumentado as importações", disse.

A exportação em setembro, que somou US$ 18,7 bilhões, apresentou crescimento em todas as categorias de produtos. A venda de produtos básicos subiu 36,7%, a de manufaturados, 18% e semimanufaturados, 11,1%.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 03/10/2017

INFLAÇÃO DE 2017 DEVE FICAR ABAIXO DOS 3%, ADMITE MINISTRO DO PLANEJAMENTO
Publicado em 10/03/2017 as 02:43 PM

O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, disse ontem, durante evento no Rio, que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá fechar o ano abaixo de 3%. Isso significa que a inflação vai ficar abaixo do piso da meta do governo – o centro da meta é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

“A inflação deve fechar abaixo de 3% este ano. O próprio Focus hoje está com 2,95%. Então, deve ser o nível de inflação mais baixo desde o início do Plano Real. E as projeções para 2018 estão caindo, se aproximando de 4%. Isso deixa espaço para o processo de política monetária mais benigno”, disse o ministro.

A projeção do ministro é inferior à prevista pelo Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central (BC), de 3,2% para este ano. Também está abaixo, curiosamente, da previsão do último relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, divulgado pelo próprio Ministério do Planejamento em setembro, de 3,5% para o fim deste ano.

Se estourar a meta, o presidente do Banco Central precisará divulgar carta aberta ao ministro da Fazenda apresentando as justificativas para o ocorrido. Isto já aconteceu três vezes tratando-se do teto da meta de inflação (2001-2003 e 2015), mas jamais ocorreu em relação ao piso da meta do governo.

O ministro, que disse desconhecer qual será a taxa básica de juros ao fim do ano, afirmou que a economia passa por um processo de recuperação em “bases reais”, ou seja, sem estímulos do governo. Como pontos positivos, ele mencionou o desempenho da indústria, o aumento do rendimento médio real da população e da massa salarial.

“É uma recuperação gradual, mas é também uma recuperação contínua. Não teremos sobressaltos, aquela histórica de que agora acabou o incentivo tal e dá aquela engasgada. Isso não vai acontecer”, disse Dyogo.

Segundo ele, a recuperação econômica e a inflação baixa abrem espaço para uma política monetária e de crédito mais favoráveis aos investidores. Neste ponto, ele prevê a retomada dos investimentos no país, com importante papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na estruturação de projetos.

Questionado sobre a devolução recursos do BNDES ao Tesouro em 2018, o ministro disse que a medida será avaliada no fim do ano, quando será possível observar a demanda por crédito e a capacidade da instituição “operacionalizar sua política de crédito”. “Havendo espaço e podendo o BNDES fazer essa devolução, nós faremos dentro do limite”, disse o ministro.

O ministro admitiu que a questão fiscal permanece desafio a ser superado pelo país e defendeu a reforma da Previdência para reequilíbrio das contas públicas. Segundo ele, enquanto o país deve apresentar déficit de R$ 159 bilhões, a Previdência terá déficit de R$ 260 bilhões neste ano. “Todo o déficit que estamos presenciando é derivado do déficit da Previdência”, disse Dyogo.

“Só o crescimento da Previdência ocupa todo o espaço do crescimento do teto do gosto. É isso que está acontecendo e por isso temos que continuar perseverando na reforma da Previdência. O tempo do Congresso nos temos que lidar respeitando”, disse o ministro do Planejamento.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

DÓLAR INICIA MÊS EM BAIXA E VOLTA A SER COTADO A R$ 3,15
Publicado em 10/03/2017 as 02:41 PM



Após um mês de setembro com alguns ruídos, relacionados sobretudo à situação política no Brasil e à política monetária americana, outubro começou relativamente calmo para os mercados domésticos de câmbio e juros. O dólar caiu 0,37% ontem, para R$ 3,1545, o que garantiu ao real o melhor desempenho do dia entre as principais moedas. O movimento ajudou a tirar das máximas do dia os juros futuros negociados na BM&F.
A dúvida que se coloca, porém, diz respeito à capacidade de os mercados sustentarem um viés positivo em meio à ausência de materialização de expectativas favoráveis do lado das reformas e diante da fragilidade adicional provocada pelos riscos de nova alta de juros nos Estados Unidos.

O "teste" mais aguardado está previsto para a semana do próximo dia 23, quando a Câmara dos Deputados votará denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente da República, Michel Temer. A informação foi confirmada ontem pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A postura de Maia será especialmente monitorada até lá, uma vez que em meados de setembro o presidente da Câmara teceu duras críticas ao Planalto, o que gerou mal-estar entre as partes.

Os ruídos ocorrem enquanto o governo segue gastando energia para se manter no poder, o que acaba por deixar em segundo plano as negociações para as reformas econômicas, com destaque para a da Previdência. Por ora, os patamares dos preços sugerem que investidores acreditam que a reforma será aprovada, ainda que apenas no ano que vem. Persiste a dúvida, porém, sobre a abrangência e profundidade do que pode vir a ser acordado, conforme se aproxima o período de campanha eleitoral.

"O tempo está passando, e parece que a administração terá de aceitar uma versão diluída da reforma da Previdência, que deve exigir apenas uma maioria simples dos votos" no Congresso, aponta o economista Arthur Carvalho, do Morgan Stanley, ao lembrar ainda a tramitação da reforma política. "A dúvida é se os mercados estão dispostos a esperar um novo presidente para finalmente entregar a reforma. A julgar pelos eventos no último mês, esse parece ser o caso", acrescenta.

Além das dúvidas quanto ao momento e amplitude de uma esperada aprovação da reforma da Previdência, os mercados começam a dar sinais de maior sensibilidade ao noticiário sobre a campanha presidencial de 2018. Apesar das denúncias contra o ex-presidente Lula, o petista ainda aparece na liderança em pesquisas de intenções de voto. O mercado confia, no entanto, que o noticiário contra Lula se intensifique. Isso, combinado com indicadores melhores de atividade econômica, aumentaria as chances de vitória de um candidato reformista capaz de avançar em medidas de reequilíbrio fiscal.






No curto prazo, o noticiário sobre a política monetária americana e a evolução de índices de inflação no Brasil devem mexer com os preços do câmbio e dos juros. Na sexta-feira, o IBGE divulga o IPCA de setembro, mês em que as taxas de inflação implícita embutidas em títulos públicos de prazos mais longos sofreram elevação. E na quarta-feira, a presidente do Federal Reserve (Fed, BC americano), Janet Yellen, fará discurso no qual pode voltar a dar subsídios para fortalecimento de apostas em alta de juros nos Estados Unidos.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

REAÇÃO DAS VENDAS DE ETANOL FICA PARA OUTUBRO
Publicado em 10/03/2017 as 02:40 PM

A recuperação do mercado doméstico de etanol vai atrasar um pouco. As vendas do biocombustível nos postos em agosto ficaram aquém do esperado, e analistas esperam que o volume só supere os marcos de 2016 neste mês, após quase dois anos de quedas nas comparações anuais.

O volume de etanol hidratado (usados diretamente nos tanques dos veículos) comercializado no país em agosto alcançou 1,166 bilhão de litros, conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O resultado ficou 200 milhões de litros abaixo do total vendido pelas usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul (principal polo produtor) às distribuidoras também em agosto, de acordo com dados da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica).

Essa diferença entre o que saiu das usinas e o que chegou aos tanques permaneceu com os intermediários, segundo Julio Maria Borges, diretor da JOB Economia e Planejamento. Até o início de agosto, as distribuidoras estavam com estoques mais apertados, o que as levou a incrementar as compras.

Havia uma expectativa de que as vendas de etanol hidratado aos consumidores alcançassem 1,3 bilhão de litros em agosto, já que o biocombustível havia começado a recuperar a competitividade ante a gasolina. No fim daquele mês, o produto já era mais vantajoso que o combustível fóssil em quatro Estados, após um longo período mais vantajoso apenas em São Paulo e em Minas Gerais.

Mas esse nível de vendas poderá ser alcançado apenas em outubro, segundo analistas. Em setembro, as distribuidoras já relatam um aumento das vendas de etanol da ordem de 7% a 8% em relação a agosto, segundo Martinho Ono, presidente da SCA Trading. Isso significa que o volume vendido deve ficar entre 1,25 e 1,26 bilhão de litros, ainda abaixo do volume vendido em setembro do ano passado (1,351 bilhão de litros).

Assim, as vendas ainda devem ter sido cerca de 100 milhões de litros menores que o registrado no mesmo mês do ano passado. Desde o início da safra 2017/18, em abril, as vendas de etanol hidratado já estão 1,138 bilhão de litros abaixo do total observado no mesmo período do ciclo passado. Para Borges, "se as usinas não se atreverem a subir o preço do etanol de maneira inconsequente em outubro, é possível que a partir deste mês essa perda se reverta", afirmou. Isso só deverá aconteceu, entretanto, "se as usinas respeitarem a competitividade do etanol frente a gasolina.

Ono, da SCA Trading, avalia que os preços do etanol deverão se manter competitivos na bomba até o fim do trimestre, estimulando a demanda. Atualmente, o etanol está mais vantajoso que a gasolina (abaixo de 70% do valor do combustível fóssil) em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. No Paraná, o preço médio do etanol está em 70,5% da gasolina.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

STATOIL MIRA NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIOS E AVANÇA COM PEREGRINO
Publicado em 10/03/2017 as 02:40 PM

De fora da 14ª Rodada de blocos exploratórios de óleo e gás, a Statoil se concentra, neste momento, em três iniciativas que prometem reforçar sua presença no país: ao mesmo tempo em que negocia com a Petrobras parcerias em campos maduros da Bacia de Campos, a petroleira norueguesa se prepara para participar do leilão do pré-sal este mês e avança com o desenvolvimento de seu principal projeto no país hoje: o campo de Peregrino, único ativo operacional da companhia no Brasil e que vem recebendo investimentos para uma nova fase de produção.

Localizado em águas profundas da Bacia de Campos, Peregrino receberá investimentos de US$ 3,5 bilhões numa nova fase de produção, para 2020. A fase 2 do campo ampliará sua vida útil e agregará 273 milhões de barris em reservas recuperáveis. O campo é um dos dez maiores produtores do país e está entre os 20 principais da Statoil no mundo.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP), a média de produção do campo no ano, até agosto, é de 67,5 mil barris diários de petróleo. O ativo é operado pela Statoil (60%), em parceria com a chinesa Sinochem (40%).

A norueguesa fechou, em setembro, a contratação da Technip / FMC para instalação e construção de um pacote de equipamentos submarinos. Esta é uma das últimas encomendas para o desenvolvimento da fase 2 de Peregrino. Os equipamentos serão produzidos no Brasil. Em meio à discussão sobre a proposta de flexibilização da política de conteúdo local, a Statoil se posiciona a favor das mudanças, que serão debatidas hoje em audiência pública na ANP.

A norueguesa defende que a indústria de bens e serviços no país tem condições de atender às petroleiras, mas que a política de nacionalização precisa ser direcionada para segmentos onde o país possui vantagens competitivas.

"Acredito que a gente vai conseguir contratar no país, além dos equipamentos submarinos, os serviços de perfuração de poços e a montagem", disse o vice-presidente de compras da Statoil, Mauro Andrade. "Defendemos o conteúdo local, mas um conteúdo local que seja competitivo. Focar onde o país tem vocação. O projeto de Peregrino comprova que o Brasil é competitivo em serviços de perfuração, subsea e integração [de módulos]", afirmou.

Andrade disse que a companhia ainda está avaliando se migrará ou não para o novo modelo de conteúdo local. A flexibilização é válida para contratos vigentes. As petroleiras terão a opção de manter as condições dos atuais contratos, com a garantia de recorrer ao "waiver" (pedido de perdão pelo não cumprimento dos índices de nacionalização); ou optar pelas novas regras, com exigências menores, mas ficarem sujeitos a multas, sem possibilidade de perdão.

Além de Peregrino, a Statoil possui outros dois grandes projetos no país, ambos em fase de quantificação dos volumes das descobertas: Pão de Açúcar (Bacia de Campos) e Carcará (Santos), no pré-sal.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

PETROBRAS REDUZ ENDIVIDAMENTO COM PRAZO ATÉ 2021
Publicado em 10/03/2017 as 02:40 PM

A Petrobras reduziu em 23%, ao longo dos últimos três meses, seu endividamento com prazo de amortização revisto para os próximos quatro anos. Em encontro com investidores em Nova York, o presidente da companhia, Pedro Parente, disse ontem que a empresa continuará monitorando oportunidades no mercado para alongamento da dívida.

Segundo dados apresentados pelo executivo, a estatal encerrou o terceiro trimestre com US$ 44,1 bilhões de dívidas com vencimento entre 2018 e 2021. O montante é US$ 13,4 bilhões menor que o cronograma de amortização de dívidas divulgado pela Petrobras ao fim do segundo trimestre.

"Nós vamos estar sempre preparados para bons momentos de mercado e boas oportunidades. Não tenho uma resposta se vamos ou não fazer [novas operações de alongamento da dívida]. Vamos fazer sempre que as condições de mercado forem favoráveis", disse Parente em Nova York.

A redução foi possível graças a operações de refinanciamento da dívida, para alongamento do perfil do endividamento. Parente, contudo, destacou, que a empresa só tem feito operações de reperfilamento da dívida com "custos adequados".

"Não é que se pegou tudo e jogou para daqui a dois anos. Você espalhou ao longo do tempo. Foi um trabalho bem-sucedido de reperfilamento da dívida, de alongar. E lembrando sempre que a gente só faz isso quando tem custos adequados. Não estamos pagando mais caro por isso, não", afirmou o presidente.

A Petrobras vem realizando uma série de operações de pré-pagamento, renegociação e novas contratações de financiamentos. A companhia informou que, recentemente, fechou operações de pré-pagamento de financiamentos no valor de US$ 2,666 bilhões, com três instituições diferentes: BNP Paribas (US$ 1 bilhão, com vencimento em 2019); Bank of China (US$ 1 bilhão, com prazo original para 2019); e HSBC (US$ 666 milhões, com vencimento em 2018).

A estatal também fechou uma operação com o Bank of America, para pré-pagamento de US$ 1,5 bilhão, com vencimentos originais em 2018 e 2019, e tomada de um novo financiamento no valor de US$ 1,125 bilhão, com prazos de vencimento entre 2022 e 2023.

A Petrobras também informou a negociação para alongamento de um financiamento de US$ 570 milhões com o Banco Mizuho, cujo vencimento original marcado para 2018 e 2019 foi postergado para 2021 e 2022. A petroleira também anunciou uma liquidação de uma operação de financiamento de R$ 1,4 bilhão com o BNDES, vinculado à Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, cujo processo de desinvestimento foi anunciado no dia 11 de setembro. O vencimento original da dívida era 2024.

Durante apresentação feita no "Petrobras Day", na Bolsa de Valores de Nova York, a estatal reafirmou sua meta de desalavancagem para 2,5 vezes a dívida líquida sobre o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ao fim do próximo ano.

Parente comentou, ainda, que as chances da Petrobras de cortar os investimentos previstos para este ano, para abaixo dos US$ 17 bilhões previstos, ficaram reduzidas depois que a companhia se comprometeu com um bônus de assinatura de R$ 1,8 bilhão pelos blocos arrematados na 14ª Rodada.

"Eu acho que essa chance de [o investimento] ficar abaixo de US$ 17 bilhões reduziu, inclusive por conta do leilão da semana passada", disse o executivo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

LUCRO DA ODEBRECHT ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO CAI 97%
Publicado em 10/03/2017 as 02:39 PM

A Odebrecht Engenharia e Construção (OEC) teve lucro líquido de R$ 55,3 milhões no primeiro semestre do ano, queda de 97% sobre o mesmo período de 2016, quando registrou resultado positivo de R$ 1,8 bilhão, apurou o Valor. O desempenho reflete a variação cambial no intervalo, a redução da carteira de projetos e a piora do resultado financeiro.

A receita líquida recuou 31% no primeiro semestre na comparação anual, para US$ 1,91 bilhão (cerca de R$ 6,1 bilhões, queda de 41,3%). A companhia é um dos braços do grupo Odebrecht, que tenta se reerguer após o envolvimento na Lava-Jato.

A receita bruta totalizou US$ 1,94 bilhão no período, recuo de 32%. Os negócios no Brasil, responsáveis por 16% do faturamento, tiveram a maior retração: de 54%, para US$ 310 milhões. No exterior, a queda se deu em ritmo mais lento mas ainda assim acentuado, caindo 25%.

Os números da receita constam de release de resultados divulgado pela Odebrecht para investidores e ao qual o Valor teve acesso.

No texto, a empresa explica que a redução no faturamento se deveu principalmente à diminuição de serviços para garantir que a conclusão dos contratos corresponda à capacidade de pagamento em curso dos clientes; e à diminuição de novas contratações da empresa.

A OEC encerrou junho com uma carteira de contratos de US$ 15 bilhões distribuídos em 113 contratos. Do valor total, 70% correspondem a contratos internacionais e o restante a firmados no Brasil. No fim de 2016, a carteira era de US$ 16,7 bilhões. No primeiro semestre, um contrato de US$ 99 milhões no México foi cancelado pelo cliente e outro de US$ 100 milhões no Brasil foi excluído por questões de funding.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) caiu 29%, para US$ 168 milhões. Em reais, a queda seria de 39,4%, para R$ 534 milhões. A margem Ebitda, no entanto, subiu 0,3 ponto percentual, para 8,8%. De acordo com a empresa, a alta da margem reforça a qualidade das novas contratações e a melhora da rentabilidade da empresa, "atendendo aos nossos esforços para reduzir custos, racionalizando estruturas e processos", informa no release.

O resultado financeiro foi negativo em US$ 98 milhões no primeiro semestre ante resultado financeiro positivo de US$ 453 milhões no mesmo período de 2016. Convertendo em reais, os números ficariam respectivamente em R$ 311 milhões negativos e R$ 1,7 bilhão positivos.

A alavancagem medida pela dívida líquida mais garantias (asseguradas por bônus de US$ 3 bilhões da Odebrecht Finance) sobre o Ebitda terminou o semestre em 5,81 vezes, aumento de 1,38 ponto sobre dezembro de 2016.

Hoje a OEC é cerca de um terço do que era há dois anos. Não somente por conta da Lava-Jato, mas também devido à queda de demanda de clientes cuja geração de caixa depende muito de commodities como o petróleo, cujo preço há dois anos estava em queda. São os casos de países como Angola e Venezuela. Com isso, obras que a OEC fazia em três anos vêm sendo alongadas para seis, por exemplo.

As perspectivas, contudo, são de recuperação. Neste semestre a OEC já conquistou três novos contratos que perfazem US$ 1,7 bilhão. (Colaborou Talita Moreira)
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

EXPORTAÇÃO SOBE 18,7% NO ANO E SUPERÁVIT RENOVA RECORDE
Publicado em 10/03/2017 as 02:37 PM



A balança comercial registrou mais um recorde ao alcançar um superávit de US$ 53,283 bilhões de janeiro a setembro. O resultado, puxado pela continuidade do crescimento da exportação mesmo com um real levemente mais valorizado em relação ao começo do ano, levou o governo a recalcular as projeções e estimar um superávit ainda maior que a expectativa atual de US$ 60 bilhões.

No ano, o ritmo de crescimento das exportações foi bem mais forte que o das exportações. Enquanto os embarques registraram alta de 18,7% (para US$ 139,4 bilhões) de janeiro a setembro, os desembarques subiram 8,5% (para US$ 103,2 bilhões). Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Abrão Neto, o aumento das exportações é influenciado tanto pela melhora na quantidade exportada (crescimento de 5,9%) como no preço dos produtos (12,5%).



"Pelas exportações, verificamos crescimento não só do valor, mas também das quantidades exportadas, em todas as categorias de produtos, além de aumento no número de empresas exportadoras", disse Abrão.

O efeito do aumento de preços é visto principalmente no minério de ferro, que se valorizou 52,3% entre janeiro e setembro deste ano contra igual período do ano passado. Também registram alta contra um ano antes produtos como semimanufaturados de ferro e aço (33,8%) e açúcar bruto (20,2%).

Os produtos básicos foram justamente os que puxaram os números de exportação em setembro, com crescimento de 36,7%. Eles foram seguidos pelos manufaturados (como óleos combustíveis, tratores e automóveis), que cresceram 18%; e pelos semimanufaturados (como ferro fundido e madeira serrada), que cresceram 11%.

Apesar de ainda em patamares baixos em valores, as importações no ano estão em ritmo de recuperação ao registrar o décimo mês consecutivo de aumento em relação a um ano antes, o que indica retomada da atividade interna.

"É um indicativo positivo de recuperação da economia. Confirmaremos essa tendência nos próximos meses, mas é fato que a média diária de importações vem apresentando crescimentos nos três últimos trimestres", disse o secretário. No acumulado até setembro o crescimento nas compras foi puxado pelo aumento de 35,3% em combustíveis e lubrificantes. Também subiram, embora em ritmo menor, as compras de bens intermediários (11,4%) e bens de consumo (5,7%).


No mês de setembro, a importação veio em ritmo mais acelerado, com alta de 18% contra igual mês de 2016. Na comparação mensal interanual, foi a maior taxa de crescimento do ano. O maior ritmo dos desembarques, diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), está de acordo com a melhora das expectativas para economia tanto para o quarto trimestre como para 2018.

Mantidas as expectativas atuais, diz Castro, uma reação maior das importações deve se tornar mais clara em 2018, o que deve pressionar o superávit comercial para baixo no ano que vem. A corrente de comércio, porém, que dá o tom do dinamismo econômico, deve melhorar.



Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destaca que a importação brasileira tem alta elasticidade com a atividade interna. "A importação responde rapidamente com a economia girando um pouco mais. O desempenho bom de alguns ramos industriais, como bens de consumo duráveis da linha marrom e branca, também contribuem bastante porque o volume de componentes e de insumos importados nesses segmentos é expressivo, o que puxa a importação de bens intermediários."

Por conta dessa elasticidade, o aumento das importações pode ser um sinalizador positivo, diz ele. "Mas há também o efeito do câmbio que pode fazer com que parte desse dinamismo escape para a importação." O problema, explica ele, não está somente no câmbio, mas na questão da competitividade. O que preocupa, diz Cagnin, é que a recuperação muito lenta da economia pode dificultar às empresas a incorporação de novas tecnologias, o que é um desafio não somente para melhorar como para manter a competitividade.

O Mdic chama atenção ainda para as compras de bens de capital por importadores brasileiros, que cresceram pelo segundo mês consecutivo. Após um crescimento de 6,6% em agosto, houve aumento de 34,5% em setembro, sempre na comparação interanual. "Pode indicar uma tendência de recuperação dessa linha de importações, muito relacionada a investimentos. Confirmaremos essa tendência nos próximos meses", ressaltou o secretário de Comércio Exterior.

Os dados também continuam mostrando uma melhora significativa na balança comercial de petróleo e derivados, que chegou a US$ 4,3 bilhões de janeiro a setembro. Um ano antes foi registrado déficit de US$ 446 milhões. Segundo Abrão Neto, os números são puxados pelo aumento de produção e também pela recuperação do preço da commodity (alta de 37,6%) contra um ano antes. Segundo ele, o saldo de petróleo e derivados também deve fechar o ano com superávit.

Apesar dos números positivos no acumulado do ano, os analistas do Itaú ressaltam que as exportações, que avançaram fortemente no início do ano, agora "se estabilizaram em patamar mais baixo, em linha com os preços internacionais de commodities menores". Os fortes saldos em 2017, diz relatório do banco, é garantido por importações ainda em patamar baixo.
Fonte : Valor Econômico
Data : 03/10/2017

APÓS QUATRO ALTAS SEGUIDAS, INDÚSTRIA RECUA 0,8% EM AGOSTO
Publicado em 10/03/2017 as 02:37 PM

Dado foi divulgado nesta terça-feira pelo IBGE

RIO - A indústria brasileira encolheu 0,8% em agosto, na comparação com julho, de acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. O resultado interrompe uma sequência de quatro altas seguidas no setor. A expectativa de analistas era que o setor ficasse estável, segundo sondagem da Bloomberg.

Apesar de, iinicialmente, na passagem entre junho e julho, a produção industrial ter avançado 0,8%, o número de julho foi revisado para baixo, com um crescimento de 0,7%. Tal resultado foi puxado pela melhora no segmento de alimentos e bebidas.

O setor foi o primeiro a sentir os efeitos da recessão de mais de dois anos. Mas, neste ano, com recuperação tímida, deve voltar a crescer. Segundo o mais recente Boletim Focus, divulgado segunda-feira pelo Banco Central, analistas do mercado financeiro esperam alta de 1,05% para este ano. Para o ano que vem, a projeção é de crescimento de 2,4%.
Fonte : O Globo
Data : 03/10/2017

PETROBRAS DIZ TER GANHO COM PETRÓLEO A PARTIR DE US$ 30
Publicado em 10/03/2017 as 02:36 PM

Presidente da estatal se reúne com investidores em NY e destaca mudança no perfil da dívida

Em apresentação a analistas e investidores durante o “Petrobras Day” em Nova York, o presidente da estatal, Pedro Parente, destacou ontem que a produção da companhia é economicamente viável com preços a partir de US$ 30 o barril. Em 2014, o breakeven (ponto de equilíbrio) era de US$ 43 o barril. A apresentação cita que o novo patamar ocorre num momento de maior seletividade da companhia ao buscar novas oportunidades de exploração e mudança no ambiente regulatório, com menor exigência de conteúdo local e renovação do Repetro, regime especial de tributação.

— Acima dos US$ 31 o barril, nossa carteira atual de projetos tem resultados positivos. Nosso fluxo de caixa hoje com o petróleo a US$ 50 é maior do que em 2014 quando estava a US$ 100. Isso mostra o equilíbrio e que a companhia está aumentando a eficiência e reduzindo custos — disse Parente por telefone ao GLOBO após o evento.

No mesmo dia, a companhia informou em comunicado ao mercado que fechou operações de pré-pagamento, renegociação e contratações de financiamentos no valor de US$ 6,3 bilhões.

Em 2014, a estatal previa pagar US$ 15,2 bilhões em 2018. Com as mudanças, a previsão agora é de US$ 6,2 bilhões no próximo ano:

— A mudança no perfil da dívida é extraordinária. Foi uma coincidência fechar os pré-pagamentos de várias operações, mas contribuiu para dar boa expectativa aos investidores.

A apresentação reuniu cerca de 140 investidores que, segundo Parente, mostraram interesse em aspectos técnicos das atividades exploratórias da companhia. Segundo Parente, houve redução de custos na exploração de petróleo no pré-sal, que está num patamar atual de US$ 7 por barril.

A estatal pagou antecipadamente US$ 2,666 bilhões em dívidas com vencimentos em 2018 e 2019 aos bancos BNP Paribas, Bank of China e HSBC. Foram renegociados financiamentos com o Mizuho, de US$ 570 milhões, que venciam em 2018 e 2019. A companhia fez ainda o pré-pagamento de US$ 1,5 bilhão ao Bank of America. Além disso, quitou R$ 1,4 bilhão com o BNDES.
Fonte : O Globo
Data : 03/10/2017

NORTE E PERSPECTIVA PARA O PORTO DE ITAQUI
Publicado em 10/02/2017 as 03:06 PM

Nos últimos anos o porto de Itaqui foi o maior importador de derivados de petróleo[¹] do Brasil, atingindo uma participação de cerca de 50% das importações do país em 2012. Com a instalação de um Terminal de Uso Privado em Itacoatiara (AM) no fim de 2013 e o início de operação da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, em meados de 2014, tal dinâmica foi sensivelmente alterada, reduzindo essa participação para aproximadamente 20% em 2017.



Essa queda foi motivada principalmente pela redução nas importações de diesel, que passou a ser suprido para os portos do Norte diretamente da RNEST via cabotagem, a partir do Porto de Suape, ou importado e distribuído de barcaças através do novo terminal de Itacoatiara.



Apesar do Porto de Itaqui registrar uma queda de aproximadamente 45% em três anos, de 7,7Mt em 2014 para 4,3Mt ao final de 2017[2], existe a expectativa de recuperação impulsionada pela operação da Ferrovia Norte-Sul, que permitirá abastecer a região Centro Oeste do país. Prevendo esse movimento, Raízen, Temape e Tequimar já anunciaram expansões que podem elevar a tancagem atual de 300 mil m³ em até +40%. Além disso, o início de operação do segundo berço para granéis líquidos (berço 108), esperado para até o final do ano, aumentará a capacidade para a recepção de navios de grande porte e reforça a aposta de crescimento.

[1] Combustíveis derivados de petróleo: Diesel, Gasolina, Óleo Combustível, Querosene de Aviação, Gasolina de Aviação. Fonte: Aliceweb
[2] Fonte: SIG Antaq
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

DOCAS-PB APRESENTA PROJETO DE EXTENSÃO DO PORTO DE CABEDELO EM CONSELHO
Publicado em 10/02/2017 as 03:06 PM

A Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB) participou nesta sexta-feira (29) da reunião do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) e apresentou o projeto de expansão do Porto de Cabedelo com a licitação das áreas arrendadas que vão permitir investimentos na infraestrutura no local.

A reunião contou com a presença do presidente do CAP, Disney Barroca, e da diretora presidente da Docas-PB, Gilmara Temóteo, além de representantes da Receita Federal, Antaq, Anvisa, Ministério dos Transportes, Prefeitura de Cabedelo e Capitania dos Portos.

Na ocasião, Gilmara destacou que o planejamento existente no Porto é para que um novo porto possa surgir com os investimentos. "Estamos desenvolvendo um trabalho com várias mãos e essa parceria é essencial para que no futuro tenhamos este equipamento contribuindo ainda mais para o desenvolvimento do Estado", disse.

Já o presidente da CAP, Disney Barroca, ressaltou que o Governo Federal está aberto a investimentos, mas o momento é de buscar parcerias com o setor privado. Além disso, ressaltou que o Porto de Cabedelo está inserido nos primeiros blocos de áreas a serem licitadas em relação a outros portos do país que não fizeram o estudo de viabilidade técnica.

Disney também parabenizou a iniciativa do Porto em realizar os estudos e salientou que o momento é muito bom para o Porto de Cabedelo. "A solução para melhoria do Porto sem onerar os gastos é permitir que o privado invista no público e isso o que vocês estão buscando aqui", disse.

Apresentação

O assessor de Planejamento da Docas-PB, Alessandro Marques, fez uma apresentação sobre os estudos de viabilidade técnica das áreas a serem licitadas que estão com contratos vencidos. Essas licitações vão permitir investimentos de melhorias na infraestrutura do Porto, além de potencializar as movimentações e aumentar a arrecadação com as empresas arrendatárias.

Gilmara e Alessandro também apresentaram o relatório operacional do Porto, com investimentos na implantação das novas defensas, reforma dos cabeços de amarração, implantação das novas boias, reforma do berço 101, a operação piloto ship to ship e a movimentação mensal de produtos.
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

PORTO ITAPOÁ COMEMORA 6 ANOS COM RECORDE E AUMENTO DE 34% NAS IMPORTAÇÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE
Publicado em 10/02/2017 as 03:06 PM

O Porto Itapoá completou seis anos de operação em junho deste ano. A data foi celebrada com a conquista de outro marco histórico: o recorde de 34 mil contêineres movimentados pelo Terminal num único mês (junho). O feito contribuiu para que o primeiro semestre de 2017 registrasse um expressivo incremento nos volumes de contêineres movimentados no longo curso (importações e exportações).

Em relação ao mesmo período de 2016, o Porto Itapoá registrou o maior volume de importações de sua história, com um aumento de 34%. As exportações registraram alta de 12% no período; e as cargas de Cabotagem, de 24%.

Para o Diretor Comercial do Porto Itapoá, Roberto Pandolfo, o aumento dos volumes do Porto Itapoá, ano a ano, tem um significado muito importante.

“Do ponto de vista financeiro, esse incremento é obviamente significativo e, comercialmente, o aumento constante nas cargas de importação e exportação demonstra que o Porto Itapoá está consolidado como uma importante via logística de entrada e saída para a indústria brasileira”, explica Pandolfo.

No bom desempenho geral no semestre, o destaque foi para o mês de junho. Foram 34 mil unidades movimentadas, sendo 11,2 mil unidades de exportações e 8,4 mil unidades de importações. Parte deste volume é fruto da operação especial do Terminal para atender à demanda dos clientes que enfrentaram dificuldades para movimentar suas cargas durante o período de fortes chuvas em Santa Catarina.

Situado na Baía da Babitonga (litoral Norte de Santa Catarina), em águas abrigadas, o Porto Itapoá oferece mais segurança para a navegação e as operações portuárias. Esse tem sido um importante diferencial para a cadeia logística catarinense que, mesmo em situações climáticas adversas, não precisa migrar suas operações para portos de outros Estados.

Obras de Expansão

Somada à intensa movimentação de contêineres no primeiro semestre de 2017, o Porto Itapoá está, em paralelo, desenvolvendo a ampliação de suas instalações. Com as obras de expansão, iniciadas no segundo semestre de 2016, sua capacidade de movimentação de cargas passará dos atuais 500 mil TEUs (medida padrão para contêiner de 20 pés) para 2 milhões de TEUs anuais.

Com investimentos que somam R$ 500 milhões, o projeto tem prazo de conclusão de até cinco anos. A área física do Porto passará dos atuais 150 mil m² para 450 mil m². O cais, que hoje tem 630 metros de comprimento, passará a ter 1,2 mil metros. Até maio de 2018, a previsão é de que pelo menos mais 100 mil m² de pátio e 170 metros de píer estejam prontos para a operação. Com isso, a capacidade de movimentação, já em 2018, poderá ser de 1,2 milhões de TEUs/ano.
Fonte : Portos e Navios
Data : 02/10/2017

TRANSPORTE RODOVIÁRIO NO PARANÁ MAIS QUE DOBRA E JÁ É O SEGUNDO DO PAÍS
Publicado em 10/02/2017 as 03:04 PM

As safras recordes, o crescimento do agronegócio e o novo ciclo de industrialização impulsionaram o setor de transporte rodoviário no Paraná. O setor mais que dobrou de tamanho em cinco anos e já é o segundo maior do País, atrás apenas de São Paulo, apontam dados da mais recente Pesquisa Anual de Serviços, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).



Em 2010, o setor gerava uma receita bruta de R$ 11,4 bilhões no Estado. O faturamento chegou a R$ 27,1 bilhões em 2015, um avanço de 137% no período. Com isso, o Paraná passou da quinta colocação (7,9% do movimentado no País) para a segunda posição (11,1%).

O Paraná superou Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. São Paulo, na primeira posição, gera receitas de R$ 73,6 bilhões (30,2% do total). O setor de transporte rodoviário, que inclui tanto o de passageiros quanto de cargas, movimenta R$243,8 bilhões por ano no Brasil. Em cinco anos, cresceu 68%.



“O setor de transporte rodoviário sempre foi tradicional no Paraná, por conta da movimentação agrícola, mas o processo de industrialização do Estado, incentivado pelo programa Paraná Competitivo nos últimos anos, também contribuiu para o desenvolvimento do setor”, diz Julio Suzuki Júnior, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).

POSITIVO - O setor viveu um ciclo positivo, principalmente entre 2010 e 2014, com o crescimento da economia, de acordo com Marcos Battistella, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Setcepar).

“A partir de 2015, o transporte de cargas sentiu os efeitos da crise, sobretudo com a redução da demanda da indústria e da construção civil. O agronegócio, contudo, continuou a crescer”, disse. Para Battistella, o Paraná, com o crescimento do agronegócio e a instalação de novas indústrias, tem tudo para se firmar como um dos maiores mercados do setor no País.

EMPREGOS - De acordo com o IBGE, o setor gera mais de 160 mil empregos no Estado. Entre 2010 e 2015, mesmo com a recessão, o número de pessoas ocupadas teve aumento de 48,7%, passando de de 108.623 para 161.538.

O número rendeu uma participação paranaense de 9,1% do total de pessoal empregado no Brasil. O volume movimentado por salários no setor aumentou 132% - de R$ 1,61 bilhão para R$ 3,74 bilhões. A pesquisa mostra que o número de empresas também aumentou – passando de 11.885 em 2010 para 18.295 em 2015.
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Termômetro da economia, setor continua a crescer em 2017

Em 2017, o transporte rodoviário continua a crescer. Impulsionados pela boa safra agrícola, serviços de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correios tiveram alta de 12,8% de janeiro a julho na comparação com mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE.

Suzuki Júnior, do Ipardes, comenta que o setor funciona como uma espécie de “termômetro” da economia. Se a economia vai bem, a movimentação de cargas e produtos pelas rodovias - da indústria até os pontos de venda - também aumenta.

A expectativa, de acordo com Marcos Battistella, presidente do Setcepar. Battistella, é de retomada mais forte do transporte de cargas em 2017 e 2018. “O que vemos é que alguns setores pararam de cair e outros estão retomando os serviços”, diz.
Fonte : Portos e Navios
Data : 01/10/2017

SAÍDA DE GRÃOS PELO NORTE CRESCE, MAS NÃO VENCE AUMENTO DE DEMANDA
Publicado em 10/02/2017 as 03:03 PM

Mesmo com novos portos e recordes sucessivos de embarque na região mais ao norte do país, o Brasil pode levar até 20 anos para atender à demanda por terminais de exportação, afirma o consultor Luiz Antonio Fayet.



Em 2014, o deficit de capacidade de embarque foi de 64 milhões de toneladas: 800 mil navios graneleiros carregados, o equivalente ao volume de soja que o Brasil já mandou para fora de janeiro a agosto deste ano.

A estrutura cresceu desde então, mas zerar o gargalo passado já não é suficiente. A demanda por grãos cresce de 3 milhões a 5 milhões por ano, quantidade que precisa ser incluída nas projeções.

Nos cálculos da Embrapa, se forem concluídas até 2025 as oito obras prioritárias para otimizar a saída de grãos, haverá um deficit de capacidade de embarque de cerca de 15 milhões de toneladas na região norte, que inclui os portos de Itacoatiara/Manaus (MA), Santarém e Belém/Barcarena (PA), Santana (AP) e São Luís (MA).

O problema só não é maior, diz ele, porque aumentar a capacidade de exportação dos portos é mais fácil que otimizar o escoamento das zonas produtoras até lá.

"Para o porto, se há demanda, o retorno é garantido e o investimento é muito mais fácil", afirma o analista da Embrapa Gustavo Spadotti.

Em São Luís, onde desemboca o corredor ferroviário de 1.300 km operado pela VLI, a companhia tem duas opreações, o TPSL (Terminal Portuário São Luís), na área privada da Vale, e um berço (área em que o navio atraca) na área pública do Tegram.

O sistema precisa ficar todo conectado para que possa aproveitar imediatamente novas oportunidades de demanda, diz o diretor de novos negócios, Fabiano Lorenzi.

RECORDES

Em 2016, foram 3 milhões de toneladas de grãos embarcadas. Neste ano, antes do final da safra, a ferrovia já despejou em Itaqui 3,8 milhões de toneladas de soja e 550 mil toneladas de milho, cuja safra está só começando.

A VLI, formada em 2014 por Vale (30%), Mitsui (20%), FI-FGTS (16%) e Brookfield (20%), consegue embarcar em seus terminais entre 4,5 milhões e 5 milhões toneladas de grãos por mês -o equivalente a 16 navios cheios.

No Tegram como um todo, o embarque de grãos já bateu 5 milhões de toneladas em junho, relata Ted Lago, presidente da Emap, empresa pública maranhense que administra o porto de Itaqui.

O ano deve fechar com recorde de 7 milhões e a capacidade do terminal deve dobrar para 14 milhões de toneladas em 2019, quando estiver concluída a fase 2.

Em 2021, um novo acesso ferroviário deverá receber 20 milhões de toneladas, com novos terminais para celulose, fertilizantes e para o embarque de contêineres.

DO PORTO PARA DENTRO

O movimento acontece também de fora para dentro do país. De São Luís as mesmas ferrovias e estradas que trazem soja levam combustível para sete Estados do Nordeste e do Centro Oeste.

Os planos são aproveitar as rotas de volta com fertilizantes, impulsionados pela expansão da área plantada.

Os balanços da Emap registram lucros anuais de R$ 43 milhões em 2016. Neste ano, no acumulado até agosto, a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi 43%, um dado que mostra alta capacidade de investimento com recursos próprios.

A estratégia da empresa pública é aproveitar os recursos trazidos pela exportação de grãos para sofisticar a cadeia de produção de alimentos no Maranhão, atraindo frigoríficos, abatedouros e indústrias de alimentos.

Segundo Ted Lago, o objetivo é desenvolver o Estado como grande produtor de proteína. "Se fôssemos olhar só para o retorno do acionista, provavelmente não investiríamos em um terminal refrigerado para contêineres. Mas para uma empresa pública isso faz sentido."

O fluxo de milho e soja (que alimentam os animais) e a estrutura do porto já atraíram para o Estado produtores de frango, suínos e lácteos, como os grupos Piracanjuba, Frango Americano, Notaro (Frango Natto), Ceará Alimentos e Agronor.

O próximo passo será a produção de camarão, segundo o secretário de Agricultura, Márcio Honaiser.

O Estado, que tem 70% de sua costa propícia à criação do crustáceo, vai receber um projeto do grupo Bomar que usa menos animais por área, o que leva a menos doenças, custo mais baixo e produtos mais competitivos.

Segundo Honaiser, o porto de Itaqui deve começar a exportar carne processada vindo de Goiás e Tocantins, o que pode servir de estímulo para a bovinocultura e a indústria de carne também em território maranhense.

NO CAMINHO DA NORTE-SUL

O Estado tem o segundo rebanho nordestino, mas os bois são apenas criados no Maranhão e depois enviados para o Pará para a engorda. A meta é verticalizar: criar, engordar, abater e industrializar. E exportar por Itaqui.

Mais difícil deve ser desenvolver a cadeia de fruticultura, um dos calcanhares de Aquiles do Maranhão. Na visita a São Luís, a Folha ouviu de uma dezena de pessoas, de taxistas a executivos, a frustração com o fato de que o Estado "importa" vegetais de vizinhos muito mais secos, como o Rio Grande no Norte.

Regularização fundiária e recuperação da infraestrutura, porém, ainda devem atrasar o dia em que o Maranhão vai colher as próprias frutas que plantar, segundo o secretário da Agricultura.

Mas o presidente da Emap já faz cálculos para esse dia. "A carga mais valiosa que embarca em Itaqui hoje o cobre: a tonelada custa US$ 4.700. Sabe quanto custa uma tonelada de castanha de caju? US$ 5.000", diz

Ted Lago, imaginando o dia em que embarcará contêineres do produto.
Fonte : Portos e Navios
Data : 01/10/2017

PROSSEGUEM AS OBRAS DE REFORÇO E REALINHAMENTO DO BERÇO 03 DO PORTO DE ITAJAÍ
Publicado em 10/02/2017 as 03:02 PM

Aos poucos o berço 03 do Porto de Itajaí vai tomando sua forma final construtiva. Estão sendo finalizadas as etapas de concretagem dos paramentos onde serão fixados as defensas e os cabeços de amarração dos navios.

Em Paralelo segue também a execução dos testes de perfuração e fragmentação das interferências submersas, de grande complexidade, provenientes das estruturas dos antigos berços 03 e 04 que ruíram nas enchentes de 1983 e 1984, cuja metodologia terá sua produtividade e exequibilidade aferida.



Ambos os serviços de mão de obra já estão contratados e estão sendo executados pela Serveng Engenharia e Veríssimo Serviços de Fundações e Engenharia, empresa esta subcontratada pela Serveng para os trabalhos de cravação e perfuração de interferências submersas no berço 04. Atualmente no canteiro de obras 68 (sessenta e oito) trabalhadores estão atuando diariamente para que as obras sejam entregues dentro de seu cronograma previsto para novembro deste ano (berço 03) e berço 04 até maio de 2018.



De acordo com informações da Diretoria Técnica da Superintendência do Porto de Itajaí e Gerência de Engenharia, os principais equipamentos utilizados atualmente na obra são: 01 guindaste com capacidade de 70 toneladas, 01 guindaste com capacidade de 275 toneladas, 01 cavalo mecânico com prancha, 02 caminhões Munck com capacidade de 08 toneladas, 01 Perfuratriz hidráulica SR-55, 02 balsas e 01 rebocador.

“Trata-se de uma obra portuária, porém complexa devido ao surgimento das lajes submersas encontradas a mais de 20 metros de profundidade e que não conseguiram ser removidas. Temos agora a alternativa de perfurar estas lajes para que as camisas metálicas (equipamento de proteção utilizado para perfuração de interferência submersa) ultrapassem esse obstáculo”, destacou André Pimentel, Diretor Técnico da Superintendência do Porto de Itajaí.

O berço 03 tem em sua margem 210 metros de comprimento e o berço 04 segue um traçado retilíneo de 280 metros, totalizando 490 metros de cais. Hoje na margem direita do Porto de Itajaí somente o berço 02 está operando com movimentações portuárias, pois o berço 01, localizado na área da APM Terminals e que também passa por um processo de obras no cais, pretende concluir até o final do mês de novembro, mesmo período de entrega do berço 03. Com isso, antes de encerrar 2017, o Porto de Itajaí estará operando com três berços ficando apenas o berço 04 para ser concluído dentro do primeiro semestre de 2018.

“Operar somente com um berço não nos qualifica para mercado portuário. Com a entrega concluída do berço 03 prevista para novembro e posteriormente do berço 01 da APM Terminals no mesmo mês, será fundamental e muito importante para termos condições de mais atracações e assim permitir a geração de receita para o porto público, para APM Terminals, para o município de Itajaí e para os trabalhadores de classe portuária, logística e de comércio exterior”, lembrou o Engº Marcelo Werner Salles, Superintendente do Porto de Itajaí.
Fonte : Portos e Navios
Data : 01/10/2017

PETROBRAS E STATOIL AVANÇAM NA PARCERIA ESTRATÉGICA VISANDO A OTIMIZAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DE CAMPOS MADUROS OFFSHORE
Publicado em 10/02/2017 as 03:02 PM

A Petrobras informa que assinou na sexta-feira (29), com a empresa norueguesa Statoil, um Acordo Preliminar (“Heads of Agreement” ou “HoA”), em continuidade ao Memorando de Entendimento firmado em 30/08/2016, através do qual as companhias se comprometeram a avaliar oportunidades de cooperação alinhadas às suas estratégias empresariais.

Neste acordo, as duas empresas reafirmam a intenção de trabalhar em parceria com o objetivo de ampliar as reservas de campos maduros em águas profundas, com foco inicial na região do pós-sal da Bacia de Campos. O HoA estabelece os princípios gerais do Acordo de Cooperação Técnica, visando o aumento da produção de óleo e do fator de recuperação dos campos envolvidos na parceria.

Além disso, as duas companhias, que já são parceiras em dez blocos em fase de exploração no Brasil, pretendem otimizar o aproveitamento do gás natural, incluindo a área do BM-C-33, no qual a Statoil é a operadora. Assim, o HoA também contempla os princípios gerais para o compartilhamento da infraestrutura de gás da Bacia de Campos.
Fonte : Portos e Navios
Data : 01/10/2017

NOVO SCANNER DO PORTO DE PARANAGUÁ, NO LITORAL, GARANTE SEGURANÇA EM 100% DAS CARGAS
Publicado em 10/02/2017 as 03:02 PM

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Appa, faz a inspeção de 100% das cargas que desembarcam no Terminal de Contêineres de Paranaguá, no Litoral, e entram na área pública do Porto. Novos scanners estão trazendo mais segurança no processo de importação e exportação.

O scanner de cargas da Appa fica em uma área sinalizada e cercada dentro da faixa portuária. O equipamento funciona como uma máquina de raio-X que faz a varredura completa nas cargas. A operação dura menos de um minuto.

As cargas gerais que entram na área pública por contêiner são operadas por arrendatários do Porto de Paranaguá. Entre os produtos transportados por contêiner estão bobinas de aço, pneus, brinquedos, aditivos de ração animal, ervas medicinais, eletrônicos e outros.

As imagens escaneadas são enviadas diretamente para o sistema da Receita Federal, que cruza, em tempo real, a imagem captada com os dados descritos na nota fiscal. Desta forma, o processo de fiscalização fica mais rápido e preciso.

Segundo o diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, o equipamento traz mais controle e torna mais eficiente e ágil a fiscalização e liberação de cargas que entram e saem do Porto.

O scanner de cargas também é capaz de detectar qualquer tipo de substância ilícita ou contrabandeada, como produtos químicos, armas, drogas e radioatividade. Na primeira varredura do scanner o caminhão passa por uma placa que mede a radioatividade da carga. Se dentro do contêiner houver alguma carga líquida ou substância com nível radioativo acima do normal, uma luz vermelha se acende e um sinal sonoro é disparado. Automaticamente, o caminhão é bloqueado e a carga fica retida para análise. Poucos metros à frente, o caminhão passa por uma trava, que faz a leitura em raio-X e gera a imagem da carga na central de controle.

São analisadas diversas situações, como contêineres ditos vazios, mas que contém carga; material escondido; materiais não identificados. As informações são repassadas automaticamente para a Receita Federal, juntamente com os dados da Nota Fiscal e a placa do veículo. (Repórter: Amanda Laynes)
Fonte : Agência de Notícias do Paraná
Data : 02/10/2017

PORTO DE CABEDELO FECHA SETEMBRO COM ALTA NA MOVIMENTAÇÃO
Publicado em 10/02/2017 as 03:01 PM

O Porto de Cabedelo fechou o mês de setembro com a movimentação de 91.153 toneladas de produtos e um acumulado no ano de quase 800 mil toneladas, o que representa um aumento de 10,5% com relação ao mesmo período do ano passado.

Além da exportação de 12 mil toneladas de ilmenita para a França, ainda passaram pelo Porto este mês coque verde de petróleo (Petcoke), trigo, pás eólicas e derivados de petróleo.

Ao todo, mais de 67 mil toneladas de produtos foram exportadas este ano saindo do Porto de Cabedelo. São 10.695 toneladas de granito que foram enviados para a Itália e 57.072 toneladas de ilmenita embarcadas para a Holanda.

A diretora-presidente da Docas-PB, Gilmara Temóteo, destaca que a movimentação do Porto deve ser ainda mais incrementada com a reforma do berço 101, local onde atracam navios com derivados de petróleo, além da licitação das áreas arrendadas que vão gerar investimentos na infraestrutura do local e o projeto para construção do Terminal de Múltiplos Usos (TMU).



“Temos planejado e trabalhado para trazer investimentos e parcerias para o Porto e com isso contribuir para o desenvolvimento econômico do Estado. Essas ações aliadas à ampliação da BR-230 vão deixar o nosso Porto de Cabedelo em um patamar de ainda mais destaque no cenário nacional”, disse.
Fonte : Paraíba Online
Data : 02/10/2017

NEGOCIAÇÕES ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA VIVEM SEMANA CRUCIAL
Publicado em 10/02/2017 as 03:00 PM



As negociações comerciais entre a União Europeia e o Mercosul vão viver uma semana crucial a partir desta segunda (2), em Brasília, onde os sul-americanos esperam receber uma oferta de carne bovina e etanol por parte dos europeus, que estão divididos sobre esses itens.

Após uma troca de ofertas em maio do ano passado, a União Europeia garantiu que completaria a proposta agropecuária após as eleições da França e da Alemanha. "Não apresentar a oferta seria terrível", diz uma fonte do Mercosul, principalmente quando o objetivo é alcançar um acordo até o fim do ano.



Na quinta (28), em reunião em Bruxelas, a Comissão Europeia, responsável pelas negociações comerciais, propôs aceitar 70 mil toneladas de carne bovina e 600 mil toneladas de etanol por ano de todos os países do Mercosul, disseram três fontes à AFP.

A proposta preocupou países com maior tradição agrícola. França, Irlanda, Bélgica e outros "garantem que não é a hora" de apresentar a oferta e pedem para que isso ocorra "mais para o fim das negociações", de acordo com uma fonte europeia.

Outros oito países, entre eles Alemanha, Itália, Portugal, Espanha e Reino Unido, consideram que "é um bom momento de avançar e propor algo aos países do Mercosul, para dar fôlego às negociações".

Nenhuma das fontes consultadas pela AFP confirmou se, nesta semana, a oferta europeia vai finalmente ser posta à mesa. Já são mais de 30 rodadas de negociações.

A União Europeia "ainda discute as ofertas aduaneiras" com os países, disse na sexta (29) fonte do bloco europeu, que destacou a vontade de "encontrar equilíbrio justo entre a importância de seus produtos para nossos parceiros do Mercosul e a necessidade de proteger os agricultores europeus".

OUTRAS DISCUSSÕES

Desde a troca de ofertas no ano passado, a discussão sobre o acesso ao mercado de bens, serviços e compras públicas ficou paralisada até que a UE conclua sua oferta agropecuária.

Mas isso não deteve outros grupos de trabalho, que debatem temas que terão que ser resolvidos politicamente. Sem a oferta agropecuária europeia, "depois de outubro não teremos nada para fazer, acaba o universo de assuntos técnicos", disse uma fonte.

Entre os temas abertos, ficariam questões sobre indicações de origem controlada. Outro ponto é o acesso a medicamentos. Europeus querem maior proteção às descobertas de suas companhias farmacêuticas, mas o Mercosul interpreta a questão sob ótica da saúde pública.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 02/10/2017

MERCADO VÊ INFLAÇÃO DE 2,95% EM 2017 E ESPERA CRESCIMENTO MAIOR DO PIB
Publicado em 10/02/2017 as 03:00 PM

SÃO PAULO – Os analistas do mercado financeiro deram continuidade ao ciclo de ajustes nas expectativas e reduziram novamente a projeção para a inflação para o fim deste ano e do próximo. De acordo com o boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, a previsão para a alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 saiu de 2,97% para 2,95% e a de 2018, de 4,08% para 4,06%.

Para o IPCA de setembro, que será divulgado nesta semana, o mercado também revisou para baixo a estimativa e agora espera apenas 0,10% de aumento. Na projeção suavizada para os próximos 12 meses, a estimativa foi corrigida para cima, de 3,94% para 3,97% de elevação.

Mesmo com projeções mais modestas para a inflação, os economistas mantiveram pela terceira semana consecutiva a aposta para a taxa básica de juros (Selic) em 7% no fim deste ano e do próximo calendário.

O grupo de instituições que mais acertam as previsões (Top 5) manteve inalteradas as apostas para o IPCA. Para este ano, projetam alta de 2,81% e, para 2018, de 4,09%. No caso da Selic, foi mantida a expectativa de 7% neste calendário e passou de 7,25% para 7% a previsão para 2018.

Atividade

Com o cenário de retomada gradual da atividade se consolidando, o mercado financeiro elevou novamente a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para o desempenho da economia em 2017 subiu pela segunda semana consecutiva, indo de 0,68% para 0,70% de expansão. Para o ano que vem, os economistas elevaram as apostas de 2,30% para 2,38% de avanço.

Quanto à produção industrial, foi mantida a expectativa de alta de 1,05% para este ano e de 2,40% para 2018.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

MINORITÁRIO QUESTIONA RECOMPRA DA CETREL
Publicado em 10/02/2017 as 02:59 PM

Com a aprovação da recompra da Cetrel pela Braskem, acionistas minoritários da petroquímica vão estudar que medidas podem ser tomadas para evitar a concretização do negócio. Uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) convocada para deliberar sobre o assunto na sexta-feira aprovou a aquisição do controle da empresa de serviços ambientais no Polo de Camaçari (BA), por R$ 610 milhões.

A Petrobras, que detém 47% do capital votante da Braskem, votou favoravelmente e garantiu sozinha a aprovação do negócio, enquanto a Odebrecht se absteve de participar da deliberação por ser parte relacionada, conforme havia antecipado o Valor.

O fundo de investimento Geração Futuro L. Par, minoritário ordinarista da petroquímica, apresentou voto de protesto. Os minoritários queriam impedir a estatal de participar da deliberação, sob a justificativa de que é signatária do acordo de acionistas da Braskem e, portanto, parte interessada.

A recompra da Cetrel gerou forte oposição dos acionistas minoritários da Braskem, que é controlada pela Odebrecht e pela Petrobras. O entendimento é que não há sentido comercial na aquisição neste momento, já que a própria petroquímica vendeu o controle da Cetrel em 2012 sob a justificativa de que o ativo não era estratégico.

Os acionistas afirmam que o objetivo da operação é usar a petroquímica para dar liquidez à Odebrecht em um momento de dificuldade financeira. Em entrevista ao Valor, o advogado André Dantas, que representa a Geração Futuro, a recompra da Cetrel neste momento mais parece um acordo de conveniência, uma vez que a Odebrecht" precisa de caixa para fazer frente ao acordo de leniência".

Em 2012, a Braskem vendeu a fatia de 54,2% que detinha na Cetrel e 100% da Distribuidora de Água de Camaçari (DAC) para a Odebrecht Ambiental, pelo valor de R$ 652 milhões. No fim do ano passado, a Odebrecht acertou a venda da Ambiental para o grupo canadense Brookfield, que não manifestou interesse pela Cetrel, o que levou a Braskem a apresentar uma oferta de R$ 610 milhões para recomprar a empresa.

A Braskem, por sua vez, alega que a Cetrel tem papel relevante na gestão dos processos ambientais das atividades do polo de Camaçari. "A aquisição busca garantir a segurança e a confiabilidade das operações industriais no polo, em linha com a estratégia da Braskem de reforço de sua operação petroquímica", afirmou, em nota.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

INTERESSADOS NA NORTE-SUL TENTAM DESTRAVAR FIOL
Publicado em 10/02/2017 as 02:58 PM

Grupos interessados no leilão da Ferrovia Norte-Sul, marcado para fevereiro de 2018, buscam sem alarde junto ao governo uma saída para a conclusão das obras e a concessão de outro grande projeto logístico. Trata-se da extensão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) - que rasga o interior da Bahia - até o Estado do Tocantins, conectando as duas malhas. A ideia, que encontra ressonância entre técnicos do governo, é incluir a qualificação do traçado original da Fiol no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) já no próximo ano.



A Fiol foi concebida para ir de Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, em Tocantins, mas atualmente apenas o trecho entre Ilhéus e Caetité (BA) - com 537 quilômetros e 70,03% de obras concluídas - está qualificado no PPI para ser licitado. A previsão é que o leilão ocorra durante o segundo semestre de 2018.

Há também obras no trecho de Caetité a Barreiras (BA) - mas sem perspectiva de transferência da exploração à iniciativa privada.

Tudo gira em torno de quem vencer a concessão da Norte-Sul, conforme o Valorapurou. Quem levar o ativo ferroviário terá a exploração apenas do recheio de um "sanduíche" entre a concessão da Rumo, ao Sul, e da VLI, ao Norte. Sem, portanto, acesso direto a algum porto.

Técnicos do governo já mapearam o cenário em que uma dessas duas empresas não arremate a concessão da Norte-Sul e vença uma terceira, que não está nas "pontas" do ativo. Neste caso, haveria um forte incentivo para o governo estudar a extensão do trecho da Fiol que vai a leilão, qualificando em 2018 a continuação de Caetité até Figueirópolis, no entroncamento com a Norte-Sul.

Com isso, o vencedor da Norte-Sul teria um estímulo para disputar a "Fiol estendida" e ter uma saída para o mar em vez de ficar 30 anos dependendo do direito de passagem das pontas da Norte-Sul para chegar ao litoral.



Ao se conectar à Norte-Sul, o concessionário da Fiol teria como captar cargas agrícolas que vêm da área de influência do Centro-Oeste, além de receber boa parte de grãos do Oeste da Bahia, com destaque para o município de Luís Eduardo. "É uma demanda que surge naturalmente por parte das empresas", disse uma fonte a par do assunto. Hoje, o trecho que vai a leilão atrai apenas o minério de ferro da região de Caetité.

Por enquanto não há modelagem definida de como isso seria feito, apenas cenários possíveis - sendo o mais provável primeiro a realização da concessão de Ilhéus a Caetité e num segundo momento a do restante.

"São várias opções. Uma é fazer uma concessão só até Caetité, conforme já qualificado. Caso se utilize a possibilidade de investimentos cruzados como contrapartida à prorrogação de concessões existentes para construir parte da Fiol não incluída no PPI, surgem outras alternativas viáveis econômico-financeiras", disse uma fonte do governo que acompanha o assunto.

A Lei 13.448, de junho, que trata das relicitações e prorrogações rodoviárias, aeroportuárias e ferroviárias, permite que as concessionárias de ferrovia com previsão de prorrogação no contrato renovem o prazo antecipadamente mediante investimentos novos. Os aportes podem ser feitos no próprio ativo ou onde a administração pública entender ser necessário.

Neste caso, o governo pode destinar o valor de outorga a ser pago pela prorrogação para desenvolver um tramo ferroviário não explorado pela concessionária. No caso da Fiol, seria parte da ligação até a Norte-Sul.

Hoje, a concessão da Fiol num tiro só, de Ilhéus até Figueirópolis, dificilmente pararia de pé, porque demanda muito "capex".

O governo do Estado da Bahia também trabalha para que a Fiol chegue até a Norte-Sul. Em setembro de 2016, o governo federal acordou com o governo da Bahia que fosse contratado, pelo executivo estadual, a elaboração de um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTE) da Fiol.

O estudo está avaliando toda a ferrovia, com traçado em "Y", de Ilhéus até Figueirópolis e até Campinorte (GO). Deve ser doado à União em novembro.

O governo da Bahia já disse que bancaria a extensão da Fiol nos lotes que ficam no Estado para a ferrovia poder escoar grãos da região caso o governo federal não licite a continuação do tramo baiano. "Se for necessário, faremos o pedido de autorização para colocar investimento para que a Fiol chegue no além-São Francisco", disse ao Valor o secretário de Estado da Casa Civil, Bruno Dauster.

O trecho além-São Francisco diz respeito aos lotes que passam pelos municípios de Guanambi, Bom Jesus da Lapa e chegam até São Desidério, dentro das fronteiras do Estado.

De toda forma, o governo federal só vai colocar a Fiol em consulta pública quando estiver acertada a questão do chamado Porto Sul, um complexo portuário de uso privado a ser construído nas imediações de Ilhéus para embarcar a carga transportada na Fiol.

A Fiol e o Porto Sul são integrados, mas o porto não está na lista de concessões do PPI. É um equipamento do governo do Estado.

O objetivo da Fiol tal como ela está atualmente apresentada no âmbito do PPI é viabilizar o escoamento do minério de ferro que é produzido na região, local onde está instalada a Bahia Mineração (Bamin) - forte candidata a disputar o ativo.

Na recente missão do presidente Michel Temer e empresários à China, a controladora da Bamin, a Eurasian Resources Group, assinou um memorando de entendimento com o governo da Bahia e um consórcio de empresas chinesas, para desenvolver um projeto integrado de US$ 2,4 bilhões, que inclui mina, ferrovia e terminal portuário.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

AL GANHA RELEVÂNCIA PARA AS EXPORTAÇÕES CHINESAS
Publicado em 10/02/2017 as 02:57 PM



Em 2017, pela terceira vez consecutiva, a China se encontra estacionada em 28º lugar no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial. Não são de hoje as preocupações de Pequim com a perda de competitividade de sua economia. Ainda não é momento para alarde, mas já há sinais de estagnação no avanço dos produtos chineses no mundo.

Isso pode ser visto através da participação de mercado da China nas exportações mundiais que, pela primeira vez em quatro anos, apresentou leve queda de 13,7% em 2015, para 13,2% em 2016. Neste período, a China perdeu participação de mercado em 50 países. Este grupo conta com os Estados Unidos, onde a China perdeu 0,4 ponto percentual de mercado, ASEAN (1,61 pontos percentuais) e alguns países europeus, como França e Itália (0,2 ponto percentual).



Na contramão desta tendência encontra-se a América Latina, onde a participação de mercado da China nas importações subiu de 18,2% para 18,5%. Puxados pelos países da Aliança do Pacífico, onde o crescimento foi de 0,3 ponto percentual, a China ganhou participação de mercado em praticamente todos os países da região. As exceções foram o Brasil e a Argentina, onde houve queda de um ponto percentual.

Esta queda é explicada por um conjunto de fatores, que vão desde a crise, câmbio e imposição de medidas protecionistas. Estas últimas, por sinal, não serão suficientes para conter os chineses de ingressar nos mercados brasileiro e argentino através dos outros parceiros do Mercosul, onde houve pujante crescimento chinês na participação de mercado. A China ganhou 3,6 pontos percentuais de mercado no Paraguai somente em um ano. Um exemplo interessante foi a ida da JAC Motors para o Paraguai. Apesar de inicialmente possuir planos de se instalar no Brasil, a fabricante chinesa acabou mudando de endereço dada as medidas de conteúdo local impostas pelo governo anterior.

A demanda latino-americana é favorável para a China até mesmo em áreas onde as fragilidades do complexo exportador chinês já são visíveis faz tempo. Quando se observa os dados por diferentes setores, no período de 2012 a 2016 a China já foi deslocada de setores intensivos em mão de obra, com importantes perdas de mercado no mundo em calçados (-9%), couros e peles (-6%) e têxteis (-3%). Estas áreas de produção acabaram por ser destinadas para os países do Sudeste Asiático. Entretanto, na América Latina, a China, continuou ganhando mercado nesses setores, como por exemplo, têxteis (2%), ou perdeu menos que a média global, como calçados (-2%).

Até mesmo em setores de maior conteúdo tecnológico, como máquinas e equipamentos elétricos e eletrônicos, e transporte, a China já vem apresentando estagnação no mercado mundial, enquanto continua crescendo em participação de mercado na América Latina. Assim como em setores onde a China apresentou crescimento no mercado mundial, entre 2012 e 2016, como químicos orgânicos e inorgânicos, plástico e madeira, observa-se ganho de mercado ainda mais acelerado na América Latina. Por exemplo, no caso de químicos, a China ganhou neste período um ponto percentual de mercado no mundo e três pontos percentuais na América Latina.

Ciente da perenidade de suas atuais vantagens comparativas, Pequim vem buscando lançar uma série de políticas que visam elevar os níveis de competitividade de suas empresas locais. A principal delas é a Made in China 2025. Lançada em 2013, esta política tem como principal objetivo inserir a indústria chinesa no que se chama de quarta revolução industrial. Neste momento, a China elencou dez setores como prioridades para o seu desenvolvimento industrial. Muitos destes ainda se encontram na fronteira tecnológica, como novas formas de tecnologia da comunicação e informação; robotização da produção; e veículos com novas fontes de energia e sem direção manual.

Este processo de atualização de sua indústria local não ocorre da noite para o dia. E é justo neste momento de transição que a América Latina ganha relativa importância para os produtos do atual complexo industrial chinês. Esta dinâmica, onde a China ganha mercado mais rapidamente na América Latina que em outros países e quando perde mercado, perde mais lentamente na América Latina que no resto do mundo, atribui ao mercado latino americano maior estabilidade nas trocas comerciais com a China.

Isso é positivo sobre o ponto de vista da China, dado que até o momento a região tem sido vista pelo mercado chinês principalmente pelo seu viés exportador de commodities. Por exemplo, mais de 80% das exportações da América Latina para a China se concentram em quatro setores: soja, minério de ferro, minério de cobre e petróleo bruto.

Neste momento, ficam então dúvidas sobre como os países da região diminuiriam seu grau de dependência da manufatura chinesa. Os dados mostram que seguir por um caminho de protecionismo comercial não é suficiente para espantar os concorrentes chineses. Por outro lado, a total abertura comercial faz com que os chineses avancem no mercado de forma mais rapidamente. Em outras palavras, fechar o mercado não é suficiente e demora mais para eles saírem, e abrir o mercado faz com que eles ganhem espaço mais rapidamente.

Por fim, valeria a pena a América Latina seguir o exemplo chinês e pensar de forma mais profunda em como seria possível transformar a sua manufatura local ao ponto de fazer parte da nova onda comercial que se originará a partir da quarta revolução industrial. Até lá, uma coisa é certa, os chineses continuarão por aqui.

André Soares é non-resident Fellow do Adrianne Arnst Latin America Center do Atlantic Council e ex-coordenador de Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

UM BOM PRIMEIRO PASSO NOS LEILÕES DE PETRÓLEO E ENERGIA
Publicado em 10/02/2017 as 02:57 PM

O resultado do leilão das usinas hidrelétricas operadas pela Cemig e da 14ª rodada de blocos de petróleo e gás, na quarta-feira passada, deve reforçar as expectativas em torno do programa de concessões recentemente anunciado pelo governo. Os ativos oferecidos despertaram interesse em grandes companhias estrangeiras, tiveram ágio e renderam R$ 16 bilhões aos cofres públicos. O presidente Michel Temer usou as redes sociais para dizer que "resgatamos definitivamente a confiança do mundo no Brasil".

Foi, de fato, um excelente primeiro passo na sucessão de leilões que está por vir. O governo merece reconhecimento por ter ajustado as regras do setor petrolífero, como a flexibilização nas exigências de conteúdo local, e pela postura firme diante de pleitos paroquiais, como os apresentados pela bancada mineira de deputados e senadores, desejosa de um acordo para preservar as usinas com a própria Cemig.

Apesar do lobby contrário da indústria mais protecionista e da necessidade de barganhar votos no Congresso Nacional, manteve-se uma saudável determinação rumo à modernização da economia e à arrumação de setores estratégicos, que foram duramente penalizados pelo excesso de intervencionismo estatal nos últimos anos.

É útil lembrar a contradição à qual o país foi submetido com a retórica ufanista e nacional-desenvolvimentista, enquanto os investimentos minguavam. Basta ver o caso do petróleo. No discurso, o pré-sal era nosso e somente a Petrobras teria o direito de explorá-lo. Na prática, houve uma paralisação no calendário de leilões e a estatal tornou-se, além de uma empresa saqueada pela corrupção, a petroleira mais endividada do planeta.

Outro legado lamentável: em 2016, apenas 241 poços foram perfurados no país - um terço da quantidade registrada no ano anterior- e esta é uma atividade que está em queda desde 2012.

Em lugar de aplausos ou de lamentações sobre o passado, o que importa é o futuro.

O governo de Michel Temer gastou um bom tempo corrigindo problemas das concessões feitas no passado, a exemplo da repactuação do pagamento de outorgas dos grandes aeroportos internacionais como o Galeão. Recentemente foi editada uma medida provisória que ampliou de cinco para 14 anos o prazo para a duplicação de rodovias licitadas pelo governo Dilma Rousseff.

Em 2012 a administração Dilma imaginou construir 10 mil quilômetros de trilhos no país. Nem um centímetro saiu do papel até hoje. O atual governo também não fez leilões de concessão de rodovias e ferrovias.

O programa de privatização passará por testes importantes com os dois leilões do pré-sal que ocorrerão este ano, a privatização de Congonhas e o modelo inédito de licitação de blocos de aeroportos (que vai misturar os lucrativos com os deficitários).

O verdadeiro sucesso das concessões, porém, poderá ser medido quando forem feitas licitações de projetos de infraestrutura ainda por ser construída, a exemplo da Ferrogrão, ferrovia concebida para escoar a safra de grãos do Mato Grosso para os portos da região Norte, ou mesmo para melhorias e duplicações de rodovias já existentes. Certamente, será uma experiência bem distinta dos leilões de usinas prontas, acabadas e com fluxo de caixa garantido.

Novas obras é que vão aumentar a oferta de infraestrutura no país e dar impulso aos investimentos, com impactos positivos sobre o mercado de trabalho, a produtividade e competitividade da economia brasileira.

Depois de três anos de recessão, a economia está em processo gradual de retomada do crescimento. Os primeiros sinais vieram do aumento do consumo das famílias, depois de um longo período pagando dívidas.

A recuperação sustentável, no entanto, vai depender do desempenho da taxa de investimento que está em queda desde 2014. No segundo trimestre deste ano ela foi de 15,5%, a pior performance desde o ano 2000, segundo dados do IBGE.

A inflação sob controle, a queda da taxa de juros reais para níveis mais compatíveis com o resto do mundo e a retomada da atividade econômica são fatores que ajudam a renovar o ânimo dos investidores no Brasil. Falta o ajuste das contas públicas e nele, a aprovação da reforma da previdência.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

SONDAGENS INDICAM ATIVIDADE AQUECIDA NO TERCEIRO TRIMESTRE
Publicado em 10/02/2017 as 02:56 PM

Após os resultados positivos registrados pelo PIB no primeiro e segundo trimestres, as sondagens de confiança elaboradas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) apontam para um novo resultado favorável no período entre julho e setembro. Os quatro levantamentos setoriais - indústria, serviços, construção e comércio - indicaram melhora no humor dos empresários no período, mesmo com o conturbado cenário político visto a partir de maio.

No confronto das médias do terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre, na série de dados dessazonalizados, houve melhora nos índices de todos os setores, com exceção do comércio. Em todos também, inclusive no comércio, o indicador acelerou na ponta em setembro, reforçando a leitura de recuperação gradual da economia no segundo semestre.

A confiança na indústria de transformação subiu 1 ponto para 92 pontos no terceiro trimestre e encerrou setembro em 92,8 pontos, melhor nível do indicador desde abril de 2014. No setor de serviços, o índice síntese sobe ligeiramente de 83,6 para 83,9 pontos na média do terceiro trimestre. O avanço aqui vem acompanhado de uma boa notícia para o mercado de trabalho: em setembro, a confiança cresceu ao maior nível desde dezembro de 2014, com indicador de emprego previsto para os próximos três meses crescendo 2,1 pontos. Vale lembrar que o setor é o que mais emprega no país.

Também avançou a construção civil, setor que luta para deixar para trás uma sequência de indicadores ruins. O índice subiu de 74,9 para 76 pontos no terceiro trimestre, com melhora disseminada entre os segmentos pesquisados e seis altas seguidas no quesito preparação de terreno - cenário que antecede o início de obras e pode sinalizar um segundo semestre mais favorável ao setor.

A exceção ficou com o comércio, no qual a confiança recuou no terceiro trimestre de 87,9 pontos para 85 pontos. Aqui no entanto, vale destacar a influência do cenário político e também a preocupação dos empresários com o fim da liberação dos recursos do FGTS. Tais fatores levaram a uma queda brusca entre abril e agosto, período em que o índice de confiança recuou de 89,1 pontos para 82,4 pontos. Em setembro, no entanto, o humor dos empresários voltou a subir, com o indicador crescendo 6,8 pontos para 89,2 pontos. Ainda que não seja um crescimento vistoso, recupera o nível "pré-JBS" e pode ser favorecido nos próximos meses por índices de inflação baixos e alguma melhora no mercado de trabalho, como apontado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada na sexta.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

GOVERNO PROMETE 'LIMPEZA' EM MAIS DE 140 NORMAS DO COMÉRCIO EXTERIOR
Publicado em 10/02/2017 as 02:55 PM



O governo prepara uma limpeza geral nas regras do comércio exterior. Um conjunto de 143 dispositivos - leis, decretos, portarias, instruções normativas e resoluções - precisa de mudanças. A necessidade de modernização foi identificada pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) em levantamento realizado com 27 órgãos oficiais que detêm alguma atribuição no processo de autorizar exportações ou importações.
"É uma agenda já consensuada entre todos", afirmou ao Valor a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Marcela Carvalho. São autarquias como Polícia Federal, Vigiagro, Ibama, Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e diretoria de fiscalização de produtos controlados do Comando do Exército.

Uma consulta pública deve sair, ainda em outubro, com 60 dias de duração. Haverá sugestões de aprimoramentos em pelo menos dez leis, 13 decretos e 120 atos normativos. O governo quer recolher contribuições de empresas, associações e agentes interessados. A intenção é implementar a "agenda regulatória" de mudanças entre 2018 e 2019.




Algumas modificações são quase anedóticas, como um decreto ainda em vigência que se refere à extinta Cacex - um departamento do Banco do Brasil - como principal órgão do setor.

Uma portaria de 2012, do próprio Mdic, também deve passar por alterações. Ela restringe a lista de serviços passíveis de serem cobertos por adiantamento de contrato de câmbio (ACC) ou adiantamento de cambiais entregues (ACE), dois importantes instrumentos de crédito para exportadores, com isenção de IOF.

A consulta pública, preparada em coordenação com a Casa Civil, introduz ainda discussões sobre uma minuta de decreto que deve reduzir os prazos para emissão de licenças à exportação ou importação de produtos militares. Os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores têm procedimentos de controle para o comércio de armamentos. O objetivo da medida é ganhar agilidade nos trâmites, mas sem abrir mão da prevenção ao tráfico de armas ou potenciais desvios.

"Essa agenda regulatória é uma iniciativa para conferir maior transparência, previsibilidade e eficiência na regulação aplicada ao comércio exterior", diz a secretária, que assumiu o cargo em junho, com a volta da Camex ao Mdic - o colegiado ficou um ano sendo tocado pelo Itamaraty.

Desde o retorno ao ministério de origem, a Camex teve duas reuniões do conselho de ministros. A próxima foi marcada para o dia 25 de outubro. O Gecex, instância que congrega os secretários-executivos de cada pasta, tem se encontrado mensalmente.

De acordo com Marcela, já foi criado um grupo de trabalho voltado exclusivamente a estudos no setor de serviços, que representa 73% do PIB nacional. Uma das primeiras ações concretas do grupo deve ser uma proposta, que também constaria da consulta pública, de mudança do artigo 2º da Lei Complementar 116 de 2003. O objetivo é ampliar a desoneração de ISS sobre as exportações de serviços, como já estabelece a Constituição Federal.

A redação atual da lei restringe a cobertura dos serviços que podem ser isentos da cobrança de ISS. Com a mudança, espera-se um aumento de sua competitividade no exterior, além de maior segurança na obtenção de financiamentos - como o Proex - para essas operações. "O Brasil ainda não se preparou adequadamente para o comércio exterior de serviços", resume Marcela.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

OFERTA INSUFICIENTE PÕE ACORDO EM RISCO, VÊ MERCOSUL
Publicado em 10/02/2017 as 02:53 PM

O Mercosul vai advertir a União Europeia (UE) hoje, em Brasília, que uma oferta insuficiente europeia na área agrícola descumpre o que foi acertado e coloca um alto risco de não se concluir o acordo de livre comércio em dezembro. O ambiente à véspera das discussões era de incerteza. O Mercosul não recebeu sequer indicação de que a UE apresentará as concessões, mesmo modestas, para os dois produtos sensíveis que faltam na oferta agrícola, que são carne bovina e etanol. O porta-voz de comércio da UE não respondeu às questões sobre o tema, algo inusual.



A UE receberá um rechaço do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai se apostar que vai fechar um acordo oferecendo cotas de 70 mil toneladas para carne bovina e de 600 mil toneladas para etanol, livre de tarifas - cifras mínimas e que, ainda assim, provocam revolta de protecionistas, em Bruxelas. Negociadores do Mercosul vão cobrar dos europeus que o combinado entre os dois blocos, na retomada da negociação, em 2010, foi de que fariam ofertas de acesso ao mercado melhores que aquelas apresentadas em 2004, quando quase foi fechada a barganha final. Significa que, para a carne bovina, o Brasil e seus sócios do Mercosul esperavam cota de mais de 100 mil toneladas, e para etanol de mais de 1 milhão - muito além do que Bruxelas quer propor agora.

A concessão que a Comissão Europeia, braço executivo da UE, preparou para a carne bovina do Mercosul, além de insuficiente, é um exemplo de como os detalhes escondem ganhos ainda menores. A cota seria de 70 mil toneladas para a carne bovina, mas o volume é dividido em duas subcotas: uma para carne congelada, com valor comercial bem menor, e outra para carne fresca. Essas duas subcotas são divididas ainda em outras categorias de cortes. Assim, naquela de carne fresca, só uma parte é para a Cota Hilton, composta por produto de maior qualidade e melhor preço. E na outra, deve ter uma parte de carne cozida, de menor valor.

Para se ter uma ideia, o Brasil exportou para a UE em 2016 cerca de 27 mil toneladas de carne bovina fresca, pelo valor de US$ 260 milhões. Já a carne congelada teve volume bem maior, de 37 mil toneladas, mas valor menor, US$ 228 milhões. Foram exportadas 42 mil toneladas de carne para maior uso industrial, valendo US$ 197 milhões. São detalhes que vão pesar na barganha final, se é que a Comissão Europeia terá condições de ir adiante, considerando a mobilização dos protecionistas. Amanhã, negociadores vão dar entrevista coletiva em Brasília.

O representante da União Europeia no Brasil, embaixador João Cravinho, ponderou que a rodada começa hoje, e portanto, neste não faria sentido antecipar-se ao processo negocial. Mas admitiu que é preciso avançar mais: "Também do lado europeu temos a ideia de que o progresso é insuficiente, mas é por isso mesmo que vamos sentar juntos ao longo desta semana para ver se podemos aproximar posições", disse.

Na avaliação dentro do Mercosul, ao desenhar oferta bastante piorada para dois produtos-chave, e em cima da hora, a UE coloca em risco o que esta mesmo propôs, que é anunciar um pré-acordo à margem da conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) em dezembro, em Buenos Aires.

Na sexta-feira, o grupo protecionista de 11 países liderados pela França avisou a Comissão Europeia que não estavam em condições de autorizar a apresentação da oferta com as cotas para produtos sensíveis como carne bovina e etanol.

Já o grupo de oito países favoráveis ao acordo, incluindo Alemanha, Itália, Espanha, Portugal, Reino Unido, Dinamarca, Suécia e República Checa, insistiu que a Europa não pode perder a oportunidade de fechar a negociação birregional até o fim do ano e deve apresentar a oferta ao Mercosul, em troca de ganhos em outros setores. Para negociadores, é ridículo o que está acontecendo. O valor das duas concessões agrícolas não tem comparação com o que empresas europeias vão ganhar com maior acesso ao Mercosul.

Normalmente, a rodada de discussões a partir de hoje deveria ser a largada das barganhas finais. Ou seja, é preciso haver margem para aumentar as ofertas. Mas a UE deve alergar que tem margem de manobra muito curta. Apesar da percepção na Europa de que o Brasil, sobretudo, quer fechar o acordo a qualquer preço, negociadores dizem que dentro do bloco a decisão é de continuar negociando até obter concessões satisfatórias. No ano passado, quando os dois blocos voltaram a trocar ofertas, o Mercosul aumentou a abertura do mercado para produtos industriais, serviços e em outros setores para os europeus.

A UE por sua vez tirou da mesa concessões para carne bovina e etanol, enquanto ofereceu melhora na cota para carne de frango - de 75 mil toneladas em 2004 para 78 mil toneladas. Para carne suína, que o Brasil não consegue exportar hoje para a Europa, também houve acerto de uma cota pequena com alíquota menor. Os europeus prometeram eliminar uma série de tarifas de importação principalmente para produtos industriais. Um ganho vem com a restituição parcial da redução tarifária que o Brasil tinha perdido com o novo Sistema Geral de Preferências (SGP) europeu. (colaborou Cristiano Zaia, de Brasília)
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

INFLAÇÃO BAIXA DESTE ANO DEIXA UM LEGADO BENIGNO PARA 2018
Publicado em 10/02/2017 as 02:53 PM

A inflação baixa esperada para este ano, possivelmente inferior a 3%, deixará um legado muito benigno para os índices de preços ao consumidor do ano que vem. A forte inércia, que por vários anos propagou a inflação alta do passado para o futuro, vai contribuir para moderar a variação dos indicadores em 2018. Nesse cenário, é grande a possibilidade de um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) abaixo de 4% no ano que vem, mesmo com a perspectiva de um crescimento mais forte da economia e de uma recuperação dos preços de alimentos, após a deflação deste ano.

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O economista-chefe da Santander Asset Management, Ricardo Denadai, diz ter uma visão "muito favorável para a trajetória da inflação", projetando um IPCA de 2,9% em 2017 e de 3,8% em 2018. "A inércia, que jogava contra, agora vai jogar a favor", afirma ele, que espera uma inflação de serviços em 2018 de 3,8%, inferior aos 4,7% projetados para este ano.

Um dos motivos é justamente o fato de que a inflação deste ano ficará muito baixa. Denadai acredita numa alta modesta, na casa de 2%, para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), usado para corrigir o salário mínimo. Indicador que mede o custo de vida de quem ganha até cinco salários mínimos, o INPC acumula alta de apenas 1,73% nos 12 meses até agosto, inferior aos já baixos 2,46% do IPCA, devido ao peso maior dos alimentos. A cesta de consumo do IPCA vai até 40 salários mínimos.

No IPCA, o reajuste do salário mínimo impacta diretamente os itens empregado doméstico e mão de obra para reparo. Além disso, influencia o reajuste de diversos serviços pessoais, como cabeleireiro, manicure e despachante. "O aumento do salário mínimo é uma referência muito relevante", resume Denadai. Nesse quadro, ele projeta uma inflação para o subgrupo de serviços pessoais de 3,4% no ano que vem, inferior à de 5,4% projetada para este ano.

O economista Fabio Ramos, do UBS Brasil, também ressalta que o INPC mais baixo vai segurar o aumento do mínimo. "E inflação passada menor ajuda a ter uma inflação futura menor", reforça ele, citando também os menores repasses em itens como educação, condomínio, aluguéis, contratos em geral e salários. Ramos projeta um IPCA de 2,9% em 2017 e de 3,7% em 2018, um número confortavelmente abaixo da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 4,5%.

Para ele, o grupo de serviços deve ter uma inflação ligeiramente acima da que deve ser registrada neste ano, avançando de 4,4% para 4,7%. Ainda assim, será uma variação baixa para o grupo, considerando que, entre 2010 e 2016, esses preços subiram a uma média anual de 8,2%. Ramos diz esperar uma inflação de serviços um pouco maior em 2018 porque a inflação "cheia" não será tão baixa como em 2017 e o nível de ociosidade na economia será menor. Denadai, como já dito, vê os preços de serviços crescendo apenas 3,8% no ano que vem, influenciados pelo efeito da inflação mais baixa deste ano.

Nas projeções do economista, o comportamento mais favorável esperado para os preços de serviços ajuda a aliviar a reversão de tendência dos preços de alimentos esperada para 2018. Denadai espera que o grupo alimentação no domicílio caia 2,3% neste ano e suba 6% no ano que vem. Essa projeção, porém, tem viés de baixa, diz ele. Se houver uma redução na estimativa para esse item, a projeção para o IPCA "cheio" de 2018, atualmente em 3,8%, pode ser revista para baixo.

Ramos, por sua vez, acredita que alimentação no domicílio cairá mais neste ano. Ele projeta um recuo de 4,3% para o grupo em 2017, apostando num avanço menos intenso no ano que vem - para o qual vê uma alta de 2,8%.

Denadai diz ainda que a inflação baixa vai ajudar a segurar os índices de preços pelo seu efeito sobre os salários superiores ao do mínimo. Segundo ele, "a dinâmica da inflação passada ganhou relevância para a dinâmica dos salários" na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Nesse cenário, Denadai acredita que os salários vão seguir em desaceleração nos próximos meses em termos nominais (quando não se desconta a inflação) nos próximos trimestres, também por considerar que a melhora do trabalho será gradual. Os reajustes salariais vão olhar para uma inflação inferior a 3%, ou de cerca de 2% no caso do INPC. No começo do ano, os rendimentos da Pnad cresciam cerca de 8% em termos nominais em relação ao mesmo período do ano anterior. Em agosto, o ritmo tinha caído para 4,7%.

"Em outras palavras, mesmo se o mercado de trabalho melhorar, acreditamos que salários continuarão desacelerando por mais algum tempo, aliviando custos e a inflação de modo geral", diz ele, reiterando que o fato de o salário mínimo ser reajustado por algo na casa de 2% "também vai ajudar nesse processo, contribuindo para ancorar os aumentos de outros salários.

Com a perspectiva de que a inflação baixa deste ano reforçará as projeções de um IPCA abaixo de 4% no ano que vem, o Banco Central (BC) tem tranquilidade para continuar a cortar os juros. A aposta dominante hoje é de que a Selic, atualmente em 8,25% ao ano, poderá fechar 2017 em 7%, havendo a possibilidade de reduções adicionais em 2018. Nesse quadro, um eventual aumento da taxa ocorreria apenas em 2019.
Fonte : Valor Econômico
Data : 02/10/2017

EXPORTAÇÃO DE PETRÓLEO CRESCE 14,4% EM AGOSTO; DISPARA NO ANO, DIZ ANP
Publicado em 10/02/2017 as 02:53 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A exportação de petróleo do Brasil atingiu 32 milhões de barris em agosto, crescimento de 14,4 por cento ante o total registrado no mesmo mês de 2016, informou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta segunda-feira.

No acumulado do ano até agosto, a exportação de petróleo pelo Brasil aumentou 43,1 por cento ante igual período de 2016, segundo a ANP.
Fonte : Extra
Data : 02/10/2017

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO DO BRASIL RECUA EM AGOSTO, DIZ ANP
Publicado em 10/02/2017 as 02:52 PM

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de petróleo no Brasil em agosto totalizou 2,576 milhões de barris por dia (bbl/d), uma redução de 1,8 por cento na comparação com o mês anterior e de 1,3 por cento em relação a igual período de 2016, informou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já a produção de gás natural do país totalizou 112 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d), uma redução de 2,8 por cento em relação ao mês anterior e um aumento de 2,8 por cento ante agosto de 2016.

A ANP ainda destacou que o aproveitamento de gás natural no Brasil no mês passado alcançou 97 por cento do volume total produzido, superando o recorde registrado em setembro de 2016.

"A queima de gás totalizou 3,4 milhões de metros cúbicos por dia, uma redução de 19,8 por cento se comparada ao mês anterior...", disse a ANP, lembrando que a principal contribuição foi a redução do gás queimado pela plataforma P-66, ainda em fase de comissionamento, devido ao melhor aproveitamento do gás para consumo interno e ao início da injeção de parte do gás produzido.

A redução em relação a julho se deve, principalmente, às paradas programadas dos FPSOs Cidade de Maricá e Cidade de Itaguaí, ambos instalados no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, explicou a agência.

A produção total de petróleo e gás natural no país foi de aproximadamente 3,280 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).

A produção do pré-sal em agosto totalizou aproximadamente 1,573 milhão de barris de óleo equivalente por dia, uma redução de 2,5 por cento em relação ao mês anterior, disse a ANP.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural. Produziu, em média, 675 mil bbl/d de petróleo e 28,5 milhões de m3/d de gás natural.
Fonte : Extra
Data : 02/10/2017

DRAGAGEM DO PORTO DE VITÓRIA É ENTREGUE NESTA SEGUNDA-FEIRA (2)
Publicado em 10/02/2017 as 02:52 PM

A entrega acontece um dia antes do encerramento do contrato de serviço, que vence na terça-feira (3).

A dragagem do Porto de Vitória vai ser entregue nesta segunda-feira (2). A entrega acontece um dia antes do encerramento do contrato de serviço, que vence na terça-feira (3).

Segundo o presidente da Codesa, Luís Claudio Montenegro, as novas profundidades do canal, dos berços e da bacia de manobra vão garantir o acesso de navios maiores, que vão representar um aumento de 30% na movimentação de carga no Porto de Vitória.

Atualmente, são movimentadas seis milhões de toneladas e, a partir da obra, a expectativa é chegar a oito milhões de toneladas, por causa dos navios maiores.

O Porto vai ter capacidade para receber navios com até 70 mil toneladas de carga, hoje limitado a cerca de 35 mil toneladas.

Com a conclusão da dragagem, já foram fechadas linhas diretas com a Ásia, Europa e Estados Unidos. Uma vez por mês, por exemplo, são 600 contêineres para os Estados Unidos, sem precisar passar por outro porto.
Fonte : Globo.com
Data : 02/10/2017

ODEBRECHT ÓLEO E GÁS VINCULA BÔNUS DE EXECUTIVOS A METAS DE CONFORMIDADE
Publicado em 10/02/2017 as 02:51 PM

Empresa que presta serviços para a indústria petrolífera, vai mudar de nome até o fim deste ano



RIO - A Odebrecht Óleo e Gás (OOG), braço do setor de petróleo do grupo Odebrecht, informou que alterou as regras de distribuição de bônus para seus executivos, que agora estão atrelados a metas de conformidade e ao programa de integridade da empresa. Segundo a empresa, o objetivo da mudança é “reforçar o comprometimento da alta direção com o tema.” Uma dessas metas é garantir, a partir deste ano, que todos os integrantes participem dos treinamentos anticorrupção e de boas práticas.



A OOG informou que já treinou 3.200 colaboradores no novo Sistema de Conformidade da empresa, incluindo aqueles que ficam nas plataformas e sondas em alto mar.

A empresa também está em pleno processo para mudança do nome da logotipo, como vai ocorrer com as demais empresas do grupo Odebrecht. O objetivo é que isso ocorra na OOG ainda este ano. De acordo com uma fonte próxima, a companhia tem pressa em desvincular sua imagem da holding envolvida no escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato.

A OOG tem seis sondas de perfuração afretadas pela Petrobras e duas FPSOs (navios-plataformas) de produção, o Cidade de Itajaí e Pioneiro de Libra, ambos nos campos do pré-sal na Bacia de Santos.

De acordo com a empresa, além dos funcionários, cerca de 1.300 fornecedores estão sendo submetidos a uma avaliação de riscos para garantir que estejam de acordo com as regras de conformidade da OOG e para minimizar riscos de corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo a lei anticorrupção, em vigor desde 2014, a empresa contratante de um serviço pode ser responsabilizada por atos impróprios praticados por uma companhia terceirizada. Por conta disso, a OOG explicou que, se for necessário, realizará uma auditoria in loco nas instituições parceiras.

“A intenção é que todos os envolvidos nos negócios da Odebrecht Óleo e Gás estejam alinhados e seguindo as melhores práticas de governança existentes no mercado”, afirma a empresa em nota.

A Odebrecht Óleo e Gás informou que, desde o ano passado, investe no Sistema de Conformidade, para combater e prevenir atos de corrupção, má conduta e desvios éticos.

No Sistema de Conformidade adotado pela OOG foi criado, também, o Canal Linha de Ética, um espaço exclusivo e confidencial para recebimento de denúncias — externas e internas — de atos que não condizem com normas internas e as leis vigentes.

A OOG é uma empresa prestadora de serviços para a indústria de petróleo, com atuação no Brasil e no exterior. Fundada em 2006, ela presta serviços para a indústria de óleo e gás na área de exploração e produção de petróleo no Brasil e exterior tanto na fase exploratória com sondas de perfuração, e com afretamento de plataformas para produção de petróleo.
Fonte : O Globo
Data : 30/09/2017

RETOMADA DE EXPLORAÇÃO NA BACIA DE CAMPOS VAI BENEFICIAR O RIO
Publicado em 10/02/2017 as 02:50 PM

Blocos de Petrobras/Exxon terão investimentos de R$ 570 milhões



A 14ª Rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP) proporcionou à Bacia de Campos, afetada pela queda na produção e sem oferta de novas áreas há dez anos, um momento de Fênix: foi alvo de forte disputa, com seis blocos arrematados pela Petrobras, em parceria com a gigante americana Exxon Mobil — que ainda levou outros dois sozinha. A exploração desses blocos significará uma importante injeção de recursos no país, principalmente na economia do Estado do Rio, que passa por uma grave crise financeira. Afinal, os seis blocos arrematados pelo consórcio Petrobras/ Exxon estão bem em frente ao litoral fluminense.



O secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Rio, Christino Áureo, destacou que o estado começará a ser beneficiado com a reativação de atividades de apoio offshore (no mar). Os investimentos mínimos na fase exploratória inicial são estimados em R$ 634 milhões, nos oito blocos, durante os próximos sete anos. Os municípios de Macaé e São João da Barra, ressaltou o secretário, serão beneficiados pelo fato de já terem infraestrutura portuária.

— Os dois municípios já têm infraestrutura portuária, assim como Campos e outros do Norte Fluminense. O interesse da Petrobras e Exxon sinaliza o grande potencial na região — afirmou Áureo.

Estimativas da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) dão conta que, dos R$ 634 milhões de investimentos mínimos, R$ 570 milhões serão nos seis blocos do consórcio Petrobras/ Exxon, em frente ao litoral do estado. Os outros dois ficam um pouco mais acima.

‘IMPACTO RELEVANTE’

A expectativa da retomada da atividade da indústria petrolífera fluminense se deve ao fato de que, dos quatro poços previstos, três serão perfurados na área que fica em frente ao Estado do Rio. E essa é a fase em que há mais demanda por bens e serviços, como de levantamento e processamento geofísico; perfuração de poços, perfilagem, cimentação e completação de poços; estudos sísmicos; afretamento e operação de embarcações especiais (sondas e apoio marítimo).
A Firjan calcula que, com o compromisso de 18% de conteúdo local, no mínimo R$ 100 milhões poderão ser demandados para a economia fluminense. Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, o potencial de abertura de vagas é grande: a contratação de uma sonda de perfuração gera mil empregos.

— Se eles descobrirem um campo no porte que esperam, haverá um impacto muito relevante na economia. E todo o apoio à indústria offshore fica entre Macaé e Porto do Açu. A região nordeste do Estado do Rio será beneficiada a curto prazo com a movimentação dos serviços de apoio às atividades exploratórias — observou Oddone.

Adriano Pires Rodrigues, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE), destacou que os seis blocos têm elevado potencial, devido à vizinhança de três grandes campos gigantes: Marlim, Albacora e Roncador.

Karine Fragoso, gerente de Petróleo e Gás da Firjan, lembrou que os municípios que serão beneficiados no futuro com os royalties desses blocos são os mesmos que, nos últimos anos, amargaram forte queda na arrecadação:

— Dos quatro poços previstos, três serão aqui em frente ao Rio de Janeiro e vão demandar investimentos e reativar a encomenda de bens e serviços.
Fonte : O Globo
Data : 30/09/2017

GOVERNO DO RJ APRESENTA PROJETO DE EXPORTAÇÃO PARA O PORTO DO AÇU, EM SÃO JOÃO DA BARRA
Publicado em 09/29/2017 as 03:25 PM

O Governo do Rio, por meio da Secretaria da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico, apresentou ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços o projeto de criação de uma Zona de Processamento de Exportação (ZPE). A zona especial deverá ser implantada no Distrito Industrial de São João da Barra. Por serem áreas de livre comércio com o exterior, que possuem diversos benefícios, as ZPEs têm sido estratégicas para o sucesso de economias de países de diferentes perfis, entre eles México, Costa Rica, Índia e China.

A ZPE do Açu deverá abrigar diversos tipos de indústrias, já tendo uma empresa do segmento de rochas ornamentais interessada em se instalar na futura zona. A área de 185 hectares destinada ao projeto é formada por terrenos sob domínio da Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro (Codin).

A escolha da região do Açu se deve à existência do porto e de infraestrutura física (energia, sistema de água, telecomunicação, entre outros itens), além de a área selecionada já contar com licenciamento ambiental. A criação da ZPE do Açu é uma iniciativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Livre comércio

As ZPEs são áreas de livre comércio com o exterior destinadas à instalação de empresas voltadas para atender indústrias cuja produção seja majoritariamente destinada ao comércio internacional. As empresas localizadas em ZPEs têm que destinar, pelo menos, 80% da produção para o mercado externo, podendo comercializar os 20% restantes no país, com o devido recolhimento de impostos sobre essa destinação. Neste momento, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que visa aumentar para 40% as vendas destinadas ao mercado interno.
Fonte : Portos e Navios
Data : 28/09/2017

MINISTRO DEFENDE AMPLIAÇÃO DA AUTONOMIA DO PORTO DE SANTOS
Publicado em 09/29/2017 as 03:25 PM

Em entrevista exclusiva ao Grupo Tribuna, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, declarou na manhã desta quinta-feira (28) ser favorável a ampliar a autonomia administrativa do Porto de Santos e dos demais complexos brasileiros. Ele abordou a questão durante sua visita ao Porto de Antuérpia, o principal da Bélgica, ao lado da comitiva do Santos Export, formada por empresários e autoridades do complexo santista.

Essa é uma proposta há muito tempo defendida pelo setor. Segundo Quintella, um grupo de trabalho será criado nas próximas semanas para estudar o assunto e ele aguardará a avaliação desta equipe para definir como ampliar essa autonomia. Ao final, ele enfatizou que o governo federal é favorável à medida.

Santos Export

A viagem complementa a programação da 15ª edição do Santos Export – Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos, realizado pelo Grupo Tribuna e Una Marketing de Eventos nos últimos dias 11 e 12, em Santos. O evento, consolidado como um dos principais seminários portuários do País, debate as estratégias de desenvolvimento do cais santista, encerrando com uma visita técnica a complexos marítimos internacionais.
Fonte : Portos e Navios
Data : 28/09/2017

SAFRA DE TRIGO DO PARANÁ FICA 26% ABAIXO DO ESPERADO COM CLIMA RUIM
Publicado em 09/29/2017 as 03:25 PM

Após uma série de adversidades climáticas, incluindo geadas, estiagens e chuvas em excesso, a safra de trigo do Paraná deste ano deve fechar quase 1 milhão de toneladas abaixo do inicialmente projetado, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pelo Deral (Departamento de Economia Rural do Estado).

O Estado, principal produtor brasileiro de trigo, deverá colher em 2016/17 quase 2,3 milhões de toneladas do cereal, segundo o órgão vinculado à Secretaria de Agricultura paranaense. Em agosto, a estimativa era de 2,6 milhões de toneladas e, antes dos problemas com o clima, de 3,1 milhões de toneladas.

Na safra 2015/16, a produção de trigo no Paraná foi de 3,48 milhões de toneladas, uma de suas maiores colheita.

O Paraná responde por boa parte da produção de 5,2 milhões de toneladas esperada em 2017 pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para todo o país, que importa a maior parte de suas necessidades.

As adversidades começaram em julho, quando fortes geadas afetaram 30% da área suscetível a perdas. No início de agosto, a seca agravou as perdas, enquanto chuvas no começo da colheita pioraram ainda mais a situação.

A nova estimativa do Deral leva em consideração uma produtividade de 2,4 mil toneladas de trigo por hectare, em uma área de 962 mil hectares —até o momento, a colheita chega a 65%. Fonte : Portos e Navios
Data : 28/09/2017

PETROBRAS PAGARÁ R$ 1,8 BI EM BÔNUS POR AQUISIÇÃO DE 7 BLOCOS DE PETRÓLEO
Publicado em 09/29/2017 as 03:24 PM

A Petrobras pagará um total de R$ 1,8 bilhão em bônus de assinatura pela aquisição de sete blocos, sendo seis "offshore" e um terrestre, na 14ª Rodada de Licitação de blocos de petróleo e gás realizada nesta quarta-feira (28) pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Em comunicado, a Petrobras informou que o valor representa 0,8% dos investimentos previstos no Plano de Negócios 2017-2021 e será remanejado dentro do orçamento.

Nos blocos marítimos, a Petrobras será operadora com 50%, em parceria com a Exxon Mobil, que detém os outros 50%.

A 14ª Rodada de Licitação de blocos de petróleo e gás terminou com um bônus total recorde de R$ 3,84 bilhões, com 95% desse montante sendo arrecadado em lances por blocos na Bacia de Campos, feitos por Petrobras e Exxon Mobil, que voltou a realizar grandes investimentos no Brasil.

"O consórcio com a ExxonMobil na Bacia de Campos representa o início de uma parceria promissora e possibilitará a captura de sinergias através das excelências técnicas de ambas as empresas", disse a Petrobras em comunicado divulgado na noite desta quarta.
Fonte : Portos e Navios
Data : 28/09/2017

ANTAQ ATUALIZA CARTA DE SERVIÇOS
Publicado em 09/29/2017 as 03:23 PM

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ acaba de atualizar a sua Carta de Serviços. O documento, que já está disponível para consulta no Portal da Agência, coloca à disposição da sociedade os serviços prestados pelas áreas finalísticas da Autarquia (Outorga, Regulação, Fiscalização e Estudos, Pesquisas e Sustentabilidade), pela Ouvidoria, bem como por suas áreas de apoio (Superintendência de Administração e Finanças/Gerência de Recursos Humanos, Secretaria de Planejamento e Coordenação Interna, Secretaria-Geral e as Assessorias de Relações Institucionais, Relações Internacionais e Comunicação Social).

“As informações estão organizadas pela Descrição do Serviço, os Canais de Acesso e a Documentação necessária para a obtenção do serviço desejado e o detalhamento dos ritos e prazos envolvidos no processo”, como explica o secretário de Planejamento e Coordenação Interna da ANTAQ, João Augusto Cabral.

Com a nova Carta de Serviços, Cabral garante que os cidadãos, empresários, entidades de classe do setor aquaviário, estudantes, imprensa e demais agentes sociais que tenham interesse nos serviços prestados pela ANTAQ passam a ter acesso mais fácil a informações atualizadas sobre o funcionamento da Agência e os produtos que a Autarquia entrega para a sociedade.
Fonte : Portos e Navios
Data : 28/09/2017

CRE BUSCA VIABILIZAR TRECHO DE HIDROVIA QUE ATRAVESSA O MERCOSUL
Publicado em 09/29/2017 as 03:23 PM

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) vai realizar uma audiência pública buscando soluções para viabilizar a hidrovia dos rios Paraguai/Paraná. A audiência, cuja data ainda será definida, ocorrerá por sugestão do presidente Fernando Collor (PTC-AL) e será realizada em conjunto com o grupo parlamentar Brasil-Argentina.

Estão sendo convidados para a audiência o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Adalberto Tokarski, além de representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Câmara de Infraestrutura do Agronegócio e do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Potencial

Collor menciona no requerimento aprovado que o grupo parlamentar Brasil-Argentina definiu recentemente seu plano de trabalho, em que surgiu como uma das prioridades a superação dos entraves na hidrovia Paraguai/Paraná.

Ele lembra que a hidrovia entre Cáceres (MT) e Nueva Palmira, no Uruguai, possui um "enorme potencial" no escoamento de commodities e minérios. Ela percorre 3.442 km em cinco países (Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai), margeada por um contingente populacional  estimado em 25 milhões de habitantes.

O presidente da CRE menciona ainda que o grupo parlamentar Brasil-Argentina comprometeu-se com autoridades de ambos os países a analisar o trecho brasileiro da hidrovia, que é dividido em Tramo Norte (de Cáceres-MT a Corumbá-MS, com 680 km) e Tramo Sul (de Corumbá-MS à foz do Rio Apa, com 590 km).

O objetivo é apresentar um documento oficial com sugestões de políticas públicas nas áreas de governança, regulamentar, jurídica, econômica e de infra-estrutura na superação dos gargalos buscando viabilizar a hidrovia.

"O transporte hidroviário é o modo mais econômico no deslocamento de grandes volumes a grandes distâncias. A hidrovia em questão é usada no transporte de 7 milhões de toneladas anuais, mas por diversos fatores deixou de ser relevante para commodities como a soja, que é exportada para mais de 70 países. E por falta de racionalidade a hidrovia também não é utilizada para importação. Assim, empurradores e barcaças voltam vazios", apontou o senador no requerimento, lembrando que os produtores acabam se rendendo ao "custoso modal terrestre".

Acordos internacionais

Também na reunião desta quinta-feira, o colegiado deu seu aval a três acordos internacionais de colaboração no campo da educação firmados pelo governo brasileiro com a Eslovênia (PDS 163/2017), com Zâmbia (PDS 166/2017) e com San Vicente e Granadinas (PDS 165/2017). A análise destes acordos seguem para o Plenário do Senado.
Fonte : Portos e Navios
Data : 28/09/2017

COM HUB NO CE, CLIA ENXERGA CHANCE DE NAVIO
Publicado em 09/29/2017 as 03:23 PM

A confirmação de que Fortaleza foi escolhida pela Air France para abrigar o hub da companhia aérea, em parceria com a KLM e a Gol, apresenta a grande possibilidade de aquecer o mercado de cruzeiros no Ceará. De acordo com o site Pan Rotas, o presidente da Cruise Lines International Association Brasil (Clia Brasil), Marco Ferraz, vê na oficialização da ligação direta entre o Nordeste do Brasil e o continente europeu a oportunidade de fomentar o setor.

"Estamos de olho nesse hub da Air France-KLM para, porque não, trazer um navio, mesmo que pequeno, para navegar no Nordeste", afirmou.

Ferraz participou da abertura da 45ª Abav Expo e 48º Encontro Comercial Braztoa, na última quarta-feira (27), em São Paulo.

Segundo o site, o presidente da Clia Brasil ainda explicou que o momento da chegada dos voos diretos a Paris (na França) e Amsterdã (Holanda), podem ser vistos pelo mercado como "o primeiro passo para expandir uma malha aérea que ajude a estabelecer uma demanda nacional e internacional, já que o nordestino não tem a intenção de viajar pela própria costa da região".

Isso, conforme a publicação, impulsionaria o desejo pelos cruzeiros marítimos no litoral da região Nordeste.

Conforme dados apresentados por Marco Ferraz, cerca de 54% dos viajantes de cruzeiros do País são de São Paulo, enquanto 16% são do Rio de Janeiro e 8% de Minas Gerais. Na região Nordeste, porém, são poucos os que compram o produto. "Temos que atrair um público de fora (do Nordeste)", concluiu o presidente da Clia Brasil.

Setor

Na última temporada, segundo estudo próprio da Clia Brasil, a indústria de cruzeiros conseguiu ultrapassar a projeção inicial do número de passageiros em 2016, alcançando 24,7 milhões de viajantes, quando estavam previstos números até 24,2 milhões, mundialmente.
Para 2017, a expectativa era de 25,8 milhões de passageiros em todo o mundo, ate o fim do ano. Entre os destinos mais vendidos, estão: Caribe (35%), Mediterrâneo (18.3 %), Europa(11.1 %), Asia (9.2 %), Australia/Nova Zelândia/Pacífico (6.1 %), Alasca (4.2 %) e América do Sul (2.5 %).

Dragagem

Um dos principais gargalos na questão do tráfego marítimo na Capital cearense é a profundidade do terminal, que não permite ao barco ancorar. O Ministério do Trabalho prometeu para o fim deste ano o início das intervenções de adequação do equipamento para que as embarcações possam se aproximar.

"Em relação a dragagem do Porto de Fortaleza o Ministério está aguardando a finalização do projeto básico que está sendo elaborado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias - INPH. O valor do empreendimento é de R$ 35 milhões (obra+apoio+gerenciamento ambiental). A previsão para a assinatura do contrato é até dezembro deste ano", informou, em nota enviada à reportagem.

De outubro deste ano a março do próximo, período que compreende a temporada 2017/2018 do mercado de cruzeiros, há 15 navios previstos para atracar no Porto de Fortaleza.

O primeiro chega no dia 24 do próximo mês. Janeiro, com cinco navios, e fevereiro, com quatro embarcações atracando, serão os meses mais movimentados da estação.
Fonte : Diário do Nordeste
Data : 29/09/2017

COMITIVA DO SANTOS EXPORT VISITA PORTO DE ZEEBRUGGE, NA BÉLGICA
Publicado em 09/29/2017 as 03:22 PM

Nesta sexta-feira ocorre o terceiro e último dia de visitas do grupo aos complexos belgas



Na concorrida costa europeia do Mar do Norte, o Porto de Zeebrugge, na Bélgica, aposta em localização, águas profundas, a oferta de áreas e, principalmente, a restrição a operações poluidoras para atrair cargas e se consolidar como o terceiro complexo marítimo do país.

A estratégia de crescimento de Zeebrugge foi debatida pelo gerente de vendas da autoridade portuária, Pepjin De Cresse, com executivos e autoridades do Porto de Santos nesta manhã, na sede do órgão. O encontro ocorreu durante o terceiro e último dia de visitas do grupo aos complexos belgas.

A viagem complementa a programação da 15ª edição do Santos Export - Fórum Internacional para a Expansão do Porto de Santos.



Após a reunião, a comitiva conheceu as instalações de Zeebrugge, como sua eclusa de acesso, terminais de líquidos, contêineres (de águas profundas) e carros, os centros logísticos e seus quebra-mares. O complexo é o líder mundial em movimentação de veículos e o maior da Europa em operações ro-ro (com as cargas sendo embarcadas ou desembarcadas sobre plataformas, por rampas na lateral ou na popa dos navios).

A agenda conclui a série de visitas a portos da Bélgica. Ela teve início na quarta-feira, em Ghent. Nesta sexta-feira (29), o grupo esteve em Antuérpia, o principal do país.
Fonte : Portos e Navios
Data : 29/09/2017

MENOS BUROCRACIA PARA INCENTIVOS
Publicado em 09/29/2017 as 03:22 PM

A política de atração de investimentos de Pernambuco ganha um instrumento mais forte. O governo publicou ontem no Diário Oficial do Estado a portaria que regulamenta o Programa de Estímulo à Indústria do Estado de Pernambuco (Proind), instrumento criado em julho deste ano e que simplifica as condições para conceder incentivos fiscais às empresas que quiserem instalar plantas industriais em solo pernambucano. A ideia é manter no mesmo os benefícios atuais, com regras mais flexíveis de acesso, dentro do plano de ganhar mais competitividade na concorrência com outros estados.

De acordo com o diretor geral de política tributária da Secretaria da Fazenda de Pernambuco (Sefaz-PE), Roberto Abreu e Lima, o Proind é uma alternativa simples ao Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), que há mais de dez anos reúne a legislação atual das políticas de concessão de benefícios fiscais para investidores. “É uma redução das etapas necessárias para conseguir redução de carga tributária para poder investir em Pernambuco. Antes, por exemplo, o Prodepe exigia uma série de obrigações, mais de dez documentos, precisava de aprovação no Conselho Industrial (Condic), de decreto concedendo o benefício, até conseguir usufruir. Agora, habilitar-se ficou mais simples. São três itens: apresentar o ICMS (Imposto sobre Circulação de mercadorias e Serviços) mínimo a recolher, que varia por setor; realizar o depósito no Fundo Estadual de Equilíbrio Fiscal (FEEF) e quitar a taxa de administração à AD Diper (Agência de Desenvolvimento de Pernambuco)”, detalhou. “Agora é um pedido simples, informando o investimento a ser aplicado, qual a cidade e a geração de empregos prevista”, complementou.

A regulamentação publicada ontem vale a partir de 1º de setembro, mas o Proind já estava disponível desde julho. Quem aderiu ao Proind neste intervalo precisa informar à Sefaz para ser registrado pós-regulamentação, o que garante a segurança jurídica que valida qualquer investimento feito.

As vantagens fiscais podem chegar a 95% de desconto no crédito presumido do ICMS, dependendo da localização onde o investimento será feito. Quanto mais longe da Região Metropolitana do Recife, maior é o desconto. “O Proind chega em um momento importante de recuperação econômica para desburocratizar a concessão de incentivos fiscais ao setor industrial, que é tão importante para Pernambuco. O programa abre a possibilidade para o benefício por credenciamento, sem a necessidade de apresentação de projeto e até mesmo da publicação de algum decreto. A iniciativa visa dar maior competitividade ao estado, em relação aos demais, onde há mais burocracia”, ressaltou o secretário da Fazenda, Marcelo Barros.
Fonte : Diário de Pernambuco
Data : 29/09/2017

SIDERÚRGICAS E VALE PRESSIONAM E BOLSA ACUMULA SEXTA BAIXA; DÓLAR CAI 0,3%
Publicado em 09/29/2017 as 03:21 PM



Em sessão de intenso vaivém, a Bolsa brasileira fechou no vermelho pelo sexto pregão seguido, sob peso de ações de siderúrgicas e da Vale. No mercado cambial, o dólar interrompeu a série de três valorizações e caiu para R$ 3,18 nesta quinta (28).

O Ibovespa, que reúne as ações mais negociadas, recuou 0,31%, para 73.567 pontos. O volume financeiro foi de R$ 8,6 bilhões, em linha com a média diária do ano (R$ 8,3 bilhões).



O dólar comercial teve recuo de 0,34%, para R$ 3,183. O dólar à vista caiu 0,07%, para R$ 3,182.

A sexta queda do mercado acionário ocorreu após um pregão em que o mercado demorou para definir uma direção. "A Bolsa rompeu máxima, perdeu a mínima,e terminou numa discreta baixa. Houve muita indecisão, mas já começa a ter uma briga para impedir que a Bolsa caia na velocidade que vinha caindo nos últimos dias", afirma Alexandre Wolwacz, sócio-fundador do Grupo L&S.

Apesar das seis quedas, a Bolsa caminha para o quarto mês de valorização, após bater recordes durante setembro.

Nesta quinta, a desvalorização do minério de ferro e do aço afetou as ações de siderúrgicas. A queda deriva da preocupação com a demanda da China pelas commodities.

Os papéis da mineradora Vale acompanharam o mercado externo e caíram. As ações ordinárias recuaram 0,56%, para R$ 31,75. As ações preferenciai se desvalorizaram 1,01%, para R$ 29,26.

As ações da Usiminas lideraram as baixas do Ibovespa, com queda de 4,77%. Os papéis da Gerdau recuaram 2,69%, e a CSN caiu 2,05%.

No setor financeiro, as ações do Itaú Unibanco caíram 0,53%. Os papéis preferenciais do Bradesco caíram 1,26%, e os ordinários tiveram queda de 1,35%. As ações do Banco do Brasil se desvalorizaram 0,83%. As units -conjunto de ações- do Santander Brasil tiveram baixa de 1,09%.

LEILÕES

As ações da Petrobras subiram, ainda sob impacto favorável do leilão de blocos de petróleo na quarta-feira e também depois que o conselho de administração da estatal autorizar o registro da BR Distribuidora na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o pedido de adesão ao Novo Mercado, segmento de regras de governança mais rígida da Bolsa.

As ações preferenciais da estatal subiram 0,20%, para R$ 15,34. Os papéis ordinários se valorizaram 0,19%, para R$ 15,91.

As ações da Cemig subiram 1,64%, um dia após a empresa ter ficado de fora dos leilões de hidrelétricas.

Os papéis ordinários da Eletrobras caíram 1,76%, e os preferenciais se desvalorizaram 1,74%.

"O setor elétrico foi muito castigado nos últimos dias, especialmente por indecisões do governo. Há uma política errática, o governo não decide se vai fazer horário de verão e qual o modelo de politica de energia no país. Então o investidor acaba se afastando do setor", avalia Wolwacz, do Grupo L&S.

CÂMBIO

O enfraquecimento do dólar ocorreu entre 27 das 31 principais moedas do mundo.

Os investidores avaliaram os dados econômicos dos Estados Unidos, que divulgaram crescimento de 3,1% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre do ano. A alta no último trimestre foi a mais rápida desde o primeiro trimestre de 2015 e seguiu-se a um ritmo de 1,2% no período de janeiro a março.

Nesta sexta, o mercado cambial deve ter mais oscilação, por ser formação da taxa ptax, que referencia os contratos cambiais.

Nesta quinta, o Banco Central vendeu a oferta de 12 mil contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda de dólares no mercado futuro), para rolar os contratos que vencem em outubro. Até agora, já foram rolados US$ 6 bilhões dos US$ 9,975 bilhões que vencem no mês que vem.

Em novembro e dezembro não há vencimentos de contratos de swap, somente em janeiro (US$ 9,137 bilhões).

O CDS (credit default swap, espécie de termômetro de risco-país) recuou 1,82%, para 199,8 pontos.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados fecharam em baixa. O DI para janeiro de 2018 recuou de 7,530% para 7,525%. A taxa para janeiro de 2019 teve queda de 7,320% para 7,300%.
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 29/09/2017

EXTERIOR CONDUZ REAL PARA PIOR SEMANA DESDE MAIO
Publicado em 09/29/2017 as 03:20 PM

A moeda brasileira caminha para sua pior semana desde meados de maio, tomada pela alta global do dólar. A desvalorização ante a moeda americana somava 1,75% no período até ontem. Se a tendência for mantida até o fim da tarde de hoje, será a perda mais acentuada desde o recuo de 4,25% na semana em que foram divulgadas as conversas entre o empresário Joesley Batista e o presidente Michel Temer.

Desde aquele evento, as perspectivas de aprovação da reforma da Previdência seguem estagnadas no Congresso. O discurso do governo é que a tramitação da medida pode ser retomada em outubro. No entanto, a ausência de novidades positivas tem contido a esperança dos profissionais de mercado sobre a aprovação da reforma ainda na administração Temer.

O mercado acredita que as novas denúncias da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o presidente não vão prosperar na Câmara. Mas esse evento acaba travando um pouco a disposição dos investidores a assumir riscos, especialmente pelo fato de que a evolução da agenda de reformas também fica mais lenta. E isso contribui para a correção de preços, puxada pelo exterior.

Um dos principais termômetro nos juros futuros também capta esse cenário. A diferença entre taxas longas e curtas continua a indicar o elevado prêmio exigido pelos investidores para assumir riscos mais estruturais. Na comparação entre os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021 e de 2019, por exemplo, a inclinação está na máxima histórica, de 1,54 ponto percentual. Já considerando o trecho mais extenso, de 2023 e 2019, houve leve ajuste para 2,24 pontos, ante 2,25 pontos no fechamento da véspera.

“A perspectiva de curto prazo segue positiva, com recuperação de confiança e a inflação em baixa”, diz o operador Matheus Gallina, da Quantitas. Isso contribui para a queda cada vez maior dos juros mais curtos e até limita a perda do câmbio, ante pares emergentes. “Mas para se sustentar a estabilidade de longo prazo, as reformas são necessárias”, acrescenta o profissional.
Para o estrategista-chefe da Votorantim Asset, Marcos De Callis, não está descartada a chance de aprovação da reforma da Previdência antes da eleição, mas o cenário se mostra cada vez mais difícil. Sem a Previdência nos próximos meses, “vão ser necessárias surpresas positivas da economia para preencher esse vazio e manter os preços nos mesmos níveis”, acrescenta.

A despeito da cautela doméstica, o principal catalisador para a alta do dólar e a pressão nos juros futuros desta vez é externo: a reavaliação do cenário econômico dos Estados Unidos. Os juros futuros americanos precificam mais de 70% de chance de novo aperto monetário por lá em dezembro, mais que o dobro das apostas há um mês. A variação dos ativos americanos também contabiliza o crescimento potencial da economia com a reforma tributária proposta pelo presidente Donald Trump. Ainda assim, há quem enxergue com ceticismo a possibilidade de aprovação da medida no Congresso dos Estados Unidos, a exemplo do recente fracasso do republicano em mudar o sistema de saúde.

Ontem, o dólar passou por ajuste e caiu contra boa parte das moedas emergentes. Ante o real, houve baixa de 0,36%, a R$ 3,1823, o que limitou a alta na semana. A taxa do contrato de DI para janeiro de 2021 marcou 8,83% no fim da sessão regular, ante 8,840% na véspera.

O mercado de câmbio brasileiro também vem trabalhando com a perspectiva de que o BC retirará quase US$ 4 bilhões em swap cambial que vencem em 2 outubro. Os outros US$ 6 bilhões desse lote foram rolados para outros prazos. O mais próximo é o de janeiro de 2018, quando vencem cerca de US$ 9,638 bilhões.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

IBOVESPA CAI PELO SEXTO PREGÃO CONSECUTIVO E VOLTA AOS 73 MIL PONTOS
Publicado em 09/29/2017 as 03:20 PM

O Ibovespa registrou ontem a sexta queda consecutiva, mas os investidores mantêm o otimismo com a bolsa de valores no médio prazo. As apostas são de que o crescimento econômico e a queda dos juros podem manter o mercado de ações em alta. Mas, no curto prazo, o recente movimento de realização de lucros pode ter continuidade e o Ibovespa pode testar os patamares de 72.500 e 72 mil pontos. Ontem, o índice fechou com queda de 0,31%, aos 73.567 pontos.

Um dos motivos que têm levado os investidores à realocação de ativos e à realização de lucros é a possibilidade de que o Fed, o banco central dos Estados Unidos, eleve os juros. A presidente da instituição, Janet Yellen, sinalizou a alta das taxas já em dezembro. Além disso, as medidas tributárias anunciadas pelo presidente americano, Donald Trump, na quarta-feira podem ampliar o crescimento da economia e ocasionar uma política monetária mais restritiva nos próximos meses, o que não favorece os ativos de risco.

Para Fernando Barroso, da área de produtos estruturados da CM Capital Markets, a alta dos juros americanos já era esperada pelos investidores, mas pode desencadear uma realocação de ativos. “A intenção de mudança na política fiscal fez com que agentes ficassem mais cautelosos. Os republicanos [partido de Donaldo Trump] são fiscalistas e buscam promover crescimento econômico via incentivo à indústria. Mexer no fiscal afeta a política monetária”, diz.

Os países emergentes, no entanto, podem estar mais resilientes à alta dos juros americanos, segundo os analistas da Capital Economics . Em relatório distribuído a clientes, eles consideram que mesmo que o Fed eleve os juros, o MSCI Emerging Markets, índice que reúne as bolsas de países emergentes, pode subir 10% nos próximos 18 meses. “O desempenho das economias emergentes será suficientemente forte para proporcionar um sólido crescimento dos ganhos no MSCI Emerging Markets”, escreveram. O índice MSCI Emerging Market caiu mais de 2% na última semana com a perspectiva de aperto monetário americano. Já o índice MSCI Brazil sobe 2,67% no mês e acumula alta de 22,69% no ano, até o dia 27, sustentado pela expectativa de retomada do crescimento da economia e afrouxamento monetário.

A queda do Ibovespa ontem foi marcada pelo recuo das ações da Vale e das companhias siderúrgicas. As ações do setor de celulose fecharam com forte alta, com a expectativa de continuidade do aumento do preço da celulose no mercado externo. Os papéis da Fibria tiveram alta de 7,15% e os da Suzano Papel e Celulose, 4,48%.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

ANP VAI MUDAR REGRA PARA EVITAR "ENCALHE" DE BLOCOS
Publicado em 09/29/2017 as 03:20 PM

O resultado da 14ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) pode ser analisado por um duplo viés: de um lado a arrecadação recorde e de outro um dos menores índices em áreas arrematadas em relação às ofertadas.

A arrecadação de R$ 3,8 bilhões foi superior entre todos os leilões de áreas a serem exploradas no modelo de concessões. Em valores atualizados, a maior arrecadação até então tinha sido a da 9ª Rodada, realizada em 2007. Foram pagos R$ 2,1 bilhões, equivalentes a R$ 3,7 bilhões hoje.

Apenas 37 dos 287 blocos oferecidos foram adquiridos, o equivalente a 12,89% do total. O menor percentual até agora foi registrado na 5ª Rodada, de 2003, quando só 11% dos blocos receberam compradores. Contudo, naquele leilão foram arrematados 101 áreas. Em 2015, a 13ª Rodada só teve 14% dos blocos vendidos. Mas o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, acha que o percentual sem interessados não é indicador eficaz para medir o sucesso da licitação e pretende mudar a dinâmica das ofertas.

Segundo Oddone, o encalhe de 250 blocos na 14ª Rodada não pode ser considerado um fracasso, já que houve interessados em áreas nas Bacias de Sergipe-Alagoas, Espírito Santo, Parnaíba, e Campos. "A única que não teve interessados foi a Bacia de Pelotas. E as áreas maduras não tiveram interessados porque provavelmente as empresas querem esses blocos para complementar com os campos que estão sendo oferecidos pela Petrobras no projeto Topázio, que ainda não têm comprador", disse.

Oddone completa dizendo que a "sensação de fracasso contraria a realidade". E lembra que hoje são oferecidas áreas gigantescas no mar com potencial de ter bilhões de barris em reservas e cuja exploração é de alta complexidade, junto com áreas em bacias maduras em terra, com produção marginal.

Por isso observa que a sobra de áreas é comum porque até agora os leilões eram a única oportunidade para uma empresa adquirir uma concessão. A ANP oferecia um conjunto não uniforme de áreas em leilões anuais. Exemplo disso são os 62 blocos terrestres na Bacia Potiguar oferecidos no leilão de quarta-feira. Eram áreas que sobraram da 13ª Rodada, de 2015, e só dois foram vendidos.

A dinâmica vai mudar a partir do momento em que a ANP passar a fazer a oferta permanente de áreas. Assim, os blocos que não tiverem interessados ficarão em oferta permanente na página da agência com as informações básicas. Quem manifestar interesse poderá comprar pelo preço mínimo ou pela melhor oferta, se tiver concorrentes. "Até agora a única chance de a ANP vender áreas era por meio dos leilões anuais e por isso a seleção era muito variada. A oferta permanente vai gerar mais atividade no Brasil", diz Oddone.

A agência também fará leilões separados dos blocos em terra e no mar, e com a oferta permanente só os novos entrarão nos leilões. Uma análise dos resultados dos leilões da ANP desde 1999 mostra que em termos de investimentos previstos, o recorde é da 11ª Rodada, realizada em 2013. Naquele ano as empresas se comprometeram a investir R$ 6,9 bilhões em valores da época, ou R$ 8,77 bilhões atualizados pelo IPCA. Na 14ª rodada o compromisso de investimentos foi de R$ 845 milhões.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

PETROLEIRA CONFIRMA VENDA DE ATÉ 40% DA BR EM IPO
Publicado em 09/29/2017 as 03:19 PM



A Petrobras confirmou oficialmente, pela primeira vez, que a operação de oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora deve envolver a venda de 25% a 40% de sua participação acionária na subsidiária. O conselho de administração da petroleira estatal aprovou o registro de oferta pública e de companhia aberta da BR na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A intenção de vender uma fatia de 25% a 40% já vinha sendo sinalizada como a preferência do conselho desde a aprovação do IPO, em julho. Como a meta da Petrobras é listar a distribuidora no Novo Mercado da B3, já se esperava que ao menos 25% das ações da empresa precisariam ser ofertadas - percentual mínimo exigido de ações em circulação (free float) no segmento especial de governança corporativa da bolsa.



O teto de 40% era a preferência entre os conselheiros. A hipótese de uma pulverização do controle da distribuidora no mercado, a partir da oferta de mais de 50% do capital da companhia, chegou a ser considerada ao longo dos últimos meses de discussão sobre o assunto. A maior parte dos conselheiros, no entanto, preferia "caminhar aos poucos" com a abertura de capital da BR, embora houvesse defensores, no grupo, de um processo de pulverização mais intenso do capital da distribuidora.

O presidente do conselho da Petrobras, Nelson Carvalho, já manifestou anteriormente que a companhia pretende fazer o IPO da BR Distribuidora até dezembro, caso o mercado esteja favorável. Na semana passada, o presidente da estatal, Pedro Parente, disse que a abertura de capital será feita "tão logo quanto possível".

A BR é um dos principais ativos do programa de venda de ativos da estatal, que prevê levantar US$ 21 bilhões no biênio 2017/2018. O banco UBS estima que a BR seja avaliada em R$ 29,5 bilhões.

O IPO da BR começou a ser planejado em 2015, na administração Aldemir Bendine, preso no âmbito da Lava-Jato. No ano passado, contudo, a Petrobras optou por avançar com a venda de uma fatia da empresa para um sócio estratégico. A petroleira brasileira chegou a enviar prospectos a potenciais interessados, em outubro, mas não foi a frente, devido a liminares da Justiça Federal de Sergipe.

Depois que o Tribunal de Contas da União (TCU) exigiu que a petroleira adotasse uma nova sistemática de desinvestimentos, a venda da BR foi interrompida e o IPO voltou a ganhar força.

Ao longo dos últimos meses, a Petrobras vem preparando sua distribuidora para a oferta de ações. Em agosto, a estatal anunciou a reestruturação societária e um aporte de capital de R$ 6,3 bilhões na BR, em troca de recebíveis que a distribuidora tem com confissão de dívida com a Eletrobras, no mesmo valor.

O aporte de capital foi destinado à redução da alavancagem da BR, numa espécie de uma engenharia contábil para "limpar" os números da distribuidora e valorizá-la para uma futura abertura de capital. A percepção no mercado é de que as dívidas detidas pelo setor elétrico pressionariam para baixo o valor da BR.

Ainda em agosto, a Petrobras anunciou a eleição de Rafael Grisolia como novo diretor financeiro da subsidiária. Com mandato até julho de 2019, o executivo assumiu o cargo com a missão de preparar a BR para o processo de abertura de capital.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

LEILÃO PESA PARA ESTATAL NO CURTO PRAZO
Publicado em 09/29/2017 as 03:18 PM

O impacto financeiro da 14ª Rodada de blocos exploratórios de óleo e gás será mais intenso para a Petrobras no curto prazo. No médio prazo, por sua vez, a companhia terá pela frente um compromisso de investimento mais diluído na exploração dos seis blocos em águas ultraprofundas da Bacia de Campos, arrematados pela estatal em parceria com a ExxonMobil no leilão de quarta-feira.

Até 22 de dezembro, a Petrobras terá que desembolsar um bônus de assinatura de R$ 1,8 bilhão (cerca de US$ 565 milhões) pelos ativos. O montante a ser pago à União até o final do ano pode ser ainda maior e superar os R$ 2,6 bilhões (US$ 815 milhões), caso a petroleira seja bem-sucedida na 2ª e 3ª rodadas de partilha do pré-sal, em outubro.

A companhia manifestou o direito de preferência por três áreas (Sul de Sapinhoá, Peroba e Alto de Cabo Frio Central), que, se arrematadas pela companhia, pela participação mínima de 30%, exigirão um bônus de assinatura de R$ 810 milhões (US$ 255 milhões).

Enquanto as despesas com o pagamento de curto prazo ultrapassam a casa do bilhão num intervalo de cerca de três meses, os investimentos obrigatórios na exploração dos ativos são menos relevantes e mais diluídos. Petrobras/ExxonMobil se comprometeram a investir, no mínimo, R$ 571 milhões nos seis blocos da Bacia de Campos. Pela composição da parceria, caberá à estatal R$ 285 milhões - 10% dos gastos da petroleira com exploração em 2016.

A empresa terá um prazo de sete anos, até 2025, para cumprir com os compromissos. Isso significa que a Petrobras poderá começar a investir após o horizonte do atual plano de negócios, quando a empresa espera estar menos estrangulada com o programa de redução da alavancagem.

Para melhorar o ambiente regulatório e atrair as petroleiras para a rodada, a ANP reduziu os compromissos de investimentos no médio prazo. Os programas exploratórios mínimos foram reduzidos e os prazos para conclusão da exploração flexibilizados. Até então, o programa de investimentos era dividido em duas fases, sendo uma delas de menor prazo, de cinco anos para área de águas profundas. O edital da 14ª Rodada, contudo, eliminou a divisão em fases e instituiu um prazo máximo de sete anos para a conclusão da exploração.

A Petrobras já sinalizou que fará alguns remanejamentos dentro do seu atual orçamento e algumas "repriorizações" de projetos do plano de negócios para financiar o bônus com o qual se comprometeu na 14ª Rodada. O valor do bônus, de R$ 1,8 bilhão, segundo a estatal, representa 0,8% dos investimentos previstos no atual plano de negócios 2017-2021.

"Ainda é um investimento bastante substancial [US$ 74 bilhões entre 2017 e 2021], que nos dá muita margem de repriorização para que a gente possa, nesse programa de leilões, oferecer ou participar daqueles que são relevantes para o nosso portfólio", disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a jornalistas, na quarta-feira, antes de participar do leilão.

Durante a licitação, chamou a atenção a diferença de ágio apresentada pela empresa, na comparação com seus concorrentes. Na disputa pelo bloco C-M-411, por exemplo, o consórcio formado pela Petrobras e Exxon ofertou um bônus de R$ 1,2 bilhão - 18 vezes maior que o segundo mais alto. Na concorrência pelo bloco C-M-346, o bônus oferecido, de R$ 2,24 bilhões, foi cinco vezes maior que o segundo colocado.

O Credit Suisse classificou como "seletiva, porém grande" a participação da Petrobras na Rodada realizada quarta-feira. Segundo o banco, os elevados ágios não estão dissociados do potencial da região para o pré-sal.

Apesar de os blocos estarem fora do polígono pré-sal, os levantamentos sísmicos mostram que a região apresenta semelhanças com a Bacia de Santos.

Para o diretor do centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, é provável que a Petrobras, para fazer frente aos compromissos assumidos no leilão, reduza um pouco o nível de investimentos e venda mais ativos.

"A Petrobras está se reinventando, reordenando os seus ativos. Ela não pode parar de repor ativos, as petroleiras têm que estar sempre comprando e reavaliando suas carteiras", disse Pires.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

MINORITÁRIO QUER IMPEDIR PETROBRAS DE VOTAR SOBRE CETREL
Publicado em 09/29/2017 as 03:17 PM



Acionistas minoritários da Braskem querem impedir a Petrobras, cocontroladora da petroquímica, de votar na assembleia geral extraordinária (AGE) convocada para hoje, com o objetivo de deliberar sobre a recompra da Cetrel, empresa que presta serviços ambientais no Polo de Camaçari (BA). Segundo esses investidores, pagar R$ 610 milhões pela companhia de saneamento, vendida pela própria Braskem à Odebrecht Ambiental há cinco anos, não tem sentido comercial e visa a ajudar financeiramente o grupo Odebrecht, que passou a enfrentar dificuldades financeiras após a Operação Lava-Jato.


De acordo com o advogado André Dantas, da Geração Futuro, o plano é apresentar um pedido de impugnação do voto da estatal tão logo a operação seja apresentada - a AGE deve começar às 9h, em Camaçari (BA) -, sob a justificativa de que a Petrobras está vinculada ao acordo de acionistas da Braskem e, portanto, está no bloco de controle e é parte interessada.

O pedido dos minoritários valerá, na verdade, para as duas controladoras da petroquímica. Mas o Valor apurou que a Odebrecht vai se abster da votação, por ser parte relacionada. Já a Petrobras deve votar favoravelmente à compra da Cetrel.
A posição contrária à operação já foi expressa pelos minoritários na primeira AGE de deliberação sobre o assunto, que ocorreu em 25 de agosto. Na ocasião, a recompra da Cetrel foi retirada da pauta. A convocação de nova AGE para tratar sobre o tema, já nesta sexta-feira, surpreendeu os minoritários.

Para Dantas, que representa o fundo de investimento Geração Futuro L. Par, um minoritário ordinarista de Braskem, não há propósito na decisão da petroquímica de recomprar um ativo que foi vendido há cinco anos justamente por não ser considerado estratégico. "Nos parece um acordo de conveniência, porque a Odebrecht precisa de caixa para fazer frente ao acordo de leniência", afirma.

Em 2012, a Braskem vendeu a fatia de 54,2% que detinha na Cetrel e 100% da Distribuidora de Água de Camaçari (DAC) para a Odebrecht Ambiental por R$ 652 milhões. No fim do ano passado, o grupo Odebrecht acertou a venda da Ambiental para a canadense Brookfield, que não manifestou interesse pela Cetrel. Diante disso, a Braskem apresentou uma oferta de R$ 610 milhões para recomprar 63,7% da empresa.

"Essa operação fere os minoritários e a empresa como um todo", diz o advogado da Geração Futuro. "O ativo está fora do 'core' [atividade principal] da Braskem, não há razão de ser da operação nesse momento", acrescenta.

Para o advogado Felipe Claudino, sócio do setor societário do Rolim de Mello Sociedade de Advogados, a operação deveria ser analisada com cautela, uma vez que a Cetrel está trocando de mãos, mais uma vez, entre partes relacionadas. "Há potencial conflito de interesses. É preciso estar muito embasado em critérios técnicos para justificar a compra", afirma.

Caso o pedido de impugnação não seja aceito, a Petrobras tem condições de, sozinha, aprovar a operação na AGE, uma vez que é dona de 47% do capital votante da petroquímica. Se aprovada, a compra será questionada pelos minoritários na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou na Justiça. "Faremos o nosso voto de protesto em caso de decisão favorável e vamos ver como questionar, de forma administrativa ou judicial", afirma.

A Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) também acompanha o caso com preocupação e vai aguardar os desdobramentos da assembleia para eventualmente se manifestar sobre o assunto.

Procurada, a Petrobras informou que não comentaria o assunto. A Braskem, por sua vez, informou que a Cetrel tem papel relevante na gestão dos processos ambientais das atividades do polo Camaçari. "A aquisição busca garantir a segurança e a confiabilidade das operações industriais no polo, em linha com a estratégia da Braskem de reforço de sua operação petroquímica", afirmou, em nota.

De acordo com o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), que representa mais de 90 empresas instaladas na região, a Cetrel é estratégica para o bom funcionamento do polo baiano e tem um banco de dados relevante sobre emissões e água. Há receio de mudança no foco dos investimentos com eventual alteração do controle da Cetrel, de acordo com o superintendente-geral do Cofic, Mauro Pereira.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

PETRÓLEO É DESTAQUE DE ALTA EM SETEMBRO NEGATIVO
Publicado em 09/29/2017 as 03:17 PM

O petróleo foi o destaque positivo das commodities industriais em setembro. A expectativa de continuidade do saque de estoques globais, com o mercado próximo ao déficit, ajudou na confiança dos investidores. Por outro lado, o minério de ferro, que vinha de três meses de alta, terminou em forte queda. No caso do minério, a lógica é inversa: excesso de oferta, principalmente por conta da desaceleração da demanda chinesa.

No mês até ontem, o Brent para entrega em dezembro teve valorização 8,5% na ICE Futures de Londres, para US$ 57,16. O WTI de novembro avançou 7,8%, a US$ 51,56, na Nymex, de Nova York.

Na opinião da consultoria Capital Economics, a forte demanda deve continuar a mitigar parte do crescimento de produção e impedir pressão maior sobre os preços do petróleo. A atividade econômica, principalmente de China, Europa e Estados Unidos, tem ajudado a elevar o consumo.

Essas regiões representam mais da metade da demanda pelo mundo e só durante o segundo trimestre, na avaliação da instituição, foram responsáveis por 75% do consumo. Esse aumento foi fruto de um crescimento econômico acima das projeções, com redução do desemprego e incremento na renda.

Mas o Commerzbank alerta: talvez o otimismo esteja exagerado. O banco comenta que seria necessário uma falta muito mais elevada de barris no mercado para que houvesse de fato um equilíbrio relevante. A grande prova disso, acrescenta, é que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ainda pensa em estender os cortes de produção para além de março.

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) projeta que no médio prazo - ao menos até 2020 - os preços da commodity vão continuar abaixo de US$ 60 o barril. Entre os motivos, estão o aumento de produção das nações fora da Opep, especialmente os EUA, e a possibilidade de disparada dos investimentos no caso de preços muito altos por muito tempo.



Já o minério de ferro, após três meses seguidos de alta, que garantiram um bom terceiro trimestre para as produtoras, caminha para fechar setembro na maior queda desde maio de 2016. No mês até ontem, o recuo é de 20,3%, para US$ 62,89 a tonelada, segundo a "Metal Bulletin".

O que pesa na hora de formar o preço atualmente é a desaceleração da atividade na China e a perspectiva de fechamento de usinas siderúrgicas no país até o fim de 2017, para controlar a poluição. Após meses em que bateu seu recorde histórico de produção do aço, o gigante asiático provavelmente reduzirá o ritmo.

"Um crescimento nada brilhante da demanda e a redução da confiança do mercado futuro na commodity provavelmente continuará a pressionar os preços", escreve o analista Norbert Ruecker, do banco suíço Julius Baer, em relatório. Na Bolsa de Commodities de Dalian, os contratos futuros do minério com vencimento em janeiro - os mais negociados - também caíram, um recuo de 21%.

Em apenas dois meses, a curva futura da matéria-prima encolheu drasticamente. O sinal em Dalian de um dos últimos contratos com alguma liquidez, para entrega em agosto de 2018, teve sua cotação diminuída em 19%.



O problema é que, ao mesmo tempo em que o consumo esfria, a oferta do insumo continua com perspectiva de alta. Austrália e Brasil estão exportando mais - especialmente um material de mais baixo custo, ou seja, mais resistente a preços piores. "Um preço acima de US$ 70 parecia alto demais ante a expansão da oferta de baixo custo", diz Ruecker, em outro relatório.

Mas com o bom desempenho nos outros meses, impulsionado pela demanda chinesa, o terceiro trimestre fecha com alto nível de preço. A cotação média do período até ontem ficou em US$ 71,57, 13,6% a mais do que no segundo trimestre e avanço de 22,6% na comparação anual.

Para a Vale, que consolida seu balanço em reais, a situação é confortável, mas menos, por conta do câmbio. No trimestre, o minério ficou na média de R$ 226,22, ganhos de 12,1% sobre o período de abril a junho e de 19,5% ante o terceiro trimestre de 2016. A companhia, contudo, ganha no alto teor médio de seu produto. Além disso, a empresa usa um misto de correção de valores passados, cotações à vista e projeções de preços futuros.

Um potencial efeito positivo no mercado transoceânico poderia vir da notícia de que a China planeja cancelar quase um terço de suas licenças de exploração do minério. Mas, para Daniel Briesemann, analista do Commerzbank, provavelmente os preços não serão afetados.
"Enquanto a Austrália e o Brasil continuarem produzindo o quanto conseguem, não acho que é um temor que o equilíbrio entre oferta e demanda fique muito apertado", diz Briesemann. "Facilmente qualquer falta que mineradoras chinesas fizerem será coberta pelas empresas desses países."

Segundo a agência de notícias "Reuters" o governo chinês quer cancelar mais de mil licenças.

Mas para Briesemann, além de o tempo para entrarem em conformidade com as exigências permitir que continuem operando, provavelmente muitas delas até já deixaram de produzir por conta dos altos custos. O analista lembra que os planos de fechar algumas siderúrgicas locais, também por conta da poluição, têm efeito muito mais negativo na demanda - e, consequentemente, nos preços.

Para os metais não ferrosos, o mês também foi negativo. Assim como o minério, a maioria do complexo de metais iniciou o mês com respiro, ensaiando alta ante agosto, mas perdeu força nos últimos dias do mês.

Na Bolsa de Metais de Londres (LME, na sigla em inglês), os contratos futuros de três meses do cobre caíram 5%, para US$ 6.452 por tonelada, enquanto o níquel perdeu 11,6%, para US$ 10.265. O alumínio, por sua vez, ficou praticamente estável, com leve alta de 0,7%, para US$ 2.128.

Para o Commerzbank, o níquel está entre as commodities metálicas com pior perspectiva no momento, principalmente porque a Indonésia continua elevando sua produção. Em agosto, a China importou 580 mil toneladas de minério de níquel, maior nível desde março de 2014.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

CONSULTA PÚBLICA DA FERROGRÃO É ADIADA PARA OUTUBRO
Publicado em 09/29/2017 as 03:16 PM

O governo adiou a consulta pública do projeto da Ferrogrão, a ferrovia "das tradings", para meados de outubro, apurou o Valor. Originalmente, a consulta pública deveria ser lançada hoje, conforme o cronograma do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), mas devido a trâmites burocráticos teve de ser prorrogada. A estimativa agora é que a consulta seja lançada até o dia 15. Cabe à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) fazer a licitação.



Contudo, isso não deve comprometer o cronograma do empreendimento, disse uma fonte do governo. A Ferrogrão é um projeto novo que vai conectar a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Estado do Pará, chegando ao porto de Miritituba, num trajeto de 1.142 quilômetros entre Sinop (MT) a Miritituba (PA).

É idealizada pelo consórcio Pirarara, formado pela Estação da Luz Participações (EDLP) e pelas tradings agrícolas ADM, Cargill, Amaggi, Louis Dreyfus e Bunge. O grupo foi responsável por apresentar ao governo a Proposta de Manifestação de Interesse (PMI) do empreendimento. "O importante não é que seja rápido, mas que seja bem feito", disse o presidente da EDLP, Guilherme Quintella, ao ser procurado pelo Valor.

A Ferrogrão tem como objetivo dar uma solução logística para o escoamento da produção do Centro-Oeste que avança em direção ao Norte. O empreendimento está orçado em R$ 12,6 bilhões, sendo a maior parte, cerca de R$ 9 bilhões, concentrada nos cinco primeiros anos. Há uma previsão de que o BNDES financie até 80% da obra. O consórcio Pirarara pretende entrar com no máximo 40% do investimento e busca parceiros com equity e conhecimento de construção e operação ferroviária. A concessão terá prazo de 65 anos.

Na recente missão à China, a Ferrogrão foi o projeto ferroviário que mais atraiu atenção, com perguntas de quase duas dezenas de grupos. Os outros dois projetos ferroviários do PPI (Fiol e Norte-Sul) são "brownfield", com previsão de serem licitados em 2018.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

UE OFERECE COTA PEQUENA PARA CARNE E ETANOL
Publicado em 09/29/2017 as 03:15 PM


A União Europeia (UE) decidiu oferecer ao Mercosul acesso para carne bovina inferior ao que já propôs no passado e volume também modesto para etanol, em meio a uma clara divisão entre países europeus, desidratando o pacote final para o acordo entre os dois blocos, apurou o Valor.

Em reunião informal com técnicos dos Estados-membros, a Comissão Europeia avisou que vai oferecer cota de 70 mil toneladas por ano para a entrada de carne bovina do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai no mercado comunitário, provavelmente livre de tarifa. São 35 mil toneladas para carne congelada e outros 35 mil para carne fresca.



A oferta europeia foi de 100 mil toneladas em 2004, quando a negociação foi suspensa. No ano passado, Bruxelas acenou com cota de 78 mil toneladas, que acabou não colocando na mesa diante da reação hostil da França, Irlanda e outros produtores protecionistas.

Produtores de vários países europeus, contrários ao acordo, reclamam que países do Mercosul já têm acesso exagerado no mercado europeu, com 74% de toda a carne bovina importada, somando 246 mil toneladas por ano, em média.

Para o etanol, outro produto sensível para os europeus, a cota oferecida é de 600 mil toneladas para o Mercosul, sendo 400 mil para uso industrial e 200 mil para combustível. É idêntico ao proposto em 2004. A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) considera a oferta "inaceitável", conforme Géraldine Kutas, assessorasênior para assuntos internacionais da presidência da entidade.

"A Unica está contente que a UE tenha completado sua oferta, que devia ao Mercosul desde maio de 2016. Isso mostra compromisso da UE com a negociação", afirmou ela. "Porém, a Unica está decepcionada com o volume para etanol. É inaceitável, considerando o potencial de redução de gás de efeito estufa de nosso etanol e nossa potencial contribuição à bioeconomia."

Hoje, haverá a reunião mais política e formal da Comissão Europeia com os Estados-membros, para a oferta em seguida ser enviada ao Mercosul. Ninguém espera que as cifras para carne bovina e etanol mudem. Em todo caso, países favoráveis ao acordo com o Mercosul se articulavam para se contrapor ao grupo de 11 protecionistas, liderado pela França e Irlanda, que enviou carta à UE pedindo o adiamento da oferta agrícola.

O embaixador do Brasil para a UE, Everton Vieira Vargas, liderou intensa movimentação diplomática nas últimas semanas, junto a representantes dos Estados-membros e outras personagens influentes na negociação.
A mensagem do Mercosul é de que o acordo precisa ser "ambicioso e equilibrado". E que a UE não pode, na hora da barganha final, oferecer na agricultura - de maior interesse ofensivo do Mercosul - algo que o bloco não possa vender internamente.

"Os europeus são ambiciosos em compras governamentais, propriedade intelectual, acesso de bens industriais", observou Vargas. "E o equilibrio deve ser entendido entre agricultura e indústria, por exemplo'', disse. "Esse é um tema que vai mobilizar importantes forças politicas e econômicas do Mercosul, e a UE precisa fazer uma oferta com credibilidade, que permita ao Mercosul considerar que se está levando a negociação a sério'', afirmou o embaixador.

Apesar de forte resistência de países protecionistas na agricultura, Vargas nota que a Comissão Europeia, braço executivo da UE, tem os instrumentos para concluir a negociação. Tem o mandato para negociar o acordo de livre comércio com o Mercosul, outorgado em 2000, e essa autonomia foi reconhecida pela Corte Europeia de Justiça, em abril deste ano.

Para o embaixador, a comissão e bom número de países sabem que a negociação com o Mercosul tornou-se mais interessante para a UE diante da nova atitude isolacionista dos EUA em relação a livre comércio e congelamento do Acordo de Livre Comércio e Investimento Transatlântico (TTIP).

Um acordo com o Mercosul será o mais importante para a UE, depois daquele com o Japão. A corrente de comércio entre UE e Mercosul foi de € 84 bilhões em 2016, e da UE com o Japão, de € 124 bilhões. Diante das dimensões da economia japonesa, comparada às economias do Mercosul, não há distância muito grande. Em 2016, os europeus, mesmo com a crise brasileira, tiveram superávit de € 1,6 bilhão na balança bilateral, enquanto sofreram déficit de € 8,2 bilhões com o Japão.

O embaixador do Brasil destaca igualmente o aspecto geopolítico de um acordo, no momento em que a China se converte no principal sócio comercial do Mercosul, com impacto que vai além dos números do comércio. Os europeus vão perder terreno, se não fizerem logo um acordo de troca de preferência, que dará vantagens para as empresas dos dois blocos nos respectivos mercados, por exemplo na concorrência com chineses, americanos e outros.

A tendência é mesmo de oferta agrícola europeia na mesa de negociações, enfim, na semana que vem em Brasília. O Mercosul, por sua vez, vai provavelmente ajustar sua oferta industrial diante das cifras europeias.
Fonte : Valor Econômico
Data : 29/09/2017

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA NO BRASIL TEM 3ª ALTA SEGUIDA EM SETEMBRO E ATINGE MÁXIMA DESDE ABRIL DE 2014
Publicado em 09/29/2017 as 03:14 PM

A confiança da indústria brasileira avançou pelo terceiro mês seguido em setembro e atingiu o maior desde abril de 2014, com melhora tanto da avaliação sobre a situação atual quanto futura, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Neste mês, o Índice da Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,6 ponto e foi a 92,8 pontos em agosto, a máxima desde os 97,0 pontos de abril de 2014.

"Os sinais têm sido consistentes: há contínua melhora das avaliações sobre o momento presente e a maioria dos indicadores da pesquisa deixou para trás os níveis extremamente baixos em que se encontravam durante o período recessivo", disse a coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV/IBRE, Tabi Thuler Santos, em nota.

Entretanto, ela destacou que o setor industrial ainda enfrenta o problema da ociosidade.

"O setor ainda opera com elevado nível de ociosidade, mostrando que a recuperação do nível de atividade, apesar de já ser uma realidade, está apenas começando", completou Tabi.

Segundo a FGV, o Índice da Situação Atual (ISA) subiu 0,6 ponto e atingiu 90,6 pontos, o maior nível desde maio de 2014 (92,3 pontos), dada a melhora na percepção sobre o nível de demanda.

O Índice de Expectativas (IE) teve alta de 0,5 ponto, para

94,9 pontos, devido principalmente ao indicador que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios nos seis meses seguintes.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,2 ponto percentual em setembro, para 73,9 por cento.

O resultado foi melhor do que o apontado pela prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI), que indicava avanço de 0,1 ponto.

Os dados acompanham a melhora em outros setores, como a confiança do comércio e dos serviços que avançaram em setembro, assim como a da construção.
Fonte : O Globo
Data : 29/09/2017

PETROBRAS REDUZ PREÇOS DE DIESEL E GASOLINA NAS REFINARIAS A PARTIR DE SÁBADO
Publicado em 09/29/2017 as 03:14 PM

A Petrobras anunciou que reduzirá os preços do diesel em 1 por cento e os da gasolina em 2,1 por cento nas refinarias a partir de sábado, segundo comunicado publicado no site da estatal.

Os reajustes fazem parte da nova sistemática de preços da companhia, que prevê alterações quase diárias nas cotações dos combustíveis.
Fonte : Extra
Data : 29/09/2017

DÓLAR OPERA EM QUEDA NESTA SEXTA-FEIRA
Publicado em 09/29/2017 as 03:14 PM

Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,32%, vendida a R$ 3,1828.

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (29), no patamar de R$ 3,17.

Às 10h39, a moeda norte-americana caía 0,61, vendida a R$ 3,1634.

Os investidores continuam de olho na cena política doméstica, mais precisamente nas negociações para barrar na Câmara a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, notificado na última quarta-feira.

O Palácio do Planalto concentra seus esforços na derrubada dessa denúncia, negociando apenas questões que já estão em pauta, o que tende a levantar preocupações em torno do avanço da reforma da Previdência.

Na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,32%, vendida a R$ 3,1828. O recuo veio após alta de 2% em três sessões. Na semana e no mês, há alta acumulada de 1,76% e 1,12%, respectivamente. No ano, há baixa de 2,06%.
Fonte : O Globo
Data : 29/09/2017

SAIR DA CRISE ECONÔMICA É POSSÍVEL, MAS EXIGE MUDANÇAS
Publicado em 09/29/2017 as 03:13 PM

Fórum no Rio de Janeiro debate alternativas para recuperação fiscal e previdenciária e ressalta a urgência de investimentos em infraestrutura no País

Encontrar soluções realistas que possam resolver problemas estruturais e conjunturais e que façam reacender o interesse dos investimentos privados no Brasil, principalmente no setor de infraestrutura. Esse foi o fio condutor da Sessão Especial do Fórum Nacional, promovido pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), no auditório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro. Como tema “Equacionara Previdência Pública e a Infraestrutura é a Saída”, o even tod is cu tiu questões que ajudam a entender o cenário econômico e sinalizou rumos que o País poderá seguir para a retomada da economia. Encabeçado pelo economista Raul Velloso, o Fórum reuniu ministros, governadores, prefeitos, secretários de estado, representantes do Governo Federal, do setor privado, economistas e demais especialistas para debaterem temas como o ajuste fiscal, a reforma da Previdência e gastos com inativos e pensionistas, concessões de infraestrutura e segurança regulatória, entre outros assuntos.



— O Brasil precisa equacionara Previdência e a questão fiscal — afirmou Raul Velloso durante a abertura do evento, acrescentando que isso não depende de reforma. Bastaria, segundo ele, constituir fundos de pensão, o que está respaldado pela própria constituição. A solução defendida pelo economista resolveria, em seu entender, tanto o problema conjuntural quanto o estrutural do País.

— Sem resolver as questões fiscal e previdenciária a hiperinflação vai voltar—alerta. Na opinião de Raul Velloso, os fundos de pensão com contribuição suplementar seriam uma saída para garantir o equilíbrio atuarial dos sistemas.—Comisso, despesas e receitas poderiam atingir o equilíbrio alongo prazo. E o dinheiro extra para pagar aposentados e pensionistas não viria apenas da contribuição suplementar. Também entrariam na conta ativos e recebíveis— defende ele, assegurando que a solução seria a criação de fundos lastreados em imóveis do governo ou a securitização da dívida tributária.

— Dessa forma, a despesa previdenciária deixaria de pesar sobre o orçamento e passaria a ser administrada pelo próprio fundo. Por que isso não é feito? Porque não tem apelo político — afirma.

O economista também lembrou a carência em que se encontra o setor de infraestrutura no País, “totalmente no limbo”, segundo ele. Em seu entender, o governo não tem recursos para aplicar e o País precisa de investimentos da iniciativa privada para a economia crescer, gerar renda e emprego. — O País necessita de concessões de infraestrutura bem implementadas, para evitar que aventureiros entrem na disputa — diz Velloso.

Na mesma linha, o diretor financeiro do BNDES, Carlos Thadeu de Freitas, relatou as dificuldades encontradas com o atraso na efetivação do ajuste fiscal, que tem alto custo para a economia brasileira exatamente por transformar o nosso longo prazo em curto. Foi nesse contexto que Freitas destacou a importante participação do BNDES, única instituição que oferece recursos a longo prazo, graças a seu funding igualmente longo. E concluiu estimando que o equacionamento fiscal possa talvez permitir a volta da emissão de títulos pelos próprios entes subnacionais.

Para Fernando Veloso, da FGV-Rio, e talvez a grande maioria dos analistas, com as taxas de juros caindo, inflação baixa e melhora em alguns fundamentos, há sinais nítidos de que a recuperação da pior recessão de nossa história já começou, e de que, assim, temos pela frente um potencial imenso para o desempenho econômico do País, bastando fazer o dever de casa na área fiscal.

Na atual recuperação cíclica, cabe destacar a elevação mais recente do consumo, item de maior peso. Mas é bom relembrar a desabada do investimento por trás da crise desde seu início, já discuimpacto tida no Fórum Nacional promovido em maio, em face da queda de confiança do setor privado (ou do aumento da incerteza, conforme indicadores apresentados que retratam isso). Ou seja, do lado do investimento, é preciso um pouco de cautela para interpretar os resultados recentes.

Quanto ao ajuste fiscal, a aprovação da PEC do Teto, que estabeleceu um limite para o crescimento total do gasto igual à inflação decorrida, foi importante, mas tem sérias limitações, devido ao alto grau de rigidez do gasto público e especialmente ao elevado peso do item previdência. Estima-se que, mesmo sob os efeitos da reforma da previdência em discussão no Congresso, a margem para ajuste do gasto no Governo Federal, que hoje é da ordem de apenas R$ 120 bilhões, ou 9% do gasto total de R $1,3 trilhão, dura pouco. Prevê-se que essa margem se reduziria para R$ 60 bilhões em 2020, havendo a estimativa de que o governo não conseguiria funcionar minimamente se gastasse menos de R $70 bilhões anuais. Sema reforma, a margem estouraria entre 2018 e 2019.

Outro ponto destacado foi a reversão de cerca de 6 pontos percentuais do PIB (algo ao redor de R$ 376 bilhões anuais, em valores de 2016) nos resultados fiscais primários dos últimos anos em relação ao que ocorria na fase pré-crise de 2008/2009. Esse seria o montante a ajustar para revertera atual tendência de aumento contínuo da razão entre a dívida pública e o PIB.

Nesse cenário, também é necessário levar em conta a perda de perspectiva de crescimento do PIB em prazo mais longo, devido à queda da taxa de investimento, que inclusive afeta negativamente a produtividade da economia. Se o País crescia entre 4 e 5% ao ano, agora só é possível prever potencial igual ou menor que 2% ao ano.
Embora a reforma trabalhista e mudanças importantes na área de terceirização tenham sido aprovadas recentemente, contribuindo para reduzir o negativo sobre a produtividade, ainda há muito o que fazer com relação à questão tributária e à melhoria do ambiente regulatório.

Sobre o tema macroeconômico falaram ainda Nílson Teixeira, do Banco Credit Suisse, e Samuel Pessoa, da FGV-Rio. Teixeira avaliou cuidadosamente a crise fiscal – especialmente da União -, e seus efeitos no médio e longo prazo sobre a economia brasileira. Segundo ele, o próximo governo terá de conviver com déficits fiscais ainda elevados em todo o mandato 2019-2022.

Pessoa apresentou a história recente da crise fiscal brasileira, recuperou a lógica das instituições que foram construídas no segundo mandato de FHC e explicou por que elas naufragaram recentemente.

Pode-se dizer que a situação é promissora no curtíssimo prazo, mas sem perspectiva de solução a longo prazo. Isso explicaria por que o indicador de incerteza, que vem sendo divulgado pela FGV-Rio, vem mantendo os mesmos níveis observados em 2015, sem qualquer sinal de reversão, inibindo os investimentos privados. Por isso a importância de soluções inovadoras como a apresentada pelo economista e coordenador do fórum, Raul Velloso. Homenagem a um ilustre brasileiro

O Fórum Nacional também teve espaço para uma homenagem a um brasileiro que nunca perdeu as esperanças por um País mais pujante economicamente: o engenheiro Antônio Dias Leite, morto em abril último, aos 97 anos. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, ressaltou, em mensagem de vídeo enviada ao Fórum (Rabello estava em Nova Iorque acompanhando o presidente Michel Temer), a importância que Dias Leite teve na história do País:

— Temos que recuperar a autoestima defendida por ele. Antônio Dias Leite foi ministro de Minas e Energia entre 1969 e 1974, tendo acompanhado de perto o desenvolvimento do setor energético no País.
Fonte : O Globo
Data : 29/09/2017

BACIA DE PELOTAS FICA SEM INTERESSADOS NA 14ª RODADA DE LICITAÇÕES
Publicado em 09/28/2017 as 03:12 PM

Mais uma vez, a Bacia de Pelotas (que compreende em torno de 210 mil quilômetros quadrados e se estende do Sul de Santa Catarina até a fronteira com o Uruguai, abrangendo toda a costa gaúcha) não atraiu interessados em um leilão promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No total, foram oferecidos seis blocos dessa área na 14ª Rodada de Licitações de Áreas de Petróleo e Gás Natural, com valores de bônus para o arremate que variaram de R$ 8,6 milhões a R$ 11,2 milhões.

O diretor da consultoria ES-Petro, Edson Silva, argumenta que ainda são poucos os dados e os estudos geológicos feitos sobre a Bacia de Pelotas. Essa situação aumenta o receio das empresas investirem no local. Silva recorda que nas últimas seis vezes em que a região foi colocada em um leilão, em apenas uma houve blocos arrematados. A vencedora foi a Petrobras, em 2006, mas a estatal sequer chegou a perfurar um poço até agora.

O doutor em geologia e assessor de pesquisa do Instituto do Petróleo e de Recursos Naturais da Pucrs, José Cupertino, ressalta que a indústria do petróleo trabalha com fator de risco e a Bacia de Pelotas representa um elevado risco. No entanto, o especialista frisa que, como a perspectiva é de que mais dados sejam colhidos futuramente, não é preciso perder as esperanças que ainda ocorra exploração de petróleo ou gás na região.

A 14ª Rodada de Licitações de Áreas de Petróleo e Gás Natural arrecadou R$ 3,842 bilhões, com um ágio de 1.556,05%. O valor superou a expectativa de R$ 1 bilhão do Ministério de Minas e Energia e de R$ 500 milhões da ANP. Foram arrematados 37 blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural.

O último setor ofertado no certame foi o mais disputado e um dos blocos atingiu o valor de R$ 2,24 bilhões, em oferta do consórcio formado pela Petrobras e ExxonMobil. O bloco 346, adquirido pelo consórcio, está localizado no setor SC-AP3, na Bacia de Campos, considerado o "filé mignon" do leilão. O setor foi o único a vender todos os blocos ofertados e o último a ser leiloado. O valor dos bônus da última área ofertada soma R$ 3,591 bilhões.

Participaram 20 empresas, originárias de oito países, das quais 17 arremataram blocos, sendo 10 nacionais e sete estrangeiras. A assinatura dos contratos está prevista para ocorrer até o dia 31 de janeiro de 2018. A previsão de investimentos do Programa Exploratório Mínimo - conjunto de atividades a ser cumprido pelas empresas vencedoras na primeira fase do contrato - é de R$ 845 milhões.
Fonte : Jornal do Comércio
Data : 28/09/2017

REUNIÃO DA AUTORIDADE PORTUÁRIA ACONTECE EM RIO GRANDE
Publicado em 09/28/2017 as 03:11 PM

Aconteceu ontem, 27, a reunião de setembro do Conselho de Autoridade Portuária do Porto do Rio Grande. O encontro debateu temas como a passagem de nível na BR-392 e a dragagem de manutenção do Porto do Rio Grande. As reuniões são mensais na sede da Superintendência do Porto do Rio Grande.

A reunião do CAP foi presidida por Eduardo Krause que representa o Governo Federal nos conselhos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. A primeira pauta da tarde debateu com a empresa RUMO ALL a situação da passagem de nível do trem na BR-392 nos momentos de pico trancando a rodovia por períodos muito extensos. Segundo informações repassadas por integrantes da empresa, a preocupação com a situação ali existe e buscasse uma solução como não realizar manobras em horários de pico e também diminuir o tempo de passagem dos vagões pela rodovia.



O segundo tema apresentado foi o andamento das tratativas junto ao Ibama da autorização para a dragagem de manutenção do canal do Porto do Rio Grande. O diretor superintendente da autarquia Janir Branco fez um relato sobre os últimos encontros com a equipe técnica do IBAMA e também sobre os encaminhamentos administrativos que estão sendo tomados. Esteve presente também, o secretário de Estado adjunto dos Transportes, Vanderlan Frank.

O Conselho é um órgão consultivo da administração, instituído em todos os portos organizados. Nos complexos, o CAP é constituído por membros titulares e respectivos suplentes do poder público, da classe empresarial e da classe dos trabalhadores portuários. As reuniões ocorrem mensalmente.
Fonte : Caminhos da Zona Sul
Data : 28/09/2017

CLAUDIO LOETZ: EX-CEO DO PORTO ITAPOÁ IMPLANTA OUTRO EMPREENDIMENTO
Publicado em 09/28/2017 as 03:11 PM

O executivo Patrício Junior, ex-CEO do Porto Itapoá, assumiu, neste mês, o comando do Porto Pontal, localizado na entrada da  baía de Paranaguá, no Paraná. O empreendimento vai entrar em operação em 2020 e  ocupar 625 mil m2. Com cais de mil metros e três berços de atracação simultânea de navios, deverá ter a maior área para armazenagem de contêineres do País. O investimento soma R$ 1,5 bilhão. O grupo JCR, que há 50 anos investe em infraestrutura em energia e atividades portuárias, é o sócio majoritário.
Fonte : A Notícia
Data : 26/09/2017

PARANÁ E MATO GROSSO DO SUL DISCUTEM LIGAÇÃO POR FERROVIA
Publicado em 09/28/2017 as 03:11 PM

A construção de um novo traçado ferroviário que ligue o Paraná e Mato Grosso Sul foi tema de reunião nesta terça-feira (27), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. O governador Beto Richa recebeu a comitiva do estado vizinho, liderada pela prefeita de Dourados, Délia Godoy Razuk, para discutir o projeto do ramal, que ampliaria o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste pelo Porto de Paranaguá.

A prefeita salientou a importância do projeto porque os produtores rurais de Dourados e de outras cidades do Mato Grosso do Sul já exportam boa parte da safra pelo porto paranaense, mas a única via de escoamento é a malha rodoviária. Também participaram do encontro o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, e o secretário adjunto da Infraestrutura do Mato Grosso do Sul, Helianey Paulo da Silva.

O projeto de uma nova estrada de ferro já vem sendo avaliado pelo Governo do Estado. Ele prevê mil quilômetros de trilhos, saindo de Paranaguá e passando pelas cidades de Guaíra, Cascavel e Guarapuava, no Paraná, Dourados e também Maracaju (MS). “Nunca estivemos tão próximos de efetivar este projeto quanto agora”, afirmou o governador Beto Richa. Ele disse que já se busca parcerias com investidores internacionais na área de infraestrutura para o empreendimento.

CONSULTAS PÚBLICAS – João Vicente Bresolin Araújo, da Ferroeste, explicou que a partir de outubro o Estado iniciará uma série de consultas públicas e deverá abrir um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para tentar atrair investidores. Além disso, já estão em andamento estudos de viabilidade técnica e ambiental. “Estamos determinando as diretrizes do projeto”, disse o presidente.

Dourados receberá uma das audiências públicas na segunda quinzena de outubro. “O governador Beto Richa mostrou que não visa só o desenvolvimento do Paraná, mas de todo o Brasil, pela sua disposição em ajudar o Mato Grosso do Sul neste momento”, afirmou a prefeita Délia Godoy Razuk. “Consideramos um dos grandes projetos do Mato Grosso do Sul a construção desta ferrovia e estamos muito satisfeitos com a conversa”, garantiu o secretário adjunto da Infraestrutura.

A prefeita disse que seu estado iniciou a discussão da criação de uma rota bi-oceânica e que, com isso, o escoamento da produção de Dourados e dos 23 municípios da região seria feito pelo porto de Guayaquil, no Equador. “Entendemos que o Porto de Paranaguá é mais interessante para nossa região, e a estrada de ferro se tornou uma necessidade, pois como o escoamento é feito por rodovias o custo aumentou”, disse.

PRESENÇAS – Também participaram da reunião os deputados estaduais Luiz Cláudio Romanelli e Alexandre Cury, a diretora da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, Andréa Abrão, e os empresários do Mato Grosso do Sul, Roberto Razuk e Sílvio Name.
Fonte : Jornal Integração
Data : 27/09/2017

PORTO DE CABEDELO EXPORTA MAIS DE 67 MIL TONELADAS DE PRODUTOS EM 2017
Publicado em 09/28/2017 as 03:10 PM

A Companhia Docas da Paraíba (Docas-PB) já contabiliza a exportação de mais de 67 mil toneladas de produtos este ano saindo do Porto de Cabedelo. São 10.695 mil toneladas de granito que foram enviados para a Itália e 57.072 mil toneladas de ilmenita embarcadas para a Holanda.

No fechamento do segundo quadrimestre do ano, o Porto de Cabedelo registrou a movimentação de mais de 708 mil toneladas de produtos. Esse número é 15% maior do que o registrado no mesmo período no ano passado.



Para a diretora-presidente da Docas-PB, Gilmara Temóteo, o crescimento registrado esse ano é fruto do trabalho desenvolvido para cada vez mais atrair parceiros que possam utilizar o Porto de Cabedelo como porta de entrada e saída de produtos no Estado.

"A Companhia Docas trabalha intensamente com o pensamento de contribuir para o desenvolvimento econômico do Estado com planejamento e ações que possam trazer investimentos para ampliar nossa capacidade de operação e alavancar a movimentação e arrecadação do Porto", disse.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

PORTO DE SUAPE AINDA EM BUSCA DE RETOMAR SUA AUTONOMIA
Publicado em 09/28/2017 as 03:09 PM

Até o final deste ano, o Complexo Industrial Portuário de Suape poderá voltar a ter sua autonomia, com liberdade para realizar licitações e arrendamentos. Diante de muitas idas e vindas políticas, com a expectativa de que o porto conquistasse a retomada da autonomia antecipadamente, agora a expectativa é de que os critérios técnicos prevaleçam. Ontem em Brasília representantes dos portos se reuniram no Ministério dos Transportes que atividades serão delegadas aos Estados e o que caberá ao governo Federal.


Uma portaria ministerial será elaborada para definir essas atribuições. A expectativa é que uma minuta dessa portaria seja apresentada ao ministro Maurício Quintella no próximo dia 10. “Na reunião de hoje (ontem), o Grupo de Trabalho que trata da autonomia discutiu o que poderá ou não ser delegado aos Estados. A intenção é que a política portuário do País e o planejamento do setor fique a cargo do governo Federal, enquanto a operação volte para os portos. Isso vai nos permitir ganhar agilidade. Os Estados poderão realizar licitações, fazer arrendamentos, prorrogar contratos, transferir titularidade, substituir áreas dentro do complexo”, explica o presidente do Porto de Suape, Marcos Baptista.



No próximo dia 3, os representantes dos terminais vão participar de uma assembleia da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABPT) para discutir e sugerir critérios para a minuta da portaria ministerial. As sugestões poderão integrar a minuta que será entregue ao ministro. “O próprio governo (Federal) admite que não tem corpo técnico para tratar da infraestrutura portuária de todo o País. Por isso entregar aos Estados será mais eficiente”, pondera Baptista.

LEI DOS PORTOS

Desde 2013, quando entrou em vigor a chamada Lei dos Portos, os processos de licitação e arrendamentos referentes aos porto do País foram centralizados na Secretaria Especial de Portos (SEP) e na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). A medida engessou o processo de expansão da infraestrutura do Porto de Suape, que na época já estava em processo avançado para licitar o segundo terminal de contêineres (Tecon 2).

Com a mudança na regra, a expectativa é de que o Porto de Suape retome a licitação do Tecon 2 e realize a licitação do pátio de veículos. Hoje o estudo de viabilidade do Tecon 2 está sendo atualizado. Uma primeira versão ficou pronta e deverá ser finalizada em outubro.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

PROJETO DA FERROVIA PARAENSE FOI APRESENTADO NA SEDE DA COMPANHIA CHINESA
Publicado em 09/28/2017 as 03:09 PM

O presidente da China Communications Constructions Company (CCCC) para a América do Sul, Chang Yunbo e outros diretores da empresa chinesa, uma das maiores do ramo de infraestrutura do mundo, conheceram nesta sexta-feira, 22, em Pequim, na China, o projeto da Ferrovia Paraense.

A companhia, que recebeu o governador Simão Jatene do Pará, acompanhado dos secretários de Desenvolvimento Econômico, Adnan Demachki, e de Meio Ambiente, Luiz Fernandes, irá agora aprofundar os estudos e manter contato com o governo paraense para analisar o projeto e estudar a viabilidade de investimentos no Estado.

Durante o encontro, o secretário Adnan Demachki fez uma apresentação detalhada sobre o projeto, demonstrando a viabilidade econômica, interesse de mercado e a preocupação com o respeito ao meio ambiente, uma vez que o traçado não passa por áreas indígenas ou quilombolas. “Em todo o Brasil existem muitas áreas de reserva ambiental e de comunidades tradicionais e, por isso, todo o traçado foi pensado para que não gerasse impacto nessas áreas, o que garante mais agilidade para o próprio estudo e processo de licenciamento”, disse Demachki.

O secretário detalhou, ainda, que sete empresas já assinaram com o Governo do Pará protocolo de intenções demonstrando compromisso de uso da ferrovia para o transporte de carga, entre elas a Vale e a Norsk Hydro. Adnan Demachki comentou também que vários entendimentos com o Governo Federal têm avançado, incluindo a integração da Ferrovia Paraense e a Ferrovia Norte-Sul, além da inclusão do projeto paraense entre as prioridades do Programa de Parceria de Investimentos (PPI) e a ampliação do Porto de Vila do Conde, em Barcarena.

“Nós consideramos importante esta reunião, pois podemos conhecer mais profundamente o projeto e perceber o quanto o governo está comprometido em realizar os projetos no Estado. Temos conhecimento do potencial do Pará, pela sua posição geográfica estratégica, riqueza natural e a integração possível entre modais de transporte, como as hidrovias, os portos e a ideia da ferrovia. Vamos acompanhar de perto e estudar mais detalhadamente com nossos técnicos, pois certamente este projeto precisa de um forte investimento e outras companhias podem conhecer, estudar e se interessar também”, destacou o presidente da CCCC.

Para o governador Simão Jatene, o encontro foi produtivo, pois ficou claro aos possíveis investidores a seriedade e responsabilidade com que o projeto está sendo preparado.

“Certamente agora as equipes técnicas poderão trocar mais informações e esclarecer dúvidas. Deixamos claro que, no momento em que vivemos, é preciso um esforço conjunto entre Estado e iniciativa privada, baseado numa lógica de confiança e de disposição, acabando com a ideia de lados opostos e sim a criação de uma mesa-redonda. Afinal, é do interesse de todos o desenvolvimento econômico, a melhoria das condições de logística e o esforço para que isso seja feito de forma sustentável, com avanços também na área social e ambiental”, disse Jatene.

Ferrovia Paraense

A Ferrovia Paraense atravessa a porção oriental do Estado de sul a norte em 1.312 quilômetros, devendo se conectar com a Ferrovia Norte-Sul, permitindo que esta chegue até o Porto de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, o mais próximo dos principais mercados consumidores do Brasil – China, Europa e Estados Unidos.

O custo do projeto está estimado em R$ 14 bilhões, considerando investimentos na construção da própria ferrovia e de entrepostos de carga. O licenciamento ambiental já está sendo conduzido por órgãos estaduais, com chance de o vencedor do certame assinar o contrato de concessão com a licença em mãos. O traçado do projeto da Ferrovia Paraense não passa por áreas indígenas ou quilombolas, nem florestas densas, o que é um elemento fundamental para que o empreendimento avance sem gerar degradação ao meio ambiente.

A possibilidade de coligação da Ferrovia Paraense com a Norte-Sul, em um trajeto de apenas 58 quilômetros entre Rondon do Pará e Açailândia (MA), abre caminho para uma nova alternativa de escoamento de carga em um porto paraense e é um dos atrativos do projeto para a iniciativa privada. A Ferrovia Paraense cruzará 23 municípios do Estado e terá capacidade de carga de até 170 milhões de toneladas por ano.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

AUTONOMIA DE PORTOS SERÁ POR MÉRITO
Publicado em 09/28/2017 as 03:09 PM

Para recuperar a autonomia perdida sobre a realização de estudos, editais, consultas públicas e outros processos, os portos nacionais precisarão cumprir diretrizes que serão estabelecidas pelo Governo Federal. Essa foi a decisão anunciada na última terça-feira (26) pelo Ministério dos Transportes, durante reunião em Brasília, com a presença do presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista, e representantes dos portos de Itaqui, Santos e Indituba.

O comunicado representa uma mudança de direção do Governo Federal, que já havia prometido devolver a autonomia a Suape, sem que essa decisão implicasse no cumprimento de nenhum critério específico.

Este ano, o presidente Michel Temer cancelou duas agendas de visita a Pernambuco para assinatura de um decreto que devolveria a autonomia de Suape sobre os processos licitatórios e arrendamentos. A primeira foi cancelada depois que o escândalo da delação da JBS veio à tona. A segunda foi prometida pelo ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Moreira Franco, e deveria ter ocorrido em maio. Mas, a crise do PMDB com o PSB, partido do governador Paulo Câmara, jogou água nos planos de Suape.

“Seja por decisão política ou mérito, o importante é retomarmos a independência nos processos portuários”, pontuou Marcos Baptista. A pressa do gestor tem razão de ser. É que a indefinição sobre esse assunto o atrapalha os planos de crescimento do porto há anos. Desde 2013, quando a Lei dos Portos foi editada, Suape ficou com processos licitatórios travados. Entre eles está o segundo Terminal de Contêineres, que ampliará a capacidade portuária e cujo projeto é de 2012.

Baptista detalhou que a Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph) fará assembleia com os portos delegados no próximo dia 3. Vão definir pontos que serão sugeridos como critérios para um grupo de trabalho, formado por representantes do Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Secretaria Nacional de Portos.

“O grupo de trabalho, então, terá até o dia 10 de outubro para entregar a minuta da portaria ministerial, que estabelecerá as regras para a delegação da autonomia aos portos”, disse Baptista. Depois disso, a minuta será submetida à Casa Civil, mas não se sabe em quanto tempo o processo será concluído, nem os critérios. O índice de desenvolvimento ambiental e outros indicadores de desempenho podem ser levados em consideração. “Estamos preparados. O governo já havia comentado o bom desempenho e qualidade de Suape”, ponderou.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

AUTONOMIA DE SUAPE VEM POR NOVO CAMINHO
Publicado em 09/28/2017 as 03:08 PM

A desejada autonomia do Complexo Industrial Portuário de Suape tem calendário à vista, mas a liberdade de operar o porto local virá por outro caminho. Em vez de uma portaria exclusiva de concessão, o porto pernambucano será contemplado por uma portaria geral, que vai conceder aos estados o poder de atuar de forma mais direta nos equipamentos locais. A minuta dessa portaria chegará ao ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela, em 10 de outubro, quando segue para vista da Casa Civil e posterior publicação. A priori, ficará sob a gestão federal apenas o que for de caráter geral, dentro da estratégia nacional para o setor. Aos estados, será concedida toda a gestão operacional. A posição deixou o governo do estado otimista.

O modelo foi apresentado em reunião ontem no ministério, com presença de representantes da Associação Brasileiras de Portos. O presidente do Complexo de Suape, Marcos Baptista, também participou do encontro e afirmou que o modelo continua garantindo o pleito local. Segundo ele, será desenhado o que pode ou não ser concedido. “Foram apresentados os caminhos e as estratégias do governo federal em relação aos portos e o processo de definir as diretrizes do que será delegado aos estados. A ideia é que serão repassadas aos estados as responsabilidades operacionais, como fazer a gestão de áreas, arrendamentos, licitações. Tudo que já faz parte da nossa rotina, mas que hoje precisa ser enviado ao governo federal para poder andar”, explicou.

Apesar da mudança de rumo, Baptista acredita na celeridade do processo a partir de agora. “A gente tinha uma portaria exclusiva, que faria a autonomia de Suape chegar antes, mas que as questões políticas não permitiram avançar. Agora, o caminho vai seguir em dinâmica que inclui todos os portos, que, apesar de particularidades, querem a mesma coisa, que é a liberdade de operar com mais rapidez”, explicou. “Depois do ministro dos Transportes, a etapa da Casa Civil deve ser rápida, já que o governo quer integrar a iniciativa privada nos investimentos, e quanto mais rápido aprovar isso, melhor. Esperamos que tudo seja concretizado ainda neste ano. Suape, com certeza, será um dos primeiros a se beneficiar porque já reúne as condições que serão pontuadas na portaria que será publicada”, garante.

A prioridade de Suape continua sendo o segundo terminal de contêineres, o Tecon 2. O assunto já vem sendo tocado pela área técnica do Complexo e o estudo de viabilidade será divulgado no mês que vem. A previsão é passar por todas as etapas, que incluem Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), audiência pública, Tribunal de Contas da União (TCU) e edital para que a licitação esteja na rua até meados de 2018, atraindo investimentos previstos na casa de R$ 1 bilhão.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

TCU QUER DESCENTRALIZAR LICITAÇÃO DE PORTO
Publicado em 09/28/2017 as 03:08 PM

O Tribunal de Contas da União – TCU iniciou um levantamento que promete comprovar que a elevada concentração de poderes no Governo Federal pode estar por trás dos elevados índices de ociosidade apresentados pelos portos públicos brasileiros. Após uma rodada de conversas com governadores, o ministro Bruno Dantas determinou que a Secretaria-Geral de Controle Externo do TCU analise a situação dos portos públicos e identifique os motivos pelos quais 39% das áreas operacionais estavam ociosas em 2014.

De acordo com o ministro, se consideradas as áreas “não afetas à operação”, como as destinadas a transporte de passageiros, por exemplo, o nível de ociosidade sobe para 73%. O Plano Nacional de Logística Portuária tem a meta de derrubar a ociosidade de todas as áreas para 10% até 2035, o que vai exigir uma taxa de crescimento anual significativa das operações. Para o ministro do TCU, governadores e executivos de portos públicos afirmam que, sob o atual modelo regulatório, será impossível alcançar o objetivo.

O argumento principal é de que o Governo Federal não tem capacidade técnica para promover os arrendamentos em ritmo adequado. Na avaliação dos gestores de portos, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários – Antaq consegue fazer, no máximo, um arrendamento por ano.

Alteração no interesse público

O atual vice-presidente de Suape, Marcelo Bruto, diz que o porto teria condições de reduzir a ociosidade de forma mais rápida se pudesse fazer seus próprios arrendamentos.

“Acredito que já poderíamos ter licitado o segundo terminal de contêineres e algumas expansões poderiam ter andado mais rapidamente”.

De acordo com a advogada especialista em Portos Cristiana Muraro, do escritório Jacoby Fernandes & Reolon Advogados Associados, a nova Lei dos Portos – Lei nº 12.815/2013 – concentrou na Antaq a prerrogativa exclusiva de promover arrendamentos de áreas portuárias.

“A medida, tomada no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, tirou poderes das companhias Docas e dos governos estaduais, o que gerou intensa disputa política. Se os estudos comprovarem que a ociosidade dos portos é causada pela rigidez do modelo vigente, o TCU poderá propor mudanças na legislação”, explica.

Para a advogada, um elevado grau de ociosidade nessas instalações atenta contra o interesse público. “Além de fiscalizar obras e políticas públicas, o TCU tem a prerrogativa legal de auxiliar o Congresso Nacional na função de legislar”, esclarece Cristiana Muraro.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

FRANÇA E ITÁLIA FECHAM ACORDO SOBRE A CONSTRUTORA NAVAL STX FRANCE
Publicado em 09/28/2017 as 03:08 PM

França e Itália firmaram acordo nesta quarta-feira que dá à italiana Fincantieri controle efetivo sobre a empresa de construção naval STX France, com controle compartilhado e condições rigorosas, encerrando uma disputa que abalou relações bilaterais.

Os dois países também anunciaram sua intenção de estudar, até junho de 2018, uma possível fusão da empresa francesa de estaleiros militares Naval Group com a Fincantieri, afirmou o governo francês, confirmando notícia da Reuters.

Pelo acordo, a Fincantieri receberá 50 por cento da STX, 34,34 por cento da participação do Estado francês, 10 por cento do Naval Group, 2 por cento da equipe da STX e 3,66 por cento dos fornecedores locais da francesa.

Para que a STX tenha o controle efetivo com 51 por cento, o governo francês lhe dará uma participação de um por cento.

Paris, no entanto, tem o direito de reivindicar essa participação se a Fincantieri não honrar os compromissos com empregos, governança ou propriedade intelectual.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

SP ULTRAPASSA ES E OCUPA POSTO DE 2º MAIOR PRODUTOR DE PETRÓLEO EM JULHO
Publicado em 09/28/2017 as 03:08 PM

Com 344 mil barris de petróleo produzidos por dia no mês de julho, o Estado de São Paulo conquistou a posição de segundo maior produtor da commodity no País, ultrapassando o Espírito Santo (295 mil barris/dia) e perdendo apenas para o Rio de Janeiro (1,8 milhão de barris/dia). As informações são do Sumário Executivo de Petróleo e Gás, divulgado pela Secretaria de Energia e Mineração paulista.

Esta é a primeira vez que o Estado ocupa esse posto. Em nota, o subsecretário de Petróleo e Gás do Governo do Estado Dirceu Abrahão explicou que uma parada técnica programada na área do Parque das Baleias no Espírito Santo reduziu a produção do Estado no período. Entretanto, Abrahão destacou a expectativa de que São Paulo ultrapasse a marca de 1 milhão de barris por dia e se mantenha como o segundo maior produtor de petróleo do Brasil

Ainda em nota, o secretário de Energia e Mineração João Carlos Meirelles reforçou esse cenário e lembrou o salto dos níveis de produção desde 2010 com a descoberta do pré-sal na Bacia de Santos e início da exploração e produção. Há sete anos, a produção paulista atingia 14 mil barris de petróleo por dia, e o Estado ocupava a sétima posição no ranking de produção nacional

De acordo com a Secretaria de Energia e Mineração do Estado, três campos são responsáveis por 98% da produção paulista: Sapinhoá, com 72%, e Lapa, com 16%, ambos no pré-sal; e Baúna (10%), no pós-sal.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quarta-feira a 14ª Rodada de Licitações de Blocos para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural. Serão ofertados 76 blocos exploratórios na bacia de Santos, sendo que 57 têm porções confrontantes ao Estado, de acordo com a secretaria.
Fonte : Portos e Navios
Data : 27/09/2017

LEILÕES INDICAM QUE INVESTIDORES PREFEREM PROJETOS COM BAIXO RISCO
Publicado em 09/28/2017 as 03:07 PM

A primeira grande rodada de licitações do governo Temer mostra que o apetite dos estrangeiros por projetos considerados rentáveis segue forte, embora ainda resista a ofertas mais arriscadas.

Em um ambiente com regras mais favoráveis ao mercado, foram licitadas quatro hidrelétricas que pertenciam à Cemig por R$ 12,1 bilhões, ou 9,7% acima do esperado.

O governo obteve ainda R$ 3,8 bilhões por 37 dos 287 blocos de petróleoofertados, volume bem acima da estimativa inicial, de R$ 1 bilhão.

Do total arrecadado, apenas seis blocos, arrematados em parceria por Petrobras e americana Exxon, renderam R$ 3,6 bilhões. Os blocos são considerados o filé mignon por estarem numa área com potencial de reservas no pré-sal.

"O dinheiro está vindo, mas para projetos em que o risco do negócio é baixo", diz Leonardo Siqueira, da GO Associados. "Ainda há cautela".

Segundo ele, mesmo em um cenário em que o mercado considera baixo o risco de mudanças de regras, os projetos que estão chamando a atenção são os mais maduros e com retornos mais certos.

"As empresas têm vontade de investir no Brasil e olham os ativos de maior qualidade", diz Cláudio Frischtak, sócio da Inter B Consultoria.

Frischtak avalia que a ANP (Agência Nacional de Petróleo) colocou em leilão ativos diferentes e que alguns blocos sustentavam riscos ambientais elevados, o que acabou por afastar investidores.

Já os blocos com potencial de reservas no pré-sal, diz ele, devem continuar atraindo os gigantes do setor. A participação da Exxon, diz, seria uma prévia do que será visto nos próximos leilões que envolvem a área, em outubro.

Alessandra Ribeiro, da consultoria Tendências, diz que ainda há riscos envolvendo o setor de energia, mas bons projetos atraem investidores que estão vendo Brasil em prazos mais longos.

O interesse dos investidores vem de uma situação mundial de liquidez abundante, em que há uma forte busca por ativos nos quais colocar dinheiro, diz Phillip Soares, da Ativa Investimentos.

No caso dos blocos de petróleo, diz ele, a falta de apetite não teria sido um problema do mercado ou da demanda, e sim do que foi ofertado.

Um exemplo de ativo de alto risco, diz Alberto Zoffmann, diretor de project finance da XP Investimentos, era bacia de Pelotas, localizada em um região na qual foi feita pouca exploração. "Faz sentido não ter tido lances nesses blocos ofertados".

Em contrapartida, a atratividade de alguns ativos acabou impondo concorrência aos chineses. As hidrelétricas atraíram outros investidores, como a francesa Engie e a italiana Enel.

Para Thais Brandini, presidente da consultoria Thymos Energia, o leilão das usinas mostra que o novo modelo de concessões conseguiu atrair investidores. A possibilidade de vender até 30% da energia no mercado livre e a remuneração da União por serviços de manutenção da usina, diz ela, foram diferenciais para os estrangeiros.

No geral, a percepção é que a arrecadação acima do previsto ajuda a contornar a questão fiscal. O deficit previsto para este ano é de R$ 159 bilhões.

"Além da dimensão fiscal, os leilões das usinas da Cemig espelham também a demonstração eloquente de poder da equipe econômica", diz Frischtak, da Inter B, em referência à oposição demonstrada por políticos.

Para Siqueira, da Go, os R$ 16 bilhões arrecadados ajudam, mas estão longe de resolver o problema. "É como uma família que vende o carro para cobrir gastos. Uma hora o patrimônio acaba."
Fonte : Folha de São Paulo
Data : 28/09/2017

MERCADO MINIMIZA RISCO DE DISPARADA DO DÓLAR
Publicado em 09/28/2017 as 03:07 PM

A alta global do dólar já aproxima a moeda americana do nível de R$ 3,20 no mercado local. O movimento já dura três sessões consecutivas e se apoia, em boa parte, na reavaliação do cenário econômico dos Estados Unidos. Ainda assim, a trajetória de alta é vista com ceticismo por profissionais de mercado, que enxergam chances de reversão do avanço.

Por ora, o sinal segue negativo para os emergentes, que têm encabeçado os piores desempenhos globais nos últimos dias. No mercado local, o dólar terminou a sessão de ontem em alta de 0,88%, cotado a R$ 3,1937, no maior nível em um mês e meio. A divisa fica cada vez mais perto de chegar a R$ 3,20, algo que não ocorre em um fechamento desde 13 de julho, quando marcou R$ 3,2076.

A dinâmica atual do mercado lembra bastante o que ficou conhecido como “Trump trade”, que foi o impulso que tomou os ativos americanos quando o novo presidente chegou ao poder. Desta vez, foi o anúncio da reforma tributária nos EUA que reanimou o mercado. Caso receba o aval do Congresso, a medida pode alimentar o crescimento da economia americana. E com isso, ganha força a tese de um aperto monetário mais duro por lá.

O debate sobre o ritmo de atuação do Federal Reserve (o banco central dos EUA) é particularmente relevante neste momento pelo fato de que os investidores já têm aumentado a aposta de uma alta de juros já em dezembro, algo que era minimizado há algumas semanas.

Para o economista-chefe para América Latina no banco ING, Gustavo Rangel, não há garantia de que a reforma tributária será aprovada pelos congressistas dos EUA, nem que o movimento do dólar seja sustentável.

“O mercado está precificando algo que até recentemente só contou com surpresas negativas. É tudo bastante incerto”, diz. Exemplo disso veio do fracasso do presidente Donald Trump em mudar o sistema de saúde. “O risco é de nova decepção e o dólar devolver esse ganho”, acrescenta o economista.

Até por isso, a projeção para o câmbio do ING em 2017 e 2018 está mantida. Rangel estima que o dólar ficará em R$ 3,15 ao fim deste ano e subirá um pouco, para R$ 3,25, no próximo.

Os fundamentos econômicos do Brasil jogam a favor do câmbio. Isso porque a economia dá sinais de recuperação enquanto as contas externas seguem sólidas. A cena política, entretanto, ainda desperta cautela. A chance de ser aprovada a reforma da Previdência antes da eleição é minimizada por boa parte dos agentes financeiros. “Até por questão de calendário”, diz o economista-chefe do Rabobank Brasil, Mauricio Oreng.

Por outro lado, ainda há confiança de que a medida deve passar nos primeiros anos de um novo governo. Indício disso é o risco país seguir próximo ao de outros pares emergentes. “Os ativos precificam a solvência do país, que passa necessariamente pela reforma”, acrescenta Oreng. Sua estimativa para o dólar, também mantida, é de que termine 2017 em R$ 3,20 e marque R$ 3,40 no fim do ano seguinte.

Olhando para esse horizonte mais longo, o sócio e gestor na Leme Investimentos, Paulo Petrassi, vê até espaço para alongamento gradual de posições nos juros futuros. “Como tem expectativa de vitória de um candidato reformista na eleição, dá para aumentar a posição” em vértices mais longos, diz. Ele cita, por exemplo, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2021, que avançou ontem a 8,830%, ante 8,760% no ajuste anterior. “O prêmio já começa a compensar”, explica.

O mercado de juros negociados na B3 tem mais facilidade para reverter a alta, na avaliação de Petrassi. “Os juros têm dinâmica própria por causa da inflação”, diz. Hoje, o sinal pode ser testado pelos números do IGP-M de setembro. E na semana que vem, pelo IPCA do mês.

A instabilidade no câmbio, por sua vez, pode aumentar com questões técnicas nos próximos dias. Isso porque será formada a taxa Ptax do fim de mês, que serve de referência para a liquidação de derivativos cambiais. Além disso, devem ser retirados aproximadamente US$ 4 bilhões em liquidez do mercado com o vencimento de contratos de swap cambial tradicional.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

CRÉDITO RECUA, MAS BC VÊ SINAIS DE MELHORA NAS CONCESSÕES
Publicado em 09/28/2017 as 03:07 PM

O mercado de crédito voltou a recuar em agosto e deve exibir contração em termos reais pelo terceiro ano consecutivo, mas o Banco Central vê alguns sinais de estabilização nas concessões e prevê o início de uma retomada gradual nos próximos meses, puxada pela queda dos juros básicos da economia.

Em agosto, o estoque de crédito do sistema financeiro cedeu 0,1%, para R$ 3,047 trilhões, e acumula uma contração de 1,9% nos primeiros oito meses do ano. A projeção do BC é que, neste ano, o mercado de crédito tenha crescimento zero, o que significa uma contração em termos reais, já que a inflação esperada pelo mercado é de cerca de 3%.

Caso se confirme a projeção do Banco Central, será o terceiro ano seguido em que o mercado de crédito apresenta contração em termos reais. No ano passado, houve uma queda de 9,2% e, em 2015, de 3,6%. No acumulado em três anos, a queda real do estoque de crédito chega perto de 15%.

Mas o Banco Central enxerga sinais de estabilização no mercado. As concessões de operações de crédito tiveram um acréscimo de 8,9% entre julho e agosto, embora tenha havido uma leve retração – de 0,5% – quando é considerada a média das operações contratadas por dia útil.
A projeção do BC de crescimento zero no crédito em 2017 embute a perspectiva de retomada nos próximos meses. Como houve uma retração de 1,9% no período de janeiro a agosto, será preciso que o estoque de operações de crédito cresça perto de 0,5% ao mês para que, ao fim de 2017, a variação seja de 0%.
“A recuperação está acontecendo, mas é gradual”, disse o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha. “O mercado de crédito está mais seguindo a recuperação da economia do que liderando.”

Ontem, o BC divulgou a sua pesquisa quadrimestral de condições do mercado de crédito. “No geral, as perspectivas são positivas para o quarto trimestre, sobretudo para as pessoas físicas, mas também para as grandes empresas”, disse Rocha.

Os bancos têm uma perspectiva positiva para a aprovação de operações de crédito de consumo e de financiamentos habitacionais a pessoas físicas no quarto trimestre. A expectativa é positiva também para aprovações de operações com grandes empresas, mas levemente negativo para as pequenas, micro e médias. Na pesquisa, são consultadas instituições financeira que respondem por cerca de 90% do mercado.

Nos últimos meses, o mercado de crédito tem apresentado um desempenho desigual entre os segmentos de pessoas físicas e pessoas jurídicas e entre os mercados livre e direcionado. Em agosto, o crédito a pessoas físicas cresceu 0,7%, na comparação com julho, marcando o décimo mês seguido de alta. O crédito às famílias tem sido favorecido com a queda dos níveis de endividamento e com a recuperação da renda real, dado o recuo da inflação.

Já o segmento de pessoas jurídicas recuou 1% e, nos oito primeiros meses do ano, acumula retração de 7%. O desempenho no segmento tem sido prejudicado pela desalavancagem das empresas, pela retração do crédito do BNDES e pelo fraco desempenho dos investimentos.

Segundo Rocha, a queda da meta da taxa Selic já está se transmitindo para os juros e o spread bancário, e apoiando a expansão do crédito. Em agosto, a taxa média de juros cobrada nas operações de crédito recuou de 29% ao ano para 28,5% ao ano. Os spreads bancários médios, que representam a diferença entre os custos de captação dos bancos e as taxas de aplicação, caíram de 21,5 pontos percentuais para 21,3 pontos.

Os bancos, porém, ainda não repassaram integralmente a queda dos juros básicos da economia aos seus clientes. De outubro de 2016 a julho de 2017, os juros básicos foram cortados em 5 pontos (em setembro, caiu mais 1 ponto), mas as taxas médias cobradas pelos bancos tiveram redução de 4,6 pontos percentuais. A taxa de inadimplência, uma das justificativas sempre lembradas pelos bancos para os juros elevados, se manteve estável em 3,7% basicamente durante todo o período.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

CRESCE FILA DE GRUPOS QUE OLHAM A BRASKEM
Publicado em 09/28/2017 as 03:06 PM

Prevista para ocorrer no próximo ano, a venda de uma fatia da petroquímica Braskem, controlada por Odebrecht e Petrobras, promete ser disputada. A fila de potenciais interessados acaba de crescer, após a Itaúsa, holding que controla o Itaú Unibanco e empresas industriais como Duratex e Elekeiroz, sinalizar publicamente que olha o ativo. Em encontro com analistas, na terça-feira, o presidente Alfredo Setúbal afirmou que pode avaliar a participação em um consórcio para comprar uma parcela da empresa, relatou a Reuters.

A holding se junta a outros grandes nomes que seriam interessados na Braskem, como Exxon, Shell, LyondellBasell e Dow Chemical, além de Saudi Aramco, petroleiras chinesas e fundos de investimento.

No caso da Itaúsa, avalia uma fonte, a eventual compra de participação daria musculatura a sua presença na indústria petroquímica. É dona da Elekeiroz, que faz diversos tipos de plastificantes e insumos para solventes, Compra matéria-prima da Braskem. Mas a operação é muito pequena.

"A Elekeiroz não parece argumento para a compra da Braskem", diz a fonte. Para esse interlocutor, a Itaúsa pode ter manifestado o interesse já em contato com outros interessados e, assim como fez com a compra de participações na Alpargatas e na Nova Transportadora Sudeste (NTS), estar avaliando novos segmentos onde possa alocar recursos diante da queda dos juros.

De fato, a Elekeiroz ainda é inexpressiva se considerados os ativos totais da Itaúsa - R$ 1,36 trilhão na área financeira em junho, R$ 9,09 bilhões da Duratex, R$ 424 milhões da companhia e R$ 102 milhões da Itautec. A empresa compra matéria-prima, propeno, em Camaçari.

Outra fonte diz que nas últimas semanas o Itaú BBA intensificou a consulta a executivos sobre Braskem e as perspectivas da petroquímica.

A Petrobras busca iniciar o processo de venda de suas ações de Braskem ainda em 2017, apurou o Valor. Segundo fontes a par das negociações, a Odebrecht e a estatal, avançam as conversas acerca de um novo acordo de acionistas, que é fundamental para a transação.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

EXXON E PETROBRAS SÃO PROTAGONISTAS NA BACIA DE CAMPOS
Publicado em 09/28/2017 as 03:05 PM

A 14ª Rodada de Licitações e Blocos Exploratórios, promovida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), foi marcada pela volta da norte-americana ExxonMobil ao mercado brasileiro. Principal protagonista do leilão de ontem, ao lado da Petrobras, a maior petroleira de capital aberto do mundo desembolsou R$ 1,914 bilhão em bônus de assinatura para arrematar dez concessões, o que representa a metade da arrecadação do governo na licitação.

Desde que devolveu à União o bloco BM-S-22, no pré-sal da Bacia de Santos, depois de uma campanha exploratória de insucesso, no início da década, a Exxon vinha mantendo atuação tímida no país. Até ontem, o portfólio da multinacional se limitava a apenas dois blocos exploratórios nas bacias Potiguar e do Ceará, arrematados na em 2013, na 11ª Rodada.


Em meio às mudanças regulatórias recentes adotada pelo governo e ao anúncio do calendário plurianual de rodadas, a Exxon decidiu então fortalecer sua presença no mercado brasileiro. A companhia vinha se preparando há meses para a licitações deste ano e chegou a manifestar publicamente a intenção de voltar a apostar no país.

O foco da empresa está em águas profundas. Ao todo, arrematou dois blocos na Bacia Sergipe-Alagoas, como operadora (50%), ao lado da Queiroz Galvão Exploração e Produção (30%) e sua conterrânea Murphy Oil (20%). Já na Bacia de Campos, a petroleira levou dois blocos, sozinha, e mais seis em parceria com a Petrobras, numa sociedade 50%/50%, tendo a estatal brasileira como operadora.

"A Exxon levou em consideração o conhecimento detido pela Petrobras na Bacia de Campos ao se associar a ela", disse Anderson Dutra, sócio de óleo e gás da KPMG.

Em comunicado enviado à imprensa, a Exxon se disse estar "ansiosa" para "trabalhar com o governo brasileiro e parceiros" a fim de desenvolver exploração nos blocos arrematados na 14ª Rodada. "A ExxonMobil tem uma longa história com o Brasil. Estamos aqui há mais de 100 anos (desde 1912) e com muita disposição para escrever mais um capítulo desta rica história", informou a companhia.

A disposição se traduziu nos altos bônus de assinatura pagos pelos ativos. O consórcio formado com a Petrobras chegou a oferecer um bônus 18 vezes maior que a segunda melhor proposta. Em duas ocasiões, as empresas pagaram um bônus acima de R$ 1 bilhão (para o bloco C-M-346, dispenderam R$ 2,2 bilhões, o maior bônus para uma área em leilão sob regime de concessões). Os blocos de Campos estão próximos do polígono do pré-sal e têm potencial para descobertas na camada abaixo do sal.

Questionado sobre a diferença para a concorrência, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que os altos bônus de assinatura pagos pela estatal estão dentro da capacidade de investimentos da companhia. Segundo ele, a empresa não pagaria os valores pagos se não tivesse informações que demonstrassem o quanto as áreas arrematadas valem a pena.

"Quando a gente entra num processo [competitivo como esse] ninguém sabe o lance que o outro vai dar. O que é fundamental nesse trabalho é saber qual é o nosso limite. E avaliar na medida do possível qual vai ser o nível de competição que vamos ter nesse leilão. Está absolutamente dentro do limite aprovado no nosso conselho de administração", disse Parente, a jornalistas, após a 14ª Rodada.

Na avaliação de Dutra, da KPMG, a diferença nos bônus pagos pela Petrobras e Exxon, na comparação com os concorrentes, sinaliza que as demais petroleiras, em certa medida, não esperavam uma ofensiva tão forte da estatal na licitação. Segundo ele, a brasileira tem expertise em operar na Bacia de Campos e as informações detidas pela companhia na região reduzem os riscos exploratórios e devem indicar uma grade potencial de descobertas na área. "A Petrobras se posicionou para evitar a concorrência", comentou.

O executivo destacou os benefícios da parceria com a Exxon, na divisão de riscos e investimentos, e disse que a parceria com a americana é um costume "usual e regulado internacionalmente", e algo a ser valorizado. Ao ser questionado se a Exxon poderia "carregar" a estatal nos investimentos nas áreas arrematadas na 14ª Rodada, Parente afirmou que "não há nada negociado".

O executivo disse, ainda, que a decisão da companhia de entrar como operadora nas áreas arrematadas em Campos foi tomada em conjunto com a parceira e não uma imposição da estatal. "Não existe possibilidade de imposições quando se constrói uma parceria. Uma parceria com uma empresa do porte e qualidade da Exxon tem que levar os prós e contras e as conveniências dos dois lados", disse.

Na avaliação de Parente, a experiência da Petrobras no offshore brasileiro "naturalmente contou" na decisão da Exxon de se aliar à estatal. "Nas conversas com o parceiro chegou-se à conclusão de que nesse momento o mais adequado seria a Petrobras ser operadora", afirmou.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

ANP OBTÉM BÔNUS RECORDE NA 14ª RODADA
Publicado em 09/28/2017 as 03:05 PM

Com números recordes, a 14ª Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) arrecadou, ontem, R$ 3,842 bilhões em bônus de assinatura, valor que superou os R$ 2,8 bilhões obtidos pelo governo na 11ª Rodada realizada em 2013. Ao todo, vinte empresas fizeram ofertas e arremataram 37 dos 287 blocos oferecidos, o equivalente a 12,89% do total.

A arrecadação é a maior da história da agência quando considerados os leilões de áreas exploradas sob regime de concessão. O valor só é superado pelos R$ 15 bilhões do leilão de Libra, sob o regime de partilha de produção.

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, disse que os números do leilão não deixam dúvidas quanto ao interesse das empresas pelo Brasil. "O setor de exploração 'offshore' ficou 10 anos sem leilões [com áreas] na Bacia de Campos."



Juntas num consórcio, Petrobras e Exxon Mobil arremataram seis áreas na Bacia de Campos, que renderam R$ 3,441 bilhões em bônus para a União e responderam por quase 90% de todo o valor arrecadado no leilão. Também coube ao consórcio de gigantes o maior bônus pago por um bloco no Brasil, R$ 2,24 bilhões, oferecidos pela área C-M-346 na Bacia de Campos. Até então, o maior bônus pago em um leilão da ANP tinha sido R$ 350 milhões por um bloco na Foz do Amazonas em 2013.

O leilão marcou, ainda, algumas estreias: a americana Murphy Oil adquiriu, em sociedade com a Exxon e Queiroz Galvão, seus dois primeiros blocos no país, na Bacia Sergipe-Alagoas. Já a chinesa CNOOC estreia como operadora, na Bacia do Espírito Santo.



Até quem não conseguiu arrematar áreas ficou satisfeito. É o caso do presidente da Shell Brasil, Andre Araujo, que fez propostas por áreas na Bacia de Campos junto com a espanhola Repsol mas não ganhou. "Não é o que queríamos, mas estou satisfeito com o resultado. O leilão foi competitivo. Foi um bom leilão" disse Araújo.

Antecessora de Oddone na ANP, Magda Chambriard esperava uma grande procura pela Bacia de Campos. Ela considerava uma oportunidade de as empresas adquirirem blocos com potencial de descobertas no pré-sal. As áreas, que não foram oferecidas em leilões passados por veto da ex-presidente Dilma Rousseff, estão fora do polígono oficialmente estabelecido para o pré-sal e por isso serão exploradas no regime de concessão - que possui condições consideradas mais favoráveis pela indústria.

"A Bacia de Campos tem infraestrutura instalada e a possibilidade de descobertas no pré-sal, apesar de serem de difícil interpretação", disse Magda, hoje consultora da FGV Energia. Ela também lembrou que as participações governamentais cobradas para a produção de petróleo nessas áreas variam em torno de 59%, enquanto no campo de Libra, regime de partilha, chegam a 75%.

Oddone admitiu que sua expectativa de que o leilão arrecadaria R$ 500 milhões tinha sido conservadora, já que tomava como base resultados anteriores. Agora afirma que as estimativas de arrecadação com as próximas rodadas também cresceram. É o mesmo que espera o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, para quem a magnitude das ofertas serve de preparação para as empresas para as próximas rodadas, tanto entre aquelas que participaram, vencedoras ou não, como as que não fizeram ofertas.

Coelho Filho lembrou que a arrecadação nas rodadas do pré-sal em outubro será fixa em R$ 7,75 bilhões, caso todas as áreas do pré-sal sejam arrematadas. Mas disse esperar um percentual além do mínimo de óleo cedido à União, já que as áreas serão repassadas no regime de partilha. O percentual de petróleo oferecido para a União será o critério da escolha.

Questionado sobre o baixo interesse em áreas terrestres ("onshore"), o ministro disse que o governo quer estimular investimentos nesse segmento. "Espero que o leilão sirva de sinalização de que estamos cuidando do 'offshore', mas queremos de forma decisiva estimular o 'onshore' brasileiro".

Oddone antecipou ao Valor que vai separar as áreas de mar e terra oferecidas nos próximos leilões. Isso será feito depois que a agência colocar em oferta permanente as áreas que já tenham sido leiloadas sem terem interessados. Segundo Oddone a medida vai reduzir o número de blocos em terra nos próximos leilões, evitando resultados díspares como o da 14ª Rodada, considerada um sucesso mas com 250 blocos sem interessados. "Os próximos leilões terão menos blocos e isso vai evitar a sensação de fracasso quando na realidade o resultado é um sucesso", disse.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

BRASIL DEMORA PARA ADOTAR ACORDOS DEIXADOS POR OBAMA
Publicado em 09/28/2017 as 03:04 PM



Barack Obama deixou um legado de acordos com o Brasil que foram levados adiante pelos EUA, mas que ainda padecem de cumprimento por órgãos do governo brasileiro. A lista atinge vários setores da economia bem como executivos brasileiros que têm negócios com os EUA. Se os acordos firmados com o governo Obama tivessem sido concluídos, o Brasil poderia estar atraindo mais investimentos americanos.

Obama virá ao Brasil para participar do evento "Cidadão Global", em 5 de outubro, em São Paulo, promovido pelo Valor e pelo banco Santander.

A relação do então presidente americano com o Brasil começou com admiração. Logo após assumir a Presidência, em janeiro de 2009, Obama viu o Brasil como o país que estava conseguindo crescer economicamente, a despeito da crise financeira que começou nos EUA e afetou praticamente o mundo inteiro.



Ele chegou a apontar que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva era "o cara" e o "líder mais popular da Terra", durante um encontro do G-20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), em abril de 2009, em Londres.

Mesmo com essas boas impressões recíprocas entre Obama e Lula, a relação bilateral passou por algumas crises que dificultaram avanços em questões importantes entre os dois países. Uma dessas crises mais relevantes ocorreu quando o Brasil intermediou um tentativa de acordo sobre enriquecimento de urânio com o Irã, na mesma época em que os EUA defendiam a imposição de sanções àquele país, em maio de 2010. Outra crise grave derivou da revelação de documentos diplomáticos americanos indicando que o Brasil estaria sendo espionado, inclusive a então presidente Dilma Rousseff.

Segundo diplomatas americanos ouvidos pelo Valor, o acordo com o Irã foi o ponto de maior dificuldade na relação bilateral durante o governo Obama. Já os diplomatas brasileiros apontam o episódio da espionagem como o mais dramático, responsável pelo cancelamento da visita de Estado que Dilma faria a Washington, em 2013.

Obama também enfrentou contradições na sua relação com o Brasil. O americano tinha pontos em sua agenda internacional que se assemelhavam ao governo de Lula e de Dilma, como a defesa do meio ambiente e o uso de energias renováveis. Porém, o Brasil raramente estava ao lado dos EUA nas votações importantes na ONU. Obama cobrou esse fato numa reunião bilateral, durante um encontro na ONU, ainda na gestão Dilma. Um embaixador brasileiro respondeu que o Brasil votava junto com os EUA no mesmo nível da Índia. "That's low bar" (algo como "Isso é nivelar por baixo"), retrucou Obama.

A agenda bilateral ganhou bastante impulso com a visita de Obama a Brasília, em março de 2011, quando foram assinados vários acordos. Como a então presidente Dilma estava nos primeiros meses de sua gestão e Obama poderia ser reeleito - como, de fato, acabou acontecendo - os acertos apontavam para uma agenda de cooperação de prazo mais longo entre os dois governos. Porém, não apenas vários pontos não foram cumpridos pelos brasileiros como a relação foi tomada por crises pontuais que atrapalharam os avanços pretendidos pelas duas partes.

Um dos principais pontos daquela visita, em termos comerciais, foi a parceria para a abertura de voos por companhias internacionais entre os dois países. Chamado de céus abertos ("open skies"), o acordo foi cumprido imediatamente pelo lado americano, enquanto que, no Brasil, Dilma deixou o seu mandato, em 2016, sem ter enviado o texto para o Congresso. Atualmente, o acordo entra toda a quinta-feira no sistema de votação do plenário da Câmara para ser, posteriormente, ser retirado por obstrução liderada pelo PT.

Houve ainda entendimentos mútuos que foram acertados visando desenvolvimento em determinados setores da economia que não apenas não foram para frente como retrocederam.

O governo Obama se comprometeu a abrir o mercado americano à carne bovina brasileira, o que de fato aconteceu. As primeiras exportações do produto "in natura" chegaram aos portos daquele país no fim de 2016, ainda em seu mandato. Porém, as operações da Polícia Federal sobre problemas na fiscalização de carnes no Brasil e a descoberta recente de abcessos em algumas amostras levaram os EUA a embargar o produto neste ano. O Brasil passou, portanto, da promessa de uma abertura de mercado, que foi cumprida por Obama, a uma situação de embargo por razões sanitárias.

No setor de combustíveis renováveis, o governo Obama retirou uma tarifa de importação do etanol, atendendo a uma demanda de anos de produtores e do governo brasileiro. Mas, em agosto passado, o Brasil baixou uma tarifa sobre o etanol dos EUA que está sendo profundamente criticada por produtores, parlamentares e por membros do governo americano. Neste ponto, o Brasil passou de defensor de livre comércio com os EUA à condição de protecionista.

Na área tributária, após anos de tratativas, Brasil e EUA chegaram a um termo que permite a troca de informações entre os órgãos da Receita Federal dos dois países. Porém, o acordo para evitar a bitributação, que seria um importante avanço bilateral, beneficiando contribuintes que têm atividades nos dois países, permanece em discussão há décadas e ainda está longe de ser concluído.

Em junho de 2015, durante a visita reagendada de Dilma a Washington, o governo brasileiro se comprometeu a concretizar, até o primeiro semestre de 2016, a participação do Brasil no "Global Entry" - programa que facilita a entrada nos EUA de executivos e pessoas consideradas de baixo risco. Até hoje, porém, o governo não conseguiu tomar as medidas necessárias para implementar o programa no lado brasileiro.

O Brasil também se propôs a aprovar um acordo bilateral de Previdência, que resultaria numa economia de US$ 900 milhões a empresas brasileira e americanas, mas o texto ainda não foi ratificado pelo Congresso.

Uma derrota importante para os EUA foi a opção do Brasil pela compra de caças suecos, em detrimento dos da Boeing - um negócio estimado em US$ 5 bilhões. A escolha brasileira foi anunciada dois meses depois do cancelamento da visita de Dilma por causa do "escândalo da espionagem".

O último ano de Obama na Presidência coincidiu com o processo de impeachment de Dilma, o que acabou afastando os EUA do Brasil. O americano não queria provocar interferência na tumultuada crise política brasileira. Esse também foi o ano em que Obama promoveu uma abertura sem precedentes com Cuba e visitou a Argentina num claro sinal de apoio às reformas anunciadas pelo presidente Mauricio Macri. Os EUA passaram a se concentrar em outros países da região. Com o presidente Michel Temer, houve apenas um aperto de mãos durante a assembleia da ONU, em 2016.

Mark Feierstein, consultor sênior da Albright Stonebridge Group e ex-integrante da equipe de Obama na Casa Branca responsável por lidar com o Brasil, lembrou que houve um esforço muito grande por parte do então presidente americano para se aproximar do Brasil em várias frentes. Mesmo com as crises pontuais que ocorreram entre os países, Obama tentou avançar tanto no comércio quanto em posicionamentos nos fóruns globais, como, por exemplo, na questão climática.

Feierstein acredita que Obama deixou a Presidência legando uma imagem melhor dos EUA perante o Brasil. Agora, segundo ele, há uma oportunidade clara para os dois países avançarem no campo dos negócios por conta do interesse mútuo das empresas. "O novo governo tem muito interesse em promover o comércio", afirmou ele, referindo-se ao presidente Temer.

Para João Augusto Castro Neves, diretor para a América Latina da consultoria de risco político Eurasia Group, boa parte da agenda com o Brasil durante o governo Obama foi conduzida pelo setor privado. Ao todo, 50 CEOs de grandes empresas americanas acompanharam Obama durante a sua visita ao Brasil, em 2011, da qual participaram também 400 presidentes de companhias brasileiras. "O que funciona como força motriz da relação bilateral é o setor privado", ressaltou. "Mas falta uma definição clara do que os EUA querem do Brasil e do que o Brasil quer com os EUA", apontou Neves.

Peter Hakim, presidente emérito do Inter-American Dialogue, uma organização não-governamental destinada a aproximar governos do continente americano, lembrou que o Brasil e os EUA sempre ressaltaram intenções de aumentar os laços comerciais, porém, os governos dos países não assinaram um pacto neste sentido nas últimas três décadas. Neste período, os EUA fecharam 20 acordos de livre-comércio, 11 deles com outros países latinoamericanos. Com o Brasil, a discussão está atualmente em torno da adoção de medidas para facilitação comercial. "A relação, de fato, sempre foi mais focada pelas empresas, pelos interesses das empresas", concluiu Hakim.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

AÇO BRASILEIRO TEM PRAZO PARA ESCAPAR DE TARIFA AMERICANA
Publicado em 09/28/2017 as 03:04 PM

Representantes da indústria brasileira de aço têm até 14 de janeiro para convencer autoridades dos Estados Unidos a deixar o produto nacional de fora das medidas a serem implementadas pela Seção 232 - uma investigação conduzida pelo governo americano para verificar se as exportações de aço àquele país são uma ameaça à segurança nacional.

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos vai concluir até aquela data um relatório indicando se há necessidade ou não de imposição de tarifas sobre o aço estrangeiro. O 14 de janeiro é visto, portanto, como o "dead line" pelos brasileiros.

O setor americano de aço quer a imposição de uma tarifa geral sobre as vendas para o país. Representantes da Associação de Produtores de Aço dos EUA defendem tarifas entre 20% a 25%. Em encontros recentes, eles não especificaram se estariam dispostos a dar exceção a países, como o Brasil.

Para dificultar ainda mais a situação dos produtores brasileiros, o presidente Donald Trump está defendendo a adoção de medidas para ampliar a produção nacional de aço e carvão.

A estratégia brasileira para retirar o país da condição de possível alvo da medida ganhou intensidade nessa semana com a visita de representantes do Instituto Aço Brasil a congressistas americanos, integrantes do governo dos Estados Unidos e interlocutores importantes com aquele país. No dia 19 de outubro, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira, deverá se reunir com o secretário de Comércio americano, Wilbur Ross, para discutir o assunto.

Segundo Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil, o país não é uma ameaça aos produtores de aço americanos, já que exporta aos EUA semi-acabados que, depois, são retrabalhados pela indústria americana e revendidos ao Brasil. "Nós não queremos nenhuma proteção", completou Alexandre Lyra, presidente do conselho do Instituto Aço Brasil. "Nós estamos aqui nos Estados Unidos para dizer que somos competitivos para exportar."

Lopes disse não acreditar que os Estados Unidos imponham tarifas ao aço brasileiro em represália à tarifa de etanol imposta pelo Brasil aos americanos. "Nós não acreditamos nisso", ressaltou. "Até onde se sabe a decisão sobre o etanol foi baixada de acordo com as regras internacionais de comércio."
Para Lyra, um argumento forte a favor do Brasil é o fato de o país ter déficit comercial com os EUA e, portanto, estar fora do grupo ameaçado de imposição de tarifas por Trump, como China e México.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

PRODUÇÃO INDUSTRIAL VOLTA A CRESCER EM AGOSTO, DIZ CNI
Publicado em 09/28/2017 as 03:04 PM

A produção industrial avançou em agosto, de acordo com a Sondagem feita pela Confederação Nacional da Indústria. O índice que sintetiza a evolução do setor subiu para 54,8 pontos em agosto, de 50,5 pontos em julho. Em agosto de 2016, ele foi de 50,8 pontos.

Acima da linha divisória dos 50 pontos, o indicador mostra aumento na produção na comparação com o mês anterior. O resultado "dá sequência aos bons resultados apresentados em julho e afasta algumas preocupações sugeridas pela última edição da pesquisa", avaliou, em nota, a CNI.

Já o indicador da evolução do número de empregados na indústria foi de 49,1 pontos no último mês, ante 48,2 pontos em julho, sinalizando que o emprego no setor caiu em agosto com menor intensidade do que a verificada no mês anterior, já que ambos estão abaixo dos 50 pontos.

O percentual médio de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) subiu para 67% no mês passado ante resultado de 65% em julho. Em agosto do ano passado, ela era de 66%.

O indicador relativo à utilização de capacidade efetiva-usual, que considera o UCI comum para o mês, fechou maio em 43,4 pontos, frente a 40,9 pontos em julho. Ou seja, a diferença entre a utilização da UCO em relação ao usual foi menor em agosto do que julho.

Já o índice de evolução de mercadorias estocadas foi de 49,5 pontos no último mês. Em julho, esse indicador foi de 51,1 pontos. Esse resultado fez com que o indicador de estoques planejados passasse para 50 pontos, ante 51 pontos em julho. Resultados abaixo da linha dos 50 pontos indicam estoques menores do que os planejados "Os estoques estão no nível planejado pelas empresas. A queda reverte todo o crescimento observado ao longo do ano", pontuou a CNI. A pesquisa da CNI foi feita com 2,376 mil empresas de todo o país entre os dias 1 e 15 de setembro.
Fonte : Valor Econômico
Data : 28/09/2017

COM CENÁRIO POLÍTICO E EUA, DÓLAR VOLTA A ENCOSTAR EM R$ 3,20
Publicado em 09/28/2017 as 03:03 PM

Bolsa recua 0,7%, na quinta queda seguida; ações de exportadoras sobem

O dólar comercial registrou ontem sua terceira alta consecutiva frente ao real, enquanto a Bolsa caiu pelo quinto pregão seguido. De acordo com analistas, os investidores deram pouca atenção aos leilões de privatização das usinas da Cemig e das áreas de petróleo e olharam mais para o cenário político local.

O câmbio acompanhou a tendência global da divisa americana, ainda em alta devido às declarações, na terça-feira, da presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Janet Yellen — que, ao falar de inflação, elevou as expectativas de aumento de juros nos EUA — e com a proposta de reforma tributária de Donald Trump. O dólar avançou 0,82%, a R$ 3,194, a maior cotação desde 14 de agosto. Já o índice Dollar Spot, da Bloomberg, que mede a força da divisa contra uma cesta de dez moedas, avançou 0,56%. No mercado acionário, o índice de referência Ibovespa recuou 0,7%, aos 73.796 pontos. Foi a quinta queda consecutiva, a maior sequência de desvalorizações desde maio de 2016.

— São as notícias políticas internas que estão pesando. Ontem (terça-feira), a medida que permite que Moreira Franco continue com foro privilegiado venceu de forma superapertada, revelando uma fragilidade inesperada na base governista. Esse placar pode até não ameaçar o presidente Michel Temer, mas é uma mensagem de que o apoio da base vai custar caríssimo para ele. O afastamento de Aécio Neves, que apoiava o presidente, e o recuo do petróleo também reforçam a desvalorização dos papéis — disse um gestor que preferiu não ser identificado.

Segundo Hersz Ferman, da Elite Corretora, a expectativa de alta de juros nos EUA após a fala da Yellen, além do embolso de lucro pelos investidores, justificam parte das perdas do Ibovespa:
— Também é preciso avaliar as consequências políticas do leilão das usinas. A Cemig não levou nada no leilão, e sabemos o quanto a bancada mineira estava trabalhando fortemente para que ela continuasse com essas usinas. Depois do leilão, o deputado Fábio Ramalho, que é vice-presidente da Câmara e coordena a bancada mineira, acusou o governo de não cumprir o que prometeu com a companhia. Logo, há um receio de que isso fragilize a base de Temer.

Com os leilões de suas usinas, a Cemig fechou em queda de 1,61% (PN, por R$ 7,92). Analistas acreditavam que ela conseguiria ficar com uma das quatro hidrelétricas, apesar de ser consenso que ela não tem saúde financeira para fazer tal investimento.

A Petrobras, que participou dos leilões da ANP, recuou 1,61% nos dois papéis, com os ON a R$ 15,88 e os PN a R$ 15,31.

As maiores altas foram de empresas exportadoras, que se favorecem do real mais fraco. A Fibria avançou 3,55%, enquanto a Embraer teve ganho de 2,44%. A Klabin subiu 1,57%, e a Vale, 1,37%.
Fonte : O Globo
Data : 28/09/2017

PETROBRAS E EXXON SALVAM LEILÃO DE PETRÓLEO
Publicado em 09/28/2017 as 03:02 PM

Com lances agressivos por blocos na Bacia de Campos, 14ª Rodada tem maior arrecadação da história



Em uma espécie de teste para os leilões do pré-sal no mês que vem, a 14ª Rodada de Licitações surpreendeu, com uma arrecadação histórica de R$ 3,8 bilhões, acima das previsões, que oscilavam de R$ 500 milhões a quase R$ 2 bilhões, e a maior para um leilão de áreas do pós-sal. O resultado só fica atrás do leilão da área de Libra, no pré-sal. A responsável pelo resultado positivo foi a Petrobras, que entrou pesado na reta final da disputa, pagando R$ 3,4 bilhões por seis blocos na Bacia de Campos, em parceria com a gigante americana ExxonMobil. A dupla foi responsável pelo maior lance do leilão, de R$ 2,24 bilhões. Foi também a primeira grande participação da estatal num certame após o escândalo de corrupção revelado pela Operação Lava-Jato.



No momento em que o governo busca recursos para reforçar o caixa, a Petrobras contribuiu para que o leilão registrasse o maior ágio da história. De acordo com Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o ágio médio chegou a 1.556,05%, o maior já registrado nos leilões. Dos 287 blocos ofertados ontem, só 37 foram arrematados, ou 12,89%. Das 17 empresas vencedoras, sete são estrangeiras.

Das nove bacias ofertadas, a de Campos foi a mais disputada. Competiram com a Petrobras empresas que se reuniram em consórcios, como Shell e Repsol, além de Total e BP. A chinesa CNOOC e a australiana Karoon também fizeram ofertas por áreas na Bacia de Campos. Para o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a companhia foi seletiva:

— Nós falamos o tempo todo que seríamos seletivos e que consideraríamos o conjunto das ofertas nos leilões. E nós concorremos com empresas do primeiro quilate das empresas globais. Isso demonstra o valor desses blocos que estavam sendo leiloados. Fomos realmente seletivos. ‘SUCESSO NÃO É DADO PELO NÚMERO DE BLOCOS’ Esses blocos ficam próximos aos campos do pré-sal, o que eleva a possibilidade de que contenham reservas de petróleo. Parente destacou que há grande potencial para esses blocos.

— A Petrobras é a empresa que detém o maior conjunto de informações sobre o offshore (mar) brasileiro. Portanto, não pagaríamos o valor que pagamos se não tivéssemos informações de que isso vale. A Exxon é a maior empresa de petróleo do mundo — observou Parente.

Na entrevista após o leilão, indagado sobre a atuação da estatal, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a Petrobras não falou com o governo sobre a sua estratégia:

— Não (falamos). É a estratégia da empresa. Tive a oportunidade de falar agora com Pedro Parente. Fico feliz de ver uma empresa que ainda tem apetite. O que queremos é promover o ambiente de exploração e competição.

Se não fosse o apetite da Petrobras, o resultado do leilão teria sido fraco, dizem especialistas. Bacias como a de Pelotas, no Rio Grande do Sul, não tiveram ofertas. Na Bacia do Paraná, que teve a oferta de blocos suspensa pela Justiça na última rodada, apenas um campo foi arrematado pela Petrobras. Foram ofertados 11 blocos.
Em Santos, dos 76 blocos, só um campo foi arrematado pela australiana Karoon, e recebeu aplausos em meio ao baixo número de ofertas. Na Bacia do Espírito Santo, dois blocos foram arrematados, dos sete ofertados. Entre as bacias terrestres maduras, como Potiguar, Sergipe-Alagoas, Recôncavo e Espírito Santo, dos 154 blocos ofertados, 18 ficaram nas mãos de nove empresas, como Geopark, Petroil, Tek, Guindaste e a estreante Bertek, entre outras. Oddone, da ANP, elogiou o resultado:

— Houve oferta variada de áreas. Conseguimos. Tem atividade nova em várias bacias. O sucesso de leilão não é dado pelo número de blocos arrematados e sim pelas empresas diferentes. A garantia do sucesso é dada pelo aumento no número de empresas e pelo aumento de investimento no futuro.

Segundo Alfredo Renault, professor da PUC, presente no certame, o sucesso foi concentrado na Bacia de Campos. Especialistas destacaram as ofertas da Repsol e da chinesa CNOOC por dois dos sete blocos marítimos na Bacia do Espírito Santo. Na Bacia de Sergipe-Alagoas, dos 11 blocos no mar, dois foram arrematados pelo consórcio formado pela Exxon, Queiroz Galvão e a estreante Murphy.

— Isso mostra que offshore é a vocação do país. E a Bacia de Campos é o destaque — disse Renault.

O secretário da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico do Rio, Christino Áureo, presente no leilão, afirmou que os efeitos na economia do Rio estarão concentrados na arrecadação de royalties quando os blocos entrarem em produção:

— O sucesso do leilão confirma a perspectiva de retomada do crescimento econômico, que ocorrerá não só no setor de petróleo, mas em outras áreas. Os resultados mostram o forte potencial da rodada de licitação do pré-sal em outubro.

Segundo a Firjan, o Rio representa 95% da arrecadação de bônus de assinatura no leilão. “As expectativas para o mercado de petróleo e gás são de retomada com o início de novos ciclos de desenvolvimento, mas que dependem de fatores como o preço do barril no mercado internacional e os desejados avanços econômicos do país”, disse, em nota.

Para Carlos Priolli da Alvarez & Marçal, o resultado mostra que o Brasil volta a despertar o interesse de estrangeiros. No próximo mês o país terá dois leilões de pré-sal:

— É um sinal de que os investidores estrangeiros vão voltar com apetite ao Brasil e têm demonstrado interesse nas oportunidades de privatizações.
Fonte : O Globo
Data : 28/09/2017

RESULTADOS MOSTRAM QUE PAÍS AINDA ATRAI GRANDES INVESTIDORES
Publicado em 09/28/2017 as 03:01 PM

Para analistas, certames foram bom termômetro para outras concessões

-RIO E SÃO PAULO- O resultado dos leilões de privatização das quatro usinas da Cemig, que arrecadou R$ 12,1 bilhões, e dos blocos de petróleo e gás na 14ª Rodada, arrematados por R$ 3,8 bilhões, é positivo para o governo, avaliam analistas. Mostra, segundo eles, que o Brasil se mantém como um mercado atraente para grandes investidores estrangeiros e deixa um viés positivo para outros leilões e concessões de ativos.

— O valor arrecadado foi elevado, e o leilão da Cemig revela que, apesar de todas as incertezas econômicas e políticas do momento, existe o interesse de investidores relevantes em colocar dinheiro no Brasil — afirma Luciano Dias Losekann, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador do Grupo de Economia da Energia (GEE). CUSTO POLÍTICO Para Cláudio Frischtak, à frente da Inter.B Consultoria, os dois leilões representam vitória para o governo:

— No caso da Cemig, o ágio, mesmo não sendo o esperado, ficou perto de 10%. Ou seja, houve competição. E garantiu recursos fundamentais às contas do governo. Mas é principalmente uma vitória da equipe econômica, que bateu o pé e enfrentou a resistência da bancada mineira. Isso tem alto custo político. É sinal de compromisso. O mais cômodo seria o governo empurrar essa batata quente com a barriga.

Haveria, na visão de Edson Gonçalves, do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura (Ceri/FGV), um movimento para reafirmar a regra do jogo:

— Vejo foco em boas práticas regulatórias, no sentido de cumprir a regra do jogo. A concessão das usinas da Cemig acabou. Pela regra, elas voltam para a União, que faz novo leilão.

Para Victor Kodja, presidente do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia (BBCE), os questionamentos da Cemig na Justiça não devem atrapalhar o resultado:

— Todos os processos de privatização sempre tiveram questionamentos na Justiça. Se o edital é bem feito, não haverá problemas, como no caso do leilão de hoje (ontem).

Aparentemente, defende Losekann, o risco jurídico envolvido no leilão foi dissipado após o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizar a sua realização, negando pedido de liminar apresentado pela Cemig para suspender o certame.
— A decisão do Supremo dá blindagem à execução do leilão. Não vejo muito risco posterior de judicialização — diz.
O resultado seria um sinal positivo inclusive para o leilão da Eletrobras, avalia Kodja:

— São grupos importantes (que levaram as usinas da Cemig). O processo todo traz credibilidade para a privatização e é sinalização positiva para a venda da Eletrobras.

Já Eduardo Padilha, especialista em infraestrutura do Insper, pondera que o governo precisa trabalhar com maior agilidade para realizar as concessões:
— Os investimentos em projetos e concessões em áreas como saneamento, rodovias, ferrovias e energia podem vir de empresas nacionais e internacionais. Há uma janela de novos investidores mais especializados. Mas há poucos estudos sobre as concessões prontos. É um gargalo.

Segundo Losekann, os R$ 7,18 bilhões oferecidos pela Usina de São Simão pela chinesa Spic Pacific Energy demonstram a continuidade do interesse do país asiático nos ativos brasileiros do setor de energia.

— Ter três companhias diferentes entre as vencedoras do leilão mostra o interesse no Brasil. Tem o capital chinês, sobre o qual sabemos pouco, mas há também grandes, como Engie e Enel. É uma demonstração de que o risco jurídico é percebido como baixo pelos investidores — destaca Gonçalves, do Ceri/FGV.

Para ele, o risco de que o leilão resulte, lá na frente, em aumento na conta de luz para o consumidor é reduzido.

— Pode haver algum impacto, mas pouco relevante. A grande questão hoje é a escassez de água nos reservatórios do país. Sem água, é preciso ativar as térmicas, o que aumenta o preço da conta para o consumidor — explica Gonçalves.

O leilão da ANP terminou com quase 13% das áreas ofertadas contratadas, tendo a Petrobras como protagonista — num consórcio com a ExxonMobil Brasil — do maior bloco arrematado, na Bacia de Campos.

— O leilão voltou a atrair os grandes players. Ter menos blocos arrematados não é sinal ruim. Com os preços do petróleo bem menores que há dois anos e outros riscos envolvidos, as empresas estão sendo mais duras ao avaliar riscos — pontua Cláudio Frischtak. RISCO DIVIDIDO A participação robusta da estatal no leilão é vista de diferentes formas pelos analistas:

— Não vejo a Petrobras, na atual gestão, no papel de instrumento do governo. Acho que a Exxon decidiu voltar ao Brasil. E acredito que haverá interesse das majors no leilão do pré-sal. A Petrobras também entrará, sendo cautelosa em suas escolhas. Há grande liquidez no mercado internacional, e a estatal pode se financiar a um custo competitivo.

A possibilidade de uma atuação estratégica da Petrobras, porém, não é descartada.

— Pode haver uma atuação estratégica, um componente de decisão de país. O Brasil é o controlador da Petrobras. Mas é também um bom negócio para a Exxon — destaca Gonçalves, do Ceri/FGV.

Padilha, do Insper, acredita que partilhar riscos também é uma forma de garantir ganhos para as empresas do consórcio:

— A Exxon, sozinha, não quis tomar o risco todo. Dividir o risco com a Petrobras pode ter sido a forma de atrair a companhia.
Fonte : O Globo
Data : 28/09/2017

EQUIPE ECONÔMICA RESPIRA ALIVIADA COM RESULTADOS
Publicado em 09/28/2017 as 03:01 PM

Recursos dos leilões e melhora da arrecadação seriam suficientes para cumprir meta fiscal e liberar gastos a ministérios, mas ainda não dá para comemorar

Resultado de leilões dá alívio à equipe econômica. A equipe econômica respirou aliviada com o resultado dos leilões de usinas da Cemig e de blocos de petróleo e gás. Depois de passar mais da metade do ano com frustração de receitas e com os cintos apertados para conseguir atingir a meta fiscal, o governo recebeu, num único dia, a garantia de ingresso de R$ 16 bilhões nos cofres públicos até o fim de 2017.

De acordo com integrantes da área econômica, esse dinheiro (R$ 12,1 bilhões da Cemig e R$ 3,8 bilhões dos blocos de petróleo e gás), combinado à recuperação da arrecadação tributária que deu sinais positivos em agosto, já seria suficiente para assegurar a liberação de mais gastos para os ministérios e a realização fiscal de déficit primário de R$ 159 bilhões. No entanto, os próprios integrantes do governo admitem que não se pode comemorar antes do tempo. Primeiro, porque ainda não se sabe se o desempenho positivo da arrecadação de impostos e contribuições no mês passado foi pontual ou uma tendência. Além disso, existem outras incertezas no horizonte.

O governo conta com uma arrecadação de R$ 6,2 bilhões este ano por meio de uma atuação direta da administração tributária, com a aplicação de autos de infração e pela cobrança de débitos atrasados. Mas o próprio relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas alerta para o tamanho da incerteza: “Essas receitas não guardam nenhuma relação com qualquer parâmetro nem se processam em períodos regulares”.

Além disso, existe a influência do fator político no cenário fiscal. Em busca de apoio para ba